MAYRA PANIAGO
HISTÓRIA DO
BRASIL
TEORIA
196 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS E VESTIBULARES
GABARITADAS
¾ Teoria e Seleção das Questões:
Î Prof.ª Mayra Paniago

¾ Organização e Diagramação:
Î Mariane dos Reis

1ª Edição
OUT - 2012
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou processo. A violação de direitos autorais é punível como crime, com pena de prisão e multa (art. 184 e parágrafos do
Código Penal), conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei nº 9.610, de
19/02/98 ­ Lei dos Direitos Autorais).

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SUMÁRIO
1.

A SOCIEDADE COLONIAL: economia, cultura, trabalho escravo, os bandeirantes e os jesuítas ................ 05
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 14

2.

A INDEPENDÊNCIA (CRISE DO SISTEMA COLONIAL) E O NASCIMENTO DO ESTADO BRASILEIRO.
INDEPENDÊNCIA DA BAHIA. CONJURAÇÃO BAIANA .................................................................. 21
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 27

3.

A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO MONÁRQUICO E PERÍODO IMPERIAL. SABINADA. REVOLTA DOS
MALÊS............................................................................................................................................... 31
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 39

4.

A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA DO ESTADO REPUBLICANO. A GUERRA DE CANUDOS.
A PRIMEIRA GUERRA E SEUS EFEITOS NO BRASIL. O MOVIMENTO DE 1930 (A REVOLUÇÃO
DE 30) ................................................................................................................................................ 47
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 55

5.

O PERÍODO VARGAS - REPÚBLICA GETULISTA (1930 ­ 1947). A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
E SEUS EFEITOS NO BRASIL .......................................................................................................... 62
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 65

6.

OS GOVERNOS DEMOCRÁTICOS ..................................................................................................... 70
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 75

7.

DITADURA MILITAR (1964 ­ 1985). OS GOVERNOS MILITARES ........................................................ 79
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 82

8.

NOVA REPÚBLICA (1985 AOS DIAS ATUAIS) .................................................................................... 88
Questões de Provas de Concursos e Vestibulares......................................................................................................... 94

GABARITOS ....................................................................................................................................... 99

História do Brasil

Teoria e Questões por Tópicos

Prof.ª Mayra Paniago

HISTÓRIA DO BRASIL
1

A SOCIEDADE COLONIAL:
economia, cultura, trabalho escravo, os bandeirantes e os jesuítas.

Introdução
O início da colonização do Brasil ocorreu como um
desdobramento político e econômico das viagens marítimas empreendidas pelos portugueses ao longo dos séculos Xv e XVI. Estas viagens foram intensamente motivadas pela busca de um novo caminho para as Índias.
Este movimento se justificou em função da riqueza que
representava o comércio oriental que, desde o final do
século XIV estava controlado por comerciantes italianos,
provenientes das cidades de Gênova e Veneza. Ainda é
importante considerar a força do monopólio exercido
pelos comerciantes da cidade de Constantinopla, que
desde 1453 foi ocupada pelos turcos. A partir desta situação, aqueles comerciantes ou cidadão qualquer que
quisesse comprar tais mercadorias, o fazia mediante o
pagamento de altos impostos, o que tornava muito caro
o comércio de especiarias no continente europeu.
Especiarias: mercadorias muito cobiçadas na Europa a partir
do século XIII. Constituíam de produtos orientais como temperos:
cravo, canela, gengibre, noz-moscada, pimenta do reino, cominho. E
produtos de uso pessoal como perfumes, seda, joias, além de mercadorias para uso doméstico como tapetes, vasos de porcelana, dentre
outros. O sucesso destas mercadorias de deveu ao fascínio exercido
por elas em uma época em que a vida europeia era marcada pelos
hábitos mais rústicos. O uso de especiarias passou a ser típico de
alguns grupos sociais em ascensão como burgueses e a nobreza, interessada em demonstrar poder.

car a instalação de uma empresa colonial. Ou seja, a
ausência de metais preciosos não motivou o começo da
colonização do Brasil. Outro fator relevante foi o crescimento e lucratividade do comércio oriental.
Entre 1501 e 1502, o rei de Portugal enviou para cá
algumas expedições de reconhecimento do litoral brasileiro. Estas expedições foram responsáveis pela denominação de algumas localidades e acidentes geográficos
como o Cabo de São Roque, Cabo Frio, São Vicente e
outros. Estas expedições constataram a presença do paubrasil, uma madeira da qual se extraía uma tinta vermelha muito utilizada na Europa na manufatura têxtil, e que
era exportada do Oriente.

Atividade de extração: o pau-brasil.
Durante mais de três décadas, os portugueses desenvolveram uma atividade extrativista ao longo do litoral
brasileiro, desde o Cabo de São Roque, no atual estado
do Rio Grande do Norte até o Cabo Frio, Rio de Janeiro.
A atividade econômica era realizada mediante o estanco, isto é, monopólio régio. O que significa dizer que a
madeira pertencia à Coroa portuguesa que autorizava
cidadãos portugueses a vir até aqui e fazer a retirada da
madeira mediante o pagamento de um imposto: o quinto. O primeiro carregamento de pau-brasil saído daqui
foi feito por Fernão de Noronha, em 1503.

As viagens marítimas resultaram na chegada do europeu ao continente americano. Espanhóis colonizaram
boa parte da America Latina, os ingleses colonizaram
parte da América do Norte, juntamente com os franceses e os portugueses, a partir de 1500 iniciaram o processo de colonização do Brasil.
Importante considerar que o continente americano
já estava densamente povoado mesmo no século XIV,
quando as primeiras expedições espanholas estiveram
por aqui. As áreas da América do Norte eram povoadas
pelos sioux, iroqueses, apaches, comanches, cree, esquimós e outros. Na área de colonização América espanhola as populações maias, incas e astecas desenvolveram sociedades agrícolas muito avançadas com a formação de impérios bem estruturados. Na América do
Sul, indígenas tupis, xavantes, guaranis, caraíbas, jê viviam como caçadores e coletores.
Mapa mostrando as áreas de extração de pau-brasil

Colonização do Brasil
Os trinta primeiros anos (1500-1530) que se seguiram
após a chegada dos portugueses foram marcados por
certo descaso da Coroa em relação à terra descoberta.
Isto ocorreu porque os primeiros europeus que chegaram aqui não encontraram o que de fato pudesse justifiwww.apostilasvirtual.com.br

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A atividade de extração do pau-brasil não resultou
numa ocupação ou povoamento efetivo do litoral brasileiro. Por ser de caráter móvel, esta atividade econômica prolongou-se no litoral com a fundação de feitorias,
utilizadas para o armazenamento da madeira. Na medida me que esgotava-se a madeira em uma região,
logo os colonizadores buscavam outra área deixando a
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anterior abandonada. O trabalho utilizado no corte e
carregamento da madeira era feito mediante a exploração da mão de obra indígena, em um formato que
denominou-se de escambo. Os índios trabalhavam sem
o uso do dinheiro, recebendo objetos de pouco valor
em troca do corte do pau-brasil.
Em virtude da falta de ocupação do território e em
função da contestação da França ao Tratado de Tordesilhas, que não admitia a divisão do mundo somente entre portugueses e espanhóis, o período foi marcado pelo
aparecimento de várias incursões de franceses ao longo
do litoral brasileiro. Esta presença significou a realização
do contrabando de pau-brasil, ameaçando a posse das
terras brasileiras por parte dos franceses.
Por conta disso, a ameaça de perda do território
brasileiro e, em virtude da crise no comércio oriental, o
rei de Portugal D. João III determina a colonização do
Brasil. Era, portanto necessário fazer a terra produzir e, ao
mesmo tempo, ocupá-la mediante a fundação de vilas
e cidades para afastar a ameaça estrangeira.
A criação das Capitanias Hereditárias
Em 1530, o rei de Portugal envia ao Brasil uma expedição chefiada por Martin Afonso de Sousa com o objetivo de penetrar no território brasileiro a fim de conhecer
melhor a terra. Por isso, em 1532 foi criado o regime de
Capitanias Hereditárias, cuja experiência já havia ocorrido desde a ocupação e colonização das ilhas de Madeira e Açores, no litoral africano.
A pretensão de D. João era colonizar o Brasil sem ter
ônus nesta empreitada, visto que o estado português enfrentava uma forte crise econômica. O que significou
uma terceirização do processo de colonização: os particulares assumiam a tarefa de colonizar as terras brasileiras. Dividiu-se o Brasil em catorze lotes lineares (sendo
que São Vicente foi dividido em dois, o que resulta em
quinze lotes ao todo), que iam do litoral até o meridiano
de Tordesilhas.
Estes lotes foram entregues a doze donatários que
eram escolhidos pelo próprio rei. Ao receber seu lote, o
donatário recebia também um documento chamado
Carta de Doação, onde passou-se ao capitão donatário
a posse da terra autorizando o usufruto da riqueza que
dela viesse. Outro documento recebido foi o Foral, nele
estavam registrados os direitos e deveres dos donatários,
estabelecendo inclusive os impostos que eles deveriam
pagar à Coroa portuguesa.

