UNIDADE UNIVERSITÁRIA

PROGRAMA
DE
ENSINO
DA
GRADUAÇÃO
2016

Faculdade de Ciências e Tecnologia/UNESP
CURSO DE
Geografia
HABILITAÇÃO
Licenciatura e Bacharelado
OPÇÃO
DEPARTAMENTO RESPONSÁVEL
Departamento de Geografia ­ Prof. Dr. BERNARDO MANÇANO FERNANDES
CÓDIGO

DISCIPLINA OU ESTÁGIO
GEOGRAFIA RURAL

OBRIG./OPT./EST.
Obrigatória
CRÉDITO

04

SERIAÇÃO IDEAL
3o ANO

PRÉ E CO-REQUISITO

ANUAL/SEM
1o semestre

CARGA
HORARIA
TOTAL

DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
TEÓRICA

PRÁTICA

TEÓRICO/PRATICA

60

15

20

10

NÚMERO MÁXIMO DE ALUNOS POR TURMA
AULAS TEÓRICAS AULAS PRÁTICAS

AULAS TEÓRICO/PRÁTICAS

OUTRAS
Prátic.Pedagóg.
15
OUTRAS

OBJETIVOS (ao término da disciplina o aluno deverá ser capaz de:)
Compreender as diferentes interpretações sobre o desenvolvimento da agricultura no capitalismo a partir das leituras dos
paradigmas da questão agrária e do capitalismo agrário;
Analisar a Geografia Rural no contexto da ciência geográfica e de outras áreas do conhecimento;
Compreender o debate paradigmático da Geografia Rural ou Geografia Agrária;
Compreender os processos socioterritoriais que determinam a organização do espaço rural e a relação campo-cidade;
Entender o processo e formação da agricultura brasileira: do plantation/trabalho escravo ao agronegócio/campesinato;
Entender as diferenciações da agricultura capitalista, agricultura familiar e camponesa;
Compreender os processos geográficos de espacialização e territorialização dos movimentos socioterritoriais;
Compreender as conflitualidades e as políticas públicas de desenvolvimento do campo: luta pela terra e reforma agrária;
Entender o processo de formação da região do Pontal do Paranapanema;
Utilizar bibliografias, censos agropecuários e os Relatórios DATALUTA para desenvolver conteúdos para docência e
pesquisa;
Interpretar textos resultantes de pesquisas e revisão de literatura para mapeamento do debate paradigmático;
Organizar as bibliografias do debate paradigmático da definir leituras dos processos de conflitualidades;
Desenvolver atividades com plataformas e banco de dados para melhor compreensão dos dados e das informações nas
análises de contextos e tendências da geografia rural.
Analisar o processo de construção do conhecimento para pensar o ensino de geografia nos ensinos Fundamental e Médio

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (título e discriminação das Unidades)
UNIDADE I: Paradigmas da questão agrária, do capitalismo agrário e da Geografia Rural
1 ­ Paradigma da questão agrária;
2 ­ Paradigma do capitalismo agrário;
3 ­ Paradigmas da Geografia Rural;
4 ­ A Geografia Rural no contexto da ciência geográfica e de outras áreas do conhecimento: Geografia
Agrária/Agrícola/Rural/Agricultura.

