GEOGRAFIA, HISTÓRIA
E CONHECIMENTOS
GERAIS SOBRE
GOIÁS E GOIÂNIA

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Agropecuária e Pecuária
A indústria goiana é responsável por 27% do PIB regional, esse
setor da economia vem se diversificando constantemente. A cidade
de Goiânia, capital do estado, abriga boa parte dos complexos industriais. Outras cidades que se destacam são: Aparecida de Goiânia,
Anápolis, Catalão, Rio Verde e Itumbiara. O Distrito Agroindustrial
de Anápolis (DAIA) possui o maior polo farmoquímico da América
Latina, abrigando também, indústrias alimentícias, automobilísticas,
têxteis, além de possuir o único porto seco brasileiro.
Goiás também possui reservas minerais. Entre essas, destacam-se os municípios de Minaçu (extração de amianto), Niquelândia e Barro Alto (níquel), além de Catalão (fosfato).

GOIÁS NA CONTEMPORANEIDADE:
SAÚDE PÚBLICA, EDUCAÇÃO,
SEGURANÇA E TRANSPORTE.
Situação Politíca
Goiás desenvolve programas específicos à indústria como o
Produzir e o Funmineral, que além de incentivar a implantação,
expansão ou revitalização de negócios, acreditam no potencial de
desenvolvimento tecnológico sequente às cadeias por eles servidos. O Estado trabalha também em parcerias com o governo federal para aplicar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, gerando impactos dinâmicos na diversificação
e modernização da estrutura produtiva. Mais ainda, desenvolve
projetos de cooperação internacional para estimular a instalação de
novos empreendimentos no Estado, ao passo que promove os produtos goianos na pauta de exportação brasileira para outros países.

Indústria
O turismo é outra atividade de fundamental importância para
a economia goiana. As cidades de Caldas Novas e Rio Quente,
principais estâncias hidrotermais do país, atraem milhares de visitantes. O turismo histórico é cultuado na Cidade de Goiás (Goiás
Velho), Corumbá e Pirenópolis. Na região da Chapada dos Veadeiros e do Rio Araguaia, o turismo ecológico é proporcionado.

Périodo "Marconismo"
O período que chamamos de "Marconismo" é caracterizado por
um absoluto personalismo do poder estatal, uma agressiva política
de comunicação e um projeto político focado nos programas assistências de renda direta. O "Marconismo" tem a seu favor uma estrutura que independe do sufrágio eleitoral, que consiste nas estrutura
de regulação do poder, que hoje, são praticamente dominadas pelos
idealistas do "Marconismo" ou seja, TCM e TCE, além do TJG.
Mesmo fora do poder, o "Marconismo" possui nestes órgãos
pessoas ligadas diretamente ao atual Governador. A maior prova
deste poder antigoverno ocorreu entre 2006 e 2010: Período em
que o "Marconismo" não estava à frente do executivo Estadual
mas, de certa forma, era capaz de "dar as cartas" nos bastidores.
Por outro lado, o poder, com seu caráter efêmero, também é
meio padrasto, se quisermos lembrar bem o "Irismo" que era amparado por estruturas parecidas. De certa forma o "Marconismo"
transferiu parte de seu poder de influência para dentro dos órgãos de
regulamentação pública e justiça, e isso faz diferença porque se continuar se desgastando, não de forma administrativa, mas se colorindo de Governo Corrupto, pode ser que, por medo ou por bom senso,
o "Marconismo" se enfraqueça também fora da Esfera Estatal.
Para que ocorra o sustentável desenvolvimento econômico e
social, é preciso bastante vontade política em promover políticas
que viabilizem o constante progresso do processo produtivo agropecuário, industrial, comercial e de serviços no Estado.

Energia, Saúde e Saneamento em Goiás:
O Estado de Goiás possui atualmente 93 empreendimentos
geradores de energia elétrica, que, somados, geram 10.457 MW de
potência. Desse total, 83,8% são gerados por usinas hidrelétricas,
12,7% por usina termelétrica, 3,5% pelas PCHs e 0,04% pelas CGH.
Estão em construção outros 5 novos empreendimentos de geração
de energia com potência total de 708 kW e mais 18 com sua outorga
assinada. As condições topo-hidrológicas do Estado de Goiás são
extremamente favoráveis à implantação de usinas hidrelétricas.
Outro fator substancial para o desenvolvimento é a saúde que
em pleno século XXI, na era de doenças como depressão, estresse
e outras do gênero, pessoas ainda morrem com dengue, tuberculose, doença de chagas, desinteria (crianças). Devido a problemas de
higiene e saneamento, desde o século XIX, esses malefícios deveriam ter desaparecido, mas refletem o baixo índice de saneamento
básico disponível para a população, que em diversos casos não tem
acesso à rede de esgoto, questão básica de saneamento.
Infraestrutura- Rodoviária e Ferrovias
A malha rodoviária goiana é composta de 25 mil km de rodovias dos quais, 53,2% são pavimentados. As principais rodovias
federais do Estado são a BR-153 que atravessa toda sua extensão
ligando o norte ao sul do País, a BR-060, que liga Goiânia a Brasília e ao sudoeste goiano e a BR-050, que liga o Distrito Federal
ao sul do Brasil.
Goiás também dispõe de 685 km da Ferrovia Centro-Atlântica que atende a região do sudeste do Estado e o Distrito Federal.
A Ferrovia Norte-Sul, em construção, com o papel fundamental
de mudar o perfil econômico do Brasil Central, terá em território
goiano 1.200 km, onde atravessará as regiões norte, central e o
pujante sudoeste do Estado de Goiás.

Situação Socio-Econômica
A agropecuária goiana tem grande importância no cenário
econômico nacional, Quase metade do território goiano é formada
por latifúndios rurais, ou seja, propriedades com mais de mil hectares, uma vez também que sua produção de carnes e grãos impulsiona a exportação estadual. Goiás é um dos maiores produtores de
tomate, milho e soja do Brasil. Responsável por 33% da produção
nacional de sorgo, Goiás é o principal produtor desse grão no país.
Outros cultivos importantes são: algodão, cana-de-açúcar, café, arroz, feijão, trigo e alho.
A pecuária, por sua vez, está em constante expansão. O estado
possui, atualmente, o terceiro maior rebanho bovino do país. O
aspecto negativo com relação à agropecuária é que ela é a principal
atividade responsável pela destruição do bioma Cerrado, visto que
desencadeia constantes desmatamentos e degradação do solo.
Didatismo e Conhecimento

Educação
A educação é um dos fatores determinantes para o processo de
desenvolvimento de qualquer região. Em Goiás isso não é diferente. A presença de números expressivos nas diversas fases do ensino
reforçam a preocupação do governo quanto ao desenvolvimento
local, mas não garante que este processo de bem-estar e de capacitação esteja acontecendo.
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denomina de memória histórica, a qual, segundo ele, constitui-se
a partir de um processo de negociação entre os atores sociais. A
memória histórica funda-se nas representações coletivas. O autor
destaca que a história pode apresentar-se como a memória universal do gênero humano. Mas não existe memória universal. Toda a
memória coletiva tem por suporte um grupo limitado no espaço e
no tempo. Não se pode concentrar num único quadro a totalidade
dos acontecimentos passados senão na condição de desligá-los da
memória dos grupos que deles guardavam a lembrança, romper as
amarras pelas quais participavam da vida psicológica dos meios
sociais onde aconteceram, de não manter deles senão o esquema
cronológico e espacial. Não se trata mais de revivê-los em sua
realidade, porém de recolocá-los dentro dos quadros nos quais a
história dispõe os acontecimentos, quadros que permanecem exteriores aos grupos, em si mesmos, e defini-los, confrontando-os uns
aos outros. (HALBWACHS, 1990, p. 86)
A história em seu processo de constituição recorre à memória,
e é preciso recorrer à abstração para apreender essas relações que
se instituem entre história e memória. A memória é sempre referente a um grupo, e a história, por seu turno, estabelece-se a partir
de um quadro histórico.
Refletindo acerca da escrita historiográfica Ricoeur (2007)
problematiza a historiografia como um jogo de interpretações. Ao
mesmo tempo em que o autor indica a escrita como antídoto para
a história aponta que a mesma pode ser percebida como veneno,
pois a escrita é uma memória artificial e se configura como uma
tradução da memória do vivido. "Ora, é à memória verdadeira, à
memória autêntica, que a invenção da escrita e de todas as drogas
aparentadas é oposta como uma ameaça". (RICOEUR, 2007, p.
151). Nesse sentido, a transformação da memória em escrita ao
invés de remédio pode ser veneno, pois pode provocar o esquecimento do passado ou a dúvida sobre a verdade histórica.
Partindo desse princípio, a história pode atestar possibilidades
de verdade em relação ao acontecimento histórico. O autor contrapõe os escritos narrativistas ao discurso historiográfico. De certa
forma, essa valorização da narrativa relaciona-se ao processo de
valorização da memória.
[...] a interpretação depende, antes, da reflexão segunda sobre
o curso total dessa operação; ela reúne todas as fases, enfatizando assim, simultaneamente, a impossibilidade da reflexão total do
conhecimento histórico sobre si mesmo e a validade do projeto de
verdade da história nos limites de seu espaço de validação. (RICOEUR, 2007, p. 347).
Embora a memória possa ser considerada como algo institucionalizado, um corpo estruturado de acontecimentos, ela é
apreendida também como interpretativa. Para Mastogregori (2006,
p. 68), por exemplo, a historiografia é "uma das expressões da tradição de lembranças". O autor sugere que as análises destinadas
aos estudos historiográficos tomem um campo histórico mais amplo e englobem o que ele conceitua como uma produção fundamentada na "tradição das lembranças, nas "ações da memória e do
esquecimento, de conservação e de destruição" (p. 68), ou seja, o
modo pelo qual as lembranças são transmitidas ou perdidas. Essa
tradição das lembranças vincula-se à relação existente entre a sociedade e seu passado. Relação esta que "resolve-se com eventos
que modificam a experiência do passado de um grupo social, que
transmitem ou destroem seu valor, seus conteúdos ou sua simples
expressão literal, mais ou menos deliberadamente" (p. 69).

Goiás apresenta, no aspecto quantitativo de ensino, índices
avançados de educação o que colabora para o seu processo de desenvolvimento econômico e social. No entanto, quanto à qualidade
do ensino oferecido ainda o caminho é longo a ser percorrido, não
obstante a todos avanços conseguidos.1
Memória e história da educação em Goiás
Esse é um exercício breve de reflexão e aproximação da história da educação em Goiás, de certa forma, um exercício historiográfico de apreensão da memória histórica da educação em Goiás
a partir da leitura de textos sobre educação produzidos, em sua
maioria, sobre a época dos anos 1930 e 1940.
Importa para esse trabalho, confrontar a historiografia e as
fontes utilizadas, quais sejam artigos de periódicos e regulamentos da instrução pública. Objetivando inicialmente uma discussão
teórica sobre a relação entre memória e história e passando em seqüência a um mapeamento da historiografia da educação em Goiás
relativa ao período indicado.
A dificuldade de tratar a questão da memória reside no fato
de que tal discussão engendra a necessidade de deslocamento no
tempo, por sua vez, o tempo histórico carrega uma dimensão de
sentido, não equivalendo ao tempo da memória, que é captado na
externalidade do vivido. Certeau (2002), Lacerda (1994), Halbwachs (1990), Ricoeur (2007), Mastrogregori (2006), entre outros,
são referências importantes para se pensar essa relação entre história e memória.
Inicialmente é preciso partir do suposto que memória e história são formas distintas de representação do passado. Para Certeau
(2002) a operação histórica relaciona-se à combinação do lugar
social, de práticas científicas e de uma escrita. Segundo o autor,
fazer história é uma prática, e a operação de apreensão de um objeto e sua inserção no tempo é o que ele denomina de ato historiográfico. Para Certeau, esse processo de inserção de um objeto no
tempo demanda comparação com objetos anteriores e posteriores.
Na história, o objeto histórico sobre o qual o pesquisador debruçase é a fonte. Importa dizer que, segundo a perspectiva de história
engendrada pelo autor, o objeto é sempre um construto a partir do
qual a operação historiográfica se realiza historicizando o presente.
Lacerda (1994) em suas análises sobre história, narrativa e imaginação histórica realiza uma discussão da polaridade existente entre história narrativa e história científica. Lacerda toma em análise
os trabalhos de Braudel, que identifica o relato factual a uma encenação, conferindo ao discurso historiográfico elementos alegóricos.
Halbwachs (1990) por sua vez contribui para essa discussão
apresentando a problemática da construção das memórias coletivas. Para ele é importante ressaltar que a memória é prisioneira de
um quadro histórico, e que as memórias individuais só são possíveis por estabelecerem relações com os acontecimentos históricos.
Partindo desse suposto, a história não é um referencial de alteridade em relação à memória; pois, a história é uma escrita que se
apresenta roteirizada, e cujos acontecimentos são apreendidos, no
tempo e no contexto social, pelos grupos.
Segundo Halbwachs (1990, p. 81), seguramente, "um dos objetivos da história pode ser, exatamente, lançar uma ponte entre o
passado e o presente, e restabelecer, essa continuidade interrompida". Os quadros de referencialidade histórica são o que Halbwachs
1 Fonte: www.prezi.com ­ Por Ingrid Mylena

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A história de Goiás foi construída a partir de representações
pautadas na perspectiva da decadência, do atraso e do isolamento.
Até a Primeira República, o interior do Brasil, no qual Goiás
situa-se, era representado pelo imaginário social como lugar distante, de difícil acesso, com poucas condições para o desenvolvimento de uma vida civilizada. Uma constatação pertinente acerca
da história de Goiás é que a mesma foi construída a partir de uma
compreensão centrada na decadência, no atraso e no isolamento,
tendência inaugurada por Silva e Souza (1978). Essa noção de
decadência é representada pela historiografia como sinonímia da
situação econômica e dos índices de extração aurífera.
A questão da construção da decadência é tratada por Chaul
(2002), que toma como objeto "as representações expressas nas
imagens e análises tecidas em torno de Goiás" (p. 21). O historiador destaca que a decadência transfigurou-se em um conceito que se tornou explicativo da realidade econômica e social de
Goiás no período pós-mineratório. Chaul procura evidenciar que
essa concepção foi fruto do olhar dos viajantes europeus que ao
observarem Goiás, durante o período de esgotamento do ciclo do
ouro, vislumbravam o lugar a partir de suas matrizes européias de
compreensão da realidade. Acerca do trabalho de Chaul é interessante destacar que:na sociedade goiana do pós-mineração, houve
o esgotamento de uma forma de produção e a sua substituição por
outras atividades econômicas sem que isto tenha implicado em decadência propriamente dita; tentamos mostrar, também, que essa
transformação provocou mudanças na sociedade, com os deslocamentos de grupos sociais ligados às antigas e às novas atividades
econômicas. Nesse contexto, sedimentou-se um universo cultural
próprio do homem do sertão, do roceiro, do camponês e do índio,
distante dos padrões europeus e difícil de ser compreendido pelos
viajantes do Velho Mundo. (CHAUL, 2002, p. 24).
Seu trabalho pode ser considerado inovador na medida em
que rompe com uma compreensão negativa atribuída a Goiás pela
historiografia, que, segundo ele reproduz a representação da decadência, porém, o autor, em suas análises não confronta a produção historiográfica com fontes documentais, construindo sua tese
muito mais a partir das interpretações historiográficas do que pela
pesquisa documental.
Importa apreender a maneira pela qual o campo educacional
em Goiás realizou a gestão dos acontecimentos referentes a essa
relação presente e passado, por meio do registro escrito dos eventos relativos às políticas e práticas educacionais concernentes à
primeira metade do século XX no Estado de Goiás.

O trabalho de Brzezinski (1987) abrange o mesmo período
estudado por Bretas (1991), recortando, porém, a história da formação de professores das séries iniciais no Estado de Goiás. Por
sua vez, Canezin e Loureiro (1994) investigam a constituição histórica da Escola Normal em Goiás desde suas origens, no final do
império, até a década de 1970.
Nepomuceno (1994, 2003) contribui para a construção dessa
historiografia com a publicação de dois trabalhos A ilusão Pedagógica (1930-1945): estado, sociedade e educação em Goiás (1994)
e O papel político-educativo de A Informação Goiana na construção da nacionalidade (1993). Ambos esforçam-se em apreender
os entrelaçamentos existentes entre o projeto político de desenvolvimento econômico e social do Estado de Goiás e as propostas
educacionais implementadas nas primeiras décadas do século XX.
A priori é possível inferir que as mudanças em curso ao longo da
primeira metade do século XX no Estado de Goiás, tais como a substituição de uma economia mineradora por uma de base agropastoril,
implantação da estrada de ferro, a transferência da capital, a Marcha
para Oeste, e o incentivo governamental à ocupação das terras do
Centro-Oeste contribuíram para uma transformação no que concerne
às políticas voltadas à instrução pública no Estado de Goiás.
Os currículos propostos e proposição de métodos de ensino
presentes na legislação educacional vigente no período em Goiás
demonstram uma tentativa, ao menos no plano discursivo, de superação da escola tradicional.
Nas primeiras décadas do século XX, no que tange à educação, o sistema educacional no referido estado era bastante incipiente, havia obrigatoriedade de escolarização para as crianças
com idades de 7 a 14 anos, que deveriam frequentar escolas públicas ou particulares, ou ainda, serem instruídas em casa por suas famílias. Segundo Silva (1975), o provimento do ensino em família,
figura na história da educação em Goiás como uma modalidade de
instrução elementar que prevalece nas duas primeiras décadas do
século XX, configurando-se como uma "verdadeira instituição" (p.
50). A autora registra que essa modalidade tornou-se uma característica do ensino nas zonas rurais em Goiás, nas quais o professor,
designado como mestre-escola, recebia uma mensalidade referente
ao ensino ministrado a cada aluno.
Nos documentos pesquisados até o presente momento não foi
possível constatar a ocorrência nas décadas iniciais do século XX
de preocupações por parte do poder público referentes à educação
de crianças residentes no meio rural, embora se possa supor que
grande parte da população de Goiás residisse no campo e não fosse
alfabetizada, visto que, segundo Paiva (2003), em Goiás, cerca de
98% da população do Estado era analfabeta com base nos dados
do Censo de 1920.
Sobre os anos iniciais do século XX em Goiás, Silva (1975)
destaca que o desenvolvimento de um sistema de ensino público
era dificultado por fatores como: baixa remuneração dos professores, evasão escolar, isolamento da capital de Goiás em relação aos
grandes centros e aos povoados do interior do Estado, desqualificação docente, desorganização didático-administrativa e minguados recursos a serem destinados à instrução pelos cofres públicos,
fatores que levavam inúmeras vezes à supressão de escolas. De
acordo com Silva (1975, p. 47)
Nada parecia favorecer ao desenvolvimento e aperfeiçoamento do ensino vigente, nem mesmo as sucessivas reformas que
amiúde ocorriam. Inúmeras foram as administrações que se empenharam em elaborar um regulamento da instrução ou modificar o

História e historiografia da educação em Goiás
O campo da historiografia da educação no Brasil conta, segundo Saviani (2007), com pouco mais de meio século de existência.
Em Goiás, essa produção é constituída de poucos trabalhos de referência, dentre os quais é possível destacar Silva (1975), Bretas
(1991), Brzezinski (1987), Canesin e Loureiro (1994) e Nepomuceno (1994, 2003).
O trabalho de Silva (1975), Tradição e Renovação Educacional em Goiás, foi pioneiro na apreensão da educação goiana sob
o olhar da história, propondo-se a investigar a forma pela qual a
escola elementar desenvolveu-se em Goiás, e que circunstâncias
contribuíram para isso.
O trabalho de Bretas (1991) intitulado História da Instrução
Pública em Goiás abarca quase dois séculos de história, que vão
de 1787 ao final da década de 1960, descrevendo a educação em
Goiás nos períodos colonial, imperial e republicano.
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existente. Medidas louváveis houve, como a criação do Lycêo, do
Seminário Episcopal e a abertura de uma Escola Normal. Foram
empreendimentos pioneiros de especial significado, lançando sementes das quais germinariam muitos dos benefícios futuros. Na
realidade, porém, o ensino somente sofreria um impulso considerável após as duas primeiras décadas do século XX, quando a melhoria das vias de comunicação permitiria que, paulatinamente, se
aproximasse Goiás do resto do País (Grifado no original).
No que concerne à interferência de idéias oriundas de outros
Estados da federação referentes a métodos e processos de ensino,
pode-se dizer que Goiás contou fortemente com a influência dos
Estados de São Paulo e Minas Gerais.
O padrão das escolas paulista e mineira prevaleceu desde os
primeiros tempos, fato que encontra explicação na própria incipiência educacional de Goiás (impotente ainda para tentar o seu
modelo) e no renome que, entre nós, usufruía o ensino daqueles
Estados (SILVA, 1975, p. 238).
Em artigo publicado na Revista Informação Goiana, no ano
de 1917, Victor de Carvalho Ramos analisa a situação do sistema
de ensino em Goiás à época, evidenciando o descaso do poder público em relação aos níveis secundário e primário. A matéria dá
destaque ao papel assumido pelas instituições de ensino mantidas
pela iniciativa privada. Tal artigo tenta justificar que se Goiás se
destaca como o Estado com o maior índice de analfabetismo do
país é porque os gastos com instrução pública são insuficientes,
e que as únicas instituições mantidas pelo governo eram o curso
secundário do Liceu e o curso anexo à Escola Normal, destinado
à educação primária, subvencionando ainda o Colégio Santana.
Embora Ramos pinte um quadro caótico no que diz respeito à organização de um sistema público de instrução do Estado de Goiás,
faz referências à existência de estabelecimentos de ensino privados que cumprem, segundo ele, com êxito sua função pedagógica.
Assim é que em Goias, onde a instrução primaria ficou sob
os auspicios dos municipios, se contam numerosos estabelecimentos de ensino particular, alguns dos quais modelados pelos grupos
escolares de Minas e S. Paulo e obedecendo aos mais rigorosos
principios de moderna Pedagogia. (RAMOS, 1917, p. 47)
Nesse artigo, Ramos destaca as instituições privadas de ensino de Porto Nacional, Rio Verde, Curralinho, Formosa, Bela Vista,
Catalão, Ipameri e Pirenópolis.
Merecesse o longinquo e olvidado coração do Brasil mais um
pouco de consideração por parte do governo federal e dos nossos
representantes no Congresso, que bem podem dota-lo de vias rapidas de comunicação com os centros cultos do país, e ele ofereceria
á minha grande Patria o fruto dos braços e da inteligencia de seus
filhos, os quais, se pouco ou nada oferecem ou produzem até aqui,
é que não podem operar milagres.(1917, p. 48).
Ramos (1917) ponderava em seu texto que embora considerado esquecido e distante do restante do país, Goiás, com a colaboração da iniciativa privada no âmbito da educação, avançava de
forma bastante auspiciosa, refletindo em seus cursos a influência
de Estados como Minas Gerais e São Paulo, e contemplando em
seus currículos elementos de uma pedagogia de vanguarda.
É possível supor que essa influência apresente relação com a
hegemonia econômica e cultural do Estado de São Paulo sobre os
outros Estados. Essa é uma hipótese apontada por Saviani (2004,
p. 23), que afirma:
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Considerando-se que o estado de São Paulo detinha a hegemonia econômica, dada sua condição de principal produtor e exportador de café e, com a República, alcançou também a hegemonia política posta em prática com a `política dos governadores', a ele coube
dar a largada no processo de organização e implantação da instrução
pública, em sentido próprio, o que se empreendeu por meio de uma
reforma ampla da instrução herdada do período imperial.
A influência do pensamento paulista pode-se ser interpretada,
de certa forma, como uma tentativa de reorganização do sistema de
ensino em Goiás. Os documentos evidenciam que ao final da década de 1920, houve um acordo entre os governos de Goiás e São
Paulo, que culminou com a diligência de um grupo, de técnicos em
formação de professores, que veio ao Estado de Goiás encarregado
de assumir por um período de dez meses a administração da Escola
Normal e reformar o ensino normal e o ensino primário estaduais.
O episódio que marca a vinda desses professores ao Estado, no ano
de 1929, é conhecido como Missão Pedagógica Paulista.
Importa afirmar que a Seção Pedagógica do Correio Oficial
foi um veículo de comunicação que se destacou por ser a primeira publicação educacional de Goiás, e por se constituir como um
instrumento importante de divulgação das idéias dos educadores
paulistas no Estado. Foi um suplemento destinado a difundir o
ideário pedagógico escolanovista no Estado de Goiás decorrente
das discussões e debates suscitados pela missão pedagógica.
Em artigo publicado na Seção Pedagógica, o chefe da missão
pedagógica, Humberto de Souza Leal, expressa preocupações referentes ao que, segundo ele, constitui-se como o maior problema da
educação no país: o analfabetismo. Leal destaca que José Gumercindo Marques Otéro, Secretário do Interior, designado pelo Presidente
do Estado Alfredo Lopes de Morais para resolver assuntos referentes à instrução pública, empenhou-se de maneira árdua em resolver
a situação educacional em Goiás, realizando o governo goiano uma
ação "carinhosa" em benefício da educação popular. Dentre as ações
propostas por Otéro para a instrução em Goiás, Leal chama atenção
à vinda dos professores paulistas, os quais vieram colaborar para o
preparo dos professores do Estado. A contribuição dos professores
integrantes da Missão Pedagógica Paulista, segundo Leal, seria oferecer aos professores goianos o domínio metodológico que conduziu São Paulo à liderança da instrução nacional.
No mesmo número da Seção Pedagógica do Correio Oficial,
a professora Ophélia Sócrates do Nascimento, Diretora do Grupo
Escolar de Goiás, apresenta artigo sobre as qualidades inerentes à
função do professor, quais sejam: ter vocação, ser abnegado, ser
alegre, ser justo, ser bom e ser paciente.
A professora afirma que a grandeza de um país tem relação
com a educação de seu povo, e que essa tarefa é delegada ao professor. É possível perceber em sua fala uma responsabilização da
educação pelo desenvolvimento nacional. Ela compara a docência a uma importante missão. Segundo as metáforas utilizadas por
Ophélia Sócrates do Nascimento, quando comparada a educação
à arte da lapidação tem-se como operário o professor e como oficina a escola; quando o processo educativo é comparado a uma
missão o professor é o sacerdote e a escola passa a ser o templo.
Suas idéias seguiam uma lógica segundo a qual a instrução seria o
caminho para salvar o Brasil.
De acordo com Rodrigues (2007) essa professora foi uma forte influência nesse período para a construção de uma nova realidade educacional em Goiás:
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Muito contribuiu para a construção dessa nova realidade educacional, a professora Ofélia Sócrates do Nascimento Monteiro,
formada na Escola Normal de São Paulo e que ocupou o cargo de
diretora do Grupo Escolar da Capital. Ao assumir a direção dessa
instituição, disseminou entre as professoras primárias da capital
algumas concepções acerca de uma pedagogia moderna. Além disso, promovia reuniões com o intuito de divulgar os novos métodos
pedagógicos entre os docentes do Grupo Escolar, e foi responsável
pela realização da primeira experiência de treinamento em serviço
dos professores em Goiás. (RODRIGUES, 2007, p. 139).
Ainda em relação à interferência paulista na reorganização do
sistema de ensino dos estados brasileiros na década de 1920, Souza (2004) informa que:
A disseminação do modelo escolar paulista para outros estados brasileiros foi marcada por ambiguidades envolvendo atração,
repúdio e apropriações diversas, e deve-se não somente à hegemonia política e econômica de São Paulo em relação aos demais estados da federação, mas também, e sobretudo, à visibilidade e força
exemplar dos novos métodos de ensino e instituições de educação
pública, sintonizados com as inovações educacionais empreendidas nos países europeus e nos Estados unidos e estreitamente
associadas aos ideais de modernização da sociedade brasileira.
Educadores paulistas foram contratados por governos de vários estados para participarem do processo de reorganização da instrução
pública. Outro expediente utilizado foi o financiamento de visitas
comissionadas ao estado paulista. (SOUZA, 2004, p. 118-119).
A leitura da documentação referente à Missão Pedagógica
Paulista leva à compreensão de que em Goiás, os profissionais
paulistas reorganizaram a Escola Normal, contribuíram para a
reestruturação do sistema de ensino, propuseram a elaboração de
novos regulamentos de ensino, ministraram cursos de formação
docente e cooperaram para a produção e difusão de conhecimentos
pedagógicos e práticas de ensino assentados em uma matriz psicológica de caráter escolanovista.
É necessário ressaltar, que esses documentos foram testemunhos de um dado período histórico, produzidos sob determinadas
condições e que devem ser lidos como parte de um processo de
memorização constituído no próprio tempo dos acontecimentos,
não podendo ser apreendidos como expressão absoluta da verdade,
mas como rastros que ajudam a reconstruir o tempo histórico, ou,
dito de outra forma, colaboram para a reescrita da memória e da
história da educação em Goiás.
De certa forma, é possível dizer que a história da educação em
Goiás ainda carece do aprofundamento de estudos que tenham por
objetivo deslindar o processo constitutivo do campo da educação
neste estado, delimitar o papel desempenhado por cada ator social,
desvelar o papel do Estado e dos grupos sociais na construção de
uma memória histórica da educação em Goiás.2

A visão geral da saúde para o homem brasileiro pode nos dar
uma prévia de que ainda é necessário reavaliar os caminhos para as
verbas destinadas aos programas de saúde pública. Popularmente
e historicamente o Brasil foi caracterizado como o espaço de gente doente (Silva, 2003). Uma rápida análise pode nos mostrar o
quanto se mantém a discrepância entre a produção de riqueza e sua
distribuição, colaborando com o desenvolvimento de índices inaceitáveis de desenvolvimento humano especialmente em regiões
específicas do Brasil, a desigualdade permanece uma constante
independentemente da região.
Não há dúvidas de que a condição sanitária está distante do
ideal. No entanto é importante observar que tem se proposto uma
mentalidade diferente do estado para com a saúde da população.
Um dos elementos definidores dessa nova visão do estado para
com a saúde pública, sem dúvida, são os gastos públicos direcionados para essa pasta e toda uma legislação reguladora da ação dos
órgãos gestores em saúde.
As verbas destinadas à saúde têm como fonte o faturamento das empresas (COFINS), valores provenientes de fontes fiscais
como a CPMF e o lucro líquido. Na esfera municipal os recursos
são oriundos do tesouro e recursos transferidos da União que devem ser previstos nos fundos de saúde estatal e municipal como
receita operacional proveniente da esfera estatal ou federal e utilizada em ações prevista nos respectivos planos de saúde.
A legislação específica com relação à saúde busca implementar a proposta da Constituição Federal de 1988 que define que:
Saúde é um direito de todos, e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário
às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação
(artigo 196).
Além da Carta Magna a Lei Orgânica de Saúde (LOS) e as
Normas Operacionais Básicas (NOB) buscam viabilizar e definir
estratégias e movimentos táticos que auxiliem na implementação
e operacionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) possibilitando uma real atenção ao direito à saúde fundamentada na Constituição.
É preciso nos deter na definição de nosso objeto, para tanto
nos apoiaremos na definição de Rosen (1979;77) de que a doença é
um processo biológico, mas que depende da relação entre o corpo
e o ambiente em que este está incluso, sendo que a atividade social
e o ambiente natural são elementos mediadores e modificadores
das condições de saúde do indivíduo. O conceito da Organização
Mundial de Saúde reconhece, por exemplo, o paradoxo representado pelo fato de um indivíduo ser considerado portador de boa
saúde quando é afetado por pobreza, discriminação ou qualquer
forma de repressão.
Desta forma a discussão sobre as condições econômicas e sociais em que o organismo está inserido são elementos básicos para
a compreensão da melhoria dos níveis e condições de vida deste
mesmo organismo (como define a LOS - Lei 8080).3

Saúde
A questão da saúde pública no Brasil sempre foi considerada
um dos grandes entraves para o seu desenvolvimento econômico.
Uma séria faceta da economia da saúde para o estado é representada pelos gastos que ainda não têm surtido um resultado notório
e que desconsidera que "A doença resulta não apenas de uma contradição entre o homem e o meio natural, mas também e necessariamente de uma contradição entre o indivíduo e o meio social"
(Singer, 1988;69).
2 Fonte: www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_files/tmFbg39c.doc. ­ Por Jaqueline Veloso Portela de Araújo

Didatismo e Conhecimento

3 Fonte: www.imb.go.gov.br/pub/conj/conj4/03.htm

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Segurança Pública

ASPECTOS ÉTNICOS, GEOGRÁFICOS,
HISTÓRICOS, SOCIAIS, CULTURAIS,
ECONÔMICOS, POLÍTICOS
E ADMINISTRATIVOS
DO ESTADO DE GOIÁS E DO
MUNICÍPIO DE GOIÂNIA.

A maior parte do território goiano se caracteriza pelo relevo
suave das chapadas e chapadões, entre 300 e 900m de altitude.
Consiste de grandes superfícies aplainadas, talhadas em rochas
cristalinas e sedimentares. Cinco unidades compõem o quadro
morfológico goiano: (1) o alto planalto cristalino; (2) o planalto
cristalino do rio Araguaia-Tocantins; (3) o planalto sedimentar do
São Francisco; (4) o planalto sedimentar do Paraná; e (5) a planície
aluvial do médio Araguaia.

A Segurança Pública é tema de discussão e preocupação em
todo o Brasil, onde as mortes de civis e, sobretudo, policiais militares e policiais civis têm aumentado cada vez mais as estatísticas
de violência nos Estados. Não é necessário ir tão distante para verificar esta ocorrência, já que no Estado de Goiás esses números
crescem cada dia mais.
Os policiais, assim como os médicos e outros profissionais que
lidam diariamente com a vida, não deixam de exercer a sua profissão, mesmo estando de folga, como mostra um estudo do 7º Anuário
Brasileiro de Segurança Pública, que mostra que a morte de policiais
fora de serviço é três vezes maior do que exercendo a atividade.
De acordo com esta edição do Anuário, a taxa de PMs mortos
fora de serviço no Brasil, desde o ano de 2012, foi de 58,7 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes, contra o índice de 17,8
registrado a PMs em diligências. Já os policiais civis mortos nesta mesma situação ficou em 42,9 a cada 100 mil habitantes, mais
que o triplo do índice de 13,7 verificado com aqueles que estavam
em trabalho. Segundo o Fórum Nacional de Segurança Pública de
2013, em cinco anos (2009-2013) 1.770 policiais foram mortos.
Estes dados se tornam ainda mais palpáveis quando vistos na
realidade do Estado de Goiás. Ainda neste ano de 2015 fomos surpreendidos com diversos amigos e heróis que tiveram a suas vidas
e seus sonhos corrompidos pela violência, famílias que ficaram
sem um pai, mulheres agora viúvas, mães que perderam os seus
filhos para a criminalidade.
Esses nossos guerreiros, em busca de cumprir o seu dever e juramento, cumprem longas escalas de trabalho e se deparam muitas
vezes com bandidos muito bem armados.
É a partir disto que devemos pensar, qual é a solução para que
possamos nos sentir seguros? Muitos estão pedindo a substituição
do nosso Secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, mas
não vejo essa atitude como uma saída.
A resposta para combater toda essa violência, tanto contra a
sociedade quanto aos nossos policiais, é aumentar o efetivo. Em
1998, Goiás possuía uma população de 5.003.228 para 13 mil policiais militares e 6 mil policiais civis, em 2015 a população passou para 6.610.681 para 12.800 policiais militares e 3.100 policiais
civis. Com esses dados é notória a mudança que precisa ser feita,
novos concursos devem ser abertos para que se aumente o número
de policiais, não há como cobrar uma atitude do secretário Joaquim Mesquita, sem antes resolver a situação do efetivo policial,
esta sim é uma das demandas que o nosso Governador e o nosso
Estado precisam observar.4

Aspectos étnicos
A cultura brasileira resulta de uma síntese de influências étnico-raciais, sendo não perfeitamente homogênea, mas sim um
mosaico de diferentes vertentes culturais. Sendo assim, podemos
considerar os alcances de raízes lusitana, indígena e negra, as quais
deixaram suas marcas no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato e das festas populares. As regiões brasileiras
receberam maior ou menor "grau" dessa variedade cultural: por
exemplo, os estados da região Norte receberam fortes influências
indígenas, enquanto diversas localidades da região Nordeste tiveram suas formações culturais baseadas na dinâmica africana e,
outras, como o que ocorre no Sertão nordestino, tiveram suas constituições culturais resultantes de uma histórica mescla de características lusitanas e indígenas, com menor participação africana. No
Sul do Brasil, as influências de imigrantes italianos e alemães são
evidentes, seja na língua, culinária, música e outros aspectos. Grupos étnicos como árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para as formações culturais brasileiras, embora de
forma mais limitada.
Em Goiás não foi diferente, ou seja, as vertentes culturais
goianas resultam da história do homem no Planalto Central, desde
a chegada de seus primeiros habitantes, os indígenas, perpassando
pela colonização por portugueses e seus descendentes paulistas,
pela atuação de indígenas e africanos escravizados e pela consolidação da chamada cultura caipira.
A historiografia goiana nos conta que, após a febre pelo ouro,
a sociedade goiana passa a ser constituída por negros escravizados e forros, por decadentes exploradores de ouro, por portugueses
e seus descendentes, muitos desses enviados para exercer cargos
políticos e religiosos e, pela presença indígena, os poucos que resistiram ao extermínio do colonizador. A construção de Goiânia foi
efetivada pelas mãos de migrantes que saíram de suas cidades trazendo consigo traços culturais e identitários. Dentro do território
goiano têm-se expressões dessas culturas, grupos que se espacializam, migrantes que recriam seus costumes formando a heterogeneidade de práticas culturais.

4 Fonte: www.dm.com.br/opiniao/2016/02/seguranca-publica-em-goias.
html - Por Venúzia Alencar Chaves - 18/02/2016 às 21:30 PM

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Imaterial da Humanidade pela UNESCO em novembro de 2014.
A origem e história da capoeira é ainda assunto de debate sendo
comumente defendida a ideia de que se trata de uma expressão
cultural afro-brasileira que ritualiza movimentos de artes marciais,
jogos, dança e música. A capoeira começou a ser difundida em
Goiás por duas academias pioneiras fundadas em Goiânia: o terreiro de Capoeira Angola e a Academia de Capoeira Regional. Hoje,
a capoeira é considerada uma das manifestações culturais negras
mais populares praticadas por diferentes grupos em Goiás: os participantes formam uma roda e revezam tocando instrumentos musicais como o berimbau, cantando e fazendo a luta ritual em pares
no centro do círculo, movimentando diferentes espaços urbanos de
Goiânia e do interior.
Roda de Capoeira ­ Aparecida de Goiânia: considerada bem
cultural pelo Iphan, manifestação recebeu o título de Patrimônio
Cultural Imaterial da Humanidade, em 2014
A marcante presença da população negra desde o início da
colonização do interior brasileiro possibilitou que a cultura goiana
herdasse grande parte de seus saberes, de suas memórias e de suas
práticas. Dessa forma, as expressões culturais negras tais como o
samba, as congadas, a capoeira, além das práticas religiosas de matriz africana, assumiram posições de destaque na composição cultural goiana. A respeito dessas manifestações culturais em Goiás é
que falaremos a seguir.
O samba se consolida no Rio de Janeiro nas primeiras décadas
do século XX. Sua origem é fortemente relacionada com o espaço,
com o corpo e com a dança acompanhada de pequenas frases melódicas. Essa manifestação cultural dos negros era, originalmente,
reconhecida como suburbana, marginalizada e até perseguida pela
elite ocupante do núcleo central carioca. Em 1935, as escolas de
samba foram legalizadas e oficializadas para os desfiles de rua. Em
Goiânia, o processo migratório foi fundamental para a existência
do samba/carnaval, pois trouxe o carnaval de rua que é recriado
principalmente por migrantes do Rio de Janeiro e Minas Gerais
e por goianienses que com eles tiveram contato. Apesar de haver
certa negação do carnaval como cultura e tradição de Goiânia por
parte de segmentos da cidade, ele é real e forte dentre os goianienses que se identificam com as práticas carnavalescas.
Já a congada é um ato de manifestação cultural surgida no
Brasil a partir da recriação de elementos portugueses e africanos
do catolicismo negro aos moldes de cada região brasileira. As festas de devoção a Nossa Senhora do Rosário, incluindo a reverência
a São Benedito e Santa Efigênia, realizadas por Reinados e Irmandades Negras e acompanhadas por Congadas (também denominadas de Congados, Reis Congos ou somente Congos) constituem
uma expressão cultural conhecida no Centro Oeste, no Sudeste e
estados do Nordeste brasileiro.
Os congadeiros rememoram e recriam os significados desta
expressão cultural que é composta por pessoas negras, brancas e
de outros pertencimentos étnico-raciais. Em Goiás, as congadas
ocorrem na cidade de Catalão, Goiandira, Pires do Rio, Goiânia,
dentre outras. Segundo o mapeamento elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, as congadas acontecem
nas Vilas João Vaz, Santa Helena e Abajá, no Residencial Itamaracá e no Setor Campinas.
A Roda de Capoeira, por sua vez, foi registrada como bem
cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN) no ano de 2008 e recebeu o título de Patrimônio Cultural
Didatismo e Conhecimento

Congada de Catalão: manifestação cultural surgiu no Brasil a
partir da recriação de elementos portugueses e africanos do catolicismo negro aos moldes de cada região brasileira
As práticas religiosas de matriz africana também estão presentes em diferentes localidades de Goiás. Segundo a indicação de
alguns pesquisadores, no Brasil ocorreu um movimento de reinterpretação das práticas africanas, ou seja, como as práticas religiosas
de matriz africana foram sendo marginalizadas, para que se mantivessem, passaram por um processo de ressignificação. Nesse sentido, na cidade de Goiânia, o candomblé, por exemplo, foi formado
em meio a um clima de "medo da macumba", o qual pode ser observado na imprensa religiosa goianiense das primeiras décadas do
século XX. Assim, elementos do candomblé já se faziam presentes
desde o final da década de 1940 quando a umbanda chegou à capital. Conforme apontam as pesquisas, o conhecido João de Abuque,
negro, migrante nordestino e de poucos recursos financeiros, foi o
responsável por fundar o primeiro terreiro de candomblé goianiense. Os terreiros de candomblé que existem atualmente em Goiânia
são chefiados, em sua grande maioria, por filhos e filhas ou netos e
netas e santo do pai João de Abuque.
Diante de tais manifestações culturais existentes pelo Brasil e,
especificamente, em Goiás, podemos considerar que a identidade
negra está arraigada à história de seus antepassados [pela memória
coletiva], a exemplo das contínuas referências à Zumbi do quilombo dos Palmares, especialmente ao longo do mês de novembro
(considerado o mês pela consciência negra). A identidade negra
brasileira se forma pela ciência da posição de subalternidade de
grande parte dos negros brasileiros, mas admite a valorização de
sua raça, em seus mais diversos aspectos, evidencia a sua atuação
social e política junto ao (re)direcionamento de políticas públicas
e considera o legado dos povos negros para a cultura brasileira e,
especificamente, a goiana.5
5 Fonte: www.jornalopcao.com.br ­ Por Fernando Bueno Oliveira

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O alto planalto cristalino situa-se na porção leste de Goiás
Com mais de mil metros de altitude em alguns pontos, forma
o divisor de águas entre as bacias do Paranaíba e do Tocantins. É a
mais elevada unidade de relevo de toda a região Centro-Oeste. O
planalto cristalino do Araguaia-Tocantins ocupa o norte do estado.
Tem altitudes mais reduzidas, em geral de 300 a 600m. O planalto sedimentar do São Francisco, representada pela serra Geral de
Goiás (no passado dito "Espigão Mestre"), vasto chapadão arenítico, caracteriza a região nordeste do estado, na região limítrofe com
a Bahia. O planalto sedimentar do Paraná, extremo sudoeste do
estado, é constituído por camadas sedimentares e basálticas ligeiramente inclinadas, de que resulta um relevo de grandes planuras
escalonadas. A planície aluvial do médio Araguaia, na região limítrofe de Goiás e Mato Grosso, tem o caráter de ampla planície de
inundação, sujeita a deposição periódica de aluviões.

de Goiás e outras, como o angico, a aroeira e a sucupira-vermelha. Nas áreas dominadas pelo cerrado ocorrem as espécies típicas:
lixeira, lobeira, pau-terra, pequi, pau-de-colher-de-vaqueiro, paude-santo, barbatimão, quineira-branca e mangabeira.
A fauna de Goiás tem diversas espécies ameaçadas de extinção, quer pela ação predatória dos caçadores, quer pelas queimadas
e pelo envenenamento do solo com agrotóxicos. Estão entre elas
o lobo-guará, o cachorro-do-mato-vinagre, o tamanduá-bandeira,
o veado-campeiro, o tatu-canastra, a ariranha e o cervo. Outras
espécies são a paca, a anta, o tatu-peludo, o tatu-galinha, o tamanduá-mirim, a lontra, o cachorro-do-mato, a raposa-do-campo, a capivara, a onça, a suçuarana, a onça-pintada, o bugio, a jaguatirica e
diversos tipos de serpentes, como a sucuri e a jibóia. Também entre
as aves há espécies em extinção, como o tucano-rei, o urubu-rei e
a arara-canindé. Há ainda várias espécies de tucanos e araras, além
de perdizes, emas, codornas, patos-selvagens, pombas-de-bando,
pombas-trocazes, jaós, mutuns e siriemas.

