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História
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Brasil: Ouro, Limites e Revoltas
1. (UFCE) Leia o trecho abaixo.
"Na mineração, como de resto em qualquer atividade primordial da colônia, a força de trabalho
era basicamente escrava, havendo entretanto os interstícios ocupados pelo trabalho livre ou
semilivre."
(Souza, Laura de M. Desclassificados do Ouro: pobreza mineira
no século XVIII. 3 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1990, p.68)
Com base neste trecho sobre o trabalho livre praticado nas áreas mineradoras do Brasil Colônia,
é correto afirmar que:
a) devido à abundância de escravos no período do apogeu da mineração, os homens livres
conseguiam viver exclusivamente do comércio de ouro.
b) em função da riqueza geral proporcionada pelo ouro, os homens livres dedicavam-se à
agricultura comercial, vivendo com relativo conforto nas fazendas.
c) perseguidos pela Igreja e pela Coroa, os homens livres procuravam sobreviver às custas
da mendicância e da caridade pública.
d) sem condições de competir com as grandes empresas mineradoras, os homens livres
dedicavam-se à "faiscagem" e à agricultura de subsistência.
e) em função de sua educação, os homens livres conseguiam trabalho especializado nas
grandes empresas mineradoras, obtendo confortáveis condições de vida.

2. (UFES) O Barroco foi uma das maiores manifestações artísticas e culturais ocorridas no Brasil
Colônia, durante o período da exploração aurífera. É correto afirmar que, nesse período:
a) a cidade de Mariana, sede do governo português, representou o maior conjunto
arquitetônico barroco nacional;
b) o Barroco, no Brasil, não apresentou características nacionais, limitando-se a uma simples
cópia do Barroco europeu;
c) a cidade de Ouro Preto, centro político e econômico da região aurífera, não foi beneficiada
arquitetonicamente pelo estilo barroco;
d) a grande riqueza propiciada pelo ouro permitiu que artistas se dedicassem à construção e
criação de obras que expressavam os sentimentos nacionais;
e) a Capitania de São Paulo, apesar de não ter participado do processo de exploração
aurífera, foi o principal centro de expressão do Barroco no país.

3. (ENEM) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil
colonial. A palavra tropeiro vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de homens que
transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a
outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a
exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas
também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez
mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era
constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta -do -reino, café, fubá e coité (um molho de
vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho
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com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão
tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado
pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado
(Disponível em: http://www.tribunadoplanalto.com.br. Acesso em: 27 nov. 2008.)
A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à
a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.
b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das
minas.
c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.
d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.
e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.

4. (Mackenzie-SP) Duas atividades econômicas destacaram-se durante o período colonial
brasileiro: a açucareira e a mineração. Com relação a essas atividades econômicas, é correto
afirmar que:
a) na atividade açucareira, prevaleciam o latifúndio e a ruralização, a mineração favorecia a
urbanização e a expansão do mercado interno.
b) o trabalho escravo era predominante na atividade açucareira e o assalariado na
mineradora.
c) o ouro do Brasil foi para a Holanda e os lucros do açúcar serviram para a acumulação de
capitais ingleses.
d) geraram movimentos nativistas como a Guerra dos Emboabas e a Revolução Farroupilha.
e) favoreceram o abastecimento de gêneros de primeira necessidade para os colonos e o
desenvolvimento de uma economia independente da metrópole.

5. (Fuvest-SP) Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que
a) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a
mineração.
b) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na
independência do Brasil.
d) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
e) a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil e foi fator de diferenciação
da sociedade.

6. (UFES) A expansão do ouro aparentemente simples atraiu milhares de pessoas para a América
Portuguesa cuja população estimada passou de 300 000 habitantes em 1690 para 2 500 000 em
1780. Metade desse aumento demográfico ocorreu na região mineradora. Considerando essas
afirmações pode-se afirmar que:
a) O denominado "ciclo do ouro" possibilitou uma espécie de atração centrípeta para o
mercado interno desenvolvido pela mineração e assim contribuiu como fator de integração
regional na América Portuguesa.

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b) A população atraída para a mineração também desenvolveu intensa atividade agrária de
subsistência, propiciando reconhecida auto-suficiência que inibiu qualquer tipo de
polarização.
c) O Regimento dos Superintendentes / Guardas-Mores e Oficiais Deputados para as Minas
que em 1702 instituiu a Intendência das Minas mantinha rigorosa disciplina militar e
constante vigilância na Estrada Real, impedindo o ingresso de emboabas e mascates nas
regiões de ouro e diamantes.
d) O denominado "ciclo do ouro" ocasionou uma espécie de atração centrífuga, pois as
riquezas auríferas de Goiás e da Bahia contribuíram para financiar simultaneamente o
denominado renascimento agrícola no Nordeste do Brasil no final do século XVII.
e) A integração regional da América Portuguesa consolidou-se durante a União Ibérica (15801640) quando foi removida a linha de Tordesilhas, possibilitando a convergência das
regiões de pecuária para o grande entreposto comercial que consagrou a região de Minas
Gerais.

7. (UFU/MG) O século XVIII, no Brasil, é marcado pela atividade mineradora na região das Minas
Gerais.
A análise da formação social das Minas nos leva a afirmar que, EXCETO:
a) na região das Minas Gerais a riqueza se distribui de forma harmoniosa, criando uma
sociedade mais igualitária, sem grandes desníveis sociais;
b) com o desenvolvimento da atividade extrativa, cresce a camada de homens livres e pobres,
vivendo de ocupações incertas e, muitas vezes, no crime e na violência;
c) as Minas do século XVIII foram uma capitania pobre, se considerarmos o pequeno número
de senhores de lavras opulentos e a extensão da pobreza;
d) os vadios e desocupados, destituídos de trabalho, constituíam motivo de preocupação para
os governadores, principalmente quando o ouro começou a escassear;
e) os escravos constituíam a força de trabalho das Minas, extraindo ouro dos córregos ou do
seio da terra, em condições de exploração e miséria.

8. (UNESP/SP) Se bem que a base da economia mineira também seja o trabalho escravo, por
sua organização geral ela se diferencia amplamente da economia açucareira. (Celso Furtado,
Formação econômica do Brasil) A referida diferenciação se expressa:
a) na relação com a terra que, por ser abundante no Nordeste, não se constituía fator de
diferenciação social;
b) na imposição de controle rígido das exportações de açúcar, medida não tomada em
relação ao ouro;
c) na pequena lucratividade da economia açucareira e na rapidez com que os senhores de
engenho se desinteressaram pela mesma;
d) no isolamento da região mineradora, que não mantinha relações comerciais com o resto da
Colônia, tal como ocorria no Nordeste;
e) na existência de possibilidades de ascensão social na região das minas, uma vez que o
investimento inicial não era, necessariamente, elevado.

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