FERNANDO PINHEIRO

HISTÓRIA
DO
BANCO DO BRASIL
1906 a 2011

Fernando Pinheiro

O único autor (sobrevivo) antecedido apenas por Afonso Arinos e
Cláudio Pacheco

Afonso Arinos (1905/1990)
Período: 1808/1835)

Cláudio Pacheco (1909/1993)
Período: 1835/1951

FERNANDO PINHEIRO

­

2

HISTÓRIA
DO
BANCO DO BRASIL
1906 a 2011
Fernando Pinheiro

O uso da Marca Registrada aludida nesta Obra
Histórica, amparada pelo registro no Escritório de
Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional ­
Ministério da Cultura, dependerá de autorização de
seu Titular.
OBS.:
A
publicação,
a
transmissão
ou
emissão,
retransmissão e reprodução das obras que versem
sobre personalidade(s), de acordo com o registro
no Escritório de Direitos Autorais da Fundação
Biblioteca Nacional, concedido ao escritor Fernando
Pinheiro, dependerá da prévia e expressa autorização
da(s) mesma(s), ou, de seus sucessores, no caso
de falecimento.

3

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CPI

­

Brasil. Catalogação-na-fonte
Rio de Janeiro ­ RJ
Pinheiro, Fernando

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL,
de
FERNANDO PINHEIRO

BANCO DO BRASIL
1.

2.
3.
4.

5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.

História do Brasil
­
Economia e Finanças
Biografia Institucional (1906/2011)
Ensaios Históricos
Administração Pública:
­
Engenharia de Produção no BB
­
Engenharia e Arquitetura no BB
­
Presença do BB no país e no exterior
Banco de Dados pertinente ao Banco do Brasil
Banco de Imagens do Banco do Brasil
Discursos de presidentes do BB:
­ Posses, inauguração de agências no exterior,
conferências e despedidas no cargo de presidente
Discursos de executivos do BB
Panegírico (elogio acadêmico) a executivos do BB
Bibliografia e Iconografia autorizadas ao autor
­ Custódia: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil
Brochura: 1.210 páginas
Rio de Janeiro

­

RJ ­ 2011

FERNANDO PINHEIRO

­

4

FERNANDO HENRIQUES PINHEIRO, contista, cronista,
ensaísta (áreas de História, Música Clássica, Filosofia,
Comportamento Humano, Espiritualidade), fez seus
estudos no Seminário Arquidiocesano de São Luís do
Maranhão (hoje, Centro Teológico do Maranhão).

Honrarias e condecorações:


Prêmio Nacional de Livros Publicados

­

Concedido pela Academia Internacional de
Letras, Artes e Filosofia do Rio de Janeiro



Diploma Moção de Congratulações

Ciências,

­

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
(sessão solene de 20 de maio de 1998)

­

Câmara Municipal do Rio de Janeiro (sessões solenes
de 16 de setembro de 1998 e 13 de agosto de 2001)

Bibliografia do autor
Livros publicados e inéditos
A SARÇA ARDENTE

(crônicas)

­

180 pp.

(1988)

JESUS, LUZ DO MUNDO (contos)

­

276 pp.

(2011)

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL ­ 1906 a 2011 ­ 1210 pp. (2011)

BANCO DO BRASIL
­ LISBOA SERRA, poeta, tribuno e presidente

­

234 pp. (2011)

BANCO DO BRASIL ­ CONSULTORIA JURÍDICA ­
históricos ­ autores diversos (coautoria) ­ 199 pp.

ensaios
(2011)

FLAMA E VOZ (palestras e discursos)

­

194 pp.

(2011)

MÚSICA PARA CANTO E PIANO (ensaios)

­

200 pp.

(2011)

OS VENTOS DO AMANHECER

(ensaios)

­ 232 pp.

(2011)

PERFUME DAS PARTITURAS

(ensaios)

­ 180 pp.

(2011)

5

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Palestras (em seminários)
A

presença dos funcionários do Banco do Brasil na música
clássica (in 4° Seminário Banco do Brasil e a Integração
Social ­ pp. 177 a 200)
(2000)

Angola (in
Social


­

Seminário Banco
pp. 91 a 97)

do

Brasil

e

a

Integração
(1995)

Caio de Mello Franco, diplomata e poeta (in 5° Seminário Banco
do Brasil e a Integração Social ­ pp. 15 a 31
(2004)
Karlos Rischbieter, presidente do BB (09/02/1977 a 16/03/1979) in 6° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social CCBB ­ Rio de Janeiro
pp. 9 a 20
(2005)
Nota: o CCBB ­ Rio de Janeiro fica no casarão da Rua
Primeiro de Março, 66
Odilon Braga: flama e voz (in 5° Seminário Banco do Brasil e
a Integração Social ­ pp. 126 a 164
(2004)
Por onde andou Villa-Lobos? (in 3° Seminário Banco do Brasil e
a Integração Social ­ pp. 187 a 202)
(1999)

Prefácio
Um olhar sobre o ontem e o hoje, de Zorrillo de Almeida Sobrinho
­ Produtora M de Publicações e Propaganda ­ 344 pp. ­
Campo Grande - MS
(2000)

FERNANDO PINHEIRO

­

6

SUMÁRIO
Apresentação
Capítulo 1 a 18
Consultores e Diretores Jurídicos (1922/2011)
Presidentes do Banco do Brasil (1854/2011)
Bibliografia
Galeria de Presidentes do BB (1854/2004)

p. 15
p. 36
p. 1188
p. 1189
p. 1194
p. 1208

CAPÍTULO 1
Estadistas presidem os destinos do BB. Estadista, antigo funcionário
do BB, organiza e dirige a Advocacia Geral da União.
A criação das primeiras agências. A atuação do BB na
gestão dos presidentes:
Manoel Pinto de Souza Dantas, a partir de 12/10/1889 e,
durante o ano da reforma de 1893, presidente do Banco da
República do Brasil, até 29/1/1894, Custódio José Coelho de
Almeida, João Ribeiro, Ubaldino do Amaral, Norberto Custódio
Ferreira, João Alfredo Correia de Oliveira, Homero Baptista,
Mário de Milcíades Sá Freire, J. J. Monteiro de Andrade,
José Maria Whitaker, Daniel de Mendonça, Cincinato César
da Silva Braga, James Darcy, Antônio Mostardeiro Filho,
Henrique Carneiro Leão Teixeira, José Adolpho da Silva Gordo,
Guilherme da Silveira, Augusto Mário Caldeira Brant, Pedro
Luiz Correia e Castro, Vicente de Paula Almeida Prado, Carlos
de Figueiredo, Arthur de Souza Costa.
p.
36

7

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 2
O Banco do Brasil na gestão dos presidentes Leonardo Truda
(27/7/1934 a 30/11/1937), João Marques dos Reis (30/11/1937 a
6/11/1945). Aura acadêmica no BB. Láureas conquistadas pelo
funcionalismo. Inauguração da 1ª agência metropolitana e as
duas primeiras da rede externa e dezenas de subagências.
Doutrina: "A proteção ao trabalhador no Direito Pátrio", do jurista e
acadêmico Luís Ivani de Amorim Araújo. O início do ensino e da
cultura na Empresa.
p. 105
CAPÍTULO 3
O funcionário Ovídio Xavier de Abreu preside os destinos
do Banco do Brasil (29/7/1949 a 18/12/1950). Aspectos da economia
no governo Gaspar Dutra. A interinidade do presidente Jorge de
Toledo Dodsworth. Executivos do BB exercem atividades intelectuais.
A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, nos
idos de 1949, sob o comando de Alcebíades França de Faria, inicia
fase progressista.
p. 216

FERNANDO PINHEIRO

­

8

CAPÍTULO 4
Ricardo Jafet preside os destinos do Banco do Brasil
(2/2/1951 a 14/1/1953). Mecanização de serviços. Criação do
Departamento de Crédito Geral. A retomada do ensino no BB.
Diretores viajam pelo Brasil, apresentando as metas da política
de expansão do crédito. Luiz Simões Lopes, presidente­fundador
da Fundação Getúlio Vargas e diretor do BB, discursa em recepção
do corpo docente da FGV, em visita ao BB. Conclaves de gerentes
do BB em Belo Horizonte. Discursos proferidos em banquete
enaltecem o diretor Loureiro da Silva, ao ensejo da aprovação do
novo Regulamento da Carteira Agrícola e Industrial. O diretor
Vilobaldo de Souza Campos presta homenagem a Leonardo Truda,
presidente do BB (27/7/1934
a 30/11/1937) na inauguração do
Edifício Leonardo Truda,
sede da Carteira de Exportação e
Importação.
p. 246
CAPÍTULO 5
A gestão de Marcos de Souza Dantas, presidente do Banco
do Brasil (18/8/1953 a 6/9/1954). A criação da CACEX ­ Carteira
de Comércio Exterior. A comemoração do 1° centenário do Banco
do Brasil (1854/1954). Eventos, prestigiados pela presença de
autoridades, promovem a imagem do Banco do Brasil, com destaque
especial focado na missão do presidente e do diretor da CREAI ­
Carteira Agrícola e Industrial. Acadêmicos desempenham funções
relevantes no BB.
p.
311

9

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 6
A gestão de Alcides Vidigal no cargo de presidente do
Banco do Brasil (14/04/1955 a 14/10/1955). A trajetória do
diretor Adolpho de Oliveira Franco na Diretoria da CREAI.
Homenagem a Hugo Napoleão, consultor jurídico do Banco do
Brasil (1943/1944), em obra biográfica do embaixador Aluízo
Napoleão. O diretor Arthur Santos assume o cargo de presidente
do BB, em caráter interino. Mário Brant retorna à Presidência do
BB (16/11/1955 a 16/2/1956)
Aspectos da conjuntura econômica do País, comentados
nos discursos de posse e de despedida do presidente do Banco
do Brasil. Inauguração do Museu e Arquivo Histórico do Banco
do Brasil. Crise cambial, em decorrência dos óbices que dificultavam
as exportações de café. Queda de remessa do produto. Política de
correção da conjuntura inflacionária. Criação da Gerência de
Liquidações (GELIQ), junto às Carteiras: CREGE e CREAI. A
gestão Clemente Mariani na visão da escritora Daniela Maria
Moreau (dissertação de Mestrado apresentada, em janeiro/1992,
na UNICAMP ­ Campinas - SP).
Paes de Almeida assume a Presidência do BB e ouve o
discurso de Mário Brant a respeito da conjuntura nacional. A
passagem de Tancredo Neves no BB. Instalação da Carteira de
Colonização do Banco do Brasil. Inauguração da Companhia de
Petróleo da Amazônia na presença de JK, presidente da República,
e 2 diretores do Banco do Brasil. Vieira de Alencar profere
discurso a respeito da presença do BB na Amazônia. Implantação
do serviço de microfilmagem no BB. Bodas de ouro (1916/1966) na
Agência Uberaba­MG.
p. 348

FERNANDO PINHEIRO

­

10

CAPÍTULO 7
A gestão do presidente Maurício Bicalho (3/6/1959
a 6/10/1960). 1ª Reunião da Diretoria do Banco do Brasil, em
Brasília­DF. Inauguração das Agências do BB em Buenos Aires,
Argentina, La Paz, Bolívia. Criação da Inspetoria de Agências do
Exterior (IAGEX). A gestão do presidente Carlos Cardoso (6/10/1960
a 1/2/1961). Política de diversificação do crédito. Ampliação de
operações, através da rede de agências no País.
A gestão de João Baptista Leopoldo Figueiredo (1/2/1961
a 12/9/1961). Inauguração da sede do Centro de Estudos dos
Médicos do Banco do Brasil. Realização do 1º Simpósio Brasileiro
sobre Computadores Eletrônicos. Introdução da eletrônica no País e o
pioneirismo do BB. A economia desenvolvida por Clemente Mariani,
ministro da Fazenda. Antigo consultor jurídico do Banco do Brasil
(1943/1944), o deputado Hugo Napoleão defende a Operação PanAmericana.
O presidente da República, em 6/8/1961, profere
discurso no Banco do Brasil, recrudescendo o discurso de Mário
Brant, ao despedir­se, em 16/2/1956, da Presidência do BB.
A Gerência de Operações de Câmbio (CAMIO/GECAM) é conduzida
por ilustres nordestinos.
- continua -

11

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 7
A divisão administrativa da Carteira Agrícola. Criação
de 4 diretorias: 1 industrial, de âmbito nacional, e 3, de caráter
regional, abrangendo o Sul, o Centro e o Norte do Brasil. Prefeito
de Porto de Alegre, ex-diretor do BB, saúda o presidente do BB.
Crise inflacionária. Consultor jurídico do Banco do Brasil,
presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, abre a janela de
transferência de jogador brasileiro para o mercado estrangeiro.
Intelectuais do BB exercem cargos de confiança. Pianista famoso
trabalha no BB e realiza tournée no Brasil e no exterior. Participação
do BB na 7ª Reunião de Técnicos dos Bancos Centrais do
Continente Americano. O recrudescimento
do ensino no BB.
O Banco do Brasil na gestão dos presidentes Ney Galvão, Medina
Coeli, Hugo Faria e Arnaldo Walter Blank.
Banqueiro paulista, Luiz de Moraes Barros, preside
os destinos do Banco do Brasil (15/5/1964 a 20/3/1967). Criação do
Departamento de Mecanização e Telecomunicações. Centros
telefônicos PABX no BB. Banco Central do Brasil inicia operações.
Panorama do quadro de categorias elevadas e respectivos titulares,
na década de 60. Criação do Departamento de Seleção e
Desenvolvimento do Pessoal (DESED). A criação da Carteira de
Câmbio por Conta Própria na visão de antigo gerente. Funcionários
do BB no comando da CACEX. O BB e a informática. Atendimento
direto e integrado, mediante baterias-de-caixa. A implantação dos
serviços de caixas-executivos nas agências.
p. 389

FERNANDO PINHEIRO

­

12

CAPÍTULO 8
Reforma administrativa na Direção Geral do Banco do
Brasil. Realização do 1° Curso Intensivo para Administradores ­
CIPAD. Reunião de gerentes do BB, em São Luís ­ MA, com a
presença do presidente e diretores. Criação do cartão de garantias
de cheques e da logomarca atual do Banco do Brasil. Inauguração
das agências do BB em New York, Londres, Lisboa. Convênio BB
e Itamaraty. Intelectuais do BB em andanças pelo mundo. A
presença dos funcionários do BB na música clássica. Conferências:
"Saga protagonizada por brasileiros fantásticos", de Edgardo Amorim
Rêgo; "Homenagem a Fernando Viguê Loureiro", de Sebastião
Geraldo Brollo, e "Banco do Brasil (após a criação do Banco Central)",
de Nestor Jost, presidente do Banco do Brasil
(20/3/1967 a
28/2/1974). Destaque na atuação dos diretores Paulo Konder
Bornhausen, Sérgio Andrade de Carvalho, Oziel Carneiro e César
Dantas Bacellar Sobrinho.
A gestão bem­sucedida dos presidentes Ângelo Calmon
de Sá e Karlos Rischbieter. A criação de 3 diretorias e do Eurobraz ­
European Brazilian Bank Limited. A expansão da rede externa do
Banco do Brasil. O diretor César Dantas Bacellar Sobrinho profere
conferência na 3ª Reunião Geral de Administradores de Agências
do Exterior. Presidentes do BB apoiam programas que beneficiam
o funcionalismo (PREVI e CASSI). Criação da trading company
do BB e do Boletim de Informação ao Pessoal. Mudança na
estrutura administrativa do BB. Publicidade do BB. O presidente do
BB visita a ESG. A criação da FENAB ­ Federação das AABB.
Presidentes do BB, após passagem no BB, tomam posse no cargo
de ministro de Estado. Idos de 1978 a presença maciça de
funcionários lotados nas grandes agências.
p. 634

13

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 9
A expansão do Banco do Brasil no final da década
de 70 e seguintes. A gestão do presidente Oswaldo Colin (16/3/1979
a 17/3/1985). O advento das Superintendências Estaduais,
Assessorias Jurídicas Regionais e Núcleos Jurídicos do Banco do
Brasil. A participação da mulher na Empresa adquire novos rumos.
A engenharia e arquitetura contribuem para a melhoria da
imagem do BB. As 18 Residências e os engenheiros­residentes
do Banco do Brasil, no decorrer
da História. Intelectuais de
prestígio assumem cargos importantes no BB. Unidades operacionais
abrigam antigos Departamentos.
p. 839
CAPÍTULO 10
O Banco do Brasil (1985 a 1992) na gestão dos
presidentes Camilo Calazans, Mário Bérard, Alberto Policaro
e Lafaiete Coutinho. Início das operações de 2 subsidiárias do
Banco do Brasil. O lançamento de produtos do Banco do Brasil.
O advento dos planos econômicos. A extinção da Conta-Movimento.
A evolução do perfil institucional do Banco do Brasil. Em solenidade
presidida, em 29/8/1988, pelo presidente do Banco do Brasil, o
jurista Geraldo Magela da Cruz Quintão assume o cargo de
consultor jurídico do Banco do Brasil, sucedendo a José Sampaio
de Lacerda. Criação do CCBB ­ Centro Cultural Banco do Brasil.
Relação nominal e período de gestão dos membros da Diretoria
Executiva do BB (17/4/1974 a 25/10/1992)
p. 905

FERNANDO PINHEIRO

­

14

CAPÍTULO 11
Presidentes do Banco do Brasil prestigiam solenidades
na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social promove ciclo
de palestras sobre Mercosul com autoridades nacionais e
estrangeiras. Ernane Galvêas, presidente da APEC ­ Associação
Promotora de Estudos de Economia e Mauro Orofino Campos,
presidente da Cia. Docas do Rio de Janeiro prestam homenagem a
João Marques dos Reis, presidente do BB (1937/1945) e Arthur de
Souza Costa, presidente do BB (1932/1934). BB Responde recebe
o Certificado Internacional de Qualidade ISO 9002. Membros da
Diretoria Executiva do BB (1992 a 1999).
p. 974

CAPÍTULO 12
A criação da Unidade "Controle Internos". Alteração
da estrutura interna da BB-DTVM. Busca de modelos de análise de
risco. Investimentos em novos canais. A contabilidade no Banco do
Brasil. Criação da Unidade Gestão de Riscos. Atuação do BB, na
gestão de Andrea Calabi, Paolo Zaghen e Cássio Casseb. Karlos
Rischbieter é o 1° ex-presidente do Banco do Brasil a ser
homenageado no CCBB­Rio, com a palestra do escritor Fernando
Pinheiro, ao ensejo das bodas de ouro (1955/2005) do Museu e
Arquivo Histórico do Banco do Brasil.
p. 1020

15

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

APRESENTAÇÃO
"... a instituição com que queremos dotar o País
há de ser fonte de muitos benefícios." (1)
Deputado LISBOA SERRA (PL / MA ­ 1848 / 1855)
Presidente­fundador do Banco do Brasil

Incentivador

da divulgação da História do Banco
do Brasil, Nestor Jost, presidente do Banco do Brasil
(20/3/1967 a 28/2/1974), elucida a circunstância em que
ocorreu a narrativa histórica:
"Em 1942, por sugestão do Consultor Jurídico, Dr.
João Neves da Fontoura, o então presidente designou o
procurador Dr. Afonso Arinos de Melo Franco para escrever
a História do Banco do Brasil, tarefa concluída parcialmente
em 1947, abrangendo o nascimento, vida e liquidação do
que ficou conhecido como o 1° Banco do Brasil (período
de 1808/1929).

(1)

LISBOA SERRA, presidente do Banco do Brasil (5/9/1853 a
15/1/1855) ­ Discurso proferido, em 21/6/1853, na Assembleia
Legislativa Imperial ­ Cópia concedida, gentilmente, em 5/4/1999,
por Antônio Geraldo de Azevedo Guedes, presidente da Associação
Brasileira de Ex­Congressistas. ­ Fonte: Centro de Documentação
e
Informação da Câmara dos Deputados ­ Brasília ­ DF.
Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

­

16

Em nota preliminar o ilustre autor ressaltou "a
necessidade crescente de valorizar o aspecto econômico das
pesquisas históricas, sociológicas, geográficas, médicas e
mesmo jurídicas, que se processam no Brasil".
Este trabalho dizia Afonso Arinos não aspira a mais
do que servir de contribuição no terreno da história econômica,
ou mais propriamente financeira, porque "A história do
Banco do Brasil é, até certo ponto, a história financeira do
Brasil". (2)
Com a assinatura do presidente Nestor Jost,
em 8/5/1970, na carta­proposta do diretor Oswaldo Colin,
o antigo diretor da Carteira de Colonização do Banco
do Brasil, o jurista Cláudio Pacheco Brasil (1909/1993)
recebeu a gloriosa missão de prosseguir na elaboração da
História do Banco do Brasil. Nos idos de 1974 foram
publicados
4
volumes
da
narrativa
do
historiador,
abrangendo o período de 1829 a janeiro de 1951.
Único autor (sobrevivo) e o terceiro na ordem
cronológica, Fernando Pinheiro, ao escrever a História do
Banco do Brasil, apresenta aos leitores, mormente àqueles
que passaram ou que ainda estão passando na ordem
interna da Empresa, dirigindo-a ou sendo dirigidos, e aos
setores acadêmicos e, ainda, ao público em geral, a
biografia institucional, de 1906 a 2011, além da retrospectiva
a
partir de 1869, em breves ensaios.
(2)

NESTOR JOST, presidente do Banco do Brasil (20/3/1967 a
28/2/1974) ­ in O Banco do Brasil (Após a Criação do Banco
Central) ­ p. 76, publicado pela Revista Carta Mensal ­ nov./2003 ­
n° 584 ­ vol. 49 ­ edição: Confederação Nacional do Comércio.

17

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Excetuando-se a divulgação do Balanço Social, ideia
originária a partir da palestra A missão social do Banco do
Brasil, de Luiz Jorge de Oliveira, diretor de Finanças do
Banco do Brasil (30/3/1993 a 15/2/1995), apresentada, em
20/11/1995, ao ensejo da realização do 1° Seminário Banco do
Brasil e a Integração Social, na Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil, o Banco do Brasil
passou 1/2 século sem registro histórico, em livro, ao
alcance do público.
Graças a Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil que promove a memória institucional do
Banco do Brasil, a partir dos patronos, muitos deles
homens que dirigiram os destinos da Empresa, bem como
a realização dos 7 ciclos de palestras reunidas no Seminário
Banco do Brasil e a Integração Social, onde executivos do
BB e ilustres convidados de outras áreas, proferiram
palestras, e do acervo de ex­presidentes (sobrevivos) e
de familiares de ex­diretores e ex­presidentes (falecidos)
foi possível reunir todo o acervo original acerca da
atuação da Empresa e da Economia e servir de base,
como fonte primária, para a elaboração da História do
Banco do Brasil, de Fernando Pinheiro.
Há que se destacar, ainda, a colaboração preciosa
das
seguintes
autoridades:
Mauro
Orofino
Campos,
presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro;
Bernardo Cabral, senador da República, que apresentaram,
em 7/12/1998 e 25/10/1999, respectivamente, palestras sobre
João Marques dos Reis, presidente do BB (1937/1945) e
Camilo Nogueira da Gama, chefe do DEJAI ­ Departamento
Jurídico da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial
(1951/1954),
Carlos
Ernesto
Stern,
subsecretário
da
Secretaria da Indústria e Comércio do Estado do Rio de
Janeiro, nos idos de 1995, bem como dos familiares de

FERNANDO PINHEIRO

­

18

ilustres personalidades não ligadas ao Banco do Brasil, que
autorizaram, por escrito, a publicar textos: Maria Estela
Kubitschek, filha adotiva de Juscelino Kubitschek, o
governador do Estado de Minas Gerais que proferiu, em
18/1/1952, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte ­
MG, discurso em homenagem a Ricardo Jafet, presidente
do Banco do Brasil (1951/1953); JK, o presidente da
República que inaugurou, em 3/1/1957, ao lado de diretores
do Banco do Brasil, a Refinaria de Petróleo de Manaus.
Paralelamente à vida da Empresa, o destaque
especial aos integrantes que a compuseram, notadamente
os presidentes, os diretores, e os funcionários. Àqueles que
contribuíram, em outros segmentos do desenvolvimento
nacional, foram apresentadas homenagens prestadas por
ilustres autoridades, a fim de que a memória dentro do
Banco do Brasil não fosse relegada ao segundo plano.
De uma forma fragmentada, mas com valor
inestimável, apresentamos trabalhos acadêmicos que têm
forte vínculo de interesse com a Empresa e de seus
servidores, diretores ou funcionários. A obra Banco do Brasil
dos meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen, teve uma
contribuição valiosa na própria História do Banco do Brasil.
Divulgamos, de forma sucinta (apenas a citação)
da 1ª manifestação de poder da mulher, dentro do Banco
do Brasil, por intermédio da escriturária Celina Tabarez, ao
proferir discurso, em espanhol, ao ensejo da inauguração,
em 5/6/1945, da Agência do BB em Montevidéu, Uruguai.
O pioneirismo da mulher no
exercendo
cargos
relevantes,
está
Presidência (gestão Whitaker 20/12/1920
Diretoria de Câmbio (desde 1939), na
Departamento de Secretaria (desde 1961),

Banco do Brasil,
no
gabinete
da
a 27/12/1922), na
chefia do antigo
no Departamento

19

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

de Engenharia (desde 1969), na gerência de agência no
exterior (desde 1980), na Assessoria Jurídica da PRESI/
COJUR (desde 1981), em agência da rede no País (desde
1981), em Chefia de AJURE (desde 13/11/1989), e em
Superintendência Estadual (desde 28/2/1997).
Além dos palestrantes do Seminário Banco do
Brasil e a Integração Social (em 7 edições), vale ressaltar
ainda a participação dos seguintes executivos:
Vilobaldo Campos, diretor do BB (1931 a 1948 e 1952/1953) ­
Discurso em homenagem (30/6/52) a Leonardo Truda,
presidente do BB (27/7/1934 a 30/11/1937).
Tancredo Ribas Carneiro, diretor do BB (1937/1945) ­
Discurso em homenagem (30/11/1939) a João Marques
dos Reis, presidente do BB (30/11/1937 a 6/11//1945).
Francisco Vieira de Alencar, diretor do BB (25/4/1956 a
30/5/1960) ­ O Cinquentenário do Banco do Brasil S.A.
em Manaus, discurso proferido, em 16/1/1958, na capital
amazonense.
Fernando Monteiro ­ Discurso proferido, em 27/1/1959,
na presença de diretores do Banco do Brasil, em
homenagem a Leopoldo Saldanha Murgel que se
despedia do Banco do Brasil, por motivo de
aposentadoria. .
Martins Napoleão, consultor jurídico do BB (3/5/1967 a
16/9/1977) ­ Discurso em homenagem (17/12/1961) a
Ney Galvão, presidente do BB (12/9/1961 a 20/7/1963).
César Dantas Bacellar Sobrinho, diretor da Carteira de
Câmbio (10/12/1969 a 18/3/1985) ­ Discurso proferido,
nos idos de 1975, ao ensejo da realização da III
Reunião Geral de Administradores de Agências do Exterior.

FERNANDO PINHEIRO

­

20

Paulo Bernardo da Silva, ministro do Planejamento ­
Textos do discurso proferido, em 30/3/2009, na
reunião de governadores do Banco Interamericano de
Desenvolvimento, na cidade de Medellin, Colômbia.
Ernane Galvêas, ministro da Fazenda (18/1/1980 a 14/3/1985)
­ Síntese da Conjuntura ­ Medidas para Vencer a Crise em
Três Tempos ­ in Carta Mensal n° 649 ­ abril/2009.
Ainda com relação ao projeto de pesquisa da
obra, o autor recebeu de terceiros 300 fotos pertinentes
à Presidência do Banco do Brasil, em épocas distintas,
custodiadas pela Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil, que serviram de base ­ em conjunto
com a leitura de Atas de Assembleia de Acionistas do BB
(custodiadas pela Empresa), BIP e revistas da AABB­Rio ­
para compor as circunstâncias que as fotografias revelam.
A coleção de retratos originais (inéditos) mais
importante do Banco do Brasil, sob o ponto de vista
do funcionalismo, pertence à Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil, dentre os quais
destacamos: Ovídio Xavier de Abreu, o 1° funcionário do
Banco do Brasil a exercer o cargo de presidente (29/7/1949
a 18/12/1950), Pedro Luiz Corrêa e Castro, o 2° funcionário
a assumir, em caráter interino, o cargo de presidente do
Banco do Brasil (5/9/1931 a 14/9/1931).
A diretoria executiva, capitaneada por Pedro Luiz
Corrêa e Castro, possuía 7 diretores, assinalados na
imagem (original, inédita, primígena), da esquerda para
a direita, sentados: Affonso Penna Júnior, Pedro Luiz
Corrêa e Castro (posse no BB: 22/7/1910, exon.: 14/9/1931)
e Mário Brant. Em pé, na mesma ordem: Ildefonso
Simões Lopes, José Mendes de Oliveira Castro, Leonardo
Truda, Francisco Alves dos Santos Filho [Retrato p & b ­

21

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

22,5 cm x 16,5 cm ­ Photographia Plvs Vltra]. Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Dessa respeitável nominata de homens ilustres,
constantes na referida imagem, dois exerceram o cargo de
presidente do Banco do Brasil: Leonardo Truda (gestão:
27/7/1934 a 30/11/1937), Mário Brant (gestão: 4/11/1930 a
5/9/1931 e 16/11/1955 a 16/2/1956 (interino).
A identificação do presidente do Banco do Brasil,
no retrato de setembro/1931, quando ocorreu a presença
de 3 presidentes (épocas distintas), é Pedro Luiz Corrêa
e Castro, em decorrência da posição do grupo de pessoas
no sofá (sentadas e em pé), pois a tradição reserva a
posição central à pessoa de maior importância.
A coleção de retratos originais mais importante do
Banco do Brasil, sob o ponto de vista empresarial, é
a Galeria de Presidentes do Banco do Brasil (1854/2004),
marco do sesquicentenário de funcionamento contínuo da
Empresa. Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil.
Acompanhando a coleção de retratos Medina
Coeli, em custódia na Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil, podemos verificar muitos aspectos que
denotam a evolução dos serviços, os lay out das agências,
os estilos de móveis e decorações, os uniformes dos oficiais
de administração, designação alterada para contínuos e
serventes, durante várias décadas, e a elegância dos
funcionários do Banco do Brasil bem vestidos, mesmo
em cidades do interior do País. Mas, o que mais chama
a atenção é o astral desses servidores, à época, com o
padrão de vida bem superior ao atual padrão mantido
pelo Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

­

22

Com respaldo na fonte primária, o autor
apresenta uma narrativa digna de confiança, em prosa
agradável, afastando­se, sempre que possível, das fontes
secundárias, embora merecedoras de crédito; incorporamos
a pujança da fonte primígena, na qual Afonso Arinos de
Melo Franco
(posse no BB: 31/1/1935, apos.: 1/2/1955) e
Cláudio Pacheco Brasil (posse no BB: 2/12/1947, apos.:
9/9/1961), arquitetaram toda a estrutura da informação,
reconhecida pela Empresa.
Agradecemos,
imensamente,
as
pessoas
que
contribuíram para o êxito do empreendimento, e, em
especial, a quem tivemos a maior inspiração (citação
indireta) e, ao mesmo tempo, a maior transcrição de
textos autorizados, a Cláudio Pacheco, por intermédio de
Inês de Sampaio Pacheco, cumprindo a Lei dos Direitos
Autorais que tem a vigência durante a vida terrena do
autor, acrescida de 70 anos após a morte física.
Há que se destacar também textos de referência
que serviram de embasamento na elaboração da História
do Banco do Brasil, de Fernando Pinheiro, mediante citação
indireta (transcrição não textual das ideias de autores
consultados), com a evidência do sobrenome do autor,
seguido da data da obra, sem a necessidade de indicação
da página, não destacado em parágrafo distinto, nem a
utilização de aspas duplas, conforme determinam as
normas em vigor.
Neste valioso contexto, o autor, transcrevendo
comentários autorizados de atas de assembleia geral de
acionistas, revelados pelo historiador Cláudio Pacheco, como
fonte primária da informação da Empresa, bem como
do texto autorizado por Ângelo Calmon de Sá, presidente
do Banco do Brasil (28/2/1974 a 9/2/1977), revelando as

23

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

palavras constantes em ata pela passagem da inauguração
da 1.000ª agência do Banco do Brasil, em que o presidente
agradece os elogios recebidos do Conselho Fiscal, um
dos momentos raros de panegírico dos conselheiros, júbilo
contemplado no mesmo diapasão de beleza da Waltz n° 2,
Jazz Suite n° 2, part 6/8, de Dmitri Shostakovich (1906/1975).
Os presidentes do Banco do Brasil, no decorrer
dos tempos, estão presentes na obra edificada por eles
mesmos e anunciada, no momento, na História do Banco
do Brasil, de Fernando Pinheiro, a saber:
ABREU, Ovídio Xavier de, presidente do Banco do Brasil (29/7/1949 a
18/12/1950) ­ Discurso proferido, em 28/9/1950, ao ensejo da
realização do banquete de gala ocorrido no Jockey Club Brasileiro
­ Rio de Janeiro. ­ Autorização concedida, em 23/1/2007, por
Júlia Santos de Abreu, viúva de Ovídio Xavier de Abreu.
Discurso de agradecimento à homenagem recebida, em 29/7/1950,
do funcionalismo do BB, pelo transcurso do 1° ano de gestão
presidencial. ­ Idem, idem.
BARROS, Luiz de Moraes, presidente do Banco do Brasil (15/5/1964
a 20/3/1967) ­ Discurso de posse ­ Autorização concedida, em
20/09/2005, por Maria do Carmo César de Moraes Barros, viúva
de Luiz de Moraes Barros.
Declaração informal (15/05/1964) ao funcionalismo do Banco do
Brasil ­ Idem, idem.
1° Curso sobre mecanização de serviços no Banco do Brasil ­ Idem,
idem.
Nota à Imprensa ­ IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro,
nos idos de 1965 ­ Idem, idem.
Discurso de posse ­ Autorização concedida, em 20/09/2005, por
Maria do Carmo César de Moraes Barros, viúva de Luiz de Moraes
Barros.

FERNANDO PINHEIRO

­

24

BARROS, Luiz de Moraes, presidente do Banco do Brasil (15/5/1964
a 20/3/1967) ­ Declaração informal (15/05/1964) ao funcionalismo
do Banco do Brasil ­ Idem, idem.
1° Curso sobre mecanização de serviços no Banco do Brasil ­
Idem, idem.
Nota à Imprensa ­ IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro,
nos idos de 1965 ­ Idem, idem.
BICALHO, Maurício
a
6/10/1960)
funcionalismo
adotadas para
Brasília ­ DF
Roscoe Chagas

Chagas, presidente do Banco do Brasil (3/6/1959
­
Mensagem
dirigida,
em
01/09/1959,
ao
do Banco do Brasil, a respeito das providências
transferência da sede do Banco do Brasil para
­ Autorização concedida, em 4/8/2006, por Célia
Bicalho, viúva de Maurício Chagas Bicalho.

Pronunciamento na abertura da Exposição dos Projetos de Obras
do Banco do Brasil, em Brasília ­ DF ­ 1/9/1959 ­ Idem, idem.
Discurso proferido, em 29/11/1959, na inauguração da agência
do Banco do Brasil, em Buenos Aires, Argentina ­ Idem, idem.
BITTENCOURT, Clemente Mariani, presidente do Banco do Brasil
(6/9/1954 a 14/04/1955) ­ Discurso de posse ­ 06/09/1954 ­
Autorização concedida, em 10/8/2005, por Carlos Mariani
Bittencourt, filho de Clemente Mariani Bittencourt.
Palavras de abertura do livro da solenidade de inauguração do
Museu do Banco do Brasil, assinado pelo presidente do BB e por
diversas autoridades. ­ Apud O Museu do Banco do Brasil,
de Fernando Monteiro ­ p. 49. ­ Rio de Janeiro ­ 1956 ­
Iconografia: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do
Brasil. ­ Autorização concedida, em 10/8/2005, por Carlos Mariani
Bittencourt, e, em 10/1/2007, por Alina Rodrigues Primavera
Monteiro, viúva de Fernando Monteiro.
Discurso de despedida do Banco do Brasil proferido, em 14/4/1955
­ Autorização concedida, em 10/8/2005, por Carlos Mariani
Bittencourt, filho de Carlos Mariani Bittencourt.
BRANT, Mário Augusto Caldeira, presidente do Banco do Brasil
(4/11/1930 a 5/9/1931 e 16/11/1955 a 16/2/1956) ­ Discurso de
transmissão de cargo, em 19/2/1956. ­ Autorização concedida,
em 26/9/2006, por Sara Caldeira Brant, viúva de Mário Augusto
Caldeira Brant.

25

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CALMON DE SÁ, Ângelo, presidente do Banco do Brasil (28/2/1974
a 9/2/1977) ­ Alocução proferida, em 8/11/1976, na Assembleia
Geral Extraordinária do Banco do Brasil, na presença de
Francisco Dornelles, representante do Tesouro Nacional, e de
Oswaldo Roberto Colin, diretor­administrativo do BB, entre
outros. Iconografia: Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil ­ Autorização concedida em 28/11/2006, por
Ângelo Calmon de Sá.
Carta assinada em 26/2/1975 endereçada aos Senhores Acionistas,
publicada no Relatório Anual 1974 ­ Banco do Brasil ­ Autorização
concedida em 13/8/2009, por Ângelo Calmon de Sá.
CASSEB, Cássio, presidente do Banco do Brasil (29/1/2003 a
17/11/2004) ­ Mensagem do Presidente ­ Banco do Brasil ­
Relatório Anual e de Responsabilidade Socioambiental, publicado
no portal bb.com.br. ­ Autorização concedida, em 6/10/2006,
por Cássio Casseb.
DARCY, James, presidente do Banco do Brasil (2/1/1925 a 16/11/1926)
­ Palavras do presidente à Assembleia de Acionistas, em 29 de
abril de 1925 ­ Autorização concedida, em 9/8/2011, por James
Darcy de Carvalho Brito Filho, tataraneto de James Darcy.
Conferência proferida por James Darcy, nos idos de 1921, ao ensejo
das comemorações do VI Centenário da morte de Dante Alighieri,
no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, prestigiado pela
presença de Epitácio Pessoa, presidente da República. ­ Idem, idem.
DODSWORTH, Jorge de Toledo, presidente do Banco do Brasil
(18/12/1950 a 2/2/1951) ­ Discurso de posse ­ Autorização
concedida, em 2/10/2006, por Jorge Henrique Dumont Dodsworth,
filho de Jorge de Toledo Dodsworth.
FIGUEIREDO, João Baptista Leopoldo de, presidente do Banco do Brasil
(01/02/1961 a 12/09/1961) ­ Discurso de posse ­ Autorização
concedida, em 1/9/2005, por Fernando Figueiredo, filho de João
Baptista Leopoldo Figueiredo.
Mensagem dirigida, em setembro/1961,
Banco do Brasil. ­ Idem, idem.

ao

funcionalismo

do

GALVÃO, Ney Neves, presidente do Banco do Brasil (12/9/1961 a
20/7/1963) ­ in Discurso proferido, em 23/2/1962, no Clube
Internacional do Recife. ­ Autorização concedida, em 7/3/2007,
por Gilberto Moreira Galvão, filho de Ney Neves Galvão.
in Entrevista à Revista AABB ­ Rio de Janeiro ­ fev./1962
Idem, idem.

­

FERNANDO PINHEIRO

­

26

GUAZZELLI, Synval, diretor de Crédito Geral, Captação e Serviços
Bancários do Banco do Brasil (1/4/1993 a 25/1/1994) ­ Discurso
de improviso, proferido em 28/9/1993, na qualidade de presidente
(interino) do Banco do Brasil, em solenidade de diplomação de
membros honorários da Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro ­
Auditório da Presidência do Banco do Brasil ­ Edifício Sede III ­
Brasília­DF ­ Autorização concedida, em 8/2/2007, por Mônica
Guazzelli, filha de Synval Guazzelli.
JAFET,
Ricardo,
presidente
do
Banco
do
Brasil
(2/2/1951
a
14/1/1953) ­ Discursos de recepção na posse de diretores do
Banco do Brasil. ­ Autorização concedida, em 11/08/2006, por
Nelly Jafet, viúva de Ricardo Jafet.
Discurso de agradecimento ao banquete oferecido, em set/1951,
pelas classes conservadoras da política e do meio empresarial.
Idem, idem.
Palavras de agradecimento ao discurso de Luiz Simões Lopes ao
ensejo da visita, em janeiro/1952, dos professores e alunos da
Fundação Getúlio Vargas. Idem, idem.
Discurso proferido, em 10/12/1951. no ato inaugural do Curso de
Estatística no Banco do Brasil. Idem, idem.
Discurso de encerramento, em 18/1/1952, em Belo Horizonte ­
MG, do 2° Conclave de Gerentes do Banco do Brasil em Minas
Gerais. ­ Idem, idem.
Discurso de encerramento do banquete de gala oferecido, em
20/2/1952, ao diretor Loureiro da Silva. ­ Idem, idem.
JOST, Nestor, presidente do Banco do Brasil (20/3/1967 a 28/2/1974)
­ Discurso proferido, em 1/4/1969, ao ensejo da inauguração da
Agência do Banco do Brasil, em New York ­ EE.UU. ­ Autorização
concedida, em 1/8/2006, por Nestor Jost.
Discurso em homenagem a Paulo Bornhausen, diretor do Banco
do Brasil (agosto/1964 a agosto/1972) ­ Apud Banco do Brasil dos
meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen ­ p. 43 ­ Editora
Insular ­ Florianópolis ­ SC ­ 2002 ­ Autorização concedida,
em 1/8/2006, por Nestor Jost e, em 20/12/2007, por Paulo
Bornhausen.
O Banco do Brasil (Após a Criação do Banco Central), palestra
publicada pela Revista Carta Mensal ­ nov/2003 ­ n° 584 ­
vol. 49 ­ Confederação Nacional do Comércio. ­ Autorização
concedida, em 1/8/2006, por Nestor Jost.

27

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

JOST, Nestor, presidente do Banco do Brasil (20/3/1967 a 28/2/1974)
­ Carta endereçada ao diretor José Antônio de Mendonça Filho
­ Rio de Janeiro ­ 9/12/ 1969 ­ Autorização concedida, em
1/8/2006, por Nestor Jost.
Carta, assinada em 7/2/1974, endereçada aos Senhores Acionistas,
publicada no Relatório Anual 1973 ­ Banco do Brasil ­ Idem, idem.
Carta endereçada a Paulo Konder Bornhausen,
­ Apud Banco do Brasil dos meus tempos, de
Bornhausen ­ p. 16 ­ Idem, idem.

em 12/3/2001
Paulo Konder

LISBOA SERRA, presidente do Banco do Brasil (5/9/1853 a 15/1/1855) ­
Discursos proferidos, em 14/6/1848, 21/6/1853 e 6/6/1854, na
Assembleia Legislativa Imperial ­ Cópia concedida, gentilmente,
em 5/4/1999, por Antônio Geraldo de Azevedo Guedes, presidente
da Associação Brasileira de Ex­Congressistas. ­ Fonte: Centro de
Documentação e Informação da Câmara dos Deputados ­ Brasília­
DF. Texto de domínio público, amparado pela lei dos direitos
autorais.
MARQUES DOS REIS, João, presidente do Banco do Brasil (30/11/1937
a 6/11/1945) ­ Discurso de agradecimento proferido, de improviso,
em 30/11/1939, ao ensejo das comemorações do 2° ano de gestão
no cargo do presidente do Banco do Brasil. ­ Apenas citação.
POLICARO, Alberto, presidente do Banco do Brasil (20/3/1990 a
15/5/1991) ­ Discurso de posse ­ Autorização concedida, em
28/7/2006, por Alberto Policaro.
O Banco do Brasil e o Desenvolvimento Nacional, palestra proferida,
em 15/8/1990, na Escola Superior de Guerra ­ Rio de Janeiro ­
Autorização concedida, em 28/7/2006, por Alberto Policaro.
RISCHBIETER, Karlos, presidente do Banco do Brasil (9/2/1977 a
16/3/1979) ­ Atuação do Banco do Brasil como agente financeiro
do Governo, palestra proferida, em 26/5/1978, na Escola Superior
de Guerra. ­ Autorização concedida, em 26/10/2005, por Karlos
Rischbieter.
Mensagem de saudação às delegações participantes da Jornada de
AABBs. ­ Idem, idem.
Discurso de despedida do cargo de presidente do Banco do Brasil,
em 16/03/1979 ­ Autorização concedida, em 26/10/2005,
por
Karlos Rischbieter.

FERNANDO PINHEIRO

­

28

SANTOS, Arthur Ferreira dos, presidente do Banco do Brasil
(15/10/1955 a 16/11/1955 ­ interino) ­ Discurso de posse ­
Autorização concedida, em 5/2/2007, por Arthur Claudino dos
Santos, filho de Arthur Ferreira dos Santos.
Discurso proferido, em 4/2/1962, na inauguração do novo
edifício do Banco do Brasil, em Porto Alegre ­ RS. ­ Idem, idem.
SOUZA DANTAS, Marcos de, presidente do Banco do Brasil (18/8/1953
a 6/9/1954) ­ in Placa comemorativa do l° Centenário do Banco
do Brasil (1854/1954) descerrada, em 10 de abril de 1954, no
Edifício Visconde de Itaboraí, pelo presidente Marcos de Souza
Dantas. ­ Autorização concedida, em 9/4/2007, por Dinorah
Guimarães de Souza Dantas, viúva de Marcos de Souza Dantas,
por procuração do procurador Amadeu Antunes da Cunha
Guimarães [Procuração emitida, em 14/11/2006, pelo Tabelionato
do 14° Ofício de Notas ­ Rio de Janeiro ­ RJ].

De modo geral, na aposentadoria o executivo
passa a viver no ostracismo e, na morte física dele, o
próprio ostracismo, sem memória, é esquecido. Aplaudido
por companheiros e pela sociedade que viam nele o
desempenho vigoroso da Empresa, ao passar para
esta fase da vida, que ressurge em nova dimensão, é
substituído pelos novos valores que ascendem ao poder.
A obra do autor resgata do oblívio o nome dos
presidentes, vice­presidentes, diretores e demais executivos
do Banco do Brasil (falecidos e sobrevivos), participantes
ilustres da evolução da Empresa, registrados em narrativa
ou simplesmente em dados de registro.
Ao divulgar a obra História do Banco do Brasil, de
Fernando Pinheiro, o Banco do Brasil ­ apresentado por
nós outros em roupagem nova, e com respeito à antiga, de
grande valor, ­ pôde ver reunidos e divulgados seus registros
dispersos, desde 1906, custodiados pela Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil, e redimindo-se de

29

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

uma falha de 1/2 século sem história diante da sociedade,
evidenciando, com maior destaque, a transparência da
Empresa que é um símbolo nacional.
Narrando o valioso acervo, transcrevendo textos
autorizados por terceiros e por funcionários, diretores e
presidentes do Banco do Brasil, em épocas distintas, nos
momentos mais importantes, o autor considera ainda
de valor inestimável a transcrição autorizada de textos da
própria História do Banco do Brasil, de Cláudio Pacheco,
obra de referência nacional, citada por grandes autores e
instituições, a saber:
PACHECO, Cláudio, História do Banco do Brasil ­ vol. III ­ pp. 239, 334,
335, 546 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­
1980. ­ Autorização concedida, em 11/10/2007, por Inês de
Sampaio Pacheco, filha de Cláudio Pacheco.
História do Banco do Brasil ­ vol. IV, pp. 8, 17, 18, 110, 113, 117, 167,
195, 197, 209, 210, 248, 249, 373, 374, 388, 389, 506, 569 ­
AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980) ­
Idem, idem.
História do Banco do Brasil ­ vol. V ­ p. 53, 186, 199, 212 ­ AGGS ­
Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980. ­ Idem, idem.

O destino reservou ao autor a gloriosa herança,
que vem de Afonso Arinos e Cláudio Pacheco, essa
nobreza dentro do Banco do Brasil que muitos a
conhecem... esse encantamento de mística beleza.
Quando pensamos em destino, a lembrança
remete­nos ao início do discurso de Olegário Mariano,
quando recebeu o acadêmico Guilherme de Almeida, o
último dos príncipes dos poetas brasileiros, na Academia
Brasileira de Letras: "Quis o destino ­ caprichoso pastor
de almas". A partir de 21/6/1930, a expressão "quis o
destino" tornou­se praxe nos discursos de oradores, e
os rebanhos ganharam um novo pastor.

FERNANDO PINHEIRO

­

30

Até as décadas de 50/60 (século XX), o Brasil
era brejeiro, bucólico e importador. Na década seguinte, o
Brasil passa a ser intelectual (expansão dos cursos de
Mestrado), esportivo (supremacia no futebol), cosmopolita
(fluxo maciço de estrangeiros), e exportador (exportação
de bens e serviços, com o apoio do Banco do Brasil).
No momento em que o sistema solar, que envolve
a Terra, está mergulhado no grande oceano astral,
a denominada camada de fótons de Alcíone, uma das
7 Plêiades da constelação de Touro, no périplo que se
completa em 31/12/2012, segundo previsão dos cientistas,
com a permanência de 2.000 anos, nesse anel ou
cinturão
de
Alcíone,
ou
ainda
a
onda
galáctica,
evidenciando a transição planetária, é necessário refletirmos
sobre a realidade em que vivemos.
A confirmação científica dos astrônomos Freidrich
Wilhelm Bessel, Paul Otto Hese, José Comas Solá e
Edmund Halley de que "o sistema solar gira em torno
da estrela Alcione" é a prova irrefutável do que está
acontecendo no Universo.
Numa sociedade humana, ainda dominada pelo
mito de Prometeu, sob o jugo da antiga lei imposta
pelos Arcontes, podemos avaliar o compromisso com as
sombras dos que têm o domínio sobre as camadas sociais,
adotando posturas menos dignas, tudo isto por apenas
5 minutos de holofote. No entanto, no coração do homem
controlado por esse jugo, o amor está latente e, quando
vir à tona, o libertará.
Os focos do fogo prometéico, criando bloqueios
de medo e de ilusão, criou uma humanidade falsificada

31

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

em que podemos ver a stasis (degeneração coletiva da
politeia), evidenciada pelos conflitos externos, as tribulações
de toda ordem, famílias esfaceladas, grupos sociais em
desalinho, convivendo em oficinas de trabalho.
No entanto, no cenário de forças em conflito,
a consciência coletiva, que vem surgindo da nova era de
civilização do planeta (Era de Aquário), está se processando
em ritmo crescente e será aumentada com os eflúvios
da onda galáctica da estrela Alcíone. O grande marco deste
evento está acontecendo, atualmente, nos sinais dos céus
e nos eventos sísmicos ocorrendo na superfície da Terra.
Se Elenin, nome dado ao planeta pelo astrônomo
que melhor definiu a descoberta, for o mesmo planeta
intruso que destruiu a Terra nos tempos da Atlântica,
na mesma volta cíclica que se repete depois de eóns,
então serão cumpridas todas as profecias do final dos
tempos, caracterizada pela separação do joio e do trigo.
A manifestação da unidade que sentimos na
ligação com as pessoas que estão convivendo conosco é
muito importante, pois isola o culto à nossa transitória
personalidade, enfocado de modo exclusivo.
Os atributos que compõem a nossa personalidade
servem-nos apenas à identificação do campo de atividade
em que estamos envolvidos. Usá-los em proveito próprio
seria desperdiçar tesouros que não nos pertencem.
Há muitas lacunas no campo dos sentimentos
à espera de nossa participação, a fim de que nada fique
incompleto nas relações humanas que nos ajudam a
recompor o equilíbrio.

FERNANDO PINHEIRO

­

32

Pode parecer monótona a hora em que estamos
reunidos com pessoas que pensamos não vivenciar das
ideias que trazemos conosco. Mas há um mecanismo
entrelaçando-nos em circunstâncias que nos dizem respeito.
O princípio do todo, do conjunto da participação
de cada um, nas experiências que se expressam junto
de nós, eleva-nos a níveis superiores onde a consciência
se expande.
O mecanismo dos encontros surge nas irradiações
de nossos pensamentos e nas inclinações mentais em
que nos posicionamos. Este é um princípio estabelecido
em todas as manifestações de pessoas que se interligam
por motivos que sugerem o despertar de um novo estágio
evolutivo.
Quando sentimos a energia, que nos envolve,
circulando no campo mental daqueles que nos rodeiam,
vemos que a realidade única é o poder indivisível por
qualquer força de circunstâncias transitórias.
Nessa aceitação, pelos sentimentos revestidos da
inteligência, o nosso íntimo, em todos os campos da
manifestação exterior, permanece estável e imperturbável,
mesmo
que
a
mais
inquietante
situação
esteja
acontecendo no mundo em que vivemos.
O
serviço
às
circunstâncias
envolvendo
os
companheiros, que precisam ter a elucidação dos valores
reais da vida, é o sentido único de nossa existência.
A cada momento, sentimos em nosso íntimo a
tranquilidade se manifestando como as águas do oásis,
no deserto, quando a tempestade de areia passa. Isto
é o resultado da conservação de atitudes coerentes

33

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

com a inteligência, buscadas na simplicidade de todas as
coisas.
Só o fato de mantermos essa atitude de
equilíbrio emocional, estamos contribuindo na apreciação
de pessoas que vêm conosco participar de momentos
aparentemente passageiros.
A vibração, que sai de nosso íntimo, interliga­se
com a disposição mental daqueles que nos observam,
tentando absorver as expressões que podem ser úteis
à sua forma de viver.
Como a simplicidade deslinda qualquer enigma,
sentimos que a nossa singela postura de vida vai servir
de referencial para que suas atitudes sejam revisadas da
forma que lhes for conveniente.
O importante é despertar as pessoas para
as potencialidades que possuem arquivadas interiormente,
deixando-as
livres
para
escolher
o
padrão
de
comportamento que tem relação com suas tendências e
aptidões.
Quando sentimos o nosso serviço à causa da
vida sendo apreciado por aqueles que nos acompanham
os passos, estamos nos elevando a outros níveis de
consciência, onde a Unidade, nós, os companheiros e
tudo que nos cerca, é a força que nos estimula a
seguir adiante.
Assim como haverá as blandícias da estrela
Alcione, beneficiando o planeta Terra, com a entrada
de seres iluminados, oriundos do plano astral e em
roupagem carnal dos habitantes que implantarão a
Jerusalém celestial (símbolo bíblico), ao mesmo tempo
haverá a retirada de todos aqueles que se comprazem

FERNANDO PINHEIRO

­

34

nas sombras, em morte natural ou em catástrofes
continentais, atraídos pelas sombras em mundos de
lutas mais acerbas, em virtude do mesmo diapasão de
campo vibratório, tanto dos seres humanos evacuados
quanto as sombras que os farão e estão fazendo serem
atraídos para vivenciar experiências no campo evolutivo.
Vale salientar a reminiscência antiquíssima da
profecia: "Poderás tu impedir as delícias das Plêiades ou
desatar os ligamentos de Orion?" [Job, 38:31].
Orion, na mitologia grega, é o caçador que briga
com o escorpião em luta sangrenta. Na astrologia, Orion
é uma nebulosa, conhecida desde os tempos lemurianos e
repassados, no decorrer dos evos, aos atuais astrônomos
que descobriram, recentemente, o planeta X, o astro
intruso que faz desarranjos por onde passa. O périplo
orbital dessa estrela apagada no sistema solar da Terra
é cíclico. A última passagem na órbita solar de nosso
sistema planetário ocorreu há eóns de anos, quando a
Atlântida foi submersa pelos oceanos.
Ação e reação têm o mesmo princípio de
identificação correspondente, no mundo de 3ª dimensão,
como a Terra. No estado da graça divina em que se
encontram os iluminados, a ação gera luz, sem haver
aprisionamento em mundos de provas regenerativas. Com
a presença do poder divino, a Terra está ascendendo a
um nível de 5ª dimensão vibracional.
No sermão profético de Jesus, a profecia foi
cumprida, pelo general Tito, filho do imperador Vespasiano,
que sitiou, durante vários meses, a cidade de Jerusalém,
no massacre que matou milhares de vítimas, pela espada
e pela fome, derrubando o templo, não ficando pedra
sobre pedra [JOSEFO, 37/103 d.C.].

35

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Acreditamos que as fotografias transmitidas por
satélite ­ revelando o périplo do planeta Terra que está
em viagem orbital entrando na camada de fótos da
estrela Alcíone ­ estão comprovando o anúncio
da
chegada do final do ciclo planetário, de 26.000 a 26.000
anos de percurso, quando há mudanças no planeta.
No momento em que a Terra atravessa o último
contorno da 3ª dimensão, há um convite coletivo a
todos os companheiros de jornada evolutiva: não ficarem
submetidos ao mito de Prometeu nem a imposição dos
Arcontes que falsificaram o cenário mundial, arrastando
centenas de milhões de pessoas ao medo e à ilusão.
Em
nenhum
instante
a
nossa
consciência
espiritual pode ser atingida pelos fragmentos de fraqueza
humana, que permitem estabelecer tristeza e desolação
nos corações que sentem pouco amor.
Tudo é lindo ao redor, nos espaços que irradiam
a luz e até mesmo nos lugares onde a dor e a tristeza
se fazem presentes, vemos que algo está acontecendo
para despertar o ser humano de sua letargia de ilusões.
Com a influência dos raios das partículas
adamantinas (raios­gama), vindos da camada de fótons
da estrela Alcíone, a elevação do padrão vibratório
de 1 bilhão dos 7 bilhões de habitantes do planeta, que
ascenderam à quinta dimensão, a separação do joio e do trigo,
e a vinda de Jesus no éter do planeta, e no coração dos
homens, beneficiando, em larga escala, a transição planetária,
podemos ver que um novo cenário está sendo construído,
no meio de muitos escombros, na Terra que, como hotel
planetário, ganhará mais uma estrela.

FERNANDO PINHEIRO

­

36

Estadistas presidem os destinos do Banco do Brasil.
A criação das primeiras agências. A atuação do BB na
gestão dos presidentes:
Manoel Pinto de Souza Dantas, a partir de 12/10/1889 e, durante
o ano da reforma de 1893, presidente do Banco da República
do Brasil, até 29/01/1894.
Custódio José Coelho de Almeida 3/7/1906 a 27/11/1906 ­ interino
João Ribeiro de Oliveira e Souza 27/11/1906 a 25/6/1909
Ubaldino do Amaral

25/6/1909 a 14/10/1910

Norberto Custódio Ferreira

14/10/1910 a 6/4/1911 ­ interino

João Alfredo Correia de Oliveira 6/4/1911 a 27/11/1914
Homero Baptista

27/11/1914 a 3/1/1919

Mário de Milcíades Sá Freire

3/1/1919 a 28/7/1919

José Joaquim Monteiro de Andrade 10/5/1919 a 20/5/1919 ­ interino
e 28/7/1919 a 31/8/1919
José Cardoso de Almeida

1/9/1919 a 6/11/1919

37

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

J.J. Monteiro de Andrade

7/11/1919 a 19/12/1920

José Maria Whitaker

20/12/1920 a 27/12//1922

Daniel de Mendonça

27/12/1922 a 21/2/1923­ interino

Cincinato César da Silva Braga

21/2/1923 a 31/12/1924

James Darcy

2/1/1925 a 16/11/1926

Antônio Mostardeiro Filho

16/11/1926 a 25/8/1928

Henrique Carneiro Leão Teixeira 25/8/1928 a 3/6/1929
José Adolpho da Silva Gordo

3/6/1929 a 11/9/1929 ­ interino

Guilherme da Silveira

11/9/1929 a 24/10/1930 ­ interino

J.J. Monteiro de Andrade

24/10/1930 a 4/11/1930 ­ interino

Augusto Mário Caldeira Brant

4/11/1930 a 5/9/1931

Pedro Luiz Corrêa e Castro

5/9/1931 a 14/9/1931 ­ interino

Vicente de Paula Almeida Prado

14/09/1931 a 16/11/1931 ­ interino

Carlos de Figueiredo

16/11/1931 a 16/01/1932 ­ interino

Arthur de Souza Costa

16/1/1932 a 23/7/1934

A criação do Serviço Médico do Banco do Brasil.

Com

a exceção do nascimento, vida e morte do
1° Banco do Brasil (1808/1829), a trajetória da Empresa é
assinalada, conforme Ata da Assembleia Geral de Acionistas
de 10/4/1954, por 3 fases jurídicas: de 1854 a 1893;
de 1893 a 1905; e de 1905 até os dias de hoje.
As reformas de 1893 e 1905, que outorgaram, de jure,
à Empresa nova designação de personalidade, não
determinaram a interrupção das atividades do tradicional
Banco, que, desde 10/4/1854, vem operando normalmente
sem cessar [MONTEIRO, 1954].

FERNANDO PINHEIRO

­

38

Homem de letras, o barão Homem de Mello
(Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello) exerceu
2 mandatos de diretor do Banco do Brasil (1869/1874 e
1876/1878), representou a Província de S.Paulo na Câmara
dos Deputados (1867/1870 e 1878/1881), biógrafo, geógrafo,
cartógrafo, membro do IHGB ­ Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro.
Homem de Mello é eleito, em 1917, para Academia
Brasileira de Letras, falecendo em 4/1/1918, em Itatiaia­RJ,
antes de tomar posse na Cadeira n° 18, patronímica de
João Francisco Lisboa (1812/1863), que viria a ser ocupada,
no decorrer dos tempos, pelos acadêmicos José Veríssimo
(1857/1916), Alberto Faria (1869/1925), Luís Carlos da
Fonseca (1880/1932), Pereira da Silva (1876/1944), Peregrino
Júnior (1898/1983), e, por último, Arnaldo Niskier.
O estadista Manoel Pinto de Souza Dantas,
(conhecido mais com o nome de Senador Dantas), chefe
de Governo (presidente do Conselho de Ministros ­ 6/6/1884
a 6/5/1885), manteve-se no cargo de presidente do Banco
do Brasil, a partir de 12/10/1889 e durante o ano da
reforma de 1893, presidente do Banco da República do Brasil,
até 29/01/1894, quando veio a falecer, em pleno mandato.
Por força da Assembleia de Acionistas, realizada
no período de 29 de julho a 9 de agosto de 1905, foi
restabelecido o nome tradicional, Banco do Brasil, e criada
a atual sociedade anônima, sendo aprovados os primeiros
estatutos através do Decreto n° 1.455, de 30/12/1905.
O escritor Fernando Monteiro destaca a presença
do Senador Dantas
na
grande causa da abolição da
escravatura:
"Fez parte da comissão do Senado que fôra incumbida
de apresentar à Regente D. Isabel, às três horas da tarde

39

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

do dia 13 de maio de 1888, para sanção imperial, o
autógrafo da lei áurea, cabendo-lhe proferir breve oração.
Saindo do Palácio, foi carregado em triunfo, pelo povo, na
rua do Ouvidor." (3)
Anteriormente, Souza Dantas viu coroado de
êxito o projeto de lei que apresentou, em 15/7/1884,
referente à emancipação dos escravos sexagenários e à
libertação dos que conseguiam mudar de domicilio de
uma província para outra [MONTEIRO, 1955].
Nos idos de
Dantas declarou que:

1887,

no

Senado

Federal,

Souza

"o trabalho escravo era o maior embaraço, com que lutava
o país, ao aumento da corrente de imigração". (4)
No
ano
seguinte,
a
campanha
abolicionista
recrudescia nas ruas, em franca expansão, aquecida pelo
clamor popular.
A

trajetória de Souza Dantas começou no
Nordeste. Ele nasceu nos idos de 1831, no interior
da Bahia, terra
que, no tempo do Brasil­Império,
presenteou ao Banco do Brasil mais dois grandes
presidentes: Visconde de Jequitinhonha e o Barão de
Cotegipe.
Ainda
moço,
Souza
Dantas,
estudante
da
Academia de Direito de Olinda, viu diante de seus olhos
(3)

FERNANDO MONTEIRO ­ in Figuras do Banco do Brasil ­ pp. 18
e 19 ­ Cadernos AABB ­ Rio de Janeiro ­ 1955.

(4)

MANOEL PINTO DE SOUZA DANTAS, presidente do Banco do
Brasil (12/10/1889 a 29/01/1894) ­ Apud História do Banco do
Brasil, de Cláudio Pacheco ­ vol. III ­ p. 239 ­ AGGS ­ Indústrias
Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

­

40

a agitação popular se espalhando por todo o Recife.
Era o movimento liberal que iria culminar na Revolução
Praieira. Na metade do século 19, ele exerceu a
Judicatura. De 1853/1856
era
Juiz Municipal e de
Órfãos, em 1857/1858 promotor na cidade de Salvador
[MONTEIRO, 1955].
Com prestígio na vida profissional, busca e
encontra sucesso na administração pública e na política.
Deputado da Assembleia Imperial em 3 legislaturas. Chefe
de Polícia nas províncias do Maranhão e de Alagoas.
Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no
gabinete organizado por Zacarias de Góes e Vasconcelos,
e na vigência do de Saraiva, Souza Dantas foi ministro
da Justiça, no período 1880/1882 [MONTEIRO, 1955].
Manoel Pinto de Souza Dantas toma posse, em
12/10/1889, no cargo de presidente do Banco do Brasil.
O quadro de funcionalismo era composto por 65
funcionários [PACHECO, 1979]. No mês seguinte, caiu o
sistema de governo monárquico. O Império é desfeito.
Nasce a República.
Na presença do presidente Souza Dantas foram
empossados o vice­presidente Francisco Rangel Pestana
e o diretor Artur Getúlio das Neves, em 6/2/1893, quando
ocorreu a fusão de bancos (Banco da República dos
Estados Unidos do Brasil e o Banco do Brasil). O
extinto Banco da República foi presidido pelo Conselheiro
Mayrink e pelo Visconde de Guahy [PACHECO, 1979].
É tradição do Banco do Brasil prestar justa
homenagem aos seus próceres, vultos da Pátria que se
imortalizam diante do tempo que chega aos dias de hoje.
Nesse sentido, vale ressaltar que a primeira cerimônia
de saudades concedida, oficialmente, ao presidente Souza

41

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Dantas, segundo relato de Fernando Monteiro, foi realizada
por Arthur Getúlio das Neves, vice­presidente do Banco
do Brasil (jan. a nov./1894):
"Os preitos de viva saudade e as grandes homenagens
de respeito e de admiração tributados à sua memória
falam mais alto do que tudo o que eu pudesse dizer para
exaltar o nome do patriota notável, que por mais de
um quarto de século iluminou o cenário político de nosso
país, ocupando lugar dos mais salientes e rivalizando em
serviços com os nomes mais ilustres dentre as glórias
nacionais." (5)
A trajetória de Souza Dantas nos cargos de
deputado provincial, jornalista, deputado geral, presidente
de província, juiz de direito, chefe de polícia, ministro,
conselheiro de Estado, presidente do Conselho e líder do
Senado do Império, foi elogiada pelo orador, lembrando
que não é somente a consagração da História, como
também o dever de gratidão a todos que se interessam
pelo Banco do Brasil [PACHECO, 1979].
Ressaltou,
com
destaque,
o
vice­presidente
Arthur Getúlio das Neves que o homenageado, coroado de
louros nas lutas políticas, foi eleito presidente do Banco
do Brasil, mantendo-se no cargo até a data da fusão de
2 grandes bancos que resultou o Banco da República do
Brasil [PACHECO, 1979].
(5) ARTHUR GETÚLIO DAS NEVES ­ Relatório do Banco da República
do Brasil, apresentado à Assembleia Geral de Acionistas na reunião
ordinária
de 1894 ­ Typographia Moreira Máximo & Cia. ­ Rio
de Janeiro ­ Apud Figuras do Banco do Brasil,

de

Fernando

Monteiro, pp. 14 e 15 ­ Cadernos AABB ­ Rio de Janeiro ­ 1995.

FERNANDO PINHEIRO

­

42

Segundo
[PACHECO,
1979],
os
fatos
mais
relevantes que marcaram a gestão de Souza Dantas na
Presidência do Banco do Brasil (12/10/1889 a 29/1/1894)
foram:
a)

obras de construção, a partir de 1892, do edifício
localizado na Rua Primeiro de Março, 42, Rio de Janeiro
(cópia do Vereinsbank, de Munique), onde funcionou
o TRE ­ Tribunal Regional Eleitoral, atualmente
Centro Cultural da Justiça Eleitoral, inaugurado em
abril de 2008.
Quase concluído em 1897, na gestão de Afonso Penna,
presidente do BB (1895/1898), o edifício foi entrega ao
governo como pagamento de dívida junto
à União;

b)

criação da primeira filial do Banco do Brasil no
exterior ­ em Londres, instalada e dirigida pelo
Barão
do Rosário;

c)

venda da Caixa-Filial em São Paulo, que funcionou no
período 29/10/1853 a 20/3/1891, ao Banco Construtor
e Agrícola de São Paulo. Mais tarde, em 2/1/1917,
na
gestão
do presidente
Homero
Baptista,
foi
reaberta a agência do BB na capital paulista;

d)

administração de quarenta fazendas adquiridas em
decorrência de execução judicial de dívidas para
pagamento de empréstimos;

e)

concessão de gratificações, em cada semestre, de
20 a 25% do vencimento anual, a funcionários do
BB, e aos gerentes e subgerentes uma gratificação
especial;

f)

fusão com o Banco da República dos Estados Unidos
do Brasil, adquirindo a nova personalidade jurídica

43

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Banco da República do Brasil ­ Decreto Legislativo
n° 183 C, de 23 de setembro de 1892;
g)

Revolta da Armada, nos idos de 1893, provocando
atribulações na vida pública;

Considerando que em 6/9/1893, o presidente
Souza Dantas encontrava­se na ilha de Paquetá e
impossibilitado, durante alguns dias, de regressar à
capital, por falta de transportes, o vice­presidente Rangel
Pestana assumiu o cargo de presidente [PACHECO, 1979].
Por Resolução de 24/11/1890, a Diretoria do
Banco do Brasil resolveu nomear, pela primeira vez, um
empregado destinado a supervisionar as administrações
das
fazendas,
minas,
engenhos
de
cana­de­açúcar,
imóveis urbanos e rurais, entregues para pagamento de
dívidas, contraídas por empréstimos [PACHECO, 1979].
Excetuando-se a nomeação de superintendente
destinado ao Estado de São Paulo para fiscalizar os bens
adquiridos pelo Banco do Brasil, em pagamento de dívidas,
na gestão de Souza Dantas, o cargo de superintendente
somente foi instituído, em 18/2/1936, com a nomeação de
Pedro de Mendonça Lima (posse no BB: 21/1/1916, apos.:
11/11/1963), que permaneceu no cargo até 27/9/1948,
passando a ocupar o cargo de diretor da Carteira
de Redescontos (28/9/1948 a 31/1/1951). De 2/6/1949 a
29/7/1949, ei-lo nas funções de presidente, em caráter de
substituição [PACHECO, 1979].
As atuais superintendências estaduais foram
criadas em fase posterior, muito tempo depois, na
Assembleia Geral de Acionistas realizada, em 12/3/1979,
sob a presidência do engenheiro Karlos Rischbieter, que
estabeleceu nova estrutura administrativa do Banco do

FERNANDO PINHEIRO

­

44

Brasil, com a desativação das 7 diretorias regionais, a
criação de 3 vice-presidências, 14 diretorias regionais e
23 superintendências estaduais.
Posteriormente, abalado por desastrosa crise do
início do século XX, agora sem a presença de Souza
Dantas, o Banco da República do Brasil, sofreu intervenção
federal e foi liquidado, retomando, nos idos de 1905, o
nome tradicional BANCO DO BRASIL.
Em complemento da obra realizada, nos idos
de 1889 a 1894, no Banco do Brasil, trazemos de volta as
palavras do presidente Manoel Pinto de Souza Dantas,
transcritas e interpretadas no relato de Cláudio Pacheco:
"O presidente Souza Dantas declarou, diversas vezes,
inclusive perante o presidente da República, que o Banco
do Brasil, o mais antigo do País, se recomendara, tanto
nas épocas de paz como nas de perturbação e de guerra,
por serviços relevantes, já reconhecidos e proclamados,
sempre que o Governo os exigiu, sem excetuar o do
novo regime proclamado a 15 de novembro de 1889. Era
assim tradicional e ininterrupta a adesão do Banco do
Brasil às instituições da Nação. O seu capital fora realizado
do modo mais efetivo, o seu fundo de reserva atingia
cerca de 70% deste capital, o seu crédito fora mantido,
sempre, entre nacionais e estrangeiros, a confiança que
nele depositavam todas as classes da sociedade, como se
demonstrava pela entrada diária de depósitos, apesar da
crise que a todos assoberbava, não sofrera o mínimo
abalo; as suas ações se achavam cotadas, sempre, acima
do par;" (6)
(6)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. III
­ pp. 334 e 335 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de
Janeiro ­ 1980.

