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GEOGRAFIA DO MARANHÃO
Localização do Estado do Maranhão: superfície; limites; linhas de fronteira; pontos extremos; Áreas de Proteção Ambiental (APA). Parques
nacionais. Climas do Maranhão: pluviosidade e temperatura. Geomorfologia: classificação do relevo maranhense: planaltos, planícies e
baixadas. Características dos rios maranhenses: bacias dos rios limítrofes: bacia do Pamaíba, do Gurupi e do Tocantins-Araguaia. Bacias
dos rios genuinamente maranhenses. Principais Formações Vegetais: floresta, cerrado e cocais.
Geografia da População: população absoluta; densidade demográfica; povoamento; movimentos populacionais.
A agricultura maranhense: caracterização e principais produtos agrícolas; caracterização da Pecuária.
Extrativismo: vegetal, animal e mineral. Parque industrial: indústrias de base e indústrias de transformação.
Setor Terciário: comércio, telecomunicações, transportes.
Malha viária.
Portos e aeroportos.
Localização do Estado do Maranhão: superfície; limites; linhas de fronteira; pontos extremos; Áreas de Proteção Ambiental (APA).
Parques nacionais. Climas do Maranhão: pluviosidade e temperatura. Geomorfologia: classificação do relevo maranhense: planaltos, planícies e baixadas. Características dos rios maranhenses: bacias dos rios limítrofes: bacia do Parnaíba, do Gurupi e do Tocantins-Araguaia. Bacias dos rios genuinamente maranhenses. Principais Formações Vegetais: floresta, cerrado e cocais.

Geografia do Maranhão

1

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Estado do Maranhão

Localização
- Região
- Mesorregiões
- Microrregiões
- Municípios

Nordeste
Piauí (leste), Tocantins (sudoeste) e
Pará (oeste)
5
21
217

Capital

São Luís

Governo

2011 a 2015

- Governador(a)

Roseana Sarney (PMDB)
Joaquim Washington Luiz de Oliveira (PT)
18
42

- Estados limítrofes

- Vice-governador(a)
- Deputados federais
- Deputados estaduais
- Senadores

Edison Lobão Filho (PMDB)
Epitácio Cafeteira (PTB)
João Alberto (PMDB)

Área
- Total

331 935,507 km² (8º)

População
- Estimativa
- Densidade

2010
6 569 683 hab. (10º)
19,79 hab./km² (16º)

Economia
- PIB
- PIB per capita

2009
R$39.855.000 (16º)
R$6 259 (26º)

Indicadores
- Esper. de vida
- Mort. infantil
- Analfabetismo

2008
68,0 anos (26º)
37,9 nasc. (26º)
19,5% (23º)

- IDH (2005)

0,683 (26º) ­ médio

Fuso horário

UTC-3

Clima

tropical Af/Aw

Cód. ISO 3166-2

BR-MA

Site governamental

www.ma.gov.br Estado do Maranhão

Geografia do Maranhão

2

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te há a presença da Floresta Amazônica ou Hiléia Brasileira, sendo esta
região também conhecida como Amazônia Maranhense; nas regiões de
clima caracterizado como tropical, predomina o cerrado, ao sul do território
estadual; no litoral, há a presença do mangue; ao leste, numa zona de
transição entre o cerrado e a floresta equatorial, há a Mata dos Cocais, de
vegetação relativamente homogênea, onde predomina o babaçu (Orbignya
martiana), de grande importância econômica para o Estado.

Maranhão
Juçara, buriti, bacaba, carnaúba, babaçu... O Maranhão é conhecido
como "terra das palmeiras", cognome que lhe foi dado por Fróis de Abreu,
num livro de 1931, mas já em 1614 Claude d'Abbeville gabava: "É um
verdadeiro jardim de palmeiras." E Gonçalves Dias suspirava, na "Canção
do exílio": "Minha terra tem palmeiras..."
O estado do Maranhão situa-se na região Nordeste, onde ocupa uma
área de 333.366km2. Localizado na área de transição entre o Nordeste e a
Amazônia, limita-se ao norte com o oceano Atlântico, a oeste com o Pará, a
sudoeste com o Tocantins, e a sudeste e a leste com o Piauí. O Maranhão
apresenta as mais diversas características morfológicas, desde a mata
amazônica e a caatinga nordestina até a área considerada o único deserto
brasileiro, o Parque Nacional de Lençóis Maranhenses -- mais de 200km2
de dunas de areia branca e lagoas de água doce, que se evaporam no
período da seca.

Relevo
O relevo maranhense é basicamente dividido em duas grandes áreas:
a região de planície no litoral e a região de planalto nas demais áreas do
Estado. A planície caracteriza-se pela presença de tabuleiros (pequenos
platôs) e baixadas alagadiças. Esta região de planície chega a avançar, a
partir de sua região central, em direção ao interior do território. Quanto ao
planalto, com forma tabular e de formação basáltica a partir do mesozóico,
há a presença de áreas de chapadas, com escarpas que constituem, por
exemplo,as serras da Desordem, da Canela e das Alpercatas.

Geografia física

A população indígena do Maranhão está entre as mais significativas do
país do ponto de vista numérico, sendo estimada em pouco mais de 12,2
mil habitantes. Está dividida em dezesseis grupos, sendo que quatorze
destes já vivem em áreas demarcadas para si pela FUNAI (Fundação
Nacional do Índio).

Geologia e relevo. De relevo plano, o Maranhão tem 75% do território
abaixo de 200m de altura e apenas dez por cento acima de 300m. O quadro geomorfológico é composto por duas unidades: a baixada litorânea e o
planalto. Domina na baixada um relevo de colinas e tabuleiros, talhados em
arenitos da série Barreiras. Em certas partes do litoral, inclusive na ilha de
São Luís, situada no centro do chamado golfão maranhense, esse relevo
chega até a linha da costa. Em outras, fica separado do mar por uma faixa
de terrenos baixos e planos, sujeita a inundações no período das chuvas. É
a planície litorânea propriamente dita, que no fundo do golfão toma o nome
de Perises. A leste do golfão maranhense, esses terrenos assumem o
caráter de amplos areais com formações de dunas, que integram a costa
dos Lençóis, até a baía de Tutóia.

Como nos demais Estados nordestinos, a população maranhense também enfrenta problemas infra-estruturais, como a rede hospitalar insatisfatória, em que grande parte dos estabelecimentos são mantidos por entidades privadas. Outro grave problema social trata-se dos conflitos rurais
resultados da baixa condição econômica dos trabalhadores rurais, destituídos de terras próprias para o cultivo e a subsistência.
Hidrografia. Quase toda a drenagem do estado se faz de sul para norte
através de numerosos rios independentes que se dirigem para o Atlântico:
Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Mearim, Itapecuru e Parnaíba. A sudoeste do
estado uma pequena parte do escoamento se faz em direção a oeste.
Integram-na pequenos afluentes da margem direita do Tocantins.

O planalto ocupa todo o interior do estado com um relevo tabular. Apresenta feição de um conjunto de chapadões talhados em terrenos sedimentares (arenitos xistosos e folhelhos). Nas proximidades do golfão maranhense as elevações alcançam apenas 150 a 200m de altura; mais para o
sul, 300 a 400m; e nas proximidades do divisor de águas, entre as bacias
do Parnaíba e Tocantins, atingem 600m. Os vales do planalto separam os
chapadões uns dos outros por meio de entalhes profundos, e por essa
razão os chapadões apresentam escarpas abruptas em contraste com o
topo regular.

Pontos Extremos
Norte: Farol da Pedra Grande na Ilha de São João, no município de
Carutapera
Sul: Nascente do rio Àguas Quentes na Serra sa Tabatinga, Município
de Alto Parnaíba
Leste: rio Parnaíba, defluência com o rio Iguaçu, município de Araioses
Oeste: confluência dos rios Tocantins e Araguaia, municipio de Imperatriz.

Clima. Ocorrem no Maranhão três tipos de clima: o tropical superúmido
de monção, o tropical com chuvas de outono e o tropical com chuvas de
verão. Os três apresentam regimes térmicos semelhantes, com médias
anuais elevadas, que variam em torno de 26o C, mas diferem quanto ao
comportamento pluviométrico. O primeiro tipo, dominante na parte ocidental
do estado, apresenta os totais mais elevados (cerca de 2.000mm anuais);
os outros dois apresentam pluviosidade mais reduzida (de 1.250 a
1.500mm anuais) e estação seca bem marcada, e diferem entre si, como
seu próprio nome indica, pela época de ocorrência das chuvas.

O oeste maranhense está dentro da área de atuação do clima
equatorial com médias pluviométricas e térmicas altas. Já na maior parte do
estado, se manifesta o clima tropical com chuvas distribuídas nos primeiros
meses do ano, mas o estado não sofre com períodos de seca.
Do ponto de vista ecológico, o Maranhão apresenta uma grande
diversidade de espécies de plantas e animais. Na região oeste do estado
estão demarcados de 300 000 hectares de terra referentes à Reserva
Biológica do Gurupi, que é o que restou da floresta amazônica no
Maranhão.

Vegetação. Uma vegetação de floresta, campos e cerrados reveste o
território maranhense. As florestas ocupam toda a porção noroeste do
estado, ou seja, a maior parte da área situada a oeste do rio Itapecuru.
Nessas matas ocorre com grande abundância a palmeira do babaçu, produto básico da economia extrativa local. Os campos dominam em torno do
golfão maranhense e no litoral ocidental. Os cerrados recobrem as regiões
oriental e meridional. Na faixa litorânea, a vegetação assume feições variadas: campos inundáveis, manguezais, formações arbustivas.
Clima e Vegetação
A característica climática predominante no Maranhão é configurada
como tropical. As temperaturas médias anuais são superiores a 24°C,
enquanto os índices pluviométricos variam entre 1500 e 2500mm anuais.
As chuvas no território do Maranhão caracterizam duas áreas distintas: no
litoral as chuvas são mais abundantes, enquanto no interior são mais
escassas. Outro fator condicionante do clima no Estado é sua posição
geográfica, dividida entre a área situada no complexo amazônico, ao noroeste, onde o clima tende à caracterização como equatorial, e a área situada
na região semi-árida do Nordeste brasileiro. O fator condicionante do clima
é responsável pela distinção entre algumas áreas de vegetação: ao noroes-

Geografia do Maranhão

Os Lençóis Maranhenses

x Amazônica: Predominante no oeste do estado e encontra-se muito
devastada em consequência das siderúrgicas de ferro gusa .
3

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x Mata de Cocais: Mata característica do Maranhão onde predomina
o babaçu e carnaúba. Cobre a parte central do Estado.

Rio Balsas

x Campos: próximos ao Golfão Maranhense, têm, como
característica, vegetação herbácea alagável pelos rios e lagos da Baixada
Maranhense.

Rio Farinhas

Rio Mearim (fenômeno da Pororoca)

Rio Pindaré
Rio Grajaú

x Mangues: predominam no litoral maranhense desde a foz do Rio

Gurupi até a foz do Rio Periá.

Rio Uma
Rio Corda
Rio Bacanga (na ilha de São Luís do Maranhão)
Rio Pericumã (casa de lavrador)
Postado por Severino Neto

APA - Maranhão
Delta do Parnaíba - PI, CE e MA (1996)
Serra de Tabatinga - MA, TO e BA (1990)
APA do Itapiracó - São Luís-MA
APA do Maracanã - São Luís - MA

Cachoeira São Romão, na Chapada das Mesas

x Cerrado: vegetação predominante no Maranhão. Formada por
árvores de porte médio e vegetação rasteira.

Parques Nacionais do Maranhão

O Maranhão possui o segundo maior litoral do Brasil, com 640 km de
extensão, indo desde o Delta do Rio Parnaíba até a foz do Rio Gurupi. Ao
longo de sua extensão, podem ser encontradas diversas praias, além de
regiões de mangues

O Parque Nacional da Chapada das Mesas protege 160.046 hectares
de Cerrado nos municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz, no
centro-sul do Maranhão.

O Rio Tocantins (Bico de Papagaio em Tupi) é um rio brasileiro que
nasce no estado de Goiás, passando logo após pelos estados do
Tocantins, Maranhão e Pará, até a sua foz no Golfão Amazônico - próximo
a Belém, onde se localiza a ilha de Marajó.

De acordo com o diretor de ecossistemas do Ibama - Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Valmir Ortega, a
criação do parque faz parte do esforço dos órgãos ambientais do Governo
Federal para elevar a área protegida no Cerrado. Pouco mais de 2,5% do
bioma está resguardado em unidades de conservação federais e estaduais.
Conforme Ortega, a pressão para novos desmatamentos impulsionados por
carvoarias e abertura de novas frentes para a agropecuária é muito forte. "É
uma corrida contra o tempo para salvar grandes remanescentes", ressaltou.

Após a união dos rios rio das almas Maranhão e Paranã entre os
municípios de Paranã e São Salvador do Tocantins (ambos localizados no
estado do Tocantins), o rio passa a ser chamado definitivamente de Rio
Tocantins. Durante a época das cheias, seu trecho navegável é de
aproximadamente 2000 km, entre as cidades de Belém - PA e Lajeado TO.

A região que agora está abrigada dentro do Parque Nacional é
extremamente rica em espécies de animais e de plantas, sem falar no alto
potencial turístico em decorrência das belezas naturais da Chapada das
Mesas. Os planos do Governo Federal incluem a criação de novas áreas
protegidas no Maranhão, formando um "mosaico" com parques e reservas
estaduais e federais e terras indígenas. A criação do parque era debatida e
avaliada desde 2004, mas ganhou força no início deste ano com a
realização de estudos de campo que comprovaram o valor ecológico,
social, econômico e cultural da região.

O Rio Tocantins é o segundo maior rio totalmente brasileiro (perde
apenas para o Rio São Francisco), e também pode ser chamado de
Tocantins-Araguaia, após juntar-se ao Rio Araguaia na região do "Bico do
Papagaio", que fica localizada entre o Tocantins, o Maranhão e o Pará. É
no vale do médio e baixo Rio Tocantins que se encontrava a maior
concentração de castanheiras da Amazônia.
Rio Gurupi, é um rio brasileiro que banha o estado do Maranhão na
divisa deste com o estado do Pará. Possui aproximadamente 720 km de
extensão, tem sua nascente no estado do Maranhão e sua foz no Oceano
Atlântico.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um parque nacional
brasileiro criado em 2 de junho de 1981 numa área de 155 mil hectares nas
margens do Rio Preguiças, no nordeste do estado do Maranhão e distante
cerca de 260 km de São Luís, ocupando uma área total de 270 quilômetros
quadrados, com dunas de até 40 metros e lagoas de água doce.[1] Trata-se
de um ecossistema costeiro único dentro do bioma caatinga, que associa
ventos fortes e chuvas regulares. Consiste em uma faixa de dunas que
avança entre 5 e 25 quilômetros em direção ao interior. As dunas formam
pequenas lagoas de água doce. O filme Casa de Areia foi gravado dentro
do parque.

É o divisor natural entre os estados do Pará e Maranhão.
Seus principais afluentes localizam-se na margem esquerda em
território Paraense e sua bacia hidrográfica situa-se da seguinte maneira:
70% em território Maranhense e 30% em território Paraense. Devido a sua
constituição geográfica, corre sobre rochas cristalinas e apresenta-se
encachoeirado em longo trecho.
O Rio Parnaíba, conhecido como "Velho Monge", é um rio brasileiro
que banha os estados do Piauí e do Maranhão. O seu nome é oriundo da
língua tupi e significa "mar ruim", através da junção dos termos paranã
("mar") e aíb ("ruim")

Está localizado no estado do Maranhão, abrangendo os municípios de
Barreirinhas, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do
Maranhão e Paulino Neves. O acesso é realizado por via terrestre pela BR
135, por via Marítima, entrando no canal do Rio Preguiças em Atins e por
via Fluvial, a partir de Barreirinhas, através do Rio Preguiças. Por via
terrestre, saindo de São Luís, a capital do estado, percorre-se 58 km até
Rosário, e a partir daí mais 22 km até Morros e 162 km até Barreirinhas,
cruzando-se o trevo para Humberto de Campos. Por via fluvial, adentra-se
através do mesmo Rio Preguiças, a partir de Barreirinhas, onde se pode
chegar até Atins, no qual existe uma sede administrativa.

O rio Manuel Alves Grande é um rio brasileiro que fica na divisa entre
os estados de Tocantins e Maranhão.
Rios genuinamente maranhenses
Rio Itapecuru
Rio Munin

Geografia do Maranhão

4

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A sede do Parque fica a 2 km de Barreirinhas, do outro lado do Rio
Preguiças, onde se atravessa de balsa. Existem passeios a partir de
Barreirinhas, utilizando veículos apropriados, por meio do qual se chega até
as dunas e lagoas de água doce.

Área de Formação com influência Marinha e Fluviomarinha: São as
áreas ao longo do litoral, dos cursos de água e mesmo ao redor de depressões fechadas que acumulam água. Englobam-se neste tipo, as associações vegetais e suas variadas fisionomias, que ocorrem nos litorais arenosos, incluindo as comunidades pioneiras das praias, e áreas de mangues.
As espécies mais comuns na vegetação de dunas são: capim-de-areia
(Panicum racemosum), alecrim-da-praia (Hybanthus ipecacuamba), carrapicho-da-praia (Acicarpha spathulata) dentre outras. Um dos gêneros mais
comuns que ocorrem nas dunas do Maranhão é Ipomea. As espécies que
se desenvolvem nas restingas não sofrem ação direta das ondas, mais
ainda estão relacionadas com a proximidade do mar. As principais espécies
encontradas nessa formação vegetacional são: cipó-de-leite (Oxypetalum
sp.), coroa-de-frade (Melocatus violacens), orquídea-da-restinga (Epidendrum elipticurn) etc. Os manguezais maranhenses estão localizados na
porção Ocidental do Estado indo até o lado do Oriental ocupando as fozes
dos rios. As principais espécies encontradas dessa formação são: Avicennia schaweríana, A. germinans, Rizophora e Conocarpus erecta. Fonte:MARANHÃO. Atlas do Maranhão. São Luis: Geplan/Uema, 2000

O Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba foi criado
através de Decreto de 16 de julho de 2002. Fica localizado na divisa dos
estados do Piauí, do Maranhão, da Bahia e do Tocantins. Tem o objetivo de
assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica,
bem como proporcionar a realização de pesquisas científicas e o
desenvolvimento de atividades de educação, recreação e turismo
ecológico. Possui uma área de 729.813,551 hectares. É administrado pelo
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

FORMAÇÕES VEGETAIS DO MARANHÃO

Cerrado
Um quarto do território brasileiro -- mais de 200 milhões de hectares -era originalmente ocupado pelo cerrado. Na década de 1990, porém, 47
milhões de hectares já haviam sido substituídos por pastagens plantadas
ou culturas de grãos.
Formação vegetal característica do Centro-Oeste brasileiro, o cerrado é
constituído de árvores relativamente baixas e tortuosas, disseminadas em
meio a arbustos, subarbustos e gramíneas. A estrutura do cerrado compreende basicamente dois estratos: o superior, formado pelas árvores e arbustos; e o inferior, composto por um tapete de gramíneas. As árvores típicas
do cerrado atingem em média dez metros de altura, apresentam casca
grossa, protegida às vezes por uma camada de cortiça, troncos, galhos e
copas irregulares; algumas possuem folhas coriáceas, em certos casos tão
duras que chegam a chocalhar com o vento; em outras, as folhas atingem
dimensões enormes e caem ao fim da estação seca.

A vegetação presente no Maranhão reflete os aspectos transicionais
entre o clima superúmido característico da região Norte e da Região Nordeste, com aspectos de semi-árido. Em virtude dessa posição, as condições edafoclimáticas do Estado ocorrem com grande variabilidade, proporcionando o surgimento de diversos ecossistemas. No Maranhão vamos
encontrar desde ambientes salinos, com presença de manguezais, vegetação secundária, grandes áreas com babaçuais, até vegetação de grande
porte com características do sistema amazônico.

O cerrado predomina nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Goiás e Tocantins. As mais extensas áreas desse tipo de vegetação
aparecem em locais de clima quente e úmido, com chuvas de verão e
estação seca bem marcadas. Ocorrem subtipos de vegetação, como o
cerradão, o cerradinho e os campos sujos. Entre as árvores características
dos cerrados destacam-se a lixeira (Curatella americana), o pau-terra de
folhas grandes ou miúdas (Qualea grandiflora e Qualea parviflora), o pequi
(Caryocar brasiliensis), o pau-santo (Kielmeyera coriacea), o ipê (Tabebuia
caraiba) e a peroba-do-campo (Aspidosperma tomentosum). Entre as
gramíneas, as mais comuns são o capim-flecha (Tristachya chrysotryx), o
barba-de-bode (Aristida pallens) e diversas espécies do gênero Androgopon.

