GEOGRAFIA
RESUMÃO
CIÊNCIA HUMANA
INTRODUÇÃO
Geografia ­ Na versão clássica, o estudo dos lugares; na versão renovada, o
estudo do espaço das sociedades, que inclui o estudo das relações do ser humano
com a natureza.
Campos da geografia
· Geografia humana ­ Subcampos com foco em ciências humanas
(geografia econômica, geografia urbana, geografia agrária, geografia
política).
· Geografia física ­ Subcampos com foco em ciências naturais (biogeografia,
geomorfologia, hidrografia, climatologia).
Recursos
· Cartografia: mapas sistemáticos e temáticos.
· Sistemas de Informação Geográfica (SIG): coleta e processamento de
dados espaciais por computador (ex.: vigilância aérea antiterrorismo da
CIA; monitoramento, via satélite, de lavoura de soja no Brasil).
Elementos da geografia
· Relações espaciais entre pessoas, lugares e ambiente.
· Características físicas e humanas de lugares e regiões.
· Sistemas espaciais da natureza de geração de vida.
· Sistemas especiais humanos de competição e cooperação.
· Efeitos do ambiente e da sociedade entre si.
· Identidade do lugar: forças físicas e culturais.
· Análise da paisagem: interpretação dos registros e da dinâmica humana e
natural no meio ambiente.
Identidades regionais ­ Lugares, denominados regiões, ligados por
características geográficas próprias. Exemplo:
Brasil
· Nordeste (Pernambuco, Bahia, Ceará, etc.): área de domínio da agricultura
canavieira, com centros urbanos importantes; domínio natural no interior
semiárido; área de emigração.
1

· Centro-Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás):
área de domínio dos cerrados; área de expansão da moderna agricultura da
soja; baixa densidade demográfica.
· Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo): centro
industrial, financeiro e cultural do país; centro agrícola moderno; presença
das duas maiores metrópoles do país; maior concentração populacional.
· Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná): importante área agrícola
e pecuária do país; condição média no campo industrial; predominância de
colonização europeia.
· Norte (Amazonas, Pará, etc.): área de domínio da grande floresta
equatorial da Amazônia; baixa densidade demográfica; industrialização
pontual (Zona Franca de Manaus).
Cartografia ­ Arte de fazer mapas como meio de representação e de estudo
do espaço.
· Ferramentas cartográficas ­ Revelam as características humanas e
naturais dos elementos que compõem os espaços, assim como sua
distribuição em diversas escalas geográficas.
­ Escala cartográfica ­ Relação de proporção entre um mapa e o terreno
mapeado (ex. 1:1.000.000 ­ leia-se "um para um milhão").
­ Símbolos ­ Formas de representação gráfica dos elementos do espaço
em um mapa.
· Linhas de latitude (paralelos)
­ Paralelas à linha do equador (leste ­ oeste).
­ Medem a distância angular ­ em graus (°), minutos (') e segundos (") ­
norte e sul do equador ­ latitude 0°.
a) Latitudes baixas
­ Entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, que se situam a 23,5° norte e
sul, respectivamente. O equador fica no centro da zona de baixas latitudes.
b) Latitudes médias
­ Entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico no Hemisfério Norte.
­ Entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico no Hemisfério
Sul.
c) Latitudes altas
­ Entre o Círculo Polar Ártico e o Polo Norte.
­ Entre o Círculo Polar Antártico e o Polo Sul.
­ Os círculos Ártico e Antártico localizam-se a 66,5° norte e sul,
respectivamente.
­ A latitude mais alta possível é 90° no Polo Norte e no Polo Sul.
· Linhas de longitude (meridianos)
2

­ Vão de norte a sul, ligando os polos.
­ Medem a distância angular ­ em graus (°), minutos (') e segundos (") ­ leste
e oeste do Meridiano Principal ­ longitude 0°.
a) O Meridiano Principal é aquele que atravessa Greenwich, na Inglaterra. A
maior longitude possível é 180° leste ou oeste.
b) O Antimeridiano de Greenwich também é a Linha Internacional do Tempo.
· Localização absoluta ­ Ponto situado no cruzamento entre linhas de
latitude e de longitude (ex.: 23° 35' sul e 46° 35' oeste ­ cidade de São
Paulo).
CLIMA DO MUNDO
Clima ­ Padrão de temperatura, umidade e circulação das massas de ar que
pode ser reconhecido em uma região durante determinado período. Com os tipos de
solo e as formas da superfície, as condições climáticas influenciam a cobertura
vegetal.
Climas secos
· Desértico
­ Menos de 250 mm de precipitação anual (chuvas).
­ Grande amplitude térmica diária (diferença entre a temperatura mais alta e a
mais baixa).
­ Solos arenosos, sem húmus (material orgânico).
­ Vegetação xerófila, de raízes profundas, córtex e folhas grossas.
· Estepe
­ Transição de clima seco para úmido (semiárido). Precipitação anual de 250
a 500 mm.
­ Solos do tipo tchernozion, de cor negra, espessos e ricos em húmus.
­ Vegetação rasteira, usada como pasto para criação de gado.
· Subtropical seco (mediterrâneo)
­ Invernos brandos e chuvosos e verões secos.
Clima quente com período longo para o desenvolvimento da agricultura.
­ Ausência de húmus nos solos.
­ Vegetação arbustiva (maquis) de raízes profundas, com folhas pequenas
adequadas para sobreviver no verão árido.
Climas úmidos de latitudes baixas
· Tropical úmido
­ Presente nas zonas equatorial e tropical. Temperatura elevada e clima
chuvoso. Não apresenta estação seca.
3