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Ao analisarmos os resultados práticos deste modelo
político e administrativo podemos concluir que foi um
verdadeiro fracasso. A tarefa de colonizar exigia vultosas
quantias em dinheiro, o que não era para qualquer um.
Por isso boa parte das Capitanias ficou abandonada.
Entretanto, cinco lotes iniciaram a produção açucareira:
as capitanias de Pernambuco, Baía do Todos os Santos,
São Jorge dos Ilhéus, Porto Seguro e São Vicente. Outro
elemento importante a considerar como dificuldade no
funcionamento das Capitanias foi a descentralização política que vigorou durante o período. Havia uma enorme
falta de comunicação entre elas e entre elas e o governo português. Era necessário centralizar os poderes na
Colônia.
A instituição do Governo Geral
Diante dos problemas enfrentados com o funcionamento das Capitanias Hereditárias, a Coroa portuguesa
decidiu impor medidas mais austeras para efetivar a colonização do Brasil. Em 1548 foi criado o Governo-Geral.
Sua função era exercer a centralização político administrativa na colônia, sem acabar com as Capitanias Hereditárias.
O primeiro governador geral foi Tomé de Sousa que
chegou ao Brasil de posse de um documento real chamado Regimento de Tomé de Sousa. O documento definia as funções do sistema: organizar o povoamento do
território, promovendo a ocupação das áreas, e instituindo uma capital na colônia. A escolha da Capitania da
Baía de Todos os Santos para ser a sede do governo colonial se deu por conta da posição estratégica desta
capitania em relação ao litoral brasileiro. Ao observarmos
um mapa concluímos que a cidade de Salvador, foi fundada numa área que possuía uma posição equidistante
tanto ao norte quanto ao sul do Brasil. E isto favoreceu a
centralização administrativa, um dos grandes pilares do
governo-geral.
Com o governo-geral foram criados três cargos que
auxiliaram diretamente o governador. Ao provedor-mor
cabiam as funções de arrecadação de impostos em toda colônia; o ouvidor-mor exercia a justiça; e o capitãomor cuidava da defesa da colônia. Tomé de Sousa empreendeu uma política de organização da colonização
instituindo um bispado com a finalidade de evangelizar
os índios. No entanto, o governador teve dificuldades
em impor suas leis, uma vez que os donatários das capitanias mais prósperas. Mesmo sabendo que as leis estabelecidas por Tomé de Sousa vinham diretamente do rei
de Portugal, os donatários das capitanias de Pernambuco, São Vicente, Porto Seguro, Ilhéus, Espírito Santo não
quiseram obedecê-las.
Duarte da Costa (1553-1558) substituiu Tomé de Sousa e teve muitos problemas no Rio de Janeiro por causa
das tentativas francesas de fundar uma colonização na
região: a França Antártica. Duarte também se desentendeu com o bispo aqui no Brasil por conta da necessidade de escravização dos indígenas, prática rejeitada
pela Igreja Católica.
Mem de Sá (1558-1572) resolveu o problema com os
franceses expulsando-os do Rio de Janeiro, ação que
resultou na criação da cidade de São Sebastião do Rio
de Janeiro.

Mapa com a divisão das terras brasileiras em Capitanias Hereditárias

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Durante o funcionamento do Governo ­Geral ­ até
1580 ­ cada vila possuía uma Câmara Municipal da qual
faziam parte os chamados homens bons. Denominação
dada pelos próprios proprietários de terras e de escravos. Estas câmaras eram responsáveis pela aplicação
das leis em nível local, o que resultou na formação de
uma elite oligárquica que marcou toda a história do Brasil colônia, Império e até meados da época republicana.
Entre 1571 até 1580 o Brasil teve os seguintes governadores
gerais: Luís Fernandes de Vasconcelos, Lourenço da Veiga, D. Luís
de Brito e Almeida e Antônio Salema. Os dois últimos governaram
ao mesmo tempo, sendo que o primeiro administrou a parte norte da
colônia (capital em Salvador) e o último, a área sul do Brasil (capital no Rio de Janeiro).
A União Ibérica (1580-1640)
O período que seguiu ao Governo-Geral ficou conhecido como União Ibérica. Foi uma época em que o
Brasil ficou submetido ao domínio da Espanha. Esta situação um tanto quanto curiosa foi resultado de um grande
problema dinástico em Portugal.
Em 1578 Portugal perde o seu rei, D. Sebastião, em
uma batalha no norte da África, na região de Alcácer
Quibir. Sem deixar sucessores diretos, o trono português é
assumido pelo tio-avô de D. Sebastião, D. Fernando, que
também era bispo. Em idade já avançada, D. Fernando
morre pouco tempo de ter subido ao trono. Sem deixar
herdeiros, o trono português passa a ser reivindicado pelo rei da Espanha, D. Felipe II. Felipe II era primo de D.
Sebastião e seria o herdeiro mais próximo e apto a assumir o trono de Portugal. Com esta ascensão, Portugal
passou a ser governado pelo rei da Espanha, havendo
uma união das coroas ibéricas.
Esta época foi uma das mais prósperas para os espanhóis por causa da imensidão do Império sob seu
domínio. Aqui na América, com a União Ibérica, a consequência mais importante foi a inoperância do Tratado
de Tordesilhas, já que eram terras que pertenciam ao
mesmo rei. Ao longo desta época, vários movimentos de
ultrapassagem do meridiano foram registrados na história do Brasil. Do ponto de vista administrativo, Portugal
procurou garantir o controle da Colônia nas mãos de
uma aristocracia portuguesa, o que foi feito com mediante o Juramento de Tomar, documento em que Felipe II
reconhece a autonomia administrativa do Brasil a Portugal.

Economia colonial
Atividade açucareira

Áreas no território colonial onde houve o desenvolvimento da economia açucareira.

A economia açucareira esteve assentada em quatro pilares: monocultura, latifúndio, mão de obra escrava
e a produção atendiam em especial o mercado externo. O que definiu estas características foi a colonização
de exploração empreendida por Portugal nas terras brasileiras. O sistema colonial português inibiu as possibilidades de desenvolvimento da colônia. Toda a produção
econômica efetivada no Brasil estava destinada ao enriquecimento da metrópole. O que não impediu que houvessem atividades econômicas destinadas a atender a
demanda interna. Um elemento importante deste processo produtivo foi a exclusividade que o Estado português teve sobre a produção açucareira. Os senhores de
engenho eram obrigados a vender sua produção apenas para comerciantes portugueses e, somente deveriam comprar as manufaturas de que necessitavam nas
mãos dos também comerciantes portugueses. Não havia
liberdade comercial. Tudo isso significou que os senhores
de engenho do Brasil não podiam fazer outra transação
comercial que não fosse a partir das mãos dos portugueses. Estes comerciantes tanto definiam os preços do
açúcar quanto os valores das manufaturas, e, não apenas os senhores, mas toda a população colonial era obrigada a se submeter aos preços ditados por Portugal.
O engenho era a unidade produtora básica. Este
nome é utilizado para designar não apenas o local onde
se desenvolve a produção do açúcar, mas a fazenda
açucareira também pode ser definida como um engenho. Veja na imagem que segue uma gravura que ilustra
parte de uma área dentro de uma fazenda açucareira.

Conhecida dos europeus desde o século XIII, o açúcar tornou-se o produto principal dentro do processo
produtivo colonial. Era um produto bastante apreciado ­
e caro! ­ na Europa medieval, sendo vendido em pequenas quantidades. Era impensável a venda do açúcar como fazemos nos dias de hoje. As primeiras experiências portuguesas com o cultivo da cana de açúcar
aconteceram nas ilhas do litoral africano: Madeira, Açores, Cabo Verde e São Tomé. Mas, em função da geografia local, em especial o clima, ao ser introduzida no
Brasil, por volta de 1530, a produção já entrava em decadência por lá.
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O processo de agromanufatura açucareira era complexo e exigia um volume grande de trabalhadores. Segue uma ilustração que mostra as etapas de beneficiamento do açúcar.

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Pelo que vemos nas imagens, um engenho "real"
era aquele que era movido à água, onde o fazendeiro
aproveitava um córrego ou rio, riacho em sua fazenda
para mover a moenda. Tal prática dispensava os trabalhadores para outras atividades. Já o engenho de "trapiche", era aquele que utilizava uma "tração", seja ela
humana ou animal para fazer funcionar a moenda.
Dentro da fazenda açucareira havia a casa grande
­ local de moradia do senhor de engenho e de sua família; a senzala ­ local onde moravam as crianças, os
homens, mulheres africanos escravizados; casas dos trabalhadores livres ­ feitores, capitães do mato; roça de
subsistência ­ geralmente para produção de feijão, milho, mandioca, hortaliças, e árvores frutíferas; área de
pasto ­ destinada à criação de gado bovino.
A Pecuária
Esta atividade econômica foi uma das mais importantes do período colonial, e até os dias atuais se pensarmos na dimensão da criação de gado bovino brasileiro frente aos mercados internacionais.

É importante ressaltar que o açúcar produzido no Brasil
não era embranquecido ou refinado por aqui. Ele teria a
aparência do açúcar que hoje chamamos de mascavo.
Ao sair do Brasil nos navios portugueses, o açúcar era
encaminhado, através de Portugal, para a Holanda. Lá
ele era beneficiado. Isso quer dizer que Portugal não
possuía tecnologia para o refino do açúcar, "alugando"
alugando assim as usinas holandesas para este fim. Alguns historiadores afirmam que somente em Amsterdã
(capital da Holanda) havia mais de cinquenta refinarias
do açúcar brasileiro.

