A1-AP389
22/2/2013

História do Brasil

© 2013 Vestcon Editora Ltda.
Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº9.610, de
19/2/1998. Proibida a reprodução de qualquer parte deste material, sem autorização
prévia expressa por escrito do autor e da editora, por quaisquer meios empregados,
sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, micro lmicos,
fotográficos, gráficos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra,
bem como às suas caracterís cas gráficas.
Título da obra: Adendo ­ História do Brasil
DIRETORIA EXECUTIVA
Norma Suely A. P. Pimentel

ASSISTENTE EDITORIAL
Gabriela Tayná Moura de Abreu

PRODUÇÃO EDITORIAL
Cinara Cristina Teixeira Guimarães

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
Geane Rodrigues da Rocha
Laiany Calixto

EDIÇÃO DE TEXTO
Cláudia Freires
Paulo Henrique Ferreira
CAPA
Ralfe Braga
ILUSTRAÇÃO
Fabrício Matos
Micah Abe
PROJETO GRÁFICO
Ralfe Braga

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Adenilton da Silva Cabral
Carlos Alessandro de Oliveira Faria
Diogo Alves
Marcos Aurélio Pereira
REVISÃO
Ana Paula Oliveira Pagy
Dinalva Fernandes
Érida Cassiano
Giselle Bertho
Micheline Cardoso Ferreira
Raysten Balbino Noleto

SEPN 509 Ed. Contag 3º andar CEP 70750-502 Brasília/DF
SAC: (61) 3034 9588 Tel.: (61) 3034 9576 Fax: (61) 3347 4399

www.vestcon.com.br
Publicado em fevereiro/2013
(A1-AP389)

PM-MG
SUMÁRIO
História do Brasil
Exercícios.....................................................................................................................5

HISTÓRIA DO BRASIL
Rebecca Guimarães

EXERCÍCIOS
Leia atentamente o fragmento abaixo, para responder ao que se pede posteriormente.
Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente
se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam,
e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação,
para que eu não con nue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os
humildes. Sigo o des no que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação
dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução
e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive
de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos
grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de
garan a do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi de da no Congresso. Contra a
jus ça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade
nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa
esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobras foi obstaculizada até o
desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
Getúlio Vargas. Carta-testamento, Rio de Janeiro, 23/8/1954.

Considerando o texto acima como referência, julgue os itens que se seguem.
1. A Revolução à qual Getúlio Vargas se diz ter feito chefe e vencido derrubou a
estrutura oligárquica que governava o Brasil desde 1894, início da República
Aristocrá ca, também conhecida pelo simbolismo da expressão café com leite.
A reforma agrária foi realizada e o Brasil já a par r de 1930 passou a ser poli camente liderado pelas classes urbanas.
2. Quando assumiu o poder, em 1930, Vargas se viu mergulhado num contexto internacional de prosperidade econômica e, portanto, foi capaz de conquistar linhas
de crédito para fomentar a indústria brasileira. A construção da CSN (Companhia
Siderúrgica Nacional) e da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) são exemplos
ilustra vos de tal fato.
3. Ao longo dos 19 anos em que governou o Brasil, Vargas chegou a liderar o país
com caracterís cas ditatoriais. Isso aconteceu entre 1937 e 1945, o período do
Estado Novo, contemporâneo à II Guerra Mundial. No conflito, respeitando sua
postura fascista, Vargas foi coerente ao alinhar o Brasil às potências do Eixo.
4. Um dos grandes problemas enfrentados por Getúlio em sua volta ao poder,
durante o ano de 1950, foi amanutenção de sua postura altamente nacionalista
em um período no qual se avolumavam as tensões picas da Guerra Fria entre
comunismo e capitalismo. E o Brasil, desde 1945, início do conflito, havia optado
pelo alinhamento em relação aos EUA.
5. O trágico suicídio e, principalmente, a publicação da Carta Testamento, acabaram
por reforçar a figura polí ca de Getúlio Vargas entre os eleitores brasileiros a tal
ponto de nas duas próximas eleições,em 1955 e 1960, a dobradinha par dária
criada por ele (PSD-PTB) ter sido vitoriosa.
5

Tudo parecia tão simples. O mar lá, o céu por cima, tempo pra tudo, pressa pra
quê. Estava tudo quieto um dia, uns na praia, outros em casa, o fogão frio, a geladeira
quieta, uns na cama e outros na rede, uma a falou que dia quieto. Foi num dia assim ­ falou Tio Raul ­ que Getúlio se matou. Foi num dia assim que caiu a bomba em
Hiroshima. Tá quieto pra nós aqui, suspirou, mas quem sabe o que vai pelo mundo.
Quieto para nós aqui, repe u fechando os olhos; mas a gente ficou se olhando, tontos
com o mundo de morte e batalhas lá fora; e de repente até o mar parecia estranho.
Domingos Pellegrini. Meninos e meninas.
São Paulo: Á ca, 1998, p. 96.

