INICIANDO UM ESTUDO SOBRE GEOGRAFIA DE MOÇAMBIQUE

José Maria do Rosário Chilaúle Langa
Doutorando na UNESP- FCT- Programa de Pós-Graduação em Geografia
Bolsista CAPES-PEC-PG
Email: [email protected]

INTRODUÇÃO
Com este texto, quero apresentar uma proposta de estudo e analise da geografia
de Moçambique. A geografia em Moçambique como objeto de ensino e formação tem
menos de 50 anos, logo é muito recente. Segundo Manuel G. M. de Araújo1 a formação
de geógrafos iniciou em 1969 com a abertura do Bacharelato2 em geografia na então
Universidade Lourenço Marques na Faculdade de Letras.
Sob um olhar meramente histórico, pode se assumir que a geografia em
Moçambique nasce da geografia portuguesa, esta conclusão é possível, pois nesse ano
de 1969 foram duas professoras portuguesas que pensaram e iniciaram a formação de
geógrafos em Moçambique, estas duas Professoras foram responsáveis deste curso.
Como toda ciência de forma geral, tem o seu percurso evolutivo e este percurso
é que (re)define as formas de fazer as várias ciências, a Geografia como ciência não
fugiu a esta regra.
Por conta deste fato temporal surge a necessidade de saber algumas questões
fundamentais para perceber a Geografia sob ponto de vista histórico e evolutivo. Para
tal pontuaremos três assuntos que acreditamos serem bases para seguir pensando na
Geografia de Moçambique.
1. Quem institucionalizou a geografia em Moçambique;
2. Que escolas de geografia basearam essa institucionalização;
1
2

Um dos primeiros Geógrafos de Moçambique.

Nível Acadêmico e não Profissão. O grau de bacharel corresponde a formação intermédia da
Licenciatura esta também vista como nível acadêmico e não como profissão.

3. Por quanto tempo vigoraram essas escolas e quais as recentes.
Não querendo alterar a ordem dos assuntos acima pontuados é necessário lembrar
que as metamorfoses das ciências são resultado natural do dinamismo da sociedade,
logo a Geografia também passou por algumas metamorfoses.
Para que se possa compreender a Geografia como ciência, seus objetivos,
métodos e importância para a sociedade é necessário averiguar como ela se
formou, e como procedeu a evolução. Tomar o conhecimento das suas
sucessivas fases do desenvolvimento da ciência geográfica até atingir o elevado
grau de organização e reconhecimento, é o procedimento mais seguro para
compreender os seus princípios e os métodos necessários ao alcance das metas
e dos objetivos associados a espacialização dos fenômenos (SEABRA,2007, p.
49).

O saber geográfico acompanhou a descrição e o conhecimento do mundo em
todos os tempos. Nesse sentido, Lacoste (1981) indaga-se se "as grandes descobertas" e
as descrições dos "geógrafos" Árabes da Idade Média não seriam, também, Geografia.
Recuando no tempo, a Geografia existe desde que existem aparelhos de Estado,
desde o tempo de Heródoto e Estrabão.
Moares (1987, p 34) a sistematização do conhecimento geográfico só vai ocorrer
no inicio de sec. XIX. E nem poderia ser de outro modo, pois pensar a Geografia como
um conhecimento autônomo, particular, demandava certo número de condições
históricas, que somente nesta época estarão suficientemente maturadas.
Para este autor esta sistematização é feita sob bases do modo de produção
capitalista, que nesse período foi possível acompanhar, principalmente como o fim do
feudalismo na Europa.
Para Moreira (1981), em sua lembrança mais remota, a Geografia "nasceu" entre
os gregos, junto com a Filosofia, a História e o teatro, apoiando a expansão comercial
grega na forma de relatos de povos, terras e mapas feitos para servir ao comércio e ao
Estado.