A pecuária inicialmente se constituiu como atividade econômica complementar à grande produção açucareira. Em geral, todo fazenda açucareira contava com
a criação de gado bovino que atendia a uma demanda muito crescente. O gado era utilizado como transporte, alimento e tração. As primeiras cabeças de gado
chegaram ao Brasil com Tomé de Sousa em fins da primeira metade do século XVI. No início da colonização, o
gado era criado no próprio engenho, com a expansão
dos rebanhos e da lavoura canavieira, tornou-se necessária a saída do gado de dentro das fazendas para o
sertão. A partir da Bahia e de Pernambuco, o gado penetrava os sertões seguindo os caminhos dos rios (o Rio
São Francisco é um exemplo muito importante na expansão da pecuária) chegando até Minas Gerias, Maranhão, Piauí. Isto quer dizer que a pecuária foi responsável direta pela expansão do território brasileiro para
além dos limites do Tratado de Tordesilhas colaborando
para a interiorização do processo colonizador.
Aqui, é importante considerar o papel exercido pela
pecuária no nascimento de cidades como Feira de Santana, interior do estado da Bahia. A fazenda denominada Sant'Anna dos Olhos D'Água, era local de paragem
de boiadas que seguiam da capital _ Salvador ­ para
vários lugares no interior brasileiro, ou no sentido inverso,
do interior para a capital. Esta peculiaridade acabou
por resultar no nascimento de uma cidade que se tornou
o maior entroncamento rodoviário do nordeste e norte
brasileiro na atualidade. Tudo isto por causa da sua história ligada ao comércio de gado e de outros produtos
advindos da rotatividade de pessoas na localidade. Isto,
nos séculos XVIII e XIX.

Um engenho "real"

Na região Sul da Colônia a criação de gado bovino
era destinada à produção de charque ­ carne salgada
que era comercializado nas áreas do sul ou da região
sudeste.
A produção fumageira ou o tabaco
No começo da colonização do Brasil, a cultura do
fumo era desenvolvida por uma espécie de agricultura
familiar. De origem indígena o produto encontrou bons
mercados na Europa a partir do século XVII. Seu crescimento ocorreu na Bahia, nas áreas próximas ao chama-

Engenho de "trapiche"

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do Recôncavo Baiano, Alagoas, Sergipe e Pernambuco.
Muitas vezes o fumo era destinado à África para o escambo na aquisição de homens e mulheres do continente para serem traficados na América.
O Escravismo Colonial
Ao iniciar o projeto colonizador no Brasil o estado português, em concordância com a Igreja Católica, procurou
expandir a fé cristã. De certa forma a colonização se deu
em um quadro missionário, ou seja, dentro dos interesses
religiosos que envolviam a catequese das populações
nativas. Muito significativa é a frequente discordância
entre o Governo-Geral e os Jesuítas na primeira metade
do século XVI.
Ao lado da necessidade de desenvolver a catequese estava a urgente demanda de trabalho na lavoura
açucareira. Este "impasse" somente seria resolvido com
a utilização do trabalho africano na modalidade de trabalho escravo. No início o trabalho na lavoura de açúcar foi sustentado pelo indígena mas com a expansão
cada vez maior da produção açucareira, foi necessário
trazer para o Brasil outro trabalhador. Sem contar que o
Tráfico Negreiro se constituiu em mais uma fonte de renda para o Estado português. Extremamente rentável, o
tráfico alimentava uma rede de empresários que pagavam altos impostos ao governo de Portugal.

Rotas do Tráfico Negreiro ­ África / Brasil

Ao contrário de outras experiências históricas escravistas (o caso da escravidão clássica ou antiga, realizada na Grécia ou na Roma antigas), o escravismo moderno colonial foi mercantil. Isto quer dizer que era absolutamente voltada para a maximização dos lucros para
as potências europeias.
Economia mineradora
O século XVIII representou a época de maior extração de ouro no Brasil o apogeu da atividade mineradora inaugurou uma nova forma de dependência brasileira
à economia inglesa. Uma análise mais ingênua da história do Brasil nos permite fazer algumas perguntas: como
foi possível ao Brasil estar dependente da Inglaterra se os
seus laços econômicos eram com Portugal? Se a economia colonial deveria ser lucrativa para a metrópole,
não seria Portugal o país mais rico neste contexto? Estes
questionamentos serão respondidos à medida que formos aprofundando análise sobre a conjuntura mundial no
século XVIII.

Africanos sendo vendidos em portos no Brasil

A substituição do trabalho do indígena pelo trabalho do africano esteve acompanhada de mudanças na
legislação referentes à escravização indígena. Percebemos que houve uma relação de interesse, tanto por
parte da Igreja quanto do Estado português na substituição da mão de obra. À Igreja o contato com o indígena
teve um caráter catequético, ao Estado o contato com
o africano teve um caráter econômico. Importante
considerar que, ao longo do século XV, os portugueses
já tinham experiência no comércio regular de africanos.
Homens e mulheres que saíram da África e rumaram
para o Brasil eram de diversas etnias das áreas atlânticas: bantos, iorubás, malês, ganeses, sudaneses. E ao
longo de trezentos anos de escravidão no Brasil, mais de
5 milhões de africanos foram trazidos para cá nos porões
dos Tumbeiros (navios que transportavam homens, mulheres e crianças em condições subumanas). O que ocorreu foi uma verdadeira Diáspora africana (ou seja,
uma intensa dispersão de populações inteiras provenientes da África para o Brasil).
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Mapa mostrando as áreas de exploração de ouro e diamantes, no Brasil Colonial.

No que diz respeito à colônia, a atividade mineradora resultou em mudanças significativas quando comparadas à economia açucareira, não só do ponto de vista
econômico, como também provocou a interiorização
de populações que saíram do litoral para as regiões de
Mato Grosso, Goiás e em especial para Minas Gerias e o
deslocamento do eixo econômico do Nordeste para o
centro sul.
As primeiras minas de ouro foram encontradas na
região de Minas Gerias em fins do século XVII e a notícia
se espalhou rapidamente provocando uma verdadeira
corrida para esta região. Pessoas procedentes da região
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açucareira percorriam milhares de quilômetros pelo chamado caminho do Rio São Francisco, em busca de enriquecimento rápido. Este caminho foi o mais percorrido
no sentido nordeste ­ sudeste, tanto por pessoas como
também pelo trânsito de boiadas que abasteciam a região das minas. Em 1702 a Coroa portuguesa, tentando
impedir o contrabando, decretou o fechamento desse
caminho, exceto às boiadas. Neste contexto, até a população metropolitana migrou para a Colônia. Para evitar o despovoamento da metrópole, a Coroa portuguesa adotou a exigência do porte de documentos mínimos
(a partir de 1720), sem os quais as pessoas não poderiam
sair de Portugal. Esse superpovoamento da região das
minas provocou alguns problemas iniciais: o solo impróprio dificultou a cultura de gêneros agrícolas para alimentar a população da região (fome endêmica de
1698 e 1700); o transporte de escravos para essa região
agravou a necessidade de alimentos e resultou na escassez de mão de obra nas regiões nordestinas. Essa situação levou a Coroa Portuguesa, pressionada pelos
senhores de engenho, a adotar por volta de 1711 a proibição de venda de escravos que trabalhavam nas regiões açucareiras. De qualquer forma, mesmo à contra
gosto da metrópole, um comércio interno de escravos foi
intensificado.
O êxito da atividade extrativa de ouro colaborou
para a estagnação, ainda maior da região nordestina,
isto porque além do desvio natural de mão de obra, o
início da dinamização do comércio na região sudeste, e
especialmente o Rio de Janeiro que abastecia o mercado mineiro, provocou uma crise profunda na região
que já havia sido a maior fornecedora mundial de açúcar. A crise açucareira dos séculos XVII e XVIII era consequentemente a crise dos senhores de engenho.
A relação entre a crise econômica nordestina e o sucesso da mineração está no fato de que a economia colonial oscilava de acordo com a demanda internacional.
A extração do ouro
Quando comparada à agro manufatura do açúcar,
a mineração não exigia grandes capitais. Seu baixo nível
técnico levou ao rápido esgotamento das minas. Assim
como a economia açucareira que precisou de grandes
contingentes de trabalhadores, a mão de obra escrava,
em função da exigência metropolitana, também foi utilizada nas áreas de mineração.
Entre 1741 e 1761 a produção de ouro atingiu seu auge. Neste período existiam dois tipos de exploração das
jazidas: a lavra e a faiscação.
A lavra era usada em jazidas importantes, em que
trabalhavam inúmeros escravos (há notícias de que o
número existente nas maiores minas era de cem trabalhadores), os quais constituíam a mão de obra básica,
embora houvesse trabalhadores assalariados. As lavras
correspondem à época de auge da mineração, quando havia abundância de recursos e a produção alcançou alto nível.