45

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em épocas distintas, 3 presidentes da Província
da Bahia presidiram os destinos do Banco do Brasil:
Lisboa Serra (5/9/1853 a 15/1/1855) e Manoel Pinto de Souza
Dantas (12/10/1889 a 29/1/1894), ambos faleceram em
pleno mandato, ambos estadistas. Outro estadista, que
completa a tríade, o Barão de Cotegipe (João Maurício
Wanderley), natural da Bahia, presidente do Banco do
Brasil (5/12/1888 a 13/2/1889), igualmente morreu em pleno
exercício do cargo.
No dia 29 de janeiro de 1894, faleceu Manoel
Pinto de Souza Dantas, deixando viúva Ana Amália
Josefina Barata e seus sete filhos: Manuel, Rodolfo, João,
Francisco, José, Maurício e Ana Carolina [MONTEIRO, 1955].
Da família
trajetória dos netos:
Luiz

do

homenageado,

vale

destacar

a

Martins
Souza
Dantas
(1876/1954),
embaixador
brasileiro em Paris (1922/1942), com o ideal libertador,
herdado do avô, o diplomata, arriscando a própria
vida, concedeu centenas de visto de saída da França
e entrada no Brasil de judeus perseguidos pelos
alemães, entre eles o ator e teatrólogo Zbigniew
Ziembinski (1908/1978). O pai de Luiz Martins, o
diplomata Manoel Pinto de Souza Dantas Filho foi
cônsul do Brasil em Bordéus, Genebra e Lisboa.

Marcos Clemente de Souza Dantas (posse no BB: 6/5/1921,
apos.: 2/12/1964), exerceu importantes cargos: chefe
do
Departamento
do
Funcionalismo,
diretor
da
Carteira de Câmbio, presidente do Banco do Brasil
(23 a 27/7/1934 ­ interino e 18/8/1953 a 6/9/1954,
efetivo). Marcos Souza Dantas, filho de Rodolfo Dantas.

FERNANDO PINHEIRO

­

46

Segundo [PACHECO, 1979], após a saída de Souza
Dantas do Banco do Brasil, em 29/1/1894, ocorreu, em
seguida, a sucessão dos seguintes presidentes:
29/1/1894 a abril/1894
­ Rangel Pestana, Francisco
(interino)
abril/1894 a 2/9/1895
­ Rangel Pestana, Francisco
3/9/1895 a 19/10/1895
­ Fernando Lobo Leite Pereira (interino)
19/10/1895 a 14/11/1898 ­ Afonso Penna
17/11/1898 a 10/9/1900
­ Luiz Martins do Amaral
8/5/1900 (interino)
­ Barão do Rosário (João José do Rosário)
10/9/1900 (interino)
­ Barão de Quartin (Antonio Thomaz Quartin)
11/9/1900 a set./1901
­ Otto Pettersen
set/1901 a ago/1902
­ Custódio de Almeida Magalhães
ago/1902 a 12/12/1902
­ Raimundo de Castro Maia
12/12/1902 a 27/11/1906 ­ Custódio José Coelho de Almeida
O estadista Afonso Pena, em 19/10/1895, ocupa
o cargo de presidente do Banco do Brasil e, no dia 31
do mesmo mês, é empossado o diretor Aarão Reis
(Aarão Leal de Carvalho Reis), engenheiro paraense e,
com a saúde restabelecida, em 25/11/1895, o ex­gerente da
Agência de Londres, Barão do Rosário, assumiu o cargo
de vice­ presidente do Banco do Brasil [PACHECO, 1979].
De acordo com o Diário Oficial da União ­ D.O.U ­
27/5/1900 ­ p. 27 ­ Seção l, o conselheiro Luiz Martins do
Amaral, presidente do Banco da República, em 8/5/1900,
é substituído, interinamente, pelo Barão do Rosário (João
José do Rosário).
Vale assinalar a nossa gratidão aos funcionários
do Banco do Brasil, na antiga personalidade jurídica
Banco da República do Brasil (1892/1905), e aos dirigentes
que o conduziu, entre eles "o honrado Barão de Quartin",

47

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

no dizer de Cláudio Pacheco [História do Banco do Brasil,
vol. 3, pp. 491, 493].
Vale ressaltar que, nesse período, é criada a
Caixa Montepio dos Funcionários do Banco do Brasil,
atualmente sob nova designação: Caixa de Previdência
dos Funcionários do Banco do Brasil ­ Previ. Nos idos
de 1898, o Barão de Quartin é diretor da Caixa
Econômica e presidente do Monte Socorro, cujo exemplo
e incentivo iria se refletir em 1904 dentro do Banco
do Brasil, com ressonância aos dias atuais.
A nossa gratidão se estende aos presidentes do
Banco do Brasil que apoiaram a previdência social
dentro da Empresa, desde a primeira hora, assegurando
aos funcionários uma qualidade de vida que, no passado,
foi bem superior a quaisquer outras instituições da
espécie, que surgiram posteriormente, quando as leis
trabalhistas ainda não concediam os benefícios de que o
Banco do Brasil oferecia aos funcionários.
A
públicos já
(PL/MA ­
escravatura
como uma
Governo:

ideia da criação de montepio para funcionários
era de iniciativa do deputado Lisboa Serra
1848/1855), assim como a da abolição da
apresentada por ele, deputado oposiconista,
das duas condições essenciais para apoiar o

"Tudo quanto o orador exige de um governo para
que o seu apoio possa ser franco e decisivo reduz­se a
duas condições essenciais:
1ª ­ que ele garanta ao país todas as liberdades e
riquezas que a Constituição e as leis têm outorgado [...] e

FERNANDO PINHEIRO

­

48

2ª ­ a que o governo desenvolva uma vontade firme e
enérgica no emprego das medidas necessárias para
lançar
longe de nós essa nuvem negra e medonha que vem das
terras africanas [...] uma questão de
vida e morte para
o futuro do império." (7)
Mesmo
frustrado
nessas
ideias
sublimes
que
iriam colocar, mais tarde, o Brasil em novo patamar
de grandeza, Lisboa Serra defendeu, na Assembleia
Legislativa Imperial, no decorrer de 1853, a política
econômica do Governo relativa à criação do Banco do
Brasil, proporcionando a ele as honras imorredouras:
poeta, tribuno e doutor de Coimbra, o campeão imbatível
em defesa do Banco do Brasil, o mais importante
presidente do BB, o presidente­fundador.
Vitorioso em todas as frentes de trabalho por
onde passou, na Alfândega, no Governo da Bahia, no
Conselho Imperial, na Assembleia Legislativa Imperial,
onde viu nascer o Banco do Brasil, através dos
calorosos debates parlamentares que culminariam com
a Lei n° 683, de 5/7/1853 e o Decreto n° 1233, de
31/8/1853, o nobre deputado maranhense Lisboa Serra,
conselheiro da Coroa Imperial, estadista que cooperou
no restabelecimento da paz, consolidando a fraternidade,

(7)

LISBOA SERRA, presidente do Banco do Brasil (5/9/1853 a
15/1/1855) ­ Discurso proferido, em 14/6/1848, na Assembleia
Legislativa Imperial ­ Cópia concedida, gentilmente, em 5/4/1999,
por Antônio Geraldo de Azevedo Guedes, presidente da Associação
Brasileira de Ex­Congressistas à Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil ­ Fonte: Centro de Documentação
e Informação da Câmara dos Deputados ­ Brasília ­ DF.

49

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

pois,
anteriormente,
naquele
passado
remoto,
houve
acirradas lutas armadas, sendo a Rebelião Praieira
(1848/1850),
a
última
das
revoltas
provinciais,
ele,
humilde e nobre, se apresentou na tribuna, em 6 de
junho de 1854, interpretando o Brasil:
"[...] dispunha os meios, preparava o país para receber
o impulso e movimento que o seu estado de crescente
prosperidade
e
as
ideias
do
tempo
lhe
haviam
infalivelmente imprimir. Para isso era necessário dar
nova organização e mais moralidade às repartições por
onde se arrecadam ou fiscalizam as rendas do Estado.
Era ainda para isso necessário regularizar, dar mais
expansão e desenvolvimento ao nosso crédito no interior,
e firmá­lo no exterior onde tínhamos a resgatar uma
grande dívida prestes a vencer­se, e donde devíamos atrair
capitais e braços para o nosso movimento industrial.
O código comercial, a reforma do Tesouro e
tesourarias, os trabalhos e estudos sobre alfândegas, e
finalmente essa brilhante operação de crédito realizada
em Londres, são resultados, sem dúvida, grandes, devidos
ao seu esforço ou obtidos com o seu concurso, e por
si suficientes para estabelecer o crédito de qualquer
administação.
O que porém completou, ou para melhor dizer, o
que completará no futuro sua obra gigantesca é, sem
contradição, a criação do Banco do Brasil, ao qual
está marcado o alto destino de regularizar e dar maior
estabilidade ao nosso meio circulante e cooperar com o
governo na grande obra da civilização e do progresso." (8)
(8)

LISBOA SERRA, presidente do Banco do Brasil (5/9/1853 a
15/1/1855) ­ Discurso proferido, em 6/6/1854, na Assembleia
Legislativa Imperial, idem.

FERNANDO PINHEIRO

­

50

Para encerrar a transcrição das palavras do
deputado Lisboa Serra a respeito do Brasil e do Banco do
Brasil, selecionamos apenas uma assertiva proferida, em
26/8/1854, na ocasião em que ocupava a tribuna da
Assembleia Legislativa Imperial, na qualidade de presidente
do Banco do Brasil: "o crédito não se pode decretar [...],
o crédito é a confiança".
Ainda em retrospectiva, vale assinalar que a
regulamentação do direito à aposentadoria de funcionários
públicos, no Brasil, teve origem nos idos de 1888,
destinada aos empregados dos Correios. No mesmo ano
é criada a Caixa de Socorro para as Estradas de Ferro.
No ano seguinte, é a vez do Fundo de Pensões do
Pessoal das Oficinas de Imprensa Nacional [Ministério da
Previdência Social, acesso eletrônico em 22/6/2010].
Vale ressaltar a iniciativa do jurista Ruy Barbosa,
quando no exercício do cargo de ministro da Fazenda:
"Foi também sob sua administração que se criou o
Tribunal de Contas, o montepio dos funcionários públicos"
(9)

Em 31/10/1890 é criado o Montepio Obrigatório
dos Empregados do Ministério da Fazenda por decreto
do ministro Ruy Barbosa. Nos idos de 1926 é extinto
este Montepio, com a reorganização do Montepio dos
Funcionários Públicos Civis da União. Posteriormentre, em
1931, recebe nova designação Instituto de Previdência
dos Funcionários Públicos da União, e, 3 anos mais
tarde, outra designação, Instituto Nacional de Previdência.
(9) JOÃO FELIPE GONÇALVES ­ in Rui Barbosa: pondo as ideias no
lugar, p. 70 ­ FVG ­ 1ª edição, 2000.

51

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A rigor, o ano de 1923 é o marco de partida
das atividades da Previdência Social com o advento da
Lei Elói Chaves e do Conselho Nacional do Trabalho.
Com a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e
Comércio, em 1930, surgiram a orientação e a supervisão
da Previdência Social.
Na área bancária, em 8/7/1934, entre os institutos
que estavam sendo criados, surgiu o IAPB ­ Instituto de
Aposentadoria e Pensões dos Bancários. Nos idos de
1940, o Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos
migra para o IPASE ­ Instituto de Previdência e
Assistência dos Servidores do Estado.
Nos idos de 1960, a Previdência Social ganha
nova roupagem com a criação do INPS ­ Instituto Nacional
de Previdência Social. Desde 1990, a Previdência está sob
nova designação: INSS ­ Instituto Nacional de Seguro Social,
atualmente vinculado ao Ministério da Previdência Social
[Ministério da Previdência Social ­ Histórico da Legislação
Previdenciária ­ Anuário Estatístico da Previdência Social ­ 2004].
Segundo [PACHECO, 1979], nos primórdios da
fase atual do Banco do Brasil (3/7/1906 a 27/11/1906),
Custódio José Coelho de Almeida, diretor da Carteira de
Câmbio, exerce, em caráter interino, o cargo de presidente.
Quinze anos após, no período 1921/1923, reassume o cargo
de diretor da Carteira.
No dia da posse, conforme a narrativa de
Cláudio Pacheco, o Banco do Brasil adotou providências
de reorganização:
"Finalmente, em 3 de julho de 1906, reunida
extraordinariamente, a Assembleia Geral elegeu os novos
diretores e os membros do Conselho Fiscal. Para
diretores, por parte dos acionistas, foram proclamados

FERNANDO PINHEIRO

­

52

eleitos os senhores Leopoldo César de Andrade Duque
Estrada, o ministro da Fazenda, José Leopoldo de Bulhões
Jardim e o comendador Luís Alves da Silva Porto. O
último reatava assim a sua longa carreira de diretor do
Banco, depois de ter atuado, com relevo e proficiência,
em sua reorganização.
Ainda em julho de 1906, o Banco do Brasil começou
a funcionar no nível de reuniões de Diretoria registradas
em atas. No dia 4, o Sr. Custódio Coelho, como presidente,
deu posse ao diretor eleito Silva Porto. No dia 9, tomou
parte da reunião o novo diretor Leopoldo Duque Estrada.
Só em 17 de novembro tomou posse o outro diretor
eleito, José Leopoldo de Bulhões. O presidente nomeado
pelo Governo, Sr. João Ribeiro de Oliveira e Souza, tomou
posse em 27 de novembro de 1906.
Na sessão de 23 de julho de 1906, a Diretoria tomou
decisões importantes para a organização do Banco, como
estas: nomeação de um secretário para chefe do pessoal
e para coordenar as ordens emanadas da Diretoria
e as propostas que a esta devessem ser apresentadas;
realização de um estudo minucioso de todo o pessoal,
para fins de formação do quadro das diversas seções
de serviço; organização do Regimento Interno com
aproveitamento do antigo, convenientemente modificado;
preparo de cadastro, de balancetes de caixa firmados
pelo tesoureiro; adoção de livros de saldos dos principais
devedores, de saldos gerais, de vencimentos da semana
e talão de ordens de descontos; assinaturas de dois
diretores para a validade de transações ou ordens de
pagamentos; alçada da Diretoria para decidir sobre
grandes empréstimos aos Estados, Câmaras Municipais e
Companhias e outras operações; fixação períódica pela
Diretoria, com publicação nos jornais, das taxas de

53

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

descontos e para o dinheiro recebido a prêmio e em
conta corrente." (10)
Como vimos, foi efetuada, em janeiro/1891, a
venda da Filial São Paulo, restringindo­se a um só
centro de operações na cidade do Rio de Janeiro,
embora
a
Agência
de
Londres,
Inglaterra
estivesse
operando no período de 1891 a 1894). Sob as ordens do
presidente João Ribeiro foram inauguradas as 3 primeiras
agências do Banco do Brasil: Manaus (14/1/1908), Pará
(1/8/1908) e Santos (22/08/1908) [PACHECO, 1979].
As principais operações do Banco do Brasil,
efetuadas pela sucursal de Belém, a 2ª no País, eram
a emissão de vales­ouro destinados ao pagamento de
direitos alfandegários, vendas de cambiais e empréstimo
de dinheiro sobre penhor da borracha [Revista AABB ­ 1964].
Com o falecimento de Afonso Pena, presidente
da República, ocorrido, em 14/6/1909, dentro do Palácio
do Catete, João Ribeiro exonerou-se do cargo de presidente
do Banco do Brasil [PACHECO, 1979].
Em 25/6/1909, Ubaldino do Amaral tomou posse
no cargo de presidente do Banco do Brasil. No ano
seguinte, foram inauguradas 2 agências: Bahia (15/7/1910),
Campos (26/7/1910). A passagem de Ubaldino do Amaral
na vida pública foi bastante exuberante em termos de
trabalho [PACHECO, 1979].
Em declaração manifestada, em 13/7/1910, em
reunião de Diretoria, o presidente do Banco do Brasil,
conforme relato de Cláudio Pacheco,
(10)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. III
­ p. 546 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

­

54

"assinalou que as despesas gerais do estabelecimento
continuavam excessivas, principalmente em decorrência
de ter a matriz de pagar cento e dezoito empregados
efetivos, cinco diretores em atividade, um aposentado e
cinco membros do Conselho Fiscal." (11)
O
diretor
Norberto
Custódio
Ferreira
assume,
interinamente, em 14/10/1910, o cargo de presidente do
Banco do Brasil, na vaga deixada por Ubaldino do
Amaral. A interinidade se estende até 6/4/1911 [PACHECO,
1979].
João Alfredo, um estadista a mais que dirige
os destinos do Banco do Brasil ­ João Alfredo Corrêa
de Oliveira, titular da Pasta do Império (1870/1875),
presidente do Banco do Brasil (6/4/1911 a 27/11/1914).
A exemplo do deputado Lisboa Serra, presidente­
fundador do Banco do Brasil, João Alfredo defendeu na
Câmara dos Deputados a política econômica do Governo,
enfrentando sérios debates com os opositores. A respeito
da atuação parlamentar de João Alfredo, comenta o
escritor Fernando Monteiro:
"A João Alfredo coube dirigir as discussões ­ talvez
as mais memoráveis de nossos fastos parlamentares ­ em
torno do projeto transformado na lei n° 2.040, de 28 de
setembro de 1871, que desarraigou a escravidão no país,
instituição a que ele mesmo, como chefe do gabinete de
1888, vibraria o golpe final de 13 de maio." (12)
(11)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV
­ p. 5 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

(12)

FERNANDO MONTEIRO ­ in Figuras do Banco do Brasil ­ pp. 33
e 34 ­ Cadernos AABB ­ Rio de Janeiro ­ 1955.

55

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

No período de 5/12/1888 a 13/2/1889, o Barão
de Cotegipe dirige os destinos do Banco do Brasil.
Este ilustre estadista presidiu ainda o Congresso Nacional
(1882/1885). Uma das mais belas biografias, constantes no
site eletrônico do Senado Federal, é sem dúvida, a de
João Maurício Wanderley.
A gestão de João Alfredo Correia de Oliveira,
presidente do Banco do Brasil (6/4/1911 a 27/11/1914),
recebeu elogios de Pedro Luiz Correa e Castro, antigo
secretário da Presidência, naquele período:
"De acordo com o interessante depoimento do Sr.
Pedro Luiz Corrêa e Castro, ­ que foi, ainda jovem
escriturário, seu secretário particular na Presidência do
Banco, das mais fecundas foi a administração de João
Alfredo, que pôde dar novo impulso às operações
legitimamente comerciais, depois de haver liquidado grande
parte dos negócios congelados.
Iniciou a mecanização dos serviços, então exclusi­
vamente manuais, com a introdução das primeiras
máquinas de escrever e de calcular.
Em obediência a plano cauteloso, que havia traçado,
coube­lhe inaugurar as agências no Recife e em Fortaleza,
ambas em 1913, respectivamente a 12 e a 14 de agosto."
(13)

Anteriormente, desde os idos de 1906 a 1910,
foram criadas as agências nas cidades de Manaus, Santos,

(13)

FERNANDO MONTEIRO ­ in Figuras do Banco do Brasil ­ p. 31
­ Cadernos AABB ­ Rio de Janeiro ­ 1955.

FERNANDO PINHEIRO

­

56

Belém, Salvador, Recife, Porto Alegre e Campos por ser
mais vantajoso para o Banco eliminar o custo elevado das
comissões pagas aos agentes nessas praças, relativas à
emissão de vales­ouro, compra de cambiais e cobranças
de remessa por conta de terceiros [PACHECO, 1979].
A palavra ouro, na acepção mercadológica, usada
nos produtos do BB, vem dessa época. Outro argumento
que justifica a utilização do termo ouro, na longa
tradição do Banco do Brasil, vem desde 1917, quando
o presidente Homero Baptista apresentou o relatório à
Assembleia Geral dos Acionistas, pois o BB, com a
emissão dos certificados­ouro que comprovava o pagamento
de direitos alfandegários, detinha a fiscalização da
arrecadação das rendas públicas, oriundas do imposto­
ouro sobre as importações [PACHECO, 1979].
Literalmente, a designação cheque­ouro originou-se
do Decreto n° 6.169. de 31/10/1926, baixado pelo presidente
da República,
no qual o Banco do Brasil
estava
autorizado a receber depósitos de ouro em moeda legal,
ao tempo em que a Empresa podia também emitir
cheques­ouro, pagáveis à vista.
Nos idos de 1934, segundo o funcionário
Fernando Drummond Cadaval, gerente, depois diretor da
Carteira de Câmbio (1951/1954), por iniciativa de Marcos
de Souza Dantas, no exercício do cargo de presidente do
Banco do Brasil (23 a 27/7/1934), o Governo Federal
concedeu ao BB "a exclusividade para compra de ouro
amoedado e em barras" [Revista AABB ­ Rio ­ junho/1934].
Esta assertiva foi confirmada, posteriormente, em
6/11/1940, pelo funcionário Tancredo Ribas Carneiro, diretor
da Carteira Cambial (janeiro/1938 a abril/1939), ao ensejo

57

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

da realização da palestra A missão do Banco do Brasil
proferida, em 6/11/1940, no Colégio Militar do Rio de
Janeiro. Vale ressaltar:
"A ele (Banco do Brasil) compete comprar todo o
ouro produzido no país, desde os limites das Guianas
até as fronteiras do Uruguai.
Imaginai o poder de uma organização capaz de
adquirir e transportar todo esse ouro que vem sendo
amealhado pacientemente de modo que não se escape,
que não se evada.
Alguns de vós viram, na visita que fizeram ao Banco,
uma parte desse ouro depositado em nossas casas­fortes,
depois de laminado e reduzido a barras.
Em cada barra de 20 quilos se condensam as pepitas,
o ouro em pó explorado pelo garimpeiro no mais rude
sertão, e recolhido pelo Banco." (14)
Transportando esta informação aos dias de hoje,
há o recrudescimento e o prestígio da palavra ouro, nos
produtos que o Banco do Brasil vende. Retrocedendo aos
idos de 1966, vimos o Banco do Estado da Guanabara
colocar na praça o "cheque-verde" destinado a garantir
o pagamento até o valor de Cr$ 20,00, independente de
consulta de saldo na conta do correntista.
No depoimento de Irapuan Paulo Salgueiro,
constante da obra Banco do Brasil dos meus tempos, de
Paulo Konder Bornhausen, há informação de que surgiu

(14)

TANCREDO RIBAS CARNEIRO (1914/1946), diretor da Carteira
Cambial do Banco do Brasil (jan/1938 a abril/1939) ­ in A
missão do Banco do Brasil, palestra proferida, em 6/11/1940, no
Colégio Militar do Rio de Janeiro.

FERNANDO PINHEIRO

­

58

no gabinete de Paulo Bornhausen, diretor do Banco do
Brasil (1964/1972), um grupo de trabalho que apresentou
o "cheque-ouro" destinado a cobrir pagamento dentro de
uma linha de crédito aberta aos correntistas.
À frente desta iniciativa, estavam o próprio diretor
e os funcionários do BB, Geraldo Machado (PRESI),
Rogério Teixeira (Superintendência), Arnaldo Jorge Fábregas
da Costa Júnior (DISEG), José Vitela (DIPRI), Irapuan
Paulo Salgueiro, Waldyr Alves da Silva (DIQUA). Sucesso
inigualável no mercado, os demais bancos passaram
a
adotar
práticas
semelhantes
em
suas
operações
[BORNHAUSEN, 2002].
Ainda na primeira década do século XX, a
Diretoria do Banco do Brasil encontrava-se em ritmo
crescente de serviços: nomeações, remunerações, inclusive
licenças de empregados, transferências, férias anuais de
15 dias aos funcionários que, durante os oitos primeiros
meses do ano, não tivessem mais de 5 faltas [PACHECO,
1979].
Diante da Assembleia dos Acionistas, o presidente
João Alfredo, nos idos de 1912, conforme relato de
Cláudio Pacheco, fez o uso da palavra:
"Em seu relatório apresentado à Assembleia dos
Acionistas, na sessão ordinária de 1912, declarou ele que
logo, sob a sua Presidência, a Diretoria tivera de corrigir
anormalidades, a primeira das quais consistira na quebra
de uma tradição, que viera de Lisboa Serra e Itaboraí,
os dois primeiros presidentes do Banco em meados do
século passado, sob cujas gestões o Banco esmerava-se em
sua função essencial de fazer circular rapidamente o
dinheiro por todo o comércio, alto, médio e pequeno,
em descontos proporcionais à capacidade produtiva e

59

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

solvente de cada um em escala que descia por avultado
número às letras menores de quinhentos mil réis.
Ora, ultimamente, contrariando essa velha prática, já
exarada e aplaudida no primeiro relatório de 1854, nada
menos de dois terços do capital realizado pelo Banco
tinham sido postos em poucas mãos e nelas represados
pelas contínuas reformas e prorrogações de prazo. Só o
Loide Brasileiro, a caminho da ruína, devia mais da
metade desse capital,
sem
amortizar o débito nem
pagar os juros. Tinham sido relegados os pequenos
descontos, os chamados "negócios de subúrbio". (15)
Outra medida que vinha sendo adotada pelo
Banco do Brasil, antes da chegada do presidente João
Alfredo, foi a fixação de taxas de 8, 9 e 10%, diante
da concorrência de outros bancos que mantinham a
taxas de 7%, e até de 6%, conforme as garantias,
perdendo assim a Empresa maiores oportunidades de
negócio, além da morosidade dos processos, João Alfredo
fez corrigir esse procedimento, estabelecendo a mesma
taxa dos bancos concorrentes e reduzindo o percentual
de 5% para as operações de redescontos [PACHECO, 1979].
Na administração de João Alfredo ocorreram
deslizes administrativos com os gerentes das agências de
Manaus e Belém. Naquela época, o Banco do Brasil
admitia para aqueles cargos pessoas fora do quadro do
funcionalismo. Foi enviado para aquelas cidades advogados
para orientar a regularização do crédito da Empresa
[PACHECO, 1979].

(15)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
pp. 17 e 18 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

­

60

A conjuntura dos fatos evidenciou a urgente
necessidade de criar­se uma inspeção nas agências e
colocar funcionários do BB para o cargo de gerente e
inspetor de agências. Na sessão ordinária da assembleia
dos acionistas, nos idos de 1913, a Diretoria aprovou um
regulamento para agências e a criação de órgão central
que as fiscalizassem [PACHECO, 1979]. Nascia, então, a
Inspetoria Geral, hoje com nova designação: Auditoria do
Banco do Brasil.
Antes mesmo que surgissem as leis que iriam
proteger o trabalhador brasileiro emanadas no Governo de
Getúlio Vargas, o Banco do Brasil, em 29/4/1913, já se
antecipava, criando condições favoráveis ao funcionalismo
[PACHECO, 1979]:
a) o direito a aposentadoria era concedido ao empregado
que contar com mais de 30 anos de serviço efetivo,
e provar invalidez, com todos os vencimentos do
cargo exercido:
b) por iniciativa da Empresa ou do empregado que tenha
mais de 10 anos de serviço efetivo, a aposentadoria
por invalidez era concedida mediante atestado de
uma junta médica que o considere inválido.
João Alfredo, depois de ter exercido o cargo de
presidente do Banco do Brasil (6/4/1911 a 27/11/1914),
recebeu palavras de elogio do presidente da República,
Hermes da Fonseca em mensagem enviada ao Congresso
Nacional, enaltecendo-o a atuação à frente dos destinos
do Banco do Brasil que, apesar da crise em diversas
praças, inclusive a do Rio de Janeiro, manteve­se em
situação próspera [PACHECO, 1979].

61

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Mudança de governo, mudança na direção do
Banco do Brasil. Em 15/11/1914, a saída do marechal
Hermes da Fonseca e a entrada de Wenceslau Brás.
Em 27/11/1914, despede-se João Alfredo Correia de Oliveira
da Presidência do Banco do Brasil, assumindo o cargo
Homero Baptista [PACHECO, 1979].
Em 1915, a rede de agências do BB estava
circunscrita em sete cidades: Manaus, Belém, Santos,
Campos, Salvador, Recife e Fortaleza. Posteriormente
(1917/1919), foram acrescidas: Corumbá, Maceió, Aracaju,
Três Corações, Uberaba, São Paulo, Florianópolis, Natal,
Ilhéus, Vitória, Maranhão (mais tarde, designada São
Luís), Parnaíba, Juiz de Fora, Cataguases, Santa Luzia
do Carangola, Ponta Grossa, Barretos, Ribeirão Preto,
Varginha, Pelotas, Belo Horizonte, Jaú, Rio Grande, Bagé,
Joinville e Livramento [PACHECO, 1979].
A fim de evitar eventuais distorções (drenagem
das economias regionais), o regulamento das agências
previa estabelecer a aplicação de 2/3 do valor dos
depósitos a operações de empréstimos, mantendo 1/3
no encaixe, assegurado o reforço de caixa pela Matriz,
mediante as tradicionais remessas de numerário, sempre
quando fossem necessárias, beneficiando as comunidades
locais [PACHECO, 1979].
Em 30/4/1915, o Banco do Brasil, com o objetivo
de manter a estrutura administrativa eficiente, passou
a adotar a classificação de agências: Santos (1ª classe),
Manaus e Belém (2ª classe), Recife, Bahia e Campos
(3ª classe), as demais agências em 4ª classe. A de São
Paulo veio a ser classificada de 2ª classe em 14/8/1918.

FERNANDO PINHEIRO

­

62

No passar dos tempos, as agências seriam elevadas de
categoria de acordo com os resultados obtidos em cada
semestre do ano [PACHECO, 1979].
No ano seguinte, o Banco do Brasil instalou,
em 16/7/1916, a Agência em Maceió, sob o comando
do gerente Edgar Godoy Teixeira Bastos (posse no BB:
29/6/1909, apos.: 31/7/1928), e em Corumbá, sob a direção
de Gastão Tavares Rodrigues Jardim (posse no BB:
12/5/1910, apos.: 23/7/1932 [Carta­Circular de 26/7/1916,
do presidente Homero Baptista; Almanaque do Pessoal ­ 1964;
Revista AABB ­ Rio].
Ainda em 1916, precisamente no dia 5 de
julho, o Banco do Brasil inaugura a Agência Três
Corações ­ MG na presença do gerente Rodolpho
Ambronn que a administrou durante o período de julho/
1916 a agosto/1917. Mais tarde, o escritor cearense
Braga Montenegro esteve por lá na gestão que durou
2 anos (31/03/1952 a 18/4/1954).
Com o objetivo de agrupar as agências por
interesses de região, a Diretoria resolveu, em 18/7/1917,
criar grupos de agências de maior categoria jurisdicionando
agências subordinadas: Belém (Manaus, São Luís, Parnaíba
e Fortaleza); Recife (Natal, Paraíba e Maceió); Bahia (Aracaju
e Ilhéus), São Paulo (Uberaba e Corumbá); Porto Alegre
(Florianópolis e Curitiba). A Matriz manteve a jurisdição
sobre as agências de Santos, Vitória, Campos e Três
Corações [PACHECO, 1979].
Por decisão da Diretoria, em fev/1918, o Banco
do Brasil reduziu a escritórios as agências de 4ª classe
situadas nas cidades de Três Corações, Vitória e Parnaíba
e criou escritórios em Camocim, Cachoeira, Cabo Frio,
Carangola, Jaú, Ponta Grossa, Laguna, Itajaí, Pelotas,

63

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Livramento e Uruguaiana. Agrupam­se nessa classificação
Mossoró, Barretos e Bauru, agências criadas e ainda
não instaladas àquela época [PACHECO, 1979].
Nesse mesmo ano, o Banco do Brasil incorporou
o movimento das contas das agências no balanço
da Matriz e estabeleceu a fiscalização permanente das
agências e escritórios por meio de inspetores designados,
alternadamente. De início, foram nomeados 3 inspetores,
com a categoria de gerentes de primeira classe. Antes da
inspeção de caráter permanente, o Banco já realizava
fiscalização transitória [PACHECO, 1979].
Na gestão de Homero Baptista, presidente do
Banco do Brasil (27/11/1914 a 3/1/1919), foi admitido, pela
primeira vez, o ingresso de menores de 16 a 21 anos no
BB, nas funções de contínuos auxiliares
"pelo prazo de 6 meses, findos os quais seriam providos
definitivamente e sucessivamente promovidos a contínuos
de segunda classe, quando houvesse vaga, ..." (16)
A admissão dos menores, em idade de 14 a 16
anos, cursando no mínimo o 2° ano ginasial (designação
da época), recrudesceu no 2° semestre/1971 (Programa
de Menor Estagiário).
No dia 6 de setembro de 1918, as portas de
madeiras nobres da Rua da Alfândega (hoje em dia,
há muito tempo demolidas e guardadas na memória
do espaço onde hoje é a Associação Comercial do Rio
de Janeiro), se abrem para receber Francia Lindgren, a
1ª mulher a ingressar no Banco do Brasil.
(16)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 113 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

­

64

Acompanhando a mudança da sede do BB para
a Rua Primeiro de Março, 66, na gestão de James Darcy
(2/1/1925 a 16/11/1926), Francia Lindgren vivenciou os
acontecimentos da Matriz e da Agência Central ­ DF e
aposentou­se em 5/12/1950 [Almanaque do Pessoal ­ 1964;
bem como os almanaques anteriores a 1964]. Colaborou,
desenhando charges, na Revista AABB ­ Rio .
Após a aposentadoria, Francia Lindgren dedica­se
à pintura e recebe premiação nos seguintes trabalhos:
Tarde de outono em Cambuquira ­ Menção Honrosa
conferida no Salão Nacional de Belas Artes [Diário Oficial da
União ­ Ministério da Educação e Saúde ­ 7/12/1951];
Mulungus do Estado do Rio ­ Medalha de ouro na Seção
Pintura outorgada no Palácio da Cultura ­ [Idem, 14/12/1970].
Na Assembleia Geral de Acionistas, em 1918, o
presidente do Banco do Brasil recomendou a criação
de agências no exterior: Buenos Aires, Montevidéu, Paris,
Berlim, Lisboa, New York e principalmente Londres, no
dizer de Cláudio Pacheco, "era o entreposto financeiro do
mundo, onde se saldavam as contas mundiais" [História
do Banco do Brasil, vol. 4, p. 110].
Homero Baptista despediu-se, em 3/1/1919, do
Banco do Brasil, fazendo um breve pronunciamento
voltado à prestação de contas no período em que
esteve na Presidência. O diretor Milcíades Mário de Sá
Freire o substituiu no cargo até 28/7/1919, quando foi
designado para assumir a Prefeitura do Distrito Federal,
à época, localizada na cidade do Rio de Janeiro [PACHECO,
1979].

65

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

De início, Sá Freire, por cautela, diminuiu o
ritmo acelerado em que estava sendo desenvolvidas as
atividades nas agências do Banco do Brasil. Essa mesma
política de contenção de despesas, ele a aplicou na
Prefeitura do Rio de Janeiro, refreando o ritmo das
obras públicas, com o objetivo de pôr ordem às finanças
municipais [PACHECO, 1979].
No Banco do Brasil, a situação de crescimento
da rede de agências teve um contentamento misto de
preocupação por parte do presidente que assumia o
cargo. Na obra de Cláudio Pacheco esta expectativa se
desenrolava no início de 1919. Vale ressaltar:
"Assim observou que o rápido desenvolvimento das
agências representara realmente promissoras esperanças,
mas não se devia ocultar que muitas se instalaram em
praças não convenientemente conhecidas, tendo sido
providas de pessoal bisonho, que só com o tempo estava
se habilitando, mercê dos esforços dos que a dirigiam
e da constante fiscalização da matriz." (17)
A razão plausível de Sá Freire em manter
sustada a expansão da rede de agências do Banco do
Brasil estava, sem dúvida, na crise do comércio local e
em outras praças nacionais provocada pelo término da
guerra europeia. Medidas mais rigorosas foram adotadas:
diminuição das despesas gerais, liquidação de operações
não felizes, constantes em antigos registros, inspeção
mais rigorosa nas agências e ação mais dinâmica do
Contencioso [PACHECO, 1979].
(17)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 117 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S. A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

­

66

Vale assinalar os funcionários que exerceram,
no período de 1916 a 1919, cargos comissionados nas
agências. A data completa seguida do nome da agência
representa a data de inauguração [Revistas AABB ­ Rio ­
1935; bem como as Revistas AABB ­ Rio pertinentes ao período
1936 a 1966; Almanaque do Pessoal ­ 1964]:
João Pessoa ­ PB ­ 1916 ­ José Joaquim Monteiro de Andrade,
gerente (posse no BB: 12/12/1907, exon. 6/11/1930),
Demétrio Bastos, contador (posse no BB: 12/8/1913, falec.
29/4/1955).
Maceió ­ AL ­ 16/7/1916 ­ Edgard Godoy Teixeira Bastos,
gerente (posse no BB: 29/6/1909, falec. 31/7/1928),
Bento de Oliveira, subgerente (posse no BB: 19/7/1909,
falec. 17/8/1927).
Porto Alegre ­ RS ­ 1916 ­ José Nicolau Tinoco, gerente (posse
no BB: 8/3/1910, falec. 28/8/1950), Álvaro Henriques de
Carvalho, contador (posse no BB: 14/3/1910, apos. 1/8/1947).
Três Corações ­ MG ­ 1916 ­ Rodolfo Ambronn, gerente.
Uberaba ­ MG ­ 10/8/1916 ­ Genaro Pilar do Amaral, gerente
(posse no BB: 3/8/1904, falec. 1/3/1952).
Aracaju ­ SE ­ 1918 ­ Administradores: Álvaro Braz da Cunha
(posse no BB: 6/7/1918, falec. 10/7/1928), José Braz de
Mendonça (posse no BB: 6/11/1916, falec. 9/12/1962).
Curitiba ­ PR ­ 1918 ­ Bento Munhoz da Rocha, gerente (posse
no BB: 10/6/1918, exon. 10/12/1926), Quintino Taveira,
contador (posse no BB: 3/10/1912, apos. 18/3/1948).
Fortaleza ­ CE ­ 1918 ­ Virgílio Bacellar Caneca, gerente (posse
no BB: 9/4/1913, falec.: 5/4/1950).
Maceió ­ AL ­ 24/7/1918 ­ Severino Magalhães, gerente (posse
no BB: 5/4/1910, falec. 9/1/1946)

67

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Pelotas ­ RS ­ 1918 ­ Adalardo Machado de Freitas, gerente
(posse no BB: 16/2/1916, falec. 14/8/1921), Edgar Maciel de
Sá, contador (posse no BB: 16/5/1916, apos. 19/5/1958).
Santos ­ SP ­ 1918 ­ Administradores: Mário Canedo Penna
(posse no BB: 31/12/1907, falec. 10/8/1947), Oscar Armando
Costa (posse no BB: 23/7/1910, falec. 11/7/1961), José
Affonso da Veiga (posse no BB: 7/6/1909, falec. 30/7/1961).
Uberaba ­ MG ­ 1918 ­ Frederico Christiano Clausen, gerente
(posse no BB: 15/3/1910, falec. 2/8/1939), Durval Marinho
da Silva, contador (posse no BB: 15/5/1916, falec. 7/11/1962).
Aracaju ­ SE ­ 1919 ­ Roberto Carvalho, contador, João
Francisco de Campos, gerente.
Maceió ­ AL ­ 1919 ­ Severino Magalhães, gerente.
Com a aprovação do substitutivo apresentado, em
8/11/1920, pelo senador Francisco Sá, no Senado Federal,
e sancionado como Lei n° 4.182, de 13/11/1920, no
qual incluía uma solução benéfica, surge nova Carteira:
"mandar instituir no Banco do Brasil, sob a superintendência
de seu presidente e a cargo de um diretor de nomeação
do Presidente da República, uma Carteira de Emissão e
Redesconto." (18)
Essa mesma lei foi modificada pela Lei n° 4.230,
de 31/12/1920, e regulamentada pelo Decreto n° 14.635, de
21/01/1921. Com recursos provenientes do governo federal,
a Carteira Agrícola foi instalada em 1/2/1921 [PACHECO,
1979].

(18)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 167 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S. A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

­

68

Em reunião ordinária da Assembleia Geral de
Acionistas, em 29/4/1920, presidida pelo diretor da Carteira
Cambial (designação da época), José Joaquim Monteiro de
Andrade, presidente do BB (10 a 20/5/1919 ­ interino ­ e
28/7/1919 a 19/12/1920, excetuando-se a interinidade do
presidente José Cardoso de Almeida 1/9/1919 a 6/11/1919),
Monteiro de Andrade foi designado para presidir a
comissão criada para elaborar o projeto de revisão dos
Estatutos da Empresa [PACHECO, 1979].
A

Reunião Extraordinária da Assembleia dos
Acionistas do Banco do Brasil, realizada, em 18/6/1921,
aprovou a reforma dos Estatutos e cria a Carteira
de Emissão e de Redescontos. Outra Carteira surgiu
de forma regulamentada: a Lei n° 4.567, de 24/8/1922,
concedeu a autorização do empréstimo de 400.000:000$
em apólices gerais da dívida pública à Carteira Agrícola
que se criasse no Banco do Brasil [PACHECO, 1979].
Inaugurada em 1922, a Agência do Banco do
Brasil em Buenos Aires, Argentina, era constituída de
funcionários de alto nível profissional que desempenharam
importantes funções na Empresa, naquela época, e,
posteriormente, de volta ao Brasil: Alcides da Costa
Guimarães (posse no BB: 28/1/1918 ­ apos. 6/4/1960), Júlio
da
Silva
Moneda
(posse no BB: 14//2/1918, apos.:
21/5/1931), Joviano Rodrigues de Moraes Jardim (posse
no BB: 2/1/1920, apos.: 20/2/1961), Homero Borges da
Fonseca (posse no BB: 12/6/1916, apos.: 11/1/1961) [Almanaque
do Pessoal ­ 1964; bem como Almanaque do Pessoal anteriores].
Após o ingresso de Francia
6/9/1918, no Banco do Brasil, a presença
surgindo, em número crescente, a partir
20 [Almanaque do Pessoal ­ 1934; Almanaque do

Lindgren, em
feminina veio
da década de
Pessoal ­ 1964]:

69

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Nome da funcionária
Carmen Concepcion Torres
Anna Maria Haddock Lobo

Posse
Aposentadoria
24/10/1922 exon. 21/10/1924
15/12/1922
30/8/1934

Odette Braga Furtado

10/12/1923

1/1/1957

Emma Couto Berg
Emma Berg Medeiros
Diva Pons de Araújo

(nome de solteira)
28/5/1924
28/5/1924

1/5/1955
1/9/1955

Edna Perdigão Silveira
18/1/1926
Maria Blandina Freire de Araújo 23/1/1926
Laura de Carvalho Pires Ferrão 29/1/1926
Nazir de Proença Pinto de Moura 8/11/1926
Noeme Leite Brasil
9/10/1926
Noema Cabral
8/11/1926
Noeme Leite Brasil
9/10/1926

falec.

9/8/1957
7/4/1958
23/2/1956
28/1/1946
15/5/1961
9/6/1958
15/5/1961

Carmen Lammounier Oiticica
25/4/1927
falec. 20/11/1963
Celeste Moreira da Motta
29/4/1927
26/12/1957
Celeste da Gama e Souza Gonçalves Carneiro 30/4/1927 1/2/1959
Maria Emília Souto Mayor Alhadas 29/4/1927
30/8/1958
Corina Alvim da Gama e Souza (nome de solteira)
Corina da Gama e Souza Gonçalves Carneiro 30/4/1927
1/2/1959
Lygia Mello Torres
2/5/1927
1/2/1962
Maria Chein
2/5/1927
4/5/1958
Maria da Glória Moniz Cadaval
2/5/1927
11/1/1958
Maria Thereza Leme Navarro
2/5/1927
19/2/1959
Lygia Rodrigues Antunes
4/5/1927
1/12/1962
Maria Luíza de Paula Rodrigues (nome de solteira)
Maria Luíza Rodrigues Velloso
4/5/1927
13/6/1959
Edith Nóbrega da Silva
(nome de solteira)
Edith Brasil Salomon
6/5/1927
4/7/1957
Francisca Serrão de Medeiros Reis (nome de solteira)
Francisca de Medeiros Reis Moura 6/5/1927
23/7/1958
Odette Satyra da Sylva
9/5/1927
20/5/1957

FERNANDO PINHEIRO

Nome da funcionária

­

70

Posse

Aposentadoria
Sarah da Silva Porto
10/5/1927
29/11/1960
Liberalina Monteiro Soares
11/5/1927
falec. 4/11/1950
Laura Lopes Bernardes
(nome de solteira)
Laura Bernardes de Amorim
12/5/1927
1/2/1959
Maria Ignez Teixeira Mendes Silva Cunha 15/7/1927
22/5/1975
Anna de Oliveira Figueiredo
(nome de solteira)
Anna de Figueiredo Neves
16/5/1927
1/3/1959
Ísis Paes de Andrade
17/5/1927
1/8/1957
Maria da Conceição Xavier de Brito 17/5/1927
30/8/1959
Zélia Lacerda Brandão
18/5/1927
19/5/1958
Thereza Conceição Azevedo Santos 20/5/1927
1/1/1959
Alda Gomes da Silva
9/8/1927
13/11/1957
Judith Moreira da Mota
15/9/1927
falec. 12/1/1952
Etienne Paul Richer
16/9/1927
falec.
9/5/1954
Virgínia Monteiro Soares
19/9/1927
9/1/1975
Maria Amayr Pereira
31/10/1927
1/7/1959
Dulce Carneiro do Nascimento
(nome de solteira)
Dulce do Nascimento Velloso
16/11/1927
falec. 6/7/1961
Branca do Espírito Santo Cyrillo 17/4/1928
18/8/1959
Vale salientar que o Banco do Brasil sempre
valorizou a presença feminina, desde o pioneirismo de
Francis Lindgren, nome de tradicional família pernambucana,
de origem nórdica, que espalhou, através do Nordeste
brasileiro, uma rede de lojas de tecidos, conhecida com
o nome fantasia Casas Pernambucanas.
Mesmo
antes
da
criação
do
quadro
de
funcionários, na década de 30, a mulher­funcionária
ocupava cargos de confiança de diretores e presidentes
que muito o Banco do Brasil se orgulha. A princípio,
eram sonografistas (telefonistas), estenógrafas (taquígrafas),
depois auxiliares de assessoria técnica.

71

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Considerando que os cargos de auxiliares­de­
gabinete de Diretoria, Presidência ou mesmo da Matriz,
antes da década de 30, ou posteriormente, com a criação
da Direção Geral e da Agência Central­DF, em seguida
as agências metropolitanas, conferiam a elas pontos
de destaque na promoção funcional e chegaram a ocupar,
em pé de igualdade, as mais elevadas categorias da
carreira (não confundir com os cargos comissionados).
Em janeiro/1938, a funcionária Maria de Lourdes
Villanova Santos (posse no BB: 20/4/1931, apos. 1/7/1966)
é
nomeada
encarregada
dos
Serviços
Hollerith
da
Agência Central ­ DF, seção que teve o início da
mecanização no Banco do Brasil, que culminaria, nos
dias de hoje, com a denominada logística [Revista AABB ­
Rio ­ 1938]. Os serviços ora supervisionados da Diretoria
de Logística teve, em seu início mais singelo, a presença
feminina,
inspirando­a
naquele
inconsciente
coletivo
de que nos falou Carl Jung.
Em tempos mais recentes, vale destacar a
presença de Deise Sarubbi Ardissone (posse no BB:
2/3/1942,
apos.
10/5/1972),
contadora
na
Agência
Januária ­ MG, nos idos de 1949, assistente técnica do
DEMET ­ Departamento de Mecanização e Telecomunicações
(1964/1967), inspetora regional do Banco do Brasil em
Porto Alegre­RS (1967/1971), gerente regional CREGE/
CREAI ­ Gesul (1971/1972) [Revista AABB ­ Rio ­ 1949;
Almanaque do Pessoal ­ 1964; Almanaque do Pessoal ­ 1967;
Almanaque do Pessoal ­ 1972].
Em registro iconográfico, vamos encontrar a
funcionária Odette Braga Furtado, em dezembro/1924,
na Agência de Vitória­ES (gestão do gerente José Vieira
Machado), ocasião em que ocorria a visita de Avelino

FERNANDO PINHEIRO

­

72

Lisboa, inspetor, e Attílio Pisa, gerente da Agência
Curitiba ­ PR, bem como em outro segmento a presença
de Thereza Conceição de Azevedo Santos na Agência de
João Pessoa ­ PB, em 31/7/1927, em retrato coletivo onde
aparecem, entre outros, Leoniz Peixoto de Vasconcellos,
caixa, Alfredo Wilson de Novaes, contador, Durval Marinho
da Silva, gerente, João Piragibe de Bakker, conferente
[Revista AABB ­ Rio ­ 1937; Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Nos idos de 1920 as operações sobre moeda
nacional, de câmbio comprado e vendido, atingiam £
38.431.381 [PACHECO, 1979].
O dólar não tinha a força como hoje tem, pois
o mercado de câmbio e as próprias finanças brasileiras
eram dominadas pela influência inglesa. Era o tempo
da libra esterlina.
Era o tempo da predominância do Midland,
Barclays, Westminster, Lloyd´s, London and Provincial,
com sede em Londres e filiais no Rio de Janeiro.
Os executivos desses banqueiros eram britânicos, os
brasileiros contratados exerciam cargos menores. No entanto,
o Banco do Brasil tinha, no período de 20/12/1920 a
27/12/1922,
José
Maria
Whitaker,
um
dos
maiores
banqueiros do Brasil. De inteligência brilhante, o diretor
Daniel de Mendonça ocupou interinamente o cargo de
presidente (27/12/1922 a 21/2/1923).
O nível dos salários do funcionalismo do Banco
do Brasil teve considerável elevação com o advento da
concessão de gratificações semestrais e a iniciativa de
doação de recursos destinados ao aperfeiçoamento do
pessoal, medidas ainda hoje mantidas pela Empresa,
exetuando­se o piso salarial que está defasado em
relação àquela época.

73

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Como órgão vinculado à Presidência do Banco
do Brasil, foi criada, em 10/3/1922, a Consultoria Jurídica
do Banco do Brasil, sendo nomeado consultor jurídico,
o renomado jurista José Xavier Carvalho de Mendonça
que exerceu o cargo no período de 20/3/1922 a 20/10/1930
[PACHECO, 1979].
Reunida a Diretoria, em 26/4/1923, Custódio
José Coelho de Almeida, diretor da Carteira de Câmbio
(1921/1923), fez um balanço das atividades a ele atribuídas,
frisando o crescimento operacional do Banco do Brasil,
em depósitos em contas correntes nas modalidades: sem
juros, com juros, limitadas e a longo prazo, bem como
letras descontadas e operações de câmbio [PACHECO, 1979].
Ao despedir­se, em dezembro/1924, do cargo
de diretor da Carteira Cambial, Daniel de Mendonça,
sustentou que as contas do BB, junto aos banqueiros
no exterior, continham margem suficiente para garantir
o pagamento de encargos dos saques em circulação
fornecidos ao comércio importador [PACHECO, 1979].
Em seguida, Cláudio Pacheco acrescenta:
"Ao mesmo tempo, comunicou que passara as funções
de diretor da carteira cambial ao Sr. Pedro Luiz Corrêa e
Castro, que já vinha servindo na gerência do Banco e que
mais tarde foi efetivado mediante ato do Governo." (19)

(19) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 209, 210 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­
1979.

FERNANDO PINHEIRO

­

74

A Diretoria do Banco do Brasil, capitaneada pelo
presidente Whitaker, foi constituída dos seguintes membros,
acrescidos das qualidades que os exornam: Cel. Augusto
Schmidt, comerciante, substituído por Custódio Coelho de
Almeida, financista fluminense, José Joaquim Monteiro de
Andrade, ex­funcionário do BB, afável; Augusto Moreira
de Carvalho, médico, de conversação espirituosa; Henrique
Diniz, médico; Norberto Custódio Ferreira, advogado,
conhecedor profundo do funcionalismo do BB, todos os
diretores eram mineiros de nascimento, excetuando­se
Daniel de Mendonça, o mais moço dos diretores, filho
do imortal Lúcio de Mendonça, um dos 40 fundadores
da Academia Brasileira de Letras, e genro de Júlio de
Castilho [WHITAKER, 1978].
Augusto
Frederico
Schmidt,
poeta,
político,
empresário, presidente do Club de Regatas Botafogo
(1941/1942). Atualmente, a designação atual é Botafogo de
Futebol e Regatas [Botafogo, o glorioso ­ Uma história em
preto e branco ­ Coordenação Editorial: Texto e Pesquisa
Iconográfica Braz Francisco Winkler Pepe, Luiz Felipe Carneiro
de Miranda e Ney Oscar Ribeiro de Carvalho ­ Editor: Ney
Oscar Ribeiro de Carvalho ­ Rio de Janeiro ­ 1996].
Os auxiliares imediatos do presidente Whitaker:
J.X. Carvalho de Mendonça, jurista, 1° consultor jurídico
do BB; Otto de Andrade Gil, advogado do BB, mais tarde
presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (1958/
1960), Pedro Luís Corrêa e Castro, 1° gerente da Matriz,
Octávio de Andrade, 1° contador da Matriz, Arthur Pedro
Bosísio, contador substituto de Octávio de Andrade, Ernest
Walter Mee, chefe­de­seção (Carteira Cambial), Ana Maria
Haddock Lobo, admitida na gestão de Whitaker, à época
um acontecimento de grande destaque [FONSECA, 1972].

75

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em dezembro/1923, veio integrar ao seleto
quadro de funcionários do Banco do Brasil, Odette Braga
Furtado (posse no BB: 10/12/1923, apos.: 1/1/1957) que
passou
muito
tempo
no
quadro
suplementar
com
proventos, mérito e ao mesmo tempo privilégio de poucos
[Almanaque do Pessoal ­ 1964; bem como Almanaque do Pessoal
- edições anteriores].
Na gestão do funcionário do Banco do Brasil,
Ovídio Xavier de Abreu, presidente do DNC ­ Departamento
Nacional do Café (1944/ 1946), Odette Braga Furtado veio
a exercer as funções de assistente da Superintendência
do DNC, subordinada às ordens do superintendente
Raimundo Mendes de Sobral (posse no BB: 7/6/1920)
também colocado à disposição daquele Departamento
[Diário Oficial da União ­ Departamento Nacional do Café ­
20/1/1945].
Estão incluídos nessa conjuntura os funcionários
Adolpho Becker, chefe­de­gabinete e Abdias Mavignier
de Araújo, assistente da Superintendência, que foi
contemporâneo
de
Raimundo
Mendes
Sobral,
nos
idos de 1921, na Agência de Parnaíba, Piauí ­ D.O.U. ­
20/1/1945.
No ano seguinte, Diva Pons de Araújo e Emma
Couto Berg (nome de solteira) ingressam, em 28/5/1924,
no Banco do Brasil. Com o nome de casada, Emma Berg
Medeiros, aposenta­se, em 1/5/1954, como chefe da Seção
de Ordens de Pagamento da Agência de Pelotas ­ RS.
Diva Pons de Araújo trabalhou na Agência de Porto
Alegre ­ RS e aposentou­se em 1/9/1953. [Almanaque do
Pessoal ­ 1964; bem como Almanaque do Pessoal, anos
anteriores].

FERNANDO PINHEIRO

­

76

Na primavera risonha e florida, Emma exibe a
beleza da lira dos vinte anos [Revista AABB­Rio ­ maio/
junho ­ 1935]. Nos idos de 2004, segundo a Previ, era a
única mulher, aposentada pelo BB, com mais de 100 anos
de existência, ultrapassando, em idade, 19 funcionárias
na faixa etária de 90/99 anos [Boletim Especial Previ ­ 2004].
As principais ações desenvolvidas pelo Banco do
Brasil, na gestão de José Maria Whitaker (20/12/1920
a 27/12//1922), foram comentadas em O Milagre de Minha
Vida, de José Maria Whitaker (1878/1970), editada pela
Editora Hucitec, São Paulo, 1978, obra póstuma.
Na referida obra, podemos observar e comentar
a atuação de José Maria Whitaker à frente dos destinos
do Banco do Brasil, nos seguintes eventos:
inauguração, em 13/6/1921, da Câmara de Compensação
de Cheques, na cidade do Rio de Janeiro;
organização da Carteira Agrícola, em preparativos para
o início de operações;
aumento de depósitos e, paralelamente, dos descontos
e empréstimos;


elevação de capital,
cotação de ações;

elevação

de

lucros,

aumento

de

reforma de Estatutos e Regulamento Interno;
criação dos cargos de gerente e contador nas agências
e na Matriz (inspetor de agências, gerente, contador,
chefe- de-seção, ajudante-de-seção);
criação das agências: Buenos Aires (Argentina), Ipameri,
Teresina, Cuiabá, Uruguaiana, Três Lagoas, Penedo e
Campo Grande, e;

77

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

compra do edifício da antiga Casa dos Contos, situada
na Rua Primeiro de Março, 66, mediante permuta
com a Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Com relação à compra da Casa dos Contos,
efetuada por Whitaker, com vistas a proporcionar ao
Banco do Brasil nova sede capaz de comportar todos os
serviços que estavam crescendo e necessitando de maior
espaço físico, vale destacar que, somente na gestão do
presidente James Darcy (2/1/1925 a 16/11/1926), a Matriz
mudou-se para a Rua Primeiro de Março, 66 [PACHECO,
1979].
Em 21/2/1923, Cincinato César da Silva Braga
assumiu a Presidência do Banco do Brasil, executando a
política monetária de Sampaio Vidal, ministro da Fazenda
que assumira a postura de estímulo à emissão bancária.
Exonerou-se, em 26/12/1924, do cargo. Houve também
mudança no Ministério da Fazenda, tomou posse o
ministro Anibal Freire.
Natural de Piracicaba, interior paulista, Cincinato
Braga era economista e historiador, teve passagem pela
Câmara dos Deputados. Na seara acadêmica é membro
fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e
membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
e da Sociedade dos Geógrafos do Rio de Janeiro [O Estado
de S. Paulo ­ 13/8/1953].
Os acontecimentos políticos ocorridos, nos idos
de 1924, mereceram a apreciação do historiador Cláudio
Pacheco. Vale destacar:
"Como acontecera no Rio de Janeiro em 5 de julho
de 1922, também em 5 de julho de 1924 eclodiu,
reincidentemente, a revolta, desta vez em São Paulo, a qual

FERNANDO PINHEIRO

­

78

conseguiu predomínio no centro da capital e até mesmo a
retirada do governo estadual. Mas a reação de forças ligadas
ao Governo não foi completamente dominada. A cidade
mergulhou numa confusa situação de choques entre forças
opostas e aguerridas, de que se aproveitaram malfeitores
para uma atividade miúda de assaltos à população.
Com o correr dos dias, a posição das forças governistas
se recompôs e fortaleceu com a chegada de reforços.
Operando desde os arredores da cidade, atacara até mesmo
bairros residenciais, fazendo vítimas e levando pânico à
população civil. Também houve falta de abastecimento e
outros tormentos próprios de uma situação tão desordenada.
Com efetivos de cerca de seis mil homens, inclusive
civis, ainda mais cercados por forças do Governo que
contavam com cerca de dezoito mil homens e estavam
recebendo reforços de outros Estados, os rebeldes, que
tinham como comandante o general Isidoro Dias Lopes,
acabaram se retirando para o interior de São Paulo,
alegando principalmente o interesse de sobrevivência e
subsistência da população da capital paulista. A seguir,
passaram nos limites de Mato Grosso e transferiram-se ao
Paraná." (20)
Seis rapsódias, distribuídas em 156 páginas,
resumem a obra 5 de Julho (poema), de Rodrigues Crespo,
editada pela Empresa Gráfica da "Revista dos Tribunais" ­
São Paulo ­ 1936. As primeiras estrofes da primeira
rapsódia, o autor busca a inspiração em forma de musa
e explica o conteúdo de seus versos.
(20)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 195 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S A ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A gestão de James Darcy, à frente dos destinos
do Banco do Brasil (2/1/1925 a 16/11/1926), teve encômios
publicados pelo Jornal do Commercio (edição 22/6/1926),
e, notadamente, por Cláudio Pacheco [História do Banco do
Brasil] e Fernando Monteiro [Figuras do Banco do Brasil].
Vale destacar, de início, a apreciação do primeiro autor:
"O Jornal do Comércio, que continuamente defendeu e
louvou o governo do Sr. Arthur Bernardes, creditou-lhe os
seguintes resultados, que teriam sido alcançados com a
colaboração do Sr. Anibal Freire, na pasta da Fazenda,
e do Sr. James Darcy na presidência do Banco do Brasil:
conseguira regularizar as finanças federais, dentro dos
elementos disponíveis, e encetar com proveito para o País
a política de deflação moderada, cujo resultado positivo se
exprimia na alta das taxas cambiais e na baixa relativa dos
preços; pudera, graças à severa orientação seguida, equilibrar
as despesas com a arrecadação e pagar, no exercício
passado (1925), a própria conta de antecipação ao Banco
do Brasil; este, sem prejudicar as classes produtoras,
prestando aos que trabalhavam a assistência devida,
executou, com moderação, sem perturbação, a política de
deflação que restabelecera a confiança e a assegurou o
crédito no País."
(25)
Posteriormente, em 12/11/1931, conforme relato
de Cláudio Pacheco, James Darcy, presidente do Banco do
Brasil (2/1/1925 a 16/11/1926), prestou depoimento na
Comissão de Correição Administrativa instaurada pelo
Governo Provisório que abrangeu sindicâncias no Banco
do Brasil.
(25) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 248 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

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80

Na ocasião, declarou que, em sua gestão, não
houve emissão de notas no meio circulante, e aproveitou
para elogiar a Empresa, seus diretores e seus funcionários,
merecedores de sua confiança, enaltecendo a dedicação
com que eles trabalhavam, inclusive até altas horas da
noite, subindo gradativamente as mais altas posições da
carreira, respeitando-lhes a autonomia e as funções desses
abnegados servidores, e, textualmente, afirmou verdadeiras
tradições vivas da casa [PACHECO, 1979].
Mais adiante, Cláudio Pacheco comenta:
"Como é frequente em manifestações dessa natureza,
ufanou-se de que, em sua gestão, combatera-se, não
infrutiferamente, mas com sucesso, o aviltamento da nossa
moeda, calamidade terrível num país em que a União, os
Estados, os Municípios e inúmeras empresas, tendo receita
em papel e ônus em ouro, se cai o câmbio, vêem, atônitos,
as suas remessas incessantemente aumentadas. Assinalou
mais estes resultados: nosso crédito no estrangeiro se firmara;
os títulos brasileiros alcançaram, nas Bolsas de Londres e
Nova York, cotações mais altas; havia uma sensação de
alívio geral e confiança no restabelecimento do País; só no
serviço de juros da dívida externa, a verba para 1926 ­
de 63.444:113$490, ouro, que ao câmbio de 5, quando
incluída no orçamento, correspondia a 342.598.482$868,
ficava, ao câmbio de 7,5, reduzida a 228.398:988$578,
havendo, portanto, um lucro para o País de 114.199.494$290.
Também o Banco do Brasil chegara a excelente
situação,
com o seu fundo de reserva elevado em mais de
30.000:000$, o dividendo distribuído aos acionistas
no
máximo de 20%, as suas ações cotadas por mais do
dobro do seu valor nominal, a reserva ouro, em depósitos
na Caixa de Amortização e nos cofres do estabelecimento,

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

acima de 11 milhões de libras e os títulos ouro
depositados no exterior ­ 1 milhão e 600 mil libras ao
câmbio de 8 ­ valiam mais de 380 mil contos, isto é,
mais da metade da circulação bancária ­ preciosa reserva
em libras ouro que, se tivesse sido conservada, representaria
ao câmbio (79$500) de hoje (1931) a soma imponente
de mais de 800 mil contos [Jornal do Comércio de
20/11/1931] (26)
Da obra Figuras do Banco do Brasil, de Fernando
Monteiro, transcrevemos textos sobre momentos altos de
James Fitzgerald Darcy, no Banco do Brasil e no palco
do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ao proferir
palestra em homenagem comemorativa do 6° centenário de
Dante Alighieri. A palavra Poesia incrustada na parede
desse teatro lírico faz jus ao lirismo de vertente filosófica
na poesia de Dante. Vale ressaltar :
"Embora não fosse banqueiro, tinha ideias muito
claras sobre bancos e talvez exatamente porque não fosse
banqueiro ­ mas possuísse espírito público, mantendo-se
equidistante dos interesses de grupo ­ pôde executar,
com serenidade e segurança, resistindo a fortes injunções
dos partidários do papel-moeda, e isso numa quadra de
ebulição política e de pronunciamentos armados estourando
aqui e ali, a difícil tarefa que lhe impôs o Presidente da
República, de saneamento do meio circulante, com que
conseguiu baixar o custo de vida.

(26) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 249 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

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Só em 1925, primeiro ano da gestão Darcy, retirou o
Banco da circulação a soma de 257 mil contos. Em 1926,
mantida a circulação do Banco na mesma proporção,
mas aumentado o lastro ouro, foram resgatadas cédulas do
Tesouro no valor de 140 mil contos. Durante a presidência
James Darcy, que não chegou a dois anos, a nossa
circulação monetária foi reduzida de cerca de 400 mil
contos, baixando o total das notas bancárias e do Tesouro
a 2.550.000 contos contra 2.963.000 em fins de 1924.
Essa missão só poderia ser executada por alguém de
pulso muito firme e raro estofo moral.
Em seu primeiro relatório à assembleia de acionistas
em 29 de abril de 1925, documento que se caracteriza
pela sobriedade, assinalou Darcy que "ao Banco do Brasil
está destinado um papel singular na história da grandeza
nacional."
Ao seu arguto espírito não passaria despercebido o
élan com que se procurava servir à Casa; a dedicação do
funcionalismo, o zelo pôsto até no cumprimento de tarefas
mínimas.
Esse estado de ânimo, essa vontade de servir, tinha
raízes em grande parte na confiança que inspiravam homens
como James Darcy, modelo e inspiração para a mocidade.
Convidado por Washington Luiz, presidente eleito,
para continuar em seu posto durante o governo que se ia
inaugurar, não atendeu, alegando que discordava da nova
política financeira anunciada, sendo contrário à estabilização
do câmbio em taxa que considerava vil.
Fiel aos seus princípios, nem mesmo esperou a posse
do governo, demitiu-se dois dias antes.

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Após 1930, ainda exerceu, com Oswaldo Aranha no
Itamarati, as funções de Consultor Jurídico do Ministério
das Relações Exteriores.
Amando as letras e as artes, sua cultura literária e
artística era de grande vastidão e solidez." (27)
James Darcy exerceu os seguintes mandatos:
deputado federal (1903/1905 e 1906/1908), vice-presidente da
Caixa Econômica Federal (1912/1924), consultor-geral da
República, em caráter interino (02/08/1919 a 20/12/1919
e 11/03/1920 a 06/08/1920).
Na
seara
acadêmica,
ressaltamos
que
James
Fitzgerald Darcy (1876/1952) lecionou na Faculdade de
Direito de Porto Alegre (17/2/1900 a 1/4/1903), e na
tribuna da Câmara dos Deputados era orador de gestos
brandos e enérgicos, uma mistura perfeita do estilo
ateniense e espartano, ao mesmo tempo.
Conhecedor profundo da obra do célebre poeta
da latinidade, Dante Alighieri, orador que sensibilizava
multidões, James Darcy proferiu, nos idos de 1921, na
presença de Epitácio Pessoa, presidente da República, e
do Corpo Diplomático no Rio de Janeiro, uma conferência
em comemoração ao 6° Centenário de Morte de Dante
Alighieri, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Na oportunidade, James Darcy ressaltou:

(27) FERNANDO MONTEIRO ­ in Figuras do Banco do Brasil ­ pp. 47,
48 ­ Rio de Janeiro ­ 1955.

FERNANDO PINHEIRO

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"Certo o destino pode semear de urzes o caminho da
existência; não, porém, abater a coragem dos heróis,
porque há no homem um poder criador de beleza, moral
ou espiritual, que a vida, com suas lutas e seus tormentos,
não destrói. Antes, na perplexidade e na dor, cresce o
espírito, ilumina­se de clarões soberbos a alma.
Não à quietação e a felicidade, mas as angústias e lutas,
geram as obras­primas.
Nenhuma confirmação mais formidável destas verdades
do que Dante.
(...)
Caminhamos, entre tristezas e misérias, mas a vida
impõe deveres, em todas as condições. Por isso, o ânimo
é que salva.
Não importa a incerteza do triunfo; mesmo sem ele o
combate deve seduzir.
Não há beleza sem devotamento, consagração da vida
a um fim superior."
(...)
É a lição de Dante:
.... Se tu segui tua stella,
Non puoi fallire a glorioso porto.
(Inf., XV 55­56)" (28)

(28)

JAMES DARCY, presidente do Banco do Brasil (2/1/1925 a
16/11/1926) ­ Apud
Figuras do Banco do Brasil, de Fernando
Monteiro ­ pp. 49 ­ Rio de Janeiro ­ 1955.