Floresta Ombrófila Densa: Sua característica ecológica principal reside nos ambientes ombrófilos que marcam a região florística florestal amazônica. Corresponde à floresta de dossel mais denso e fechado. Essa área
fitoecológica ocupa toda região noroeste do maranhão ocorrendo com
frequência as seguintes espécies: seringueira (Hevea brasiliensis), castanha-do-pará (Bertholletia excelsa),andiroba (Carapa guianensis) açaí
(Euterpe oleracea) dentre outras.
Savana: É uma região com predominância de vegetação xeromorfa
aberta, dominada e marcada por um estrato herbáceo. Alternam-se ás
vezes pequenas árvores isoladas, capões florestados e galerias florestais
ao longo dos rios, mostrando, assim uma grande variabilidade estrutural e,
em consequência, grande diferença em porte de densidade, no que também influi a intensidade da ação antrópica. As espécies mais comuns nas
Savanas do Estado do Maranhão são: cajui (Anarcadium microcarpum ),
araticurn (Anona coriacea), murici (Byrsonirna spp), sucupira (Bowdichia
vergilo ides) etc.

O solo típico do planalto central, onde se encontra a maior parte do cerrado, é constituído de areias e argilas, soltas ou consolidadas em arenitos e
filitos, e de calcários e pedregulhos, resultantes do levantamento dos sedimentos do oceano primitivo. Os elementos que formam o estrato superior
são providos de raízes profundas, que lhes permite atingir o lençol freático,
situado de 15 a 20m de profundidade. Essa circunstância lhes confere
melhores condições de sobrevivência ao longo do período de estiagem. As
gramíneas do estrato inferior, devido a suas raízes curtas, ressentem-se
mais da estiagem, quando entram em estado de latência, ou morte aparente. O tapete rasteiro apresenta então aspecto de palha seca, que favorece
a propagação de incêndios, desencadeados pelas queimadas. Mas logo
após as primeiras chuvas tudo reverdece e viceja.

Savana Estépica: É constituida por uma formação vegetal bastante
heterogênea e complexa, uma vez que se apresenta sob diversos aspectos
fisionômicos, ocorrendo desde moitas baixas e isoladas, até mata fechada.
Na sua maioria são xerófitas verdadeiras. Encontram-se sobre os tabuleiros
em substituicão às áreas de matas, após sucessivos desmatamentos. As
espécies mais as dessa vegetação no Estado são: sabiá (Minosa caesalponiifolia), catingueira (Caesalpinia bracteosa), xixá (Sterculia striaata) etc.

Quando devidamente preparado, o solo do cerrado é fértil, como comprovam as grandes plantações de soja, milho, sorgo e outras culturas. No
entanto, no Centro-Oeste, imensas áreas foram submetidas a queimadas,
para a formação de pastagens, o que provocou o empobrecimento do solo,
pela queima de materiais orgânicos, e colocou em risco de extinção certas
espécies vegetais e animais, como o tamanduá-bandeira e o lobo guará.
Outra ameaça à riqueza desse ecossistema é o plantio indiscriminado de
florestas homogêneas de pinheiros e eucaliptos. Mais de 150.000 espécies
animais vivem no cerrado, entre elas a ema e o veado-campeiro. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Floresta Estacional e Floresta Estacional Decidual: Representam
grandes áreas descontínuas, onde o caráter decíduo da vegetação é acentuado pela disponibilidade hídrica do substrato. Ocorre na forma de disjunções florestais, apresentando estrato dominante macro ou mesofanerófitico,
predominatemente caducifólio. As principais espécies encontradas são:
macaúba (Acronomía sclerocarpa), pau-roxo (Cassia ramiflora) jatobá
(Hymenaea sp) ), angico (Piptadenia cf. peregrina) dentre outras.

Geografia do Maranhão

Mata dos Cocais
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quarta pior nota na prova do Exame Nacional do Ensino Médio de língua
portuguesa. Em 2007, obtiveram a sétima pior, que foi mantida na
avaliação de 2008. Na redação, os alunos se saíram um pouco melhor,
apresentando a sexta pior nota em 2006 e subindo seis posições em 2007.

Nome dado à região do Brasil situada entre a Amazônia e a caatinga,
nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Caracteriza-se pela vegetação em que predominam o babaçu e a carnaúba.

População

Mortalidade infantil

No centro-norte do estado -- em toda a região situada em torno do golfão maranhense e ao sul deste (vales dos rios Pindaré, Mearim, Grajaú e
Itapecuru) -- registram-se as mais elevadas densidades demográficas. No
restante do estado o povoamento é escasso. É forte a proporção de negros
e mulatos, além de remanescentes indígenas dos grupos tupis e jês.

O Maranhão apresenta o segundo maior índice de mortalidade infantil
do Brasil, inferior apenas ao de Alagoas. De acordo com dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, de cada mil nascidos no Maranhão por
ano, 39 não sobreviverão ao primeiro ano de vida. Vários fatores
contribuem para o alto índice de mortalidade infantil no estado: dentre eles,
o fato de que apenas metade da população tem acesso à rede de esgoto e
o de que quase quarenta por cento da população não tem acesso a água
tratada.

Com exceção do extremo ocidental do estado, que pertence à área de
influência de Belém, todo o território maranhense é parte integrante da
região polarizada por Recife. A ação econômica da metrópole pernambucana se exerce no Maranhão por intermédio de São Luís, para a maior
parte do território estadual, e de Teresina, capital do Piauí, para alguns
municípios situados junto à divisa com esse estado.

Etnias
O Maranhão é um dos estados mais miscigenados do país, o que pode
ser demonstrado pelo número de 68,8% de pardos autodeclarados ao
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, resultado da grande
concentração de escravos indígenas e africanos nas lavouras de cana-deaçúcar, arroz e algodão; os grupos indígenas remanescentes e
predominantes são dos grupos linguísticos macro-jê e macro-tupi. No
tronco macro-Jê, destaca-se a família jê, com povos falantes da língua
Timbira (Mehim), Kanela (Apanyekra e Ramkokamekra), Krikati, Gavião
(Pukobyê), Kokuiregatejê, Timbira do Pindaré e Krejê. No Tronco macrotupi, a família tupi-guarani, com os povos falantes das línguas tenetehára:
Guajajara, Tembé e Urubu-Kaapor, além dos Awá-Guajá e de um pequeno
grupo guarani, concentrados principalmente na pré-Amazônia, no Alto
Mearim e na região de Barra do Corda e Grajaú.

O índice de urbanização do Maranhão é baixo, com cerca de um terço
da população nas áreas urbanas. À capital do estado, São Luís, seguem-se
em importância Imperatriz, Caxias, Codó e Bacabal. Os demais centros
urbanos são modestos: Santa Luzia, Barra do Corda, Timon, Pedreiras,
Monção, Açailândia, Santa Inês, Coroatá, Penalva são os de maior população.
O Maranhão possui 217 municípios distribuídos em uma área de
331.983,293 km², sendo o oitavo maior estado do Brasil, um pouco menor
que a Alemanha. Sua população estimada em 2007 é de 6.118.995
habitantes, sendo o décimo estado mais populoso do país, com população
superior à da Jordânia.
Cerca de setenta por cento dos maranhenses vivem em áreas urbanas.
O Maranhão possui 18,43 habitantes por km², sendo o décimo sexto na
lista de estados brasileiros por densidade demográfica.
Indicadores sociais
O Maranhão é um dos estados mais pobres do Brasil, com um Índice
de Desenvolvimento Humano igual a 0,683, comparável ao do Brasil em
1980 e superior apenas ao de Alagoas na lista dos estados brasileiros por
IDH. O estado possui a segunda pior expectativa de vida do Brasil, também
superior apenas à de Alagoas.
Segundo o livro Honoráveis Bandidos, a família Sarney, através do seu
envolvimento na política, fez com que o estado empobrecesse e as
pessoas migrassem da região.
Deficit habitacional

Branca

24,9%

Negra

5,5%

Parda

68,8%

Indígena

0,7%

Fonte:
PNAD[18]

De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em
2007, o Maranhão é o estado com o maior deficit habitacional relativo do
país. O Maranhão apresenta um índice de 38,1 por cento (que equivale ao
número de imóveis existentes, dividido pelo de moradias necessárias para
suprir a demanda da população). Em termos absolutos, o deficit no estado
chega a 570 606 unidades, o quinto maior do país. O deficit maranhense
representa 7,14 por cento do déficit absoluto total brasileiro, estimado em 7
984 057. A média maranhense é quase três vezes maior do que a nacional,
de 14,6 por cento. Para a Fundação Getulio Vargas, as causas do déficit no
estado estariam relacionadas à má distribuição de renda, à inadimplência
do estado e Municípios e à política aplicada no setor. O então secretárioadjunto da Secretaria de Estado das Cidades, Desenvolvimento Regional
Sustentável e Infraestrutura, Heraldo Marinelli, contestou parte dessas
causas. Para ele, o deficit "não tem correlação com a falta de políticas ao
setor e com a inadimplência de estado e municípios" e também influenciaria
o "processo histórico de concentração de renda" no estado.

Houve forte tráfico negreiro entre os séculos XVIII e XIX, que trouxe
milhares de negros da Costa da Mina e da Guiné, mais precisamente do
Benin, antigo Daomé, Gana e Togo, mas também em levas não menos
importantes de africanos do Congo, Cabinda e Angola. Muitas das
tradições maranhenses tem a forte marca das culturas africanas: culinária
(Arroz de Cuxá), religião (Tambor de Mina e Terecô), festas (Bumba-MeuBoi e Tambor de Crioula) e músicas (Reggae). Atualmente, o Maranhão
conta muitas comunidades quilombolas em toda região da Baixada, rio
Itapecuru e Mearim.
A população branca, 24,9 por cento, é quase exclusivamente composta
de descendentes de portugueses, dada a pequena migração de outros
europeus para a região. Ainda no início do século XX a maior parte dos
imigrantes portugueses era oriunda dos Açores e da região de Trás-osMontes. Também no século XX, vieram contingentes significativos de sírios
e libaneses, refugiados do desmonte do Império Otomano e que hoje têm
grande e tradicional presença no estado. A proximidade com a cultura
portuguesa e o isolamento do estado até a metade do século XX gerou aqui
um sotaque próprio e ainda bastante similar ao português falado em
Portugal, praticando os maranhenses uma conjugação verbal e pronominal
vizinha àquela lusitana.

Educação
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística em 2009, o Maranhão possui o maior número de crianças
entre oito e nove anos de idade analfabetas no país. Quase quarenta por
cento das crianças do estado nessa faixa etária não sabem ler e escrever,
enquanto que a média nacional é de 11,5 por cento. Os dados do instituto,
porém, não oferecem um diagnóstico completo da situação, pois se
baseiam somente na informação de pais sobre se seus filhos sabem ler e
escrever um bilhete simples. Em 2006, os alunos do Maranhão obtiveram a

Geografia do Maranhão

Porcentagem

Raça

Povoamento
O povoamento do Maranhão iniciou-se através do litoral onde os portugueses se concentraram e desenvolveram a agricultura de cana de açúcar.
6

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Com o desenvolvimento do plantio de cana, muitos engenhos foram construídos e inúmeras povoações surgiram em torno deles. Essas povoações
deram origem às cidades de Santo Antônio de Alcântara, Itapecuru, Rosário, Icatu e outras.

exportação, mas padece de maior navegação de cabotagem. A economia
estadual atualmente se baseia na indústria de transformação de alumínio,
alimentícia, madeireira, extrativismo (babaçu), agricultura (soja, mandioca,
arroz, milho), na pecuária e nos serviços.

A ocupação definitiva do interior só iniciou-se depois de vários anos de
ocupação do litoral, através de três correntes principais de povoamento:

São Luís concentra grande parte do produto interno bruto do estado; a
capital passa por um processo marcante de crescimento econômico,
sediando mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além
de uma dezena de centros de ensino e faculdades particulares. A expansão
imobiliária é visível, mas o custo de vida ainda é bastante elevado e a
exclusão social acentuada. Há grande dependência de empregos públicos.

x Corrente dos Jesuítas
x Corrente Pastoral (sul do Estado, através dos piauienses, cearenses, sertanistas e vaqueiros)

Setor primário

x Corrente Agrícola (séc. XVIII, com o cultivo do algodão, que era in-

A agricultura e a pecuária são atividades importantes na economia do
Maranhão, além da pesca, que lhe dá a liderança na produção de pescado
artesanal do país. Afinal, o estado possui 640 km de litoral, o segundo
maior do Brasil, que fornece produtos bastante utilizados na culinária
regional, como o camarão, caranguejo e sururu.

clusive exportado para a Inglaterra.
A Invasão Francesa

Expulsos da França Antártica, os franceses fazem uma Segunda tentativa, desta vez em terras do Maranhão, conhecida pelos índios Tupinambás
como Upaon Açu (Ilha Grande). Em 1612, Daniel de La Touche, Senhor de
La Ravardière, chega ao Maranhão com uma expedição, com a finalidade
de fundar uma colônia francesa, chamada França Equinocial, por se encontrar além da linha equinocial.

O Maranhão aumentou a produção de grãos, em 2000, e teve
significativo crescimento industrial, de acordo com a Sudene. Apesar disso,
o estado está entre os mais pobres do país.
Setor terciário

Principais fatos da presença francesa em São Luís:

O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o
sertão nordestino e a Amazônia, apresenta ao visitante uma mescla de
ecossistemas somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal MatoGrossense. Possui mais de 640 km de litoral, sendo, portanto, o estado
com o segundo maior litoral brasileiro, superado apenas pela Bahia. O
turismo praticado nele pode ser classificado em dois tipos: turismo
ecológico e turismo cultural/religioso.

x Primeira Missa - 12 de agosto de 1612
x Fundação de São Luís - 8 de setembro de 1612
x Principal confronto - Batalha de Guaxenduba
x Expulsão dos franceses - 1615
A Invasão Holandesa

O Maranhão tem o privilégio de possuir, devido a exuberante mistura
de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossistemas de todo o
País. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta
amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do
mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas. Essa diversidade está
organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais,
culturais e arquitetônicos. São eles: o polo turístico de São Luís, o Parque
Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das
Mesas, o Delta do Parnaíba e o polo da Floresta dos Guarás.

Em novembro de 1641, uma expedição holandesa sob o comando de
Pierre Boas chegou ao Maranhão e tomou a cidade de São Luís, saqueando casas e igrejas. Em setembro de 1642, os maranhenses organizaram
uma reação no vale do Itapecuru. A glória da expulsão dos invasores coube
ao Capitão Antônio Teixeira de Melo que, retornando à cidade em 28 de
fevereiro de 1644, encontrou-a praticamente em ruínas.
http://www.visitesaoluis.com/historia

O Polo turistico de São Luís, localizado na ilha Upaon-Açu, que
abrange os municípios que compõem a Ilha, a capital São Luís, São José
de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, e a cidade Monumento de
Alcântara.

Economia

O Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve
os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e
Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis
Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, um paraíso
ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais.
O Parque Nacional da Chapada das Mesas é uma área de 160 046
hectares de cerrado localizado no Sudoeste Maranhense. Possui
cachoeiras, trilhas ecológicas em cavernas e desfiladeiros, rappel, sítios
arqueológicos com inscrições rupestres e rios de águas cristalinas. As
principais cidades do polo são Imperatriz, Carolina e Riachão.

São Luís, centro financeiro do estado
A economia maranhense foi uma das mais prósperas do país até a
metade do século XIX. Mas após o fim da Guerra Civil Americana, quando
perdeu espaço na exportação de algodão, o estado entrou em colapso,
agravado pelo abandono gerado pelos governos imperial e republicano;
somente após o final da década de 1960 no século XX o estado passou a
receber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias
com outras regiões. A inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, um dos
mais profundos e movimentados do país, serviu para escoar a produção
industrial e de minério de ferro vinda de trem da Serra dos Carajás,
atividade explorada pela Vale. A estratégica proximidade com os mercados
europeus e norte-americanos fez do Porto uma atraente opção de

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De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em
2007, o Maranhão é o estado com o maior deficit habitacional relativo do
país. O Maranhão apresenta um índice de 38,1 por cento (que equivale ao
número de imóveis existentes, dividido pelo de moradias necessárias para
suprir a demanda da população). Em termos absolutos, o deficit no estado
chega a 570 606 unidades, o quinto maior do país. O deficit maranhense
representa 7,14 por cento do déficit absoluto total brasileiro, estimado em 7
984 057. A média maranhense é quase três vezes maior do que a nacional,
de 14,6 por cento. Para a Fundação Getulio Vargas, as causas do déficit no
estado estariam relacionadas à má distribuição de renda, à inadimplência
do estado e Municípios e à política aplicada no setor. O então secretárioadjunto da Secretaria de Estado das Cidades, Desenvolvimento Regional
Sustentável e Infraestrutura, Heraldo Marinelli, contestou parte dessas
causas. Para ele, o deficit "não tem correlação com a falta de políticas ao
setor e com a inadimplência de estado e municípios" e também influenciaria
o "processo histórico de concentração de renda" no estado.
Educação
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística em 2009, o Maranhão possui o maior número de crianças
entre oito e nove anos de idade analfabetas no país. Quase quarenta por
cento das crianças do estado nessa faixa etária não sabem ler e escrever,
enquanto que a média nacional é de 11,5 por cento. Os dados do instituto,
porém, não oferecem um diagnóstico completo da situação, pois se
baseiam somente na informação de pais sobre se seus filhos sabem ler e
escrever um bilhete simples. Em 2006, os alunos do Maranhão obtiveram a
quarta pior nota na prova do Exame Nacional do Ensino Médio de língua
portuguesa. Em 2007, obtiveram a sétima pior, que foi mantida na
avaliação de 2008. Na redação, os alunos se saíram um pouco melhor,
apresentando a sexta pior nota em 2006 e subindo seis posições em 2007.

Avenida Dorgival Pinheiro de Sousa, em Imperatriz
O Delta do Parnaíba é o terceiro maior delta oceânico do mundo. Raro
fenômeno da natureza que ocorre também no rio Nilo, na África, e Mekong,
no Vietnã. Sua configuração se assemelha a uma mão aberta, onde os
dedos representariam os principais afluentes do Parnaíba, que se ramificam
formando um grandioso santuário ecológico. Rios, flora, fauna, dunas de
areias alvas, banhos em lagoas e de mar são alguns atrativos que o lugar
oferece. Localizado a nordeste do estado, na divisa com o Piauí. Envolve a
região sob influência do Delta do Rio Parnaíba, que tem setenta por cento
da sua área no Maranhão. Tutoia, Paulino Neves e Araioses são os
principais municípios. Deste último, partem excursões turísticas para o
delta.

Mortalidade infantil
O Maranhão apresenta o segundo maior índice de mortalidade infantil
do Brasil, inferior apenas ao de Alagoas. De acordo com dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, de cada mil nascidos no Maranhão por
ano, 39 não sobreviverão ao primeiro ano de vida. Vários fatores
contribuem para o alto índice de mortalidade infantil no estado: dentre eles,
o fato de que apenas metade da população tem acesso à rede de esgoto e
o de que quase quarenta por cento da população não tem acesso a água
tratada.

O polo da Floresta dos Guarás fica na parte amazônica do Maranhão,
no litoral ocidental do estado. Incluído como Pólo ecoturístico por
excelência, envolve os municípios de Cedral, Mirinzal, Cururupu,
Guimarães e Porto Rico do Maranhão, entre outros. Seu nome deve-se à
bela ave de plumagem vermelha, comum na região. O lugar, que conta com
incríveis atrativos naturais e culturais, destaca-se como um santuário
ecológico, formado por baías e estuários onde os rios deságuam em meio a
manguezais. Entre os maiores atrativos turísticos deste polo, está a Ilha
dos Lençóis, em Cururupu. Outros atrativos: praias de Caçacueira, São
Lucas e Mangunça; Parcel de Manuel Luís, um banco de corais ao alcance
apenas de mergulhadores profissionais; estaleiros, onde os mestres
constroem embarcações típicas do Maranhão, inteiramente artesanais;
pássaros como guarás, garças, colhereiros e marrecos.

