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História

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HISTÓRIA- Brasil colônia
Por volta de 12 mil anos atrás, quando
começaram a cultivar a terra e a domesticar os
animais, os seres humanos assumiram o controle.
Começaram o que hoje se denomina "seleção
artificial". Em vez de a natureza escolher e disseminar
os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente
natural, os seres humanos começaram a escolher,
produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.

Christopher
Lloyd.
O
que
aconteceu
na
Terra?

A
história
do
planeta,
da
vida
e
das
civilizações,
do

big-bang
até
hoje.
Rio
de
Janeiro:
Intrínseca,
2011,
p.
111.



2. (UnB-1º2013) Na América de colonização
portuguesa, adotou-se como principal suporte
jurídico da economia agrícola o regime de
sesmarias, cujas características principais
são: grande extensão das áreas de lavoura,
monocultura, trabalho escravo e propriedade
privada da terra.



A respeito da escravidão ao longo da historia da
humanidade, julgue os itens:
2. (UnB-1º2013) Antes do estabelecimento do
tráfico transatlântico de escravos, no século
XVI, havia, no continente africano,
homogeneidade cultural, como se pode
depreender da predominância da família
linguística banto nas sociedades norte e
centro-africanas.
2. (UnB-1º2013) Anteriormente a colonização
europeia, o comércio de escravos era
praticado na África, em rotas que cruzavam o
Saara, o Mar Vermelho e o Oceano Índico.
2. (UnB-1º2013) No Brasil colonial, os escravos
de origem africana trabalhavam em diferentes
setores da economia, como agricultura,
mineração, artesanato e comércio, bem como
exerciam serviços domésticos.
2. (UnB-1º2013) Utilizando a modalidade padrão
da língua portuguesa, redija um texto,
abordando aspectos legais e socioeconômicos
do processo que culminou na abolição da
escravidão no Brasil,em 1888.

No cinturão de máxima diversidade biológica do
Planeta, que tornou possível o advento do homem, a
Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade
de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua
principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de
seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domínio de
terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro,
enclausurado entre a grande barreira imposta pelas
terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos
brasileiro e guianense. O mundo das águas na
Amazônia é resultado direto da excepcional
pluviosidade que atinge a gigantesca depressão
topográfica regional.

Aziz
Ab
Saber.
Amazônia
brasileira:
um
macrodomínio.
In:
Os

domínios
de
natureza
no
Brasil:
potencialidades
paisagísticas.

São
Paulo:
Ateliê
Editora,
2003,
p.
65-7
(com
adaptações).



2. (UnB-1º2013) Durante o período colonial, a
economia da Região Amazônica estruturavase com base no extrativismo vegetal, na caça
e na pesca.

Durante os séculos XIV e XV, o período
correspondente à chamada crise do final da Idade
Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais
das relações feudais na agricultura e se fez
acompanhar de sensível declínio demográfico e de
significativos descensos no âmbito das atividades
manufatureiras e mercantis.
De meados do século XV até o começo do
século XVII, período de expansão econômica, houve
também uma relativa expansão das atividades
industriais, artesanais, é claro, bem como da produção
agrícola, em estreita conexão com a retomada do
crescimento demográfico e o início da expansão
mercantil-marítima e colonial.
Importantes mudanças culturais marcaram a
ruptura com diversos aspectos do universo medieval,
abrindo caminho para a revolução científica e para o
advento da modernidade.
A partir de meados do século XVIII, o
capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na
Europa Ocidental.
Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo
moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações).

2. (UnB-2º2012) Para promover a colonização de
suas terras americanas, Portugal instituiu um
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1





































































































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inédito sistema de capitanias hereditárias, que
exigiu a reconfiguração territorial da colônia
por meio de grandes lotes homogeneamente
divididos e distribuídos entre membros da
burguesia lusitana.
2. (UnB-2º2012) A descoberta das terras que
vieram a ser a América e a sua consequente
exploração
colonial
representaram
significativas conquistas do movimento
europeu de expansão marítimo-comercial dos
séculos XV e XVI, pioneiramente conduzido
pelos países da Península Ibérica.
2. (UnB-2º2012) Nas colônias americanas, o uso
intensivo de mão de obra escrava, em sua
maioria proveniente da África, prejudicou o
desenvolvimento do nascente capitalismo
europeu, por privá-lo do indispensável
mercado consumidor.
As cavalhadas são festas populares que
representam a defesa da civilização cristã ocidental
contra as invasões dos muçulmanos, ocorridas, na
Europa, entre os séculos VI e IX d.C. No Brasil, as
cavalhadas são reproduzidas desde o período colonial
e, na atualidade, manifestam-se principalmente nos
estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São
Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas,
Pernambuco e no norte do Rio de Janeiro.
A festa dura, em média, três dias e cada dia
representa uma batalha. Ao final da festa, os cristãos,
que trajam roupas azuis, vencem os mouros, de
indumentária vermelha, o que simboliza a derrota dos
invasores e, ao mesmo tempo, a conversão dos
muçulmanos ao cristianismo.
A gastronomia da festa é composta
basicamente de doces brasileiros tradicionais, como a
rapadura e a goiabada, dos típicos daquelas regiões
mencionadas, e dos de origem portuguesa, como o fio
de ovos, o quindim e o bom-bocado.

Internet:
.



2. (UnB-2º2012) Especialmente a partir de
meados do século XVI e ao longo do
Especialmente a partir de meados do século
XVI e ao longo do cana-de-açúcar.
Diferentemente do que ocorreria com a
mineração no século XVIII, os engenhos
nordestinos era autossuficientes na produção
de alimentos, o que inviabilizava a existência
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de atividades econômicas subsidiárias ao
açúcar na região.

A maioria dos povos indígenas associa sua
música ao universo transcendente e mágico,
empregando-a em todos os rituais religiosos. A música
indígena é ligada, desde suas origens imemoriais, a
mitos fundadores e usada com finalidades de
socialização, culto, ligação com os ancestrais,
exorcismo, magia e cura. É importante também nos
ritos catárticos, quando se trabalha a música com
proporções, repetições e variações, instaura o conflito
ao mesmo tempo em que o mantém sob controle.
Luís Fernando Hering Coelho. A nova edição de why Suya sing?, de Anthony
Seeger, e alguns estudos recentes sobre música indígena nas terras baixas da
América do Sul. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2007.

2. (UnB-1º2012) Na colonização europeia da
América -- empreendida pelos ingleses no Sul
e pelos portugueses e espanhóis no Norte do
continente --, foram marcantes, entre outros
aspectos, a dizimação física dos povos
indígenas e a eliminação de seus traços
culturais.
Um exemplo de embaixada alegórica é
apresentado no vídeo Festa do Rosário dos Homens
Pretos do Serro, que começa com a narração da
seguinte história. "Dizem que Nossa Senhora tava no
meio do mar. Aí vieram os caboclos e lhe chamaram,
mas ela não veio não. Depois vieram os marujos
brancos, mas ela só balanceou. Aí chegaram os
catopês. Eles cantaram, tocaram só com caco de cuia
e lata véia. Ela gostou deles, teve pena deles e saiu do
mar."
Trata-se de um mito de reconciliação e
integração, bem como de uma compensação simbólica
para a experiência histórica de escravidão negra em
Minas Gerais. Essa experiência é abertamente
expressa em muitos textos musicais das congadas.
José
Jorge
de
Carvalho.
Um
panorama
da
música
afro-brasileira.
In:

Série
Antropologia.
Brasília:
Editora
da
UnB,
2000.



2. (UnB-1º2012) A experiência histórica da
escravidão negra mencionada no texto difere
da experiência do regime de trabalho vigente
na agroindústria açucareira nordestina,
porque, na região mineradora, a rigidez das
instituições e das normas vigentes impedia
2





































































































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tanto a eventual alforria de escravos quanto a
mobilidade social.
2. (UnB-1º2012) Do ponto de vista histórico, o
texto revela que os escravos africanos e seus
descendentes no Brasil preservaram
a) sua cultura religiosa ancestral, mas, em
um processo sincrético, mostraram-se
receptivos ao cristianismo do dominador.
b) sua identidade cultural ou étnica, embora
tivessem de recorrer a disfarces, como o
das confrarias religiosas cristãs, das quais
é exemplo a de Nossa Senhora do
Rosário dos Pretos.
c) rituais ancestrais de forma pura, mas
pagaram alto preço por isso, como
demonstram as perseguições que
sofreram.
d) seu panteão religioso e seu sistema
eclesiástico, embora os tenham adaptado
à lógica cristã, como evidenciado na
associação entre Virgem Maria e Iemanjá.

convertidas. Portanto, o lema do conquistador deve
ser colonizar.

Francisco López de Gómara. Historia general de las Indias. Madri: 1852, p. 181.

2. (UnB-1º2012) A apreciação acima, proferida
por um eclesiástico do século XVI, expõe
aspectos envolvidos no assentamento e
desenvolvimento do império espanhol na
América. Acerca desses aspectos, assinale a
opção correta.
a) Na região andina, desde o primeiro
momento, houve forte resistência ao
avanço
da
conquista
espanhola,
principalmente nas cidades de Potosi e La
Plata.
b) A área que atualmente pertence ao Chile
foi a que menos resistência ofereceu à
colonização espanhola, em virtude de sua
baixa densidade demográfica e do caráter
tribal da população.
c) A mesoamérica, onde havia uma
organização político-administrativa précolombiana, é exemplo de colonização de
sucesso, uma vez que, nesse território, os
espanhóis deram continuidade às
estruturas existentes.
d) No vice-reino do Peru, os espanhóis
permitiram que o cargo de gobernador
fosse exercido por membros das famílias
da elite indígena, estratégia que perdurou
até o fim da era colonial.



No século XVI, a crença de que o Eldorado
estava no Novo Mundo ativou a cobiça de muitos
conquistadores. O sonho nunca se tornou realidade,
mas induziu à exploração de grande parte do
continente americano. Expedições e desilusões se
sucederam até o final do século XVIII. Eldorado
transformou-se, mais tarde, em símbolo dos que se
lançam em aventuras fantásticas.

Suzi
Frankl
Sperber.
A
terceira
margem
do
Amazonas:
o
mito
do

Eldorado,
suas
hibridações
e
a
apreensão
do
perspectivismo
em

romance
de
Milton
Hatoum.
Internet:
.



2. (UnB-1º2012) Para os colonizadores
portugueses, a crença no Eldorado americano
tomou forma com o domínio absoluto da
região platina, o que explica a fundação da
colônia de Sacramento e a entrega da
Amazônia aos espanhóis.