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Ilustração de uma lavra

Além das lavras, havia a pequena extração, atividade móvel, sem ponto fixo de exploração, em que cada um trabalhava por si. Os instrumentos usados eram a
bateia (espécie de peneira de madeira em forma de
cone aberto), o carumbém (gamela para transportar
minérios) e o almacafre (enxada empregada nas minas). Uma parte dos faiscadores era composta de homens livres; outra parte, de escravos, incumbidos por
seus senhores de entregar certa quantidade em ouro,
podendo guardar o excedente e, posteriormente, talvez, até comprar a sua liberdade.
O ouro podia se localizar na areia ou no cascalho
dos rios. A faiscação cresceu à medida que se deu o
esgotamento das minas. Os faiscadores nômades passaram a ocupar os lugares abandonados por antigos exploradores (KOSHIBA e MANZI, 2002).
Assim que era descoberto o ouro, era imediatamente comunicado à autoridade, que intervinha na delimitação da área fazendo a divisão em datas (que eram
propriedades com o tamanho aproximado de 2,20 m²).
O descobridor da mina era o primeiro a receber e escolher a sua data, ao rei cabia outra e ao guarda-mor da
Intendência outra. O restante era dividido mediante sorteio entre os que haviam solicitado (por meio de uma
petição) ao superintendente. O tamanho das datas variava de acordo com o número de escravos que o explorador tinha. O minerador tinha um prazo de 40 dias
para iniciar a exploração, do contrário perderia sua terra.
Há registros de casos em que o proprietário vendia
sua data ao comprovar a perda de escravos. Em outro
momento, a aquisição de novos escravos, o minerador
poderia candidatar-se ao sorteio de nova data.
A legislação na região mineradora era rígida. Existiam muitas leis que regulavam a fiscalização e a cobrança de impostos na região das minas, nota-se um
grande emaranhado de medidas e frequentes alterações que se explicam pela importância que a atividade
mineradora possuía para a Coroa Portuguesa. Afinal, foi
o ouro brasileiro que rendeu divisas ao reino lusitano e
garantiu as importâncias necessárias ao seu comércio, e
que inclusive permitiu que a sua balança de comércio
se equilibrasse em raros momentos.
Neste caso, era preciso garantir a total lucratividade
da extração do ouro, enrijecendo a cobrança de impostos e a fiscalização.
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Desde o século XVII, quando foi criado o Código Mineiro, Portugal já garantia a cobrança do quinto sobre o
rendimento das minas. Na medida em que as descobertas se intensificaram novas formas de tributação foram
sendo adotadas. A principal delas foi a criação das Casas de Fundição, onde o quinto era arrecadado, o ouro,
fundido e timbrado, sendo as barras marcadas com o
selo real. Tal medida tinha como objetivo legalizar a circulação do metal e impedir o contrabando nas estradas. Para esta fiscalização alfandegária nas estradas,
criaram-se os Registros.

Lingotes de ouro "quintado"

Em 1713, a Coroa portuguesa fixou a produção em
torno de 30 arrobas anuais de ouro, em cada cidade na
região nas Minas Gerais. No ano de 1715, foi estabelecido o pagamento de 10 oitavos de ouro por bateia (cerca de 3,58 g) ou por escravo (imposto também conhecido por Capitação. Em 1718, em virtude dos descontentamentos das populações locais, o volume das arrobas
anuais caiu para 25 quilos, medida que sobe para 37 em
1720. Em 1722 foram criadas Casas de Fundição nas cidades de Vila Rica, Sabará, são João Del Rei e Vila do
Príncipe. Por volta do ano de 1724 as arrobas anuais sobem para 52 quilos de ouro por localidade e, em 1735 a
capitação subiu para 17g por escravo maior de 14 anos.
Em 1736 os estabelecimento comerciais pagavam entre
8 a 24 oitavas de ouro anuais. O que chegou a render
aos cofres portugueses 113 arrobas por ano. Em 1750 foi
o ano em que as arrobas anuais chegaram ao máximo:
100 arrobas por cada localidade!
Nesta última cobrança, quando o total de arrobas
não era atingido, era facultado ao Estado português fazer uma cobrança forçada, mais conhecida como derrama. Nela, os bens de qualquer colono poderiam ser
confiscados até que todo o total arrecadado na região
fosse alcançado. Quando o tempo foi passando, as minas foram de esgotando. Neste caso, pode-se imaginar
os abusos e violências cometidos em nome da arrecadação de ouro. Alguns historiadores chegam a afirmar
que, a partir de 1760, o quinto não atingiu as 100 arrobas
anuais, sendo verificadas invasões a domicílio, a pontos
comerciais realizadas sob ordens da Coroa.
Escravos eram treinados, desde meninos, para engolirem as pepitas, exercitando-se com feijões e grãos de milho. Os suspeitos eram
forçados a tomar purgante de pimenta malagueta para expelir os
objetos de crime de lesa-majestade... Os dedos dos pés, as unhas e as
narinas também eram utilizado s para ludibriar o fisco. As procissões dos santos do "pau-oco" tinham alguma eficácia: dentro das
imagens, muita riqueza!"
(ALENCAR, Chico. História da sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1996, p.62)

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Sociedade mineradora ­ Na região das gerais, a sociedade tendeu a ser muito diferente da sociedade açucareira nordestina. Esta última caracterizou-se pela
rigidez na estratificação social, marcada pelo binômio
SENHOR DE ENGENHO e TRABALHADOR ESCRAVIZADO
(um falso binômio porque a sociedade nordestina estruturou-se muito além destas duas camadas sociais. Havia
uma camada intermediária relativamente definida, com
a presença de profissionais liberais, comerciantes, funcionários públicos e padres, dentre outros). A urbanização e o crescimento da atividade comercial e artesanal
contribuíram para a estruturação de uma sociedade mais
diversificada e menos rígida. Existem dados que mostram
com abundância a presença de artesãos nas cidades
de Vila Rica, São João Del Rei e Sabará. Além do mais,
os trabalhadores escravizados, ainda que raramente,
tiveram a possibilidade de juntar ouro e comprar a carta
de alforria. Mesmo assim a opressão era grande. A vida
útil de um trabalhador de mina de ouro variava entre
dois a cinco anos!
É importante salientar também que a sociedade mineradora possuía uma estrutura mais flexível e dela nasceu a sistematização de ideias que questionavam o sistema colonial português. Neste sentido não podemos
perder de vista uma grande contradição do Sistema Colonial que acabou selando o seu final: a metrópole exigia da Colônia o cumprimento da sua função histórica,
por isso entende-se pela obrigação do exclusivo metropolitano, em que a Colônia precisava abastecer a metrópole e servir de mercado consumidor de produtos
manufaturados europeus. Foram exatamente estas exigências que tornou insustentável a vida dos colonos,
que começaram a falar pela independência.
As consequências da mineração. Muitos resultados
podem ser arrolados. Alguns já sinalizamos ao longo da
discussão:
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a interiorização de populações vindas de regiões, o impulso dado a urbanização e ao crescimento do comércio, assim como a diversificação das categorias sociais nesta região (conforme veremos adiante), consequentemente diversificação das novas exigências na economia na região mineira.
o desenvolvimento do setor agrícola ligado à
subsistência, ainda que a região tivesse solo
paupérrimo.
o deslocamento geográfico da importância
econômica do Nordeste para o Sudeste. Prova disso foi a transferência da capital da Colônia de Salvador para a cidade do Rio de
Janeiro em 1763.
o impulso comercial ocorrido com a abertura
de novos núcleos urbanos.

Em relação a esta última consequência, para Portugal este impulso representou uma relativa independência dos comerciantes brasileiros às manufaturas inglesas
"empurradas" no mercado colonial. O que não deveria
ocorrer. A existência de fábricas e teares amedrontava
a Coroa portuguesa. Em 1785, D. Maria I, rainha de Portugal, assinou um Alvará que proibia a existência de máquinas, exceto aquelas que teciam as grossas roupas dos
escravos.
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Teoria e Questões por Tópicos

Os motivos eram claros: o desenvolvimento manufatureiro no Brasil não interessava a Portugal, já que as áreas coloniais existiam para enriquecer a metrópole e
não a si mesmas. Outro motivo é que, diante do que
constava no Tratado de Methuen (1703), acordo assinado entre Portugal e Inglaterra, tratado também conhecido pelo apelido panos e vinhos, os portugueses deveriam comprar todas as manufaturas que precisassem dos
comerciantes ingleses.
A crise da mineração - Por volta de 1770 a extração
de ouro e diamantes no Brasil caiu de forma vertiginosa,
caracterizando como efêmera a riqueza da minas na
Colônia. Existem várias explicações para este declínio. É
ponto pacífico entre os historiadores os motivos de ordem geográfica na localização das minas no Brasil. Segundo especialistas, as jazidas de ouro localizadas aqui
eram de formação geológica recente, ou seja, superficiais. Isto provocou o esgotamento rápido das minas
que, somado à falta de recursos técnicos avançados
para explorar os locais mais rochosos, levou a uma queda brusca na exploração do ouro.
Além das questões técnicas, a inoperância do sistema administrativo e a corrupção dos funcionários levaram a acentuada crise mineradora. Inoperância no sentido de que a Coroa portuguesa não se importava com
as técnicas, quer dizer, o importante era o pagamento
dos impostos, nada mais. A falta de relações mais próximas entre mineradores e poderes públicos, a não ser por
intermédio dos castigos e punições para os conflitos, dificultou as possíveis buscas de soluções para a queda de
arrecadação dos impostos. Não havia uma preocupação em incrementar as técnicas de extração do ouro
porque para Portugal não havia uma crise mineradora,
mas aumento do contrabando nas regiões mineiras. Sendo
assim, enquanto a extração / arrecadação caíam, crescia
a opressão metropolitana e o descontentamento dos
moradores frente a esta conjuntura extenuante de Portugal.
Produção algodoeira
O algodão teve o Maranhão e o Grão-Pará como
áreas de produção mais antigas no Brasil. Com ele eram
feitos tecidos, apesar da proibição metropolitana, e em
alguns casos os seus novelos serviam de moedas. Ceará,
Pernambuco, rio de Janeiro, São Vicente e Goiás foram
outras áreas onde o seu plantio ocorreu. A partir da segunda metade do século XVIII houve uma grande expansão na produção algodoeira, especialmente a produção maranhense. Grande compradora de algodão ­
matéria prima importante na Revolução Industrial ­ a Inglaterra deixou, a partir da Guerra de Independência
dos EUA, de se abastecer com o produto das fazendas
do sul daquele país, passando a comprar o algodão
brasileiro para alimentar suas fábricas têxteis.