Etnias
O Maranhão é um dos estados mais miscigenados do país, o que pode
ser demonstrado pelo número de 68,8% de pardos autodeclarados ao
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, resultado da grande
concentração de escravos indígenas e africanos nas lavouras de cana-deaçúcar, arroz e algodão; os grupos indígenas remanescentes e
predominantes são dos grupos linguísticos macro-jê e macro-tupi. No
tronco macro-Jê, destaca-se a família jê, com povos falantes da língua
Timbira (Mehim), Kanela (Apanyekra e Ramkokamekra), Krikati, Gavião
(Pukobyê), Kokuiregatejê, Timbira do Pindaré e Krejê. No Tronco macrotupi, a família tupi-guarani, com os povos falantes das línguas tenetehára:
Guajajara, Tembé e Urubu-Kaapor, além dos Awá-Guajá e de um pequeno
grupo guarani, concentrados principalmente na pré-Amazônia, no Alto
Mearim e na região de Barra do Corda e Grajaú.

Demografia
O Maranhão possui 217 municípios distribuídos em uma área de
331.983,293 km², sendo o oitavo maior estado do Brasil, um pouco menor
que a Alemanha. Sua população estimada em 2007 é de 6.118.995
habitantes, sendo o décimo estado mais populoso do país, com população
superior à da Jordânia.
Cerca de setenta por cento dos maranhenses vivem em áreas urbanas.
O Maranhão possui 18,43 habitantes por km², sendo o décimo sexto na
lista de estados brasileiros por densidade demográfica.

Houve forte tráfico negreiro entre os séculos XVIII e XIX, que trouxe
milhares de negros da Costa da Mina e da Guiné, mais precisamente do
Benin, antigo Daomé, Gana e Togo, mas também em levas não menos
importantes de africanos do Congo, Cabinda e Angola. Muitas das
tradições maranhenses tem a forte marca das culturas africanas: culinária
(Arroz de Cuxá), religião (Tambor de Mina e Terecô), festas (Bumba-MeuBoi e Tambor de Crioula) e músicas (Reggae). Atualmente, o Maranhão
conta muitas comunidades quilombolas em toda região da Baixada, rio
Itapecuru e Mearim.

Indicadores sociais
O Maranhão é um dos estados mais pobres do Brasil, com um Índice
de Desenvolvimento Humano igual a 0,683, comparável ao do Brasil em
1980 e superior apenas ao de Alagoas na lista dos estados brasileiros por
IDH. O estado possui a segunda pior expectativa de vida do Brasil, também
superior apenas à de Alagoas.

A população branca, 24,9 por cento, é quase exclusivamente composta
de descendentes de portugueses, dada a pequena migração de outros
europeus para a região. Ainda no início do século XX a maior parte dos
imigrantes portugueses era oriunda dos Açores e da região de Trás-osMontes. Também no século XX, vieram contingentes significativos de sírios
e libaneses, refugiados do desmonte do Império Otomano e que hoje têm

Segundo o livro Honoráveis Bandidos, a família Sarney, através do seu
envolvimento na política, fez com que o estado empobrecesse e as
pessoas migrassem da região.
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grande e tradicional presença no estado. A proximidade com a cultura
portuguesa e o isolamento do estado até a metade do século XX gerou aqui
um sotaque próprio e ainda bastante similar ao português falado em
Portugal, praticando os maranhenses uma conjugação verbal e pronominal
vizinha àquela lusitana.

festividade dos seus arraiais, com apresentações de várias atrações
folclóricas. O principal foco dos pindareenses é o bumba meu boi: durante
esse período, nos quatro cantos da cidade ouvem-se as batucadas dos
tambores que aquecem-se até amanhecer o dia. Em Pindaré, existe um
grupo folclórico que faz alusão a essa cultura oriunda do bumba meu boi. O
Grupo Upaon-Açú é o principal grupo da região que exerce essa cultura no
estado. São muito conhecidos pelo figurino apresentado durante suas
danças, com roupas total e artesanalmente confeccionadas e cheias de
riquezas nas suas combinações. O fundador do grupo, o Senhor Lobo da
Cultura, como é conhecido, é um dos principais artesãos do grupo e cantor
e compositor das toadas do bumba meu boi.

Infraestrutura
A população de grande parte do estado ainda sofre com problemas de
saneamento básico e de desnutrição infantil. O Maranhão apresenta altos
índices de desnutrição entre as crianças de zero a cinco anos, de acordo
com levantamento do Fundo da Nações Unidas para a Infância feito em
1999.

Culinária

Energia

A cozinha maranhense sofreu influência francesa,[carece de fontes?]
portuguesa, africana e indígena. O tempero é diferenciado fazendo uso de
ingredientes como cheiro-verde (coentro e cebolinha verde), cominho em
pó e pimenta-do-reino. No Maranhão, é marcante a presença de peixes e
frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo,
tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada.
Além de consumir outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó,
carne-de-sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha
d'água. Da farta cozinha maranhense, destaca-se o arroz de cuxá, símbolo
da culinária do Maranhão, feito com uma mistura de gergelim, farinha seca,
camarão seco, pimenta-de-cheiro e o ingrediente especial - a vinagreira
(hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).

O estado conta com um eficiente sistema de abastecimento de energia,
através da Subestação da Eletronorte instalada no Distrito Industrial do
Município de Imperatriz, além de estar bastante próxima das hidroelétricas
de Estreito (1 328 megawatts) e de Serra Quebrada.
A concessionária de energia elétrica que cobre o Maranhão é a
Companhia Energética do Maranhão.
Transporte

Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses, podem ser
destacados o bolo de macaxeira e o de tapioca. As sobremesas típicas da
mesa maranhense são os doces portugueses e uma infinidade de doces,
pudins e sorvetes feitos de frutas nativas como bacuri, buriti, murici,
jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, jaca etc.
A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida
com farinha, camarão, peixe, carne-de-sol ou mesmo na forma de suco,
sorvete e pudim. Dada a importância da juçara na cultura maranhense, é
realizada anualmente a Festa da Juçara.
A panelada, um cozido preparado a partir das vísceras da vaca, é
popular em Imperatriz, segunda maior cidade no interior do estado, é
oferecida em diversos pontos da cidade.
Pontos turísticos
Na capital maranhense, patrimônio cultural da humanidade,
encontramos a maior parte dos valores históricos do estado. Com mais de 3
500 imóveis dos séculos XVIII e XIX, é referência no Brasil em termos de
arquitetura colonial brasileira, principalmente nas fachadas das casas do
Centro Histórico de São Luís. A uma hora de barco, saindo da capital,
podemos encontrar Alcântara, outro ponto de referência
histórico/arquitetônico do estado.

Aeroporto Internacional de São Luís
Aeroportos
x Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado (São Luís)
x Base Aérea de Alcântara
x Aeroporto Prefeito Renato Moreira (Imperatriz)
x Aeroporto de Bacabal (Bacabal)
x Aeroporto Regional João Silva (Santa Inês)
Portos
x Porto do Itaqui
x Terminal Marítimo Ponta da Madeira
x Cujupe (Terminal de ferry-boat)
x Porto da Alumar
Terminal Rodoviário
x Terminal Rodoviário de São Luís
Rodovias
x Rodovia Belém-Brasília
x Rodovia Transamazônica (BR-230)
x BR-135
x BR-316
x BR-222
Ferrovias
x Estrada de Ferro Carajás (EFC)
x Superintendência Reg. Recife (SR 1)

Prefeitura e Câmara Municipal de Alcântara
No que se refere a turismo religioso, o Maranhão possui três eventos
importantes. Um deles acontece em Junho, na capital maranhense, onde
são feitas festas em homenagem a Santo Antônio, São João, São Pedro e
São Marçal. Já em Alcântara, no segundo domingo de agosto, acontece a

Cultura
Pindaré Mirim: o município de Pindaré é um município rico em cultura,
conhecido como berço da cultura maranhense. Traz, no período junino, a

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turísticas, os campos onde ficam os búfalos. Esses campos são
pântanos, por essa razão é também conhecida como a Cidade
do Pantanal Maranhense.

festa de São Benedito. Também lá, em maio, acontece a Festa do Divino, o
mais badalado evento profano-religioso do Estado.
Principais municípios turísticos

x São Bento. É conhecida por seus campos (regiões alagadas onde

O Centro Histórico de São Luís foi tombado como Patrimônio Cultural
da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura

podem ser observadas inúmeras espécies de aves), pelo seu
artesanato (redes e confecções feitas a partir do babaçu), pelas
manifestações culturais nos períodos juninos, além dos festejos
religiosos que acontecem durante o ano.

x São Luís. É rica em manifestações culturais, como: o bumba meu

boi,tambor de crioula, cacuriá, dança portuguesa, quadrilhas
juninas, reggae e outras. Possui o maior conjunto arquitetônico
de azulejos portugueses da América Latina. Possui uma vasta
área de praias de água salgada. Possui uma culinária peculiar
da cidade, como: o cuxá, o arroz de cuxá, o peixe frito e a
famosa torta de camarão. A cidade possui uma vida noturna
muito movimentada, possuindo muitos bares, restaurantes,
clubes de festas, teatros, cinemas e muitos shows de artistas
locais, nacionais e internacionais. A vida noturna ocorre todos os
dias da semana. É uma cidade com muitas opções de lazer e
divertimentos.

x São João dos Patos. Tem um dos melhores carnavais do estado.

Cidade festeira, destacando eventos como Exposertão em maio,
Festejos de São João e São Francisco e Patos Folia em julho
(considerada a melhor micareta do interior).

Órgãos maranhenses

x Tribunal de Justiça do Maranhão
x Tribunal Regional do Trabalho da 16a Região
x Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão

x Alcântara. É uma cidade histórica. Tem como principal atração a

x Universidade Federal do Maranhão

festa do Divino Espírito Santo no mês de maio. A base de
lançamento de foguetes está localizada nesse município. Possui
muitos prédios em ruínas que foram tombados pelo Patrimônio
Histórico Estadual.

x Universidade Estadual do Maranhão
x Instituto Federal do Maranhão
x Centro Universitário do Maranhão

x Barreirinhas. É o município portal dos lençóis maranhenses. Possui

um grande rio chamado Preguiças que é uma das atrações do
município. Possui vários bares, restaurantes e hotéis de ótimas
qualidades que recebem os milhares de turistas que vêm
conhecer os lençóis.

x CAEMA- Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão
x CEMAR- Companhia Energética do Maranhão
x Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão- DETRAN-MA

x Pindaré Mirim. Conhecido como berço da cultura maranhense,

Pindaré Mirim traz, no período junino, a festividade dos seus
arraiais, com apresentações de várias atrações folclóricas, mas
o principal foco dos pindareenses e turistas é o bumba meu boi.
Durante esse período, nos quatro cantos da cidade ouvem-se as
batucadas dos tambores que aquecem-se até o amanhecer o dia
com as danças.

x Carolina. Tem, como atrações, as cachoeiras e o Parque Nacional

da Chapada das Mesas. Está na região das Águas
Maranhenses. As principais cachoeiras turísticas são Pedra
Caída e Itapecuruzinho. A cidade possui, também, importância
histórica, pois suas ruas são todas calçadas de pedra-sabão,
possuindo também um conjunto de casario colonial.

x Caxias. É conhecida como a Princesa do Sertão Maranhense. No

passado, concorria de perto com a capital São Luís em termos
de economia. Atualmente, possui uma economia modesta. A
principal atração turística é o balneário Veneza, que é um local
de rio.

x São José de Ribamar. É um município da Ilha de São Luís. É uma

cidade balneária de águas salgadas. Possui, como atrações: a
Procissão de São José no mês de setembro, o lava-pratos (o
carnaval fora de época mais antigo do Brasil), que acontece no
domingo seguinte do domingo de carnaval e o lava-boi que
acontece no mês de julho. A cidade é conhecida pela culinária
do peixe frito nos bares e restaurantes.

x Raposa. É um município da Ilha de São Luís. Destaca-se por suas
praias.
Possui
um
comércio
de
rendas
(toalhas,colchas,cobertores etc.) feitas por mulheres de
ascendência cearense. Possui muitos bares que servem peixes.
Ultimamente, o município tem se destacado nas pequenas
dunas existentes, chamadas de fronhas maranhenses. Estas
fronhas estão localizadas principalmente na Ilha de Carimã. A
cidade oferece passeios de barcos, banhos em rios e passeio
em trilhas.

x Pinheiro. É conhecida como a Princesa da Baixada Maranhense
por ser a mais bonita dessa região. Possui, como atrações

Geografia do Maranhão

x ETEMA-Escola Técnica Estadual do Maranhão

Economia do Maranhão
Agricultura
==Economia do Maranhão, que é um país bem pobre , A agricultura
maranhense é a principal atividade econômica do Estado, considerando o
seu nível de desenvolvimento que ainda é bastante reduzido, podemos
caracterizar a agricultura maranhense como:
Arcaica: A maioria dos agricultores maranhenses, ainda utilizam
sistema de roça de herança indígena, utilizando técnicas, recursos e
instrumentos rudimentares tais como: rotação de terra, energia humana e
animal, enxada, foice, facão, machado, sacho, etc.
Policultura de subsistência: Os produtos na roça são cultivados sob
a forma de consórcios e destinados principalmente a manutenção da
família.
Baixa produtividade O modo de uso do solo e as técnicas utilizadas
proporcionam baixo rendimento dos produtos por áreas cultivadas.
Dependência da natureza: A atividade agrícola do maranhão está
condicionada aos elementos naturais, como o clima e o solo, assim as
áreas do solo naturalmente férteis como os vales fluviais são mais
explorados.
Produtos tropicais: Considerando a dependência natural do agricultor
maranhense aliada a técnicas primitivas, os produtos maranhenses são
tipicamente tropicais.
Atividades
A Roça
Prática agrícola de origem indígena praticada em todo espaço
maranhense que consiste nas seguintes etapas:
Demarcação da área a ser utilizada
Brocagem devastação das árvores de pequeno e médio porte com ao
utilização da foice ou do facão;

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Derruba ­ consiste no corte das árvores maiores com a utilização do
machado geralmente 10 a 15 dias após a brocagem.

Caprino: Caxias, Chapadinha, Buriti e Codó, São Francisco do Ma,
Barão de Grajaú.

Aceiramento ­ limpeza do espaço contornando o perímetro da área
devastada (em média 3m) para evitar a propagação do fogo em áreas não
desejadas:

Equino: Codó, Caxias e Lago da Pedra.

Queima ­ realizada em torno de 15 dias após a derruba, dependendo
da situação das árvores cortadas (devem estar bem secas), da umidade e
do vento.

Muares: Lago da Pedra, Bacabal, Barra do Corda e Santa Luzia.

Envaramento ( Coivara ou Encoivaramento) ­ após o esfriamento da
área queimada, começa a limpeza com a retirada dos gravetos não
transformadas em cinzas e as estacas que serão utilizadas na construção
da cerca;
Cercagem ­ como o pequeno agricultor cria animais soltos, a área
destinada a agricultura é cercada para evitar uma possível invasão dos
animais;
Plantio ­ numa roça planta-se sob forma de consórcio, vários produtos
como milho, feijão, mandioca, etc.
Colheita ­ realizada inicialmente com leguminosas (feijão, maxixe,
quiabo, etc.) depois o arroz e por último a mandioca;
Capoeira ­ após a colheita do último produto a roça é abandona, a
porteira é aberta e passa a ser alvo de engorda do rebanho;
O processo de cultivo na roça tem início no mês de julho e agosto e
encerra após a última colheita em maio ou junho.
A Pecuária
A pecuária maranhense se caracteriza por ser o tipo extensiva, onde os
rebanhos são criados soltos, pastando naturalmente sem cuidados
técnicos, apresentando baixa produtividade.
Os principais rebanhos
Bovinos: Criado em todo espaço maranhense, este rebanho
desempenhou importante papel no povoamento do interior do Estado. Hoje
é o rebanho mais importante economicamente, sendo criado por toda a
população rural, desde o pequeno produtor, onde o gado é criado solto,
ocupando principalmente as capoeiras o centro-leste do Estado, até as
grandes fazendas do centro-oeste, onde há maiores cuidados e o gado é
destinado a produção de carne e leite.
Suíno: Também criado pelo pequeno e grande pecuarista, sendo o
segundo principal rebanho do Estado, onde nos arredores das maiores
cidades vem passando por um aprimoramento, aumentando a
produtividade, no entanto a maior criação é do pequeno pecuarista, sendo
a mesma criada solta, condicionada as pastagens naturais.
Caprino e Ovino: Rebanhos sem grande expressão na pecuária
maranhense, sendo voltado mais para o consumo familiar, pois os seus
produtos são mais raros para o consumidor maranhense. A principal área
de criação é o centro-leste do Estado.
Bubalino: Rebanho criado nos campos alagados da baixada
maranhense, fazendo do Maranhão o segundo criador nacional. Embora
não seja explorado comercialmente, o búfalo vem assumindo importante
papel na produção alimentar, apesar do rebanho apresentar ritmo de
crescimento bastante lento em relação aos demais.
Aves Liderado pela galinha este é um rebanho que assume um
importante papel na alimentação do trabalhador urbano de baixa renda,
pois os baixos custos tem proporcionado a redução dos preços em relação
às outras fontes.
Equinos, Muares e Asininos: São rebanhos de grande importância no
transporte para o pequeno trabalhador urbano rural, auxilia a criação dos
outros rebanhos.
Localização
Bovinos: Açailândia, Santa Luzia, Imperatriz e Riachão.
Suíno: Caxias, Pinheiro, Codó e Santa Luzia.
Bubalino: Pinheiro, Viana e Cajari.

Geografia do Maranhão

Asinino: Caxias, Barra do Corda, Bacabal e Lago da Pedra.

Aves: São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Santa Luzia, Imperatriz e
São Luis.
cachorros ´´´ melhor comida paro os maranhenses. eu tive um amor,
amor tao bonito daqueles que matam de raiva
Atividades Extrativistas
Extrativismo Animal
Os diferentes Biomas, formações litorâneas, estuários, cerrados,
campos inundáveis, lagos, formações florestais e cocais refletem na grande
diversidade de espécies na fauna maranhense, que retribui na contribuição
para sobrevivência de muitas espécies vegetais, pois têm papel
fundamental na origem e recuperação pedóloga, assim como são
indicadores vivos das condições ambientais e produtividade dos
ecossistemas.
Pesca
O Maranhão encontra-se entre os grandes pescadores nacionais,
embora a atividades pesqueira no Maranhão ainda seja praticada de forma
bastante primitiva com o uso de instrumentos artesanais. O litoral
maranhense é bastante favorável à pesca devido os seguintes fatores: a
extensão, a grande plataforma continental, estuários fluviais, marés e
correntes marinhas. Todos os municípios costeiros praticam a pesca seja
junto a costa com as geleiras o barco a remo com destaque para a
pescada, bagre, serra, corvina e tainha, ou em alto mar com pargueiros
destacando-se cavala, pargo, garaupa, cioba, carachimbola capturados
principalmente nas proximidades bancos de recifes.
Municípios cuja atividade pesqueira é significante: Carutapera, Luis
Domingues, Godofredo Viana, Cândido Mendes, Turiaçu, Bacuri, Cururupu,
Cedral, Guimarães, Alcântara, São Luis, Paço do Lumiar, São José de
Ribamar, Axixá, Morros, Icatu, Primeira Cruz, Humberto de Campos,
Barreirinhas e Tutóia.
Além da pesca marinha, o Maranhão aproveita também a piscosidade
dos rios, igarapés e lagos para a atividade pesqueira. A pesca fluvial
assume o papel de uma atividade a mais para a complementação alimentar
e aumentar a renda familiar da população ribeirinha. Com o uso de
malhadeira, Zangaria, Tapagem, Curral, rede de arrasto, espinhal, tarrafos,
puçás, etc. A população ribeirinha captura várias espécies para fins
alimentares ou para venda sob forma cambo como: branquinha, curimatá,
piau, surubim, pescada, mandi, cascudo, traira, mandubi, etc. Entre as
grandes fontes destacam-se os rios Pindaré, Mearim, Itapecuru, Grajaú,
Munin, etc.
A pesca nos lagos é de grande importância para a economia da
população local, sendo a região banhada por Lago-Açú, nos municípios de
Vitória do Mearim e Pio XII o grande produtor estadual, hoje Conceição de
Lago-Açú.
Molusco
Representados por Sururu, Ostras, Sarnambi dentre outros que
habitam faixas litorâneas e estuários. São muito apreciados e de alto valor
nutritivo representando uma fonte alternativa de subsistência às populações
carentes, quer seja pelo consumo ou comercialização.
Áreas de ocorrências: Baías de Sarnambi, Tubarão, Caçambeira,
Lençóis, São José, Tutóia e estuários dos rios Cururuca, Mosquitos e
Coqueiros.
A produção de moluscos no Estado do Maranhão apresenta uma
posição de ponta diante dos demais estados nordestinos.
Camarão: De ocorrências significativa no Estado, em área de
reentrâncias, baías, golfos e igarapés, tem nos municípios de Guimarães,
Cururupu, Bacuri, Tutóia, Paço do Lumiar e São José de Ribamar seus
principais produtores.
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Petróleo: Ocorrências em Barreirinhas.

