A GEOGRAFIA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Carolina Gusmão Souza ­ Faculdade de Tecnologia e Ciências ­ FTC
[email protected]
Talina Araújo Souza ­ Faculdade de Tecnologia e Ciências - FTC
Fabiane Silva Santos Faculdade de Tecnologia e Ciências - FTC
Minéia Venturini Menezes ­ Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
Resumo
O processo de ensino e aprendizagem está intrinsecamente ligado à construção do
conhecimento através de experiências vividas no cotidiano e da realidade vivenciada
por alunos e professores que são os principais agentes desse processo. O objetivo
deste trabalho é analisar a realidade vivida em sala de aula, relatar as atividades
desenvolvidas, bem como registrar as informações coletadas através de
questionários durante o estágio supervisionado. Após os levantamentos dos dados
pode-se realizar um trabalho voltado pra atender a realidade da sala. Este artigo
vem mostrando os conceitos sobre educação e o ensino de Geografia, como o
profissional tem se comportado e como tem se dado o processo de ensino e
aprendizagem.
Palavras Chave: Educação; Estágio Supervisionado; Geografia
Introdução
A Geografia nas últimas décadas tem passado por um período de intenso
debate e várias mudanças no decorrer da história, passando por diversas correntes
no Brasil, na década de 70 do século XX, numa etapa chamada por alguns de
Geografia Crítica, que centrava no ser humano e suas relações sociais e de
trabalho, sendo necessário que a Geografia assuma um papel que a diferencie de
uma geografia meramente descritiva, tornando-se uma ciência social. Sendo assim,
de acordo com Almeida (1989), a Geografia passa a contar com conhecimentos e
metodologias em bases criticamente analisadas, capazes de proporcionar ao
educando condições de compreender as transformações que ocorrem em todo
momento no espaço geográfico.
Diante dessas transformações a Geografia é resgatada como ciência capaz
de implantar conhecimentos que poderiam ser utilizados de forma mais assertiva na
construção de uma nova realidade social. Neste contexto, o conhecimento
geográfico irá permitir ao educador e educando relacionar os conteúdos aos
fenômenos que estão ocorrendo no momento atual dentro da sociedade,
proporcionando ao educando uma formação crítica e contribuindo para torná-los
cidadãos conscientes capazes de interferir na sociedade.
O ritmo das transformações tecnológicas e cientificas do mundo atual são
impressionantes, e neste contexto de mudanças constantes, a escola, e em especial
o ensino de Geografia, se deparam com o desafio de este ritmo nas salas de aula. O
universo das mudanças atinge todo o espaço no qual o homem está inserido. É
neste contexto que se deve discutir o verdadeiro papel do ensino de Geografia,
ensino este pautado numa ferramenta de contribuição para formação do cidadão.
Um cidadão capaz de reconhecer o mundo em que vive, capaz de pensar e de agir,

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construindo sua história. Para isso, é necessário tirar a Geografia do tradicional,
somente dentro da sala de aula, é preciso levá-la para o dia a dia do aluno.
Segundo Andrade (1989), para que a Geografia possa levar a cidadania, é
preciso implementar algumas mudanças. As aulas devem ser dadas de forma que o
aluno sinta-se como parte integrante do que está sendo ensinado/aprendido, o
professor deve levar o aluno a pensar criticamente, deve-se utilizar os
conhecimentos e vivencias prévias do aluno, para construir um modo crítico de
raciocínio, também resgatar valores indispensáveis para a manutenção da vida
humana e por fim, alertar sobre forças ideológicas que interferem nas relações
cotidianas dos alunos, desde um comercial de televisão até o próprio livro didático.
De acordo com Oliveira (2002), também é necessário levar em consideração
à dialética na Geografia, diferente dos demais métodos, o método dialético, traz
consigo a recuperação de um espaço crítico que a Geografia precisa ter. Portanto a
Geografia que incorpora a dialética é uma Geografia essencialmente crítica,
produzindo assim, uma ciência viva. Pois a ciência que não se renova não se
transforma, é uma ciência morta.