Clima
Dois tipos climáticos caracterizam o estado de Goiás: o tropical, com verões chuvosos e invernos secos; e o tropical de altitude. O primeiro domina a maior parte do estado. As temperaturas
médias anuais variam entre 23o C, ao norte, e 20o C, ao sul. Os
totais pluviométricos oscilam entre 1.800mm, a oeste, e 1.500mm,
a leste, com forte contraste entre os meses de inverno, secos, e os
de verão, chuvosos.
O clima tropical de altitude aparece apenas na região do alto
planalto cristalino (área de Anápolis, Goiânia e Distrito Federal),
onde, por efeito da maior altitude, se registram temperaturas em
geral mais baixas, embora o regime pluvial conserve a mesma
oposição entre as estações chuvosa de verão e seca de inverno.

População
A região Centro-Oeste caracteriza-se pela baixa concentração
demográfica. No entanto, a partir da implantação de Brasília e da
descoberta dos cerrados como nova fronteira econômica, em etapas diferentes, dirigiram-se para Goiás grandes fluxos de migrantes, sobretudo das cidades muito populosas ou das regiões mais
pobres do país, em busca de ocupação ou de novas opções de vida.
A ocupação de mão-de-obra na montagem da infraestrutura do estado -- rodovias e hidrelétricas -- e na instalação de novas indústrias permitiu que essa ocupação se desse de maneira mais organizada, sem formar os bolsões de miséria e de populações marginais
típicos das grandes capitais brasileiras. Com o desmembramento
que deu origem ao estado de Tocantins, em 1988, a população de
Goiás reduziu-se, mas manteve suas taxas de crescimento e de
densidade demográfica. Verifica-se maior concentração populacional na região central do estado, a oeste do Distrito Federal.
A palavra Goiás, originada do tupi, que designa a noção de
"pessoas iguais, da mesma raça, parentes", bem se aplica à solidariedade e ao espírito comunitário do povo goiano, comprovados
pelas obras sociais abundantes em praticamente todas as cidades
do estado, destinadas a socorrer a população carente.

Hidrografia
A rede hidrográfica divide-se em duas bacias: uma delas é
formada pelos rios que drenam para o rio Paraná; a outra, pelos
que escoam para o Tocantins ou para seu afluente, o Araguaia. O
divisor de águas entre as duas bacias passa pelo centro do estado
e o atravessa de leste a oeste. O limite oriental de Goiás segue o
divisor de águas entre as bacias dos rios Tocantins e São Francisco
e o divisor de águas entre as bacias do Tocantins e do Paranaíba.
Todos os rios apresentam regime tropical, com cheias no semestre
de verão, estação chuvosa.

Economia
Agricultura e pecuária
O setor agropecuário tem sido tradicionalmente a base da economia goiana. Nas três últimas décadas do século XX, Goiás foi
uma das regiões de fronteira agrícola mais expressivas do país. Em
muitas culturas, como soja, milho, arroz, feijão, tornou-se, naquele
período, um dos maiores produtores do país. A principal área agrícola e pastoril do estado é a região do Mato Grosso de Goiás, onde
se pratica uma agricultura diversificada, com arroz, milho, soja,
feijão, algodão e mandioca.
Apesar de possuir o segundo rebanho do país, Goiás observa
uma tradição de baixa produtividade, tanto em nível de fertilidade
quanto de idade de abate dos animais, idade de primeira parição e
produção leiteira. A bovinocultura de corte representa um segmento de importância fundamental para a economia do estado, tanto
como fonte de divisas, pelos excedentes exportáveis, quanto pelo
expressivo contingente de mão-de-obra ocupado nessa atividade.
Nos pastos plantados em antigos terrenos florestais (invernadas)
engordam-se bovinos, criados nas áreas de cerrado, e mantém-se

Flora e fauna
A maior parte do território de Goiás é recoberta por vegetação
característica do cerrado. As matas, embora pouco desenvolvidas
espacialmente, têm grande importância econômica para o estado,
de vez que constituem as áreas preferidas para a agricultura, em
virtude da maior fertilidade do solo, em comparação com os solos
do cerrado. A principal mancha florestal do estado se encontra no
centro-norte, na região chamada do Mato Grosso de Goiás, situada a
oeste de Anápolis e Goiânia. Essa área florestal é de grande relevância econômica porque apresenta solos férteis, derivados de rochas
efusivas. Entre as espécies vegetais predominantes estão o jatobá, a
palmeira guariroba, que fornece um palmito amargo muito apreciado no estado, o óleo vermelho, ou copaíba, o jacarandá e a canela.
Outras manchas florestais ocorrem nos vales dos rios Paranaíba, ao sul; Tocantins, a leste; e Araguaia, a oeste. Boa parte dessas
matas, especialmente no vale do rio Araguaia, assume uma forma de transição entre o cerrado e a floresta denominada cerradão.
Ocorrem aí espécies arbóreas freqüentes na área do Mato Grosso
Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
um rebanho de gado leiteiro. O vale do Paranaíba é a segunda região econômica de Goiás e maior produtora de arroz e abacaxi.
Cultivam-se também milho, soja, feijão e mandioca. É grande o
rebanho de leite e corte.

econômico foi a implantação dos distritos industriais, nos municípios de Anápolis, Itumbiara, Catalão, São Simão, Aparecida de
Goiânia, Mineiros, Luziânia, Ipameri, Goianira, Posse, Porangatu,
Iporá e Santo Antônio do Descoberto.

A soja é o principal produto agrícola do estado
Introduzida em 1980, a cultura foi aperfeiçoada pela obtenção
de sementes adaptadas ao cerrado e aplicação de calcário e outros
elementos para combater a acidez do solo. Com o lançamento de
novas variedades de grãos mais resistentes à armazenagem e às
pragas, registrou-se forte aumento de produtividade. A cultura do
milho é geralmente associada à criação de suínos e ao plantio de
feijão. A cana-de-açúcar e a mandioca têm caráter de lavouras de
subsistência e servem ao fabrico de farinha, aguardente e rapadura. O extrativismo vegetal inclui babaçu, casca de angico, pequi e
exploração de madeira, principalmente mogno.

Transporte e comunicações
Na década de 1970, em consonância com as diretrizes federais, o estado de Goiás iniciou a implantação dos primeiros corredores de exportação, conceito que definiu rotas de transporte destinadas a ligar as áreas produtivas a algum porto, com prioridade
para os excedentes agrícolas. Posteriormente, essas diretrizes foram aplicadas ao abastecimento, visando a articular os sistemas de
armazenagem e escoamento de uma determinada área geográfica,
de forma a adequar os fluxos das fontes de produção até os centros
de consumo ou terminais de embarque, com destino ao mercado
externo ou a outras regiões do país. No estado de Goiás estabeleceu-se uma rede rodoviária capaz de dar sustentação ao transporte
das regiões produtoras de grãos e minerais para os pontos de captação de cargas ferroviárias de Goiânia, Anápolis, Brasília, Pires
do Rio e Catalão.
Tal como ocorreu no restante do país, o transporte ferroviário
e fluvial em Goiás foi relegado a segundo plano, devido à opção
pelo transporte rodoviário. Na área de influência do corredor de
exportação goiano, os principais troncos utilizados para atingir os
pontos de transbordo ferroviário, sobretudo para a soja e o farelo,
são: a BR-153, principal eixo de escoamento do norte de Goiás e
de Tocantins, interligado ao ponto de transbordo rodo-ferroviário
de Anápolis; a GO-060, que liga Aragarças a Goiânia, numa distância de 388km; a BR-020, que liga o nordeste de Goiás à região
oeste da Bahia e a Brasília, onde está instalado outro ponto de
transbordo; a BR-060, que liga Santa Rita do Araguaia/Rio Verde
a Goiânia; a BR-452, que liga Rio Verde a Itumbiara, importante
centro produtor e beneficiador de grãos, e segue até Uberlândia
MG, onde está instalada uma rede de armazenagem de grande capacidade; e a BR-364-365, que liga Jataí a Uberlândia e atravessa a
cidade de São Simão, outra opção para o escoamento da produção
do sudoeste goiano.
Os jornais de maior circulação são O Popular, a Tribuna de
Goiás, o Diário Oficial do Estado e o Diário do Município, em
Goiânia. Em Anápolis, circulam A Imprensa e Tribuna de Anápolis; na antiga capital, Goiás, circula o Cidade de Goiás. Há várias
emissoras de rádio em AM e FM. A principal emissora de televisão
é a TV Anhangüera, pertencente à Organização Jaime Câmara.

Energia e mineração
A produção e distribuição de energia elétrica no estado está a
cargo das Centrais Elétricas de Goiás (Celg). As principais usinas
hidrelétricas do estado são Cachoeira Dourada, São Domingos,
ambas da Celg, Serra da Mesa e Corumbá I, ambas de Furnas.
Parte da energia produzida por Furnas supere o Distrito Federal e
a região Sudeste.
No subsolo de todo o estado existem importantes jazidas de
calcário, já medidas e em condições de abastecer todos os municípios goianos, seja qual for o ritmo de crescimento do mercado
de corretivos do solo. Há ainda jazidas consideráveis de ardósia,
amianto, níquel, cobre, pirocloro, rutilo e argila, além de quantidades menores de manganês, dolomita, estanho, talco e cromita.
Encontram-se ainda ouro, cristal-de-rocha, pedras preciosas (esmeraldas) e pedras semipreciosas. O estado possui excelente infraestrutura para extração de minerais não ferrosos, principalmente ouro, gemas, fosfato e calcário, além de minérios estratégicos,
como titânio e terras raras.
Indústria
Para tirar partido de sua vocação agrícola e de seus recursos
minerais, a indústria goiana concentrou suas atividades inicialmente em bens de consumo não duráveis e, a partir da década de
1970, nos bens intermediários e na indústria extrativa. Em meados
da década de 1990, o desenvolvimento industrial goiano era ainda
incipiente, vulnerável aos constantes impactos negativos da conjuntura econômica nacional. Tal fragilidade reduzia significativamente o dinamismo do setor secundário, incapaz de beneficiar-se
devidamente das vantagens proporcionadas pela agropecuária e
pelas imensas reservas minerais. Observava-se, porém, uma tendência à diversificação, principalmente em setores da siderurgia.
Aumentaram consideravelmente os setores da indústria extrativa e da produção de minerais não-metálicos, bens de capital e
bens de consumo duráveis. Um dos principais ramos industriais do
estado, que, no entanto, não acompanhou a tendência ascendente
dos outros setores nas três últimas décadas do século XX, foi o da
produção de alimentos -- fabricação de laticínios, beneficiamento
de produtos agrícolas e abate de animais -- concentrado nas cidades de Goiânia, Anápolis e Itumbiara. Setores novos dinamizaramse nesse mesmo período, como as indústrias metalúrgica, química, têxtil, de bebidas, de vestuário, de madeira, editorial e gráfica.
Um elemento coadjuvante de grande importância ao crescimento
Didatismo e Conhecimento

História
Quase um século após o descobrimento do Brasil, os colonizadores portugueses trilharam pela primeira vez as terras de Goiás.
Ficaram famosas, entre outras, as expedições de Domingos Rodrigues (1596), Belchior Dias Carneiro (1607), Antônio Pedroso de
Alvarenga (1615) e Manuel Campos Bicudo (1673), além da mais
famosa, a de Bartolomeu Bueno da Silva, com seu filho de igual
nome, então com apenas 12 anos de idade. Bueno encontrou em
pleno sertão a bandeira de Manuel Campos Bicudo, que conduzia
presos índios da nação dos araés, cuja área parecera ao bandeirante extraordinariamente rica em minas de ouro. De acordo com
as indicações de Bicudo, para ali seguiu Bartolomeu Bueno, que
aprisionou os silvícolas restantes e colheu muitas pepitas de ouro.
Parece datar dessa época o episódio segundo o qual Bueno
pedira aos índios que lhe mostrassem o lugar de onde retiravam o
ouro empregado em seus adornos. Diante da negativa, o bandei9

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Em 1728 Bartolomeu Bueno assumiu as funções de superintendente-geral das minas de Goiás, cabendo-lhe a administração
da justiça civil, criminal e militar. Ficava assim constituída a primeira organização político-administrativa das terras até então habitadas pelos selvagens. À medida que se iam descobrindo outras
regiões auríferas, novos povoados se erguiam: Meia Ponte (hoje
Pirenópolis), Ouro Fino, Santa Rita de Anta, Santa Cruz, Crixás,
São José, Água Quente e Traíras.
No final de 1733, em virtude de intrigas políticas entre o governo de São Paulo e o reino, Bueno foi destituído de suas funções
e substituído por Gregório Dias da Silva. A chegada do novo superintendente a Goiás coincidiu com o descobrimento de importantes
jazidas, mas a implantação do imposto por capitação em vez dos
antigos quintos deu motivo a graves motins e revoltas, sobretudo
nas minas do Norte.

rante despejou aguardente num recipiente e queimou-a, dizendo
aos selvagens que o mesmo faria com a água de todos os rios e
nascentes, matando-os de sede, se não lhe fosse mostrada a mina.
Apavorados, os índios levaram-no à jazida e passaram a chamá-lo
de Anhangüera, que significa "diabo velho", nome com que Bueno
e seu filho passaram à história. Depois disso, graças ao sucesso da
expedição do Anhangüera e de novas iniciativas dos reis portugueses para a descoberta das riquezas do subsolo brasileiro, foram
muitas as bandeiras que cortaram, em todas as direções, as paragens goianas, algumas delas provenientes do Maranhão.
O objetivo das bandeiras era unicamente o descobrimento e a
cata do ouro e outros metais preciosos, pois na época um breve papal
condenara a escravização do índio, talvez por influência das inúmeras expedições religiosas que penetraram o solo goiano, a começar
pela do frei Cristóvão de Lisboa, que fundou uma missão religiosa
na área do Tocantins (1625). As entradas e bandeiras culminaram
com a expedição de Bartolomeu Bueno da Silva, o segundo Anhangüera, que em 1720, juntamente com seus cunhados João Leite Ortiz
e Domingos Rodrigues do Prado, requereu a João V licença para
penetrar os altos sertões e avançar pelos centros da América, em
busca de minas de ouro, prata e pedras preciosas. Pedia em troca a
munificência real das passagens dos rios que encontrassem.
No ano seguinte, o capitão-general de São Paulo, D. Rodrigo
César de Meneses, mandou chamar Bueno e estabeleceu com ele
o ajuste de uma bandeira para localização e exploração da mina
de ouro descoberta por seu pai. Em pouco tempo, Bueno arregimentou uma poderosa bandeira, que partiu de São Paulo em 3 de
setembro de 1722, tomou o rumo do rio Grande e caminhou, sem
encontrar tropeços, até o rio Paranaíba. Feita a travessia, desviouse para o nordeste, pelo espigão do rio São Marcos, e foi atingir
a lagoa Mestre d'Armas, poucos quilômetros acima do local onde
hoje se ergue Brasília. Em seguida, rompeu o divisor das águas, foi
ter às margens do rio Maranhão, ponto onde se cindiu a bandeira:
parte dos seus integrantes desceu pelo grande rio, enquanto Bartolomeu Bueno e seus seguidores caminharam para o sudoeste, à
procura da região dos goiases.
Em 21 de outubro de 1723, após mais de três anos nos chapadões, serras e matas, quando o governo paulista já cogitava de
mandar uma expedição em seu socorro, Bueno regressou e foi exibir a D. Rodrigo amostras de ouro de várias minas descobertas.

Domínio paulista
Durante meio século (1730-1782) houve um só caminho para
Goiás, o das bandeiras paulistas. Estabeleceu-se, em 1736, comunicação regular de Vila Boa com o litoral sul, através de Paracatu
e São João del Rei, em Minas Gerais, até o Rio de Janeiro. A exploração das minas foi entregue aos paulistas, que dominaram a
região e se estabeleceram no alto do Tocantins, predominando no
médio Tocantins os contingentes humanos oriundos do norte. A interrupção da navegação acarretou o truncamento das relações entre
o centro e o norte e a decadência de grande parte das povoações
surgidas na zona dos afluentes do Tocantins.
A sociedade que se estruturou nas minas caracterizou-se pelo
relaxamento dos costumes e pela violência. Fugitivos por dívidas
ou por passado criminal ali se refugiaram. Eram raros os casamentos, e predominavam, ao longo do período colonial, as ligações
livres. O grande número de escravos, calculado entre 13.000 e
14.000 no ano de 1736, e a falta de mulheres brancas, conduziram
à natural miscigenação com as negras. Assim, no final do século
XVIII, os brancos representavam a minoria no contexto populacional (7.200 num total de cinqüenta mil habitantes), enquanto os
mulatos constituíam 31% e os escravos, 41%. A população mameluca era inexpressiva, em conseqüência das restrições legais
ao amancebamento entre brancos e indígenas, e porque o ódio e
ressentimento gerados pela resistência do nativo à escravização
impediram a miscigenação.
Capitania de Goiás. Só em 9 de maio de 1748, D. João V desmembrou do governo de São Paulo o território goiano e instituiu
a capitania, para a qual nomeou, como governador, D. Marcos de
Noronha, ex-governador de Pernambuco e futuro conde dos Arcos.
Por esse tempo já se esgotavam as jazidas de ouro, que, se antes
era encontrado quase à superfície, agora recuava para o subsolo e
para as correntes fluviais, tornando-se de captação difícil. Decaía,
dessa forma, a atividade mineira, que durante vinte anos dera lucros fabulosos à coroa portuguesa. Com o objetivo de disciplinar a
mineração e evitar o esgotamento das jazidas, D. Marcos instituiu
novo sistema de arrecadação, restringiu as despesas e construiu as
casas de fundição das vilas de Goiás e São Félix.
Em 1754 sucedeu-lhe na administração José Xavier Botelho
Távora, conde de São Miguel, e em seguida João Manuel de Melo,
que governou de 1759 até 1770 e deu os primeiros passos para a
franquia da navegação dos rios Araguaia e Tocantins, como meio
de ligar ao resto do Brasil a capitania de Goiás. Em 1772 assumiu
o governo José de Almeida Vasconcelos Soveral e Carvalho, barão

Febre do ouro
A notícia da façanha do Anhangüera levou milhares de brasileiros a enveredarem sertão adentro. Imediatamente, o capitão-general
de São Paulo comunicou o fato a D. João V, que respondeu com
carta régia de 29 de abril de 1726, na qual deferia todos os pedidos
formulados pelos descobridores. Como decorrência, D. Rodrigo César de Meneses passou a Bueno e a seu cunhado João Leite Ortiz a
carta de sesmaria de 2 de julho de 1726, dando-lhes o direito das
passagens de vários rios existentes no itinerário feito, bem como seis
léguas de terras de testada à margem dos mesmos rios.
Munido de tais privilégios, Bueno retornou em seguida a
Goiás e parou num sítio próximo à serra Dourada, onde encontrou
diversas minas e fundou o primeiro povoado em terras goianas,
com o nome de Barra, hoje Buenolândia. Achadas depois, a pouca
distância, minas mais copiosas, para lá se transportaram os moradores de Barra e fundaram, em 26 de julho de 1727, o arraial
de Sant'Ana, que mais tarde (1739) tomaria o nome de Vila Boa,
corruptela de Vila Bueno, núcleo da cidade de Goiás, sede do governo da capitania.
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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
de Mossâmedes e visconde da Lapa, o primeiro a se preocupar
menos com o problema da mineração e atentar mais para a administração da capitania. Estimulou a transferência de trabalhadores
para as atividades agrícolas, a catequese dos índios e a instrução
pública, e edificou no Araguaia o presídio São Pedro do Sul. Sua
linha administrativa foi seguida por Luís da Cunha Meneses, que
lhe sucedeu em 1778, em cujo governo foi aberta a navegação daquele grande rio da bacia Amazônica.

Em Natividade, em 14 de setembro, foi proclamada uma junta
provisória, que se recusou a aceitar ordens de Vila Boa. Aderiram
os antigos arraiais de mineração do norte, cujos eleitores não compareceram para a escolha do governo provisório, em 8 de abril
de 1822, em Vila Boa. A junta de Natividade considerou ilegal o
novo governo. Palma, alegando ter sido sempre abandonada pelo
sul, constituiu-se em província autônoma. As lutas pela liderança
do movimento provocaram cisão entre Palma e Natividade e enfraqueceram o movimento, que acabou por ser debelado em 1823.
As características mais relevantes do período monárquico foram a busca de soluções para os problemas econômico-financeiros e para a pacificação social. O comércio fluvial e as atividades
agrárias foram incentivados. A pecuária passou a representar o
sustentáculo econômico da província, motivando a penetração de
novas levas humanas no território goiano: baianos, maranhenses,
piauienses, mineiros e paulistas. A agricultura, até a segunda metade do século, tinha ocupado posição secundária. Foram exceções
as culturas do fumo, de Natividade e Meia Ponte, e do café, em
diversas regiões. Desenvolveu-se a indústria de couros. Até o final
da quarta década, a província experimentou um lento progresso,
que não chegou a representar dinamização em sentido global.
Caetano Maria Lopes Gama foi o primeiro presidente de Goiás
nomeado pelo imperador (1824). Seu sucessor, Miguel Lino de Morais (1827), ao ver que nada era possível realizar por falta de recursos, incentivou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.
Graças a essa medida, houve produção em larga escala de algodão,
fato que levou o presidente à criação, em 1828, de uma fábrica de
tecidos, primeiro estabelecimento manufatureiro de Goiás.
Logo em seguida, com o objetivo de facilitar a aquisição de
instrumentos agrícolas, Lino de Morais incrementou o estabelecimento de uma fábrica de ferro em São José de Mossâmedes.
Mandou à pacificação dos indígenas, principalmente caiapós e canoeiros, a índia Damiana da Cunha, que se tornou famosa por seu
heroísmo e abnegação nas lutas pela catequese.

Período de transição
No final do século XVIII o comércio se ressentiu da decadência geral que estreitou cada vez mais o mercado consumidor.
Houve breves períodos de reação, em que a exportação excedeu a
importação e as estatísticas revelaram saldo favorável, mas tornaram-se cada vez mais raras.
As vilas pouco evoluíram em relação ao período inicial. Mesmo Vila Boa, mais próspera, carecia de boas casas, de condições
sanitárias e de conforto. O ensino era precário, tanto em sentido
quantitativo quanto qualitativo: somente em 1788 chegaram os
primeiros professores, três de primeiras letras, para Vila Boa, Meia
Ponte e Pilar, dois de cultura latina e um de retórica. A decadência
dos arraiais mineiros provocou a ruralização da vida, já presente à
época do governo de Cunha Meneses.
O desenvolvimento da agricultura tornou-se imperioso, não só
para abastecer o mercado interno, despojado de condições para importação, mas também como veículo de intensificação do comércio
externo, capaz de dar combate à estagnação da capitania. O comércio era dificultado pelos transportes deficientes e pelos impostos. A
partir da década de 1780, quando caíram as barreiras restritivas, a
navegação fluvial apresentou-se como meio capaz de propiciar novas condições de vida, fundamentadas no intercâmbio mais efetivo
com o exterior, mas de resultados pouco compensadores.
Da instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro à independência (1808-1822), a política governamental delineou-se
rumo à integração e valorização dos domínios portugueses. Objetivava-se então reerguer as capitanias do Centro-Oeste por meio
do aproveitamento técnico das vias fluviais, da renovação das técnicas agropecuárias e da pacificação e utilização do indígena como
mão-de-obra.
Iniciou-se então um novo surto de expansão territorial, determinado por algumas novas descobertas auríferas, pelo progresso
da pecuária e pela necessidade de conter o indígena, um dos principais entraves ao estabelecimento regular da navegação e do comércio fluviais. Fracassaram as sucessivas tentativas de incremento das sociedades mercantis, quer pelas dificuldades geográficas,
quer pela natureza dos produtos agropecuários exportáveis, que
não atraíam os comerciantes paraenses mais interessados no ouro,
já então inexistente.

Lutas regionais
Foi Lino de Morais o primeiro a compreender e expor, por
ocasião da instalação do Conselho Geral em 1830, a necessidade
de mudança da capital goiana, o que só veio a efetivar-se um século depois. Isso foi causa de animosidades e conspirações contra
seu governo, que terminaram com sua deposição, em 14 de agosto
de 1831, por um golpe político-militar.
Nos governos seguintes, pela primeira vez ocupados por goianos -- José Rodrigues Jardim, padre Luís Gonzaga de Camargo
Fleury e José de Assis Mascarenhas -- especial atenção foi dada
ao problema da instrução pública. Multiplicou-se a partir de então
o número de escolas primárias em todo o território da província.
Em 1835 iniciou-se a publicação do Correio Oficial, que por mais
de um século divulgou os atos governamentais e matérias de interesse geral. Antes desse jornal, havia circulado em Meia Ponte, durante mais de três anos, o Matutina Meia-Pontense, primeiro órgão
da imprensa goiana, fundado em 1830.
A elevação paralela do nível educacional preparou o ambiente
para a criação, em 1846, do Liceu de Goiás. Tais empreendimentos
foram prova do esforço dos presidentes da antiga província, dos
quais há que destacar, além dos citados, o comendador Antônio de
Pádua Fleury, Olímpio Machado, José Martins Pereira de Alencastre e João Bonifácio Gomes de Siqueira. Percebe-se, porém, por
seus relatórios e memoriais, que se obstinavam em impulsionar a

Movimentos separatistas
No início do século XIX, Goiás foi obrigado a ceder áreas
de seu território às províncias do Maranhão e de Minas Gerais.
Pelo alvará de 18 de março de 1809, o norte foi desmembrado da
ouvidoria sediada em Vila Boa e constituiu-se em comarca, com
sede em São João das Duas Barras. O isolamento levou-o a desligar-se paulatinamente do sul e a vincular-se comercialmente ao
Maranhão e ao Pará. A tendência à secessão, já latente, materializou-se após a revolução constitucionalista do Porto, que chegou ao
conhecimento dos goianos em 24 de abril de 1821.
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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
navegação do Araguaia (da mesma forma que antes os sucessivos
governadores da capitania teimavam em incrementar a exploração
do ouro) em detrimento de outras medidas administrativas.
A população, que no final do século XVIII se mostrava estacionária e que em 1837 fora estimada em 117.000 habitantes,
atingiu em 1872 a casa de 160.000. A progressiva decadência de
Vila Boa após o surto mineratório levou o presidente José Vieira
Couto de Magalhães a defender a mudança da capital para a região
do Araguaia (Leopoldina), em 1863. Graças a sua atuação, concretizou-se o intercâmbio regular com o Pará, com o estabelecimento
da navegação a vapor do Araguaia, em 1868 e, posteriormente, do
Tocantins, até Belém.
Em 1865, Goiás se viu na contingência de enviar tropas ao sul
de Mato Grosso, então invadido pelo exército paraguaio. Goiás
participou ativamente da guerra do Paraguai, na condição de fornecedora de tropas e de víveres para os combatentes.
O presidente Augusto Ferreira França mandou para o campo
de guerra um batalhão de infantaria, um esquadrão de cavalaria
e ainda um batalhão de voluntários goianos. Terminada a guerra,
seguiu-se, até a proclamação da república, um período sem acontecimentos merecedores de menção, em vista da descontinuidade
administrativa ocasionada pela sucessiva mudança de quadros dirigentes, como resultado da instabilidade da política liberal e conservadora que caracterizou os últimos anos do segundo império.
Em compensação, a partir de 1870 houve um florescimento das
atividades literárias e jornalísticas, graças à atuação de Félix de
Bulhões, poeta, jornalista e líder abolicionista.
A partir da década de 1860 a província progrediu também
economicamente, devido sobretudo ao crescimento do rebanho
bovino e à expansão da agricultura. A indústria de couros prosperou, juntamente com o início da fabricação de tecidos de algodão,
graças à abundância de matéria-prima. Existiam já em 1861 cerca
de 1.500 teares. No município de Formosa, começaram a ser fabricados implementos agrícolas de ferro.

os trilhos. Até o final da primeira década do século, o intercâmbio
se fazia por Araguari, para onde os produtos goianos eram levados
em lombo de burros.
Em 1913 Goiandira passou a ser servida pela estrada de ferro, mas somente em 1930 esta se estendeu até Bonfim (Silvânia).
Em 1926, um século após a construção do Hospital São Pedro de
Alcântara de Vila Boa (1825), foi instalado o segundo hospital do
estado, em Anápolis (Hospital Evangélico Goiano).
Coronelismo
Em decorrência da agropecuária extensiva formaram-se os latifúndios, com suas implicações econômicas e sociais. No campo
predominaram características semifeudais. No norte, região mais
desabitada, reinou certa instabilidade, motivada pelo banditismo
de jagunços e pela luta dos coronéis.
Com a república, os clãs que se formaram ao longo do império, já então depositários do poder econômico, dominaram a vida
política. Os vícios eleitorais e o coronelismo, decorrentes da estrutura econômica e social, somados à "política dos governadores"
implantada por Campos Sales, deram origem às oligarquias dos
coronéis, já consolidadas em 1920 e que se sucederam até 1930:
José Leopoldo de Bulhões Jardim, José Xavier de Almeida, Eugênio Rodrigues Jardim e Antônio Ramos Caiado. O personalismo
desses chefes, que se sobrepunham aos poderes legislativo e judiciário, e as relações de vassalagem pelo voto caracterizam a política da época. A oposição se estruturou em função das contradições
interpartidárias, da reação no plano nacional, pelos movimentos de
1922 e 1924 e do contato com o tenentismo do sudoeste goiano.
Sua liderança foi assumida por intelectuais e liberais aliados aos
políticos dissidentes. Coligaram-se os movimentos aliancistas, e,
com a vitória da revolução de 1930, a máquina eleitoral e administrativa cheia de falhas, que dominava o estado havia mais de
trinta anos, começou a ser desarticulada. A intensificação da interiorização e a dinamização econômica caracterizaram o período
posterior a 1930.

Primeira república
A república não trouxe modificação sensível ao panorama geral da vida goiana. Logo depois da promulgação da constituição de
1891, uma expedição chefiada por Luís Cruls demarcou uma área
pertencente ao estado de Goiás, no planalto central, como ponto
ideal para a localização da sede do governo brasileiro. O grande estado mediterrâneo, quase isolado do resto do país, tinha sua
principal fonte de riqueza na atividade agropecuária, que não se
arruinara ou se modificara com a deficiência de braços resultante
da abolição da escravatura.
Do final do período monárquico até 1930, o povoamento se
intensificou graças à atividade rural e à expansão das ferrovias, que
facilitaram o intercâmbio comercial com o sul e contribuíram para
o povoamento das regiões sul, sudeste e sudoeste do estado. Novos
povoados se formaram a partir de 1888 e, até 1930, constituíramse 12 novos municípios.
A população, que em 1890 era de 225.000 almas, duplicou em
trinta anos. O norte ainda era a região menos povoada. Em 1924
foi tentada pela primeira vez, embora sem sucesso, a colonização
européia, com o estabelecimento da colônia alemã de Uvá e Itapirapuã. A navegação fluvial, que havia prosperado no século anterior, ainda foi intensa nos primeiros anos da república, principalmente em função do abastecimento dos seringais da Amazônia. As
comunicações com o sul melhoraram à medida que se expandiam
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Nova capital
A partir da década de 1930, o estado entrou numa fase de real
prosperidade. O novo governo, chefiado por Pedro Ludovico Teixeira, escolheu como meta inicial a mudança da capital do estado.
Em dezembro de 1932 foi decretada a mudança de sede do governo para um local próximo da cidade de Anápolis, que iria receber
em breve a Estrada de Ferro de Goiás.
Com poucos recursos, baseada num empréstimo concedido
pelo Banco do Brasil, iniciou-se a construção da nova capital, a
que foi dado o nome de Goiânia, de acordo com projeto do engenheiro Atílio Correia Lima e do urbanista Armando de Godói. Em
março de 1937, já concluídos os principais edifícios públicos e
algumas casas de moradia, foi decretada a transferência da capital,
inaugurada em 1942.
A construção de Goiânia coincidiu com a instalação, pelo governo federal, de colônias agrícolas em várias regiões do estado,
como decorrência da política da marcha para o oeste. Desse modo,
constituíram-se cidades novas como Ceres, Rialma, Uruana, Britânia e outras, as duas primeiras fundadas pelo engenheiro Bernardo
Saião Carvalho Araújo, que foi mais tarde encarregado pelo presidente Juscelino Kubitschek de comandar a construção de Brasília.

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
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Modernização
A transferência da capital do estado para Goiânia; a chegada da
estrada de ferro a Anápolis, permitindo o adensamento populacional
do sul; a programação da expansão agrícola pelo governo federal
com a criação da Colônia Agrícola Nacional de Goiás, em 1941;
e a escolha do planalto central, por determinação da constituição
de 1946, para sede da nova capital do Brasil, concretizada com a
inauguração de Brasília -- tudo isso representa alguns dos condicionamentos mais relevantes do processo de modernização de Goiás.
A eletrificação, empreendida pela Celg com recursos do estado, contribuiu para o aceleramento da urbanização e o início da
industrialização, bem como trouxe novos atores à cena política,
embora predominasse ainda a liderança da agropecuária na representação legislativa e executiva. Eleito em 1961, Mauro Borges
Teixeira, filho de Pedro Ludovico Teixeira e militar de carreira, foi
o primeiro governante goiano a tentar o planejamento econômico
e administrativo do estado. O plano tinha como bases a exploração
do potencial mineralógico, por meio da Metais de Goiás S.A. (Metago); o aproveitamento industrial das riquezas extrativas e dos
produtos agrícolas; e o aumento da produtividade agrícola mediante o aprimoramento técnico.
Como tivesse participado da resistência ao golpe militar de
1964, Mauro Borges teve seu mandato cassado, foi reformado no
posto de coronel e viu seus direitos políticos suspensos por dez
anos. O governo do estado ficou entregue, até 1965, a um interventor, o coronel Carlos Meira Matos. Sucederam-se os governos de
Otávio Laje de Siqueira, Leonino de Ramos Caiado, Irapuã Costa
Júnior e Ari Ribeiro Valadão. Em 1983, Íris Resende Machado retomou a política inaugurada por Mauro Borges, de grandes obras
de infra-estrutura como condição para propiciar a entrada de investimentos e dinamizar a extração de riquezas minerais, multiplicar
a produção agrícola e fomentar a industrialização do estado. No
governo de seu sucessor, Henrique Santillo, ocorreu em Goiânia o
trágico episódio da abertura clandestina de uma cápsula de césio
137, que provocou a morte de quatro pessoas e contaminou centenas de outras. No ano seguinte, a Assembléia Nacional Constituinte criou o estado de Tocantins por desmembramento do norte do
estado de Goiás, que assim perdeu 277.322km2 de seu território.
Em 1991, Íris Resende assumiu pela segunda vez o governo
do estado e obteve do governo federal, pelo patrimônio transferido para o estado de Tocantins, uma indenização que foi investida na construção de casas populares e na recuperação de estradas
vicinais. Por decisão da Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN), o lixo radioativo proveniente do acidente radiológico
passou a ser guardado em depósito especial, construído no município de Abadia, a vinte quilômetros de Goiânia.

Histórico e Geográfico de Goiás
Dentre as bibliotecas existentes no estado, destacam-se as da
Universidade Federal de Goiás, a maior das quais é a da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Das bibliotecas mantidas pelas
entidades culturais, a mais importante é a do Instituto Histórico e
Geográfico. O Departamento Estadual de Estatística e a Delegação
da Fundação IBGE mantêm bibliotecas especializadas, e a Prefeitura de Goiânia, a Biblioteca Pública Municipal.
Museus
Entre os museus destacam-se, em Goiânia, o Museu Professor Zoroastro Artiaga, pertencente ao estado, com coleções de
zoologia, mineralogia e peças indígenas; o Museu Antropológico
do Instituto de Ciências Humanas e Letras, com peças indígenas,
especialmente das tribos carajás, craôs e caiapós; e o Museu Ornitológico, particular, que dispõe de peças provenientes de outros
países. A prefeitura municipal de Cristalina mantém um pequeno
museu com exemplares de minérios, animais e madeiras da região,
no qual se destacam as pedras preciosas e semipreciosas, em bruto
e lapidadas pelos alunos da escola existente na cidade.
Acervo arquitetônico
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
tombou praticamente todo o conjunto arquitetônico da cidade de
Goiás, na qual se destaca a praça Monsenhor Confúcio, os antigos
Paço Municipal e Palácio dos Governadores, várias igrejas e capelas. Entre outros monumentos importantes figuram, em Niquelândia, a igreja de Nossa Senhora do Rosário; em Pilar de Goiás, o
conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade; e em Pirenópolis,
a matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728).
Folclore
Entre os festejos folclóricos tradicionais do estado, destacamse as festas do Divino Espírito Santo, de Santana, do Senhor Bom
Jesus da Lapa e de Nossa Senhora do Rosário. Entre as danças
populares, o congado (auto popular), o cururu (dança com canto
em desafio), o maribondo, o quebra-machado e o recortado (dança
popular sapateada).
Turismo
As principais atrações para apreciadores de arte e arquitetura estão nas cidades de Goiás, antiga capital do estado, Pilar de
Goiás, Pirenópolis e Goiânia. Caldas Novas, estância hidromineral
muito procurada, apresenta piscinas naturais, grutas e uma lagoa
com água à temperatura de 38o a 42o C.
No município de Paraúna, no sudoeste do estado, encontramse na serra do Caiapó extensas muralhas de pedra, trabalhadas
pelo vento, que simulam grandiosa cidade em ruína. Outros pontos
de interesse são as minas de cristal-de-rocha de Cristalina, bem
como, para os apreciadores da caça e da pesca, certos trechos do
rio Araguaia com torneio de pesca; o lago Azul, na represa do rio
Paranaíba, no município de Três Ranchos; as termas de Cachoeira
Dourada e o centro de lazer de Pico dos Pireneus.6

Cultura
Entidades culturais
O estado conta com duas grandes instituições de ensino superior: a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Católica
de Goiás, ambas sediadas na capital. Entre as entidades culturais,
destacam-se a Academia Goiana de Letras, fundada em 1930, a
seção goiana da União Brasileira de Escritores, a Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, a Agremiação Goiana de Teatro
e o Instituto

6 Fonte: www.benhur2001.wordpress.com/2013/04/01/estrutura-territorial-brasileira-xd/ Por Sandro Vieira Guimarães

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O governador continuou o artigo dizendo que Goiás é o primeiro a propor tal modelo de gestão na Educação. Também se
mostrou confiante no que diz respeito aos resultados, uma vez que
a experiência já é bem sucedida na área da Saúde. "O nível de
satisfação com os hospitais de Goiás é superior a 90%, conforme
pesquisa do Instituto Serpes de 2014".
Marconi concluiu traçando o plano de ação do Estado: "iniciamos a gestão por OSs na Educação, Macrorregião de Anápolis. A implantação será gradual, com análise minuciosa dos resultados. O diálogo estabelecido com diferentes setores da sociedade nos permitiu
aprimorar o programa, para garantir a diversidade de modelos para
atender as demandas de um Estado plural. À semelhança das escolas
religiosas e dos colégios militares, que têm destacado desempenho
em avaliações e ampla aprovação familiar, as escolas gerenciadas por
OSs se tornam mais uma opção de ensino público de qualidade".7

ATUALIDADES HISTÓRICAS,
ADMINISTRATIVAS, SOCIAIS, POLÍTICAS,
CIENTÍFICAS, ECONÔMICAS, CULTURAIS
E AMBIENTAIS DO BRASIL, DO ESTADO DE
GOIÁS E DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA

Caro estudante: o material aqui apresentado é um compilado
de fatos e notícias que nos últimos 18 meses se destacaram no
Estado de Goiás. Nosso trabalho foi fazer a seleção de notícias
que tiveram destaque. Entretanto, para estar bem preparado para
a prova, é imprescindível a leitura de jornais diários e sites de notícia, além de acompanhar programas informativos das emissoras
de rádio e TV. Estar em dia com os fatos é a melhor maneira de
responder com desenvoltura às questões formuladas.