Caranguejo: Largamente consumido em áreas de lazer, o caranguejo
é um dos principais componentes da fauna dos manguezais, tendo os
municípios da ilha e Araioses os grande produtores.

Enxofre: Tutóia e Barreirinhas
Sal Marinho: É o principal produto do extrativismo mineral, onde o
Maranhão possui a quarta produção nacional, sendo superado pelo Rio
Grande do Norte, Rio de Janeiro, e Ceará. A extração ocorrer
principalmente em Tutóia, Humberto de Campos, Araioses e Primeira Cruz.

Siri
Lagosta
Guarás

Manganês e Ferro

Caça

No município de Pirapemas há ocorrências de gás de potássio.e ja esta
resumido

Embora cada vez mais rara, a caça ainda é praticada no Maranhão
para o complemento alimentar do trabalhador rural, principalmente em
áreas onde não há grandes concentrações populacionais. São alvos para
fins espécies de mamíferos como tatu, paca, cutia, capivara, porco-do-mato
e veados do tipo catingueiro e mateiro, assim como aves para o consumo
como nambu, siricora e outras, no entanto, as grandes capturas são nas
jaçanãs e nos guarás ambos para fins comerciais.

Extrativismo Vegetal no maranhão.
Beneficiado pela situação geográfica as condições naturais e a grande
variedades de paisagens, principalmente a mata característica. O
extrativismo maranhense se destaca no cenário nacional pela quantidade e
variedades de produtos, sendo uma das principais atividades econômicas
do Estado. Entre os produtos podemos destacar:

Extrativismo Mineral no Maranhão

Babaçu: (Obygnya martiana) É a maior riqueza do extrativismo
maranhense, pois trata-se do produto de exportação mais importante do
Estado. O Maranhão apresenta a maior produção nacional. O babaçu é
extraído pelo pequeno agricultor de forma bastante rudimentar,
principalmente pela população feminina, onde a renda é obtida e trocada
por gêneros de consumo nas quitandas. Os maiores focos dos babaçuais
encontram-se nos vales dos principais rios maranhenses, na mata de
transição.

A formação geológica confere ao Estado o seu potencial mineral, cuja
atividade é de pequena expressão na economia, seja pela concentração de
minerais, ou seja pela forma de extração.
Entre os principais produtos, pode-se destacar:
Calcário: Bastante difundido pelo sudoeste, avançando de oeste para
leste até Presidente Dutra, partindo para o nordeste, destacando-se Codó,
Caxias e Coroatá. É matéria-prima para a fabricação de cimento,
fertilizantes e utilizados na correção de solos.

Jaborandi ou arruda: (Pilocarpus jaborandi) É um arbusto da família
das rutáceas que, no Brasil ocorre na Amazônia Oriental, sendo o
Maranhão o grande produtor nacional. Desta planta extrai-se uma
substância denominada policarpina, longamente utilizada na indústria
farmacêutica. A maior extração desse produto ocorre nos meses secos no
município de Arame, Morros, Barra do Corda, Santa Luzia e São Benedito
do Rio Preto.

Gipsita: Sua distribuição é semelhante ao calcário.
Ouro: Turiaçu, Maracaçumé, Cândido Mendes, etc.
Cobre: Pingado no Vale do Parnaíba.
Diamante: Balsas e Carolina
Opala: Porto Franco

Madeira em tora: A Amazônia Oriental penetra no oeste maranhense,
apresentado-se menos densa, associada ao processo de ocupação da
porção ocidental do Estado e a implantação de siderúrgicas na região, tem
acelerado o processo de extração de madeira em tora no Brasil.

Urânio: Imperatriz
Água Mineral: São José de Ribamar, São Luis, Caxias e Imperatriz

Entre as espécies destacam-se o pau-d'arco ou Ipê, Jatobá,
Maçaranduba, Mogno, Angelim e outros. No cerradão o potencial
madeireiro é pouco, salva-se quando há ocorrências de espécies como
Sucupira, Maçaranduba e Jatobá, por outro lado o cerrado volta-se a
produção de lenha e construção de cercas através dos mourões.

Granito: No afloramento Pré-Cambriano nos municípios de Rosário,
Morros e Axixá.
Mármore: Fortaleza dos Nogueiras e Caxias
Argila: São Luis, Paço do Lumiar, Rosário, Guimarães e Mirinzal.
Outros produtos de extração vegetal

Produto
Carvão Vegetal

Lenha

Prod. Nacionais

Extração no Maranhão
Em todo MA, principalmente Açailândia, Sta. Quitéria
do MA

Extraído do Leste e Oeste MA, destacando-se Caxias

MG, GO, MS
e MA
BA, CE, MG e
MA

Cera de Carnaúba

Baixo Parnaíba e Pinheiro

Fibra de Carnaúba

Município de Pinheiro

CE, MA e PI

Fibra de Buriti

Lençóis Maranhenses em Tutóia

PA, MA e BA

Tucum

Santa Rita, Anajatuba e Magalhães de Almeida

PI, MA e BA

Açai

Município de Cururupu

PA, AM e AP

Castanha de
Caju
Pequi

Geografia do Maranhão

PI, CE, RN e
MA

BA, PE, CE e

Município de Zé Doca

RN

Município de Timon

GO, MG, BA e
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PI

Energia
A energia elétrica no Maranhão é distribuída pela Companhia Energética do Maranhão, e é oriunda de dois sistemas operacionais.
Companhia Hidrelétrica de São Francisco: Através da Hidrelétrica Presidente Castelo Branco ou Boa Esperança no Rio Parnaíba, responsável pelo
abastecimento hidrelétrico do Nordeste Ocidental (MA e PI).
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A: Através da Hidrelétrica de Tucuruí no Rio Tocantins, fornecedora da energia para os Projetos Econômicos,
inclusive a cidade de São Luis e mais recentemente um grande número de municípios de Baixada.
Industrialização
Passado
A estrutura econômica do Maranhão até ao século XIX esteve sob forte influência da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão calcado
no modelo pombalino, onde o espaço maranhense deveria voltar-se para a monocultura algodoeira ou canavieira, ambas voltadas para a exportação. A
primeira foi superada pela produção e qualidade Norte Americana, no entanto, foi matéria prima de ponta na indústria maranhense do século XIX, a Segunda,
que ocupou o lugar do algodão, também sofreu concorrência, desta vez, das antilhas, particularmente a Cubana que superou os arcaicos e despreparadas
engenhos do vale do Itapecuru e Pindaré.
A produção agro-industrial maranhense do século XIX alternava-se em concorrências, sendo superada pelo mercado internacional que era um grande
entrave para os focos do progresso de pouca durabilidade, articulado pela transição do escravismo para o assalarialismo, onde o Maranhão gradativamente
perdia posições no contexto brasileiro.
O declínio da economia maranhense no final do século XIX acarretará em último momento a formação do parque industrial, visto que a aristocracia rural
necessita urgentemente de uma nova atividade que se somasse a ela,pois,a crise ocasionada pela falência em massa dos engenhos e fazendas algodoeiras
fez com que isso acontecesse. O investimento na transferência de atividade impulsionou um crescimento periódico baseado nas indústrias de pequeno e
médio porte voltados para a produção de bens de consumo: calçados, produtos têxteis, fósforo, pregos, etc.
A inexistência do setor agrícola forte, principalmente algodoeiro, assim como a falta de industria de base, o frequente êxodo rural e a venda de grandes
propriedades rurais a preços baixos, parque fabril entra em crise, pois a euforia da indústria, além de passageira, impulsionou o aumento da dependência
econômica do Estado, assim como, sua decadência frente ao restante do pais, pois muitas fábricas, não saíram da planificação deixando assim uma parcela
da indústria têxtil como responsável pela manutenção da economia local, ainda que de forma frágil e debilitada, dependendo exclusivamente das flutuações
do mercado internacional e das pequenas quedas dos seus concorrentes, acarretando a falência gradativa do setor que sobrevive até a metade do século
XX.
Principais Industrias do Setor Algodoeiro e de Fibras Animais e Vegetais
Companhia de Fiação e Tecidos Maranhense: Criada em 1888/1890, localizada no bairro da Camboa (atualmente prédio da AUVEPAR/Difusora). Faliu
em 1970. Era a mais antiga fábrica do Maranhão; 300 teares, produção 1.800.000 metros de riscados anual.
Companhia de Fiação e Tecelagem de São Luis: Criada em 1894. Localizada a Rua São Panteleão junto a CÂNHAMO. Faliu em 1960. Empregava 55
operários; 55 teares para uma produção anual de 350.000 metros de tecidos.
Companhia Lanifícios Maranhenses: Era localizada na atual Rua Cândido Ribeiro (mais tarde passou a denominar-se Fábrica Santa Amélia),
integrando o grupo cotonifício Candido Ribeiro. Faliu em 1969, produzia 440.000 metros/ano empregando 50 operários.
Companhia Progresso Maranhense: Criada em 1892, era localizada no atual prédio do SIOGE Rua Antonio Royal (antiga Rua São Jorge). Vide
efêmera 150 teares para uma produção anual de 70.000 metros/ano, 160 operários.
Companhia Manufatureira e Agrícola do Maranhão: Fábrica de tecido de Codó, criação em 1893. Produzia 750.000 metros/ano, 250 operários na
fiação e tecelagem.
Companhia Fabril Maranhense: Criada em 1893, era localizada na Rua Senador João Pedro, Apicum (atualmente depósito central do Grupo Lusitana),
produção anual 3 milhões de metros, 600 operários, faliu em 1971.
Companhia de Fiação e Tecido do Rio Anil: Criada em 1893, localizada no Bairro do Anil (atualmente Centro Integrado do Rio Anil (CINTRA), escola
pertencente a Fundação Nice Lobão). Faliu em 1966 pertenceu ao grupo Jorge & Santos, produção 1 milhão metros/ano, 100 operários.
Companhia de Fiação e Tecido do Cânhamo: Criada em 1891, atualmente transformada no Centro de Produção Artesanal do Maranhão (CEPRAMA);
na Rua Senador Costa Rodrigues. Pertenceu ao Grupo Neves Sousa. Faliu em 1969, produção anual 1.500.000 metros/ano, 250 operários.
Companhia Industrial Caxiense (Caxias Industrial): Criada em 1880, 130 teares para 250 operários.
Companhia de Fiação e Tecidos: Fábrica manufatora criada em 1889, era localizada na Praça Pedro II, atualmente transformada em Centro de
Produção Cultural de Caxias. Faliu em 1950, 220 teares para 350 operários.
Companhia Industrial Maranhense: Criada em 1894, localizada a Rua dos Prazeres em São Luis, 22 teares para 50 operários, 120 t/ano.
Fábrica de Tecidos e Malhas Ewerton: Criada em 1892, localizada a Rua de Santana; 500 metros de tecidos e 400 dúzias de meias/mês.
Fábrica Sanharô: Edificada em Trizidela município de Caxias; 300 mil metros de tecidos/ano.
Fábrica São Tiago (de Martins Irmão & Cia): Localizada no antigo prédio da CINORTE e Depósito Martins.
Cotoniere Brasil Ltda.: Criada na década de trinta, empresa de origem francesa subsidiária da LILI, tinha por objetivo abastecer aquela indústria de
algodão de alta qualidade, desativada após 1945.
Presente
"O Maranhão está passando por uma profunda transformação da era da agricultura tradicional de subsistência para a era da industrialização da enxada a
indústria pesada. O Projeto Ferro Carajás, o arcabouço de um processo industrial único no mundo, é sem dúvida alguma, uma marca histórica, que de

Geografia do Maranhão

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maneira rápida e irreversível, vem mudando o Maranhão da década de 1970, o Maranhão do lavrador e da grilagem, do salário baixo e do biscaite, do
cabresto político e da corrupção". (Frans Gistelinck)
Passado o período em que se deu o auge da indústria têxtil no Maranhão, que foi superada pela precariedade de tecnologia, o extrativismo vegetal e a
agricultura de subsistência ocupam a ponta da economia maranhense, no entanto, nos últimos anos vem ocorrendo transformações na agricultura e na
indústria, a partir do momento em que o Estado vem se posicionando como corredor de minérios, produtos, agrícolas e indústriais.
Com a decadência têxtil nos meados do século, a industrialização maranhense passa para a de gêneros alimentícios, utilizando como matéria-prima os
produtos de extração vegetal e principalmente os produtos oriundos da agropecuária.
Iniciando um processo de infra-estrutura na década de 1960 com construção de portos do Itaqui e a Hidrelétrica de Boa Esperança, o Maranhão não
espera sua vocação industrial, despontando como um dos mais importantes pólo industrial do futuro do Brasil. Tal vocação foi alimentada na década de 1980
com a construção da Estrada de Ferro Carajás, do terminal da Companhia Vale do Rio Doce e do complexo de produção de Alumina e Alumínio do Consórcio
ALUMAR.
O Maranhão aguarda a implantação da ZPE-MA (Zona de Processamento de Exportação), ou espécie de zona de livre comércio, que oferece a melhor
infra-estrutura portuária e de transporte rodo-ferroviário do pais além de incentivos fiscais, beneficiando empresas nacionais e estrangeiras que se habilitem a
produzir bens destinados ao mercado externo.
Enquanto a espera pela ZPE-MA, os incentivos momentâneos são oriundos do Governo Estadual através do PRODEIN Programa de Desenvolvimento
Industrial e do FDIT Fundo Estadual de Desenvolvimento Industrial e Turístico e de âmbito federal através do BNDES, BB, CEF, SUDENE e SUDAM com
recurso do FINOR e FINAM respectivamente.
Distritos Indústriais
O Maranhão conta 7 distritos industriais, das quais 3 (São Luis, Imperatriz e Balsas), e estão implantados e os restantes (Rosário, Santa Inês, Bacabal e
Açailândia), em fase de implantação, todos localizados às margens ou em áreas que sofrem influência da Estrada de Ferro Carajás.
O Distrito Industrial mais importante do Estado é o de São Luis, situado a sudoeste da Ilha, onde estão instaladas as fábricas de Aluminia e Alumínio da
ALUMAR (considerado uma das maiores do mundo), duas cervejarias (BRAHMA e ANTARCTICA) e aproximadamente 40 outras empresas que atuam nos
setores Químicos, Têxtil, Gráfico, Imobiliário, Metalúrgicos, Metal Mecânico, Alimentos, Aliagenosas, Fertilizantes, Cerâmicos e Artefatos de Borracha e
Cimento entro outros.
Tipos de Indústrias
Indústrias de Produtos Alimentícios: Destacam-se beneficiamento de arroz, panificação, oleaginosas e beneficiamento de produtos da agropecuária
em geral. Principais Centros São Luis, Imperatriz, Caxias, Barra do Corda, Codó, Santa Inês, Santa Luzia, Açailândia, Pedreiras, Presidente Dutra, Bacabal e
Zé Doca.
Indústria Madeireira: Açailândia, São Luis, Imperatriz, Amarante do Maranhão, Grajaú, Barra do Corda, Santa Luzia do Paruá e Cândido Mendes.
Construção Civil: São Luis, Caxias, Bacabal, Timon, Açailândia e Imperatriz.
Indústria de Minerais não Metálicos: São Luis, Rosário, Imperatriz, Grajaú, Timon e Caxias.
Indústria Mecânica: São Luis, Imperatriz, Açailândia, Santa Inês e Balsas.
Indústria Metalúrgica: São Luis, Imperatriz, Pedreiras e Açailândia.
Indústria do Mobiliário: São Luis, Imperatriz e Açailândia.
Indústria de Serviço de Reparação e Conservação: São Luis, Bacabal, Imperatriz e Santa Inês.
Indústria de Vestuário e Calçados: São Luis, Imperatriz, Bacabal e Caxias.
Indústria Gráfica: São Luis e Imperatriz
Indústria Diversas: São Luis, Imperatriz, Açailândia, Bacabal, Santa Inês e Barra do Corda.
Outros ramos industriais:
Extração Mineral: São Luis e Imperatriz
Material de Transporte: São Luis
Papel, Papelão e Borracha: São Luis
Química: São Luis, Imperatriz e Bacabal
Perfumaria, Sabão e Vela: Caxias, São Luis e Bacabal
Têxtil: São Luis
Utilidade Pública: São Luis
Álcool Etílico: São Luis e Pará
Estabelecimento e Pessoal Ocupado
De acordo com a distribuição das atividades do setor secundário maranhense, quando estudada isoladamente, pode-se imaginar um Estado bastante
industrializada, no entanto, a posição maranhense em relação as demais unidades da Federação ainda bastante insignificante, pois a indústria no geral
apresenta-se ainda sob a forma artesanal inclusive com o pessoa bastante reduzido.
Indústria

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Estabelecimento
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Pessoal Ocupado(%)

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Extração Mineral

6,5

5,0

7,0

7,0

Mecânica

18,0

3,5

Madeira

18,0

18,5

Mobiliária

5,5

2,5

Vestiário/Calçados

5,5

2,0

Alimentícia

27,5

2,0

Construção Civil

9,0

17

Metalúrgica

6,0

11,5

Gráfica

3,0

3,0

Outros

4,5

5,5

Prod. Min. Não Metálicos

Serviço

Representa-

Diversos
Mat.
co/Comunicação

Incluídos em Ou-

5,0

ção

tros
Incluídos em Ou-

3,0
Elétri-

Bebidas e Álcool

tros

Incluídos
Outros

em

2,0

Incluídos
Outros

em

2,5

Total

100

Principais Indústrias

100
Total de funcionários: 440 (São Luis)
EIT EMPRESA DE INDÚSTRIA TÉCNICA

Algumas indústrias destacam-se pela produção e grande números de
funcionários empregados como:

Total de funcionários: 463 (São Luis)

ALUMAR: Indústria de base que resultou do consórcio das
multinacionais ALCOA que possui a maior parte das ações e BILLITON.
Localizada no Sudoeste da Ilha, na localidade denominada Coqueiro, esta
empresa opera do beneficiamento da bauxita, oriunda do Vale do Rio
Trombetas(PA), produzindo aluminia e alumínio.

ESTRAL ESCAVAÇÕES E TRANSPORTE
Total de funcionários: 210 (São Luis)
CERVENG E COMP. ASSESSORIA DE ENGENHARIA
Total de funcionários: 216 (São Luis)

Total de Funcionários: 2.273

CIA SIDERÚRGICA VALE DO PINDARÉ

PROJETO GRANDE CARAJÁS: esse projeto envolve os Estado do
Pará, Maranhão e Tocantins e consiste na extração de minérios,
principalmente de ferro, da Serra dos Carajás, sendo transportado pelo
trem da Vale ( antiga CVRD ), Companhia responsável pela exploração
mineral na região, através da Estrada de Ferro Carajás até o Porto da
Ponta da Madeira, em São Luis, localizado na Bahia de São Marcos, onde
é exportado para os países desenvolvidos.

Total de funcionários: 297 (Açailândia)
VIENA SIDERÚRGICA DO MARANHÃO S.A.
Total de funcionários: 415 (Açailândia)
AGRINCO INDÚSTRIA MADEIREIRA LTDA.

Total de funcionários: 2.000

Total de funcionários: 462 (Açailândia)

TELECOMUNICAÇÕES DO MARANHÃO

CIKEL COMPANHIA E INDÚSTRIA KEILA S.A.

Total de funcionários: 958 (São Luis)

Total de funcionários: 439 (Açailandia)

CIA DE ÁGUA E ESGOTOS DO MARANHÃO

GRAMACOSA S.A.

Total de funcionários: 3.240 (São Luis)

Total de funcionários: 261 (Açailândia)

OLEAGINOSAS MARANHENSES S.A.

FIBRAL

Total de funcionários: 356 (São Luis)

Total de funcionários: 200 (Bacabal)

CERVEJARIA EQUATORIAL

COMPENORTE LTDA.

Total de funcionários: 223 (São Luis)

Total de funcionários: 213 (Imperatriz)

CIA MARANHENSE DE REFRIGERANTES

MADEIREIRA PINTO LTDA

Total de funcionários: 440 (São Luis)

Total de funcionários: 200 (Imperatriz)

INDÚSTRIA DE BEBIDA ANTARCTICA DO NORDESTE S.A.