A par r do texto acima, julgue os seguintes itens.
6. O suicídio de Vargas, aludido no texto, ocorreu em um ambiente de pronunciada
crise polí ca, com o presidente instado, mais uma vez, a renunciar. Ao optar pelo
gesto extremo, de certo modo, Getúlio adiou o desfecho golpista das forças que
se opunham ao trabalhismo e à polí ca que elerepresentava.
7. Considerado uma exceção no universo polí co representado pela UDN, Carlos
Lacerda tentou re rar o governo Vargas da crise em que se encontrava, por temer
que a queda do velho caudilho fomentasse uma incontrolável revolta popular.
8. A bomba lançada em Hiroshima, referida no texto, foi um dos fatos que mo varam o Japão a entrar na Segunda Guerra Mundial contra os Aliados, estendendo
o conflito para a grande área do Pacífico.
A contribuição histórica de Getúlio Vargas é, com muita frequência, objeto de polêmica nacional. Ícone dos valores e projetos do Brasil na passagem da primeira para
a segunda metade do século XX, Vargas deixou marcas indeléveis na vida brasileira.
Alguns chegam a dizer que o Brasil moderno é o da ruptura com a Era Vargas. Outros
lembram que, sem Getúlio, não haveria um Brasil industrial e moderno, fadado que
estava o país a uma existência oligárquica, à moda da República Velha.
Julgue os itens a seguir, acerca do contraditório legado histórico de Vargas.
9. Coube a Getúlio Vargas a liderança do processo gradual de subs tuição do modelo
agroexportador para um novo modelo de ordenamento docapitalismo brasileiro,
de corte industrial, que levaria o país a ser um dos poucos, ao sul do Equador,
a avançar para a condição de país com ampla margem de industrialização ao final
do século XX.
10. O personalismo e os vínculos diretos com as massas de trabalhadores criaram
uma forma de fazer polí ca que, embora tradicional, con nha elementos de renovação na cultura polí ca brasileira ­ no tratamento da legislação do trabalho
e na proteção básica dos direitos do trabalhador.
11. As elites liberais brasileiras, vinculadas, em parte, aos interesses transnacionais,
nutriram ­ e ainda nutrem ­ desprezo pela forma com que temas como soberania
e defesa da autonomia internacional do país eram tratados por Vargas.
12. O Estado débil, dotado de poucos instrumentos de intervenção no curso do
processo econômico e social, foi um dos elementos intrínsecos na formulação
ideológica de Vargas e em sua prá ca polí ca, tanto no Estado Novo quanto no
seu retorno à presidência da República, na década de 1950.
6

No final da década de 1950 do século passado, Rio 40 Graus, de Nélson Pereira
dos Santos, e O Grande Momento, de Roberto Santos, indicavam o caminho por onde
seguiria o novo cinema brasileiro. Câmara na mão, trata-se de construir eram as palavras de ordem. Mas não só o cineasta construía: crí cos cinematográficos, estudantes,
empresários e público ajudaram a criar o Cinema Novo dos anos 60. Glauber Rocha,
então feroz polemista da imprensa baiana, proclamava: É da independência cultural
que nasce o filme brasileiro. O Cinema Novo desenvolvia-se em torno de uma esté ca
acentuadamente poli zada, cujos carros-chefes eram o an -imperialismo, o an capitalismo, a denúncia do subdesenvolvimento e a defesa da jus ça social e do nacionalismo.
Nosso Século. São Paulo: Abril Cultural, 1980, v.5, p. 50
(com adaptações).

Tendo como referência o texto acima, julgue os itens que se seguem.
13. No século XX, a passagem dos anos 1950 aos 1960 foi de acentuada efervescência
polí ca e de radicalização ideológica, notadamente nas áreas definidas como
Terceiro Mundo, tendo-se destacado as independências afro-asiá cas e o impacto
causado pela Revolução Cubana.
14. No Brasil, o Cinema Novo insere-se em um contexto mais amplo de transformação,
que também a nge a música popular, com o surgimento da bossa-nova. Nesse
contexto de transformação, impulsionado ou es mulado pelo governo JK, inclui-se
a construção da nova capital, Brasília.
15. A esté ca acentuadamente poli zada do Cinema Novo dos anos 1960desenvolve-se em meio ao colapso do regime liberal que, instaurado com o fim do Estado
Novo de Vargas, teve nos governos Jânio e Jango sua derradeira e dramá ca
expressão.
16. A denúncia do subdesenvolvimento, presente na temá ca do Cinema Novo dos
anos 1960 , perdeu lugar no contexto socioeconômico brasileiro atual devido às
transformações pelas quais o país passou, como a de ter superado os problemas
sociais e econômicos que o colocavam ao lado dos países mais pobres do mundo.
Meta de faminto
JK ­ Você agora tem automóvel brasileiro, para correr em estradas pavimentadas
com asfalto brasileiro, com gasolina brasileira. Que mais quer?
Jeca ­ Um prato de feijão brasileiro, Seu Doutô!
Renato Lemos (Org.).
In: Uma história do Brasil através da caricatura ­ 1840­2001.
Bom Texto Editora e Produtora de Arte e Editora Letras & Expressões, 2001.
Considerando as informações linguís cas acima bem como o contexto histórico a que
ela se refere, julgue os itens seguintes.
17. Depreende-se corretamente da charge que o nacional-desenvolvimen smo de JK
(1956-1961) prosseguiu e aprofundou a polí ca econômica de Vargas, tanto a do
Estado Novo (1937-1945) como a do úl mo governo (1951-1954), par cularmente
noque se refere à ação do Estado em relação aosprojetos sociais.
7