Quando Deus tremeu
Dois terremotos encontraram intersecções em
Lisboa, no dia 1.º de novembro de 1755. Um geológico
e outro filosófico. O geológico, estimado em 9 pontos
na escala Richter, com epicentro no Oceano Atlântico,
a uma centena de quilômetros da costa de Portugal,
muito semelhante, portanto, ao tremor que,
recentemente, deixou o Japão de joelhos, destruiu três
quartos das construções da capital do país. O
terremoto filosófico, com epicentro na França, já vinha
sacudindo a Europa desde o início do século XVIII -- e
tão forte se revelou que acabaria por conferir à época
o nome de Século das Luzes.

Veja,
16/3/2011,
p.
94
(com
adaptações).





Sem colonização não há uma boa conquista e,
se a terra não é conquistada, as pessoas não serão
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O corpo político, como o corpo do homem,
começa a morrer desde o nascimento e traz, em si
mesmo, as causas de sua destruição. Mas um ou
3





































































































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outro podem ter uma constituição mais ou menos
robusta e capaz de conservá-los por mais ou menos
tempo. A constituição do homem é obra da natureza, a
do Estado, obra de arte.


para a mineração, tendo aumentado, portanto, o
acesso dos escravos africanos à língua portuguesa.

Dante
Lucchesi.
História
do
contato
entre
línguas
no
Brasil.
In:
Dante

Lucchesi,
Alan
Baxter
e
Ilza
Ribeiro
(Org.).
O
português
afro-brasileiro.

Salvador:
EDUFBA,
2009,
p.
47-8
(com
adaptações).


Jean-Jacques
Rousseau.
Do
contrato
social.
São
Paulo:
Abril
Cultural,
p.
102





2. (UnB-2º2011) Os efeitos devastadores do
terremoto que praticamente destruiu a capital
portuguesa foram minimizados pela ação
resoluta do Marquês de Pombal, primeiroministro de um regime absolutista que se
recusava a proceder a mínima abertura
política e, assim, impedia que o despotismo
esclarecido pudesse chegar a Portugal.
2. (UnB-2º2011) O terremoto de Lisboa ocorreu
na época em que, no Brasil, a mais rica
colônia portuguesa começava o apogeu da
extração do ouro e do diamante nas Minas
Gerais, decisivo para o financiamento das
obras de recuperação da capital metropolitana
e para o incremento de investimentos que
assegurariam o início da industrialização
lusitana, apoiada tecnicamente pela Inglaterra,
em decorrência do Tratado de Methuen.

Não se sabe ao certo quando os primeiros
escravos africanos foram trazidos para o Brasil. No
entanto, é somente a partir do alvará de D. João III de
29 de março de 1549, que faculta o "resgate e
recebimento de escravos da costa da Guiné e da ilha
de São Tomé" para auxílio da cultura da cana e do
trabalho dos engenhos, que a importação de escravos
africanos para o Brasil cresce de forma vertiginosa. Já
no final do século XVI, os africanos ocupavam
majoritariamente a base da sociedade colonial
brasileira, o que iria acentuar-se no século XVII. É
possível que os primeiros escravos africanos tenham
tido contato com a língua geral, mas, com a redução
da presença indígena na zona açucareira, pode-se
dizer que os escravos passaram a ter contato, desde
cedo, com o português. Os escravos que eram
incapazes de se comunicar nessa língua eram
chamados de boçais, em oposição aos que
demonstravam conhecer o português, que eram
chamados de ladinos. No decorrer do século XVIII,
com o ciclo do ouro, aumentou a onda migratória vinda
de Portugal, e o tráfico negreiro também se orientou
para as demandas cada vez maiores de mão de obra
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2. (UnB-2º2011) O texto de Dante Lucchesi
reitera a relevância do trabalho escravo para a
economia colonial brasileira, em especial para
a agroindústria açucareira do Nordeste, e
sugere ter sido sensivelmente diminuída essa
participação à época da mineração,
certamente em face das características
singulares do processo de extração aurífera.
2. (UnB-2º2011) Infere-se do texto que o alvará
de 29 de março de 1549 foi o primeiro ato
governamental da monarquia lusitana a
normatizar ações relativas ao tráfico de
escravos para o Brasil.
2. (UnB-2º2011) No texto, é destacada a
importância do contato linguístico entre
portugueses e escravos africanos como forma
de atenuar a crueza das imagens
historicamente associadas ao processo de
escravidão.

Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português

Oswald
de
Andrade.
Poesias
reunidas.
5.ª
ed.

Rio
de
Janeiro:
Civilização
Brasileira,
1978.



Quando aqui aportaram os portugueses, há
mais de 500 anos, falavam-se, no país, mais de mil
línguas indígenas; tal profusão linguística constitui-se
numa situação semelhante à que ocorre, hoje, nas
Filipinas (com 160 línguas), na Índia (com 391 línguas)
ou, ainda, na Indonésia (com 663 línguas).
Gilvan
Müller
de
Oliveira.
Brasileiro
fala
português:

monolinguismo
e
preconceito
linguístico.
In:
Revista

Linguagem.
Internet:

(com
adaptações).



2. (UnB-2º2011) A expedição comandada por
Pedro Álvares Cabral fazia parte da estratégia
portuguesa de iniciar a efetiva e imediata
4





































































































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colonização de suas terras americanas,
decisão estabelecida em face dos reduzidos
lucros obtidos pelo comércio com as Índias
nas décadas iniciais do século XVI.
Que sejam admissíveis, nas alfândegas do
Brasil, todos e quaisquer gêneros, fazendas e
mercadorias transportados em navios estrangeiros das
Potências que se conservam em paz e harmonia com
minha Real Coroa, ou em navios dos meus vassalos.
Ficam sem vigor todas as Leis, Cartas Régias ou
outras Ordens que até aqui proibiam, neste Estado do
Brasil, o recíproco comércio e navegação entre meus
vassalos e estrangeiros.
Príncipe D. João

Carta
Régia,
de
28
de
janeiro
de
1808
(com
adaptações).



2. (UnB-2º2011) Redija um texto, na modalidade
padrão da língua portuguesa, explicando em
que medida o documento assinado pelo
príncipe D. João, futuro D. João VI, logo ao
desembarcar na Bahia, escala que antecedia
a chegada da Corte portuguesa ao Rio de
Janeiro, pode ser considerado um importante
passo no processo de independência do
Brasil.

O mapa acima apresenta informações acerca do
comércio mundial. Julgue os itens seguintes em
relação à espacialidade desse fenômeno e à sua
dinâmica ao longo do tempo.
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2. (UnB-2º2011) Já na Antiguidade, a rota da
seda interligava cidades mercantis entre as
regiões hoje denominadas China e Europa e
possibilitava o desenvolvimento cultural de
vastas áreas asiáticas e europeias. Por seus
caminhos
principais
e
secundários,
transitavam não só mercadorias, entre elas, o
tecido que dava nome à rota, mas também
doenças e religiões, como budismo,
hinduísmo e cristianismo.
2. (UnB-2º2011) Portugal, pioneiro na expansão
comercial e marítima dos séculos XV e XVI,
marco fundamental para a configuração
econômica que caracterizaria a Idade
Moderna, logrou constituir um império que
interligava rotas comerciais em quatro
continentes: Europa, América, África e Ásia.
GABARITO
1. C
2. E
3. C
4. C
5. TIPO D
6. C
7. E
8. C
9. E
10. E
11. E
12. E
13. A
14. E
15. D
16. E
17. E
18. E
19. C
20. E
21. E
22. TIPO D
23. C
24. C

HISTÓRIA- Brasil colônia e
Brasil Imperial
5





































































































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Conto de escola
A escola era na Rua do Costa, um sobradinho
de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia
uma segunda-feira, do mês de maio , deixei-me
estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde
iria brincar a manha. Hesitava entre o morro de S.
Diogo e o Campo de Santana, que não era então esse
parque atual, construção de gentleman, mas um
espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de
lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo?
Tal era o problema. De repente disse comigo que o
melhor era a escola. E guiei para a escola.
[...]
Raimundo recuou a mão dele e deu a boca um
gesto amarelo, que queria sorrir. Em seguida, propôsme um negócio, uma troca de serviços; ele me daria a
moeda, eu lhe explicaria um ponto da lição de sintaxe.
Não conseguira reter nada do livro, e estava com
medo do pai. E concluía a proposta esfregando a
pratinha nos joelhos...
Tive uma sensação esquisita. Não e que eu
possuísse da virtude uma ideia antes própria de
homem; não e também que não fosse fácil empregar
uma ou outra mentira de criança. Sabíamos ambos
enganar ao mestre. A novidade estava nos termos da
proposta, na troca de lição e dinheiro, compra franca,
positiva, toma lá, da cá; tal foi a causa da sensação.
Fiquei a olhar para ele, a toa, sem poder dizer nada.
Machado
de
Assis.
Conto
de
escola.
Internet:.



2. (UnB-1º2013) A data mencionada no conto,
1840, é a mesma de importante
acontecimento na historia política do Brasil: o
Golpe da Maioridade. Relativamente ao
cenário político nacional nas primeiras
décadas após a Independência do Brasil,
assinale a opção correta.
a) A antecipação da maioridade de D. Pedro
II atendia aos apelos dos grupos
dirigentes do Império, marginalizados pelo
centralismo do período regencial.
b) A estabilidade política do I Reinado
deveu-se a ação conciliadora de D. Pedro
I, facilitada pelo clima de concórdia e paz
que prevalecia nessa época.
c) O ato Adicional de 1834, que alterou a
Constituição promulgada dez anos antes,
fortaleceu a Corte diante das províncias.
d) A Lei de Interpretação do Ato Adicional foi
o suporte jurídico para o advento do II
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Reinado, período marcado pelo que se
denomina parlamentarismo às avessas.
O ano de 1870 é um marco na história do
império. No primeiro dia de março, a morte de Solano
López em batalha satisfaz a vontade de Pedro II e
encerra a sangria material, humana e moral da longa
guerra contra o Paraguai. Vitoriosa nos campos de
batalha, a monarquia, na Era dos impérios, está
exangue. Doravante, defrontar-se-á com questões,
tendências, forças sociais, políticas e ideológicas que,
avolumando-se, precipitarão o 15 de novembro de
1889.

Keila
Grinberg
e
Ricardo
Salles
(Orgs.).
O
Brasil
imperial

(volume
III:1870-1889).
Rio
de
Janeiro:
Civilização
Brasileira,
2009,
p.
11.

1

(UnB-1º2012) Considerando o fragmento de
texto acima como referência inicial, indique
os principais acontecimentos que levaram
ao colapso final do regime monárquico
brasileiro e à implantação da República.