­ A precipitação de chuvas pesadas causa o lixiviamento (lavagem) do solo.
Ocorre então a formação de lateritas (solos expostos ou rochosos com alta
concentração de óxido de ferro e alumínio).
­ Normalmente a vegetação é densa, com árvores de grande porte, topo das
florestas (dossel) em formato de "abóbada".
· Tropical de savana
­ Temperatura quente e úmida, mas não tanto quanto na floresta tropical.
Apresenta estação seca definida.
­ Solo com grande capacidade de retenção de água.
­ Vegetação arbustiva (savânica), com presença dispersa de árvores, que
perdem as folhas uma vez por ano.
Climas úmidos de latitudes médias
· Subtropical úmido
­ Presente na porção sudeste dos continentes, nas latitudes médias. Invernos
brandos e verões quentes e úmidos.
­ O solo pode tomar-se lixiviado (lavado) e laterítico.
­ Vegetação de floresta mista (árvores que trocam de folhas anualmente e
coníferas).
· Continental úmido
­ Localizado nas áreas centrais dos continentes, nas latitudes médias.
Invernos frios e verões quentes (oscilando entre verões longos e curtos).
Marcado pela continentalidade (baixa influência marítima). Umidade
abundante.
­ Variedade de solos, com abundância de húmus (alguns solos ácidos).
­ Vegetação de floresta mista.
· Temperado úmido
­ Invernos brandos e chuvosos, verões frios e chuvosos. Pouca variação
entre as estações.
­ Solos inferiores alagados, com elevado índice de acidez.
­ Vegetação de floresta mista.
Climas frios
· Subártico
­ Temperatura acima de 10°C de um a três meses. Precipitação frequente e
intensa de neve.
­ Solos típicos de coníferas, com baixo índice de húmus e elevada acidez.
­ Vegetação de floresta de coníferas (taiga ou floresta boreal).

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· Tundra
Temperatura média abaixo de 10°C o ano inteiro.
­ Segundo horizonte (camada) do solo permanentemente congelado
(permafrost).
­ Vegetação dominada por arbustos, gramíneas, liquens e musgos.
· Calotas polares ­ Frio constante. Precipitação mínima de chuvas,
frequentemente menos de 250 mm por ano.
Climas de montanhas e planaltos elevados Tipo climático das grandes
cadeias montanhosas (ex.: Himalaia).
· A temperatura diminui conforme a altitude aumenta. É afetada também pela
exposição a ventos úmidos e ao sol.
· Na América do Sul (ex.: nos Andes) as zonas térmicas são classificadas da
seguinte maneira:
­ terra quente (tierra caliente): até 750 metros;
­ terra temperada (tierra templada): de 750 a 1.850 metros;
­ terra fria (tierra fría): entre 1.850 e 3.600 metros;
­ páramo (puna) ­ na linha da neve: de 3.600 a 4.500 metros;
­ terra gelada (tierra helada): acima de 4.500 metros.
Obs.: altitudes em relação ao nível do mar; as zonas variam de altitude em
função da latitude.
Ventos
· Ventos alísios ­ Ventos que sopram em direção ao equador, originados em
centros de alta pressão próximos dos trópicos (latitude 30°).
· Frente ­ Borda dianteira de uma massa de ar quente ou fria, em movimento
ou estacionária.
· Barreiras montanhosas ­ Responsáveis por zonas pouco chuvosas, nas
quais as montanhas e elevações impedem a circulação das massas de ar
úmidas (ex.: pampas argentinos, deserto do Saara ao leste da cadeia do
Atlas, semiárido nordestino no Brasil).
O MEIO GEOGRÁFICO
Energia
· O homem, os animais e as plantas são capazes de realizar trabalho graças
à energia (ex.: aquecimento solar, ciclo da água, gases geotérmicos).
· A energia flui através dos ecossistemas.
5