A atuação dos jesúitas
Desde o início das grandes navegações portuguesas, ainda no século XV, havia um claro interesse da Igreja Católica na expansão do cristianismo. Prática justificada pelo fracasso militar e religioso do movimento das
Cruzadas em direção ao Oriente, em um confronto direto entre cristãos e muçulmanos. Ao iniciar o processo de
colonização das terras brasileiras, por volta de 1530 com
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a instituição das Capitanias Hereditárias, a Igreja Católica viu nesta empreitada, uma oportunidade de expandir a fé católica. Neste contexto histórico europeu, estava acontecendo a Reforma Protestante e a divulgação
dos ideais luteranos, calvinistas amedrontavam a Igreja
Católica. Como resposta ao movimento protestantista, a
Igreja Católica reagiu de forma bastante direta. A criação da Companhia de Jesus marcou o começo de um
longo processo de evangelização / divulgação do catolicismo no Brasil. Foi por isso que, ao desembarcar no Brasil, o primeiro governador-geral Tomé de Sousa se fez
acompanhar pelo jesuíta Manoel da Nóbrega.
Em 1551 foi criado o primeiro bispado no Brasil. Mais
tarde, já com o governador Duarte da Costa, chega à
Colônia José de Anchieta. A colonização então assumiu
um caráter missionário. Foi por conta deste objetivo religioso que nesta época aconteceram os primeiros atritos
entre jesuítas e colonizadores em relação à utilização ou
não dos indígenas como trabalhador principal nas terras
coloniais.
Além das preocupações referentes à evangelização
da população indígenas, cabia aos jesuítas cuidar da
educação formal na Colônia. A fundação de colégios
ou escolas jesuíticas serviu para educar os filhos da aristocracia brasileira.

Invasões holandesas
A partir da instituição da União Ibérica a história do
Brasil Colônia modificou-se de forma bastante significativa. Mesmo preservando aos portugueses o domínio sobre o Brasil, o novo contexto de união das coroas ibéricas acabou por resultar num envolvimento de Portugal
e, inclusive do Brasil, nos conflitos internacionais espanhóis. Até o final do século XVI a Espanha era uma potência econômica e marítima, situação que levou ao
início de rivalidades entre a Espanha e a Inglaterra, a Espanha e a França e, por fim conflitos intensos entre a Espanha e a Holanda. Este último trouxe conseqüências
importantes para a História do Brasil que foi o início do
domínio holandês sobre o nordeste açucareiro brasileiro.
Ao subir ao trono espanhol no final do século XVI, Felipe II tornou-se também rei dos Países Baixos por conta
de sua herança paterna. No entanto as divergências religiosas entre os dois locais ­ Espanha católica e Holanda
protestante ­ levaram a um conflito político que teve
como resultado direto a independência da região holandesa em relação à Espanha. Em represália ao ato de
liberdade, o rei da Espanha embargou o comércio dos
holandeses com o açúcar brasileiro. E, como sabemos,
os holandeses tinham uma participação bastante importante no comércio do açúcar brasileiro: o refino, transporte e distribuição do produto na Europa eram feitos
por comerciantes holandeses.
O afastamento dos holandeses do negócio açucareiro levou-os a criar companhias de comércio que tinham como objetivo ampliar a atividade comercial em
vários lugares no mundo. Em 1621, foi criada a Companhia das Índias Ocidentais, cujo objetivo maior era romper o embargo espanhol ao comércio açucareiro.

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História do Brasil

Teoria e Questões por Tópicos

A primeira investida holandesa em território brasileiro
ocorreu em 1624, na cidade de Salvador. A justificativa
para a ocupação desta área estava no fato de ser a
cidade sede do Governo-Geral e um grande centro econômico colonial. Iniciativa frustrada por causa da
amplitude da defesa na capital da Colônia, apesar de
ter ocorrido uma breve vitória na região.
Em 1630, os holandeses voltaram ao Brasil. Desta vez
o alvo foi a Capitania de Pernambuco, que era a maior
área de produção açucareira de todo o Império Português.

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senhores de engenho, o que levou à Insurreição Pernambucana (1645-1654).
O movimento anterior levou à expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro. Com a ausência destes,
houve o início da decadência açucareira no Brasil. Já os
holandeses, com toda a experiência adquirida por aqui,
começaram a desenvolver a produção do açúcar nas
Antilhas, acabando com o monopólio que o Brasil exercia até então com a produção e comercialização açucareira.

Vitoriosa na investida, os holandeses, sob o comando do Conde Maurício de Nassau, permaneceram por lá
até 1654.

As Entradas e Bandeiras

A administração holandesa em Pernambuco mostrou muito eficiente do ponto de vista dos objetivos traçados pelos invasores na época. Ao chegarem na região os holandeses encontraram muitos problemas: engenhos abandonados e a produção açucareira em franca
decadência por conta das dificuldades comerciais enfrentadas pelos senhores de engenho em função da União Ibérica e o envolvimento dos espanhóis em vários
conflitos internacionais. Esta conjuntura desorganizou a
produção e o comércio açucareiro por causa do afastamento dos holandeses desta atividade econômica.
No entanto, a política da Companhia das Índias e a
administração nassoviana reergueram a atividade açucareira novamente.

Os primeiros movimentos de interiorização do território brasileiro ocorreram com as chamadas Entradas e
Bandeiras¸ em pleno século XVII. Estas expedições partiram inicialmente da Capitania de São Vicente em virtude da decadência da produção açucareira neste século.

Dentre as medidas de caráter político, administrativo
e econômico empreendida pelos holandeses em Pernambuco destaca-se:
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Liberação de empréstimos a prazos longos e
juros baixos aos senhores de engenho, com a
finalidade de ajudá-los na reorganização da
produção açucareira;
Política religiosa de tolerância e liberdade, com
a permissão do livre culto católico e protestante. O objetivo era evitar que houvesse conflitos
entre os senhores de engenho portugueses
descendentes católicos e administradores holandeses protestantes;
Reestruturação urbana da cidade de Olinda,
com a pavimentação de ruas e avenidas, bem
como a construção de vias de saneamento
básico na região;
Urbanização da Vila de Maurícia, que mais
tarde tornaria a cidade de Recife;
Controle das áreas fornecedoras de mão de
obra no continente africano, a fim de dar continuidade ao tráfico negreiro para a região nordestina de domínio holandês.

O fim do domínio holandês começou a ocorrer depois de 1640, quando os portugueses fizeram a Restauração do trono, colocando ponto final na União Ibérica.
Com o fim do domínio espanhol sobre Portugal, era do
interesse deles regularizar a situação da Colônia em relação à Metrópole. Além disso, o envolvimento da Holanda com os conflitos europeus afetou suas finanças,
fazendo com que a política econômica que, inicialmente era condescendente em relação aos senhores de
engenho, mudasse por conta da crise. Tal atitude, somada à demissão de Nassau, provocou revoltas entre os
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Apesar do sucesso inicial do açúcar em São Vicente,
com o passar do tempo seu plantio entrou em decadência no local por causa, dentre outros fatores, da sua
posição geográfica em relação ao nordeste. A distância
resultou em dificuldades de comunicação com a metrópole, fato que resultou numa profunda crise econômica na região. Por isso algumas expedições saíram em
direção ao interior da capitania com o objetivo de encontrar ouro. Foi o que denominou-se de bandeirismo de
caça ao ouro.
Outro fator que possibilitou a interiorização foi a busca de mão de obra indígena para solucionar o problema de escassez de trabalhadores escravos nas áreas ao
sul da Capitania da Baía de Todos os Santos. Essa escassez foi provocada pelo monopólio holandês em áreas
do litoral africano, canalizando o tráfico negreiro para
Pernambuco. Este bandeirismo de caça ao índio também pode ser chamado de bandeirismo de preação.
Os dois movimentos resultaram em um importante
processo de expansão do território brasileiro, ultrapassando os limites declarados do Tratado de Tordesilhas. A
atuação dos bandeirantes levou ao ataque destes homens a muitas missões jesuíticas, em função da mão de
obra já disciplinada pela catequese.
O sertanismo de contrato foi outro tipo de movimento bandeirante, mas voltado para a captura de africanos fugitivos ou aquilombados. Muitos senhores de engenho no nordeste tiveram prejuízos com a fuga de trabalhadores gerada pela desorganização instalada na
região em função das guerras contra os holandeses. Isto
fez com que alguns proprietários recorressem aos sertanistas. A destruição do Quilombo de Palmares, instalado
no atual estado de Alagoas, na época Capitania de
Pernambuco, ocorreu por intermédio da atuação de um
bandeirante chamado Domingos Jorge Velho.
Importante ressaltar a importância das Entradas e
Bandeiras para o crescimento do território brasileiro sem
perder de vista que tais expedições atuaram de forma
muito violenta no ataque a aldeamentos indígenas e
quilombos.
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Teoria e Questões por Tópicos

A sociedade colonial
Na área nordestina de produção açucareira a estratificação social era fortemente hierarquizada. O mundo
rural se organizou com base sobre um estrito patriarcalismo.
O patriarca, na liderança dos dois núcleos, cuidava dos negócios, mantinha a linhagem e a honra familiar, procurando exercer
sua autoridade sobre a mulher, os filhos e demais dependentes sob
sua influência. Com freqüência, o filho mais velho herdava o patrimônio (primogenitura), enquanto seus irmãos eram encaminhados
aos estudos para se tornar bacharéis em Direito, médicos ou padres.
Ligados ainda à família patriarcal ou sob sua influência, por razões
econômicas, políticas ou laços de compadrio, estavam os vizinhos:
sitiantes, lavradores, gente que mantinha laços de dependência e
solidariedade para com o chefe da família.
BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. História; das cavernas ao terceiro milênio. Da
conquista da América ao século XIX. São Paulo: Moderna, 2005, p. 146.