18. O Plano de Metas de JK foi decisivo para o êxito de sua administração e, graças a
ele, o país sen u-se es mulado a apoiar o programa de reformas de base defendido pelo presidente, entre as quais se destacava a reforma agrária.
19. Admirado por seu dinamismo empreendedor e tendo elevado a autoes ma dos
brasileiros, fazendo-os acreditar na possibilidade de se construir um país novo e
moderno, JK não teve dificuldade para eleger seu sucessor, Jânio Quadros, com
expressiva diferença de votos sobre os concorrentes.
Leia o texto que se segue para responder ao que é pedido.
A democracia populista brasileira foi construída entre saltos e sobressaltos, ranços
e avanços. Em 1954, a crise polí ca culminou no suicídio do presidente Vargas. No ano
seguinte, outra crise quase impediu a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek.
Em 1961, o Brasil quase chegou à guerra civil depois da inesperada renúncia do presidente Jânio Quadros. Três anos mais tarde, um golpe militar depôs o presidente João
Goulart e o país viveu durante vinte anos em regime autoritário.
Carlos Guilherme Mo a e Adriana Lopez. História do Brasil: uma interpretação.
São Paulo: Ed. SENAC, 2008, p. 344.

A par r do fragmento acima, cujas informações são rela vas à história republicana
brasileira entre os anos de 1945 e 1964, julgue os itens abaixo.
20. O período histórico ao qual o fragmento se refere foi marcado, no plano internacional, pelos rigores picos da Guerra Fria que rigidamente dividiu o mundo entre
dois blocos antagônicos. Já no plano interno, o Brasil conheceu o crescimento de
sua indústria e o acelerado processo de urbanização.
21. A crise que quase impediu a posse do presidente Juscelino Kubitschek foi solucionada, à época, a par r da atuação do Gen. Lo que, ao adotar o sistema
parlamentarista, criou condições polí cas estáveis para JK governar.
22. A renúncia do presidente Jânio Quadros pode ser historicamente interpretada
como uma frustrada tenta va de golpe às ins tuições democrá cas brasileiras,
pois o ato, carregado de simbolismo, visava persuadir a opinião pública para exigir
maior concentração de poderes nas mãos de Jânio.
23. Os momentos de crises polí cas apontados no fragmento acima (1954, 1955, 1961
e 1964) revelam a trajetória de decadência de um es lo de polí ca conhecido
pelo nome de populismo, criado no Brasil ainda durante a década de 1930, por
Getúlio Vargas.
24. O regime militar instalado no Brasil a par r de 1964 foi cabalmente contestado,
à época do golpe, pela opinião pública brasileira, pelas classes médias, sindicais
e, sobretudo, pela imprensa. Por esse mo vo, jus fica-se o uso da força e da
perseguição empregados pelos militares para limitar a ação das oposições.
Na edição de 14 de dezembro de 1968, em primeira página que se celebrizou,
o Jornal do Brasil estampava, no espaço tradicionalmente reservado às informações
meteorológicas, o seguinte fragmento de texto. Tempo negro. Temperatura sufocante.
O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos.
Máx.: 38º em Brasília. Mín.: 3º nas Laranjeiras.
8