· Ecologia ­ Estudo das relações de organismos entre si e com os domínios
físicos (litosfera, hidrosfera e atmosfera).
· Ecossistemas ­ Componentes vivos ou não do meio geográfico que
interagem de acordo com o fluxo de energia e de materiais. A energia é
gasta conforme circula na cadeia alimentar.
· Hipótese Gaia ­ Teoria segundo a qual a Terra constitui um ser vivo em
equilíbrio (homeostase), independente do ser humano.
· Cadeia alimentar ­ As plantas, produtoras iniciais, combinam a luz solar, o
gás carbônico e a água para produzir glicose e oxigênio ­ síntese.
­ Os animais herbívoros (ex.: o gafanhoto), consumidores primários, comem
as plantas.
­ Os animais carnívoros (ex.: o esquilo), consumidores secundários,
alimentam-se de animais herbívoros.
­ Os animais carnívoros do topo da cadeia (ex.: o falcão), consumidores
terciários, comem outros animais carnívoros.
· Biodiversidade ­ Diversidade das espécies de plantas, animais e microorganismos, incluindo sua variedade genética, em uma área de vegetação
natural (bioma).
­ Florestas tropicais como a floresta amazônica e a mata atlântica contêm a
maior biodiversidade da Terra.
­ De um total estimado em 10 milhões de espécies de plantas e animais,
apenas 1,7 milhão foram catalogados pela ciência.
· Áreas de risco ­ Áreas em que a destruição da fauna e flora leva ao risco
de extinção das espécies e que requerem políticas conservacionistas.
Água (71% da superfície da Terra)
· As partes de um rio
­ Nascente ­ Lugar de origem.
­ Sistema fluvial ­ Composto por:
a) curso principal do rio;
b) afluentes (outros cursos de água que alimentam o rio principal);
c) bifurcações (canais que carregam a água para fora do curso principal do rio).
­ Desembocadura (foz) ­ Local em que o rio descarrega suas águas (em
outro rio, lago ou no mar).
­ Delta ­ Ao descarregar as águas em outro corpo d'água, o refreamento do
fluxo permite que os sedimentos (aluvião) se depositem, formando o delta na
desembocadura do rio.
­ Bacia hidrográfica ­ Área drenada por um sistema fluvial, formada pelo
conjunto do rio principal e todos os seus afluentes.

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Processos de formação do relevo (geomorfologia ­ estudo das formas
do relevo terrestre)
Agentes internos
· Tectonismo ­ Estudo das placas (partes) que formam a crosta terrestre e
que flutuam sobre material viscoso do interior do planeta (magma). Em
movimento, as placas tectônicas ajudam a formar o relevo terrestre.
­ Pangeia ­ Supercontinente de 200 milhões de anos atrás que se
fragmentou em dois grandes blocos ­ Gondwana e Laurásia ­, que mais
tarde se subdividiram, dando origem aos blocos continentais atuais, com o
movimento das placas.
­ Epirogênese ­ Inclinação suave e de longa duração da crosta terrestre
que deu origem aos blocos continentais.
­ Dobramento ­ Inclinação mais intensa da crosta terrestre, como produto
do encontro de placas tectônicas. Cria uma série de inclinações para cima
(anticlinal) e para baixo (sinclinal). Está relacionado com as cadeias
montanhosas (ex.: Andes, Himalaia, Alpes, Montanhas Rochosas).
­ Falhamento ­ Ruptura na crosta terrestre, que pode ocorrer quando um
bloco rochoso se rompe em razão de forças tectônicas na crosta. Falhas por
compressão acontecem quando uma massa rochosa é empurrada ou
comprimida ocasionando uma quebra, o que, em geral, faz que uma parte
da massa rochosa se levante sobre a outra. Características físicas formadas
pelas falhas incluem desnivelamento e falhas tectônicas (vales com fendas).
· Vulcanismo ­ Emissão de material magmático (magma) por fissuras na
crosta terrestre, em geral presentes nas áreas de contato das placas
tectônicas.
­ Vulcanismo intrusivo ­ O magma se solidifica antes de atingir a
superfície da Terra (ex.: formação do granito).
­ Vulcanismo extrusivo ­ O magma se solidifica na superfície da Terra
(ex.: basalto).
­ Círculo de fogo do Pacífico ­ Série de vulcões ao redor do oceano
Pacífico ­ 80% dos maiores vulcões ativos do mundo, que se situam nas
áreas de contato entre as placas tectônicas.
Agentes externos
· Glaciação ­ Expansão da área de clima frio e de precipitação das neves
nos blocos continentais.
­ Rebaixamento das temperaturas globais e aumento das áreas de clima
frio nos continentes (inclusive neves e geleiras); expansão das neves e
geleiras nas cadeias montanhosas. O posterior derretimento das neves
ajuda a moldar o relevo.
­ A maior parte da América do Norte e da Europa foi moldada por esse
processo durante a grande era do gelo.
7

­ Loess ­ Solo fino e fértil que é transportado pelo vento. Está associado
com as regiões glaciais.
· Processos gradacionais ­ Formação do relevo a partir de agentes
externos (clima, geleiras, erosão...) que atuam sobre o embasamento
geológico, formando planaltos, planícies, vales...
­ Intemperismo ­ Fragmentação de rochas em partículas menores, seja
pela pressão (desgaste mecânico), seja pela ação da água e de elementos
químicos (intemperismo químico das rochas) ou pela ação biológica.
­ Erosão ­ Transformação da superfície da Terra pela movimentação das
águas, do vento e da neve (geleiras) ­ transporte de partículas.
­ Deposição ­ Acúmulo de pequenas partículas de solo e de massa rochosa
­ sedimentos (ex.: formação de deltas de rios e planícies).