Sendo assim, é necessário ensinar uma Geografia crítica, voltada para o
desenvolvimento e formação do aluno como cidadão. Segundo Vesentini (2002),
inserir o educando no meio é o mesmo que deixá-lo descobrir que pode se tornar
sujeito na história.
Metodologia
Foi utilizada na constituição deste trabalho leitura bibliográfica com ênfase no
Ensino de Geografia como também a realização de questionários com os alunos em
sala de aula durante o estágio supervisionado.
Objetivo
Este trabalho tem como objetivo principal analisar a realidade vivida em sala
de aula, relatar as atividades desenvolvidas, bem como registrar as informações
coletadas através de questionários durante o estágio supervisionado.
Resultados e Discussões
A instituição escolar não deve ter um papel de instrumento de dominação, ou
tão somente uma reprodução das relações de poder de uma sociedade. A escola
não é apenas uma instituição indispensável pra a reprodução do sistema, mas sim
um instrumento de libertação, como afirma Vesentini (2002). A escola tem o papel
de contribuir para o desenvolvimento do raciocínio, da criatividade, aprimorar o
senso crítico das pessoas, sem os quais não se constrói qualquer projeto de
libertação individual ou coletiva. A partir daí, o papel da escola é se organizar as
necessidades do aluno ao meio social, se adequando, portanto as necessidades
sociais do alunado.
O Centro Integrado de Educação Navarro de Brito (CIENB), está localizado na
Avenida Frei Benjamim, s/n, no bairro Brasil, na cidade de Vitória da Conquista ­ Ba.
É considerada uma instituição tradicional e de grande porte, subsidiada pelo
Governo do Estado da Bahia, sendo responsável pela formação de muitos
educandos atendendo quase todo o alunado de bairros da zona oeste da cidade.

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O CIENB, conforme o registro de ata possui um Projeto Pedagógico que foi
elaborado pela direção, coordenação, pais, alunos e funcionários. Tendo como
objetivos para o preparo do cidadão de excelência a Escola deve: redimensionar as
funções da escola fazendo com ela assuma compromisso com o seu tempo,
enquanto agente de formação de seres humanos. Organizar o ambiente escolar
para o desenvolvimento de atividades que oportunizem análise, reflexão, respeito,
preservação, construção ou transformação das diversas manifestações culturais ­
em suas múltiplas funções - utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos,
interagindo com o patrimônio nacional e internacional que se deve conhecer e
compreender em sua dimensão sócio-histórica. Implementar ações para a
compreensão da educação como processo do ser humano em todas as suas
múltiplas dimensão; conhecimento, afetividade, sexualidade, cidadania e ética.
Redimensionar as funções da escola para estabelecer relações e obter parceria e
cooperação de especialistas e instituições educativas, visando ao melhor preparo do
cidadão. A visão é sermos reconhecidos como um centro de excelência e de
referência pelo dinamismo e competência dos cidadãos que formamos; sua missão
é promover atividades de ensino e de pesquisa, objetivando a transformação dos
alunos em cidadãos por excelência. Como justificativa para o projeto os educadores
apóiam-se no princípio e na importância de assumir a escola como um espaço de
direito do cidadão e como um espaço onde atuam sujeitos sócio-culturais e
históricos que se formam mutuamente através das relações sociais. Dessa maneira,
apóiam-se, também, no fato de que a escola é educativa por si mesma, pelas
circunstâncias de seu relacionamento com a sociedade, sendo educativa em sua
dinâmica, em sua forma de ensinar/aprender e na organização de seu trabalho.
Grande parte da vida do aluno é passada dentro da escola, portanto é
necessário que a instituição proporcione um ensino de qualidade pois é através dela
que dependerá a formação de cada discente. Sendo assim, a escola não pode
apenas se preocupar com a quantidade, mas também com a qualidade da educação
que será formadora de cidadãos conscientes e bem informados de seus papeis na
sociedade. Sendo assim, o papel da instituição escolar é ser agente de mudanças
sociais, implicando na possibilidade de levar o aluno a pensar livremente e
questionar o estado atual das coisas. Portanto, a escola tem que propiciar um ensino
no qual aja a liberdade para criar, ousar e inovar.