Considerando esse fragmento de texto e o contexto histórico a que ele obliquamente
se refere, julgue os itens de 25 a 27, sabendo que, na noite de 13 de dezembro de
1968, foi anunciado o Ato Ins tucional nº 5 (AI 5).
25. O AI 5 conferia caráter plenamente ditatorial ao regime instaurado quatro anos
antes, embora man vesse algum aparato de normalidade ins tucional, como a
preservação da autonomia do Judiciário e o funcionamento normal do Congresso
Nacional.
26. O AI 5 destacou-se pelo inédito teor de autoritarismo. A rigor, apesar de momentos
de retrocesso democrá co, o regime republicano brasileiro desconhecera, até
então, período ditatorial que pudesse se comparar ao do regime militar.
27. A revogação do AI 5 integra o processo de distensão lenta, gradual e segura
iniciado por Geisel e finalizado no governo Figueiredo, quando eleições indiretas
asseguraram a vitória do civil oposicionista Tancredo Neves.
A História da Pátria, que se iluminou através dos séculos com o mar rio da Inconfidência Mineira; que registra, com orgulho, a força do sen mento de unidade nacional
nas insurreições libertárias durante o Império; que fixou, para admiração dos pósteros,
a bravura de brasileiros que pegavam em armas na defesa de postulados cívicos contra
os vícios da Primeira República, essa História situará na eternidade o espetáculo inesquecível das grandes mul dões que, em atos pacíficos de par cipação e de esperança,
vieram para as ruas reivindicar a devolução do voto popular na escolha direta para a
Presidência da República. Frustradas nos resultados imediatos dessa campanha memorável, as mul dões não desesperaram nem cruzaram os braços. Convocaram-nos
a que viéssemos ao Colégio Eleitoral e fizéssemos dele o instrumento de sua própria
perempção, criando, com as armas que não se rendiam, o Governo que restaurasse a
plenitude democrá ca.
Discurso de Tancredo Neves, proferido em 15 de janeiro de 1985, quando de sua eleição
para a presidência da República. In: Carlos Figueiredo. 100 discursos históricos brasileiros.
Belo Horizonte: Leitura, 2003, p. 452.

A par r da estrutura e das ideias do texto acima, fragmento do discurso de Tancredo
Neves, julgue os itens a seguir.
28. Para apresentar o conceito de História da Pátria, que é relevante para sua argumentação, Tancredo Neves lançou mão de uma sequência de orações adje vas.
29. O espetáculo inesquecível das grandes mul dões, referido por Tancredo Neves, foi
a campanha das Diretas Já! Ao mobilizar amplos setores da sociedade brasileira
e ao ver momentaneamente derrotado seu obje vo no Congresso Nacional, essa
campanha anunciou o esgotamento irreversível do regime militar.
30. Tancredo Neves foi o úl mo presidente eleito segundo as regras estabelecidas
pelos militares. Ele morreu sem tomar posse, e seu mandato foi exercido por José
Sarney, a quem coube presidir a volta das eleições presidenciais diretas.
31. A "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", em março de 1964, na cidade
de São Paulo foi:
a) uma demonstração de forças conservadoras de direita contra o que chamavam
de esquerdismo e comunismo do governo João Goulart.
b) uma manifestação de apoio das famílias de trabalhadores brasileiros ao governo
do presidente Goulart.
9

c) uma resposta das massas populares, apoiando as Reformas de Base, após o
Comício na Central do Brasil (RJ/março de 1964).
d) uma demonstração de repúdio das classes trabalhadoras a uma possível intervenção militar, com apoio norte-americano, ao governo de Goulart.
e) uma manifestação, de setores conservadores da sociedade brasileira, de revolta
contra a tenta va de se derrubar o governo cons tucional.
"Na presidência da República, em regime que atribui ampla autoridade e poder
pessoal ao chefe de governo, o Sr. João Goulart cons tuir-se-á, sem dúvida alguma,
no mais evidente incen vo a todos aqueles que desejam ver o país mergulhado no
caos, na anarquia, na luta civil."
Manifesto dos ministros militares à Nação, em 29 de agosto de 1961.

32. Esse Manifesto revela que os militares
a) estavam excluídos de qualquer poder no regime de democracia presidencial.
b) eram favoráveis à manutenção do regime democrá co e parlamentarista.
c) jus ficavam uma possibilidade de intervenção armada em regime democrá co.
d) apoiavam a interferência externa nas questões de polí ca interna do país.
e) eram contrários ao regime socialista implantado pelo presidente em exercício.
33. Em relação ao Golpe Militar de 1964 no Brasil, pode-se dizer:
I ­ Foi fruto de uma conspiração civil-militar alarmada com os rumos nacionalistas
do governo João Goulart.
II ­ Foi a forma encontrada pelos comandos militares para garan r a posse do
novo presidente.
III ­ Representou a repulsa de setores da sociedade brasileira à tenta va de João
Goulart de aumentar a presença do capital estrangeiro no país.
IV ­ Evitou a tenta va do Par do Comunista Brasileiro, de sindicatos de trabalhadores e de setores do Par do Trabalhista Brasileiro de exigir do presidente,
a implementação imediata das "reformas de base".
Estão corretas as frases:
a) III e IV.
b) III e V.
c) I, II e III.
d) I, IV.
e) II, III e IV.
34. A criação da Petrobrás, monopolizando a prospecção e a refinação de petróleo
no Brasil, ocorreu no governo de:
a) Juscelino.
b) João Goulart.
c) Dutra.
d) Getúlio Vargas.
e) Castelo Branco.
10