Principais rios do mundo
Rios
Amazonas
Nilo
Chang Jiang (Yangtze)
Mississippi-Missouri
Ob-Irtysh
Huang He (Amarelo)
Amur
Congo
Lena

Comprimento (Km)
6.868
6.695
6.380
6.270
5.410
4.667
4.410
4.380
4.260

Desembocadura
Oceano Atlântico
Mar Mediterrâneo
Mar da China Oriental
Golfo do México
Golfo de Ob
Mar Amarelo
Mar de Okhotsk
Oceano Atlântico
Mar Laptev

Principais extensões de água do mundo
Oceano (incluindo os mares regionais)
Oceano Pacífico
Oceano Atlântico (incluindo os mares
Mediterrâneo, do Norte e do Caribe)
Oceano Índico
Oceano Antártico
Oceano Ártico

2

Área aproximada (milhões de Km )
175
106,2
74
20,3
14

Total das terras emersas do planeta
Continente
Eurásia*
África
Américas**
Antártida
Oceania (Austrália)
* Europa 6,6% + Ásia 30,1%.
** América do Norte 16,2% + América do Sul 11,9%.

Porcentagem
36,7
20,2
28,1
9,3
5,7

8

Maiores altitudes e depressões mais Profundas*
Continente
África
América do Norte
América do Sul

Altitude (metros)
5.895
­ 156
6.194
-86
6.959
­ 40

Antártida
Ásia
Europa
Oceania (Austrália)

5.140
8.848
­ 417
5.642
-28
2.228
­ 16

Local
Monte Kilimanjaro (Tanzânia)
Lago Assal (Djibuti)
Monte McKinley (EUA)
Vale da Morte (EUA)
Monte Aconcágua (Argentina)
Península Valdés (Argentina)
Maciço Vinson (cordilheira Ellsworth, extremo sul
da península Antártica)
Monte Everest (Nepal)
Mar Morto (Israel)
Monte Elbrus (Rússia)
Mar Cáspio (Rússia)
Monte Kosciusko
Lago Eire

* Em relação ao nível do mar

POPULAÇÃO
Demografia ­ Estudo da dinâmica populacional e de suas características,
incluindo padrões de povoamento, crescimento ou declínio populacional. A taxa
demográfica mais importante é a de crescimento vegetativo (natalidade ­
mortalidade).
Crescimento da população ­ Mede-se somando o número de nascimentos
com o de imigrantes, menos o número de mortes e o número de emigrantes, para
cada 1.000 habitantes (0/0).
· No final do século XVIII, o economista britânico Thomas Malthus afirmou
que, enquanto as populações cresciam em progressão geométrica, a
produção de alimentos aumentava apenas em progressão aritmética. Disso
resultaria que a mortalidade e a miséria seriam fatores de "seleção natural",
limitando um progresso social mais amplo. Ele errou. Há condições para
uma produção que alimente todos, mas a fome decorre de problemas na
distribuição, embora seja comum reviver as teses de Malthus.
Conceitos de população
· Taxa de natalidade (número de nascimentos para cada 1.000 habitantes) ­
Fertilidade, atitudes em relação ao aborto, controle de natalidade,
exploração do trabalho infantil e políticas governamentais de educação
podem influenciar a taxa de natalidade.
· Taxa de mortalidade (número de mortes para cada 1.000 habitantes) ­
Doenças, guerras, avanços científicos e tecnológicos na medicina, políticas
e programas de saúde e disponibilidade de alimentos podem afetar a taxa
de mortalidade.
9