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Segundo Luiz Darcy, neto­sobrinho de James
Darcy, quando o avô era vivo (no plano físico) residiu na
casa (hoje destruída) situada na esquina da Av. Atlântica
com a Rua Figueiredo Magalhães, onde se ergue o
Edifício Vésper, na cidade do Rio de Janeiro. Na visita
eletrônica on line 2/7/2010, site terrafotolog Saudades do
Rio ­ Luiz Darcy, pudemos ver a belíssima residência de
James Darcy.
A sucessão seguinte no Banco do Brasil, no
período de quatro anos (fins de 1926 a fins de 1930)
foi bastante alternada na passagem de 5 presidentes. O
primeiro deles, Antônio Mostardeiro Filho (16/11/1926 a
25/8/1928), seguido de Henrique Carneiro Leão Teixeira
(25/8/1928 a 3/6/1929). Em caráter interino, José Adolpho
da Silva Gordo (3/6/1929 a 11/9/1929), Manoel Guilherme
da Silveira Filho (11/9/1929 a 24/10/1930), José Joaquim
Monteiro de Andrade (24/10/1930 a 04/11/1930).
Somente a partir do século XX, primeiramente,
em caráter interino, e, depois em cargo efetivo, o Banco
do Brasil veio a ser presidido por funcionários. Vale
destacar a interinidade no cargo de presidente:
José Joaquim Monteiro de Andrade (10/5/1919 a
20/5/1919),
(28/7/1919 a 31/8/1919) (7/11/1919 a 19/12/1920) e (24/10/1930 a
4/11/1930)
Pedro Luiz Corrêa e Castro
5/9/1931 a 14/9/1931
Marcos de Souza Dantas
23/7/1934a 27/7/1934
Antônio Luiz de Souza Melo
6/11/1945
Pedro de Mendonça Lima
2/6/1949 a 29/7/1949
Arthur Santos
15/10/1955 a 15/11/1955
Monteiro de Andrade foi gerente da Agência de
Manaus ­ AM, a 1ª localizada fora da Sede (14/1/1908 a
19/4/1912) [PACHECO, 1979].

FERNANDO PINHEIRO

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Como veremos mais adiante, o 1° funcionário
do Banco do Brasil a exercer o cargo de presidente (efetivo)
foi Ovídio Xavier de Abreu (29/7/1949 a 18/12/1950), o
2° Marcos de Souza Dantas (18/8/1953 a 6/9/1954), o
3° Carlos Cardoso (6/10/1960 a 1/2/1961), o 4° Nilo Medina
Coeli (20/7/1963 a 31/3/1964), o 5° Oswaldo Roberto Colin
(16/3/1979 a 17/3/1985).
Das Forças Armadas saíram 3 oficiais para
exercer o cargo de presidente do Banco do Brasil: coronel
Antônio Mostardeiro Filho (16/11/1926 a 25/8/1928), major
Roberto Carneiro de Mendonça (5/10/1940 a 27/11/1940 ­
interino), general Anápio Gomes (14/1/1953 a 18/8/1953).
O coronel do Exército, José Joaquim de Lima e
Silva Sobrinho (1809/1894), o visconde com grandeza e
conde de Tocantins, serviu as tropas comandadas pelo
seu irmão, o Duque de Caxias, na rebelião mineira de
1842. Posteriormente, egresso da carreira militar, preside
os destinos do Banco do Brasil (20/5/1874 a 14/9/1874 e
5/10/1877 a 6/10/1880) [PACHECO, 1979].
No passado recente, a passagem de um inspetor
da Direção Geral nas agências era visto como algo mui
auspicioso e festivo.
Em junho de 1928, a agência de São Luís do
Maranhão, erguida na Av. Pedro II, em frente ao Palácio
dos Leões, sede do governo estadual, recebe a visita
dos inspetores Arsênio de Magalhães Lemos e Ruy Dantas
Bacellar. Estavam presentes, entre outros, Oscar de Castro
Neves, gerente (posse no BB: 14/6/1916 ­ apos.: 14/7/1955);
Hamleto Cunha, contador (posse no BB: 12/6/1916 ­
apos.: 3/7/1964), e Abdias Mavignier de Araújo, conferente
(posse no BB: 5/8/1919 ­ apos.: 7/12/1950) [Revista AABB ­
Rio; Almanaque do Pessoal ­ 1964].

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Nos idos de 1928, a Agência de Belém ­ PA,
com a dotação de cerca de 50 funcionários, era
administrada por Ascânio Saraiva, gerente, Adalberto
Baena Nogueira, contador, e Antônio Gomes dos Santos,
conferente. Posteriormente, em épocas distintas, a Filial
foi
conduzida
pelos
seguintes
gerentes:
Sebastião
Albuquerque de Vasconcelos, Everaldo Stélio de Oliveira
e Silva, Fulton Rubélio de Paula [AMORIM, 1952].
A situação política do Brasil, no ano seguinte,
influindo no cenário econômico, foi apresentada, em
dezembro/1998, por Ernane Galvêas, funcionário que
integrou a equipe de Herculano Borges da Fonseca, em
palestra proferida em homenagem a Arthur de Souza
Costa, presidente do Banco do Brasil (16/1/1932 a
23/7/1934), ministro da Fazenda (julho/1934 a outubro/1945),
ao ensejo da realização do 2° Seminário Banco do Brasil e
a Integração Social, evento promovido pela Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil. Á época, o
ilustre palestrante presidia a APEC ­ Associação Promotora
de Estudos de Economia.
O evento foi prestigiado pela presença de
Francisco Weffort, ministro da Cultura, Eduardo Portella,
presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Ronaldo
Cunha Lima, senador da República, Juarez Moreira Lessa,
delegado federal do Ministério da Agricultura no Estado
do Rio de Janeiro,
Mauro Orofino Campos, diretor­
presidente das Docas do Rio de Janeiro, Paulo de Tarso
Medeiros, representante do BB em Washington, DC, e,
ainda, os diplomatas Giuseppe Magno, cônsul­geral da
República da Itália, e Afonso Arinos de Melo Franco Filho
que apresentaram, distintamente, o tema "Itália, luz
mediterrânea" e palestras em homenagem a advogados e
presidentes do Banco do Brasil

FERNANDO PINHEIRO

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88

A abertura da solenidade, presidida pelo escritor
Fernando Pinheiro, teve a apresentação da música Invocação
em defesa da Pátria (canto cívico-religioso) de Heitor Villa­
Lobos pelo Coral dos Funcionários do Banco do Brasil,
tendo como solista a soprano Marivi Santiago, sob a
regência do maestro Alfredo Duarte. Vale transcrever textos
da palestra de Ernane Galvêas:
"Em 1929, o quadro político no Brasil era de extremo
nervosismo. O presidente Washington Luiz havia descumprido
o revezamento no poder entre Minas e São Paulo, a
chamada "política do café com leite" (que vigorava desde o
governo Campos Salles ­ 1898/1932), indicando um paulista,
Júlio Prestes, para seu sucessor. A reação partiu de Antônio
Carlos, governador de Minas, com o lançamento da Aliança
Liberal, que indicou como candidato o gaúcho Getúlio
Vargas (ex-ministro da Fazenda de Washington Luiz) e o
vice João Pessoa (presidente da Paraíba). O novo partido
é apoiado pelos tenentes dos levantes de 1922 e 1924.
Nas eleições de 1° de março (1° dia de Carnaval), houve
muitos tumultos, em que morreram 4 pessoas em Minas,
com 14 feridos, e 7 em Vitória. Ganhou Júlio Prestes. A
posse deveria ocorrer no dia 15 de novembro." (29)
Quadro desolador
grande recessão americana
de Valores de Nova York,
no agravamento da crise da

aconteceu no mundo com a
oriunda da quebra da Bolsa
em 21/10/1929 que repercutiu
lavoura do café no Brasil.

(29) ERNANE GALVÊAS, funcionário do Banco do Brasil (29/5/1942 a
1/1/1962),
ministro da Fazenda (18/1/1980 a 14/3/1985) ­ in
Arthur de Souza Costa, presidente do Banco do Brasil (1932/1934),
ministro da Fazenda (jul/1934 a out/1945), palestra proferida, em
10/12/1998, ao ensejo da realização do 2° Seminário Banco do
Brasil e a Integração Social.

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O cenário econômico mundial, naquela época,
como tivemos a oportunidade de referir­nos (p. 88), foi
apresentado, em 10/12/1998, por Ernane Galvêas, presidente
da APEC ­ Associação Promotora de Estudos da Economia,
em conferência proferida em
homenagem a Arthur de
Souza Costa, presidente do Banco do Brasil (16/1/1932 a
23/7/1934), ministro da Fazenda (julho/1934 a outubro/1945), ao
ensejo da realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a
Integração Social.
A seguir, prosseguimos na transcrição do texto
autorizado por Ernane Galvêas:
"A crise dos anos 30 atingiu duramente os Estados
Unidos, cuja produção industrial caiu de 100, em 1929, para
53,8%, em 1932, espraiando-se pelo resto do mundo. O
comércio mundial, nesse mesmo período (exportações +
importações), caiu de US$ 68,6 bilhões para US$ 26,8
bilhões, enquanto no Brasil as exportações caíam de 100
para 38 (menos 62%) e as importações de 100 para
24,8
(queda de 75%). O preço do nosso café caiu de
5,00 libras esterlinas por saco para 1,70 libras e as suas
exportações de cerca de 70 milhões de libras esterlinas
para 26 milhões de libras esterlinas, e continuou caindo,
até chegar a menos de 15 milhões de libras esterlinas em
1939 (a participação do café no total das exportações caiu
de mais de 70% em 29 para menos de 40% em 1939).
Dessa forma, à margem dos fatos políticos da
Revolução, o País começou a conviver, também, com as
agruras econômicas da Grande Recessão. No final de 1929,
já havia quase 2 milhões de desempregados no Brasil. Em
São Paulo e no Rio, 539 fábricas fecharam as portas e a
maioria demitia em massa seus empregados e funcionava
apenas dois ou três dias por semana. O salário dos

FERNANDO PINHEIRO

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trabalhadores, nas cidades e nos campos, caiu 50%. Um
ano depois da crise de 29, a Revolução de 30 encontrava
a economia brasileira totalmente desorganizada e o pânico
instalado entre os produtores e exportadores de café.
O "general café", que havia comandado o progresso da
República Velha, liderava, agora, o colapso da economia
nacional. Em agosto de 1929, a saca de café custava 200
mil réis, em janeiro de 1930, 21 mil réis e, em 1931,
12 mil e 500 réis.
A supersafra de café 1929/30 produziu uma brusca
queda nos preços, em contraste com os elevados preços
até então sustentados pelo Programa de Defesa Permanente,
através de sucessivos empréstimos externos. Inicia-se, então,
uma discussão sobre as propostas de queima dos elevados
estoques, o que encontra forte resistência do ministro da
Fazenda, José Maria Whitaker. Os produtores pediam a
queima dos estoques, com o que não concordava o
ministro da Fazenda. Em junho de 1931, Getúlio ordenou
a queima e em 16 de novembro Whitaker se demitiu,
sendo nomeado Oswaldo Aranha. Dois meses depois,
ao que tudo indica, por indicação de Oswaldo Aranha, o
presidente Getúlio Vargas nomeava Arthur de Souza Costa,
presidente do Banco do Brasil." (30)
Vale assinalar os funcionários que exerceram, na
segunda década do século XX, cargos comissionados nas
agências [Revista AABB ­ Rio ­ 1935; bem como Revista
AABB­Rio (edições 1936 a 1966); Almanaque do Pessoal ­ 1964]:
(30) ERNANE GALVÊAS, presidente da APEC ­ Associação Promotora de
Estudos da Economia ­ in Arthur de Souza Costa, presidente do
Banco do Brasil (1932/1934), ministro da Fazenda (jul/1934 a
out/1945), palestra proferida, em 10/12/1998, ao ensejo da
realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social

91 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Fortaleza ­ CE ­ 1921 ­ Comissionados: Eurico de Alencar
Araripe, Carlos Pinho de Vasconcellos, Benedicto Pinheiro
de Lima, Virgílio Bacellar Caneca, Antônio Malcher Pereira
de Souza, João Brasil de Mesquita.
Manaus ­ AM ­ 1921 ­ Oscar Coelho Messeder, contador (em
1949, chefe do FUNCI), Francisco Furtado de Mendonça,
gerente, Osman Duarte de Mendonça, escriturário (em
1949, inspetor da 19ª Zona).
Parnaíba ­ PI ­ 1921 ­ Comissionados: Rubem Gurgel Ferreira
(posse no BB: 21/10/1918, falec.: 24/8/1944), José Ribeiro
Borges (posse no BB: 14/6/1916, apos.: 1/4/1948).
Ponta Grossa ­ PR ­ 1921 ­ Comissionados: Izalco Sardenberg,
Humberto Moletta e Adelino Debenedicto (posse no BB:
2/7/1920, apos. 2/6/1958)
Florianópolis ­ SC ­ 1922 ­ José Joaquim Gomes da Silva,
contador, Ezequiel Pondé, gerente (posse no BB: 1/10/1912,
falec. 26/3/1958).
João Pessoa ­ PB ­ 1922 ­ Luiz Pinto da Rocha, contador,
Mário Madeira dos Santos, gerente.
Bebedouro ­ SP ­ 16/7/1923 ­ Luiz Pinto da Rocha, gerente,
Romeu Freire Lima, contador.
São Félix ­ BA ­ 1924 ­ Ademar de Lima e Silva, subst.
contador, José Moreira da Gama Lobo, contador, João
Machado Viana, gerente.
Ponta Grossa ­ PR ­ 1924 ­ Roberto de Carvalho, contador
(posse no BB: 13/2/1918, falec. 27/12/1945), Clarindo
Sales Abreu, inspetor, Humberto Moletta, gerente.
Vitória ­ ES ­ 1924 ­ José Vieira Machado, gerente.
Cuiabá ­ MT ­ 1925 ­ Odilon Moura de Faria, contador
(posse no BB: 20/11/1918, apos. 8/9/1953), Henrique Dantas,
gerente (posse no BB: 12/6/1916, falec. 24/11/1938).

FERNANDO PINHEIRO

-

92

Ilhéus ­ BA ­ 1925 ­ Adell Carlos Soares, gerente (posse no
BB: 10/8/1916, falec.: 26/3/1928).
Natal ­ RN ­ 1925 ­ Domingos de Saboya Barbosa, gerente,
José Cardoso de Souza, contador, Raimundo Mendes de
Carvalho Sobral, encarregado de cobrança.
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1925 ­ Ivo Amaral Ribeiro, gerente (posse
no BB: 11/3/1918, apos. 15/3/1948).
Uruguaiana ­RS ­ 1925 ­ João Brum Ciocca, contador, Ewaldo
da Silva Possolo, gerente, Horácio de Lima e Silva, contador.
Florianópolis ­ SC ­ 1926 ­ José Joaquim Gomes da Silva,
contador, Dermeval Rocha, gerente.
Pelotas ­ RS ­ 1926 ­ Edgard Maciel de Sá, gerente, José
Maria Corrêa e Castro, inspetor, Oswaldo Guilherme de
Brito Fernandes, contador.
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1926 ­ Lucídio Leite Pereira, gerente,
Valeriano Souza Melo, contador.
Teresina ­ PI ­ 1926 ­ João Batista Pinheiro, gerente (em 1949,
subgerente da Carteira Agrícola e Industrial).
Bagé ­ RS ­ 1927 ­ Hercílio Gomes Corrêa, conferente (posse
no BB: 1/12/1920, apos. 15/12/1950), Ovídio Xavier de
Abreu, gerente (posse no BB: 14/2/1918, apos. 19/12/1950),
Adelino Debenedicto, contador (posse no BB: 2/7/1920,
apos. 2/6/1958).
Barretos ­ SP ­ 1927 ­ Sayão Lobato, contador, David Antunes,
gerente (posse no BB: 12/6/1916, apos. 1/8/1947).
Fortaleza ­ CE ­ 1927 ­ José Arraes de Alencar, gerente.
João Pessoa ­ PR ­ 1927 ­ Alfredo Wilson de Novaes, contador,
Durval Marinho da Silva, gerente.

93 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Manaus ­ AM ­ 1927 ­ José Arraes de Alencar, gerente (posse
no BB: 6/2/1918, apos.: 12/4/1948), Aristóteles de Magalhães
Cordeiro, contador (5/12/1917, apos.: 10/3/1961).
São Luís ­ MA ­ 1927 ­ Oscar de Castro Neves, gerente (posse
no BB: 14/6/1916, falec. 14/7/1955), Mário de Albuquerque
Fonseca e Souza, inspetor (posse no BB: 16/10/1908,
falec. 11/8/1947), Hamleto Cunha, contador (posse no BB:
12/6/1916, falec. 3/7/1964).
Taquaritinga ­ SP ­ 1927 ­ José Afonso da Veiga, gerente,
Genaro Pillar do Amaral, inspetor, Adolfo dos Reis,
contador.
Belém ­ PA ­ 1928 ­ Ascânio Saraiva, gerente, Adalberto Baena
Nogueira, contador
Cataguases ­ MG ­ 1928 ­ Luís Francisco de Paula, gerente
(posse no BB: 8/7/1909, falec.: 15/11/1947).
Ilhéus ­ BA ­ 1928 ­ Anastácio Pessoa de Castro, conferente
(posse no BB: 16/8/1919, falec. 11/6/1945), Severino Guedes
Correa Gondim, gerente (posse no BB: 11/10/1913, falec.
27/5/1953), Raimundo Mendes de Carvalho Sobral, contador.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1928 ­ Euclydes Forjaz, gerente (posse no
BB: 5/2/1917, falec. 3/2/1958), Aristides dos Mares Guia,
contador (posse no BB: 15/5/1916, após. 1/2/1948), Celeste
Moreira da Mota.
João Pessoa ­ PB ­ 1928 ­ Administradores: Dion Souto Villar,
José Baptista Queiroz, Daniel de Carvalho.
Maceió ­ AL ­ 1928 ­ Administradores: José Brennad Torres,
Rubens Gurgel Ferreira, Armando Sampaio Vianna,
Demétrio Bastos (posse no BB: 12/8/1913, falec. 29/4/1955),
Moysés Santa Maria, Clementino Soares Dória.
Porto Alegre ­ RS ­ 1928 ­ Ewald da Silva Possolo, contador,
Humberto Moletta, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

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94

Salvador ­ BA ­ 1928 ­ Oscar Coelho Messeder, gerente.
São Luís ­ MA ­ 1928 ­ Abdias Mavignier de Araújo, conferente
(posse no BB: 5/8/1919, apos. 7/12/1950), Arsênio de
Magalhães Lemos, inspetor (posse no BB: 15/5/1916,
falec. 7/10/1946), Ruy Dantas Bacellar, inspetor, Hamleto
Cunha, contador (posse no BB: 12/6/1916, falec. 3/7/1964),
José Arraes de Alencar, Oscar de Castro Neves, gerentes
(épocas distintas).
Teresina ­ PI ­ 1928 ­ José Frazão Gonçalves, conferente,
João Baptista Pinheiro, gerente, Heráclito da Rocha Santos,
contador.
Uruguaiana ­ RS ­ 1928 ­ Francisco Robles Peres, gerente,
Kanitar do Espírito Santo, contador.
Bagé ­ RS ­ 1929 ­ John de Sá Lucas, contador, Júlio de
Mattos, inspetor, Odilon Moura de Faria, gerente.
Camocim ­ CE ­ 1929 ­ Antônio de Lima e Silva, gerente.
Carangola ­ MG ­ 1929 ­ Onestaldo de Pennafort, caixa (posse
no BB: 7/1/1928, apos. 13/1/1958), José Bruzzi, gerente
(posse no BB: 26/7/1919, apos. 1/2/1950).
Natal ­ RN ­ 1929 ­ Domingos Saboya, gerente, José Moreira
da Gama Lobo, contador.
Penedo ­ AL ­ 1929 ­ Eliezer d´Alves Oliveira, contador,
Virgílio Cantanhede Sobrinho, gerente.
Santos ­ SP ­ 1929 ­ Trajano de Castro Serra (em 1949,
chefe­de­gabinete do diretor da Carteira de Câmbio).
A criação do Serviço Médico ocorreu na 1ª gestão
do presidente Guilherme da Silveira, médico que dirigiu,
por 2 vezes, os destinos do Banco do Brasil, nos períodos
11/9/1929 a 24/10/1930 (interino) e 6/11/1945 a 24/11/1949.
Os presidentes que o sucederam (Mário Brant, Vicente de

95 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Almeida Prado, Arthur de Souza Costa) deram continuidade
ao novel serviço.
Com a posse do diretor Mário Brant que
assumiu, em 4/11/1930, o cargo de presidente, a Diretoria
do Banco do Brasil, eleita na Assembleia Geral dos
Acionistas, em 28/11/1930, em reunião extraordinária,
ficou constituída dos seguintes membros: Ildefonso Simões
Lopes, Francisco Leonardo Truda, Affonso Penna Júnior,
Francisco Alves dos Santos Filho e Pedro Luiz Corrêa
e Castro [PACHECO, 1979].
O cargo de chefe­de­gabinete da Presidência do
Banco do Brasil foi
assumido por Helvécio Augusto
Moreira Penna (posse no BB: 5/7/1928, apos.: 16/5/1960), filho
de Afonso Penna Júnior, ministro de Estado da Justiça
(1925/1926), diretor da Carteira de Liquidações (1930/1931),
consultor jurídico do BB (25/4/1932 a 3/12/1937), e os
principais assessores: Achiles Moreaux (posse no BB:
12/5/1927, apos.: 7/5/1957), Manoel Bezerra de Oliveira Lima
(posse no BB: 25/4/1918, falec.: 18/3/1959) e Virgílio José
Martins Carneiro (posse no BB: 5/11/1923, apos.: 18/8/1955)
[Almanaque do Pessoal ­ 1964; bem como os Almanaques do
Pessoal publicados anteriormente].
Funcionário­símbolo da História do Banco do
Brasil, Corrêa e Castro, exemplo de competência, retidão
e caráter, exerceu o cargo de ministro da Fazenda
(22/10/1946 a 10/6/1949) e, apesar de pouco tempo na
Presidência, atinge o 4° lugar do ranking dos mais
importantes
presidentes,
antecedido
nessa
colocação
honrosa apenas por Lisboa Serra, presidente­fundador do
BB (5/9/1853 a 15/1/1855), João Marques dos Reis (30/11/1937
a 6/11/1945), José Maria Whitaker (20/12/1920 a 27/12//1922).

FERNANDO PINHEIRO

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96

Com apenas cinco diretores, foi constituída uma
excelente Diretoria. Em 1/12/1930, foram adotadas medidas
de economia: a extinção da comissão de inspetor na
Matriz e a exoneração de alguns advogados desnecessários
ao número existente no quadro profissional [PACHECO,
1979].
Apresentadas, na reunião de 5/12/1930, pelo
presidente as providências para regularizar as requisições
feitas por diversos governos, durante a Revolução, no
total de 29.753:566$. Houve ainda a comunicação da
providência para recuperar 56:124$700, quantia recebida
a mais nas duas funções, pelo diretor de câmbio, José
Adolpho da Silva Gordo, quando no exercício, em caráter
interino, do cargo de presidente (3/6/1929 a 11/9/1929)
[PACHECO, 1979].
Em fins de 1930 ao início de 1932, ocorreu
instabilidade administrativa do Banco do Brasil com a
passagem de cinco presidentes: José Joaquim Monteiro de
Andrade (24/10/1930 a 4/11/1930 ­ interino), Augusto Mário
Caldeira Brant (4/11/1930 a 5/9/1931), Pedro Luís Corrêa e
Castro (5 a 14/9/1931 ­ interino), Vicente de Paula Almeida
Prado (14/9/1931 a 16/11/1931 ­ interino), Carlos de Figueiredo
(16/11/1931 a 16/1/1932 ­ interino) [PACHECO, 1979].
O Ofício SGP n° 8515/03, de 20/11/2003, assinado
pelo nobre deputado Sidney Beraldo, presidente da
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, endereçado
ao escritor Fernando Pinheiro, encaminha dados biográficos,
informações e 2 retratos originais de Vicente de Paula
de Almeida Prado que passarão a integrar a Galeria
de Presidentes do Banco do Brasil. ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
A ideia traduzida das informações é a seguinte:

97 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Vicente de Paula de Almeida Prado ­ Jaú ­ SP ­
17/12/1876 ­ São Paulo ­ SP ­ 5/1/1956, diplomado no ano
de 1900, em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de
Direito do Largo de São Francisco, na capital paulista.
De volta à terra natal, exerce a profissão de advogado
[BERALDO, 2003].
Almeida Prado exerce o primeiro mandato de
deputado estadual na 7ª Legislatura (1907/1909) pelo PRP
­ Partido Republicano Paulista, com votação de 1.555
eleitores inscritos no 9ª Distrito Eleitoral (jurisdição da
cidade de São Carlos ­ SP). Reeleito sucessivamente nas
legislaturas de 1910/1912, 1913/1915 e 1916/1918. Com a
votação de 68.815 votos, elege-se Senador Estadual nas
eleições de 26/4/1919 (11ª Legislatura) e reeleito em
25/4/1925, com 81.923 votos (13ª Legislatura) quando passa
a integrar a Comissão de Agricultura, Terras Públicas e
Minas no Senado Paulista. Fechado e dissolvido o Poder
Legislativo no Brasil pela Revolução de 1930, as atividades
políticas de Almeida Prado foram interrompidas [BERALDO,
2003].
Empresário vitorioso nas áreas de exportação e
seguros, Almeida Prado abriu, em 1910, a Casa Almeida
Prado & Cia, empresa exportadora de café, em Santos ­
SP, posteriormente sob nova designação: Almeida Prado
S.A. Comissária Exportadora. Criou, ainda em Santos ­ SP,
a empresa Armazéns Gerais Anchieta. Na capital paulista,
fundou a Companhia Nacional de Seguros Ipiranga. Em
1927 exerceu o cargo de superintendente do Banco de
São Paulo, afastando­se em setembro de 1931, para
assumir a Presidência do Banco do Brasil, em curto
período (14/9/1931 a 16/11/1931). Casado com Francisca de
Paula de Almeida Prado com quem teve cinco filhos
[BERALDO, 2003].

FERNANDO PINHEIRO

-

98

A grande recessão na economia americana,
ocorrida em 1929, atingiu a economia brasileira, e, em
consequência, a ordem interna do Banco do Brasil, a
partir do ano seguinte, como veremos, a seguir, no
relato de Cláudio Pacheco:
"Na sua escalada, a partir do ano de 1930 e pelo
menos durante os três anos seguintes, a grande crise
refletiu-se na pauta das reuniões da diretoria do Banco do
Brasil, através de constantes decisões sobre liquidações,
reajustes, moratórias e reduções de dívidas." (31)
Acompanhando a declaração de Cincinato Braga:
"a espinha dorsal de toda a economia pública e privada
de 41 milhões de brasileiros, desde o Amazonas até o Rio
Grande do Sul", publicada, naquela época, pela imprensa,
a respeito do Banco do Brasil que ele teve a honra de
dirigir no período de 21/2/1923 a 31/12/1924, Cláudio Pacheco
descreve:
"Em face da exagerada descentralizada administrativa,
que lhes trouxera, e tendo em vista a enorme dificuldade
de transportes ferroviários e rodoviários entre as diferentes
regiões do País, era talvez o Banco do Brasil a única
articulação verdadeiramente nacional, que entrelaçava e
desenvolvia as operações do comércio brasileiro, não só
entre as praças do litoral marítimo, como também entre
estas e as do vasto interior do País." (32)

(31)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV,
p. 373 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

(32) Idem, idem ­ vol. IV, p. 374

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-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Leonardo Truda, diretor da Carteira de Agências
do Norte, em 18/11/1932, e, antes como diretor da Carteira
de Liquidações, elogiou a dedicação e eficiência de José
Arraes de Alencar à frente da Filial do Recife (1930/1932).
A propósito, Arraes e Mário Tavares, em 1932, eram
do gabinete do diretor Leonardo Truda [ARRAES, 1975].
Durante 3 vezes a Consultoria Jurídica foi
conduzida por João Neves da Fontoura (1930/1932, 1937/
1943 e 1953/1962). Dois retratos de época, custodiados
pela Academia de Letras dos Funcionários, mostram a
atuação do sucessor:
Foto n° 1 ­ BANCO DO BRASIL ­ Consultoria Jurídica ­ agosto/1933 ­
AFONSO PENNA JÚNIOR, consultor jurídico do Banco do Brasil
(1932/1937), com 1 livro na mão, faz o uso da palavra. ­
col. ­ 13 x 18 cm.
Foto n° 2 ­ BANCO DO BRASIL ­ Consultoria Jurídica ­ Ano de 1933 ­
AFONSO PENNA JÚNIOR, consultor jurídico do Banco do Brasil
(1932/1937), no "bureau" de trabalho, atende ao telefone. ­
col. ­ 13 x 18 cm.

Por ato de 1° de março de 1934, o presidente
Arthur de Souza Costa criou o Almanaque do Pessoal do
Banco do Brasil, sendo um dos entusiastas desse serviço
Edgard Rumann Soares que dirigiu o Departamento de
Secretaria ­ SECRE, sucedido por Vênus Caldeira de
Andrada [PACHECO, 1979].
Segundo [PACHECO, 1979], a Portaria de 19/6/1934
e as Resoluções da Diretoria de 20/7/1934 e 28/8/1934,
estabeleceram o quadro de funcionários do Banco do
Brasil.
Na Matriz
Cargos efetivos: 1 tesoureiro, 3 fiéis de Tesouraria, 16 chefes
de caixa, 17 caixas, 1 chefe da Procuradoria, 1 ajudante da

FERNANDO PINHEIRO

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100

Procuradoria, 2 procuradores, 1 conferente da Procuradoria,
22 chefes­de­seção, 38 ajudantes­de­seção, 42 conferentes;
Cargos em comissão: 1 gerente, 1 contador, 14 inspetores
(excluídas das Zonas as agências de S.Paulo, Santos e Belo
Horizonte), 1 secretário da Presidência, 1 chefe do Contencioso,
4 auxiliares do gerente; 1 ajudante do Contencioso, 8
advogados (já incluídos o chefe e o ajudante), 1 auxiliar
de advogado, 1 solicitador, ajudantes de caixa, tantos
secretários de diretores quantos forem necessários ao serviço.
Nas Agências
Cargos em comissão: tantos gerentes e contadores quantas
forem as Agências; tantos encarregados de câmbio,
conferentes, chefes de caixa, ajudantes de caixa, chefes
de serviço, ajudantes de serviço, encarregados de serviço,
auxiliares de gerentes e de contador, caixas e cobradores,
quantos forem indispensáveis ao serviço.
Em 31/12/1933, havia 2.870 funcionários, assim distribuídos:
Efetivos:
Contabilidade
Tesouraria
Contencioso
Portaria

1.815
40
6
441

Em comissão:
Escriturários a título precário
Contencioso da Matriz
Tesouraria da Matriz e das Agências

327
5
81

413

94
61

155

Extra­quadro:
Matriz
Agências

Total:

2.302

2.870

[Fonte: Almanaque do Pessoal ­ 1934]

101

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em 1933, e durante várias décadas, a mais
elevada categoria no Banco do Brasil era a de chefe­
de­seção. À época, segundo o Almanaque do Pessoal ­
1944, apenas 20 funcionários detinham essa categoria.
Vale mencioná­los, a seguir, com a indicação de tempo de
serviço (posse no BB e aposentadoria):
Álvaro Henriques de Carvalho (14/3/1910 a 1/8/1947),
Arthur Pedro Bosísio (22/8/1910 a 5/9/1939), Austreclino
Pereira Jorge (21/3/1900 a 16/6/1950), Ayres Pinto de
Miranda Montenegro (20/12/1912 a 8/3/1957), Durval Pereira
de Medeiros (28/3/1910 a 2/3/1957), Edgard Rumann Soares
(26/1/1918 a 25/1/1961), Ernesto Walter Mee (4/8/1904 a
1/3/1963), Fernando de Abreu Coutinho (16/5/1916 a
7/6/1940), Frederico de Almeida Rego Filho (1/8/1904 a
24/6/1957), Frederico
Christiano Clausen
(15/3/1910 a
2/8/1939), Hamilcar José do Amaral Bevilacqua (9/8/1916
a 8/10/1961), Herculano Cavalcante de Albuquerque Filho
(7/1/1909 a 12/8/1934), João Gabriel Costa (5/11/1910 a
5/3/1964), Luiz Pedro Gomes (10/8/1916 a 2/6/1958), Oscar
Grande (17/2/1908 a 1/5/1943), Oscar Santa Maria Pereira
(27/2/1918 a 15/7/1949), Paulo Martins Ribeiro (16/8/1909 a
16/8/1948), Pedro de Mendonça Lima (21/1/1916 a 11/11/1963),
Raul Fialho de Faria (14/6/1916 a 3/6/1956), Raul de
Gomensoro (1903 a 1934) [Almanaque do Pessoal ­ 1964; bem
como Almanaques do Pessoal anteriores].
A seguir, apresentamos a relação nominal dos
ilustres advogados que formavam, em 1933, o Contencioso
da Matriz: Affonso Penna Júnior, consultor jurídico (posse:
25/4/1932, exon.: 3/12/1937); Hugo Napoleão do Rêgo, chefe
do Contencioso (posse no BB: 29/11/1930 ­ apos.: 25/1/1955);
Antônio Maurício do Lago, advogado (posse no BB: 25/1/1918;
assistente jurídico da Diretoria Internacional 1940/1964);
José Raul de Moraes, advogado (posse no BB: 23/5/1912 ­

FERNANDO PINHEIRO

-

102

apos.: 23/5/1961); José Victorino de Magalhães, advogado
(posse no BB: 15/5/1916 ­ apos.: 1/1/1948); Lucílio Ribeiro
Torres, advogado (posse no BB: 14/2/1918 ­ apos.: 1/2/1955);
Odilon Duarte Braga, advogado (posse no BB: 1/12/1930 ­
apos.: 11/6/1958); Sérgio Darcy, advogado (posse no BB:
2/1/1925 ­ apos.: 22/1/1955); Aluízio de Hollanda Távora,
auxiliar do advogado em comissão (posse no BB: 21/1/1931 ­
apos.: 10/5/1963). Ainda no Contencioso, o solicitador efetivo:
José Bento Ribeiro Dantas, advogado (posse no BB: 1/4/1925
­ apos.: 17/1/1960) e o solicitador interino: Sylvio de Lacerda
Abreu (posse no BB: 25/2/1931 ­ apos.: 28/3/1948) [Almanaque
do Pessoal ­ 1964; bem como Almanaque do Pessoal ­ edições
anteriores].
Em 7 de maio de 1934, o Banco do Brasil
reconhecendo, como sempre o fez, os serviços relevantes
aliados à integridade moral e a dedicação e competência
em todos os encargos atribuídos a José Arraes de Alencar,
nomeou­lhe, com louvor e justiça, inspetor.
Esses elogios o acompanharam na missão que
exerceu fiscalizando a Agência de Natal ­ RN, por ocasião
do levante comunista de 23 de novembro de 1935 [Revista
Itaytera n° 30 ­ Instituto Cultural do Cariri ­ Crato ­ CE].
Nos idos de 1934, a Tesouraria da Matriz era
constituída
de 1 tesoureiro: Jorge Ribeiro de Figueiredo
(posse no BB: 6/6/1910, apos.: 14/7/1959) e 3 fiéis de
tesoureiro: Álvaro da Rosa Ribeiro (posse no BB: 1/5/1905,
apos.: 30/6/1960), José Pereira da Rocha Paranhos Júnior
(posse no BB: 1/7/1910, apos.: 31/3/1956), Antônio Marques
Pinheiro (posse no BB: 15/1/1914, apos.: 1/3/1946) [Almanaque
do Pessoal ­ 1964; bem como Almanaque do Pessoal ­ edições
anteriores].

103 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Dezesseis chefes de caixa integravam o quadro
da Tesouraria da Matriz. A relação nominal, a seguir,
abrange o período de tempo (posse e aposentadoria)
no Banco do Brasil: Alexandrino de Souza Guimarães
(20/3/1918 a 1/4/1948); Álvaro Carrão de Moura Carijó
(27/2/1918 a 1/1/1951); Clóvis de Brito (29/8/1918 a
6/3/1950); Eduardo de Gomensoro (7/4/1913 a 12/4/1951),
Fábio de Andrade (12/6/1916 a 14/7/1959), Felisberto
Ferreira Brant (7/8/1911 a 2/3/1942), Francisco de Davide
(13/12/1923 a 7/2/1961), Francisco Netto Tinoco (27/8/1928
a
14/2/1951),
Gabriel
Baptista
Rombo
(10/6/1918
a
13/6/1964), Homero Borges da Fonseca (12/6/1916 a
11/1/1961), João Furtado de Mendonça Sobrinho (1/8/1908
a 12/11/1951), João da Rocha Marinho da Silva (3/4/1917
a 8/3/1960), Manoel José Rodrigues Caldas Filho (20/7/1922
a 1/7/1953), Mário Tinoco (25/1/1918 a 12/9/1943), Otávio
Figueira
Trompowsky de Almeida (1/8/1916 a 1/2/1948),
Syro da Silva Tavares (25/1/1918 a 15/6/1948). É oportuno
ressaltar que as datas mencionadas após o nome dos
funcionários são relativas à data de posse e à data de
aposentadoria, conforme mencionado, e não referente ao
período exercido na função [Almanaque do Pessoal ­ 1964;
bem como Almanaque do Pessoal ­ edições anteriores].
Na coluna Olhando para trás.., de Rodolpho
Ambronn, observamos que, no período de 1901 a 1945,
o Banco do Brasil teve apenas 6 tesoureiros: João
Antônio Fernandes Pinheiro (veio a falecer quando estava
ainda em atividade profissional), Carlos Lírio, Francisco da
Gama Berquió, Manoel Pinto Miranda Montenegro, Jorge de
Figueiredo e Homero Borges da Fonseca [Revista AABB ­ Rio
de Janeiro, edição out/ nov/1945].

FERNANDO PINHEIRO

-

104

Voltando a estabilidade administrativa no Banco
do Brasil, que, antes, como vimos, tivera a passagem
de 5 presidentes em curto prazo de tempo (fins de 1930
ao início de 1932), a gestão de Arthur de Souza Costa,
iniciou-se em 16/1/1932 e com término em 23/7/1934,
quando veio a ocupar o posto de ministro da Fazenda. O
funcionário Marcos de Souza Dantas assumiu interinamente
(23 a 27/7/1934), o cargo de presidente do BB.
Foto n° 3 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência do Rio Grande ­ RS ­ 1934
­ Retrato em grupo ­ Em pé, o 5° da esquerda para a direita,
NILO MEDINA COELI (posse no BB: 28/8/1934, mais tarde,
ele veio a ocupar o cargo de presidente do Banco do Brasil
(20/7/1963 a 31/3/1964) ­ p & b ­ 23 x 16,5 cm. ­ Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

105

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 2
O Banco do Brasil na gestão dos presidentes
Leonardo Truda (27/7/1934 a 30/11/1937), João Marques
dos Reis (30/11/1937 a 6/11/1945). Aura acadêmica no BB.
Láureas conquistadas pelo funcionalismo. Inauguração da
1ª agência metropolitana e as duas primeiras da rede
externa e dezenas de subagências. Doutrina: "A proteção
ao trabalhador no Direito Pátrio", do jurista e acadêmico
Luís Ivani de Amorim Araújo. O início do ensino e da
cultura na Empresa.

Acadêmica

e suntuosa a homenagem prestada
pelo funcionalismo a Francisco Leonardo Truda pela
passagem do 1° ano de gestão à frente dos destinos do
Banco do Brasil. A cena foi ambientada, em 27/7/1935,
no Salão das Assembleias: 3 bandeiras do Brasil,
estendidas na parede, ao fundo, e 3 "corbeilles" de flores
naturais ornamentavam o recinto. À mesa de honra,
Ildefonso Simões Lopes, diretor de Agências, fez a
abertura da solenidade, passando a palavra ao orador
oficial, João Gabriel Costa [Revista AABB ­ Rio ­ 1935].

FERNANDO PINHEIRO

-

106

O orador ressaltou os benefícios concedidos pelo
Banco do Brasil: a incorporação dos vencimentos, recebida
com intenso regozijo, a criação da Caixa de Empréstimos
da Caixa de Previdência destinada aos funcionários
necessitados de recursos de emergência, evitando-os
recorrer a empréstimos em condições onerosas e, muitas
vezes, constrangedoras; a assistência médica na Matriz
e nas agências de São Paulo, Santos, Porto Alegre, Belo
Horizonte e Recife e, posteriormente, a ser estendida por
toda a rede que ainda não alcançava 90 sucursais
[Revista AABB ­ Rio ­ 1935].
É
de
se
reconhecer
o
trabalho
benemérito
na gestão de Leonardo Truda que apresentou novas
instalações do Serviço Médico do Banco do Brasil e
novos equipamentos cirúrgicos, ampliando o atendimento
médico às agências de classe especial e, aos poucos,
implantando-o
nas
demais
filiais.
Eram
realizadas
consultas, injeções, curativos, diatermia, raios ultravioleta,
partos, etc. No ambulatório do Banco do Brasil eram ainda
realizadas pequenas cirurgias e, nos casos que exigiam
internação, eram transferidos para a Casa de Saúde São
Jorge, Casa de Saúde São Sebastião e Hospital Evangélico
[Revista AABB ­ 1935].
João Gabriel Costa destacou ainda o merecido
apoio à Caixa de Previdência destinado a beneficiar a
família do funcionário falecido, com recursos suficientes
à sobrevivência; o restabelecimento de audiências com
funcionários, inclusive àqueles que incorreram em falta
passível de penalidade, acolhidos de maneira afável e
cavalheiresca, animando-os o presidente com palavras de
conforto e ânimo. Entrou ainda em destaque a citação
da Portaria de 7/8/1934 que faculta ao funcionário,
prejudicado em suas promoções, a apresentar reclamação.

107 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A grandeza espiritual do presidente Leonardo
Truda não se restringe apenas à honradez com que
dirigiu o Banco do Brasil, o que já seria o suficiente para
as honras da posteridade, vale destacar o apoio concedido
ao trabalho do funcionário Raphael Levy Miranda que
vinha desenvolvendo na Bahia e no interior do Rio de
Janeiro, um trabalho voltado à assistência social em
abrigos que fundou. Na carta­convite para trabalhar no
Rio de Janeiro, endereçada ao Levy Miranda, o presidente
ressaltou "para realizar nesta capital idêntica instituição
de assistência social à mendicância." (TRUDA, 1934)
Em outubro/1934, Paulo Frederico de Magalhães
(posse no BB: 4/2/1918, falec. 14/2/1955), a convite do
ministro da Fazenda, assumiu o cargo de chefe da Seção
Econômica e Financeira do Ministério da Fazenda [Revista
AABB ­ Rio ­ 1934].
Medida de grande repercussão foi a criação, em
8/5/1935, da Comissão de Promoções, órgão consultivo,
constituída de 4 membros que incluía o gerente da Matriz
e 3 outros escolhidos pelo presidente do Banco do Brasil:
Pedro de Mendonça Lima, gerente da Matriz, encarregado
de presidi-la, auxiliado pelos funcionários Durval Pereira
de Medeiros e Ayres Pinto de Miranda Montenegro.
Em setembro/1935, o funcionário Antônio Luiz
de Souza Mello, diretor da Carteira Cambial (posse no BB:
16/5/1916, apos. 1/8/1947), foi nomeado presidente do
DNC ­ Departamento Nacional do Café. Em seguida,
Alberto Teixeira Boavista, diretor de Agências, foi deslocado
para a Diretoria da Carteira Cambial (designação da época)
[Revista AABB ­ Rio ­ 1935].

FERNANDO PINHEIRO

-

108

Nesse ano, Mário Tavares da Silva é o secretário
particular do presidente do Banco do Brasil. Após 1 ano
em disponibilidade do DNC, Souza Mello, em 26/10/1936,
é eleito diretor da CREAI ­ Carteira Agrícola e Industrial
do Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1936].
O

presidente
da
República
iria
novamente
requisitar do Banco do Brasil outro funcionário para
ocupar, em junho/1938, o cargo de presidente do DNC.
A escolha recaiu em Jayme Fernandes Guedes que levou
consigo Raimundo Mendes Sobral, que vinha exercendo o
cargo de gerente da Agência do Recife ­ PE, assumindo
a Superintendência do DNC [Revista AABB ­ Rio ­ 1938].
Campeão de remo no então Clube de Regatas
Botafogo, Sérgio Darcy, funcionário do Banco do Brasil,
preside os destinos do clube alvinegro na gestão de
1937/1939 e de 1963. Nos idos de 1948, quando o Botafogo
é consagrado campeão carioca, Sérgio Darcy, advogado
letra "D", assume o cargo de chefe­adjunto ­ Departamento
do Contencioso do Banco do Brasil.
Posteriormente, nos idos de 1973/1975, os destinos
do Botafogo de Futebol e Regatas eram conduzidos por
outro funcionário do Banco do Brasil, Rivadávia Tavares
Corrêa Meyer (posse no BB: 2/4/1956).
Em Bonsucesso, subúrbio carioca, o funcionário
Levy Miranda fundou um abrigo para 1.500 pessoas
desabrigadas e, em Niterói, construiu outro abrigo para
acolher os indigentes de rua. Em 1938, inaugura o
Instituto Getúlio Vargas destinado à formação profissional
de menores abandonados. 20 anos depois, em 1958,
aposenta­se no cargo de fiel­de­tesouraria [Revista DESED
n° 19].

109 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Enfatiza a Revista DESED n° 19 que, diante das
dificuldades de manutenção das entidades fundadas por
Levy Miranda, o presidente Getúlio Vargas, nos idos
de 1943, as incorporou numa só entidade, a Fundação
Cristo Redentor.
Na gestão do presidente Francisco Leonardo Truda
(27/7/1934 a 30/11/1937), a Matriz do Banco do Brasil,
sediada na cidade do Rio de Janeiro, foi transformada
em Direção Geral e criadas as agências metropolitanas e
a Agência Central.
Acontecimento de rara beleza é a presença da
alta sociedade carioca, reunida nos idos de 1934, para
celebrar o jubileu jurídico do ministro João Marques dos
Reis. Ao champagne, falou abrindo os brindes, o ministro
Eduardo Spínola, membro da Corte Suprema, seguido
pelo Prof. Gilberto Amado, Agamenon Magalhães, ministro
do Trabalho, na presença de ilustres convidados, dentre
os quais destacamos Odilon Braga, Godofredo Vianna,
Sampaio Corrêa, Hugo Napoleão, Gustavo Capanema,
Ronald de Carvalho, entre outros [Iconografia: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
João Marques dos Reis (1890/1952) era casado com
Adelaide Fernandes Marques dos Reis com quem teve seis
filhos: Eduardo Pedro Fernandes Marques dos Reis, Pedro
de Alcântara Marques dos Reis, Carmen Josefina Fernandes
Marques dos Reis, Carlos Henrique Marques dos Reis, Arlinda
Adelaide Marques dos Reis e Arlinda Marques dos Reis.
Eduardo Pedro Fernandes Marques dos Reis (posse
no BB: 1/4/1939, falec.: 9/2/1957) casou­se com Maria Isabel
Bessa Marques dos Reis. O casal teve uma filha: Regina
Marques dos Reis Gonzalez, vice­presidente cultural da
AABB ­ Lagoa ­ Rio de Janeiro (mandato: 2011/2014).

FERNANDO PINHEIRO

-

110

Em 27/7/1935, o Banco do Brasil inaugura a 1ª
agência metropolitana no País, a Agência da Glória ­ Rio
de Janeiro. À solenidade de inauguração compareceram:
Francisco Leonardo Truda, presidente do Banco do Brasil,
Ildefonso Simões Lopes, diretor da Carteira de Agências,
Hugo Napoleão do Rego, chefe do Contencioso do Banco
do Brasil; José Mendes de Oliveira Castro, diretor da
Carteira Cambial, Álvaro Henriques de Carvalho, inspetor
de agências metropolitanas, Pedro de Mendonça Lima,
gerente da Matriz, Mário Tavares, secretário do presidente
do Banco do Brasil [Revista AABB ­ 1935].
24 de abril de 1936 ­ Notícia auspiciosa para o
funcionalismo do Banco do Brasil: a Caixa de Previdência
dos Funcionários do Banco Brasil, sob a presidência de
Orlando de Almeida Cardoso (posse no BB: 7/1/1919 ­
aposentadoria: 28/4/1949) determinou a aplicação de 30%
das reservas para construção, aquisição e reformas
de casas residenciais ou liquidação de hipotecas. Na
ocasião, foi estabelecido que a importância do valor do
empréstimo imobiliário não deveria exceder a 40 vezes
dos vencimentos mensais do associado no cargo efetivo.
Essa salutar medida permanece em vigor nos dias atuais.
De 1936 a 1951, o número de casas financiadas
não foi tão expressivo, sendo que o maior volume de
construções ocorreu no período de 1951 a 1967, com
o financiamento de 2.318 residências destinadas aos
funcionários do Banco do Brasil, graças à participação do
Banco do Brasil e dos presidentes da Caixa de Previdência:
Alcebíades França de Faria (19/3/1949 a 30/4/1952), Lecy
Infante Cardoso de Castro (1/5/1952 a 30/4/1960), Cléo
Lacoste (1/5/1960 a 1/5/1966), Telmo Ramos Ribeiro (2/5/1966
a 1/5/1967).

111 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Vale destacar que, posteriormente, em 1968, na
gestão de Nestor Jost, presidente do Banco do Brasil
(20/3/1967 a 28/2/1974), a Caixa de Previdência pôde
efetuar financiamentos destinados a 2.080 residências de
funcionários do Banco do Brasil, cifra bastante elevada
em comparação com a de períodos anteriores. Naquele
ano, eram presidentes da Caixa de Previdência: José
Perrone (2/5/1967 a 11/9/1968) e Roberto Hatab (29/9/1968
a 25/3/1969).
Ao ensejo da comemoração do dia da bandeira,
em 19/11/1935, em solenidade presidida
por Francisco
Leonardo Truda, presidente do Banco do Brasil, houve
o hasteamento do símbolo nacional, e, em seguida, o
discurso patriótico proferido por Affonso Penna Júnior,
consultor jurídico, na presença dos seguintes executivos:
Ildefonso Simões Lopes, diretor de Agências, José Mendes
de Oliveira Castro, diretor da Carteira de Liquidações,
Achilles Moreaux, secretário do diretor Oliveira Castro,
Alberto Boavista, diretor da Carteira de Câmbio, Raul
Fialho de Faria, contador da Matriz, Pedro Mendonça
Lima, gerente
da
Matriz, Arthur
Martins Sampaio,
advogado do BB, Antunes Maciel, diretor da Carteira de
Redescontos, Rodolpho Vaccani, chefe do Serviço Médico do
Banco do Brasil, Mário Tavares, secretário da Presidência
[Revista AABB ­ 1935].
Digna de aplausos de gerações anteriores, e
repercutindo nos dias atuais, o tema da conferência
O problema do petróleo no Brasil, proferida, em 23/5/1936,
pelo diretor Ildefonso Simões Lopes, na Escola Nacional
de Belas Artes. O tema é instigante porque tem abordagens
sobre os problemas atuais na área da energia [Revista
AABB ­ Rio ­ 1936].

FERNANDO PINHEIRO

-

112

No 2° semestre/1936, o funcionário Nilo Medina
Coeli esteve servindo na Agência Uberaba ­ MG, sob as
ordens de Manoel Albuquerque Cordovil, gerente, e de
Affonso de Oliveira, contador. Imagem custodiada pela
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Ainda nos idos de 1936, Pedro de Mendonça
Lima é nomeado superintendente do Banco do Brasil,
cargo recém-criado. A designação Matriz foi extinta e
criada a Direção Geral e a Agência Central, no mesmo
endereço: Rua 1° de Março, 66, Rio de Janeiro, sendo o
primeiro gerente a ocupar o cargo José Vieira Machado,
antigo
secretário das Finanças do Estado do Espírito
Santo (posse no BB: 30/1/1918 ­ apos.: 7/2/1951).
Em sentido contrário, posteriormente, Ovídio Xavier
de Abreu (posse no BB: 14/2/1918 ­ apos.: 19/12/1950) é
requisitado pelo governador Benedito Valadares que o nomeia
secretário das Finanças do Estado de Minas Gerais.
Vale assinalar a distinção recebida por outros
funcionários destinados a servir na administração pública,
na década de 30 (século XX): Odilon Duarte Braga,
advogado do Banco do Brasil, ministro da Agricultura
(1934/1937), Jayme Fernandes Guedes (posse no BB:
28/1/1918, apos.: 1/4/1950), diretor do Departamento Nacional
do Café (idos de 1937), e Manuel da Costa Lubambo
(posse: 1/8/1923, apos.: 14/3/1943), secretário da Fazenda do
Estado de Pernambuco (1937/1939).
Manuel Lubambo, intelectual que marcou presença
na vida literária de Pernambuco, legou-nos a obra:
Capitais e Grandeza Nacional ­ 1940; O humanismo financeiro
de Salazar ­ 1942 ­ Bibliografia sobre o autor: Manuel
Lubambo: a amizade luso-brasileira e a latinidade, de Manuel

113 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Anselmo ­ 1943; Manoel Lubambo ­ Recife ­ Tradição, de
João Vasconcelos ­ 1944.
É de se salientar o período ditatorial em que
vivia o Brasil, em particular, Pernambuco, sob o comando
do interventor Agamenon Magalhães que reuniu, nas
secretariais estaduais, jovens de formação católica, dando
espaço à Igreja. Jovens de boa formação integravam uma
elite de alto gabarito profissional: Arnóbio Tenório Wanderley
(Governo), Etelvino Lins (Segurança Pública), Apolônio Sales
(Agricultura), Nilo Pereira (Educação), Manuel da Costa
Lubambo (Fazenda), entre outros [ANDRADE ­ 1991].
Com o olhar na galeria de patronos da Academia
de
Letras
dos
Funcionários
do
Banco
do
Brasil,
observamos que Manuel Lubambo era um homem sério,
enérgico, brando sem perder a energia centrada nos
ideais sublimes, embora tenha sido apreciado como
intelectual irrequieto e muito convicto de suas ideias
contrárias à presença de comunistas e maçons.
Lubambo, à frente da direção da Revista
Fronteiras, liderou um movimento corporativista, de base
integralista, e fez campanha contra as ideias de Gilberto
Freire, célebre autor da obra Casa Grande & Senzala
que foi apelidada de "Casa Grande sem Sala", havendo
desentendimentos
até
com
o
interventor
Agamenon
Magalhães que adotou uma política de união de classes,
a de empregados e a de empregadores, com a promoção de
importantes ações sociais através dos Centros Educativos
Operários e do Serviço Social contra o Mocambo [ANDRADE
­ 1991].
No clima de amplos poderes que permitiam aos
Estados formular políticas econômicas próprias, respaldadas
pelo regime ditatorial do Estado Novo, era natural que

-

114

apreciação

do

FERNANDO PINHEIRO

Manuel da Costa Lubambo,
Prof. Manuel de Andrade:

conforme

"se sentisse um verdadeiro reformador e esquecesse que
Agamenon não admitiria que se fizesse sombra à sua
pessoa". (33)
Os
desentendimentos
entre
ambos,
conforme
conclusão do Prof. Andrade, se acentuaram cada vez
mais, até quando Manuel Lubambo foi obrigado a
demitir­se.
Vale ressaltar que Pedro de Mendonça Lima
exerceu o cargo superintendente (18/2/1936 a 27/9/1948),
inaugurando a longa fase da Superintendência, a única
em nível nacional, com status de diretor-superintendente,
assumindo, posteriormente, os cargos de diretor da Carteira
de Redescontos (28/9/1948 a 31/1/1951) e presidente interino
(2/6/1949 a 29/7/1949).
Cláudio Pacheco, anteriormente, anunciava
méritos dos funcionários do Banco do Brasil:

os

"Em 1933, considerando a rápida evolução da
técnica da organização dos serviços bancários, nos mais
adiantados países, o presidente do Banco resolveu enviar
funcionários aos Estados Unidos e à Europa, incumbidos
de colher no estrangeiro, por observação direta, elementos
que pudessem constituir base objetiva aos estudos da
reforma geral dos serviços do Banco, que se ressentiam
de diversas falhas. (Relatório apresentado ao presidente aos
acionistas em 1934, p. 38).
(33) MANUEL CORREIA DE ANDRADE ­ Secretaria da Fazenda ­ Um
Século de História ­ Edição comemorativa ­ 100 anos ­ 1891/1991
­ Recife ­ PE.

115 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em 1934, assinalavam-se a dedicação, a disciplina
e competência técnica do funcionalismo do Banco, ao
qual com frequência recorriam os poderes públicos
da União e dos Estados, para confiar, a muitos de seus
componentes, missões de elevada responsabilidade.
Por seu lado, a direção do Banco empenhava-se em
proporcionar ao funcionalismo, não somente mais elevado
padrão de vida, como condições que lhe permitissem
encarar
com mais tranquila segurança o futuro, o que
era, sem dúvida, ao mesmo tempo, fator de aumento da
eficiência e capacidade de trabalho."
[...]
Já no Banco existia e vinha funcionando a Caixa de
Montepio que assegurava aos funcionários muitas das
vantagens que veio assegurar-lhe o Instituto de Aposentadoria
e Pensões dos Bancários, criado pelo Governo, através
do Decreto número 24.615, de 9 de julho de 1934, pelo que
logo esse decreto assegurou aos funcionários do Banco do
Brasil o direito de recusar a sua inscrição como associados
da nova entidade.
Assim, a quase unanimidade dos funcionários do
Banco se valeu dessa faculdade concedida pelo mesmo
decreto. Por isto cogitou o Banco a reformar a Caixa de
Montepio, a qual, por novos Estatutos que a sua Assembleia
Geral aprovou, em 28 de dezembro de 1934, foi transformada
em Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil,
incumbida do custeio das aposentadorias e pensões dos
funcionários do Banco. (Relatório apresentado pelo presidente
do Banco aos acionistas, em 1935, páginas 35/6.")
(34)
(34)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ p. 388 e 389
­ vol. IV ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

-

116

Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­
27/7/1935 ­ Francisco Leonardo Truda, presidente do Banco
do Brasil (27/7/1934 a 30/11/1937), profere o discurso de
agradecimento ao banquete de gala oferecido pela Câmara
de Comércio e Indústria, pelo transcurso do 1° ano de
gestão na Presidência do BB, prestigiado pela presença de
Arthur de Souza Costa (presidente do BB ­ 16/1/1932 a
23/7/1934), ministro da Fazenda (julho/1934 a out./1945),
Alfredo Dolabella Portella, presidente da Câmara de
Comércio e Indústria, à frente do elenco de inúmeras
autoridades presentes [Revista AABB ­ 1935].
Em outubro/1935, Marcos de Souza Dantas,
Ayres Pinto de Miranda Montenegro e Carlos Bastos Tavares
são nomeados pela Empresa para constituir a comissão
de promoções, e Jayme Fernandes Guedes, inspetor, está
à disposição do DNC ­ Departamento Nacional do Café
[Revista AABB ­ 1935].
Em 31 de março de 1936, João Marques dos
Reis, ministro da Viação e Obras Públicas (25/7/1934
a 29/11/1937), assina a Portaria n° 269 que aprovou as
instruções relativas ao funcionamento das estações de
radiodifusão [Diário Oficial da União 2/4/1936 ­ pp. 7.062/7067].
Em 3/9/1936, no despacho exarado no parecer
do superintendente Pedro de Mendonça Lima, o presidente
Leonardo Truda cria o Serviço de Engenharia, embora
existisse a Assessoria Técnica, desde 1922, sob a direção
do eng. Alberto Brandão Segadas Viana (1936/1943), que
foi sucedido, em épocas distintas, pelos engenheiros Atílio
Guimarães (1943/1944) e José Bretas Bhering (1944/1945),
ambos contratados [Revista AABB ­ 1936].
A Assembleia Geral Extraordinária do Banco do
Brasil, realizada em 26/10/1936, elegeu o
funcionário

117 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Antônio Luiz de Souza Mello (posse no BB: 16/5/1916, apos.:
1/8/1947), para o cargo de diretor da CREAI ­ Carteira de
Crédito Agrícola e Industrial, recém-criada.
Em 13/3/1937, a delegação de bancários argentinos
esteve na cidade do Rio de Janeiro. No Syndicato
Brasileiro de Bancários, Raymundo Archer proferiu, de
improviso, o discurso de saudação. Posteriormente, os
funcionários do Banco do Brasil retribuíram essa visita,
inclusive sendo recebidos, em Buenos Ayres, por Juan
Perón, ditador da Argentina, que lhes ofertou um retrato
autografado com dedicatória [Revista AABB ­ 1937 ­
Iconografia: Raymundo Archer e Juan Perón].
Em 9/4/1937, toma posse no cargo de gerente da
Agência São Paulo, Ruy Dantas Bacellar (posse no BB:
18/5/1916, apos.: 8/4/1946), sucedendo a Genaro Pilar do
Amaral (posse no BB: 3/9/1904, apos.: 18/3/1952). Naquela
época não havia agências metropolitanas na
capital
paulista, sendo que a única existente no País era a
Agência Metr. Glória ­ Rio de Janeiro.
Nos liames que o destino traça, ressaltamos a
personalidade fulgurante de Ruy Bacellar que, dentro
do Banco do Brasil, foi tudo, menos diretor. De certa
forma, o foi, exercendo o cargo de gerente da Agência
São Paulo que, naquela época, já desfrutava de grande
importância na economia nacional.
Segundo depoimento de Yeda Dantas Bacellar,
designer e artista plástica, Ruy Bacellar, paulista de Limeira,
veio ao mundo em 1/4/1892. Filiação: Eliseu Dantas
Bacellar e Maria Cândida Rocha Bacellar. Casado com
Noêmia Gonçalves Bacellar teve 5 filhos: César, Maria
Cândida, Célia, João, Lúcia e Cecília.

FERNANDO PINHEIRO

-

118

A trajetória de Ruy Bacellar dentro do Banco do
Brasil foi imensamente percorrida com pleno êxito em
relevantes tarefas: 1916 ­ posse no BB; 1918 ­ contador
na Agência de Barretos; 1920 ­ gerente da Agência Bahia;
1924 ­ inspetor do BB ­ zona de inspeção da Bahia;
1927 ­
inspetor ­ zona de inspeção Belém, gerente da
Agência Maranhão (designação da época), inspetor de
agências, zonas de inspeção Campinas, Fortaleza, gerente da
Agência Fortaleza; 1929 ­ gerente da Agência Taquaritinga;
1930 ­ inspetor zona de inspeção Campinas; 1933 ­
inspetor zona de inspeção São Paulo; 1935 ­ Comissão de
Regulamentação dos Serviços de Inspetores, inspetor da
Agência de Santos, Comissão Especial para Estudo de
Transações Referentes à Algodão e Escoamento de Safra;
1936 ­ Comissão de Projeto do Regulamento da CCAI (sigla
originária da CREAI); 1937 ­ gerente da Agência São Paulo;
1940 ­ Comissão de Estudo Especial de Tendências de
Mercado; 1941 ­ Serviço Especial ­ Comissão de Mecanização
de Serviços [Revista AABB ­ Rio ­ 1946].
Ao fazer o panegírico sobre a vida e obra de
Ruy Dantas Bacellar, Lauro Bastos, afirmou:
"Nesse ambiente agitado pelas mais complexas
solicitações de crédito, o espírito, sazonado por larga
experiência, desferiu voos gigantescos, nos remígios de
uma inteligência pujante." (35)
Em nossa observação da leitura da própria
trajetória da Empresa que buscamos compreender e dar
o sentido da narrativa, ficamos admirados pela atuação
(35)

LAURO BASTOS ­ Revista AABB ­ Rio de Janeiro ­ edição
junho/julho/1946.

119 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

de Ruy Dantas Bacellar no Banco do Brasil, tanto nas
agências, inspeções e comissões conduzidas com pleno
êxito, numa esteira estendida por ele que serviu de
base para a Empresa organizar a infraestrutura, com o
surgimento de órgãos que executam tarefas de iniciativa
do ilustre homenageado.
Relembramos, com viva emoção que, foi na
cidade de São Paulo que Ricardo Jafet, presidente do
Banco do Brasil (2/2/1951 a 14/1/1953), veio acompanhar,
pessoalmente, na 1ª quinzena de abril/1951, os trabalhos
sobre mecanização de serviços (Revista AABB ­ Rio ­ 1951),
transformados em contínua evolução que, chega aos dias
atuais nos avançados sistemas que permitiram a moderna
informatização de dados e a implantação dos atuais
sistemas on line. Aposentado em 8/4/1946, Ruy Bacellar
não estava presente, na visita do presidente do BB, mas
sua obra foi continuada e permanece nos dias atuais.
Um exemplo singelo que serve para explicar
esses complexos sistemas: o cartão que o cliente usa
para sacar dinheiro, nas caixas eletrônicas, originou­se,
em forma embrionária,
nos serviços de mecanização,
assim como essas fantásticas máquinas voadoras F­16,
Boeing­737, etc., nasceram da ideia original de Santos
Dumont, o pai da aviação.
Afinal, tudo que o BB possui em termos
de tecnologia e logística, excetuando­se a engenharia,
nasceu da inteligência fulgurante de Ruy Bacellar. E não
foi somente a infraestrutura, o que seria fantástico,
mas
o
crédito
agrícola,
na
versão
atualizada
de
agronegócios, o comércio exterior, a inspetoria, o estudo
sobre tendências de mercado, matérias conduzidas pelas
comissões presididas por Bacellar.

FERNANDO PINHEIRO

-

120

A Diretoria do Banco do Brasil, no Relatório
apresentado à Assembleia Geral de Acionistas, realizada
em 22/4/1937, comenta os esforços empreendidos para
debelar a crise econômica brasileira durante o período
1933/1935. Apenas em 1933, podemos apreciar a imensa
diferença de volume de exportação de mercadorias
por regiões,
no total de 2.820.271 contos de réis:
Norte (97.889), Nordeste (94.670), Leste (320.705), Sul
(2.305.569), Centro (1.438) [PACHECO, 1979].
Ao meio dia de 30/4/1937, no Ministério da
Fazenda, o major Roberto Carneiro de Mendonça tomou
posse no cargo de diretor da Carteira de Emissão e
Redescontos do Banco do Brasil. À cerimônia modesta,
ao agrado do empossando, compareceram Souza Costa,
ministro da Fazenda, Leonardo Truda, presidente do Banco
do Brasil e os diretores Souza Mello, Oliveira Castro,
Alberto Boavista, Vilobaldo de Souza Campos e Ildefonso
Simões Lopes, bem como o presidente (interino) do
Departamento Nacional do Café, Jayme Fernandes Guedes
[Revista AABB ­ Rio ­ 1937].
Além do diretor Antônio Luiz de Souza Melo, a
CREAI ­ Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco
do Brasil era constituída, em sua primeira gestão, dos
seguintes funcionários comissionados:
Gabinete do Diretor ­ Secretários: Ângelo Bonifácio do
Amaral Beviláqua, Valeriano de Souza Melo ­ Auxiliares:
Waldner Vieira, Maria Luiza de Souza Dantas.
Departamento de Crédito Agrícola e Industrial: Chefe:
Hamilcar José do Amaral Beviláqua; Subchefe: Antônio
Fernando Pereira; Conferente: Astyanax Teixeira;
Assistente
Jurídico: Antônio Maurício do Lago.

121 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em 15/7/1937, a Diretoria do Banco do Brasil
institui, junto a Direção Geral, o Curso de Aperfeiçoamento,
destinado aos funcionários, que incluía diversas matérias:
contabilidade
superior,
finanças,
direito
(comercial,
público, administrativo), estudo dos problemas econômicos
brasileiros, e dos idiomas francês e inglês. Era o
início do ensino no Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­
1938].
As primeiras aulas foram ministras por eficientes
professores: Leonardo Truda (Estudos dos problemas
econômicos brasileiros), desembargador Florêncio de Abreu
(Direito Civil), Prof. Hugo Napoleão do Rêgo (Direito
Comercial), Lopes da Cruz (Direito Público e Administrativo),
José Nunes Guimarães (Finanças) e Paulo Magalhães
(Economia Social). Em março/1938, o curso entrou em
funcionamento, em regime sistemático [Revista AABB ­ Rio
­ 1938].
Em cumprimento das instruções contidas na
carta DEIFA n° 4.042, de 14/9/1936, José Arraes de Alencar
redigiu o Relatório de 7/7/1937 ­ "Estudos de Praças ­
Cajazeiras". Em resposta, a Diretoria resolveu determinar
a criação de uma agência de 5ª classe naquela praça,
instalada em 3/6/1938 [Anotações ­ 1936].
As inspeções de 21/1/1937 a 3/3/1937, na
Agência de Natal­RN, foram altamente satisfatórias, e,
a de 4/5/1937, na Agência Fortaleza ­ CE, José Arraes
de Alencar causou
ótima
impressão
na Diretoria
ao
examinar o estudo sobre a capacidade da praça de
Fortaleza. Em Campina Grande, Paraíba, redigiu trabalho,
de forma clara e sucinta, abrangendo o período de 5 a
15/9/1938, recebendo elogios de seus superiores hierárquicos
[Anotações ­ 1938].

FERNANDO PINHEIRO

-

122

Em 30/11/1937, João Marques dos Reis assume
o cargo de presidente do Banco do Brasil. No dia
seguinte, Ruy Carneiro está investido nas funções de
secretário da Presidência do Banco do Brasil. Ambos
já se conheciam, anteriormente, no trabalho, quando
Marques dos Reis era o ministro da Viação e Obras
Públicas (25/7/1934 a 29/11/1937) e Ruy Carneiro, secretário
do ministro.
Nos idos de 1937, o gabinete do presidente João
Marques dos Reis era constituído dos seguintes executivos:
Álvaro Henriques de Carvalho, Oliveira Lima, Zeferino
Contrucci. Completavam o staff Ruy Carneiro e Mário
Neiva de Lima Rocha, oriundos do Ministério da Viação
e Obras Públicas [Revista AABB ­ Rio ­ 1937].
Três anos mais tarde, convocado por Getúlio
Vargas, e licenciado pelo Banco do Brasil, Ruy Carneiro
governa, no período de 1940/1945, o Estado da Paraíba,
sendo substituído pelo interventor Samuel Vital Duarte
que, mais tarde, viria a ocupar o cargo de diretor do
Banco do Brasil (9/11/1961 a 20/7/1963).
Em 1946, Ruy Carneiro recebe do povo paraibano
aclamação
popular,
conquistada
através
das
urnas
eleitorais. Mas a ditadura de Getúlio Vargas fecha o
Congresso Nacional, tornando­se desnecessária a passagem
do deputado pelos corredores da Câmara dos Deputados,
que
se
tornaram,
naqueles
tempos,
completamente
vazios. O amor pelo Banco do Brasil fala mais alto e ele
retorna aos pagos nas funções de advogado.
Com a volta de Getúlio Vargas ao poder, na
década 50 do século XX, o Congresso Nacional é reaberto.

