A EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA ENQUANTO CIÊNCIA
A ciência geográfica era realizada desde o surgimento do ser humano ao formar
afinidades com a natureza com estratégias de sobrevivência e coordenação como povos
nômades, navegadores e agricultores.
Na antiguidade os habitantes da Mesopotâmia e do Egito, procuravam identificar
a natureza, estudavam as regiões fluviais e da geometria para aperfeiçoar a agricultura.
Momento este em que a atividade mercantil foi responsável pelo alargamento do planeta.
Na antiguidade Clássica aumentou as informações sobre as relações sociedadenatureza, aspirando conhecimentos para a organização política e econômica dos
impérios. Desenvolvendo estudos para elaborar mapas, discussões a respeito da forma e
tamanho da terra e distribuição da hidrografia sobre a terra.
Na idade média, à visão do planeta atribuída na posse e organização sócioespacial instituída, as discussões que se realizava foram contrariadas, valorizando o
estabelecido pela igreja.
Perante as precisões de representar o espaço geográfico e traçar os caminhos
marítimos, outras investigações passam a ser feitas, de modo especulativo, apesar de a
geografia não ser analisada como um campo da ciência.
A partir do século XVI com a náutica, os navegantes colonialistas dão início à
descrição e representação dos dados adquiridos nos territórios coloniais, suas riquezas
naturais e aspectos humanos; assuntos que passam fazer parte da ciência geográfica.
Até o século XIX, os geógrafos ficavam dispersos em diversas obras, não
existindo inclusive sistematização na produção geográfica; ainda que a geografia não
fosse contemplada como ciência, as questões geográficas eram legalizadas como temas
relevantes sobre as quais conduziam indagações científicas.
Devido aos interesses capitalistas certos países europeus instituíram sociedades
geográficas que fundavam expedições científicas em direção as áreas colonizadas; as
informações alcançadas serviam para os interesses econômicos e políticos das classes
dominantes dos países colonizadores.
As investigações arranjadas nas expedições serviam de elementos para os
educandários nacionais de pensamentos geográficos, enfatizando as escolas: francesa e
alemã. A sistematização da obra geográfica só ocorre a partir do século XIX, pois até esta
ocasião os estudos relativos a este campo de conhecimento ficavam dispersos desde as
diversas em obras literárias até as notificações administrativas. A geografia passa evoluir
como ciência a partir da idade moderna com Friedrich Ratzel, Paul Vidal de La Blache,

Milton Santos, etc. Com Friedrich Ratzel, constrói-se a Escola Determinista ou o
Pensamento do Determinismo Ambiental, o qual dizia que "o meio determina o homem".
Ratzel instituiu o conceito de espaço vital que justificou as conquistas das novas
explorações territoriais na África.
O francês Paul Vidal de La Blache durante a Revolução Industrial constatou que o
Pensamento Determinista não explicava as novas realidades desta época com tantas
inovações, que o meio não determinava o homem, mas, ele dominava e modificava a
natureza, criando possibilidades imagináveis como o avanço tecnológico. Esta nova
Escola Possibilista ou Pensamento chamou-se Possibilismo Geográfico. Perante as
constantes reorganizações do espaço geográfico produto do Capitalismo Industrial e
Agrícola, o mundo permanece a favor deste sistema precisando nova forma para analisálo.
A EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA NO BRASIL
No Brasil a institucionalização da geografia ocorre a partir de 1930, as
investigações objetivavam servir as instâncias políticas do Estado, na expectativa do
nacionalismo econômico. Essa compreensão de ciência geográfica perdurou até os anos
1950-1960. Seu foco de instrução ficava centrado na narração do espaço, na gênese e
fortalecimento do nacionalismo para a solidificação do Estado Nacional brasileiro,
conhecido como geografia tradicional.
O período histórico pós Segunda Guerra Mundial, possibilitou reformulações
teóricas da geografia com o desenvolvimento de novas abordagens contestando o
método tradicional da geografia, por meio de diagnóstico crítico do espaço geográfico,
denominando-a Geografia Crítica.
Com o golpe militar de 1964 a educação brasileira passou por transformações,
com reformas na educação universitária, pela Lei n°. 5540/68, e no ensino de 1° e 2°
graus, pela Lei n°. 5692/71. Com a reforma institui-se a disciplina de Estudos Sociais,
resultando no empobrecimento dos conteúdos de geografia e história. Essa junção das
disciplinas em Estudos Sociais não assegurava a inter-relação entre geografia e história,
tornando uma disciplina ilustrativa e superficial.
No ano de 1980 ocorreram movimentos com o objetivo do desmembramento de
Estudos Sociais e o retorno das disciplinas de Geografia e História.
Na década de 1978 foi considerado marco da Geografia Crítica no Brasil, tendo
como destaque o geógrafo Milton Santos no Encontro Nacional de Geógrafos Brasileiros.