UNIDADE II: Formação da agricultura brasileira: do plantation/trabalho escravo ao agronegócio/camponesinato
1 ­ A construção do conhecimento cientifico sobre o campo e o ensino de geografia;
2 ­ Diferenciações da agricultura capitalista, agricultura familiar e camponesa;
3 ­ Desenvolvimento da agricultura brasileira: mudanças recentes e perspectivas;
4 ­ Bibliografias, desconstrução, debate paradigmático, análises de textos e dos censos agropecuários e dos Relatórios
DATALUTA para aplicação na pesquisa e na docência.
- segue CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (título e discriminação das Unidades) ­ continuação
UNIDADE III: Processos geográficos de espacialização e territorialização
1 ­ Processos de territorialização e desterritorialização do capital e do campesinato;
2 ­ Políticas públicas de desenvolvimento do campo: luta pela terra, reforma agrária educação do campo;
3 ­ Conflitualidade e desenvolvimento: organizações, instituições, relação capital-trabalho
4 - Bibliografias do debate paradigmático e as leituras dos processos de conflitualidades.
UNIDADE IV: Processo de formação da região do Pontal do Paranapanema
1 ­ A grilagem do Pontal;
2 ­ A ocupação do Pontal;
3 ­ A agropecuária no Pontal;
4 ­ Plataforma Chayanov e banco de dados para análises de contextos e tendências da geografia do Pontal.
METODOLOGIA DE ENSINO
1. Aulas expositivas;
2. Desconstrução de textos e leituras das aulas;
3. Colóquios para o debate paradigmático;
4. Filmes e documentários associados à bibliografia;
5. Atividades práticas para manuseio textos resultantes de pesquisas e de revisão da literatura, de censos agropecuários e
relatórios DATALUTA.
6. Seminários com apresentações individuais e em grupos.
7. Trabalhos de campo
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ABRAMOVAY, R. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. Campinas: Hucitec / Anpocs / Editora da Unicamp,
1992.
ALVES, Eliseu; ROCHA, Daniela de Paula. Ganhar tempo é possível? In: GASQUEZ, José Garcia; VIEIRA FILHO, José
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2010. p. 275-290.
ANDRADE, M. C. de. Geografia rural: questões teórico-metodológicas e técnicas. Boletim de Geografia Teorética. V. 25,
Nos 49-50, 1995.
BOVÉ. J. DUFOUR. F. O Mundo não é uma mercadoria: camponeses contra a comida ruim. São Paulo: Editora da
Unesp, 2002.
BRAY, S. C. Aspectos da trajetória teórico-metodológica da Geografia Agrária no Brasil. Campo-Território: Revista de
Geografia Agrária, V. 3, n. 5, p. 5-13, Fev. 2008.
CAMPOS, Janaina F. de S. Leituras dos territórios paradigmáticos da Geografia Agrária: análise dos grupos de
pesquisa do estado de São Paulo. 2012. 389 f. (Doutorado em Geografia) ­ Faculdade de Ciências e Tecnologia,
Universidade Estadual Paulista, Campus de Presidente Prudente, Presidente Prudente.
CARVALHO, Horácio Martins de. A luta na terra: fonte de crescimento, inovação e desafio constante ao MST. In:
CARTER, Miguel (org.). Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no Brasil. São Paulo: Editora
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CARVALHO, Horácio Martins de. Os camponeses no capitalismo. In: CARVALHO, Horácio Martins de. O Campesinato
no século XXI: possibilidades e condicionantes do desenvolvimento do campesinato no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2005, p.
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CERON, A. O.; GERARDI, L. H. de O. Geografia agrária e metodologia de pesquisa. Campo-território: Revista de
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DINIZ, J. A. F. Geografia da Agricultura. São Paulo: Difel, 1984.