Colégio Militar de Itumbiara desenvolve projeto para incentivar a leitura

Em artigo, Marconi explica e defende modelo de OSs na
Educação

Um painel anexado no pátio recebe livros doados e ficam disponíveis para todos
O Colégio Militar Dionária Rocha, de Itumbiara, no Sul de
Goiás, desenvolveu o projeto `Livres Para Ler', que busca incentivar a leitura, facilitar ao acesso a vários tipos de literatura e trazer a
comunidade para dentro da unidade escolar. A iniciativa da escola,
realizada em parceria com os alunos, pais, professores e funcionários, arrecadou mais de dois mil exemplares.
Um painel com a palavra `Ler' foi anexado em uma parede no
pátio do colégio. Os alunos e a comunidade puderam abastecer o espaço com diversos títulos, revistas, gibis, entre outros, propiciando
uma integração da escola com a sociedade. No horário do recreio,
o local ficou repleto de visitantes interessados em novas histórias.
Segundo o comandante e diretor do Colégio militar, Rejânio
Mendes Lopes, as tecnologias propiciaram o esquecimento da leitura e isso resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos
livros com vocabulários limitados. "A leitura é algo crucial para
a aprendizagem do ser humano, pois é por meio dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar
o raciocínio e a interpretação. Durante a leitura descobrimos um
mundo novo, cheio de novidades", enfatizou.
O painel é permanente na escola e está sempre recebendo novos títulos que não só preenchem as prateleiras, mas também a
imaginação dos leitores.8

O jornal O Popular publicou na edição desta segunda-feira,
16/5, um artigo assinado pelo governador Marconi Perillo cujo
tema foi totalmente voltado ao ensino público. Com o título "Desafio na Educação", o governador de Goiás citou a preocupante
queda do desempenho dos alunos, apontada por ele como fruto do
esgotamento do modelo de gestão da Educação Básica.
No artigo, o governador mostrou dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), um dos principais indicadores de avaliação. "Entre 2011 e 2013, apenas 9 dos 27 Estados
brasileiros tiveram aumento no rendimento. No período, Goiás ficou em 1º lugar no ensino médio das escolas estaduais. Para alcançar este resultado, adotamos medidas e planejamento estratégico
voltados exclusivamente para o aprimoramento deste setor", disse.
Marconi enumerou os motivos que fizeram Goiás melhorar o
desempenho: ensino universalizado em 1999, instituição do Plano
de Cargos e Salários, implantação da correção idade/série, além
do aprimoramento pedagógico. Também fez questão de frisar que
a meta daqui em diante é avançar na gestão das escolas, o que, no
seu ponto de vista, vai fazer com que os alunos tenham condições
de aprender mais.
"Como na experiência bem sucedida dos colégios militares, estamos apostando em um novo modelo de gestão compartilhada com
Organizações Sociais (OSs), instituições sem fins lucrativos, alternativa mais econômica e eficiente para a garantia da qualidade na
administração do ensino público, gratuito e inclusivo", disse. "Propomos uma gestão menos burocratizada, e escolas em que professores e diretores se dediquem à atividade pedagógica ­ que permanece
sob a responsabilidade da Secretaria de Educação", completou.

Didatismo e Conhecimento

7 http://portal.seduc.go.gov.br/SitePages/Noticia.aspx?idNoticia=1950 Enviado em: 16/05/2016
8 http://portal.seduc.go.gov.br/SitePages/Noticia.aspx?idNoticia=1949
­ Enviado em: 16/05/2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Modelo goiano
As OS são entidades privadas, sem fins lucrativos. Estão previstas na Lei 9.637/1998 e foram reconhecidas no ano passado
pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou uma Ação Direta que Inconstitucionalidade (Adin) que questionava a legalidade
da atuação das OS.
No modelo goiano, os repasses públicos passam a ser feitos às
entidades que são responsáveis pela manutenção das escolas e por
garantir melhores desempenhos dos estudantes nas avaliações feitas pelo estado. Elas também ficarão responsáveis pela contratação
de professores e funcionários.

Goiás será primeiro estado a ter organizações sociais na
educação básica

Alunos ocupam o Colégio Estadual Layser O'Dwer em Anápolis (GO) Valter Campanato/Agência Brasil
A partir deste ano, Goiás começará a transferir a administração de escolas estaduais que passarão a ser geridas por organizações sociais (OS). O modelo já é aplicado no sistema de saúde do
estado. A implementação em escolas é, segundo o próprio governo, inédita no Brasil. A questão, no entanto, gera polêmica. Um
grupo de professores e alunos é contra o modelo de gestão e pede
mais diálogo. Já o governo acredita que o setor privado poderá
trazer mais eficiência ao sistema de ensino. No estado, 27 escolas
estão ocupadas por estudantes em protesto contra as OS.
Durante os três dias que esteve em Goiás, de 18 a 20 de janeiro, a reportagem da Agência Brasil visitou ocupações, conversou
com pais e com estudantes. Poucos, até mesmo dentro das ocupações, sabiam explicar o modelo. A professora Ana Cláudia Siqueira descobriu, no ato da matrícula da filha no Colégio Estadual
Antensina Santana, em Anápolis, que a escola está na lista para
começar a ser administrada por OS ainda neste ano. Ela foi informada por estudantes que ocupavam o colégio.

A secretária de Educação, Raquel Teixeira, fala sobre a ocupação
de alunos nas escolas do estado Valter Campanato/Agência Brasil
"Vai ser uma parceria que vai tirar dos ombros dos diretores
e dos professores a tarefa que hoje demanda tanto tempo deles,
que é correr atrás de descarga do vaso sanitário que estragou, da
infiltração da parece que vai estragar o computador, do vento que
levou o teto. Nós queremos criar condições para que o clima escolar seja voltado para o processo de aprendizagem", diz a secretária
de Educação de Goiás, Raquel Teixeira. "Continua o mecanismo
de eleição direta para diretor e o conselho escolar continua com
autonomia. O conselho tem representantes de pais de alunos e da
comunidade escolar. O currículo é o mesmo e quem define é a
Seduce [Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte]".
Segundo Raquel, os gastos com educação vão diminuir com a
implantação do novo modelo. O edital de chamamento das OS prevê um gasto mínimo de R$ 250 e máximo de R$ 350 por estudante.
Atualmente são gastos R$ 388,90. "Um conjunto de fatores leva a
[adoção do modelo de gestão por] OS, entre elas, dificuldades de
ordem orçamentária e financeira e rigidez de ordem burocrática
e administrativa. Hoje, a burocracia instaurada no Poder Público,
por conta da Lei de Licitações [Lei 8.666/93], é grande problema
porque compromete atuação ágil e eficiente que se espera", diz o
procurador do estado de Goiás Rafael Arruda. Ele atua na Casa
Civil acompanhando a implementação dos programas de parceria.

O professor da Universidade Federal de Goiás Tadeu Arrais
cobra mais diálogo do governo antes da implantação das organizações sociais nas escolas Valter Campanato/Agência Brasil
"Não estamos tratando de uma mudança em uma escola, estamos falando em uma mudaça em um sistema, em uma filosofia,
isso não pode ser feito sem diálogo", diz o professor associado do
Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de
Goiás (UFG) Tadeu Arrais.
Ele apoia a luta dos estudantes e defende que a universidade tem um papel central nessa discussão, uma vez que é uma das
responsáveis pela formação docente. Professores como Arrais têm
visitado as ocupações e conversado com estudantes. O Facebook é
um dos principais meios de divulgação de informações, tanto dos
estudantes quanto de artigos e denúncias de apoiadores.
Didatismo e Conhecimento

Dúvidas no edital
A Seduce divulgou, no próprio site, no dia 6 de janeiro, o edital de chamada das entidades, que foi publicado no Diário Oficial
do estado no dia 30 de dezembro de 2015. A abertura de envelopes
será feita no dia 15 de fevereiro. O projeto-piloto começará por
23 unidades da Subsecretaria Regional de Anápolis. A intenção é
que haja pelo menos mais duas convocações ainda este ano para
ampliar o modelo para 200 escolas. A capital, Goiânia, deverá ser
incluída na terceira chamada, segundo a secretária de Educação,
Raquel Teixeira.
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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Para o professor Tadeu Arrais, o edital abre brechas para a
desvalorização dos professores. Falta ainda transparência e mais
esclarecimentos no texto sobre a atuação das OS. "Se lermos o
edital, vamos perceber que a permanência ou não de uma OS em
uma escola dependerá do desempenho escolar. Como ela não vai
interferir no processo pedagógico? É no mínimo estranho", diz.
O edital estabelece que ano a ano os alunos deverão apresentar melhores resultados nas avaliações do estado. As OS terão que
garantir ainda que mais alunos sejam aprovados e que menos estudantes abandonem os estudos.
Ainda de acordo com o edital, as OS podem firmar convênios
para ter outras fontes de recursos para investir nas escolas. "Tem
uma lista aqui com convênios, mas essa lista não está clara. Qual é o
resultado de reembolso de despesas, por exemplo? De que modo eu
faço esse convênio? Não está claro. Dizem que o modelo é novo e
que vai sendo adequado e construído. É o `vou trocar o pneu com o
carro andando', mas com educação não se faz isso", diz o professor.

Perguntado pela Agência Brasil, o ministro da Educação,
Aloizio Mercadante, não se posicionou em relação à adoção do
modelo, mas ressaltou que é preciso dialogar com a comunidade
antes de qualquer mudança na educação.
"Temos que ter certa prudência na implantação e na mudança de regime nas escolas públicas. Tivemos recentemente em São
Paulo uma tentativa que gerou um posicionamento muito grande",
disse o ministro. "Qualquer mndança estruturante precisa de muito
diálogo, muita negociação. O MEC respeita as redes estaduais e
municipais, mas é muito importante [o diálogo]."9
Chega a 21 o número de escolas ocupadas em Goiás contra
privatização do ensino
Alunos protestam contra as reformas do governo Marconi Perillo (PSDB), que prevê transferência da administração das instituições de ensino para organizações sociais

Ocupação dos secundaristas no Colégio Pré-Universitário de Goiânia
São Paulo ­ Em Goiás, o número de escolas ocupadas por estudantes chegou a 21 na tarde de hoje (17), segundo o Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do estado e o movimento Secundaristas
em Luta-GO. Os alunos protestam contra as reformas anunciadas
pelo governador Marconi Perillo (PSDB), que transferirá a administração das instituições de ensino para organizações sociais.
As ocupações já chegam a quatro municípios: Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Cidade de Goiás. A intenção do governo é que as entidades sociais comecem a administrar as escolas
já no primeiro semestre do próximo ano. Segundo o governo, além
de cuidar da administração e da infraestrutura, as organizações poderão contratar professores e funcionários.
Inspiradas nas ocupações ocorridas em São Paulo, as manifestações de Goiás começaram há uma semana, após o governador publicar um despacho (596 de 2015) que autoriza o estado
a contratar organizações privadas para dirigir escolas estaduais.
Em entrevistas, Perillo e a secretária estadual da Educação, Raquel
Teixeira, têm afirmado que "empresários são melhores gestores do
que os educadores".
Para os estudantes, a medida significa a privatização da educação pública. "O estado está simplesmente assinando um atentado
de incompetência na gestão da educação. Para nós, é uma entrega
das escolas. O estado sucateou e, agora, coloca uma organização
privada, que visa ao lucro ou a outro benefício, para gerenciar",

Procurador da Casa Civil do estado de Goiás Rafael Arruda explica que as regras para funcionamento das organizações sociais nas
escolas ainda serão regulamentadasValter Campanato/Agência Brasil
Segundo o procurador Rafael Arruda, algumas regras ainda
serão regulamentadas. De acordo com ele, pelo edital, uma OS
pode usar o espaço da escola para publicidade. Perguntado se uma
propaganda da Coca-Cola poderia, por exemplo, ser fixada no
muro da escola, ele disse que ainda "tem dúvidas", mas que isso
ainda será objeto de regulamentação.
Outra forma de obtenção de recursos, exemplificada pelo
procurador, é a locação do espaço para eventos corporativos fora
do horário de funcionamento da escola. A questão pode abrir, no
entanto, brecha para que a entidade cobre da própria comunidade
o uso do espaço, na avaliação de Arrais. "O edital não fala disso
especificamente, mas como a gestão e o espaço serão da OS, imagino que poderá ser utilizado com esse propósito. Difícil pensar
em controle".
Diálogo
Arrais, assim como os estudantes nas ocupações, defende que o
edital seja suspenso e melhor debatido com a comunidade. A Seduce
diz que não há possibilidade de retroceder no tema, mas que está agendando reuniões com os diretores, professores e estudantes do estado.
Uma das advogadas do movimento das ocupações, Clarissa Machado, da Associação Brasileira dos Advogados do Povo
(Abrapo), critica a falta de diálogo do governo com a comunidade
escolar. "Temos os primeiros registros de diálogo no dia 21 de dezembro, sendo que as ocupações começaram no dia 9", diz.
Didatismo e Conhecimento

9
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-01/goias-sera-primeiro-estado-a-ter-organizacoes-sociais-na-educacao-basica - 25/01/2016
07h45 - Mariana Tokarnia - Enviada Especial / Colaborou Aline Leal

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
disse o diretor da União Goiana dos Estudantes Secundaristas
(Uges) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes),
Gabriel Tatico, à Agência Brasil.
Nas escolas ocupadas, os estudantes organizam atividades
culturais e oficiais esportivas, além de mutirões de limpeza e de
pequenas reformas nos prédios. Os secundaristas goianos necessitam de doações, em especial de alimentos, material de limpeza,
produtos de higiene pessoal e materiais para confecção de cartazes.
Ontem (16), a Justiça goiana negou o pedido de reintegração
de posse das escolas ocupadas, impetrado pelo governo do estado.
O juiz Eduardo Tavares dos Reis entendeu que se trata de um protesto dos estudantes e não de uma tentativa de tomar propriedade
dos prédios. Além disso, avaliou que a ação policial poderia causar
danos físicos e psicológicos aos adolescentes.
A Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás
(UFG) divulgou uma nota hoje se posicionando contra o repasse
das escolas para as organizações sociais por entender que a medida "constitui um processo de terceirização da oferta da educação
pública". O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás
também é contra a mudança.
Do outro lado, a Secretaria de Educação informou à Agência
Brasil que respeita a livre manifestação dos estudantes e que está
aberta ao diálogo. A instituição reforçou que as escolas continuarão públicas e gratuitas, que não haverá alteração nos direitos dos
professores e funcionários e que a medida não visa a privatizar ou
terceirizar o ensino público, mas atender às demandas da sociedade com mais agilidade.10

Civil) e dezembro (demais categorias da Segurança). O governo do
Estado comunicou a intenção de pagar a parcela somente em 2018, o
motivou que os trabalhadores se mobilizassem em conjunto.
"Vai haver um colapso", disse o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (UGOPOCI), Ademar Luiz, sobre a greve geral da Segurança Pública, e o governo foi alertado disso. A
paralisação só não acontecerá se o governo abrir uma "porta de
negociação". "Ele vai ter que decidir, a hora de negociar é agora.
A pauta da assembleia é greve", avaliou o presidente, referindo-se
ao governador de Goiás, Marconi Perillo.
Um fato destacado pelo presidente da UGOPOCI é a união
entre as 14 entidades da Segurança Pública, pois raramente a ação
conjunta chegou a tantas entidades com um discurso e com um
objetivo tão bem definido.
De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Policiais
Civis de Goiás (SINPOL), Henrique César, foi informado às categorias que o governo atravessa dificuldades financeiras. Foi dito
ainda que se tentará uma audiência com o governador antes da
próxima terça (24), data de uma assembleia das categorias.
Os servidores da Segurança Pública do Estado de Goiás pretendem realizar assembleia geral unificada no próximo dia 24, terça-feira, em frente à Assembleia Legislativa, para avaliar a possibilidade de uma greve geral das categorias.
O pagamento do reajuste para todas as categorias (policiais
civis, militares, bombeiros, papiloscopistas, médicos legistas,
peritos criminais e outros) foi definido em três Leis ­ 18.419/14,
18.421/14 e 18.475/14 ­ aprovadas pela Assembleia Legislativa e
sancionadas pelo governador Marconi Perillo.
O comitê das categorias é composto pelas seguintes entidades: Sinpol, Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de
Goiás (Assego), Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ACS), Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar de Goiás (Assof), Associação
das Pensionistas da PM/BM de Goiás (APPB), Associação dos Peritos Criminais e Médicos Legistas (Aspec), Associação dos Militares Inativos de Goiás (Amigo), União Goiana dos Policiais Civis
(Ugopoci), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás
(Sindepol), Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás (Sinsepgo), Associação dos Servidores do
Sistema Prisional de Goiás (Aspego), Associação dos Delegados
de Polícia do Estado de Goiás (Adpego), Sindicato dos Peritos Criminais e Médicos Legistas de Goiás (Sindperícias) e Associação
dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (Appego).
A assesoria de imprensa da governadoria informou que será
verificada pelo chefe de gabinete Frederico Jayme, a possibilidade
de marcar uma audiência entre o governador e as categorias da
Segurança Pública.11

Segurança Pública em Goiás
Aumenta possibilidade de greve na Segurança Pública de
Goiás

Líderes de 14 entidades, reunindo a Polícia Civil e Polícia
Militares de Goiás (PMGO), que representam o funcionalismo
público na área da Segurança, estiveram reunidos no fim da tarde
desta quarta-feira (18), com o chefe de gabinete do governador
Marconi Perillo (PSDB), Frederico Jayme. Os sindicalistas foram solicitar uma audiência com o chefe do executivo e apresentar
posições das categorias. O Estado sinalizou que não pagará parcelas da reposição salarial prevista para este fim de ano.

Tolerância Zero avança no interior
Forte operação policial está sendo realizada nesta quarta-feira (9/3) em Rio Verde, com participação de 150 agentes. Atividade
ostensiva de combate à criminalidade conta com integração das
polícias Militar e Civil. Foram montados diversos pontos de bloqueio, com foco na [...]

Durante a reunião com Frederico Jayme, os servidores mostraram a necessidade de o governo pagar a segunda parcela da reposição salarial na ordem de 12,33%, nos meses de novembro (Polícia

11 Fonte: www.diariodegoias.com.br/blogs/samuel-straioto/20231-aumenta-risco-de-greve-na-seguranca-publica - 18/11/2015 18h17

10 Fonte: www.redebrasilatual.com.br/educacao/2015/12/chega-a-21-o-numero-de-escolas-ocupadas-em-goias-contra-privatizacao-do-ensino-publico-6418.html - por Redação da RBA publicado 17/12/2015 18:40

Didatismo e Conhecimento

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panhia Independente da Polícia Militar (CIPM), capitão Alexandre
Barcelos, foram apreendidos mais de 400 quilos de maconha. O
produto é originário de Salto de Guairá, na fronteira do Paraguai. "O
crime configura tráfico internacional", alertou Barcelos, esclarecendo tratar-se da maior apreensão de drogas feita na história da cidade.
Duas pessoas foram presas e encaminhadas à unidade da Polícia Federal em Jataí, onde foram autuadas em flagrante.
Segundo o capitão Alexandre Barcelos, esse caso pode levar
a Polícia Federal a desvendar as ramificações do grupo que age
no estado. "As investigações preliminares indicam que esses traficantes podem fazer parte de uma rede com ramificações em outras
regiões do estado", afirmou.
O combate intensivo ao tráfico de drogas é um dos quatro
eixos estratégicos prioritários da segurança, citado pelo vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração, José
Eliton, para o combate à criminalidade no Estado. Ele garantiu
que as forças de segurança vão continuar priorizando o setor de
inteligência na repressão à criminalidade e vão atuar com muita
força nos eixos: combate aos crimes contra a vida, a administração
pública, o patrimônio e ao tráfico de drogas.12

Forte operação policial está sendo realizada nesta quarta-feira
(9/3) em Rio Verde, com participação de 150 agentes. Atividade
ostensiva de combate à criminalidade conta com integração das
polícias Militar e Civil. Foram montados diversos pontos de bloqueio, com foco na apreensão de armas de fogo, drogas e recaptura
de foragidos. Secretário de Segurança Pública, José Eliton diz que
ações serão contínuas nos municípios.
Mais uma forte operação policial está sendo realizada nesta quarta-feira (9/3) no município de Rio Verde, Sudoeste goiano. A atividade ostensiva de combate à criminalidade conta com a integração das
polícias Militar e Civil, dentro do Programa Tolerância Zero. Foram
montados diversos pontos de bloqueio na cidade, com foco na apreensão de armas de fogo, drogas e também na recaptura de foragidos da
Justiça. São 150 policiais envolvidos diretamente na missão.
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSAP), José Eliton, acompanhado do
comandante-geral da Polícia Civil, coronel Divino Alves, e do delegado-geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio dos Santos, seguiU
para acompanhar as ações de perto, mas devido ao mal tempo tiveram que retornar a Capital. Eliton lamentou não poder acompanhar
a atuação policial pessoalmente, mas fez questão de ressaltar que
os trabalhos seguiram em pleno desenvolvimento. Ele garantiu que
a Operação Tolerância Zero, deflagrada no último dia 4 de março,
prossegue na Capital e no interior do Estado ininterruptamente,
sem data para acabar.
De acordo com o tenente-coronel Wellington Urzêda, as ações
serão feitas em todos os bairros de Rio Verde e não tem data para
terminar. "Serão abordadas todas as pessoas com atitudes suspeitas, dentre elas motoristas motociclistas e pedestres, pois o município está localizado em um corredor de tráfico de drogas. Esta
é a ligação direta com outros estados como Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul e ainda países como Colômbia e Paraguai", disse.
Segundo a funcionária de um posto de gasolina, Eula Paula Franco, de 49 anos, a Operação Tolerância Zero proporcionará
mais tranquilidade à população de Rio Verde. "Estamos precisando muito, pois diante dos índices de criminalidade a gente já
trabalha com medo. Qualquer motorista que chega no posto, principalmente à noite, a gente já pensa que é um assaltante", afirma.
Um dos pontos de bloqueio fica de frente ao posto, na saída para o
município de Montividiu. A Operação conta com o apoio da AMT
de Rio Verde. Eles recolhem veículos e motos irregulares.

Marconi Perillo e José Eliton anunciam investimentos em
inteligência e em obras
Após reunião com governador, vice-governador e secretário
de Segurança Pública diz que aparato de inteligência é prioridade
para prevenir e elucidar crimes de grande impacto, como os do
chamado "novo cangaço"

O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, recebeu, nesta terça-feira
(15/3), no Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle
(CIICC), o governador Marconi Perillo, que deu início a uma série
de encontros com os diversos secretários de Estado. Na reunião,
que contou com a participação do alto comando das polícias Civil
e Militar e de superintendentes da SSAP, José Eliton fez um balanço das ações realizadas nos últimos dias e apresentou as prioridades que estão sendo definidas para investimentos, principalmente em tecnologia e em ferramentas para fortalecer o aparato
de inteligência que, segundo declarou, contribui para o combate a
crimes de grande repercussão ou grande impacto, como o ocorrido
recentemente em Mara Rosa e em outros estados.
De acordo com José Eliton, os responsáveis pelas diversas
áreas mostraram os indicadores relacionados ao combate à criminalidade em todo o estado que, entre várias operações, incluem
as ações ostensivas na capital e no interior. Durante o encontro,

QUIRINÓPOLIS
No Sul do Estado, a Polícia Militar efetuou, na terça-feira (8/3),
uma grande apreensão de drogas. A operação bem-sucedida aconteceu em Quirinópolis. De acordo com o comandante da 12ª ComDidatismo e Conhecimento

12 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/tolerancia-zero-avanca-no-interior.html - 10/03/2016

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segundo o vice-governador e secretário, foi feito um debate muito
claro com a Polícia Militar e a Polícia Civil em relação ao chamado "novo cangaço", e em relação a esses últimos episódios que
ocorreram no Norte do estado, uma das decisões tomadas foi a de
ampliar a atuação do Comando de Operações de Divisas (COD)
naquela região, decisão que envolverá investimentos e alocação
de efetivo.

vamos atuar com muita força nessa questão, ao remeter o projeto
de lei do desmanche para a Assembleia Legislativa, e também com
as ações integradas que estão sendo executadas, nós vamos diminuir esse indicador", destacou.13

Goiás foi o 2º estado que mais reduziu taxas de homicídios
no período entre 2013 e 2014
Goiás foi o 2º estado que mais reduziu taxas de homicídios no
período entre 2013 e 2014
De acordo com Atlas da Violência 2016, divulgado nesta
terça-feira (22/3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea),estado registrou queda de 5,7% neste indicador por 100 mil
habitantes e ficou entre as sete unidades da Federação que diminuíram registros
O estado de Goiás reduziu em 5,7% a taxa de homicídios a
cada 100 mil habitantes, segundo melhor desempenho no país, ficando no grupo dos nove estados que alcançaram redução no período de 2013 e 2014. Em números absolutos de homicídios, Goiás
ficou entre os sete estados que conseguiram reduzir as taxas, registrando queda de 4,5% dos casos. Esses números foram divulgados
nesta terça-feira (22/3), no Atlas da Violência 2016, pelo Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança
Pública. Os dados são ainda preliminares.
O documento, dividido em oito seções, faz uma análise das
evoluções do número de homicídios em todo o país em três períodos distintos, de 2004 a 2014, de 2011 a 2014 e de 2013 a 2014.
Em todo o Brasil, o número de homicídios foi de 59.627 em 2014,
ano em que a taxa por 100 mil habitantes ficou em 29,1%. É o
maior número já registrado ao longo da década e corresponde a
10% de todos os homicídios do mundo, tornando-se o país com
o maior número absoluto de homicídios. De acordo com o Ipea,
trata-se de uma tragédia que traz sérias implicações na saúde, na
dinâmica demográfica e, por conseguinte, no processo e desenvolvimento econômico e social do país.
As análises trazem ainda especificidades em relação a estimativas de taxas de homicídios em 558 microrregiões brasileiras, as
mortes produzidas por intervenção legal, homicídios contra jovens,
negros e mulheres, a relação dos homicídios com armas de fogo
e, ainda, um exercício para dimensionar o número de homicídios
que se teria sem o Estatuto do Desarmamento. O Atlas da Violência
2016 é disponibilizado anualmente pelo IPEA a toda a sociedade.
Além da redução da taxa de homicídios por grupo de 100 mil
habitantes e também em números absolutos de 2013 para 2014, o
estado de Goiás registrou uma redução de 3% no número de homicídios por faixa etária de 15 a 29 anos, ficando no grupo de nove
estados que conseguiram reduzir esse indicador.
Todas as demais unidades da Federação registraram aumento
nessa taxa. Em grupo de 100 mil habitantes, a redução na taxa de
homicídios na faixa etária de 15 a 29 anos foi de 3,4 %.
Goiás registrou, ainda, redução na taxa de homicídios de homens na mesma faixa etária de 15 a 29 anos em R$ 4,3%, ficando
no grupo de oito estados que conseguiram reduzir esse indicador.
A redução foi de 6,2% na taxa de homicídios de negros por
100 mil habitantes, ficando no grupo dos sete estados que conseguiram redução deste indicador.

"Novo cangaço"
Conforme destacou José Eliton, além de discutir as formas de
se buscar efetivamente coibir numa ação preventiva o chamado
"novo cangaço", a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária irá fortalecer toda a estrutura de inteligência para
investigar os crimes dessa natureza. A integração das inteligências
dos estados próximos também foi assunto da reunião. Segundo o
vice-governador e secretário, é importante destacar que em Goiás
não há um só crime de grande repercussão que não tenha sido solucionado pelas forças policiais. "Já estamos em contato com os
secretários de outros estados e na próxima reunião do Fórum de
Governadores deve ter, também, a presença dos secretários de Segurança Pública, visando essa integração", ressaltou.
Ele lembrou que recentemente, foram presas duas quadrilhas
especializadas em roubos a bancos e que numa operação denominada Esfacela a polícia goiana quebrou articulações que eram feitas do interior dos presídios para o mundo externo, explicando que
grande parte das operações dessas organizações criminosas eram
relacionadas a furtos e roubos de bancos.
Quanto aos contingentes policiais nas cidades do interior e
às investigações da ação do "novo cangaço" em Mara Rosa, José
Eliton declarou que há situações que são de natureza reservada,
em função da própria investigação que está ocorrendo em função
desses episódios. Mas, destacou que caso semelhante ocorreu em
Campinas (SP), que tem um dos maiores contingentes policiais
do país, em que só para a retirada dos malotes de dinheiro até os
veículos os autores levaram cerca de 15 minutos. "Portanto, essa
questão não tem qualquer correlação com contingente policial",
disse ele. Segundo lembrou, em Tocantins, há cerca de duas semanas aconteceu um crime similar.
José Eliton afirmou que desde o episódio em São Miguel do
Araguaia que está em curso uma investigação criteriosa no sentido de se identificar e chegar aos autores e que, naturalmente, nos
próximos dias ou nas próximas semanas as forças policiais terão
avançado nessa questão.
Ao destacar o combate à criminalidade de uma forma geral,
José Eliton afirmou que a ostensividade das polícias, especialmente da Polícia Militar, já vem resultando em queda, em declínio, dos
indicadores. "Não queremos pautar essa discussão agora, pois o
espaço temporal é muito curto, queremos consolidar os números
para que nós tenhamos um norte a seguir, e estamos convencidos,
do ponto de vista da inteligência, de que esse norte é a ostensividade, é a ação forte da Polícia Militar, respaldada por um aparato
de investigação da Polícia Civil, com a participação da Secretaria
da Fazenda, do Procon, da Polícia Técnico-Científica, do Corpo
de Bombeiros, de todo o aparato de segurança, que vamos coibir
o crime", acentuou.
José Eliton afirmou que em caso de roubos de carros, por
exemplo, nem sempre se consegue pegar imediatamente o ladrão
que rouba, mas ao quebrar a cadeia do comércio de veículos e peças roubadas você evita que esse tipo de crime aconteça. "Então,
Didatismo e Conhecimento

13 http://www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/marconi-perillo-e-jose-eliton-anunciam-investimentos-em-inteligencia-e-em-obras.html
15/03/2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
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Na relação entre a taxa de homicídios de negros e não negros,
Goiás reduziu em 7,9% a taxa de homicídios, ficando entre os doze
estados com redução nesses números.
A taxa de homicídios de mulheres teve um aumento de 5,9%,
deixando o estado em 10º lugar em números absolutos e em 11º lugar com a taxa de aumento de 4,5% por grupo de 100 mil habitantes. Só treze estados conseguiram reduzir as taxas de homicídios
de mulheres.
Na relação entre homicídios e armas de fogo, o estado de
Goiás registrou uma redução de 5,9%, ficando no grupo de cinco
estados que conseguiram essa redução em números absolutos.
A taxa por grupo de 100 mil habitantes sofreu uma redução
de 2% no estado, que ficou entre os treze que conseguiram reduzir
esse indicador. Esse índice se deve, principalmente, à adoção do
bônus a policiais civis e militares por apreensão de armas de fogo.
Entre os anos de 2009 e 2014, Goiás apresentou redução de
59,6% no número de mortes por causa indeterminada, ficando no
grupo de quatorze estados que conseguiram redução deste indicador. A taxa por grupo de 100 mil habitantes sofreu redução de
63,3%, o que coloca o estado entre os quinze que conseguiram
reduzir esse indicador. A redução desses números pode indicar que
no mesmo período a Segurança Pública do estado conseguiu identificar um número maior de mortes causadas por homicídios.14

Álvaro Cássio dos Santos; do subcomandante da Polícia Militar,
coronel Carlos Antonio Borges; do comandante do Corpo de bombeiros, coronel Carlos Helbingen Júnior; do superintendente de
Ações e Operações Integradas da SSPAP, Emmanuel Henrique de
Oliveira; da superintendente interina de Inteligência, Emilia Glück
De Podestà; e da superintendente de Polícia Técnico-Científica,
Rejane da Silva Sena Barcelos; entre outros.
O vice-governador e secretário afirmou que aqueles debates
tinham por objetivo o aperfeiçoamento de todo o processo de integração das ações policiais, o que não significava dizer que o que
está em curso ficará em segundo plano. "Ao contrário, queremos
justamente aprofundar as situações que entendemos ser importantes para resultados de maneira mais ágil e, da mesma forma, buscar alterar alguns cursos, dentro da perspectiva da gestão atual da
secretaria", disse.
Segundo José Eliton, o que se busca é atender de forma efetiva as expectativas de cada cidadão goiano. Conforme explicou,
algumas medidas trarão impactos imediatos e outras serão mais de
médio e longo prazos. "Vamos anunciar essas medidas no próximo
dia 31 para dar início a essa nova fase de modo a atender efetivamente as expectativas de cada cidadão deste estado", afirmou. O
superintendente de Ações e Operações Integradas da SSPAP, delegado Emmanuel Henrique de Oliveira, coordenou o encontro em
que foram apresentados os principais ajustes a serem feitos nos
programas que já estão em andamento além de novas medidas.

Segurança Pública aperfeiçoa integração das polícias
Alto comando esteve reunido nesta segunda-feira (28) debatendo novos processos para dar respostas mais rápidas aos cidadãos goianos



A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) implementa, a partir do próximo mês de abril, uma
série de medidas que visam impactar ainda mais a prevenção e o
combate às diversas modalidades de crime no estado de Goiás. A
integração das forças policiais e a unificação do sistema de informações da Segurança Pública foram duas das estratégias discutidas e apresentadas nesta segunda-feira a todas as Redes e Áreas Integradas de Segurança Pública (Risp e Aisp) em reunião de trabalho, no auditório da Fundação Tiradentes, em Goiânia, aberta pelo
vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton.
De acordo com Eliton, neste momento a SSPAP busca aperfeiçoar o processo de integração das ações policiais no estado para
dar respostas ainda mais rápidas à população. A reunião de trabalho contou com a participação do delegado-geral da Polícia Civil,

Reconhecimento
Ao falar aos policiais, José Eliton fez questão de externar o
seu reconhecimento e gratidão a cada policial militar e civil, bombeiro militar e técnico-científico do estado de Goiás pela atuação
durante a Semana Santa. Segundo informou, ainda bem cedo quando recebeu o relatório com os balanços das ocorrências do feriado,
teve a satisfação de observar o acerto na condução das novas modalidades de ações que estão sendo empreendidas pelas polícias
Civil e Militar amparadas pelas demais estruturas que compõem o
aparato de segurança do estado. "Tivemos uma redução, somente
de homicídios em Goiânia, de 88% comparando com o período da
Semana Santa do ano de 2015, e de 29% em Goiás como um todo",
informou José Eliton.
Segundo ele, esses números são significativos e expressivos.
"E essa tendência de queda verificada nessa semana já é observada
desde o início desse trabalho que está sendo realizado", acentuou
o vice-governador. Para ele, esse trabalho só pode ser aperfeiçoado
porquanto cada policial esteja imbuído desse espírito de colocar
Goiás como referencial também nessa área. "Felizmente, temos
homens e mulheres que são qualificados e que têm potencial para
dar respostas aos anseios da sociedade", destacou o vice-governador e secretário José Eliton.
Ele lembrou que há dificuldades a serem enfrentadas, desafios
a serem superados, tanto de ordem corporativa quanto de ordem
estrutural. "Mas estamos avançando com o alto comando de todas
as forças para buscar a tempo e a modo respostas a cada uma dessas questões", disse. José Eliton afirmou ainda: "Temos por hábito manter sempre o diálogo e, assim, haveremos de continuar na
construção desse momento que me parece ser muito importante
para o aparato de segurança pública do estado de Goiás".15

14 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/goias-foi-o-2o-estado-que-mais-reduziu-taxas-de-homicidios-no-periodo-entre-2013-e-2014.
html - 23/03/2016

15 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/seguranca-publica-aperfeicoa-integracao-das-policias.html - 28/03/2016

Didatismo e Conhecimento

20

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Governo de Goiás divulga novos serviços para área de segurança
Programas e aplicativos vão se valer do aporte tecnológico
para promover integração e aperfeiçoamento nos sistemas de
atendimento ao usuário
O governador Marconi Perillo e o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP),
José Eliton, lançam nesta quarta-feira (06/04), às 9 horas, no auditório Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico, novos programas que modernizam ainda mais a rede de segurança do Estado de
Goiás por meio de soluções tecnológicas. Ambos também assinam
ordens de serviços para o aperfeiçoamento e melhoria dos procedimentos policiais adotados em Goiás.
As iniciativas que serão lançadas são: RAI, aplicativo I9X,
Mopi e Gisgestão. Também será anunciada a compra de 280 câmeras. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Peixoto,
participa da solenidade. O maior Programa Estadual de Inovação e
Tecnologia, o Inova Goiás, lançado quando José Eliton era o titular
da SED, abarca algumas destas iniciativas, como o I9X.

Aplicativo I9X vai permitir registro de ocorrências e denúncias pelo celular
A chegada do aplicativo I9X vai trazer importantes avanços tecnológicos para o usuário que precisar abrir ocorrências de roubo, homicídio, incêndio, agressão, acidente pessoal, atitude suspeita, violência doméstica, acidente com vítima e outros, inclusive com envio
de fotos, vídeos e mensagens de voz. Por ele, também será possível
acompanhar o deslocamento de viaturas. O cidadão poderá conversar com o atendente via chat e fazer, inclusive, novas denúncias.
A inovação na prestação desses serviços pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária visa o aperfeiçoamento da segurança no estado e está inserida no processo de modernização da estrutura administrativa estadual, desencadeado pelo
governo com o Programa de Inovação e Tecnologia ­ o Inova Goiás,
lançado pelo então secretário de Desenvolvimento Econômico, José
Eliton, no dia 2 de setembro. O Inova é capitaneado pela SED.
A partir de agora, os usuários terão acesso aos serviços dos
telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 197
(Polícia Civil). Para abrir uma ocorrência, deve selecionar o ícone
que melhor se aproxima à situação. Imediatamente o sistema gera
a ocorrência, dando início à conversa com o usuário, além de avisar a unidade competente. O atendente informa as providências e
o solicitante terá a prerrogativa de acompanhar o deslocamento e
a chegada da viatura.
Para fazer o download do aplicativo, o usuário precisa ter apenas um aparelho smartphone com sistema operacional Android ou
IOS, dispor de pacote de internet ativo e preencher os dados para
habilitação durante o primeiro acesso. O cadastro pode ser feito
com a conta do Facebook ou diretamente no aparelho celular, bastando informar nome, sexo, email, telefone e data de nascimento.
Quanto maior a velocidade de navegação, melhor será a transmissão de dados (imagens, áudios e vídeos).

Novo sistema vai integrar atendimento
O RAI vem para mudar a dinâmica do principal instrumento utilizado pelas forças de segurança no curso inicial de qualquer tratativa
de evento: a ocorrência ou notificação de crime, que é utilizada da
mesma forma há dezenas de anos. A implantação do programa, portanto, não será uma mera mudança tecnológica, mas uma mudança de
paradigma que tem impacto direto na cultura das instituições.
O RAI foi desenvolvido para que as instituições que compõem
o Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CIICC)
possam utilizá-lo, ou, caso possuam sistemas próprios, que esses
interajam com o novo programa enviando e recebendo dados de
maneira automática e em tempo real.
Com a chegada do novo sistema o fluxo de registro de ocorrência será integrado e mais ágil. A partir do primeiro contato do
usuário com a SSPAP ou a instituição integrada ao RAI, todas as
demais terão conhecimento do caso, podendo inclusive atuar sobre
ele, inserindo dados, fazendo contatos etc.
Vão integrar o RAI em sua fase inicial a Polícia Militar, a
Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Superintendência
de Polícia Técnico-Científica (SPTC). Na etapa seguinte, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (SEAP)
também será inserida no sistema.
Exemplo: o cidadão liga para o telefone 190 e registra sua
ocorrência. Imediatamente, todas as unidades da área de interesse
(PM, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros) recebem informações
sobre o evento. Quando necessário, o próprio RAI aciona a Polícia
Técnico-Científica, ou a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (SSPAP).
Com o advento do lançamento do RAI, tanto a população
quanto as instituições de segurança devem ser beneficiadas, pois
não haverá mais a necessidade de se fazer diferentes registros para
o mesmo caso. Haverá, ainda, a unificação das fontes de informações e a diminuição das subnotificações, o que deve melhorar
sobremaneira a capacidade investigativa das forças policiais.
Ações como o acompanhamento por meio de registro único
dentro do setor de segurança e o rastreamento do evento pela fase
de inquérito, judiciário, e, posteriormente, da execução penal, auxiliarão nas políticas públicas e retroalimentação do sistema de
informações a ser acessado por todos os agentes de segurança.
Didatismo e Conhecimento

Câmeras
A aquisição de 280 câmeras vai elevar o número total para 430
na Capital. Os equipamentos a serem adquiridos serão dotados de
recursos analíticos (que identifica movimento, pessoas estranhas,
objetos abandonados, etc), bem como leitor de placas. As câmeras,
com tecnologia Full HD (alta definição), serão instaladas em pontos estratégicos e vão transmitir imagens em tempo real ao Centro
Integrado de Inteligência, Comando e Controle da SSPAP.
Mopi
O Sistema de Monitoramento de Operações Integradas (Mopi)
é um software que será responsável pelo planejamento e monitoramento de todas as ações e/ou operações integradas dentro das
36 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) do Estado de
Goiás. Seu objetivo é otimizar todas as estratégias policiais para
que sejam atingidas as metas de redução de criminalidade e aumento de proatividade das forças policiais.
GisGestão
Este é um software de análise criminal e geoprocessamento
que disponibilizará em tempo real todas as análises dos crimes
considerados de alta prioridade e os convertidos em metas de redução pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciaria, para a elaboração das estratégias policiais e planejamento
de emprego operacional e investigativo.
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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O referido sistema disponibilizará, como exemplo, os locais,
dias da semana e horários de maior incidência dos crimes, mapas
de manchas criminais até o nível de rua, bem como o modus operandi, perfil da vítima e autor e demais dinâmicas de ocorrências
dos crimes.16

Os programas lançados integram o maior Programa Estadual
de Inovação e Tecnologia, o Inova Goiás, lançado em setembro
de 2015, quando José Eliton era secretário de Desenvolvimento
Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e
Irrigação (SED). O atual titular da pasta, Thiago Peixoto também
participou do lançamento.