A chamada geografia crítica em seus fundamentos teóricos e metodológicos apresentou
esclarecimentos ao quadro conceitual de referencia e ao estudo, valorizando a aparência
histórica e a análise dos processos econômicos, sociais e políticos característicos do
espaço geográfico, empregando o método dialético.

GEOGRAFIA NO PARANÁ
No Paraná as discussões referentes à geografia crítica ocorrem no final da
década de 1980, com os cursos de formação continuada e em discussões sobre
reformulação curricular, procedendo à publicação do Currículo Básico para a Escola
Pública do Paraná.
Através de financiamento do Banco Mundial ocorre a implantação de políticas
sociais e educacionais, fundamentando na produção e na aprovação da Lei de Diretrizes
e Base da Educação Nacional (LDBN) n°. 9394/96 bem como a elaboração dos PCN e as
Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino médio aprovadas em 1998. Com o
governo neoliberal (1994-2002) o Paraná abandona o Currículo Básico e adota o PCN.
Em 2003, deu-se início a construção coletiva das Diretrizes Curriculares no
Estado do Paraná com aprovação da instrução n°. 04/2005 da SEED-SUED, tendo o
retorno da Geografia Crítica como fundamentação teórica e metodológica. Suprindo a
parte diversificada da Matriz Curricular. Documento norteador no repensar da prática
pedagógica dos educadores de Geografia, partindo de questões epistemológicas teóricas
e metodológicas para estímulo e reflexão da disciplina.

6º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
CONTEÚDOS BÁSICOS
Formação e transformação das
paisagens naturais e culturais.

Dinâmica da natureza e sua
alteração pelo emprego de
tecnologias de exploração e
produção
A formação, localização,
exploração e utilização dos
recursos naturais.

A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico.
As relações entre campo e a
cidade na sociedade capitalista.
A transformação demográfica, a
distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população.

A mobilidade populacional e as
manifestações socioespaciais da
diversidade cultural

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
. O espaço natural e humanizado
. A paisagem do entorno do Col. Castelo Branco
. As principais transformações na paisagem do
bairro parque São Paulo
. As paisagens culturais e o espaço geográfico
. A representação das paisagens e do espaço geográfico
. A inter ­ relação entre os espaços da produção,
da circulação e do consumo
. O comércio, a prestação de serviço e o consumo
. A tecnologia e a exploração da natureza
. A tecnologia e (re) produção do espaço geográfico
. Recursos naturais sua importância e conseqüências.
. A exploração dos recursos naturais e mecanismos do mercado econômico local e global
. Os principais recursos naturais explorados no
município de Cascavel
. Orientação e localização da Terra
. A distribuição das atividades econômicas: extrativismo, agropecuária, indústria, comercio e prestação de serviços no município de Cascavel.
.
.

O espaço rural e urbano
A urbanização e exploração dos recursos naturais

.

A influência dos fatores históricos, naturais e
econômicos na ocupação do espaço geográfico
local
A população paranaense segundo dados do
IBGE

.
.
.
.

As manifestações culturais
As manifestações espaciais dos diferentes grupos culturais
A manifestação da diversidade cultural em Cascavel

.
As diversas regionalizações do
espaço geográfico.

A regionalização do espaço seguindo os critérios
naturais: clima, vegetação, relevo e hidrografia
A regionalização das cidades: centro e periferia

.

7º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
CONTEÚDOS BÁSICOS
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território
brasileiro.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
. A localização e a expansão do território brasileiro

A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias
de exploração e produção.
As diversas regionalizações do
espaço brasileiro.

.

A indústria e a urbanização

.
.
.

As manifestações socioespaciais da
diversidade cultural.

.

As regiões brasileiras segundo o IBGE
As regiões geoeconômicas
Regiões e políticas regionais
Diversidade cultural brasileira

A transformação demográfica, a
distribuição espacial e os
indicadores estatísticos da
população.