35. Dentre as metas prioritárias con das no plano de governo de Juscelino Kubitchek,
podemos citar:
a) a integração da indústria básica e a polí ca externa independente.
b) a indústria nuclear, à construção naval e a colonização do Oeste.
c) a indústria básica, a educação e a liderança brasileira no Terceiro Mundo.
d) a construção de Brasília, a indústria Bélica e a integração nacional.
e) energia, indústria básica e transportes.
36. O cargo de Presidente do Conselho de Ministros no regime parlamentarista instalado no Brasil em 1961 foi primeiramente exercido por:
a) Raul Pila.
b) Tancredo Neves.
c) Moura Andrade.
d) Delfim Neto.
e) San ago Dantas.
37. Ao iniciar a execução do Plano Trienal, plano de combate a inflação e de promoção
do desenvolvimento econômico do Brasil, João Goulart nha á frente do Ministério
do Planejamento e Coordenação Econômica:
a) Darci Ribeiro.
b) Delfim Neto.
c) Celso Furtado.
d) Roberto Campos.
e) San ago Campos.
38. O Banco Nacional da Habitação e o Banco Central são criações do governo de:
a) João Goulart.
b) Médici.
c) Castelo Branco.
d) Getúlio Vargas.
e) Geisel.
39. A par r de 1964 é meta governamental um amplo desenvolvimento no campo
econômico. Para que esse obje vo seja alcançado foram feitos sucessivos planejamentos. O que esteve em execução no governo Médici foi:
a) Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG).
b) Plano SALTE.
c) Plano Cohen.
d) I Plano Nacional de Desenvolvimento(IPND).
e) Plano Quinquenal.
40. O governo de Médici destacou-se pelas seguintes realizações:
a) instalações das hidrelétricas de Furnas e Itaipu.
b) criação da Sudam e da SUDENE.
c) Criação do PIS e do PRORURAL.
d) construção das rodovias Transamazônica e Belém.
e) Brasília implantação da indústria naval e desenvolvimento da energia nuclear.
11

41. Durante o governo de Dutra (1946-1951) são verdadeiras as afirma vas referentes
à polí ca externa brasileira, exceto:
a) o alinhamento do Brasil com os EUA para a defesa do con nente e na luta
contra o comunismo.
b) a assinatura do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).
c) a assinatura da Carta de Bogotá, da qual resultou a Organização dos Estados
Americanos (OEA).
d) o rompimento das relações com a URSS.
e) polí ca externa independente, visando assumir a liderança entre os países do
Terceiro Mundo, sobretudo na América La na.
42. Durante o governo do Presidente Jânio Quadros forma alteradas as diretrizes da
polí ca externa. Essas alterações ficaram conhecidas como:
a) polí ca externa independente, com aproximação comercial e cultural dos
países africanos, especialmente os de língua portuguesa.
b) polí ca externa independente, com aproximação cultural e econômica dos
países da Europa Central e Ocidental.
c) polí ca externa independente, com aproximação comercial e industrial, dos
países comunistas.
d) polí ca externa dependente, com definição do pragma smo econômico sob
a direção norte-americana.
e) polí ca externa dependente, com aproximação comercial e cultural dos países
la no-americanos.
43. A abertura de relações diplomá cas com a República Popular da China favorecendo
o escoamento de produtos brasileiros para este amplo mercado, assim como a
assinatura do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha são realizações do governo;
a) Castelo Branco.
b) Costa e Silva.
c) Médici.
d) Ernesto Geisel.
e) Figueiredo.
44. São caracterís cas do governo de Juscelino Kubitschek:
a) fortalecimento das Forças Armadas; outorga de uma nova Cons tuição; repressão do Par do Comunista.
b) modernização por meio de uma polí ca autoritária, implantação da Usina de
Volta Redonda; estabelecimento do salário mínimo.
c) cassação do Par do Comunista; implantação de uma polí ca econômica liberal;
rompimento das relações diplomá cas com a União Sovié ca.
d) definição de uma polí ca denominada Plano de Metas; incen vo à industrialização.
e) proibição do lança-perfume, do biquíni e das brigas de galos; implantação de
um plano de desvalorização cambial e contenção de gastos públicos; diminuição
de subsídios para os setores agrícolas.
12

O movimento de 31 de março de 1964 nha sido lançado aparentemente para
livrar o país da corrupção e do comunismo e para restaurar a democracia, mas o novo
regime começou a mudar as ins tuições do país através de decretos, chamados de
Atos Ins tucionais (AI). Eles eram jus ficados como decorrência `do exercício do Poder
Cons tuinte, inerente a todas as revoluções.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1996. p. 465.