123 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Nessa conjuntura política, Ruy Carneiro consegue uma
façanha, à época de difícil realização na Paraíba: senador
da República durante 4 legislaturas (1951/1959, 1959/1967,
1967/1974, 1975/1977), falecendo em pleno mandato nos
idos de 1977.
A trajetória de Ruy Carneiro no Banco do Brasil
(1/12/1937 a 14/1/1960), advogado de carreira que alcançou
a promoção de advogado letra "G", foi um funcionário
que muito honrou a Empresa, quando exercia o mandato
de senador da República, estava transferido para o
Quadro Suplementar sem proventos [Almanaque do Pessoal
­ 1964].
Amado pelo muito que amou, com dedicação
ao BB, inclusive o apoio pela criação da Cassi ­ Caixa
de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil,
projeto de vida inaugurado na gestão do presidente João
Marques dos Reis (30/11/1937 a 6/11/1945), o advogado Ruy
Carneiro é uma das glórias nacionais pela manifestação
de consciência coletiva que possuía, reconhecida por
multidões que a ele recorriam, chamando­o carinhosamente:
"o escravo branco da Paraíba".
Pela simplicidade que conservou de menino do
interior, nascido e criado em Pombal­PB, Ruy Carneiro
soube alinhar as virtudes da inocência e da sabedoria
oriundas das lides humanas, sempre honradas por ele,
é símbolo de honestidade, pureza de caráter e amor ao
próximo, luz imortal que brilha no BB e no Congresso
Nacional, entre tantas outras nascidas de fontes límpidas.
Diretores que serviram ao Banco do Brasil, na
gestão do presidente João Marques dos Reis: Antônio Luiz
de Souza Mello, Francisco Alves dos Santos Filho, Gastão
Vidigal, Ildefonso Simões Lopes, Pedro Demósthenes Rache,

FERNANDO PINHEIRO

-

124

Major Roberto Carneiro de Mendonça, Vilobaldo Machado
de Souza Campos [Almanaque do Pessoal ­ 1943].
Marca insuperável do teatro, até os dias de
hoje, no Brasil, foi a tradução da peça Romeu e Julieta,
de Shakespeare, realizada, em 1937, pelo poeta­tradutor
Onestaldo de Pennafort Caldas (1902/1987 ­ posse no
BB: 7/1/1928, apos.: 13/1/1958), tradução solicitada por
Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde,
destinada à encenação em temporada de teatro.
Nesse mesmo ano, após ter cumprido mandato
de ministro da Agricultura (1934/1937), retorna ao Banco
do Brasil o advogado Odilon Duarte Braga nas funções
de consultor jurídico da Caixa de Mobilização Bancária.
Sucesso de público e de crítica, foi a apresentação
da peça teatral Otelo, de Shakespeare (tradução de
Onestaldo de Pennafort), direção de Adolfo Celi, cenário
de Aldo Calvo, no Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro,
na temporada de 6 de março a 24 de julho de 1956.
Atores: Tônia Carrero (Desdêmona), Paulo Autran (Otelo),
Tarciso Zanotta (O Doge de Veneza) Margarida Rey (Emília,
aia de Desdêmona), Myrian Percia (Bianca), Roberto de
Cleto (Rodrigo), Felipe Wagner (Iago) ­ [Revista O Cruzeiro ­
2/6/1956; BARROSO ­ 1999].
Em grande estilo a inauguração da Agência do
Banco do Brasil, em Goiânia, edificada em prédio de 2
andares, ocorreu em 3/1/1938. Na ocasião, usaram da
palavra João Teixeira Alves Júnior, secretário-geral do
Estado de Goiás, representando o interventor federal, e
Vicente de Paula Carvalho Vieira, gerente da agência
(posse no BB: 9/9/1924 ­ apos.: 12/5/1958) [Revista AABB ­
Rio ­ 1938].

125 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Integravam, ainda, o quadro de funcionários da
agência: Modestino de Faria Merheb, contador (interino) ­
posse no BB: 6/8/1934 ­ apos. 1/1/1958); Thadeu Grembecki,
caixa (posse no BB: 18/7/1928 ­ apos.: 3/6/1959), João Baptista
Vaz, contínuo (posse no BB: 1/7/1932, tempos depois, em
1/2/1963, fiel de tesouraria na Agência Goiânia ­ GO)
[Revista AABB ­ Rio ­ 1938; Almanaque do Pessoal ­ 1964].
No evento, segundo as fontes citadas, foi registrada
ainda a presença do desembargador Luiz Vieira, presidente
da Corte de Apelação. No mesmo mês, foi a vez da
Agência Metr. Méier, a 2ª inaugurada, na cidade do Rio de
Janeiro, tendo como administradores Sebastião Machado
Ribeiro, gerente (posse no BB: 15/1/1924 ­ apos.: 27/11/1960)
e Bento Luiz Moreira Lisboa, contador (posse no BB: 2/6/1927
­ apos.: 8/9/1954) .
Ainda em janeiro/1938, na presença do ministro
Souza Costa e dos diretores Carneiro de Mendonça e
Ildefonso Simões Lopes, e do encarregado de câmbio da
Agência Central, Paulo Tavares da Silva, o funcionário
Tancredo Ribas Carneiro foi empossado diretor da Carteira
de Câmbio. A gestão do diretor durou 1 ano e 3 meses
[Revista AABB ­ Rio ­ 1938 ].
Na chefia do Departamento de Câmbio assumiu
Luiz Pedro Gomes (posse no BB: 10/8/1916 ­ apos.: 2/6/1958),
ex-gerente de câmbio na Matriz, e, por diversas vezes,
diretor (interino) da Carteira. Na mesma ocasião, Rodolpho
Ambronn (posse no BB: 1/2/1901 ­ apos.: 19/10/1947),
reassumia as funções de chefe-de-seção de câmbio na
Agência Central e Gustavo Carrano (posse no BB:
26/12/1922, apos.: 15/4/1957), era o encarregado de câmbio
da Agência São Paulo e Carlos Nery Cadaval subchefe
do Departamento de Câmbio [Revista AABB ­ Rio ­ 1938;
Almanaque do Pessoal ­ 1964].

FERNANDO PINHEIRO

-

126

Deputado federal no triênio 1934/1937, o eng.
Pedro Demósthenes Rache, em 30 de abril de 1938, é
eleito diretor da Carteira de Comércio Bancário do Banco
do Brasil pelo período de 1938/1942. A renovação no
cargo foi mantida em 1942/1946 e 1946/1950. Biógrafo,
memorialista, conferencista, Pedro Rache é autor de
extensa bibliografia.
Dirigindo a Agência de Goiânia ­ GO, o gerente
Vicente Carvalho Vieira, nos idos de 1938, recebe o
honroso convite para assumir o cargo de secretário­de­
gabinete do diretor Pedro Rache. Desloca­se da capital
de Goiás e fixou a residência na cidade do Rio de
Janeiro.
Antônio Ferreira Rodrigues, funcionário que
tomou posse, em 19/12/1936, na Agência do Recife, dois
anos mais tarde, nos idos de 1938, com a peça O
Coração, é laureado com o prêmio do concurso de peças
teatrais, no júri composto por Cláudio de Souza (Academia
Brasileira de Letras), Jarbas de Carvalho (Associação Brasileira
de Imprensa), J. A. Batista Júnior (Sociedade Brasileira de
Autores Teatrais), Hernani Cardoso (Sociedade Mantenedora
do Teatro Nacional), e ainda os Professores Oduvaldo Viana
e Olavo de Barros [Revista AABB ­ Rio ­ 1938].
Em 16/9/1938, com a inauguração da nova
sede do Club Ginástico Português, na Esplanada do
Castelo, no Rio de Janeiro, a peça O Coração sobe ao
palco sob a direção de Djalma de Castro Vianna [Revista
AABB ­ Rio ­ Rio ­ 1938].
A bibliografia do autor pernambucano inclui,
ainda, as seguintes obras: Gente Modesta (comédia em 3
atos), Raio de sol (comédia em 1 ato), Viagem de núpcias

127 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

(vaudeville em 3 atos), e Alta Sociedade (comédia em 4
tempos cênicos) [Revista AABB ­ Rio ­ 1938].
Nessa mesma década, outro notável dramaturgo
(autor e ator), funcionário do Banco do Brasil, radicado no
Recife, José Hermógenes de Araújo Vianna (posse no BB:
8/9/1920, apos.: 1/11/1950), sócio da Sociedade Brasileira
de
Autores
Teatrais
(novembro/1937),
membro
da
Academia Pernambucana de Letras (posse em 26/7/1938),
faz subir no palco do Theatro Santa Isabel, naquela
capital, Silêncio, uma de suas obras dramáticas, encenada
posteriormente no Theatro Deodoro, de Maceió ­ Alagoas.
Na cena teatral, Hermógenes Viana representou,
no Teatro Santa Isabel ­ Recife­PE, as seguintes peças:
"A morgadinha de Valflor", de Júlio Dantas (22 a
24/09/1945), coadjuvado com os atores Eunice Torres, José
Orlando Leça, Milton Persivo Cunha, Reginalda Luna e
Jovelino de Brito Silva; "A sombra", de Dário Ricodemi
(9/1/1949), no personagem Gerardo, contracenando com
Reginalda Luna, Aurenita Neves, José Orlando Leça,
Helena Ferraz e Estevan Torres. Iconografia: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Em
pleno
sucesso
teatral,
em
11/1/1949,
Hermógenes Viana, diante de uma seleta plateia de
intelectuais, fez a apresentação do Teatro dos Bancários,
criado por ele, no Teatro Santa Isabel, prestigiado pela
presença
do
delegado do Ministério do Trabalho e por
dirigentes sindicais.
Intelectual
de
grande
prestígio
nacional,
o
dramaturgo Hermógenes Viana recebeu justa homenagem
de Antônio Corrêa de Oliveira, membro da Academia
Pernambucana de Letras, nos idos de 1993, enaltecendo­lhe
vida e obra. Vale ressaltar:

FERNANDO PINHEIRO

-

128

"Hermógenes
Viana
teve
uma
vida
intelectual
abrangente. Exercitou, intensamente, os pendores literários.
Deixou, entre outros, livros de poesias, de história, de
estudos, de contos e de teatro. Escreveu mantendo
sempre padrão de boa qualidade, revelador de sólida
cultura humanística, a despertar interesse pela defesa de
ideias e de princípios, em estilo leve e agradável.
Nascido no Recife, de ascendência portuguesa,
estudou, inicialmente, as primeiras letras com sua mãe,
Ana Amélia, frequentando, após, várias escolas, para, em
1903, matricular-se no Ginásio Pernambucano, em que
permaneceu até 1909, quando recebeu o título de bacharel
em Ciências e Letras, sendo o orador da turma que teve
como paraninfo o professor, jornalista Osvaldo Machado.
No ano seguinte, acompanhou os pais, que se
transferiram para Portugal e, beneficiando-se de decreto
governamental, matriculou-se na Universidade de Coimbra,
onde fez o curso de Direito. Tinha orgulho de haver sido
contemporâneo de estudos do Cardeal Cerejeira, então
padre, de Oliveira Salazar e da primeira mulher portuguesa
formada em Direito, Regina Quintanilha.
(...)
Do luar de Coimbra dirá: "Luz suave e evocativa
a refletir sobre as águas do Mondego, emoldurado pelo
penhasco de suas margens, enfeitadas de choupo, onde
milhares de rouxinóis cantam aquela melodia estranha,
aquela harmonia deliciosa, melancólica, que lembra a
própria música portuguesa, na forma rítmica do fado,
a voz musicada, da romântica e sublimada alma
portuguesa."
Formado, volta à capital pernambucana. Escreve para
jornais. Trabalha na redação do Jornal do Recife, com
Osvaldo Machado, seu antigo mestre.

129 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ingressa no Banco do Brasil, prestando-lhe serviços
por várias décadas, até se aposentar.
Não se descura, contudo, das letras. Em 1925,
publica o livro de contos Taças. Dele disseram os editores:
"O Sr. Hermógenes Viana faz um realismo discreto, que
paira no alto, envolto numa onda suave que tem a cor
branca dos lírios e o perfume delicioso das rosas, como
se fosse uma virgem inteiramente nua, perdida no espaço,
cuja beleza,
entretanto, nós admiramos através da
transparência da gaze que lhe envolve o corpo, o que
lhe dá uns tons de imaterialidade, confundindo-a com
as nuvens multicores que rolam silenciosas sob a abóbada
celeste."
Contos escritos com elegância de forma e vernáculo
escorreito. De estilo ao agrado da época. Com seus
suspenses, cenas comoventes e sem ranço professoral.
Os eventos dão-se nos momentos de ansiedade e com
uma certa complexidade estrutural.
Preocupou-se
muito
com
a
data
da fundação
do Recife. Fez pesquisas e estudos comparativos para,
no final, escrever tese sobre o assunto e que mereceu
aprovação
no
VI
Congresso
Histórico
Municipal
Interamericano, realizado em Madri, no ano de 1957.
Reagia, com veemência, ao ouvir a afirmativa de ser o
Recife obra do holandês.
(...)
Em uma certa fase da vida, dedicou-se ao bovarismo,
o poder que o homem tem de se conceber diferente do
que efetivamente é. Escreveu crônicas otimistas, mostrando
que a todos que desejem e desejem firmemente assiste
o direito de fazer de si próprio um ser mais perfeito.
Editou-as com o nome de Podemos Renascer.

FERNANDO PINHEIRO

Homem
Hermógenes
teatrólogo. É
Casa: "Para
filósofo, nem

-

130

plural, de muitas atividades intelectuais,
Viana se projetou e dimensionou como
a opinião de Silvino Lopes ao recebê-lo nesta
mim, Hermógenes Viana não é o jurista,
vidraceiro de Taças. É teatrólogo."

Escreveu muitas peças: comédias, dramas, altas
comédias. Vinte, reuniu em três volumes, com a designação
Teatro Brasileiro. O primeiro volume foi premiado por esta
Academia com o 2° Prêmio Oton Bezerra de Melo. A
crítica lhe foi favorável, destacando o estilo, arte, motivos,
costumes, linguagem, paisagem e força de expressão.
Manifestaram-se favoravelmente homens daqui e de
além-mar. Entre outros: Nelson Firmo, Samuel
Campelo,
Isaac Gondim Filho, Orlando Parahim, Aristóteles Soares,
Manoel Ribeiro.
(...)
Vivia-se o momento de prestígio do rádio que
encenava peças teatrais e muitas de Hermógenes foram
levadas ao ar pela nossa Rádio Clube e outras de São
Paulo e a do Rio de Janeiro. Diversas vezes, o Santa
Isabel testemunhou os aplausos que recebeu." (36)
Em
setembro/1938,
Waldemar
de
Saldanha
Ramiz Wright (posse no BB: 11/8/1916, falec. 6/2/1944)
tomou posse no cargo de gerente da Caixa de Mobilização
Bancária e Francisco Vieira de Alencar o de ajudante de

(36)

ANTÔNIO
CORRÊA
DE
OLIVEIRA,
membro
da
Academia
Pernambucana de Letras ­ in Homens e Ideias ­ Palestra publicada
pela Revista da Academia Pernambucana de Letras, Ano XCII,
dezembro de 1993 ­ n° 33.

131

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

gabinete da Presidência do Banco do Brasil. Com a saída
do gerente Vieira de Alencar, a Agência de Nova Iguaçu
­ RJ foi administrada, em seguida, pelo gerente Augusto
Eduardo Roxo Pereira [Revista AABB ­ 1938].
Imagens/retratos originais de executivos do Banco
do Brasil, nos idos de 1938, em custódia na Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil:
Foto n° 5 ­ BANCO DO BRASIL ­ Presidência ­ 1° semestre/1938 ­
JOÃO MARQUES DOS REIS, presidente do Banco do Brasil
(30/11/1937
a
6/11/1945),
trajando terno
branco,
examina
documentos. ­ Retrato original inédito ­ p & b 23 x 17 cm.
Foto n° 6 ­ BANCO DO BRASIL ­ Presidência ­ 1° semestre/1938 ­
JOÃO MARQUES DOS REIS, presidente do Banco do Brasil
(30/11/1937 a 6/11/1945), trajando terno branco, com o olhar
plácido e sereno, percuciente e sábio, no "bureau" de trabalho.
­ Retrato original inédito ­ p & b 19 x 18 cm.
Foto


­
da
do

7 ­ BANCO DO BRASIL ­ Diretoria da Carteira de Câmbio
1° semestre/1938 ­ TANCREDO RIBAS CARNEIRO, diretor
Carteira de Câmbio (janeiro/1938 a abril/1949), no "bureau"
trabalho. ­ Retrato p & b 30 x 21 cm.

Foto n° 8 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência de Uberaba ­ MG ­ 1938 ­
No 1° plano, o último sentado na poltrona à direita, NILO
MEDINA COELI (mais tarde, presidente do Banco do Brasil no
período de 20/7/1963 a 31/3/1964) ­ Retrato original p & b
24 x 18 cm.

Em 24/1/1939, o diretor da Carteira Agrícola vai
ao Recife, a convite de Agamenon Magalhães, interventor
federal. Ele visitou a maior zona açucareira do País e
diversas instituições comerciais: Fábrica de Farinha, no
Ibura; Usina Higienadora de Leite; Estação Experimental
de Fruticultura, no Bongí; Caixa de Crédito Mobiliário de
Pernambuco, Fábrica de Papel de Jaboatão, Cotonifício Oton
Bezerra de Melo S. A., Cia. de Tecidos Paulista, entre
outras [Revista AABB ­ Rio ­ 1939].

FERNANDO PINHEIRO

-

132

Ao tomar posse, em 25/5/1999, na Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (Cadeira
n° 31, patronímica de Mello Nóbrega), o escritor Ivo
Barroso, ao homenagear o patrono, citou Wilson Martins,
o grande crítico literário paranaense que, por sua vez,
elogiou Mello Nóbrega, espírito parnasiano na época
modernista:
"... mais tarde, a partir de 1945, quando o Modernismo
se esgota como época histórica e escola artística, ele se
tornou de repente oportuno e atual, detentor de uma
ciência iniciática que se havia perdido." (38)
Mello Nóbrega sabia escrever não apenas a
imensa obra que nos legou, enriquecendo a literatura
nacional, mas os relatórios que redigia, com preciosidade
e elegância, quando ocupava o cargo de inspetor do
Banco do Brasil, orientando as agências e recebendo
louváveis elogios da Direção Geral.
Com a presença de inúmeras autoridades do
Governo, na solenidade presidida, em setembro/1938, pelo
presidente do Banco do Brasil, foi inaugurado, no salão
nobre de acionistas, o retrato de Getúlio Vargas, presidente
da República [Revista AABB ­ Rio ­ 1938].
Na legenda abaixo do retrato, lê-se: "O Brasil
deposita sua fé e sua esperança no chefe da Nação."
Usaram da palavra os oradores Aloysio de Lima Campos,
membro do Conselho Técnico de Economia e Finanças,
(38)

WILSON MARTINS ­ Apud Discurso de posse do acadêmico
Ivo Barroso, em sessão solene de 25/5/1999, na Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

133 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Vilobaldo Campos, diretor, e João Marques dos Reis,
presidente [Revista AABB ­ Rio ­ 1938]. Posteriormente, no
recinto das principais agências a exposição permanente
do retrato do homenageado.
Medida de alto descortino, adotada por João
Marques dos Reis, presidente do Banco do Brasil
(30/11/1937 a 6/11/1945), foi a nomeação, em outubro/1938,
da comissão, chefiada pelo diretor Carneiro de Mendonça,
para proceder à criação de diretorias do Banco do Brasil,
por regiões ou zonas geográficas, que iriam permanecer
até 12/3/1979 (gestão do presidente Karlos Rischbieter).
Integravam, ainda, a comissão os chefes-de-seção: Clarindo
de Salles Abreu (posse no BB: 22/8/1908, apos.: 13/3/1948),
Humberto Moletta (posse no BB: 22/5/1916, apos.: 16/12/1957);
Hamilcar José do Amaral Beviláqua (posse no BB: 9/8/1916,
apos.: 8/10/1961) e Paulo Frederico de Magalhães (posse
no BB: 4/2/1918, apos.: 14/2/1955) [Revista AABB ­ Rio ­
1938; Almanaque do Pessoal ­ 1964].
A
interiorização
das
agências
foi
realizada
pelos presidentes do Banco do Brasil, João Ribeiro (1906/
1909), Homero Baptista (1914/1919), e José Maria Whitaker
(1920/1922). Em 1923 havia 70 agências em funcionamento.
No início de 1929, 73 agências e em 1931, 83 agências.
Em 31/12/1932, o Banco possuía 2.585 funcionários. O
ritmo de crescimento da rede de agências vinha se
processando lentamente. Somente com a gestão de João
Marques dos Reis, a partir de 1937, foram aceleradas as
inaugurações pelo interior do Brasil.
Em entrevista concedida, em novembro/1938, ao
matutino Diário Carioca, o presidente do Banco do Brasil

FERNANDO PINHEIRO

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134

revelou os motivos que o levaram a disseminar novas
agências pelo interior do Brasil,
ressaltando
que
a
a instalação da subagência de Porto Velho, àquela época
localizada no Estado do Amazonas, estava em vias de
ser concluída, e, enfatizou que a diretoria do Banco
já havia autorizada a instalação de 24 subagências nos
Estados setentrionais e concluiu que outras 41, na mesma
região, eram objeto de estudo, àquela época, com vistas a
alcançar maiores benefícios.
Vale ressaltar que a cidade de Porto Velho, onde
o BB criou a subagência, mencionada, em nov./1938,
pelo presidente do Banco do Brasil, fazia parte do Estado
do Amazonas. O Decreto-lei n° 5.812, de 13/9/1943, criou
o Território Federal do Guaporé, formado por algumas
terras desmembradas do Amazonas e do Mato Grosso.
Nos idos de 1956 adquire nova designação: Território
Federal de Rondônia e, em 22/12/1981 é criado o Estado
de Rondônia
e instalado em 4/1/1982, sob o comando
do cel. Jorge Teixeira, o 1° governador daquele Estado.
A carta-circular n° 472, de 23/3/1939 do Banco do
Brasil divulgou a relação das 162 subagências criadas
pela Diretoria do Banco do Brasil. Cada subagência era
subordinada a uma agência, por jurisdição. Por exemplo:
Subagência Araxá­MG ­ Agência ­ Sede: Uberaba ­ MG.
Em 1/7/1943, essas subagências receberam a designação de
agências. Apesar de serem criadas, nos idos de 1939,
algumas agências foram inauguradas 10, 20, 30 anos
depois.

135 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A data de inauguração das agências relacionadas
na carta­circular n° 472, de 23/3/1939, está mencionada a
seguir: Afogados da Ingazeira ­ PE (20/7/1964), Aimorés ­ MG
(21/11/1942), Alagoinhas ­ BA (20/11/1941),
Alegrete­RS
(1/2/1941), Alfenas­MG (2/3/1942), Amargosa­BA (10/6/1943),
Anápolis ­ GO (14/11/1952), Aquidauana ­ MS (8/5/1940),
Aracati ­ CE (3/5/1940), Araçatuba ­ SP (27/4/1942), Araçuaí­
MG (2/8/1941), Araxá­MG (11/10/1942), Assis ­ SP (4/1/1943),
Assu ­ RN (21/11/1942), Avaré ­ SP (4/9/1942), Bariri ­ SP
(17/8/1942), Barreiras ­ BA (15/3/1943), Bento Gonçalves ­ RS
(27/4/1942), Bicas ­ MG (30/3/1942), Bom Conselho ­ PE
(15/2/1964),
Bom Jesus do Itabapoana ­ RJ (27/9/1941),
Bragança Paulista ­ SP (12/2/1942),
Buriti Alegre ­ GO
(5/12/1942), Cabo Frio ­ RJ (2/7/1941), Caetité ­ BA
(1/3/1943), Cafelândia ­ SP (1/4/1940), Caicó ­ RN (15/6/1940),
Camocim ­ CE (8/7/1940), Campo Grande ­ Metr. RJ
(24/5/1940), Campo Maior ­ PI (10/2/1940), Canavieiras ­ BA
(2/1/1941), Cantagalo­RJ (21/2/1940), Caratinga ­ MG
(20/4/1942), Carlos Chagas ­ MG (1/9/1942), Caruaru ­ PE
(24/11/1941), Caxias ­ MA (8/5/1940), Codó ­ MA (1/12/1943),
Colatina ­ ES (1/4/1940), Cornélio Procópio ­ PR (4/1/1943),
Crateús ­ CE (24/5/1943),
Cruz Alta ­ RS (17/7/1942),
Cruzeiro ­ SP (20/11/1959), Curvelo ­ MG (2/1/1942), Dom
Pedrito ­ RS (27/7/1942), Estância ­ SE (17/4/1941), Formiga
­ MG (3/11/1942), Goiana ­ PE (7/12/1942), Governador
Valadares ­ MG (20/1/1942), Guarabira ­ PB (21/8/1942),
Iguatu ­ CE 3/5/1940), Ipameri ­ GO (2/7/1940), Irati ­ PR
(4/5/1942), Itabaiana ­ PB (20/1/1942), Itapetininga ­ SP
(17/8/1942), Itapira­SP (12/3/1942), Ituiutaba­MG (5/9/1942),
Ituverava ­ SP (1/10/1941), Jacobina ­ BA (7/8/1940), Jaguarão
­ RS (1/3/1941), Januária ­ MG (22/4/1947), Lajeado ­ RS
(27/9/1940), Lavras ­ MG (1/12/1954), Lençóis ­ BA (18/1/1944),
Limeira (30/11/1942), Limoeiro ­ PE (22/3/1943), Londrina ­
PR (4/3/1940), Mafra ­ SC (21/9/1942), Maracaju ­ MS

FERNANDO PINHEIRO

-

136

(14/3/1959), Marabá ­ PA (20/5/1964), Marília­SP (5/11/1940),
Matão ­ SP (29/7/1940), Mirassol ­ SP (1/4/1940), Mogi das
Cruzes ­ SP (29/10/1951), Monte Aprazível ­ SP (5/2/1941),
Monteiro ­ PB (23/2/1943), Montes Claros ­ MG (15/1/1940),
Mundo Novo ­ BA (2/3/1940), Nazaré ­ BA (1/6/1943), Nova
Granada (22/2/1941), Novo Horizonte ­ SP (26/4/1940),
Olímpia ­ SP (19/1/1942), Orlândia ­ SP (10/4/1940), Ouro
Fino ­ MG (17/9/1942), Palmares ­ PE (7/4/1940), Palmeira
dos Índios ­ AL (24/8/1940), Passos ­ MG (20/7/1942),
Patos ­ PB (28/7/1941), Patos de Minas ­ MG (13/7/1942),
Pederneiras ­ SP (7/7/1942), Pedreiras ­ MA (30/7/1943),
Picos ­ PI (15/4/1944), Piracuruca ­ PI (20/1/1944), Piraju ­ SP
(12/3/1940), Pirajuí ­ SP (24/12/1941), Pirapora ­ MG
(13/5/1940), Pirassununga ­ SP (15/1/1942), Piripiri ­ PI
(1/7/1940), Poções ­ BA (16/3/1964), Ponta Porã ­ MS
(14/11/1940), Porto Velho ­ RO (19/6/1939), Poxoréo ­ MT,
Promissão ­ SP (1/3/1941), Propriá ­ SE (22/4/1940),
Quaraí ­ SP (9/3/1942), Quixadá ­ CE (15/6/1943),
Resende ­ RJ (2/7/1940), Ribeirão Bonito ­ SP (22/9/1941),
Rio Claro ­ SP (16/3/1942), Rio Verde ­ GO (7/12/1942),
Santa Cruz do Sul ­ RS (25/4/1942, Santana do
Ipanema ­ AL (9/2/1953), Santa Cruz do Rio Pardo ­ SP
(1/12/1942),
Santa
Maria
­
RS
(25/5/1940),
Santa
Teresa ­ ES (10/10/1942), Santarém ­ PA (2/7/1940),
Santo
Anastácio
­
SP (2/4/1940), Santo
Ângelo­RS
(11/9/1940), São Borja ­ SP (3/7/1942), São Gabriel ­ RS
(25/8/1941), São João del Rei ­ MG (10/1/1942), São
José dos Campos ­ SP (6/4/1942),
São José do Rio
Pardo ­ SP (22/4/1942), São Mateus­ES (26/12/1942),
Senador
Pompeu
­
CE (1/6/1943), Serrinha
­
BA
(9/1/1943),
Sorocaba ­ SP (15/7/1942), Timbaúba ­ PE
(8/9/1959), Três Lagoas ­ MS (8/10/1942), Tupã ­
SP (15/7/1940),
União ­ PI
(2/8/1943), União
dos

137 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Palmares ­ AL (27/4/1940), União da Vitória ­ PR
(30/11/1942),
Vacaria­RS
(10/3/1942),
Valença­RJ
(13/12/1958), Valparaíso ­ SP (20/4/1942), Viçosa ­ AL
(30/3/1940),
Vitória
da
Conquista
­ BA
(3/7/1942)
[Almanaque do Pessoal ­ Banco do Brasil ­ 1964].
Em março/1930, Alcebíades França de Faria
está na Agência do Recife­PE, exercendo as funções de
inspetor do Banco do Brasil. Na ocasião, encontra um
seleto grupo de funcionários dedicados ao trabalho e,
nas horas vagas, amantes das letras e das artes, entre
os quais, destacamos:
Raymundo Mendes Sobral, gerente da Agência do Recife.
Nos idos de 1939, aos domingos, dedica­se ao estudo
e tradução da Doutrina Secreta, de Madame Blavasky,
da qual é o tradutor, obra composta por 6 volumes.
Joaquim
Ignácio
Cardoso,
conferente
da
Seção
de
Contas Correntes da Agência do Recife. Líder
comunitário, inteligência brilhante e orador consagrado.
Mais tarde, exerceu o cargo de chefe do DEPIM
­ Departamento de Administração do Patrimônio
Imobiliário do Banco do Brasil (12/12/1957 a 2/5/1961).
Hermógenes Viana, ajudante­de­serviço da Seção de
Contas Correntes da Agência do Recife. Bacharel de
Direito pela Universidade de Coimbra, Portugal. Desde
os idos de 1925, é vidraceiro de Taças, pois nesse
ano publica a obra Taças (contos). Nas horas do
cansaço, depois de ter dado as melhores horas ao
Banco do Brasil, escreve crônicas para os jornais do
Recife e atua, como ator, em peças para o teatro.
Iconografia em nosso poder. Nesse ano, publica Silêncio!...
(comédia em três atos), passando a ser ator e autor.

FERNANDO PINHEIRO

-

138

Antônio Ferreira Rodrigues, funcionário lotado na Agência
do Recife, teatrólogo de notoriedade nacional. Um ano
antes, em 16/9/1938, o Club Ginástico Português, no
Rio de Janeiro, inaugura a nova sede, apresentando
a peça O Coração, de Antônio Rodrigues.
Francisco Magalhães Martins, contador formado pela
Faculdade de Comércio e escriturário da Agência do
Recife. Três anos mais tarde, em 1942, é transferido
em cargo comissionado para instalar em, 15/7/1942, a
Dependência do BB em Sorocaba, interior paulista.
Contista e poeta. Obra-prima: Delmiro Gouveia, Pioneiro
e Nacionalista ­ Editora Civilização Brasileira - Rio ­ 1963.
Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba), escriturário da
Agência do Recife. À época, nas horas vagas, compõe
músicas populares, notadamente frevo, característica
musical da capital pernambucana.
Realizada em 3/4/1939, no Ministério da Fazenda,
a solenidade de posse de Francisco Alves dos Santos
Filho no cargo de diretor da Carteira Cambial do
Banco do Brasil. A cerimônia, conduzida por Ruy
Carneiro, secretário particular do presidente, foi prestigiada
pela presença de Arthur Souza Costa, ministro da
Fazenda, João Marques dos Reis, presidente do Banco do
Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1939].
O recém­empossado diretor de câmbio volta ao
Banco do Brasil, onde antes exercera o cargo de diretor
Comercial (dez/1930 a nov/1931), por último ocupava o
cargo de gerente do Banco Comercial do Estado de
São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro [Revista AABB ­
Rio ­ 1939].
O gabinete do diretor era constituído dos
secretários: Frederico da Silva Sève (posse no BB: 13/11/1926

139

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

­ apos.: 24/9/1961) e Achilles Moreaux (posse no BB:
12/5/1927, apos.: 7/5/1957) ­ Auxiliares: Oswaldo da Costa
Dourado (posse no BB: 26/7/1923, apos.: 15/1/1954), Antônio
Benedicto Martins Aranha, Daysy de Souza Dantas, e
Maria Cacimira Cordovil [Revista AABB ­ 1939; Almanaque
do Pessoal ­ 1964].
A trajetória de vida de Francisco Alves dos
Santos Filho foi bastante enriquecedora, em dignidade e
prestígio, tanto na Câmara dos Deputados (2 mandatos
de deputado federal), como na administração pública
(secretário estadual da Secretaria de Fazenda do Estado
de São Paulo, no Governo de Armando Salles de Oliveira)
e diretor do Banco do Brasil).
Natural da cidade de Mogi­Mirim, veio ao mundo
em 3/10/1895, e despediu-se, no adeus que acena da
imortalidade, em 12/12/1966, em São Paulo. Antes, em
1917, formou-se em Direito pela Academia do Largo de
São Francisco, na capital paulista.
O matutino Correio da Manhã ­ edição 14/12/1966
­ publicou elogio merecedor ao saudoso diretor do Banco
do Brasil ressaltando o prestígio nos círculos econômicos
e financeiros que cresceu durante a Segunda Guerra
Mundial, em decorrência da forma como soube defender
os interesses nacionais, sobressaindo­lhe a lisura e a
energia em seu proceder.
19/6/1939 ­ Inauguração, em Porto Velho, à
época, como vimos, município da jurisdição do Estado do
Amazonas, da 1ª subagência do Banco do Brasil (agência­
sede Manaus), composta de 3 funcionários: Arnóbio Rosa
de Faria Nobre, agente (posse no BB: 24/6/1927, apos.:
18/8/1960); Marcelino de Oliveira, assistente (posse no BB:

FERNANDO PINHEIRO

-

140

24/9/1934), chefe de serviço, em 1/1/1962, Agência Niterói ­
RJ) e Theóphilo de Oliveira Muller (servente).
Estavam
presentes,
ainda,
na
cerimônia
de
inauguração as seguintes autoridades: Padre Ângelo Cerri,
diretor do Colégio Dom Bosco, Cap. Aluísio
Ferreira,
diretor da Estrada de Ferro Madeira­Mamoré, Raimundo
Cantuária, representante da Associação Comercial do
Estado do Amazonas [Revista AABB ­ Rio ­ 1939].
Nos idos de 1939, Tancredo Ribas Carneiro
é nomeado chefe do Departamento do Funcionalismo do
Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1939].
Durante a gestão do presidente João Marques dos
Reis (30/11/1937 a 6/11/1945) é criado o Departamento
de Estatística e Estudos Econômicos, sob a chefia de
Paulo Frederico de Magalhães, que realizou o primeiro
relatório do Banco do Brasil, com base técnica [RIBEIRO,
1981].
Os funcionários da Agência São Paulo, a única
do Banco do Brasil existente na capital paulista, em
12/8/1939, promoveram homenagem, no Salão Monte Carlo,
ao Dr. Gerson de Almeida (posse no BB: 11/12/1913, apos.:
1/3/1948), assistente da Contadoria, nomeado inspetor
da 8ª Zona, com sede em Ribeirão Preto ­ SP.
No
ágape,
estavam
presentes:
Ruy
Dantas
Bacellar, gerente; Izalco Sardenberg, contador (posse no BB:
2/2/1918, apos.: 23/3/1948); Genaro Pilar do Amaral, antigo
gerente da Agência; e os inspetores: Clarindo de Salles
Abreu (posse no BB: 22/8/1908, apos.: 13/3/1948), David
Antunes (posse no BB: 12/6/1916, apos.: 1/8/1947); Roberto
de Carvalho (posse no BB: 13/2/1918, apos.: 27/12/1945), e
Ivan D´ Oliveira (posse no BB: 28/4/1925 ­ apos.: 11/2/1961)
[Revista AABB ­ Rio ­ 1939; Almanaque do Pessoal ­ 1964].

141 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

David Antunes (1891/1969) exerceu os cargos de
gerente e inspetor de serviço (5ª Zona ­ DG), a partir de
nov/1939, nas agências de Campinas, Piracicaba e
Pirassununga. Durante a II Guerra Mundial, foi interventor
do Banco Alemão Transatlântico, em São Paulo. Na
literatura David Antunes (novelista e romancista), adotou
o pseudônimo de Iago Joe.
Diversos oradores usaram da palavra, enaltecendo
a vida e a trajetória de trabalho do homenageado. Dentre
eles, destacamos: Orlando Rodrigues de Medeiros, gerente
da Agência de Araguari ­ MG (posse no BB: 15/6/1927, apos.:
21/1/1959); Hélio Corrêa Lima, encarregado da Seção da
Carteira Agrícola (posse no BB: 23/5/1932, apos.: 21/5/1962)
[Revista AABB ­ Rio ­ 1939; Almanaque do Pessoal ­ 1964].
Vale ressaltar trechos do discurso de Manoel
Victor de Azevedo (1898/1988), escritor, jornalista, jurista,
radialista, funcionário lotado na Seção do Contencioso
da Agência São Paulo:
"Há uma real alegria residindo em nossa opinião
ao constatarmos que o prêmio do cumprimento do
dever é o dever cumprido. É o merecimento que se
galardoa dos seus justos títulos, e aí temos o resultado
claro da justiça que soube apor o galão de inspetor.
Temos em vossa longa vida bancária um exemplo
para a nossa, certos de que nem o tempo nem as
dificuldades ambientes, nem as razões extemporâneas,
deixarão de fazer justiça à própria justiça do merecimento.
Tenhamos fé, portanto, no grande Instituto a que
servimos. Sua diretoria tem demonstrado saber encontrar
nos velhos batalhadores os esteios seguros da sua
atividade, e onde beber a seiva nova de sua vida.

FERNANDO PINHEIRO

-

142

Aqui vemos nesta mesa, honrando-nos com autoridade
da sua experiência, aqueles a quem o Banco tem chamado
para os postos de comando, não porque se embarace nos
direitos de antiguidade, mas porque lhes aplaude o caráter,
lhe premeia o valor. É para essa falange gloriosa que se
engalana dos louros autênticos da sua vitória conquistada
através de uma jornada de dedicação e sacrifício, que
acabais de entrar, Dr. Gerson de Almeida." (40)
Ao agradecer a homenagem recebida, Gerson de
Almeida manifestou sentir orgulho por fazer parte desta
exemplar coletividade em que o Banco do Brasil reúne em
torno de si, e revelou sentir aumentar fé nos destinos
do Brasil "que tem a ventura de cristalizar em seu seio
uma gema tão perfeita quanto é nosso Banco."
O orador que o procedeu, Manoel Victor de
Azevedo, recebeu homenagem, em dez/1998, na Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, ao ensejo
das comemorações do 1° centenário de nascimento, por
Luiz Carlos de Azevedo, Professor de Direito Processual
da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo,
filho de Manoel Victor, e por Durval Ciamponi, que vieram
especialmente da capital paulista para o evento.
Da trajetória terrena (28/05/1898 a 25/01/1988)
de Manoel Victor, podemos ressaltar as palavras do
ilustre Professor Luiz Carlos de Azevedo:

(40) MANOEL VICTOR DE AZEVEDO, funcionário do Banco do Brasil
(posse: 7/11/1927, apos.: 1/1/1960), deputado federal (1946/1950) ­
Discurso proferido, em 12/8/1939, no Salão Monte Carlo ­ São
Paulo ­ SP, em homenagem ao Dr. Gerson de Almeida.

143 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"Desde cedo, trabalhou no Banco do Brasil, ali
permanecendo por vários anos, licenciando-se somente
durante o período parlamentar, para depois volver aos seus
pagos, junto ao Contencioso, até sobrevir a aposentadoria.
Escritor e jornalista, desde a mocidade, foi redator
do Correio Paulistano e cronista diário na Folha da Noite e
Diário de S.Paulo, reunindo-se, mais tarde, todas estas
crônicas em dois livros publicados na década de trinta. O
Colecionador de Sensações e Os Três Tinteiros. Na verdade,
muitas seriam as obras que deixou, diversificadas desde o
romance, até o ensaio, desde a crítica, até a exposição
histórica, revelando o seu pendor e versatilidade para as
letras.
[...]
Dele se disse que, como conferencista e orador, o seu
estilo, tanto na prosa escrita, como na oratória, sempre se
revelou por elegante forma literária, levando-o a integrar
várias academias de letras e institutos de S.Paulo e de
outros estados do Brasil.
Católico fervoroso viu-se agraciado por várias comendas
papais, destacando-se por ser o fundador do primeiro
programa de difusão do pensamento católico, a Hora da
Ave Maria, a qual, por várias décadas, era transmitida
nas emissoras de São Paulo; e pela sua voz ergueram-se
igrejas, fortaleceram-se orfanatos, seminários, escolas,
deu-se regular desenvolvimento a uma campanha de
distribuição de auxílios, em especial, cadeiras de rodas
aos necessitados.
Constituinte de 1946, como deputado federal teve
atuação remarcada em inúmeras medidas de interesse social,
lembrando-se, entre outras, o projeto que se aprovou e
se converteu em lei a respeito da liberação dos bens dos

FERNANDO PINHEIRO

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144

então chamados súditos do eixo. Assim prosseguiu a sua
atuação política na Assembléia Legislativa de São Paulo,
da qual ocupou por várias vezes a Presidência." (41)
Por sua vez, o acadêmico Durval Ciamponi,
presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo
(década de 90), funcionário do BB (posse: 3/2/1954, apos.:
30/9/1977), ao proferir palestra, em 26/8/1997, acerca da
vida e obra de Manoel Victor, concluiu:
"Erguemos nossa taça de amor em sua homenagem,
esperando que ele sinta de todos nós aqui presentes, não
só carinho e reconhecimento, mas, muito mais, o amor
da Mãe Santíssima e de Jesus Cristo, por seu extraordinário
labor evangélico e por ter sido um exemplo de verdadeiro
cristão." (42)
Nascido em 10/1/1930, na cidade de Itobi ­ SP,
Durval Ciamponi teve graduação em Ciências Jurídicas
e Administração de Empresas. Lecionou Introdução à
Economia e Custos na Faculdade de Ciências Econômicas
da Fundação Santo André, onde exerceu o cargo de vice­
presidente. Tribuno de reconhecido valor, ensaísta e poeta,
Durval Ciamponi dedica­se em sua obra à divulgação da
Doutrina Espírita.
(41)

LUIZ CARLOS DE AZEVEDO, Professor de Direito Processual da
USP ­ Universidade de São Paulo ­ in Centenário de Manoel Vitor
(1898/1998), conferência apresentada em 9/12/1998, ao ensejo da
realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social,
promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco
do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro.

(42) DURVAL CIAMPONI, presidente da Federação Espírita do Estado
de São Paulo (década de 90) ­ in Centenário de Manoel Vitor
(1898/1998), conferência apresentada em 9/12/1998, ao ensejo da
realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social.

145 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em Madrid, Espanha, Durval Ciamponi participou,
em novembro/1992, do Congresso Espírita Internacional,
onde foi criado o Conselho Espírita Internacional com o
objetivo de supervisionar e coordenar o movimento espírita
mundial, e realizou palestras na Federação Espírita
Espanhola.
De 1994 a 1997 proferiu diversas palestras
internacionais nas cidades de Washington, Filadélfia, Boston,
New York, Los Angeles, Atlanta, Miami, nos Estados Unidos.
No Brasil, nos idos de 1995 realizou palestras na Federação
Espírita do Estado do Amazonas, Manaus. Em fevereiro/
1997, participou do Congresso Espírita do Estado de Goiás,
promovido pela Federação Espírita do Estado de Goiás,
em Goiânia. Em março/1997, fez palestras na Federação
Espírita Brasileira, em Brasília­DF, e realizou uma tournée
pelo Estado de Goiás, nas cidades de Anápolis, Goiânia,
Morrinhos, Itumbiara, Caldas Novas.
Desde 1988, Durval Ciamponi tem participado dos
congressos promovidos pela Federação Espírita do Estado
de São Paulo, onde foi, no período de 1991 a 1994, diretor
financeiro. Em 26/8/1997, data em que estava de passagem
pelo Rio de Janeiro, a fim homenagear o patrono Manoel
Victor, Durval Ciamponi disse­nos que, constantemente,
vem realizando exposição de palestras pelo interior paulista.
Retomando a narrativa anterior, vale ressaltar
que no transcurso do 2° aniversário de administração
Marques dos Reis, em 30/9/1939, os funcionários do Banco
do Brasil promoveram as comemorações do evento que
começaram, pela manhã, com a
missa
de
ação de
graças, celebrada pelo bispo Dom Joaquim Mamede, na
Igreja da Candelária, e se estenderam, à tarde, no Salão
de Assembleias do Banco do Brasil, com uma solenidade

FERNANDO PINHEIRO

-

146

festiva prestigiada pela presença de diretores, membros
do Conselho Fiscal, funcionários e amigos do presidente
[Revista AABB ­ setembro/1939].
Dentre as autoridades presentes, no recinto, que
mais tarde iriam ocupar outras funções públicas, podemos
assinalar: João Neves da Fontoura, consultor jurídico do
Banco do Brasil (2/12/1930 a 24/4/1932, 1937 a 1943,
1944 a 1963), embaixador do Brasil em Portugal (1943/1945,
ministro das Relações Exteriores, nos períodos 1946 e
1951/1953), Ovídio Xavier de Abreu, secretário de Finanças
do Estado de Minas Gerais (funcionário do BB ­ posse:
14/2/1818, apos.: 19/12/1950), presidente do Banco do Brasil
(29/7/1949 a 18/12/1950) [Revista AABB Rio ­ setembro/1939;
Almanaque do Pessoal ­ 1964].
Em nome do funcionalismo, segundo a Revista
AABB, Tancredo Ribas Carneiro (posse no BB: 6/11/1914,
apos.:
20/9/1946),
diretor
da
Carteira
de
Câmbio
(jan./1938 a 3/4/1939), proferiu belo discurso abordando
temas relativos ao papel desempenhado pelo Banco do
Brasil ao longo da História, ressaltando os méritos de
quem o dirige.
De quando em quando, e desde aqueles tempos,
a minoria de desinformados tenta difundir uma imagem
da Empresa distorcida da realidade. No passado recente,
foi a parte menos digna da imprensa e, no passado
mais remoto, a minoria de que nos falou Ribas Carneiro.
De inicio, fez uma apreciação sobre os pontos-de-vista
nos quais o grande público observa a Empresa:
"Em geral, a opinião do grande público, limitando-se
a reconhecer a integridade material de sua exemplar
organização e a impecável idoneidade moral de seus
dirigentes e de seu funcionalismo a ele alude apenas como

147 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

o maior Banco nacional, com extensa rede de agências
captadoras do s seus elementos de vitalidade.
Na análise simplista de seus balancetes colhe esse
mesmo público a falsa impressão de que simples e
tranquila deve ser a direção suprema do grande Banco
de depósitos e descontos que dispõe de enorme capital,
grandes reservas, imensos depósitos aplicados em vultosas
operações de empréstimos.
Na qualidade de sociedade anônima, cujo maior
acionista é o Governo, não raro se estribam as críticas
contundentes sobre os favores
de
que desfruta, as
facilidades de que goza, os privilégios de que se beneficia
para se impor como leader das instituições bancárias do
País.
De longe em longe, as essas críticas se junta a
referência malévola a seus lucros e à assoalhada facilidade
com que os colhe.
Ignora-se a sua organização especialíssima; olvidam-se
as suas obrigações de caráter oficial; desestimam-se os
seus serviços ao País; silencia-se sobre o valor de
seu apoio em todas as questões econômicas de vital
importância para a Nação.
Desconhece o grande público que no Banco do Brasil,
há inúmeros decênios, tem o Governo encontrado os
sólidos alicerces ao desenvolvimento de sua política
econômica, coluna mestra em que assenta o bem-estar do
povo, e assim jamais poderá compreender os laços
indissolúveis que hoje ligam e confundem os interesses
do Banco e do Governo, que são os mesmos interesses
de nossa Pátria.
Na sombra e à traição, uma fraca minoria de maus
patriotas que vivem sob o jugo de seus inconfessáveis

FERNANDO PINHEIRO

-

148

interesses pessoais contrariados, aproveita-se dessa ignorância
e dessa incompreensão para mover a solerte campanha com
que busca demolir o edifício, tentando em vão, calculada
e friamente, inocular na opinião pública o veneno que
destila." (43)
Em seguida, o diretor Ribas Carneiro passou a
narrar a trajetória da vida pública do presidente João
Marques dos Reis, a partir da cátedra de direito civil
na Faculdade de Direito, em Salvador, Bahia, e depois
no cargo de secretário de Segurança, naquele Estado. E
enfatizou:
"Assim se iniciou a carreira pública de V.Excia. que,
em luminosa trajetória, impôs o seu nome à Constituição
de 1934, elevando-o, logo após, às responsabilidades de
ministro da Viação.
Conhecíamos nós a gestão de V.Excia. na pasta da
Viação, embora a grandiosa obra a que V.Excia se
entregou com ânimo inquebrantável não houvesse logrado
a publicidade merecida, a que V.Excia. é todavia infenso,
porque mais elevados são seus objetivos.
(...)
Zelando por um passado de honrosas tradições,
constantemente incentivados pelas diretorias, cultuamos o
amor ao Instituto e conscientemente nos integramos em
seu patrimônio moral, extremados em nossa modesta
contribuição por sua vida e seu progresso.
(43)

TANCREDO RIBAS CARNEIRO, diretor da Carteira de Câmbio do
Banco do Brasil (1938/1939) ­ in Discurso de saudação proferido,
em 30/11/1939, ao ensejo das comemorações do 2° ano de gestão
de João Marques dos Reis, presidente do Banco do Brasil
(30/11/1937 a 6/11/1945).

149 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

(...)
Do coração do chefe depende o governo de 4.000
funcionários que aqui trabalham e que se encontram
diretamente subordinados à orientação do seu presidente.
A liberalidade dos regulamentos de que desfrutamos,
a pregressa atenção aos nossos justos anseios, as conquistas
com que nos brindaram grandes presidentes, que no
passado nos dirigiam, oferecendo-nos o amparo que outras
coletividades alcançaram depois de reivindicações em boa
hora acolhidas pelo Governo, têm o mérito de tornar
ainda mais difícil esse cometimento." (44)
Em seguida, o orador ressaltou as etapas
vencidas que colimaram em sucesso administrativo com
reflexo benéfico a inúmeras classes produtoras espalhadas
em toda a extensão territorial, com a instalação das
dezenas de subagências em funcionamento e outras
dezenas em instalação.
Em consequência, houve o aumento do quadro
de funcionalismo do Banco do Brasil, a incorporação
de vencimentos, e inúmeras medidas de amparo social,
englobando
a
assistência
a
funcionárias
gestantes
e lactantes que estavam dispensadas a trabalhar no
2° turno, sem perda de ganhos, antecipando aqueles
benefícios que seriam adotadas, parcialmente, em lei e
cumpridas, ainda, por outras empresas.

(44)

TANCREDO RIBAS CARNEIRO, diretor da Carteira de Câmbio do
Banco do Brasil (1938/1939) ­ in Discurso de saudação proferido,
em 30/11/1939, ao ensejo das comemorações do 2° ano de
gestão de João Marques dos Reis, presidente do Banco do Brasil
(30/11/1937 a 6/11/1945).

FERNANDO PINHEIRO

-

150

A conduta elegante e nobre de João Marques
dos Reis, à frente dos destinos do Banco do Brasil,
mereceu ainda a apreciação de Ribas Carneiro. Vale
conferir:
"Ao homem de coração que, não obstante as suas
absorventes preocupantes e seus exaustivos trabalhos, sem
medir sacrifícios, conserva sempre acessível o recinto de
seu gabinete e o recesso do seu lar a qualquer dos seus
subordinados.
(...)
... ao homem que jamais deixou qualquer de nós
voltar de sua audiência sem uma palavra amiga de
encorajamento, sem o amparo de uma frase sincera de
consolo; ao homem que sabe manter a sua autoridade,
confundindo-se com a massa de seus servidores, com eles
trabalhando, com eles vivendo, com eles rejubilando-se ou
sofrendo, com eles dividindo os louros de suas exclusivas
vitórias, e que lhes confia os honrosos títulos de amigos
e de colegas.
... a esse homem, a V.Excia. Senhor Presidente Dr.
João Marques dos Reis, oferecemos mais do que os
nossos aplausos, do que o nosso apreço, nossa solidariedade,
nosso acatamento, nossa admiração,
porque ofertamos o
que de mais nobre e puro possam conter os corações
de 4.000 funcionários: ­ a nossa imorredoura gratidão."
(45)

(45)

TANCREDO RIBAS CARNEIRO, diretor da Carteira de Câmbio
do Banco do Brasil (jan/1938 a 3/4/1939) ­ in Discurso de
saudação proferido, em 30/11/1939, ao ensejo das comemorações
do 2° ano de gestão de João Marques dos Reis, presidente do
Banco do Brasil (30/11/1937 a 6/11/1945) [Revista AABB­
setembro/1939].

151 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O presidente João Marques dos Reis proferiu,
de improviso, o discurso de agradecimento, acompanhado
do trabalho de escrita da estenógrafa Colette Nilson
Perdigão (funcionária do BB ­ posse: 4/10/1933, apos.:
6/11/1963), que anotava, com intenso desvelo, as palavras
proferidas [Revista AABB ­ Rio ­ 1939].
O Departamento de Inspeção e Fiscalização
de Agências (DEIFA), em 30/11/1939, emitiu informações
elogiosas a José Arraes de Alencar, sobressaindo o
conhecimento perfeito de todos os assuntos pertinentes
à área de atuação no cargo ocupado.
Setembro/1939, enquanto se celebrava, no Brasil,
o amor á Pátria, ao Banco do Brasil, e aos companheiros
de trabalho que os engrandecem, na Europa irrompe o
movimento destruidor mergulhado numa onda sanguinária,
onde as paixões mais torpes eram expostas ao público,
invadindo lares, destruindo organizações, eliminando a
paz: surgiu a 2ª Guerra Mundial. A ditadura totalitária
foi instalada na Alemanha que ameaçou e invadiu
a Áustria e a Tchecoslováquia e atacou, sem medo, a
Polônia, entrando em guerra com a França e a Inglaterra.
O
destruição,
e os países
por último,
expulsos.

domínio avassalador continuou a escalada de
invadindo a Noruega, a Holanda, a Bélgica,
balcânicos, a Grécia e a África setentrional e,
as estepes estendidas da Rússia, onde foram

Impulsionado pelo exemplo deletério das hordas
nazistas, do outro lado do mundo, o Japão, 2 anos depois,
no ímpeto de conquistar terras, enfrenta no domingo
ensolarado de 7/12/1941, a esquadra americana ancorada
pacificamente no Havaí, alastrando a guerra que ganha
dimensão mundial.

FERNANDO PINHEIRO

-

152

As águas oceânicas estavam infestadas de
batalhas e, até no Brasil, a partir de fevereiro/1942, e
durante o mês de agosto do mesmo ano, quando 14
navios de guerra foram torpedeados pela frota nazista.
No mínimo, ocorreram 400 mortes de brasileiros quando
os navios Baependi, Araraquara, Aníbal Benévolo, Itagiba
e Araxá foram postos a pique [PACHECO, 1980].
Esta, sem dúvida, a razão pela qual o governo
brasileiro resolveu entrar no conflito mundial. A propósito,
Cláudio Pacheco comenta a circunstância ocorrida em
agosto/1942:
"No dia 18, uma nota oficial do Governo, através
do Departamento de Imprensa e Propaganda, divulgou
informações sobre estes ataques. Num ímpeto de grande
indignação, multidões saíram às ruas e foram em passeata
até o palácio governamental, clamando por uma declaração
de guerra. Armou-se, assim, a perfeito caráter, o quadro
de justificação e incitamento para uma decisão de extrema
gravidade." (46)
Os fatos externos influenciam os fatos internos,
como estamos explicitando a turbulência mundial que
chegou ao Brasil, nessa onda avassaladora. A propósito,
vale assinalar a apreciação de Ernane Galvêas, comentando
o pronunciamento de Arthur de Souza Costa, presidente
do Banco do Brasil (16/1/1932 a 23/7/1934 e ministro da
Fazenda (julho de 1934 a outubro de 1945):

(46) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV ­
p. 506 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

153 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"Em discurso pronunciado na Associação Comercial
de São Paulo, em princípios de 1945, Souza Costa falava
sobre a guerra e sobre o Programa de Reaparelhamento
Econômico que havia criado, por inspiração de seu
então assessor Octávio Gouveia de Bulhões. Dizia ele,
então:
"Estamos envolvidos em uma guerra e temos que
sofrer as consequências dessa conjuntura imprevisível.
Regularizamos a situação da dívida externa em forma
definitiva. Estamos providenciando a formação de reservas
no País, através da Lei de Lucros Extraordinários, a fim
de tornar possível aos nossos industriais a renovação
de seus parques, na época oportuna, depois da guerra."
E referindo-se à então criada Comissão de Planejamento,
afirmava que
"Não se destina a intervir compulsoriamente
organização
econômica,
nem
pretende
entravar
iniciativa particular, mas, pelo contrário, ampará-la." (47)

na
a

Assim como o Banco do Brasil é o elemento da
integração nacional, o Serviço Aéreo Condor (Sindicato
Condor Ltda. ­ Rio de Janeiro) participa, nos idos de 1939,
dessa integração, unindo Rio de Janeiro, São Paulo,
Salvador, Recife, Natal, Floriano, Parnaíba, Belém, Marabá,
Carolina, Rio Branco, Guajará­Mirim, Cuiabá, Santos,
Curitiba, Porto Alegre [Revista AABB ­ Rio ­ 1939].
(47)

ARTHUR DE SOUZA COSTA, ministro da Fazenda (jul/1934 a
out/1945) Apud Conferência proferida, em 10/12/1998, por
Ernane Galvêas, ministro da Fazenda (18/01/1980 a 14/03/1985),
presidente
da APEC ­ Associação Promotora de Estudos da
Economia ­ in 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social.

FERNANDO PINHEIRO

-

154

Nessa época o transporte de passageiros da
Condor era realizado por aviões trimotores JU 52, de
origem alemã. A imprensa divulgou a queda de alguns
desses aviões em território nacional. Com as dificuldades
encontradas na reposição das peças originais, provocadas
inicialmente pelas circunstâncias da Segunda Guerra
Mundial,
esse
tipo
de
aeronave
foi,
aos
poucos,
desaparecendo e, em 1950, já não havia no Brasil a
aeronave JU 52.
A aviação comercial brasileira sofre mudanças.
Nos idos de 1950, os Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul
Ltda. cobria todas as capitais brasileiras, incluindo em
seus roteiros de viagem as cidades do interior: Pelotas,
Caravelas, Canavieiras, Ilhéus, Petrolina, Mossoró, Parnaíba,
Marabá, Santarém, Guajará­Mirim, Xapuri, Cruzeiro do
Sul, Cáceres, Aquidauana, Araçatuba, Carolina, Conceição
do Araguaia, Porto Nacional, Anápolis e a Ilha Fernando
de Noronha [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Vale assinalar os funcionários que exerceram, na
terceira década do século XX, cargos comissionados nas
agências [Revista AABB ­ Rio ­ 1935; bem como Revistas
AABB­ Rio ­ edições 1936 a 1966; Almanaque do Pessoal ­ 1964]:
Curitiba ­ PR ­ Década de 30 ­ Adelino Debenedicto,
contador, Uldurico de Macedo Suzart, gerente (posse no
BB: 20/7/1917, apos. 1/12/1947).
Garanhuns ­ PE ­ 1930 ­ Joaquim Euzébio da Rocha Carvalho,
contador, Aristides Moreira Alves Barcelos, escriturário (em
1949, gerente da Agência Fortaleza ­ CE).
Manaus ­ AM ­ 1930 ­ José Rodrigues de Almeida (em 1949,
gerente da Agência Porto Alegre ­ RS), Wilson Nova
da Costa, escriturário (em 1949, gerente da Agência
Codó ­ MA).

155 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Vitória ­ ES ­ 1931 ­ Emanuel Taveira, contador, Adroaldo
Costa Pinheiro, gerente
Natal ­ RN ­ 1932 ­ João Machado Vianna, contador (posse
no BB: 16/5/1916, apos. 1/2/1948), José Moreira da Gama
Lobo (posse no BB: 2/4/1918, falec. 27/7/1956).
Parnaíba ­ PI ­ 1932 ­ Francisco Vieira de Alencar, contador,
Aurélio Freitas, gerente.
Salvador ­ BA ­ 1932 ­ Alfredo Vieira de Morais, contador.
Feira de Santana ­ BA ­ 1933 ­ Álvaro Câmara Pinheiro,
gerente, José Carlos Magno, inspetor, Anibal Ferreira de
Brito, contador.
Manaus ­ AM ­ 1933 ­ Aristóteles de Magalhães Cordeiro,
gerente, Abdias Mavignier de Araújo, contador (em 1949,
subchefe no DECON).
Porto

Alegre ­ RS ­ 1933 ­ Indalécio da Silva Bueno, contador,
Fernando do Rego Falcão, gerente.

Recife ­ PE ­ 1933 ­ Seraphim Barbosa Ribeiro, gerente (posse
no BB: 25/1/1918, apos. 14/6/1949)
Garanhuns ­ PE ­ 1934 ­ Armando de Andrade Ribeiro Dantas,
contador (posse no BB: 20/1/1927, falec. 24/8/1953),
Arthur Napoleão Goulart, gerente (posse no BB: 24/7/1919,
apos. 15/2/1951), Alcindo Francisco da Rocha Wanderley,
substituto do contador (posse no BB: 20/4/1921, apos.
1/5/1954).
João Pessoa ­ PB ­ 1934 ­ Administradores: Eliezer de Oliveira,
Alfredo Wilson Novaes, Durval Marinho da Silva, Álvaro
Antão Rocha, Joaquim Euzébio da Rocha Carvalho.
Macaé ­RJ ­ 1934 ­ José Afonso da Veiga, gerente, Galileu
Antunes Moreira, contador, Raul Alonso Pereira, substituto
eventual do contador (em 1964, gerente da Agência
Campos ­ RJ).

FERNANDO PINHEIRO

-

156

São Paulo ­ SP ­ Seção de Câmbio ­ 1934 ­ Renato Tiririca
Guimarães, ajudante da Seção (posse no BB: 4/3/1920,
apos. 1/6/1944), Ruy Dantas Bacellar, inspetor da Agência
(posse no BB: 18/5/1916, falec. 8/4/1946), Mário do Canto
Liberato, gerente de Câmbio (posse no BB: 10/12/1923,
falec. 26/1/1957), Genaro Pilar do Amaral, gerente da
Agência (posse no BB: 3/8/1904, falec. 18/3/1952), Roberto
de Carvalho (posse no BB: 13/2/1918, falec. 27/12/1945).
Teresina ­ PI ­ 1934 ­ Benjamin Furtado e Silva, contador,
Francisco Vieira de Alencar, gerente.
Barra Mansa ­ RJ ­ 1935 ­ Lafayette Valle, contador.
Bauru ­ SP ­ 1935 ­ Agnaldo Florêncio, contador.
Belém ­ PA ­ 1935 ­ Aurélio Freitas, gerente (gestão 1935/1939)
(posse no BB: 8/11/1919, apos. 1/8/1959).
Belo Horizonte ­ MG ­ 1935 ­ Antônio Carlos Bastos, contador,
nomeado gerente da Agência de Campo Grande ­ MS
Caxias do Sul ­ RS ­ 1935 ­ Luiz Jansson, gerente.
Glória ­ Metr. Rio de Janeiro ­ RJ ­ 27/7/1935 ­ Francisco de
Assis Collares Moreira, gerente (posse no BB: 19/8/1921,
apos. 1/2/1958), José de Toledo Lanzarotti, contador.
Ilhéus ­ BA ­ 1935 ­ Adherbal Baptista de Figueiredo, contador,
George Vannier, inspetor, Luiz de Oliveira Serra, gerente.
Itabuna ­ BA ­ 1935 ­ José de Mello Messias, substituto
eventual de contador.
Itaperuna ­ RJ ­ 1935 ­ Franklin Veras Marques, gerente.
Macaé ­ RJ ­ 1935 ­ Alcebíades França de Faria, gerente,
Braulino Costa, substituto eventual de contador.
Parnaíba ­ PI ­ 1935 ­ Agnaldo Florêncio, contador, Sebastião
Machado Ribeiro, gerente.
Pelotas ­ RS ­ 1935 ­ Adão Pereira de Freitas, gerente.

157 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Rio Grande ­ RS ­ 1935 ­ Administradores: Amaury Santos,
Abeillard Barreto, Dário Felicíssimo Gaspar, Alfredo Caldeira,
Emanuel Bittencourt Corrêa e Castro, Carlitos Straude.
São José do Rio Pardo ­ SP ­ 1935 ­ Wenceslau Lima da
Fonseca, gerente (posse no BB: 13/6/1916, falec. 14/4/1951),
Maurílio Alves Peres, contador (posse no BB: 27/2/1919,
falec. 9/12/1955).
São Luís ­ MA ­ 1935 ­ Virgílio Cantanhede Sobrinho, gerente,
Clóvis Castelo Branco, contador.
Teresina ­ PI ­ 1935 ­ José Luiz de Assis, gerente.
Uruguaiana ­ RS ­ 1935 ­ Evaristo de Souza Soares, gerente,
Antônio Arraes de Alencar, gerente (a partir de outubro/
1935).
Varginha ­ MG ­ 1935 ­ Getúlio Soares Ferreira, contador.
Bagé ­ RS ­ 1936 ­ Alcides Gonçalves Rocha, contador.
Bandeira ­ Metr. RJ ­ 31/8/1936 ­ Aramis Dias, gerente (posse
no BB: 11/8/1919, falec. 9/7/1963), Carlos Bayma de Moraes,
contador (posse no BB: 20/6/1921, falec. 6/10/1960).
Barra do Piraí ­ RJ ­ 14/9/1936 ­ Mário Tavares da Silva,
secretário da Presidência do Banco do Brasil, Gilberto de
Oliveira, gerente (posse no BB: 21/1/1924, apos. 1/8/1958),
Júlio de Mattos, inspetor regional, Cauby da Silva Rego,
contador.
Cachoeiro de Itapemirim ­ ES ­ 1936 ­ Bento Luiz Moreira
Lisboa, contador.
Campo Grande ­ MS ­ 1936 ­ Clóvis Vaz, contador (posse no
BB: 26/6/1923, apos. 1/9/1946).
Caxias ­ MA ­ 1936 ­ Alberto Brígido Borba, contador.
Crato ­ CE ­ 1936 ­ Moysés Augusto Santa Maria, contador,
José Arraes de Alencar, inspetor.

FERNANDO PINHEIRO

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158

Ipameri ­ GO ­ 1936 ­ Artur Napoleão Goulart, gerente, Celso
Corrêa Conceição, contador.
Jequié ­ BA ­ 1936 ­ Nicanor Costa Oliveira, contador.
Juazeiro ­ BA ­ 1936 ­ Oscar de Lima Buarque, contador.
Maceió ­ AL ­ 1936 ­ Francisco Collares Moreira, gerente,
Christovam Oliveira Araújo, encarregado de serviço.
Madureira ­ Metr. RJ ­ 30/4/1936 ­ Mário Ribeiro de Souza,
gerente, José de Souza Baêta, contador.
Manaus ­ AM ­ 1936 ­ José Casemiro Borges, contador, Alfredo
Almeida Fonseca, conferente.
Parnaíba ­ PI ­ 1936 ­ Arthur Oliveira, contador (posse no BB:
9/1/1928, apos. 10/1/1958).
Piracicaba ­ SP ­ 1936 ­ Mário Brizola Ferreira, contador.
Porto Alegre ­ RS ­ 1936 ­ Indalécio da Silva Bueno, gerente,
José Rodrigues de Almeida Netto, contador.
Recife ­ PE ­ 1936 ­ Álvaro Rocha, contador, Álvaro Câmara
Pinheiro, gerente (posse no BB: 11/10/1918, apos. 15/12/1950).
Rio Branco ­ AC ­ 1936 ­ Levy Marques dos Santos, gerente.
Santos ­ SP ­ 1936 ­ Alcides da Costa Guimarães, contador.
São Félix ­ BA ­ 1936 ­ Walter José de Souza, subst. eventual
do contador.
Sobral ­ CE ­ 1936 ­ José Balthazar de Oliveira Serra, gerente.
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1936 ­ Thales Honório de Almeida,
gerente.
Três Corações ­ MG ­ 1936 ­ Evaristo Sousa Campos, gerente.
Xavantes ­ SP ­ 1936 ­ Attílio Pisa, gerente (posse no BB:
24/6/1920, apos. 1/5/1954), Fausto Meirelles Chaves,
gerente.

159 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Agência Central ­ DF ­ 1937 ­ Gilberto Lisboa, gerente (posse
no BB: 23/2/1928, apos. 6/4/1958).
Aracaju ­ SE ­ 1937 ­ Harim de Carvalho Borges, contador.
Araraquara ­ SP ­ 1937 ­ Augusto da Cunha Filho, Arsênio
de Lemos, José Braz Ventura, administradores.
Bagé ­ RS ­ 1937 ­ Mário Aguiar Motta, gerente.
Barbacena ­ MG ­ 1937 ­ João Antônio Moreira, contador.
Barretos ­ SP ­ 1937 ­ Dacílio Batalha, contador, Attílio Pisa,
gerente, Theophilo Benabem do Valle, subst. do contador.
Bebedouro ­ SP ­ 1937 ­ Mário Machado Magalhães, contador,
Romeu Freire Lima, gerente.
Belo Horizonte ­ MG ­ 1937 ­ José Rodrigues Crespo, ajudante
de contador.
Blumenau ­ SC ­ 1937 ­ João José Cupertino de Medeiros,
Hercílio Gomes Corrêa, contadores (ocasiões distintas),
Joaquim Saboya Júnior, gerente.
Cachoeiro de Itapemirim ­ ES ­ 1937 ­ Bento Moreira Lisboa,
contador, Fernando Falcão, inspetor (em 1949, presidente
do Instituto Nacional do Sal), José de Campos Monteiro
Bastos, gerente.
Cajazeiras ­ PB ­ 1937 ­ Aristides Moreira Alves
gerente, Lélio de Oliveira Vianna, contador.