A terra está em constante mudança, e uma das formas de identificar, perceber ou
compreender essas mudanças pode ser a partir do desenvolvimento das ciências nas suas
variadas áreas (humanas e naturais). Dessa maneira, a Terra pode ser vista como uma
tela onde se encena todas as atividades do homem, buscando produzir e reproduzir o
espaço, como resultado de diversas relações, sendo elas simples ou complexas. Por isso,
as ciências acabam vivendo constantes transformações, estas podem ser consideradas
como sendo resultados dessas mudanças e diversos tipos de relações. Por tal fato a
Geografia, sendo uma das ciências que têm como foco descrever a Terra (Geo+grafia)
vai, também, se alterando, a partir deste cenário é possível faze r um acompanhamento
da Geografia.
Segundo Araújo e Raimundo (2002), a Geografia, que não é mais que seu
percurso ao longo do tempo, com avanços e recuos, nas incessantes tentativas de
encontrar os novos caminhos e novas respostas para os velhos problemas, assim como
os compreender.
Estes autores buscam apresentar o espaço geográfico visto e compreendido
como palco de várias representações, sendo a Geografia o epicentro de todas as relações
do homem na Terra.
È sobre todos estes saberes e outros que buscaremos iniciar o estudo da
Geografia de Moçambique, tendo como bases a História e sua Evolução do Pensamento
Geográfico.

OBJETIVO E METODOLOGIA

De forma bem geral, e tendo em conta o inicio desta pesquisa doutoral, pretendese iniciar todo o processo de historização da Geografia de Moçambique, analisando as
correntes geográficas usadas na formação de geógrafos em Moçambique, temáticas

desenvolvidas os conceitos estudados, dessa forma, apresentar a evolução do
pensamento geográfico e contribuir com a epistemologia desta ciência em Moçambique.
Para o alcance do objetivo acima, é necessário estudar fenômenos de formação,
sendo assim será importante buscar formas de obter informação e identificar as
melhores fontes de informação. Os fenômenos sociais envolvem pessoas (seres
humanos) e pessoas estão em constante mudança e são dotadas de consciência e de
subjetividade. Neste contexto, nem sempre é possível de submeter o comportamento
humano a situações de experiência, logo é necessário pensar e tornar eficientes técnicas
e métodos para cada objeto estudado.
Pela forma como vai se abordar este assunto do estudo da Geografia de
Moçambique, o método exploratório foi base e fundamental pois, possibilitou uma
aproximação com o fenômeno, alias, melhor dizendo possibilitou a aproximação no
assunto estudado.
Um estudo qualitativo é que poderá nos aproximar mais do nosso objeto, este
que não foi possível construir mais sim delimitar.
Estudar a Geografia, nos moldes que pretendemos o fazer só é possível, ser
facilmente identificarmos alguns sujeitos (professores, alunos e geógrafos) com estes
sujeitos, podemos construir ou obter informações que podem nos indicar um estudo da
Geografia em Moçambique, ora antes dos sujeitos é importante definir o tempo (19692012) em que necessitamos estudar esta ciência.

A delimitação desta pesquisa é

resultado do cruzamento entre os sujeitos identificados e o tempo definido.
Por se tratar de uma tentativa de recontar uma historia, a pesquisa será ou nos
dará como resultado uma pesquisa qualitativa, onde para obtenção de dados usaremos as
seguintes técnicas de recolha de informação, a entrevista aberta, analise bibliografia e
documental. Fazendo uma triangulação senquênciada.

Segundo Andrade (1995), não é fácil elaborar um esquema de teorização e de
metodologia únicos para a Geografia ou para qualquer outra disciplina no momento de
grandes indefinições e transformações em que se vive na contemporaneidade.
Na mesma linha de pensamento, Megale (1976) afirma que não existe, na
atualidade, um padrão metodológico para o pesquisador; este deve possuir versatilidade,
habilidade quanto ao problema pesquisado e os meios de se chegar a ele.
O pensador científico sustenta-se no método como um conjunto coerente de
procedimentos racionais ou prático-racionais que orientam o pensamento com vista a
alcançar o conhecimento válido Lakatos e Marconi (1995).
Com base nestes autores, podemos esperar que no final desta pesquisa também
apresentemos uma forma de aplicar os recursos metodológicos quando vamos fazer
estudos qualitativos na Geografia.