Nesta área açucareira, a relação entre os indivíduos
pertencentes a etnias diferentes era baseada em forte
preconceito dos europeus sobre os africanos e seus descendentes. Inclusive as mulheres africanas eram assediadas sexualmente pelos seus senhores, prestando-lhes
favores sexuais. Destas relações fora do casamento nas-

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ciam crianças mestiças que, dificilmente eram reconhecidas pelo lado europeu do relacionamento. São estes
indivíduos que farão, durante o período em que vigorou
a escravidão no Brasil, o papel de feitores ou capitão do
mato.
No âmbito urbano, até mesmo em cidades do nordeste como Salvador ou Olinda, trabalhadores escravizados ou escravizadas executavam trabalhos mais leves
do que seus companheiros do mundo rural. Inclusive a
vida útil de um trabalhadora do eito era de, em média
de 10 ou até 15 anos de trabalho. Na cidades, muitos
trabalhadores chegavam a envelhecer exercendo ofícios de vendedores ambulantes, prostitutas, amas de leite, dentre outros. Nos engenhos muito trabalhados eram
executados por africanos desde os trabalhos braçais até
trabalhos domésticos.
Nas regiões das minas de extração de ouro e diamante, a mobilidade era maior, chegando inclusive a
situações em que alguns trabalhadores escravizados
conseguiam comprar suas cartas de alforria. No entanto,
a vida útil de um trabalhador na mineração dificilmente
ultrapassava a 07 anos. A invalidez chegava bem cedo.

QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS E VESTIBULARES
1. [Soldado-(T1)-PM-BA/2009-FCC].(Q.32) Analise o texto.
Não era possível explorar a colônia sem, de certo
modo, desenvolvê-la; ainda que esse "desenvolvimento"
se fizesse nas linhas de uma economia dependente, não
podia deixar de envolver um aumento necessário de
população na colônia, e uma complexidade crescente
da sociedade colonial ­ o que começava a abrir a possibilidade de pouco a pouco se manifestar oposição de
interesses entre os colonos e a metrópole. Nesse sentido,
o perigo secessionista é inerente ao processo de colonização, e com ele se defrontaram todas as metrópoles.
Mas, num segundo plano e, dadas as peculiaridades de
relação colônia-metrópole, no caso Brasil-Portugal, o
simples crescimento demográfico da colônia já se apresentava como algo ameaçador: quando a descoberta
dos metais nobres e o início da mineração provocaram
um forte movimento populacional para as Minas Gerais,
atemorizam-se os dirigentes metropolitanos.
(Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial.
São Paulo: Hucitec, 1981. p. 142)

Uma análise do texto permite afirmar que, no processo
de colonização do Brasil,
a) Portugal, para explorar a colônia, teve que estabelecer as bases do desenvolvimento que, contraditoriamente, acabou despertando ideais de libertação na colônia.
b) Portugal, por medo da ameaça dos invasores, deu
autonomia às capitanias hereditárias para desenvolverem uma economia diversificada na colônia.
c) a Coroa portuguesa, ao permitir, desde o início, a criação de indústrias na colônia, possibilitou o surgimento de
grupos políticos interessados na acumulação de riquezas.
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d) a Coroa portuguesa, para impedir a divisão da colônia, estimulou o crescimento da população com o objetivo de assegurar a posse do território americano.
e) a Metrópole portuguesa, com o intuito de promover o
desenvolvimento autônomo da colônia, criou um sistema
de controle e de fiscalização nas regiões mineradoras.
2. [Guarda Municipal-(CA01)-(T1)-SEAD-Pref. Munic. Salvador-BA/-2008-FCC].(Q.31) O cultivo de cana-de-açúcar foi
implantada no Brasil colônia, pois
a) o açúcar era um produto muito rentável para o comércio europeu, sua técnica de cultivo já era conhecida dos portugueses e propiciava uma solução para a
necessidade de ocupação e povoamento do território.
b) os jesuítas, nas missões, introduziram com sucesso esse
cultivo, que se adaptou bem ao clima quente, úmido e
ao solo de massapé do litoral nordestino, tornando-se
muito lucrativo para a exportação.
c) a coroa portuguesa firmou vantajosos acordos financeiros com mercadores holandeses, que centralizaram,
de forma eficiente, o controle da produção e da distribuição comercial.
d) o pau-brasil e o ouro encontrados inicialmente foram
explorados de forma predatória e se esgotaram, havendo a necessidade da introdução de um cultivo permanente, em larga escala.
e) os bandeirantes passaram a aprisionar índios e a negociar a compra de escravos com comerciantes responsáveis pelo tráfico negreiro, fornecendo mão-de-obra excedente que foi aproveitada em plantações de cana.

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3. [Serv. Aux. Voluntário-(Pr. Obj.)-(NF)-PM-SP/2012-VUNESP].(Q.39)
Observe a imagem.

A ilustração de Jean-Baptiste Debret pode ser associada,
no Brasil colonial,
a) ao fim da escravidão.
b) à produção de açúcar.
c) ao crescimento urbano.
d) à extração de ouro.
e) ao trabalho assalariado.
4. [Soldado-(P1)-(NM)-PM-AM/2011-ISAE].(Q.47) A União
Ibérica, que durou exatos 60 anos (1580/1640), provocou
profundas transformações no Brasil. Assinale a afirmativa
que apresenta uma dessas modificações.
a) marcou o início do processo de expansão do território
ao desobedecer os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas.
b) iniciou a abertura comercial para os países europeus
ao permitir a livre circulação de seus navios pelos portos
brasileiros.
c) reconheceu a autonomia política da região produtora de açúcar ao reconhecer o seu controle pelos holandeses.
d) admitiu a presença de colonos espanhóis na área de
influência portuguesa o que impediu a expansão da criação de gado para o interior.
5. [Soldado-(P1)-(NM)-PM-AM/2011-ISAE].(Q.54) A atividade
econômica que possibilitou a presença portuguesa no
vale amazônico no século XVII foi:
a) a agricultura comercial da cana-de-açúcar com base no trabalho escravo.
b) a produção das "drogas do sertão" graças ao conhecimento e ao trabalho de índios catequizados.
c) o extrativismo mineral devido à chegada de imigrantes portugueses após a expulsão dos jesuítas.
d) a agricultura de subsistência nos solos férteis das terras
firmes segundo as práticas do encoivaramento.

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6. [Oficial-(NM)-PM-PA/2010-Fadesp].(Q.33) "Sem colonização não há uma boa conquista, e se a terra não é
conquistada, as pessoas não serão convertidas". Era assim que Francisco Lopes Gomara, autor da História geral
das Índias, ou da América espanhola, referia-se ao processo de ocupação hispânica na América. Sobre essa
direta ligação entre colonização e conversão, é correto
afirmar que, na América Espanhola,
a) a colonização significava catequese de povos indígenas e africanos originários da América, e esta cristianização
ensinava aos indígenas como ser dóceis no trabalho.
b) a catequese era, simultaneamente, um mecanismo civilizatório (cristianizador) e também colonizatório, na medida
em que recolocava os povos indígenas no mundo hispânico dos céus (da Igreja) e da terra (do Estado).
c) catequizar e colonizar eram práticas similares no mundo
espanhol da América porque ambas eram feitas pelos
governadores e seus discípulos, os padres jesuítas, emissários do Estado hispânico na América e eternos aliados
do monarca.
d) colonizar significava catequizar os povos da América,
já que, quando estes se tornavam católicos, perdiam o
direito a suas terras, entregando-as aos europeus, seus
catequizadores, por meio de bulas e tratados como o
de Tordesilhas.
7. [Oficial-(NS)-PM-AP/2010-UNIFAP].(Q.36) "(...) tanto que
se viu a abundância do ouro que se tirava e a largueza
com que se pagava tudo o que lá ia, logo se fizeram estalagens e logo começaram os mercadores a mandar
às minas o melhor que chega nos navios do Reino e de
outras partes, assim de mantimentos, como de regalo
[alegria] e de pomposo para se vestirem. (...) E a este
respeito, de todas as partes do Brasil se começou a enviar tudo o que dá a terra, com lucro não somente
grande mas excessivo. Daqui se seguiu mandarem às
minas gerais as boiadas de Paranaguá e às do rio das
Velhas as boiadas dos campos da Bahia. (...)".
(Texto adaptado de ANTONIL, A. J. Cultura e opulência do Brasil.
Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1982, p.169- 170)

De acordo com o texto acima, pode-se entender sobre
o período de desenvolvimento da mineração no Brasil
colônia que
a) o comércio nas minas era tão ativo que até mesmo
as boiadas eram enviadas de outras regiões para ser
vendidas.
b) muitas pessoas deixaram suas terras para tentar a sorte nos caminhos não muito difíceis das minas de ouro.
c) os mercadores passaram a montar comércio voltado
apenas para mantimentos e vestimentas, mercadorias
exportadas das minas para todas as partes do Brasil.
d) apesar da larga extração do minério de ouro, os lucros com esse comércio não eram tão expressivos.
e) a sociedade mineira produzia "tudo o que a terra podia
dá", por isso as atividades comerciais não se interligaram
nesse período.