Barcellos,

Campo Grande ­ MS ­ 1937 ­ Joviano Rodrigues Jardim,
inspetor, Antônio Carlos Bastos, Adão Pereira de Freitas,
gerentes (ocasiões distintas), Oriani Maciel, contador.
Carangola ­ MG ­ 1937 ­ Antônio Dias dos Santos Júnior, gerente.
Cataguases ­ MG ­ 1937 ­ Clóvis Vaz, contador.
Catanduva ­ SP ­ 1937 ­ Antônio Halmalo Silva, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

Caxias do Sul ­ RS ­ 1937
Brígido Borba, contador.

-

160

­ Luiz Jansson, gerente, Alberto

Corumbá ­ MS ­ 1937 ­ Aristides Ramos, contador (posse no
BB: 17/2/1926).
Crato ­ CE ­ 1937 ­ Francisco de Assis Rodrigues, gerente.
Curitiba ­ PR ­ 1937 ­ Adherbal Baptista de Figueiredo, contador,
José Cardoso de Souza, gerente (posse no BB: 15/3/1917,
apos. 18/5/1953).
Floriano ­ PI ­ 1937 ­ Cândido Monteiro Esteves, contador.
Fortaleza ­ CE ­ 1937 ­ Alfredo Botafogo Muniz, contador,
Fernando Lemos Basto, gerente (posse no BB: 18/2/1918,
falec. 17/6/1963).
Ilhéus ­ BA ­ 1937 ­ Oswaldo da Silva Amaral, gerente.
Itabuna ­ BA ­ 1937 ­ Casemiro Lages, gerente.
Itaperuna ­ RJ ­ 1937 ­ Manoel de Oliveira Araújo, Octávio
Ribeiro de Carvalho, gerentes (ocasiões distintas).
Jacarezinho ­ PR ­ 1937 ­ João Cândido de Lima Filho,
contador, Maurício Rousseau, gerente.
Jaú ­ SP ­ 1937 ­ Leocádio Ferreira Pereira, contador, João
Antônio Martins Gomes, gerente.
Jequié ­ BA ­ 1937 ­ Waldemar Figueiredo, subst. eventual
contador (posse no BB: 20/8/1924, falec. 26/4/1945).
João Pessoa ­ PB ­ 1937 ­ Amadeu Dalia, Eliezer de Oliveira,
gerentes (ocasiões distintas), Theóphilo Carvalho, contador.
Joinville ­ SC ­ 1937 ­ Hercílio Gomes Corrêa, contador.
Lins ­ SP ­ 1937 ­ Sadi Carnot Brandão, gerente.
Livramento ­ RS ­ 1937 ­ Antônio Arraes de Alencar, Luiz
Gonzaga Quites, gerentes (ocasiões distintas), Oswaldo
Werneck Corrêa e Castro, contador.

161 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Macaé ­ RJ ­ 1937 ­ José Alves Motta, contador (posse no
BB: 17/11/1923, apos. 21/10/1957).
Mossoró ­ RN ­ 1937 ­ Hostílio Xavier Ratton, gerente, Aurélio
Azevedo Valente, contador.
Nova Iguaçu ­ RJ ­ 1937 ­ Francisco Vieira de Alencar, gerente.
Parnaíba ­ PI ­ 1937 ­ Benjamin Furtado e Silva, gerente.
Pelotas ­ RS ­ 1937 ­ José Drummond de Macedo, contador,
Adão Pereira de Freitas, gerente, Kanitar do Espírito Santo,
gerente (ocasiões distintas).
Penedo ­ AL ­ 1937 ­ Hildegardo Dória de Mendonça, gerente,
Antônio Freire Rocha, contador.
Petrópolis ­ RJ ­ 1937 ­ Mário Canedo Penna, gerente (posse
no BB: 31/12/1907, falec. 10/8/1947).
Ponta Grossa ­ PR ­ 1937 ­ Alexandre Valvano, contador, Paulo
de Andrade Ribeiro, contador (épocas distintas).
Presidente Prudente ­ SP ­ 1937 ­ Ophir Augusto Ribeiro,
contador, Antônio Dias dos Santos Júnior, Augusto Franklin
de Magalhães, gerentes (ocasiões distintas).
Recife ­ PE ­ 1937 ­ Hermógenes Viana, ajudante­de­serviço,
Pedro Lima, conferente de Câmbio (posse no BB: 23/5/1928,
apos. 1/8/1960), Alcebíades França Faria, inspetor, Mário
de Carvalho Fontes, contador (posse no BB: 1/7/1919,
apos. 16/1/1951).
Rio Grande ­ RS ­ 1937 ­ Emmanuel Bittencourt Correa de
Castro, contador, Dário Felicíssimo Gaspar, gerente.
Salvador ­ BA ­ 1937 ­ José Moreira Gama Lobo, gerente,
Severino Guedes Correa Gondim, gerente (término da
gestão: 26/4/1937), posse no BB: 11/10/1913, falec.
27/5/1953), Francisco Gama Netto, contador.
Santos ­ SP ­ 1937 ­ Jayme Leonel, advogado.

FERNANDO PINHEIRO

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162

São Félix ­ BA ­ 1937 ­ Joaquim Ferreira Júnior, gerente.
São João da Boa Vista ­ SP ­ 1937 ­ Fábio Pacheco Fernandes,
gerente.
São Luís ­ MA ­ 1937 ­ Henry Airlie Tavares, contador (posse
no BB: 19/5/1923, apos. 15/9/1953).
São Paulo ­ SP ­ 1937 ­ Izalco Sardenberg, contador.
Sobral ­ CE ­ 1937 ­ Salvador Russo, contador (posse no BB:
9/4/1924, apos. 1/7/1954).
Taubaté ­ SP ­ 1937 ­ Sylvio de Oliveira Fausto, gerente, Ari
Villa Nova Pereira de Vasconcelos, subst. event. contador.
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1937 ­ Miguel Penchel, contador.
Teresina ­ PI ­ 1937 ­ Alfredo Almeida Fonseca, contador,
Clóvis Castello Branco, gerente.
Três Corações ­ MG ­ 1937 ­ Paulo Fuhro, gerente.
Uberaba ­ MG ­ 1937 ­ Manoel Albuquerque Cordovil, gerente,
Affonso de Oliveira, contador.
Uberlândia ­ MG ­ 1937 ­ Enoch Moraes de Castro, gerente,
Orozimbo Pinto Monteiro Esteves, contador.
Uruguaiana ­ RS ­ 1937 ­ Américo Papaléo, contador.
Vitória ­ ES ­ 1937 ­ Severino Gondim, gerente, Aurelino Teixeira
Coelho, contador.
Araguari ­ MG ­ 1938 ­ José da Mota Cerqueira, contador,
Orlando Rodrigues de Medeiros, gerente.
Bagé ­ RS ­ 1938 ­ Mário de Aguiar Motta, gerente, Izidoro
Neves da Fontoura, contador.
Barbacena ­ MG ­ 1938 ­ Bruno Stolle Filho, gerente.
Barra do Piraí ­ RJ ­ 1938 ­ Áttila Lopes Trovão, gerente, José
Braz Ventura, gerente (ocasiões distintas).

163 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Barretos ­ SP ­ 1938 ­ Cid Ney Araújo, contador.
Bebedouro ­ SP ­ 1938 ­ Joel Rodrigues Blandy, subst.
contador, Mário Machado Magalhães, contador, Romeu de
Freire Lima, gerente.
Belo Horizonte ­ MG ­ 1938 ­ Severino Guedes Corrêa Gondim,
gerente, Hostílio Xavier Ratton, gerente (ocasiões distintas).
Blumenau ­ SC ­ 1938 ­ Joaquim Saboia Júnior, gerente,
João José de Cupertino Medeiros, contador.
Cajazeiras ­ PB ­ 1938 ­ José Ribamar Lopes Gonçalves, gerente.
Campo Grande ­ MS ­ 1938 ­ Tales Honório de Almeida, contador.
Carangola ­ MG ­ 1938 ­ Paulo Fuhro, gerente (posse no BB:
21/6/1926, falec. 17/3/1941).
Crato ­ CE ­ 1938 ­ Carlos Neves de Carvalho, contador.
Cuiabá ­ MT ­ 1938 ­ Waldemar Teixeira Alves, Eurico
Rodrigues Palma, Mário Brizola Ferreira, gerentes (ocasiões
distintas), Francisco Aurélio Álvares da Cruz, contador.
Florianópolis ­ SC ­ 1938 ­ João Leal de Meirelles Júnior,
gerente (posse no BB: 10/4/1923, apos. 24/1/1958),
Wenceslau Lima Fonseca, inspetor (posse no BB: 13/6/1916,
falec. 14/4/1951, Daniel Faraco.
Floriano ­ PI ­ 1938 ­ Abílio Soares Neto, José Ribamar Castro,
contadores (ocasiões distintas).
Franca ­ SP ­ 1938 ­ Salvador Russo, Oswaldo Werneck Corrêa
e Castro, contadores (ocasiões distintas).
Glória ­ Metr. RJ ­ 1938 ­ José Toledo Lanzarotti (posse
no BB: 13/2/1920, apos. 30/3/1959), gerente (gestão:
1936 a 1948), Renato de Abreu, contador (posse no BB:
12/8/1925, apos. 8/3/1962).

FERNANDO PINHEIRO

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164

Garanhuns ­ PE ­ 1938 ­ Heitor Leal, gerente (posse no BB:
18/8/1919, apos. 23/12/1950).
Goiânia ­ GO ­ 3/1/1938 ­ Vicente de Paula Carvalho Vieira,
gerente­instalador da agência (posse no BB: 9/9/1924,
apos. 12/5/1958), Modestino Merheb, contador.
Goiânia ­ GO ­ 1938 ­ José Alves Motta, gerente, Áureo José
da Costa Júnior, contador.
Guaxupé ­ MG ­ 1938 ­ Cândido Azeredo Filho, gerente.
Ilhéus ­ BA ­ 1938 ­ José Casemiro Borges, gerente, Everaldo
Santos de Bragança, contador.
Itabuna ­ BA ­ 1938 ­ Mozar Caetano, contador, Francisco Otto
Carvalho de Toledo, gerente.
Jacarezinho ­ PR ­ 1938 ­ Carlos Barroso de Sá, contador.
Lins ­ SP ­ 1938 ­ Tobias Severiano Silva Júnior, contador,
Antônio Carlos Bastos, inspetor, Sadi Carnot Brandão,
gerente (posse no BB: 15/8/1922, apos. 22/6/1953), Henrique
Alberto Medeiros, substituto do contador.
Livramento ­ RS ­ 1938 ­ Joaquim Pereira de Souza, contador.
Macaé ­ RJ ­ 1938 ­ Augusto Franklin de Magalhães, gerente,
Cândido Pinto Monteiro Esteves, contador.
Manaus ­ AM ­ 1938 ­ Antônio Mariano Silva Gomes, contador,
Arthur Napoleão Goulart, gerente (posse no BB: 24/7/1919,
apos. 15/2/1951).
Méier ­ Metr. RJ ­ 3/1/1938 ­ Sebastião Machado Ribeiro, gerente.
Mossoró ­ RN ­ 1938 ­ Aurélio de Azevedo Valente, gerente,
Raymundo Fernandes Gurgel, contador, Raymundo Araújo
de Andrade, subst. contador, José Alves Motta, gerente.
Natal ­ RN ­ 1938 ­ Casemiro Francisco Lages, contador.

165 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Niterói ­ RJ ­ 1938 ­ Manoel Albuquerque Cordovil, gerente,
Cláudio Stockler de Lima, contador, David Antunes, inspetor
(posse no BB: 12/6/1916, apos. 1/8/1947), Edgard Rumann
Soares, inspetor (posse no BB: 26/1/1918, apos. 25/1/1961).
Passo Fundo ­ RS ­ 1938 ­ Tobias Severiano da Silva Júnior,
gerente, Valdemar Ângelo do Amaral, contador.
Penedo ­ AL ­ 1938 ­ Antônio Freire
Hildegardo Dória Mendonça, gerente.

Rocha,

contador,

Ponta Grossa ­ PR ­ 1938 ­ Antônio Dias dos Santos Júnior,
gerente.
Ponte Nova ­ MG ­ 1938 ­ Amadeu Dália, gerente, Armando
Carneiro da Mota, contador.
Presidente Prudente ­ SP ­ 1938 ­ José Raul Villá, gerente.
Recife ­ PE ­ out./1938 ­ Raymundo Mendes Sobral, gerente,
Manoel da Costa Lubambo, ajudante­de­gerente.
Rio Branco ­ AC ­ 1938 ­ Theodomiro Augusto da Silva,
contador, Heráclito Fernandes Raposo de Mello, gerente.
Rio Grande ­ RS ­ 1938 ­ Leocádio Ferreira Pereira, contador
(posse no BB: 5/10/1923, falec. 22/10/1964).
São Luís ­ MA ­ 1938 ­ Euclides de Arruda Matos, gerente.
Sobral ­ CE ­ 1938 ­ Ciro Lopes Gonçalves, contador.
Taubaté ­ SP ­ 1938 ­ Oswaldo Werneck Corrêa e Castro, contador.
Três Corações ­ MG ­ 1938 ­ Heráclito da Rocha Santos,
gerente, José Miranda de Araújo, contador.
Uberaba ­ MG ­ 1938 ­ Affonso de Oliveira, gerente (posse
no BB: 9/11/1922, falec. 15/2/1959).
Uberlândia ­ MG ­ 3/4/1938 ­ Orozimbo Pinto Monteiro Esteves,
contador, Enoch de Moraes e Castro, gerente, Audifax de
Aguiar, inspetor.

FERNANDO PINHEIRO

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166

Uruguaiana ­ RS ­ 1938 ­ Joaquim Pereira de Souza, gerente.
Varginha ­ MG ­ 1938 ­ Gilberto de Oliveira, gerente, José
Augusto Lopes, contador.
Vitória ­ ES ­ 1938 ­ João Moura, gerente (posse no BB:
28/1/1928, apos. 1/2/1950), José Bruzzi, contador (posse
no BB: 26/7/1919, apos. 11/2/1950), Randolpho Xavier
de Abreu, contador (ocasiões distintas).
Xavantes ­ SP ­ 1938 ­ Lafaiete Vale, contador.
Araguari ­ MG ­ 22/4/1939 ­ Orlando Rodrigues de Medeiros,
gerente (posse no BB: 15/6/1927, apos. 21/1/1959), José
da Motta Cerqueira, contador (posse no BB: 1/6/1928,
apos. 1/10/1960).
Araraquara ­ SP ­ 1939 ­ Cândido Pinto Monteiro Esteves, contador.
Bagé ­ RS ­ 1939 ­ Joaquim Pereira de Sousa, gerente, Luiz
da Silva Miranda, contador.
Barbacena ­ MG ­ 1939 ­ João Antonino Moreira, contador,
Eugênio Murgel Furtado, gerente, Orozimbo Pinto Monteiro
Esteves, gerente, Abelardo Gomes Parente, gerente (ocasiões
distintas).
Barra do Piraí ­ RJ ­ 1939 ­ Menelick de Oliveira, gerente.
Bauru ­ SP ­ 1939 ­ Álvaro Maia Filho, Adolfo Camargo de
Lima Júnior, contadores (ocasiões distintas).
Bebedouro ­ SP ­ 1939 ­ Raul Lins de Azevedo, Luiz Monteiro
de Carvalho e Silva, contadores (ocasiões distintas).
Belém ­ PA ­ 1939 ­ Orlandino Baltasar do Couto, contador.
Belo Horizonte ­ MG ­ 1939 ­ Fábio de Oliveira Penna, advogado.
Blumenau ­ SC ­ 1939 ­ Tasso Freixieiro, gerente.

167 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Cachoeiro do Itapemirim ­ ES ­ 1939 ­ João Braga (posse
no BB: 20/6/1927), gerente, Guaracy Antunes Carneiro,
contador (posse no BB: 23/5/1925, apos. 18/8/1958).
Campinas ­ SP ­ 1939 ­ Álvaro Maia Filho, contador.
Campo Grande ­ MS ­ 1939 ­ Thales Honório de Almeida,
contador (posse no BB: 2/1/1924, apos. 1/12/1961), Adão
Pereira de Freitas, gerente (posse no BB: 3/11/1923, apos.
23/4/1958).
Carangola ­ MG ­ 1939 ­ Américo Ferreira da Rocha, gerente.
Corumbá ­ MS ­ 1939 ­ Hildegardo Dória Mendonça, gerente
(posse no BB: 8/9/1925, apos. 9/9/1956).
Floriano ­ PI ­ 1939 ­ Licínio Fontenelle Miranda, contador.
Goiânia ­ GO ­ 1939 ­ Áureo José da Costa Júnior, contador,
José Alves Motta, gerente, José Rodrigues Crespo, gerente
(posse no cargo: junho/1939)
Guaxupé ­ MG ­ 1939 ­ Aurélio de Azevedo Valente, contador.
Ilhéus ­ BA ­ 1939 ­ Alfredo Almeida Fonseca, Abelardo Gomes
Parente, contadores (ocasiões distintas), Francisco Otto
Carvalho de Toledo, gerente, Virgílio Cantanhede Sobrinho,
inspetor.
Itabuna ­ BA ­ 1939 ­ Mozart Caetano, contador, Francisco
Otto Carvalho de Toledo, gerente.
Jacarezinho ­ PR ­ 1939 ­ Waldemar Teixeira Alves, Maurício
Rousseau, gerentes (ocasiões distintas).
Jequié ­ BA ­ 1939 ­ Domingos Telles de Miranda, subst. contador.
João Pessoa ­ SP ­ 1939 ­ João Brasil de Mesquita, gerente
(posse no BB: 18/2/1920, falec. 10/2/1964).
Juazeiro ­ BA ­ 1939 ­ João Ubiratan de Negreiros, gerente.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1939 ­ Dacílio Batalha, contador.

FERNANDO PINHEIRO

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168

Livramento ­ RS ­ 1939 ­ Joaquim Saboia Júnior, gerente.
Macaé ­ RJ ­ 1939 ­ Mário de Carvalho Vieira, contador.
Manaus ­ AM ­ 1939 ­ Adalberto Baena Nogueira, contador.
Mossoró ­ RN ­ 1939 ­ Ciro Mendes, contador.
Natal ­ RN ­ 1939 ­ Randolpho Xavier de Abreu, gerente (posse
no BB: 25/4/1948, apos. 3/7/1958).
Nova Iguaçu ­ RJ ­ 1939 ­ Raimundo Teodoro Alves de Oliveira,
gerente (posse no cargo: junho/1939).
Passo Fundo ­ RS ­ 13/5/1939 ­ Waldemar Ângelo do Amaral,
gerente, Edgard Maciel de Sá, inspetor, Joaquim Pereira
Musa, subst. eventual do contador, Deusdédit Freitas de
Almeida, contador.
Pelotas ­ RS ­ 1939 ­
Joaquim Gomes da
da Silva, escriturário
Copacabana ­ DF),
escriturário (em 1949,

Edgar Maciel de Sá, gerente, José
Silva Júnior, contador, Paulo Pinto
(em 1949, gerente da Agência Metr.
Floriano Amaro de Araújo Goes,
gerente da Ag. Campina Grande ­ PB).

Penedo ­ AL ­ 1939 ­ Ciro Mendes, contador, João da Costa
Marques, gerente.
Recife ­ PE ­ 1939 ­ Joviano Rodrigues Moraes Jardim, gerente,
em substituição de Raimundo Mendes Sobral à disposição
do Departamento Nacional do Café.
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1939 ­ Diomedes Bezerra de Trindade,
José Casemiro Borges, contadores (ocasiões distintas).
Rio Branco ­ AC ­ 1939 ­ Heráclito Fernandes Raposo de Mello,
gerente (posse no BB: 6/4/1925, falec. 18/2/1942), Theodoro
Augusto da Silva, contador (posse no BB: 16/3/1925,
apos. 9/7/1958), Nilo Papini Goes, escriturário (posse no
BB: 3/3/1927, falec. 14/12/1953).

169 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Salvador ­ BA ­ 1939 ­ Fernando Bergstein, inspetor, José
Moreira da Gama Lobo, gerente, Francisco da Gama Netto,
inspetor, Cristovam de Oliveira Araújo, ajudante de serviço
Câmbio, José Dias da Cunha, contador.
São Félix ­ BA ­ 1939 ­ Joaquim José Ferreira Júnior, gerente,
José de Campos Monteiro Bastos, Waldemar Teixeira Alves,
contadores (ocasiões distintas).
Taubaté ­ SP ­ 1939 ­ Mário Machado Magalhães, gerente.
Três Corações ­ MG ­ 1939 ­ Alfredo Almeida Fonseca, contador,
José Figueiredo Frota, gerente.
Uruguaiana ­ RS ­ 1939 ­ Artur Neujahr, Luiz Jansson,
gerentes (ocasiões distintas).
Vitória ­ ES ­ 1939 ­ Casemiro da Costa Montenegro, gerente,
Octávio Galvão Baptista, contador,
Na chegada a Miami, Flórida, viajando pela
Pan American Airways, o presidente do Banco do Brasil
recebeu
mensagem
de
boas­vindas
de
H.
Donald
Campbell, presidente do The Chase National Bank of the
City New York, passada por telegrama, via Western Union,
1940, Oct. 7 pm 5:15 [CAMPBELL ­ 1940].
Diversas cartas de banqueiros, escritas em
inglês, foram endereçadas a Marques dos Reis, hóspede
do Waldorf ­ Astoria Hotel ­ Park Avenue and 50th Street,
New York [Originais custodiados pela Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil]:
S. Sloan Colt, presidente do Bankers Trust Company ­
Sixteen Wall Street ­ New York City ­ October 9, 1940,
sentiu-se feliz em saber da chegada aos Estados
Unidos do presidente do BB e expressou votos de
boas-vindas [COLT ­ 1940].

FERNANDO PINHEIRO

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170

James S. Carson, vice-presidente do Brazilian Electric
Power Company ­ Two Rector Street ­ New York City ­
October 9, 1940, desejou uma permanência agradável,
naquele país, ao presidente do BB, acompanhado
de familiares e colocou­se à disposição, a qualquer
hora, para servi­lo [CARSON ­ 1940].
Allan Sproul, 1° vice-presidente, em nome de George L.
Harrison, presidente do Federal Reserve Bank of
New York, October 11, 1940 convidou-o ao almoço,
no dia 17/10/1940, do "Board of Directors", ocasião
em que teria chance de ver algo sobre bancos
ou falar com alguns executivos.
Harry E. Ward, presidente do Irving Trust Company,
October 16, 1940, confirmou o compromisso assumido
para o almoço do dia 21/10/1940 (segunda­feira), em
One Wall Street [WARD ­ 1940].
F. Abbot Goodhue, presidente do Bank of the Manhattan
Company, 40 Wall Street, New York, October 16, 1940,
manifestou imenso prazer em convidar João Marques
dos Reis para um almoço, na semana seguinte, e
deixou o horário em aberto [GOODHUE ­ 1940].
Gerald F. Beal, executivo do J. Henry Schroder Banking
Corporation, 46 William Street New York, encaminhou
carta ao Waldorf-Astoria Hotel, N.Y., em 30/10/1940,
sem ter a certeza do retorno do ilustre hóspede que
estava em Washington, DC, renovando convite para novo
encontro no banco americano [BEAL ­ 1940].
Otto

T. Kreuser, second vice president do The Chase
National Bank of the city of New York (Foreign
Department),
November 13, 1940, comunica
que,
caso seja confirmada a presença do presidente do

171 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

BB no encontro, terá o orgulho de poder fazer a
saudação, em nome do presidente do Chase National
Bank.
Berent Friele, presidente do American Brazilian Association,
Inc., 10 Rockefeller Plaza ­ New York City ­
October 9th, 1940, entidade criada com o objetivo de
desenvolver as relações comerciais, culturais e sociais
entre o Brasil e os Estados Unidos, escreveu ao
presidente do BB, em 9/10/1940, convidando-o a
participar do jantar em honra de Leonardo Truda
e da Missão Comercial do Brasil, em 16/10/1940,
no Downtown Athletic Club, 18 ­ West Street, New York
[FRIELE ­ 1940].
Mais tarde, em 22/3/1952, Berent Friele está em
Araxá ­ MG, prestigiando a cerimônia de casamento do
deputado federal Ovídio de Abreu, presidente do Banco do
Brasil (29/7/1949 a 18/12/1950) com a Srtª Júlia Santos de
Abreu, celebrada por Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos
Mota, cardeal­arcebispo de São Paulo, na presença
de 3 governadores: Juscelino Kubitschek (Minas Gerais),
Sílvio Piza Pedrosa (Rio Grande do Norte) e Arnon Afonso
de Farias Melo (Alagoas) e diversos parlamentares, entre
eles Benedito Valadares [Retratos p & b ­ 24 x 19 cm ­
Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do
Brasil].
No período de 5/10/1940 a 27/11/1940, o diretor
Roberto Vasco Carneiro de Mendonça ocupa interinamente
o cargo de presidente do Banco do Brasil, por motivo de
viagem do presidente João Marques dos Reis aos Estados
Unidos.
Em 31/10/1940, Carneiro de Mendonça recebeu
mensagem de New York, via All America Cables and Radio,

FERNANDO PINHEIRO

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172

do presidente João Marques dos Reis, comunicando a
aprovação do crédito rotativo de US$ 20 milhões ao Banco
do Brasil pelo Export Import Bank [REIS, 1940].
Em
resposta,
Carneiro
de
Mendonça
enviou
telegrama, no mesmo dia, via Western Telegraph, a
João Marques dos Reis, expressando, com os demais
companheiros de Diretoria, sinceras congratulações pela
eficiente e magnífica atuação do presidente do Banco do
Brasil [MENDONÇA, 1940].
Enquanto isso, nos Estados Unidos, convites
outros de grande importância eram destinados a João
Marques
dos
Reis,
reafirmando
o
grande
prestigio
desfrutado diante das autoridades americanas, desde
os idos de 1925, quando representou a Bahia na
Conferência Internacional de Polícia, reunida em New
York, e, em 1936, como delegado do Brasil na
3ª Conferência Internacional de Energia Elétrica, na
condição de titular da pasta da Viação. Naquela época,
visitou o Congresso Nacional americano e, a convite do
presidente dos Estados Unidos, a Casa Branca.
A propósito, a palestra proferida, em 7/12/1998,
por
Mauro
Orofino
Campos,
diretor-presidente
da
Companhia Docas do Rio de Janeiro, ao ensejo da
realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração
Social, promovido pela Academia de Letras dos Funcionários
do
Banco
do
Brasil,
relata,
com
maestria,
essa
missão honrosa de João Marques dos Reis nos Estados
Unidos, nos idos de 1936 e, principalmente, o assunto
de infraestrutura no Brasil.
"Entender Marques dos Reis, contudo, exige um
esforço
que
ultrapassa
os
dados
biográficos
para
mergulhar nas circunstâncias históricas. É o entendimento

173 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

da conjuntura que fornece a chave para a compreensão
de seus atos públicos, quer como ministro da Viação,
quer como presidente do Banco do Brasil. Um homem
não pode ser visto sem o seu tempo. E o tempo de
Marques dos Reis é a era Vargas.
E aqui vale o registro da profunda transformação que
sofria o pensamento e a ação do Estado, precisamente
em um Setor da Economia que hoje, por força das
funções governamentais que me são cometidas ­ a Direção
da Companhia Docas do Rio de Janeiro ­ estavam
ocorrendo. Era o tempo em que o modelo do liberalismo
herdado do fim do século 19 se esgotava.
O sistema de concessões à iniciativa privada para
os serviços públicos passava às mãos do Estado. No
nosso caso, aqui no Rio, com a criação do Departamento
Nacional de Portos e Navegação era criada a Autarquia
Federal denominada Administração do Porto do Rio de
Janeiro, que ancorou importantes etapas no processo
de desenvolvimento da atividade portuária do país.
O ministro de então, Marques dos Reis, por sua sólida
formação intelectual e visão estratégica dos interesses
nacionais estaria certamente compromissado com as
atuais
correntes
de
pensamento
que
orientam
as
formulações do setor de transportes no Brasil." (48)
Já de volta ao Brasil, o presidente Marques dos
Reis recebe carta de 9/1/1941, de Amos B. Foy, vicepresidente do Chemical Bank & Trust Company, a
respeito da operação realizada. [Acervo: Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil].
(48)

MAURO OROFINO CAMPOS, presidente da Companhia Docas do
Rio de Janeiro ­ in João Marques dos Reis, ministro da Viação
e Obras Públicas (1934/1937) e presidente do Banco do Brasil
(1937/1945)

FERNANDO PINHEIRO

-

174

Assim se passaram 10 anos... Em dez./1951,
o banqueiro Amos Foy desembarca no Aeroporto de
Congonhas ­ São Paulo para acompanhar, de perto, a
excursão de José Estefno, diretor da Carteira de Crédito
Comercial do Banco do Brasil pelo interior paulista
Velhos amigos se reencontram felizes, curtindo uma
amizade antiga que vem desde os tempos em que o
diretor do BB era diplomata nos Estados Unidos [Revista
AABB ­ Rio ­ 1952].
Em 9/4/1941, marco na indústria brasileira: o
presidente João Marques dos Reis assina, no Salão da
Câmara Sindical de Fundos Públicos, a Ata de Constituição
da
Companhia
Siderúrgica
Nacional,
acompanhado
de
Trajano Furtado Reis, secretário da Comissão do Plano
Siderúrgico, Plínio Catanhede, presidente do IAPI [Volta
Redonda ontem e hoje ­ Visão Histórica e Estatística ­
Iconografia no site eletrônico, visita on line em 8/7/2010].
Retomando o assunto pertinente à expansão da
rede de agências do Banco do Brasil, em 31/12/1940, a
Empresa possuía 139 sucursais e subagências. No final
de 1941, 261 agências em funcionamento ou em fase de
instalação (inclusive a de Assunção, Paraguai, inaugurada
em 10/11/1941). Em 1942 foram inauguradas 62 subagências
e a Agência Metropolitana Praça Tiradentes ­ Rio ­ DF
[Revista AABB ­ Rio ­ 1942].
A fim de dirimir dúvidas quanto à primeira
agência do Banco do Brasil instalada na América do Sul,
elucidamos que, na gestão do presidente José Maria
Whitaker, foi inaugurada em 22/10/1922, a Agência de
Buenos Aires, Argentina. Dois anos depois, o BB encerrou
as atividades naquela cidade, com o compromisso de

175 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

estudar a possibilidade de reabri-la nas condições em
que não se apresentassem grandes ônus [PACHECO, 1979].
Sem conotação histórica de passo pioneiro, a
Agência do Banco do Brasil na capital argentina, instalada,
em 24/11/1959, como veremos mais adiante, em solenidade
presidida pelo chanceler Horácio Lafer, já não detinha a
condição de pioneirismo latino, tendo em vista que a
inauguração das filiais de Assunção, Paraguai (10/11/1941),
e Montevidéu, Uruguai (5/6/1945), ocorreram anteriormente.
Vale ressaltar que em 2/8/1941, ao ensejo da
viagem de Getúlio Vargas à capital paraguaia, ocorreu
a inauguração simbólica da Agência de Assunção. No
entanto, a inauguração oficial ocorreu somente em
10/11/1941. A demora para instalação da Filial foi devido
à falta de mobiliário, problema solucionado com o envio
de móveis do Rio de Janeiro para Assunção [Revista ­
Boletim AAFBB n° 5 ­ 31/7/1958].
O evento foi prestigiado pela presença de João
Marques dos Reis, presidente do Banco do Brasil,
acompanhado de Álvaro Henriques de Carvalho, inspetor,
Dermeval Olavo da Rocha, gerente, Lourival Tavares de
Campos, contador e Aldo Luís Persichino, guarda­livros
[Revista ­ Boletim AAFBB n° 5 ­ 31/7/1958].
O

quadro de funcionários da Agência de
Assunção, Paraguai, em nov/1941, era constituído dos
seguintes escriturários: Delfin Onésimo Ugarte Centurion,
Herman Silvestre Mendonza, Orlando González Fretes,
Maria Ângela Matilde da Costa Casanello, Juan Carlos
Ávila e Cristobal Aristides Cabral [Revista ­ Boletim AAFBB
n° 5 ­ 31/7/1958].

FERNANDO PINHEIRO

-

176

Mencionamos, a seguir, o nome dos funcionários
do Banco do Brasil que administraram aquela agência
[Revista AABB ­ Rio; Almanaque do Pessoal ­ BB; BIP]:
ASSUNÇÃO ­ PARAGUAI
Dermeval Olavo da Rocha, gerente
Lourival Tavares de Campos, contador
Henrique Chevalier
Mário Dulce Lyra, contador
Paulo Duarte Paes, gerente
Francisco Siciliano Netto, subgerente
Paulo Duarte Paes, gerente
Cristobal Aristides Cabral, inv. cadas.
Isidoro Caballero Duarte, caixa
Lourival Tavares de Campos, gerente
Renato Senise, encarregado de câmbio
Victor Mayo Martinez, inv. cadastro
Alfredo Dandolo Fois Franco, aj. serv.
Júlio Cesar Sorera, aj. serv.
Araken Brandão Fonseca, contador
Mário Dulce Lyra, subgerente
Francisco Siciliano Netto, gerente
José da Cunha Amaral, enc. câmbio
Araken Brandão Fonseca, subgerente
José da Cunha Amaral, contador
Romeu José dos Santos, gerente
Aloysio Portella de Figueiredo, subgerente
Erasto Gibier de Souza, subgerente
Waldir de Oliveira Pinto, gerente
Aguinaldo Gonçalves Beninatto, subg.
Nelson Assis ­ 13/3/1943, subgerente
Sylvio Martins ­ 11/6/1945, gerente
Nelson Assis ­ 13/3/1943, subgerente

Inaugurada: 10/11/1941
1941
1941
1948 ­ apos. 10/4/1961
1952
1953 ­ apos. 17/9/1964
1953
1954
1954
1954
1955
­ apos. 1/1/1959
1956
1956
1957
1957
1958
1958
1958 ­ falec. 8/3/1960
1959
1960
1960
1962
1963
1963
1964 a jul/1966
1966
1966
1966 ­ falec. 4/9/1969
1967

177 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

ASSUNÇÃO ­ PARAGUAI
Inaugurada: 10/11/1941
Augusto Thebaldi ­ 22/8/1949, subgerente 1971
Clóvis Moraes da Silva, subgerente
1971
José Nunes de Faria, gerente
1971
Alfredo Augusto Bacellar Jr., subgerente 1972/1973/1976
Santo Carmello Pistorio, subgerente
1972/1973
Gilberto Pinto ­ 12/6/1944, gerente
1973/1974
Heitor Stumpf ­ 22/9/1958, subgerente 1974
Heitor Stumpf ­ 22/9/1958, gerente
1975/1976
Antônio Datti ­ 6/6/1955, gerente­adj. 1976/1977
Benjamin Constant Lacerda, gerente­adj. 1977/1978
José Carlos Gouvea Danelli, gerente­adj. 1978
Juarez Ramos Munhos, gerente­adjunto
1978/1979
Samuel Leites, gerente
1977/1978
Eduardo Álvares Domingues Jr., ger.-adj. 1978
José Carlos Gouvêa Danelli, ger­adj.
1978
Alcir da Silva Valença, subgerente
1980/1981
José Fernando Albano do Amarante, ger­adj. 1980/1981
José Custódio Cordeiro Neto, gerente
1981
Paulo Tadao Mitsui, subgerente
1981
Joselito Heggendorn Kuhlmann, gerente
1982
José Álvaro Torres Gonçalves, ger­adj.
1983/1985
José Fernando Albano do Amarante, ger­adj. 1983
Luiz Sidney de Figueiredo
29/10/1984 a 06/03/1989
Rogério Eduardo Schmitt
21/03/1985 a 01/02/1988
Antônio Teixeira Duarte Barboza
09/09/1985 a 11/10/1988
Bolivar Jorge Ottoni, gerente­adj.
22/02/1988 a 24/04/1990
Marcos Antônio de Mattos Reis
25/03/1988 a 14/04/1991
Anthony de Nardi Ferraz, gerente
20/04/1988 a 23/04/1990
Romão Braga ­ 1/10/1959
09/07/1990 a 14/04/1991
Anísio Leite Júnior
10/02/1992 a 16/07/1995
João Pinto Rabelo
04/05/1992 a 03/07/1994
Anísio Resende de Souza
13/06/1994 a 30/08/1995

FERNANDO PINHEIRO

ASSUNÇÃO ­ PARAGUAI
Paulo César Raposo Bezerra
Antônio Carlos Bizzo Lima
Anísio Leite Júnior
Maria Iara Azevedo Bretas
José Chirivino Álvares
Antônio Carlos Ramos da Silva
Leo Schneiders
Williams Francisco da Silva
Edilson Luiz Gonçalves Brito

-

178

Inaugurada: 10/11/1941
28/07/1995 a 31/01/2001
16/10/1995 a 16/08/1998
31/10/1995 a 04/04/1999
11/01/1999 a 06/03/2002
30/06/2000 a 06/05/2002
18/03/2002 a 01/01/2007
18/03/2002 a 25/04/2005
14/02/2005 a 99/99/9999
06/03/2006 a 99/99/9999

Segundo Cláudio Pacheco, com a admissão de
funcionários do concurso realizado, em 1941, o número
desses trabalhadores cresceu, naquele ano, para 6.396.
Mesmo assim, havia insuficiência de pessoal nas agências
para cumprir encargos sempre crescentes, dia após dia.
Veio em socorro do Banco do Brasil, o Decreto­lei n° 4.068,
de 29/01/1942,
"que autorizou o Banco a contratar, por prazo
determinado e para fins especiais, inclusive os de caráter
técnico, os serviços de profissionais de qualquer natureza,
sem que estes, por tal motivo, se integrassem no quadro
do funcionalismo, ou adquirissem estabilidade (Relatório
apresentado aos acionistas em 30/4/1942, p. 105).
(49)
Durante o período de gestão do ministro Arthur
Souza Costa, assinalamos os fatos importantes que
tiveram influência na economia nacional: reformulação e
liberação do sistema cambial, criação da Lei dos Lucros
Extraordinários; fundação do Banco da Borracha, em 1941,

(49) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. IV ­
p. 569 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ 1979.

179 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

mais tarde, nos idos de 1950, transformado em Banco da
Amazônia; encampação da Itabira Mining Co., resultando
a Cia. Vale do Rio Doce; instituição da moeda cruzeiro,
em 1943; fundação da Usina de Volta Redonda; criação,
em 2/2/1945, da SUMOC ­ Superintendência da Moeda
e do Crédito, dentro da estrutura administrativa do
Banco do Brasil, e subordinada ao ministro da Fazenda,
destinada a exercer o controle do mercado monetário.
A propósito, Cláudio Pacheco, na obra História
do Banco do Brasil, revela as modificações sofridas com a
SUMOC:
"Deposto o Sr. Getúlio Vargas, o Governo presidido
pelo Sr. José Linhares baixou o Decreto-lei n° 8.495 ­ de
28 de dezembro de 1945, que alterou em certos aspectos
a organização da Superintendência, inicialmente passando
a ela atribuições da Caixa de Mobilização e Fiscalização
Bancária, que, em consequência, passou a denominar-se
apenas de Caixa de Mobilização Bancária. Este outro decreto
regulou parcialmente a fiscalização bancária e ampliou o
poder da Superintendência para intervir na administração
dos estabelecimentos bancários e até incluiu atribuição para
mandar liquidá-los extrajudicialmente." (50)
Em 17/10/1942, Antônio Luiz de Souza Mello,
diretor da CREAI (posse no BB: 16/5/1916, apos.: 1/8/1947),
proferiu conferência na Associação Comercial de Minas ­
Belo Horizonte ­ MG, abordando o tema "O crédito
especializado, suas finalidades e seus efeitos" e fez a citação
do discurso proferido, em 23/2/1931, por Getúlio Vargas:

(50) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. V ­
p. 53 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ 1979.

FERNANDO PINHEIRO

-

180

"Mas o problema máximo, básico da nossa economia
é o siderúrgico. Para o Brasil, a idade do ferro marcará
o período da sua opulência econômica." (51)
Vale assinalar que o prestígio internacional de
João Marques dos Reis, alcançado desde os tempos de
ministro da Viação e Obras
Públicas
(1934/1937), na
viagem, em setembro/1936, aos Estados Unidos, onde
cumpriu
elevada
missão
de
representar
o
governo
brasileiro, na 3ª Conferência Internacional de Energia
Elétrica, alcançou outra dimensão ao criar duas primeiras
agências no exterior: Assunção, Paraguai ­ 1941 e
Montevidéu, Uruguai ­ 1945.
Na verdade, a ida do Banco do Brasil para o
exterior, excetuando-se a Agência de Londres, Inglaterra
(1891/1894),
dirigida
pelo gerente Barão do Rosário,
reaberta em 8/6/1971, começou, nos idos de 1922, na
presidência de José Maria Whitaker, com a inauguração
da Agência de Buenos Aires, Argentina, extinta pela
Diretoria em sessão de 1/10/1924.
A justificativa da extinção da agência portenha foi
apresentada por James Darcy, presidente do Banco do
Brasil (2/1/1925 a 16/11/1926), no Relatório de 29/4/1925 à
Assembleia dos Acionistas. Mais tarde, em 24/11/1959,
a sucursal em Buenos Aires, Argentina foi reinaugurada,
como veremos adiante (pp. 393 a 397), com a presença do
presidente do Banco do Brasil.

(51) GETÚLIO VARGAS ­ in Discurso proferido em 23/2/1931 ­ Apud
O crédito especializado, suas finalidades e seus efeitos, de Antônio
Luiz de Souza Mello ­ conferência realizada, em 17/10/1942, na
Associação Comercial de Minas ­ Belo Horizonte ­ MG.

181 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Admitido no Banco do Brasil por meio do
concurso público realizado em 1942, onde obteve o 1°
lugar, no meio de 315 participantes, Orlando da Costa
Ferreira fez carreira na Agência do Recife ­ PE. Diplomado
em Biblioteconomia em 1949, dez anos depois, como
bolsista do governo francês, estagiou e fez pesquisa na
Biblioteca Nacional de Paris. De volta ao País, lecionou
na Escola de Biblioteconomia da Universidade do Recife.
Nos idos de 1964, Orlando da Costa Ferreira
exerceu as funções de bibliotecário do Museu e Arquivo
Histórico do Banco do Brasil, sob a chefia de Fernando
Monteiro. A convite de Aurélio Buarque de Holanda
participou
do
projeto
do
Novo Dicionário da Língua
Portuguesa
na colaboração especializada em Bibliologia e
Artes Gráficas. Em março/1973, lotado na PRESI/COTEC ­
Consultoria Técnica da Presidência, aposentou­se após ter
prestado relevantes serviços.
Obra de relevante importância destinada aos
profissionais e pesquisadores das áreas de artes plásticas,
editoração e história do livro, Imagem e Letra, de Orlando
da Costa Ferreira, 552 pp., publicada, em 1994, pela
Editora da Universidade de São Paulo.
Por despacho de 21/8/1942, do presidente do
Banco do Brasil, foi comunicado a José Arraes de
Alencar os agradecimentos
e
congratulações
que
o
próprio presidente do BB se associou ao presidente da
Comissão Especial para Regulamentação dos Acordos de
Washington (Missão Souza Costa), pelos relevantes serviços
que foram apreciados e enaltecidos durante a reunião
destinada à elaboração dos Estatutos do Banco do Crédito
da Borracha [Anotações ­ 1942].

FERNANDO PINHEIRO

-

182

Outro
despacho
presidencial
de
11/1/1945,
manda anotar na fé-de-ofício de nosso homenageado
os elogios do ministro da Fazenda, constantes no Aviso
n° 45, de 9/1/1945, "pela dedicação, operosidade e
competência com que conduziu o encargo que lhe foi
confiado ­ liquidação do Banco Francês e Italiano para a
América do Sul".
Os idos de 1942 era também auspicioso para
o funcionário Casimiro Antônio Ribeiro que tomou posse
no Departamento de Estatística e Estudos Econômicos do
Banco do Brasil, ocasião em que não existia no Rio
de Janeiro o curso de economia, a nível universitário,
apenas os de Direito e Engenharia [RIBEIRO, 1981].
Nesse Departamento, durante 2 anos, Casimiro
Ribeiro esteve sob a chefia de Paulo Frederico de
Magalhães, responsável pela criação do 1° Relatório do
Banco do Brasil, com bases técnicas (gestão do presidente
João Marques dos Reis) [RIBEIRO, 1981].
Os 7°, 8°, 9° andares do Edifício Saturnino de
Brito, na cidade do Rio de Janeiro, onde funcionaram as
dependências do Banco do Brasil (Serviço Médico­Cirúrgico,
e o DEPIM ­ Departamento Imobiliário) foram adquiridos,
nos idos de 1943, na gestão do presidente João Marques
dos Reis.
Atualmente,
esses
pavimentos
pertencem
a
AAFBB ­ Associação dos Antigos Funcionários do Banco
do Brasil, criada
em 24/10/1951, sob a orientação e a
liderança do poeta João Castelo Branco de Almeida (posse
no BB: 5/2/1918 ­ apos.: 1/5/1948), o presidente­fundador da
AAFBB.

183 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Por despacho coletivo de 22/10/1943, a Diretoria
manifestou­se favorável a confirmação de alto conceito
desfrutado por José Arraes de Alencar, destacando a
elegância de atitudes comprovando a bela formação moral.
A partir de 1/3/1944, sob a orientação do
diretor Pedro Demósthenes Rache, ocorreu a reforma do
Serviço de Engenharia do Banco do Brasil, conhecido pela
sigla ENGEN, devidamente regulamentado em 31/7/1944.
Pela ordem, assumiram o cargo de chefe do ENGEN: José
Bretas Bhering (1944/1945), Fernando Martins Pereira e
Souza (1946/1951 e 1955/1956), Virgílio Cantanhede Sobrinho
(14/3/1951 a 16/11/1951), Paulo de Mattos Pimenta (16/11/1951
a 14/1/1955), Ephraim de Carvalho Borges (14/1/1955 a
9/5/1955) [ARAÚJO, 2006].
Na mesma data da regulamentação (31/7/1944),
foram criadas 4 Residências, que seriam, no futuro,
desmembradas em outras unidades regionais. Originalmente
estavam assim distribuídas [BANDEIRA, 1986].
1ª Residência ­ sede: capital federal ­ Zona: Distrito Federal,
Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
2ª Residência ­ sede: São Paulo ­ Zona: São Paulo e Mato
Grosso.
3ª Residência ­ sede: Porto Alegre ­ Zona: Rio Grande do
Sul, Paraná e Santa Catarina.
4ª Residência ­ sede: Recife ­ Zona: Pernambuco e demais
Estados do Norte e Nordeste.
Em 31/7/1944, na gestão do presidente João
Marques dos Reis, é criada a 1ª Zona de Residência,
no Serviço de Engenharia do Banco do Brasil, com a
sede no Rio de Janeiro, que teve a duração até os idos
de 1956. O Setor de Serviços Técnicos Diversos ­ TECDI

FERNANDO PINHEIRO

-

184

absorveu os serviços da extinta 1ª Residência ­ Rio,
durante o período de paralisação (1956/1978). O eng. Dion
Sales Coelho assumiu o cargo de chefe da Residência,
substituído, em épocas distintas, por Ernesto Luiz Greve,
Celso de Moraes Sarmento, Kleber Gonçalves Nina,
Namir Salek, Fernando Freire, Paulo Baiardo Neves e
Ruy Xavier Bruno [ARAÚJO, 2006].
Em 2 de agosto de 1944, o Banco do Brasil
instala, na Itália, o Escritório Central da AGEFEB destinado
a suprir a Pagadoria da FEB ­ Força Expedicionária
Brasileira, e encerra as atividades em junho de 1945.
Receberam condecoração de guerra: Gastão Luiz Detsi,
gerente, Pedro Paulo Sampaio de Lacerda, contador,
Armando
Moraes
Ferreira,
adjunto,
Charles
Pullen
Hargreaves, adjunto, Eduardo Dreux, chefe da Tesouraria,
promovidos a coronel e tenentes­coronéis e major [Revista
AABB ­Rio ­ 1944].
Nessa época, Elza Cansanção Medeiros (1921/
2009), participa, como voluntária, da 2ª Guerra Mundial.
Encerrado o conflito de sangue, o Exército a dispensou
e ela ingressa, em 1947, no Banco do Brasil.
Corre o tempo... Dez anos mais tarde, em 1957,
com a permissão das mulheres de ingressar na carreira
militar (Lei n° 3160, de 1/6/1957), Elza Cansanção retorna
ao Exército nas condições de enfermeira. De 1963 a 1965
reassume suas funções no Banco do Brasil. É reformada
pelo Exército, em 1976, no posto de Major, tornando­se,
dentro do BB, a decano das mulheres militares brasileiras.
Com cerimônia revestida de simplicidade, foi
inaugurada, em 5/6/1945, a Agência do Banco do Brasil,
em Montevidéu ­ Uruguai. O quadro do pessoal era
constituído de 14 pessoas, entre as quais, salientamos:

185 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Amadeu Dalía, gerente; Antônio Gurgel Costa Nogueira,
subgerente, Paulo Corrêa, contador, Eleutério Proença de
Gouvêa e Írlio Pessoa, ambos chefes-de-serviço; José Luís
Tabarez, caixa; Rosa Encolado, telefonista; Celina Pacheco
Prates Tabarez, escriturária [Revista AABB ­ Rio ­ 1945].
No evento de inauguração, com muita classe
e elegância, Celina Tabarez, diante do microfone da
Rádio Monumental de Montevidéu, proferiu um breve e
comovente discurso. Dentro do pioneirismo da memória
institucional da Empresa, a voz feminina encontra espaços
sagrados que a consagram na posteridade. O jornal
La Razón do Uruguai divulgou o evento.
No desfecho, a oradora ressaltou a congratulação
pelo início das atividades do Banco do Brasil na praça
de Montevidéu:
"expresando su firme e indeclinable certeza de que
ha de contribuir eficazmente, a hacer más estrecha,
más duradera y más firme, la invariable amistad
que une a dos pueblos forjados para la libertad y
el trabajo." (52)
Mencionamos, a seguir, o nome dos funcionários
do Banco do Brasil que administraram a Agência de
Montevidéu, Uruguai [Revista AABB ­ Rio; Almanaque do
Pessoal ­ BB; BIP]:

(52) CELINA TABAREZ, funcionária do Banco do Brasil ­ Discurso
de inauguração da Agência de Montevidéu, Uruguai, proferido
em 5/6/1945 ­ Revista AABB ­ Rio ­ 1945.

FERNANDO PINHEIRO

MONTEVIDÉU ­ URUGUAI
Amadeu Dalia ­ 13/6/1921, gerente
1945
Antônio Gurgel Costa Nogueira, subgerente
Paulo Affonso Poock Corrêa, contador
Eleutério Proença de Gouvêa, chefe­de­serviço
Írlio Octávio de Figueiredo Pessoa, ch­serviço
Luís Alberto Carluccio, ajudante­de­serviço
Paul Rosat ­ 1/3/1937, contador
Abeillard Barreto, gerente
Carlos Rafael d´Ávila Rocha, ajudante­de­serviço
Írlio Otávio de Figueiredo Pessoa, encar. câmbio
Juan Carlos Toiran Ilich, ajudante­de­serviço
Luiz Alberto Carluccio, ajudante­de­serviço
Wener Margiocco Boscacci, encar.­de­câmbio
Albano Augusto Petry, chefe­de­serviço
Ruy Tavares Utinguassú, ajudante­de­serviço
Antônio Fragomeni ­ 16/10/1942, enc. câmbio
Ruben Julio Vanerio Rosso, aj. serv.
Luiz Alberto Esteves Leyte, contador
Rubens Durvel Introini, inv. cadastro
Euvaldo Dantas Motta, gerente
Alcides Pereira da Costa, contador
Carlos Rafael D´Ávila Rocha, ch. serv.
Duvar Sonaolin, inv. cadastro
Elias Enrique Sarano Baharlia, caixa
Ramon Osorio Sierra Azambulla, aj. serv.
Haydée Sgarbi de Sordo, aj. serv.
Juan Carlos Toiran Ilich, ch. serv.
Luiz Alberto Carluccio, enc. câmbio
Werther Teixeira de Azevedo, gerente
Alcides Pereira da Costa, gerente
Elmo de Araújo Camões, subgerente

-

186

Inaug. 5/6/1945
­ falec. 26/7/1950
1945/1948
1945
1945/1951
1945
1949
1950
1950/1958
1951
1952
1952
1952
1952
1953
1953
1953
1954
1955
1955
1958
1958
1958
1958
1958
1958
1959
1959
1959
1959
1959
1963

197 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

MONTEVIDÉU ­ URUGUAI
José Bezerra Cavalcanti, subgerente
Pedro da Cunha Beltrão dos Santos Dias, gerente
Albano Augusto Petry
José Bezerra Cavalcanti, subgerente
Carlos Alberto Calage Cidade, gerente
Oriane Alves ­ 16/5/1947, subgerente
Oriane Alves ­ 16/5/1947, gerente
Idálio de Abreu Martins, gerente
Antenor Irineu Funtel, gerente
Nabor de Azevedo Guazzelli, subgerente
Antenor Irineu Puntel, gerente
Orlando de Castro Alves, subgerente
Erasmo Szpoganicz, subgerente
Ernani Schmitt ­ 18/3/1957, gerente
Dionísio Nelson Garcia, gerente
Gabriel Demétrio Sosa Bermudez, subgerente
Gastão Luiz Fontes Van Gasse, subgerente
Vivaldino Canabarro Maciel, gerente­adj.
Eurico Gonçalves Calafete, gerente­adjunto
Luiz Geraldo do Nascimento, subgerente
Plínio Farjalla Barbosa Cordeiro, ger.­adjunto
Antônio Goes de Araújo, gerente­adjunto
Gabriel Demétrio Sosa Bermudez, gerente­adj.
Vivaldino Canabarro Maciel, gerente­adj.
Luís Antônio da Silva Correa, gerente­adj.
Sady Roque Grubel, gerente­adjunto
Samuel Leites, gerente
Antônio Goes de Araújo, gerente­adjunto
Gabriel Demétrio Sosa Bermudez, subgerente
Luís Antônio da Silva Correa, subgerente
Néllio Alves de Mello, subgerente

Inaug. 5/6/1945
1963
1963
1963
1964
1967
1967
1971
1972/1973
1974
1973/1974
1975/1976
1975/1976
1976
1977/1978
1977/1979
1977/1978/1979
1977
1977/1978/1979
1978/1979
1978
1977/1978/1979
1978/1980
1979/1980/1983
1979/1980
1979/1980
1980/1981
1980/1981
1981
1981/1983
1981
1981

FERNANDO PINHEIRO

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188

MONTEVIDÉU ­ URUGUAI
Inaug. 5/6/1945
José Carlos de Carvalho Tinoco, gerente­adj.
1982/1983
Francisco Eugênio Rodrigues Coutinho
18/10/1983 a 02/04/1989
João Lanes Simões
18/03/1985 a 03/05/1989
Leônidas Maia Albuquerque
02/09/1985 a 14/04/1991
Mário José Soares Esteves, gerente­adj.
1988
Carlos Henrique Couto Rebello, ger­adj. 28/07/1988 a 14/04/1991
José Américo Santos Rodrigues, ger­adj. 01/09/1988 a 14/04/1991
Luiz Mário de Freitas
30/03/1992 a 02/06/1996
Marcus Antônio Siani
13/07/1992 a 16/07/1995
José Antônio Cabral Sinoti
26/06/1995 a 29/02/2000
Otto Werner Nolte
08/06/1995 a 31/08/1995
Vitalino Santin
18/03/1996 a 15/03/1998
João Inácio de Andrade Lima
01/07/1996 a 07/04/2005
Vitalino Santin
25/05/2000 a 27/05/2002
Incluindo os idos de 1936, quando surge o
início do ensino dentro do Banco do Brasil, a Empresa
estimula, na década de 1940, ainda dentro do pioneirismo,
a fase ligada aos esportes e à cultura, com a presença
de Adolpho Schermann (posse no BB: 16/6/1930, apos.:
18/7/1960), chefe da Delegação brasileira em Guayaquil,
Equador, onde obteve, fora do Brasil, em 1945, a 1ª
conquista do campeonato sul-americano de basquete.
Segundo a Revista AABB ­ Rio, nos idos de 1948,
Adolpho Schermann, secretário do COB ­ Comitê Olímpico
Brasileiro, chefia a delegação brasileira que mais brilhou,
até então, em Olimpíadas, o 3° lugar (basquete masculino)
nos Olympic Games de Londres. A delegação viajou no
avião Constellation da Panair do Brasil, prefixo PP ­ PCG.
E, ainda, segundo o Comitê Olímpico: Em Londres, a
conquista da primeira medalha, em esportes coletivos, o
bronze olímpico foi para o basquete masculino.

189 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Por ironia do destino, segundo coletânea de
Cídio da Silveira Carneiro e João Vieira Xavier, o advogado
Schermann foi liquidante de todos os escritórios da Panair
do Brasil, no exterior, como procurador do Banco do Brasil
e assessor do Síndico da Massa Falida. O procurador
recebeu elogios de juízes e curadores que acompanharam
o processo de liquidação, onde foi verificada a remessa
à Massa de US$ 650 mil.
Participaram ainda dos trabalhos pertinentes à
Massa Falida Panair, nos idos de 1966, os funcionários
que se encontravam em disponibilidade: Amaury Severino
dos Santos (Agência Metr. São Cristovão ­ Rio de Janeiro),
Décio de Freitas Rocha (CACEX), Francisco Machado
Gonçalves Ferreira (CREGE), Paulo Rodrigues Tavares
(Agência Centro ­ Rio de Janeiro) [Revista AABB ­ Rio ­
fev. 1967]
Ao ensejo da remessa do convite da Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil relativa
à homenagem prestada, em 27/10/1999, a Adolpho
Schermann, endereçada ao presidente de honra da FIFA,
recebemos resposta calorosa que muito nos sensibilizou.
Em papel timbrado Le Président d´Honneur da
FIFA, em carta dirigida em 14/7/1999, ao escritor Fernando
Pinheiro, o remetente refere­se a Adolpho Schermann
um grande amigo, colega de Colégio e, posteriormente,
companheiro de esporte, o mensageiro dos desportos,
título apropriado e reconhecido pelo presidente de honra
da FIFA, alegando que Schermann foi um grande
idealista e batalhador na organização e difusão do esporte
no Brasil [HAVELANGE, 1999].

FERNANDO PINHEIRO

-

190

Vale ressaltar que Marques dos Reis, presidente
do Banco do Brasil (30/11/1937 a 6/11/1945), sendo grande
incentivador dos esportes no quadro do funcionalismo,
com promoção de Torneio de Futebol ­ Taça João Marques
dos Reis, no Estádio do Botafogo ­ Rua General Severiano
­ Rio de Janeiro [Revista AABB ­ Rio ­ 1938], a imagem
de pioneirismo dos esportes no Banco do Brasil pode
ser dividida, com todas as honras merecidas, com
Adolpho Schermann.
Em segundo plano do pioneirismo, vale destacar
que, nos idos de 1986, durante a gestão de Camillo
Calazans de Magalhães (18/3/1985 a 8/3/1988), o Banco
do Brasil inicia o patrocínio esportivo destinado à seleção
brasileira de vôlei (masculino e feminino). Em 1991
o patrocínio dos esportes se consolida a nível de
institucionalização que passa a ter orçamento próprio.
José
Arraes
de
Alencar
(1896/1978)
foi
empossado
em
17/7/1945,
no
cargo
de
chefe
do
Departamento da Secretaria do Banco do Brasil. Nos
idos de 1925/1926, quando era gerente da Agência de
Manaus ­ AM, recebeu referências elogiosas de Pedro
Luiz Corrêa e Castro, diretor da Carteira de Câmbio,
anotadas em fé­de­ofício e assinaladas, em 5/1/1946, pelo
médico Manoel Guilherme da Silveira Filho, à época,
presidente do Banco do Brasil.
Funcionário­símbolo de toda a História do
Banco do Brasil, Corrêa e Castro, exemplo de competência,
retidão e caráter, exerceu o cargo de ministro da Fazenda
(22/10/1946 a 10/6/1949) e, apesar de pouco tempo na
Presidência, atinge o 4° lugar do ranking dos mais

191 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

importantes
presidentes,
antecedido
nessa
colocação
honrosa apenas por Lisboa Serra, presidente­fundador do
BB (5/9/1853 a 15/1/1855), João Marques dos Reis (30/11/1937
a 6/11/1945), José Maria Whitaker (20/12/1920 a 27/12//1922).
Após o mandato de diretor do Banco do Brasil
(1937/1944), Carneiro de Mendonça assume, em 31/10/1945,
o cargo de ministro do Trabalho (governo José Linhares).
Nesse governo transitório foi criada a Comissão Nacional
de Sindicalização, mediante o Decreto­Lei n° 8.739.
Na parte legal, nascia no Brasil a organização dos
sindicatos, graças à participação direta do antigo diretor
do BB.
Em consequencia, a CNC ­ Confederação Nacional
do Comércio foi reconhecida, como entidade sindical,
em 30/11/1945, mediante o Decreto n° 20.068. Dois meses
mais tarde, em 10/1/1946, é criado o SENAC ­ Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial, sob o manto
protetor da CNC que fôra incumbida de organizá-lo e
administrá-lo em todo o País.
Tendo em vista a autorização contida no
Art. 7 do Decreto­Lei n° 7.293, de 2/2/1945, que criou
a SUMOC ­ Superintendência da Moeda e do Crédito, o
ministro Arthur de Souza Costa, presidente do Conselho
da entidade recém­criada, assinou, em conjunto com o
presidente João
Marques dos Reis, o contrato celebrado
entre o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil
[Diário Oficial da União ­ 15/2/1945].
Em 5/2/1945, José Vieira Machado assume o
cargo de diretor­executivo da SUMOC na gestão que
dura até 8/2/1951. Ao longo de uma década, essa
Superintendência teve ainda
os
seguintes
diretores­

FERNANDO PINHEIRO

-

192

executivos: Walter Moreira Sales (22/2/1951 a 8/5/1952),
Egídio da Câmara Sousa (8/5/1952 a 19/9/1952), José
Soares Maciel
Filho
(19/9/1952 a 31/8/1954), Octávio
Gouveia de Bulhões (31/8/1954 a 17/5/1955), Prudente de
Moraes Neto (17/5/1955 a 18/10/1955), Inar Dias de Figueiredo
(18/10/1955 a 12/3/1956).
Com quase 8 anos á frente dos destinos do
Banco do Brasil (30/11/1937 a 6/11/1945), João Marques dos
Reis despediu-se da Presidência, em 6/11/1945, data
em que era realizada a sessão de Diretoria presidida
pelo diretor Antônio Luiz de Souza Melo. Nesse mesmo
dia, Guilherme Guinle assumiu o cargo de presidente do
Banco do Brasil (6/11/1945 a 22/11/1945).
Anteriormente, em março/1940, Guilherme Guinle
fôra
nomeado
pelo
presidente
Getúlio
Vargas
para
presidir a Comissão Executiva do Plano de Siderurgia
Nacional (Retrato em grupo ­ Iconografia da obra Edmundo
de Macedo Soares e Silva ­ Um Construtor do Nosso Tempo ­
p. 89 ­ Depoimento ao CPDOC ­ Fundação Getúlio Vargas ­
Rio de Janeiro ­ 1998 ­ Organizadoras: Lúcia Hippólito e Ignez
Cordeiro de Freitas) ­ 172 pp. Il.
Em 9/4/1941, ao ensejo da criação da CSN ­
Companhia
Siderúrgica
Nacional,
Getúlio
Vargas,
o
presidente da República, nomeia Guilherme Guinle para
o cargo de presidente da CSN, que já demonstrava
ser grande empreendedor à frente da Cia. Docas de
Santos e do Banco Boavista. Rico, educado, magnânimo,
foi um dos construtores da riqueza nacional. Com a
saída de Guilherme Guinle, presidente da CSN para
ocupar o cargo de presidente do Banco do Brasil, em
7/11/1945, Raulino de Oliveira assume a CSN.

193 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

1945 ­ convergindo no mesmo cenário 3 ilustres
presidentes do Banco do Brasil (João Marques dos Reis,
Guilherme da Silveira e Guilherme Guinle) ­ assinala
a reorganização do serviço médico­cirúrgico que ampliou
diversos benefícios (clínicas médicas, serviços de laboratório,
assistência dentária na Direção Geral).
O mês de novembro/1945 marca o término de
2 gestões presidenciais no Banco do Brasil, ocorridas
em situações distintas: uma bastante longa (João Marques
dos Reis) e a outra bastante curta (Guilherme Guinle).
O dia 6 de novembro de 1945 é auspicioso
para o funcionário Antônio Luiz de Souza Mello, pois
ocupa, em caráter interino, o cargo de presidente do
Banco do Brasil. Nesse dia, dirige a reunião de Diretoria,
prestigiada pela presença do ex­presidente do BB [Galeria
de Presidentes do Banco do Brasil ­ 1854/2004 ­ Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
22/11/1945 ­ De volta à Presidência do Banco
do Brasil, Manoel Guilherme da Silveira Filho, antigo
presidente (11/9/1929 a 24/10/1930), destacado homem
na sociedade carioca, industrial, médico e desportista.
O nome do "Estádio de Futebol Moça Bonita"
ou "Estádio Guilherme da Silveira", sede do clube Bangu,
foi prestado em homenagem à família do presidente.
Em termos humanitários, ele pertence à grei dos
benfeitores do funcionalismo do BB, ao criar o Serviço
Médico, na 1ª gestão (11/9/1929 a 24/10/1930), antes
mesmo da criação, em 27/1/1944, da CASSI ­ Caixa de
Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Com a
aproximação crescente da CASSI junto ao BB, o Serviço
Médico foi desaparecendo. Atualmente não existe mais.

FERNANDO PINHEIRO

-

194

A

gestão
do
presidente
Guilherme
da
Silveira, no período de 24/11/1945 a 2/6/1949, teve a
participação dos seguintes diretores: Alberto de Castro
Menezes, Gudesteu de Sá Pires, Hamilcar José do Amaral
Beviláqua, Jorge de Toledo
Dodsworth,
José
Vieira
Machado, Pedro Demósthenes Rache, Vilobaldo Machado
de Souza Campos. Superintendente: Pedro de Mendonça
Lima [Almanaque do Pessoal ­ 1948] .
É bom salientar que a Empresa nunca
menosprezou os funcionários competentes que tiveram,
na vida particular, atividades artísticas e culturais e,
dentro do próprio Banco, manifestaram inteligência e
capacidade na comunicação oral e escrita com que
eram distinguidos em elevados cargos.
Dentre tantas outras ocorrências salutares,
salientamos um caso especial em que o reconhecimento
oficial veio registrado nas Anotações n°s 10.030 e 10.031,
que contém o RESOLVO [Ato de 5/1/1946] do presidente
Guilherme da Silveira.
Com o valor reconhecido do Banco do Brasil
que enalteceu os predicados de ordem moral e técnica
e os dotes intelectuais e culturais de José Arraes de
Alencar que publicou o Vocabulário Latino, o presidente no
despacho RESOLVO autorizou inscrever:
"... que durante a minha 1ª Presidência do Banco do Brasil
lhe confiei missões da mais alta relevância das quais se
desempenhou com honradez, proficiência e dedicação". (53)
(53) GUILHERME DA SILVEIRA, presidente do Banco do Brasil (11/9/1929
a 24/10/1930 ­ interino) e (22/11/1945 a 2/6/1949) ­ in Cópia da
fé­de­ofício de José Arraes de Alencar, patrono da Cadeira n° 21
da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil ­
Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

195 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Antes mesmo de ingressar no Banco do Brasil,
em 6/2/1918, na Agência de Ilhéus ­ BA, mediante
concurso realizado no Rio de Janeiro (600 candidatos
inscritos e 80 aprovados), José Arraes de Alencar era
gerente e co­redator do Jornal de Ilhéus e professor
particular do idioma francês ­ método Berlitz, lente do
Colégio Diocesano São José (1916/1917), na cidade de
Ilhéus [ALENCAR, 1975].
A carreira profissional de José Arraes de
Alencar (posse no BB: 6/2/1918, apos.: 19/4/1948) é bastante
auspiciosa, desde o início: contador, e gerente­instalador
da Agência Teresina ­ PI, depois removido para Natal,
Campina Grande; gerente da Agência de Manaus ­ AM
(1925/1927); gerente da Agência de Fortaleza (1927/1928);
gerente da Agência de São Luís ­ MA (1928/1930); gerente
da Agência do Recife (1930/1932); secretário de gabinete
(1930/1934) do diretor BB, Leonardo Truda; inspetor
(1934/1945); chefe do Departamento de Secretaria (17/7/1945
a 17/4/1948) [ALENCAR, 1975].
A

gestão
do
presidente
Guilherme
da
Silveira, no período de 24/11/1945 a 2/6/1949, teve a
participação dos seguintes diretores: Alberto de Castro
Menezes, Gudesteu de Sá Pires, Hamilcar José do Amaral
Beviláqua, Jorge de Toledo
Dodsworth,
José
Vieira
Machado, Pedro Demósthenes Rache, Vilobaldo Machado
de Souza Campos. Superintendente: Pedro de Mendonça
Lima [Almanaque do Pessoal ­ 1948] .
Em decorrência do crescimento do custo de
vida, nos idos de 1944, 1945, 1946, o Banco do Brasil,
mantendo o então elevado nível de padrão de vida dos
funcionários, com justiça peculiar da Diretoria e da
Presidência, concedeu
vários aumentos de remuneração
de salários.