10 de abril
Grande novidade! O motivo da vinda do barão é
consultar o desembargador sobre a alforria coletiva e
imediata dos escravos de Santa-Pia. Acabo de sabêlo, e mais isto, que a principal razão da consulta é
apenas a redação do ato. Não parecendo ao irmão
que este seja acertado, perguntou-lhe o que é que o
impelia a isso, uma vez que condenava a ideia
atribuída ao governo de decretar a abolição, e obteve
esta resposta, não sei se sutil, se profunda, se ambas
as coisas ou nada:
-- Quero deixar provado que julgo o ato do
governo uma espoliação, por intervir no exercício de
um direito que só pertence ao proprietário, e do qual
uso com perda minha, porque assim o quero e posso.
Será a certeza da abolição que impele Santa-Pia a
praticar esse ato, anterior de algumas semanas ou
meses ao outro? A alguém que lhe fez tal pergunta
respondeu Campos que não. "Não, disse ele, meu
irmão crê na tentativa do governo, mas não no
resultado, a não ser o desmantelo que vai lançar às
fazendas. O ato que ele resolveu fazer exprime
apenas a sinceridade das suas convicções e o seu
gênio violento. Ele é capaz de propor a todos os
senhores a alforria dos escravos já, e no dia seguinte
propor a queda do governo que tentar fazê-lo por lei."
6





































































































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Campos teve uma ideia. Lembrou ao irmão que,
com a alforria imediata, ele prejudica a filha, herdeira
sua. Santa-Pia franziu o sobrolho. Não era a ideia de
negar o direito eventual da filha aos escravos; podia
ser o desgosto de ver que, ainda em tal situação, e
com todo o poder que tinha de dispor dos seus bens,
vinha Fidélia perturbar-lhe a ação. Depois de alguns
instantes, respirou largo, e respondeu que, antes de
morto, o que era seu era somente seu. Não podendo
dissuadi-lo, o desembargador cedeu ao pedido do
irmão, e redigiram ambos a carta de alforria. Retendo
o papel, Santa-Pia disse:
-- Estou certo que poucos deles deixarão a
fazenda; a maior parte ficará comigo, ganhando o
salário que lhes vou marcar, e alguns até sem nada --
, pelo gosto de morrer onde nasceram.
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Obra
completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2007.

4

(UnB-2º2011) Ao longo do século XIX, o
Paraguai experimentou o processo de
industrialização, que foi interrompido pelo
conflito em que foi vencedora a aliança
militar entre Argentina, Brasil e Uruguai, a
qual já havia sido formada à época da
independência do Brasil, sob os auspícios
da Inglaterra e dos EUA.

GABARITO
1. D

2. Tipo
D

3. C

4. E


HISTÓRIA- Ditadura
Vai passar

3

(UnB-2º2011) Da proibição do tráfico
negreiro à Lei Áurea, foi longo e complexo o
processo de debate e aprovação das leis
abolicionistas no Parlamento do Império, o
que demonstra a força política dos que
representavam interesses de latifundiários e
escravocratas no interior do Estado
brasileiro.

Ode Triunfal
À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da
fábrica

Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos
antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um
excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
1


4


7


10


13


Fernando
Pessoa:
Obra
poética.
Rio
de
Janeiro:
Aguilar,
1972,
p.
306.



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Chico Buarque de Hollanda e Francis Hime

Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos,
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard.
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a
cantar
A evolução da liberdade ate o dia clarear.
Ai que vida boa, o lerê,
Ai que vida boa, o lará.
O estandarte do sanatório geral vai passar.
A partir da imagem acima, que ilustra o carnaval em
Olinda, bem como da canção Vai passar e do trecho
dela apresentado acima, composição de Chico
Buarque e Francis Hime, julgue o item seguinte.
1. (UnB-1º2013) Na canção Vai passar, alem
da menção a "evolução da liberdade ate o dia
clarear", há referência a uma pátria que não
percebia ser subtraída em "tenebrosas
transações", alusões que tornaram a canção
um dos símbolos do ocaso do regime militar e
da volta do poder civil, efetivada com a
eleição de Tancredo Neves.
Daquela sexta-feira 13 até 1.º de abril, o conflito
político entre os grupos antagônicos se
redimensionou. Não se tratava de medir forças com o
objetivo de executar, limitar, impedir as mudanças,
7





































































































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mas da tomada do poder e da imposição de projetos.
As direitas tentariam impedir as alterações
econômicas e sociais, excluindo, se possível, seus
adversários da vida política brasileira, sem se
preocupar em respeitar as instituições democráticas. O
PTB cresceu e se confundiu com os movimentos
sociais que defendiam as reformas. As esquerdas
marxistas, socialistas, trabalhistas e cristãs exigiam as
reformas, mas sem valorizar, assim como seus
adversários, as instituições liberal-democráticas.

mostravam-se efetivamente comprometidos
com a defesa da democracia.
Preste atenção por favor
na história que vou contar
ela explica o que é cordel
grande manifestação popular.
Paulo Araújo. Internet: .

Jorge
Ferreira.
João
Goulart,
uma
biografia.
Rio
de
Janeiro:

Civilização
Brasileira,
2011,
p.
428-9
(com
adaptações).


2. (UnB-2º2012) Tancredo Neves, político
tradicionalmente adversário do trabalhismo
de Vargas, Jango e Brizola, e histórico
apoiador do regime militar, paradoxalmente
foi escolhido, indiretamente, para ocupar o
cargo de presidente da República e sepultar o
regime autoritário, para conduzir o Brasil de
volta à democracia.
3. (UnB-2º2012) Ocorrido em 1964, o golpe de
Estado enfocado no texto representou a
formalização da presença direta dos militares
na condução do poder político nacional. Com
efeito, foram diversas as intervenções do
segmento militar na trajetória republicana
brasileira, algumas frustradas, outras
realizadas para sustentar projetos de grupos
civis. Exemplos de ambas as situações foram
as revoltas tenentistas na Primeira República,
o Estado Novo de Vargas, a crise que levou
Getúlio Vargas ao suicídio e a tentativa de
impedir a posse dos presidentes Juscelino
Kubitschek e João Goulart.
4. (UnB-2º2012) A sexta-feira 13 mencionada no
texto está relacionada com a realização de
comício na Central do Brasil, na cidade do
Rio de Janeiro, ocasião em que o presidente
Goulart tentou buscar, junto à população, o
apoio político de que carecia, tendo ele
assinado decretos de forte apelo junto à
parcela da opinião pública que apoiava sua
proposta de reformas de base.
5. (UnB-2º2012) Depreende-se do texto que o
golpe de 1964 não se apresentava como algo
inevitável: pela via ideológica da direita, outra
alternativa que não fosse a deposição de
João Goulart estava fora de cogitação,
entretanto os setores liberais e de esquerda
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Agosto 1964
Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques
viajo
num ônibus Estrada de Ferro ­ Leblon
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras.
O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógio de lilases, concretismo,
neoconcretismo, ficções de juventude, adeus,
que a vida
eu a compro à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
Digo adeus à ilusão
mas não ao mundo. Mas não à vida,
meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do terror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira.
1


4


7


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Ferreira
Gullar.
Dentro
da
noite
veloz.
In:
Toda

poesia.
Rio
de
Janeiro:
José
Olympio,
2000.



Depois de 21 anos de regime militar, o Brasil
finalmente teria um presidente civil. O político mineiro
Tancredo Neves vencera Paulo Maluf no Colégio
Eleitoral e assumiria o poder no dia 15 de março de
1985. No entanto, um dia antes da posse, com fortes
dores abdominais, ele teve que ser internado no
Hospital de Base, em Brasília. Após sete cirurgias,
Tancredo morreu em 21 de abril, deixando a nação em
choque.
Douglas
Attila
Marcelino.
A
despedida
de
um
mártir.
In:
Revista
de

História
da
Biblioteca
Nacional,
março/2010,
p.
58
(com
adaptações).



8





































































































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6. (UnB-2º2011) A aprovação da Emenda
Dante de Oliveira, que restabeleceu a
eleição presidencial direta, foi crucial para o
encaminhamento final da longa transição
entre o regime militar e o poder civil,
sacramentada pela união de forças políticas
em favor da chapa Tancredo Neves ­ José
Sarney.
7. (UnB-2º2011) Os vinte e um anos do regime
militar
caracterizaram-se
pela
homogeneidade de ação dos generais que se
revezaram na presidência da República. A
possível nota destoante foi o governo Costa e
Silva, que, embora abreviado pela morte
desse presidente, caracterizou-se pela recusa
à tomada de decisões que ampliassem o
caráter autoritário do regime.
8. (UnB-2º2011) Em larga medida, os coronéis
de 1954, atuantes na conjuntura de crise
pronunciada que levou Getúlio Vargas ao
suicídio, serão os generais de 1964 à frente
do golpe de Estado que depôs o presidente
Jango. Nessa ruptura institucional, é possível
identificar
um
viés
inequivocamente
oposicionista ao trabalhismo de Vargas,
Goulart e Brizola.
9. (UnB-2º2011) O emprego da expressão
"inquérito policial-militar" remete a prática
comum no primeiro governo do regime
instaurado em 1964 -- o de Castelo Branco
-- à qual foram submetidas importantes
figuras políticas, como o ex-presidente
Juscelino Kubitschek, que apoiava João
Goulart e se opunha radicalmente aos
golpistas.
GABARITO
1. E

2. E

3. C

4. C

5. C

6. E


7. E


8. C

9. E



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HISTÓRIA- Populismo, Era
Vargas e Ditadura

A história das chamadas relações entre
sociedade e natureza e, em todos os lugares
habitados, a da substituição de um meio natural, dado
a uma determinada sociedade, por um meio cada vez
mais artificializado, isto e, sucessivamente
instrumentalizado por essa mesma sociedade.

Milton
Santos.
A
natureza
do
espaço:
técnica
e
tempo,
razão
e

emoção.
São
Paulo:
EDUSP,
2008,
p.
233-4
(com
adaptações).



1. (UnB-1º2013) A Era Vargas (1930-1945)
promoveu a decolagem do Brasil na direção
da modernidade econômica. Após a II Guerra
Mundial e a queda do Estado Novo, o pais
avançou na industrialização e na
urbanização, produzindo o que Milton Santos
chamou, no texto, de "substituição de um
meio natural" por um "cada vez mais
artificializado". Relativamente ao período da
historia brasileira a partir de meados dos
anos 1940, assinale a opção correta.
a) A moderna industrialização brasileira, a
despeito de ter promovido a urbanização
do centro-sul do país, não rompeu com o
modelo historicamente vigente desde a
Colônia, qual seja, com o modelo de uma
sociedade ruralizada e patriarcal.
b) No governo Vargas (1950-1954), foi
implementada a política de inserção do
Brasil na economia mundial, estimulandose a associação dos capitais brasileiros
aos internacionais, o que feria
frontalmente as teses nacionalistas
vigentes a época.
c) Os Anos JK (1956-1961) caracterizaramse, sob o ponto de vista econômico, pelo
planejamento, pela introdução da industria
automobilística sob o controle de capitais
nacionais e pela ênfase no papel
estratégico do sistema ferroviário.
d) A escalada inflacionaria foi fator decisivo
para o golpe de Estado que derrubou o
presidente Goulart, o que explica a
adoção
de
política
econômica
9





































































































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deflacionaria no governo Castelo Branco,
instaurado em 1964.
Daquela sexta-feira 13 até 1.º de abril, o conflito
político entre os grupos antagônicos se
redimensionou. Não se tratava de medir forças com o
objetivo de executar, limitar, impedir as mudanças,
mas da tomada do poder e da imposição de projetos.
As direitas tentariam impedir as alterações
econômicas e sociais, excluindo, se possível, seus
adversários da vida política brasileira, sem se
preocupar em respeitar as instituições democráticas. O
PTB cresceu e se confundiu com os movimentos
sociais que defendiam as reformas. As esquerdas
marxistas, socialistas, trabalhistas e cristãs exigiam as
reformas, mas sem valorizar, assim como seus
adversários, as instituições liberal-democráticas.
Jorge
Ferreira.
João
Goulart,
uma
biografia.
Rio
de
Janeiro:

Civilização
Brasileira,
2011,
p.
428-9
(com
adaptações).