O ensino de Geografia, por diversas razões, sempre foi considerado
secundário na escola, é comum afirmar que os professores não conseguem ensinar,
e os alunos não conseguem aprender. Quando o aluno é reprovado, o fato é
atribuído à incompetência do professor ou os mesmos enfatizam que a condição
socioeconômica do aluno interfere em sua aprendizagem.
A maioria dos alunos só vê a Geografia como o estudo físico da natureza ou o
estudo das grandes paisagens do Brasil e do mundo, e não conseguem perceber a
Geografia como o estudo do espaço, e as relações desenvolvidas e vivenciadas
nele. Dessa forma, é necessário repensar o que tem se ensinado em Geografia. É
preciso que o professor envolva o aluno no processo de construção do
conhecimento, sem dissociá-lo do mundo em que vive, envolvendo-o no que tem
sido ensinado, dando oportunidade ao educando de se tornar um cidadão crítico, um
agente de transformação do seu meio.
Neste contexto, verifica-se a importância de conhecer o perfil do aluno com o
qual se irá trabalhar, pois é através do conhecimento prévio, do respeito às
diversidades dos alunos e o grau de desenvolvimento e aprendizagem da turma é
que deverá ser elaborado o planejamento das aulas. Através das análises obtidas ao

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aplicar o questionário socioeconômico, foi possível verificar alguns dados referentes
à vida dos alunos do 1° ano F do Ensino Médio do turno noturno do CIENB. A
referida turma constitui-se de alunos entre 16 e 47 anos, conforme a tabela abaixo:
Tabela 1: Idade do alunado
IDADE
N° de ALUNOS
PORCENTAGEM
16 a 18
12
25,5
19 a 22
10
21,2
23 a 30
03
6,3
31 a 40
02
4,3
Maior que 40
01
2,2
Não respondeu
19
40,5
TOTAL
47
100%
Pesquisa realizada com a turma do 1º F ­ Noturno -CIENB, 2007.

A maioria da turma se constitui de jovens, e quando foi perguntado sobre a
profissão dos pais, foi possível observar que a maioria não possui um emprego
formal, e nem salário fixo. Sendo assim é possível justificar porque uma grande
parte dos alunos respondeu que estuda para conseguir um emprego e uma vida
melhor. A maioria dos alunos percebe a importância de está estudando, buscando
um futuro melhor dentro da sociedade no qual estão inseridos.
No que se refere ao material didático utilizado o alunado demonstrou que as
aulas de Geografia ficam mais interessantes e proveitosas com a utilização de
técnicas variadas, mostrando que o rendimento, que foi observado no período de
estágio, se torna maior.
Através dos dados obtidos foi possível entender a realidade socioeconômica
dos alunos, expressada por meio de suas respostas no questionário. Portanto é
imprescindível que o fazer pedagógico esteja intrinsecamente ligado à prática
cotidiana dos envolvidos, para que não se perca o sentido crítico no processo de
ensino/aprendizagem.
Diante disso, Resende (1989) afirma, que é necessário se trabalhar uma
Geografia mais crítica, voltada para o dia a dia do aluno, deixando de ensinar uma
Geografia fragmentada, passando a ensinar uma disciplina integradora e dialética,
no qual, a realidade do aluno seja trabalhada dentro de sala de aula.
A opinião do aluno é de fundamental importância para o desenvolvimento das
aulas. Dessa forma, o professor necessita entender e compreender a realidade de
seu alunado, pois é através de sua apreensão e construção do conhecimento que se
dará o processo de aprendizado.
Diante das propostas da educação, que é de construir para a formação de um
cidadão crítico, que desenvolve o raciocínio e a criatividade, o papel do professor na
formação desse educando é de fundamental importância e está cada vez mais
sendo questionado, pois a formação geral de qualidade dos alunos depende da
formação de qualidade dos professores. Dessa forma, os desafios para os mesmos
estão sendo cada vez maiores.