· Migração ­ Pode se forçada ou voluntária. As pessoas costumam migrar
em busca de melhores condições de vida ou de segurança. A migração
pode explicar o aumento ou a diminuição dos níveis da população.
· Densidade demográfica ­ Medida do número de pessoas por quilômetro
quadrado. As regiões com densidades demográficas mais elevadas ficam
na Ásia (ex.: 6.767 pessoas/km2 em Cingapura).
· Superpopulação ­ Densidade demográfica muito alta. Pode resultar na
falta de moradia adequada (Índia) ou em bairros superlotados (Japão).
Depende também de políticas urbanas e sociais.
Povoamento ­ Na era pré-industrial, a maioria das pessoas vivia em aldeias
rurais. Com o avanço da era industrial, grandes contingentes populacionais se
agruparam em cidades. Na era pós-industrial de computadores e comunicação a
distância, novas formas de organização social tendem a surgir, possivelmente
implicando nova configuração territorial, especialmente nos EUA.
Transformação da paisagem ­ Os seres humanos transformam as
paisagens da Terra, deixando sua cultura impressa na natureza.
· Lugares e funções: lugares podem ser diferentes por diversos motivos. Um
deles diz respeito a funções específicas: lugares com foco em práticas
religiosas (ex.: Jerusalém, Meca, Aparecida do Norte), centros
administrativos e políticos (ex.: Washington, D.C., Brasília), psicológicos
(ex.: topo das pirâmides dos astecas, maias ou egípcios).
· Os lugares de funções específicas construídos pelo homem podem ser
portos, centros de comércio, minerações, centros políticos especializados,
entre outros.
Utilização de recursos ­ Bons resultados econômicos, por vezes,
relacionam-se com a disponibilidade de recursos naturais. Exemplos:
· No século XIX, a força da Inglaterra, da Alemanha e da França veio do uso
do carvão como energia e da madeira e do aço na construção de navios e
cidades.
· O uso do potencial hídrico (da força das águas) como fonte de energia
garantiu ao Brasil menor dependência de combustíveis fósseis (petróleo).
Desenvolvimento histórico das sociedades
· A revolução agrícola começou há 10 mil anos; permitiu a sedentarização
progressiva e eliminou a dependência da caça e da coleta.
· A Revolução Industrial (séculos XVIII e XIX) modernizou os métodos de
produção nas fábricas e de exploração agrícola.
· A era pós-industrial caracteriza-se por amplo comércio em escala mundial e
por intensa diminuição do trabalho braçal, em razão dos avanços
tecnológicos (máquinas e robótica).
10

· As cidades surgiram como resultado da existência de excedentes agrícolas.
Desenvolveram-se como centros de moradia de novas elites (militar,
eclesiástica) e como áreas de troca e negociação de bens diversos. Como
as cidades precisavam de água, a maioria delas, historicamente,
estabeleceu-se às margens de rios, próximo das planícies aluviais, nas
regiões litorâneas ou perto de lagos. Atualmente, as cidades e suas
periferias formam as regiões metropolitanas.
· Os programas modernos de assistência social da Alemanha e da
Escandinávia (países nórdicos) e a tradição democrática do mundo anglosaxônico desenvolveram-se com o crescimento das cidades no século XIX e
resultaram em uma cultura pública de segurança médica e educacional,
sustentada por impostos mais altos.
Características do desenvolvimento
· Países em desenvolvimento
­ Elevada taxa de crescimento da população, mas em declínio se
comparada com o passado recente.
­ Alta porcentagem da população inativa, em razão, entre outros motivos, da
distribuição das faixas etárias ­ população jovem, dependente da população
ativa.
­ Expectativa de vida mais baixa que nos países ricos.
­ Altas taxas de analfabetismo e de analfabetismo funcional.
­ Taxa mais baixa de urbanização, mas com muitas exceções importantes,
como o Brasil.
­ Produto Nacional Bruto (PNB) per capita mais baixo.
­ Setor industrial limitado ou renda mal distribuída.
­ Economia mais vinculada à agricultura ou às atividades primárias do que
às atividades industriais e aos serviços.
· Países desenvolvidos
­ Baixa taxa de crescimento da população.
­ Maior expectativa de vida.
­ Maior qualidade/quantidade de recursos alimentares per capita.
­ PNB per capita mais alto.
­ Mudanças da economia em direção ao setor de serviços, com forte uso de
recursos da informática.
­ Taxa mais elevada de consumo de recursos humanos e naturais.
Modelo de transição demográfica
· Estágio 1
­ Altas taxas de natalidade e de mortalidade.
­ Crescimento mínimo da população.
· Estágio 2
­ Taxa de natalidade alta.
11

­ Grande queda da taxa de mortalidade.
­ Grande crescimento da população.
­ Muitas nações em desenvolvimento fazem parte desse estágio, já que
melhoraram a qualidade e a disponibilidade do atendimento médico.
· Estágio 3
­ A taxa de natalidade cai em resposta ao alto crescimento do estágio 2.
­ A taxa de mortalidade continua a cair, embora não tão rapidamente como
no estágio 2.
­ O crescimento total da população é moderado.
­ Alguns países em desenvolvimento estão nessas condições.
· Estágio 4
­ As taxas de natalidade e mortalidade continuam a cair, ficando cada vez
mais próximas.
­ A maioria dos países desenvolvidos, tais como Estados Unidos, Canadá,
países da Escandinávia, França, Alemanha, Japão e outros, fazem parte
desse estágio.
População mundial ­ Cerca de 6,7 bilhões de habitantes em 2007.
População mundial por continentes ­ 2006
(em milhões de habitantes, arredondados para cima)
Região
População
Mundo
6.540
Ásia
3.957
África
915
América
894
Europa
727
Oceania
33
Fonte: The World Almanac and BooK of Facts 2007.