.
.
.

.
Movimentos migratórios e suas
motivações.

.

.
.
.

O espaço rural e a modernização da .
agricultura.
.
.
.

Formação da população
População e o trabalho no Brasil
A mulher no mercado de trabalho A população
PEA e o trabalho
O crescimento da população brasileira
Movimentos migratórios
Movimentos pendulares
Migração temporária
As causas e conseqüências dos movimentos
migratórios
O espaço rural brasileiro e a tecnização
A agropecuária brasileira
O trabalho e a terra no espaço rural brasileiro
Relações entre a estrutura fundiária e os movimentos sociais no campo

A formação, o crescimento das
cidades, a dinâmica dos espaços
urbanos e a urbanização.

.

A distribuição espacial das
atividades produtivas, a (re)
organização do espaço geográfico.

.

A circulação de mão-de-obra, das
mercadorias e das informações.

.

O espaço urbano brasileiro
A hierarquização do espaço urbano brasileiro
Os problemas sócios ­ ambientais do espaço
urbano brasileiro
O processo de industrialização nas diversas
regiões brasileiras

.
.

A circulação de mão ­ de ­ obra, de mercadorias e informações e suas relações com o espaço de produção do Brasil

8º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
CONTEÚDOS BÁSICOS
As diversas regionalizações do espaço geográfico.

A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do continente americano.
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do
Estado.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
. A regionalização o espaço geográfico mundial
. A regionalização do continente americano pelos
critérios: históricos, físicos, sócio ­ cultural e
econômico
. A regionalização física do continente americano: vegetação, hidrografia, clima e relevo
. A reorganização das fronteiras do continente
americano
.
.
.

O comércio em suas implicações
socioespaciais.

.

A circulação da mão-de-obra, do
capital, das mercadorias e das informações.

.

A soberania nacional dos estados americanos e
o processo de globalização
A formação dos blocos econômicos do continente americano
Os sistemas socialistas e capitalistas na America
As relações comerciais no continente americano e suas implicações
A circulação de mão ­ de ­ obra, de mercadorias de informação e sua relação com os espaços produtivos americanos

A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re) organização
do espaço geográfico.
As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista.

.

A exploração dos recursos naturais no continente americano

.

O espaço rural e a modernização
da agricultura

.

Monoculturas de exploração e exportação
A questão da terra e reforma agrária na America latina
Agricultura e a concentração fundiária no continente americano

A transformação demográfica, a
distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população.

.

Os movimentos migratórios e suas
motivações.

.

Movimentos migratórios no continente americano

As manifestações socioespaciais
da diversidade cultural.

.

As manifestações culturais do continente americano

Formação, localização, exploração
e utilização dos recursos naturais.

.

Formação, localização e utilização dos recursos
naturais no continente americano e suas
implicações

.

.

Áreas populosas e povoadas do continente
americano
Formação étnica do continente americano;

9º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
CONTEÚDOS BÁSICOS
As diversas regionalizações do
espaço geográfico.
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
A revolução tecnico-científico-informacional e os novos
arranjos no espaço da produção.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
. A regionalização da África, Ásia, Oceania e Europa,
segundo os critérios: físicos, cultural e sócio ­ econômicos
. Capitalismo x Socialismo
. A nova Ordem Mundial
. A globalização e seus efeitos
. A globalização e os blocos econômicos
. Os conflitos mundiais suas razões e os principais focos
. A revolução tecnológica e os espaços da globalização
. A tecnologia e a transformação do espaço
. O papel das tecnologias no processo industrial

O comércio mundial e as
implicações socioespaciais.

.

A formação, mobilidade das
.
fronteiras e a reconfiguração
dos territórios
A transformação demográfica, .
a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população.
As manifestações
.
socioespaciais da diversidade
cultural

O comércio mundial e os fluxos de mercadorias, pessoas, informações e capitais
As organizações políticas e econômicas internacionais e as transformações do espaço
A distribuição populacional e econômica da Europa,
Ásia, África e Oceania
As manifestações culturais e étnicas na configuração
do espaço geográfico

Os movimentos migratórios
mundiais e suas motivações.

.

Fluxos populacionais e as migrações internacionais

A distribuição das atividades
produtivas, a transformação da
paisagem e a (re) organização
do espaço geográfico.
A dinâmica da natureza e sua
alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção.
O espaço em rede: produção,
transporte e comunicações na
atual configuração territorial.