O que ocorre é que os professores passaram a ser educados sem analisar o
conteúdo dos livros didáticos, sem que os resultados de seus ensinamentos fossem
ferramentas com as quais eles e seus alunos irão renovar o ensino em que praticam
e também modificar a sociedade em que vivem. Professores e alunos não devem
repetir o que é ensinado, e sim pensar sobre o que é ensinado participando do
processo de conhecimento, preocupando-se com o senso crítico do educando, não
colocando somente os fatos para que ele memorize.

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O professor não é somente um conhecedor de conteúdos, ele é orientador de
informações, valores e estimulador do crescimento pessoal, intelectual, afetivo e
político dos alunos. Portanto, o educador necessita se ajustar às novas realidades e
transformações da sociedade se aperfeiçoando tais mudanças. É preciso que o
docente tenha uma cultura mais ampliada, capacidade de aprender a aprender,
competência pra saber agir em sala de aula, habilidades comunicativas, entre
outras, pra assim desenvolver um bom trabalho não se tornando um mero reprodutor
de conhecimento.
Neste contexto, o professor de Geografia tem que buscar desenvolver no
aluno o senso crítico no aluno e não apenas os conteúdos para que ele memorize, o
conhecimento a ser alcançado não se localiza no professor e sim no real,
contribuindo para desenvolver potencialidades no educando.
O sistema educacional tem passado por momentos difíceis e é neste contexto
que a docente Soraia Amorim Assunção ­ licenciada em Geografia pela Uesb, vem
atuando no Ensino Médio com carga horária de 40hs. A professora vem
demonstrando ser uma profissional comprometida com o processo de ensino e
aprendizagem, pois atua envolvendo conteúdo e realidade vivenciada pelos alunos
promovendo debates e discussões com o objetivo de desenvolver o senso crítico de
seus discentes.
Pra desenvolver um melhor trabalho, a professora dispõe de mapas,
retropojetor, vídeo, televisão, aparelho de som, no qual ela procura utilizar para
dinamizar suas aulas e atrair o interesse dos alunos, envolvendo-os no de
ensino/aprendizagem. No entanto, a docente ressalta que a carga horária de
geografia com 20hs acaba sendo insuficiente para desenvolver um trabalho
satisfatório e também alcançar os objetivos desejados.
Apesar dos problemas encontrados, a professora Soraia Amorim vem
desenvolvendo um trabalho satisfatório, obtendo assim um bom resultado, atuando
com uma profissional consciente e preocupada com sua postura diante do papel
difícil de educador.
Dessa forma, a docente vem realizando um trabalho de forma consciente, no
qual o conhecimento é alcançado através do ensino, localizando-se no meio onde
educador e educando estão situados, onde a realidade do aluno deve ser o ponto de
partida do trabalho do professor.
A educação tem como objetivo ultrapassar as barreiras da sociedade e as
paredes da escola, a fim de desenvolver a criticidade do aluno a partir da prática
pedagógica. Dessa forma, como mostra Andrade (1989), a Geografia traz consigo
uma grande responsabilidade nesse processo, pois tem a responsabilidade de
formar cidadãos conscientes, capazes de modificar o espaço em que vivem. É
necessário se trabalhar uma Geografia que conscientize o "ser ativo" que existe
dentro do aluno, despertando o pensar sobre a realidade, bem como resgatar os
valores que se deseja verem instalados no futuro. Assim, é essencial trabalhar com
o conhecimento prévio do aluno, buscando inserir um componente de criticidade,
sem o qual é muito difícil implementar quaisquer mudanças a longo prazo.
A experiência de Estágio Supervisionado do curso de Licenciatura Plena em
Geografia vem contribuindo para a revitalização da escola politizada, com praticas
que valorizem a individualidade e a criticidade do aluno, e também com a construção
de uma relação professor/aluno mais humanizada, amistosa. O conhecimento
adquirido durante todo o curso e através da prática de estágio, foi fundamental para
uma reflexão acerca da prática educativa, mostrando que os conteúdos podem ser

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trabalhados de forma que envolva o aluno, desenvolvendo-os de forma consciente e
a conscientizar.