2.

(UnB-2º2012) O período que antecedeu o
golpe de 1964 foi assinalado por profundas
transformações na vida brasileira: a partir da
Era Vargas e da Segunda Guerra Mundial, o
país entrou em acelerado processo de
modernização econômica -- com a expansão
do parque industrial -- e de urbanização da
sociedade; na política, o aprendizado
democrático conviveu com sucessivas crises,
que culminaram no golpe de 1964, expressão
do colapso do regime liberal que a
Constituição de 1946 consagrara.

Preste atenção por favor
na história que vou contar
ela explica o que é cordel
grande manifestação popular.
Paulo Araújo. Internet: .

Agosto 1964
Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques
viajo
num ônibus Estrada de Ferro ­ Leblon
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras.
1


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O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógio de lilases, concretismo,
neoconcretismo, ficções de juventude, adeus,
que a vida
eu a compro à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
Digo adeus à ilusão
mas não ao mundo. Mas não à vida,
meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do terror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira.

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Ferreira
Gullar.
Dentro
da
noite
veloz.
In:
Toda

poesia.
Rio
de
Janeiro:
José
Olympio,
2000.



GABARITO
1. D
2. C

HISTÓRIA- Grécia, Roma,
Idade média e Reforma
Por volta de 12 mil anos atrás, quando
começaram a cultivar a terra e a domesticar os
animais, os seres humanos assumiram o controle.
Começaram o que hoje se denomina "seleção
artificial". Em vez de a natureza escolher e disseminar
os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente
natural, os seres humanos começaram a escolher,
produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.
Christopher
Lloyd.
O
que
aconteceu
na
Terra?

A
história
do
planeta,
da
vida
e
das
civilizações,
do

big-bang
até
hoje.
Rio
de
Janeiro:
Intrínseca,
2011,
p.
111.


1. (UnB-1º2013) Por volta do século XVI, a
economia do Império Inca baseava-se
predominantemente na agricultura, atividade
em que se empregavam recursos técnicos
como a irrigação e a adubação e que incluía,
entre os principais produtos agrícolas, batata,
milho e feijão.

4


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A respeito da escravidão ao longo da historia da
humanidade, julgue o item:
2. (UnB-1º2013) Na Atenas clássica, após as
reformas políticas empreendidas por Clístenes
em 508-507 a.C., os escravos foram
reconhecidos como cidadãos e, assim,
garantiram o direito de voto na Eclésia,
principal assembleia de Atenas.
Do ponto de vista histórico, o Renascimento
italiano foi único. Sociologicamente, no entanto,
devemos vê-lo não apenas como uma experiência
europeia, mas como a experiência de uma classe
maior de eventos que ocorrem em todas as culturas
letradas e envolvem tanto um olhar retrospectivo
quanto um salto para frente, nem sempre combinados
num único evento.

Jack
Goody.
Renascimentos:
um
ou
muitos?
São

Paulo:
Ed.
UNESP,
2011,
p.
283
(com
adaptações).


3. (UnB-1º2013) Entre o final do século IX e as
primeiras décadas do século XIII, nas regiões
europeias sob o controle do Império Carolíngio
e, depois, do Sacro Império, houve
recrudescimento da cultura, das artes e da
religião,
processo
conhecido
como
Renascimento Carolíngio.
4. (UnB-1º2013) Entre os séculos XII e XIII, em
diversas áreas da Europa ocidental, o intenso
desenvolvimento da vida urbana e da
atividade comercial coincidiu com um
renascimento cultural, durante o qual se
destacaram, entre outros eventos, a fundação
de universidades e a publicação de traduções
de obras de autores gregos e árabes para o
latim.
5. (UnB-1º2013) O Renascimento italiano,
movimento cultural desenvolvido entre o final
da Baixa Idade Media e o inicio da Idade
Moderna, caracterizou-se, entre outros
aspectos, pela revalorização da tradição
clássica greco-romana, pelo humanismo e
pelo anticlericalismo.
6. (UnB-1º2013) O autor do texto argumenta que,
dado o caráter único do Renascimento
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italiano, o termo "renascimento" não deve ser
atribuído a outros contextos ou eventos
históricos.
Durante os séculos XIV e XV, o período
correspondente à chamada crise do final da Idade
Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais
das relações feudais na agricultura e se fez
acompanhar de sensível declínio demográfico e de
significativos descensos no âmbito das atividades
manufatureiras e mercantis.
De meados do século XV até o começo do
século XVII, período de expansão econômica, houve
também uma relativa expansão das atividades
industriais, artesanais, é claro, bem como da produção
agrícola, em estreita conexão com a retomada do
crescimento demográfico e o início da expansão
mercantil-marítima e colonial.
Importantes mudanças culturais marcaram a
ruptura com diversos aspectos do universo medieval,
abrindo caminho para a revolução científica e para o
advento da modernidade.
A partir de meados do século XVIII, o
capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na
Europa Ocidental.
Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo
moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações).

7. (UnB-2º2012)
A
revolução
científica
mencionada no texto ocorreu no século XVII,
tendo-se destacado a teoria geocêntrica
defendida pelo polonês Nicolau Copérnico,
que, apoiado pela Igreja, combateu a teoria
heliocêntrica de Aristóteles, no que foi
apoiado, tempos depois, pelo astrônomo
italiano Galileu Galilei.
8. (UnB-2º2012) A crise do feudalismo também
se expressou na reorganização territorial: os
antigos feudos tenderam a se submeter à
nova realidade dos Estados nacionais, com
fronteiras delineadas, moedas nacionais e
exércitos reais.
9. (UnB-2º2012) A Baixa Idade Média marcou o
início do processo de formação de um novo
sistema, que, mais tarde, seria identificado
como capitalismo. Nesse período, o
renascimento da atividade mercantil, o retorno
11





































































































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à economia monetária e a crescente
importância assumida pela vida urbana
moldaram o cenário para o advento da
modernidade.
10. (UnB-2º2012) Entre as mudanças culturais
que afastaram a Europa dos padrões
medievais, destacam-se a Reforma Religiosa,
que consolidou a unidade cristã europeia, e o
Renascimento, movimento fundamentalmente
assentado na antirreligiosidade.
A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou
pode significar o começo de outra. Em dose
moderada, estimula o pensamento. Em excesso,
paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual,
proporciona um dos poucos prazeres puros, mas,
como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à
curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo
conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata
toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé,
uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do
espírito. O espírito "ingênuo" e "inocente" crê. Essa
ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido
corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se
perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos
corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade,
a fé original, não passam de nostalgias frustradas em
busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas
originais postas em dúvida nunca mais serão certezas
autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada,
produzirá novas certezas, mais refinadas e
sofisticadas, mas essas certezas novas não serão
autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida
que lhes serviu de parteira.
A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a
certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge,
portanto, a pergunta: "por que duvido?" Essa pergunta
é mais fundamental do que a outra: "de que duvido?"
Trata-se, portanto, do último passo do método
cartesiano: duvidar da dúvida -- duvidar da
autenticidade da dúvida. A pergunta "por que duvido?"
engendra outra: "duvido mesmo?"
Descartes, e com ele todo o pensamento
moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a
dúvida como indubitável.
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora
Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

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11. (UnB-2º2012) A mitologia grega é composta
de histórias de deuses que se assemelham
aos seres humanos, tanto em aparência física
quanto em sentimentos. Entre outras funções,
tais histórias, transmitidas oralmente, de
geração em geração, buscavam explicar a
origem do universo, a fundação de uma polis
ou um acontecimento extraordinário.
12. (UnB-2º2012)
Centros
de
referência
intelectual, espiritual e assistencial, os
mosteiros medievais, além de guardiões de
relíquias sagradas e da própria fé,
desempenharam o importante papel de
preservação da herança cultural grecoromana, conservando, entre outras, obras de
filosofia, literatura e medicina.
Quando ficou claro que a designação de Homo
sapiens não era tão adequada à nossa espécie como
se havia acreditado -- porque, afinal, não somos tão
razoáveis como se acreditava no século XVIII, em seu
otimismo ingênuo --, acrescentaram-lhe a de Homo
faber (homem que fabrica). Entretanto, a expressão
Homo ludens (homem que joga) evoca uma função tão
essencial quanto a de fabricar e merece, portanto,
ocupar seu lugar junto à de Homo faber.
Johan
Huizinga.
Homo
ludens.
Madri:
Alianza,
2001,
p.
7
(com
adaptações).



13. (UnB-1º2012) Na Baixa Idade Média, as festas
de cavalaria eram momentos privilegiados
para se exibir a natureza da aristocracia
guerreira, porque, por meio de jogos militares
e suas regras, fortalecia-se o modelo de
organização social e política dessa época.
14. (UnB-1º2012) Em Atenas, na época de
Péricles (séc. V a.C.), jogos e teatro perderam
importância social, porque a população,
imbuída de espírito democrático, preferia
dedicar-se às atividades políticas e
econômicas, visto que estas fortaleciam a
cidadania.
15. (UnB-1º2012) Na Grécia Antiga, os jogos
realizados em Olímpia, a cada quatro anos,
constituíam um desafio entre cidades; os
atletas -- homens livres, jovens, disciplinados
e com vigor físico -- mostravam, pela
12





































































































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competição, a forte presença de elementos
guerreiros na organização da sociedade
helênica.
16. (UnB-1º2012) Na capital do Império Romano,
a política do pão e circo -- expressão que
designa a relação entre o grande número de
espetáculos e o estatuto político-social dos
patronos -- contribui para o entendimento de
características fundamentais da vida cívica e
social dos romanos daquele período.
17. (UnB-1º2012) Na Idade Média, devido às
especificidades das condições materiais do
período, as definições Homo sapiens, Homo
ludens e Homo faber correspondiam,
respectivamente, a clero, nobreza e povo.
No processo da Revolução Francesa, quando
destruíram os últimos resquícios do feudalismo na
eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados
concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez
de simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação.
Mas, desde então, houve sinais de que a promessa
seria abandonada. "Eles desejam ser livres, mas não
sabem ser justos", reclamou o abade de Seyès,
referindo-se a alguns colegas da Assembleia.
Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical;
é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da
Igreja na Revolução. Às vezes, era veemente crítico e,
em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina
cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos
pobres e daqueles de coração puro -- riqueza
chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os
pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela
fome, mas também pelo espetáculo escandaloso de
clérigos
autoindulgentes,
que
esbanjavam
insensivelmente o que pertencia aos pobres por
direito.
Ruth
Scurr.
Pureza
fatal:
Robespierre
e
a
Revolução
Francesa.
Rio
de

Janeiro/São
Paulo:
Record,
2009,
p.
140-1
(com
adaptações).