LOWEN IND. LAMINADOS DO MARANHÃO

Total de funcionários: 365 (São Luis)

Total de funcionários: 200 (Imperatriz)

CONSTRUTORA PARENTE

CASEMA IND. E COMPANHIA LTDA.

Total de funcionários: 200 (São Luis)

Total de funcionários: 200 (Imperatriz)

DUCOL ENGENHARIA LTDA.

CONSTRUTORA SULTEPA S.A.

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Total de funcionários: 285 (Imperatriz)
DESTILARIA CAIMAN S.A.

previsão é de que o custo do frete dos produtos agrícolas do Centro-Oeste
baixe de US$ 50 para US$ 10.

Total de funcionários: 300 (Campestre do Maranhão)

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO

ESTACON ENGENHARIA S.A.
Total de funcionários: 202 (Presidente Dutra)
FONTE: FIEMA
Comércio
O intercambio comercial do Maranhão, assim como qualquer outro
espaço subdesenvolvido, é realizado com áreas do país de maior potencial
econômico, onde fornece produtos primários e importa produtos
manufaturados. Com a implantação dos grandes projetos, o comércio
maranhense vem se expandido alcançando uma escala internacional,
porém no fornecimento de matéria-prima. Os produtos industrializados
importados pelo Maranhão, alcançaram preços elevados devido os custos
de transportes e impostos, pois o Maranhão está distante dos centros
industriais do Brasil e o meio de transporte mais utilizados é o rodoviário, de
grandes custos.
A pecuária maranhense se caracteriza por ser do tipo extensiva, na qual
os rebanhos são criados soltos, pastando naturalmente sem cuidados técnicos, apresentando baixa produtividade.
O SISTEMA DE TRANSPORTES
No Maranhão, o subsistema rodoviário desempenha papel de grande
importância no apoio às atividades econômicas.
O Maranhão possui 53.001 km de estradas, dos quais apenas 4.926
km são pavimentados.
Quanto ao transporte ferroviário, a Estrada de Ferro Carajás - EFC
corta o Estado, ligando a Serra de Carajás, no estado do Pará, ao porto de
Ponta da Madeira, em São Luís.
O trecho já concluído e em operação da Ferrovia Norte-Sul conecta a
EFC a Estreito, numa extensão de
215 km.
Através da Companhia Ferroviária do Nordeste, São Luís liga-se a Teresina e às demais capitais do Nordeste.

Dos 53.001 km de rodovias do Maranhão, 3.464 km são federais,
5.161 km são estaduais e 44.376 km municipais.
As principais rodovias federais são as BRs 010, 135, 222, 226, 230 e
316.
A BR-010, Belém - Brasília, que liga o Maranhão ao Sul do país, encontra-se em condições regulares.
A BR-135 liga São Luís ao sul do Piauí. A BR-222, que atravessa o Estado ligando Açailândia (Entr. BR-010) ao nordeste do Maranhão, encontrase com o trânsito precário em vários trechos.
A BR-226 atravessa o Estado de Porto Franco, divisa com o estado de
Tocantins até Timon, na divisa com o Piauí.
A BR-230 atravessa o sul do Estado e a BR-316 corta o Maranhão de
leste a oeste, desde Timon (divisa MA/PI) até a divisa MA/PA. Esta rodovia,
que liga o Maranhão a Belém (PA) e a Teresina (PI), encontra-se com
trânsito regular, pista com defeitos ao longo do trecho e sinalização deficiente.
O Ministério dos Transportes implantou o "Programa de Revitalização
dos Eixos Rodoviários" com o objetivo de revitalizar os principais eixos
rodoviários da Malha Federal, sob jurisdição do Governo Federal, responsáveis pelos maiores fluxos de carga e passageiros no País. O valor previsto para o programa em 1999 foi de R$ 42 milhões, com extensão da malha
a ser atingida de 15.771 km.
No estado do Maranhão foram aplicados no programa em 1999 R$ 4,3
milhões nos seguintes trechos:
BR-010 - Entr. BR-226 à Div. MA/PA, com 250 km de extensão.
BR-135 - Acesso Aeroporto Tiririacau ao Entr. BR-316, com 224
km de extensão.
BR-222 - Entr. BR-135 ao Entr. BR-010, com 463 km de exten-

O estado do Maranhão conta com dois importantes portos marítimos,
Itaqui e Ponta da Madeira, este último voltado para a exportação de minério
de ferro proveniente da Serra de Carajás, no Pará.

são.

No Programa de Arrendamento de Áreas e Instalações Portuárias o
porto de Itaqui já arrendou 10 lotes com 107 mil m2 e prevê o arrendamento
a médio prazo de 6 lotes com 70 mil m2.

Foi realizado também o "Programa de Conservação Rotineira" com o
objetivo de executar imediatamente todos os serviços de conservação
rotineira dos trechos não atingidos pelo "Programa de Revitalização dos
Eixos Rodoviários Nacionais".

Em relação às hidrovias, os rios do Maranhão pertencem à bacia do
Nordeste, formada principalmente por três grandes rios: o Mearim, o Pindaré e o Grajaú.
Não existem portos organizados
ao longo dos rios e o transporte é incipiente, sendo realizado por pequenas embarcações de, no máximo, 5 toneladas, que servem, principalmente, às populações ribeirinhas no transporte de sua produção, alguns
insumos básicos e passageiros.
O rio Tocantins, que passa a noroeste do Estado, apresenta trechos de
corredeiras e ressente-se com a falta de eclusa em Tucuruí, não sendo,
portanto, utilizado para a navegação.
Em 15/6/98 foram assinadas as ordens de serviço para a retomada das
obras das duas eclusas de Tucuruí.
As eclusas previstas para serem inauguradas em 2002 vão abrir um
corredor de 1,5 mil km na hidrovia Araguaia-Tocantins, permitindo a navegação desde Nova Xavantina(MT) e Aruanã(GO) até Barbacena(PA). A

Geografia do Maranhão

BR-316 - Div. PA/MA - Div. MA/PI com 620 km de extensão.

O valor previsto para este programa, em 1999, foi de R$ 66,3 milhões
sendo R$ 38,1 milhões para conservação e R$ 28,2 milhões para restauração.
No estado do Maranhão foram aplicados recursos de R$ 1,1 milhão,
nos contratos de conservação e R$ 3,8 milhões, nos contratos de restauração.
O Ministério dos Transportes pretende iniciar em setembro o Programa
Integrado de Recuperação e Conservação da Rede de Rodovias Federais CREMA.
Este programa objetiva a execução, por um período de 5 anos, de serviços de recuperação e manutenção em um conjunto de trechos de rodovias federais, envolvendo segmentos em bom estado e trechos em condições
estruturais ou funcionais deficientes.

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A 1ª etapa do programa contemplará 5.793 km de rodovias federais e
estima-se a aplicação de recursos da ordem de US$ 230 milhões.

Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A concessionária iniciou suas operações em 01/01/98.

No estado do Maranhão constam do programa os trechos:
BR-010 - Entr. BR-226 (Estreito) à Div. MA/PA com 250 km de exten-

A CFN transportou em 1999, 788,8 mil TKU de mercadoria, entre elas:
cimento, álcool, derivados de petróleo, etc. A companhia investiu R$ 118,79
mil em 1999 e prevê investimentos de
R$ 7,25 para o ano 2000.

são.
BR-316 - Div. PA/MA ao entr.MA-008 com 320 km de extensão.
BR-316 - Entr. MA-008 à Div. MA/PI, com 300 km de extensão.
BR-135 - São Luis ao entr. BR 316 com 206 km de extensão.

O DESENVOLVIMENTO NO MARANHÃO
O Maranhão é conhecido por uma notória capacidade de se manter entre os dois ou três estados brasileiros com os piores indicadores sociais ­
geralmente é o pior.

O TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGA
O sistema ferroviário do Maranhão conta com 1.365 km, sendo 809 km
da Estrada de Ferro Carajás,
215 km da Ferrovia Norte - Sul e 459 km
da Companhia Ferroviária do Nordeste.

Nem sempre foi assim.
Vamos avaliar a trajetória do Maranhão desde o século XIX com vistas
a perceber os processos econômicos que nos levaram a esta condição
inglória.
Guerras e Glórias ­ o século da Atenas Brasileira.

Estrada de Ferro Carajás
A Companhia Vale do Rio Doce - CVRD iniciou, em meados dos anos
70, a implantação do Projeto Ferro Carajás, um sistema mina-ferrovia-porto,
que em 1994 respondeu pela produção de 39,5 milhões de toneladas de
minério de ferro.
A Estrada de Ferro Carajás, com uma extensão total 1.076 km e bitola
de 1,60 m, funciona em perfeitas condições operacionais atendendo aos
requisitos para os quais foi projetada.
A geometria da via e as soluções técnicas conceituadas enquadram a
ferrovia nos melhores padrões técnicos existentes para transporte de
minério. A Estrada de Ferro Carajás caracteriza-se pela ausência de túneis
e reduzido número de obras-de-arte (apenas
63 pontes e viadutos
que, juntos, totalizam 11,3 km).
A ferrovia leva o minério ao terminal marítimo de Ponta da Madeira em
São Luís do Maranhão, onde podem aportar navios com capacidade para
até 360 mil toneladas. Um trecho da EFC, de 514 km, entre Açailândia e
Ponta da Madeira é utilizado no transporte dos grãos produzidos no sul do
estado do Maranhão.
Além de movimentar 2 milhões de toneladas entre grãos agrícolas,
combustível, veículos e calcário, a ferrovia transporta, ainda, 600 mil passageiros por ano.
Ferrovia Norte - Sul
Pertencente à Valec - Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. e operada pela Estrada de Ferro Carajás, a Ferrovia Norte-Sul ligará Açailândia(MA) a Goiânia(GO). O primeiro trecho, Açailândia - Imperatriz(MA), de
95 km de extensão, encontra-se em operação regular para cargas e passageiros, mediante convênio com a Estrada de Ferro Carajás.
Contemplada no Programa "Brasil em Ação" do Governo Federal, a
construção do trecho entre Imperatriz e Estreito(MA), na divisa com Tocantins, com 120 km de extensão, foi concluído em 1999.
O projeto, inserido no Eixo de Transporte Multimodal Centro-Norte, objetiva desenvolver e implementar, em cooperação público-privada, um eixo
multimodal de transportes entre as regiões Norte e Sul do país que constitua uma alternativa mais econômica para os fluxos de longa distância hoje
existentes. Será uma alternativa logística mais competitiva para exportações.
No âmbito do Programa de Privatização do Governo Federal, prevê-se,
ainda para este ano, a privatização da Norte-Sul.
Companhia Ferroviária do Nordeste
A Companhia Ferroviária do Nordeste opera a Malha Nordeste da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA, abrangendo as antigas SR-1 (Recife),
SR-11 (Fortaleza) e SR-12 (São Luís), ferrovia localizada nos Estados do

Geografia do Maranhão

De um modo geral no século XIX a sociedade brasileira assiste a uma
luta política dura todo o século. Era o processo político em que os brasileiros substituíam a elite portuguesa que dominava o país na ocasião da
independência.
No Maranhão este conflito entre brasileiros e portugueses tem o seu
momento mais intenso em 1831, quando maranhenses fazem um levante
violento contra os portugueses que dominavam a província.
A tensão entre os maranhenses e portugueses se reproduz embora
sem a mesma violência. Estes grupos encontram uma ocasião para uma
aliança política frente a um perigo maior para ambos. Era a balaiada.
Em 1838, por acontecimentos mais ou menos simples, é deflagrada no
maranhão uma verdadeira guerra civil. Vários grupos de pessoas pobres e
excluídas na sociedade colonial se levantam contra as autoridades políticas
e criam um ambiente de terror no interior do Estado.
A revolta vai até 1841, quando o agora Duque de Caxias foi enviado
pelo Imperador Pedro II para pacificar o Maranhão ­ coisa que ele fez ao
custo de muita violência.
A experiência de terror promovida pelos levantes no interior do Maranhão criou em São Luís alguns esforços coletivos que geraram grandes
resultados mais tarde ­ entre os quais a criação de escolas.
Nas décadas seguintes o Maranhão conhece um período de paz e de
prosperidade. Especialmente a partir dos anos 60 daquele século. Nesta
década o Maranhão torna-se um dos grandes beneficiários da guerra civil
americana.
Esta guerra destrói a economia americana, a principal fornecedora de
algodão para a Inglaterra ­ que era a principal economia industrial no
período em que a indústria têxtil era o principal ramos da indústria.
Com a Guerra os ingleses precisam de novos fornecedores de algodão, e o Maranhão é um deles. Neste período o Maranhão se torna um
grande produtor de algodão e fica muito rico com esta cultura.
É neste período que o Maranhão se torna aquilo que nós chamamos de
Atenas Brasileira. Neste período da história o Maranhão reunia os grandes
intelectuais do país. Especialmente um grupo de cinco grandes pensadores
brasileiros era maranhense, vivia em São Luís e dava aulas no Liceu Maranhense. Eram eles o maior poeta brasileiro ­ Gonçalves Dias; o maior
matemático brasileiro ­ Gomes de Sousa; o maior gramático e filólogo
brasileiro ­ Sotero dos Reis, o maior especialista em línguas antigas ­
Odorico Mendes; e um dos mais respeitados historiadores e jornalistas
brasileiros ­ João Lisboa.
É também durante este período de bonança que a cidade de São Luís
ganha o conjunto arquitetônico da Praia Grande.
Neste período a elite maranhense era composta por muitos nobres,
que ostentavam o título de Barão e Baronesa (de Itapecuru, de Grajaú, de
São Bento, etc.).
Entretanto, o fundamento desta riqueza era temporário, com o fim da
guerra civil a economia maranhense começa a apresentar lento declínio na
medida em que os principais clientes do Maranhão, os ingleses, estavam
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mais próximos dos norte-americanos e tinha com eles uma estreita afinidade histórica e cultural que facilita o negócio entre as duas nações. Pior para
o Maranhão.
Entretanto, com o quadro de decadência econômica já delineado, a elite maranhense cria, ao final do século XIX, um projeto de futuro alternativo
para evitar a decadência econômica. Este projeto ganha densidade ao fim
da década de 80.
O projeto consistia de uma tentativa de industrializar a economia do
Maranhão através da instalações de industrias têxteis aqui mesmo no
Estado para aproveitar a produção local de algodão.
Neste período são instaladas fábricas no interior, em Codó e Caixas e
em São Luís. As fábricas em São Luís produziram grandes transformações
urbanas.

dores sociais ­ além de possuir os líderes políticos que representam o que
há de mais atrasado na política brasileira.
A proclamação da república encontra um Maranhão bastante conturbado por lutar políticas que dividem a elite do Estado. Golpes e tentativas de
golpes são relativamente comuns. Na década de 40 chega ao Maranhão
Vitorino Freire, que se torna o grande líder político do Estado, em referência
a quem todos os grupos políticos se orientam ­ seja como partidários, seja
como opositores.
Nos anos 60, já depois do golpe militar que implantou o regime de exceção no país em 1964, outro líder político toma o lugar de Vitorino, era
José Sarney.

Mapas dos anos 40 e 50 do século XIX indicam que à época a cidade
de São Luís estava contida no espaço entre as ruas de Santana, a Praça
Deodoro e a Praça Gonçalves Dias ­ é importante saber que estes logradouros tinham outros nomes.

A vitória de Sarney ocorreu em 1965. Ele tomou posse em 1966. Sua
posse foi documentada por Glauber Rocha, o nome mais importante da
história do cinema brasileiro. O filme de Glauber chama-se Maranhão 66, e
ao contrário do que poderia esperar o governador eleito o filme mostra mais
que uma festa de posse, mostra um cenário aterrador de pobreza abandono da população aqui mesmo na capital e não apenas nos confins do
interior do Estado.

As fábricas foram historicamente um dos fatores que aceleraram a urbanização da humanidade. Também produziram uma nova maneira de
organizar as cidades. Onde as fábricas se instalavam iam se implantando
vilas e bairros operários, pois os sistemas de transporte não permitiam um
deslocamento eficiente a longas distâncias.

O governo de Sarney ocorre quando o projeto dos militares para o país
ainda está sendo arquitetado. Para a região amazônica a grande estratégia
consistia num projeto de integração econômica a partir da exploração dos
recursos minerais da região de Carajás, no Pará. O projeto ficou conhecido
como Grande Carajás ­ PGC.

As fábricas de São Luís levaram a cidade para as redondezas das fábricas, instaladas na Madre Deus (duas fábricas importantes foram para lá,
uma onde fica o prédio do atual CEPRAMA, e outra bem próxima a esta
instituição), na atual Rua Cândido Ribeiro (nome do dono da fábrica instalada nesta rua) e também na Camboa - (na verdade o nome original era
Gamboa). Estas fábricas de certa forma criaram os bairros que as circundavam ­ para os empresários era bom que os trabalhadores estivessem
perto, alguns deles faziam vilas para os operários e para estes eram vantajoso estar perto das poucas oportunidades do trabalho.

O Maranhão e especialmente São Luís foram beneficiados pelo PGC.
A implantação da Vale (que na época chamava-se Vale do Rio Doce) e da
Alumar, o beneficiamento do porto do Itaqui, a construção da estrada de
ferro ligando Parauapebas a capital do Maranhão e a integração energética
do Maranhão com a usina de Tucuruí no Pará através da vinda da Eletronorte (em substituição à Chesf, que antes atendia ao Maranhão). A usina
de Tucuruí também foi construída para atender ao PGC.

O projeto de industrialização do Maranhão não prosperou ­o economista Celso Furtado chama esta fase da história econômica do Maranhão de
"falsa euforia". Todavia este período é importante pelas mudanças urbanas
que provoca mas também porque consegue dotar a sociedade de uma
perspectiva alternativa diante dos indícios de decadência da agricultura do
Estado.
No que pese o fracasso do sonho industrialista esta fase é importante
por organizar um tipo de leitura da história do Maranhão que irá se repetir
muito mais tarde, no século XX. Veremos mais tarde que esta visão se
apóia num engrandecimento da fase de ouro da economia maranhense, um
lamento da experiência de decadência e empobrecimento um sonho, mais
um projeto, de uma alternativa baseado na reorganização da economia em
bases industriais.
Choro e sonho - da decadência e da pobreza.
As fábricas instaladas a partir do fim do século XIX não foram capazes
de criar um sistema industrial dinâmico a ponto de oferecer resistência aos
competidores do sul do país ou de alcançar a competitividade que o algodão havia conseguido nos mercados internacionais. Até meados do século
seguinte todas fecharam as portas.
A destruição do projeto fabril representa para o Maranhão uma nova
maneira de se perceber, como uma terra atrasada e pobre ­ coisa bastante
diferente da Atenas Brasileiras.
Por todo o século a economia maranhense conhece uma perda de importância relativa na economia brasileira. O beneficiamento da semente do
coco babaçu para extração de óleo chega até a oferecer uma possibilidade
de formular uma estratégia econômica alternativa. Mas, por conta de dificuldades técnicas para a coleta e quebra do coco em condições de extrair
uma semente em condições de produzir um óleo de qualidade, este recurso
jamais ganhou densidade para se tornar um efetivo projeto alternativo.
Neste século os maranhenses refazem a imagem predominante de sua
história. Antes o fausto, a riqueza e a tradição era os elementos que definiam o Maranhão. Aos poucos, ao longo de todo o século, e até hoje, o
Maranhão fica conhecido por ser um Estado pobre e com péssimos indica-

Geografia do Maranhão

O PGC era para o Maranhão uma repetição da experiência do sonho
industrial do fim do século XIX. O novo sonho vai se desenhando especialmente a partir da década de 70. Nos anos 80 a Vale e a Alumar passam a
funcionar em São Luís.
Este novo momento é esperado como a grande possibilidade de enfim
redimir o Maranhão e superar o quadro delineado no filme de Glauber
Rocha.
A Lei de Terras
Mas, além da preparação política de integração do Maranhão ao PGC,
o governo de José Sarney é importante para a formação do Maranhão e da
São Luís que temos hoje em dia em função da (Lei nº 2.979, de 17 de julho
de 1969). Esta lei ficou conhecida como Lei Sarney de Terras.
Para entender o que de fato esta lei significou para o Maranhão é importante lembrar que houve uma lei nacional que também ficou conhecida
como Lei de Terras.
A lei 601 de 1850 (veja, é do tempo do Império!) estabeleceu o Direito
Agrário brasileiro de modo a disciplinar as regras da propriedade de terra.
Segundo esta lei só poderia ser dono de terras quem comprovasse que
havia comprado a propriedade ­ o que envolveria a posse de um documento de propriedade.
Se levarmos em conta o modo de colonização do país, veremos que os
brasileiros se estabeleceram pelo litoral. Todavia, por vários motivos muitos
brasileiros se instalaram pelo interior do país. Fizeram isto seja através dos
movimentos de entradas bandeiras e outros que fizeram a exploração
econômica do interior do país, seja por fugas ­ caso clássico das comunidade quilombolas.
Depois de algumas décadas, às vezes, um século, quando a economia
e a sociedade brasileira foram se interiorizando, alguns destes grupos
foram questionados por outros que tinham documentos das terras, nem
todos verdadeiros.
O que interessa para nossa discussão é que a lei de terras do Maranhão repetiu esta história. Esta lei concretizava um plano para modernizar a
agricultura do Estado e vendia terras para grupos empresariais a preços
muito atraentes. Os empresários agrícolas teriam acesso a financiamento
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de projetos via Sudene e Banco do Nordeste. A idéia era implantar um
padrão moderno de manejo agrícola e pecuário.
Nos anos 70 muitos grupos de camponeses e de quilombolas pelo interior do Maranhão, de uma hora para outra foram informados que não eram
donos da terra onde seus ancestrais sempre viveram e que tinham que sair
dali.
Este encontro de moradores e empresário rurais aconteceu mediado
por pistoleiros e teve a forma de conflitos fundiários (briga por terra). O
resultado foi um vigoroso processo de expulsão de moradores de suas
terras.
A nova industrialização ou os novos problemas?
Esses moradores que foram expulso do interior do Maranhão procuravam os centros urbanos. Todas as cidades do Maranhão começaram a
crescer a partir dos anos 70, mas a capital teve um crescimento especialmente acentuado, e isto tinham muito a ver com os projetos industriais do
Programa Grande Carajás ­ PGC.
Na capital o PGC resultou na implantação de duas grandes plantas industriais, a Vale e a Alumar, e na implantação do porto do Itaqui, na vinda
da Eletronorte que melhorou e muito a qualidade do fornecimento de energia elétrica, além da estrada de ferro ligando o porto às minas no Pará.
A implantação de todos estes projetos resultou na criação de um grande volume de oportunidades de trabalho. Estas oportunidades estavam
disponíveis a muitos trabalhadores de baixa qualificação ­ pedreiros, mestres de obra, etc.
Estes eventos e a instauração de uma expulsão das populações camponesas no campo resultaram no aumento espetacular da população da
cidade a partir dos ano 70, conforme podemos ver no gráfico abaixo.