FERNANDO PINHEIRO

-

196

Em 1946, com a entrada no poder do Governo
do general Eurico Dutra (31/1/1946 a 31/1/1951), o
ministro Gastão Vidigal, de imediato, viu-se defrontado
com o desafio em realizar, na área econômica, uma obra
de saneamento e recuperação. Em entrevista concedida,
ao Jornal do Commercio ­ edição 11/8/1946, divulgou os
propósitos para alcançar semelhante desiderato. Dentre os
quais, mencionamos: "estimular e amparar a produção,
na variedade de suas origens e formas, principalmente a
agricultura e a indústria."
No entanto, as classes produtoras não encontram
no
plano
econômico
uma
realização
que
viesse
concretizar seus anseios. O combate à inflação e a
expansão econômica eram os assuntos primordiais na
pauta do Governo.
Funcionário do Banco do Brasil, no período
22/7/1910 a 14/9/1931, Pedro Luís Corrêa e Castro, ministro
da Fazenda (22/10/1946 a 10/6/1949), apresentou ao
presidente da República um relatório relativo ao exercício
de 1946, no qual consta a elaboração de um plano
econômico-financeiro que recebeu, de imediato, aplausos
unânimes em todo o País.
A propósito, vale ressaltar a citação de eminentes
intelectuais:
o escritor Hélio Silva, autor da História da República Brasileira
(vol. 13, p. 29), ressalta que "esse planejamento
administrativo, conhecido como Plano SALTE, marcara
o início do mandato do presidente Eurico Dutra."
o embaixador Hugo Gouthier, na obra Presença (p. 77) ­
Editora Record ­ 1982, referindo­se ao citado Plano,
afirma: "... pela primeira vez na
nossa história,

197 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

pensava­se na solução programada dos
saúde, alimentação, transporte e energia."

problemas

de

A inauguração oficial da Usina de Volta Redonda
ocorreu, em 12 de outubro de 1946, com a presença
de Eurico Gaspar Dutra, presidente da República, e de
Edmundo de Macedo Soares e Silva, ministro da Viação e
Obras Públicas, Raulino de Oliveira, presidente da CSN.
Edmundo de Macedo Soares e Silva, ministro
da Indústria e Comércio (governo Costa e Silva), presta
um elogio a um funcionário do Banco do Brasil, um
dos antecessores de Edgardo Amorim Rêgo na GECAM ­
Gerência de Operações de Câmbio ­ Direção Geral:
"Meu chefe de gabinete foi José Fernandes de Luna,
burocrata, mas muito sério, muito competente; ele me
substituía quando eu viajava." (54)
A carreira de José Fernandes de Luna no
Banco do Brasil inicia­se em 31/3/1945 e começa a
adquirir destaque, em maio/1966, no cargo de chefe de
gabinete de Charles Pullen Hargreaves, diretor da Carteira
de Câmbio, que substituiu o diretor Luiz Biolchini. Nos
idos de 1971, com a saída de Eduardo de Castro Neiva,
gerente da GECAM para a gerência da Agência em
Londres, Luna
assumiu o cargo de gerente da
GECAM
durante o período 1971/1972, quando é substituído, em
1972, por Antônio Fragomeni.

(54) EDMUNDO DE MACEDO SOARES E SILVA ­ Um Construtor do
Nosso Tempo ­ Depoimento ao CPDOC ­ Fundação Getúlio Vargas
­ Lúcia Hippólito e Ignez Cordeiro de Farias (organizadoras) ­
Rio de Janeiro ­ Iarte Impressos de Arte, 1998 ­ p. 157.

FERNANDO PINHEIRO

-

198

O Banco do Brasil, desde 1937 na gestão de
Marques dos Reis, e antes da criação do abono de Natal
surgida na Lei n° 974, de 17/12/1949, já concedia aos
funcionários, em época natalina, o pagamento de salários
em dobro.
Esse cuidado em zelar pelo elevado padrão de
qualidade recrudesceu, com intensa força, em 8/10/1948,
na reunião de Diretoria ao instituir a licença-prêmio, pelo
prazo de 6 meses, assegurada ao servidor que tivesse
25 anos de serviços ininterruptos. A iniciativa partiu
do funcionário Hamilcar Beviláqua, em plena função
do cargo de diretor do Banco do Brasil, seguida por seus
pares da Diretoria, e aprovada pelo presidente Guilherme
da Silveira [Revista AABB ­ Rio].
Vale ressaltar outro benefício, na gestão de
Guilherme da Silveira: a aprovação na Assembleia Geral
Ordinária dos Acionistas, em 30/4/1947, do cálculo de
aposentadoria sobre o pagamento mensal resultante da
média dos proventos totais relativos ao triênio anterior
à data da aposentadoria aos funcionários com 50
anos de idade e 30 de serviços, no mínimo.
No 2° semestre/1941, o funcionário Nilo Medina
serve na Agência de Barretos ­ SP, e em 8/11/1945, a
Agência Aimorés ­ MG, sob o comando do gerente Nilo
Medina Coeli e do contador José Gaspar de Oliveira,
recebe a visita do inspetor Alcebíades França de Faria.
Vale assinalar as imagens custodiadas pela Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil:
Foto n° 9 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Barretos­SP ­ 2° semestre/
1941 ­ No 1° plano, de terno branco, o 2° da esquerda para a
direita, NILO MEDINA COELI (mais tarde, ele veio a ocupar
o cargo de presidente do Banco do Brasil ­ 20/7/1963 a
31/3/1964) ­ Retrato original p & b ­ 24 x 18 cm.

199 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Foto n° 10 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Aimorés­MG ­ 8/11/1945 ­
Da esquerda para a direita, sentados: ALCEBÍADES FRANÇA DE
FARIA, inspetor (mais tarde, presidente da Caixa de Previdência
dos Funcionários do Banco do Brasil ­ 19/3/1949 a 30/4/1952),
NILO MEDINA COELI, gerente (mais tarde, ele veio a ocupar
o
cargo de presidente do Banco do Brasil ­ 20/7/1963
a
31/3/1964), JOSÉ GASPAR DE OLIVEIRA, contador. De pé:
LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO, FABER ALVES DE ARAÚJO,
ALOÍSIO PAPINI GÓES, ABNER DE FREITAS COUTINHO,
DÉCIO DE FREITAS ROCHA, GABRIEL DOS REIS JUNQUEIRA
e RUY DO NASCIMENTO. ­ Retrato original p & b ­ 24 x 18 cm
­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do
Brasil.

Como
prova
documental
(retrato/imagem),
podemos salientar a presença de advogado, na década de
40, trabalhando em agência do Banco do Brasil, antes
mesmo que fosse criada, em décadas posteriores, a
Assessoria Jurídica Regional em todo o território nacional.
Em Barretos ­ SP, Waldemar Balalai de Carvalho, advogado
do BB, Nilo Medina Coeli, chefe­de­serviço ­ CREAI, Cid
Ney de Araujo Bretas, contador e Atílio Pisa, gerente, entre
outros.
Nessa década, Carlos Luiz Bandeira Stampa,
advogado do Banco do Brasil (8/9/1945 a 11/2/1948), presta
relevantes serviços a CAMOB ­ Caixa de Mobilização
Bancária e a SUMOC ­ Superintendência da Moeda e do
Crédito. Posteriormente, ele iria se notabilizar como juiz
e presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro [Revista AABB ­ Rio].
Foto n° 12 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Santa Cruz do Rio Pardo­SP
­ 2° semestre/1946 ­ Retrato em grupo ­ No 1° plano, o
2° da esquerda para a direita, de lenço branco no paletó,
ROMEU RIBAS ESTEVES, e o 3°, na mesma ordem, NILO
MEDINA COELI, gerente da Agência (mais tarde, ele veio a
ocupar o cargo de presidente do Banco do Brasil, 20/7/1963
a 31/3/1964). De pé, o 6° da esquerda para a direita,
MÁRIO LÚCIO CORREA. ­ p & b ­ 17 cm x 12 cm. Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

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200

À disposição do Itamarati, a pedido do ministro
Leão Veloso, o funcionário Olinto Pinto Machado, nos
idos de 1945/1946, integra a delegação do Brasil junto
ao Comitê Executivo da ONU [Revista AABB ­ Rio ­ 1945].
Nos idos de 1948, a chefia de gabinete do
diretor da SUMOC é ocupada por Alfredo Lopes da Costa
Moreira [Revista AABB ­ Rio ­ 1948].
A Agência Metr. Botafogo, instalada, inicialmente,
na Rua Voluntários da Pátria, 449, foi inaugurada, em
26/2/1948, com a presença do presidente Guilherme da
Silveira que se fazia acompanhar de Aluízio Fragoso de
Lima Campos, chefe do gabinete da Presidência, Pedro
Mendonça Lima, superintendente, e Edgard Rumann
Soares, chefe da IAMET ­ Inspetoria de Agências
Metropolitanas [Revista AABB ­ Rio ­ 1948].
Ao ato de inauguração estavam ainda presentes
Arthur Veras, gerente (posse no BB: 12/7/1923 ­ apos.:
25/8/1953); Mário Pereira das Neves, contador (posse no
BB: 1/9/1932, apos.: 10/10/1962), e os executivos lotados em
diversas áreas da Empresa: José Toledo Lanzarotti, José
Bonifácio Gomes de Castro, Francisco Vieira de Alencar,
João Cândido de Andrade Dantas, entre outros [Revista
AABB ­ Rio ­ 1948].
Em março/1948, o presidente do Banco do
Brasil prestigiou a inauguração da Agência Metr. Tijuca,
no Distrito Federal, sob a direção de Aníbal Alexandrino
do
Amaral
Beviláqua,
gerente,
e
de
Mário
Bento
Castanheira,
contador.
A
jurisdição
da
Agência
se
estendia até o Largo da 2ª Feira, o Alto da Boa Vista,
abrangendo ainda as cercanias do Engenho de Dentro
[Revista AABB ­ Rio ­ 1948].

201 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Nos idos de 1948, o Banco do Brasil cria a
"Seção de Custódias", oriunda do setor denominado
"Cofre" que integrava a "Seção de Valores e Procurações".
Desde 1936, o depósito de títulos e valores, sob custódia,
já existia [Revista AABB ­ Rio ­ 1948].
Nesse ano, o Banco do Brasil promove a
apresentação da palestra "A influência do dólar na nossa
civilização", de Ruben Meyer (posse no BB: 31/8/1933 ­
apos.: 13/1/1964), proferida na Agência de São Paulo.
A mesa dos trabalhos foi presidida por João Pacheco
Fernandes, inspetor-geral em São Paulo [Revista AABB ­
Rio ­ 1948].
Nesse mesmo local da capital paulista
(Rua Álvares Penteado, 112), em 17/4/2001, é instalado o
Centro Cultural Banco do Brasil ­ São Paulo.
Em outro evento da época, na Biblioteca Municipal
de São Paulo, Delton de Mattos da Silva, funcionário do
Banco do Brasil (posse: 22/3/1944 ­ apos.: 1/1/1961), lotado
naquela agência, profere a conferência "A poesia de
Olavo Bilac". À frente da mesa, presidida pelo inspetorgeral do BB, havia um buquê de rosas vermelhas e um
cartão: "Um jardim que inspirou Bilac homenageia a
reunião desta tarde." [Revista AABB ­ Rio ­ 1948].
dos
1948:

Imagens/retratos que engrandecem a cultura
funcionários do Banco do Brasil, nos idos de

Foto n° 119 ­ PALÁCIO DO CATETE ­ Rio de Janeiro ­ 1948 ­ Ao
centro AFONSO PENNA JÚNIOR, consultor jurídico da SUMOC ­
Superintendência da Moeda e do Crédito (1948/1951) é recebido
pelo marechal EURICO GASPAR DUTRA, presidente da República.
Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Afonso Penna Júnior, ministro de Estado da Justiça (1925/1926),
diretor da Carteira de Liquidações do Banco do Brasil (1930/1931),
consultor jurídico do Banco do Brasil (1932/1937).

FERNANDO PINHEIRO

-

202

Foto n° 120 ­ MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO ­ Rio de Janeiro ­ DF ­
12/4/1948 ­ AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO, advogado do
Banco do Brasil, licenciado para exercer o cargo de deputado
federal, profere a conferência As

origens

do Constitucionalismo

Brasileiro.
Foto

n° 121 ­ MINISTÉRIO DA FAZENDA ­ 28/9/1948 ­ Diante do
microfone, OVÍDIO XAVIER DE ABREU, solteiro, funcionário
do Banco do Brasil, profere o discurso de posse no cargo de
ministro da Fazenda (interino).

Foto n° 122 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência de São Paulo ­ SP ­
2° semestre/1948 ­ Retrato em grupo ­ Em pé, de terno listrado,
RUBEN MEYER profere a palestra Influência do dólar na nossa
civilização, diante da
PACHECO FERNANDES.

Mesa

presidida

pelo

inspetor

JOÃO

Foto n° 123 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Santa Cruz do Rio Pardo­
SP ­ 1948 ­ No 1° plano, o 5° da esquerda para a direita, de
terno branco, NILO MEDINA COELI (mais tarde, ele veio a
ocupar o cargo de presidente do Banco do Brasil (20/7/1963 a
31/3/1964) ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil.

Em janeiro/1949, o escritor Mello Nóbrega
(Humberto Galiano de Mello Nóbrega) é designado inspetor
do Banco do Brasil, atuando na 14ª Zona de Inspeção.
Naquele ano, era membro da Comissão de Estudos
Econômicos do Senado Federal. Eram decorridos 10 anos
que ele tinha recebido premiação na Academia Brasileira
de Letras pela publicação da obra Olavo Bilac (crítica) ­
1939, láurea compartilhada com Cecília Meireles (poesia)
[Revista AABB ­ Rio].
Na 2ª gestão do presidente Manoel Guilherme
da Silveira (24/11/1945 a 2/6/1949), o Banco do Brasil
continuava acumulando funções delegadas pela União.
O escritor Cláudio Pacheco menciona essa observação:

203 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"Em 1949, foi assinalada a preponderância das
operações do Banco que se relacionavam com o governo
federal, dentro de um verdadeiro molde de Banco oficial.
As atribuições que o governo confiara ao Banco, a que
temos foram nesse ano assim relacionados: ­ agente
financeiro da União (recolhimento das receitas, abertura
de créditos e movimento de fundos por todo o território
nacional); ­ execução e controle, por conta do Governo
Federal, das operações de câmbio em todo o País; ­
controle das exportações e importações; mediante o serviço
de licença prévia; ­ operações de redesconto bancário; ­
agente financeiro da Caixa de Mobilização Bancária, que
tem por finalidade proporcionar empréstimos especiais a
Bancos cujos encaixes tenham caído de nível, em virtude de
anormais retiradas de depósitos; ­ fiscalização bancária, no
que respeita a operações de câmbio; controle e liquidação
de bens de súditos dos países que estiveram em guerra
com o Brasil; ­ compra de ouro (20% da produção das
minas nacionais); ­ operações especializadas de assistência
ao comércio exportador e importador; ­ operações
especializadas de crédito agrícola, pecuário e industrial; ­
operações de defesa de mercados de produtos agrícolas".
(55)

Pela segunda vez na Presidência do Banco do
Brasil, desde 22/11/1945, Guilherme da Silveira despede-se
do cargo de presidente, em
02 de junho de 1949,
para assumir o de ministro da Fazenda (1949/1951),
substituído, interinamente, por Pedro de Mendonça Lima
(2/6/1949 a 29/7/1949), diretor que permaneceu no cargo
na gestão do presidente Ovídio Xavier de Abreu.

(55) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. V ­
p. 186 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

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204

Nesse ano, o cargo de superintendente do Banco
do Brasil era exercido pelo funcionário Francisco Seráfico
de Souza [Iconografia: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].
Entrar para o Banco do Brasil, àquela época,
era bastante promissor. Vejamos um exemplo: em 3/3/1949,
ingressa no BB, mediante aprovação de concurso, Múcio
Teixeira, afastando-se da honrosa carreira militar, onde
ocupava o posto de tenente-coronel da Polícia Militar do
Estado de Goiás. No período de 7/11/1961 a 19/3/1963,
exerce o cargo de diretor da Carteira Agrícola e Industrial.
Vale mencionar, a seguir, o depoimento prestado,
em 14/10/2009, em nosso gabinete na Presidência da
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil,
por Wesley Gomes Teixeira (posse no BB: 9/11/1961, apos.:
30/6/1989) que trabalhou, em 1969/1975, no gabinete do
diretor Mário Pacini.
Em
mudança
política
que
se
refletiu
na
Empresa, o funcionário Múcio Teixeira, após a saída
da Diretoria, continuou servindo à Empresa, no posto
efetivo no subsolo da Agência Central ­ Brasília­DF, por
breve período de tempo e, a convite do governador Mauro
Borges (1961/1964), assume o cargo de diretor­secretário
do Banco do Estado de Goiás. Na década de 70, preside
uma empresa de mineração, e no governo Ary Valadão
(15/3/1979 a 15/3/1983), exerce a chefia do Gabinete Civil
da Governadoria do Estado de Goiás [TEIXEIRA, 2009].
Servir ao Banco do Brasil é uma grande honra,
em qualquer circunstância: no cargo de diretor ou mesmo
sem cargo algum, com a mesma capacidade de sempre.
Isto aconteceu também com inúmeros funcionários que
exerceram cargos comissionados e, por circunstâncias

205 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

diversas, foram obrigados a trabalhar em outros subsolos,
sem perder a dignidade, sempre presente.
No
período
de
2/6/1949
a
29/7/1949,
o
funcionário Pedro de Mendonça Lima exerce o cargo de
presidente do Banco do Brasil, em caráter interino, e
nomeia Herculano Marcos Borges da Fonseca, advogado
letra "A", secretário particular do presidente do BB e
Raymundo Theodoro Alves de Oliveira, chefe de gabinete
da Presidência (posse no BB: 19/1/1924, apos. 20/8/1956)
que foi sucedido por Octávio de Castro Rodrigues (posse
no BB: 14/11/1922, apos. 7/5/1953) [Revista AABB ­ 1949].
Em agosto do mesmo ano, com a mudança
de presidente do Banco do Brasil, Herculano Borges da
Fonseca retoma o cargo de assessor técnico da SUMOC ­
Superintendência da Moeda e do Crédito, época em
que ele estimula a ida de muitos funcionários ao
exterior, a fim de receberem especializações em áreas
técnicas, dentre os quais destacamos Ernane Galvêas.
Nos idos de 1950, Borges da Fonseca, ei­lo
em Washington, DC, exercendo as funções de diretor­
executivo
substituto
do
FMI,
durante
seis
meses,
alternando com o diretor efetivo Octávio Paranaguá,
brasileiro, radicado àquela época, nos Estados Unidos.
Para gáudio nosso, o escritor Herculano Borges
da Fonseca é o presidente­fundador da Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, ocasião em
que ele era o presidente da CVM ­ Comissão de Valores
Mobiliários.
Vale assinalar os funcionários que exerceram, na
quarta década do século XX, cargos comissionados nas
agências [Revista AABB ­ Rio ­ 1935 a 1966; Almanaque do
Pessoal ­ 1964]:

FERNANDO PINHEIRO

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206

Bauru ­ SP ­ 1941 ­ Renato Werneck de Almeida Avellar,
advogado, Audifax Borges de Aguiar, inspetor, Júlio
Rodrigues Nóbrega, gerente, Adolpho Camargo Lima Júnior,
contador.
Campina Grande ­ PB ­ 1940 ­ José Nunes Barros (posse no BB:
24/6/1927, apos. 1/8/1957), Antônio Pinto Coelho (posse no
BB: 21/11/1919, apos. 23/4/1950), Wenceslau Lima da
Fonseca (posse no BB: 13/6/1916, falec. 14/5/1951), Hélio
Cunha (posse no BB: 10/9/1926, falec. 25/11/1955), Jair
Gurgel do Amaral (posse no BB: 13/8/1934, apos. 18/5/1964),
Nazareno Sposito (posse no BB: 10/6/1927, exon. 20/2/1948).
Canavieiras ­ BA ­ 1941 ­ Adocival Alves, gerente do Banco do
Brasil (1941/1944).
Campos ­ RJ ­ 1941 ­ Aguinaldo Florêncio, contador (posse
no BB:17/5/1927, falec. 20/3/1963) desligado da Agência
para exercer o cargo de secretário­de­gabinete do diretor
Vilobaldo de Souza Campos.
Campos ­ RJ ­ 1942 ­ Augusto Eduardo Roxo Pereira, gerente,
transferido, no mesmo cargo, para a Agência de Belém ­ PA.
Glória ­ Metr. RJ ­ 1942 ­ Renato de Abreu, contador (posse
no BB: 12/8/1925, apos. 8/3/19662), José Toledo Lanzarotti,
gerente.
Barretos ­ SP ­ 1944 ­ Nilo Medina Coeli, chefe­de­serviço
(Creai), Cid Ney de Araújo Bretas, contador, Attílio Pisa,
gerente, Waldemar Balalai, advogado.
Passo Fundo ­ RS ­ 1944 ­ Odalgiro Gomes Corrêa, advogado,
Waldemar Ângelo do Amaral, gerente, Fernando Drummond
Cadaval, inspetor de câmbio, Arno Jaguaribe de Oliveira,
contador.

207 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Saúde ­ Metr. RJ ­ novembro/1944, localizada na Rua Livramento,
63, Eugênio Guardiola Velloso, gerente­instalador (posse
no BB: 21/5/1925, apos. 18/9/1959).
Santo Ângelo ­ RS ­ 1946 ­ Ruy Camillo Ruas, chefe­de­serviço
(em 1954, contador da Agência Tupanciretã­RS, em 1964,
inspetor, Antônio Cruz Saldanha (em 1954, gerente da
Agência Passo Fundo­RS, em 1964, membro da comissão
COINQ), Kanitar do Espírito Santo, inspetor (em 1954,
delegado da SUMOC no Rio Grande do Rio Grande do Sul,
apos.: 1/2/1962), Luiz Natali, contador (em 1954, gerente
da Agência Ituverava ­ SP).
Três Corações ­ MG ­ 1946 ­ Orozimbo Pinto Monteiro,
Adalberto Baena Nogueira, administradores.
Aquidauana ­ MS ­ 1947 ­ Rubem Costa, contador, Lafayete
Vale, inspetor, Alcindo Leite Pereira.
Barbacena ­ MG ­ 1947 ­ Edgard de Brito Pontes, gerente
(posse no BB: 3/10/1933). Nos idos de 1964, inspetor.
Belém ­ PA ­ 1947 ­ Ruy Mário de Medeiros, contador (posse
no BB: 6/8/1923, falec. 17/9/1955).
Castro Alves ­ BA ­ 1947 ­ Elival Oliveira, contador (posse
no BB: 26/9/1940). Nos idos de 1964, gerente da Agência
Montes Claros ­ MG.
Itapira ­ SP ­ 1947 ­ José Felisatti, gerente (posse no BB:
22/8/1934). Nos idos de 1964, gerente­adjunto da
Agência São Paulo ­ Centro ­ SP.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1947 ­ Miguel José Martins, gerente (posse
no BB: 17/10/1927, apos. 15/6/1964).
Piracicaba ­ SP ­ 1947 ­ David Antunes (posse no BB:
12/6/1916, apos. 1/8/1947), Carlos Neves de Carvalho
(em 1957, subgerente da Agência Centro ­ São Paulo),
Alexandre Valvano, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

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208

Ubaitaba ­ BA ­ 1947 ­ Arthur Vieira de Araújo, gerente (posse
no BB: 19/11/1936), nos idos de 1964, inspetor.
Araguari ­ MG ­ 1948 ­ Murilo do Carmo Barbosa, contador.
Botafogo ­ Metr. RJ ­ 25/2/1948 ­ Mário Pereira das Neves,
subgerente (posse no BB: 1/9/1932, apos. 10/10/1962).
Fortaleza ­ CE ­ 1948 ­ José Bonifácio de Sousa, contador.
Pirajuí ­ SP ­ 1948 ­ João de Amorim Rêgo, contador (posse
no BB: 12/10/1933, apos. 14/10/1963).
São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1948 ­ Alcides da Costa
Guimarães, gerente, João Pacheco Fernandes, inspetor.
Senhor do Bonfim ­ BA ­ 1948 ­ Oswaldo Lopes do Nascimento,
gerente.
Vacaria ­ RS ­ 1948 ­ Sebastião Antônio de Araújo, gerente.
Varginha ­ MG ­ 1948 ­ Gualter Otaviano Ferreira, gerente,
Adroaldo da Costa Pinheiro, inspetor, Fausto Gwyer de
Azevedo, advogado, Eliezer Miranda da Silva, contador.
Agência Central ­ DF ­ 1949 ­ Alcides da Costa Guimarães,
gerente, Luiz Pedro Gomes, subgerente, Raul Howat
Rodrigues, contador, Raul Varady, subcontador.
Aimorés ­ MG ­ 1949 ­ José de Mello Messias, Lyzardo
Rodrigues, gerentes (ocasiões distintas).
Alegrete ­ RS ­ 1949 ­ Alberto Xavier, advogado.
Alfenas ­ MG ­ 1949 ­ Carlos de Menezes Ferreira, contador,
Arnaldo Ferraz Graça, gerente.
Amargosa ­ BA ­ 1949 ­ David Trindade, gerente.
Aquidauana ­ MS ­ 1949 ­ Raul Santos Costa, Ewaldo Teixeira
Paes de Barros, contadores (ocasiões distintas).

209 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Aracaju ­ SE ­ 1949 ­ Napoleão Coura Cavalcante, contador,
Arnaldo Coelho Messeder, gerente, José Antônio de
Mendonça Filho, chefe­de­serviço.
Araçuaí ­ MG ­ 1949 ­ Odorico David de Arruda, gerente,
Elly Mesquita Velloso, contador.
Araraquara ­ SP ­ 1949 ­ Orandyr Braga Martins, contador.
Araxá ­ MG ­ 1949 ­ Márcio Monteiro (posse no BB: 21/12/1939),
contador, Martiniano Mavignier de Araújo, gerente.
Arcoverde ­ PE ­ 1949 ­ Valfredo Pereira da Silva, contador.
Assis ­ SP ­ 1949 ­ Docandy Martins Vieira, contador.
Assu ­ RN ­ 1949 ­ Urbano Baptista Brandão, gerente.
Bandeira ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Aramis Dias, gerente.
Belém ­ PA ­ 1949 ­ Orlandino Baltazar do Couto, gerente.
Bicas ­ MG ­ 1949 ­ Fernando Domingues da Silva, gerente,
Nelson Farias Machado, contador.
Boa Vista ­ RR ­ 1949 ­ Edmonson Fernandes de Negreiros,
contador, Hermes Gomes Barbosa, gerente.
Botucatu ­ SP ­ 1949 ­ Antônio Cabral Dória, advogado.
Buriti Alegre ­ GO ­ 1949 ­ Mauro de Faria Merheb, contador.
Caetité ­ BA ­ 1949 ­ Silvério Corveiro, contador.
Cajazeiras ­ PB ­ 1949 ­ Natanias Ribeiro von Sohsten, contador,
Vital Soares Pinheiro Joffili, gerente.
Campina Grande ­ PB ­ 1949 ­ Saul Ildefonso de Azevedo,
contador, Gutemberg Peixoto de Arruda, inspetor da Creai;
Euclides de Arruda Matos, inspetor da 4ª Zona, Floriano
Amaro de Araújo Góes, gerente.
Campo Grande ­ MS ­ 1949 ­ Mário Brizola Ferreira, gerente.
Canavieiras ­ BA ­ 1949 ­ Emerson Cunha de Magalhães, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

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210

Carlos Chagas ­ MG ­ 1949 ­ Heinz Van Den Bylaardt, contador.
Caruaru ­ PE ­ 1949 ­ José Maria Mendez, contador.
Catanduva ­ SP ­ 1949 ­ José Vieira de Mattos, gerente.
Caxias ­ MA ­ outubro/1949 ­ José de Ribamar da Nóbrega
Galiza, gerente.
Copacabana ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Paulo Pinto da Silva, gerente.
Cruz Alta ­ RS ­ 1949 ­ Edgard Christiano Volkmann, gerente,
Francisco de Paula Guedes Filho, inspetor, Alberto Penno,
contador.
Cruzeiro do Sul ­ AC ­ 1949 ­ José de Oliveira e Silva, gerente,
Ruy de Oliveira Pantoja, contador.
Curvelo ­ MG ­ 1949 ­ Antônio Gonçalves Malheiros Sobrinho,
gerente.
Dom Pedrito ­ RS ­ 1949 ­ Sendálio Ávila Farias, contador.
Dores do Indaiá ­ MG ­ 1949 ­ Ary Carvalho, gerente (posse
no BB: 27/10/1938), Mário Dulce Lyra, contador.
Erechim ­ RS ­ 1949 ­ Alberto Braz Ventura, gerente, José Pedro
Gil, inspetor da 28ª Zona, Oswaldo Emílio Buss, contador.
Floriano ­ PI ­ 1949 ­ Gerardo Pinto da Frota, contador.
Formiga ­ MG ­ 1949 ­ Samuel Correa Borges Júnior, contador.
Fortaleza ­ CE ­ 1949 ­ Aristides Moreira Alves de Barcellos,
gerente.
Goiás ­ GO ­ 1949 ­ Geraldo de Magela Cerqueira, contador,
Raul Santos Costa, gerente.
Guarabira ­ PB ­ 1949 ­ José Vieira Lessa, gerente, Arnaldo
Carneiro Simões da Motta, contador.
Guaratinga ­ BA ­ 1949 ­ Alberto Fernandes, contador, Geraldo
de Magela Cerqueira, contador (ocasiões distintas).

211 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Iguatu ­ CE ­ 1949 ­ Oscar Olímpio de Araújo, Jairo Jucá,
contadores (ocasiões distintas), Luzimar Teixeira de Oliveira,
gerente, Euclides de Arruda Mattos, inspetor da 4ª Zona.
Ilhéus ­ BA ­ 1949 ­ Ezequiel Pondé, gerente (posse no BB:
1/10/1912, falec.: 26/3/1958). Na década de 50, inspetor
da Agência Central ­ Rio de Janeiro.
Itambé ­ BA ­ 1949 ­ Oscar Palma Lima, gerente, Nilo Targino
Teixeira, contador.
Itapetininga ­ SP ­ 1949 ­ José Zancul, gerente.
Ituverava ­ SP ­ 1949 ­ Luiz Natali, contador, Sylvio de Oliveira
Fausto, inspetor, Cândido Máximo Balieiro Júnior, gerente.
Jacarezinho ­ PR ­ 1949 ­ Arnésio Falcão Câmara, gerente,
Moacyr Prestes, contador.
Jacobina ­ BA ­ 1949 ­ João Pedro Callado, gerente, Aurélio
de Azevedo Valente, inspetor, Luiz Osório Roiz Nogueira
Filho, contador, Antônio Augusto de Lima, contador
(ocasiões distintas).
Jaguarão ­ RS ­ 1949 ­ Hermes Gonçalves, gerente, Manoel José
Ferreira, contador (posse no BB: 16/10/1940).
Januária ­ MG ­ 1949 ­ Carlos de Menezes Ferreira, Deise
Sarubbi Ardissone, contadores (ocasiões distintas), Francisco
Barbosa Cursino, gerente.
Jequié ­ BA ­ 1949 ­ Anibal Ferreira Brito, gerente.
Joaçaba ­ SC ­ 1949 ­ Joaquim Gonçalves Bragança, gerente,
José Pedro Gil, inspetor, Azor Gomes de Almeida, contador,
Luiz de Souza Sampaio da Silveira, contador (épocas
distintas).
Joinville ­ SC ­ 1949 ­ José Antônio Navarro Lins, contador.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1949 ­ Fernando Xavier de Mello, contador.

FERNANDO PINHEIRO

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212

Lajeado ­ RS ­ 1949 ­ Nilo Wolffenbuttel, contador, Paulo de
Oliveira Leitão, gerente.
Lençóis ­ BA ­ 1949 ­ Jaime Soares Boaventura, gerente.
Limoeiro ­ PE ­ 1949 ­ Jurandyr Velloso Dias dos Santos,
gerente, Virgínio Marques Cabral de Melo, contador.
Lins ­ SP ­ 1949 ­ Nilo Medina Coeli, contador (a partir de
setembro/1949), José Soares Batitucci, gerente.
Lucélia ­ SP ­ 1949 ­ Eitel Gehre, contador.
Luzilândia ­ PI ­ 1949 ­ Walter Ferreira Dourado, gerente.
Camaquã ­ RS ­ 1949 ­ Murillo Maia Mendonça, gerente.
Macapá ­ AP ­ 1949 ­ Orlando Nina Ferro, contador.
Maceió ­ AL ­ 1949 ­ Oscar Rodrigues ­ 8/11/1920, contador.
Madureira ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Nodgy de França Andrade, gerente.
Mafra ­ SC ­ 1949 ­ Omar Gomes, contador.
Manaus ­ AM ­ 1949 ­ Eurico de Alencar Araripe, gerente,
João Brasil de Mesquita, gerente (ocasiões distintas), Moisés
Augusto Santa Maria, contador.
Marabá ­ PA ­ 1949 ­ Aldir Antunes de Freitas, contador.
Maracaju ­ MS ­ 1949 ­ Niemy Alvarenga, Agnaldo de Oliveira,
contadores (ocasiões distintas).
Marília ­ SP ­ 1949 ­ Aldir Antunes de Freitas, contador,
Eduardo Victório Malachine, gerente.
Matão ­ SP ­ 1949 ­ José Alcalde Erguy, contador.
Méier ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Edgard Seráfico de Souza, gerente.
Mimoso do Sul ­ ES ­ 1949 ­ José Andrade de Souza, gerente.
Mirassol ­ SP ­ 1949 ­ Isnard da Silva Mello, gerente.
Monte Aprazível ­ SP ­ 1949 ­ Jofre Franco Bicalho, contador.

213 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Montes Claros ­ MG ­ 1949 ­ Paulo Duarte Pereira, gerente.
Mundo Novo ­ BA ­ 1949 ­ Luiz Osório Rodrigues Nogueira
Filho, gerente.
Natal ­ RN ­ 1949 ­ Felipe Nery de Andrade, contador,
Theophilo Almeida Baptista de Carvalho, gerente.
Nazaré ­ BA ­ 1949 ­ Djalma Lima Ribeiro, contador.
Niterói ­ RJ ­ 1949 ­ Raymundo Cassemiro, gerente.
Nova Granada ­ SP ­ 1949 ­ Benedicto Paulo Pacheco de
Almeida, gerente.
Olímpia ­ SP ­ 1949 ­ Núncio Montingelli, contador.
Orlândia ­ SP ­ 1949 ­ Narcizo Freire Lima, gerente.
Palmeira dos Índios ­ AL ­ 1949 ­ Arthur da Silva Leandro, gerente.
Patos de Minas ­ MG ­ 1949 ­ Paulo Alvim da Silva, gerente,
João Miserani de Carvalho, contador.
Piracuruca ­ PI ­ 1949 ­ Waldemar Soares de Oliveira, gerente,
João Casado Lima, contador.
Piraju ­ SP ­ 1949 ­ Benedito Pio da Silva, contador.
Pirassununga ­ SP ­ 1949 ­ Mário C. D´Elia, gerente.
Piripiri ­ PI ­ 1949 ­ José Baima, gerente.
Ponta Grossa ­ PR ­ 1949 ­ Quintiliano Pedroso, gerente.
Porto Alegre ­RS ­ 1949 ­ José Rodrigues de Almeida Neto, gerente.
Porto Velho ­ RO ­ 1949 ­ Geraldo de Souza ­ 3/3/1938, gerente
Cândido Honório Ferreira, gerente (épocas distintas).
Promissão ­ SP ­ 1949 ­ Waldomiro Machado d´Antonio, contador.
Ramos ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Marcelino Firmino Pinto, gerente.
Resende ­ RJ ­ 1949 ­ Walter Amaral de Almeida, contador.

FERNANDO PINHEIRO

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214

Ribeirão Bonito ­ SP ­ 1949 ­ Benedicto da Costa e Silva, contador.
Rio Branco ­ AC ­ 1949 ­ Fernando de Abreu Rebelo, contador.
Rio Verde ­ GO ­ 1949 ­ Henry Alvarenga, contador, Jaques
de Oliveira Rocha, gerente.
Saúde ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Eugênio Guardiola Veloso, gerente.
Salvador ­ BA ­ 1949 ­ Abelardo Gomes Parente, gerente,
Sérgio Teixeira Goes, contador.
Santarém ­ PA ­ 1949 ­ Antônio Augusto de Lima, contador,
João Leão Neto, contador (ocasiões distintas).
Santo Anastácio ­ SP ­ 1949 ­ João Franco Arcos, contador.
Santos ­ SP ­ 1949 ­ Cândido de Azeredo Filho, gerente, José
Antônio de Menezes, contador, Newton Nora Carrijo,
encarregado da Fiscalização Bancária em Santos.
São Cristovão ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Armando Simões de Castro,
gerente, José Toledo Lanzarotti, inspetor, Alberto Victor
de Magalhães Fonseca, contador, Ivo Barroso, chefe­de­
serviço.
São João da Boa Vista ­ SP ­ 1949 ­ Fábio Pacheco Fernandes,
gerente.
São José do Rio Pardo ­ SP ­ 1949 ­ Beda Siqueira, gerente,
José Antônio Perrela, gerente (ocasiões distintas), Geraldo
Aleixo de Oliveira, contador.
São Luís ­ MA ­ 1949 ­ Sebastião Albuquerque Vasconcelos,
contador.
São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1949 ­ Adão Pereira de
Freitas, gerente, Renato de Abreu (posse no BB: 12/8/1925),
contador
Senador Pompeu ­ CE ­ 1949 ­ Nilo Gomes Rolim, contador,
Euclides de Arruda Matos, inspetor, Reginaldo Ramos
Varandas de Carvalho, gerente.

215 -

Serra

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Talhada ­ PE ­ 1949 ­ Lucínio de
Antônio Jacome de Araújo, contador.

Oliveira,

gerente,

Teófilo Otoni ­ MG ­ 1949 ­ Walter Blank, contador, Hermilo
Chrispim Vieira, gerente.
Teresina ­ PI ­ 1949 ­ Adolpho Costa Basílio da Silva, João
Batista Pinheiro, gerentes (ocasiões distintas), Lucimar
Ferreira Sobral, contador.
Tijuca ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Eraldo Seráphico de Souza, gerente.
Tiradentes ­ Metr. RJ ­ 1949 ­ Antônio Arraes de Alencar, gerente.
Três Corações ­ MG ­ 1949 ­ Orozinho P. Monteiro Esteves,
gerente, Orlando Franco da Silva, contador.
Ubaitaba ­ BA ­ 1949 ­ Humberto Celso
Emerson Cunha de Magalhães, gerente.

Aranha,

contador,

Uberlândia ­ MG ­ 1949 ­ Pedro dos Santos, gerente, José Leite
da Silva, contador.
União ­ PI ­ 1949 ­ Antônio Castelo Branco da Cruz, gerente,
Manoel Pereira Sobrinho, contador.
União dos Palmares ­ AL ­ 1949 ­ José de Souza Lima,
contador (posse no BB: 28/12/1939).
Uruguaiana ­ RS ­ 1949 ­ Dirceu Cachapus de Medeiros,
advogado.
Vacaria ­ RS ­ 1949 ­ Sebastião Antônio de Araújo, gerente,
Walter Ennes, contador.
Volta Redonda ­ MG ­ 1949 ­ José Pedro de Abreu e Lima
Filho, gerente, Nelson de Veras Alcântara, contador.

FERNANDO PINHEIRO

-

216

CAPÍTULO 3
O funcionário Ovídio Xavier de Abreu preside os
destinos do Banco do Brasil (29/7/1949 a 18/12/1950).
Aspectos da economia no governo Gaspar Dutra. A
interinidade do presidente Jorge de Toledo Dodsworth.
Executivos do BB exercem atividades intelectuais. A Caixa
de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, nos
idos de 1949, sob o comando de Alcebíades França de Faria,
inicia fase progressista.

Na

presença de Guilherme da Silveira Filho,
ministro da Fazenda e dos diretores Marino Machado de
Oliveira (Carteira Agrícola e Industrial), Pedro de Mendonça
Lima (Carteira de Redescontos) e José Vieira Machado
(SUMOC), Ovídio Xavier de Abreu, em 23 de julho de
1949, toma posse no cargo de presidente do Banco do
Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].

217 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Integravam ainda aquela Diretoria do Banco
do Brasil, durante o período de 29/7/1949 a 18/12/1950,
os seguintes diretores: Alberto de Castro Menezes, Anápio
Gomes, Jorge de Toledo Dodsworth, José Braz Pereira
Gomes e Walther Moreira Salles. Superintendente: Ayres
Pinto de Miranda Montenegro [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
Nos idos de 1949, Paulo Aderbal Alves Mor,
é nomeado advogado da SUMOC ­ Superintendência da
Moeda e do Crédito e Orlando Tomaso Gélio, chefe­de­
gabinete da Presidência do Banco do Brasil, é sucedido
por Randolfo Xavier de Abreu [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
Em fevereiro/1950, Carlos Neves de Carvalho é
nomeado inspetor (5ª Zona ­ Belo Horizonte ­ MG, sede),
Demósthenes Alves de Brito, advogado do Banco do Brasil
(Caruaru ­ PE, sede). Nesse ano, Carlos Paiva de Azevedo
assumiu o cargo de inspetor 2ª Zona que abrangia a
FIBAN ­ Fiscalização Bancária [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Em 28/4/1950,
a
Agência
Uberaba
­
MG
é inspecionada por Antônio Dias dos Santos Jr., inspetor
da CREAI. O gerente Nilo Medina Coeli, era auxiliado
pelos funcionários comissionados: Hercílio Martins da
Silveira, contador; João Rodrigues de Andrade, Lund Maia,
chefes­de­serviço, Nelson Gorgulho Nogueira, nomeado
gerente da Agência Barbacena; Francisco Natal Machado,
Heitor Sivieri Neto, ajudantes­de­serviço, Iberê Rodrigues
da Cunha, e João Rodrigues da Cunha, advogados.
Iconografia: retratos originais em custódia da Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
É primavera no Rio de Janeiro.
À noite do dia 28/9/1950, nos salões luxuosos
do Jockey Club Brasileiro, Ovídio Xavier de Abreu,
presidente do Banco do Brasil, jovem e solteiro, virgem no

FERNANDO PINHEIRO

-

218

signo e na alma, sem sombras, do mesmo porte físico
do elegante ator Joseph Cotten (1905/1994), da Warner
Bros., abençoado por Deus, com boa aparência, charme,
inteligência rutilante e luminosa, depois de ter exercido,
com êxito, todos os cargos da carreira, recebe homenagem
em banquete de gala, vivendo a lira dos 20 anos.
O primeiro orador a fazer o uso da palavra foi
Heitor Lamounier (posse no BB: 2/2/1918 ­ apos.: 2/4/1948)
que declarou pertencer ao ilustre homenageado a glória
de ter sido o primeiro funcionário do Banco do Brasil a
ocupar o cargo de presidente e confirmou o presságio
de Homero Baptista, presidente do Banco do Brasil
(27/11/1914 a 3/1/1918), ministro da Fazenda (1919/1922)
quando se referiu ser "o Banco do Brasil uma verdadeira
escola de banqueiros e administradores." (56)
Em seguida, enalteceu-lhe a trajetória percorrida
nas Secretarias de Finanças e do Interior e Justiça
de Minas Gerais, e nos cargos de presidente do DNC ­
Departamento Nacional do Café (DNC, criado em 10/2/1933,
foi extinto pelo Decreto-lei n° 9.068, de 15/3/1946, mas
prosseguiu funcionando até os idos de 1949, sob a presidência
de Stockler de Queiroz).
A vida pública de Ovídio de
administrador, ocorreu principalmente na
Finanças de Minas Gerais (1934/1941 e
Secretaria de Interior e Justiça de Minas
1944), presidente do DNC (1944/1946), ministro

Abreu, como
Secretaria de
1967/1970), e
Gerais (1941/
da Fazenda,

(56) HOMERO BAPTISTA Apud Discurso de saudação proferido, em
28/9/1950, por Heitor Lamounier ao presidente Ovídio Xavier de
Abreu ­ in Revista AABB ­ Rio ­ outubro/1950.

219 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

em caráter interino, entre setembro/novembro/1948, em
substituição do ministro Pedro Luís Corrêa e Castro,
ausente por motivo de doença.
Por sua vez, Noraldino de Lima abordou,
igualmente, a trajetória política e administrativa de Ovídio
de Abreu e enfatizou: "Quem luta desinteressadamente
pelo bem alheio tem uma parcela da divindade dentro de
si. E Ovídio a tem." (57)
Ao agradecer a homenagem recebida, o presidente
Ovídio Xavier de Abreu fez o seguinte pronunciamento:
"Quando certa manhã, há um ano, fui chamado
pelo presidente Dutra e de S.Exª recebi o convite para
exercer o cargo de presidente do Banco do Brasil, fiquei
a meditar no mistério dos desígnios divinos, que me
colocavam sobre meus ombros tamanhas responsabilidades.
E considerei que o que mais importa para a
eventualidade desta ou daquela missão que venha a
caber-nos na trama de acontecimentos imprevisíveis que
constituem a nossa vida é, talvez, acharmo-nos munidos
de uma grande vontade, de um desejo profundo de
acertar e de servir, que, pela perseverança, nos aclara
os caminhos, preparando-nos, por igual, para todas as
contingências que se nos deparem.
Servir unicamente aos interesses da coletividade,
dedicar todas as minhas forças à espinhosa tarefa de
os resguardar, quando os interesses individuais com eles
colidissem ­ eis o rumo que me tracei, como norma
geral, capaz, por si só, de conduzir às soluções acertadas.
(57) NORALDINO DE LIMA ­ in Discurso de saudação proferido, em
28/9/1950, ao presidente Ovídio Xavier de Abreu ­ Idem, idem.

FERNANDO PINHEIRO

-

220

Vossa homenagem, de iniciativa dos funcionários
aposentados, alegra-me, porque exprime um julgamento,
que me é honroso, pois vem de homens afeitos a
apreciar com severidade a ação dos que, transitoriamente,
exercem a direção deste grande estabelecimento.
Senti que não devia privar-me de receber tal
prova de apreço, tão comovedoramente espontânea e
afetuosa. Por outro lado, é certo que os homens públicos
têm necessidade de conhecer a repercussão de seus
atos, e, se nos são úteis as críticas às falhas, igualmente
necessários nos serão os aplausos quando
tivermos
acertado,
pois
eles
constituem
poderoso
estímulo,
indispensável a quem desempenha função desta natureza.
A missão de dirigir o Banco do Brasil, já de si
espinhosa, é atualmente dificultada pelos problemas
com que defronta o País, na sua economia e nas suas
finanças, em consequência da última guerra, e da crise de
confiança no futuro, que os temores de nova conflagração
suscitam.
No campo econômico, vê-se o Governo a braços
com questões cuja solução exige esforços inauditos.
Cumpre, entre outras cousas, prosseguir no fomento à
produção, assistindo-a técnica e financeiramente, como o
melhor processo de combate à inflação dos preços; no
reaparelhamento e construção de ferrovias e na construção
de rodovias, problemas estes de fundamental importância
para a vitalidade da economia nacional.
Durante os treze meses de nossa administração,
temos empenhado, com o apoio do Sr. presidente da
República e do Sr. ministro da Fazenda, juntamente
com a operosa e digna Diretoria deste Banco e seus
competentes funcionários, todos os esforços para que o
Banco do Brasil possa colaborar eficazmente com o

221 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

patriótico Governo do presidente Eurico Dutra, na luta
para superar as dificuldades desta época de transição,
na vida política e econômica de todos os povos.
Assim, o Banco do Brasil pôde suprir os órgãos do
Poder Público de fundos necessários a diversos fins,
inclusive ao financiamento das operações cambiais, que
hoje apresentam, felizmente, posição bastante lisonjeira
em comparação com a situação de atrasados comerciais
existentes há alguns meses, bem como lhe proporcionou
recursos para a execução de obras de interesse coletivo,
como vias de transporte, usinas de eletricidade e muitas
outras.
Concomitantemente, aumentaram de modo substancial
os empréstimos concedidos pelo Banco à agricultura, à
pecuária, à indústria e ao comércio, com o objetivo de
auxiliar o esforço produtivo da Nação.
O café, o trigo e o açúcar foram objeto de
medidas de amparo, que s e traduziram em financiamentos
adequados e oportunos, em todas as fases de produção e
circulação dessas riquezas.
A crise da pecuária, cujos efeitos na economia do
País eram bastante sérios, constituiu um dos problemas
de maior relevo desse período. Em obediência à orientação
do presidente Eurico Dutra, dedicamos todos os nossos
cuidados ao assunto e tivemos a satisfação de concorrer
para
a
sua
solução,
que
se
consubstanciou
no
reajustamento na base no perdão de 50% das dívidas dos
pecuaristas e concessão de longo prazo para pagamento
de outra metade.
Em seguida, a Diretoria do Banco autorizou o reinício
de financiamento aos pecuaristas, proporcionando o
desafogo a essa laboriosa classe.

FERNANDO PINHEIRO

-

222

A preocupação com as atividades específicas do
Banco não nos fez esquecer os legítimos interesses
dos que a ele emprestam o concurso inestimável de seu
trabalho e do seu devotamento, e que constituem o
corpo permanente do funcionalismo do Banco. Se cabe à
direção do grande estabelecimento traçar as linhas gerais
de sua orientação financeira e econômica, é na experiência
desses devotados servidores que os órgãos diretivos buscam
inspiração, pois eles representam a continuidade de
pensamento e de ação que tem feito a grandeza de
nosso Instituto.
Procuramos, assim, organizar o nosso trabalho, criando
para os funcionários condições mais favoráveis ao perfeito
desempenho das funções do Banco.
Resolvido o problema do pessoal em atividade, não
podíamos deixar de cuidar da situação dos aposentados.
Como esquecer aqueles que tanto contribuíram para esta
grande obra nacional que é hoje o Banco do Brasil?
A Constituição da República traçava o rumo a seguir,
inspirada em princípios de igualdade social e em
alto sentimento de justiça para com os que dão à
coletividade, durante a melhor fase de sua vida, os
frutos de seu esforço e de seu devotamento.
Eis porque tratamos de reajustar os proventos das
aposentadorias, equiparando-se aos dos cargos efetivos,
na base dos novos padrões de vencimentos, e procuramos
também melhorar quanto possível as pensões.
Tivemos, assim, diretores e funcionários, o prazer
de ver dignos colaboradores do Banco desfrutar agora,
na aposentadoria, melhor prêmio de seus esforços e de
sua dedicação.
Como sabeis, a par das providências tomadas em
relação ao pessoal, muitas outras têm sido postas em

223 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

prática, a fim de que se torne mais simples e rápida a
ação do Banco, e os negócios possam ser decididos com
a presteza conveniente às operações bancárias.
Nesta oportunidade, é-me grato, em breves palavras,
aludir a tais assuntos, em homenagem aos esforços
dos que colaboraram com a administração, dando-vos
também a auspiciosa notícia de havermos, precisamente
hoje, assinado a escritura de compra, com a Mitra
Arquidiocesana, dos terrenos compreendidos entre as
ruas 7 de Setembro, Assembleia e do Carmo e Praça
15 de Novembro, para nesse local se erigir a monumental
sede do Banco do Brasil." (58)
Ao finalizar o discurso, o presidente Ovídio de
Abreu agradeceu, emocionado, as manifestações de estima
apresentadas pelos oradores que se fizeram presentes,
Heitor Lamounier e Noraldino de Lima [Revista AABB ­ Rio].
Quanto
ao
desenrolar
da
notícia
auspiciosa
apresentada pelo presidente do Banco do Brasil, foi
divulgado, 2 anos mais tarde, em 1952, o ensaio As Sedes
do Banco do Brasil, de Fernando Monteiro. Assinalamos:
"O projeto, selecionado em concurso, é de autoria
do arquiteto Ary Garcia Roza, estando prevista, para a
construção, área total de oitenta mil metros quadrados,
correspondendo a duas vezes e meia à que ora ocupam,
em diversos imóveis, todos os setores da Direção Geral
e da Agência Central.

(58)

OVÍDIO XAVIER DE ABREU, presidente do Banco do Brasil
(29/7/1949 a 18/12/1950) ­ Discurso proferido, em 28/9/1950,
ao ensejo da realização do banquete de gala no Jockey Club
Brasileiro ­ Rio de Janeiro.

FERNANDO PINHEIRO

-

224

Terá o terreno, feitas as retificações de alinhamento,
estabelecidas vias de acesso mais amplas, área de quatro
mil e quatrocentos metros quadrados.
Possuirá o edifício vinte pavimentos, mas terá a altura
de 95 metros, que corresponde à de prédio comum de
escritórios de 27 pavimentos."
(59)
Segundo notícias de antigos funcionários, o projeto
da sede na Rua da Assembleia foi abandonado e os
antigos prédios, ocupados no terreno comprado, foram
demolidos, a fim de ceder espaço a um canteiro de obras,
onde surgiu um estacionamento, e, nesse local, tempos
depois, foi erguido o suntuoso edifício onde abriga a
Faculdade Cândido Mendes, hoje sob nova designação:
Universidade Cândido Mendes.
Sem
embargo,
outros
edifícios­sede
iriam
surgir, como veremos mais adiante, foi inaugurado, em
30/6/1952, o Edifício Leonardo Truda, na Praça Pio X,
onde passou a funcionar a nova sede da CEXIM ­
Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil,
e em 10/4/1954, o Edifício Visconde de Itaboraí, na Av.
Presidente Vargas, 328, esquina com a Av. Rio Branco,
54, ambos na cidade do Rio de Janeiro.
No decorrer de 1949, o Banco do Brasil, segundo
Cláudio Pacheco,
"concedeu créditos vultosos ou garantias a créditos de
outras fontes, solicitados por órgãos da administração
pública e por entidades particulares, para serem aplicados
(59) FERNANDO MONTEIRO ­ in As Sedes do Banco do Brasil, ensaio
publicado na Revista AABB ­ Rio ­ abril/maio/1952 ­ p. 66.

225 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

em várias finalidades ligadas, direta ou indiretamente,
ao desenvolvimento do País, dentre os quais citamos os
seguintes: para reaparelhamento do parque açucareiro
nacional; para aquisição de combustíveis, materiais e
equipamentos destinados a ferrovias; para obras rodoviárias,
inclusive da estrada de rodagem do Rio a São Paulo;
para
obras
constantes de plano aprovado pelo governo
federal, a
cargo da Companhia de Carris, Luz e Força
do Rio de Janeiro; para melhoramento no Porto de
Santos; para importação de equipamentos industriais e de
navios; e para instalação de refinaria de petróleo." (60)
Em
agosto/1949,
Ayres
Pinto
de
Miranda
Montenegro assume o cargo de superintendente DG ­
SUPER, sendo o chefe de gabinete Carlos Cardoso que
substituiu Affonso da Rosa. Vale ressaltar a posse de
Octávio de Castro Rodrigues Jardim, chefe de gabinete do
diretor da Carteira de Redescontos, Randolpho Xavier de
Abreu, chefe de gabinete DG ­ PRESI, que levou consigo
Ruth Santa Roza Torres Bandeira, auxiliar­de­gabinete da
Presidência [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
Ainda nesse mês, é divulgada a nomeação dos
advogados: Alan Guerra Nogueira da Gama ­ DG ­ CREAI,
filho do advogado Camilo Nogueira da Gama, que prestou
relevantes serviços ao Banco do Brasil, Manoel Bonifácio
Nunes da Cunha ­ Aquidauana ­ MS e Plínio Afonso de
Farias Melo ­ DG ­ CREAI [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].

(60) CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. 5 ­
p. 212 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

-

226

Em setembro/1949, Orlando da Cunha Carlos,
advogado do Banco do Brasil em Cachoeira do Sul ­ RS foi
transferido para o Quadro Suplementar ­ Sem Proventos,
em virtude de licença concedida pelo prazo de duração
do mandato à Assembleia Legislativa do Estado do Rio
Grande do Sul [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
No mês seguinte, vieram as seguintes nomeações:
Augusto Carlos Machado, gerente DG ­ CEXIM, Maurício
Chagas Bicalho, secretário particular DG ­ PRESI, Romeu
Freire Lima, subgerente ­ Crédito Pecuário ­ DG ­ CREAI,
dentre outras [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
Em novembro/1949: Anibal Nielsen de Araújo
Soares, chefe­adjunto ­ DG ­ FUNCI, Antônio Gurgel da
Costa Nogueira, chefe­de­gabinete de diretor ­ CEXIM,
Júlio de Mattos, chefe de Departamento ­ DEIFA, Manoel
Augusto Penna, gerente ­ DG ­ CAMIO, Mário do Canto
Liberato, inspetor de câmbio ­ São Paulo (sede), Odette
Satyra da Silva, secretária­de­gabinete ­ DG ­ CAMIO,
Paulo Tavares da Silva, chefe DG ­ AGEDE, Virgílio
Cantanhede Sobrinho, chefe do DECAD ­ Departamento
de Cadastro, José Carlos Magno, subchefe do Cadastro
Geral [Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
Ainda
nesse
ano,
ocorreram
as
seguintes
nomeações, dentre outras: Alberto Castro Menezes, diretor
da Carteira de Câmbio, José Rodrigues Blandy, encarregado
da Fiscalização Bancária em São Paulo, Francisco Neto
Tinoco, chefe­de­gabinete do diretor Marino Machado,
Otávio Rodrigues Jardim, chefe­de­gabinete do diretor
Pedro Mendonça Lima, Adelino Debenedicto, subgerente
da CEXIM, Eiter Oliveira Coelho de Souza, chefe do
Departamento de Contabilidade, José Carlos Magno,
chefe­adjunto do Departamento de Cadastro, Átila Lopes

227 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Trovão, chefe do Serviço de Compras da Direção Geral,
Osman Duarte de Mendonça, José de Toledo Lanzarotti,
inspetores do Banco do Brasil. Membros da Comissão de
Promoções: Arnolfo Saldanha Pimenta de Melo, Durval
Marinho da Silva e Eiter Cardoso de Oliveira, Raimundo
Theodoro Alves de Oliveira (posse no BB: 19/1/1924, apos.
20/8/1956), assessor no gabinete do Ministro da Fazenda
[Revista AABB ­ Rio ­ 1949].
Em fevereiro/1950, Francisco das Chagas Ximenes,
foi nomeado advogado do Banco do Brasil (Fortaleza,
sede) e Manuel Arthur de Souza Leão, advogado (Arcoverde.
sede). No mês seguinte, Carlos Cardoso, ajudante­de­
gabinete (PRESI), Macário Lemos Picanço, advogado "C",
chefe DG­CREAI-Jugri, Maria de Lourdes Araújo Lima,
auxiliar­de­gabinete (CEXIM), Trajano de Castro Serra,
inspetor CAMIO (São Paulo, sede) [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Em junho/1950, surgiram novas nomeações: João
Cândido de Andrade Dantas, gerente­adjunto DG ­ CAMIO ­
Carteira de Câmbio, Antônio Gurgel da Costa Nogueira,
assistente­técnico DG ­ CEXIM ­ Carteira de Exportação
e Importação, Antônio de Moraes Rego, chefe de
Departamento ­ DG ­ FUNCI, Olivier Luiz Teixeira, gerente
DG ­ CEXIM, Paulo Augusto de Lima, advogado "C", chefe
de gabinete da CEXIM. Nesse mês, 2 poetas, que iriam
mais tarde ter notoriedade nacional, assumem cargos
importantes: Afonso Félix de Souza, escriturário "D",
parecerista Sipes ­ DG ­ CEXIM, e Onestaldo de Pennafort
Caldas, escriturário "G", procurador da Agência Central ­
DF [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Vale destacar a posse dos executivos: Aristides
Monteiro de Carvalho e Silva, inspetor 4ª Zona da FIBAN,
Augusto Carlos Machado Júnior, chefe do Departamento
de Cadastro Geral, Francisco Neto Tinoco, chefe­de­

FERNANDO PINHEIRO

-

228

gabinete do diretor Marino Machado, Otávio de Castro
Rodrigues Jardim, chefe­de­gabinete do diretor da Carteira
de Redescontos, José Ribamar Lopes Gonçalves, inspetor de
agências, sede em Vitória ­ ES, Leopoldo Saldanha Murgel,
secretário­de­gabinete ­ PRESI [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Nesse ano, o inspetor Antônio Dias dos Santos
Júnior visita a Agência de Uberaba, gerenciada por Nilo
Medina Coeli, conforme revelado em retrato original (p & b ­
23,5 x 18 cm) custodiado pela Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil:
Foto n° 54 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência de Uberaba ­ MG ­ 1950 ­
Retrato em grupo ­ Da esquerda para a direita: Sentados ­
FRANCISCO NATAL MACHADO, ajudante de serviço; IBERÊ
RODRIGUES DA CUNHA, advogado, JOÃO RODRIGUES DA
CUNHA, advogado; NELSON GORGULHO NOGUEIRA, chefe-deserviço transferido gerente da Agência Barbacena; HERCÍLIO
MARTINS
DA
SILVEIRA,
contador;
ANTÔNIO
DIAS
DOS
SANTOS JR., inspetor da CREAI; NILO MEDINA COELI, gerente
(mais tarde, ele veio a ocupar o cargo de presidente do Banco
do Brasil (20/7/1963 a 31/3/1964); LUND MAIA, chefe de serviço;
JOÃO RODRIGUES DE ANDRADE, chefe de serviço. ­ 1ª fila,
em pé ­ JOSÉ GERALDO DE MOURA, contínuo; LEOPOLDINO
RAMOS DE LIMA, escriturário; OSCAR CELSO PAULA JANZON,
escriturário;
HEITOR
SIVIERI
NETO,
ajudante-de-serviço;
DONTRAS NÁLGIDO GOMES MAIA, escriturário; WALTER DE
ANDRADE PORTO, escriturário; JAMES TORRES DE SAMPAIO,
escriturário; LEVI DA COSTA MESQUITA, escriturário; HÉLIO
MAGNO TECLES, escriturário; JOÃO ELÍSIO DE CARVALHO,
escriturário; WALDEMAR DE MELO RIBEIRO, escriturário;
GUARACI ARCIERI FLORES, escriturário; GASTÃO AZEVEDO
MENDONÇA,
escriturário;
ALFREDO
MENDES
RIBEIRO,
escriturário. ­ 2ª fila em pé: VITAL MORONTE, contínuo;
GUALBERTO MESSIAS, contínuo; CIALDINO DA COSTA LIMA,
contínuo; CID ALVES PINTO, escriturário; BENTO DE ASSIS
VALIM,
escriturário;
ARMANDO
MIRANDA
CARDOSO,
escriturário; ZEDOSREIS GOMES MAIA, escriturário; LEÔNIDAS
VIANA,
escriturário;
MÁRIO
DE
MELO
REZENDE,
caixa;
REYNALDO VON KRUGER, caixa; JOÃO COELHO, escriturário;
LEMBRUBER FERREIRA DE MELO, oficial administrativo.

229 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ao ensejo das comemorações do 1° centenário
de Juiz de Fora ­ MG (1850/1950), o presidente Ovídio de
Abreu lança, em cerimônia pública, no dia 31/5/1950, a
pedra fundamental do novo edifício da Agência, nessa
cidade banhada pelo rio Paraibuna, localizada no antigo
"Roteiro do Caminho Novo", construído em 1708, rota que
ligava a Corte à Província de Minas Gerais, passando
a configurar como o 2° centro de atividades, desde
o Império e, posteriormente, até chegar aos dias da
República [Iconografia: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].
Além do presidente, a efeméride contou com a
presença de Dom Justino José de Santana, arcebispo da
Diocene de Juiz de Fora, Dilermando Cruz Filho, prefeito
da cidade, dos diretores Alberto de Castro Menezes
(Carteira de Câmbio), Marino Machado de Oliveira (CREAI ­
Carteira Agrícola e Industrial), Pedro de Mendonça Lima
(CARED ­ Carteira de Redescontos), Ayres Pinto de Miranda
Montenegro, superintendente, Randolpho Xavier de Abreu,
chefe de gabinete (PRESI), eng° Ernesto Luis Greve, chefe
do ENGE ­ Departamento de Engenharia ­ 1ª Residência,
e Miguel José Martins, gerente da Agência Juiz de Fora ­
MG. Anteriormente, Marino Machado de Oliveira exerceu
o mandato de presidente do C. R. Flamengo (1945/1946).
Foto n° 11 ­ Centenário de Juiz de Fora ­ MG (1850/1950) ­ 31/5/1950 ­
OVÍDIO DE ABREU, presidente do Banco do Brasil (29/7/1949 a
18/12/1950), discursa no lançamento da pedra fundamental do novo
edifício da Agência de Juiz de Fora­MG. Ao centro, Dom JUSTINO
JOSÉ DE SANTANA, arcebispo da Diocese de Juiz de Fora. ­ Retrato
p & b 23,5 x 18,5 cm) ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil.

Nomeado pelo presidente da República, assume,
em agosto de 1950, o cargo de diretor da Carteira de
Importação e Exportação do Banco do Brasil, José Braz

FERNANDO PINHEIRO

-

230

Pereira Gomes. A carreira do novo diretor começou no
gabinete do presidente da República, Wenceslau Braz,
pai do diretor. Deputado estadual em Minas Gerais
(1919/1925). Eleito deputado federal, a partir de 1925, fez
parte da Constituinte de 1933, afastando-se da política
4 anos mais tarde, quando ocorreu o golpe de novembro
de 1937, dedicando-se, em seguida, a atividades industriais
[Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Desde 5/7/1948, à frente da CREAI, o diretor
Marino
Machado
empreendeu
diversas
viagens,
em
outubro/1950, visitando parques industriais e agrícolas,
notadamente no interior de São Paulo. Em Campinas,
foi
homenageado
em
banquete
oferecido
no
Hotel
Terminus e saudado pelo gerente João Naves da Cunha
[Revista AABB ­ Rio ­ 1950]
Funcionários do Gabinete do diretor da CREAI:
Francisco Netto Tinoco, Fabrício Paulo Bagueira Bandeira,
Fernando Monteiro e Onestaldo de Pennafort Caldas. O
gerente da Carteira, vinculada à Diretoria, era Edgard
Maciel de Sá (out./1950 a maio/1958) [Revista AABB ­ Rio ­
1950].
Onestaldo de Pennafort Caldas, poeta, tradutor.
Obra original: Escombros Floridos (1921), Perfume & Outros
Poemas (1924), Interior & Outros Poemas (1927), A mulher
do destino (1928), Espelhos d' água ­ jogos da noite (1931),
Um rei da valsa (1958), O festim, a dança e a degolação
(1974),
Nuvens
da
tarde
(1978),
Romanceiro
(1981),
Poesia (1987). Obra traduzida: Paul Verlaine ­ Festas
Galantes (1958), Paul Verlaine ­ Poesias Escolhidas (1945),
Shakespeare ­ Otelo (1956), Shakespeare ­ Romeu e
Julieta (1968).

231 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Um dos mais belos escritos sobre o autor é a
conferência Onestaldo de Pennafort ­ A poesia em subtons
proferida, em 8/12/1998, por Ivo Barroso, ao ensejo da
realização do II Seminário Banco do Brasil e a Integração
Social. No início da conferência, veio à tona a questão
do funcionário­escritor dentro do Banco do Brasil. Vale
ressaltar:
"Desde que se institucionalizou em quadros de
carreira ­ a cujo acesso se fazia mediante rigoroso
concurso público, imune a qualquer tipo de influências
internas ou externas ­ o Banco do Brasil veio a
constituir-se um celeiro de valores
intelectuais a que
recorriam
sistematicamente
os
vários
órgãos
da
Administração pública. Raro era o Ministério ou Assessoria
de relevância no âmbito do Governo federal que não
tivesse, requisitados do Banco do Brasil, um ou vários
servidores na composição de sua mão-de-obra especializada,
que tinham ainda a vantagem de não ser onerosos, já
que os salários destes continuavam, mesmo com a
cessão, a ser pagos pelo Banco. Ocioso mencionar ­ mesmo
porque as omissões seriam grandemente maiores que as
lembranças ­ os nomes de funcionários que se destacaram
na política, na diplomacia, no direito, na historiografia,
nas ciências, nas artes e nas letras, ao mesmo tempo
em que desempenhavam suas funções bancárias rotineiras
com a dedicação que transformou esse desempenho
bancário num autêntico sacerdócio, ao qual o funcionário
consagrava o melhor de sua vida.
Devo dizer, no entanto, que o reconhecimento hoje
generalizado
de
que
os
dotes
extra­bancários
do
empregado refletem, em geral, favoravelmente sobre seu
desempenho funcional, nem sempre foi uma ideia que
prevaleceu no âmbito do Banco. Sou de uma geração
em que o escritor bancário era ainda olhado com certa

FERNANDO PINHEIRO

-

232

desconfiança por seus colegas e superiores. Se se tratava
então de um poeta, provar sua competência bancária
era ainda mais difícil, já que se presumia nele sempre
um nefelibata, divorciado das questões chãs e pragmáticas
com que o bancário tem quase sempre de lidar.
Tínhamos que provar muita coisa. Ganhar o respeito de
nossos superiores não era uma tarefa fácil, só conseguida
com a permanente demonstração daquele zelo e dedicação
pelas coisas do Banco, que devíamos sobrepor a qualquer
outro interesse por mais lídimo e construtivo que fosse.
Onestaldo de Pennafort era um dos assessores do
Sr. Marino Machado de Oliveira, diretor da Carteira de
Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil (5/7/1948
a 30/4/1951). Poeta, jornalista, escritor e um dos melhores
tradutores de poesia no Brasil. Diante de tantas qualidades,
não especificamente bancárias, teve decerto de provar
que estas, longe de lhe cercearem performance funcional,
facilitavam-lhe sobremaneira seu desempenho. Sei também
que, graças à mudança de ótica ensejada pelo tempo,
ele é hoje lembrado, no âmbito do Banco, neste escrínio
especial que é a Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil, como um de seus representantes mais
importantes,
pôr ter granjeado um nome de relevo no
mundo das letras. Nome que ajuda a grandeza do Banco
do Brasil, e da qual ele, Banco, certamente se orgulha,
com aquele mesmo orgulho com que Onestaldo se ufanava
de ser um de seus mais dedicados servidores." (61)

(61) IVO BARROSO ­ in Onestaldo de Pennafort ­ A poesia em subtons
­ Conferência proferida, em 8/12/1998, ao ensejo da realização
do II Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, sob
a coordenação do escritor Fernando Pinheiro.