Países mais populosos ­ 2007
(em milhões de habitantes, arredondados para cima)
País
População
China
1.319
Índia
1.169
Estados Unidos
302
Indonésia
231
Brasil
186
Paquistão
163
Bangladesh
158
Nigéria
148
Rússia
142
Japão
128
Fonte: ONU e estatísticas oficiais dos países.

12

Regiões mais densamente povoadas ­ 2005
Região/país
Macau
Mônaco
Cingapura
Hong Kong
Faixa de Gaza
Malta
Barein
Bangladesh
Maldivas
Barbados

População aproximada por Km
17.699
17.500
6.767
6.400
3.823
1.261
1.035
1.002
950
647

2

Regiões menos densamente povoadas ­ 2005
Região/país
Mongólia
Namíbia
Austrália
Botsuana
Suriname
Mauritânia
Islândia
Líbia
Canadá
Guiana

População aproximada por Km
1,7
2,2
2,5
2,7
2,7
2,8
2,9
3
3,5
3,5

2

Fatos demográficos mundiais
· Existem atualmente 193 nações independentes.
· Há 6.800 idiomas e dialetos no mundo.
· Existem 2.261 línguas escritas.
· Metade da população mundial, aproximadamente, é analfabeta.
· 70% dos habitantes são adultos e 50% mulheres.
· Perto de 50% têm menos de 25 anos.
· A população vem crescendo 83 milhões por ano, ou cerca de 1,3%.
· Taxa de natalidade para cada 1.000 pessoas: 22.
· Taxa de mortalidade para cada 1.000 pessoas: 9.
· 60 milhões ou mais morrem, todos os anos, por falta de alimentação.
· Se 10% do consumo anual de proteína da carne nos Estados Unidos fosse
convertido em proteína de soja, seria possível eliminar todas as mortes por
inanição em todo o mundo.
· O Japão tem a maior taxa de expectativa de vida do mundo: 81,5 anos.
· 20% recebem 75% renda; outros 20% ganham apenas 2% da renda.
· Apenas 7% da população mundial possui automóvel.

13

GEOGRAFIA POLÍTICA
Estudo das fronteiras políticas e das ações governamentais relacionadas com
as questões territoriais nos países e nas relações internacionais.
Heterogeneidade ­ Culturas podem viver lado a lado com diversas
influências. Exemplos:
· No Caribe, os idiomas espanhol, francês, holandês e inglês convivem na
mesma região, como produto da ação histórica de diferentes colonizadores.
· No Panamá, onde a população de origem indígena, africana e hispânica
conviveu com a "zona do canal" controlada por décadas pelos EUA, existe
um dialeto que mistura inglês e espanhol.
Regiões de instabilidade ­ As fronteiras mudam com frequência, geralmente
por causa de guerras, revoluções e invasões. As populações sofrem mudanças ou
migrações. Exemplo:
· Países dos Bálcãs (como Bósnia e Sérvia) e repúblicas da Ásia Central em
que a maioria da população é islâmica e que eram parte da ex-URSS.
Cooperação regional ­ Atualmente a maioria dos países escolheu a
cooperação regional na política e na economia, formando "blocos". Exemplo:
· A União Europeia (UE) forma um bloco político-econômico, enquanto o
Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que envolve
Estados Unidos, México e Canadá, constitui uma aliança de caráter
comercial.
As línguas podem se unificar ou se dividir
· Grupos europeus ­ As línguas do sul e do oeste da Europa originaram-se
do latim (idiomas neolatinos). As línguas germânicas foram difundidas na
Europa Ocidental e na Setentrional por povos teutônicos, que invadiram o
Império Romano. O inglês tem sua principal matriz nas línguas germânicas,
mas recebeu muitas outras influências. As línguas da Europa Oriental são
principalmente balto-eslavas (polonês, búlgaro, croata, etc.).
Ideologia ­ Sistema de ideias e valores aceitos ou impostos por um grupo
social ou indivíduo. A ideologia existe em todos os lugares, podendo ser mais ou
menos explícita. Exemplos: a democracia, com a ideologia de igualdade de direitos;
o capitalismo e a aceitação da propriedade privada da terra; a ditadura militar e a
ideia de ordem autoritária.
Religião ­ A fé em Deus (ou deuses) e a opção por regimes morais
homogêneos tanto podem unir como dividir países e regiões.
14