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8. [História-(Verão)-(1ªetapa)-(CG)-(PA)-UFMS/2008].(Q.18)
Esse produto tão caro ao mundo contemporâneo, o açúcar, foi fundamental para o desenvolvimento da América
portuguesa, a partir do século XVI. É nesse período que ele
começa a se transformar, de especiaria cara e rara, num
bem de consumo cada vez mais presente e requisitado no
mundo. Esse processo foi tão importante que o engenho,
como unidade produtiva do açúcar, é considerado o
grande modelo da análise da colonização do Brasil. Dos
engenhos saíam os açúcares mascavos e semirefinados,
[...] e as aguardentes de cana ­ a nossa famosa cachaça.
A produção e a comercialização desses produtos foram
vitais tanto para consolidar o império mercantil português
no Atlântico, quanto para a expansão colonial e a formação de grupos de poder e prestígio na colônia Mais ainda,
sua unidade produtiva ­ latifundiária, exportadora e escravista ­ formou a base da economia e da sociedade colonial brasileira [...] cujos ecos ainda ressoam na sociedade
brasileira contemporânea.
(MOURA, Ana Maria da Silva- "Doce, amargo açúcar. Revista Nossa História, ano
3, nº 29, março de 2006, pp. 64 e 68).

A cana-de-açúcar tornou-se um dos produtos de maior
destaque no agronegócio nacional. O Brasil é o maior produtor mundial e o mais importante produtor de açúcar e
álcool. Em dez anos, as exportações de açúcar aumentaram duas vezes e meia, atingindo 4 bilhões de dólares em
2005. A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra
2006/2007 é estimada em 469,8 bilhões de toneladas, alta
de 8,9% em relação à safra anterior. Os principais estados
produtores são São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Alagoas.
A produção de açúcar deve crescer 10% em relação à última safra. No caso do álcool, cuja produção aumentou
16% em dez anos, o momento mundial é propício. Com a
aceleração da busca por combustíveis que substituam o
petróleo, o uso do álcool cresce especialmente impulsionado pelo desenvolvimento de motores multicombustíveis.
Hoje o país tem cerca de 300 usinas sucroalcooleiras e outras 90 estão em fase de projeto ou construção.
(Almanaque Abril Atualidades Vestibular, nº 5, 1º semestre de 2007, p. 101).

Com base nas informações contidas nos textos acima e
nos seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Do mesmo modo que, a partir do século XVI, a expansão da área agrícola atingiu a Mata Atlântica, tida como
um obstáculo ao plantio da cana-de-açúcar, o crescimento do agronegócio de açúcar e álcool de cana tem, nos
últimos anos, buscado novas áreas de plantio ao longo do
Cerrado e da região Amazônica, transformando-se numa
das principais causas de desmatamento e queimadas do
que restam das matas virgens brasileiras.
b) Se a lavoura canavieira deu o tom da colonização e
das relações entre os colonos e as populações nativas, alterando profundamente suas organizações de trabalho,
formas de ocupação de espaço e possibilidades de sobrevivência, a atual expansão do agronegócio sucroalcooleiro, baseada na grande propriedade monocultora altamente mecanizada, tem pressionado o êxodo rural, causa
do inchaço das periferias das grandes cidades, de tensões
e conflitos rurais e urbanos.
c) Em relação ao que se verificou durante todo o período
colonial, um dos fatores mais importantes da atual expanwww.apostilasvirtual.com.br

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são da área de plantio da cana-de-açúcar no Brasil reside na completa mudança da estrutura social e econômica do campo brasileiro, caracterizada pelo aumento quantitativo e qualitativo da pequena propriedade rural
e pela intensa utilização de mão-de-obra altamente qualificada e bem remunerada.
d) Entre os problemas a serem enfrentados pelo Brasil no
atual processo de expansão das áreas plantadas com
cana-de-açúcar, está o da expansão da monocultura,
desvantajosa sob vários aspectos, entre eles o econômico, uma vez que a queda do preço do produto pode
ameaçar toda a cadeia produtiva regional, além de colocar em risco, a exemplo do que ocorreu em Pernambuco e na Bahia durante os séculos XVII e XVIII, a própria
produção de alimentos.
e) Embora gere riquezas ao país, a atual fase de expansão do agronegócio de açúcar e álcool mantém problemas ainda não resolvidos no campo brasileiro, como
a concentração de renda e de terras nas mãos de poucos, além de precárias condições de trabalho caracterizadas por exaustivas jornadas mal remuneradas e pela
presença de trabalho escravo.
9. [História-(Pr. Obj.)-(TA)-(T)-UFGD/2012].(Q.32) Assinale
a alternativa correta acerca das relações entre nativos
e europeus no que diz respeito à exploração do Novo
Mundo:
a) A consolidação de novas relações de dominação não
se deu por meio do aproveitamento de formas de trabalho compulsórios já existentes no Novo Mundo.
b) Portugueses e espanhóis construíram acerca da América visões que destacavam a fertilidade e riqueza da terra
e a inocência dos povos nativos.
c) Conflitos e epidemias ocorreram. No entanto, não explicam a redução demográfica das populações indígenas.
d) A catequização das populações indígenas, baseada
na ideia da tolerância religiosa, facilitou a solidificação
dos valores europeus, o que explica o caráter benigno
dessa exploração.
e) A construção de acordos bélicos entre nativos e europeus, possibilitados pelas rivalidades internas, contribuiu
para a conquista do Novo Mundo, excetuando-se o Brasil, onde não existiam rivalidades entre populações indígenas.
10. [História-(CG)-(PA)-(M)-UFGD/2010].(Q.29) Leia o texto a seguir.
"Evidenciando a íntima relação entre Estado e economia, o mercantilismo caracterizou-se por ser uma
política de controle e incentivo, por meio do qual o
Estado buscava garantir o seu desenvolvimento comercial e financeiro, fortalecendo ao mesmo tempo o
próprio poder"
(VICENTINO, Cláudio. História Geral. São Paulo: Scipione, 1997. p. 175)

A colonização do Brasil deu-se em meio à política mercantilista posta em prática por Portugal. Considerando
as características do mercantilismo, e associando-as à
colonização do Brasil é correto afirmar que

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a) Portugal, desde o início da colonização do Brasil, despreocupou-se do ideal metalista, motivo pelo qual optou
pela exploração do pau-brasil e da cana-de-açúcar,
produtos mais lucrativos nos séculos XVII e XVIII do que os
metais preciosos.
b) A forma como acontecia o comércio entre a metrópole e o Brasil impossibilitava a Portugal equilibrar sua
balança comercial, pois o comércio estava organizado
de forma a enriquecer a colônia. A opção pelo povoamento, a partir de 1534, evidencia esse fato.
c) O colonialismo foi, para Portugal, a maneira encontrada para assegurar sua balança comercial favorável.
O monopólio estatal garantiria a lucratividade da empresa colonial.
d) O industrialismo foi presença marcante na relação
entre Portugal e a colônia. O estímulo às manufaturas foi
facilitado pela implementação do metalismo em terras
brasileiras.
e) O Brasil pôde usufruir desde o início da colonização
da política portuguesa de equilíbrio da balança comercial em virtude da grande quantidade de metais preciosos de que dispunha. Com isso conseguiu barganhar o
comércio de forma diferenciada com a metrópole.
11. [História-(Verão)-(CG)-(PA)-(T)-UFGD/2007].(Q.12) A
escravidão era praticada em sociedades da Grécia Antiga e no Império Romano. No contexto histórico da colonização das Américas, ela ganhou características que,
moldaram profundamente a história do continente americano desde a chegada dos europeus. No correr dos
séculos XVI ao XIX, essa relação social passou por diversas modificações. No plano das concepções ideológicas, é possível destacar o seguinte:
a) a Igreja, desde a colonização, colocou-se contra a
escravidão africana, enfrentando assim a ira dos negociantes negreiros;
b) no caso do Brasil, a Igreja e a Coroa incentivaram a
utilização do trabalho escravo africano, buscando garantir o controle territorial;
c) a Coroa e a Igreja não se opuseram à escravização
do negro, encampando inclusive a compreensão de que
a escravidão já existia na África e a vinda dos cativos
para o "mundo cristão" era uma forma de inseri-los no
contexto de uma verdadeira religião;
d) no século XIX surgiram teorias que procuravam comprovar a inexistência de distinções biológicas ou culturais
entre seres humanos;
e) no Brasil a chegada, no século XIX, de grandes levas
de europeus e asiáticos contribuiu para alavancar a campanha abolicionista, destacando-se, especialmente, os
conflitos ocorridos nos principais núcleos urbanos.
12. (Oficial da PM-MS/2008-Fund. Escola Gov.).(Q.51) O
plantio de cana-de-açúcar estendeu-se das capitanias
de São Vicente a Pernambuco e a produção de açúcar
tornou-se a riqueza da colônia brasileira. No entanto, a
produção do Rio de Janeiro, na região de Campos, tinha outra finalidade, que era produzir:
a) açúcar para ser comercializado pelos holandeses na
Europa.
b) açúcar cristal, exclusivamente para a nobreza fixada
na capital.
c) grande quantidade de açúcar de baixa qualidade para comprar escravos nas Antilhas.
d) a cachaça e o açúcar que sustentavam as tropas nos
caminhos das Minas Gerais.
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e) a cachaça, utilizada como moeda de troca no comércio de escravos com Angola.
13. (UFMG) A respeito da economia e da sociedade no
Brasil Colônia, é correto afirmar que:
a) no nordeste, a atividade pecuária ficou vinculada ao
engenho, utilizando trabalho escravo negro e pouco contribuindo para a colonização do sertão;
b) na região das Minas, o surgimento de irmandades ou
confrarias, que em geral se organizavam de acordo com
linhas raciais definidas, estimulou a arte sacra barroca;
c) com o desenvolvimento da economia açucareira, as
relações sociais foram adquirindo caráter aberto, favorecendo a mobilidade social de mestiços e homens brancos pobres;
d) as missões religiosas formadas pelos jesuítas visavam,
através da catequese, preparar os indígenas para viverem integrados à sociedade dos brancos como mão-deobra escrava.
14. (Mackenzie-SP) A divisão do Brasil em capitanias hereditárias não seria apenas a primeira tentativa oficial de
colonização portuguesa na América, mas também a
primeira vez que europeus transportaram um modelo civilizatório para o Novo Mundo. A esse respeito é correto
afirmar que:
a) o modelo implantado era totalmente desconhecido dos
portugueses e cada donataria tinha reduzidas dimensões.
b) representava uma experiência feudal em terras americanas, sem nenhum componente econômico mercantilista.
c) atraiu sobretudo a alta nobreza pelas possibilidades de
lucros rápidos.
d) a coroa com sérias dívidas transferia, para os particulares, as despesas da colonização, temendo perder a colônia para os estrangeiros que ameaçavam nosso litoral.
e) o sistema de capitanias fracassou e não deixou como
conseqüências a questão fundiária e a estrutura social
excludente.
15. (UERJ)
Situação 1