PENSANDO NA GEOGRAFIA EM MOÇAMBIQUE

Muitos estudiosos fazem nos pensar que, desde o homem nômada, o recolhedor,
o sedentário com a descoberta da agricultura. Em cada um dos tempos, a Geografia foi
se fazendo mesmo sem ter quem lhe desse vida, afinal, é claro que a Geografia
comporta, em seu campo de estudos, a relação entre natureza e homem, daí que para
cada tempo e dependendo do assunto os métodos para estudar a Geografia vão ser
diferenciados.
Ferreira e Simões (1986, p.7) afirmam que a ciência é um produto do
pensamento humano, tal como outros sistemas do pensamento, e representa um
instrumento destinado a resolver certas tarefas humanas. No caso da Geografia,
conhecer o espaço onde se vive e no qual se desempenham as atividades, sejam elas
simples e ou de correlação, prática de agricultura e mesmo das viagens interplanetárias,

ou simplesmente na medida em que o homem cria novos espaços, ele vai fazendo a
Geografia.
Com esta forma de apresentar a ciência, fica claro que ela é resultado das várias
demandas do homem, sempre buscando repostas para o dia a dia, e é nessa busca de
respostas que a Geografia se dividiu em três grandes correntes: a pragmática, a da
percepção e a crítica (Seabra, 2007).
Ora, nessas três correntes, pode-se dizer que o problema foi sempre a definição
do que é a Geografia, seus princípios e conceitos fundamentais. Segundo Moreira
(2006, p.119), a Geografia já foi defendida como o estudo descritivo da paisagem, o
estudo da relação homem-meio e o estudo da organização do espaço pelo homem.
Para este autor, cada uma dessas fases apresenta características bem definidas,
sendo a primeira dum período inicial da Geografia, em seguida um período
intermediário e por fim o período recente.
As ciências, como fundamentais para a produção de conhecimento, interpretam,
analisam e explicam as transformações da Terra e da Humanidade, e assim o fazem
como forma de apresentar soluções e prever as possíveis consequências futuras no
Universo, não são assim, apenas um acumular de conhecimentos, mas uma ordem
humana imposta, porque permite ter respostas convenientes às interrogações do homem
(Ferreira & Simões, 1986, p.12).
As transformações sucessivas que ocorrem no conhecimento científico e no
contexto sócio-econômico é que dão vida ou energia para a contínua mudança nos
desafios e nos problemas enfrentados pelos homens. Dessa forma, as ciências procuram
analisar e explicar esses problemas, como se tinha referido antes, como forma de propor
soluções e prever as possíveis respostas às futuras perguntas, o conhecimento científico
está sempre aceitando os desafios e lutando para superar as questões relevantes para as
sociedades. Esta forma de apresentar as ciências é comum para todas.

Neste momento, centrar-nos-emos no pensamento geográfico. Não será
responsabilidade ou papel, desta pesquisa, retraçar a evolução histórica desta ciência
nem analisar as obras e as contribuições dos grandes mestres, os percussores deste
saber.
O nosso objetivo é oferecer um quadro geral sobre as principais perspectivas que
foram predominantes, no decurso temporal, no comando e na orientação das pesquisas
realizadas em Moçambique (como já tínhamos indicado), assim como apresentar as
finalidades das propostas (quais propostas?) para a Geografia. Todavia, não se poderá
compreender esse debate atual se não abordarmos as características da Geografia
predominante no passado, se não tivermos uma visão mais abrangente do seu
desenvolvimento no tempo vendo, assim, as correntes, abordagens e pressupostos da
Geografia, com a finalidade de esclarecer e caracterizar as diversas perspectivas nos
estudos geográficos. As formas de explicar ou responder os vários problemas na
Geografia tem relação direta com as correntes do pensamento geográfico.
Segundo Moreira (2006) cada fase ela qual a Geografia passou, mostra com
clara evidência uma tendência na forma de produzir os conhecimentos geográficos,
indicar, esclarecer e caracterizar os espaços geográficos a partir dos diversos
paradigmas atuantes nos estudos geográficos. É importante lembrar que nem sempre a
Geografia estudou o espaço ou teve a espaço como objeto de estudo. A Geografia, na
primeira fase, visou descrever da paisagem.
O geógrafo arrola seus componentes numa lista extensa, compara
cada elemento por meio de semelhanças e diferenças, até chegar à
formação de grupos de identidade. Então, faz a inventariação da
paisagem, descriminando-a a partir do relato dos aspectos essenciais
de cada um dos planos de classificação. É a fase em que o geógrafo
não

procura

dar

explicações aos

(MOREIRA, 2006, p. 120)

fenômenos que

descreve.