Plataforma de Sistemas Integrados inova Segurança Pública em Goiás
Plataforma de Sistemas Integrados inova Segurança Pública
em Goiás

Integração no atendimento
O RAI, que é a base da plataforma PSI, vem para mudar a
dinâmica do principal instrumento utilizado pelas forças de segurança no curso inicial de qualquer tratativa de evento: a ocorrência
ou notificação de crime. Ou seja, a implantação do programa, portanto, não será uma mera mudança tecnológica, mas uma mudança
de paradigma que tem impacto direto na cultura das instituições.
O RAI foi desenvolvido para que as instituições que compõem
o Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CIICC)
possam utilizá-lo, ou, caso possuam sistemas próprios, que esses
interajam com o novo programa enviando e recebendo dados de
maneira automática e em tempo real. Com o programa as forças
policiais em todo o Estado terão um retrato em tempo real de todos
os crimes praticados em Goiás, pois o RAI reúne, no mesmo local,
registros de atendimentos e ocorrências.
Vão integrar o RAI em sua fase inicial a Polícia Militar, a
Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Superintendência
de Polícia Técnico-Científica (SPTC). Na etapa seguinte, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (SEAP)
também será inserida no sistema.
Com o advento do lançamento do RAI, tanto a população
quanto as instituições de segurança devem ser beneficiadas, pois
não haverá mais a necessidade de se fazer diferentes registros para
o mesmo caso. Haverá, ainda, a unificação das fontes de informações e a diminuição das subnotificações, o que deve melhorar
sobremaneira a capacidade investigativa das forças policiais.
Ações como o acompanhamento por meio de registro único
dentro do setor de segurança e o rastreamento do evento pela fase
de inquérito, judiciário, e, posteriormente, da execução penal, auxiliarão nas políticas públicas e retroalimentação do sistema de
informações a ser acessado por todos os agentes de segurança.

O governador Marconi Perillo e o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP),
José Eliton, lançaram nesta quarta-feira (06/04) a Plataforma de
Sistemas Integrados (PSI), que é composta pelos programas Registro de Atendimento Integrado (RAI), Sistema Geográfico de Informação (GisGestão), Mapeamento de Operações Policiais Integradas (MOPI), Mapeamento de Ações Sociais Integradas (MASI) e o
Aplicativo de Integração entre Polícia e Cidadão (I9X).
Os novos programas modernizam ainda mais a rede de segurança do Estado de Goiás por meio de soluções tecnológicas e
investimentos em inteligência. Ainda durante o lançamento, foram
assinadas ordens de serviços para aperfeiçoamento e melhoria dos
procedimentos policiais adotados em Goiás.
Ao falar dos programas, José Eliton explicou que Goiás recebe uma plataforma (PSI) que é exemplo para o Brasil. Mais que
isso: segundo ele, o Estado será um dos primeiros do País a ter uma
estrutura que fortalece todo aparato de segurança pública. "É um
ganho muito grande. As forças policiais goianas já atuam de forma
incisiva e, agora, terão condições de realizar um trabalho cada vez
mais amplo no combate ao crime", afirma.
José Eliton ressaltou ainda que Goiás é o estado brasileiro que
mais investe proporcionalmente em segurança. Também elogiou
a atuação das polícias Civil e Militar no combate ao crime. Segundo ele, graças à atuação incisiva dos policiais goianos, março
foi um mês de redução da criminalidade nas mais diversas áreas.
Ele cita que foi o menor número de homicídios e furtos e roubos
de veículos dos últimos seis meses. "Estamos no caminho certo.
Com ações integradas e investimentos, tenho certeza que Goiás vai
vencer a criminalidade", disse José Eliton.

Ferramenta de Análise Criminal Geográfica
O Sistema Geográfico de Informação (GisGestão) é um software de análise criminal e geoprocessamento que disponibilizará
em tempo real todas as análises dos crimes considerados de alta
prioridade e os convertidos em metas de redução pela Secretaria
de Segurança Pública e Administração Penitenciaria, para a elaboração das estratégias policiais e planejamento de emprego operacional e investigativo.
O sistema disponibiliza, por exemplo, os locais, dias da semana e horários de maior incidência dos crimes, mapas de manchas
criminais até o nível de rua, bem como o modus operandi, perfil da
vítima e autor e demais dinâmicas de ocorrências dos crimes. Em
porte desse mapa, as forças de segurança poderão analisar, planejar e implementar ações mais efetivas no combate à criminalidade,
convertendo os dados em estratégia.
Mapeamento de Operações Policiais Integradas
Após a análise dos dados de manchas criminais em todas as
regiões do Estado, entra em ação o sistema de Mapeamento de
Operações Integradas (MOPI), responsável pelo planejamento e

16 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/governo-de-goias-divulga-novos-servicos-para-area-de-seguranca.html - 05/04/2016

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
monitoramento de todas as ações e/ou operações integradas dentro
das 36 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) do Estado
de Goiás. Seu objetivo é otimizar todas as estratégias para que sejam atingidas as metas de redução de criminalidade e aumento de
proatividade das forças policiais.
Assim, os comandantes das polícias Militar e Civil de cada região vão traçar estratégias para combater a criminalidade. O aplicativo registra o plano de operação definido por cada força policial
e permite o acompanhamento das informações. Esta é a resposta
prática contra o crime, de forma integrada e organizada.
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, acompanhado do delegadogeral da Polícia Civil, Álvaro Cássio, e dos delegados responsáveis
pelo inquérito acerca da morte do jovem Gabriel Caldeira de Souza, de 19 anos, apresentaram nesta quinta-feira (07) os responsáveis pelo crime, ocorrido na madrugada da última segunda-feira,
no setor Marista, em Goiânia.
Durante a coletiva de imprensa realizada no auditório da secretaria, o vice-governador e titular da SSPAP falou do sentimento
de perplexidade pela banalização da vida, devido à maneira fútil
como o crime ocorreu. "Esse tipo de violência gratuita causa, além
de comoção, uma reflexão na sociedade, já que todos os envolvidos são jovens que teriam um longo futuro pela frente", lamenta.
Ele falou ainda da necessidade de envolvimento dos policiais,
segmentos sociais, organismos governamentais e da própria sociedade no processo de pacificação social. "A realidade ideal seria
aquela em que não teríamos a necessidade de atuação das forças de
segurança do Estado", afirmou ao relatar a confiança no trabalho
das polícias.
A vítima, Gabriel Caldeira, tinha 19 anos. Os acusados, os
irmãos Arthur Dias Stival, 20, e Bruno Dias Stival, 19, e Murillo
Eduardo Conceição, também 20. "Segundo informações da polícia
a reação dos acusados se deu sem mesmo uma discussão motivada", pontuou o secretário de Segurança Pública.

Eixo social
Por fim, o Mapeamento de Ações Sociais Integradas (MASI)
é um sistema que objetiva a pacificação, por meio da redução de
crimes contra pessoas e ao patrimônio, bem como a inibição ao
tráfico de drogas. Com ele, ações transversais serão planejadas,
controladas e executadas pelo programa, criando uma rede ativa
entre Estado, municípios, União, setor público-privado e organismos internacionais.
Segurança pública no Smartphone
Com a criação do aplicativo de Integração entre Polícia e
Cidadão (I9X), a Segurança Pública de Goiás ganha importantes
avanços tecnológicos para o usuário que precisar abrir ocorrências
de roubo, homicídio, incêndio, agressão, acidente pessoal, atitude
suspeita, violência doméstica, acidente com vítima e outros, inclusive com envio de fotos, vídeos e mensagens de voz. Por ele,
também será possível acompanhar o deslocamento de viaturas. O
cidadão poderá conversar com o atendente via chat e fazer, inclusive, novas denúncias.
A inovação na prestação desses serviços pela Secretaria de
Segurança Pública e Administração Penitenciária visa o aperfeiçoamento da segurança no Estado e está inserida no processo de
modernização da estrutura administrativa estadual.
A partir de agora, os usuários terão acesso aos serviços dos
telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 197
(Polícia Civil). Para abrir uma ocorrência, deve selecionar o ícone
que melhor se aproxima à situação. Imediatamente o sistema gera
a ocorrência, dando início à conversa com o usuário, além de avisar a unidade competente. O atendente informa as providências e
o solicitante terá a prerrogativa de acompanhar o deslocamento e
a chegada da viatura.
Para fazer o download do aplicativo, o usuário precisa ter apenas um aparelho smartphone com sistema operacional Android ou
IOS, dispor de pacote de internet ativo e preencher os dados para
habilitação durante o primeiro acesso. O cadastro pode ser feito
com a conta do Facebook ou diretamente no aparelho celular, bastando informar nome, sexo, e-mail, telefone e data de nascimento.
Quanto maior a velocidade de navegação, melhor será a transmissão de dados (imagens, áudios e vídeos).17

Conclusão do inquérito policial
O titular da SSPAP ressaltou ainda a agilidade e rapidez na
elucidação do caso. Elogiou o trabalho investigativo, coordenado
pela delegada Ana Cláudia Stoffel e pelo titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Carlos Douglas Pinto.
"Quero agradecer à Polícia Civil pela elucidação recorde do caso
(quatro dias) e por todos os casos que temos resolvido e dado uma
resposta à sociedade goiana", disse.
Sobre as ações ostensivas e repressivas, José Eliton afirmou
ainda que a SSPAP, bem como o governo de Goiás não vai tolerar a
criminalidade. "As forças policiais estão agindo com muito rigor e
eficiência. Estamos investindo cada vez mais em inteligência para
solucionar crimes de qualquer natureza", afirmou.
Momentos depois da entrevista coletiva, em sua página no
Facebook, José Eliton retomou o assunto: "É com indignação que
constatamos a ausência de limites, o relativismo sobre tudo que
banaliza a violência e faz com que jovens tratem a própria vida
e as dos demais com desrespeito. À família de Gabriel Caldeira, quero mais uma vez expressar minha solidariedade, profunda
perplexidade e pesar pela irreparável perda, que lamentavelmente
se deu por motivo banal. A Polícia Civil segue cumprindo com
a indefectível missão de esclarecer os crimes e de apresentar os
responsáveis à Justiça para o devido julgamento. Parabenizo esta

Vice-governador e titular da SSPAP ressalta importância
do processo de pacificação social
Durante apresentação dos suspeitos de assassinar jovem Gabriel Caldeira de Souza, José Eliton lamentou profundamente banalidade do motivo do crime
17 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/plataforma-de-sistemas-integrados-inova-seguranca-publica-em-goias.html - 06/04/2016

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
corporação pelo trabalho desenvolvido com o apoio dos serviços
de inteligência e interação com os demais organismos que compõem as forças policiais".18

Sobre a integração entre as diversas forças de segurança do
Estado, o titular da SSPAP reforçou que desde que assumiu a pasta,
no final de fevereiro, tem afirmado que a união de esforços entre as
polícias é uma importante ferramenta no enfrentamento à criminalidade. "A presença do comandante-geral da PM, Coronel Divino
Alves, (que estava na cerimônia de posse da delegada), é a prova
de que vivemos essa realidade", disse.

"Investiremos ainda mais em inteligência no combate à
criminalidade", diz José Eliton
Vice-governador e titular da SSPAP ressaltou que integração
entre diversas forças de segurança é importante ferramenta na
garantia de paz e tranquilidade social

Queda nos índices
José Eliton chamou a atenção de todos quanto ao papel da
sociedade no enfrentamento à criminalidade. De acordo com ele,
o cidadão não pode apenas esperar ações do Estado, das forças
de segurança. "A pessoa que compra peças roubadas, que adquire
equipamentos derivados de roubo e furto, por exemplo, está financiando o crime", pontuou.
Por fim, o vice-governador parabenizou as polícias Militar e
Civil do Estado pelas recentes ações de repressão ao crime. "Em
pouco tempo já é notada pela população uma melhora significativa
da sensação de paz e tranquilidade entre os goianos. Quero reafirmar que aqui em Goiás quem ousar infringir a lei será preso e
entregue à justiça", disse.
"Nossas polícias estão motivadas, prontas para o combate",
afirmou o titular da SSPAP ao ressaltar que Goiás é o Estado que
mais investe proporcionalmente em segurança. "Somente em
2015, aplicamos cerca de 12,5% do nosso orçamento".19

O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, participou nesta segunda-feira
(11) da posse da nova titular da 8ª Delegacia Regional de Polícia
Civil de Rio Verde. A delegada Taisa Antonello ocupa o lugar de
Danilo Fabiano Carvalho e Oliveira, que deixa o cargo para assumir a Superintendência Estadual de Inteligência, vinculada diretamente ao gabinete do secretário.
A nova titular da 8ª DRP, em seu discurso, agradeceu ao vicegovernador e titular da SSPAP pela confiança e disse que tem pela
frente uma grande missão. Já o delegado Danilo Fabiano falou da
satisfação em colaborar diretamente com o titular da pasta na integração de esforços entres as forças de segurança e, consequentemente, garantir mais segurança à população.
Acompanhado do prefeito Juraci Martins; do comandantegeral da Polícia Militar, Coronel Divino Alves; do delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, Marcelo Aires, além de vereadores
e lideranças do município, o titular da SSPAP destacou a redução
dos índices de criminalidade no município e afirmou que o fato de
deve aos investimentos em inteligência.
"Agradeço aos rio-verdenses pela contribuição ao `emprestarnos' o novo superintendente, que é uma das pessoas mais capacitadas na Polícia Civil, para nosso serviço de Inteligência que será,
entre outras funções, responsável pela integração das ações entre
as diversas forças de segurança", relatou ao ressaltar a contribuição de Danilo Fabiano durante os seis anos em que esteve à frente
da Delegacia Regional de Rio Verde.
Ao dar boas-vindas à delegada Taisa Antonello, José Eliton
afirmou que, assim como ocorre com todas as forças de segurança,
ele será sempre a voz das polícias na busca por melhores condições de trabalho, valorização dos policiais e, consequentemente,
uma sociedade mais tranquila e segura. "A sociedade precisa reconhecer o belíssimo trabalho das polícias goianas", complementa.

Parceria entre SSPAP e Tribunal de Justiça visa modernizar tramitação de inquéritos
Intenção foi firmada entre as duas instituições durante assinatura de termo de doação pelo Tribunal de Justiça de equipamentos
eletrônicos e móveis para Superintendência Executiva de Administração Penitenciária

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) e o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás iniciaram, nesta quinta-feira (14), as tratativas para uma parceria no
sentido de modernizar a tramitação de inquéritos e a comunicação
entre as duas instituições. De acordo com o vice-governador e
secretário de Segurança Pública, José Eliton, essa integração é im-

18 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/vice-governador-e-titular-da-sspap-ressalta-importancia-do-processo-de-pacificacao-social.
html - 07/04/2016

Didatismo e Conhecimento

19 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/investiremos-ainda-mais-em-inteligencia-no-combate-a-criminalidade-diz-jose-eliton-em-rio-verde.html - 11/04/2016

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
portante para o aperfeiçoamento do sistema judiciário. "É uma parceria que constrói, que ajuda, na medida em estamos trabalhando conjuntamente na instalação de ferramentas tecnológicas que possam dar agilidade à parte de investigação no âmbito da Polícia, fazendo todo o
inquérito digital e remetendo ao judiciário por via eletrônica", afirmou.
José Eliton recebeu nesta quinta-feira o juiz Wilson da Silva Dias, diretor do Foro da Comarca de Goiânia, e o diretor geral do Tribunal
de Justiça, Stenius Lacerda Bastos, que formalizaram a doação à Secretaria de Segurança Pública de 60 mesas para escritórios e 85 computadores, destinados à Superintendência Executiva de Administração Penitenciária. "A doação é em prol da própria sociedade e temos a
certeza de que ao beneficiar as unidades do sistema penitenciário essas doações também irão resultar em ganhos para toda a população",
disse o juiz Wilson Dias.
Durante o encontro, ele apresentou ao vice-governador e titular da SSPAP o esforço do tribunal em tornar plenamente digital os processos nas várias áreas. "Até o final deste ano, os processos cíveis, da área de família e da fazenda pública estarão digitalizados e até o meio do
ano nenhum processo entrará no tribunal por meio físico; e queremos avançar também na área criminal", acentuou. "Os processos criminais
têm sua origem nos inquéritos policiais e de nada adianta termos um processo eletrônico no tribunal se os inquéritos continuarem chegando
em grandes volumes de papel", explicou Wilson Dias.
Conforme explicou, uma primeira reunião já foi definida para a próxima semana, quando será discutida toda a logística para que num
futuro próximo os inquéritos policiais sejam direcionados ao poder judiciário por via eletrônica.
Segundo o vice-governador e secretário José Eliton, a Secretaria de Segurança Pública já deu um passo importante para aperfeiçoar
esse processo ao criar o Registro de Atendimento Integrado (RAI) que é todo eletrônico e que forma a base dos inquéritos. "Na medida em
que tivermos a capacidade de encaminhar o inquérito para o poder judiciário de forma digitalizada, ele pode rapidamente apreciar, deferir
ou indeferir as medidas cautelares e os pedidos de prisões, dando mais agilidade aos processos; portanto, essa integração é muito importante
para aperfeiçoar todo o sistema judiciário", afirmou.20

Projeto de assistência jurídica a integrantes das forças de segurança é exemplo para o País
Para presidente da Assembleia Legislativa, Hélio de Sousa, e para representantes de entidades ligadas à segurança pública, governador Marconi Perillo e governador em exercício José Eliton dão importante passo na consolidação de direitos de servidores da SSPAP

Representantes de diversas entidades ligadas à segurança pública manifestaram apoio ao projeto de autoria do Governo de Goiás que
institui indenização por pagamento de defesa jurídica aos policiais das diversas forças de segurança do Estado. O governador em exercício,
José Eliton, entregou a proposta ao presidente da Assembleia Legislativa, Helio de Sousa, em solenidade ocorrida nesta quarta-feira (20) na
sala de reuniões do 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
Para a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol), Silvana Nunes Ferreira, o projeto é uma importante referência, pois ao zelar dos policiais, o Estado proporciona mais motivação àqueles que protegem a sociedade. "Trata-se de um
projeto muito importante. As polícias goianas precisam desse respaldo", declarou.
Assim como a representante do Sindepol, o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar (Assof),
tenente-coronel Ubiratan Régis Junior, elogia a proposta implementada pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança Pública
e Administração Penitenciária (SSPAP). Segundo ele, a iniciativa é exemplo para o Brasil. "É um projeto que já chama a atenção de outros
estados. Merece nosso total reconhecimento", disse.
O deputado federal e delegado licenciado João Campos afirmou que "o governador Marconi Perillo e o governador em exercício José
Eliton fazem história ao implementar um projeto que se traduz em efetiva segurança jurídica que dará mais tranquilidade aos profissionais
que defendem com garra os cidadãos goianos", relatou. A medida contempla as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Superintendência de Polícia Técnico-Científica e Superintendência Executiva de Administração Penitenciária do Estado de Goiás.
Presidente da Assembleia Legislativa, Helio de Sousa, ao receber o projeto das mãos de José Eliton, afirmou que o texto a ser apreciado
em plenário representa um sentimento de todo o povo goiano. "Fico feliz em participar desse momento histórico que evidencia grandes
esforços do governo de Goiás e investimentos necessários para que a segurança pública avance cada vez mais", relatou.
20 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/parceria-entre-sspap-e-tribunal-de-justica-visa-modernizar-tramitacao-de-inqueritos.html - 14/04/2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O presidente da Alego lembrou a todos que a indenização por assistência jurídica é mais uma ação dentre outros projetos encabeçados
por Marconi Perillo e José Eliton desde a criação da força-tarefa por segurança pública em Goiás, no final do mês de fevereiro. As iniciativas
contam com respaldo da Assembleia Legislativa, OAB, Tribunal de Justiça, Ministério Público e entidades ligadas à segurança pública.21
Índices de criminalidade caem em Goiás
Taxa de homicídios reduz 13,53% no estado e furtos a veículos despencam 31,58% no período de outubro de 2015 a abril de 2016, revelam
registros do Observatório de Segurança. Ações integradas das forças policiais e investimentos na área de inteligência têm impacto positivo

Ações integradas entre as forças de segurança de Goiás aliadas à política de investimentos em inteligência policial e ao lançamento de
programas estratégicos reduzem os índices de criminalidade em todas as regiões do estado. Registros divulgados ontem pela Gerência do
Observatório de Segurança da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) demonstram que a taxa de homicídios em Goiás caiu 13,52% e a de furtos a veículos despencaram 31,58% no período de outubro de 2015 a abril de 2016. Furtos a comércio
e a residências retraíram 28,88% e 7,1%, respectivamente.
Três das quatro modalidades de roubos também recuaram: a prática de roubo em comércio retrocedeu 19,05%, o roubo de veículo teve
queda de 12,08%, e o crime de roubo a transeunte ficou 1,96% menor. Entre as oito ocorrências reativas, sete apresentaram recuo neste intervalo de tempo. Apenas os roubos a residência aumentaram em 13,88%, porém, no primeiro quadrimestre deste ano já demonstra tendência
de estabilidade e queda.

21 Fonte:
20/04/2016

www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/projeto-de-assistencia-juridica-a-integrantes-das-forcas-de-seguranca-e-exemplo-para-o-pais.html

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Quedas em comparação anual
Os dados do mês de abril divulgados pela Gerência do Observatório de Segurança demonstram que a taxa de homicídios em
Goiás recuou 17,25% em abril de 2016 se comparada com igual
período de 2015. Na capital, a redução chegou a 38,33% no mesmo critério de comparação. Furtos em comércios e em residências
também apresentaram recuos significativos. As duas ocorrências
caíram, respectivamente, em 21,12% e 8,21%.
Os números apontam também que, desde o início do ano,
os homicídios dentro do Estado seguem em declínio. Em janeiro
aconteceram 250 ocorrências. Os meses seguintes apontaram queda no ritmo dessa natureza de ocorrência (fevereiro, 240; março,
224; e abril, 211). Essa modalidade de crime demonstra consistência de queda sequencial. Em termos percentuais, a retração já
acumula 15,60% nesses meses.
Goiânia (-38,33%), Anápolis (-38,89%) e Aparecida de Goiânia (-25%) influenciaram fortemente na redução dos homicídios de
abril em relação ao mesmo mês do ano passado. Esses municípios
participaram também da redução de outras modalidades pesquisadas: a capital diminuiu em 25% sua taxa de tentativa de homicídios. Em Anápolis, os roubos em residências caíram 41,18%, ao
passo que os estupros recuaram 87,5% em Aparecida.

Nas regiões metropolitana da capital, entorno do DF e interior
do estado, os furtos a comércio recuaram seguidamente desde o
início do ano. Pela ordem, ouve recuo de 45,69%, 18,81% e 27,2%
nessas regiões.
Da mesma forma, os dados estaduais mostram a retração de
furtos em residências. Desde dezembro de 2015, esse tipo de crime vem diminuindo sistematicamente. De 1.688 casos registrados
na época, os registros caíram nos meses subsequentes: janeiro
(1.658), fevereiro (1.628), março (1.574) e abril (1.465).
O histórico de furtos a transeuntes mantém a linearidade entre outubro do ano passado e abril deste ano, com taxa de queda
9,77% nas ocorrências registradas no período.
O histórico da evolução dos crimes de furtos e roubos de
veículos no estado, principalmente na região metropolitana de
Goiânia, mostra números animadores para quem é proprietário de
veículos motorizados. Essa espécie de furto obteve redução, na
comparação entre janeiro e abril, em todas as estratificações por
região. No geral, as quedas atingiram 37,77% nos furtos e 27,37%
nos roubos de veículos, se comparado os meses de janeiro e abril
deste ano. Na região metropolitana, a queda chegou a 45,58% e
31,12%, utilizando-se os mesmos comparativos acima.
A redução dos crimes relacionados a veículos automotores na
região do entorno registrou taxa negativa de 18% nas duas naturezas criminais. No interior do estado, os crimes sofreram redução
de 36,13% e de 27,27%, respectivamente.22

Crimes de alta prioridade têm recuo
A Secretaria de Segurança Pública divulgou também levantamento que mostra a evolução dos crimes considerados de alta prioridade. As ações táticas ostensivas da polícia têm obtido resultados
históricos na redução dos homicídios. Nesse quesito, o gráfico da
segurança mostra no estado uma descendente constante desde o
mês de dezembro de 2015.
As principais cidades goianas que foram foco das primeiras
operações do programa Tolerância Zero mantiveram a tendência
de queda dos homicídios: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo, Rio Verde, Formosa e Trindade, foram locais
que acompanharam a queda.
O gráfico que representa o interior apresentou oscilações nesses sete meses, porém com o detalhe de haver registrado grande
queda no mês passado. Os números de abril apresentaram 23,80%
de queda se comparados com os homicídios praticados em outubro
do ano passado. Algumas cidades do Entorno do Distrito Federal
não acompanharam a tendência mas, de acordo com informações
da SSPAP, esses locais devem ser alvos de ações mais intensas das
forças policiais nas próximas semanas.
As estatísticas mostram ainda que o crime de estupro está
caindo na região metropolitana da capital e no interior. Na Grande Goiânia, eles recuaram 37,03% em abril ante o mês outubro e
41,37% em relação a dezembro do ano passado. No interior do
estado, o mês de abril obteve o menor número de ocorrência dessa
natureza desde novembro de 2015. A queda em todo o estado ficou
em 18,37% e 27,27% na mesma comparação anterior.
Furtos em comércio despencam
Em todas as regiões do Estado, os furtos a comércio tiveram
queda significativa durante o período de outubro de 2015 a abril
de 2016. O crime está em queda livre desde janeiro último quando
aconteceram 710 casos. Desde então, esses furtos caíram mês a
mês fechando o mês passado com o total de 463 ocorrências, ou
recuo de 37,8%.
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22 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/indices-de-criminalidade-caem-em-goias.html - 05/05/2016

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TRANSPORTE
Infraestrutura e energia »

Transportes
A infraestrutura de transportes brasileira e, especialmente, a goiana é fundamental para o desenvolvimento econômico de Goiás, pois
o Estado tem localização privilegiada no país. Essa localização central de Goiás no território brasileiro favorece o uso de diferentes modais - rodoviário, ferroviário, aeroviário, hidroviário e dutoviário - que interligam as demais regiões do país. Alguns apresentam vantagens
e desvantagens em decorrência de fatores como segurança e eficiência no atendimento às demandas, custo do frete em relação ao valor da
mercadoria, tipo e destino da mercadoria.
Existe uma preferência, inclusive histórica, pelo transporte rodoviário, que deve ser repensada no contexto de um planejamento de longo
prazo. O atraso no desenvolvimento de novos modais sobrecarrega as rodovias, encarecendo o custo de transporte, já que para grandes distâncias, esse não é o meio de menor custo operacional. Neste sentido, o investimento nesta e em outras alternativas é um desafio para o Estado.
O Plano de Desenvolvimento do Sistema de Transporte do Estado de Goiás (PDTG) foi o primeiro planejamento estratégico intermodal
de transportes, realizado em Goiás, e contou na sua elaboração com a participação das três instâncias governamentais e da sociedade civil.
Teve como meta alinhar políticas e ações públicas necessárias para adequar o setor de transportes aos fluxos produtivos relevantes para o
Estado e constituir parte do financiamento da malha rodoviária estadual. Portanto, para entender o atual contexto dos transportes em Goiás
é interessante que se retome o PDTG e se entenda a estratégia logística nacional.
Rodoviário
Um dos estudos mais importantes sobre o transporte rodoviário é feito periodicamente pela Confederação Nacional do Transporte
(CNT). Para Goiás, o estudo cobriu 5.384 km de rodovias em 2014. A frota goiana era de mais de 3,2 milhões de veículos para uma extensão
de 11.155 km pavimentados, dos quais 3.466 km são federais e 7.629 km são estaduais. DO total, 87% são de pistas simples de mão dupla
e apenas 13% de pista dupla.
A condição geral das rodovias localizadas no Estado é de 7% em ótimo, 30% bom, 44% regular, 13% ruim e 6% péssimo. Sobre a classificação de alguns aspectos especificamente, a respeito da superfície do pavimento e pinturas das faixas centrais e laterais, quase metade
está em ótimas condições, entretanto, a outra metade está desgastada ou em más condições, sendo esta uma das fragilidades do principal
meio de escoamento da produção goiana. 81% dos quilômetros de rodovias em Goiás possuem placas de indicação, com 80% destas visíveis
e 85% legíveis.

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA


Recentemente o Governo de Goiás anunciou pacote de obras de conclusão e construção de novas estradas, pontes, aeroportos, viadutos
e duplicações. Este volume de obras significou o maior pacote de investimentos já feito na infraestrutura rodoviária e aeroportuária em
Goiás, através do Programa Rodovida. O programa foi dividido em quatro eixos (Reconstrução, Urbano, Manutenção e Construção), sendo
que para o modal rodoviário a prioridade foi atender trechos que apresentavam dificuldades nas condições de tráfego e propor o aumento da
vida útil das rodovias em, no mínimo, 10 anos.
Nos últimos anos, o governo federal vem duplicando algumas das principais rodovias que cortam o Estado. Assim, grande parte dos
investimentos será realizada por meio de concessões, que atingiram o território goiano, na BR-153 GO/TO, trecho Anápolis (Entr. BR-060)
­ Entr. TO-080 (56 km de Palmas); e, na BR-050 GO/MG - Entr. BR-040 (Cristalina) ­ Div. SP/MG, passando por Catalão.
Ressalta-se que o estudo da CNT mostra que as condições das rodovias com gestões concedidas são, em média, melhor que as de gestão
pública. Logo, provavelmente, além da duplicação, as referidas rodovias terão uma melhora qualitativa que facilitará o tráfego, e consequentemente, o desenvolvimento econômico do Estado.
Mobilidade Urbana
A Constituição Federal rege que o sistema de transporte público urbano é gerido pelo governo municipal, enquanto o transporte metropolitano de passageiros é responsabilidade dos estados em conjunto com as cidades da região metropolitana, restringindo-se às linhas
de ônibus urbanos e semi-urbanos. Logo, a mobilidade urbana é um tema que diz respeito, especialmente, aos maiores centros urbanos do
Estado, como a Região Metropolitana de Goiânia, Anápolis e o Entorno do DF, que tem grande ligação com o Distrito Federal. Este possui
suas próprias políticas de mobilidade, mais articuladas aos governos municipais daquela região do que à esfera estadual goiana.
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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Em Goiânia, chama atenção a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projeto integrado ao sistema de transporte metropolitano. Os recursos, da ordem de bilhões, serão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo do Estado de Goiás e da iniciativa privada. Outra obra importante a ser executada é o sistema BRT (Bus Rapid Transit) de Goiânia, chamado de Corredor Goiás Norte/Sul
com previsão de início das operações para 2016. A concepção do sistema prevê a implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo
e a substituição da frota atual por veículos de maior capacidade. Esses tipos de iniciativas são importantes para dar mais qualidade ao transporte público e reduzir o tempo médio de viagem, o que representa maior qualidade de vida para os goianos. Além disso, são exemplos para
cidades de menor porte, que já começam a sofrer os problemas ligados ao trânsito das grandes cidades.
Nessa linha, de acordo com o estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil do IBGE, Anápolis possui uma intensidade de deslocamento média alta com Goiânia, o que instiga uma maior atenção do poder público a respeito das políticas de transporte de
passageiros entre as duas cidades.
Ferroviário
É sabido que um dos transportes terrestres com menor custo para longas distâncias é o ferroviário. Essa seria uma das melhores alternativas de escoamento da produção agrícola de grãos do Estado de Goiás. Dentre os benefícios das ferrovias estão os de reduzir os custos de
comercialização no mercado interno, reduzir a emissão de poluentes, reduzir o número de acidentes em estradas, melhorar o desempenho
econômico de toda a malha ferroviária e desafogar os outros modais, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior e,
melhorar a renda e a distribuição
da riqueza nacional.
Atualmente, Goiás conta com o recém construído ramal norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS). Esta teve sua construção iniciada por trechos, na década de 1980, a partir da ligação com a Estrada de Ferro Carajás. O traçado inicial previa a construção de 1.550 km, de Açailândia
(MA) até Anápolis (GO), entretanto o trecho recém inaugurado faz parte do Tramo Central (855 km) e vai de Anápolis até Porto Nacional
(TO). Atualmente existem investimentos em execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no ramal sul da FNS. Este trecho
vai de Ouro Verde de Goiás (GO) a Estrela d´Oeste (SP), correspondendo a 669km.
Outra ferrovia importante com presença em Goiás é a Centro-Atlântica (FCA), originária da antiga Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) e voltada exclusivamente para a operação ferroviária de cargas com logística focada, principalmente, em granéis.
Em Goiás, novos investimentos no modal ferroviário fazem parte do Programa de Concessões de Rodovias e Ferrovias, no qual a Valec comprará capacidade de transporte da ferrovia e oferecerá sua capacidade. O governo federal dividiu o programa em duas etapas que
contemplam trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) ­ Uruaçu (GO) da Ferrovia da Integração Centro-Oeste e faz parte do primeiro grupo.
A conclusão e operação dessas ferrovias revelam uma série de oportunidades, mas, por outro lado, geram alguns desafios para o Estado.
Entre eles, e talvez o mais importante, o de interligar as rodovias aos terminais de cargas dessas ferrovias. Além disso, o aumento da competitividade dos produtos goianos pode agravar ainda mais a questão da demanda por transporte rodoviário, demandando do Governo do Estado
investimento ainda maior em estradas.
Aeroviário
De acordo com Anuário de Transporte Aéreo 2012 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), existem em Goiás quatro aeroportos
utilizados por voos domésticos regulares e não regulares: Goiânia, Rio Verde, Caldas Novas e Minaçu. Segundo estudo do IMB, existem
31 aeródromos públicos, 107 aeródromos privados e 17 helipontos. Está em execução um programa do Governo federal de expansão dos
aeroportos regionais, além de um projeto do Governo estadual em execução, que contempla um aeroporto de cargas (e, possivelmente, passageiros) em Anápolis, que integra a Plataforma Logística Multimodal de Goiás.
O Programa de Investimentos em Logística-Aeroportos, da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) tem o objetivo de fortalecer e
ampliar a aviação regional, com novos aeroportos, aumento do número de rotas operadas pelas empresas aéreas, melhoria da infraestrutura
aeroportuária e ampliação da malha de aeroportos regionais. Este programa prevê a construção ou expansão de 10 aeroportos em Goiás
(Mapa 1), e conta com parceria, por meio de convênio, com Estados e municípios, o que garantiria o custeio e gestão desses aeroportos.
Desse modo, a sobrecarga no transporte rodoviário reduziria, elevando a eficiência do transporte aéreo no Estado. Além de tudo, a localização estratégica de Goiás para esse tipo de transporte o coloca entre um dos principais Estados para receber novas rotas. Neste contexto,
o Aeroporto de Goiânia, prestes a ser concluído, vai exigir a atenção do Governo do Estado no que se refere às obras urbanísticas em torno
da área, assim como um plano de expansão, dada a recente elevação da demanda não acompanhada pela oferta de infraestrutura aeroviária.
Por fim, ressalta-se a adequação da interligação dos diferentes tipos de transportes, que, neste sentido, foi criada a Plataforma Logística
Multimodal de Goiás, baseada em sua localização estratégica, "Trevo do Brasil", situada entre Goiânia e Brasília, com fácil acesso rodoviário ao DAIA (Distrito Agroindustrial de Anápolis) e Porto Seco (Estação Aduaneira do Interior) pelas BR-153 e BR-060, além do ramal
ferroviário com a Ferrovia Centro-Atlântica - cuja ligação com os trilhos da ferrovia Norte-Sul está na iminência de se efetivar - e do Aeroporto de Cargas de Anápolis. A Plataforma se oferece para ser o centro de serviços de logística integrado com as principais rotas logísticas
do país, com acesso eficiente aos eixos de transporte rodoviário, ferroviário e aeroportuário, promovendo uma maior sinergia operacional
entre as empresas do Estado.
Hidroviário
O território goiano é ocupado pelas maiores bacias hidrográficas do Brasil: a do Paraná, Tocantins/Araguaia e São Francisco. Entretanto, apenas nas duas primeiras há navegação com transporte de cargas viável economicamente. Em Goiás destacam-se como centros polarizadores os municípios de Luís Alves, no rio Araguaia, e São Simão, no Paranaíba-Tietê-Paraná. Estes chamam atenção pela sua potencialidade
produtiva e disponibilidade de infraestrutura, que viabilizam o transporte da produção, principalmente agrícola e de minérios, atividades que
o Estado tem se sobressaído no período recente.

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
A pesquisa da CNT da Navegação Interior de 2013 levantou os principais problemas das hidrovias brasileiras. No caso goiano, os portos
foram identificados com problemas sem gravidade nos quesitos eficiência, carência de terminais, berços e retroáreas. No que se refere aos
canais de navegação, as profundidades observadas durante as cheias foram consideradas ideais. Porém, na seca, as profundidades médias
observadas nos terminais de Goiás são inferiores à profundidade informada como necessária para garantir a navegação segura, obrigando os
armadores a operarem com embarcações carregadas abaixo da capacidade ou até não navegarem. Neste sentido, para garantir a profundidade
necessária para comportar, o tráfego das embarcações (no canal de navegação ou na área dos berços) é fundamental a realização de operações de dragagem. Neste quesito, Goiás teve 50% das avaliações negativas, portanto, necessitando de especial atenção do poder público. Por
fim, a pesquisa mostra que o tempo de espera para atracação é razoável.
Dutoviário
O modal dutoviário em Goiás se refere ao duto que vai de Senador Canedo (GO) a Paulínia (SP) e de lá para o porto de São Sebastião,
além dos projetos de duto paralelo ao anterior e do ramal que partirá de Jataí (GO), passando por Itumbiara (GO) com o mesmo destino. O
projeto é de um grupo de empresas e se estende por 1,3 mil km ligando algumas das principais regiões produtoras do Estado com o principal
centro consumidor do país. O alcoolduto prevê uma redução média de 50% dos custos de escoamento da produção goiana de etanol do sul
do Estado, além de reduzir a emissão de poluentes, desafogar as rodovias e ser mais ágil no atendimento dos centros consumidores.