18. (UnB-1º2012) As características aristocráticas,
conservadoras e eclesiásticas do sistema
feudal, que impediam práticas comerciais e
financeiras, explicam a sobrevivência desse
sistema até 1789.
19. (UnB-1º2012) A Reforma, ocorrida quase três
séculos antes da Revolução Francesa,
constituiu evento de ruptura no interior do
cristianismo. Entre outros aspectos, ela
condenava o espetáculo pouco cristão dos
eclesiásticos católicos, quer no plano
econômico, quer no plano dos costumes.
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A crise da Europa é hoje o maior risco para a
economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos
Estados Unidos da América, referindo-se à tensão
entre os bancos e os governos endividados. Disse,
ainda, que a China e outros países emergentes com
superávit nas contas têm espaço bastante para
estimular o consumo interno, aumentar as importações
e compensar a fraca demanda nas economias
desenvolvidas. Para isso, os governos desses países
deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras
palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em
valorização real das moedas de outros países
emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui
seu poder de competição no comércio internacional.

Rolf
Kuntz.
O
Estado
de
S.Paulo,
25/9/2011.


20. (UnB-1º2012) Apesar de suas profundas
diferenças, os sistemas escravista romano,
feudal e capitalista assemelham-se, porque se
caracterizam como economias tipicamente
monetárias.

É somente nos meados do século XIX, com
Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos
de
problema
de
interesse
nacional
e,
concomitantemente, passa a constituir objeto de
cogitação, para registro de uma realidade já
consistente e documentável. Varnhagen afirma a
unidade de língua nos dois domínios -- o que, a seu
ver, justificava o estudo dos clássicos e a
impossibilidade de separação das duas literaturas --,
mas ressalta, todavia, a diversificação da língua
falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que
atribui ao acastelhanamento do português na América.
A caracterização da língua do Brasil como um
português diferenciado -- esboçada em Varnhagen --
representa, entre outros aspectos, uma das posições
que delimitarão os debates em torno da língua até o
final do século XIX.

Edith
Pimentel
Pinto
(Org.).
O
português
do
Brasil
­
textos
críticos
e

teóricos
­
1820-1920:
fontes
para
a
teoria
e
a
história.
Rio
de

Janeiro:
Livros
Técnicos
e
Científicos;
São
Paulo:
Editora
da

Universidade
de
São
Paulo,
1978,
p.
XVI-XIX
(com
adaptações).



21. (UnB-2º2011) Após a queda do Império
Romano, o latim manteve-se como importante
idioma em diversas áreas da Europa
ocidental, porque, em grande medida, havia13





































































































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se firmado como a principal língua em que
estava escrita a liturgia da Igreja Católica e,
até o século XVII, parte dos textos produzidos
na Europa.

ela constituiu uma Razão, uma primeira forma de
racionalidade. Essa razão grega não é a razão
experimental da ciência contemporânea, orientada
para a exploração do meio físico e cujos métodos,
instrumentos intelectuais e quadros mentais foram
elaborados, no curso dos últimos séculos, no esforço
laboriosamente continuado para conhecer e dominar a
Natureza. Quando define o homem como animal
político, Aristóteles sublinha o que separa a razão
grega da de hoje. Se o Homo sapiens é, a seus olhos,
um Homo politicus, é que a própria Razão, em sua
essência, é política.
Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. 9.ª ed.,
Rio de Janeiro: Betrand, 1996, p. 94 (com adaptações).

O mapa acima apresenta informações acerca do
comércio mundial. Julgue os itens seguintes em
relação à espacialidade desse fenômeno e à sua
dinâmica ao longo do tempo.
22. (UnB-2º2011) O renascimento da atividade
comercial na Europa da Baixa Idade Média
conheceu crises de natureza distinta, tendo
uma delas derivado do grande número de
intermediários no comércio de produtos
orientais -- comerciantes árabes, cidades
italianas e guildas mercantis que operavam
nas rotas de tráfico em território europeu --,
que encarecia as mercadorias.

Advento da pólis, nascimento da filosofia: entre
as duas ordens de fenômenos, os vínculos são
demasiado estreitos para que o pensamento racional
não apareça, em suas origens, solidário das estruturas
sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim
recolocada na história, a filosofia despoja-se desse
caráter de revelação absoluta, que, às vezes, lhe foi
atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios
[gregos], a razão intemporal que veio encarnar-se no
Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão;
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23. (UnB-2º2011) Ao apresentar a distinção entre
uma razão intemporal, ou seja, uma razão
"revelada" e uma razão historicamente
"constituída", o autor do texto
a) estabelece os limites da razão grega, que
não chegou a ser a razão experimental da
ciência moderna.
b) postula que o advento da filosofia foi,
antes de tudo, um acontecimento histórico
ligado ao contexto geral da criação das
cidades gregas.
c) demonstra que a revelação filosófica
grega permitiu o advento de um homo
politicus, o homem da polis grega.
d) separa a racionalidade concebida na
Grécia Antiga da racionalidade moderna,
ao delimitar formas de atuação política.

GABARITO
1. C
2. E
3. E
4. C
5. E
6. E
7. E
8. C
9. C
10. E
11. C
12. C
13. C
14





































































































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14.
15.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.

E
C
C
E
E
C
E
C
C
B

HISTÓRIA- Iluminismo
Do ponto de vista histórico, o Renascimento
italiano foi único. Sociologicamente, no entanto,
devemos vê-lo não apenas como uma experiência
europeia, mas como a experiência de uma classe
maior de eventos que ocorrem em todas as culturas
letradas e envolvem tanto um olhar retrospectivo
quanto um salto para frente, nem sempre combinados
num único evento.

Jack
Goody.
Renascimentos:
um
ou
muitos?
São

Paulo:
Ed.
UNESP,
2011,
p.
283
(com
adaptações).


1. (UnB-1º2013) No século XVIII, o Iluminismo
foi, sob vários aspectos, um movimento
cultural que se estabeleceu em consonância
com os ideais humanistas difundidos pelo
Renascimento no começo da Idade Moderna.
Acerca do Iluminismo, assinale a opção
correta.
a) A crença na capacidade humana de
autoaperfeiçoamento por meio da
aquisição de conhecimento racional, ideal
de progresso que se aplicava tanto ao
individuo
quanto
as
diferentes
coletividades, foi uma característica
marcante do pensamento iluminista.
b) A maior parte dos pensadores iluministas
compartilhava atitude abertamente hostil
as religiões e a religiosidade, como
evidencia o fato de alguns dos mais
famosos filósofos iluministas, como
Voltaire e Jean-Jacques Rousseau, terem
se declarado ateus.

c) Por causa da sua oposição ao capitalismo
industrial então emergente, os autores
associados ao Iluminismo mantiveram-se
a distancia das questões econômicas, o
que explica o fato de a era do Iluminismo
não ter sido marcada por grandes
realizações no âmbito do pensamento
econômico.
d) Na França, o Iluminismo foi o grande
suporte ideológico da revolução que pôs
fim ao Antigo Regime em 1789. Filósofos
iluministas, como Denis Diderot e
Montesquieu,
lideraram
ações
revolucionarias e desempenharam papel
relevante no governo constituído após a
Tomada da Bastilha.

HISTÓRIA- Populismo
Pedro Pedreiro
Chico Buarque

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro está esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Espere alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar
Mas pra que sonhar
Se dá o desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás
Quer ser pedreiro pobre e nada mais
Sem ficar esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando o aumento para o mês que vem
Esperando um filho pra esperar também
Esperando a festa
Esperando a sorte
Esperando a morte
Esperando o norte
Esperando o dia de esperar ninguém
Esperando enfim nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita
Do apito do trem
Internet:
.


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1. (UnB-2º2012) Ao abordar a espera do dia de
voltar para o Norte, denominação genérica
que também engloba o Nordeste, a canção
de Chico Buarque remete à modernização
econômica experimentada pelo Brasil, a partir
dos anos trinta e quarenta do século XX:
Companhia Siderúrgica Nacional, Vale do Rio
Doce, Petrobrás e indústria automobilística
são símbolos de um processo de
industrialização que atraiu ao Sudeste
milhares de imigrantes de outras regiões do
país.

Manifestação popular caracterizada por poesias
escritas em folhetos, a literatura de cordel originou-se
na Europa em meados do século XII. Em Portugal,
escritores amadores usavam cordões para
pendurarem e divulgarem suas produções em lugares
públicos. Com a vinda dos portugueses ao Brasil, a
tradição de contar histórias disseminou-se pela região
Nordeste, tornando-se um dos símbolos da cultura e
memória nordestina. No início, como a maioria das
pessoas não sabia ler e escrever, as poesias eram
apenas decoradas e recitadas em feiras e praças.
Mais tarde, passaram a ser impressas em folhetos,
cujas capas eram ilustradas em xilogravura, e
afirmaram-se como manifestação artística e popular
nas décadas 60 e 70 do século passado. A
importância do cordel não se limita à literatura. O
cordel se expande como registro histórico da cultura
nordestina, reverberando nas manifestações artísticas,
tais como teatro, dança, cinema, música e artes
visuais.
2. (UnB-1º2012) A efervescência cultural que
caracterizou o Brasil entre fins dos anos 50
do século XX e a primeira metade da década
de 60 inscreve-se em cenário mais amplo de
transformações no país e de estabilidade
política dos governos da época.
É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a
Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade
brutal do ditador soviético são inéditas na História do
mundo. Nunca se viu, desde os tempos de Gengis
Khan, tamanho desprezo pelos valores da civilização
ou maior falta de escrúpulos. Estarrecido, o mundo, ao
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mesmo tempo em que se inteirava da consumação
das ameaças de Khrushtchev de fazer explodir a
superbomba de 50 megatons, lia a resposta dele ao
apelo dos deputados trabalhistas ingleses para que
desistisse da explosão. Em lugar de responder como
faria um homem civilizado e dotado de qualquer
vestígio de decência ou de sentimento de
humanidade, Khrushtchev replicou, com todo o seu
furor vesânico, para ameaçar a Inglaterra de
destruição total, assegurando que ela seria riscada do
mapa.
O trecho acima, extraído e adaptado do jornal O
Globo, é parte do editorial "Ditador fanático quer
subjugar o mundo pelo terror", publicado na primeira
página da edição de 1.º de novembro de 1961.
Considerando a retórica do editorial, o ano em que foi
publicado e o contexto histórico em que se inscreve,
além de aspectos marcantes da história do século XX,
julgue o item.
3. (UnB-1º2012) No governo de Gaspar Dutra, o
Brasil tomou partido na disputa ideológica
que convulsionava o mundo: rompeu relações
diplomáticas com a URSS e tornou ilegal o
Partido Comunista no país.
Preste atenção por favor
na história que vou contar
ela explica o que é cordel
grande manifestação popular.
Paulo Araújo. Internet: .