A segunda fase centrou-se na definição da Geografia como ciência que estuda a
relação do homem com o meio e, por fim, na terceira fase, esta ciência estuda a
organização da sociedade pelo espaço (MOREIRA, 2006, p. 121).
São muitos os questionamentos da e na humanidade que buscam responder
fazendo ou desenvolvendo estudos sobre o espaço geográfico.
É de conhecimento de todos que, na Geografia, o objeto de estudo são os
fenômenos que existem na superfície da Terra. Ora, nesta ciência, não nos preocupa
estudar os fenômenos em si, mas sim a sua expressão geográfica (o padrão da sua
distribuição no espaço, por exemplo) (Ferreira & Simões (1986).
A Geografia sempre foi centro de debates no tocante ao seu enquadramento
como ciência. Atualmente, este debate continua frequente e forte entre os geógrafos e se
baseia, entre outras causas, na pluralidade e nos diferentes domínios da Geografia.
Vários são os questionamentos feitos nessa área do conhecimento desde que ela se
tornou ciência, motivados pelo fato de que muitos tentam responder a seguinte
pergunta: a Geografia deve ser incluída na área das ciências naturais ou ciências
humanas?
Não existe uma resposta definida ou definitiva para esta pergunta, mas são
todos, os geógrafos, unânimes que seja a Geografia da área das ciências naturais ou das
ciências humanas, ela vai ter como objeto de estudos as diferenciações atinentes ao
espaço geográfico.
Para tal, é necessário ter clara a metodologia a usar nesta ciência, "metodologia
sendo a lógica de processo" (FERREIRA E SIMÕES, 1986, p.108).
A identificação de metodologia é importante para suprir fragilidades dessa
ciência: ter a descrição das características do objeto como insuficiente; a elaboração da
classificação e da descrição dos fenômenos não são suficientes para as explicações
exigidas pelo estatuto da ciência; a necessidade de se explicar a distribuição dos
fenômenos no mundo ao longo do tempo etc. É tendo como centro essas questões de

abrangência, metodologia e método que nos propomos a estudar a história da Geografia
e a evolução do pensamento geográfico em Moçambique. A história da Geografia
justifica-se por ser fundamental o arrolamento de pessoas que se debruçaram na busca
da explicação dos fenômenos geográficos. A evolução do pensamento justifica-se
porque precisamos fazer uma análise epistemológica do conhecimento produzido por
geógrafos e cientistas afins. Em Moçambique, para muitos autores a Geografia, vista
como ciência, estuda as relações entre o processo histórico que regula a formação das
sociedades humanas e o funcionamento da natureza, por meio da leitura do espaço
geográfico, seu objeto de estudo.
Em outras palavras, os estudos geográficos centram-se na análise do espaço
geográfico sendo, este, historicamente produzido pelo homem enquanto demonstração
da organização econômica e social da sociedade.
O objetivo da Geografia como ciência, neste caso, é explicar e compreender as
relações entre a sociedade e a natureza na sua segunda fase (a fase da produção da
segunda natureza), abrindo espaço para percebermos a produção do espaço. Enfim, é
preciso estudar como ocorre a apropriação da natureza pela sociedade, como se dá o
processo de produção e/ou reprodução do espaço etc. É espinhoso falar da evolução da
Geografia nos últimos anos, principalmente quando fala-se das suas tendências que teve
nestes tempos. Esta percepção é assim apresentada por causa da rapidez que esta ciência
viveu, o que levou a bastantes e fundamentais mudanças em pouco tempo, até mesmo
pelo fato dela viver uma grande crise.
Segundo Araújo e Raimundo (2002), muitos geógrafos, a partir anos 1960,
questionam-se acerca da validade dos números vistos apenas como simples
instrumentos da definição de modelos matemáticos, sem atender ao que eles podem
significar dum ponto de vista de análise social e de acordo com realidades
socioespaciais diferenciadas.
Neste período, foi possível observar várias transformações, estas abriram e
continuam á abrir, às ciências humanas, que por causa dessas transformações passam a
ser chamadas ciências sociais, novos campos de trabalho.