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Goiás possui uma extensa malha viária. Conta com 3.400 km
de rodovias federais, 18.610 quilômetros de rodovias estaduais e
64.690 quilômetros de rodovias municipais, o que totaliza 86.700
quilômetros de rodovias, dos quais somente 7.822 são pavimentados. A BR-050 que passa por Catalão, e liga cidades como Brasília,
Uberlândia, Uberaba e Santos é uma das rodovias federais que passa pelo o estado. A BR-153 corta o estado de Norte a Sul, ligando
Itumbiara, na divisa com Minas Gerais, a Porangatu, na divisa com
Tocantins. A BR-040 que liga Brasília a Belo Horizonte e ao Rio
de Janeiro conecta também, por sua vez, diversos municípios goianos como Cristalina, Luziânia, Valparaíso de Goiás. Outras rodovias dignas de destaque são a BR-060 que liga Brasília a Goiânia e
ao Mato Grosso do Sul, cortando o Sudoeste goiano; e a BR-070,
que liga Brasília a Aragarças e ao Mato Grosso.
Atualmente o transporte ferroviário é pouco utilizado em
Goiás, o Estado possui um trecho de linha férrea que interliga parte de Minas Gerais ao Sudeste de Goiás e um outro trecho que
interliga o Sudeste Goiano à capital Goiânia passando por Senador
Canedo, cidade na qual possui grande distribuidoras petrolíferas e
abatedouros de grande porte junto a margem dessa ferrovia. Mas
este quadro pode mudar já que o Governo Federal começou as
obras da Ferrovia Norte-Sul com grande parte já pronta em Goiás,
despontando do recém criado Porto Seco de Anápolis em direção
ao Tocantins lado norte e lado sul indo em direção a Minas Gerais.
A Ferrovia Norte-Sul está bem infra-estruturada na região norte do
país devido aos investimentos crescentes do Governo Federal. Já
foi finalizada pela presidente Dilma Rousseff.
Há apenas uma hidrovia no Rio Paranaíba e o principal porto
dela é o de São Simão que faz parte da Hidrovia Paraná-Tietê.
O trafego aéreo de Goiás conta com vários aeroportos sendo o
mais movimentado o Santa Genoveva, em Goiânia. Em Anápolis
foi construída a Base Aérea para aviões supersônicos. As companhias aéreas que servem Goiás são: "TRIP + TOTAL", "TAM",
"GOL", "Azul", "Passaredo", "Oceanair" e "SETE" além de algumas companhias que fazem o serviço de táxi aéreo.23

sete missões comerciais. Como consequência, desde 2014 o governo já assinou 33 protocolos de intenção com empresas nacionais
e estrangeiras, totalizando investimento superior a R$ 3,5 bilhões.
A projeção é de que estas empresas gerem pelo menos 30
mil postos de trabalho diretos e indiretos no Estado. Estimativas
da equipe econômica do governo apontam que cerca 60% destes
protocolos só foram possíveis pela agenda no exterior. As últimas
missões realizadas para a Europa e os Estados Unidos, por exemplo, foram fundamentais para o anúncio do investimento de R$
650 milhões da Heineken em Itumbiara. Para a missão realizada à
Oceania, Marconi avaliou, logo após a sua chegada, que a agenda
de reuniões vai abrir as portas para o Estado de um mercado em
crescimento nos ramos de tecnologia e inovação.
Reflexos
Os investimentos externos na econômica de Goiás são fundamentais para o desenvolvimento da economia. Na última década
foram gerados mais de 1 milhão postos de trabalho no Estado. Em
2015 a população ocupada em Goiás era de mais de 3,5 milhões
de pessoas. Os empregos estão sendo ocupados por pessoas com
melhor qualificação: mais de 50% dos trabalhadores, com carteira
assinada, tem o ensino fundamental e/ou médio completo
Entre 2004 e 2015, o PIB de Goiás cresceu em média 4,8% ao
ano, enquanto o aumento médio do País ficou em 3,4%. Os dados
são do relatório do Banco Central (Bacen). Goiás cresceu 50% acima da média nacional. O bom desempenho da economia goiana foi
impulsionado, principalmente, pelo dinamismo do comércio, da
indústria de transformação e do setor de outros serviços
Outro reflexo desses investimentos está na diminuição da
desigualdade. Entre 2005 a 2015, os 20% mais pobres do Estado
tiveram crescimento na sua renda de 7,3 pontos, numa escala de
0 a 10. Os 20% mais ricos avançaram metade deste índice. Esse
crescimento da renda das famílias carentes foi real, não causado
pela transferência de renda.
Avaliação
O governador Marconi Perillo avalia que esses investimentos
externos diminuem para efeitos da crise econômica nacional. Em
pronunciamento recente, ele observou que, embora o Brasil atravesse a pior crise econômica de sua história, Goiás tem conseguido
se sobressair por meio da atração de empresas. "Empresários apostam na pujança do Estado, na competitividade, incentivos fiscais e
segurança jurídica", disse.
Ele também fez referência ao protagonismo dos empreendedores que sabem aproveitar as oportunidades que as crises geram:
"Eles estão apostando mais uma vez em um dos diferenciais que o
nosso Estado tem, que é a competitividade. Goiás é, hoje, um Estado estratégico para o desenvolvimento nacional". Destacou que
o governo tem cumprido com sua parte ao garantir incentivos e o
cumprimento de todos os pré-requisitos e garantias para que todos
os empreendimentos possam acontecer.24

Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governador Marconi Perillo apresenta na tarde desta quartafeira (18), em seminário no Americas Society and Council of the
Americas, em Nova York, as potencialidades e oportunidades de
negócios de Goiás para investidores norte-americanos e latino-americanos. O seminário encerra missão comercial do Governo de
Goiás nos Estados Unidos, que começou na última segunda-feira, e
é o principal compromisso dos três dias de agenda em Nova York.
O objetivo do governador é captar novos investimentos para
a economia local, que impactem de forma positiva na geração de
postos de trabalho e aumento da renda dos goianos. Para conter os
efeitos da retração econômica do País, o Governo de Goiás tem
apostado no estreitamento das relações econômicas e culturais
com diferentes nações do mundo. O programa de internacionalização de Goiás, iniciado em 1999, ampliou de 40 para 160 o total de
países com os quais Goiás têm intercâmbio comercial.
O seminário do governador será durante o Lide Business Lunch, no Americas Society and Council of the Americas. Ao longo
dos quatro mandatos de Marconi à frente do governo de Goiás,
esta é a 31.ª missão do governo. Apenas neste último mandato são

Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governador Marconi Perillo afirmou nesta segunda-feira
(16), após participar de reuniões e do encerramento do pregão da
Bolsa de Valores de Nova York, que o aumento da participação de
24 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/233012/NY-Marconi-mostra-for%C3%A7a-de-Goi%C3%A1s-a-investidores.htm - 18 de Maio de 2016

23 Fonte: www.goias.gov.br/paginas/invista-em-goias/infraestrutura-e-energia/ www.pt.wikipedia.org

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
A reforma administrativa promovida por Marconi Perillo em
Goiás foi um dos assuntos abordados no encontro entre o governador e o economista brasileiro Pérsio Arida, ocorrido nesta terçafeira, em Nova York; no segundo dia da missão comercial nos Estados Unidos, Marconi participou de conferência promovida pelo
Banco BTG, que tem Pérsio como um dos comandantes, e recebeu
os "parabéns" pelo trabalho desenvolvido
A Redação (João Unes, de NY) - A reforma administrativa
promovida por Marconi Perillo em Goiás foi um dos assuntos
abordados no encontro entre o governador e o economista brasileiro Pérsio Arida, ocorrido nesta terça-feira (17/5), em Nova York.
No segundo dia da missão comercial nos Estados Unidos, Marconi
participou de conferência promovida pelo Banco BTG, que tem
Pérsio como um dos comandantes, e recebeu os "parabéns" pelo
trabalho desenvolvido.
Marconi e Pérsio também conversaram sobre a economia brasileira e possíveis ações para tirar o país da atual crise econômica.
Acompanhado da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, o governador destacou que Goiás anda na contramão da crise, conquistando índices positivos e gerando empregos. O cenário, conforme
destacou, é fruto da reforma administrativa que cortou gastos e
ajustou despesas.
Conhecido por transitar com facilidade entre governo e setor
privado, Pérsio avaliou que o Brasil passa por um momento de
transformação. "Acho que há razões para ser otimista. Goiás tem,
certamente, muito a contribuir porque nossa plataforma exportadora é, sem sombra de dúvidas, muito diversificada. Tem indústria,
tem agricultura. Goiás é um dos Estados que mais cresce no Brasil", disse o economista, referindo-se ao posicionamento geográfico do Estado.
"Acontece que muita gente não tem coragem política em fazer
o óbvio e, nesse sentido, o Governo de Goiás tem que ser muito
elogiado. São Paulo, Goiás e Espírito Santo são Estados que estão
na vanguarda desse processo", completou Pérsio, que é um dos
idealizadores do Plano Real.26

Goiás em eventos internacionais é resultado do reconhecimento do
avanço administrativo e econômico do Estado nos últimos anos.
Marconi esteve na Bolsa de Valores de York ao lado do ex-presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, principal palestrante do 5.º World Economy and Brazil.
"Goiás tem hoje um prestígio muito grande fora do Brasil graças ao trabalho que estamos fazendo para organizar as finanças,
impulsionar o desenvolvimento do Estado, e principalmente graças ao fato de Goiás ter crescido, nos últimos 16 anos, 10 vezes",
afirmou Marconi, em referência ao crescimento do Produto Interno
Bruto do Estado entre 1999 e o ano passado ­ de R$ 17,4 bilhões
para R$ 160 bilhões. "Por tudo que Goiás representa hoje em termos de avanços tecnológicos e da gestão, nosso Estado é reconhecido e convidado para um evento tão emblemático como esse
aqui", afirmou o governador, em referência à agenda da Missão
Comercial do Governo de Goiás nos Estados Unidos.
Entre as áreas em que o Governo de Goiás vem apostando
para impulsionar o crescimento da economia, o governador citou
a política de incentivos fiscais, a modernização da gestão, a inovação e a competitividade. "São políticas de governo formuladas em
sintonia com o setor produtivo, trabalhadores e empresários, com
foco na geração de emprego e renda", disse o governador. Os compromissos da Missão Comercial começaram nesta segunda-feira e
se estendem até a próxima quarta-feira, dia 18 de maio.
Nesta terça-feira, Marconi participa de conferência promovida pelo Banco BTG. Na quarta-feira, o governador apresenta as
potencialidades econômicas de Goiás no Lide Business e participa
da Conferência do Açúcar e do Etanol, evento anual que discute os
investimentos e as políticas públicas voltadas para o setor. Nesta
segunda-feira, mais cedo, o governador esteve no 5º World Economy and Brazil, onde afirmou que o Brasil precisa fazer as reformas estruturantes necessárias à retomada do crescimento.
As reformas também foram o ponto central das apresentações de todos os palestrantes. "Perdemos 14 anos no Brasil sem
reformas. É preciso reconquistar esse espaço perdido focando para
valer, priorizando para valer e buscando consenso em relação a
essas reformas", afirmou Marconi após o evento, em entrevista
à imprensa. As reformas estruturantes são sempre muito difíceis,
polêmicas, mas absolutamente necessárias. Sem passar por elas o
Brasil não vai conseguir chegar a esse patamar de prosperidade
que nós desejamos", disse o governador.
O debate foi feito entre o fundador da Gávea Investimentos e
ex-presidente do Banco Central do Brasil, Arminio Fraga; o Diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas e
ex-presidente do Banco Central do Brasil, Carlos Geraldo Langoni, e o diretor e economista do Banco Bradesco, Octavio de Barros.
O governador lembrou ainda que os palestrantes reconheceram a importância do agronegócio para a economia brasileira, e
que é preciso fortalecê-lo. "Todos são unânimes em dizer que se
desperdiça muito dinheiro no Brasil por falta de planejamento,
por falta de bons projetos e por conta da falta de foco na gestão",
frisou. Ele informou que está, junto à sua comitiva, conversando
com investidores fortíssimos, tanto do Brasil quanto dos Estados
Unidos, que são potenciais industriais do futuro em Goiás.25

Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governador Marconi Perillo disse nesta segunda-feira, em
Nova York, onde lidera missão internacional, que Goiás acertou e
virou modelo de administração para outros estados ao inovar na
gestão. Marconi falou após participar do "V World Economy and
Brazil", que teve palestras dos ex-presidentes do Banco Central
Armínio Fraga e Carlos Langoni
"Goiás é um caso de sucesso porque nós procuramos investir
ao longo do tempo nas parcerias privadas e principalmente nas
gestões novas e nas áreas estratégicas, como saúde e educação",
disse o governador Marconi Perillo em entrevista para a Agência
Estado e Valor Econômico.
"Nós temos hoje dois programas muito importantes que são
as espinhas dorsais deste governo, um focado na inovação, que é o
Inova Goiás e o outro é o Goiás Mais Competitivo. Acho que para
sairmos da crise nós vamos ter que investir em criatividade e em
programas que possam fazer a diferença".

26 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232753/Goi%C3%A1s-est%C3%A1-na-vanguarda-da-reforma-avalia-economista.htm - 17 de Maio
de 2016

25 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232679/Avan%C3%A7o-econ%C3%B4mico-fez-Goi%C3%A1s-reconhecido.htm - 17 de Maio de 2016

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Economia nacional
Marconi comentou sobre as palestras de Armínio Fraga e Langoni. "Todos são unânimes em dizer que se desperdiça muito dinheiro no Brasil por falta de planejamento, falta de bons projetos
e falta de foco na gestão. Além do desperdícios que acontecem por
causa da corrupção".
"Hoje nós ouvimos muito falar-se em confiança. O Dr. Armínio foi muito claro ao dizer que é preciso ter confiança mas é
preciso também ter ação prática".
"Na minha opinião o governo quando chega e tem gordura
para queimar ele precisa investir em reformas, infelizmente nós
perdemos 14 anos no Brasil sem reformas, é preciso reconquistar
esse espaço perdido focando para valer e priorizando para valer".27

o lançamento do edital. A única coisa que falta é isso. A empresa
é boa, mas tem déficits mensais. Não podemos mais esperar pela
privatização, sob pena da Celg entrar em colapso", alertou.28
Pesquisadores se reúnem no 1º Workshop do Projeto Biogás Redutor

Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governo de Goiás espera que a gestão do presidente em
exercício, Michel Temer, priorize a retomada do processo de privatização da Celg. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que a ordem de
Temer é "privatizar ou conceder tudo o que for possível na área
de infraestrutura". O governo federal intenciona recuperar com
agilidade os investimentos, uma das ações previstas no plano de
reequilíbrio econômico e da retomada da competitividade no país.
Em entrevista concedida a Associação Goiana dos Municípios
(AGM), Marconi discorreu sobre a necessidade da retomada do
processo de privatização da Celg para retomar investimentos e melhorar o sistema de energia ofertado ao cidadão. Disse que seria
absolutamente insensato se houvesse por parte do governo federal
qualquer interrupção do curso do processo de privatização.
"O que as pessoas querem é serviço de qualidade, energia de
qualidade, água de qualidade, telefonia de qualidade, reguladas, fiscalizadas, saúde de qualidade", afirmou, lembrando que a Celg é
federalizada desde 2012, quando passou a ser gerida pela Eletrobras.
"A Celg não é um problema de Goiás apenas. É, fundamentalmente,
um problema federal. A Celg é federalizada, e ela não pode entrar
em colapso, precisa ter uma solução rápida porque está tendo prejuízos, e, à medida que for privatizada, nós vamos ter dinheiro pra
novos investimentos, garantindo a melhoria do sistema, a melhoria
da energia que é entregue aos consumidores, e também obras que
vão garantir o atendimento a novas demandas dos consumidores residenciais, comerciais, industriais e do agronegócio", explicou.
O governador lembrou que a privatização da Celg ficou paralisada por conta do processo de impeachment de Dilma Rousseff e que agora o governo de Goiás aguarda a abertura do edital
para federalização da empresa. Ressaltou que hoje tanto o governo
federal como o governo estadual não têm recursos para investir
na recuperação da companhia e fazer face aos investimentos necessários para atender às demandas reprimidas de consumidores
residenciais, industriais e comerciais.
"Com a privatização, nós vamos ter dinheiro. Espera-se que
só nos primeiros anos, pelo menos R$ 2 bilhões sejam investidos,
pelos novos detentores da concessão, em obras, subestações, redes, que possam melhorar a qualidade do suprimento de energia
aqui no Estado. Tudo o que tinha de ser feito na Aneel, no TCU,
em todas as instâncias já foi feito. Agora, só estamos esperando

Workshop foi realizado na sala da diretoria do Câmpus Goiânia.
Pesquisadores realizaram nesta segunda e terças-feiras, 16 e
17 de maio, o primeiro workshop do Projeto Biogás Redutor, na
sala da diretoria do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás
(IFG). A ação faz parte do Convênio de Cooperação Técnica firmado entre docentes do IFG - Câmpus Goiânia, da Universidade
Federal de Goiás (UFG), a Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de Goiás (Fapeg) e a Votorantim Metais para a implementação de ações e metas relacionadas ao projeto "Biogás redutor de
cana energia para redução de minérios lateríticos".
A abertura do workshop, realizada nesta segunda no Câmpus
Goiânia, contou com a presença do diretor-geral do Câmpus Goiânia, Alexandre Silva Duarte, do diretor científico da Fapeg, Albenones José de Mesquita, e do coordenador do projeto e professor
do IFG ­ Câmpus Goiânia, Wagner Bento Coelho. De acordo com
o coordenador do projeto, Wagner Bento, o convênio foi firmado
em 2015 e a realização do workshop é uma das atividades programadas para o projeto. Do Câmpus Goiânia, participam do projeto
os professores Joachim Werner Zang, Warde da Fonseca Zang e
Sérgio Botelho.
Segundo o professor Wagner, são esperados resultados que
podem transformar a realidade energética do Estado, melhorando diversos setores, como o econômico e o social. "No Estado de
Goiás, não temos aqui o gás como fonte de energia. Esse projeto permite a substituição, em boa escala, do gás natural. Existe
a possibilidade muito grande da matriz energética do Estado de
Goiás se beneficiar de mais esse insumo. Além disso, essa inovação possibilita indiretamente a geração de empregos, recolhimento
de impostos e outra série de benefícios", ressalta.

27 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232524/Goi%C3%A1s-acertou-ao-inovar-na-gest%C3%A3o-diz-Marconi.htm - 16 de Maio de 2016

Didatismo e Conhecimento

28 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232430/Gest%C3%A3o-Temer-deve-agilizar-venda-da-Celg.htm - 16 de Maio de 2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Fomento
Para o diretor científico da Fapeg, Albenones José de Mesquita, a ação da Fapeg no projeto propiciou, além do fomento, a
união entre os setores acadêmico e empresarial, em uma parceria
benéfica para a sociedade. "A Fapeg teve um papel catalisador na
ação para o estabelecimento desta parceria público-privada. Neste
caso, todos os lados são beneficiados, com o fomento da pesquisa
e produção de conhecimento para a academia; a redução de gastos
e a melhoria da produtividade, para o setor empresarial; e a sociedade, com estímulo à indústria e geração de emprego e processos
menos poluentes ao meio ambiente", ressalta.
O projeto também ganhou reforços, com o interesse de grupos
científicos da Alemanha e da França, na pesquisa, e que deverão
dar apoio técnico à sua execução. Faz parte da ação a Université
de Poitiers (França) e há o interesse da Forschungszentrum Jülich
(Alemanha) em também participar do projeto. Além das discussões pertinentes à iniciativa, também foi realizado um tour pelo laboratório do Mestrado em Tecnologias de Processos Sustentáveis,
da Rede Brasileira de Biogás.
No total, está sendo investido R$ 1,05 milhão, sendo R$ 700
mil da Fapeg para concessão de Bolsa de Pesquisa, Formação e
Bolsas Tecnológicas, e para Fomento à Pesquisa em Áreas Estratégicas; e R$ 350 mil pela Votorantim Metais para atividades de
pesquisa e desenvolvimento.

Sistema está sendo adaptado no Porto para uso no IFG.
A partir de parceria do Instituto Federal de Goiás (IFG) com o
Instituto Politécnico do Porto (IPP), dois professores da Instituição
estão em Portugal para realizar uma adaptação do software Virtual
Sign para que ele faça a tradução bidirecional para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O objetivo é adaptar o sistema para que
possa ser adotado por todos os câmpus do IFG, na perspectiva da
educação inclusiva, simplificando o processo de aprendizagem e
comunicação para promoção da igualdade de oportunidades para
todos os que usam a língua gestual.
O Diretor Executivo do IFG, professor Adelino Candido,
conta que a oportunidade de uso do sistema pela Instituição surgiu
por acaso, em uma das visitas do Reitor do IFG, professor Jerônimo Rodrigues da Silva, ao Porto (Portugal). "Em uma das tratativas para as parcerias com o IPP para pós-graduação e pesquisa, o
Reitor conheceu o sistema e viu ali a possibilidade de ampliar a
inclusão no IFG em todos os câmpus", destacou Adelino Pimenta.
O Diretor Executivo antecipa que, após a adaptação para Libras,
há a possibilidade de o sistema ser usado por todas as instituições
que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica
e Tecnológica.
A partir disso, as conversas entre as instituições evoluíram e o
IFG decidiu custear a viagem dos professores do Câmpus Aparecida de Goiânia Waléria Vaz (coordenadora do curso de Pedagogia
Bilíngue) e Thiago Aguiar, professor de Libras, para trabalharem
na adaptação do Virtual Sign para a Língua Brasileira de Sinais.
Com as adaptações que estão sendo feitas, a aplicação permitirá
traduzir os gestos usados na Libras para texto escrito e traduzir o
texto escrito para os seus respetivos gestos na Língua Brasileira
de Sinais.
Os professores ficam no Porto até o dia 20 de maio, período em que terão também o acompanhamento de representantes do
Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Estão também
sendo realizadas atividades de intercâmbio de conhecimentos relacionados ao Grupo de Pesquisa Graphics, Interaction and Learning
Technologies ­ GILT.
Sobre a participação dos professores do Câmpus Aparecida de
Goiânia, o chefe do Departamento de Áreas Acadêmicas da unidade, professor Wanderley Azevedo de Brito, destaca que é de grande interesse para o IFG a participação dos professores no projeto,
em função do curso de licenciatura em Pedagogia Bilíngue que é
ofertado no Câmpus.
A segunda etapa dessa parceria entre o IFG e o IPP objetiva
o desenvolvimento dos sensores da luva que é utilizada na tradução gesto-texto do Virtual Sign, de forma a baratear os custos do
equipamento.30

Sobre o projeto
O projeto busca substituir o óleo combustível por biogás de
cana energia como matéria-prima utilizada na geração de gases
redutores em processos de redução de metais (níquel e cobalto),
tendo a VM como piloto do projeto. A ideia é buscar, por meio
de pesquisas e conhecimentos científicos, alternativas energéticas
para melhorar indicadores ambientais e sociais, além de reduzir os
custos da produção.
Além da redução de insumos e custos, o projeto prevê dentro
dessa aproximação entre universidade e setor empresarial, o fortalecimento de arranjo produtivo local, geração de emprego e renda
e maior desenvolvimento econômico no Norte Goiano. Também
faz referência ao incentivo à implantação de polo de desenvolvimento de biometano em Goiás e, ainda, a criação de indústria de
Química Verde e Carbono Renovável no Estado.29
Professores do IFG estão em Portugal para adaptação de
sistema de comunicação para surdos

29 www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/article/1-latest-news/3546-workshop-biogas-produtor - 17/05/2016

Didatismo e Conhecimento

30 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/
article/1-latest-news/3527-comunicacao-para-surdos - 05/05/2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Estudante desenvolve protótipo para coleta de água pluvial em residências

Para o mês de maio deste ano, o CA de Engenharia Ambiental
e Sanitária articula um minicurso sobre compostagem, para celebrar o Dia do Solo, comemorado em 3 de maio, proporcionando
uma atividade voltada ao tratamento de resíduos sólidos.31
Diálogos entre Literatura e Cinema está com inscrições
abertas
Estudantes dos cursos técnicos integrados no Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás podem se inscrever a partir de
hoje, 15 de abril, no projeto Diálogos entre Literatura e Cinema.
Os interessados devem garantir sua inscrição, pela internet, até o
dia 22 deste mês.
Neste ano, a programação do projeto se inicia no dia 25 de
abril e vai até o mês de junho, com exibições de filmes e discussões
de obras da literatura e do cinema com professores convidados,
às segundas-feiras, a partir das 13h até às 16h30, na Cinemateca
do Câmpus Goiânia. São oferecidas 90 vagas, e os participantes
receberão certificado de 32 horas de atividades extracurriculares,
mediante frequência, mínima, de 75%.
Segundo a coordenadora do projeto, professora Josimeire
Aguiar, o Diálogos entre Literatura e Cinema pretende desenvolver ações de atividades complementares, fomentando o debate por
meio de exibições de filmes que foram baseados em obras escritas da literatura nacional ou universal. O projeto tem por objetivo
proporcionar, aos alunos dos cursos técnicos integrados ao ensino
médio, uma visão geral sobre os recursos linguísticos, literários e
cinematográficos explorados nesses dois tipos de leitura: a leitura
da obra escrita e a cinematográfica. O Diálogos entre Literatura e
Cinema está na sua 9ª edição, sendo promovido pela coordenação
de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias no Câmpus Goiânia.
A abertura, dia 25, contará com a exibição do filme: "Meu
pé de Laranja Lima", adaptação cinematográfica da obra de José
Mauro Vasconcelos, que será debatida pelo professor Waldeir
Eterno da Silva.
Confira abaixo a programação 2016.1 do Diálogos entre Literatura e Cinema:

Abril
25.04
Abertura do projeto e "Meu pé de laranja lima" ­ adaptação
homônima da obra de José Mauro Vasconcelos.
Palestrante: Prof. Ms. Waldeir Eterno da Silva

Maio
02.05
"Otelo" ­ adaptação homônima da obra de William Shakespeare.
Palestrante: Prof. Dr. André Perez da Silva
09.05
"O jardineiro fiel" - adaptação homônima da obra de John Le
Carré
Palestrante: Profa. Dra. Sandra Regina Longhin
16.05
"O pequeno príncipe" ­ adaptação homônima da obra de Antoine de Saint-Exupéry.
Palestrante: Profa. Dra. Deusa Castro de Barros
23.05

Estudantes do Centro Acadêmico de Engenharia Ambiental e
Sanitária do Câmpus Goiânia.
Com o objetivo de mostrar para o público que é possível desenvolver um sistema simples para coleta e aproveitamento da
água da chuva, aluna do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), Renata Mafra, desenvolveu um protótipo de uma minicisterna para o
armazenamento de águas pluviais em residências. A ação integra
um projeto do Centro Acadêmico - CA de Engenharia Ambiental e
Sanitária do Câmpus Goiânia, que visa promover atividades ligadas ao meio ambiente a cada mês.
De acordo com a estudante e desenvolvedora da minicisterna,
Renata Mafra, do 7º período de Engenharia Ambiental e Sanitária, o protótipo foi elaborado com vários materiais, buscando fazer
a representação proporcional de uma casa, feita em isopor, bem
como de calhas e um pote de plástico em alusão à minicisterna,
para exemplificar o funcionamento do sistema de coleta de água
pluvial. Segundo a estudante, a intenção com o protótipo foi a de
incentivar as pessoas a implantarem esse sistema em suas casas,
com baixo custo e de fácil desenvolvimento. O passo a passo sobre
a construção da minicisterna esteve disponível durante exposição
realizada na entrada da biblioteca do Câmpus Goiânia do IFG, até
ontem, 2 de maio.
Além da responsabilidade ambiental, a estudante frisa outras
vantagens com o desenvolvimento da minicisterna."Além da reutilização da água como benefício para o meio ambiente, o protótipo
propõe a utilização de materiais simples, como tambor para 200
litros, calhas, tubulações. Algo muito barato em relação ao retorno
que vai trazer", ressalta Renata Mafra. A minicisterna foi projetada
para marcar a importância do Dia Mundial da Água, celebrado em
22 de março.

Calendário ambiental
A minicisterna é o segundo projeto executado pelos estudantes
da diretoria do Centro Acadêmico - CA de Engenharia Ambiental
e Sanitária do Câmpus Goiânia do IFG. O objetivo dos estudantes
é promover ações e atividades em consonância com o calendário
ambiental brasileiro, que celebra datas comemorativas ligadas ao
meio ambiente durante todo o ano. Participam desse projeto anual
de iniciativa do CA os alunos: Renata Mafra, Michelle Honório,
Janeide Magalhães, Bianca, Aura, Caroline Souza, Ingrid Karolline e Daniel Antunes. Além desses, o CA de Engenharia Ambiental
e Sanitária também convida estudantes dos outros cursos do Câmpus Goiânia para participarem do projeto.
Didatismo e Conhecimento

31 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/article/1-latest-news/3525-prototipo-coleta-agua-pluvial - 03/05/2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
"Matrix" ­ Diálogo com as obras Mito da caverna, de Platão;
Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol e Simulacro e simulações, de Jean Baudrillard.
Palestrante: Ms. Humberto Pires da Paixão

Junho
06.06
"Só dez por cento é mentira" ­ documentário sobre a vida e
obra de Manoel de Barros, dirigido por Pedro Cézar.
Palestrante: Prof. Dr. Alexssandro Ribeiro Moura
13.06
"Goethe" ­ adaptação da obra Os sofrimentos do jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe.
Palestrante: Prof. Ms. Renan Gonçalves Rocha
14.06
"Anna Karenina" ­ adaptação homônima da obra de Liev
Tolstói.
Palestrante: Profa. Dra. Paula Franssinetti M. Dantas

Diálogos entre Literatura e Cinema
Inscrições: 15 a 22 de abril, pelo link (clique aqui)
Abertura do projeto: 25 de abril, a partir das 13h, na Cinemateca.
Número de vagas: 90
Público-alvo: Estudantes dos cursos técnicos integrados no
Câmpus Goiânia32


Antes da palestra de abertura, houve apresentação musical do
GruLaP ­ Grupo do Laboratório de Percussão do IFG. O professor
de Música e coordenador do grupo, Ronan Gil, frisou a possibilidade de se casar Artes com a Ciência, ressaltando que as peças
musicais que foram apresentadas na abertura são também resultantes de pesquisas científicas em percussão em desenvolvimento no
Câmpus Goiânia do IFG.
A cerimônia de abertura contou com a presença do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação do IFG, Ruberley Rodrigues de
Souza; do diretor-geral do Câmpus Goiânia, professor Alexandre
Silva Duarte; do Gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão
do Câmpus Goiânia, José Luis Domingos; e da coordenadora de
Pesquisa e Inovação no Câmpus Goiânia, Regina Célia Bueno da
Fonseca. O diretor-geral do Câmpus Goiânia, Alexandre Duarte,
recordou a importância da iniciação científica para sua própria carreira e currículo e incentivou os estudantes a investirem em suas
formações, a partir do desenvolvimento de pesquisas.
O Gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Câmpus Goiânia, José Luis Domingos, também destacou a relevância
do seminário local. "Esse evento tem um papel importante. O foco
dele é para o aluno, para inseri-lo no mundo da pesquisa". A coordenadora de Pesquisa e Inovação, Regina Célia Bueno da Fonseca,
pontuou que espera que os alunos do Câmpus Goiânia continuem
realizando pesquisas, "porque esse é o nosso caminho: ensino e
pesquisa". Para esta sexta edição do seminário local, foram inscritos 54 trabalhos de autoria de estudantes e professores do Câmpus Goiânia. Participaram também da abertura a Diretora de PósGraduação do IFG, Clarinda Aparecida da Silva, e professores do
Câmpus Goiânia.

Incentivo à publicação científica

Abertura do 6º SLICT destaca a importância da divulgação de pesquisas no Câmpus Goiânia

Professor do IFG, Joachim Werner Zang, ministrou palestra
de abertura do 6º SLICT, no Teatro do IFG.
Foi aberta hoje, 19 de abril, a programação do 6º Seminário
Local de Iniciação Científica e Tecnológica ­ SLICT no Câmpus
Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG). Durante dois dias,
estudantes e professores participam de palestras, minicursos e
comunicações orais, para a divulgação das produções científicas
desenvolvidas pela comunidade acadêmica no âmbito do câmpus.
A palestra de abertura, no Teatro do IFG, foi proferida pelo
professor do IFG, Joachim Werner Zang, que falou sobre o conceito de Bioeconomia, sobre pesquisas em andamento no IFG relacionadas com Bioeconomia e projetos em desenvolvimento.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação do IFG, Ruberley
Rodrigues de Souza, lembrou a contribuição dos seminários locais
de iniciação científica e tecnológica nos câmpus do IFG, para a
formação do estudante pesquisador, bem como daqueles que participam como ouvintes nas comunicações orais. O pró-reitor incentivou ainda os estudantes e seus orientadores a se inscreverem
para a premiação dos cinco melhores resumos no Seminário Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica, que será realizado
no segundo semestre letivo deste ano.

32 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/
article/1-latest-news/3496-dialogos-literatura-cinema - 15/04/2016

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
De acordo com o pró-reitor Ruberley, os cinco melhores trabalhos, entre os destaques da iniciação científica, serão convidados
a ampliarem suas pesquisas para o formato de resumo completo.
Os estudos avaliados e selecionados irão compor como capítulos
de um livro a ser lançado pela pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação do IFG. Ainda em sua fala, o pró-reitor convidou a comunidade acadêmica do Câmpus Goiânia a colaborar na reelaboração
da Política de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFG, que
está em discussão no Plano de Desenvolvimento Institucional PDI 2017-2021.33

Sobre o diagnóstico dos cursos de medicina oferecidos no Estado, Ester esclarece que o CEE só é responsável pela avaliação
dos cursos oferecidos pelas instituições de educação superior do
Sistema Educativo do Estado de Goiás. "Temos sob nossa responsabilidade avaliativa quatro cursos de medicina. Um acaba de
ser reconhecido com uma boa avaliação, na cidade de Rio Verde
(UniRV)" diz.
Ela descreve que o outro é, em Aparecida de Goiânia, o qual
também é oferecido pela UniRV, e esse menciona, ainda não foi
objeto de avaliação para o reconhecimento, pois ainda não completou o ciclo necessário para esse procedimento (que é de três
anos), embora tenha passado, recentemente, por uma verificação
in loco por parte do Conselho de Educação.
Observa que a UniRV também oferece o curso de medicina
em Goianésia, após a autorização da abertura do campus naquele
município. O quarto curso é o da UniFimes, no município de Mineiros. "No geral as condições de oferta são consideradas favoráveis. O Conselho considera que a situação desses cursos exige um
natural e constante aprimoramento e se certifica que sejam cumpridas as exigências básicas para a sua oferta" avalia.
Ester considera que apesar da carência de médicos em todo o
país é preciso baixar diretrizes próprias para a avaliação dos cursos
no estado. "O CEE considera que, de fato precisamos aumentar a
oferta de cursos de medicina. No entanto, o nosso entendimento é
que essa expansão só poderá/deverá acontecer quando assegurada
que a oferta desses cursos implicará na formação de profissionais
da medicina com a qualidade que a saúde brasileira requer e que
nossa população deseja", finaliza.

Cursos de medicina suspensos em Goiás
Autorizações para novos cursos foram suspensas pelo
Conselho Pleno no CEE-GO

Brasil aumenta número de médicos, mas mantém desigualdade na distribuição
Dados do relatório Demografia Médica no Brasil 2015 indicam que cerca de 400 mil médicos atuam no Brasil. De acordo
com os números divulgados hoje (30) pelos conselhos Regional de
Medicina de São Paulo (Cremesp) e Federal de Medicina (CFM),
o total de registros de médicos no país é de 432.870, mas 33.178
registros se referem a registros secundários, ou seja, são de profissionais com mais de um registro nos conselhos regionais.
A segunda inscrição ocorre quando o médico trabalha em
áreas fronteiriças entre dois estados [e ele têm registro em mais
de um conselho] ou quando ele muda temporariamente para fazer
cursos ou especializações. Deduzidos os registros secundários, o
total de médicos no país soma 399.692 profissionais.
Considerando-se o total de registros médicos no país, já que
um médico pode atuar em estados diferentes, o Brasil tem, em média 2,11 médicos para cada grupo de mil pessoas. A taxa é muito
próxima a de países desenvolvidos como Estados Unidos [média
de 2,5 médicos por grupo de mil habitantes], Canadá (2,4) e Japão
(2,2). Segundo Mário Scheffer, coordenador do estudo, nessa média não é considerada o número total de médicos, mas o de registro, porque "um médico com dois registros tem de ser contado nos
dois estados, porque ele é mão de obra para ambos".

O Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE-GO) suspendeu por 180 dias (seis meses) os pedidos de autorização do
curso de medicina no Sistema Educativo do Estado de Goiás. A
Resolução CEE/CP n. 8, de 01 de dezembro de 2015, determina
que durante este prazo seja redigida uma norma específica para
análise e deliberação sobre estes atos. Consta ainda no documento
que a medida não se aplica às instituições de educação superior
que gozam de autonomia universitária.
Em Goiás cidades como Aparecida de Goiânia, Goianésia,
Ceres, Trindade e Mineiros pleitearam junto ao Ministério da Educação (MEC) a abertura de cursos de Medicina. Demanda que faz
parte de uma orientação do Governo Federal para interiorização
do curso no Brasil. No entanto, para a instituição conseguir essa
autorização parâmetros como infraestrutura, projeto pedagógico e
corpo docente são criteriosamente avaliados.
Em entrevista a reportagem do Diário da Manhã a presidente do
CEE/GO, Maria Ester Galvão de Carvalho informou que há pedidos
de abertura de três novos cursos em tramitação no Conselho Estadual de Educação. Esclareceu que os motivos que levaram o Conselho a suspender a autorização do curso de medicina está relacionado
à situação concreta do País e, particularmente do Estado de Goiás.
"Os cursos de medicina, para a sua autorização e oferta, exigem um olhar distinto, com mais profundidade e verticalidade, na
sua avaliação. Dessa forma, o CEE constatou a necessidade de
baixar diretrizes próprias para as avaliações deste curso. Essas diretrizes serão analisadas e discutidas ao longo dos 180 dias em que
o Conselho suspendeu a análise dos pedidos de abertura de novos
cursos de medicina", informou.

Desigualdade
A distribuição desses médicos pelo país é muito desigual tanto entre as unidades da Federação quanto em relação a capitais e
interior do país. A região Sudeste, por exemplo, concentra mais da
metade dos médicos do país (55,3%), enquanto a região Norte tem
apenas 4,4% desse total, seguida pelo Centro-Oeste, com 7,9%.

33 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/article/1-latest-news/3502-seminario-local-iniciacao-e-tecnologica - 19/04/2016

Didatismo e Conhecimento

38

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Governo adia terceirização da educação em Goiás por falta de OS qualificada

O estado do Maranhão dispõe de 5.396 médicos, o que corresponde a 1,3% do total de profissionais brasileiros, enquanto sua
população corresponde a 3,4% do total nacional. A média é a mais
baixa do país, de 0,79 profissionais para cada grupo de mil pessoas. O estado de São Paulo concentra 117.995 médicos (28,1% do
total), para uma população que corresponde a 21,7% do país [2,7
médicos a cada grupo de mil]. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior concentração de médicos por grupo de pessoas
do país: 4,28 médicos a cada mil pessoas.
As 27 capitais do país concentram 55,24% do total de registros
de médicos, embora a população dessas cidades represente apenas
23,80% do país. Todas as 5.543 cidades do interior têm 44,76%
dos médicos, enquanto sua população soma 76,2% do Brasil. Com
isso, a taxa de médicos por grupos de mil habitantes soma 4,84 nas
capitais e 1,23 médicos no interior.
"O médico é um profissional que demora 12 anos para se formar. Ele não vai trabalhar em lugares distantes se não houver boas
condições para sua família. O relatório mostra que abrir escolas
não resolverá o problema porque a maioria deles [médicos] vai trabalhar em cidades com mais de 50 mil habitantes. O governo precisa desenvolver uma política de interiorização", defendeu Braúlio
Luna, presidente do Cremesp.

O governo de Goiás suspendeu o processo de terceirização
da gestão da educação pública no estado, uma vez que nenhuma
Organização Social inscrita no processo apresentar capacidade
técnica que contemple as exigências da Secretaria de Educação.
Na terça-feira (29), o governo goiano encaminhou à Assembleia
Legislativa do estado um projeto de lei de autoria do Executivo
que altera a Lei das Organizações Sociais estaduais.
Apesar da falta de qualificação, as entidades inscritas no processo continuam credenciadas para a área da Educação e poderão
participar do novo edital que será lançado nas próximas semanas.
De acordo com a secretaria estadual de Educação, será oferecia
capacitação às entidades participantes do processo.


Salário
A maioria dos médicos tem mais de um emprego e se submete
a longas jornadas semanais de trabalho. Do total de médicos do
país, apenas 22% têm somente um empregador. O restante tem
entre dois ou mais vínculos.
A maioria dos médicos [75,5% do total] trabalha mais de 40
horas semanais. O salário da maioria [62,4%] é de R$ 16 mil mensais. No entanto, o salário é considerado baixo pelo presidente do
CFM, Carlos Vital. Segundo ele, o ideal seria um salário de R$ 11
mil por 20 horas semanais ou R$ 22 mil por 40 horas.
"Essa é a proposta que a categoria médica tem defendido. Mas
o governo paga, em média, R$ 6 mil por 40 horas semanais. Isso
é extremamente desmotivador", afirmou Braúlio Luna, presidente
do Cremesp.
Para Vital, a PEC 459, em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2009 e que institui a carreira de estado para o médico brasileiro, poderia ajudar a resolver esse problema salarial e
garantir condições dignas para o exercício da profissão. "A PEC
reconhece o exercício da medicina como essencial ao estado. A
lei é que irá, posteriormente, regulamentar e determinar esses salários", concluiu.

Recentemente, a reportagem "Quem vai administrar as escolas de Goiás?", da revista Nova Escola, denunciou o desastre
do processo de terceirização da gestão da educação em Goiás. A
publicação apurou informações sobre das dez OS que estavam credenciadas até aquele momento no processo. O levantamento mostrou empresas com menos de um ano de vida, com escassa experiência em Educação e com equipes técnicas ainda não definidas.
Professores e estudantes seguem mobilizados para barrar o
processo de transferência da gestão da educação pública para as
organizações sociais. No final do ano, os estudantes promoveram
a ocupação de diversas escolas no estado, em protesto à medida.
O protesto foi duramente reprimido pelo governo, com pedidos de
reintegração de posse executados com violência pela força policial
do estado.
Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O modelo de gestão de serviços públicos via OS já se demonstrou problemático em muitos estados, em especial na área
da saúde. Exemplos vindos do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná
comprovam que a precarização do trabalho, a piora na qualidade
do atendimento, a falta de transparência, a falta de controle social, a diminuição e atraso no pagamento de salários e o desvio de
verbas públicas são práticas recorrentes dessas parcerias público
-privadas. A entrega das escolas públicas para administração via
OS transforma as escolas em empresas, que passarão a funcionar
dentro de um modelo gerencial, preocupado com a lucratividade e
o cumprimento de metas.34

lucratividade e o cumprimento de metas estabelecidas pelas próprias OS e governos, ferindo a autonomia das instituições públicas
de ensino", afirma o diretor do ANDES-SN.
Frizzo ainda critica o fato de que, ao invés dinheiro público
para financiar a educação pública, o governo de Goiás opta por
utilizar dinheiro público em empresas privadas como as Organizações Sociais.
Organizações Sociais rondam Instituições Federais de Ensino
A ameaça de repasse de gestão da educação pública para OS
não está restrita à educação básica goiana. Em setembro de 2014,
o então presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, declarou em
um debate sobre educação superior que a Capes, o Ministério de
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) pretendem criar uma OS para contratar docentes
para as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) por meio da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O modelo de gestão de serviços públicos via OS já se demonstrou problemático em muitos estados, em especial na área da saúde.
Exemplos vindos do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná mostram
que a precarização do trabalho, a piora na qualidade do atendimento, a falta de transparência, a falta de controle social, a diminuição
e atraso no pagamento de salários e o desvio de verbas públicas são
práticas recorrentes dessas parcerias público-privadas.35

Goiás repassará 25% das escolas estaduais para OS em 2016
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino
Superior - ANDES-SN

Policiais militares expulsam estudantes à força de escola
ocupada em Goiás
Estudantes que ocupavam a escola Ismael Silva de Jesus, localizado no bairro Vitória, em Goiânia (GO), denunciam que policiais
militares (PM) invadiram a escola na manhã segunda-feira (25), sem
mandado judicial, e os expulsaram com pontapés, socos e empurrões. Devido à ação truculenta, nesta terça-feira (26), os estudantes
foram ao Ministério Público prestar queixa dos abusos cometidos
pela PM na desocupação. O colégio estava ocupado desde dia 17
de dezembro de 2015, em protesto contra o novo modelo de gestão
terceirizada das escolas, imposto pelo governo estadual.
Estudantes e apoiadores da Ocupação Ismael Silva relataram
na página Secundaristas em Luta, mantida pelos manifestantes no
Facebook, que a ação da polícia foi violenta e contou com a conivência do diretor da instituição e um funcionário. "Os alunos estão
muito machucados. Tem um com uma fratura exposta inclusive,
a grande maioria é menor de idade. Não aceitaremos ações truculentas para com jovens que estão lutando pela defesa de uma educação pública e gratuita", diz um dos textos. Os estudantes temem
pela integridade física dos alunos, a maioria entre 13 e 16 anos,
que ocupam as outras 26 escolas.