45. Com base no texto, assinale a alterna va correta.
a) O AI-5 foi o instrumento que mais contribuiu para que o regime militar seguisse
o curso de uma ditadura. A par r da sua ins tuição, vários atos de repressão
passaram a fazer parte dos métodos u lizados pelo governo.
b) O Ato Ins tucional nº 1, ins tuído pelos comandantes do Exército, a ngiu
principalmente o patrimônio da Igreja Católica e promoveu o início da
secularização da sociedade brasileira.
c) Logo após o golpe militar de 1964, as eleições para presidente da República
foram estabelecidas de forma democrá ca através de eleições diretas.
d) A principal orientação dos governos militares foi a aproximação com os Estados
Unidos, afastando-se da tendência nacionalista que vinha sendo empreendida
antes do golpe de 1964.
e) Os grupos de luta armada, de orientação socialista, nas conversas e encontros
que nham com os representantes do governo federal reivindicavam o direito
à formação de par dos polí cos de esquerda.
Começava a ditadura envergonhada, como a ba zou Elio Gaspari. (...) Mas, como
tudo na vida pode piorar, quem se queixava de 64 não sabia o que nos esperava em
68. Aí sim, com o Ato Ins tucional nº 5, o pau comeu. A ditadura esgotou o manual e
criou em cima: implantou a censura, cassou mandatos, fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus, revogou a Cons tuição, ins tuiu a pena de banimento, liberou
a tortura e tolerou as execuções sumárias ­ tudo em defesa da segurança nacional.
Mar ns, Oswaldo. Aos nascidos em 1964. Revista "Cult",
São Paulo, nº 78, março/2004. p. 54.

46. A par r desse contexto, marque a alterna va incorreta:
a) O Ato Ins tucional nº 5 foi um instrumento que proporcionou amplos poderes
ao Presidente da República, que podia inclusive fechar provisoriamente o
Congresso Nacional.
b) A economia brasileira desse período (1969-1973) vai ser marcada pelo chamado "milagre brasileiro".
c) Nesse período o governo ditatorial declara que o país vivia uma guerra subversiva, sob esse pretexto aprova-se inclusive a pena de morte.
d) O slogan BRASIL: AME-O OU DEIXE-O foi um grande instrumento de propaganda dos grupos da guerrilha de esquerda brasileira nessa fase.
e) A vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1970 foi usada, junto aos efeitos
do milagre econômico, como instrumento de construção posi va do regime
militar.
13

(...) procurou implementar o Plano Trienal e reduzir as desigualdades regionais.
Elaborado (...) pelo economista Celso Furtado, o plano pretendia deter a inflação sem
diminuir o crescimento econômico. Para tal projeto, além de gastos públicos e das
contenções temporárias de salários, previa-se a adoção de reformas de base (estruturas
agrária, tributária, administra va, bancária, eleitoral e educacional) que pudessem
dinamizar a economia nacional.
Flavio de Campos, "Oficina de História ­ História do Brasil

47. O fragmento faz referência ao governo de:
a) João Goulart.
b) Getúlio Vargas.
c) Juscelino Kubitsckek.
d) Jânio Quadros.
e) Eurico Gaspar Dutra.
Observe os dois gráficos a seguir e responda à questão.

48. Os dados apresentados pelos gráficos da evolução anual do Produto Interno Bruto
brasileiro e da evolução da dívida externa do país nos permitem concluir que:
a) antes de 2003 o Brasil estava mais endividado, mas o PIB era maior do que
em 2007.
14

b) a dívida externa foi zerada porque o crescimento do PIB, nos dez anos entre
1998 e 2008, foi constante.
c) o país vive uma fase de estabilidade econômica e financeira, com razoável
capacidade para enfrentar crises em alguns mercados externos.
d) os períodos de governo FHC e Lula apresentam idên cos desempenhos nos
planos da variação do PIB e da dívida externa.
e) o volume das aplicações financeiras do Brasil foi equivalente ao volume total
do PIB nacional, em 2007.
Em outubro de 1994, embalado pelo sucesso do Plano Real, Fernando Henrique
Cardoso foi eleito Presidente da República. Em seu discurso de despedida do Senado,
se comprome a a acabar com o que denominava "Era Vargas": "(...) Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma página virada na história do Brasil. Resta, contudo, um
pedaço do nosso passado polí co que ainda atravanca o presente e retarda o avanço
da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas." (14/12/1994)
O presidente eleito governou o Brasil por dois mandatos, iniciando a consolidação
da polí ca neoliberal no país, principiada pelos presidentes ColIor e Itamar Franco.
49. Sobre os dois mandatos (1995-2002), pode-se afirmar que se caracterizam
a) pela manutenção do poder aquisi vo dos que se aposentavam; estabelecimento do monopólio nacional sobre as telecomunicações, através das empresas
estatais; e nacionalização do sistema financeiro.
b) pelo elevado crescimento econômico, com média anual de cerca de 5% ao ano;
grande inves mento em infraestrutura e educação; distribuição de renda; e
aumento da capacidade econômica do Estado.
c) pela polí ca social de inclusão, com a criação da Bolsa Família; facilitação do
ingresso de carentes na Universidade; restrição aos inves mentos estrangeiros;
e elevados incen vos à agricultura familiar.
d) pelo rompimento com a polí ca econômica originada pelo "Consenso de Washington"; consolidação do sistema financeiro estatal; e reforço da legislação
trabalhista gestada na primeira metade do século XX.
e) pelo limitado crescimento econômico; priva zação das empresas estatais;
diminuição do tamanho do Estado; e apagão energé co, que levou ao racionamento e ao aumento do custo da energia.
Voltei nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais
aliou-se à dos grupos nacionais (...) Quis criar a liberdade nacional na potencialização
de nossas riquezas através da Petrobras; mal ela começa a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobras foi obstaculada até o desespero. Não querem que o
trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.
Carta-testamento do presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954.
DEL PRIORE, Mary et al. Documentos de história do Brasil: de Cabral aos anos 90. São
Paulo: Scipione, 1997. p. 98-99.