Esta década é, também, conhecida como a era da grande insatisfação dos
cientistas sociais, porque o neopositivismo não lhe consegue fornecer os mecanismos
mais adequados para a análise dos problemas que afetam a sociedade.
Essa insatisfação levou a procura de novas formas de abordar os problemas,
resultando daí o florescimento de novas correntes de pensamento, como a
fenomenologia e o existencialismo. Dessa procura surge um pouco em todo lado, os
movimentos críticos ou racionais (ARAÚJO E RAIMUNDO, 2002, p. 86).
Durante os anos 1960, as novas correntes filosóficas atingem o auge e muitos
cientistas recusam-se, definitivamente, a aceitar a explicação cientifica apoiada em
moldes matemáticos. Depois desse período, o desenvolvimento ou percurso desta
ciência foi acompanhado pelo desenvolvimento da tecnologia, o neopositivismo com
face mais humanizada, assim como do domínio das novas tecnologias, abrindo-se
campo para que pudessem surgir novas correntes filosóficas.
Esse cenário de mudança vai determinar e influenciar muito a Geografia como
ciência em Moçambique, como lembramos ela inicia em 1969, desenvolvida e
protagonizada por portugueses exatamente no final da colonização dos portugueses em
Moçambique. São vários os assuntos e detalhes que devemos nos atender para conseguir
contar a GeoHistoria de Moçambique.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Seria espantoso e até certo ponto fantástico, se neste primeiro texto já
apresentasse considerações finais deste estudo recente, ora é importante para lembrar
que me propôs nele: iniciar um estudo sobre Geografia de Moçambique, fazendo uma
pesquisa qualitativa que no final me dará a GeoHistoria de Moçambique.
Assim sendo, alguns caminhos de pesquisa são já claros por mim, e devem ser
seguidos para conseguir chegar ao objeto delimitado, são eles:
1. Existe uma relação forte entre a Geografia de Moçambique e de Portugal, daí
que é importante fazer um retorno para Portugal e perceber entrevistando

alguns Geógrafos portugueses, como é o caso da Profera. Maria Celeste
Coelho (Universidade de Aveiro) uma das Professoras que iniciou formando
Geógrafos em Moçambique em 1969.
2. Nesse período 1969 é importante pensar que Escola da Geografia
influenciou, a Portugal e por sua vem a Moçambique no momento de fazer
Geografia, sem deixar de fora o fator político-historico desses dois países.
3. Nesta pesquisa o foco será pata a Geografia como disciplina sistematizada e
com um objeto de estudo definido, ora a Geografia transpassa esses limites e
em Moçambique vamos lançar um espaço para debater as várias geografias.
Com estes pontos, espero conseguir avançar e contribuir com resultados que
respondam a questionamentos da GeoHistoria e Espistemologia da Geografia de
Moçambique.
Pesquisar nesta área é estudar para além do método outros elementos, que são a
doutrina, a teoria, as leis, os conceitos e as categorias (SPOSITO, 2004, p. 55).
O fundamental, nesta pesquisa, é que, durante os quatro anos em que ela vai ser
desenvolvida,terão que possibilitar o diálogo sobre métodos, teorias, temas de
investigação, entre estudiosos, professores de Geografia e comunidades científicas de
outras áreas em Moçambique, principalmente na UEM, abrindo espaço para que este
debate seja constante.
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SEABRA, Giovanni F. Fundamentos e perspectiva da geografia. 4. ed. João Pessoa ­
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SPOSITO, Eliseu S. Geografia e filosofia: contribuição para o ensino do pensamento
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