· As religiões podem crescer ou perder a influência. Exemplos: a Reforma
Protestante no século XVI; o islamismo, que foi a religião que mais cresceu
nas últimas décadas.
· O crescimento das religiões envolveu o trabalho missionário juntamente
com as ações de conquista (ex.: os católicos na América Espanhola) e
também a difusão cultural ao longo das rotas de comércio: 1) o Islã para o
norte da África ao longo das rotas das caravanas e 2) o budismo da Índia
para o sudeste da Ásia pelas rotas da seda.
· O declínio das religiões geralmente envolve religiões rivais, perseguição ou
formação de correntes dissidentes. Exemplo: no Brasil, o crescimento do
protestantismo ("evangélicos") e o declínio do tradicional catolicismo.
CULTURA
Preocupa-se com os aspectos culturais dos lugares, as interações sociais, a
disseminação de ideias e sua regionalização. A cultura inclui: crenças, valores,
atitudes, tradições, ideias dominantes, práticas e ferramentas materiais.
Etnocentrismo ­ Crença de que uma cultura é superior e que todas as outras
devem segui-la. Exemplos: a crença da Inglaterra no século XIX de que modernizar
a África era "o fardo do homem branco"; a postura dos colonizadores europeus nas
Américas, levando os nativos (índios) quase ao extermínio total com a imposição da
escravidão, o uso da força e as doenças vindas da Europa; posteriormente, a vinda
forçada de negros africanos para servir como mão de obra escrava (até o século XIX).
Colonialismo ­ Domínio territorial por uma força estrangeira. Pode ser sutil
(negociantes, missionários) ou forçada (guerra, escravidão ou administração
imperial). Exemplo: em 1884, as nações europeias criaram países africanos à força,
mutilando as divisões territoriais tribais.
O homem e a cultura
· Cultura ­ Valores, comportamentos, instituições sociais e habilidades
aprendidas na sociedade.
· Pluralismo cultural ­ Dois ou mais grupos que seguem estilos de vida
diferentes (cultura) dentro de uma mesma região.
· Paisagem cultural ­ Paisagem modificada pelo homem.
· Ambiente cultural
­ Região de origem das inovações culturais.
­ As ideias se difundem de sua origem para outros lugares ao redor do
mundo. Exemplo: a Mesopotâmia foi um ambiente cultural precoce no
sudoeste da Ásia, com o desenvolvimento da escrita há cerca de 5 mil anos.

15

Fronteiras
Fronteiras físicas ­ Seguem as características topográficas, tais como rios,
vales ou montanhas.
Fronteiras geométricas ­ Em linha reta ou curva; seguem medições
precisas (geodésicas).
Fronteiras antropogeográficas ­ Representam os limites de uma área de
influência cultural ou étnica.
Demografia cultural
Principais idiomas do mundo, nativos e não nativos
(em milhões de falantes, arredondados para cima)
Idioma
Mandarim (dialeto chinês)
Inglês
Hindu
Espanhol
Russo
Árabe
Bengali
Português
Malaio-indonésio
Japonês

Número aproximado de usuários
1.075
514
496
425
265
256
215
210
180
129

Principais religiões e crenças do mundo
(em milhões de pessoas, arredondados para cima, e porcentagem aproximada)
Região/país
Cristianismo
Islamismo
Não religiosos, ateus
Hinduísmo
Tradicionais chinesas
Budismo
Indígenas e pagãs
Tradicionais africanas
Skhismo (Índia/Paquistão)
Judaísmo

População aproximada por Km
2.100 (32%)
1.300 (20%)
1.000 (15%)
900 (13%)
394 (6%)
376 (5,7%)
300 (4,5%)
100 (1,5%)
23 (0,35%)
14 (0,21%)

2

ECONOMIA
Análise da distribuição e organização geográfica dos meios de produção, das
fontes de matérias-primas, dos meios de circulação dos bens e dos mercados de
consumo.
16

As duas revoluções econômicas
· Agrícola -. Seu desenvolvimento foi uma condição para a criação das
cidades.
· Industrial ­ As fábricas aceleraram a capacidade de produção de bens e
riquezas, assim como a velocidade das transformações nas paisagens,
especialmente nas cidades.
­ Invenções europeias ­ Máquinas básicas como a colheitadeira
mecânica, o descaroçador de algodão e o tear mecânico e aprimoramento
do sistema capitalista.
­ Desenvolvimento dos transportes ­ O deslocamento de pessoas e
produtos em velocidades maiores permitiu maior desenvolvimento
econômico.
a) As estradas de ferro permitiram a integração social e econômica do
território dos EUA, ligando o Atlântico (leste) ao Pacífico (oeste) no século
XIX.
b) No século XX, a produção em série e a consequente popularização do
automóvel impulsionaram a expansão das rodovias e aumentaram a
integração local, regional e nacional.
c) A indústria do petróleo também se expandiu muito no século XX, graças
à demanda de combustível para os motores a explosão. No ramo
petroquímico, foram desenvolvidos solventes, fertilizantes agrícolas,
pesticidas e plásticos.
d) A aviação "diminuiu" as distâncias entre os países e aumentou mais
ainda a integração econômica e social, consolidando o processo de
"globalização" em conjunto com o desenvolvimento das telecomunicações
e da informática.
Na era da revolução tecnológica
· O desenvolvimento do interior ­ Muitos países mudam sua capital ou
concentram suas energias para o desenvolvimento de espaços mais
despovoados de seus territórios (ex.: a construção de Brasília no Brasil).
· O desenvolvimento econômico ­ A independência das colônias, o
estímulo à iniciativa (ao "empreendedorismo") do indivíduo, a iniciativa
estatal, os recursos naturais, a cooperação social e a tecnologia moderna
contribuem para o crescimento econômico.
­ Medidas para o desenvolvimento econômico:
a) Países mais desenvolvidos ­ Renda per capita (por pessoa) maior,
classe média mais ampla, alfabetização elevada, atividades de lazer.
Exemplos: Estados Unidos, Dinamarca, Noruega, França e Canadá.