FELICIANO, Carlos Alberto. Território em disputa: terras (re)tomadas no Pontal do Paranapanema. 2009. 575f.
(Doutorado em Geografia Humana) ­Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São
Paulo (USP), São Paulo. p. 263-445; FERNANDES, Bernardo Mançano.
FELICIO, M. J. Contribuição ao debate paradigmático da Questão Agrária e do Capitalismo Agrário. 2011. 215 f.
(Doutorado em Geografia) ­ Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Presidente
Prudente, Presidente Prudente.
FELICIO, Munir Jorge. Paradigma da Questão Agrária e Paradigma do Capitalismo Agrário. In Vinha, Janaina
Francisca de Souza Campo; Coca, Estevan Leopoldo de Freitas; Fernandes, Bernardo Mançano. DATALUTA: questão
agrária e coletivo de pensamento. São Paulo: Outras Expressões, 2014, p. 17-38.
FERNANDES, B.M. Questões Teórico-metodológicas da Pesquisa Geográfica em Assentamentos de Reforma Agrária.
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________________. MST: formação e territorialização. São Paulo: Hucitec, 1996.
________________ A formação do MST no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2.000.
________________. Questão Agrária Pesquisa e MST. São Paulo: Cortez, 2001.
________________. Questão Agrária, conflitualidade e desenvolvimento territorial. In Buainain, Antonio (org.) Luta
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________________. Movimentos socioterritoriais e movimentos socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura
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FERNANDES, Bernardo Mançano. MST In: Caldart, Roseli Salete. Pereira, Isabel Brasil Alentejano, Paulo e Frigotto,
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Joaquim Venâncio: Expressão Popular, 2012c, v.1, p. 496-500
FERNANDES, B. M; RAMALHO, C. B. Luta pela terra e desenvolvimento rural no Pontal do Paranapanema. In
Revista Estudos Avançados, nº 43, p. 239-254, 2001.
FERNANDES, Bernardo Mançano; WELCH, Clifford Andrew; GONÇALVES, Elienai Constantino. Usos da Terra no
Brasil. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Reforma Agrária (livro paradidático de geografia). São Paulo: Ática, 2008.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Políticas públicas, questão agrária e desenvolvimento territorial rural no Brasil. Inédito
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GRAZIANO da SILVA, J. A nova dinâmica da agricultura brasileira. Campinas: Unicamp, 1996
______________________. O Novo rural Brasileiro. Campinas: Unicamp, 1999.
GUIMARÃES, A. P. Quatro séculos de latifúndio. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968
LAMARCHE, H. (Coord.). A agricultura familiar V. II. Campinas: Editora da Unicamp. 1998
LIZÁRRAGA, Pilar; VACAFLORES, Carlos. Proyecto de dominación y resistencia campesina ­ El caso de Tarija, Bolivia.
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KAUTSKY, K. A questão agrária. São Paulo: Nova Cultural, (1899) 1986.
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LÊNIN, V. I. O desenvolvimento do capitalismo na Rússia. São Paulo: Nova Cultural, (1899) 1985
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____________ Reforma Agrária: o impossível diálogo sobre a História possível. In Tempo Social. Revista de Sociologia
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MAZOYER, Marcel; ROUDART, Laurence (org.). Da crise dos países em desenvolvimento à crise mundial; Por uma
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Editora UNESP; Brasília, DF: NEAD, 2010. 568 p. p. 538-552; p. 530-537.
MONBEIG, P. Pioneiros e fazendeiros de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1984.
OLIVEIRA, A. U. A agricultura Camponesa no Brasil. São Paulo: Contexto, 1991.
OLIVEIRA, A. U. Para onde vai o Ensino de Geografia. São Paulo: Contexto, 2004.
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STÉDILE, J. P. (1994). (Org.). A questão agrária hoje. Porto Alegre, Ed. UFRGS/ANCA.
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VILADESAU, Tomás Palau. El agronegócio de la soja em Paraguay ­ antecedentes e impactos sociales y econômicos. In:
FERNANDES, Bernardo Mançano (org.). Campesinato e agronegócio na América Latina: a questão agrária atual. São
Paulo: Clacso e Expressão Popular, 2008, p. 17-43

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A avaliação será concomitante ao desenvolvimento do conteúdo programático e deverá considerar o domínio do conteúdo e
a participação nas atividades propostas contemplando:
1 ­ Participação nas discussões em sala;
2 ­ Participação nos colóquios;
3 ­ Produção individual e em grupo (desconstrução, seminários; trabalho de campo, análise de dados e textos, leituras das
aulas e diálogo crítico).
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
1­ Avaliações escritas;
2 ­ Desconstrução de textos ­ individual;
3 ­ Diálogo crítico ­ comparação das diferenças dos paradigmas e modelos de desenvolvimento;
4 ­ Prova individual;
5 ­ Leitura das aulas ­ debate dos textos com o professor;
6 ­ Apresentações de trabalhos em grupo nos seminários;
7 ­ Participação no trabalho de campo.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO REGIME DE RECUPERAÇÃO
O regime de recuperação compreende a realização de um trabalho que contempla as quatro unidades do conteúdo
programático.
EMENTA (Tópicos que caracterizam as unidades dos programas de ensino)
UNIDADE I: paradigmas da questão agrária, do capitalismo agrário e da Geografia Rural;
UNIDADE II: formação da agricultura brasileira: do plantation/trabalho escravo ao agronegócio/campesinato;
UNIDADE III: Processos geográficos de espacialização e territorialização;
UNIDADE IV: Processo de formação da região do Pontal do Paranapanema.
MATERIAL INSTRUCIONAL
- Textos, documentos em papel e visual.
AUTO-AVALIAÇÃO
Ao final da disciplina os alunos procederão à auto-avaliação.
PEQUENOS PROJETOS - TRABALHO DE CAMPO
Trabalho de Campo (atividades de curta duração). Trabalho de campo no Pontal do Paranapanema.

GRANDES PROJETOS - TRABALHO DE CAMPO
Poderá ser parte de projetos de pesquisa de campo e de aulas no Ensino Fundamental e Médio conforme os projetos
previstos.
HORARIO DE ATENDIMENTO AO ALUNO:
A combinar em classe em horários previamente agendados.
APROVAÇÃO: DEPARTAMENTO

CONSELHO DE CURSO

CONGREGAÇÃO