Apostila de Geografia 16 ­ Hidrografia
Matheus Borges

1.0 Distribuição das Águas
97% Águas salgadas:
Oceano Pacífico (o maior).
Oceano Atlântico (muito navegável).
Oceano Índico.
3% Água doce:
2% Geleiras.
1%:
0,3% águas subterrânea.
0,7% rios / lagos.
Regime de alimentação:
Pluvial ­ Alimentado por águas da chuva.
Nival ou Glacial ­ Alimentado por águas do derretimento de neve ou gelo.
Misto ou complexo ­ Alimentado pela água da chuva e pelo degelo.

2.0 Fatores que Ameaçam a Água Potável
Crescimento Populacional.
Desperdício ­ Agricultura, indústria e residências.
Desmatamento:
Aumenta o assoreamento dos rios.
Diminui as chuvas.
Aquecimento global ­ Derretimento das geleiras.
Poluição, contaminação e eutrofização (excesso de nutrientes ­ proliferação de
microorganismos) ­ Causados por efluentes urbano-industriais e agrotóxicos.
Alterações no ciclo da água:
Escassez de chuva em certas regiões.
Aumento de desastres e inundações.
Risco à qualidade da água ­ Aumento de doenças (Dengue e malária).
Infra-estrutura de baixa qualidade ou incompleta:
Má distribuição da água ­ Aumento do custo do tratamento e perdas
(40%).

3.0 Águas Fluviais ­ Rios
Curso ­ caminho percorrido por um rio:
Alto curso ou curso superior ­ próximo a nascente do rio.
Baixo curso ou curso inferior ­ próximo a foz do rio.
Médio curso ­ entre a nascente e a foz.
Formação dos rios:
Nascente ou Cabeceira ­ onde o rio nasce.
Foz ou Desembocadura ­ onde o rio deságua (pode ser num mar, lago ou
outro rio).
Tipos:
Delta (forma vários canais) ­ Rio Nilo (Egito) e Parnaíba (Nordeste
brasileiro).
Estuário (forma um único canal) ­ Jagauribe (Brasil) e São Lourenço
(Canadá).
Mista (forma de delta e estuário) ­ Rio Amazonas (Norte brasileiro).

4.0 Hidrografia Brasileira
Mais densa e extensa do mundo ­ Devido a grande dimensão territorial e o
predomínio de clima úmidos.
Rios brasileiros:
Abastecimento de água.
Irrigação.
Pesca.
Implantação de hidrelétricas.
Transporte (pouco utilizado por estarem isoladas e devido a distancia dos
centros econômicos ­ Destaca-se na Bacia Amazônica e Paraguaia).

4.1 Características
Predomínio de rios de planalto (grande potencial hidrelétrico).
TODOS os rios possuem regime pluvial, exceto o rio Amazonas.
Predomínio da foz em estuário, exceto os rios Parnaíba (foz em delta) e
Amazonas (foz mista).
Predomínio de rios perenes, exceto no Sertão Nordestino (rios temporários).
Predomínio de rios com drenagem exorréica (desaguando no Oceano Atlântico).
Cordilheira dos Andes, Planalto Guiano e Planalto brasileiro são os principais
divisores de água.

4.2 Bacias hidrográficas brasileiras
4.2.1 Bacia Amazônica
Maior bacia hidrográfica.
60% situa-se no território brasileiro.
Rio Amazonas:
Maior rio do mundo em volume d'água e em extensão.
Nasce nos Andes (Peru ­ rio Apurimac)
Ucayali
Solimões (fronteira
Peru-Brasil) Amazonas (encontro com o rio Negro).
Possui afluentes que nascem no hemisfério norte e sul.
Planalto das Guianas (hemisfério norte) e o Brasileiro (sul) nascem os
principais afluentes.
Na foz se encontra a ilha de Marajó (maior ilha flúvio-marinha do mundo)
Bacia de planície (20.000km navegável).
Maior potencial hidrelétrico (0,4% é aproveitado).

4.2.2 Bacia Tocantins-Araguaia
Maior bacia totalmente brasileira.
Rio Tocantins (principal): Afluente Araguaia (localizada na ilha do Bananal ­
maior ilha fluvial do mundo):
Nascem no Planalto Central indo para o Norte.
Possui trechos navegáveis (3.000km).
Usina de Tucuruí ­ Pará:
Maior usina totalmente brasileira.
Abastece:
Mineração ­ Carajás (companhia vale).
Industrial ­ Albrás / Alunorte.
Eletricidade ­ Belém.

4.2.3 Bacia Platina
Formado pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai e seus afluentes.
Nascem no Brasil e deságuam no estuário do rio Prata (Argentina).
4.2.3.1 Bacia do Paraná
Rio Paraná (nasce em São Paulo).
Maior potencial hidrelétrico instalado (aproveitado).
Situado na região centro-sul (principal área geoeconômica do país).
Rio de planalto.
Funções:
Eletricidade ­ Usina de Itaipu.
Navegação ­ Hidrovia Tietê-Paraná.
Irrigação.
Abriga um vasto reservatório de água subterrânea o Aqüífero Guarani.

4.2.3.2 Bacia do Paraguai
Rio de planície.
Rio Paraguai (nasce em Mato Grosso).
Rio que possibilita a existência do Complexo do Pantanal.
Hidrovia - Porto de Corumbá ­ Produtos industriais (China/Tigres): ferro, soja e
trigo.
Ao juntar-se com o rio Paraná forma o rio Prata.
4.2.3.3 Bacia do Uruguai
Rio Uruguai (nasce no Rio Grande do Sul - Pelotas).
Deságua no estuário do rio Prata.
Rio de planalto (curso superior ­ Potencial hidroelétrico) e Rio de planície
(curso médio - navegação).

4.3 Bacia do São Francisco
Sinônimos:
Velho Chico.
Nilo Brasileiro.
Rio dos currais.
Rio da integração nacional (liga o Nordeste e o Sudeste).
Formado pelo rio São Francisco e seus afluentes (rio Grande e Corrente).
Nasce no sul de Minas Gerais (Serra da Canastra), atravessa o sertão e
desemboca no Oceano Atlântico (entre Alagoas e Sergipe).
Rio perene que atravessa o sertão nordestino.
Rio planalto (elevado potencial hidrelétrico).
Maior rio totalmente brasileiro (em extensão).
Funções:
Eletricidade:
Usina de Três Marias (Minas Gerais).
Usinas de Sobradinho, de Xingó e Paulo Afonso ­ pertencente à
CHESF.
Navegação:
Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) / Petrolina (PE).
Inviabilizada pelo assoreamento (devido o desmatamento das matas
ciliares).
Irrigação:
Frutas - Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
Soja, algodão e café ­ Barreiras (BA).

4.3.1 Transposição do Rio São Francisco
Construção de canais para levar a água desse rio aos principais vales do interior
do Nordeste.
Abastecimento de rios temporários nos Estados:
Ceará.
Rio Grande do Norte.
Paraíba.
Pernambuco.
A favor:
Garantir água a 9 milhões de pessoas.
Ampliar a agricultura irrigada ­ gerar renda e emprego.
Redução do êxodo rural causado pela seca.
Não haverá prejuízos, pois o curso não será desviado e o volume captado
será de 1% do que se joga no oceano.
Contra
O desvio pode afetar a produção de energia.
Desmatamento.
O destino da água é duvidoso.
Desvio de verbas.
Há medidas mais baratas ­ Poços e cisternas.