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Geografia
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Revisão ENEM
1. O uso da água aumenta de acordo com as necessidades da população no mundo. Porém,
diferentemente do que se possa imaginar, o aumento do consumo de água superou em duas
vezes o crescimento populacional durante o século XX.
TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 2009.
Uma estratégia socioespacial que pode contribuir para alterar a lógica de uso da água
apresentada no texto é a
a) ampliação de sistemas de reutilização hídrica.
b) expansão da irrigação por aspersão das lavouras.
c) intensificação do controle do desmatamento de flo- restas.
d) adoção de técnicas tradicionais de produção.
e) criação de incentivos fiscais para o cultivo de produtos orgânicos.

2. A maior parte dos veículos de transporte atualmente é movida por motores a combustão que
utilizam derivados de petróleo. Por causa disso, esse setor é o maior consumidor de petróleo do
mundo, com altas taxas de crescimento ao longo do tempo. Enquanto outros setores têm obtido
bons resultados na redução do consumo, os transportes tendem a concentrar ainda mais o uso de
derivados do óleo.
MURTA, A. Energia: o vício da civilização. Rio de Janeiro: Garamond, 2011 (adaptado).
Um impacto ambiental da tecnologia mais empregada pelo setor de transportes e uma medida
para promover a redução de seu uso estão indicados, respectivamente, em:
a) Aumento da poluição sonora ­ construção de barreiras acústicas.
b) Incidência da chuva ácida ­ estatização da indústria automobilística.
c) Derretimento das calotas polares ­ incentivo aos transportes de massa.
d) Propagação de doenças respiratórias ­ distribuição de medicamentos gratuitos.
e) Elevação das temperaturas médias ­ criminalização da emissão de gás carbônico.

3. As mulheres quebradeiras de coco-babaçu dos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins,
na sua grande maioria, vivem numa situação de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira
de coco assume o caráter de identidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem
dessa atividade e reconhecem sua posição e condição desvalorizada pela lógica da dominação,
se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista da terra, pela libertação dos
babaçuais, pela autonomia do processo produtivo. Passam a atribuir significados ao seu trabalho
e as suas experiências, tendo como principal referência sua condição preexistente de acesso e
uso dos recursos naturais.
ROCHA, M. R. T. A luta das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pela libertação do coco
preso e pela posse da terra. In: Anais do VII Congresso Latino-Americano de Sociologia
Rural. Quito, 2006 (adaptado).
A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da

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a) constante violência nos babaçuais na confluência de terras maranhenses, piauienses,
paraenses e tocanti- nenses, região com elevado índice de homicídios.
b) b) falta
de identidade coletiva
das trabalhadoras, migrantes das cidades e com
pouco vínculo histórico com as áreas rurais do interior do Tocantins, Pará, Maranhão e
Piauí.
c) escassez de água nas regiões de veredas, ambientes naturais dos babaçus, causada pela
construção de açudes particulares, impedindo o amplo acesso público aos recursos
hídricos.
d) progressiva devastação das matas dos cocais, em função do avanço da sojicultura nos
chapadões do Meio-Norte brasileiro.
e) dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçuais localizados no
interior de suas propriedades.

4. Portadora de memória, a paisagem ajuda a construir os sentimentos de pertencimento; ela cria
uma atmosfera que convém aos momentos fortes da vida, às festas, às comemorações.
CLAVAL, P. Terra dos homens: a geografia. São Paulo: Contexto, 2010 (adaptado).
No texto, é apresentada uma forma de integração da paisagem geográfica com a vida social.
Nesse sentido, a paisagem, além de existir como forma concreta, apresenta uma dimensão
a) política de apropriação efetiva do espaço.
b) econômica de uso de recursos do espaço.
c) privada de limitação sobre a utilização do espaço.
d) natural de composição por elementos físicos do espaço.
e) simbólica de relação subjetiva do indivíduo com o espaço.