233 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Inaugurado, em 16/6/1950, com festividades, o
Estádio Municipal do Maracanã, erguido nos terrenos do
antigo Derby, na cidade do Rio de Janeiro, com a
presença do general Ângelo Mendes de Morais, prefeito do
Distrito Federal, e de inúmeras autoridades.
Em julho/1950, integravam o gabinete do diretor
Anápio Gomes os seguintes funcionários: Luiz de Oliveira
Alves, chefe­de­gabinete, Dídimo Peixoto de Vasconcelos,
secretário­de­gabinete, Aníbal Horácio Ferreira Beviláqua,
Lizette d´Ávila Barros, Maria José Barcellos de Cerqueira,
Maria de Lourdes de Araújo Lima, auxiliares­de­gabinete,
Júlio Cavalcante Xavier, contínuo [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Sempre admiramos o pioneirismo nas atividades
humanas, e, às vezes, pensamos que, no Banco do Brasil,
o destino quis que o ápice ocorresse no início. Assim
foi com Lisboa Serra, o presidente­fundador, e, passado
quase um século (1853/1949), Ovídio Xavier de Abreu, o
1° presidente­funcionário (caráter efetivo), é reconhecido
pela História como um dos trabalhadores que mais
prestigiaram a classe a que pertenceu, através de medidas
justas e humanitárias, de grande repercussão que chega
aos nossos dias, ao longo de seis décadas percorridas
(1950/2011).
No transcurso do 1° ano de gestão do presidente
Ovídio de Abreu, em 29/7/1950, foi celebrada missa
votiva, e, em seguida, houve a homenagem no salão
nobre dos acionistas (hoje, Auditório do 4° andar do
CCBB ­ Rio) onde estiveram reunidos diretores, chefes de
departamento, gerentes de agência, e ilustres convidados
[Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
No discurso de saudação de Armando Ribeiro
Dantas foram ressaltadas as providências do presidente

FERNANDO PINHEIRO

-

234

em benefício do funcionalismo do Banco do Brasil: o
aumento dos salários teve o caráter singular de promoção
em massa, inclusive adicionais fixos nos cargos de
comissão, critério mais equitativo e mais estimulante;
a melhoria das aposentadorias e ajuda aos herdeiros
dos falecidos; criação de mais centros de saúde; o
custeio das despesas dos licenciados por moléstias; o
abono em dinheiro da licença­prêmio aos empregados
com mais de 25 anos de serviço; oferta de oportunidade
de reabilitação aos que cometeram faltas de decoro no
trabalho [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Na oportunidade, o presidente manifestou-se
comovido pela espontaneidade de seus colegas e amigos
em promover a comemoração, e disse:
"não divisar nos seus atos, nas suas ações como presidente
do
Banco do Brasil senão o reflexo do seu desejo de ser justo,
equitativo e imparcial, agindo como depositário da confiança do
Governo central." (62)
Durante a gestão de Ovídio Xavier de Abreu, o
Banco do Brasil adotou medidas que beneficiaram os
setores da Economia e, em destaque, o funcionalismo, o
principal capital da Empresa. Vale ressaltar [Revista AABB ­
Rio ­ 1950].
Reajustamento pecuário ­ o Banco do Brasil colaborou com
a Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados
quanto à elaboração da Lei n° 1.002, de 24/12/1949.

(62)

OVÍDIO XAVIER DE ABREU, presidente do Banco do Brasil
(29/7/1949 a 18/12/1950) ­ in Discurso de agradecimento à
homenagem recebida do funcionalismo do BB, em 29/7/1950, pelo
transcurso do 1° ano de gestão presidencial.

235 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Alçada de Agências ­ Mediante estudo das possibilidades
econômicas de cada região, foi autorizado o aumento
das alçadas das agências, em empréstimos à produção,
no valor total de Cr$ 1 ½ bilhão.
Folha de pagamento ­ Promoções gerais ao cargo efetivo
imediato e a reestruturação dos quadros funcionais,
com o aumento em determinadas categorias e
adicionais para remuneração de comissões.
Licença­prêmio ­ permissão ao funcionário, com mais de
25 anos de carreira, o direito de converter em espécie
os proventos.
Em 18/9/1950, na idade madura, Agripa Ulysses
de Vasconcelos ingressa no Banco do Brasil. Antes,
muito antes, recebeu diploma da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro; defendeu tese e obteve, com distinção,
o título de doutor, tendo como Mestre o médico Miguel
Couto. Na sociedade carioca desfrutava de prestígio e
era amigo dos intelectuais Afrânio Peixoto, Coelho Neto,
Gastão Cruls, entre outros [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
O médico Agripa Vasconcelos trabalhou em
diversas cidades do interior de Minas Gerais. Especialista
em clínica geral, cirurgião e obstetra, fez do exercício
da Medicina um apostolado que beneficiou milhares
de pacientes, ajudando-os sempre, inclusive os mais
necessitados. Nesse contato sadio com a gente simples do
povo,
recolheu
impressões
salutares
destinadas
à
narrativa regionalista que muito contribuiu para a
formação do romance histórico brasileiro [Revista AABB ­
Rio ­ 1950].
Residindo no Recife, era médico de carreira do
Banco do Brasil, ocupando o cargo de chefe do Serviço
Médico, até aposentar­se em 1/10/1964. Sócio do Instituto

FERNANDO PINHEIRO

-

236

Histórico e Geográfico de Minas Gerais e do Instituto
Histórico de Ouro Preto [Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
Na literatura, Agripa Vasconcelos iniciou no
gênero da poesia, com a publicação de Elogio de Miguel
Couto; Silêncio (1920); Nós e os Caminhos do Destino.
À época, ingressava na Academia Mineira de Letras,
em sucessão de Alphonsus de Guimaraens. Depois veio
a lume, em 1959, Sementeira de Pedras (poesia).
Marcando um grande acontecimento literário, sem
precedentes no Brasil, o funcionário do Banco do Brasil,
publica, a partir de 1951, pela Editora Itatiaia, as "Sagas
do País das Gerais" que compreendem 6 romances históricos,
de colorido épico numa sucessão de ciclos de civilização:
"Fome em Canaã",
Minas Gerais;

romance

do

ciclo

do

latifúndio

em

"A Vida em Flor de Dona Beja", romance do ciclo do
povoamento em Minas Gerais;
"Sinhá Braba (Joaquina do Pompeu)", romance do ciclo
da agropecuária em Minas Gerais;
"Gongo­Sôco (O Barão de Catas Altas)", romance do ciclo
do ouro;
"Chica-Que-Manda (Chica da Silva)", romance do ciclo dos
diamantes;
"Chico-Rei", romance
Gerais.

do

ciclo

da

escravidão

em

Minas

Ainda na bibliografia de Agripa Vasconcelos,
temos "São Chico" (panorama da vida nordestina), "Ouro
Verde e gado negro"; "Corpo Fechado ­ lendas e contos"
(obra póstuma) ­ 2008 ­ Editora SESC Minas Gerais ­

237 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

organizada por Mara de
autor e guardiã da obra.

Vasconcelos

Mancini,

filha

do

Valiosa contribuição para compreender o Brasil,
a obra "Navegantes da Integração ­ Os remeiros do Rio
São Francisco" (estudo interdisciplinar no campo da
Antropologia Social e História), do Professor Zanoni Neves ­
UFMG ­ 1998, outro funcionário do Banco do Brasil que
escreveu sobre essa região que abrange os sertões de
Minas e da Bahia. Em 2009, o autor lança outra obra
pertinente à região: "Na Carreira do Rio São Francisco".
A vida e a obra de Agripa Vasconcelos foi
apresentada, em grande estilo, pelo acadêmico Zorrillo de
Almeida Sobrinho (1927/2009), inspetor da INGER ­ 5ª
Zona ­ MT, décadas de 70 e 80, em discurso de panegírico
(elogio acadêmico), proferido, em 25/3/1997, na Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, na
presença de Leonardo J. Muniz, coordenador das Relações
Institucionais da Petrobras, e de Cláudio Vasconcelos,
gerente do CCBB ­ Rio de Janeiro, representando, no
ato, o presidente do Banco do Brasil.
Vale assinalar que a obra "A vida em flor de
Dona Beja" foi adaptada para a novela "Dona Beija", da
TV Manchete, levada ao ar sob a direção de Herval
Rossano, nos idos de 1986, com elevado índice de
audiência (horário 21:30h), no papel­título representado
por Maitê Proença, reapresentada em 2009 pela SBT.
Homenageado no Ideal Club ­ Praia de Ipanema ­
Fortaleza­CE, em 2/8/1950, Ovídio Xavier de Abreu
recebe felicitações de Euclides de Arruda Matos, inspetor,
Aristides Moreira Barcelos, gerente e Clóvis Barreira
Fontenele que iria ingressar, quatro anos mais tarde, no

FERNANDO PINHEIRO

Quadro de Advogados do
[Revista AABB ­ Rio ­ 1950].

Banco

do

Brasil

-

238

(1954/1966)

Em retrospectiva, vale assinalar que Euclides de
Arruda Matos trabalhou, durante a década de 40, na
Agência de Campos ­ RJ, uma das mais antigas do
País, e, precisamente em julho/1944, recebe calorosa
manifestação de carinho na despedida do cargo de
gerente da agência. Na solenidade, ele trajava terno
bege, muito comum da época [Iconografia: Revista AABB ­
Rio ­ out/1979].
Três meses após o banquete de gala em
homenagem ao presidente do Banco do Brasil (outubro/
1950), ocorrem as eleições e Getúlio Vargas conquista o
cargo de presidente da República e, em Minas Gerais,
Ovídio Xavier de Abreu é eleito deputado federal com a
maior votação nas urnas mineiras (43.115 votos).
Em 18/12/1950, Ovídio de Abreu despediu-se, em
eloquente discurso, da Presidência do Banco do Brasil
para assumir, em fevereiro/1951, o mandato de deputado
na Câmara dos Deputados, enaltecendo a personalidade
do diretor Jorge de Toledo Dodsworth que assumia,
interinamente, o cargo de presidente [Revista AABB ­ Rio ­
1950].
A posse de Jorge de Toledo Dodsworth, em
18/12/1950, no cargo de presidente do Banco do Brasil,
teve a presença de Guilherme da Silveira, ministro da
Fazenda; Walter Moreira Salles, general Anápio Gomes,
José Braz Pereira Gomes, Pedro Mendonça Lima, Marino
Machado de Oliveira e José Vieira Machado, diretores
do Banco do Brasil; capitão Carlos Henrique Rupp,
representando o ministro da Guerra, general Canrobert
Pereira da Costa; Ivo de Aquino, senador da República;

239 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Fernando Pessoa de Queiroz, presidente do Instituto
do Açúcar e do Álcool, entre outros ilustres convidados
[Revista AABB ­ Rio ­ 1950].
O teor do discurso de posse de Jorge de Toledo
Dodsworth na Presidência do Banco do Brasil foi
centrado na fulgurante personalidade de Ovídio Xavier de
Abreu, na tradição do Banco do Brasil e na necessidade
do incremento das atividades da lavoura, da indústria
e do comércio.
"Ao assumir a Presidência a que fui chamado por
honrosa e desvanecedora escolha do Exmo. Sr. Presidente
da República, tenho como imperativo, a que particularmente
me apraz obedecer, o de dirigir à Sua Excia., as
minhas primeiras palavras, que são de agradecimento pela
alta investidura a mim conferida.
Trabalhando nesta Casa desde a minha mocidade,
em diversas funções de fiscalização, colaboração e direção,
não desconheço o pesado encargo que me foi imposto.
E só não julgo esta incumbência excessiva para as
minhas forças, porque o meu longo trato com a gente
que aqui moureja e com os meus ilustres companheiros
de
Diretoria
me
assegura
a
confiança
necessária:
deles recebo, por via reflexa, o substancial reforço de
tenacidade, suficiência e coragem que o desempenho de
tão árdua função indiscutivelmente requer.
Foi este o principal motivo que me decidiu a
aceitar o encargo que, embora infringindo o dever
precípuo do cidadão, de não fugir a convocações para o
serviço público, a minha desvalia aconselhava a recusar.
A tarefa se me afigura anda mais penosa, porque
sou chamado a substituir, neste alto cargo, o ilustre
Dr. Ovídio de Abreu.

FERNANDO PINHEIRO

-

240

Como Diretor, pude acompanhar de perto, hora por
hora, a atuação do Dr. Ovídio na Presidência do Banco.
E dou testemunho expresso ­ como de resto, podem
fazer quantos aqui trabalham ­ do singular empenho
com que sempre consagrou ao cargo, que ora deixa,
toda a sua atividade e toda a sua inteligência; do zelo
com que procurou sempre defender as conveniências e
o patrimônio deste instituto; da cordialidade fidalga do
seu trato; da eficiência com que enfrentou e resolveu os
problemas de sua alçada; e, enfim, da firmeza cautelosa
com que manobrou o leme da náu, contornando escolhos
e aproando sempre para rotas tranquilas e seguras.
Eleito deputado federal por Minas Gerais, o predecessor
ora troca, pelas lides parlamentares, as funções de
Presidente do Banco, que tanto ilustrou, mas infelizmente
por tão pouco tempo. O Congresso adquire um elemento
precioso, que honrará as tradições de cultura e inteligência
dos filhos daquele Estado; mas o Banco do Brasil perde,
sem sombra de dúvida, um ótimo Presidente.
Bem se vê, por tudo isso, quanto é difícil o mandato
que sobre mim recai ­ mandato tornado particularmente
mais espinhoso pelas graves dificuldades que assoberbam
o mundo inteiro e que multiplicam e aguçam os problemas
afetos a quantos têm qualquer parcela de responsabilidade
na coisa pública.
Não obstante, entro no exercício do cargo com o
firme e inabalável propósito de corresponder à confiança
em mim depositada, empregando todos os meus esforços,
toda a minha capacidade de trabalho, todo o entranhado
amor que tenho às coisas do Banco, todo o meu
patriotismo,
para fazer obra, não direi brilhante e
memorável, mas honesta e bem intencionada. Procurarei
atender à economia nacional, representada pela produção,

241 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

comércio e indústria, em seus justos anseios, porque
é esta, nesse setor, a melhor maneira de servir ao Brasil.
É plantando, colhendo, criando, produzindo e vendendo
para consumo interno e externo, que poderemos progredir
e sobreviver se as ameaças que negrejam os horizontes
malfadadamente se concretizarem em lutuosa realidade.
Finalizando, quero manifestar de público meu
agradecimento muito sincero pela honrosa presença do
Exmo. Sr. Ministro da Fazenda que sempre me habituei
a respeitar e admirar, já no exercício da profissão liberal
que ambos abraçamos, já no convívio deste Banco,
como titular da pasta a que o Banco do Brasil está tão
intimamente vinculado." (63)
O Estado de S.Paulo (edição terça-feira 19/12/1950)
divulga matéria auspiciosa para a economia nacional:
a posse de Jorge Dodsworth no cargo de presidente do
Banco do Brasil, oriundo da Carteira Agrícola, um dos
setores mais importantes da política econômica.
Segundo o Estadão (19/12/1950), a atuação de
Dodsworth, enquanto diretor, beneficiou a lavoura e o
comércio do café, principalmente nos momentos delicados
em que interferiu para debelar a forte pressão de
especuladores.
No alvorecer dos idos de 1951, o Banco do
Brasil, servido por 13.503 funcionários, está sob o
comando de Jorge de Toledo Dodsworth, em caráter
interino, desde o dia 18 de dezembro de 1950. A pasta

(63) JORGE DE TOLEDO DODSWORTH, presidente do Banco do Brasil
(18/12/1950 a 2/2/1951 ­ interino) ­ in Discurso de posse.

FERNANDO PINHEIRO

-

242

do Ministério da Fazenda era dirigida pelo médico Manoel
Guilherme da Silveira Filho que, nos períodos (11/9/1929
a 24/10/1930 ­ interino) (22/11/1945 a 2/6/1949) era o
presidente do Banco do Brasil.
Envolvida no clima de cordial recepção, na
manhã do dia 11 de janeiro de 1951, a Diretoria da
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil,
capitaneada pelo presidente Alcebíades França de Faria,
foi recebida pelo presidente do Banco do Brasil que
ouviu palavras de agradecimento pela abertura de um
crédito de cinquenta milhões de cruzeiros, destinado à
construção de casa própria para seus associados, bem
como o reembolso integral das aposentadorias posteriores
a 31/12/1948 [Revista AABB ­ Rio ­ 1951].
Usando a palavra, Alcebíades França de Faria
elogiou a participação do Senhor Presidente do Banco do
Brasil nas questões relativas à obra assistencial da
Caixa de Previdência, destacando o apoio recebido, e
concluiu dizendo: "em nenhum momento de sua vida,
teve a Caixa oportunidade de reconhecer uma dívida
de tão profunda gratidão." (64)
Em resposta, Dodsworth revelou que os méritos
alcançados não são dele e acrescentou: "a concessão
estava virtualmente dentro das obrigações do Banco e
de suas responsabilidades perante o funcionalismo". (65)
(64) ALCEBÍADES FRANÇA DE FARIA, funcionário do Banco do Brasil
(posse: 6/12/1923, apos.: 5/2/1955), presidente da Caixa de
Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (19/3/1949 a
30/4/1952).
(65) JORGE DE TOLEDO DODSWORTH, presidente do Banco do Brasil
(15/12/1950 a 02/02/1951) ­ Reunião com os diretores da Caixa
de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil ­ 11/1/1951.

243 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A gestão de Alcebíades França de Faria foi
bastante proveitosa em termos de resultados, e deu
início a fase progressista da Caixa de Previdência dos
Funcionários do Banco do Brasil. Em 19/3/1949, ao
assumir a Presidência, encontrara a Caixa de Previdência
em fase de difícil conjuntura, e no meio da adversidade
vislumbrou
um
elevado
estímulo
para
alcançar
os
meios necessários para normalizar a situação financeira.
Em apenas um ano de gestão, em maio de 1950,
os balancetes apresentaram resultados positivos e, para
satisfação dos funcionários e diretores do Banco do Brasil,
Alcebíades França
de Faria, admirado e elogiado pela
Diretoria,
apresentou
o
primeiro
saldo
credor
das
contas da Caixa de Previdência junto ao Banco do Brasil,
após um longo período de déficits, antes de assumir o
cargo de presidente [Revista AABB ­ Rio ­ 1951].
Anteriormente, nos idos de 1947, sob o comando
de Orlando de Almeida Cardoso (27/4/1934 a 18/3/1949),
a
Caixa
de
Previdência, segundo
Cláudio
Pacheco,
já iniciava o financiamento de residências aos seus
associados, no total de 1.445 imóveis, "enquanto tinha em
construção 501 apartamentos e 107 prédios." (66)
As construções de casas para o funcionalismo do
Banco do Brasil, iniciadas antes da gestão do presidente
da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do
Brasil, encontravam-se em andamento comprometido e,
com ele, o ritmo de obras foi normalizado, e, após 1 ano,
a maioria das casas encontrava-se em fase de conclusão
[Revista AABB ­ 1951].
(66)

CLÁUDIO PACHECO ­ in História do Banco do Brasil ­ vol. 5 ­
p. 199 ­ AGGS ­ Indústrias Gráficas S.A. ­ Rio de Janeiro ­ 1980.

FERNANDO PINHEIRO

-

244

A partir de então, e em todo o decorrer da gestão
de Alcebíades França de Faria (19/3/1949 a 30/4/1952),
a
Caixa
de
Previdência
desfrutou
de
período
de
prosperidade, como nenhum outro ocorrido antes, e
elogiável por gerações que se seguiram. Sem dúvida,
é o mais importante presidente da PREVI, imbatível por
seus feitos administrativos que alavancou o progresso da
empresa que presidiu.
O exemplo singular de dedicação ao trabalho,
honradez, fino trato, dignidade e nobreza de caráter,
elegância em se vestir e se expressar publicamente, legado
por Alcebíades França de Faria, um dos mais importante
presidente da Previ, segue adiante percorrendo mundos
afora, em viagens, no decorrer dos evos, pelo inconsciente
coletivo de que nos falou Carl Jung.
Em janeiro/1951, convocado por Simões Lopes,
diretor da Cexim ­ Carteira de Exportação e Importação,
Casimiro Ribeiro assume o cargo de sub­assessor,
subordinado ao assessor Garrido Torres [RIBEIRO, 1981].
No ano seguinte, dia 22 de março de 1952, sob
intenso regozijo, a cidade de Araxá, interior de Minas,
recebe a visita de ilustres convidados para assistir à
solenidade do casamento do deputado federal Ovídio
Xavier de Abreu com a jovem Júlia Santos de Abreu.
Entre
eles,
destacamos
os
governadores
Juscelino
Kubitschek (Minas Gerais), Arnon Afonso de Farias Melo
(Alagoas) e Sílvio Piza Pedrosa (Rio Grande do Norte)
[Retrato p & b ­ 30 cm x 24 cm ­ Acervo: Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil] .
A cerimônia religiosa foi conduzida por um
ilustre filho de Minas Gerais: Dom Carlos Carmelo
de Vasconcelos Mota, cardeal­arcebispo de São Paulo

245

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

[Retratos p & b ­ 30 cm x 24 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil] .
Vale ressaltar ainda a presença dos deputados
federais Benedito Valadares, Ranieri Mazzili, Drault Ernani,
Último de Carvalho e Bias Fortes; senador Assis
Chateaubriand,
além
da

dama
estadual,
Sara
Kubitschek, Berent Friele, antigo presidente do American
Brazilian Association, Inc., e o jovem bancário Amador
Aguiar, superintendente da Casa Bancária Almeida &
Cia. Mais tarde, Amador Aguiar iria fazer história no
Bradesco.
Na união abençoada por Deus, o casal teve 4
filhos: Ovídio de Abreu Filho, Alexandre Santos de Abreu,
Júlia de Abreu, Randolfo Santos de Abreu.
Ovídio de Abreu, em mandatos sucessivos, é
reeleito, em 1954, 1958, 1962 e 1966, deputado federal,
na legenda PSD e, por último, ARENA. Em 1967 a 1970
exerce o cargo de secretário de Finanças de Minas
Gerais no governo de Israel Pinheiro.

FERNANDO PINHEIRO

-

246

CAPÍTULO 4
Ricardo Jafet preside os destinos do Banco do Brasil
(2/2/1951 a 14/1/1953). Mecanização de serviços. Criação
do Departamento de Crédito Geral. A retomada do ensino
no BB. Diretores viajam pelo Brasil, apresentando as
metas da política de expansão do crédito. Luiz Simões
Lopes, presidente­fundador da Fundação Getúlio Vargas e
diretor do BB, discursa em recepção do corpo docente
da FGV, em visita ao BB. Conclaves de gerentes do BB
em Belo Horizonte. Discursos proferidos em banquete
enaltecem o diretor Loureiro da Silva, ao ensejo da
aprovação do novo Regulamento da Carteira Agrícola e
Industrial. O diretor Vilobaldo de Souza Campos presta
homenagem a Leonardo Truda, presidente do BB (27/7/1934
a 30/11/1937) na inauguração do Edifício Leonardo Truda,
sede da Carteira de Exportação e Importação.

No

dia 2 de fevereiro de 1951, o advogado
Ricardo Nami Jafet toma posse no cargo de presidente do

247 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Banco do Brasil, prestigiado pela presença de João
Café Filho, vice-presidente da República, Horácio Lafer,
ministro da Fazenda, Adhemar de Barros, governador do
Estado de São Paulo (1947/1951 e 1963/1966), Nelly Maluf
Jafet, esposa do presidente, acompanhada de algumas
distintas
senhoras que usavam vestidos elegantes e joias
preciosas [Revista AABB ­ Rio ­ 1951].
Chapéus da moda feminina não lhes tiravam
de vista os lindos penteados: eram de cabelos de cor
natural, sem pintura. Na sequência da iconografia do
evento, vemos que, quando iniciou a cerimônia de posse,
elas retiraram da cabeça os chapéus, conservando o
charme e a beleza. Autoridades presentes trajavam ternos
brancos, traje comum da época [Revista AABB ­ Rio ­ 1951].
Obra de arte de grande valor é o semblante
clássico de Nelly Jafet, à época esposa do presidente,
pintado por Cândido Portinari, retrato que adorna o
salão da biblioteca da residência da bela senhora viúva
que nos recebeu para uma visita de cortesia.
Fazendo uma retrospectiva histórica sobre o
desenvolvimento do Banco do Brasil na vida econômica
do País, desde os tempos idos do Império até o início da
segunda metade do século XX que se abria, Ricardo
Jafet pronunciou o discurso de posse.
Ao final do discurso, saudou Jorge Dodsworth,
que vinha exercendo, interinamente, o cargo de presidente,
e se dirigiu aos demais membros da Diretoria e a todos
funcionários revelando que seu programa de trabalho se
resumia na palavra trabalhar e enfatizou os objetivos
comuns capazes de suavizar as mais árduas tarefas
[Revista AABB ­ Rio ­ 1951].

FERNANDO PINHEIRO

-

248

Em abril/1951, dentre outras nomeações, vale
ressaltar: Cecília Santos de Biasi (posse no BB: 26/7/1935,
apos. 27/9/1965), chefe da Secretaria da COJUR ­
Consultoria Jurídica. Nos idos de 1964, ei­la chefe­de­
gabinete da COJUR; João Leães Sobrinho, advogado "D",
membro da COMINQ; Maria Thereza Leme Navarro,
conferente da CEXIM (posse no BB: 2/7/1927, apos. 19/2/1959).
Na sessão da Assembleia de Acionistas, realizada
em 30 de abril de 1951, sob a presidência de Ricardo
Jafet, com a presença de Haroldo Renato Ascoli,
representando o Tesouro Nacional, foram eleitos, por
por unanimidade, os diretores: general Anápio Gomes
(Carteira de Agências do País), José Estefno (Carteira de
Crédito Comercial) e Egídio da Câmara Souza (Carteira de
Crédito Geral) [Revista AABB ­ 1951].
Vale ressaltar que o diplomata Hugo Gouthier,
na obra Presença ­ Editora Record ­ 1982, publica retrato
de Egídio da Câmara Souza, ministro dos Assuntos
Econômicos da Embaixada do Brasil em Londres ­
Governo Dutra.
Por ato do presidente da República, foram
nomeados os seguintes diretores, com a presença de
representantes do Governo: José Loureiro da Silva
(Carteira de Crédito Agrícola e Industrial), Fernando
Drumond Cadaval (Carteira de Câmbio), Armando Almeida
Alcântara (Carteira de Redescontos), Luiz Simões Lopes
(Carteira de Importação e Exportação) e Walter Moreira
Salles (SUMOC ­ Superintendência da Moeda e do Crédito)
[Revista AABB ­ 1951].
Nessa sessão foram eleitos os membros do
Conselho Fiscal do Banco do Brasil: Argemiro de Hungria
Machado, Carloman da Silva Oliveira, João Daudt
de

249

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Oliveira, Pedro de Magalhães Corrêa
do Amaral [Revista AABB ­ 1951].

e

Zózimo

Barroso

A equipe de Moreira Salles era constituída de
elementos de elevada formação profissional, destacando­se
os economistas Sidney Latini e Casimiro Ribeiro, além
do advogado Herculano Borges da Fonseca, estudioso
e ensaísta dos assuntos econômicos. Mais tarde, esses
profissionais foram assessores de vários ministros de
Estado [RIBEIRO, 1981].
Festejada, com muito entusiasmo, a posse do
diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial por
figuras representativas da produção, do comércio e da
indústria. O presidente Ricardo Jafet esteve presente à
solenidade e, no ponto alto do discurso, fez lembrar o
passado de glórias de Loureiro da Silva, o empossado
diretor, sucedendo a Marino Machado de Oliveira.
"Não são poucas as razões que me levaram a presidir
a este ato com o mais vivo regozijo. Estamos, em
verdade, assistindo à cerimônia das mais expressivas,
que é a volta, propriamente, do Dr. José Loureiro da
Silva a um dos altos postos de direção do Banco do Brasil.
Eleito e reeleito, em 1944 e 1945, respectivamente,
para o cargo de diretor da Carteira de Crédito Agrícola
e Industrial, soube imprimir à sua gestão os traços, ao
mesmo tempo, simpáticos e enérgicos, de sua personalidade
de escol.
Quando mais se lhe alargavam os horizontes
de uma operosidade servida por uma cultura orientada
pragmaticamente, eis que os imperativos do seu rijo
caráter lhe impuseram a mais compreensível e digna das
renúncias.

FERNANDO PINHEIRO

-

250

Tendo entrado para esta grande casa armado das
credenciais que lhe outorgava a precisa inteligência dos
problemas atinentes a um dos setores de maior importância
da vida econômica do País, dela saiu enobrecido pelo seu
gesto de exemplar dignidade moral e política.
Essa atividade ligada aos seus interesses de fidelidade
e amizade ao presidente Getúlio Vargas não causou
surpresa a todos quantos lhe conheciam e admiravam
a tradição de altivez, bravura e independência ­ tradição
que conquistou e, aprimorou, nas lutas do seu Estado
natal, entre as generosas rebeldias da adolescência e o
pensamento reflexivo da idade madura.
O homem político e o homem público, que nele
começavam a coexistir desde cedo, e nem sempre se
ajustaram rigorosamente a linha das imposições de índole
partidária, jamais deixaram de vibrar, na mais perfeita
unidade psicológica, ao impulso das altas causas de
interesses coletivos, aos apelos do bem comum e, de
modo muito especial, a todas as solicitações das classes
que, nas cidades e nos campos, representam as forças
propulsoras da prosperidade econômica e social do povo
brasileiro.
Madrugou nos campos da vida pública o homem
que aqui vem reinvestindo-se na função que honrou
e a que comunicará de novo o cabedal de sua experiência
adquirida ao contato imediato da realidade. Aos 19 anos,
ainda acadêmico de Direito, já foi chamado a exercer
uma promotoria pública.
Desde então, começou a perlustrar os vários postos
que lhe encheram de encargos os melhores anos da
existência, os anos que, comumente, a mocidade consagra
às coisas amáveis e efêmeras.

251 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

À sua vocação de realizar e empreender rasgaram-se
perspectivas consagradoras à frente da Prefeitura de Porto
Alegre. Administrador moderno, dotado da visão concreta
das questões pertinentes ao quadro de uma civilização
urbana em processo de contínuo crescimento, não perdeu
de vista, em nenhum momento, o destino social do
indivíduo e da comunidade, em função da melhoria da
condição humana.
Dr. Loureiro da Silva:
O
Governo
do
eminente
presidente
Vargas,
integrando-vos novamente no corpo de seus colaboradores
de elite, teve presente, sem dúvida, o vosso conhecimento
dos problemas que, sensíveis em todos os recantos do
País, convergem para a Carteira de Crédito Agrícola e
Industrial, em demanda de exame e solução.
Bem sei que, nos fugazes intervalos da atividade
do
advogado,
do político,
do
parlamentar
e
do
administrador, tendes procurado refúgio nas lides prediletas
de quem merece também o título de líder ruralista,
num
dos
estados
líderes
da
riqueza
agropecuária
brasileira.
Mas a predileção, que vos sagrou um dos nossos
reputados especialistas em assuntos concernente ao
progresso da pecuária e da agricultura ­ um especialista
com a sensibilidade requintada nas leituras virgilianas ­
não aparta a vossa visão do panorama da nossa vigorosa
expansão industrial.
Ao ensejo de vossa volta ao seio de uma instituição
tão profundamente vinculada à vida financeira e econômica
do Brasil, desejo cercar este ano de um cunho de particular
cordialidade, formulando os votos para uma fecunda
gestão, que
corresponderá
aos
legítimos interesses

FERNANDO PINHEIRO

nacionais e refletirá a comprovada competência
e, do mesmo passo, antigo diretor".
(67)

do

-

252

novo

Em outro evento, o presidente Ricardo Jafet
compareceu
à
posse
do
diretor
Armando
Almeida
Alcântara e fez o uso da palavra, afirmando a forma
como é dirigida a direção do Banco do Brasil:
"Garantir a execução plena e rápida da política
econômico-financeira, traçada pelo eminente presidente
da República, tem sido a orientação que presidiu a
escolha daqueles que devem integrar o quadro dirigente
do nosso instituto oficial de crédito. E é este precisamente
o espírito que norteia as nossas atividades na direção do
Banco do Brasil.
Aí estão as medidas iniciais e estudos, em curso,
visando recolocar as relações financeiras internas e
externas, dependentes do Banco do Brasil, em situação
de corrigir enganos e desajustes, erros e irregularidades
que,
se
não
corroeram
a
estrutura
financeira,
comprometeram-na agitando a obra de reconstrução
entregue à Sua Excelência, o Dr. Getúlio Vargas.
Na ordem das atividades importantes, situa-se a
Carteira de Redescontos e da Mobilização Bancária.
É ela a ramificação mais extensa, que penetra fundo
as
distâncias nacionais, sustentando o crédito, mantendo
o financiamento, alimentando o incentivo da produção,
equilibrando as relações do comércio, desafogando a
indústria.

(67)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1/1953) ­ in Discurso proferido, em maio/1951, em homenagem
ao diretor Loureiro da Silva, ao ensejo da posse na CREAI.

253

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Onde não chega a presença efetiva do Banco do
Brasil, chega a sua assistência através do Redesconto
que mantém entrosagem da vida bancária e nutre as
atividades dos institutos particulares de crédito.
Na falta de um sistema bancário nos moldes
avançados, como se prega nos estudos da reforma,
compete à Carteira de Redescontos suprir as dificuldades
que se apresentam no atendimento rápido e eficaz das
mais distantes zonas de produção, servidas por bancos
particulares.
Sem falar mais na sua importância de sobejo
conhecida, é patente que na sua direção só um técnico,
conhecedor dos problemas bancários, econômicos e
financeiros, pode dar execução cabal à tarefa ingente de
uma assistência à altura das necessidades atuais.
O técnico, o estudioso, o economista, o financista
e o bancário, foi o governo da República buscá-lo na
figura do ilustre Dr. Armando Almeida Alcântara.
Natural da Bahia, entrou em São Paulo como Guilherme
entrara na Inglaterra: dominando as simpatias e a
confiança. Fixou-se em Santos. Gerenciou ali a agência do
Banco do Estado, havendo-se com sucesso na orientação
do crédito na principal praça exportadora do País.
Viveu e comandou as relações creditícias. Avançou
no conhecimento das marchas e contra-marchas da vida
comercial e bancária do País, no agitado período de antes
de 1930. E deu a mais impressionante demonstração
de largueza de visão e previsão, quando certa vez visitava
Santos, o então presidente do Banco do Brasil, o
Dr. Armando Almeida Alcântara, negando as afirmações
de que tudo ia bem, alertou e alarmou o meio afirmando
que o País estava financeiramente à beira do abismo,

FERNANDO PINHEIRO

e que a posição
verticalmente.

do

seu

principal

produto

-

254

cairia

Não foram muitos os dias corridos, e aquela
afirmação se transformava na dura realidade do crack
do café. Desde então, foi sempre chamado a participar
da orientação do principal banco do Estado de São Paulo,
do qual foi seu Diretor­Superintendente até que foi
chamado para servir à Nação na direção do Banco do
Brasil.
Armando
Almeida
Alcântara
conhece
Banco,
organização bancária, vida bancária, necessidades bancárias.
E conhece através do trato quotidiano, permanente e
ativo.
É-nos, pois, grato presidir a esta posse, pela certeza
de orientação firme e eficaz que representa o seu novo
titular." (68)
Dentre as nomeações realizadas pelo Banco
do Brasil, destacamos a de Leopoldo Saldanha Murgel,
gerente da CEXIM ­ Carteira de Exportação e Importação
(posse no BB: 13/3/1922 ­ apos.: 27/1/1959), que durante
muitos anos, exercia o cargo de gerente do Setor Rural
da CREAI ­ Carteira de Crédito Agrícola e Industrial, e,
ainda, chefe-de-gabinete de vários diretores.
Vale ressaltar ainda a posse de Francisco Vieira
de Alencar, no cargo de gerente do Setor Rural da
CREAI. Trata-se de intelectual de reconhecido valor,
orador de méritos consagrados, contemporâneo de Adolpho

(68)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1/1953) ­ in Discurso proferido, em maio/1951, em homenagem
ao diretor Armando Almeida Alcântara, ao ensejo da posse na CARED.

255

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Schermann, arautos das aspirações do funcionalismo do
Banco do Brasil, ambos tiveram a honra de presidir os
destinos da AABB ­ Associação Atlética Banco do Brasil ­
Rio de Janeiro.
Após a saudação a José Loureiro da Silva,
diretor da Carteira Agrícola e Industrial, e a Antônio
Arraes de Alencar, chefe-de-gabinete da Presidência do
Banco do Brasil (posse no BB: 19/11/1923 ­ apos.: 5/2/1958)
e ao gerente de Crédito Industrial e, ainda, aos demais
executivos do BB (subgerentes e chefes-de-seção), Francisco
Vieira de Alencar, proferiu o discurso. Vale ressaltar:
"Quis V.Exª, Senhor diretor Loureiro da Silva, que a
minha posse no cargo de gerente do Crédito Rural, para
o qual me designou a sua escolha, realizasse com a sua
presença no seu Gabinete.
Todas estas demonstrações de confiança e as palavras
que V.Exª acaba de pronunciar, me tocam a emotividade
e me falam de perto aos sentimentos de responsabilidade.
A retomada por V.Exª da direção da Carteira de
Crédito Agrícola e Industrial é a razão de ordem sentimental
e moral de meu regresso aos serviços que lhe caberá
supervisionar.
Digo de ordem sentimental, porque sua amizade
avassala pela torrente de seus influxos que geram o
respeito e a admiração.
Referindo-me ao aspecto moral, quero aludir ao
ânimo e confiança que a sua volta à alta administração
do Banco do Brasil desperta no funcionalismo da Casa,
em cujo espírito deixou V.Exª a lembrança inapagável
de sua dignidade pessoal de suas atitudes desassombradas
e de sua alta compreensão da função que exerce.

FERNANDO PINHEIRO

-

256

Destarte, o atrativo dos valores morais e intelectuais
de sua personalidade torna irresistível o desejo de se
lhe dar tudo em colaboração no trabalho comum.
É tudo isto, Sr. diretor Loureiro da Silva, que
empresta um colorido especial à honra que me deferiu
V.Exª. Trago para o novo posto, na Carteira, todo o
meu entusiasmo e todas as forças do meu ideal de
funcionário do Banco do Brasil, que é o de estudar
os seus problemas e servir ao nosso Instituto com o
entusiasmo que a sua grandeza suscita.
O programa de V.Exª, que não é novo, senão uma
retomada de ideias e princípios que V.Exª já semeara
e praticara na Carteira está consoante com o espírito
tradicional dos homens que vão servi-lo, cuja modéstia
glória, no trabalho quotidiano, é a independência mental
e a liberdade de pensar, com fundamento na moralidade
da instituição, a qual repousa na moralidade e legitimidade
dos negócios.
O mundo rural brasileiro, que V.Exª descreveu em
planejamentos impressionantes, pela ciência direta que
tem da extensão de seus problemas e necessidades
prementes, não é a côrte daqueles que simulam defender
os interesses da produção, quando os verdadeiros
produtores desfilam nas forças caudinas dos beneficiários
das vantagens de toda a espécie que o beneficiário cria
e faz proliferar.
A mentalidade do homem de Banco, informada
no espírito da profissão, repele, por instinto, a aceitação
do desvirtuamento da real finalidade do crédito que é
fomentar as atividades benéficas à prosperidade coletiva.
Com o desvio de seus objetivos precípuos, torna-se o
crédito um instrumento de deturpação da moeda e
fator de perturbação do comércio, com o seu cortejo de

257

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

malefícios à comunidade: inflação, escassez de utilidades
e vida cara para os que vivem de salários.
Impõe-se a restauração de uma política geral que
coloque os valores humanos e sociais acima das ambições
personalistas e da corrida desenfreada para os lucros
vertiginosos. O Banco moderno ainda é o poderoso dique
a essa onda desapoderada. O crédito especializado, exercido
com técnica e com ânimo público,
sem os preconceitos
de uma burocracia extenuante, mas do decidido propósito
de separar o joio do trigo, é a arma por excelência
para corrigir e retificar muitos erros e estancar muitos
males de que padece o Brasil.
Ao tomar posse do meu cargo, quero expressar a
V.Exª os meus agradecimentos e assegurar-lhe o meu
empenho em corresponder à sua confiança, para o que
tenho de contar com a ajuda e cooperação dos meus
velhos
companheiros de trabalho na Carteira de Crédito
Agrícola e
Industrial, a cujo quadro regresso, com as
alegrias e
esperanças de quem nunca perdeu a fé no
ideal." (69)
Empossado em 30/1/1918, e ao término de fértil
carreira profissional, aposenta-se do Banco do Brasil, em
7/2/1951, o funcionário José Vieira Machado, depois de
exercer relevantes funções: secretário de Finanças do
Espírito Santo (1928/1929), gerente da Agência Central ­
Rio de Janeiro (1936/1941), diretor da SUMOC (1944/1950),
ministro da Fazenda (interino), na vaga do titular Pedro
Luís Corrêa e Castro, diretor da Carteira de Câmbio do
Banco do Brasil (1950/1951).
(69)

FRANCISCO VIEIRA DE ALENCAR (posse no BB: 1/8/1922,
apos.: 1/11/1957) ­ in Discurso proferido, na 1ª quinzena/
abril/1951, ao ensejo da posse no cargo de gerente de Carteira.

FERNANDO PINHEIRO

-

258

Na primeira quinzena de abril de 1951, o
presidente do Banco do Brasil, Ricardo Jafet, em
companhia de Armando Alcântara, diretor da Carteira de
Redescontos, visita a Agência de São Paulo. Recebido pelo
gerente Adão Pereira de Freitas (posse no BB: 3/11/1923 ­
apos.: 23/4/1958) e pelo inspetor Jorge Máximo Teixeira
(posse no BB: 8/9/1918 ­ apos.: 3/7/1955). Na pauta, o
assunto do momento: mecanização de serviços.
Aliás, a matéria já era objeto de estudo no
BB, desde os idos de 1941 e, a partir do ano seguinte,
foi criada a Seção Serviços Mecanizados, implantando
o Plano Racionalização e Mecanizações dos Serviços de
Contabilidade que tinha por objetivo absorver os serviços
de várias seções numa única seção, com a finalidade de
dar maior rapidez e segurança nos serviços [Revista
AABB ­ Rio ­ 1951].
A Agência de São Paulo, pioneira nesse sistema
operacional, operava com as máquinas Hollerith e National.
As principais tarefas executadas: controle das contas de
depósitos, cobrança, folhas de pagamento, registro de
títulos da praça, num total de 5.000 documentos por dia.
Esse sistema foi, posteriormente, adotado por outras
agências de grande porte que começaram a melhorar as
rotinas de serviço [Revista AABB ­ Rio ­ 1951].
6/5/1951 ­ A Agência de Presidente Prudente ­ SP
é conduzida com eficiência pelo gerente José Rodrigues
Crespo (posse no BB: 19/12/1923, apos. 13/3/1954). Nesse
dia, o Jornal A Manhã ­ Rio de Janeiro publica na
coluna "Café da Manhã", de Dinah Silveira de Queiroz,
Luar da Crônica que retrata o talento literário do gerente
daquela filial.

259

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em retrospectiva, Ernane
1989. os tempos idos na Sumoc:

Galvêas

lembra,

em

"O Herculano teve uma visão muito ampla de todos
esses acontecimentos em relação ao que seria o trabalho
na Sumoc, e mandou muita gente estudar fora. Ele
estimulou muitas as pessoas a irem fazer cursos no
exterior. O Guilherme Pegurier foi para o Fundo Monetário
fazer curso de balanço de pagamentos, o Sidney Latini
foi para o Fundo Monetário fazer curso de balanço
de pagamentos. Casimiro Ribeiro foi para a Inglaterra...
É. Eu ai... Havia um curso de "Teoria e Política Monetária"
no México que muita gente ambicionava fazer. Era um
curso de oito meses no CEMLA ­ Centro de Estudos
Monetários Latino­Americano... Fiz o curso no México em
1954." (71)
Tempos mais tarde, em 19/8/1982, Herculano
Borges da Fonseca é eleito presidente da Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, no momento
em que se apresentava como prestigiado autor das obras
Regime Jurídico do Capital Estrangeiro ­ Editora Letras e
Artes ­ 350 pp. (1963) e As Instituições Financeiras do Brasil
(editada em português, inglês e francês, por Crown
Editores Internacionais ­ 544 pp. (1976), com o Prefácio
do Prof. Antônio Delfim Netto, ministro da Fazenda.
Segundo a Revista AABB ­ Rio ­ 1951 e
confirmando o depoimento de Ernane Galvêas, em
novembro/1951, à Fundação Getúlio Vargas, Guilherme
Augusto Pegurier estava em missão especial da Presidência
do Banco do Brasil.
(71)

ERNANE GALVÊAS ­ in Depoimento prestado, nos idos de 1989,
à Fundação Getúlio Vargas ­ Rio de Janeiro ­ RJ.

FERNANDO PINHEIRO

-

260

Simples, mas de significativa importância, foi a
realização da cerimônia da assinatura do contrato de
50 milhões de cruzeiros entre o Banco do Brasil e a
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil,
em agosto de 1951, destinado à aquisição de casa própria.
Fazendo o uso da palavra, Alcebíades
de Faria, presidente da Caixa de Previdência,
dizendo que

França
iniciou

"o ato que se celebra no momento é dos mais
gratos e auspiciosos para o funcionalismo da Casa,
considerando que o Banco participa diretamente da
solução do problema da casa própria que a Caixa de
Previdência vem, há tempo, procurando resolver". (72)
E,

agradecido,

concluiu

dizendo

que

esse

benefício
"ultrapassa o simples conceito de moradia, pois que
representa também como que uma complementação do
montepio, em virtude de constituir pecúlio por morte." (73)
Na mesma época em que Francisco Vieira de
Alencar assume a Gerência da Carteira de Crédito
Agrícola e Industrial, Celeste da Gama e Souza Gonçalves
Carneiro, categoria letra "J" ou conferente­de­seção,
exerceu interinamente, em junho de 1951, o cargo de
subchefe do Departamento de Fiscalização Bancária ­
FIBAN.

(72, 73) ALCEBÍADES FRANÇA DE FARIA, presidente
Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil
30/4/1952) ­ Alocução proferida, em agosto/1951,
assinatura de contrato de empréstimo com o Banco

da Caixa de
(19/3/1949 a
ao ensejo da
do Brasil.

261

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A propósito, nesse ano, segundo a Revista
AABB­Rio ­ 1951, exerceram cargos de chefia na FIBAN,
na Direção Geral, interinamente, os seguintes funcionários:
chefe: Clóvis Facundo de Castro Menezes,
subchefes: Cyro Lopes Gonçalves, Celeste da Gama
Souza Gonçalves Carneiro, Jayme Stanzione Madruga.

e

Em agosto/1951, em decorrência da extinção da
Inspetoria de Agências Metropolitanas, Randolfo Xavier de
Abreu foi dispensado da comissão de chefe da Inspetoria
é nomeado inspetor do Banco do Brasil no Distrito
Federal.
No mês seguinte, Célia Cerqueira Cavalcanti
(posse no BB: 18/4/1932, apos. 5/1/1965), escriturária "E", é
nomeada auxiliar da Consultoria Técnica da Presidência
do Banco do Brasil. Nos idos de 1964, por livre vontade,
despede­se do ambiente presidencial e vai assumir o
cargo de chefe­de­serviço da Agência Glória ­ Metr. RJ,
sempre com o brilhantismo de sempre. Na Direção Geral,
Francisco Robles Peres, gerente da Carteira de Redescontos.
Célia Cerqueira Cavalcanti (1910/2003) ocupou a
Cadeira n° 8, patronímica de Castelo Branco de Almeida,
da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do
Brasil, legou­nos versos que acalentam e revigoram nosso
viver. Vale destacar a 1ª quadra do soneto A Caminho:
"A caminho do além, vou pela vida,
sem tristeza e sem dor, sem desalento.
É que em Jesus minha alma tem guarida
e para os céus elevo o pensamento." (74)
(74) CÉLIA CERQUEIRA CAVALCANTI (1910/2003) ­ Versos lidos pelo
vigário, em janeiro/2003, na Igreja de Nossa Srª da Glória ­
Rio de Janeiro.

FERNANDO PINHEIRO

-

262

Com a finalidade de renovar os quadros do
funcionalismo do Banco do Brasil, foi realizado, no dia
7 de setembro de 1951, em todo o País, o concurso
público. Foram inscritos 24.500 candidatos. Na cidade do
Rio de Janeiro o certame ocorreu na Escola Técnica
Nacional, com a presença do presidente Ricardo Jafet.
As provas foram de Português, Inglês, Francês, Contabilidade
e Datilografia, sendo acompanhadas por uma equipe do
concurso e pelo próprio presidente do Banco do Brasil
[Revista AABB ­ Rio ­ 1951].
Prestigiado pela presença de Café Filho, vicepresidente da República; Amaral Peixoto, governador do
Estado do Rio de Janeiro, pelos ministros de Estado
(Relações Exteriores, Educação e Viação), e inúmeras
outras autoridades, Ricardo Jafet, presidente do Banco
do Brasil, foi homenageado, em setembro de 1951, em
banquete oferecido pelas classes conservadoras da política
e do meio empresarial [Revista AABB ­ 1951].
Quase no final do discurso, Ricardo Jafet,
demonstrando viva emoção e amor ao trabalho, declara
abertamente:
"Enorme é a responsabilidade que recai sobre a
gestão dos negócios do Banco do Brasil, em função da
importância de sua entrosagem com as peças mestras
da alta administração federal e do papel que é chamado
a desempenhar no conjunto dos fatores ligados à formação
e à circulação da riqueza." (75)

(75)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1/1953) ­ in Discurso proferido, em setembro/1951, no
banquete oferecido pelas classes conservadoras da política e
do meio empresarial.

263

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O presidente do Banco do Brasil falou ainda
sobre o trabalho que produz a riqueza nacional pela
capacidade do povo brasileiro e dos grandes líderes da
política e da economia e encerrou o seu discurso,
agradecendo a homenagem, no dizer dele, "superior ao
meu mérito" (o que discordamos) e finalizou: "... podeis
contar comigo para todas as campanhas de sadio
patriotismo." (76)
No dia 10 de dezembro de 1951, o presidente
Ricardo Jafet profere um discurso no ato inaugural do
Curso de Estatística, com vistas a formar técnicos, em
colaboração com o IBGE ­ Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística. Eis o resumo:
"Agradecendo as palavras de V.Exª, Senhor general
Djalma Polli Coelho, queremos dizer de nossa satisfação pela
acolhida, sumamente honrosa, com que fomos distinguidos,
e manifestar-lhe, ao mesmo tempo, a expressão de nosso
reconhecimento pela valiosa colaboração que ora nos presta,
proporcionando aos funcionários do Banco do Brasil a
oportunidade de frequentar o Curso de Estatística que
este Instituto organizou a nosso pedido.
Acompanhamos de há muito as atividades do
órgão
a que V.Exª tão sabiamente preside, pois sempre
reconhecemos fulgirem aqui, de par com a importância
dele em face dos nossos problemas geográficos, inestimáveis
serviços de pesquisas e conclusões que propiciaram
trabalhos de grande envergadura, como, por exemplo,
o da padronização da estatística no Brasil.

(76)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951
14/1/1953) ­ in Discurso proferido em setembro/1951.

a

FERNANDO PINHEIRO

-

264

[...]
Desde o início de nossa tarefa, como auxiliar de
confiança do Exmo. Sr. Presidente da República, entendemos
que o Banco do Brasil, para execução dos encargos
oficiais que lhe cumpre desempenhar, os quais, por sua
natureza diversa e especializada, atingem quase todos os
setores da vida nacional, precisava de um órgão central
de estudos, cuja atuação objetivasse de maneira concreta
o panorama de nossa política econômica.
Assim, considerávamos, quando, a 19 de julho último,
em comunhão de vistas com os ilustres colegas de
Diretoria, resolvemos reestruturar o atual Departamento,
ora constituído por três setores distintos: o de Estatística,
o
de
Estudos
Econômicos
e
o
de
Divulgação,
transformando-o num órgão técnico antes de tudo, com
a finalidade do observar os fenômenos econômicos,
internos e externos, e traçar planos à economia nacional.
Mas, para atingir esse propósito, necessitamos de
um quadro de funcionários técnicos que, além do trabalho
rotineiro, tenha, penetrado a realidade nacional, as
atenções voltadas as pesquisas e aos estudos cujos
trabalhos sejam postos à disposição dos nossos diversos
órgãos administrativos para deliberação definitiva.
Esse conjunto harmonioso, dotado de elementos
eficientes, constitui inovação que, estamos certos, permitirá
um aproveitamento de proporções duradouras, não fácil
de desvirtuar, que, esperamos, não sofrerá descontinuidade
às arremetidas diversas.
Dispensamo-nos, por evidente, de relembrar aqui o
papel relevante que a estatística desempenha no êxito dos
estudos econômicos e financeiros.

265

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Procuramos selecionar, criteriosamente, os funcionários
que aqui estão como alunos, entregues à superior
proficiência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,
escolhidos dentre os mais estudiosos, com tendência
manifesta para os encargos especializados; e o Curso que
se inicia, sob a orientação de Professores, que são ilustres
desta Casa, se destina ­ formando uns e aperfeiçoando
outros ­ a aparelhar tecnicamente o quadro do nosso
setor de Estatística.
Alegremo-nos poder contar com a cooperação do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; e estamos
certos de que, após o término das aulas, teremos no
estabelecimento de crédito que dirigimos mais um grupo
especializado e altamente patriótico, porque luta e
marcha vêm antevendo a vitória da recuperação econômica
do Brasil." (77)
Em setembro/1951, Pedro Lima (posse no BB:
23/5/1928, apos. 1/8/1960) é nomeado chefe­de­gabinete
(DG-CAMIO). Dois meses mais tarde, Manoel Augusto
Penna (posse no BB: 9/8/1916, falec. 10/4/1954), gerente da
Carteira de Câmbio da Direção Geral, passa o encargo
da Carteira a João Cândido de Andrade Dantas. Na
solenidade de transmissão do cargo, José Jacaúna de
Souza, advogado do Banco do Brasil, proferiu discurso
homenageando o gerente que se despedia [Revista AABB ­
Rio ­ 1951; Almanaque do Pessoal ­ 1964].

(77)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1//1953) ­ in Discurso no ato inaugural, em 10/12/1951, do
Curso de Estatística no Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

-

266

Vale
mencionar
as
contingências
de
trabalho
que obrigaram o homenageado, no início de carreira,
a envidar esforços, mediante inteligência e ilibado caráter,
para superar as dificuldades então existentes, abordadas
pelo orador:
"... nos tempos árduos, em que tudo se exigia do
empregado, sem horas fixas de expediente, sem regalias
e sob normas inflexíveis de disciplina". (78)
Absorvendo o antigo DEIFA ­ Departamento de
Fiscalização de Agências, foi criado, nos idos de 1951, o
Departamento de Crédito Geral do Banco do Brasil,
sendo escolhido para dirigi-lo Raymundo Mendes de
Carvalho Sobral, natural de Amarante ­ Piauí, dotado
de brilhante inteligência, sólido caráter e magnífica
noção de responsabilidade. Esse Departamento trouxe
consigo duas subgerências entregues ao comando de José
Luís de Assis e Aurélio de Freitas [Revista AABB ­ 1951].
Tradutor das obras: Os Sonhos, de Charles
Leadbeater, e A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna
Blavatsky (Madame Blavatsky) ­ 6 volumes ­ Editora
Pensamento), obra­base da Teosofia, hoje amplamente
divulgada na televisão ­ TV­Rio ­ Comunidade, produzida
e apresentada em Brasília ­ DF, Raymundo Mendes Sobral
(1903/1960), intelectual de reconhecido prestígio nacional
e, pela dimensão da obra traduzida, até no exterior.

(78) JOSÉ JACAÚNA DE SOUZA, advogado do Banco do Brasil (posse
no BB: 23/9/1933, apos. 29/5/1973) ­ in Discurso proferido, em
novembro/1951, em homenagem a Manoel Augusto Penna, gerente
da GECAM ­ Gerência de Operações de Câmbio ­ Carteira de
Câmbio (nov/1949 a nov/1951) [Revista AABB ­ Rio de Janeiro ­
out./nov./1951 ­ p. 22; Almanaque do Pessoal ­ 1964].

267

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

No âmbito profissional, onde esteve a atuação
de Raymundo Mendes Sobral (posse no BB: 7/6/1920 ­
apos.: 11/9/1958), preferimos levar ao público as palavras
simples e resumidas, proferidas em telefonema de 7/7/2008,
por Edgardo de Amorim Rêgo, natural de Parnaíba,
que nos revelou: "o que o Banco do Brasil tem hoje
sobre crédito deve­se a Raymundo Mendes Sobral."
Com passagem por Parnaíba, José Bonifácio de
Sousa, cearense ilustre, tomou posse no Banco do Brasil,
em 13/7/1928, na Filial de Fortaleza. Na década seguinte,
exerce, em outro turno profissional, a cátedra de Professor
da Faculdade de Ciências Econômicas, até janeiro/1942,
quando recebe a incumbência da Direção Geral para
instalar e gerenciar a Agência de Crato­CE. Decorridos 3
anos nesta gestão (janeiro/1942 a 25/3/1945), é removido
para a cidade de Parnaíba, onde assume, em abril/1945,
o cargo de contador, embora parecesse um declínio na
carreira, era uma promoção, considerando que a Agência
de Parnaíba era mais importante do que a de Crato.
Nessa agência, localizada em cidade banhada
por um imenso delta fluvial, José Bonifácio de Sousa
permaneceu até dezembro/1947, quando foi removido, nas
mesmas funções, para a Agência de Fortaleza­CE, em
seguida, gerente da Agência de Crato. Dois anos mais
tarde, em parceria com Rômulo de Almeida, estruturou a
implantação do Banco do Nordeste do Brasil S.A., onde
assumiu o cargo de superintendente (1951/1952).
Após cumprir o mandato no BNB, José Bonifácio
de Sousa retorna ao Banco do Brasil e, em janeiro/1954,
assume o cargo de gerente da Agência de Manaus ­ AM,
permanecendo até julho/1955, quando foi transferido no
mesmo cargo para a Agência de Salvador.

FERNANDO PINHEIRO

-

268

Promovido a inspetor, em jurisdição localizada
na Bahia, José Bonifácio de Sousa inspecionou as
agências de Itabuna, Ilhéus e Vitória da Conquista,
Belmonte. Em 1/8/1958, após relevantes serviços prestados,
aposenta­se do Banco do Brasil no cargo de inspetor de
agências.
A partir de setembro/1958, aposentado, volta
ao Estado natal e dedica­se às lides do magistério,
lecionando na Faculdade Católica de Filosofia (atualmente,
sob nova designação, Faculdade de Educação do Ceará),
e nas Escolas Profissionais do SENAC, em Fortaleza,
e empreende atividades que hoje é um dos objetivos
da atividade­fim do Banco do Brasil: implantação do
desenvolvimento sustentável.
Nessa quadra de vida, José Bonifácio de Sousa
promove o desenvolvimento do oeste de Quixadá, com a
instalação de centro de trabalhos na Fazenda Queimadas.
Daí surgiu o Centro de Assistência Rural São Vicente
de Paula com a finalidade de levar a assistência técnico­
agrícola, médica, dentária, financeira aos produtores
agrícolas locais, aos idosos e aos pais de família, escola
obrigatória aos jovens [SOUSA, 1997].
Desse trabalho, à semelhança do que foi realizado
na Itália por Giuseppe Verdi, antes de tornar­se o célebre
compositor italiano, José Bonifácio de Sousa criou uma
Cooperativa, juridicamente instalada, tendo como sócios
os produtores da região com a finalidade de promover
a comercialização sustentada pelo apoio à produção
agrícola. Esse empreendimento se desenvolveu também
fora da Fazenda Queimadas, atingindo as cercanias da
região, beneficiando os sitiantes arrendatários do Açude
Choró que, embora fosse criado, durante a seca de

269

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

1932, por iniciativa governamental, não tinha, na década
de 50, a assistência do governo [SOUSA, 1997].
Essa missão que engrandece a cidadania que ele
a honrou com provas irrefutáveis, no trabalho de campo
(1958/1969), para ele chega­se ao fim, com o convite do
governador Plácido Aderaldo Castelo, contemporâneo da
Faculdade de Direito, para assumir o cargo de secretário
de Administração do Estado do Ceará. Em pleno mandato,
faleceu, no dia 17/4/1970, deixando o Estado em luto
oficial, durante 3 dias seguintes em que a bandeira do
Estado do Ceará ficou hasteada, a meia verga, nas
repartições estaduais [SOUSA, 1997].
Acadêmico, fundador da Sociedade Cearense de
Geografia e História, membro do Instituto do Ceará, José
Bonifácio de Sousa legou­nos extensa obra
literária
voltada ao campo da pesquisa histórica: Leandro Bezerra
Monteiro (biografia) ­ 1945; Serra do Estevão ­ 1947; Na Milícia
de Cristo (em colaboração) 1947; Discurso de posse no Instituto
do Ceará, versando sobre a vida e a obra de Eusébio de
Sousa, Joaquim Catunda e mons. Bruno Figueiredo ­ 1950; O
Centenário de Tomás Pompeu de Sousa Brasil (1952); Formação
Histórica do Comércio Cearense ­ 1954; Quixadá ­ De Fazenda a
Cidade ­ 1960; Associação Comercial do Ceará (1868/1968)
[SOUSA, 1997].
Em edição póstuma, a obra Quixadá & Serra do
Estevão, de José Bonifácio de Sousa, editada através do
Programa Editorial da UFC ­ Universidade Federal do
Ceará, teve o lançamento em 17/4/1997, no Ideal Clube
­ Fortaleza ­ CE, com o convite que recebemos do
eng° José Bonifácio de Sousa Júnior, diretor de gestão
empresarial da COELC ­ Companhia Energética do Ceará,
contendo o nome do Prof. Roberto Cláudio Frota Bezerra,
reitor da UFC; Prof. Martins Filho, coordenador do

FERNANDO PINHEIRO

-

270

Programa Editorial da Casa José de Alencar; Ernesto
Sabóia, secretário de Administração do Estado do Ceará;
Paulo Linhares, secretário da Cultura e Desporto do
Estado do Ceará; e do Cel. Paulo Airton Araújo, presidente
do Instituto do Ceará.
Ainda na equipe de governo de Plácido Castelo,
ressaltamos a presença de Braga Montenegro, aposentado
do Banco do Brasil, que tomou posse, em outubro/1966,
no cargo de diretor do Departamento de Publicações e
Documentação da Secretaria de Cultura, a convite do
secretário Raimundo Girão, titular da pasta recém-criada,
à época, no Ceará, sendo a 1ª no gênero, em todo o
Brasil, posteriormente adotada em todas as Unidades da
Federação [SOUSA, 1997].
Outro cearense ilustre, amante das letras, que
serviu ao Banco do Brasil: Joaquim Braga Montenegro
(1907/1979) tomou posse em 3/9/1934, galgando todos os
postos da carreira, inclusive a de inspetor, percorrendo
as agências de Maceió, Fortaleza, Parnaíba, Rio de Janeiro,
Três Corações e, por fim, Fortaleza, sede de jurisdição
de inspeção.
Autor de apreciável obra literária: Uma chama ao
vento (contos) 1945 ­ reedição UFC 1997, Prêmio Aequitas,
1946 ­ Fortaleza ­ CE, Prêmio Afonso Arinos da Academia
Brasileira de Letras (1947); Araripe Júnior (subsídios para um
estudo), Fortaleza, Separata da Revista Clá (1951); Evolução e
Natureza do Conto Cearense (estudo) ­ Separata da Revista
Clã, Fortaleza ­ CE (1951); José Albano (poesia, antologia,
apresentação crítica; notas ­ Rio de Janeiro, AGIR (Nossos
Clássicos n° 30, (1958); As Viagens (novelas) ­ Prêmio de
Contos e Novelas, da Universidade Federal do Ceará, 204 pp.
(1961); Boa Esperança em Quarenta e Oito Horas (Reportagem)
(1969); Correio Retardado (estudo de crítica literária), Prêmio

271 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Farias Brito para Ensaios, da Universidade Federal do Ceará,
264 pp.
Nos idos de 1951, o superintendente do Banco
do Brasil era Ayres Pinto de Miranda Montenegro. A
Superintendência tinha status de uma Diretoria de
Administração, inexistente àquela época na Empresa.
Com a finalidade principal de conhecer in loco
os problemas e buscar soluções para a economia
regional do Norte e Nordeste brasileiro, o diretor da
Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil, Egídio
da Câmara Souza, e sua comitiva, viajando pela Panair,
estiveram, em dez/1951, nas cidades de Belém, Fortaleza,
Natal, Recife [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Na iconografia de roteiro da viagem, podemos
assinalar, ainda, que José Estefno, diretor da Carteira
de Crédito Comercial, em dezembro/1951, empreendeu
viagens em São Paulo para o encontro com os gerentes
de diversas agências. Em Ribeirão Preto fez a exposição
dos motivos de sua presença no interior paulista,
acompanhado de uma comitiva que incluía uma taquígrafa,
trajando vestido branco, comprido, à moda da época
[Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Um seleto grupo de funcionários, com bagagem
rica de conhecimentos e experiência, é nomeado, em
dezembro/1951, para exercer o cargo de inspetor, em
jurisdição Zona Especial ­ Distrito Federal: Adroaldo Costa
Pinheiro, Alcebíades França de Faria, Antônio Gurgel da
Costa Nogueira, Aristóteles de Magalhães Cordeiro, Clóvis
Castelo Branco, Euclides de Arruda Matos, Jorge Máximo
Teixeira, Paulino Jaguaribe de Oliveira, Randolfo Xavier de
Abreu e Thales Honorário de Almeida [Revista AABB ­ Rio ­
1951].

FERNANDO PINHEIRO

-

272

Nesse mês, dentre outras nomeações oriundas
da Direção Geral, Ernane Galvêas, perito de Balanço ­
Agência Central ­ DF, José Fernandes de Luna, secretário­
de­gabinete (DG ­ CAMIO) e Mário Collazi D´Elia, inspetor
da 28ª Zona (Catanduva), escritor de méritos reconhecidos
por Agrippino Grieco que prefaciou o romance O neto de
Laura Giolitti, de Mário C. D´Elia.
Dentre a bibliografia sobre autor, destaca­se a
palestra Mário C. D´Elia, de autoria de Maria Júlia Lemos
Costa Bittar (Zazu), Professora de História da Escola
Estadual Mário D´Elia, Franca ­ SP, na qual relata
"Atividades exercidas no Banco do Brasil obrigaram-no
a peregrinar por várias cidades do estado de São Paulo,
até fixar-se em Pirassununga. Lá, desenvolveu intensa
atividade intelectual." (79)
Em jan/1952, houve reunião de gerentes do
Banco do Brasil no Nordeste, estavam presentes: Renato
Navarro Britto, gerente (interino) da Agência de Salvador
(posse no BB: 10/7/1924 ­ apos.: 6/7/1960), os inspetores
Aurélio de Azevedo Valente (posse no BB: 1/2/1924 ­ apos.:
22/4/1963), e Nodgy de França Andrade (posse no BB:
1/10/1925 ­ apos.: 1/6/1958). Faziam parte da comitiva do
diretor da CREGE: Raul Alonso Pereira, chefe-de-gabinete
(posse: 8/11/1924 ­ apos.: 7/11/1956) e Iracema Borba Neira,
estenógrafa [Revista AABB ­ Rio 1952; Almanaque do Pessoal
­ 1964].

(79)

MARIA JÚLIA LEMOS COSTA BITTAR (ZAZU) ­ Palestra
intitulada Mário C. D´Elia, lida no 1° Seminário Banco do Brasil
e a Integração Social ­ nov/1995 ­ Rio de Janeiro ­ RJ.

273 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

No Recife, o diretor Egídio da Câmara Souza
teve encontro com Agamenon Magalhães, governador
do Estado de Pernambuco, e foi homenageado num
lauto banquete oferecido pela família Pereira Queiroz, da
alta society recifense, com show de músicas regionais
executadas por Sivuca, o diabo louro da sanfona [Revista
AABB ­ Rio ­ 1952].
Assinalamos, com grande destaque, a visita
dos professores e alunos do
Instituto
Brasileiro de
Administração da Fundação Getúlio Vargas ao Banco do
Brasil, em janeiro de 1952. Recepcionando os visitantes,
usou a palavra Luiz Simões Lopes, diretor da Carteira
de Importação e Exportação do Banco do Brasil, e, ao
mesmo tempo, presidente daquela prestigiada Fundação.
"Senhor Presidente, meus senhores:
Na dupla qualidade de presidente da Fundação
Getúlio Vargas e diretor do Banco do Brasil, tenho grande satisfação
em trazer os alunos do Instituto Brasileiro
de Administração
da Fundação Getúlio Vargas, e os seus eminentes professores para
visitarem o Banco do Brasil.
Os Srs. vão me perdoar se agora, na qualidade de
Diretor do Banco, eu uso de um pouco de falta de
modéstia, mas o Banco do Brasil é de fato uma, não
só das maiores, mas das melhores organizações que
temos em nosso País, e, por isso, sugeri eu esta visita para
que os nossos professores e alunos tivessem oportunidade
de conhecer esta Casa.
O Banco tem, como seu Presidente, o Sr. Ricardo
Jafet que, além de banqueiro, é dos grandes industriais
brasileiros. Seguindo as pegadas do seu ilustre pai, ele está
criando, coordenando uma obra imensa e importantíssima,
ligada à industrialização do País.

FERNANDO PINHEIRO

-

274

Sendo um grande industrial, um grande chefe de
equipe, ele está visceralmente ligado aos problemas de
Administração. Compreende, porque tem sofrido na
própria carne, os efeitos das falhas que existem em
nosso meio, exatamente pela falta do ensino sistemático
da Administração.
Nós todos que administramos, no Brasil, de um modo
geral, somos autodidatas, não temos formação sistemática
e daí em grande parte a redução de rendimento e o
aumento consequente de custo do trabalho em quase
todas as organizações brasileiras, quer privadas, quer
públicas.
Por isso, a Fundação Getúlio Vargas teve a iniciativa
de lançar no Brasil, em caráter sistemático, o ensino da
ciência de Administração. Para isso dirigiu-se à Organização
das Nações Unidas, onde encontrou uma acolhida
surpreendentemente favorável.
Os membros da delegação brasileira junto a ONU
defendem, há cerca de 4 anos, uma tese absolutamente
certa: de que a assistência técnica aos países subdesen­
volvidos só pode dar resultados satisfatórios mediante
um trabalho prévio ou concomitante de organização
racional da Administração Pública.
De fato, não é possível dar assistência técnica num
meio impermeável à técnica administrativa moderna,
porque acima de todas as iniciativas específicas, em
qualquer campo de trabalho, há um fator indispensável
para o êxito dessas iniciativas que é um suporte, uma
Administração Geral eficiente.
As Nações Unidas não só vão colaborando com
a Fundação Getúlio Vargas, como patrocinaram uma
Mesa Redonda que realizamos em Lake Success, onde
foi discutido por um eminente grupo de professores

275 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

americanos e vários brasileiros o projeto da Fundação
Getúlio Vargas, para a introdução do ensino sistemático
de Administração no Brasil.
Mais
ainda,
resolveram
participar
efetivamente
dessa obra, escolhendo o Brasil para iniciar a assistência
técnica necessária à instituição do ensino da Administração.
Para isso, as Nações Unidas concorreram por várias
formas. Uma das mais importantes foi, sem dúvida, a vinda
para o Brasil do seu delegado, aqui presente, Dr. Benedito
Silva, enviado para acompanhar o desenvolvimento do
chamado "Projeto Brasileiro de Ensino de Administração".
Sem querer ferir a modéstia dos ilustres professores
que aqui se encontram, tenho o prazer de dizer
que são professores do mais alto nível e do mais alto
standard no campo da Administração. Eles ocupam, nos
seus países, as mais importantes cátedras de administração.
Estão esses insígnes professores deixando seus
interesses, seus países, alguns suas famílias, para virem
ajudar nesta obra, o que é, também, um elogio a eles
próprios, porque só um grande ideal ­ o de servir ao
progresso da administração pública ­ traz esses eminentes
professores ao Brasil.
As Nações Unidas colaboraram, ainda, facilitando a
vinda ao Brasil de um grupo seleto de alunos, tirados
de quase todos os países latino-americanos. A Fundação
Getúlio Vargas tem, por isso, Sr. Presidente, o prazer
de abrigar em seus cursos uma brilhante plêiade de
filhos dos países irmãos, que aqui nos buscam para
aperfeiçoarem os seus conhecimentos em Administração
Pública.
A Fundação Getúlio Vargas, por sua vez, ofereceu
bolsas de estudo a todos os Estados do Brasil, trazendo
cerca de 20 alunos para seguirem esses Cursos, que

FERNANDO PINHEIRO

-

276

abrigam também alunos daqui do Distrito Federal, tirados
dos Ministérios, das Autarquias, como do próprio Banco
do Brasil.
Estamos conscientes de que esta iniciativa
mais alta importância para o progresso da Nação.