.

A transformação das paisagens, exploração dos
recursos minerais e sua importância política,
estratégica e econômica

.

As mudanças socioespaciais e impactos ambientais
Os movimentos ambientalistas
O desenvolvimento sustentável

.
.
.

A integração mundial e as redes de transporte e
comunicação

1º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
Conteúdo Básico

Conteúdos específicos

A formação e
transformação das
paisagens

Os elementos naturais e culturais nas diferentes paisagens
geográficas e as transformações provocadas pela sociedade

A dinâmica da natureza e
sua alteração pelo
emprego de tecnologias
de exploração e
produção.

Os domínios morfoclimáticos e a alteração das paisagens
terrestre

A distribuição espacial
das atividades produtivas
e a (re)organização do
espaço geográfico.

As atividades produtivas e a dinâmica hidrológica: alteração
do curso dos rios (represas), agricultura irrigada, fonte de
energia, via de transporte, erosão e sedimentação costeira,
poluição das águas.

Os elementos naturais das paisagens sua distribuição e
transformação

A produção agrícola nas comunidades quilombolas
indígenas e as manifestações culturais no campo.

e

Os complexos agroindustriais e a monocultura para a
exportação
A expansão das fronteiras agrícolas e a produção de matériasprimas.

A formação, localização,
exploração e utilização
dos recursos naturais.

A atividade industrial, a produção e os impactos
socioambientais: aquecimento atmosférico, poluição do solo,
alterações climáticas e outros.
A exploração dos recursos naturais (renováveis e não
renováveis) para a produção de energia: biocombustível,
energia nuclear, eólica, carbonífera e suas implicações na
ocupação do espaço.
Os recursos naturais (vegetal, animal e mineral) e as ações
políticas para sua preservação
O extrativismo, sua importância na produção de matériasprimas

A revolução técnicocientífica-informacional e
os novos arranjos no
espaço da produção.
O espaço rural e a

Sociedade e ambiente: convivência possível
Os avanços tecnológicos da/na indústria e sua distribuição
espacial: tecnopólos, indústrias globais e Industrialização nos
países pobres

As relações de trabalho e atividades econômicas rurais

2º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
Conteúdo Básico

Conteúdos específicos
A formação territorial brasileira em sua relação com os
As diversas regionalizações do contrastes e semelhanças regionais
espaço geográfico.
As regiões hidrográficas: recursos e aproveitamento
econômico
A dinâmica climática e classificação dos climas do Brasil.
Os biomas brasileiros
Estrutura agrária e a distribuição de terras no Brasil.
O espaço rural e a
modernização da agricultura.

O espaço produtivo rural do Brasil
Demarcação dos territórios indígenas e os conflitos
resultantes da invasão das áreas pela mineração e
agricultura (grileiros)
Relações de trabalho, estrutura fundiária e reforma
agrária

A circulação de mão-de-obra,
do capital, das mercadorias e
das informações.

Os complexos agroindustriais
mercadorias e informação

e

a

circulação

As relações entre o campo e a
cidade na sociedade
capitalista.

Interdependência entre o campo e a cidade

de

A urbanização do campo

A formação, o crescimento das Urbanização e questões socioambientais urbanas
cidades, a dinâmica dos
Urbanização no Brasil
espaços urbanos e a
urbanização recente.
Classificação das cidades
Redes e hierarquias urbanas
Crescimento urbano populacional e desenvolvimento
econômico
Principais problemas urbanos
As manifestações
socioespaciais da diversidade
cultural

População e demografia
Densidade demográfica e distribuição populacional no
território brasileiro
Aspectos econômicos da população brasileira
População economicamente ativa

3º ano
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Dimensão Econômica do Espaço Geográfico
Dimensão Política do Espaço Geográfico
Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico
Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico
Conteúdo Básico
A revolução técnico-científicainformacional e os novos arranjos
no espaço da produção.
A circulação de mão-de-obra, do
capital, das mercadorias e das
informações.

Formação, mobilidade das
fronteiras e a reconfiguração dos
territórios.
A transformação demográfica, a
distribuição espacial e os
indicadores estatísticos da
população.
Os movimentos migratórios e
suas motivações.