Agosto 1964
Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques
viajo
num ônibus Estrada de Ferro ­ Leblon
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras.
O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógio de lilases, concretismo,
neoconcretismo, ficções de juventude, adeus,
que a vida
eu a compro à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
Digo adeus à ilusão
mas não ao mundo. Mas não à vida,
16
1


4


7


10


13






































































































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meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do terror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira.

16


19


22


Ferreira
Gullar.
Dentro
da
noite
veloz.
In:
Toda

poesia.
Rio
de
Janeiro:
José
Olympio,
2000.



Depois de 21 anos de regime militar, o Brasil
finalmente teria um presidente civil. O político mineiro
Tancredo Neves vencera Paulo Maluf no Colégio
Eleitoral e assumiria o poder no dia 15 de março de
1985. No entanto, um dia antes da posse, com fortes
dores abdominais, ele teve que ser internado no
Hospital de Base, em Brasília. Após sete cirurgias,
Tancredo morreu em 21 de abril, deixando a nação em
choque.

Douglas
Attila
Marcelino.
A
despedida
de
um
mártir.
In:
Revista
de

História
da
Biblioteca
Nacional,
março/2010,
p.
58
(com
adaptações).


4. (UnB-2º2011) Entre os partidos políticos
surgidos no ocaso da ditadura do Estado
Novo, em 1945, a União Democrática
Nacional (UDN), derrotada sucessivamente
nas eleições presidenciais, buscava
empunhar a bandeira do liberalismo. Muitos
de seus integrantes, no entanto, defenderam
posições golpistas, como, por exemplo, ao
questionarem a vitória eleitoral de Juscelino
Kubitschek.
GABARITO
1. C
2. E
3. C
4. C

-- La maison est a moi, c'est a vous d'en sortir.
Mas e sestro antigo da Sandice criar amor as
casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma,
dificilmente lha farão despejar. E sestro; não se tira
dai; ha muito que lhe calejou a vergonha. Agora, se
advertirmos no imenso número de casas que ocupa,
umas de vez, outras durante as suas estações
calmosas, concluiremos que esta amável peregrina e o
terror dos proprietários. No nosso caso, houve quase
um distúrbio a porta do meu cérebro, porque a
adventícia não queria entregar a casa, e a dona não
cedia da intenção de tomar o que era seu. Afinal, já a
Sandice se contentava com um cantinho no sótão.
-- Não, senhora, replicou a Razão, estou
cansada de lhe ceder sótãos, cansada e
experimentada, o que você quer e passar
mansamente do sótão a sala de jantar, dai a de visitas
e ao resto.
-- Esta bem, deixe-me ficar algum tempo mais,
estou na pista de um mistério...
-- Que mistério?
-- De dois, emendou a Sandice: o da vida e o
da morte; peco-lhe só uns dez minutos.
A Razão pôs-se a rir.
-- Hás de ser sempre a mesma coisa... sempre
a mesma coisa... sempre a mesma coisa.
E, dizendo isto, travou-lhe dos pulsos e
arrastou-a para fora; depois entrou e fechou-se. A
Sandice ainda gemeu algumas suplicas, grunhiu
algumas zangas; mas desenganou-se depressa,
deitou a língua de fora, em ar de surriada, e foi
andando...

Machado
de
Assis.
Memórias
póstumas
de
Brás

Cubas.
São
Paulo:
Ateliê,
2001,
p.84-5.




1. (UnB-1º2013) A citação do personagem
Tartufo, sem tradução, soava natural na
cultura brasileira, ao longo do século XIX e na
Primeira Republica, visto que a França era o
modelo a ser seguido, como se verifica, por
exemplo, no governo Rodrigues Alves, quando
se realizou a modernização urbanística do Rio
de Janeiro, claramente inspirada em Paris.

HISTÓRIA- Brasil República
Razão contra Sandice
Já o leitor compreendeu que era a Razão que
voltava a casa, e convidava a Sandice a sair,
clamando, e com melhor jus, as palavras de Tartufo:
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No cinturão de máxima diversidade biológica do
Planeta, que tornou possível o advento do homem, a
Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade
de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua
principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de
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seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domínio de
terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro,
enclausurado entre a grande barreira imposta pelas
terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos
brasileiro e guianense. O mundo das águas na
Amazônia e resultado direto da excepcional
pluviosidade que atinge a gigantesca depressão
topográfica regional.

Aziz
Ab
Saber.
Amazônia
brasileira:
um
macrodomínio.
In:
Os

domínios
de
natureza
no
Brasil:
potencialidades
paisagísticas.

São
Paulo:
Ateliê
Editora,
2003,
p.
65-7
(com
adaptações).




2. (UnB-1º2013) Entre o final do século XIX e as
primeiras décadas do século XX, o chamado
ciclo da borracha representou um momento de
grande vigor econômico na Região
Amazônica.
Muita gente considera o catch um esporte
ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e
é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no
catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de
Andrômaca. Existe, no entanto, um falso catch,
pomposo, com a aparência inútil de um esporte
regular; mas esse não tem qualquer interesse. O
verdadeiro -- impropriamente chamado catch amador
-- realiza-se em salas de segunda classe, onde o
público adere espontaneamente à natureza
espetacular do
combate, como o público de um cinema de bairro. Ao
público pouco importa que o combate seja falseado ou
não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o
catch é uma soma de espetáculos, sem que um só
seja uma função: cada momento impõe o
conhecimento total de uma paixão que surge, sem
jamais se estender em direção a um resultado que a
coroe.
Assim, a função do lutador não é ganhar, mas
executar exatamente os gestos que se esperam dele.
O catch propõe gestos excessivos, explorados até o
paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase
é a mesma do teatro antigo, cuja força -- língua -- e
cujos acessórios -- máscaras e coturnos --
concorriam
para
fornecer
a
explicação
exageradamente visível de uma necessidade. O gesto
de um lutador vencido, significando uma derrota que
não se oculta, mas se acentua, corresponde à
máscara antiga, encarregada de significar o tom
trágico do espetáculo. O lutador prolonga
exageradamente a sua posição de derrota, caído,
impondo ao público o espetáculo intolerável da sua
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impotência. No catch, como nos teatros antigos, não
se tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se
as lágrimas.

Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro:
DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações).

3. (UnB-1º2012) A capoeira é um tipo de luta
introduzida no Brasil por escravos africanos,
tendo sido sua prática incentivada pelos
governos da Primeira República, que a
consideravam instrumento de afirmação de
identidade nacional calcada na tolerância e no
pluralismo cultural.
É somente nos meados do século XIX, com
Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos
de
problema
de
interesse
nacional
e,
concomitantemente, passa a constituir objeto de
cogitação, para registro de uma realidade já
consistente e documentável. Varnhagen afirma a
unidade de língua nos dois domínios -- o que, a seu
ver, justificava o estudo dos clássicos e a
impossibilidade de separação das duas literaturas --,
mas ressalta, todavia, a diversificação da língua
falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que
atribui ao acastelhanamento do português na América.
A caracterização da língua do Brasil como um
português diferenciado -- esboçada em Varnhagen --
representa, entre outros aspectos, uma das posições
que delimitarão os debates em torno da língua até o
final do século XIX.
Edith
Pimentel
Pinto
(Org.).
O
português
do
Brasil
­
textos
críticos
e

teóricos
­
1820-1920:
fontes
para
a
teoria
e
a
história.
Rio
de

Janeiro:
Livros
Técnicos
e
Científicos;
São
Paulo:
Editora
da

Universidade
de
São
Paulo,
1978,
p.
XVI-XIX
(com
adaptações).


4. (UnB-2º2011) Fortemente assinalado pela
difusão do ideal nacionalista no mundo
ocidental, o século XIX assistiu, no Brasil, nas
décadas que se seguiram à Independência, ao
processo de constituição e consolidação do
Estado nacional, paralelamente ao esforço
para assegurar a integridade territorial e forjar
uma identidade nacional brasileira, que teria
na língua portuguesa um de seus pilares.

Ainda que aparentemente movida apenas pelo
sentimento geral de lusofobia, característico da época,
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História

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a geração romântica, fundamentada nas concepções
evolucionistas da linguística da época, segundo as
quais as línguas se comportavam como seres vivos e,
portanto, nasciam, cresciam, envelheciam e morriam,
aspirou a uma língua própria, a chamada língua
brasileira, instalando uma polêmica, que será
retomada, de forma mais radical, pela primeira
geração modernista, a da Semana de Arte Moderna,
de 1922. Enquanto os românticos -- apesar de
acreditarem que o nascimento da chamada língua
brasileira era fato contra o qual não se poderiam
insurgir -- não reivindicavam mais que o direito a certa
originalidade, os escritores modernistas serão os que,
de fato, buscarão, na realidade linguística brasileira, as
formas que constituirão a sua expressão.

Tânia
C.
F.
Lobo.
Variantes
nacionais
do
português:
sobre
a
questão
da
definição

do
português
do
Brasil.
In:
Revista
Internacional
de
Língua
Portuguesa.
Lisboa,

dez./1994,
p.
9-15.
Internet:

(com
adaptações).