5. A singularidade da questão da terra na África Colonial é a expropriação por parte do
colonizador e as desigualdades raciais no acesso à terra. Após a independência, as populações
de colonos brancos tenderam a diminuir, apesar de a proporção de terra em posse da minoria
branca não ter diminuído proporcionalmente.
MOYO, S. A terra africana e as questões agrárias: o caso das lutas pela terra no Zimbábue. In:
FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (Org.). Geografia agrária: teoria e
poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007.
Com base no texto, uma característica socioespacial e um consequente desdobramento que
marcou o processo de ocupação do espaço rural na África subsaariana foram:
a) Exploração do campesinato pela elite proprietária ­ Domínio das instituições fundiárias pelo
poder público.
b) Adoção de práticas discriminatórias de acesso à terra ­ Controle do uso especulativo da
propriedade fundiária.
c) Desorganização da economia rural de subsistência ­ Crescimento do consumo interno de
alimentos pelas famílias camponesas.
d) Crescimento dos assentamentos rurais com mão de obra familiar ­ Avanço crescente das
áreas rurais sobre as regiões urbanas.
e) Concentração das áreas cultiváveis no setor agroexpor- tador ­ Aumento da ocupação da
população pobre em territórios agrícolas marginais.
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6. Texto I
A Europa entrou em estado de exceção, personificado por obscuras forças econômicas sem rosto
ou localização física conhecida que não prestam contas a ninguém e se espalham pelo globo por
meio de milhões de transações diárias no ciberespaço.
(ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo. Folha de S.Paulo, 11 dez. 2011 ­ Adaptado)
Texto II
Estamos imersos numa crise financeira como nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão
iniciada em 1929 nos Estados Unidos.
(Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso em: 17 ago. 2011 ­
Adaptado)
A comparação entre os significados da atual crise econômica e do crash de 1929 oculta a
principal diferença entre essas duas crises, pois
a) o crash da Bolsa em 1929 adveio do envolvimento dos EUA na I Guerra Mundial e a atual
crise é o resultado dos gastos militares desse país nas guerras do Afeganistão e Iraque.
b) a crise de 1929 ocorreu devido a um quadro de super-produção industrial nos EUA e a
atual crise resultou da especulação financeira e da expansão desmedida do crédito
bancário.
c) a crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos países europeus reconstruídos após a I
Guerra e a atual crise se associa à emergência dos BRICS como novos concorrentes
econômicos.
d) o crash da Bolsa em 1929 resultou do excesso de proteções ao setor produtivo
estadunidense e a atual crise tem origem na internacionalização das empresas e no
avanço da política de livre mercado.
e) a crise de 1929 decorreu da política intervencionista norte-americana sobre o sistema de
comércio mundial e a atual crise resultou do excesso de regulação do governo desse país
sobre o sistema monetário.

7.

Disponível em: http://nutriteengv.blogspot.com.br. Acesso em: 28 dez. 2011.
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Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma
contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está
presente em:
a) Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualdades sociais.
b) Modernização técnica do território, com redução do nível de emprego formal.
c) Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtividade da terra.
d) Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concentração fundiária.
e) Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários.

8. As plataformas ou crátons correspondem aos terrenos mais antigos e arrasados por muitas
fases de erosão. Apresentam uma grande complexidade litológica, prevalecendo as rochas
metamórficas muito antigas (Pré- Cambriano Médio e Inferior). Também ocorrem rochas intrusivas
antigas e resíduos de rochas sedimentares. São três as áreas de plataforma de crátons no Brasil:
a das Guianas, a Sul-Amazônica e a São Francisco.
ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1998.
As regiões cratônicas das Guianas e a Sul-Amazônica têm como arcabouço geológico vastas
extensões de escudos cristalinos, ricos em minérios, que atraíram a ação de empresas nacionais
e estrangeiras do setor de mineração e destacam-se pela sua história geológica por
a) apresentarem áreas de intrusões graníticas, ricas em jazidas minerais (ferro, manganês).
b) corresponderem ao principal evento geológico do Cenozoico no território brasileiro.
c) apresentarem areas arrasadas pela erosão, que originaram a maior planície do país.
d) possuírem em sua extensão terrenos cristalinos ricos em reservas de petróleo e gás
natural.
e) serem esculpidas pela ação do intemperismo físico, decorrente da variação de
temperatura.

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Gabarito
1. A
2. C
3. E
4. E
5. E
6. B
7. A
8. A

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