"Vieira Protetor dos Índios" ­ 1746

Situação 2
"O novo ministro da Justiça, José Gregori, fez uma crítica
velada às organizações não-governamentais ao afirmar
que é melhor conversar com índio do que com branco
amigo de índio. [contínua o ministro:]
O índio não tem posição ideológica, é a posição de
quem tem necessidades concretas, nãointuídas por um
europeu que tem ar-condicionado ou (que fica) ao lado
da lareira em um país alpino."
Adaptado da Folha de São Paulo, 17/04/2000.

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As duas situações acima configuram a relação dos indígenas com os brancos, em tempos históricos diferentes.
Em relação às sociedades indígenas, as duas situações
retratadas têm como elemento comum:
a) influências religiosas ditadas pelos europeus;
b) valores culturais impostos por agentes sociais externos;
c) atitudes políticas sugeridas por organizações de defesa do índio;
d) preconceitos raciais assimilados pelas autoridades governamentais.
16. (UFES) O processo de expansão da conquista territorial que culminou com a incorporação da Amazônia ao
domínio português esteve vinculado a diferentes situações.
Não faz parte desse contexto o(a):
a) iniciativa de colonos que se aventuravam na coleta
de recursos naturais da região, como as "drogas do sertão", ou formavam as "tropas de resgate";
b) implantação da grande lavoura canavieira com base
no latifúndio e no trabalho escravo negro, voltada para
o mercado externo;
c) conflito entre colonos e missionários, que tinham, a respeito da população indígena, interesses diversificados;
d) prática de uma política oficial adotada pela Coroa,
que incentivava o movimento expansionista e fazia realizar expedições para o reconhecimento da área;
e) ação das Ordens Religiosas que buscavam os indígenas para nucleá-los e catequizá-los, estabelecendo missões ou aldeamentos.
17. (UFRN) No período colonial, a vida socioeconômica
do Brasil agrário baseava-se na grande propriedade rural.
Pode-se afirmar que essa propriedade:

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tos que subministram a grossa e dura matéria ao fogo
(...) não poderá duvidar, ainda que tenha visto Etnas e
Vesúvios, que é uma semelhança de inferno.
III. Ali ignora-se o uso da verruma, o método de conhecer o interior e as diversas camadas de terras: as ciências naturais, a mineralogia, a química, o conhecimento
da mecânica, das leis do movimento e da gravidade
dos corpos, tudo está ali muito na sua infância; das máquinas hidráulicas apenas se conhece ainda muito imperfeita, a que, pela sua figura e construção, chamam
rosário...
IV. ...o conde enriqueceu e ornou com edifícios vilas e
cidades. Construiu pontes e palácios para utilidade e
beleza. Erigiu, em parte por sua munificência, um templo
para a piedade e para o serviço divino. Teve consigo e
favoreceu, na paz e na guerra, os mais eminentes artistas (...) para que eles mostrassem, vencidos, (...) os lugares, as terras e as cidades que ele próprio vencesse.
Os trechos I, II, III e IV fazem referência, respectivamente,
a) à ação dos quilombolas, aos motins coloniais, às atividades agrícolas indígenas e à construção da cidade
de Salvador;
b) à pecuária, ao batuque dos negros, à arte naval portuguesa e à transferência da Corte portuguesa para o
Rio de Janeiro;
c) ao bandeirantismo, aos engenhos de açúcar, às técnicas de mineração e à presença holandesa no nordeste açucareiro;
d) ao tráfico negreiro, aos rituais indígenas, às moendas
de açúcar e à urbanização das vilas das Minas Gerais.
19. (U.E. Maringá-PR) Sobre a atuação da Igreja durante
o período colonial da história do Brasil, assinale o que for
correto.

a) proporcionava, a qualquer investidor, rápido enriquecimento e ascensão, garantidos pela fácil mobilidade
social.
b) era herdada pelo filho primogênito, que, obrigado pelo
Foral e pela Carta de Doação, deveria responsabilizar-se
pelo sustento dos familiares.
c) gerava riquezas e prestígio social, garantindo, também,
ao proprietário, condições, de angariar os votos dos seus
familiares e dependentes.
d) fornecia alimentação, moradia e proteção à família
senhorial, que incluía aparentados e agregados, todos sob
a autoridade do proprietário.

01. O padroado, ou seja, o direito de receber os dízimos
devidos à Igreja, a obrigação de pagar os salários e nomear
os prelados, havia sido concedido pelo Papa aos reis de
Portugal. Essa concessão tornava o rei o patrono das missões e demais instituições da Igreja e estabelecia uma
estreita vinculação entre o poder espiritual e o poder secular no Brasil colonial.

18. (UFMG) Leia estes trechos de documentos relacionados ao Brasil Colonial, atentando para os processos históricos a que se referem:

04. Os primeiros jesuítas, membros da principal ordem religiosa que participou da colonização, chegaram ao Brasil
já no século XVI (1549), junto com o Governador Geral.

I. ... a grande constância de outros, desprezando as inclemências do tempo, desatendendo ao trabalho das
marchas, vencendo os descômodos da vida, e perdendo o temor aos assaltos, continuavam a cortar bosques,
a abrir caminhos, a penetrar sertões, a combater com o
gentio bárbaro, fazendo a muitos e algumas mulheres
prisioneiros...
II. ... quem vir na escuridão da noite aquelas fornalhas
tremendas, perpetuamente ardentes; as labaredas que
estão saindo a borbotões de cada uma pelas duas bocas, ou ventas, por onde respiram o incêndio; os etíopes,
ou cíclopes, banhados em suor tão negros como robuswww.apostilasvirtual.com.br

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02. Embora os portugueses tenham realizado as "grandes navegações" em busca de riquezas, o ideal da cruzada também estava presente nos homens que cruzavam o Oceano. Assim sendo, a expansão da fé caminhava junto com a busca de riquezas.

08. Os interesses dos jesuítas que organizaram as missões
se chocavam com as pretensões dos colonizadores europeus. As disputas entre jesuítas e colonos pelo controle
dos índios "pacificados" se estenderam até a expulsão
dos membros da Companhia de Jesus dos territórios portugueses em 1759.
16. Além da conversão e do pastoreio das almas, a Igreja realizava o registro civil e era responsável por momentos de diversão da população, pois a vida social da Colônia girava em torno das festividades religiosas.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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Teoria e Questões por Tópicos

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GABARITOS (196 QUESTÕES)
1

A SOCIEDADE COLONIAL: economia, cultura, trabalho escravo, os bandeirantes e os jesuítas.

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A A B A B
B A C B C C E
B D B
B D C 31 A D 19 B A
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D D A C B 31 A A A

A INDEPENDÊNCIA (CRISE DO SISTEMA COLONIAL) E O NASCIMENTO DO ESTADO BRASILEIRO. INDEPENDÊNCIA DA BAHIA. CONJURAÇÃO BAIANA.

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A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO MONÁRQUICO E PERÍODO IMPERIAL. SABINADA. REVOLTA DOS MALÊS.

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D A D C B D A D B A C D E D E
E A A D C C D D D
25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35
B A C D D B A D E
B D

A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA DO ESTADO REPUBLICANO.
A GUERRA DE CANUDOS. A PRIMEIRA GUERRA E SEUS EFEITOS NO BRASIL.
O MOVIMENTO DE 1930 (A REVOLUÇÃO DE 30)

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C D D D C C E D C

O PERÍODO VARGAS - REPÚBLICA GETULISTA (1930 ­ 1947).
A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E SEUS EFEITOS NO BRASIL.

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B

OS GOVERNOS DEMOCRÁTICOS
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História do Brasil

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Teoria e Questões por Tópicos

DITADURA MILITAR (1964 ­ 1985). OS GOVERNOS MILITARES
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A

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NOVA REPÚBLICA (1985 AOS DIAS ATUAIS)
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