O governo de Goiás anunciou que, em 2016, repassará a gestão de um quarto das escolas estaduais para Organizações Sociais
(OS). Com a medida, cerca de 250 escolas goianas serão geridas,
com dinheiro público, por organizações privadas.
A justificativa da Secretaria de Educação de Goiás para a terceirização das escolas é que o desempenho dos estudantes goianos
é baixo, e que isso se deve ao fato das escolas serem geridas por
professores, e não por gestores. Por isso, o governo convidou organizações com experiência de gestão privada, como escolas particulares e fundações, para assumirem um quarto das escolas do
estado.
As OS que assumirem as escolas terão, de acordo com o governo, autonomia para contratar parte dos professores, e, além disso, serão responsáveis pela contratação de todos os trabalhadores
temporários do ensino básico estadual goianos ­ hoje 30% dos trabalhadores das escolas de Goiás.
Para Giovanni Frizzo, um dos coordenadores do Grupo de
Trabalho de Política Educacional (GTPE) e 1º vice-presidente da
Regional Rio Grande do Sul do ANDES-SN, o governo de Goiás,
seguindo a mesma lógica adotada pelo governo federal, busca implantar políticas de privatização e precarização da educação pública.
"Entregar as escolas públicas para administração de OS significa transformar as escolas em empresas, que elas funcionem na
forma gerencial destes modelos de gestão. Ou seja, não será a formação humana a preocupação central da educação, mas sim a sua

Ocupações
Com a saída dos estudantes do Colégio Ismael, o número de
colégios ocupados no estado de Goiás caiu para 26. Os municípios
que têm escolas ocupadas são Goiânia, São Luís de Montes Belos,
Cidade de Goiás, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Os estudantes
são contrários à medida do governo de Goiás, que repassará 25%
das escolas estaduais para Organizações Sociais (OS) no ano de
2016. Com a medida, cerca de 250 escolas goianas serão geridas,
com dinheiro público, por organizações privadas.
35 Com informações de EBC e Folha de São Paulo. Ilustração de
Rafael Balbueno.
www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7852
19/11/2015

34 Fonte: ANDES-SN
https://ene2016.org/2016/04/04/governo-adia-terceirizacao-da-educacao-em-goias-por-falta-de-os-qualificada - 04/04/2016

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Goiânia vai ganhar um parque estadual na região da Serrinha
e o projeto de viabilidade técnica do trem de passageiros e cargas
que ligará a capital e Brasília (DF) será apresentado no próximo
dia 10. Os anúncios foram feitos hoje pelo governador Marconi
Perillo, durante o 10º e último fórum 2015 do projeto Agenda
Goiás, realizado no salão do Hotel Mercure, em Goiânia, sob o
tema Desenvolvimento Urbano.
O evento buscou debater propostas e sugestões para incrementar o desenvolvimento na região Metropolitana da capital. Os
10 fóruns contaram com a participação de prefeitos, empresários e
especialistas, e tiveram o objetivo de elencar projetos que agreguem
competitividade a todas as regiões do Estado nos próximos 10 anos.
Como forma de garantir o desenvolvimento sustentável da
região, Marconi afirmou que vai encaminhar o projeto de criação
do Parque Estadual da Serrinha, na Região Sul da capital, nas proximidades da divisa com Aparecida, nos próximos dias. "A requalificação e o desenvolvimento das cidades passam pela criação de
novos parques. Agora mesmo, vou encaminhar o decreto de criação do Parque Estadual da Serrinha para a Casa Civil", destacou.
Um dos pontos mais altos da capital, o parque contará com pista de
cooper, iluminação e trilhas, dentre outros logradouros.
Ele disse ainda que o desenvolvimento urbano sustentável é
um tema desafiador para todos os governantes hoje. Mas que, com
planejamento e parceria, é possível avançar. Um dos exemplos está
no processo que viabilizará a ligação férrea entre Goiânia e Brasília (DF).
"Vamos receber concluído, no próximo dia 10, na ANTT
(Agência Nacional de Transportes Terrestres), o Evetea (Estudo
de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) do trem que vai
ligar as duas regiões metropolitanas mais importantes de Goiás,
depois de mais de cinco anos. Com o Evetea e a sinalização de uma
PPP (Parceria Público Privada), vamos nos debruçar nos próximos
anos em relação ao projeto executivo, a licitação e recursos públicos para executar este projeto", afirmou.
Ele destacou, ainda, a preocupação do governo do Estado para
o andamento dos projetos de saneamento e de mobilidade urbana.
"Há 15 anos, Goiânia não contava com o tratamento de efluentes.
Todo esgoto coletado era depositado nos leitos dos córregos, rios e
mananciais. Viabilizamos a ETE. Neste ano, estamos com 90% de
esgoto coletado sendo tratado, principalmente com a expansão do
serviço na região Noroeste da capital", observou.
Sobre mobilidade, anunciou a inclusão do VLT no PAC. "A
modernização do Eixo Anhanguera tem compromisso do ministro
Kassab e da coordenação do PAC de inclusão do VLT de Goiânia
no PAC de mobilidade", frisou.

As OS que assumirem as escolas terão, de acordo com o governo, autonomia para contratar parte dos professores, e, além disso, serão responsáveis pela contratação de todos os trabalhadores
temporários do ensino básico estadual goianos ­ hoje 30% dos
trabalhadores das escolas de Goiás. Após o anúncio, estudantes
inspirados pela experiência de estudantes paulistas, iniciaram no
dia 9 de dezembro de 2015, um processo de ocupação de escolas
em todo o estado.
Os estudantes criticam ainda o governo de Goiás por não ter
dialogado sobre o projeto de terceirização com eles, familiares e
professores. Após o início das ocupações, o governo limitou-se a
intimidar os estudantes, com pedidos de reintegração de posse e
uso de violência policial, afirma a nota.
Reintegração de Posse
No dia 18 de janeiro, estudantes foram notificados da decisão
Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) pela desocupação de três escolas públicas estaduais José Carlos de Almeida, Lyceu de Goiânia
e Robinho Martins de Azevedo. A partir da notificação, eles têm
até 15 dias para deixar as unidades, sob pena de requisição de força policial e multa diária no valor de R$ 50 mil, a ser revertida ao
fundo estadual de educação. Ao todo, a Justiça de Goiás decidiu
pela desocupação de 14 escolas. Juízes das comarcas de Aparecida
de Goiânia e de Anápolis determinaram a reintegração de posse
das escolas ocupadas nos dois municípios, três em Aparecida de
Goiânia e oito em Anápolis.36
Governador discute temas para desenvolvimento da
Grande Goiânia
Marconi encaminhará projeto para criação do Parque Estadual da Serrinha e continuará o trabalho pela linha férrea

Cenário
Marconi lembrou ainda o salto em desenvolvimento registrado por Goiás após a primeira edição do Agenda Goiás, em 2005.
"Há 10 anos, imaginávamos bons resultados, mas não tão expressivos como os ocorridos. Nosso PIB era de R$ 50,5 bilhões. Em
2013, saltamos para R$ 151 bilhões. Em apenas oito anos, aumentamos R$ 100 bilhões. Neste ano de 2015, devemos chegar a R$
165 ou 170 bilhões. Este foi um crescimento extraordinário. Mas
não foi só a riqueza. Nos últimos dez anos, Goiás foi o Estado
que mais reduziu as diferenças sociais. Entre os 20% mais ricos, o
ganho foi de 3,3 vezes. Entre os 20% mais pobres, o ganho foi 7,5
vezes. Diminuímos as discrepâncias", mostrou.

36 Com informações e imagem de Agência Brasil, e informações de
Secundaristas em Luta-GO
http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7954
26/01/2016

Didatismo e Conhecimento

41

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Ao comentar a evolução dos indicadores do Estado, ele disse
que as exportações foram multiplicadas, o processo de industrialização e prestação de serviços acelerados, com o nascimentos de
start ups, arranjos produtivos locais e parques tecnológicos.
"É por isso que devemos continuar. Participei de nove dos
10 encontros desta agenda. Devido a sua importância, precisamos,
no próximo ano, agregar as 17 metas do milênio, como o fórum
das águas. Este é um desafio que vai integrar todos os atores do
nosso Estado. E, claro, precisamos transformar esse planejamento
em ação", anunciou.
Segundo o governador, é preciso que os temas de adensamento urbano e do uso do solo, que integram os debates mais importantes da atualidade, assim como o dos transportes, não deixem de
ser debatidos.
"O desafio de uma Saúde humanizada, incluindo a atenção
básica, e de uma Educação focada no futuro tem de ser enfrentado.
Quanto à Educação, independente se o instrumento será OS ou
não, precisamos pensar em algo que signifique avanço na prestação de serviços ao usuário. A Saúde a cargo do governo estadual
já é humanizada. Isso está testado e aprovado. Nosso desafio é de
oferecermos uma educação libertadora e pública, mas de qualidade
e focada no futuro", acentuou.

para falar de futuro. A população global continuará crescendo. Os
alimentos vêm das áreas de expansão agrícola, principalmente da
Região Central do Brasil. Nós vamos contribuir para que o mundo
seja alimentado. Isso vai fazer parte do desenvolvimento econômico mundial. Somos uma região estratégica para o país e para o
mundo. Precisamos de nos apropriar desse discurso cada vez mais.
O mundo quer regiões onde haja sanidade de alimentos. Precisamos prover isso."
O secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, destacou em sua fala que o momento é de planejar ações para ocupar
os espaços e aproveitar estas discussões. "A mobilidade urbana e a
poluição visual, por exemplo, são debates que precisam ser feitos.
60% do nosso PIB é de serviços. Ou seja, a riqueza acontece nas
cidades, que podem ser fonte de prosperidade de econômica, se
tivermos uma plano", afirmou.
A palestrante Erika Cristine Kneib disse que a ocupação territorial dispersa, como ocorreu ao longo dos anos em Goiânia e
em vários municípios de sua região Metropolitana, encarece sobremaneira o transporte público, amplifica a desigualdade social
e traz uma série de consequências negativas com custos sociais
muito altos.
"Já a compacidade urbana, que é o contrário, com o desenvolvimento orientado ao transporte, leva à sustentabilidade. O Plano
Diretor de Goiânia, lei que orienta o crescimento especial da cidade e seu desenvolvimento, privilegia o transporte público e o
adensamento populacional ao longo dos eixos de transporte, mas
apenas isso não é suficiente", observou.37

Agenda
Realização do jornal O Popular, com apoio do Governo de
Goiás, o Agenda Goiás é focado em três eixos principais: qualidade de vida, competitividade e gestão de resultados. O objetivo
é buscar junto aos agentes públicos e à sociedade sugestões de
políticas públicas para elaborar uma agenda estratégica para a próxima década.
As outras nove cidades-polo que receberam o programa foram: Rio Verde (com o tema Desenvolvimento Econômico), Formosa (Proteção Social), Itumbiara (Gestão Pública), Catalão (Educação), São Luís de Montes Belos (Segurança Pública), Aruanã
(Meio Ambiente), Porangatu (Saúde), Luziânia (Parcerias Público
-Privadas) e Anápolis (Infraestrutura e Logística).
O presidente do Grupo Jaime Câmara, Cristiano Câmara, avaliou o encerramento desta 2ª edição como "um sucesso". "Um dos
objetivos é construir condições favoráveis ao ambiente da competitividade e promover a integração com a população, para melhorar as políticas públicas. Conseguimos avançar. Mas podemos
ir além. Junto do Consórcio Brasil Central, do Inova Goiás, que
prevê R$ 1,17 bilhão de investimentos em tecnologia, e do Goiás
Mais Competitivo, vamos conseguir colocar Goiás entre os Estados mais competitivos até 2018", avaliou.
O secretário de Meio Ambiente, Vilmar Rocha, por sua vez,
destacou que o governo tem um acordo com a UFG para impulsionar um plano de desenvolvimento da região Metropolitana, que
será concluído em 2016. "Antes do término, já vamos encaminhar
ações. Já temos recurso da Caixa Econômica Federal e Ministério
das Cidades para assinar a licitação do projeto do BRT do terminal
Veiga Jardim até o Terminal do Cruzeiro, em Aparecida. Serão 5
quilômetros. A solução para mobilidade nas cidades do mundo é o
metrô. Mas não fizemos essa opção no Brasil. VLT, assim como o
metrô, é caro e demorado. Acredito que a opção é o BRT", disse.
O presidente do Sebrae, Igor Montenegro, afirmou que, apesar do momento difícil, é preciso ter esperança no futuro. Segundo ele, Goiás tem um papel fundamental no desenvolvimento da
economia mundial. "Precisamos reconhecer o nosso gigantismo,
Didatismo e Conhecimento

Lacen promove ação sobre Biossegurança
O Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) realizou, no dia 05 de maio, ações para sensibilizar os servidores sobre normas de segurança. A atividade faz parte
de um programa que pretende fortalecer as práticas de trabalho seguras para todos os colaboradores, de acordo com as leis vigentes.
Com esse objetivo, foi feita uma programação que incluiu a
exibição de um filme sobre Biossegurança, do programa de educação continuada do Ministério da Saúde - TELELAB; e a apresentação da síntese do estudo: "Uma análise sobre possíveis resistências dos profissionais quanto ao atendimento de normas de Saúde
e Segurança no Trabalho no Âmbito do Lacen-GO", elaborado por
Ivaneide Caetano dos Santos, coordenadora de gestão de pessoas
da unidade.
Finalizando as atividades do dia, foi realizada a cerimônia de
posse da nova equipe da CIPA ­ Gestão 2016 / 2018, que realizou
a primeira reunião ordinária no dia 06/05/2016. A nova equipe da
CIPA tem como função a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível - permanentemente - a atividade laboral diária, com a preservação da vida e a
promoção da saúde do trabalhador.38

37
http://www.dm.com.br/cotidiano/2015/12/governador-discute-temas-para-desenvolvimento-da-grande-goiania.html - 2/12/2015
38 http://www.saude.go.gov.br/view/4430/lacen-promove-acao-sobre-biosseguranca - 06/05/2016

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti desencadeiam ações de emergência

RECONHECIMENTO
Saúde pública de Flores de Goiás ganha prêmio nacional
Cidade recebeu a Comenda Grand Gestor Municipal do
Brasil 2015. Única cidade do Estado a ser contemplada com o
prêmio
Secretário Diego Segger foi até a Bahia para receber a premiação
A saúde pública de Flores de Goiás, município localizado na
Região Nordeste do Estado, foi novamente premiada em âmbito
nacional, em evento realizado na Costa do Sauipe, na Bahia, entre
os dias 22 e 25 de fevereiro. A cidade recebeu a Comenda Grand
Gestor Municipal do Brasil 2015, prêmio máximo de gestão na
área de saúde e que reúne os destaques do País. Representando o
município, o secretário de Saúde, Diego Segger, foi pessoalmente
na solenidade para receber a honraria. Os índices avaliados colocaram Flores De Goiás entre os 50 melhores do País. O município
desde 2013 vem avançando em diversas áreas e a saúde teve suas
metas atingidas e com resultados significativos.
Em entrevista ao Diário do Norte, o secretário Diego Segger
não escondeu a emoção pela saúde pública de Flores de Goiás ter
sido reconhecida nacionalmente pelos avanços alcançados nos últimos anos. «Esse prêmio é, acima de tudo, um reconhecimento a
equipe que compõe a saúde de Flores, ao prefeito José Dias, aos
usuários do nosso sistema público de saúde e aos colegas da administração municipal", disse o secretário. Segger agradeceu também
aos seus "familiares, aos meus filhos e, é claro, a Deus que é a
força da minha vida" conclui o secretario da saúde Diego Segger.
O evento realizado na Costa do Sauipe, na Bahia, entre os
dias 22 e 25 de fevereiro adotou critérios para a seleção dos municípios levando em consideração as ações e projetos praticados
a nível municipal; bom uso da verba pública; implementação das
estratégias e planos; sociedade, desenvolvendo ações de responsabilidade social. Também foi avaliada a gestão de pessoas, focando
no sistema de trabalho de sua equipe, bem como o estabelecimento
dos princípios e valores da organização municipal.
A comenda, referente à atuação no ano de 2014, é oferecida
em reconhecimento por projetos desenvolvidos pelos gestores que
se destaquem pela observância às regras técnicas e pela obtenção
de resultados positivos para a população. O prêmio foi concedido
pela empresa Premium Brasil Group que, por meio de uma minuciosa pesquisa entre 5.600 municípios, chegou à lista oficial dos
homenageados, entre eles, Flores De Goiás, único município do
Estado de Goiás a receber esta Comenda na área da Saúde.39

O governador Marconi Perillo decreta estado de emergência
em saúde pública em Goiás para evitar uma possível epidemia das
doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O decreto será
assinado no dia 15 de dezembro, às 8h30, pelo governador Marconi Perillo, com a presença dos prefeitos goianos, dentre eles, o
da capital, Paulo Garcia, e o de Aparecida de Goiânia, Maguito
Vilela, em reunião no auditório Mauro Borges, do Palácio Pedro
Ludovico Teixeira.
Este ano, a Secretaria de Estado da Saúde notificou 182 mil
537 casos de dengue, com 76 mortes. Goiás teve ainda o registro
de cinco casos de febre amarela com três óbitos. A medida também
pretende coibir a propagação dos vírus zika e chikungunya no território goiano. Até o momento, não existem casos confirmados de
zika e chikungunya no Estado. O zika é o responsável pelo surto
de microcefalia registrado no país.
Com a adoção do estado de emergência, por um período de
180 dias, o governo do Estado toma uma iniciativa para proteger
a população goiana. O decreto autoriza a aquisição, sem licitação, de medicamentos para tratamento de pacientes e inseticidas,
máquinas e veículos necessários para o trabalho de pulverização
para eliminar o Aedes. É o que prevê o artigo 24, inciso IV, da Lei
8.666/93, que estabelece as normas para licitações e contratos da
administração pública federal, estadual e municipal.
Por ser de interesse público, o decreto do governador, também
permite a contratação temporária de pessoal para atuar nas ações
preventivas de controle do mosquito, com base na Lei estadual
13.664/2000.
Ação Conjunta
O decreto cria ainda o Comitê Executivo Estadual de Combate ao Aedes, a ser coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde
(SES-GO). Além da SES-GO, fazem parte do Conselho representantes das seguintes secretarias: Secretaria de Gestão e Planejamento; Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte;
Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura,
Cidades e Assuntos Metropolitanos; Secretaria de Segurança Pública, Justiça e Administração Penitenciária; Secretaria Estadual
da Mulher, do Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos
Direitos Humanos e do Trabalho; Agência Goiana de Transportes
e Obras e Saneamento de Goiás (Saneago).
Ação do Aedes
De acordo com o boletim da dengue mais recente, com dados
até o dia 28 de novembro, Goiás registrou neste ano 182 mil 537
casos notificados da doença, com 76 óbitos. O Ministério da Saúde
registrou, até 14 de novembro, 1,5 milhão de casos prováveis da
doença no país. Goiás registrou a maior incidência de dengue, com
2.314 casos por 100 mil habitantes, seguido por São Paulo, com
1.615 casos por 100 mil habitantes. As picadas do mosquito Aedes
também provocaram a notificação de 122 casos de chikungunya
no Estado.

Governo decreta emergência na Saúde Pública em Goiás

O mosquito também é o transmissor do zika vírus, apontado
como responsável por casos de microcefalia. A SES-GO investiga
três casos suspeitos deste tipo de anomalia congênita em bebês,
embora não tenha confirmado nenhuma pessoa contaminada pelo
zika no Estado. Em relação à febre amarela, a SES-GO confirmou
cinco casos, mas todos causados pelo mosquito Haemagogus, de
origem silvestre.1

39 Fonte: 29 Março 2015 - Juvenal Junior
http://www.jornaldiariodonorte.com.br/noticias/saude-publica-de-flores-de-goias-ganha-premio-nacional-13271

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Comitiva do Estado, MP e TCE conhecem experiência da saúde de Goiás

Camilo Santana se encontrou com o governador de Goiás, Marconi Perillo, e destacou ações que deram certo e estão sendo analisadas
para serem implantadas no Ceará.
Ao lado de gestores do Estado e representantes do Ministério Público e Tribunal de Contas do Ceará, o governador Camilo Santana
visitou Goiânia nesta sexta-feira (26), para conhecer o sistema de gestão da Saúde do Estado de Goiás, considerado modelo pelo Ministério
da Saúde. "Queremos aprofundar o intercâmbio com Goiás, para que a gente possa discutir essas boas experiências daqui e trazer também
o que temos de bom na saúde do Ceará.


Nosso objetivo é sempre o melhor atendimento para quem mais precisa usar a nossa rede de saúde pública. Saio muito impressionado,
não só com a visita, mas também com toda a integração dos municípios e o Estado", disse Camilo.
Com o objetivo de trocar experiências, a comitiva pôde ver in loco, durante todo o dia, os modelos de gestão de Organização Social
(OS), controle, fiscalização e qualidade do serviço. "O mais importante é atender bem à população. Essa área da saúde é muito sensível.
Exige muito dos gestores um olhar cuidadoso. A nossa intenção é garantir que a população do Ceará tenha um atendimento de saúde melhor,
com mais qualidade. Por isso, vamos levar essa experiência de Goiás, com muito diálogo com os sindicatos, com o Ministério Público e as
instituições", ressaltou o governador do Ceará.

Camilo Santana citou ainda que a rede de saúde pública do Ceará foi ampliada e que vem sendo aperfeiçoada, com aporte significativo
do Estado perante o Sistema Único de Saúde (SUS). O Ceará conta com uma rede distribuída em todo o estado: 10 hospitais, 19 policlínicas,
23 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), 24 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), além de Hemocentro e Laboratório.
"Temos hospitais que são gerenciados por OS (organizações sociais) e hospitais que são gerenciados ainda pela administração direta do
Estado. Há uma diferença no modelo", explicou.
Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Humanização e tecnologia
A comitiva foi recebida pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, na Secretaria da Saúde. Em seguida, conheceu o Conecta SUS, sistema
de monitoramento da Secretaria da Saúde de Goiás, para acompanhamento em tempo real da situação dos hospitais e outros equipamentos. O
secretário Leonardo Vilela apresentou as salas que monitoram os índices, entre eles os relacionados ao Aedes aegypti no estado.

A terceira agenda do dia na capital de Goiás foi a visita às instalações do Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo). A unidade de saúde
é referencia em traumatologia e atende média e alta complexidade. Na sequência, mais dois hospitais da cidade foram visitados, o Hospital
Geral de Goiânia (HGG) e Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol).

"Estou impressionado com a qualidade do ambiente físico do hospital e constatamos um alto nível de satisfação pelos pacientes. O
Governo de Goiás adotou a humanização no atendimento e isso muda a qualidade de atendimento aos pacientes nas unidades hospitalares",
destacou Camilo.
Participam da comitiva cearense os secretários Henrique Javi (Saúde), Alexandre Landim (Casa Civil), Juvêncio Viana (PGE) e Maurício
Holanda (Educação), o procurador-geral de Justiça, Plácido Rios, e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Edilberto Lima. "Essa
experiência de Organizações Sociais (OS) deve ser levada para outros estados da federação, por isso nós viemos aqui acompanhados do
Procurador Geral do Ministério Público e do Presidente do TCE para que eles também vejam como esse modelo trouxe um resultado muito
positivo para a população de Goiás", disse o governador cearense.
Educação
A visita a Goiânia também incluiu reunião com a secretária de Educação, Esporte e Cultura de Goiás, Raquel Teixeira, para troca de
experiências sobre o modelo de gestão das escolas do estado, que são por meio de Organizações Sociais (OS).
"O Ceará tem sido destaque em nível nacional pelo sucesso, pelos resultados e avanços na educação. Também temos as Escolas Estaduais
de Educação Profissional, que têm participação de OS. O importante é que a gente possa cada vez mais conhecer as experiências que estão
dando resultado", avaliou Camilo Santana.
Fonte: 26.02.2016
Thiago Cafardo
Porta-voz / Governador
Fotos: Carlos Gibaja / Governo do Ceará http://www.saude.ce.gov.br/index.php/noticias/47384-comitiva-do-estado-mp-e-tce-conhecemexperiencia-do-sistema-de-saude-de-goias-

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Rio Verde
A cidade é a que mais sofre atualmente com a doença. Tanto
que o secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, considera
a quantidade de casos como um "surto". No município, ocorre a
vacinação de grupos prioritários desde o último dia 26 de março.
Todos os 12 postos de saúde realizam imunizações de segunda a sexta-feira das 8h às 17h. É preciso levar o cartão de vacina
- caso a pessoa ainda não tenha, ele é confeccionado no local. A
Secretaria Municipal de Saúde ainda não estipulou uma quantidade de quantas pessoas devem ser vacinadas.40

Vacinação contra H1N1 é antecipada na rede pública de
Goiás; veja datas
Prazo começa no dia 12 em Goiânia, Região Metropolitana e
Anápolis. No entanto, apenas grupos considerados de risco poderão ser imunizados.

Seminário discute estratégias e ações para a luta antimanicomial em Goiás

Pacientes enfrentam fila para se vacinar contra H1N1 na rede
privada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás antecipou para a próxima terça-feira (12) o início da campanha de vacinação contra
o vírus da gripe H1N1, em parte do estado, incluindo Goiânia,
Região Metropolitana e Anápolis. Entretanto, apenas os grupos
considerados de risco poderão ser imunizados na rede pública.
Desde o início do ano, já foram confirmados 10 casos da doença, com cinco mortes em Goiás.
A campanha na rede pública vai usar o lote de vacinas já de
2016 e pretende atender idosos a partir de 60 anos, crianças entre
6 meses e 4 anos e 11 meses, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes e portadores de doenças crônicas. "Esse grupo
é prioritário porque 70% dos óbitos estão dentro desse grupo de
risco", disse o secretário de Saúde do estado, Leonardo Vilela.
Quem se encaixa nesses grupos deve procurar as unidades de
saúde em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana,
Anápolis e municípios vizinhos a partir do dia 12 para ser imunizado. É necessário levar certidão de nascimento para comprovar a
idade e, em casos de gestantes e portadores de doenças, é preciso
apresentar atestado médico comprovando a condição.
Nos demais municípios, a imunização começa no dia 18 de
abril, também só para os grupos de risco. Em todo estado, a campanha vai até o dia 20 de maio.
Aqueles que não pertenceram aos grupos de risco citados não
serão vacinados na rede pública. Se quiserem se imunizar, devem
procurar unidades de saúde particulares. Nesses locais, a dose varia de R$ 130 a R$ 170.
Inicialmente prevista para começar dia 30 de abril, a campanha foi antecipada para tentar barrar o aumento no número de casos. Segundo o secretário da Saúde, "Goiás caminha para ter uma
epidemia de H1N1", justificando a nova data.
Dos 10 casos confirmados de H1N1 no estado, três deles foram em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, e dois em Goiânia. Cachoeira Alta, Quirinópolis, Caldas Novas, Planaltina de Goiás e
Ouvidor registraram um caso cada. Já as mortes aconteceram em
Goiânia, Rio Verde, Caldas Novas, Planaltina de Goiás e Ouvidor.
Didatismo e Conhecimento

O Fórum Goiano de Saúde Mental (FGSM) - em parceria com
o Sindsaúde - realiza nos dias 18, 19 e 20 deste mês, o Encontro
Goiano da Luta Antimanicomial. O evento, que é uma referência
ao Dia Internacional da Luta Antimanicomial - comemorado em
18 de maio - vai ocorrer no auditório da Faculdade de Educação da
Universidade Federal de Goiás, no Setor Universitário.
O objetivo é discutir a política de Saúde Mental em Goiás e os
atuais desafios da reforma psiquiátrica antimanicomial na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS).
"Apesar de alguns exemplos positivos, Goiás ainda caminha
na contramão dos princípios da reforma psiquiátrica, com ações
burocráticas, agendamento, medicalização dos processos de trabalho, assumindo características semelhantes às instituições manicomiais", afirma o documento de divulgação do evento.
Durante o evento, os organizadores pretendem homenagear o
Drº Marcus Vinícius de Oliveira Silva, defensor ativo da reforma
psiquiátrica e professor na Universidade Federal da Bahia, ele foi
assassinado numa emboscada encomendada por grileiros, quando
defendia as terras dos indígenas na Bahia.41

40 Fonte: Vitor Santana - G1 GO - 07/04/2016
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/04/vacinacao-contra-h1n1-e-antecipada-na-rede-publica-de-goias-veja-datas.html
41 Fonte: 17/05/2016
http://www.sindsaude.com.br/noticias_ver/seminario-discute-estrategias-e-acoes-para-a-luta-antimanicomial-em-goias

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Escola de Saúde Pública é parceira do processo de planificação em Goiás

O objetivo principal é a reorganização dos processos de trabalho para a padronização do atendimento bem como na regulação dos casos
partindo das unidades básicas de saúde, nos 246 municípios de Goiás.
Serão realizadas, ao todo, 11 oficinas que foram iniciadas em 2015, e previstas para se encerrarem em 2018, envolvendo as 18 regiões
de saúde. As Oficinas tem a participação dos técnicos dos níveis central e regional, que atuam como facilitadores, para posterior trabalho
com os municípios, que resultarão na aplicação prática dos processos de trabalho.
Os conhecimentos adquiridos nas oficinas, resultarão na prática para conhecimento aos profissionais, que vão contribuir melhoria no
desenvolvimento nas unidades de saúde, para a aplicação as normas/ protocolos das ações nas áreas de vacinação, pré-natal, programas de
tuberculose, hanseníase, diabetes, hipertensão, e outros.... bem como melhorando os conceitos sobre a rede de atenção à saúde.
Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde de Goiás, Marisa Aparecida de
Souza e Silva, nas oficinas são orientados aos facilitadores, de como organizar um planejamento de como devem proceder os treinamentos
nos municípios. A metodologia a ser utilizada , por exemplo, poderá ser um estudo de caso de acordo com a realidade local.
A partir desse processo de organização / reorganização que pode garantir a otimização do serviço público de saúde e um melhor atendimento prestado |à população. A assessora técnica da Superintendência de Educação em Saúde e Trabalho para o SUS, Loreta Marinho
Queiroz Costa, explicou que a Escola de Saúde Pública deve estar sempre inserida no processo para identificar as necessidades e desenvolver sistemas pedagógicos para a qualificação dos trabalhadores. " A Esap-Sest/SUS tem a missão de formular, coordenar, executar e avaliar
a política estadual de educação em saúde no estado de Goiás, concluiu".42
ESAP/ SEST-SUS querem ampliar parceria de ensino em saúde pública

42 Fonte: 21/03/2016
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209521/escola-de-saude-publica-e-parceira-do-processo-de-planificacao-em-goias

Didatismo e Conhecimento

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
ESAP/ SEST-SUS querem ampliar parceria de ensino em
saúde pública

"A administração pelas Organizações Sociais, de fato, melhoraram as condições de trabalho nos hospitais estaduais, que antes
angustiavam os profissionais. O Simego, desde o começo, nunca
se posicionou contrário", afirmou Rafael Martinez. Ele reconheceu
ainda as conquistas efetivadas como os bônus para os médicos e
para os auditores médicos estaduais.
Já o presidente da Sociedade Goiana de Pediatria, parceira da
SES em projetos de capacitação profissional, pontuou que colegas
expressaram preocupação com noticias de fechamento da UTI pediátrica no HDT.
O secretário Leonardo Vilela foi categórico: "Jamais cogitamos fechar serviço, e sim melhorar, ampliar e fortalecer. Estamos
discutindo como aplicar melhor os recursos públicos, garantindo
ao mesmo tempo uma qualidade integral". O presidente do Cremego, Aldair Novato, impossibilitado de comparecer ligou para o
secretário e garantiu total apoio à SES, que busca manter canais de
diálogo abertos a toda sociedade.

Com o intuito de fortalecer parcerias com a Secretaria de Saúde de Goiás o reitor da Universidade Federal de Goiás, Orlando
Afonso Valle do Amaral, visitou hoje as instalações do ConectaSUS, que é o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em
Saúde, a convite do secretário Leonardo Vilela e da superintendente de Educação em Saúde e Trabalho para o SUS, Irani Ribeiro. O
objetivo é ampliar as ofertas de vagas em cursos de especialização
e mestrado. Na prática isto significa a ampliação de convênios entre as duas instituições para a qualificação dos servidores do SUS
em análise de dados fornecidos pelo Conecta-SUS para a posterior
definição de estratégias de saúde pública. Para tanto será autorizado o acesso da UFG ao Conecta-SUS.
Além disso estão sendo negociados vários outros cursos e formas de qualificação dos servidores que atuam no SUS. Uma delas
é a realização de oficinas voltadas para a capacitação do corpo docente da Secretaria de Saúde no sentido de melhorar cada vez mais
a qualidade dos cursos oferecidos pela ESAP/SEST-SUS.
A superintendente de Educação em Saúde e Trabalho para o
SUS, Irani Ribeiro, informou que a ESAP/SEST-SUS também pretende retomar a capacitação dos preceptores, que são os preparadores
dos residentes médicos e multiprofissionais nos hospitais públicos.
Existe também a proposta de ampliação de vagas para o mestrado
em saúde coletiva. Para ela o objetivo maior da parceria é buscar a
qualidade dos serviços prestados à população desde a atenção básica
até as assistências especializadas nas mais diversas áreas.43

UTI será ampliada
A mesma afirmação foi feita pelo secretário Leonardo Vilela à comissão de médicos do Hospital de Doenças Tropicais Dr.
Anuar Auad (HDT), liderada por Boaventura Braz de Queiroz e
João Alves de Araújo. Os médicos esclareceram dúvidas e fizeram
sugestões, como a de que a ampliação da UTI pediátrica contemple
a proporção de 4 leitos de isolamento e 6 comuns.
Na reunião, o secretário Leonardo Vilela pontuou a necessidade de otimização da ocupação de leitos do HDT para uma melhor
resposta à assistência dos casos graves de dengue e outros agravos
e demandou acertos com a regulação para que isso seja reavaliado.
"Não temos nenhuma intenção de interferir na gestão que tem
sido eficiente e dado respaldo à evolução do trabalho. Queremos
sim, contribuir com esses desafios da Secretaria de Saúde, pois
temos no HDT nossa casa", pontuou João Alves, médico infectologista e servidor efetivo, concursado desde 1992. Leonardo Viela
reiterou: "O canal de diálogo com a SES está aberto, nossas decisões são colegiadas e transparentes".
Por orientação do secretário, os médicos do HDT farão um
documento contendo sugestões do corpo clínico para efetivar a
ampliação de novos serviços no hospital. "Queremos que com sua
experiência e comprometimento, nos ajudem a pensar o HDT daqui a 10 anos, que é o que queremos para estabelecer metas do
contrato que estamos renovando com a Organização Social", finalizou Vilela.44

Secretário Leonardo Vilela recebe médicos do HDT: "UTI
terá 10 leitos sendo 4 de isolamento"

Semana de Enfermagem do HGG resgata história da profissão em Goiás
Abertura acontece nesta terça-feira, 17 de maio, a partir das
18h30, no Auditório. Durante quatro dias, ocorrerão palestras,
premiação para profissionais destaques, exposição de fotografias
e desfile vestimentas antigas

Dirigentes de entidades médicas também estiveram na SES
O secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, recebeu
nesta terça-feira, 17/05, dirigentes de entidades médicas, convidados para uma conversa sobre a assistência hospitalar e a parceria
estabelecida com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). O
presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás, Rafael Martinez, e
o presidente da Sociedade Goiana de Pediatria, Leônidas Fernandes, afirmaram que sempre foram ouvidos pela gestão e atuam em
conjunto para a evolução da Saúde Pública.

A profissão de enfermagem surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos.
Com o intuito de resgatar essa história e homenagear aos enfermeiros que deixaram o seu legado e principalmente aos que exercem
a profissão no Estado, o Hospital Alberto Rassi ­ HGG promove,
44 Fonte: 17/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4493/secretario-leonardo-vilela-recebe-medicos-do-hdt-ldquo-uti-tera-10-leitos-sendo-4-de-isolamento-rdquo

43 Fonte: 10/03/2016
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209219/esap--sest-sus-querem-ampliar-parceria-de-ensino-em-saude-publica

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
entre os dias 17 e 20 de maio, a XVII Semana de Enfermagem da
unidade. Com o tema "Enfermagem: Uma história de defesa da
vida, da saúde, e da qualidade do cuidado", a abertura acontece
nesta terça-feira, 17, a partir das 18h30, no Auditório.
Com o apoio da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
(PUC-GO) e do Conselho Regional de Enfermagem de Goiás
(Coren-GO), o hospital promoverá na abertura um desfile com
vestimentas de roupas do século passado, e uma exposição com
a história da profissão. De acordo com a enfermeira da Educação
Continuada e uma das organizadoras do evento, Fabrícia Cândida,
a Semana no HGG segue a linha nacional que é resgatar a história da enfermagem, principalmente no âmbito estadual. "A ideia é
mostrar a evolução das roupas e das práticas que se aperfeiçoaram
com o tempo. A equipe de enfermagem atual poderá conhecer o
que era feito há mais de cem anos, através da exposição fotográfica
e do desfile".
Além disso, os profissionais que se destacaram também serão
homenageados. A programação conta com palestras que abordarão
temas como higienização bucal em paciente em ventilação mecânica e espontânea, cuidados paliativos, práticas seguras de higienização, entre outros. Uma das maiores pesquisadoras da história
da enfermagem em Goiás com atuação na PUC-GO, a primeira
enfermeira a obter o título de doutora, Celma Martins Guimarães,
que também será homenageada no evento, elogiou a iniciativa do
hospital. "Isso que vocês estão fazendo é fantástico. É preciso que
divulgar a nossa história, é preciso que os outros conheçam as nossas conquistas", afirmou.45

Hugol estão a capacitação contínua dos profissionais e a modernização tecnológica dos procedimentos com foco no atendimento ao
paciente 24 horas por dia", explica a biomédica.
No âmbito hospitalar, os resultados devem ser obtidos de forma rápida devido à necessidade de se avaliar, em um curto intervalo de tempo, o quadro clínico de pacientes internados. Os resultados produzidos devem refletir com alto índice de assertividade o
quadro clínico apresentado pelos pacientes, assegurando que não
haja interferência no processo e garantindo ao público usuário confiabilidade quanto os resultados gerados nas análises clínicas.
Luma relata ainda sobre o sistema informacional utilizado na
unidade, que integra o cadastramento único de pacientes, promove
a identificação de amostras por código de barras, transmissão e
impressão de resultados à distância, proporcionando absoluta segurança ao paciente. "A automação é elevada para quase todos os
tipos de exames e o controle da qualidade proporciona níveis de
coeficientes de desempenho acima dos 95%", conclui.46
Última semana teve redução de 82% de casos de dengue em
relação a 2015

Hugol já realizou mais de 316 mil exames em 10 meses

Os números de casos de dengue no Estado da última semana
epidemiológica (1º a 7 de maio) foi 82% menor do que o mesmo
período do ano passado. Essa informação está no mais recente boletim da Dengue da Secretaria de Estado da Saúde (SES), referente a semana epidemiológica 18. Segundo o documento, na última
semana houve 1.937 notificações, enquanto que, em 2015, foram
feitos 10.482 registros.
Nesse ano, a queda dos números vem acontecendo desde meados de fevereiro, semana epidemiológica 14, quando foram notificados 6.870 casos. Desde então, as notificações estão em curva
decrescente de semana a semana, chegando aos números atuais
(1.937 casos). Segundo o secretário Leonardo Vilela, esses números positivos são reflexos do "Goiás Contra o Aedes", que desde o
início do ano eliminou mais de 100 mil focos de Aedes no Estado.
Com a diminuição nas últimas semanas, houve um decréscimo
de casos durante todo o ano, quando comparado com 2015. Até o
momento, em 2016, foram notificados, em todo o Estado, 119.788
casos da doença, enquanto que no ano passado foram 121.048 casos no período, o que representa redução de 1%. Goiânia lidera o
número de casos, seguidos por Anápolis e Aparecida de Goiânia.
Até o momento houve 5 óbitos confirmados.

O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira
­ Hugol já realizou 316.263 exames em 10 meses de funcionamento
da unidade, de julho a abril de 2016, com uma média de 31 mil
exames/mês. Grande parte desse número advém do Laboratório de
Análises Clínicas do Hugol, que realiza exames de rotina, emergência e testes especializados em pacientes atendidos no pronto socorro,
internações, UTI's e ambulatório de retorno cirúrgico do hospital.
De acordo com Luma Correia, Supervisora de Análises Clínicas, os exames realizados contemplam as áreas técnicas da
Bioquímica, Hematologia, Microbiologia, Imunologia, Gasometria, Marcadores Cardíacos, Uranálise e Parasitologia, através de
equipamentos modernos com programa de qualidade, "pois o investimento em tecnologia é indispensável para garantir qualidade
e segurança nos exames. Entre os diferenciais do laboratório do
45 Fonte: 16/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4485/semana-de-enfermagem-do-hgg-resgata-historia-da-profissao-em-goias

Didatismo e Conhecimento

46 Fonte: 16/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4484/hugol-ja-realizou-mais-de-316-mil-exames-em-10-meses

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Operação "Goiás Contra o Aedes"
A operação "Goiás Contra o Aedes", desencadeada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) em dezembro do
ano passado, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, superou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de reduzir em
1%, até abril, os índices de infestação do Aedes aegypti nos imóveis de todo o Estado. Os dados da força-tarefa apontam que nos
primeiros 12 dias de maio apenas 0,25% dos imóveis goianos estão com focos do mosquito. Em comparação com o início do ano,
a queda é de mais de 93%. Em janeiro, esse índice era de 3,99%.
Com o avanço da ação, tais índices decresceram para 2,11%, em
fevereiro; 1,19%, em março; chegando a 0,39%, no fim de abril.
Foram 6 milhões de vistorias realizadas desde o início da operação. A força-tarefa conseguiu impedir o surgimento de aproximadamente 100 milhões de mosquitos, com a eliminação de cerca
de 100 mil criadouros.47

Para a psicóloga Márcia de Faria Veloso, esses números estão
ligados a vários fatores. "Falta de informação, de conscientização,
medo de um diagnóstico de câncer, medo de dor ao realizar a mamografia e outras questões que impedem elas de chegar a tempo
em um estágio inicial do câncer, que tem cura", disse.
Para a pensionista Berenice Rosa Guimarães, a doença é muito chocante, mas participar de grupos de assistência aos pacientes
ajuda no tratamento. "Você quer morrer, você acha que chegou no
fundo do poço, que acabou a vida para você. Mas aí vem a força, a
gente vira uma irmã, família", disse.
Césio-137
A tragédia envolvendo o césio-137 deixou centenas de pessoas mortas contaminadas pelo elemento e outras tantas com sequelas irreversíveis. O incidente teve início depois que dois jovens
catadores de papel encontraram e abriram um aparelho contendo o
elemento radioativo. A peça foi achada em um prédio abandonado,
onde funcionava uma clínica desativada.
Mesmo passadas mais de duas décadas da tragédia, o acidente
ainda deixa resquícios de medo. Um exemplo é a situação do local onde morava uma das pessoas que encontraram a peça. A casa
em que vivia o catador foi demolida no mesmo ano em que tudo
ocorreu. Apesar de o solo ter sido todo retirado e ter sido substituído por várias camadas de concreto, nunca mais qualquer tipo de
construção foi feita no local.