5. (UnB-2º2011) A Semana de Arte Moderna, de
1922, integra um contexto rico em
manifestações de repúdio ao atraso
econômico e social do país, às instituições
políticas, definidas como carcomidas, e a
padrões culturais que, tendo por referência a
cultura europeia, viravam as costas para o
Brasil. É nesse contexto que explodem, por
exemplo, as rebeliões tenentistas, que se
tornaram uma espécie de balão de ensaio
para a denominada Revolução de 1920.
6. (UnB-2º2011) O sentimento de lusofobia, que
deve ser entendido no contexto político que se
seguiu à Independência do Brasil, não se
firmou como representativo da jovem nação,
que, portanto, não logrou afirmar sua
identidade cultural.
GABARITO
1. C
2. C
3. E
4. C
5. C
6. E

HISTÓRIA- Revolução
Francesa
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A respeito da escravidão ao longo da historia da
humanidade, julgue o item:
2. (UnB-1º2013) Nos domínios coloniais da
França, a abolição formal da escravidão foi
consequência direta da Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão.
A ordem europeia do Congresso de Viena
entrou em crise já com a Unificação Alemã de 1871,
mas desmoronou, definitivamente, no processo
turbulento das duas guerras mundiais do século XX. A
tentativa nazista de realizar o "império universal"
marcou o colapso final do equilíbrio pluripolar europeu,
que seria substituído, depois da Segunda Guerra
Mundial, pelo sistema bipolar da Guerra Fria.

Demétrio
Magnoli.
O
mundo
contemporâneo.
São
Paulo:
Atual,
2004,
p.
77.



3. (UnB-2º2012) A ordem europeia a que se
refere o texto reporta-se ao cenário vigente na
Europa pós-1815. Sem a influência de
Napoleão, prevaleceram o liberalismo
defendido pela Revolução de 1789 e o
equilíbrio de poder entre os países, situação
assegurada pela hegemonia alemã.
4. (UnB-2º2012) Único caso de colônia que
serviu de sede ao governo metropolitano, em
face da expansão napoleônica sobre a
Península Ibérica, o Brasil foi elevado por D.
João VI à condição de Reino Unido, no
contexto de restauração monárquica vivido
pela Europa a partir do Congresso de Viena,
sob a chancela do princípio da legitimidade.
No processo da Revolução Francesa, quando
destruíram os últimos resquícios do feudalismo na
eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados
concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez de
simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação.
Mas, desde então, houve sinais de que a promessa
seria abandonada. "Eles desejam ser livres, mas não
sabem ser justos", reclamou o abade de Seyès,
referindo-se a alguns colegas da Assembleia.
Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical;
é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da
Igreja na Revolução. Às vezes, era veemente crítico e,
em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina
19





































































































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História

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cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos
pobres e daqueles de coração puro -- riqueza
chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os
pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela
fome, mas também pelo espetáculo escandaloso de
clérigos
autoindulgentes,
que
esbanjavam
insensivelmente o que pertencia aos pobres por
direito.

Ruth
Scurr.
Pureza
fatal:
Robespierre
e
a
Revolução
Francesa.
Rio
de

Janeiro/São
Paulo:
Record,
2009,
p.
140-1
(com
adaptações).



5. (UnB-1º2012) A invasão da Península Ibérica,
etapa do expansionismo francês conduzido
por Bonaparte, gerou cenário estimulador do
processo de independência das colônias
espanholas e portuguesa na América.
6. (UnB-1º2012) O dízimo, imposto que abrangia
o universo dos cristãos, possibilitou que os
papas, desde a Idade Média até o final do
Antigo Regime, destinassem a Roma 10% da
riqueza produzida na Europa, o que
transformou a Igreja na principal instituição a
ser combatida pelos iluministas e
revolucionários do século XVIII.
7. (UnB-1º2012) Os miseráveis da época
mencionada no texto não eram representantes
da totalidade do povo, o qual, como categoria
social, compreendia também indivíduos e
grupos que estavam além da linha de miséria.
Essa categoria teria, em seguida, seu
significado ampliado ao nível político da
nação.
Os representantes do povo francês, reunidos
em Assembleia Nacional e considerando que a
ignorância, a negligência ou o menosprezo dos direitos
do homem são as únicas causas dos males públicos e
da corrupção governamental, resolveram apresentar,
numa declaração solene, os direitos naturais,
inalienáveis e sagrados do homem.

Declaração
dos
direitos
do
homem
e
do
cidadão
[1789].
In:

Lynn
Hunt.
A
invenção
dos
direitos
humanos:
uma
história.

São
Paulo:
Companhia
das
Letras,
p.
225
(com
adaptações).


Parece que me encontro diante de uma grande
crise, não apenas francesa, mas europeia e, talvez,
mais que europeia. Considerando-se bem as
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circunstâncias, a Revolução Francesa é a mais
extraordinária que o mundo já viu. Os resultados mais
surpreendentes se deram e, em mais de um caso,
produzidos pelos meios mais ridículos e absurdos, da
maneira mais ridícula e, aparentemente, pelos mais vis
instrumentos. Tudo parece fora do normal neste
estranho caos de leviandade e ferocidade, em que
todos os crimes aparecem ao lado de todas as
loucuras.
Edmond
Burke.
Reflexões
sobre
a
Revolução
em
França.

Brasília:
Ed.
UnB,
1982,
p.
52
(com
adaptações).





É com pesar que pronuncio a verdade fatal: Luís deve
morrer para que a pátria viva.

Maximilien
de
Robespierre.
Discurso
à
Convenção
Nacional,
3/12/1792.




8. (UnB-1º2012) Robespierre, importante líder
jacobino, condenado à morte na guilhotina por
ter argumentado em favor do regicídio, faz
menção, na frase apresentada acima, ao rei
Luís XIV, que, conhecido pela alcunha de Rei
Sol, governou a França durante o período de
apogeu do absolutismo.
GABARITO
1. E


2. E


3. C

4. C

5. E


6. C

7. E



HISTÓRIA- Revolução
Inglesa
Por volta de 12 mil anos atrás, quando
começaram a cultivar a terra e a domesticar os
animais, os seres humanos assumiram o controle.
Começaram o que hoje se denomina "seleção
artificial". Em vez de a natureza escolher e disseminar
os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente
natural, os seres humanos começaram a escolher,
produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.

Christopher
Lloyd.
O
que
aconteceu
na
Terra?

A
história
do
planeta,
da
vida
e
das
civilizações,
do

big-bang
até
hoje.
Rio
de
Janeiro:
Intrínseca,
2011,
p.
111.


20





































































































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História

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1. (UnB-1º2013) Entre os séculos XVI e XVIII, no
cenário rural inglês, houve intensificação dos
chamados cercamentos, o que resultou na
privatização de diversas áreas de uso comum,
as quais, consequentemente, se integraram a
dinâmica da agricultura capitalista.
GABARITO
1. C




HISTÓRIA- Revolução
Industrial.

Milhares de pessoas se manifestaram em vários
países para celebrar o Dia do Trabalho ou protestar
contra as políticas de austeridade executadas pelos
governos. Os manifestantes saíram às ruas de Madri
para criticar os cortes nos programas sociais e a
reforma trabalhista realizada pelo governo
conservador espanhol. Exibindo uma enorme faixa
com os dizeres "Querem acabar com tudo: trabalho,
dignidade, direitos", os trabalhadores percorreram o
centro de Madri. Outros milhares de pessoas,
principalmente
comunistas,
participaram
das
manifestações em Atenas e em outras cidades da
Grécia, pais em que o Dia do Trabalho e celebrado
tradicionalmente como o Dia da Greve Geral no setor
privado e no publico.

Internet:

(com
adaptações).



1. (UnB-1º2013) Com o processo de
industrialização iniciado na Inglaterra, no
século XVIII, surgiram as primeiras
manifestações de trabalhadores urbanos em
luta por mais direitos e melhoria de salários e
de condições de vida.
2. (UnB-1º2013) Um dos efeitos da Revolução
Industrial do século XVIII foi a substituição da
mão de obra humana por máquinas, o que,
por sua vez, acarretou desemprego e,
consequentemente, aumento da população
rural da Inglaterra.

das relações feudais na agricultura e se fez
acompanhar de sensível declínio demográfico e de
significativos descensos no âmbito das atividades
manufatureiras e mercantis.
De meados do século XV até o começo do
século XVII, período de expansão econômica, houve
também uma relativa expansão das atividades
industriais, artesanais, é claro, bem como da produção
agrícola, em estreita conexão com a retomada do
crescimento demográfico e o início da expansão
mercantil-marítima e colonial.
Importantes mudanças culturais marcaram a
ruptura com diversos aspectos do universo medieval,
abrindo caminho para a revolução científica e para o
advento da modernidade.
A partir de meados do século XVIII, o
capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na
Europa Ocidental.
Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo
moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações).

3. (UnB-2º2012) No período apontado pelo texto
como de rápida expansão do capitalismo na
Europa Ocidental, iniciou-se, na Inglaterra, a
Revolução Industrial. No século XIX, essa
expansão atingiu uma área restrita do
continente e, no século XX, com as duas
guerras mundiais e a corrida imperialista, o
sistema
capitalista
disseminou-se
globalmente.

Durante os séculos XIV e XV, o período
correspondente à chamada crise do final da Idade
Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais
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2005, com base nas ilustrações de Doré, que foram
atualizadas com ícones do século XXI.
4. (UnB-1º2012) Ao comparar as obras
apresentadas, conclui-se que, em relação à
época da produção artística de Doré, a obra
de Birk revela transformações econômicas e
sociais resultantes do processo de
industrialização.
A crise da Europa é hoje o maior risco para a
economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos
Estados Unidos da América, referindo-se à tensão
entre os bancos e os governos endividados. Disse,
ainda, que a China e outros países emergentes com
superávit nas contas têm espaço bastante para
estimular o consumo interno, aumentar as importações
e compensar a fraca demanda nas economias
desenvolvidas. Para isso, os governos desses países
deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras
palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em
valorização real das moedas de outros países
emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui
seu poder de competição no comércio internacional.
Rolf
Kuntz.
O
Estado
de
S.Paulo,
25/9/2011.



5. (UnB-1º2012) Ao consolidar o capitalismo
como sistema econômico tendente à
universalização, a Revolução Industrial
introduziu o cenário de crise na economia,
realidade desconhecida em contextos
históricos do passado.

O artista francês Gustave Doré (1832-1883)
ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes
clássicos da literatura mundial. Entre elas, incluem-se
as que figuraram, em 1857, na obra O Inferno de
Dante, trabalho que, pela qualidade das
imagens,influenciou o cinema, a fotografia e as
histórias em quadrinhos do século XX.
As obras de Sandow Birk (1962), artista
contemporâneo norte-americano, privilegiam temas
sociais e políticos, como violência urbana, prisões,
grafites. Birk ilustrou a obra O Inferno de Dante, em
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Ode Triunfal
À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da
fábrica

Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos
antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
1


4


7


22





































































































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Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um
excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
10


13


Fernando
Pessoa:
Obra
poética.
Rio
de
Janeiro:
Aguilar,
1972,
p.
306.