Conteúdos específicos
O meio técnico cientifico informacional
Os tecnopólos e as cidades globais
Organizações financeiras e comerciais internacionais.
As agencias especializadas da ONU
As organizações de base político ­ econômica
comum.
A fragmentação dos territórios na globalização e
formação de novas territorialidades na Europa e Ásia.
A constituição dos microterritórios: o terrorismo
mundial.
Teorias demográficas e a dinâmica populacional.
População: dinâmica e desenvolvimento humano.
Migrações internacionais.
As migrações por razões econômicas.
As barreiras as imigrações e a fronteira Norte x Sul.
Os refugiados.

As diversas regionalizações do
espaço geográfico.

Migrações forçadas
O mundo Bipolar.
A Multipolaridade da nova ordem mundial.
A formação dos Blocos Econômicos e os mercados
regionais.
A formação dos Estados nacionais e as economias
periféricas: Os processos de descolonização na
América, África e Ásia.
Os microterritórios e o comércio ilegal: contrabando,
narcotráfico, o poder das milícias.

As implicações socioespaciais
do processo de mundialização
A nova ordem mundial, os
territórios supranacionais e o
papel do Estado.

As economias emergentes e o BRIC: economia e
desenvolvimento.
Os organismos econômicos internacionais
O neoliberalismo e as relações econômicas e de
poder na nova ordem mundial.
As organizações
socioeconômicos.

internacionais

e

indicadores

Diferentes classificações socioeconômicas dos países.
METODOLOGIA
A geografia apresenta como elemento de estudo o "espaço geográfico" características culturais, econômicas, políticas e socioambientais, obtendo conceitos
básicos da geografia ­ natureza, lugar, região, território, sociedade. Nos anos finais do
Ensino Fundamental, o ensino da Geografia tem como objetivo ampliar suas noções
espaciais, onde o professor irá trabalhar os conhecimentos necessários para o
entendimento das inter-relações entre as dimensões econômicas, cultural e demográfica,
política e socioambiental compreendendo o Espaço Geográfico como resultado da
integração entre dinâmica físico-natural e dinâmica humano-social. Ao término do ensino
fundamental, a expectativa é que os educandos dominem noções básicas das relações
sócio-espaciais nas diversas escalas geográficas. Conceitos básicos a ser trabalhados de
forma vertical, expandindo os conceitos geográficos.
O professor deve planejar o processo de ensino da geografia criando situações
em que os alunos analisem criticamente as transformações dos espaços geográficos com
auxilio de textos, imagens, fotografias antigas e atuais possibilitando o questionamento e
a participação dos mesmos para que a compreensão dos conteúdos e a aprendizagem
crítica aconteçam.
Entender que as transformações dos espaços geográficos são resultados das
ações humanas é um dos objetivos da geografia, por tanto, é preciso aprender a pensar
os espaços geográficos de forma dialogada envolvendo as experiências sociais tecidas no
fazer cotidiano e os conhecimentos científicos. Sendo auxiliado nesse diálogo por: mapas,
imagens, gráficos e tabelas de dados geográficos. Fazer com que nossos alunos reflitam
sobre o que acontece ao seu redor e no mundo os levará a um crescimento individual,
tornando-os cidadãos críticos e defensores de suas próprias idéias. Mas para que isso
aconteça é necessário que os educadores estejam conscientes de seus atos.
Para que a compreensão dos conceitos de lugar, território, paisagem, região,