Casos de câncer de mama não têm elo com césio-137,
aponta estudo
Um estudo da Sociedade Brasileira de Mastologia mostra que
os novos casos de câncer de mama em mulheres de Goiânia não
têm relação com o acidente radiológico com o césio-137, ocorrido
em setembro de 1987. Além disso, a pesquisa aponta que não há
ligação entre a doença e níveis de renda ou adensamento populacional.
De acordo como presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Ruffo de Freitas Júnior, a pesquisa não foi motivada por
um aumento no número de casos de câncer de mama na região.
"Existe o aumento no número de casos, isso infelizmente acontece.
Mas esse aumento em Goiânia tem a mesma proporção de outras
cidades. Isso já mostra que não existe uma relação entre o césio e
os tumores", disse.
Durante o estudo, foram medidos, entre 2010 e 2014, os níveis
de radiação em milhares de pontos na região central da cidade,
local onde aconteceu o acidente radiológico, e não foi encontrado
nenhum nível fora dos padrões estabelecidos nacional e internacionalmente. Além disso, foi feito um mapeamento de onde as mulheres que têm a doença moram.
"Colocando o mapa das medições da radiação e de onde as
pacientes vivem, percebemos que não há qualquer ligação entre as
duas análises", esclareceu o presidente da entidade.
Diante dessas conclusões, Júnior destaca a importância do estudo. "Isso coloca uma pedra em cima da questão que todo o país
questiona, que é sobre o acidente e as consequências. Isso tem uma
implicação social, financeira e médica para toda a população. Podemos assegurar com muita tranquilidade que não há relação entre
o césio e o câncer de mama", explicou.
Ainda de acordo com o médico, grande parte da doença está
ligada à mudança de vida, atividades físicas e consumo de hormônios pela população.

Riscos
Segundo o supervisor de radiodivisão César Luis Vieira, que
também trabalhou na época do acidente, o risco de contaminação
em Goiânia foi praticamente extinto. "Se for comparar o resultado
de hoje com o da época, é uma diferença [de radiação] quase mil
vezes menor", afirma.
César explica ainda que o nível de radiação da cidade é considerado dentro dos padrões normais. "Não há nenhum lugar que
não tenha material radioativo, como, por exemplo, o urânio, que
está no solo. É o que a gente chama de radiação natural, mas que
não oferece risco", complementa.
Cerca de 6 mil toneladas de lixo radioativo foram recolhidas
na capital goiana após o acidente. Todo esse material com suspeita
de contaminação foi levado para a unidade de do Cnen em Abadia
de Goiás, na Região Metropolitana da capital, onde foi enterrado.
Passadas mais de duas décadas, os resíduos já perderam metade da radiação. No entanto, o risco completo de radiação só deve
desaparecer em pelo menos 275 anos.48

Câncer
O médico destacou que o principal fator para dar uma maior
chance de cura para as pacientes é o diagnóstico no estágio inicial,
possibilitado pelos exames de rotina. Atualmente, cerca de 50 mil
novos casos são registrados anualmente em todo o Brasil.
47 Fonte: 13/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4479/ultima-semana-teve-reducao-de-82-de-casos-de-dengue-em-relacao-a-2015

Didatismo e Conhecimento

48 Fonte: G1 Goiás - 12/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4458/casos-de-cancer-de-mama-nao-tem-elo-com-cesio-137-aponta-estudo

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Saúde de Goiás e do DF participam de reunião no Conecta
SUS sobre Sala Interfederativa

Conecta SUS
Após a reunião, os representantes da SES-DF conheceram de
perto o Conecta SUS. O trabalho de monitoramento dos indicadores de saúde do Estado foi apresentado pelo coordenador da Assessoria de Informação em Saúde da SES, Alan Kardec Filho. Os
técnicos também ouviram as explicações do Corpo de Bombeiros
Militar sobre o monitoramento em tempo real das visitas realizadas nos imóveis na força-tarefa Goiás contra o Aedes.
"Vocês estão de parabéns. Nós queremos conhecer melhor o
trabalho, pois já temos a intenção de montar uma sala de situação
lá parecida com o trabalho que é desenvolvido aqui. E temos que
seguir os bons exemplos", disse a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Cristina Segatto, ao final da visita ao Conecta
SUS. Ela falou, ainda, da intenção de uma equipe do Cievs (Centro
de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em SaúdeDF) voltar ao Centro em breve.49
Goiás volta a realizar transplante de coração

Em reunião de trabalho, os membros da Sala Interfederativa
apresentaram resultados e discutiram estratégias futuras para ações
de combate ao Aedes na Região do Entorno
Equipes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) e
da Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se reuniram nessa quartafeira, 11 de maio, no Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde ­ Conecta SUS Zilda Arns Neumann para discutir
estratégias para ações do "Goiás contra o Aedes" no Entorno. No
encontro, coordenado pela superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO Maria Cecília Martins Brito, foram apresentadas
várias situações relativas aos trabalhos de combate ao Aedes aegypti em Goiás.
O coordenador geral de ações estratégicas em dengue, Murilo
do Carmo, fez uma explanação dos números da dengue no Estado,
comparando os dados desde 2013, até o mês de abril deste ano. Os
resultados revelaram que, nos quatro meses deste ano, o Estado
reduziu em 90% o número de focos do mosquito, superando a meta
estabelecida pelo Ministério da Saúde de reduzir em 1%, até abril,
os índices de infestação do Aedes aegypti nos imóveis do Estado.
O percentual de domicílios com foco do mosquito, nos municípios
goianos, diminuiu de 3,99%, em janeiro, para 0,39%, em abril ­
queda de 90%.
Os governos de Goiás e do DF querem avançar também no
combate ao Aedes nos municípios do Entorno. Com esse objetivo
firmaram uma parceria, em março desse ano, durante a estruturação da Sala Interfederativa. A região é a mais crítica do Estado,
tanto em relação aos criadouros, quanto das notificações de doenças. Foram mais de 7,5 mil casos de dengue em 2016.
Entre as medidas adotadas por Goiás e DF, a Sala Interfederativa é a que chama mais atenção. O local, instalado no escritório da
representação de Goiás no DF, é a primeira iniciativa no País que
une dois entes da federação para o combate ao Aedes. Do ambiente
são coordenadas as ações do Goiás contra o Aedes nos municípios
do Entorno. A sala busca, por meio do monitoramento efetivo, soluções em conjunto para aprimorar o trabalho. Todos os 19 municípios do Entorno também participam dessa sala.
Durante a reunião, os técnicos ainda discutiram sobre o estreitamento das relações em relação às notificações dos casos e óbitos das
doenças causadas pelo Aedes aegypti ­ dengue, zika e chikungunya.
Da SES-DF participaram da reunião a diretora de Vigilância
Epidemiológica da SES-DF, Cristina Segatto, o chefe da assessoria de mobilização social da SES-DF, Ailton Domício da Silva; a
chefe do núcleo de vigilância ambiental de Santa Maria, Viviane
de Cássia; e o chefe do núcleo de saúde de Planaltina.
Didatismo e Conhecimento

Depois de seis anos sem oferecer esse serviço, a Central de
Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás passou a
oferecer o procedimento aos pacientes no Estado
A Central de Transplantes de Goiás, gerência da Secretaria de
Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), viabilizou nesse domingo,
08 de maio, captação de múltiplos órgãos no Hospital Santa Mônica. A unidade de saúde somou-se às dez outras instituições que
captam órgãos em Goiás. Foram captados coração, fígado, dois
rins e duas córneas. A equipe de cirurgia cardíaca do Hospital Lúcio Rebelo implantou o coração doado em um paciente que aguardava na fila pelo procedimento.
Esse foi o primeiro transplante cardíaco em Goiás, depois de
seis anos sem oferta desse serviço que, anteriormente, era realizado no Hospital Santa Genoveva. Em Goiás, também são captados
rins, pâncreas, medula óssea e córneas.
"Essa foi a primeira captação no Santa Mônica, cuja diretoria,
juntamente com a direção do Lúcio Rebelo, colocou-se muito favorável a dar prosseguimento a essa parceria. A partir daqui tenho
certeza de que vamos aumentar o número de doação de múltiplos
órgãos. Estamos muito satisfeitos e nesse ano ainda prevemos realizar, de forma inédita, o transplante de fígado", afirma o gerente
da Central de Transplantes, Luciano Leão.50
49 Fonte: 11/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4455/saude-de-goias-e-do-df-participam-de-reuniao-no-conecta-sus-sobre-sala-interfederativa

50 Fonte: 09/05/2016

51

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Mais Saúde para Goiás
O Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), apresenta o PROGRAMA MAIS SAÚDE PARA
GOIÁS. Nesta ação, a SES-GO estabeleceu, dentre suas prioridades, o fortalecimento da atenção primária, seu monitoramento e avaliação.
Este é um programa inovador do governo estadual e está instituindo uma nova lógica para a organização da Atenção Primária à Saúde (APS),
estreitando as relações entre o Estado e os municípios, fortalecendo as capacidades de assistência e de gestão, com vistas à implantação das
Redes de Atenção à Saúde (RAS) na implementação do Sistema Único de Saúde (SUS). Este programa conta com a parceria do Conselho
Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS)
MISSÃO
Oferecer uma Atenção Primária à Saúde de qualidade e resolutiva em todo o Estado de Goiás
VISÃO
Estar, até 2018, com a Atenção Primária à Saúde (APS) organizada no Estado e nos Municípios, atuando como porta de entrada do SUS,
com resolubilidade e responsabilidade pelos cuidados aos cidadãos.
OBJETIVO GERAL
Restruturar a Atenção Primária à Saúde, garantindo à população, acesso a serviços de qualidade, humanizado, com equidade e resolubilidade, desenvolvendo habilidades e competências dos profissionais de saúde e gestores em uma Atenção Primária à Saúde de qualidade.51
Centro de excelência faz nova pesquisa com moradores de Faina

O Centro de Excelência, Ensino, Pesquisas e Projetos - Leide das Neves Ferreira, da Superintendência de Educação em Saúde e Trabalho para o SUS, iniciou uma nova pesquisa científica com um grupo de moradores de Faina, na região central de Goiás, para identificar
possíveis portadores de genes do xeroderma pigmentoso. Está sendo feita a coleta de material genético, sangue e saliva, de 71 pessoas para
análise molecular (DNA) em laboratório. O que o geneticista Rafael Souto pretende com o estudo é descobrir se existem, entre a população
local, potenciais portadores da mutação, mas que não desenvolveram nem desenvolverão a doença.
A partir da análise do material coletado e da identificação dos pacientes será feito um aconselhamento genético dos indivíduos em idade
fértil a fim de evitar o nascimento de novos portares do xeroderma, já que a anomalia pode ser transmitida dos pais para os filhos. Os exames
devem ser feitos através de uma parceria com o Hospital Araújo Jorge, Universidade Federal de Goiás - UFG, em Goiânia, e Universidade
de São Paulo - USP. De posse dos resultados o Centro de Excelência emitirá os laudos que deverão ser usados para orientar a assistência de
saúde prestada a cada pessoa individualmente.
A assistência aos pacientes de xeroderma pigmentoso e o trabalho de pesquisa, feitas pela Secretaria da Saúde de Goiás, começou em 2009
quando 145 moradores da comunidade de Faina foram testados molecularmente e identificados 27 pacientes com a doença. De posse do laudo
científico todos conseguiram receber benefício do INSS devido à incapacidade para o trabalho provocada pela doença. Como parte do estudo
os moradores também responderam a um questionário de avaliação de qualidade de vida cujos dados auxiliam na definição do diagnóstico.
http://www.saude.go.gov.br/view/4435/goias-volta-a-realizar-transplante-de-coracao
51 Fonte: 27/10/2015
http://www3.saude.go.gov.br/view/3176/mais-saude-para-goias

Didatismo e Conhecimento

52

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Segundo Rafael Souto a escolha dos participantes da pesquisa
é baseada nas características hereditárias seja de parentesco com
pacientes doentes ou que sejam comprovadamente portadores dos
genes do xeroderma. Ele salientou que são os diagnósticos definidos na pesquisa que norteiam os tratamentos que devem ser oferecidos pela equipe multidisciplinar que atende aos pacientes. Conforme suas explicações a pesquisa subsidia as rotinas de saúde e
até mesmo mostra o caminho para a capacitação dos profissionais
que atuam na área. O ideal, para o geneticista é que a assistência
seja cada vez mais associada à pesquisa para que o serviço alcance
o maior nível de eficácia pos.52

A Superintendente de Educação em Saúde e Trabalho para o
SUS, Irani Ribeiro, foi a mediadora de um debate sobre urgência
e emergência como parte da programação do 1º Congresso de Escolas Médicas, promovido pela Pontifícia Universidade Católica
de Goiás. O nome da Dra. Irani foi recomendado pela vasta experiência dela como diretora do Hospital de Urgências de Goiânia e
como a responsável pela implantação do Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência-SAMU no Brasil.
O debate aconteceu depois da apresentação de três palestras
de cunho social, político e científico. Os temas foram: "Urgência
e Emergências: BLS e RCP, ACLS: atualização"; "As situações
de agravo: o que o acadêmico de medicina pode fazer em caso de
emergência, aspectos jurídicos, éticos e de foro íntimo" e o "Sistema de Regulação de Saúde".
O início do SAMU
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil foi
instituído pelo Ministério da Saúde em 2003, mas a questão pré
hospitalar móvel já era muito discutida no final da década de 90
por permitir o salvamento de muitas vidas. A implantação efetiva
do SAMU começou a ganhar consistência em 1999 durante um
congresso em foram discutidas a urgência e emergência entre mais
de 800 profissionais de todo o Brasil e de cinco países.
Como a Dra. Irani Ribeiro tinha grande experiência como
diretora do Hospital de Urgências de Goiânia, ela foi convidada
para coordenar o projeto SAMU no Brasil. Com o levantamento
de algumas experiências isoladas de municípios brasileiros que já
tinham iniciado alguns serviços semelhantes a Dra. Irani também
buscou informações em outros países que estavam mais avançados no atendimento móvel para a definição do modelo implantado,
com sucesso, em todos os estados brasileiros.53

Escola de Saúde Pública oferece capacitação sobre cuidados pediátricos
A Superintendência de Educação em Saúde e Trabalho para
o SUS ­ Sest-SUS, através da Escola Estadual de Saúde Pública
Cândido Santiago, promove de 1º de abril a 20 de maio próximos
o curso de capacitação em cuidados pediátricos para médicos que
atuam na rede de atenção primária à saúde (estratégia de saúde da
família). As aulas serão presenciais, com carga horária de 16 horas
e serão oferecidas por meio de parceria entre a Secretaria Estadual
de Saúde, secretarias municipais de saúde, Sociedade Goiana de
Pediatria, Conselho de Medicina (CREMEGO), Universidade Federal de Goiás e Hospital Materno Infantil.
Ao todo serão disponibilizadas 320 vagas distribuídas em oito
turmas e as aulas serão ministradas às sextas-feiras, das 14:00 às
18:00 horas, e aos sábados, das 08:00 às 12:00. O curso tem como
objetivo capacitar os médicos que atuam na de atenção primária
dos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira, Senador Canedo e Trindade, que compõem a região metropolitana
da capital.
O conteúdo abordará as condutas básicas preventivas e terapêuticas no atendimento pediátrico, atendendo as recomendações
técnicas do Ministério da Saúde. Constam do programa da capacitação temas como imunização, avaliação do recém-nascido e
atendimento pediátrico, desenvolvimento neuropsicomotor e pôndero-estatural, aleitamento materno e alimentação no primeiro ano
de vida, manejo da diarreia, infecções das vias áreas e pneumonias
comunitárias, infecções do trato urinário e acidentes na clínica pediátrica.
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209459/escola-de-saude
-publica-oferece-capacitacao-sobre-cuidados-pediatricos

ESAP-SEST/SUS forma exército de agentes de saúde que
ajudam no combate ao aedes

Mesa redonda debate serviço de urgência e emergência

Na guerra contra o mosquito aedes aegypti declarada pelo
governo de Goiás a Escola Estadual de Saúde Pública "Cândido
Santiago" capacitou um exército de 7.000 agentes de saúde que é
um importante reforço na força tarefa criada pela Secretaria Estadual de Saúde. Além dos quatro técnicos e de um veículo que estão
acompanhando o trabalho de campo juntamente com vários órgãos
do estado, a escola oferece um curso introdutório sobre conhecimentos básicos de atenção à saúde para os agentes que também
podem atuar como auxiliares nos casos emergenciais, como o de
combate ao mosquito da dengue.

52 Fonte: 10/05/2016
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/211033/centro-de-excelencia-faz-nova-pesquisa-com-moradores-de-fain

Didatismo e Conhecimento

53
Fonte: 04/04/2016
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209877/mesa-redonda-debate-servico-de-urgencia-e-emergencia

53

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Inaugurada sala da Comissão de Residência Multiprofissional no Hugo

Com a formação o profissional se torna capaz de executar o
trabalho em grupo, já que é membro integrante da equipe multiprofissional da Estratégia da Saúde da Família. Ele também pode
desenvolver habilidades analisando os riscos sociais e ambientais
à saúde dos moradores de sua área de atuação. Principalmente porque o agente comunitário de saúde é o principal elo entre as equipes de saúde e a comunidade.
O primeiro módulo do curso com 570 horas contem disciplinas que desenvolvem estratégias de abordagem ao usuário
do SUS na atenção básica de saúde. Segundo o coordenador do
Centro de Educação Profissional da SEST/SUS, Marcelo Dourado, o processo de qualificação faz parte do programa de valorização do profissional no sentido de atender a população e resolver a
maioria das questões de saúde das famílias atendidas pela atenção básica em saúde. A Escola Estadual de Saúde Pública também
é parceira dos municípios na execução do curso introdutório ao
Agente Comunitário de Saúde, com carga horária de 40 horas, que
é pré-requisito aos processos seletivos dos municípios.

Força tarefa
No trabalho da força tarefa desenvolvida pela Secretaria de
Estado da Saúde, em que a Superintendência de Educação em
Saúde e Trabalho para o SUS está participando, são feitas visitas domiciliares em busca dos focos do mosquito aedes aegypti e
o morador também é orientado a adotar o manejo adequado para
eliminação dos criadouros. Além disso são coletados dados, que
depois farão parte de um levantamento geral, sobre a situação de
cada bairro e do município como um todo. Marcelo Dourado explicou que, com base nesse trabalho in loco, está sendo possível
identificar a qualidade das informações repassadas à comunidade
para que sejam propostas novas qualificações e atualizações dos
profissionais da linha de frente para o combate às endemias, inclusive do mosquito da dengue.54

Foi inaugurada nesta quinta-feira, 5 de maio, a sala da Comissão de Residência Multiprofissional nas dependências do Hospital
de Urgências de Goiânia (Hugo). A equipe que atua no hospital é
composta por seis tutores, além dos preceptores, que agora tem
um espaço físico para desempenharem suas atividades com melhor
qualidade. Estiveram presentes na entrega do novo centro de apoio
os 27 residentes multiprofissionais que fazem a especialização no
Hugo, o diretor geral Ciro Ricardo de Castro, o diretor técnico
Ricardo Furtado, o diretor de ensino e pesquisa, Luiz Fernando
Martins e a superintendente de Educação em Saúde e Trabalho
para o SUS Irani Ribeiro.
Segundo Ana Paula Cordeiro de Menezes, coordenadora do
Programa de Urgência e Trauma, a comissão está sendo fortalecida
pela atual superintendente da SEST-SUS, Irani Ribeiro, e a organização social que administra o Hugo também está reconhecendo
a importância do trabalho da comissão na formação dos profissionais de saúde. Para a coordenadora, a presença do residente numa
unidade hospitalar como o Hugo é de grande importância, não só
para sua formação profissional, como para a prestação de serviços
aos pacientes.
Durante a inauguração, Irani Ribeiro afirmou que a instalação da equipe numa sala do Hugo é apenas o primeiro passo para
demonstrar a importância do Coremu. Segundo ela os tutores e
preceptores tanto da Comissão de Residência Médica quanto da
Multiprofissional devem ter um espaço adequado em todos os hospitais do Estado. Irani lembrou aos presentes que toda a formação
do profissional de saúde deve estar voltada para o paciente. "Procurem dar à população o serviço de saúde com a qualidade que ela
merece", enfatizou.

Lacen promove ação sobre Biossegurança
O Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) realizou, no dia 05 de maio, ações para sensibilizar os servidores sobre normas de segurança. A atividade faz parte
de um programa que pretende fortalecer as práticas de trabalho seguras para todos os colaboradores, de acordo com as leis vigentes.
Com esse objetivo, foi feita uma programação que incluiu a
exibição de um filme sobre Biossegurança, do programa de educação continuada do Ministério da Saúde - TELELAB; e a apresentação da síntese do estudo: "Uma análise sobre possíveis resistências dos profissionais quanto ao atendimento de normas de Saúde
e Segurança no Trabalho no Âmbito do Lacen-GO", elaborado por
Ivaneide Caetano dos Santos, coordenadora de gestão de pessoas
da unidade.
Finalizando as atividades do dia, foi realizada a cerimônia de
posse da nova equipe da CIPA ­ Gestão 2016 / 2018, que realizou
a primeira reunião ordinária no dia 06/05/2016. A nova equipe da
CIPA tem como função a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível - permanentemente - a atividade laboral diária, com a preservação da vida e a
promoção da saúde do trabalhador.55

O residente
A fisioterapeuta Mônica Batista Duarte, que é residente no
Hugo, afirmou que estar presente na rotina do hospital é uma experiência única e fundamental para a formação do profissional de
qualidade. Para ela a variedade de casos que existe na unidade de
atendimento de urgência dá base para a habilitação em qualquer situação dentro da realidade do SUS. Além disso, segundo Mônica,
é possível prestar um bom atendimento ao paciente já que todos
os procedimentos são supervisionados por especialistas. Hoje o

54 Fonte: 06/04/2016
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209971/esap-sest-sus-forma-exercito-de-agentes-de-saude-que-ajudam-no-combate-ao-aedes
55
06/05/2016

Didatismo e Conhecimento

http://www.saude.go.gov.br/view/4430/lacen-promove-acao-sobre-biosseguranca

54

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
programa de residência multiprofissional do Hospital de Urgência
possui 4 residentes de serviço social, 4 de psicologia, 4 de fisioterapia, 3 de fonoaudiologia, 3 de enfermagem, 4 de nutrição e 5 de
cirurgia bucomaxilofacial.

O Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER) passa a oferecer o Curso de Qualificação Profissional
em Operador de Computador, em parceria com o Fórum Goiano
de Inclusão no Mercado de Trabalho das Pessoas com Deficiência
e dos Reabilitados pelo INSS (FIMTPODER) e a Faculdade Senai. Na tarde desta segunda-feira, 02 de maio, foi realizada a aula
inaugural do curso, totalmente gratuito, voltado para as pessoas
com deficiência.
O curso será ministrado no Laboratório de Tecnologia Assistiva
do CRER, onde são oferecidos atendimentos especializados voltados às pessoas com deficiência utilizando ferramentas de tecnologia
assistiva e de informação com foco na acessibilidade digital.
O ambiente é equipado com 12 computadores, mesas com regulagem de altura para facilitar a entrada de cadeirantes, mouses
e teclados adaptados, softwares e hardwares inclusivos que permitem o acesso digital das pessoas com deficiências física, auditiva,
visual e intelectual. Os equipamentos do laboratório foram adquiridos com recursos ajuizados pelo Ministério Público do Trabalho.
O diretor geral do CRER, Válney Luís da Rocha, ressaltou
que "a promoção de cursos de qualificação de pessoas com deficiência ampliam as chances de inserção no mercado de trabalho.
Temos certeza que a parceria entre o CRER, FIMTPODER e SENAI renderá bons frutos", pontuou.
O curso de Qualificação Profissional em Operador de Computador, com carga horária de 160 horas, oferece o aprendizado voltado à informática básica (windows), pacote office, e-mail e redes
sociais. Dicas de como se portar em uma entrevista de emprego e
formatação de currículo também serão ofertadas.
"O SENAI se preocupa com a inclusão social, estamos muito
felizes com essa parceria. Que os alunos possam aprender e aproveitar esse momento de estudo com muita dedicação", destacou o
professor de informática do SENAI, Willian Borges de Jesus.
Renato Soares da Silva, 26 anos, vítima de acidente de trânsito, é um dos estudantes do curso. Paciente do CRER, Renato
passou pelo processo de reabilitação e readaptação, hoje se prepara para assumir uma vaga no mercado de trabalho. "Estou com
ótimas expectativas para o curso, aqui vou me profissionalizar,
aprender mais sobre a área de informática e conquistar uma vaga
de emprego", planeja.
Segundo o supervisor de terapia ocupacional do CRER, Jefferson Silva Dias, o curso vai capacitar e readaptar as pessoas com
deficiência, para que elas tenham condições técnicas e profissionais para serem inseridas na sociedade. "Temos a certeza que será
o primeiro de muitos cursos voltado para a capacitação das pessoas
com deficiência. Todos nós do CRER estamos muito felizes com
este avanço", comemorou.
A primeira turma do Curso de Qualificação Profissional em
Operador de Computador inicia com 12 pessoas. As aulas serão
ministradas toda segunda, terça e quinta-feira, das 13h às 17h30,
no CRER. Após a formação da primeira turma, outras vagas serão
abertas.58

Tutores e preceptores
Os residentes que atuam nos hospitais públicos de Goiás têm
total apoio e acompanhamento de tutores e preceptores. Os tutores
são mestres que coordenam as questões didático-pedagógicas da
área específica de cada profissão. Já os preceptores são especialistas que acompanham os residentes em suas atividades, tanto teóricas quanto práticas, atuando conjuntamente nos atendimentos e na
discussão de casos.56
Assembleia Legislativa de Goiás valida serviços prestados
pelo Hugol
O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira
recebeu uma menção honrosa na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, destacando o alto grau de satisfação dos usuários
da unidade. A proposição, de autoria do Deputado Estadual Dr.
Antonio (PR), foi aprovada em sessão realizada pelo plenário da
assembleia em 06 de abril. Em texto endereçado ao presidente da
Assembleia, o Deputado Dr. Antonio destacou "o trabalho de todos
os profissionais do Hugol que se dedicam para atender a demanda
de urgência e emergência, com qualidade e respeito aos usuários".
Para o diretor geral do Hugol, Hélio Ponciano, é muito gratificante receber esse destaque pelos resultados positivos obtidos
pelo hospital em menos de um ano de funcionamento. "Ter nosso
serviço validado pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
nos mostra que estamos no caminho certo, e vamos continuar desenvolvendo ações e projetos para cada vez mais fazer a diferença
para a população que precisa de assistência", afirma o diretor.57
CRER passa a oferecer curso de qualificação profissional
para pessoas com deficiência

56 Fonte: 05/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4423/inaugurada-sala-da-comissao-de-residencia-multiprofissional-no-hugo
58 Fonte: 03/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4411/crer-passa-a-oferecer-curso-de-qualificacao-profissional-para-pessoas-com-deficiencia

57 Fonte: 05/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4420/assembleia-legislativa-de-goias-valida-servicos-prestados-pelo-hugol

Didatismo e Conhecimento

55

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Palhaços levam alegria para pacientes do Hurso

1º Hugol na Comunidade realiza mais de 1.800 atendimentos

O 1º Hugol na Comunidade aconteceu neste sábado, 30, das
09h às 16h, e realizou 1.847 atendimentos, com o apoio de 300
voluntários, entre acadêmicos e profissionais da saúde, artistas ­
palhaços e músicos ­ e parceiros de empresas e instituições. "O
Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus tornou-se palco de um
grande marco do voluntariado desenvolvido pelo Hugol, estamos
muito contentes com o resultado dessa ação voltada para a Região
Noroeste", destaca o diretor geral da unidade, Hélio Ponciano.
Os moradores da comunidade participaram de uma pesquisa
na saída do evento para avaliar a ação (concedendo uma nota de 1
a 5) e também sugerir temas para uma próxima atividade. A nota
média de análise positiva foi 97% - respostas 4 e 5, significando
bom e ótimo, respectivamente -, com sugestões de ações sobre temas como combate às drogas, mais atividades de beleza e orientações para gestantes.
Emislene Correia, moradora da comunidade, disse que o
evento foi ótimo e superou suas expectativas. "Foi a melhor coisa
que aconteceu para nós da Região Noroeste. É um privilégio poder
contar com essa parceria", afirma a colaboradora do colégio.
Déborah Evelyn Gomes da Silva, acadêmica do 5º período de
Enfermagem e voluntária no evento, relatou que a saúde coletiva
é muito importante para o cidadão, auxiliando ao ofertar informações. "Nós, como futuros profissionais de saúde, já estamos promovendo a saúde desde agora. Para nós foi uma experiência ótima,
pois estamos desenvolvendo nossa técnica e aprendendo com os
que já têm experiência", afirma a estudante.

Os voluntários do "Universo da Alegria" brincaram e conversaram com os pacientes do Hospital de Urgências da Região Sudoeste (Hurso), em Santa Helena de Goiás (GO), na última sexta
feira (29/04). O grupo é formado por funcionários que se vestem
de palhaço e usam instrumentos musicais para levar diversão aos
usuários do Hurso.
Desta vez o grupo foi formado por Karla Montes, Stephanie
Curcino, Thayline Fernandes e Renair Wenceslau. Os pacientes,
acompanhantes, visitantes e colaboradores aproveitaram para relaxar com todas as brincadeiras e conversas realizadas. A colaboradora Cláudia de Bastos contou que eram todos bem recebidos e
saíam de cada quarto com muitos agradecimentos.59
SES-GO divulga Protocolo de Biossegurança para profissionais de saúde
O Comitê Estadual de Crise para Doença Pandêmica da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), que gerencia a
epidemia de Influenza por H1N1 em Goiás, divulga o protocolo de
Biossegurança destinado aos profissionais de saúde que atuam no
manejo de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Influenza. O
objetivo do documento é orientar todos os profissionais de saúde
no Estado para que atentem para sua própria segurança e também
do ambiente de trabalho. O protocolo de Biossegurança deve ser
conhecido por profissionais de saúde da Atenção Primária (postos
de saúde, Cais) como de hospitais, clínicas e laboratórios, tanto da
rede pública quanto da rede privada de saúde.60

Saúde
As atividades mais procuradas foram aferição de pressão arterial e teste de glicemia, avaliação nutricional (IMC ­ Índice de Massa Corpórea) e orientações sobre prevenção de acidentes de trânsito.
O evento também ofereceu dicas para evitar a gripe H1N1,
combate ao Aedes aegypti, uso adequado do repelente e protetor
solar, saúde bucal, avaliação de LER/DORT, aleitamento materno,
adequação do ambiente domiciliar para idosos, noções de atendimento em situações de emergência, prevenção de traumas faciais e
traumas pediátricos. De acordo com a Sargento Kássia, do Corpo
de Bombeiros, um evento como esse é importante para auxiliar
na prevenção de acidentes e na postura diante de possíveis emergências. Além disso, o 1º Hugol na Comunidade orientou a população sobre a classificação de risco para atendimento no hospital,
visando esclarecer como são os procedimentos para priorização da
assistência na emergência da unidade.

59 Fonte: 03/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4407/palhacos-levam-alegria-para-pacientes-do-hurso
60 Fonte: 02/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4402/ses-go-divulga-protocolo-de-biosseguranca-para-profissionais-de-saude

Didatismo e Conhecimento

56

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Balanço de custo das OSs é apresentado a secretários de
Estado e conselheiros do TCE

Cidadania e estética
Esses foram pontos fortes da ação, disponibilizando o atendimento do Serviço Social e CRAS, com orientações, encaminhamento e acesso aos direitos de cidadania, transferência, inclusão e
atualizações do CAD ÚNICO do Bolsa Família, atividades desempenhadas pelo Conselho Tutelar da Região Noroeste.
Os 40 alunos do Instituto Embelleze executaram 210 cortes de
cabelo, escova, esmaltação e design de sobrancelhas. Na opinião
de Ana Vitória Leite de Souza, 11 anos, moradora do Bairro Floresta, cortar o cabelo e fazer um penteado tornaram seu dia mais
feliz. "Já estou pronta para o final de semana", conta a vaidosa
criança.
Entretenimento e empreendedorismo
A criançada brincou durante todo o dia nos pula-pulas e tobogã instalados na quadra do colégio, além de se deliciarem com
pipoca e algodão doce oferecidos pelo evento e picolés doados
pela Creme Mel.
No quesito empreendedorismo, o SEBRAE Goiás participou
oferecendo atendimento individualizado aos participantes que tinham interesse em investir em um novo negócio ou que desejavam
melhorar a gestão dos comércios já em funcionamento. A equipe
de Recursos Humanos do hospital realizou um minicurso durante
todo o dia sobre "Como se portar em uma entrevista de emprego",
proporcionando o aperfeiçoamento dos moradores para buscarem
oportunidades no mercado de trabalho. Outro diferencial foi um
curso para formação básica em microcomputador ofertado para os
alunos do colégio pela equipe de Tecnologia da Informação (TI) do
hospital, capacitando cerca 20 jovens para que possam buscar melhores oportunidades educacionais e, futuramente, profissionais.61

"Como responsável por avaliar a saúde no Tribunal de Contas
fico satisfeito em constatar que a Secretaria de Estado da Saúde dispõe de tão avançado sistema de controle e monitoramento de sua
gestão", disse o conselheiro Celmar Rech na última sexta-feira, 01º
de abril em visita à sede da secretaria. Acompanhado ainda pelos
conselheiros Edson Ferrari e Sebastião Tejota, ele fez parte de uma
comitiva que contou com a presença dos secretários de Estado da
Educação, Raquel Teixeira, e de Gestão e Planejamento, Joaquim
Mesquita, e ainda do controlador-geral do Estado, Adauto Barbosa.
O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, reuniu membros da
Controladoria-geral do Estado de Goiás (CGE), secretários e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado para apresentar dados
de um trabalho sobre a Gestão de Custos das Organizações Sociais, desenvolvido por uma consultoria especializada. "Aumentar
a transparência, ao mesmo tempo em que trabalhamos a eficiência
do controle e fiscalização, é fundamental para avançar na qualidade da Saúde em Goiás", diz Vilela.
O consultor Wladimir Taborda ­ um dos pioneiros no País no
estudo da relação entre poder público e Organizações Sociais ­
apresentou as análises feitas nos hospitais da rede própria da Saúde
estadual. "Nosso desafio sintético é responder: pode-se fazer mais
saúde, com mais qualidade e com os mesmos recursos? Em gestão
pública, eficiências técnica e financeira devem andar juntas para
cumprir todos os preceitos legais e orçamentários", explicou ele.
Segundo Taborda, a OS operacionaliza aquilo que foi definido
como uma política de governo, com metas, objetivos e recursos
definidos. Nesse aspecto, a gestão de custos parametriza os preços
de serviços e contratos, auxiliando e muito o ente público a fazer o
planejamento e o avanço da oferta.

Saúde do trabalhador é tema de debate
A coordenação de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realiza, entre os dias 25 e 29
de abril, o Curso Básico em Vigilância em Saúde do Trabalhador,
no Augustus Hotel. O objetivo é discutir, com diversos órgãos ligados ao trabalhadores, a legislação voltada à Saúde desse público, a precarização do trabalho, a educação em Saúde, promoção e
prevenção em Saúde do Trabalhador, inspeções fiscais, entre outros. Participam do evento, o Centro de Referência em Saúde do
Trabalhador (Cerest), a Universidade Federal de Goiás (UFG), o
Conselho Estadual de Saúde, sindicatos e demais entidades afins.62

Conecta SUS
Os conselheiros do TCE também visitaram o Conecta SUS,
onde conheceram em detalhes como a Secretaria da Saúde concentra seus principais dados e informações. Câmeras de vigilância
nos hospitais permitem acompanhar o dia a dia das unidades de
saúde, obras são monitoradas, a execução orçamentária atualizada,
sem contar uma base de dados sobre todos os indicadores de saúde
estão reunidos num único local.

61 Fonte: Hugol - 01/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4394/1-ordm-hugol-na-comunidade-realiza-mais-de-1-800-atendimentos
62 Fonte: 26/04/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4376/saude-do-trabalhador-e-tema-de-debate

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
"Uma ferramenta como essa, alimentada em tempo real e
atualizações diárias, resulta num importante instrumento de monitoramento e que, sem dúvida, facilita a fiscalização", comentou
Edson Ferrari do TCE de Goiás. Os conselheiros se interessaram
muito pelo controle feito sobre todos os equipamentos de diagnóstico que estão dentro dos hospitais e ainda pelo Regulatron, o
sistema que monitora a regulação de vagas para os leitos de UTI.
Segundo o secretário Leonardo Vilela, a regulação é um dos
focos de trabalho prioritários da SES-GO. Em poucos meses, o
Conecta SUS, que já observa o fluxo de pendências de pacientes
por vaga em leito de UTI, vai dispor de informação em tempo real
sobre cada leito. "Saberemos em tempo real o nome do paciente,
o nome do médico que atende, a data de internação e outros dados
de cada um dos pacientes que forem internados na rede própria da
SES", informou Leonardo Viela.63

A tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja feito
corretamente até o final. O tratamento dura de seis a nove meses,
dependendo da forma clínica apresentada pelo paciente. Durante
o tratamento, a pessoa pode trabalhar e levar uma vida normal,
devido à eficácia da quimioterapia. Somente em casos graves o
paciente necessita de internação.
Situação Epidemiológica

Goiás teve 928 casos novos de tuberculose em 2015

Tuberculose no Brasil:
· 68 mil casos novos notificados em 2014;
· 4,6 mil mortes em 2013;
· 16º país em número de casos entre os 22 países de alta carga;
· 22º país em taxa de incidência, prevalência e mortalidade
entre os 22 países de alta carga;
· 3ª causa de mortes por doenças infecciosas;
· 1ª causa de mortes dos pacientes com AIDS;
Fonte: PNCT ­ Programa Nacional de Controle da Tuberculose ­ 2015

Estado é o 3º com a menor incidência do País

Tuberculose em Goiás:
· 928 casos novos de tuberculose todas as formas correspondendo uma incidência de 14/100.000 hab* em 2015;
· 3º Estado com a menor incidência do País
· 654 casos novos da forma pulmonar com confirmação laboratorial correspondendo uma incidência de 9,3/100.000 hab* em
2015;
· Co-infecção TB/HIV ­ 11,5% em 2015*
· Casos Curados -70% em 2014 ­ Meta nacional: 85%
· Abandono ­ 9,6% em 2014 ­ Meta nacional: 5%
Fonte: SUVISA/SES-GO (*Dado sujeito à alteração) 64
Saúde de Goiás defende gestão compartilhada na regulação

O dia 24 de março é instituído como o Dia Mundial de Luta
Contra Tuberculose. A campanha tem como objetivo esclarecer,
motivar e conseguir apoio da população e dos profissionais de saúde para as ações de prevenção e controle da doença.
Doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada
"Bacilo de Koch", considerada uma das enfermidades mais antigas
do mundo. Ainda é um problema de Saúde Pública em todo País,
sendo uma prioridade entre as políticas governamentais de saúde.
A forma mais comum é a tuberculose pulmonar, mas outros órgãos podem ser atingidos, sendo estas denominadas de tuberculose
extrapulmonar e não transmissíveis. É transmitida de uma pessoa
doente, da forma pulmonar bacilífera sem tratamento, para outra
sadia, por meio da tosse, espirro ou fala.
O diagnóstico da doença é ambulatorial, por meio da solicitação da baciloscopia de escarro, com resultado em 24 horas, e,
ainda, pelo Teste Rápido Molecular para Tuberculose, em 2 horas.
Atualmente, o teste está disponível nos municípios de Goiânia e
Aparecida de Goiânia. Uma das medidas importantes para a prevenção e controle é a busca ativa dos casos nos indivíduos com
tosse há três semanas ou mais. "É importante também que todas
as pessoas que tiveram contato com pacientes portadores de tuberculose procurem um serviço de saúde para serem avaliadas",
acrescenta o subcoordenador Estadual de Controle da Tuberculose, Emílio Alves.

Regulação rege o acesso de pacientes no SUS
O secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, aponta a
necessidade de uma gestão compartilhada entre o Estado e os municípios como forma de assegurar a assistência ágil e de qualidade
à população. Esta opinião foi manifestada nesta segunda-feira, 14
de março, durante reunião no auditório do Centro de Reabilitação
e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), realizada com o objetivo de discutir as ações efetivadas pelo Complexo Regulador, os
desafios a serem superados e as propostas para a melhoria do fluxo
de todo o sistema.