São estas pessoas que fizeram a expansão das cidades através de
bairros improvisados e sem infra-estrutura, ou seja, aquilo que nós chamamos de periferia urbana. http://prosouza.blogspot.com.br/2010/11/odesenvolvimento-no-maranhao.html
Agronegócio
O Maranhão possui uma relação histórica com a atividade agrícola
marcada por ciclos econômicos como o do algodão, açúcar e babaçu. O
setor agropecuário maranhense responde hoje por 17% do Produto Interno
Bruto (PIB), taxa pouco maior do que a da indústria (15%).
Atualmente, a soja e a cana-de-açúcar são as culturas de maior relevância na economia do Estado. Com uma extensão territorial de 331,9 mil
quilômetros quadrados e dono de 56% do total da rede hidrográfica do
Nordeste, o Maranhão é um estado que oferece condições ideais para o
agronegócio, com vantagens competitivas de solo, clima e logística de
escoamento da produção.
SOJA
A soja é uma importante commodities no rol de alimentos produzidos
pelo Brasil que o coloca em posição especial no comércio internacional. É,
também, o carro-chefe do setor agropecuário no Maranhão.
As principais áreas de plantio localizam-se nos municípios de São Raimundo das Mangabeiras, Aldeias Altas, Campestre do Maranhão e Coelho
Neto.
O Estado possui três grandes produtores de álcool: Agro Serra (São
Raimundo das Magabeiras), Mayti Bioenergia (Campestre do Maranhão) e
Itapecuru Bioenergia (Aldeias Altas).
Estas três empresas investem atualmente na ampliação da produção.
Somente a Itapecuru Bioenergia tem planos de investimentos, de 2009 a
2013, no valor de R$ 400 milhões para elevar a produção de cana e álcool.
A meta é aumentar o processamento de cana-de-açúcar, atualmente de
300.000 toneladas ao ano para 2.000.000 de toneladas/ano. Já os planos
da Agro Serra tem um horizonte de 10 anos, com investimento estimados
em torno de R$ 200 milhões.
PECUÁRIA
O Maranhão possui o segundo maior rebanho bovino da região Nordeste. De acordo com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do
Maranhão (AGED-MA), a criação efetiva no ano de 2010 de rebanho bovino
soma 6.979.844 cabeças de gado. A terceira maior produção pecuária do
estado é ocupada pela suinocultura com uma criação de 1.295.425 suínos.
Já a produção bubalina alcançou 77.834 animais.

É importante lembrar que este momento do Maranhão nos anos 70 é
extremamente semelhante ao do fim do século XIX.
A implantação dos projetos do PGC de fato alterou a estrutura da economia maranhense.

Com a implantação do Complexo Industrial Avícola da Notaro Alimentos, no município de Balsas, sul do Estado, o Maranhão deve ampliar a
criação aves que, no momento, está estimada em 2.580.957 animais (AGED-MA/2010).

Todavia estamos em 2010 e o impacto econômico do PGC sobre o Maranhão não pode ser confundido com Desenvolvimento (lembre-se do
nosso conceito). Tivemos crescimento econômico, ou, na linguagem do
século XIX, progresso.

Um estudo do Banco do Nordeste (BNB), na região nordeste, aponta
que, dos 140 municípios com grande potencial para o rebanho bovino, 36
são maranhenses. As condições naturais do solo e o regular regime de
chuvas favorecem a expansão da atividade.

Isto acontece porque as duas estratégias de desenvolvimento implantadas se mostram frustradas.

Os investimentos na logística do Estado têm aumentado o incentivo e o
potencial das cidades maranhenses que investem na produção e na qualidade do rebanho bovino, bem como a implantação de unidades industriais
estruturadas para o beneficiamento do couro.

De um lado a modernização econômica não cria raízes no interior. O
projeto agrícola fale sistematicamente e só nos anos 90 ressurge através
da expansão do complexo da soja implantado principalmente por agricultores gaúchos e paranaenses, que também tem seus problemas pois repete
o processo de expulsão de camponeses.

Petróleo e Gás

De outro lado a industrialização cria um pico de oportunidades que não
é capaz de manter após a fase de implantação ­ quando é maior a demanda de trabalhadores.

O setor de gás e petróleo caminha a passos largos no Maranhão e reflete o grande momento econômico do estado. Empresas como a Petrobras, OGX, Petra Energia, Gasmar, Engept e as Panergy investem em
diversos projetos como refinaria, gasoduto, exploração de petróleo e gás
natural.

Todavia a população que se mudou para as cidades não pode simplesmente voltar para o interior ou para a agricultura. E tem que se virar nas
cidades. O problema é que estas pessoas não possuem as devidas qualificações para a competição em um mercado de trabalho moderno urbanoindustrial.

O projeto da Petrobras é o que concentra o maior volume de investimentos. Com recursos na ordem de R$ 40 bilhões, a estatal já deu partida
para a construção de sua maior refinaria no país, a Premium I ­ a 5° maior
do mundo - no município de Bacabeira, a cerca de 60 quilômetros de São
Luís.

Geografia do Maranhão

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A refinaria Premium I terá capacidade de processar 600 mil barris/dia.
A unidade produzirá principalmente diesel para exportação, nafta petroquímica, gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação. As obras
estão em fase de terraplenagem e vão gerar 132 mil empregos diretos,
indiretos e por efeito renda.

OGX Maranhão na região da bacia do Parnaíba são da ordem de R$ 700
milhões. As reservas de gás viabilizarão a construção de uma malha estadual de gasodutos, com finalidade de disponibilizar energia limpa e a baixo
custo, que servirá como mais uma âncora na atração de novos emrpreendimentos.

Gás Natural

Petróleo

Com o anúncio da descoberta de uma grande reserva de gás natural na Bacia do Parnaíba, no município de Capinzal do Norte, o Maranhão
entra no cenário nacional como um importante ator na cadeia produtiva
energética. A Bacia do Parnaíba é considerada uma nova província com
grande potencial para produção de gás natural.
A OGX Maranhão (sociedade formada pela MPX energia S.A e OGX
S.A) possui, em conjunto com a Petra Energia S.A, oito blocos terrestres na
região do Parnaíba. A empresa já realizou importantes descobertas nesta
bacia e estima capacidade produtiva de aproximadamente 15 milhões de
metros cúbicos diários de gás natural na área de seus oito blocos.
As perfurações iniciadas em julho de 2010 constataram a presença de
hidrocarboneto ­ significa que além de gás natural, a bacia pode conter
petróleo.
O volume de gás que as pesquisas indicaram é de tal ordem que, segundo a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Produtoras de Gás
Canalizado), seria suficiente para atender cerca de 30% da atual demanda
por gás natural do Brasil. Os investimentos na campanha exploratória da

Atualmente, empresas como a Petrobras e OGX possuem direitos de
concessão em blocos exploratórios no território maranhense.
A OGX possui direitos de concessão sobre cinco blocos exploratórios
offshore (marítimo), na Bacia Pará-Maranhão, cobrindo uma área total de
960 km². Destes, dois blocos estão localizados na costa maranhense. A
Bacia Pará-Maranhão possui um potencial médio de produção de 447
milhões de boe (Barrel of oil equivalent).
A empresa está aguardando o licenciamento por parte do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para
iniciar a campanha de perfuração offshore na região.
Outra empresa que atua no setor é a Petrobras, que, em janeiro de
2011, iniciou campanha exploratória por petróleo e gás também na bacia
Pará-Maranhão, com campanha de perfuração de poço pioneiro no bloco
BM-PAMA-3, localizado em águas profundas. A empresa detém seis concessões de exploração ativas na Bacia, sendo duas em águas profundas e
quatro em águas rasas: BM-PAMA-3, BM-PAMA-8, e BM-PAMA-9, 10, 11
e 12.

MARANHÃO: DINÂMICA E ESTAGNAÇÃO DO SETOR AGRÍCOLA
O declínio de uma considerável parte da agropecuária maranhense está associado à mudança que vem se processando há tempos nas diversas variáveis da atividade desde a década de 70, como aquelas relacionadas com as mudanças na produção (acesso à terra, tecnologia e relações de trabalho) que
continuam em andamento e se aprofundando. A chamada modernização agrícola privilegiou pouquíssimos produtores e uma atividade - a pecuária de corte em detrimento da agricultura familiar e do extrativismo. O resultado desta intervenção é uma mudança significativa no papel de atores "tradicionais" como os
posseiros, arrendatários, parceiros e pequenos proprietários9, que ainda hoje (2008) são peças importantes na produção de alimentos básicos (arroz, milho,
feijão e mandioca) e também no extrativismo.
A produção de grãos no Estado (exclusive soja) tem caído sistematicamente desde os anos setenta, assim como a de babaçu. Os volumes atuais são inferiores aos de duas décadas passadas. Já a soja se expande exponencialmente, assim como a pastagem e o rebanho bovino. A dinâmica do setor agropecuário, grosso modo, até a década de 70 girava em torno de duas atividades, o arroz e o babaçu. Na época de transição (anos setenta/oitenta) foi a vez da
pecuária, e, nos anos noventa, se direcionou à soja e à pecuária empresarial.
A brusca queda da agropecuária do Estado na primeira metade dos anos oitenta está relacionada, em primeiro lugar, à aguda crise agrária, e também a
aspectos conjunturais (secas e enchentes) e à crise externa/contas públicas que forçaram uma profunda reestruturação na política agrícola até então vigente,
principalmente em termos de corte de subsídios e aumento da taxa de juros para o financiamento rural, desconsiderando a questão agrária não resolvida.
Nos anos seguintes (90), o Estado reestrutura o financiamento agrícola, cria linhas de crédito especiais como o PRONAF para atender à agricultura familiar e adota uma política de assentamento como forma paliativa de democratizar o acesso a terra. O resultado desta política não tem sido dos melhores, como
mostram os dados do IBGE, especialmente quanto a produtos como arroz e mandioca e o extrativismo.
A crise agrícola manifestada na queda de participação do Estado na produção nacional de grãos (arroz/milho/feijão) desde os anos sessenta é fruto de
uma situação (crise agrária) não revolvida e sempre postergada. Em 1960, por exemplo, a produção do Maranhão correspondia a 3,5% do total do Brasil e
13,5% do Nordeste; em 2006, era de apenas 1,96% da produção brasileira e 8% da nordestina. O que explica essa crise agrícola e agrária que permanece há
gerações é a calcificação de um quadro fundiário concentrado e o abandono dos microprodutores/minifúndios e dos não-proprietários (arrendatários/parceiros
e posseiros) pela política dos diferentes governos que se revezam ao longo das últimas décadas.

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Por outro lado, o cálculo de taxas de crescimento relacionadas à agropecuária mostra quais produtos evoluíram em termos de área e produção, nas três
últimas décadas, assim como os vetores desta dinâmica (taxa de crescimento ao ano) do setor. A lavoura temporária, com evolução de apenas 1,6% a.a., e o
extrativismo do babaçu, com queda de 1,1% a.a., são exemplos da estagnação que prevaleceu nas duas atividades, entre 1990/2005. Tomando isoladamente os principais produtos (arroz/mandioca/soja/rebanho bovino) da atividade como um todo, é possível perceber diferenciação significativa entre eles. O arroz,
por exemplo, cresceu 2,48% a.a. entre 1990/2005. Já a mandioca teve decremento (-1% a.a) em igual período. No caso da soja, o avanço é espetacular, 44%
a.a., enquanto no rebanho bovino o comportamento foi mais modesto (3,4% a.a), apesar da orgia de recursos públicos direcionados à atividade por órgãos
governamentais.
Desenvolvimento desigual entre agricultura familiar e empresarial
A dinâmica da agricultura maranhense pode ser entendida mais adequadamente se atentarmos para a ação do Estado e do mercado, e os seus desdobramentos para o movimento geral do capital que se realiza dentro e fora da atividade no período atual e em época anterior.
Além disso, convém ressaltar ainda que a expansão da agricultura não é determinada internamente pelo setor em si, já que faz parte de uma dinâmica
maior do capital, ligada ao desempenho do núcleo mais dinâmico de acumulação do capital, a indústria. É, portanto, nessa perspectiva que devemos observar o desempenho da agricultura no Estado do Maranhão. Assim, o rumo, o ritmo e a diferenciação adotada pela agricultura são reflexos da dinâmica inerente
à reprodução do capital nas diferentes instâncias a ela articuladas (comercial/mercantil/usurária/financeira).
Por outro lado, esse processo de acumulação e reprodução do capital (no campo) assumiu formas diversas nos diferentes tipos de atividade. Numa prevaleceram formas capitalistas de produção pela potencialidade do mercado e a expectativa que a mesma representava ao capital; noutras prevaleceram as
formas pré-capitalistas/atrasadas, até apresentarem condições de atração à entrada do capital produtivo. Em outras palavras, a ação do capital no campo se
fez de forma diferenciada e em ritmos distintos; isso porque a agricultura, dadas as especificidades e peculiaridades de seu processo de produção frente a
alternativas de inversão (mercado financeiro, indústria), constitui uma atividade de alto risco e de incerteza.
Se adicionarmos a essa condição do setor outros aspectos inerentes ao capital em geral, que é a busca infatigável de campos de valorização tais como:
variedade de opções de investimento; taxa de retorno; lucros diferenciados e os mecanismos de atração de capitais, conduzidos pelo Estado local e federal, a
opção de se lançar à agricultura se torna muito mais complexa do que em outras atividades.
No entanto, esse quadro (de incerteza, instabilidade e de pouca liquidez) peculiar à agricultura não impediu que outras formas de capital, dentre elas o
comercial ou o usurário, assumissem um papel relevante no processo de acumulação do capital dentro da atividade enquanto não houvesse interesse da
parte do capital produtivo ou industrial em explorá-la diretamente.
Tal fato se refletiu na ação ágil e eficiente do capital mercantil em diversas frentes da atividade agropecuária, desempenhando um papel marcante no
sentido de monetarizar as relações sociais de produção e integrar a parte atrasada do setor agrícola ao circuito nacional do mercado consumidor. Tal iniciativa é um passo importante para que, posteriormente, quando as relações de produção viabilizarem um maior avanço das forças produtivas, o capital produtivo
assuma a hegemonia na apropriação e geração de excedente, antes hegemonizadas pelo capital comercial.
Por outro lado, para detectar o(s) caminho(s) da agropecuária maranhense neste período em foco é preciso descompartimentá-la. De um lado, acompanhar o desempenho da agricultura propriamente dita, ou mais precisamente, o da lavoura temporária na sua especificidade e nos diferentes momentos de
crescimento, destacando os principais produtos que respondem pela performance de expansão ou de crise, e de outro, identificar os fatores responsáveis por
tal performance. Na agricultura do Maranhão, um número reduzido de lavouras/produtos agrícolas dita o rumo do setor, tanto no presente como no passado.
Na área de alimentos básicos, o arroz continua sendo o mais representativo; como no setor de matéria-prima industrial era a cana-de-açúcar (até 80), e, mais
recentemente, cabe à soja deter este papel. Mas outros produtos comerciais também são importantes, a exemplo do eucalipto, milho e pecuária empresarial,
mas não vamos enfocá-los, pois serão objeto de um novo trabalho.
Para operacionalizar essa ação de acompanhamento, podemos partir de dois pontos ou períodos, embora só se analise a etapa mais recente pós-90.
Um período inicial (1970-85) que reflete a fase áurea de intervenção no setor agropecuário, onde a atuação do Estado se fazia via crédito rural e incentivos
fiscais. E um outro, posterior, pós-85, a essa ação mais estreita do Estado, porém agora atrelada às forças de mercado, onde a ação do capital produtivo (i.e,
sem auxílio dos instrumentos tradicionais) na atividade agrícola foi cada vez mais presente e coincide com a operacionalização comercial do Programa Grande Carajás (1985-2000), e com a incorporação no Sul do Estado de novas áreas do cerrado à produção de grãos (primeiro, o arroz mecanizado, depois a
soja) sob a forma mecanizada e com a perda de importância paulatina da pecuária e agricultura de alimentos nestas mesorregiões ocupadas por grãos.
5.1.1 Padrão de crescimento da agricultura temporária: mudanças e tendências
Em primeiro lugar, é preciso alertar que trataremos do crescimento, mudanças e tendências da agricultura, não de toda a agricultura maranhense, mas
de alguns produtos da lavoura temporária. Na primeira fase, como já se sabe, há uma especificidade inerente a cada tipo de cultura e a dinâmica do setor
resulta do desempenho conjunto dos principais componentes. Estes, por sua vez, refletem o processo de organização social daquela atividade e de sua
inserção no processo de acumulação e integração do capital, via a modernização da sua estrutura produtiva e das relações de produção.
Nesta perspectiva, pode-se dizer que haveria várias "agriculturas", já que podemos delimitar perfeitamente, tanto no plano organizacional do desenvolvimento das forças produtivas quanto no plano temporal e espacial de sua transformação, diferenciação ou especialização, as características de cada uma.
Esquematicamente teríamos assim uma agricultura tradicional (não capitalista) que alguns também classificam de itinerante, atrasada, subsistência, não
capitalista ou simplesmente de agricultura familiar , conduzida por produtor não capitalista e direcionada à produção de alimentos básicos. E uma outra,
comercial, patronal, empresarial, moderna (capitalista), sob forma de monocultura especializada/mecanizada e voltada para mercados específicos.
À frente da agricultura familiar "tradicional" se encontra o minifúndio , constituído por posseiros e arrendatários e pequenos proprietários muito dispersos
(desorganizados política e economicamente) e em contínuo processo de mutação, em toda a extensão do Estado e com expressão declinante em termos de
participação de área e quantidade colhida e valor da produção. Embora a produção de arroz, mandioca e feijão seja realizada por toda parte do Estado,
poucos municípios atualmente (2005) sobressaem e concentram parte substancial destas mercadorias.
Além destes pequenos produtores (minifundistas), que representam a maioria em número de estabelecimentos, 389 mil, há outros pouco numerosos, porém com participação ascendente na área colhida e na produção de alimentos (arroz), mas que diferem dos anteriores em função de serem organizados
política e tecnicamente, e do caráter eminentemente capitalista da atividade, voltada ao atendimento de nichos de mercado e com diferentes aportes de
capitais.
Do lado da agricultura capitalista (ou simplesmente do chamado agronegócio) estão as monoculturas de matérias-primas industriais representadas pelas
culturas de cana-de-açúcar, algodão, eucalipto e soja, realizadas por médios (especialmente) e grandes produtores capitalistas e especializadas e localizadas