O Estado começou a ser transformado para tornar-se mais eficiente, evitar o desperdício e prestar serviços de melhor qualidade à população. (...) Fui escolhido pelo
povo (...). Para con nuar a construir uma economia estável, moderna, aberta e com15

pe va. Para prosseguir com firmeza na priva zação. Para apoiar os que produzem e
geram empregos. E assim recolocar o País na trajetória de um crescimento sustentado,
sustentável e com melhor distribuição de riquezas entre os brasileiros.
Discurso de posse do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2 de janeiro de 1999.
CARDOSO, F.H. Por um Brasil solidário. "O Estado de São Paulo", 2 jan. 1999.

50. Os pronunciamentos de Getúlio Vargas e Fernando Henrique Cardoso foram
proferidos em momentos históricos diferentes. Contudo, os dois governantes
têm em comum o fato de
a) sen rem-se pressionados pelas forças democrá cas para adotarem um modelo
polí co capaz de assegurar a estabilidade das ins tuições polí cas.
b) obterem o apoio em massa dos trabalhadores para a implementação de suas
respec vas polí cas estatais.
c) sofrerem campanhas contrárias às suas ações polí cas, lideradas por movimentos nacionais com o apoio clandes no de grupos internacionais.
d) referirem-se ao apoio popular para legi mar suas ações, uma vez que chegaram
ao poder através do voto direto.
51. A atuação do Estado no Brasil difere nos governos de Getúlio Vargas e Fernando
Henrique Cardoso (FHC), uma vez que
a) para Vargas, ao Estado cabia explorar as riquezas nacionais, base para a construção de uma nação forte; para FHC, ao Estado cabe es mular os inves mentos
privados, que inserem o país na economia internacional.
b) para Vargas, o Estado nha a função de organizar os trabalhadores em sindicatos
internacionais; para FHC, o Estado situa-se acima das classes sociais, estando
assim impossibilitado de intervir nas questões trabalhistas.
c) Vargas concebia um Estado capaz de promover a aliança entre a burguesia
nacional e a burguesia internacional; FHC concebe um Estado independente
em relação aos diferentes grupos econômicos.
d) Vargas es mulou a criação de empresas privadas com capital nacional em
subs tuição às empresas públicas; FHC defende a priva zação das empresas
estatais como meio de manter a estabilidade da economia.
A crí ca feita através da charge refere-se um aspecto da polí ca econômica adotada
pela administração FHC.
Fonte: IMPRENSA, nº 20, setembro de 1997, p. 86.

Leia as afirmações a seguir sobre a administração FHC.
I ­ A administração FHC tem privilegiado a abertura e a desnacionalização da
economia do País, a priva zação do setor público e uma polí ca de compressão
dos salários do funcionalismo público federal.
II ­ O governo FHC nega ser um governo de perfil neoliberal e jus fica a polí ca
de desmantelamento do setor estatal com o discurso da necessidade de modernizar a economia brasileira como condição para inserir-se compe vamente no
processo de globalização.
16

III ­ O sucesso do Plano Real e o processo de priva zação da economia provocaram
sensíveis melhorias sociais junto às massas dos excluídos do campo, esvaziando
quase por completo a luta polí ca dos movimentos sociais organizados no meio
rural.
52. Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
I ­ "Na relação Estado/mercado, o presidente opta pelo privilégio deste, fonte
do dinamismo, da modernização, dos gastos racionais ­ o mercado como melhor
alocador de recursos, em contraposição ao Estado ineficiente, desperdiçador,
irracional. Bastaria o Estado ser passado a limpo, para que a crise brasileira fosse
superada, conduzida pela economia privada, livre das travas do Estado".
II ­ "Não é uma estabilidade ancorada num desenvolvimento econômico que,
ao expressar a força de nossa economia, pudesse determinar a paridade com o
dólar pela equiparação das duas economias. É um mecanismo basicamente financeiro, que se apoia na entrada maciça de capitais especula vos, pressionando o
preço do dólar para baixo."
53. Os textos iden ficam, respec vamente, uma crí ca à polí ca
a) intervencionista do presidente Ernesto Geisel e ao II Plano Nacional de Desenvolvimento.
b) autoritária do presidente João Ba sta Figueiredo e ao Plano Cruzado II.
c) liberal do presidente Fernando Collor de Mello e ao Plano Brasil Novo.
d) neoliberal do presidente Fernando Henrique Cardoso e ao Plano Real.
e) populista do presidente Itamar Franco e ao Plano Verão.
54. Desde o início dos anos 1990 o Brasil vem experimentando os efeitos das polí cas
adotadas pelos Governos Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
As principais caracterís cas deste modelo polí co, considerado por muitos como
neoliberal, são
a) o pleno emprego e o desenvolvimento econômico, com base nos inves mentos
estatais e nas parcerias com o setor financeiro.
b) o controle da inflação e da dívida pública, a par r da redução dos impostos,
da negociação da dívida externa e da elevação salarial.
c) a redução da interferência do Estado na economia (Estado-mínimo), a abertura
ao capital externo e às priva zações, além da redução de gastos do Estado,
através de reformas cons tucionais.
d) os inves mentos exclusivos na polí ca de bem-estar social, expressos nos
assentamentos dos Sem Terra e na Ação da Cidadania Contra a Fome, privilegiando a redistribuição de renda e a permanência do homem no campo.
e) a valorização das organizações dos trabalhadores, visando construir parcerias
na luta contra o desemprego.
17