63 Fonte: 06/04/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4303/balanco-de-custo-das-oss-e-apresentado-a-secretarios-de-estado-e-conselheiros-do-tce

64 Fonte: 22/03/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4243/goias-teve-928-casos-novos-de-tuberculose-em-2015

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O evento contou com a participação de representantes da SESGO, do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems),
da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e de outros municípios, do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia e do Ministério da Saúde. Leonardo Vilela citou, como exemplo de sistema
eficiente, a regulação desenvolvida atualmente no Estado de São
Paulo, na qual há o compartilhamento entre os entes. Ele defendeu
a estruturação de um sistema de informática preciso, a adoção de
critérios claros para o encaminhamento de pacientes e transparência nas ações.
Leonardo Vilela avalia que os maiores entraves no processo
de regulação em Goiás são: a demora no efetivo encaminhamento
do paciente, o desconhecimento das diretrizes e do funcionamento
do sistema por técnicos que atuam no interior e, por fim, a falta de
diálogo entre as partes. Mesmo diante dos desafios, o Complexo
Regulador tem se desdobrado para garantir o atendimento qualificado ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Os registros
do Complexo Regulador apontam que, no ano passado, o órgão
intermediou a realização de 3,7 milhões de procedimentos ambulatoriais e hospitalares.
Em Goiás, de acordo com informações do coordenador do
Complexo Regulador, Genésio Pereira, existem 17 Centros Regionais de Regulação. Destes, três centros ­ Goiânia, Aparecida de
Goiânia e Anápolis ­ atuam no nível ambulatorial e com internação; os demais operam somente na área ambulatorial. O coordenador nacional de Regulação do Ministério da Saúde, João Marcelo
Barreto Silva, informou que a nova Política Nacional de Regulação, já em processo de efetivação, introduz a unidade de saúde no
sistema, rediscute a regionalização dentro da regulação e as formas
de financiamento de todo o setor.65

Para a Coordenadora Técnica da Central de Transplantes, Leila Márcia de Faria, a entrevista familiar é a parte mais difícil do
processo de captação de um órgão e requer, além de qualificação
específica, controle emocional e um grande suporte psicológico.
"A família está abalada, vivendo uma dor indescritível e nós temos
que esperar o momento certo para fazer a abordagem. Ouvimos de
tudo: desde relatos desesperados até ofensas e desaforos. Alguns
nos comparam a urubus de tocaia". Se isso magoa? A coordenadora diz que não chega a magoar, mas não deixa de ser um momento
difícil para a equipe.
Nas palavras da psicóloga Flávia Martins, o que impede que a
autoestima seja afetada é a empatia. "Nós nos colocamos no lugar
do outro e entendemos que o momento é de muito sofrimento. Tentamos não levar para o lado pessoal, mas também somos humanos
e é tudo muito delicado", explica.
Integrar a equipe de Entrevista Familiar da Central de Transplantes não é para qualquer um. A qualificação para a função é
constante e a formação inicial exigida é nas áreas de psicologia e
enfermagem. Os integrantes da equipe estudam a Teoria da Comunicação de Má Notícia, se informam sobre os maiores mitos e medos, aprendem a explicar a morte encefálica de maneira coloquial
e, principalmente, estudam as técnicas de acolhimento. O tom de
voz certo, a disposição para ouvir, um copo com água, uma cadeira
para a pessoa se sentar ou mesmo um abraço. Tudo é acolhimento
e não é possível precisar qual desses gestos vai estabelecer a conexão entre o familiar desesperado e o profissional da Central.
"Já abordamos famílias debaixo de uma árvore, no estacionamento do Hugo; outras precisamos levar para uma sala reservada
e ouvir relatos sobre os planos que o falecido tinha para o futuro.
Já presenciamos a mãe chorar desesperadamente a perda do único
filho enquanto o pai, diante do pranto da mulher, não podia fraquejar e demonstrar o quanto estava sofrendo também. Uma troca de
olhar com aquele homem foi suficiente para estabelecer o diálogo
e tratar do assunto algumas horas depois", relembra a enfermeira
Rosângela da Silva Nunes.
Apenas dez por cento das entrevistas familiares podem ser
consideradas tranquilas. As demais podem ser classificadas como
difíceis e tensas. Isso, quando a entrevista acontece. Há casos em
que as famílias simplesmente se recusam a conversar com a equipe
da Central e, quando perguntadas se concordariam em falar num
outro momento, respondem com a palavra nunca.
Normalmente, as equipes de Entrevista Familiar nunca ficam
visíveis nos hospitais. Elas só aparecem quando há uma notificação de morte encefálica. Apenas o médico pode comunicar o óbito
à família mas, nem sempre, o faz com a clareza necessária. São
comuns os casos nos quais as famílias, após as explicações, continuam sem alcançar o que realmente entendeu. Só compreendem
quando o médico informa "a hora da morte".

Somente 10% das famílias abordadas aceitam doar órgãos
de parentes

De cada dez famílias, nove dizem "não" para a doação dos
órgãos de parentes que tiveram morte encefálica. Essa é a estatística da rotina enfrentada pela equipe de Entrevista Familiar da
Central de Transplantes do Estado de Goiás e, mesmo diante de um
placar tão desfavorável, a equipe não desiste, nem tão pouco deixa
de compreender a dor e o sofrimento dos que dizem não. No dia
seguinte, com a mesma paciência e delicadeza, estão realizando
o mesmo trabalho, de abordar quem sofre com a dor da morte, na
esperança de diminuir a fila de espera por um órgão.

Saiba Mais
A equipe de Entrevista Familiar da Central de Transplantes
de Goiás é composta por nove enfermeiros e seis psicólogos, que
trabalham 24 horas, em esquema de revezamento.
Os hospitais que mais notificam casos de morte encefálica são
o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital Santa Mônica e Hospital Neurológico, nesta ordem.
Em 2014, as equipes de Entrevista Familiar fizeram 124 entrevistas e obtiveram 97 recusas. O levantamento é trimestral. De
janeiro a março, foram 28 entrevistas, com 25 recusas (89% de

65 Fonte: 14/03/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4208/saude-de-goias-defende-gestao-compartilhada-na-regulacao

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
negativas); de abril a junho, 33 entrevistas e 25 recusas (76% de
negativas); de julho a setembro, 41 entrevistas e 33 recusas (80%
de negativas); de outubro a dezembro, 22 entrevistas e 14 recusas
(78% de negativas).

disso, pois não seria ético e poderia criar problemas futuros", esclarece a Coordenadora Técnica da Central de Transplantes, Leila
Márcia de Faria.
Apesar das campanhas de conscientização e incentivo, a doação
de órgãos ainda não é muito abordada nas famílias. O assunto ainda
é um tabu e é a principal causa de não doação. Mesmo quando a
família aceita ouvir a equipe e compreende a importância do que
pode vir a ser feito, a recusa é comum, com o argumento de que o
morto nunca falou sobre o assunto e ninguém quer correr o risco de
desrespeitar quem já se foi. "A primeira atitude de quem quer doar é
falar sobre isso com a família e os amigos", afirma Leila.
A decisão só pode ser tomada pelo pai, mãe, filho, marido ou
esposa. Na falta desses, se outro membro da família fizer muita
questão de doar, é preciso procurar o Ministério Público, que deverá conceder a autorização.
Se houver divergência entre o desejo do pai e da mãe, por
exemplo, a captação não é realizada e nada é feito às escondidas.
"Tivemos um caso de uma mãe que queria doar, mas o pai não
concordava. Como ele estava no Maranhão e teria que se deslocar,
ela disse para fazermos e ele nem ficaria sabendo. Não concordamos. Não podemos concordar com isso", afirma a psicóloga Flávia
Martins. Ela completa dizendo que a doação é um processo para a
família se sentir bem, mesmo em um momento de dor.
O zelo com os argumentos atinge um nível impensado para
quem não lida diretamente com a situação. Ao contrário do que
se imagina, o argumento de que "a doação salva vidas" ou "ajuda
quem está precisando" nunca é usado durante a entrevista familiar.
A experiência comprova que a melhor abordagem é a que trata a
doação como um direito. De acordo com a psicóloga, é muito complicado atribuir a uma família que está sofrendo o peso de fazer
outra feliz. "É uma situação na qual não cabe coação, chantagem
emocional nem nada do tipo", lista Flávia Martins. Ela lembra de
uma mãe que disse que não concordaria com a doação pois, "se
Deus não tinha ouvido o apelo dela, ela não iria ajudá-lo a ouvir o
apelo de outra mãe". A mãe insistiu que queria o filho dela de volta
e não dar uma nova chance ao filho de outra.
Em situações como essas, não cabem rótulos como "egoísta",
"insensível" ou qualquer outro equivalente. O que vale é entender
que não é fácil para ninguém. A família que perde, a equipe de entrevista que aborda, todos são e estão vulneráveis, numa situação
instável, que requer equilíbrio entre direitos e deveres.
Outro equilíbrio delicado é o que diz respeito à durabilidade
do órgão e ao tempo da Entrevista Familiar. Segundo a Coordenação da Central, nenhuma entrevista dura menos de duas horas e
já houve casos em que ela durou três dias. As famílias têm tempo
para pensar e há troca de contatos. A partir de determinado ponto,
a Central não procura a família e espera que ela mantenha contato.
"Não podemos pressionar. Deixamos claro que o tempo é importante, mas não pressionamos. Há um momento em que a gente
entende que a resposta é não", explica a psicóloga Flávia Martins.

Medos e mitos são entraves para a doação de órgãos
Que morte é essa na qual o coração continua batendo? Ou
a perna treme de vez em quando? O corpo continua quente e os
pulmões ainda se enchem de ar? Cabe aos profissionais da Central
de Transplantes do Estado de Goiás responder essas perguntas e
lidar com as três fases que envolvem a perda: desespero, choque
e aceitação.
A doação demora a ser abordada. Primeiro, as dúvidas sobre
as causas da morte são esclarecidas e, geralmente, o próprio familiar admite que o quadro era grave, uma situação muito comum
em vítimas de acidentes de trânsito. O passo seguinte é deixar claro que todos os recursos e possibilidades foram empregados e se
mostraram insuficientes, pois não houve melhora no quadro clínico. Nesse momento, muitos pedem uma transferência para outro
hospital e a realização de novos exames, além de cogitar a contratação de empréstimos para pagar outros tratamentos. A equipe da
Central deixa claro que nada disso será capaz de alterar a situação
e explica, detalhadamente e de maneira bem coloquial, o que é a
morte encefálica.
Assim que a família demonstra ter compreendido o que é a
morte encefálica, a equipe começa a tratar da doação de órgãos. O
assunto é abordado com delicadeza e sensibilidade, com o familiar
sendo incentivado a falar sobre o falecido: se era uma pessoa caridosa, se seguia alguma religião, se gostava de ajudar o próximo
e, dependendo das respostas, se já tinha falado da intenção de ser
um doador de órgãos.
Quando a resposta é positiva, surgem as dúvidas, medos e mitos. O tráfico de órgãos é o número um e a equipe explica as razões
pelas quais se trata de uma lenda. Primeiro, um órgão não pode ser
transplantado aleatoriamente, visto que é necessária a compatibilidade entre doador e receptor; depois, os órgãos possuem um tempo
de vida útil muito curto após a retirada do corpo e precisam seguir
rígidas normas de conservação; para finalizar, existe a legislação
brasileira, que pune com prisão de dois a oito anos, mais multa,
quem trafica órgãos.
As restrições religiosas também costumam ser um entrave.
Muitos acreditam que o familiar deve "voltar inteiro", "do jeito
que veio" e, para tal argumento, a equipe lembra que, mais que
um órgão, Jesus doou a vida pela humanidade e que, textualmente,
nenhuma religião se opõe à doação e aos transplantes.
A aparência do corpo também é motivo de preocupação e a
equipe precisa tranquilizar a família, explicando que a aparência
não muda com a retirada dos órgãos, apenas alguns pontos, imperceptíveis durante o velório.
Tabu
Todo esse esclarecimento não é garantia de doação e os profissionais se deparam com as situações mais inusitadas. Há quem
concorde em doar todos os órgãos, menos o coração; há quem só
autorize a retirada das córneas e há quem queira saber quem vai receber o órgão. Nas duas primeiras situações, o desejo da família é
completamente respeitado. A possibilidade de conhecer o receptor,
porém, é descartada. "Informamos, no máximo, o sexo do receptor
e a idade. Dependendo do caso, informamos a cidade. Nada além
Didatismo e Conhecimento

Morte encefálica e coma
A morte encefálica é uma situação irreversível, na qual o cérebro para de funcionar definitivamente e, consequentemente, de
comandar o corpo. O funcionamento dos diversos órgãos, músculos e tecidos acontece de maneira artificial, com uso de aparelhos e
medicamentos. O corpo pode ser mantido vivo dessa forma por um
tempo limitado, que varia de um organismo para outro.
60

GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
O coma é reversível e se caracteriza por um menor nível de
consciência, muito semelhante a um sono profundo. As células cerebrais continuam vivas e, com isso, os neurônios fazem as reações
elétricas. É uma situação reversível e a duração do coma varia de
um indivíduo para o outro. O coma induzido pode ser suspenso
com indicação e intervenção médica; já do coma espontâneo o paciente precisa despertar naturalmente.
O diagnóstico de morte encefálica segue um protocolo que
determina a realização de diversos exames, com um intervalo mínimo de seis horas, entre a primeira e a segunda bateria de testes.66

trabalham na unidade. "Esse é o presente da Saúde pelo Dia Internacional da Mulher, especialmente àquelas mulheres mais carentes
que não têm acesso a esses exames de alta complexidade", disse
o governador.
A unidade permanecerá por 30 dias em Trindade e seguirá
para as regiões Nordeste e Norte do Estado, onde a demanda por
estes exames é maior. Nessa região, ela permanecerá até o final
deste ano visitando, de acordo com o cronograma, 15 municípios.
"Não tenho dúvida que a unidade vai melhorar a qualidade de vida
de inúmeras goianas e ainda salvará muitas vidas", comemora o
secretário de Saúde, Leonardo Vilela.
O secretário explica que mulheres que tiverem identificação
positiva para câncer da mama ou de colo de útero devem ser encaminhadas de imediato para unidades de saúde por meio da regulação dos municípios. "Essa agilidade é fundamental para o sucesso
do tratamento e cura das doenças", ressalta. Ele lembra, ainda, que
a detecção precoce do câncer de colo de útero pode garantir a cura
em até 100% dos casos.
Segundo o superintendente Executivo, Halim Girade, a ideia
da unidade móvel partiu do governador e é reflexo das experiências que ele teve nas viagens pelo Estado. "Vendo as realidades
das regiões goianas, o governador sentiu a necessidade de oferecer
esses exames, absolutamente, fundamentais para a saúde mulher",
diz. Ele lembrou que a proposta é descentralizar a oferta desses
serviços e levá-los a milhares de mulheres residentes em municípios afastados dos grandes centros.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM/DataSUS/Ministério da Saúde), morreram em Goiás,
no ano de 2012, um total de 173 mulheres em decorrência do câncer do colo do útero, enquanto outras 357 morreram por câncer de
mama. Segundo a Gerência da Saúde da Mulher, Criança e Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde, esses números são considerados elevados, tendo em vista que essas enfermidades podem
ser evitadas por meio de exames preventivos.

Marconi: "Saúde no Brasil tem jeito"

Durante inauguração de unidade de atendimento móvel para
mulheres, governador destaca sucesso das políticas do governo
para área
Na contramão da maioria dos governadores eleitos e reeleitos
em outubro do ano passado, o governador Marconi Perillo (PSDB)
disse nesta quarta-feira que, na sua opinião, "Saúde pública no
Brasil tem jeito". Marconi afirma que o padrão de excelência no
atendimento do Hugo, Crer e HGG, por exemplo, é a prova de que
o poder público é capaz de oferecer serviços de alto nível à população. "Basta ter responsabilidade", completa.
O governador participou da inauguração da unidade móvel de
atendimento à mulher, em Trindade, e afirmou que o Governo vai
promover uma verdadeira revolução na Saúde depois que estiver
concluído o Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia
(Hugo 2), o maior da região Centro Oeste. O Hugo 2, segundo
Marconi, deve ser entregue à população até o início de abril.
"Consertamos a Saúde no Estado e em breve vamos inaugurar
o Hugo 2. Já avançamos muito, mas é claro que vamos continuar
avançando", afirma o governador. "Estamos vivendo um momento
de crise no País, mas estamos buscando forças para realizar as ações
de forma planejada, para que a população seja bem atendida".

Exames
A Unidade conta com os seguintes equipamentos: mamógrafo, ultrassom gineco-obstétrico e aparelho de colposcopia para
exames de colo do útero. Nos municípios em que estiver instalada,
a Unidade funcionará das 8h às 18h, de terça-feira a sexta-feira, e
das 8h às 17h, aos sábados. O atendimento será prestado por 12
profissionais de saúde, dentre médicos, enfermeiros, técnicos de
radiologia, auxiliares administrativos e motorista.
A secretaria do lar Maria do Carmo é uma das moradoras de
Trindade que foi beneficiada com a ação. Ela já estava no oitavo
mês da gestação e ainda não tinha feito um ultrassom. "Estou muito feliz com a possibilidade de fazer esses exames. Se fosse pagar
particular seria muito caro e não teria condições", ressalta ela ao
lembrar que a data se tornou especial porque saberia o sexo do
filho com a realização do exame.

MULHERES
A unidade móvel de atendimento foi instalada dentro de uma
carreta e é munida de tecnologia necessária para realizar, por mês,
cerca de três mil exames preventivos contra câncer de mama, de
colo do útero e ultrassonografias. Só em tecnologia, o Governo
investiu mais de R$ 1 milhão ­ sem contar os 14 funcionários que

Regulação
Será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde
realizar a regulação das pacientes para iniciar tratamentos o mais
precoce possível, conforme estabelecido na Lei N° 12.732, de 22
de dezembro de 2012, que dispõe sobre o primeiro tratamento de
paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo
para seu início. Todo paciente com neoplasia maligna tem direito
a se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde

66 Fonte: 14/04/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/587/somente-10-das-familias-abordadas-aceitam-doar-orgaos-de-parentes

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
(SUS), no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for
firmado o diagnóstico em laudo patológico, ou em prazo menor
conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único.

O médico do Hospital de Queimaduras de Anápolis, Leonardo
Cunha, foi convidado para participar do procedimento cirúrgico.68
Goiás preenche 95% das vagas com profissionais brasileiros
Nas duas primeiras chamadas do Programa Mais Médicos em
2015, 95% das 265 vagas ofertadas para os 84 municípios goianos
foram preenchidas por profissionais com CRM Brasil. Os médicos começam suas atividades a partir desta semana. Na terceira
chamada, que acontecerá nos dias 17 e 18 de março, 4.362 médicos que estão inscritos poderão selecionar 10 vagas em 10 cidades goianas. Caso ainda existam vagas em 10 de abril, será aberta
chamada para brasileiros formados no exterior e, no dia 5 de maio,
para médicos estrangeiros.
Das 4.146 opções disponíveis em todo Brasil, 3.823 (92%) já
foram ocupadas nas primeiras chamadas. Para a terceira chamada,
4.362 médicos poderão optar dentre as 318 vagas em 218 municípios e 10 Distritos Indígenas. Dos 757 profissionais alocados em
2ª chamada, 519 (68%) se apresentaram nos municípios portando a
documentação exigida até última sexta-feira (27). A maioria (451)
optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residência médica. Outros 68 profissionais escolheram os benefícios do
Mais Médicos. Na primeira chamada, dos 3.936 médicos inscritos,
3.304 (84%) compareceram às prefeituras até o dia 20 de fevereiro.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, comemorou a grande
adesão já nas duas primeiras chamadas do Programa. "É supreendentemente positiva a adesão de médicos brasileiro em apenas
duas chamadas. Em todo Brasil eles ocuparam a maioria das vagas. Eles irão iniciar o atendimento à população que mais precisa
do SUS, integrarão as equipes de saúde da família para atender
com dignidade a população brasileira", comemorou o ministro da
Saúde, Arthur Chioro.
Em relação às 1.294 cidades que aderiram edital lançado em
janeiro, 1.209 (93%) municípios e seis Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) já atraíram médicos para ocupar integral
ou parcialmente as vagas nas unidades básicas de saúde. Até o momento, 1.076 (83%) localidades supriram 100% das vagas, outras
197 (15%) tiveram a solicitação parcialmente atendida e 31 (2%)
municípios ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Nos distritos indígenas, 71% das vagas ainda não foram ocupadas.
O Nordeste foi a região que mais atraiu profissionais: das
1.784 oportunidades ofertadas aos médicos, 1.711 vagas já foram
ocupadas. O Sudeste conseguiu ocupar 970, das 1.019 vagas disponíveis, seguido do Sul, que preencheu 477 das 520 oportunidades, do Centro-Oeste, que atraiu médicos para 358 vagas das 393
disponíveis e o Norte que ocupou 297 vagas das 382 oportunidades. Os Distritos Indígenas já ocuparam 10 vagas das 35 ofertadas
aos médicos.
PRÓXIMAS ETAPAS ­ As vagas referentes aos médicos que
não se apresentaram na segunda chamada ficam disponíveis para a
terceira chamada, que acontecerá nos dias 17 e 18 de março. Poderão participar dessa fase, 4.362 médicos que estão inscritos e ainda
não conseguiram alocação.
Caso ainda existam vagas em 10 de abril, será aberta chamada
para brasileiros formados no exterior e, no dia 5 de maio, para
médicos estrangeiros. O módulo de acolhimento para esses profissionais está previsto para iniciar em 8 de junho. A cada trimestre, o

Números:
-Número de mamógrafos em Goiás ­ 164 (DATASUS)
-Disponíveis pelo SUS ­ 78 (DATASUS)
-População feminina em Goiás: 3 milhões, 313 mil, 314 mulheres
-O câncer de mama é o que mais mata mulheres no mundo.
Ele é responsável por 22% dos casos e 12 mil mortes por ano.
-No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, porque a doença só é diagnosticada, na maior parte
dos casos, em estágios avançados.
-O câncer de mama deve atingir 60 mil mulheres a mais em
2014, a previsão é de que surjam 1,66 milhões de casos no mundo
no próximo ano.
Se diagnosticado e tratado oportunamente são elevadas as
chances de cura.67
HGG realiza o seu primeiro implante de pele sintética

O Hospital Alberto Rassi (HGG) realiza nesta quarta-feira, 4
de março, procedimento inovador na rede pública do Estado e inédito no HGG. Será realizada uma cirurgia de matriz dérmica, ou
seja, um implante de pele sintética na testa da paciente Delcimaura
Lemes do Prado, vítima de um acidente de carro em janeiro deste
ano. Ela dirigia o próprio carro na região de Quirinópolis, quando
o pneu estourou e o carro capotou várias vezes.
O chefe da Seção de Cirurgia Plástica do HGG, Sérgio Augusto da Conceição, informa que a técnica é utilizada em pacientes
com feridas complexas. "No acidente, a paciente perdeu toda a
pele da testa. A cirurgia de matriz dérmica atua onde existe o ferimento com dificuldade de cicatrização. Como a ferida dela está
no osso, onde não existe essa possibilidade, vamos colocar a pele
sintética que vai auxiliar na cicatrização, promovendo a integração
com a pele da paciente", informou. Além da matriz dérmica, também será utilizada a técnica de vacuoterapia, mesmo procedimento
realizado na jovem que teve as nádegas dilaceradas.

67 Fonte: 11/03/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/699/marconi-ldquo-saude-no-brasil-tem-jeito-rdquo

Didatismo e Conhecimento

68 Fonte: 03/03/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/747/hgg-realiza-o-seu-primeiro-implante-de-pele-sintetica

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
Acesso à informação
Limitado, até o momento, ao acesso de gestores e técnicos
nos níveis municipal e Estadual da Saúde, a proposta da página é
criar plataformas para disponibilização na web dos dados a toda
sociedade, em especial, às universidades e instituições de pesquisa. Além disso, a disposição do conteúdo atende à Lei de Acesso à
Informação (LAI), que obriga União, Estados e Municípios a garantir a qualquer cidadão o direito de recebimento das informações
públicas dos órgãos e entidades.
"O intuito é apresentar ferramentas para que o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde transponha o universo dos gestores da Saúde Pública e torne-se também uma fonte de
dados qualificados abertos à sociedade em geral e, em específico,
para a comunidade acadêmico-científica e tecnológica", destaca o
coordenador geral do Conecta SUS, Jean Pierre Pereira.

Ministério da Saúde lançará edital para oferta de vagas em aberto.
Os editais poderão contemplar outros municípios, que antes não
haviam conseguido aderir ao programa pela ausência de capacidade instalada.
Para a classificação do médico na concorrência das vagas foram estabelecidas as seguintes regras: ter título de Especialista em
Medicina de Família e Comunidade; experiência comprovada na
Estratégia Saúde da Família; ter participado do Programa de Educação pelo Trabalho ­ PET (Vigilância, Saúde, Saúde da Família e
Saúde Indígena); do VER-SUS; do ProUni ou do FIES. Como critérios de desempate serão considerados a maior proximidade entre
o município desejado e o de nascimento e ter maior idade. A data e
horário da inscrição do médico não serão mais considerados como
critérios de seleção.
Com a ocupação das 4.146 vagas apontadas pelos municípios
no novo edital, o governo federal garantirá em 2015 a permanência
de 18.247 médicos nas unidades básicas de saúde de todo o país, levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Serão 4.058
municípios beneficiados, 72,8% de todas as cidades do Brasil, além
dos 34 distritos indígenas. Até 2014, 14.462 médicos atuavam em
3.785 municípios, beneficiando 50 milhões de brasileiros.69

Com o hotsite do Conecta, que acaba de entrar no ar, SES-GO
pretende ampliar acesso à informação, incentivando o desenvolvimento de pesquisas e inovação na área da saúde

Estrutura
Para ampliar e facilitar a difusão do conteúdo, a página é bilíngue ­ português/inglês. Todos os sistemas de análise de indicadores de saúde criados pelos técnicos do Conecta SUS estão disponíveis no local. Por meio deles, é possível acessar os principais
indicadores de saúde do Estado de Goiás.
Os sistemas trazem, entre outros, dados sobre o pré-natal, parto cesáreo, taxa de mortalidade infantil, boletim epidemiológico da
dengue e, ainda, o inédito e pioneiro monitoramento da força-tarefa Goiás contra o Aedes, que aponta o total de imóveis visitados,
fechados e os imóveis com focos do Aedes aegypti em Goiás. O
trabalho feito pela SES e Corpo de Bombeiros Militar no Estado tornou-se referência nacional. "Toda essa riqueza de material
estará acessível e servirá para o desenvolvimento de importantes
pesquisas", avalia Jean Pierre Pereira.
Para a população goiana, o hotsite traz mais transparência e
informação sobre a saúde do seu município. No menu Acesso à Informação estão disponibilizadas as cartas que a Secretaria da Saúde
de Goiás envia a cada gestor municipal dos indicadores de saúde da
cidade. O cidadão pode digitar o nome do município e conseguirá
visualizar como está a situação da dengue, por exemplo.
Outro destaque da página do Conecta SUS é o blog. Com a
divulgação de conteúdo científico, o blog busca ser fonte de informação e plataforma de fomento ao debate sobre inovação tecnológica e gestão pública.70

Discutir a inovação tecnológica, estimular o desenvolvimento
de pesquisas no meio acadêmico-científico e facilitar o acesso da
sociedade aos indicadores de saúde dos municípios goianos. Essa
é a proposta do hotsite do Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde ­ Conecta SUS Zilda Arns Neumann, que acaba
de entrar no ar. Para acessar, digite o endereço do site da SES-GO
(www.saude.go.gov.br) e clique na aba CONECTA SUS, no menu
superior da página.
O Conecta SUS, projeto da Secretaria de Estado da Saúde
(SES-GO), inédito no Brasil, inaugurado em dezembro de 2014,
monitora todas as informações em Saúde do Estado, para subsidiar
técnicos a coordenarem atividades, ações e políticas da SES. Entre
os objetivos do Centro estão a análise de dados, planejamento estratégico, avaliação dos indicadores, divulgação das informações
e a melhoria na gestão.

Goiás é pioneiro no País na notificação de dados sobre o
Aedes
A estruturação e logística da ação Goiás contra o Aedes,
desenvolvida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) em
parceria com o Corpo de Bombeiros, estão proporcionando reconhecimento e resultados positivos ao Estado. Goiás foi a primeira
unidade da Federação a inserir dados relativos da operação na Sala
Nacional de Coordenação e Controle do Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres (Cenad), do Ministério da Integração.
A realização de forças-tarefas para a eliminação de focos do
Aedes aegypti passou a ser desenvolvida em grande parte dos Estados brasileiros depois da notificação de casos de chikungunya
e zika e do avanço dos casos de microcefalia em todo o País. Em
nível nacional, a ação é coordenada pelo Ministério da Saúde, com

69 Fonte: Agência Saúde - 04/03/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/740/goias-preenche-95-das-vagas-com-profissionais-brasileiros

70 Fonte: 25/02/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4100/dados-do-conecta-sus-estao-acessiveis-a-toda-sociedade

Dados do Conecta SUS estão acessíveis a toda sociedade

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
o apoio do Ministério da Integração. Em Goiás, a megaoperação
teve início em 16 de dezembro do ano passado, um dia depois de o
governador Marconi Perillo ter assinado decreto que institui emergência em saúde pública no Estado.
Até o momento, mais de 524 mil imóveis de 200 municípios
goianos já receberam a visita de agentes de saúde, de combate às
endemias, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de
Goiás, profissionais de saúde e voluntários. No total, 80 % do Estado já foi vistoriado com retirada de mais de 16.678 mil focos do
mosquito.
As equipes do Corpo de Bombeiros, responsáveis por coordenar a reunião dos dados nos municípios goianos, utilizam um sistema de mapa georreferenciado das quadras de cada cidade. Este
sistema é alimentado em tempo real nos municípios e atualizado
a cada 30 segundos, por meio de uma estrutura instalada na Sala
de Situação na sede da SES-GO. O mapa apresenta quadros que
sinalizam com a cor verde as casas que já estão livres dos focos e
de vermelho as que não estão com os focos erradicados.71

que estavam fechadas. Dessa forma, acompanhamos, em tempo
real, a situação de focos do mosquito no Estado", esclarece o secretário Leonardo Vilela.
Lançado pelo Governo do Estado em dezembro, o Goiás contra o Aedes é uma ação da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás,
em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar e prefeituras municipais. A meta é mobilizar todos os 246 municípios e visitar todos
os imóveis do Estado até o dia 31 de janeiro. A ideia é que esse
mesmo ciclo de visitas seja realizado novamente nos meses de fevereiro, março, abril, maio e junho, com objetivo de erradicar o
Aedes aegypti no território goiano. A expectativa é que as ações
continuem, nos próximos três anos.
Balanço
Até esta terça-feira, dia 26 de janeiro, 228 municípios participaram do Goiás contra o Aedes, realizando visitas domiciliares para eliminar focos do mosquito. Foram visitados 692.547
imóveis. Destes, 523.204 foram trabalhados, 170.396 estavam
fechados e 1.238 visitas foram recusadas pelos moradores. Entre
os imóveis fechados e visitas recusadas, as equipes retornaram e
conseguiram realizar o trabalho em 2.741 residências. Foram encontrados focos em 21.190 imóveis. A meta, de acordo com o secretário Leonardo Vilela, é alcançar todos os domicílios situados
no Estado de Goiás.72

Ministério da Saúde cita Governo de Goiás como exemplo
no combate ao Aedes

Curso de cuidados pediátricos é sucesso entre clínicos da
sede básica de saúde

O representante do Ministério da Saúde, Sérgio Gustavo
Evangelista da Mata, estará em Goiânia nesta quarta-feira (27/01),
às 9h, para visitar o Centro de Informações e Decisões Estratégicas
em Saúde ­ Conecta SUS Zilda Arns Neumann, onde funciona
a central de monitoramento de dados do Goiás contra o Aedes,
localizado na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO),
no Parque Santa Cruz. Na quinta-feira (28/01), será a vez de representantes da Sala Nacional de Coordenação e Controle para o
Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus conhecerem
o trabalho.
O monitoramento online, em tempo real, dos resultados do
trabalho dos agentes de saúde pública que visitam os domicílios
do Estado, na operação Goiás contra o Aedes, realizado pelo Conecta SUS, que poderá ser replicado em todo o Brasil. O modelo
foi apresentado pelo governador Marconi Perillo e pelo secretário
de Estado da Saúde Leonardo Vilela ao ministro da Saúde Marcelo
Castro, e foi considerado exemplo para o país.
"Por meio do Conecta SUS, os municípios informam-nos em
quantos domicílios foram encontrados focos do Aedes, onde eles
não existem e ainda, quantas casas não puderam ser visitadas por-

Os médicos clínicos gerais do sistema básico de saúde da região metropolitana, que estão participando do Curso de Cuidados
Pediátricos na Escola Estadual de Saúde Pública Cândido Santiago, aprovam a capacitação. Segundo a maioria o curso é um reforço importante aos conhecimentos dos clínicos devido ao tipo de
atendimento que abrange toda a família de usuários do SUS, do
recém-nascido ao idoso. Os alunos demonstraram estar receptivos
e envolvidos com o conteúdo apresentado.
O Dr. Sebastião Leite Pinto, que é um dos professores do curso, informou que a proposta é dar mais segurança ao profissional
para aumentar a resolutividade no local de atendimento básico e,
assim, evitar o encaminhamento desnecessário aos centros especializados de média e alta complexidade. Segundo ele a Escola
Estadual de Saúde Pública SEST/SUS, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás e com a
Sociedade Goiana de Pediatria, foi muito feliz em promover o

71 Fonte: 22/01/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/3900/goias-e-pioneiro-no-pais-na-notificacao-de-dados-sobre-o-aedes

72 Fonte: 04/02/2016
http://www.visa.goias.gov.br/post/ver/207991/ministerio-da-saude-cita-governo-de-goias-como-exemplo-no-combate-ao-aedes

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
02. (ConsulRH/2010 - Prefeitura de Tupirama) Assinale a
alternativa correta:
a) No início do povoamento com o ouro aflorando, em toda
região, o norte goiano passou a ser conhecido como uma das áreas
que mais produzia ouro na capitânia
b) a partir do declínio da mineração, o norte goiano passou
a ser visto como sinônimo de atraso e involução social
c) a denominação Norte de Goiás durou por mais de dois
séculos, até a divisão do Estado de Goiás, onde o norte de Goiás
passou a ser o Estado do Tocantins.
d) todas estão corretas

curso e também na escolha do público-alvo. "Além de melhorar
os conhecimentos dos médicos, ainda ajuda a dar mais eficiência
ao atendimento no sistema como um todo", disse. Especialista na
área de amamentação o Dr. Sebastião deu como exemplo os casos
de mastite materna e fissura do mamilo que podem ser tratados nos
postos de saúde, sem a necessidade de encaminhamentos.
A Dra. Letícia Andrade, que é clínica geral no Posto de Saúde
da Família do Jardim Nova Olinda, em Aparecida de Goiânia, afirmou que é sempre bom participar desse tipo de atualização, já que
a medicina é muito dinâmica. Para ela os casos concretos da diferença no desenvolvimento das crianças que amamentam e das que
recebem alimento artificial mostrados na sala de aula aproximaram
o conteúdo apresentado à realidade do consultório.
Já a Dra. Juliana Ferreira Figueiredo, do Programa de Estratégia da Família de Trindade, espera sanar as possíveis dúvidas
no atendimento pediátrico e também, através dos conhecimentos,
atingir os objetivos no trabalho de prevenção entre as crianças
atendidas. O Dr. Gabriel Marques Coelho, que atende no ESF do
Setor Pontakaiana, também em Trindade, disse que é preciso alcançar um atendimento padronizado. "Esperamos que seja definido que forma clara até onde é atendimento primário e onde começa
o especializado", explicou.
Os dois médicos de Trindade disseram ser tão importante esse
tipo de atualização que apontaram a saúde do homem e a atenção
ao idoso, por exemplo, como temas a serem abordados em outros
cursos que também deveriam ser oferecidos pela Secretaria Estadual de Saúde. Ideia compactuada pelo professor Sebastião Leite
Pinto que avaliou como de suma importância a expansão para outras áreas da medicina e também para profissionais médicos de
todos os municípios o estado.73

03. (UFGO/2009 - SEE/GO) A fundação de Goiânia foi
concebida em um contexto de mudanças políticas, tanto nacionais quanto locais. A nova capital de Goiás deveria aproximar
o estado do eixo de desenvolvimento do País, focado na Região
Sudeste. A escolha do sítio para instalação da cidade considerou também
a) a proximidade com Brasília, o que favoreceria os contatos com o governo federal.
b) a abundância de recursos hídricos, o que permitiria a posterior expansão do núcleo urbano.
c) o relevo mais movimentado que o da antiga capital,
Goiás, favorável à instalação de instrumentos urbanos.
d) a maior distância em relação ao litoral, para garantir as
questões de segurança quanto a ataques externos.
04. A implementação do regime militar em 1964 trouxe
substanciais mudanças na política goiana. A elite econômica e
política local que, desde o fim do Império controlava o poder
político do estado, teve que submeter as diretrizes centralizadoras do governo federal. Um acontecimento da política goiana durante o regime militar foi
a) a nomeação, por meio de decreto presidencial, do engenheiro Otávio Lage de Siqueira como governador de Goiás.
b) a nomeação de governadores desvinculados das famílias
tradicionais que controlaram o poder político em Goiás, tais como
os Caiado e os Bulhões.
c) a cassação do governador Mauro Borges Teixeira, em
represália a sua atitude firme, em março de 1964, na defesa da
permanência de João Goulart no poder.
d) a eleição indireta de Ary Valadão para governador de
Goiás em 1978, o último governador do período da Ditadura militar.

Exercícios
01. (FUNIVERSA/2010 - Ministério do Turismo) A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência
e Educação, define alguns locais do mundo como patrimônio
natural da humanidade, ressaltando a riqueza e a exuberância
das características naturais desses lugares e a importância de
preservá-los. A respeito desse assunto, assinale a alternativa
correta.
a) Nenhuma ilha oceânica brasileira inclui-se como patrimônio natural da humanidade.
b) Em Goiás, duas áreas são reconhecidas pela Unesco
como Patrimônio Natural da Humanidade: são dois parques nacionais, o da Chapada dos Veadeiros e o das Emas, regiões protegidas
do cerrado.
c) Não obstante a enorme riqueza cultural, expressa especialmente em Salvador, a Bahia não ostenta nenhuma área entre as
que são consideradas patrimônio natural da humanidade.
d) O Parque Nacional de Brasília, comumente chamado de
Água Mineral, insere-se no rol dos lugares que integram o patrimônio natural mundial.
e) A Mata Atlântica brasileira, por ter sofrido um longo processo de devastação desde o descobrimento, deixou de ser incluída
como patrimônio natural da humanidade, apesar dos esforços envidados pelo governo brasileiro.
73 Fonte: 12/04/2016
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/210159/curso-de-cuidados-pediatricos-e-sucesso-entre-clinicos-da-sede-basica-de-saude

Didatismo e Conhecimento

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
05. (FGV/2014 ­ TJGO/GO)

c) do Sudoeste Goiano foi palco de um grande desenvolvimento da agricultura mecanizada, devido à existência de grandes
chapadões constituídos em sua maioria por solos altamente ricos e
relevo de planícies.
d) de São Miguel do Araguaia, constituída por latossolos argilosos desenvolvidos sobre chapadões planálticos bem drenados,
favoreceu o desenvolvimento da pecuária leiteira e de corte, e a
agricultura mecanizada.
07. (FGV/2014 ­ TJGO/GO) O Estado de Goiás apresentou elevadas taxas de urbanização e a população urbana, que
correspondia a 68% da população total em 1980, passou para
81% em 1991, atingindo 86% em 1996, taxa bastante superior
à brasileira para o mesmo ano, que era de 78%.
Segundo dados relativos aos períodos compreendidos entre 1980 e 1991 e 1991 e 1996, o crescimento populacional em
Goiás também foi superior ao do país, com taxas de 2,33% e
2,40% ao ano, respectivamente, embora haja grandes diferenças entre suas cinco mesorregiões. (Fonte: http://portal.mec.
gov.br/)
O processo de urbanização em Goiás nas últimas décadas
foi caracterizado por:
a) alterar a hierarquia e a estrutura urbana, ao originar muitos centros regionais, espalhados por todo o estado de Goiás;
b) diferenciar-se das décadas anteriores, ao estar desvinculado da dinâmica das atividades agropecuárias modernas;
c) originar municípios de grande porte, sendo Goiânia, Anápolis e Lusiânia exemplos com mais de 1 milhão de habitantes;
d) apresentar as mais baixas taxas na mesorregião Leste
Goiano, em função da ausência de importantes centros urbanos
na região;
e) promover o crescimento dos problemas sociais de Goiânia, muitos gerados nos municípios vizinhos, dada a polarização
exercida pela capital.
GABARITO

a)
b)
c)
d)
e)

somente I estiver correta;
somente II estiver correta;
somente III estiver correta;
somente I e II estiverem corretas;
I, II e III estiverem corretas.

06. (UEG/2013 ­ PM/GO) Os recursos naturais de uma
determinada região podem influenciar diretamente a sua incorporação econômica, uma vez que representam um conjunto
de fatores necessários ao processo produtivo os insumos ambientais que podem servir como indutores de ocupação. Com
base nessas características, no território goiano verifica-se que
a microrregião
a) Chapada dos Veadeiros é caracterizada por um planalto
relativamente acidentado, com altitude média superior a 800 metros, abundante em solos ácidos e apresenta baixo potencial para a
agricultura mecanizada.
b) Vão do Paranã apresenta baixo potencial de ocupação
agrícola em virtude da presença de relevos muito acidentados,
constituídos por solos com alto teor de argila e índices pluviométricos inferiores a 900mm anuais.
Didatismo e Conhecimento

1

B

2

D

3

B

4

D

5

D

6

A

7

E

(Footnotes)
1 Fonte: 10/12/2015
http://www.visa.goias.gov.br/post/ver/206704/governo-decreta-emergencia-na-saude-publica-em-goias

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GEOGRAFIA, HISTÓRIA E
CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
ANOTAÇÕES

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
ANOTAÇÕES

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ANOTAÇÕES

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CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE GOIÁS E GOIÂNIA
ANOTAÇÕES

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