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em área específica do Estado. Das quatro, a soja e o eucalipto continuam crescendo (em área e produtividade) sistematicamente desde sua instalação (final
da década de oitenta); as outras estão estagnadas e/ou em declínio.
A cultura da soja a cada dia amplia a área de plantio e assume um papel importantíssimo na dinâmica da agricultura maranhense, em particular nos últimos cinco anos (2002/2007). Isto por causa da articulação externa que possibilitou uma enorme expansão em termos de área ocupada e dos efeitos relacionados à modernização de processos produtivos daí decorrentes e da interação entre segmentos dos capitais industriais e comerciais que se processou a
partir de então nessas áreas de soja no sul e nordeste do Estado. Além disso, por beneficiar-se de uma infraestrutura de transporte intermodal que lhe possibilita custos relativos menores do que seus concorrentes, a mesma se apresenta como o principal e mais ativo elemento do agrobusiness maranhense.
5.1.2 Mudança e dinâmica da agricultura familiar: o caso do arroz
Até a década de 70, o processo de expansão de fronteira agrícola ainda era uma realidade no Estado, manifestada em termos de altas taxas de crescimento tanto no front externo desta apropriação (área total dos estabelecimentos) quanto na área interna voltada à produção propriamente dita (lavoura e
pastagens).
Se a década de 70 é marcada pelos juros negativos e subsídios fiscais de toda ordem para o setor agrícola que favoreceu a atração de capital de todo tipo e com intenções variadas para campo maranhense, a década de 80 se caracteriza pela crise deste modelo de desenvolvimento agrícola sustentado no
credito rural subsidiado e nos incentivos fiscais. É o período no qual o Estado irá refazer sua estratégia de ação no setor agrícola, sem, no entanto, corrigir
distorções há muito identificadas na política agrícola. Assim, os pequenos produtores familiares, não proprietários (os parceiros, arrendatários e ocupantes),
continuaram sem ter acesso ao crédito rural, assistência técnica e extensão rural, entre outros. Isso só se altera na década de 90 com a criação do PRONAF
em 1996, mas com resultados insignificantes para o conjunto de centenas de milhares de pequenos produtores inseridos na produção familiar.
Além disso, determinados privilégios direcionados ao capital produtivo e/ou especulativo permaneceram (como os incentivos fiscais) para a agropecuária.
Assim como a exposição da agricultura, em particular a familiar, à concorrência interna e externa (como a baixa de alíquotas de importação e os acordos
comerciais, Mercosul, a política de valorização do câmbio), antes pouco relevante.
Por fim, outros fatores de ordem estrutural/conjuntural, a exemplo da concentração e do aumento e/ou queda do preço da terra, pressão demográfica sobre a área e da ocorrência de enchente e seca, crescimento da inflação, declínio da renda per capita, se somam a esse quadro de desfavorecimento da
agricultura; o resultado é um recuo ou um crescimento medíocre da área, volume e produtividade com lavoura. Dois aspectos chamam a atenção. Um relativo
à expansão recente de uma parte da lavoura temporária que é a incorporação de áreas sem que haja mudanças no processo produtivo. Um outro aspecto é o
avanço da concentração dos meios de produção, sobretudo a lavoura temporária em segmentos capitalistas de grande porte antes dominados por pequenos
produtores.
Apesar destes problemas estruturais que estiveram/estão atrelados aos pequenos produtores (os não proprietários em particular), houve alteração importante na estrutura produtiva da agricultura, porém conduzida por outro grupo de produtores, mais capitalizado, que é a parte moderno-capitalista da agricultura maranhense. Esse grupo atua preferencialmente na produção de arroz irrigado, milho,18 soja e cana-de-açúcar (mecanizados).
Tabela 4- Evolução da produção dos principais produtos e sua variação no Brasil e no Maranhão, entre 1990 e 2005
Brasil e Unidade da Federação

Tabela 4- Evolução da produção dos principais produtos e sua variação no Brasil e no Maranhão, entre 1990 e 2005

Brasil e Unidade da Federação
Brasil
Maranhão
Brasil
Maranhão
Brasil
Maranhão
Brasil
Maranhão
Brasil
Maranhão
Brasil
Maranhão

Ano/Atividade
Bovinos (cabeças)
Bovinos (cabeças)
Arroz (em casca)
Arroz (em casca)
Mandioca
Mandioca
Soja (em grão)
Soja (em grão)
Carvão vegetal
Carvão vegetal
Babaçu (amêndoa)
Babaçu (amêndoa)

1990

1995

2000

2005

147.102.314
3.900.158
3.946.691
679.087
1.937.567
226.953
11.487.303
15.230
2.792.941
185.613
188.718
132.577

161.227.938
4.162.059
4.373.538
777.960
1.946.163
289.156
11.675.005
87.690
1.805.151
189.348
99.263
87.956

169.875.524
4.093.563
3.664.804
478.839
1.708.875
134.688
13.656.771
178.716
1.429.180
148.721
116.889
108.043

207.156.696
6.448.948
3.915.855
527.013
1.901.535
191.852
22.948.874
372.074
2.972.405
502.527
119.031
111.730
Fonte: IBGE

Se o declínio nas culturas dos alimentos já vem de longa data (seu ponto de inflexão é 1982), o mesmo não ocorre com a chamada matéria-prima industrial ou agricultura patronal/comercial, onde não houve esse problema e as taxas de crescimento foram explosivas (soja). Entretanto, a cana se encontra
estagnada há décadas e concentrada numa área minúscula do Estado (Coelho Neto em 90 e Chapada das Mangabeiras e Porto Franco em 2005). O mesmo
não se observa com a soja no Sul do Estado, que tem tido um desempenho fenomenal (27,90% a.a., entre 1990/2000) com tendência a expandir-se a outras
mesorregiões (Leste) e microrregiões (Chapada das Mangabeiras e Chapadinha).
No aspecto relativo às transformações recentes ocasionadas pelo movimento de expansão e contração das áreas relativas a culturas alimentares, destaca-se o arroz. Percebemos que as mesmas ao longo das últimas décadas, 80 a 90, cederam sistematicamente áreas a diferentes atividades (pecuária e

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lavouras comerciais e permanentes) e em diversas microrregiões e municípios do Estado, especialmente naqueles onde essas atividades se concentravam
e/ou concentram, conforme mostram os dados da figura. Parece que a substituição se fez mais acentuada na pecuária, embora também se constate que
houve substituição intensa nos municípios que sediam grandes empreendimentos capitalistas, a exemplo de Imperatriz (pecuária, eucalipto), Balsas (soja),
Açailândia (pecuária), Coelho Neto (cana-de-açúcar) e Urbano Santos (eucalipto) do que em outros onde não houve este avanço.
As maiores quedas da produção de alimentos ocorreram em Imperatriz, Gerais de Balsas, territórios dominados pelo grande capital, eucalipto, boi (gordo), soja e carvão. Por outro lado, embora essa substituição, em termos temporais, se concentre na primeira metade dos anos 80 e esteja voltada para as
microrregiões citadas, os dados dos últimos censos corroboram a referida substituição em curso, só que agora mais generalizadamente e descentralizada em
termos espaciais.
Este fenômeno esteve relacionado à desconcentração espacial da produção que houve no arroz nos últimos 40 anos dentro do Estado. Grosso modo, através do corte espacial/temporal, é possível traçar o movimento espacial do desenvolvimento das relações sociais de produção dessa principal cultura temporária nos seus diferentes momentos históricos, dando-lhe características específicas; e, ainda, comparar o movimento do arroz com outras atividades do
agronegócio. De forma muito simplificada, conforme mostra a figura 1, o movimento se inicia no Leste, migra para o Centro e Oeste, assim permanecendo até
1996, posteriormente direciona-se para o Sul e o Norte.
A Mesorregião Leste, por exemplo, é hegemônica até 1950, embora o Centro também ganhe destaque crescente. Tal fenômeno está associado aos
grandes fluxos migratórios de nordestinos ­ cearenses e piauienses ­, que penetram no Maranhão via o Leste ou Nordeste do Estado, especialmente por
Caxias e pelo Baixo Parnaíba (São Bernardo, Araioses, Brejo). Foi nesse período que houve um salto quantitativo na lavoura temporária maranhense; a área
ocupada sai de 328 mil hectares para 895 mil hectares. Isso representa uma taxa anual de crescimento de 10,54% a.a. (1950/60). O arroz, isoladamente,
nessa década, cresce 91%, ou seja, 6,7% a.a.
Entre 1960 e 1980, caberá à Mesorregião do Centro (e ainda à Leste, mas já de forma decrescente) a responsabilidade por essa expansão (a variação
no período foi de 83,5%), sendo que algumas mesorregiões já se sobressaem em relação às demais. Tais mesorregiões são aquelas que constituem o centro
de atração do fluxo migratório de nordestinos, que avançou em direção à fronteira Oeste à procura da terra livre.
Além dos municípios antigos, receptores desse fluxo (via ferroviária Teresina - São Luís), como Caxias, Coroatá e Codó, outros municípios também passaram a fazer parte do circuito migratório: Pedreiras, Bacabal, Ipixuna, Monção, Lago da Pedra, Santa Inês, Santa Luzia, Imperatriz e Barra do Corda. São
esses imigrantes, transformados em posseiros e depois em arrendatários, os responsáveis pela expansão do arroz entre 1960 e 1980. A área com arroz
cresceu a taxas razoáveis, nas duas décadas; a taxa média foi de 3,08% a.a. Na década seguinte, época de uma política ativa no setor (70/80), essa taxa
subiu para 4,34% a.a., e bem expressa a dinâmica positiva da pequena produção mercantil, de certa forma contrariando o que se difundia no período: que a
apropriação de áreas imensas por projeto decorrente de instrumentos fiscais (Sudam, Sudene e Comarco) frearia a expansão de alimentos (arroz).
Ora, isso só ocorreria na segunda metade dos anos oitenta e início dos noventa. Há inúmeras razões a justificar tal evento, desde a ausência de políticas
voltadas à pequena produção familiar, a abertura comercial, até a retirada de apoio a esse segmento de produtores pelo Governo do Estado do Maranhão.
Uma outra razão, relacionada especificamente à expansão da pecuária, talvez esteja na opção de determinados grupos de criadores (os mais numerosos), ou
seja, aqueles que não se inseriram ou aderiram à política governamental voltada à pecuária, em não mais utilizar na formação de pastos (como era a norma)
pequenos produtores não-proprietários (arrendatários, posseiros e meeiros), no rebaixamento dos seus custos de implantação, via o sistema de cessão de
área para roça. Isso se viabilizava ao fazendeiro em decorrência da grande oferta de força de trabalho livre disponibilizada e do alto preço e/ou renda fundiária proibitiva da terra aos pequenos produtores.
Não se sabe exatamente o peso de cada variável, mas sem dúvida essa tática de atração dos não proprietários para o plantio de arroz em troca de capim
teve um peso importante nesse processo de ampliação da área com pastos e na produção de arroz ; à medida que tal sistemática se altera por inúmeros
problemas já analisados, o arroz declina. Mas a pecuária continua a crescer, dado que a conjuntura lhe é favorável.
A partir de 80, a mesorregião onde se concentrará a produção de arroz é a Oeste, que também é a dos pastos, seguida ainda pelo Centro, conforme pode ser visto na figura abaixo. Entre 1980 e 1995, houve um declínio acentuado da produção do arroz, de 28%; e de 44% em área. Ao longo de toda a década,
o desempenho foi negativo, sendo que a queda, na primeira metade da década, foi de 1,47% ao ano. Uma ligeira recuperação de 1,3% a.a. ocorreu na segunda metade da década. A hegemonia da produção de pequena escala (< 10 ha de lavoura) frente às demais pode ser mais um elemento, no conjunto já
apontado anteriormente, a favorecer o declínio relativo da produção e da baixa produtividade vigente na atividade. Apesar de apresentarem uma tendência
decrescente (próxima de 10%) ao longo da primeira etapa, 1970/1985, nos aspectos relativos à quantidade, área colhida e valor da produção, ainda assim, a
pequena escala continua desempenhando um papel importante na cultura do arroz, haja vista o crescimento absoluto dos produtores em 26%, mesmo com a
produção em declínio que ocorreu nesse período.
Entretanto, no intervalo de 1990/2000, a queda foi mais acentuada, -3,45 ao ano; é o período onde a crise da pequena produção mercantil mais se aprofunda. A mesma está associada a um conjunto de fatores de ordem estrutural e conjuntural, destacando-se a política neoliberal e o desmonte da maquina
publica voltada ao setor agropecuário, conforme já tivemos oportunidade de expor anteriormente.
Paralelamente, a queda na produção nos últimos 40 anos permitiu uma desconcentração e descentralização da produção de arroz. Comparando as áreas de produção, entre as décadas de 50 e 90, percebe-se não só uma mudança de locais de produção, mas também uma queda, per capita e relativa, dos
principais municípios produtores.
Nos anos noventa, os 10 maiores municípios produtores alcançavam ¼ da área total colhida, e os 20 seguintes chegavam a um pouco mais de 1/3. Na
década de 80, a situação era mais concentrada. Os 10 municípios colhiam 1/3 da produção; já em 1985, o mesmo número alcançava 29% da área colhida.
Caso se amplie o número para 20 municípios, chegar-se-á à metade da área colhida, o que sem dúvida demonstra a centralização do capital. Um indicador
importante da presença do capital na agricultura (arroz) é o tamanho da área com lavoura e não o tamanho do estabelecimento/propriedade em si. O estrato
médio de lavoura com arroz com menos de 100 a 500 ha e o grande com mais de 500 ha, por sua vez, tem-se mostrado pouco dinâmico em seu conjunto,
apesar de se reconhecer que é uma novidade o aparecimento e ascensão de centenas de unidades capitalistas de porte médio de capitais na produção do
arroz, cultura tradicionalmente executada no Estado por unidade camponesa de pouca expressão monetária em termos de mercado. As estatísticas são
ilustrativas quanto a este aspecto. Em 1970 eles (os médios) detinham só 0,4% da área de lavoura com arroz e 0,2% da produção. De forma modesta, atingiram, já em 1985, cerca de 5% dos dois indicadores. Um aspecto a chamar a atenção é, de um lado, o declínio da produção de pequena escala e a concentração de um número reduzido de produtores de médio e grande porte na área com lavoura, evidenciando certa concentração de capitais na atividade. De
outro lado, expõe a existência de média (e grande) empresa interessada numa atividade antes excluída como alternativa de inversão destes capitalistas. Ver
Mesquita (2006), e uma concentração espacial.

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Na década de 70, tem-se um padrão de distribuição muito parecido com aquele que prevaleceu nos anos 80 (com poucas modificações). Mas é sobretudo nos anos 50 e 60 que se nota uma concentração significativa da produção; os dez maiores municípios são responsáveis por 50% da produção. Ampliando
o número de municípios mais importantes na oferta de arroz para 20, ter-se-á 2/3 do total geral da produção concentrada nos mesmos.
Sem dúvida, entre 1950 e 1990, nota-se uma significativa desconcentração espacial da oferta. Em 1950, os dez maiores municípios produtores de arroz
detinham ½ da oferta, contra ¼ em 1990. Tendência essa que se mantém em 90, ou seja, transformações significativas da ação do capital se processaram
internamente (inclusive no tamanho da escala de produção) no arroz, sem que a aparência dos dados gerais, que mostram apenas o volume e a área do
produto conseguisse detectar.

Fonte: IBGE - Censo agropecuário, 1940/1960/1975/1985 e 1996.
5.1.3 Mudança e vulnerabilidade da agricultura empresarial: o caso da soja
Se no caso do arroz há uma tendência tênue (7%) da presença de médios capitais na sua exploração (aqui a predominância é do pequeno estabelecimento ­ 50 ha) (estrato 1 da figura abaixo), com a soja, o padrão de expansão já nasce sob a égide de médios e grandes capitais, acima de 1000 ha (estrato
4 da figura), comparativamente ao arroz ou qualquer outra cultura, conforme pode ser visto nas figuras (pizza) abaixo por estrato de área das duas culturas.
Constata-se que a concentração de capitais na soja é bem diferente daquela vigente nas culturas alimentares; praticamente não há, ou é pouco significativo,
o segmento dos produtores com área da lavoura inferior a 50 hectares.

Essa diferença decorre do pacote tecnológico, associado à cultura da soja, que exige uma determinada escala da produção a fim de que a mesma dê
resposta em termos de produtividade e rentabilidade. A presença de pequenos e médios produtores na soja abaixo de 500 ha (na pizza acima, estratos 1 e 2)
não constitui a regra como alguns poderiam imaginar, mas exceção, e parece que não há nenhuma tendência no sentido de modificar esse quadro atual, mas
de qualquer forma é um produto onde as relações capitalistas são hegemônicas em todas as fases do processo produtivo. O controle que o capital tem sobre
o circuito da produção facilita sua ação na área da circulação e da distribuição. Onde, apesar de existirem grandes conglomerados comerciais e industriais, a
relação entre as partes é muito diferente daquela prevalecente entre o pequeno produtor da soja e o do arroz sequeiro e o preposto do capital comercial e/ou
usurário. Isso porque este produtor da soja dispõe de uma série de instrumentos de ordem creditícia, comercial, organizacional e político e, sobretudo, informações que lhe permitem fugir do circuito da intermediação dominado pelo capital comercial, muito comum na produção mercantil simples, que se apropria
do excedente gerado no circuito de produção.
No que se refere à direção e ao ritmo de expansão da produção, ela também difere muito do arroz. Há uma concentração e especialização maior de microrregiões e tipos de capitais e produtores bem diferenciados daqueles vigentes no arroz. Em primeiro lugar porque, ao concentrar-se e centralizar-se num
território relativamente delimitado (Sul e Nordeste do Estado), isso pôde favorecer uma economia de escala que minimiza custos de implantação e de comercialização do produto. Do início ao final de 90 ela se concentrava nas microrregiões de Gerais de Balsas e Chapada das Mangabeiras e nos municípios de
Balsas, Tasso Fragoso, Riachão, Sambaíba e São Raimundo das Mangabeiras. Mais recentemente (2000), ela toma novas direções: Baixo Parnaíba e Chapadinha (Nordeste do Estado). Em segundo lugar, essa expansão se faz em cima tanto das culturas alimentares, arroz e mandioca, quanto, e principalmente,
da pecuária extensiva. Tal forma, portanto, difere bastante do arroz que cede espaço à pecuária, eucalipto, cana-de-açúcar. Além do mais, como a soja é
uma commodity cujo preço nas últimas décadas tem sido atrativo, isso tem favorecido a captação de uma massa significativa de recursos públicos e privados
para expansão da atividade em detrimento de outras que não têm taxa de retorno atraente, garantia de empréstimo, e nem há a expectativa de que isso se
altere.
Essa vinculação externa da soja, por sua vez, lhe garante financiamento estatal e/ou de grandes empresas dominantes do complexo de processamento e
comercialização, o que lhe favoreceu a expansão a taxas cada vez maiores nos últimos anos. Do início da atividade (final de 80) até 2007, a soja cresceu
exponencialmente em volume de produção e área ocupada. Entre 1995 e 2007, a soja aumentou quase sete vezes e, se o intervalo for maior (1990/2005), o
crescimento é de 238 vezes! No entanto, a produtividade da mesma não tem acompanhado o mesmo ritmo, embora cresça muito mais do que a média da
agricultura familiar.
Tal performance faz com que hoje (2009) a soja já represente 25% da área plantada de lavouras temporária e 18% do volume da produção dos principais
produtos da lavoura temporária local (arroz, milho, feijão e mandioca, soja e algodão). Quer dizer, a soja sozinha torna-se cada vez mais importante sob o
ponto de vista econômico. As exportações são crescentes, assim como o volume produzido e a área ocupada frente às outras que se encontram estagnadas.
Além disso, a pecuária, atividade secular e tradicional do sul do Estado, cede espaço também à soja. Mesmo naqueles municípios tradicionais e reduto
pastoril de longas datas (séc. XIX) tem-se assistido ao encolhimento do rebanho e das pastagens para dar lugar à soja e ao eucalipto. O efeito substituição,
sobre a pecuária, parece indicar que está em curso, caso mantenha-se o ritmo de expansão vigente, uma despecuarização e descamponesização da agricultura do Sul do Estado, tal é a mudança que a soja impôs a outras atividades econômicas neste curto espaço de tempo (1985-2000)23.