sociedade, natureza, aconteçam com críticidade o ensino de geografia deve ser
sustentado em: leitura, análise, interpretação, descrição e produção de: textos, fotos,
mapas, imagens, gráficos e tabelas de fatos geográficos. O professor pode dispor ainda
de pesquisas, aulas de campo, seminários, construção e analises de maquetes.
A partir dessas considerações, portanto, a prática do professor deve ser
consciente, intencional, planejada e pautada na cientificidade dos conhecimentos
geográficos correlacionados com o cotidiano dos educandos, promovendo com isso a
reflexão sobre o que acontece nos espaços sociais, tendo em mente sempre os critérios
básicos do ensino de geografia que são:a formação dos conceitos geográficos básicos e
o entendimento das relações socioespaciais.
AVALIAÇÃO
A avaliação na disciplina de Geografia, de acordo com o processo avaliativo
previstos na LDBEN 9.394/96, nas Diretrizes Curriculares Estaduais - DCEs e com o
Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Humberto Alencar Castelo Branco, é
parte integrante do processo ensino-aprendizagem. Sendo assim, ela será formativa,
diagnostica e processual, objetivando acompanhar a aprendizagem dos alunos e
reorientar o trabalho dos professores, sendo esse processo continuo e interrupto. A partir
da avaliação, são coletadas informações que servem de parâmetro para análise dos
resultados obtidos por intermédio dos processos de intervenção pedagógica. Depois
dessa análise, cabe a tomada de decisão em relação aos encaminhamentos a serem
adotados a fim de garantir a efetivação da aprendizagem por parte dos estudantes.
Assim, a avaliação assume o sentido diagnóstico e formativo à medida que serve de
suporte para o reencaminhamento das ações docentes.
A intencionalidade da prática avaliativa é de contribuir para a apropriação dos
conhecimentos sistematizados, para o posicionamento crítico frente aos diferentes
contextos socioambientais, culturais, econômicos e políticos. Assim, o processo avaliativo
será encaminhado por meio da utilização de instrumentos diversificados, tais como a
interpretação de textos: informativos, cartográficos, temáticos, literários, históricos e
geográficos; construção de slides e painéis, interpretação de fotos, imagens, tabelas e
mapas; pesquisas bibliográficas a partir de fontes impressas e/ou virtuais, utilizando o
laboratório de informática; construção, representação e análise do espaço por intermédio
de maquetes, cartazes e mapas. Apresentação e discussão de temas e seminários, com
critérios previamente definidos para orientar a avaliação. Provas com questões objetivas

e/ou descritivas; oral ou escrita; produção de sínteses, pesquisas, produção de textos,
entrevistas, produção de textos geográficos, sínteses, relatórios de aulas de campo e de
vídeos - dvd e viagens, levando em conta os objetivos propostos na disciplina,
constituindo-se em um meio e não um fim.
Os critérios são os elementos norteadores do processo de avaliação e servem de
suporte para a organização dos instrumentos avaliativos considerando os objetivos a
serem alcançados e os conteúdos a serem trabalhados em cada série. É importante
considerar que os critérios de avaliação utilizados estarão embasados na formação dos
conceitos geográficos básicos, no entendimento das relações socioespaciais, a fim de que
possam desencadear a compreensão da realidade local, regional e mundial. A
preocupação de observar se os alunos constroem conceitos geográficos e assimilam as
relações espaço-tempo e Sociedade-Natureza para compreensão do espaço nas diversas
escalas geográficas são fundamentos que articulam as práticas avaliativas.
A partir da análise dos resultados obtidos tendo em vista os critérios, previamente
estabelecidos, os conteúdos e os instrumentos utilizados, os docentes encaminharão a
recuperação dos estudos, visando à apropriação dos conhecimentos inerentes à disciplina
e à série, encaminhada de forma paralela, sempre que se fizer necessário, mediante a
articulação

de

novos

encaminhamentos

metodológicos,

práticas

avaliativas

e

compromisso do aluno com a sua aprendizagem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS

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Secretaria de Estado da Educação do Paraná. 2008
LEI N°10.639, de janeiro de 2003. Cultura Afro-Brasileira.
ALMEIDA, Lucia Marina Alves de. Geografia: geografia geral e do Brasil. São Paulo:
Ática, 2005
BOLIGIAN, Levon. & BOLIGIAN Andressa. A. Geografia espaço e vivência; ensino médio.
1ª ed. São Paulo: Saraiva 2004.
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Editora Scipione. SP. 1998.
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Padilha, Junior Henrichs. Curitiba: Positivo, 2010

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São Paulo: Paz e Terra, 2005.
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ensino médio. 1ª ed. São Paulo; Saraiva 2010.
MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio: Meio natural e espaço geográfico.
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Paulo: IBEP, 2010.
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SENE, Eustáquio. MOREIRA, João Carlos. Geografia ensino médio. São Paulo: Scipione,
2005.
TAMDJIAN, James Onnig. Geografia geral e do Brasil: estudos para a compreensão do
espaço: ensino médio/ volume único James & Mendes. São Paulo: FTD, 2005.
TERRA, Lygia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de
geografia geral e do Brasil 1ª Ed. São Paulo: Moderna, 2010
__________ COELHO, Marcos de Amorim. Geografia geral e do Brasil: o espaço natural
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VÁRIOS AUTORES. Geografia do Ensino Médio. 2ª ed. SEED ­ PR. 2007
VESENTINI, José William. Geografia: o mundo em transição. 1ª edição. São Paulo: Ática,
2010.