17

b) Países menos desenvolvidos ­ Renda per capita menor, baixa
produção industrial, população rural elevada, concentração de pobres em
grandes cidades, baixo consumo de energia. Exemplos: Etiópia e Bolívia.
· Razões para as disparidades entre países ricos e pobres ­ Alguns
teorizam que o domínio da Europa sobre a Ásia, a África e a América Latina
beneficiou muito mais os europeus do que as populações desses lugares.
· O milagre japonês ­ Após a completa derrota na Segunda Guerra Mundial,
o país se recuperou por meio de investimentos em educação e produção,
com forte uso da ciência para produzir inovações tecnológicas, muitas delas
aproveitadas pelo Ocidente (ex.: rádios, televisores, carros e
computadores).
· Estratificação social ­ Latifúndios latino-americanos: os favoráveis à
reforma agrária defendem a redistribuição da terra para superar o sistema
latifundiário herdado da colonização espanhola e portuguesa. Isso gerou
nos países da América Latina situações de muito conflito entre as forças
dominantes e os camponeses, que algumas vezes se organizaram em
guerrilhas sob influência de ideais socialistas. Esse é um exemplo forte de
estratificação (separação) social. Mas há outras situações graves nas áreas
urbanas.
Desenvolvimento sustentável no novo milênio: 8 sugestões de
mudanças
1. Entender que os recursos são finitos.
2. O desenvolvimento pode aumentar se houver conservação da natureza.
3. Valorizar custos e benefícios futuros mais do que os atuais.
4. Todos os países precisam ser autossuficientes.
5. Países menos desenvolvidos devem adotar políticas de desenvolvimento
social.
6. Redistribuir a terra para os pobres, mantendo população rural.
7. Países mais desenvolvidos têm de parar de consumir em excesso.
8. A riqueza pode ser redistribuída para os países menos desenvolvidos.
Deve-se permitir o perdão de dívidas externas em troca da conservação de
recursos.
A estrutura de ocupação nos setores econômicos
· Setor primário
­ Agricultura, mineração e outras atividades extrativistas.
­ Muitas nações em desenvolvimento ainda se apoiam intensamente no setor
primário como fonte de trabalho e para obtenção de divisas com a
exportação.
· Setor secundário
­ Produção industrial (fábricas) e processamento de produtos primários.
­ Esse setor se estendeu por todo o mundo com a revolução industrial.
18

­ O setor secundário está deixando rapidamente o mundo desenvolvido em
busca dos baixos salários nos países em desenvolvimento.
· Setor terciário
­ Também conhecido como "setor de serviços".
As companhias comerciais de varejo e de serviços são predominantes.
­ A maior parte da mão de obra no mundo desenvolvido inclui-se nessa
categoria.
­ Os países onde a mão de obra é dominada por esse setor são
frequentemente conhecidos como "pós-industriais".
· Setor quaternário
­ Serviços relacionados à informação (à informática) e à pesquisa.

As reservas mundiais de energia

Petróleo
País
Arábia Saudita
Iraque
Irã
Kuwait
Emirados Árabes Unidos
Rússia
Venezuela
* 1 barril = 159 litros,
Fonte: Energy Inforrnation Administration (EUA).

Bilhões de barris* (e%)
265 (23%)
115 (9,5%)
131 (11%)
100 (8,3%)
83 (7%)
67 (5,5%)
65 (5%)

Gás natural
País
Rússia
Irã
Arábia Saudita
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Fonte: Energy Information Administration (EUA).

3

Trilhões de m (e%)
48 (27%)
27 (15%)
7 (4%)
6 (3,4%)
5,8 (3,3%)

19

Produtos agrícolas
Líderes mundiais em exportação e importação de produtos agrícolas ­ 2004
País

US$ bilhões (e% mundial)
Exportadores

União Europeia
Estados Unidos
Canadá
Brasil
China
Austrália
Argentina
Importadores
União Europeia
EUA
Japão
China
Canadá
Rússia
México
Fonte: Organização Mundial do Comércio (OMC).

344 (44%)
79 (10%)
40 (5%)
31 (4%)
24 (3%)
22 (3,8%)
17 (2,2%)
373 (44%)
88 (10,5%)
65 (7,8%)
42 (5,1%)
19 (2,3%)
16 (1,9%)
15 (1,8%)

Disponível em: .

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