55. Tendo em vista as relações do Brasil com os blocos econômicos e organismos comerciais e financeiros do mundo contemporâneo, a polí ca externa dos governos
de Fernando Henrique Cardoso, em linhas gerais, caracterizou-se
a) pelo abandono da ALALC, em vista da par cipação a va no NAFTA.
b) pela oposição permanente à OMC, devido a pressões do FMI.
c) pela par cipação nas negociações da ALCA, preservando a liderança no MERCOSUL.
d) pela par cipação a va nos foros da OCDE, buscando o fortalecimento da ALADI.
e) pelo afastamento da OEA, ampliando a par cipação nos foros econômicos
da ONU.
Leia os textos.
"A crise econômica recente no Brasil demonstra que qualquer país está ameaçado
por turbulências informa vas e movimentos especula vos nos mercados financeiros
globais."
Manuel Castells. "Folha de S. Paulo", 23/5/1999. Cad. Mais, p. 5.

(...) uma crise aguda da economia brasileira seria transmi da a toda a América
La na e provocaria uma catástrofe nos Estados Unidos, que des nam 20% de suas
exportações a essa região. A Europa, evidentemente, também não seria poupada por
uma crise geral da economia. Foi menos o futuro do Brasil do que o medo de uma tal
crise mundial que mobilizou uma ajuda internacional considerável para livrar o país
dos apuros."
Alain Touraine. "Folha de S.Paulo". 31/1/1999. Cad. Mais. p. 5.

O Plano Real, adotado pelo Governo de Itamar Franco, em 1994, contribuiu para
a eleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso. No início de 1999, o Plano Real
sofreu uma crise que fez cair os índices de popularidade do Presidente.
56. De acordo com os textos, essa crise estava relacionada, principalmente,
a) à fuga de capitais ocorrida no final de 1998, que provocou uma redução nas
divisas e a desvalorização cambial.
b) aos conflitos entre Brasil e Argen na, na definição das taxas alfandegárias para
importação/exportação de alimentos.
c) aos baixos inves mentos do Governo nas áreas sociais, especialmente na
saúde, educação e moradia.
d) à falta de decisão polí ca do Governo para enfrentar os problemas decorrentes
da baixa oferta de trabalho.
e) ao retorno do processo inflacionário com a consequente adoção da polí ca
de indexação da economia.
57. A vitória de Fernando Henrique Cardoso nas eleições presidenciais de 1994 teve
como fator decisivo a
a) adoção de uma polí ca eficaz de controle da natalidade, visando a conscien zar
parcela da população menos favorecida.
b) redução da criminalidade no campo, devido ao programa de reforma agrária
que prevê tolerância em relação à invasão de terras improdu vas no país.
18

c) polí ca externa de importação de produtos do Mercosul, com o obje vo de
reduzir as taxas alfandegárias, resultando em preços mais atra vos no mercado
brasileiro.
d) implantação do Plano Real, que criou uma moeda estável no país após décadas
de inflação.
e) queda do desemprego devido à adoção do piano de esta zação e intervenção
reguladora do Estado na economia.

GABARITO
1. E
2. E
3. E
4. C
5. E
6. C
7. E
8. E
9. C
10. C
11. C
12. E
13. C
14. C
15. C
16. E
17. E
18. E
19. E
20. C
21. E
22. C
23. C
24. E
25. E
26. E
27. C
28. C
29. C

30. C
31. a
32. c
33. d
34. d
35. e
36. b
37. c
38. c
39. d
40. b
41. e
42. c
43. d
44. d
45. a
46. d
47. a
48. c
49. e
50. d
51. a
52. c
53. d
54. c
55. c
56. a
57. d

19

Formato
15x21cm
Mancha
11,5x17,5 cm
Papel
Offset
Gramatura
70 gr/m2
Número de páginas
20

SEPN 509 Ed. Contag 3º andar CEP 70750-502 Brasília/DF
SAC: (61) 3034 9588 Tel.: (61) 3034 9576 Fax: (61) 3347 4399

www.vestcon.com.br