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A soja só assume importância econômica em meados de 1990, quando passa a constituir um dos principais elementos das transformações recentes da
agricultura maranhense, na medida em que cabe à mesma dar o ritmo e rumo da expansão da lavoura temporária no Estado. Quer dizer a soja (na década de
1990) acaba tendo um papel análogo ao do arroz antes dos anos oitenta, mantendo as devidas proporções e diferenciações que o caso requer. Enquanto o
arroz (e a mandioca) se expandiu durante séculos fundamentalmente pela incorporação de novas áreas e força de trabalho familiar, ou seja, de forma horizontal, com pouco ou quase nenhum ganho de produtividade, conforme atestam as figuras abaixo relacionadas. Nas duas percebem-se diferenças significavas entre o Maranhão, Rio Grande do Sul, Paraná e o Pará. Esse diferencial marcante mostra o estagio neolítico em que se encontram determinadas culturas
agrícola no Maranhão.

A razão desta dinâmica extensiva foi a ampliação dos meios de transporte e a proximidade dos centros consumidores e ainda a existência de imensas
áreas ociosas (matas) nos grandes estabelecimentos com cessão a terceiros (moradores, arrendatários e parceiros), mas que nada alterou o padrão produtivo artesanal vigente. Só com a exaustão de tais formas de incorporação de área é que a expansão horizontal entra em declínio. Com o esgotamento das
matas virgens (1980), isto é, de áreas que proporcionavam uma renda extra ao produtor (pela fertilidade dada pela queima), é que se tornou "viável" o uso de
insumos modernos na produção do arroz (final dos anos 1980 e início de 1990). Ou seja, o interesse pelo uso intensivo de capitais se intensifica nesta cultura
ou naquela atividade. De qualquer forma, essa modalidade "tradicional" da expansão (horizontal/extensiva sem insumos modernos) da terra garantiu ao arroz
um lugar de destaque na agricultura durante mais de meio século.
Ora, no caso da soja esse processo moderno em áreas específicas voltadas à irrigação e/ou mecanização de culturas específicas é a norma da atividade
porque a mesma pressupõe uma inversão contínua de capital sob a forma constante (máquinas e insumos) como forma de viabilizar e tornar mais produtiva e
lucrativa a atividade da cultura. Tal forma de organizar a produção sobre base tecnológica intensiva em capital sob o comando de capitais de médio e grande
porte tem levado e/ou ocasionado transformações muito rápidas nos locais onde a mesma vem-se expandindo, inclusive no aspecto da absorção da força de
trabalho e da destruição da biodiversidade local.
Dessa maneira, questões relacionadas ao acesso e uso da terra, relações de trabalho e inovações tecnológicas se fizeram a uma velocidade muito mais
acentuada do que nas áreas de influência de arroz ou mesmo de pecuária incentivada, a exemplo do Oeste do Estado. O resultado é que em diferentes
exemplos se faz perceber essa ação do capital no mercado, sendo que uns são bem marcantes pela velocidade do evento, outros não tão perceptíveis, mas
igualmente importantes de serem analisados.
Num primeiro plano temos o aspecto agrícola propriamente dito, relativo ao sucesso em tão curto prazo do volume e área ocupada pela soja. Paralelamente a isso se tem duas questões daí decorrentes. Uma que diz respeito ao aprofundamento da questão agrária e outra do meio ambiente.
Se existe o sucesso de expansão vertiginosa da soja em área/volume com a eficácia (produtividade crescente), é provável que o mesmo não se estenda
ao meio ambiente e/ou à questão agrária, a exemplo do acesso a terra, tecnologia ou das melhorias de condições de trabalho dos segmentos de produtores
excluídos da soja. Do lado dos impactos ambientais sobressaem duas questões. Uma referente à possível destinação ou ao comprometimento do Bioma
Cerrado acarretando toda sorte de problema, inclusive a destruição de ecossistemas inteiros, cujo efeito sobre a fauna e flora já se fez presente, apesar do
curto espaço de tempo (20 anos) da cultura. Paralelamente, há o impacto mecânico ocasionado pela destruição intensa e contínua que não atenta para as
especificidades; há também aquele decorrente do intenso uso de instrumentos modernos inerente à exploração de soja, que requer mais de duas aplicações
de toda sorte de agrotóxicos (fungicidas e pesticidas), cujo efeito sobre o meio ambiente se faz de forma cumulativa e permanente. Assim os mesmos agem
tanto no curto quanto no longo prazo.
Se o médio e o grande produtor de soja se orgulham das transformações que se realizaram nos diferentes planos25 da atividade, por onde se instalam,
em particular, na rápida introdução de relações capitalistas no campo, e do "progresso" que proporcionam à economia local, o mesmo orgulho parece não
existir nos produtores familiares: pequenos proprietários e não proprietários (arrendatários e ocupantes). A razão dessa diferença de atitude frente a mais
nova expansão de fronteira agrícola do Estado estaria na exclusão deste último segmento, cujo resultado se manifesta na diminuição ou mesmo desaparecimento destes pequenos produtores de subsistência ou ainda na sua transformação em assalariados precários. Os dados mais recentes parecem corroborar
essa tendência. Por exemplo, entre o início da atividade (meados dos anos 80) e os dados mais recentes há uma clara tendência do avanço de determinados
segmentos de produtores sobre os outros e da substituição de determinadas relações de produção por outra (ocupantes por parceria/arrendamento). Além
disso, o perfil produtivo muda consideravelmente. Em vez de produção de alimentos e pecuária extensiva, tem-se a produção de soja, arroz, milho, realizada

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em moldes empresariais muito diferentes do que prevalecia anteriormente. Tal fenômeno pode ser visto claramente na estruturação por grupo de lavoura, que
oferece a real dimensão na região e na cultura da soja e, consequentemente, do porte de capitais que estão por trás da atividade.
Enfim, percebemos que a expansão da soja, apesar de ser um fenômeno local muito recente e concentrado em microrregiões específicas do Sul e do
Nordeste do Maranhão, tem mostrado um poder crescente sobre a dinâmica geral da agricultura maranhense. Isso parece decorrer da robusta taxa de crescimento que acarreta transformações em outros segmentos direta ou indiretamente a ela relacionados. O peso que a mesma assume é crescente no setor
agrícola, tanto pelo tamanho médio da área ocupada, mas, sobretudo, pela estagnação de outras atividades (mandioca e arroz) e pelo lento crescimento da
pecuária, anteriormente muito importante e que respondia pela dinâmica do crescimento agrícola da economia do Estado e em particular das atuais microrregiões da soja.
Dessa forma, a soja, de forma diferente do que aconteceu anteriormente a sua ascensão, onde a dinâmica do crescimento da agricultura dependia do arroz e do mercado interno, agora tem no mercado externo o seu vínculo maior. Isso significa que o crescimento da atividade e, portanto, a expansão da produção e das exportações não dependem do mercado interno de grãos, mas da demanda externa por commodities. A globalização do mercado local constitui
assim a novidade da nova agricultura maranhense. Portanto, o tamanho e a qualidade das transformações/mudanças que já ocorrem e deverão acontecer
proximamente são uma variável externa ao produtor e ao governo local/nacional, o que significa dizer que as mesmas se processarão ou não independente
da vontade individual ou governamental, ou seja, é o mercado internacional de grãos que norteia ou norteou o rumo e o ritmo da expansão anterior e do
futuro.
Isto significa dizer também que tal segmento da agricultura torna-se extremamente vulnerável à dinâmica internacional, ou melhor, dos principais compradores, EUA, China e Comunidade Europeia; assim como ocorreu no final do ano de 2008, a instabilidade tem crescido significativamente em função de
esta atividade estar totalmente integrada ao circuito internacional e com ele sofrer e aproveitar todas as consequências que a crise e/ou expansão proporciona em tais circunstâncias.
(*) Esse trabalho é parte do livro "O Desenvolvimento Desigual da Agricultura: a dinâmica do agronegócio e da agricultura familiar", editado pela Editora
da Universidade Federal do Maranhão (EDUFMA).
Por Benjamim Alvino Mesquita - Economista. Professor da UFMA
¹Um exemplo desse fato foi a produção do arroz não mecanizado na região de Balsas. Antes da chegada dos "gaúchos" ao município e do sucesso da
soja, prevaleciam formas não capitalistas.
²Embora se saiba que a mandioca, o milho e o feijão tenham importância social muito grande sob o ponto de vista da ocupação da mão de obra familiar,
optamos por considerar apenas o arroz, fundamentalmente pela tradição de ser o produto comercial por excelência desse segmento de produtos não capitalistas.
3 Para uma discussão dos conceitos ver Mesquita (2006)
4 Minifúndio aqui entendido como miniestabelecimentos ( -5 há), embora se saiba que o conceito (Incra) seja baseado em outros critérios ­ módulo rural
e fiscal; renda auferida, trabalho familiar e não apenas no tamanho físico em si.
5 A mesma consistia em oferecer terra à roça naquele ano específico em troca do semeio do capim após a colheita do arroz, apropriando-se assim desse
trabalho morto (OLIVEIRA, 1987).
6 Por exemplo, se forem levados em consideração os mesmos dados por grupo de área, a conclusão é outra, i.e, a escala de produção é quem revela o
que está efetivamente por trás da oferta final do produto. É o que demonstra a nota anterior.
9 Os não-proprietários (parceiros, arrendatários e ocupantes) e também os minifundistas, entre 70 e 95, têm cedido área aos proprietários e também diminuído substancialmente. Em 1970 os primeiros representavam 83% dos estabelecimentos e 8,5 % da área; 25 anos depois, restringem-se a 68% e 6,7%,
respectivamente. De qualquer forma, ainda em 1995 (IBGE) continuavam sendo majoritários; perfaziam 251 mil contra 117 mil proprietários (ALMEIDA et al.,
2001, p. 77 e 83).
18 Eventualmente em outros produtos alimentares: milho, feijão, mandioca.
23 Despecuarização aqui entendida como um fenômeno de decréscimo de área com pastos e/ou estagnação de rebanho de uma região a partir dos anos
oitenta com entrada da lavoura mecanizada dos gaúchos da soja e do arroz. Descamponesização como perda de importância de área apropriada, de número
de unidades e de oferta da produção dos não proprietários frente aos proprietários.
25 Considerando que no curto espaço de tempo não ocorrem mudanças significativas nesta estrutura de produção.

PROVA SIMULADA
Nas questões que se seguem, assinale:
C ­ se a proposição estiver correta
E ­ se a mesma estiver incorreta
01. São Luís concentra grande parte do produto interno bruto do estado; a capital passa por um processo marcante de crescimento econômico, sediando
mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além de uma dezena de centros de ensino e faculdades particulares. A expansão imobiliária é
visível, mas o custo de vida ainda é bastante elevado e a exclusão social acentuada. Há grande dependência de empregos públicos.
02. O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o sertão nordestino e a Amazônia, apresenta ao visitante uma mescla de ecossistemas
somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal Mato-Grossense. Possui mais de 640 km de litoral, sendo, portanto, o estado com o segundo maior litoral
brasileiro, superado apenas pela Bahia. O turismo praticado nele pode ser classificado em dois tipos: turismo ecológico e turismo cultural/religioso.
03. O Maranhão tem o privilégio de possuir, devido a exuberante mistura de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossistemas de todo o País. São
640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de
lagoas de águas cristalinas. Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e arquitetônicos. São
eles: o polo turístico de São Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, o Delta do Parnaíba e o polo da
Floresta dos Guarás.

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04. O Polo turistico de São Luís, localizado na ilha Upaon-Açu, que abrange os municípios que compõem a Ilha, a capital São Luís, São José de Ribamar,
Paço do Lumiar e Raposa, e a cidade Monumento de Alcântara.
05. O Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e
Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, um paraíso ecológico com 155 mil
hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais.
06. O Parque Nacional da Chapada das Mesas é uma área de 160 046 hectares de cerrado localizado no Sudoeste Maranhense. Possui cachoeiras, trilhas
ecológicas em cavernas e desfiladeiros, rappel, sítios arqueológicos com inscrições rupestres e rios de águas cristalinas. As principais cidades do polo são
Imperatriz, Carolina e Riachão.
07. O Delta do Parnaíba é o terceiro maior delta oceânico do mundo. Raro fenômeno da natureza que ocorre também no rio Nilo, na África, e Mekong, no
Vietnã. Sua configuração se assemelha a uma mão aberta, onde os dedos representariam os principais afluentes do Parnaíba, que se ramificam formando
um grandioso santuário ecológico. Rios, flora, fauna, dunas de areias alvas, banhos em lagoas e de mar são alguns atrativos que o lugar oferece. Localizado
a nordeste do estado, na divisa com o Piauí. Envolve a região sob influência do Delta do Rio Parnaíba, que tem setenta por cento da sua área no Maranhão.
Tutoia, Paulino Neves e Araioses são os principais municípios. Deste último, partem excursões turísticas para o delta.
08. O polo da Floresta dos Guarás fica na parte amazônica do Maranhão, no litoral ocidental do estado. Incluído como Pólo ecoturístico por excelência,
envolve os municípios de Cedral, Mirinzal, Cururupu, Guimarães e Porto Rico do Maranhão, entre outros. Seu nome deve-se à bela ave de plumagem
vermelha, comum na região. O lugar, que conta com incríveis atrativos naturais e culturais, destaca-se como um santuário ecológico, formado por baías e
estuários onde os rios deságuam em meio a manguezais. Entre os maiores atrativos turísticos deste polo, está a Ilha dos Lençóis, em Cururupu. Outros
atrativos: praias de Caçacueira, São Lucas e Mangunça; Parcel de Manuel Luís, um banco de corais ao alcance apenas de mergulhadores profissionais;
estaleiros, onde os mestres constroem embarcações típicas do Maranhão, inteiramente artesanais; pássaros como guarás, garças, colhereiros e marrecos.
09. Cerca de setenta por cento dos maranhenses vivem em áreas urbanas. O Maranhão possui 18,43 habitantes por km², sendo o décimo sexto na lista de
estados brasileiros por densidade demográfica.
10. O Maranhão apresenta o segundo maior índice de mortalidade infantil do Brasil, inferior apenas ao de Alagoas. De acordo com dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, de cada mil nascidos no Maranhão por ano, 39 não sobreviverão ao primeiro ano de vida. Vários fatores contribuem para
o alto índice de mortalidade infantil no estado: dentre eles, o fato de que apenas metade da população tem acesso à rede de esgoto e o de que quase
quarenta por cento da população não tem acesso a água tratada.
11. O Maranhão é um dos estados mais miscigenados do país, o que pode ser demonstrado pelo número de 68,8% de pardos autodeclarados ao Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, resultado da grande concentração de escravos indígenas e africanos nas lavouras de cana-de-açúcar, arroz e algodão;
os grupos indígenas remanescentes e predominantes são dos grupos linguísticos macro-jê e macro-tupi. No tronco macro-Jê, destaca-se a família jê, com
povos falantes da língua Timbira (Mehim), Kanela (Apanyekra e Ramkokamekra), Krikati, Gavião (Pukobyê), Kokuiregatejê, Timbira do Pindaré e Krejê. No
Tronco macro-tupi, a família tupi-guarani, com os povos falantes das línguas tenetehára: Guajajara, Tembé e Urubu-Kaapor, além dos Awá-Guajá e de um
pequeno grupo guarani, concentrados principalmente na pré-Amazônia, no Alto Mearim e na região de Barra do Corda e Grajaú.
12. A população de grande parte do estado ainda sofre com problemas de saneamento básico e de desnutrição infantil. O Maranhão apresenta altos índices
de desnutrição entre as crianças de zero a cinco anos, de acordo com levantamento do Fundo da Nações Unidas para a Infância feito em 1999.
13. O estado conta com um eficiente sistema de abastecimento de energia, através da Subestação da Eletronorte instalada no Distrito Industrial do Município
de Imperatriz, além de estar bastante próxima das hidroelétricas de Estreito (1 328 megawatts) e de Serra Quebrada. A concessionária de energia elétrica
que cobre o Maranhão é a Companhia Energética do Maranhão.
14. Juçara, buriti, bacaba, carnaúba, babaçu... O Maranhão é conhecido como "terra das palmeiras", cognome que lhe foi dado por Fróis de Abreu, num livro
de 1931, mas já em 1614 Claude d'Abbeville gabava: "É um verdadeiro jardim de palmeiras." E Gonçalves Dias suspirava, na "Canção do exílio": "Minha terra
tem palmeiras..."
15. De relevo plano, o Maranhão tem 75% do território abaixo de 200m de altura e apenas dez por cento acima de 300m. O quadro geomorfológico é
composto por duas unidades: a baixada litorânea e o planalto. Domina na baixada um relevo de colinas e tabuleiros, talhados em arenitos da série Barreiras.
Em certas partes do litoral, inclusive na ilha de São Luís, situada no centro do chamado golfão maranhense, esse relevo chega até a linha da costa. Em
outras, fica separado do mar por uma faixa de terrenos baixos e planos, sujeita a inundações no período das chuvas. É a planície litorânea propriamente dita,
que no fundo do golfão toma o nome de Perises. A leste do golfão maranhense, esses terrenos assumem o caráter de amplos areais com formações de
dunas, que integram a costa dos Lençóis, até a baía de Tutóia.

16. Ocorrem no Maranhão três tipos de clima: o tropical superúmido de monção, o tropical com chuvas de outono e o tropical com chuvas de verão. Os três
apresentam regimes térmicos semelhantes, com médias anuais elevadas, que variam em torno de 26o C, mas diferem quanto ao comportamento
pluviométrico. O primeiro tipo, dominante na parte ocidental do estado, apresenta os totais mais elevados (cerca de 2.000mm anuais); os outros dois
apresentam pluviosidade mais reduzida (de 1.250 a 1.500mm anuais) e estação seca bem marcada, e diferem entre si, como seu próprio nome indica, pela
época de ocorrência das chuvas.
17. Vegetação. Uma vegetação de floresta, campos e cerrados reveste o território maranhense. As florestas ocupam toda a porção noroeste do estado, ou
seja, a maior parte da área situada a oeste do rio Itapecuru. Nessas matas ocorre com grande abundância a palmeira do babaçu, produto básico da economia
extrativa local. Os campos dominam em torno do golfão maranhense e no litoral ocidental. Os cerrados recobrem as regiões oriental e meridional. Na faixa
litorânea, a vegetação assume feições variadas: campos inundáveis, manguezais, formações arbustivas.
18. Hidrografia. Quase toda a drenagem do estado se faz de sul para norte através de numerosos rios independentes que se dirigem para o Atlântico: Gurupi,
Turiaçu, Pindaré, Mearim, Itapecuru e Parnaíba. A sudoeste do estado uma pequena parte do escoamento se faz em direção a oeste. Integram-na pequenos
afluentes da margem direita do Tocantins.
19. A principal região econômica do Maranhão é o centro-norte, onde se localizam os vales dos rios Pindaré, Mearim e Itapecuru. Ali se concentra a maior
parte das atividades agrícolas, pastoris e extrativas do estado. O vale do Itapecuru foi ocupado nos séculos XVIII e XIX pela cultura algodoeira. Na segunda
metade do século XX, passou a dominar nessa região a cultura do arroz, secundada pela do milho, da mandioca, do feijão e do algodão arbóreo. Além de
principal produtor de arroz do estado, o vale do Itapecuru é também o maior produtor de coco de babaçu e tem o segundo rebanho bovino do estado.

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Imigrantes nordestinos que repovoaram os sertões do Mearim e do Pindaré, e também o caboclo maranhense, dedicaram-se à rizicultura com tal afinco que
logo a produção passou da casa dos milhares para a dos milhões de sacas, e o arroz voltou a ser exportado para o resto do país.
20. Os vales dos rios Mearim e Pindaré constituem áreas de ocupação mais recente que a do Itapecuru. Para lá acorreram migrantes do próprio Maranhão e
provenientes de outros estados nordestinos. A economia dessa região baseia-se nas culturas de milho e arroz e na extração do coco de babaçu. Ainda na
região centro-norte encontram-se os campos de Perises, principal área criatória do estado.
RESPOSTAS
01. C 11.
02. C 12.
03. C 13.
04. C 14.
05. C 15.
06. C 16.
07. C 17.
08. C 18.
09. C 19.
10. C 20.

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