O uso de técnicas que atendam a realidade do educando, se apresentam de
forma eficaz e os conhecimentos geográficos podem ser especialmente adaptados a
essa realidade. Neste contexto, a importância da Geografia cresce, na medida em
que se propicia ao educando a possibilidade do conhecimento crítico da realidade
espacial, bem como sua participação consciente e responsável no processo social
de produção do espaço geográfico no qual está inserido.
Para isso, foi proposta uma metodologia voltada para a valorização sóciopolítica do educando, através de trabalhos no qual o aluno seja capaz de construir
seu próprio conhecimento, a partir da sala de aula e do meio no qual faz parte,
levando-o a uma leitura crítica e consciente da realidade em que vive.
Sendo assim, visando despertar o interesse pela Geografia como disciplina
capaz de permitir um conhecimento capaz de libertá-lo da informação aparente, e
introduzi-lo como "ser ativo" capaz de interferir no processo de transformação do
ambiente em que vive e por conseqüência o mundo.
Conclusão
Os cursos de licenciatura devem se comprometer com a prática responsável
da educação tendo como objetivo maior o educar, para isso, é imprescindível haver
uma transformação individual que, no decorrer do tempo, atinja a coletividade e, por
conseqüência, a sociedade como um todo. Este objetivo deveria ser perseguido,
utilizando o espaço da Universidade para formar profissionais educadores,
transformadores e defensores da liberdade. Porém, há uma dicotomia entro o
discurso visto na Universidade e a realidade vivida em sala de aula.
O Estágio Supervisionado traduz de forma objetiva, o esforço de se promover,
no ambiente de sala de aula, o despertar da consciência de um "ser ativo" capaz de
interagir com outros agentes sociais. Não tendo a pretensão de mudar o mundo em
poucas aulas, mas através de recursos didáticos apropriados, se desenvolveu uma
maior reflexão sobre a importância da Geografia em nosso dia a dia, bem como ao
conhecimento de ambientes de transformações sofridas pela sociedade e natureza
nos últimos anos, e as implicações para o dia a dia do aluno.
O estágio caracteriza a oportunidade de experimentar a sala de aula,
representando uma vivência necessária ao profissional em formação, provando que
ensinar exige responsabilidade, rigorosidade, e comprometimento com a realidade
do educando, como afirma Freire (1996).
Atualmente, ensinar exige desenvolvimento de habilidades de comunicação,
criticidade, raciocínio, criatividade, que não fiquem apenas nas intenções, mas que
sejam suportes no desenvolvimento continuo. Isso pressupõe a atuação e a
capacitação constante do professor, pois como agente de transformação este deve
estar preparado e comprometido com a aprendizagem e formação crítica e
consciente dos alunos, mas é preciso salientar que o envolvimento e empenho do
aluno são imprescindíveis para a realização plena do educar.
O estágio é uma fase que propicia ao estagiário por em prática alguns dos
seus conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Nesse período é que
percebemos as reais dificuldades enfrentadas pelos educadores nessa difícil tarefa
de construção do conhecimento.

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Referências
ALMEIDA, Rosangela Doin de & PASSINI, Elza. Espaço Geográfico: ensino e
representação. São Paulo: Contexto, 1989.
ANDRADE, Manoel Correia de. Caminhos e Descaminhos da Geografia. São
Paulo: Papirus, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Educação e ensino de Geografia na realidade
brasileira. In: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de (Org.). Para onde vai o ensino de
Geografia? São Paulo: Contexto, 2002.
VESENTINI, José Willian. Educação e ensino de geografia: instrumentos de
dominação e/ou libertação. In: CARLOS, Ana Fani Alessandri (Org.). A Geografia
na sala de aula. São Paulo: Editora Contexto, 2002.
RESENDE, Márcia Spyer. A Geografia do aluno trabalhador: Caminhos para
uma prática de ensino. São Paulo: Edições Loyola, 1989.

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