6. (UnB-2º2011) O termo Revolução Industrial
remete a um conjunto de transformações que
se iniciou na Inglaterra na segunda metade do
século XVIII e incidiu sobre campos como
tecnologia, manufatura, agricultura, mineração
e transportes.
7. (UnB-2º2011) O mais proeminente processo
de industrialização fora do continente europeu
foi desenvolvido, no século XIX, nos Estados
Unidos da América (EUA) e baseou-se na
produção de bens para o mercado consumidor
interno, a qual ganhou impulso após a vitória
do Norte sobre o Sul agrário e escravista na
Guerra de Secessão.
8. (UnB-2º2011) Algumas décadas após seu
início, a Revolução Industrial disseminou-se
por outros países europeus e, depois, por
outras áreas do mundo. Entre as
consequências
desse
processo
de
industrialização, incluem-se: o rápido
adensamento dos centros urbanos, a perda de
prestígio social dos artesãos, a adoção de
políticas de livre comércio e o estabelecimento
de regimes democráticos de governo.
GABARITO
1. C
2. E
3. E
4. C
5. E
6. C
7. C
8. E

HISTÓRIA- Século XIX e XX

A partir do texto da tirinha acima, julgue o item a
seguir.
1. (UnB-1º2013) O sucesso inicial da ofensiva
expansionista executada pela Alemanha
nazista a partir de 1938-1939 foi facilitado pela
neutralidade dos Estados Unidos da América,
a qual, depois, foi rompida, em razão do
bombardeio da base naval de Pearl Harbor em
dezembro de 1941.
A respeito da escravidão ao longo da historia da
humanidade, julgue o item:
2. (UnB-1º2013) Entre as mais significativas
causas da I Guerra Mundial, destaca-se a
recusa do Império Turco-Otomano de abolir a
escravidão em seu território, após exigência
feita pela Liga das Nações.
A ordem europeia do Congresso de Viena
entrou em crise já com a Unificação Alemã de 1871,
mas desmoronou, definitivamente, no processo
turbulento das duas guerras mundiais do século XX. A
tentativa nazista de realizar o "império universal"
marcou o colapso final do equilíbrio pluripolar europeu,
que seria substituído, depois da Segunda Guerra
Mundial, pelo sistema bipolar da Guerra Fria.

Demétrio
Magnoli.
O
mundo
contemporâneo.
São
Paulo:
Atual,
2004,
p.
77.


3. (UnB-2º2012) O primeiro grande passo para a
unificação alemã foi dado no campo
administrativo e fiscal, com a adoção do
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4.

5.

6.

7.

8.

Zollverein, a união aduaneira que, ao eliminar
gradualmente as barreiras alfandegárias entre
os Estados alemães e ao centralizar as
decisões nesse campo, forneceu as condições
para a industrialização, processo liderado pela
Prússia.
(UnB-2º2012) Na tentativa de superar os
efeitos dramáticos da depressão econômica e
de transformar a Alemanha na grande
potência mundial -- o "império universal" a
que se refere o texto --, Hitler pôs em prática
uma agressiva e militarizada política de
expansão, a exemplo das anexações da
Áustria, dos Sudetos da Tchecoslováquia e de
parte da Polônia.
(UnB-2º2012) Infere-se do texto que o sistema
bipolar da Guerra Fria, vigente nas décadas
que se seguiram ao fim da Segunda Guerra,
representou uma retomada da ordem europeia
acordada no Congresso de Viena, pois, em
ambas as situações, o poder mundial seria
dividido entre duas potências representantes
de dois sistemas distintos e antagônicos.
(UnB-2º2012) As duas guerras mundiais e a
Guerra Fria, ocorridas no século XX, são
consideradas fenômenos totais, porque todas
as atividades sociais voltaram-se para a
produção desses conflitos.
(UnB-2º2012) As decisões que os
representantes das nações que venceram a
Segunda Guerra Mundial tomaram em relação
ao destino da Alemanha, considerada principal
deflagradora do conflito, são o melhor
exemplo de como se estabeleceu, a partir do
pós-guerra, a nova ordem geopolítica mundial
bipolar.
(UnB-2º2012) A prosperidade dos EUA no
período pós-guerra foi comprometida pelos
ataques e bombardeios sofridos pelo país
durante a Segunda Guerra Mundial, apesar da
grande reforma econômica por que passou a
nação no decorrer desse conflito.

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Muita gente considera o catch um esporte
ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e
é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no
catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de
Andrômaca. Existe, no entanto, um falso catch,
pomposo, com a aparência inútil de um esporte
regular; mas esse não tem qualquer interesse. O
verdadeiro -- impropriamente chamado catch amador
-- realiza-se em salas de segunda classe, onde o
público adere espontaneamente à natureza
espetacular do
combate, como o público de um cinema de bairro. Ao
público pouco importa que o combate seja falseado ou
não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o
catch é uma soma de espetáculos, sem que um só
seja uma função: cada momento impõe o
conhecimento total de uma paixão que surge, sem
jamais se estender em direção a um resultado que a
coroe.
Assim, a função do lutador não é ganhar, mas
executar exatamente os gestos que se esperam dele.
O catch propõe gestos excessivos, explorados até o
paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase
é a mesma do teatro antigo, cuja força -- língua -- e
cujos acessórios -- máscaras e coturnos --
concorriam
para
fornecer
a
explicação
exageradamente visível de uma necessidade. O gesto
de um lutador vencido, significando uma derrota que
não se oculta, mas se acentua, corresponde à
máscara antiga, encarregada de significar o tom
trágico do espetáculo. O lutador prolonga
exageradamente a sua posição de derrota, caído,
impondo ao público o espetáculo intolerável da sua
impotência. No catch, como nos teatros antigos, não
se tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se
as lágrimas.
Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro:
DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações).

9. (UnB-1º2012) As duas guerras mundiais do
século XX conferiram concretude ao conceito
de guerra total. Assim, entre outros aspectos,
os conflitos deixaram de envolver
exclusivamente combatentes profissionais e
passaram a contar com a participação das
populações civis.
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É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a
Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade
brutal do ditador soviético são inéditas na História do
mundo. Nunca se viu, desde os tempos de Gengis
Khan, tamanho desprezo pelos valores da civilização
ou maior falta de escrúpulos. Estarrecido, o mundo, ao
mesmo tempo em que se inteirava da consumação
das ameaças de Khrushtchev de fazer explodir a
superbomba de 50 megatons, lia a resposta dele ao
apelo dos deputados trabalhistas ingleses para que
desistisse da explosão. Em lugar de responder como
faria um homem civilizado e dotado de qualquer
vestígio de decência ou de sentimento de
humanidade, Khrushtchev replicou, com todo o seu
furor vesânico, para ameaçar a Inglaterra de
destruição total, assegurando que ela seria riscada do
mapa.
O trecho acima, extraído e adaptado do jornal O
Globo, é parte do editorial "Ditador fanático quer
subjugar o mundo pelo terror", publicado na primeira
página da edição de 1.º de novembro de 1961.
Considerando a retórica do editorial, o ano em que foi
publicado e o contexto histórico em que se inscreve,
além de aspectos marcantes da história do século XX,
julgue os itens.
10. (UnB-1º2012) O texto traduz um discurso
típico do período da Guerra Fria, quando a
retórica de forte passionalidade era utilizada
pelos dois campos ideológicos em luta: o
capitalista, conduzido por Washington, e o
socialista, liderado por Moscou.
11. (UnB-1º2012) Os regimes totalitários, que
dominaram a cena histórica mundial em
determinada época do século XX,
caracterizavam-se, entre outros aspectos, pela
construção mítica da imagem de seus líderes,
a exemplo de Hitler, na Alemanha, Mussolini,
na Itália, e Stálin, na URSS. Getúlio Vargas,
no Brasil do Estado Novo, representou esse
culto à imagem do líder.
12. (UnB-1º2012) No ano em que o mencionado
editorial foi publicado, a Revolução Cubana
assumiu a opção marxista, mas, diante do
temor de que, com essa decisão, o clima de
dramaticidade da Guerra Fria fosse
transportado para as Américas, Fidel Castro
afastou Cuba da influência soviética.
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13. (UnB-1º2012) Sucessor de Lênin, Khrushtchev
foi a liderança que fez da União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) uma
potência mundial, promovendo a coletivização
forçada no campo e privilegiando, no setor
industrial, a produção de bens de consumo.
Os representantes do povo francês, reunidos
em Assembleia Nacional e considerando que a
ignorância, a negligência ou o menosprezo dos direitos
do homem são as únicas causas dos males públicos e
da corrupção governamental, resolveram apresentar,
numa declaração solene, os direitos naturais,
inalienáveis e sagrados do homem.

Declaração
dos
direitos
do
homem
e
do
cidadão
[1789].
In:

Lynn
Hunt.
A
invenção
dos
direitos
humanos:
uma
história.

São
Paulo:
Companhia
das
Letras,
p.
225
(com
adaptações).


Parece que me encontro diante de uma grande
crise, não apenas francesa, mas europeia e, talvez,
mais que europeia. Considerando-se bem as
circunstâncias, a Revolução Francesa é a mais
extraordinária que o mundo já viu. Os resultados mais
surpreendentes se deram e, em mais de um caso,
produzidos pelos meios mais ridículos e absurdos, da
maneira mais ridícula e, aparentemente, pelos mais vis
instrumentos. Tudo parece fora do normal neste
estranho caos de leviandade e ferocidade, em que
todos os crimes aparecem ao lado de todas as
loucuras.

Edmond
Burke.
Reflexões
sobre
a
Revolução
em
França.

Brasília:
Ed.
UnB,
1982,
p.
52
(com
adaptações).





É com pesar que pronuncio a verdade fatal: Luís deve
morrer para que a pátria viva.

Maximilien
de
Robespierre.
Discurso
à
Convenção
Nacional,
3/12/1792.


14. (UnB-2º2011) Com relação a insurreições
políticas e movimentos populares de
contestação da ordem social entre os séculos
XVIII e XX, assinale a opção correta.
a) A Revolução Islâmica no Irã, em 1979, foi
marcada por inexpressiva participação
popular e por esforço de lideranças
religiosas do país para derrubar a
monarquia chefiada pelo xá Rheza
Pahlavi, considerado por muitos mero
títere a serviço dos interesses da União
Soviética.
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b) Inspirada na Queda da Bastilha, a
Revolução Americana foi conduzida por
treze colônias do leste da América do
Norte que declararam sua independência
do Império Britânico e juntaram-se para
fundar os Estados Unidos da América.
c) A Revolução dos Cravos, em Portugal,
pôs fim ao governo de Marcelo Caetano e
estabeleceu uma ditadura militar de
direita, cujo principal programa era a
manutenção das colônias africanas do
país.
d) As revoluções de 1848 tiveram seu
epicentro na França, disseminaram-se
pela Europa e foram marcadas por um
espectro de ideias políticas que abrangia
liberalismo, democracia, nacionalismo e
socialismo.
GABARITO
1. C
2. E
3. C
4. C
5. E
6. E
7. C
8. E
9. C
10. C
11. C
12. E
13. E
14. D



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