é

da

Sr. Presidente: Ao entrarmos nesta Casa ­ embora
na função transitória de Diretor, ­ fomos desde logo,
conquistados pelas suas tradições, pelo espírito de
equipe que aqui reina, pela imensidade de trabalho que
aqui se realiza em prol dos interesses do País. Por
isso, não queríamos que esses eminentes professores e
alunos deixassem
de conhecer o nosso Banco, do qual
tanto nos orgulhamos." (80)
As palavras de agradecimento do Sr. Ricardo
Jafet, presidente do Banco do Brasil, foram simples e
desvanecedora:
"É sumamente grato para mim, como presidente
do Banco do Brasil, ter essa equipe de intelectuais,
de estudiosos, aqui presente na Casa que eu tenho a
honra de presidir. Quero, ao mesmo tempo, agradecer
ao diretor Simões Lopes e ao Presidente da Fundação
Getúlio Vargas, Fundação que tantos serviços tem
prestado ao Brasil e continua prestando, por ter ele dado
essa oportunidade aos Srs. de conhecerem, como ele
bem disse, uma das boas organizações que o Brasil tem.

(80) LUIZ SIMÕES LOPES, presidente da Fundação Getúlio Vargas e
diretor da Carteira de Importação e Exportação do Banco do
Brasil (gestão Ricardo Jafet) ­ Discurso proferido em jan/1952.

277 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O meu agradecimento sincero ao Dr. Simões Lopes
pelas palavras generosas com que se referiu à minha
pessoa, e quero também declarar que o Banco do Brasil
está disposto a cooperar e colaborar em tudo que vise
a melhorar o sistema de administração do País." (81)
Nos dias 15, 16, 17 e 18 de janeiro de 1952,
foi realizada, em diversas sessões, a 1ª Reunião de
Gerentes do Banco do Brasil em Minas Gerais, à época
denominada com o sugestivo nome de Conclave de Gerentes.
Às vésperas do evento, chega a Belo Horizonte,
desembarcando no Aeroporto de Pampulha, a comitiva
chefiada por José Estefno, diretor da Carteira de Crédito
Comercial do Banco do Brasil, com recepção calorosa
de funcionários e inúmeras autoridades locais. Á noite,
houve um jantar no Minas Tênis Clube [Revista AABB ­
Rio ­ 1952].
A instalação do conclave ocorreu às 9h:00m, da
manhã do dia 15 de janeiro de 1952, no salão nobre
da Associação Comercial de Minas Gerais. Fizeram parte
da mesa de trabalhos: José Estefno, Joaquim Gouveia
Filho, Raymundo Mendes Sobral, Heráclito Costa Marques,
Adão Pereira de Freitas, Miguel Penchel, Francisco da
Gama Netto [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Numa das reuniões do dia 18 de janeiro,
compareceu José Maria Alkimin, secretário das Finanças
do
Estado
de
Minas
Gerais.
Dentre
as
matérias
apresentadas,
destaca-se
a proposta de Antônio de

(81)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1/1953) ­ Palavras de agradecimento ao diretor Luiz Simões
Lopes, em jan/1952, ao ensejo da visita dos professores e alunos
da Fundação Getúlio Vargas.

FERNANDO PINHEIRO

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278

Carvalho Bastos ao Banco do Brasil para a criação de
Cursos de Aperfeiçoamento de Funcionários do Banco
do
Brasil, com o objetivo de melhorar o desempenho
funcional nas tarefas administrativas [Revista AABB ­ 1952].
O presidente Ricardo Jafet esteve presente e
presidiu, no dia 18 de janeiro de 1952, a sessão de
encerramento da 1° Conclave de Gerentes do Banco do Brasil
em Minas Gerais. Pela ordem de sequência, passou a
palavra a Francisco da Gama Netto, gerente da Agência
de Belo Horizonte e, em seguida, a José Estefno, diretor
da Carteira Comercial, que expuseram a matéria dos
trabalhos apresentados em sessões anteriores. Por último,
o presidente fez o uso da palavra. Em resumo:
"Coube a mim a tarefa de encerrar o conclave de
administradores de agências, realizado em Belo Horizonte.
Essa
incumbência
constituiu
motivo
da
maior
satisfação, pela oportunidade que me proporcionou de
entrar em contato direto convosco, embora que por
rápidos momentos.
O Banco do Brasil é uma Casa muito grande e sua
rede de agências se espalha pela vastidão do território
nacional. A amplitude do seu campo de ação torna cada
vez mais difícil uma aproximação maior entre as duas
forças que impulsionam os seus serviços ­ a Diretoria
e o funcionalismo.
Desde o início do meu mandato, compreendi o
quanto seria vantajosa a realização de conclaves de que
participassem os gerentes de grupos de agências situadas
em regiões e economias afins, sempre com a assistência
pessoal de um diretor, para o aprimoramento dos serviços
internos e revigoramento das operações, habilitando assim

279 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

o Banco a cumprir cada vez melhor o seu papel de
incrementar o desenvolvimento do País.
Posta em prática a ideia, os bons resultados colhidos
nessas reuniões e que se traduzem em observações locais
de grande valor para a Superior Administração, e
em esclarecimentos prestados aos gerentes pelo diretor
pessoalmente, sobre a linha de atuação a seguir, vieram
confirmar o acerto do meu prognóstico." (82)
À noite do dia 18 de janeiro de 1952, Ricardo
Jafet, presidente do Banco do Brasil, esteve no Palácio
da Liberdade, sede do governo de Minas Gerais, onde
foi recepcionado em jantar oferecido pelo governador
Juscelino Kubitschek, acompanhados de suas respectivas
esposas, além das autoridades presentes. Nelly Jafet
confirmou­nos, pessoalmente, que estava presente no
Palácio.
Carismático, afável e acolhedor,
mineiro proferiu discurso em homenagem
do Banco do Brasil:

o governador
ao presidente

"Excelentíssimo Senhor Doutor Ricardo Jafet:
É com o maior desvanecimento e justo regozijo
que o Governo e povo de Minas Gerais acolhem a visita
que V.Exª ora faz ao nosso Estado. Honrando-me,
sobremaneira, a sua presença entre nós, oferece-nos
grato ensejo para que mais uma vez lhe manifestemos a
grande admiração e o particular apreço em que têm os
mineiros que acompanham com entusiasmo as relevantes
iniciativas que vem promovendo à frente do nosso
principal Instituto de crédito.
(82)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1/1953) ­ Belo Horizonte ­ 18/1/1952 ­ Encerramento do
1° Conclave de Gerentes do Banco do Brasil em Minas Gerais.

FERNANDO PINHEIRO

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280

Em V.Exª, Senhor Ricardo Jafet, cumpre destacar
desde logo, em correspondência com os seus atributos
excepcionais de homem de finanças, um elevado espírito
público, colocado a serviço do Brasil, onde quer que se
convoquem a sua inteligência, a sua operosidade e o
seu clarividente descortino.
Tem sido por isso mesmo das mais patrióticas
a sua atividade nas elevadas funções que desempenha,
por honrosa incumbência do eminente Senhor Presidente
da República, à frente das quais Vossa Excelência surge
animado principalmente do propósito
de contribuir para
que se amplie sempre o âmbito da assistência que cabe
ao Banco do Brasil prestar para o estímulo e encorajamento
das iniciativas de governante e particulares.
Da sua preocupação de tornar a influência do Instituto
que dirige ainda mais ampla e benéfica dizem, com
singular eloquência, as realizações inúmeras, cada qual mais
significativa, que assinalam o seu primeiro ano de gestão.
Assim procedendo, V.Exª conserva-se inteiramente
fiel às patrióticas diretrizes do presidente Getúlio Vargas,
no seu intenso esforço para promover a restauração
econômica do Brasil e, em consequência, alicerçar em
bases sólidas o bem-estar social.
Especialmente no que se refere ao meu Estado,
é, com grande satisfação, que assinalo o mérito dos
serviços prestados à coletividade mineira, pelo lídimo
estadista que dirige os destinos do Brasil na hora
presente, serviços esses que se consubstanciaram não
só no empréstimo inicialmente concedido a Minas Gerais,
como nas providências tendentes à construção
das duas
grandes rodovias Belo Horizonte ­ Rio e Belo Horizonte
­ São Paulo, com ainda, na sua interferência pessoal
para que em Minas se localizem as grandes indústrias

281 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Mannesmann, o que representará um passo decisivo para
o nosso desenvolvimento industrial e econômico." (83)
O presidente Jafet agradeceu a homenagem do
governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, em
discurso que abordou aspectos da economia nacional e
fazendo elogio ao programa do governo mineiro ­ binômio:
energia e transporte [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Na manhã do dia 19/1/1952, o governador
de Minas Gerais e o presidente do Banco do Brasil,
acompanhados de Sarah Kubitschek e Nelly Jafet, e
membros da comitiva governamental, viajaram para a
cidade de Sabará, onde visitaram a Siderúrgica Belgo­
Mineira [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
O prefeito Sílvio Pereira e o diretor da
Siderúrgica, Louis Ensch, receberam os ilustres visitantes,
proporcionando-os homenagem prestada por estudantes e
desportistas. Em nome dos operários, Essaú Magalhães
Júnior, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
Sabará, saudou o presidente do Banco do Brasil [Revista
AABB ­ Rio ­ 1952].
Segundo a Revista AABB ­ Rio, o presidente
Ricardo Jafet agradeceu a demonstração de carinho e
afeto, e comentou, na ocasião:
"Estava bem impressionado, acabando de visitar um
ambiente de trabalho produtivo e sincero ­ a Companhia

(83)

JUSCELINO KUBITSCHEK, governador de Minas Gerais (31/1/1951
a 31/3/1955) ­ Palácio da Liberdade ­ Belo Horizonte ­ 18/1/1952 ­
Discurso de recepção a Ricardo Jafet, presidente do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

-

282

Siderúrgica Belgo­Mineira ­ que foi a escola da indústria básica
do Brasil, e que merece, por isso todo o nosso
respeito e todo o
nosso apreço." (84)
De Sabará a comitiva presidencial do Banco
do Brasil seguiu para a Cidade Industrial, onde visitou
as instalações da empresa Magnesita S.A. O regresso do
presidente Ricardo Jafet ao Rio de Janeiro ocorreu no
dia 21 de janeiro de 1952 [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
No banquete de 500 talheres oferecido ao
diretor Loureiro da Silva, em 20/2/1952, na AABB ­ Rio
de Janeiro, ao ensejo da aprovação do novo Regulamento
da Carteira Agrícola e Industrial do Banco do Brasil,
Martins Napoleão, chefe do Departamento Jurídico da
CREAI, proferiu discurso de saudação ao homenageado.
Esse orador eloquente, membro da Academia
Piauiense de Letras, exerceu, posteriormente, o cargo de
Consultor Jurídico do Banco do Brasil (3/5/1967 a
16/9/1977). Ensaísta do pensamento filosófico, foi um
dos últimos poetas brasileiros da fase de transição do
simbolismo para o modernismo. Eis o discurso:
"É para mim fundado motivo de prazer o
tornar-me, ora e aqui, intérprete dos que vos prestam
esta homenagem de simpatia e apreço: é que sinto,
de mim para convosco, certa corrente de afinidade eletiva,
originária da identidade substancial de pendores entre o
gaúcho amoroso dos pagos e o nordestino enfeitiçado pelo

(84)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1//1953) ­ Palavras de agradecimento, proferidas em 19/1/1952,
em visita a Siderúrgica Belgo­Mineira.

283 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

chão de seus sítios e fazendas, vestígios indeléveis da
civilização do couro, que lhe condicionou a psique e os
hábitos de vida, insinuando-lhe, como fundo elemento
diferencial no conjunto brasileiro, legítimo complexo rural,
que à distância ainda lhe umedece os olhos e descompassa
o coração nos dias enublados, que prenunciam para o
seu sertão "a hidropisia das primeiras águas"...
Meus Senhores!
Há, evidentemente, nesta reunião, um pretexto próximo,
entre os muitos que justificam, a qualquer tempo, uma
demonstração de estima pelos que timbram em manifestar,
por atos e palavras, verdadeiro e devotado espírito público.
Esse motivo imediato é a aprovação, por parte do
Governo e através do preclaro Ministro da Fazenda, do
novo Regulamento da Carteira Agrícola e Industrial do
Banco do Brasil, elaborado sob a inspiração de seu
titular e apoio do Presidente e demais Diretores da
Instituição, os quais, assim, lhe prestigiaram a iniciativa
oportuna, num magnífico exemplo de compreensão dos
problemas fundamentais a cuja solução o diploma se
destina.
Na angustiosa situação de carência e má distribuição
de víveres, que não é ­ valha dizer ­ uma crise brasileira,
mas
uma
diátese
universal
do
após­guerra,
o
disciplinamento do crédito rural, e em moldes os mais
adiantados, é assunto de rigoroso interesse nacional,
principalmente no que diz respeito ao estímulo de
atividades consubstanciais à própria tradição do nosso
modo de viver.
Ao mesmo passo, a sistematização do crédito
industrial, à pressão contingente de nossa evolução
econômica, condiz, não só ao irreprimível surto de
progresso material do País, mas também à procura política

FERNANDO PINHEIRO

-

284

do Governo no sentido do nosso reaparelhamento técnico
e fabril.
Assim, a difusão racional do crédito agrícola e
pecuário representa a preservação de traços característicos
de nossa formação histórica, ligada aos currais e
fazendas e ameaçada pela crise contemporânea de
transformação de valores sociais e econômicos.
De outro lado, a expansão do crédito industrial, à
base de aplicação em iniciativas de interesse público,
propiciará clima à nossa desejada e relativa autosuficiência,
sem o perigo das distorções comprometedoras, que
anulem, por uma superestrutura de artifício, a nossa
poderosa e secular infraestrutura rural.
O bom senso que informa, no todo e nas minúcias,
a regulamentação ora em vigor, é entendido como
índice de compreensão dos complexos dados desses
problemas, que se não podem entre nós dissociar, a
bem da defesa do nosso passado e de modo a evitar
os conflitos de imposição artificial de um novo ciclo de
vida.
Bastaria, por exemplo, citássemos, dentre as inovações
consagradas, no Regulamento, a instituição dos empréstimos
fundiários, cujos objetivos são a formação de pequena
propriedade
territorial;
a
aquisição
de
minifúndio,
iniciativa a contrapor-se ao latifúndio inexplorado e antieconômico; a constituição de colônias agrícolas.
Não nos detemos no exame das muitas modalidades
especiais de empréstimos e investimentos, ora viáveis
através da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial,
como, por exemplo, os que se empregarão nas indústrias
rurais de características domésticas, ou os que se
destinam à aquisição e montagem de indústrias básicas
ou essenciais à defesa nacional.

285 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Lícito, porém, nos seja dar o merecido relevo ao chamado
empréstimo fundiário, tendente, no seu tríplice
aspecto de
aplicação, a contribuir, de maneira eficaz,
para a solução
de um dos mais graves problemas
atuais do Brasil, e
a que, há bem pouco, se referia,
com autoridade e
veemência o eminente ministro da Agricultura: a fuga dos
campos.
Senhores!
Na pluralidade dos tipos que se ajustam e reajustam
nas lutas de fixação étnica do País, e integram de um
colorido inimitável a sua unidade social, econômica e
cultural, cinco há que se personalizaram definitivamente,
dentro
e
fora, na alma e no corpo: o caboclo, o
praieiro, o caipira, o gaúcho e o sertanejo, com as suas
características acentuadas, nas grandes zonas brasileiras.
O caboclo é a incompreendida esfinge humana
da Amazônia. Tem todas as grandezas, na face de
bronze e na estatura mediana do índio, cujo sangue lhe
corre férvido nas veias. Criaram-lhe os ocidentalizantes
o mito da indolência, quando o que ele tem é um
diferente sentimento da vida, pelas próprias circunstâncias
do mundo que o cerca ­ uma particular atividade,
que já não são os sentidos e quase chega ser o
faro, colocando-o, na instintiva defesa da sua integridade,
entre o homem, que se acautela, e a fera, que se fecha
na toca.
A preguiça do caboclo, descoberta pelo urbanista
quintessenciado, é a mais vasta mentira que se tem
propalado no Brasil. O que é, na realidade, um ser
acomodado às contingências do meio. E aí a atividade
assume
formas
diversas,
proporções
desconhecidas,
estranhas modalidades, em ações e reações. Ele defronta,

FERNANDO PINHEIRO

-

286

a seu modo, a natureza. Tem um sentido que nos falta:
o sentido da necessidade em frente à terra insidiosa.
rede
igara
é-lhe
com

Solidário (não solitário), reparte a vida entre a
armada do tejupá
de construção palafita, e a
furadora de rios. Pesca, como adivinho. O arpão
uma arma de farpear, que só encontra na flecha
que abate as caças, na espera, no corso ou no voo.

Seu horizonte visual, limita-o a cinta corrediça do
rio, ou a cúpula da mataria de assombração. Pouco
lhe importa, a ele na dureza do mister cotidiano, a
fragilidade da montaria veloz, cavada num só tronco. Vive
perigosamente a vida, quer dizer: vive-a com a beleza
heróica.
A imobilidade aparente não é mais do que uma
fórmula habitual de defesa: a desconfiança dos elementos.
Simula e dissimula, como a colossal natureza aluviana,
que o rodeia, recortada pelo sistema arterial de uma
potamografia dedálica, que ele conhece a fundo, desde
o mais insignificante paraná-mirim, até as grandes águas
das cachoeiras atraiçoadoras.
Na alma, há talvez um mistério que os séculos não decifram,
nem apagam. Tem a melancolia das grandes
solidões ­ o rio
imenso, a terra imensa, a mata imensa.
O peso de tudo
isso é talvez grande demais para o seu
espírito rudimentar.
E, quando poderia ser, na verdade, um esmagado
da própria natureza, um vencido do "terror cósmico",
reage,
brutalmente,
acondicionando
todas
as
suas
energias, crenças, e conduta à potência física do mundo
bárbaro, na criação das lendas que fazem o encanto
da Poranduba Amazonense, a sua quase descoberta
antologia folclórica.

287 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O praieiro é
das suas aventuras.

dramático

com

o

destino

andante

O cenário de sua peleja exaustiva é feita de
massas que se desdobram ao infinito ­ a superfície
das águas e a curva dos céus, num todo de pintura
homogênea. Não há, ali, o grito de uma árvore, a asa
de uma montanha roçando o azul, o artifício repousado
das habitações, o tônus, enfim, humanidade que excita
as incoerências da terra multiforme.
Não há sombras, senão de nuvens; não há músicas,
senão dos ventos. O sentimento de solidariedade, que
impregna os homens da terra firme, ali não há por
quem se manifeste.
A água e o céu, a cor e o som, acordes para o
matar, aos poucos, de tédio. A solidão oceânica o
contagiou de morte. A sua jangada, madeiro miserável
a que atou,
como a um poste, todas as possibilidades
da sua vida errante, é o seu teatro de tragédia diuturna.
Porque mede as suas forças com as da tormenta, é
simples e benévolo com os outros homens.
A jangada dos nossos praieiros indômitos parece
uma grande asa aberta, pedida por empréstimo aos
pássaros da tempestade, que cruzam as velas aos barcos
a pique de perder-se. Ali, nas pranchas misérrimas, o
homem da praia amanheceu a vida tempestuosa. O seu
sentimento é profundo e calado.
Só a sua alma se agita, como se dentro dela
recolhesse, em ressonância, os vai-vens da onda; os
ventos ébrios de cantos longínquos; as sombras que
caem do alto.
Talvez por isso é que tem, como certas aves,
o sentido da procela, e a sua vida reflete a beleza do
constante perigo.

FERNANDO PINHEIRO

-

288

A
sobriedade
e
a
continência
marcam-lhe
a
fisionomia adusta; mas, quando se pensa que o amargo
mar lhe selou a alma no silêncio, ele a entorna pela
boca, na tristura das canções praieiras, a acordar a
ancestralidade catalã e lusa.
Submisso e devoto, mas tenaz; parcimonioso, como
quem viu escoar-se o ouro das minas esgotadas, ou
sumir a fartura das fazendas em decadência, o caipira
da baixada ou do planalto, rasgando, sem doer, o seio
da terra, extrai-lhe duramente o sustento das cidades
que se aglomeraram em torno aos seus tratos de lavrar.
A desenvoltura do gaúcho matiza fortemente o
florão dos nossos tipos raciais representativos. Para ele,
generoso, vibrante e eugênico, a vida é alegria na
carreira, alegria no labor audaz: riso à tona da boca,
sentimento à mostra, coragem de sobejo.
O coração bate-lhe no peito como um touro
selvagem. Ama gloriosamente a vida, na intrepidez das
aventuras belicosas, que lhe trazem a ascendência, no
ritmo do trabalho que os antepassados metódicos lhe
ensinaram, no empolgo do entrevero, ou no langor
quebrado da querência.
Aqui está, senhores, um tipo especial do sertanejo ­
o vaqueiro do Nordeste. Vestido em sua indumentária
característica, encoirado como ali se diz ­ gibão, peitoral,
perneiras e mocó ­ campeia de sol a sol, dias seguidos,
semanas inteiras. O alimento, vem tomá-lo à noite,
depois de esfriar o corpo. É uma resistência física
admirável, uma têmpera de causar inveja.
Conhece, de longe, a rês.
Num ápice, o "sinal" e "era".
todo gado da fazenda. O rol,
como os campos, os cantos,

Num relance, o "ferro".
Caracteriza de memória
o tempo de cór, assim
os malhadouros. Tem a

289 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

carta ecológica da fazenda na cabeça. E todas as suas
letras, em via de regra, cifram-se aos riscos de contar
primitivos, com que satisfaz as exigências estatísticas do
padrão.
A sua vida é o dorso do cavalo, no eito do campo.
Corrige os cantos, de gados, espia as aguadas, cura
os munjolos. Eito de sol a sol. E o verão é trágico. O ar,
seco e quente. É preciso que os pulmões se tornem
metálicos. Eito de sol a sol. E o aboio, melancólico,
longo, como um motivo musical arrastado, um motivo
lânguido, ansioso, súplice de música hebreia, ecoa, de
quebrada em quebrada, derramando-se pelos campos
calcinados.
O aboio é a linguagem de chamar o gado. É afetivo,
saudoso e monótono, como uma súplica de coro
gregoriano, profunda e dilacerante. Não se diga, porém,
que o sertanejo é triste como a música monocórdia do
seu aboio: movimentando-se na caatinga desfolhada ou
no agreste sem fim, ele é apenas simples e bom.
E, como os bons e os simples, humanamente alegre.
Antes, não lhe sobra tempo para as grandes alegrias
entusiasmadas. O campo, a vaquejada, a pega, meio
ano, e outro meio, a roça para o sustento com coisa de
bem pouca monta ­ o arroz, o feijão e a mandioca de
farinha ­ enchem todas as horas da sua vida fadigosa.
Quando chega a casa, enfadado do campo ou do
roçado, escravo da promessa das nuvens, a ceia a
rede já o esperam. E ali é só dormir para acordar
escurinho, a tirar o leite ou olhar as criações.
sua labuta de todo o ano. Às vezes, uma pinga, uma
"missa do galo", ou um batizado, mesmo porque, Deus
que lhe deu tantas canseiras, não lhe dá de permitir

FERNANDO PINHEIRO

muitas preocupações
devocionais.

metafísicas,

nem

muitas

-

290

obrigações

A vida é aquela: monótona, igual, porém sua. Vida
de vaqueirice. Sertanejo honesto e trabalhador. Montado
na dura sela campeira, a vida para ele é um constante
perigo, que não vê. O vaqueiro é o homem que não tem
medo da vida. Transpõe, de um salto, na carreira louca,
valados e riachos. Sobe morros. Voa, em cima de pedras.
Vara, como um demônio, o mato fechado.
A vida é um risco! Mas vale a pena como o
vaqueiro exalta, na sua carreira despencada, o desprezo
das ameaças e faz, com isso, mais preciosa a vida,
porque mais perigosamente vivida. E mais bela. Porque
o domínio do perigo é sempre um movimento de beleza.
E mais heroica. Porque o sentimento e a consciência
do perigo são a única real sanção de bravura.
Senhores! Aí está um programa de trabalho urgente:
a salvação desse inestimável patrimônio humano, pela sua
vinculação ao solo.
Reveste-se, quiçá, de maior premência a sua execução
­
permiti-me dizê-lo ­ para a defesa do sertanejo,
que coopera diretamente na economia nordestina, hoje
a viver os imprevistos ciclos da cera de carnaúba e do
babaçú, do cacau e das fibras, sem esquecer o ofício
tradicional da vaqueirice e da lavoura comum.
As populações do Nordeste vão se tornando
assustadoramente nômades, não apenas pelo fenômeno
periódico das secas, mas pelas condições especiais da
nossa educação ocidentalizantes e da nossa economia
feudal: o "agregado", o peão das nossas bandas, é menos
do que o servo, porque se despeja, como uma coisa,
das terras, por qualquer motivo, ou sem nenhum.

291 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Não se trata de migração venturosa, o pioneirismo
conquistador de outros rincões. O próprio cangaço,
em que o sertanejo não raro se tem motivado pela
pilhagem, não é um fenômeno brasileiro: antecede-lhe
de muito, na Europa, a atividade bandoleira dos
comitadjis...
É indispensável racionalizar a fixação do sertanejo,
dar-lhe garantias de pouso, no amanho da terra e na
permanência das possibilidades de trabalho. inadiável
tornar realidade social a tendência de radicação do
homem do Nordeste.
A cegueira, ou a impenitência, não poderá consentir
que se generalize o êxodo do nordestino, porque matará,
antes de mais, um tipo fundamental da raça nova,
pacífico de natureza e resistente ao sofrimento secular.
Essa gente já se forjou uma constituição orgânica
realmente
compatível
às
inclemências
do
clima.
Afeiçoou-se às condições singularíssimas do meio, a
que os adventícios mais corajosos sucumbem. Integrou-se
à terra, numa luta feroz com os elementos. Com o sol,
a seca, as enfermidades.
Não poderia, certamente, conformar-se em preencher
a função que lhe designa o sociólogo Artur Torres Filho,
no seu Bosquejo de História Econômica do Brasil,
ao atribuir ao Nordeste apenas o papel de centro de
irradiação, fornecedor de elementos de trabalho para
o
norte, o centro e o sul.
Dos esforços do Governo, de um lado, no
estabelecimento de um sistema adequado de ensino
técnico-profissional, na continuidade e intensificação das
obras contra as secas, nos serviços de colonizações,
como também das providências no campo recente da
sua política agrária; e, de outro lado, das perspectivas

FERNANDO PINHEIRO

-

292

abertas com a regulamentação e vulgarização do crédito
rural, recebidas, sob tantos auspícios, depende o êxito
da campanha de salvação do Nordeste.
A execução do plano de expansão do crédito
agrícola e pecuário está, sem dúvida, em boas mãos.
O titular da Carteira especializada do Banco do Brasil
não apenas madrugou nos caminhos da vida pública,
conforme o definiu, com propriedade, o eminente Sr.
Ricardo Jafet: amadureceu o espírito no trato das
questões vitais ao País e tem a experiência sofrida e
vivida na concepção e na ação.
Abona-lhe o presente construtivo, o passado a serviço
das causas do povo.
Honram-lhe a capacidade administrativa, os anos
do governo municipal em Porto Alegre, cujo plano de
modernização transcende, em condições técnicas e aspectos
estéticos, e pela importância da elaboração e persistência
realizadora, os moldes tradicionais da nossa Urbanística.
Firma-lhe o conceito de objetividade diretiva a
permanência anterior na Carteira de Crédito Agrícola,
quando, entre outros de igual envergadura, enfrentou
o problema cruciante do Triângulo Mineiro, ratificando
sua qualidade de líder dos nossos grandes movimentos
rurais.
Temperam-lhe a personalidade dinâmica e forram-lhe
a cultura pragmática de embates do Parlamento, onde lhe
coube examinar e discutir os assuntos de imediato e
legítimo interesse nacional.
Da sua vivacidade intelectual, de sua compreensão
rápida, de seu agudo senso de realidade, dá prova o
recente episódio da mesa-redonda sobre o babaçú, no

293 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Maranhão, retratado nestas expressivas palavras do Jornal
do Povo:
"Gaúcho típico, fluente, rasgadão quando quer
dizer as coisas, e de uma agilidade mental muito
grande,
Loureiro da Silva tomou conta da praça,
logo no
começo dos debates."
Sr. Dr. Loureiro da Silva:
Eis uma festa, não somente de cordialidade e de
admiração, mas, sobretudo, uma prova de confiança no
vosso labor, no vosso método de agir e dirigir.
Nesta hora de identidade substancial de ideias e
ideais, de comunidade profunda de sentimentos e
de propósitos, recebemos o influxo do vosso pensamento
público para a coordenação de energias no sentido dos
encargos que nos cumprem.
Dais o exemplo de submissão às necessidades
supremas da Pátria, no devotamento, no entusiasmo, na
fé, que levam à superação das dificuldades. E, como
fiéis às fontes da nossa formação mediterrânea, agimos
apenas em função do mito do progresso, tão bem
vivissecado no admirável ensaio de Charles Baudouin,
voltemos ao luminoso equilíbrio das letras clássicas, para
buscar o padrão perfeito, a nobre medida, o diapasão,
que é o vocábulo certo e musical.
Ali está em Plutarco, na vida de Aristides, a
palavra sensata, o conselho prudente, a diretiva a seguir,
a lição magistral a aprender e viver, quando o general
dos Antióquidas exorta as forças alinhadas diante das
muralhas de Plateia a abafar as discussões, os juízos
particularistas, as desconfianças recíprocas, as discórdias
amargas,
em
favor da unidade criadora da
força,
mantenedora da disciplina, reguladora da ordem, em

FERNANDO PINHEIRO

proveito e honra da vitória em comum. Assim seja!"

-

294

(85)

O
diretor
Loureiro
da
Silva,
emocionado,
agradecendo a homenagem, proferiu um discurso acerca
do programa do Governo, no setor agrícola, colocado em
prática pelo Banco do Brasil, enfatizando os recursos
oferecidos ao pequeno produtor, oferecendo-o oportunidade
de fixar-se em seu labor simples, evitando as crises
cíclicas migratórias para o Sul [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Ao finalizar a cerimônia do banquete dedicado
ao diretor Loureiro da Silva, o presidente do Banco do
Brasil, Ricardo Jafet, erguendo o brinde de honra ao
presidente da República, Getúlio Vargas, fez o uso da
palavra:
"Na homenagem que prestamos ao dinâmico e
esclarecido diretor José Loureiro da Silva, nada mais
fazemos que externar nossa admiração por esse grande
homem público que, à frente da Carteira de Crédito
Agrícola e Industrial, tantas e tão relevantes medidas
de aperfeiçoamento tem introduzido no campo do crédito
especializado do País.
Numa época em que as atividades produtoras do
Brasil experimentam notável surto de desenvolvimento
em que os fatores limitativos de nossa expansão econômica
se apresentam na forma de excessivos problemas de

(85)

BENEDICTO MARTINS NAPOLEÃO DO REGO (1903/1981) ­
(posse no BB: 17/5/1946, apos.: 17/9/1977), consultor jurídico do
Banco do Brasil (3/5/1967 a 16/9/1977) ­ Discurso proferido, em
20/2/1952, em homenagem a Loureiro da Silva, diretor da Carteira
Agrícola e Industrial do Banco do Brasil.

295 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

solução inadiável; em que a administração pública se
vê compelida a mobilizar o que de melhor a Nação
possui em valores humanos, no sentido de manter-se à
frente do movimento ascensional do seu progresso e de
propiciar a aceleração desse movimento, através de atos
oportunos e acertados, o presidente Vargas, mercê do
admirável descortino que o distingue como um dos mais
eminentes homens de Estado do mundo contemporâneo,
escolheu para a direção da Carteira de Crédito Agrícola
e Industrial do Banco do Brasil, este jovem gaúcho, o
Dr. José Loureiro da Silva, o homem indicado para a
importantíssima investidura, pelas suas elevadas qualidades
de administrador.
Demonstrando o profundo interesse com que sempre
acompanhou os problemas vitais da Nação, o presidente
Getúlio Vargas, desde antes de assumir o Governo,
quando ainda se encontrava em seu retiro de São Pedro,
manifestara sua determinação de reformar o Regulamento
da Carteira, a fim de muni-lo do aparelhamento
indispensável para que pudesse continuar desempenhando
o papel de incrementadora do desenvolvimento da
produção nacional.
Reconheceu, pois, Sua Excelência a necessidade
da reforma do documento básico da Carteira e soube,
não apenas atendê-la, mas também escolher, com
rara felicidade, o artífice, a quem confiaria a sua
execução.
Como brasileiro, eu me congratulo com o Banco do
Brasil pela oportunidade que lhe é oferecido para poder
ampliar o seu campo de ação, habilitando-o a solucionar,
com os benefícios de seu amparo financeiro, todos os
problemas ligados às nossas atividades, na indústria, na
pecuária e na agricultura.

FERNANDO PINHEIRO

-

296

Como presidente do Banco do Brasil, congratulo-me
com as classes produtoras do País, cujas atividades serão
beneficiadas com o novo Código de crédito especializado,
ora em vigor, no qual são contemplados inúmeros
aspectos dos problemas da produção rural e industrial,
não previstos no antigo regulamento.
Aparelhado o Banco do Brasil para o exercício de
suas complexas e altamente relevantes funções, que
convergem para o objetivo supremo de impulsionar as
forças
vivas
da
economia
nacional,
fortalecendo-a,
mediante adequada assistência financeira, não me privo
de manifestar a confiança que me inspira o papel saliente
que o Banco terá no engrandecimento acelerado e
permanente do Brasil, sob a égide da política econômicofinanceira traçada pelo presidente Vargas.
É, pois, empolgado pelo entusiasmo que se batem
por
causas nobres e construtivas, que apresento as
minhas
felicitações ao ilustre homenageado e que convido
a todos
os presentes a que me acompanhem, de pé,
erguendo as
nossas taças pela grandeza de nossa Pátria e pela
felicidade pessoal do Excelentíssimo Senhor Presidente
Getúlio Vargas." (86)
Na memorável declaração de 24 de abril de
1952, assinada pelos parlamentares Bilac Pinto, Aliomar
Baleeiro, José Bonifácio Lafayette de Andrada e José
Monteiro de Castro, destinada à Assembleia de Acionistas
do Banco do Brasil, observamos o quanto de poder
detinha a Empresa, no setor da economia nacional,

(86)

RICARDO JAFET, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a
14/1/1953)
­
Encerramento
da
homenagem
prestada,
em
20/2/1952, ao diretor Loureiro da Silva.

297 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

transformada
no
mais
importante
departamento
do
Governo, em decorrência de funções que lhe foram
delegadas,
sucessivamente,
por
solicitação
do
Poder
Executivo, tais como:
"A emissão de moeda, o controle do crédito e das
taxas de juros, a política de redescontos, de mobilização
bancária de câmbio são, hoje, funções que o Banco do
Brasil enfeixa privativamente em suas mãos." (87)
Por sua vez, Getúlio Vargas, ao discursar no
Senado Federal, no dia 3 de julho de 1947, fez uma forte
afirmação de causar espanto: "quem dirige a Nação é o
presidente do Banco do Brasil." (88)
No dia 29 de abril de 1952, na sede do Banco
do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 ­ Rio de Janeiro),
ao declarar instalada a Assembleia dos Acionistas, o
presidente Ricardo Jafet, assessorado por dois secretários,
manda ler o Aviso do Ministro da Fazenda, Horácio Lafer,
designando Haroldo Renato Ascoli, procurador­geral da
Fazenda Pública, para representar o Tesouro Nacional e,
em seguida, o convida, por cortesia especial, para compor
a Mesa [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Nessa Assembleia foi deliberada a designação
de Vilobaldo Machado de Souza Campos para exercer
as funções de diretor da Carteira de Crédito Geral, em

(87) Declaração de 24/4/1952, assinada por parlamentares, destinada
à Assembleia Geral de Acionistas do Banco do Brasil, realizada
em 29/4/1952.
(88) GETÚLIO VARGAS ­ in A Política Trabalhista no Brasil ­ p. 268

FERNANDO PINHEIRO

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298

substituição de Egídio da Câmara Souza que foi nomeado
para a Diretoria da Carteira de Redescontos, na vaga
surgida com a exoneração de Armando Almeida Alcântara
que esteve no cargo no período de 1/2/1951 a 8/5/1952.
Em solenidade de posse bastante concorrida, em
maio de 1952, Alcebíades França de Faria, presidente da
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil
(19/3/1949 a 30/4/1952), assume o cargo de presidente do
Banco da Prefeitura do Distrito Federal, prestigiado pela
presença do prefeito do Distrito Federal, Cel. Dulcídio
do Espírito Santo Cardoso, e de inúmeras autoridades
[Revista AABB ­ 1952].
Sábado, dia 17 de maio de 1952, o presidente
Ricardo Jafet, em companhia do diretor José Estefno,
visita a cidade de Paraguaçu Paulista ­ SP. Recebido
calorosamente
pelas
autoridades
locais,
percorre
de
automóvel conversível as ruas da cidade, saudando o
povo que o recebe com efusiva manifestação de alegria
[Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Em maio/1952, dentre os executivos nomeados
pelo Banco do Brasil, vale assinalar: Louis Henri Guitton
e Lino Otto Bohn, secretários­de­gabinete do Setor de
Compra e Venda de Produtos Exportáveis; Mário Dulce
Lyra, contador da Agência de Assunção, Paraguai; Magda
de Alencastro Guimarães, escrit. G, conferente­de­seção
(CEXIM), Margaride Augusto de Gamboa e Castro, escrit. F,
conferente­de­seção (FUNCI) [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Em 30/6/1952, é inaugurado o Edifício Leonardo
Truda, onde passou a funcionar a nova sede da Carteira
de Exportação e Importação do Banco do Brasil. O
presidente Ricardo Jafet e ilustres convidados estiveram
prestigiando o evento. Usaram da palavra os diretores Luiz

299 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Simões Lopes e Vilobaldo Campos e, em nome da família
do homenageado, Ruy Truda agradeceu a homenagem
[Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Antes da apresentação de textos do discurso
do
diretor
Vilobaldo
Machado
de
Souza
Campos,
destacamos algumas
referências
biográficas
do
autor:
deputado estadual na Bahia (1912 a 1924), secretário
estadual de Fazenda da Bahia
(1930/1931), diretor do
Banco do Brasil nas Carteiras CREGE, CARED, CREAI (1931
a 1948), diretor da ACESITA (1948/1951), CREGE (1952/1953).
Vale ressaltar que a homenagem prestada por
Vilobaldo de Souza Campos a Leonardo Truda, presidente
do Banco do Brasil (27/7/1934 a 30/11/1937) é de suma
importância para a memória institucional. A transcrição
autorizada do discurso, a seguir, é quase na íntegra:
"É um grato privilégio que ao decano concedem
os seus ilustres colegas de Diretoria do Banco do Brasil,
por tantos títulos mais respeitáveis e recomendáveis
para a excelsa honra de preferência, o de convocar-me
para orador dessa expressiva solenidade ­ homenagem
de saudade e de reconhecimento a Leonardo Truda ­
ao inaugurar-se o seu retrato no edifício a que empresta
o nome e onde funciona a Carteira de Importação e
Exportação, de que foi o inspirador, o criador e o primeiro
diretor.
Na verdade, eu bem o conheci. Vimo-nos, pela
vez primeira, quando, caravaneiros da Aliança Liberal
com José Joaquim Seabra, catequizávamos Brasil afora
pela moralização dos costumes políticos e democratização
da República, lhe fomos levar na redação do Diário
de Notícias de Porto Alegre, os nossos agradecimentos
pelas referências generosas de seu jornal.

FERNANDO PINHEIRO

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300

Vitoriosos os nossos ideais em 24 de outubro, aqui
vim encontrá-lo para fruir, cultivar, fortalecer e consolidar
os laços de uma amizade que jamais se arrefeceria !
Nesta Casa, tão cheia de lembranças da sua magnífica
atuação de administrador e de banqueiro, pratiquei-o
num convívio feliz ao longo de dois lustros a fio. Posso,
por isso mesmo, animar-me ao bosquejo, para vós
outros, de um quadro de sua vida e de sua obra, onde
avultam e se destacam alguns traços que dele faziam
uma personalidade de raro valor e grande sedução.
Já o seu nome lhe trazia as origens romanas que
tanto se acentuavam nas delicadezas de um temperamento
artístico para o qual a música e as belas-artes não
constituíam mistério.
Transportado para a coxilha gaúcha no sangue de
seus avoengos, a sensibilidade desse peninsular nada
perdeu das virtudes do Lácio imortal; antes
adquiriu
aspectos novos, temperando no ímpeto fronteiriço as
linhas clássicas do seu pensamento. A pobreza rondara-lhe o
berço. Era, assim, daquelas criaturas que se enquadram
na categoria dos que constroem o seu próprio destino.
Viera subindo aos poucos, pela inteligência vibrante
e irrequieta, nas asas do estudo. Dele fizera o seu
broquel e a sua lança. Como Bacon, poderia afirmar que
"começou a viver estudando e acabou estudando para
viver." Exercitando-se, com brilho invulgar, na mais
difícil das arenas, quase fosse a do jornalismo numa terra
de lutas faiscantes, conservou em todas o panache e
a altitude na discussão e no entrevero.
Ao lado disso, produções úteis, dessas que, escritas
no Gabinete e nas Bibliotecas, desaparecem e morrem,
às vezes, no desconhecimento e na ignorância do
mundo sempre mais atento ao fulgor das lantejoulas.

301 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Mas a Leonardo Truda caberia a sua ocasião. Getúlio
Vargas, que tem o condão de escolher os homens para
os cargos, trouxe-o do Sul quando a revolução libertadora
soprou sobre o Brasil o minuano reivindicador.
Elevado à Direção deste Banco, logo todos nele
passaram a identificar, cheios de surpresa, aqueles dotes
que iriam sagrá-lo como um dos mais devotados dirigentes
desta Instituição de Crédito.
Impressionava pela segurança do conceito, pela
inteligência compreensiva, mas eminentemente humana,
pela capacidade de trabalho, pelo esforço contínuo, pela
impessoalidade no julgamento, e, sobretudo, naquelas de
rude transição, pelo admirável sentido de equilíbrio que
fez, em mais de um passo, o segredo de seu êxito.
Como chefe adotara a sentença de Corneille, segundo
a qual "o exemplo impressiona mais do que a
ameaça".
Nunca se deixou levar pela rotina. Assunto ou empresa
que lhe caísse nas mãos, receberia dele, logo, a marca
ansiosa de sua ação renovadora. Assim, nas diferentes
Carteiras que dirigiu e na Presidência, cuja orientação
enriqueceu de tantos aspectos modernos, ajustando a
projeção de sua própria importância aos sistemas de
uma atividade proveitosa e construtiva, quer na análise
paciente das questões promovidas, quer no plano das
sugestões aceitas.
Assim, no Instituto do Açúcar e do Álcool que ele
planejou e, através de uma rude batalha, tornou realidade,
engrenando-o como uma peça fundamental no organismo
econômico do País, firmando a política de defesa da
produção açucareira, além de possibilitar e incentivar a
do álcool­motor, o que salvou a economia dos estados
nordestinos.

FERNANDO PINHEIRO

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302

Assim, ocupou, com inegável competência, os cargos
de presidente da Sociedade Brasileira de Economia
Política, da Associação Bancária do Rio de Janeiro, do
Instituto Brasil-México, da Comissão Brasileira de Fomento
Interamericano, membro da Comissão Brasileira de Seleção
de Candidatos à Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico,
sócio-fundador e 1° secretário do Instituto Histórico e
Geográfico do Rio Grande do Sul.
E quando pedida a atenção da alta administração
de nosso principal Instituto de Crédito para a delicada
proposta de aplicação de capitais, não menos precioso
o contingente de sua experiência e de seus atilados
conhecimentos, no sentido de que o Banco mantivesse
uma política monetária sadia, irmanando a sua função
de sociedade de economia mista à finalidade patriótica
de propulsor da riqueza nacional.
Influenciado pela política financeira do Governo,
primorosos, fulgentes e objetivos foram os pareceres,
com que, olhos fitos nos magnos interesses do Banco,
procurava não perder de vista as pretensões cabíveis das
classes produtoras e das forças construtivas nacionais,
cujos anseios e reclamos ele conhecia perfeitamente.
Insistia, doutrinariamente, por que a distribuição
dos recursos atendesse, precipuamente, os produtos
das diferentes zonas e as necessidades de cada Estado
da Federação, sem agravo, porém, ao são princípio do
equilíbrio das aplicações, de modo que se contornasse,
quanto possível, o perigo das medidas drásticas, dos
avanços violentos ou dos recuos repentinos, tão ruinosos
em suas graves e quiçá irreparáveis consequências.
Com o alargamento da esfera de ação do Banco,
essencial, aliás, à finalidade de seus múltiplos e relevantes
propósitos, deu ansa à sua visão de esperto administrador,

303 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

sugerindo, em votos lapidares e oportunos, em reformas
que se puseram por obra, o aumento da rede de suas
agências, a criação das Metropolitanas e a ampliação das
atribuições de várias Carteiras, sem quebra, todavia, da
unidade de comando, da uniformidade de direção ­
cantarias básicas do progresso do Banco ­ que ele
aconselhava e preconizava se mantivessem íntegras, sem
o menor desequilíbrio, sem o mais mínimo desvio.
Preocupado com tudo que se relacionasse com a
superior função de seu mandato, jamais descurava, um
instante sequer, as solicitações razoáveis dos seus
funcionários, coerente, assim, com os seus princípios de
justiça e de bondade, que praticava porque se orgulhava
da solução humana dada ao complexo problema de
assistência e previdência social no Brasil, vendo nela o
maior galardão do governo patriótico do presidente Getúlio
Vargas, que, com argúcia e tato magistrais, cortara o nó
górdio do impasse surgido, desde a mocidade de nossa
existência nacional, entre o capital e o trabalho.
E porque sempre fosse, foi feito, adepto dessa
política humanitária e sábia, ­ e consideremos o que
ela representa e significa como expressão do espírito e
sentimento de um povo civilizado ­ batia-se para que
não faltassem aos servidores do Banco, principalmente
aos afastados por moléstias ou invalidez, os recursos
indispensáveis ao maior conforto deles, a uma ajuda
que traduzisse, com justeza e eloquência, o apreço
e a solidariedade do Instituto a que consagravam ou
consagraram as suas energias e o melhor do seu tempo!
Projetou
e
foi
o
mais
entusiasta
apologista
da introdução, no Banco do Brasil, do curso de
administradores, ­ sugestão de tal alcance que, em
janeiro último, decorridos 15 anos, me permiti renová-la
junto ao atual presidente Jafet ­ dando Truda, então,

FERNANDO PINHEIRO

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304

mostras inequívocas do quanto a questão lhe carecia
cuidados, assim como o que é igualmente digno de
nota, o bem-estar futuro de nosso funcionalismo,
colimando a solução de parte de tão intrincado problema,
qual era ­ e ainda o é ­ o que concerne ao amparo
educacional e a mais um benefício de fundo econômico
que lhe seriam cumulados.
[...]
Teríamos que agir, porém, com prudência, na
imposição de sanções, em obediência aos conceitos
humanos do presidente Getúlio Vargas, por ocasião das
comemorações da Pátria, donde a designação, em 1940,
de Leonardo Truda, para chefiar a primeira missão
econômica brasileira, que percorreu vários países do Sul,
Centro e Norte-americanos, "promovendo maior intercâmbio
comercial com esses países e estabelecendo as bases para
diversos acordos econômicos posteriormente celebrados",
o que constituiu, no dizer do ministro Joaquim Eulálio,
seu colega e companheiro no Conselho Nacional do
Comércio Exterior, "o documentário mais lógico e mais
preciso de que se socorrem aqueles que exportam para
os países do continente."
Alicerçado na massa de conhecimentos que hauriu,
e observações colhidas durante o desempenho de tão
importante e espinhosa incumbência, foi que, em 1941,
Leonardo Truda idealizou e regulamentou a Carteira de
Exportação e Importação.
Mas essa criatura assim voltada para os problemas
de sua Pátria tinha fugas encantadoras, quando, entre
os intervalos de nossas tarefas comuns, se evadia em
recordações e julgamentos que se esvaíam dos guardados
do coração e da memória, inspirados na terna saudade
de sua gleba natal ­ o seu velho e invícto Rio Grande

305 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

do Sul. Era de vê-lo, então, otimamente integrado na
terra e vivendo e sentindo sua história e seus costumes.
Tudo que aí vai dito é mais que insuficiente para
pintar a figura de escol e de eleição que foi Leonardo
Truda em sua perene agitação por um mundo melhor, mais
tranquilo e mais humano; mais insuficiente para descrever
a sua luta, a sua vida e a sua vitória.
Não acho o colorido próprio para a conceituação do
valor moral, científico e cultural, das virtudes cívicas
e das qualidades másculas à feição dos varões de Plutarco,
deste obreiro infatigável, deste bom amigo que, com
emoção indefinível, evoco e recordo o nome honrado,
o caráter impoluto, o coração fidalgo que já não pulsa
porque a ceifadora sinistra e impiedosa o abateu para
sempre.
Mas o vosso imortalizando-o neste retrato o fará
viver. E entre nós ele já vive e viverá para sempre
porque os mortos só ressuscitam e vivem quando são
lembrados pelos vivos.
Meus Senhores: eis aí o perfil do administrador
e do homem. Bem calculo o vosso desapontamento ao
desbotado das tintas e à pobreza da descrição. É que
neste quadro o que vinca e define não é essa oração
despretensiosa, senão o motivo admirável que a inspirou,
e este, a figura luminosa, brilhante, cuja passagem
pelo mundo prenhe de conteúdo e de beleza, exaltamos
hoje com inexcedível carinho e com infinita ternura, no
ensinamento e no alto e nobre exemplo que Leonardo
Truda nos legou." (89)
(89) VILOBALDO DE SOUZA CAMPOS, diretor do Banco do Brasil
(1931 a 1948 e 1952/1953) ­ in Discurso proferido, em 30/6/1952,
em homenagem a Leonardo Truda, presidente do Banco do Brasil
(27/7/1934 a 30/11/1937).

FERNANDO PINHEIRO

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Fora do recinto do Banco do Brasil, segundo
Revista AABB ­ Rio ­ 1952, o presidente Ricardo Jafet,
cumprindo a agenda programada, visita as seguintes
entidades:
1° semestre/1952 ­ Instituto de Aposentadoria e Pensões
dos Bancários ­ IAPB, onde é saudado pelo
funcionário do Banco do Brasil, Túlio Peixoto, à
época, presidente do IAPB;
22/9/1952 ­ Bolsa de Mercadorias de São Paulo - O
presidente da Bolsa, Fernando de Almeida Prado
proferiu o discurso de saudação ao presidente do
Banco do Brasil.
Vale ressaltar as principais nomeações ocorridas,
em outubro/1952: Armando de Saint Brisson Serzedelo
Corrêa, advogado letra "E", chefe­de­gabinete do diretor
Coriolano
Góes
(CEXIM), Eleutério Proença de Gouvêa,
secretário particular (PRESI), Luiz Pedro Gomes, gerente
(GEREX), Nilo Medina Coeli, chefe­de­gabinete (DIFNO),
Olyntho Pinto Machado, assistente técnico (ASTEC) [Revista
AABB ­ Rio ­ 1952].
Em novembro/1952, destacamos a posse dos
executivos: Francisco Vieira de Alencar, superintendente,
Nilo Medina Coeli, subgerente da Agência de Santos ­ SP,
Francisco Manoel Xavier de Albuquerque, escriturário "C",
advogado do Banco do Brasil, Helena Baptista (posse no
BB: 29/4/1940, apos. 5/11/1974), auxiliar­de­gabinete (CEXIM),
posteriormente, na década de 60, é transferida, na
mesma comissão, para a Presidência do Banco do Brasil
[Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Ainda nesse mês, o diretor Loureiro da Silva,
diretor da CREAI, é recebido no Palácio da Aclamação
pelo governador do Estado da Bahia, Régis Pacheco.

307 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Depois, visitou os campos petrolíferos do Recôncavo,
inclusive a Refinaria Mataripe. E, a convite de Edgard
Chastinet, presidente do Instituto Baiano de Fumo, esteve
na região fumicultora que se estende nos municípios de
Cruz das Almas, Maragogipe e São Félix [Revista AABB ­
Rio ­ 1952].
Na ocasião, houve reuniões de inspetores e
gerentes de agências, com a presença diretor Loureiro da
Silva e do jurista Camilo Nogueira da Gama, chefe do
Departamento Jurídico da CREAI [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Nos idos de 1952, a Agência Centro do Rio
de Janeiro dispunha de 28 Seções (Depósitos, Cobranças,
Tesouraria, Ordens de Pagamento, etc), 1 Assistência Jurídica,
3 Setores, dentre os quais distinguimos o SECAF ­ Setor
do Café que era encarregado do financiamento do café,
bem como o pagamento de todo produto adquirido pelo
IBC ­ Instituto Brasileiro do Café, e a fiscalização da
qualidade e quantidade da mercadoria depositada nos
Armazéns Gerais [Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Ainda há que se ressaltar o SERIO ­ Setor de
Secretaria onde circulavam, diariamente, 50.000 papéis
para distribuição e expedição. Nesse Setor havia o Serviço
Especial de Comunicações que realizava a remessa de
malotes, entre as agências metropolitanas do Rio de
Janeiro, com a
visita de 3 vezes ao dia, e o despacho
de "malotes aéreos", destinados a agências fora da
cidade, bem como o MICRO ­ Setor de Microfilmagem
que deu início ao sistema IBM de cartões perfurados
[Revista AABB ­ Rio ­ 1952].
Em novembro/1952, houve mudança no comando
da Superintendência do Banco do Brasil. A saída de
Ayres Pinto de Miranda Montenegro para assumir o cargo

FERNANDO PINHEIRO

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308

de presidente da Comissão da Reforma Administrativa
do Banco e a entrada de Francisco Vieira de Alencar.
No discurso de posse, Vieira de Alencar enfatizou
o seguinte pensamento:
"A técnica é um prodígio da inteligência, que leva
ao raciocínio claro, ordenado e fértil, mas que não deve
ser confundido com a sua deturpação, uma espécie de
tecnicismo exagerado, sem alma, insensível à evidência
dos fatos." (91)
Em
14/1/1953,
Ricardo
Jafet
despede-se
da
Presidência do Banco do Brasil. A propósito, 3 meses
depois, no Salão Nobre de Acionistas do Banco do Brasil ­
Rua Primeiro de Março, 66, o acionista Castelo Branco
de Almeida, em breve alocução lida, em 30/4/1953, na
Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas, concluiu:
"A administração Ricardo Jafet foi de âmbito
nacional. Prova-o ainda o fato de terem sido instaladas,
no período, ou seja, em 24 meses, 35 novas agências
do Banco do Brasil, destinadas, como as já existentes,
ao amparo direto às fontes produtoras do país, principal
preocupação do ex­Presidente, e, paradoxalmente, causa
principal de sua queda." (92)

(91) FRANCISCO VIEIRA DE ALENCAR ­ in discurso de posse, em
novembro/1952, no cargo de superintendente do Banco do Brasil
(92)

JOÃO CASTELO BRANCO DE ALMEIDA, chefe­de­gabinete do
diretor Loureiro da Silva (1ª investidura, nos idos de 1944) ­
posse no BB: 5/2/1918, apos.: 1/5/1948 ­ in Alocução lida, em
30/4/1953, na Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas do
Banco do Brasil.

309 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O intelectual João Castelo Branco de Almeida
(1896/1968), que exerceu importantes cargos no Banco
do Brasil, publicou: Gosto Amargo (poesia) ­ Pongetti ­
1932, e Mauá (teatro). Os poemas que ele publicou,
na Revista AABB ­ Rio, a respeito da vida de Jesus,
revelam sensibilidade artística de beleza transcendental.
O general Anápio Gomes, diretor da Carteira de
Crédito Geral, é designado para substituir Ricardo Jafet.
A interinidade do general na Presidência do Banco do
Brasil teve a duração de quase 7 meses, encerrando-se em
18 de agosto de 1953.
O gabinete do presidente Anápio Gomes era
constituído dos seguintes executivos: Luiz de Oliveira
Alves, chefe­de­gabinete, major Lucas da Silveira, secretário
particular, Acácio Gomes, assessor, Maurício André de
Albuquerque Costa, João Soares Neves, Eleutério Proença
de Gouvêa e José Teixeira de Matos, secretários­de­
gabinete [Revista AABB ­ Rio ­ 1953].
Em janeiro/1953, Acácio Gomes, funcionário
de carreira técnico­científica (posse no BB: 2/7/1952) era
engenheiro letra "B", e Maria de Lourdes Oliveira Fogaça,
secretária­de­gabinete (DIVCA). Nos idos de 1964, Acácio
Gomes, chefe­adjunto do DEPIM ­ Departamento de
Administração do Patrimônio Imobiliário [Revista AABB ­ Rio
­ 1953; BB ­ Almanaque do Pessoal ­ 1964].
Vale mencionar a nomeação dos funcionários,
detentores de cargos comissionados, na Direção Geral,
ocorrida nesse ano [Revista AABB ­ Rio ­ 1953; Almanaque
do Pessoal ­ 1964]:
março/1953, Álvaro Maia Filho, chefe­de­gabinete do diretor
CREGE ­ 2ª Zona.

FERNANDO PINHEIRO

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310

junho/1953, João Cândido de Andrade Dantas, gerente
CAMIO ­ Carteira de Câmbio, Pedro Lima, subgerente
CAMIO (posse no BB: 23/5/1928, apos. 1/8/1960).
julho/1953, Aguinaldo Florêncio, subgerente de operações
CREGE ­ Carteira de Crédito Geral, Edna Perdigão
Silveira, secretária­de­gabinete da Gerência da CAMIO
­ Carteira de Câmbio (posse no BB: 18//1/1926, apos.
9/8/1957), Sirene de Sousa, auxiliar­de­gabinete do
diretor Egídio Câmara, ao nosso ver, uma das mais
elegantes e charmosas das mulheres que trabalharam
no Banco do Brasil, de inexcedível beleza. Na foto em
que aparece, ao desembarcar no Aeroporto de Belém
do Pará, assessorando o diretor Egídio Câmara, em
viagem a serviço, está todo o esplendor da beleza
feminina.

311 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 5
A gestão de Marcos de Souza Dantas, presidente do
Banco do Brasil (18/8/1953 a 6/9/1954). A criação da
CACEX ­ Carteira de Comércio Exterior. A comemoração
do 1° centenário do Banco do Brasil (1854/1954). Eventos,
prestigiados pela presença de autoridades, promovem a
imagem do Banco do Brasil, com destaque especial focado
na missão do presidente e do diretor da CREAI ­ Carteira
Agrícola e Industrial. Acadêmicos desempenham funções
relevantes no BB.

Em

solenidade realizada, em 18 de agosto de
1953, no majestoso salão de assembleias do Banco do
Brasil, Marcos de Souza Dantas, diretor da Carteira de
Câmbio, é empossado no cargo de presidente do Banco do
Brasil, prestigiado pela presença de inúmeras autoridades.

FERNANDO PINHEIRO

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312

Marcos de Souza Dantas é o 2° em duas
linhagens: o 2° funcionário do Banco do Brasil a ocupar
o cargo de presidente, depois de Ovídio Xavier de Abreu
(1949/1950), e o 2° Souza Dantas a presidir o Banco do
Brasil. O avô, o mais popular senador do Império, o
Senador Dantas, Manoel Pinto de Souza Dantas esteve
à frente dos destinos da Casa (1889/1894), depois de
ocupar os mais elevados cargos do Governo: ministro da
Fazenda e chefe de gabinete de ministros, no regime de
gabinetes. Foi o 3° presidente do BB a falecer em pleno
mandato (jan./1894), antecedido por Lisboa Serra (1853/
1855) e o Barão de Cotegipe (1888/1889), ambos poetas
de reconhecida notoriedade.
Elaborando uma breve retrospectiva da vida de
Marcos de Souza Dantas, podemos assinalar que nasceu
no dia 16/6/1895 na cidade de São Simão­SP e faleceu
em 2/12/1964, em Taubaté ­ SP. Funcionário de carreira,
tomou posse, em 6/5/1921, na Agência de Santos, interior
paulista. Nos idos de 1934/1935 exerce o cargo de diretor
da Carteira de Câmbio. No ano seguinte, é nomeado
chefe do Departamento do Funcionalismo do Banco do
Brasil, cargo recém­criado [Revista AABB ­ Rio ­ 1953].
No biênio 1937/1938, exerce as funções de
inspetor­geral. Após 30 anos de relevantes serviços ao
Banco do Brasil, aposenta-se em 1951. Dois anos mais
tarde, é reconduzido ao cargo de diretor de Câmbio.
Sucedendo a Egídio da Câmara Souza, em
18/8/1953, José Maria Alkimim assumiu o cargo de
diretor da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil,
gestão que termina em 6/9/1954 [Revista AABB ­ Rio ­
1953].

313 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em 17/10/1953, o funcionalismo do BB é
beneficiado com a assinatura da ata de doação do
terreno da Lagoa Rodrigues de Freitas feita por Dulcídio
Espírito Santo Cardoso, prefeito do Distrito Federal à
AABB ­ Rio, na presença de Carlos Cardoso, Alcebíades
França de Lima e Adolpho Schermann, entre outros
[Revista AABB ­ 1953].
O Dia da Bandeira, 19 de novembro de 1953,
foi comemorado no Banco do Brasil. Às 11h:00min.,
o presidente Marcos de Souza Dantas hasteou, na
sacada do prédio localizado na Rua Primeiro de Março,
66, Rio de Janeiro, a bandeira nacional. Esse gesto
confirma a tradição do hasteamento da bandeira no BB.
Na presença do presidente Souza Dantas e de
Vilobaldo de Souza Campos e José Maria Alkimin, diretores
do Banco do Brasil, e de numerosos executivos, o advogado
do Contencioso, Bianor Baleeiro, irmão do famoso jurista
e político Aliomar Baleeiro, proferiu um discurso de
comovente
beleza
patriótica,
enaltecendo
a
bandeira
nacional como símbolo da Pátria, a Pátria a que
aspiramos
todos
nós.
Muito
aplaudido
pelo
verbo
eloquente [Revista AABB ­ 1953].
"... pacífica, mas armada; modesta, mas digna; dadivosa
para os estranhos, mas antes de tudo maternal para
os filhos; liberal, misericordiosa, suave, lírica, mas
escudada de energia e de prudência, de instrução e de
civismo, de disciplina e de coesão, ...." (93)
(93)

BIANOR BALEEIRO, funcionário do BB (posse: 23/12/1942,
falecido em 21/6/1974) ­ in Saudação à bandeira, em 19/11/1953,
na presença de Marcos de Souza Dantas, presidente do Banco
do Brasil (18/8/1953 a 6/9/1954).

FERNANDO PINHEIRO

-

314

Segundo a Revista AABB­Rio ­ 1953, vale mencionar
a nomeação dos principais funcionários­comissionados,
ocorrida nesse ano:
agosto/1953, Pedro Lima, gerente da Carteira de Câmbio
(CAMIO), Aristides Monteiro de Carvalho e Silva,
subgerente de CAMIO, dispensado da comissão de
inspetor da FIBAN ­ Fiscalização Bancária; Beatriz
da Silveira Moniz, auxiliar­de­gabinete da PRESI;
Beatriz Vieira Mendes, auxilar­de­gabinete do diretor
da CEXIM ­ Carteira de Exportação e Importação;
Charles Pullen Hargreaves, chefe­de­gabinete do diretor
da CAMIO; Eleutério Proença de Gouvea, ajudante­de­
gabinete (CAMIO), dispensado das funções de gerente
da Agência de Cantagalo ­ RJ, Frederico da Silva
Sève,
chefe­de­gabinete
(PRESI),
José
Fernandes
de Luna, secretário­de­gabinete do diretor (CAMIO),
dispensado da mesma comissão na Gerência de
Operações (CAMIO), José Leite Ribeiro, secretário
particular (PRESI), Fábio de Oliveira Penna, assistente
jurídico, em caráter provisório da FIBAN ­ Fiscalização
Bancária.
setembro/1953, Beatriz Vieira Mendes, auxiliar­de­gabinete
(ASTEC), Celma de Andrade Pederneiras, encarregada
de estudos e pareceres (ASTEC), Eurico Fernandes da
Motta, subgerente da FIBAN (alteração de designação:
chefia e subchefia da FIBAN para Gerência e Subgerência
da FIBAN), Ivan D´Oliveira ­ 28/4/1925, gerente da
FIBAN, João Baptista Pinheiro, gerente da CREAI,
Júlio de Mattos, chefe do Departamento Geral do
Almoxarifado (ALMOX) (posse no BB: 2/6/1913, falec.
3/3/1961).

315 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

outubro/1953, Fernando Drummond Cadaval, inspetor­geral
CAMIO e FIBAN, Luiz Pedro Gomes, gerente da CARED,
Oscar Coelho Messeder, gerente da CAMOB ­ Caixa
de Mobilização Bancária.
dezembro/1953, Luiz de Oliveira Alves, subgerente (CREGE),
Oscar Raphael Castro e Silva, chefe­de­gabinete da
Gerência da CARED.
Em solenidade realizada, em 21/1/1954, no
Ministério da Fazenda, tomou posse Luiz de Moraes
Barros, diretor da CACEX ­ Carteira de Comércio Exterior
do Banco do Brasil, à época, recentemente criada.
Os principais assessores do primeiro diretor da
CACEX: Augusto Carlos Machado Júnior, gerente da
Carteira; José Casemiro Borges, subgerente de Exportação;
Luís da Rocha Chataignier, subgerente de Importação;
Carlos Tavares de Oliveira, subchefe da Seção de
Importação;
Benito
Derizans,
subgerente
de
Preços;
Arnaldo Walter Blank, assessor técnico; Geraldo de Oliveira
Alves, chefe­de­gabinete [Informação confirmada, em 2009,
por Carlos Tavares de Oliveira].
Dez anos mais tarde, no período de 15/5/1964 a
20/3/1967, os destinos do Banco do Brasil foram entregues
nas mãos do banqueiro paulista Luiz de Moraes Barros.
Como vimos, fazia parte da equipe do diretor
Luiz de Moraes Barros, que fundou a CACEX, Carlos
Tavares de Oliveira, autor de reconhecida obra publicada:
Missão ao Oriente Médio

­

180 p.

(1966)

Missão à Itália

­

150 p.

(1967)

Missão ao Caribe ­ Prefácio: senador Jessé Freire
Exportação, o
Moreira

modelo

ideal

­
­

Prefácio:
111 p.

­

190 p. (1970)

Benedicto

Fonseca
(1987)

FERNANDO PINHEIRO

-

316

A batalha da exportação ­ Prefácio: ministro Marcos Vinícius
Pratini de Morais ­ Edições Aduaneiras Ltda. - 322 p. (1990)
Comércio Exterior e a questão portuária ­ Prefácio: ministro
Marcílio Marques Moreira - Edições Aduaneiras Ltda. ­
326 p.
(1992)
O despertar da China ­ A abertura para a economia de mercado
Prefácio: Antônio Oliveira Santos ­ 212 p. ­ 2ª edição (1990)
China, Superpotência do Século XXI
134 p.

­

Prefácio: Horácio Coimbra
(1993)

Modernização dos Portos - Prefácio: ministro Rubens Ricúpero
­ 222 p. ­ 3ª edição
(1994)
Estados Unidos e China: o desafio econômico ­ Prefácio: presidente
Fernando Henrique Cardoso ­ 2ª edição ­ 158 p.
(1995)
Exportação, a solução global ­ Edições Aduaneiras Ltda. ­
Prefácio: Roberto Campos ­ 200 p.
(1997)
Comércio Internacional: China, EUA e portos ­ Prefácio: Celso
Lafer ­ 190 p. ­ Edições Aduaneiras Ltda.
(1999)
O despertar da China (1980/2002) ­ Crescimento Acelerado ­
2ª edição ­ 238 p. ­ Edições Aduaneiras Ltda.
(2002)
China ­ O que é preciso saber ­ Prefácio: ministro Luiz
Fernando Furlan ­ 160 p. ­ Edições Aduaneiras Ltda. (2004)
Portos e Marinha Mercante ­ panorama mundial ­ Prefácio: Jorge
Gerdau Johannpeter ­Edições Aduaneiras Ltda. ­ 254 p. (2005)
China ­ Origens da Humanidade ­ Prefácio:
Chen Duqing,
embaixador da República Popular da China no Brasil
­
124 p. ­ Edições Aduaneiras Ltda.
(2008)
Em fevereiro/1954, duas nomeações ocorreram
na CACEX: Antônio França Maciel, chefe­de­gabinete da
Gerência da CACEX e Fausto de Freitas e Castro, assistente
jurídico [Revista AABB ­ 1953].

317 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

No dia 10 de abril de 1954, foi inaugurado o
Edifício Visconde de Itaboraí ­ Av. Presidente Vargas, 328,
Rio de Janeiro, na presença do presidente Marcos de Souza
Dantas e diretores do Banco do Brasil: Adão Pereira de
Freitas, João Cândido de Andrade Dantas, José Loureiro da
Silva, Luiz de Moraes Barros, Pompílio Cylon Fernandes
da Rosa e Vilobaldo Machado de Souza Campos.
Na placa comemorativa do evento, cunhada em
bronze, a efígie de Visconde de Itaboraí, o fundador do
atual Banco do Brasil, na opinião de Cláudio Pacheco
(1909/1993), autor da obra História do Banco do Brasil,
placa descerrada pelo presidente Marcos de Souza Dantas:
AOS 10 DE ABRIL DE 1854,
SOB A PRESIDÊNCIA DO CONSELHEIRO
JOÃO DUARTE LISBOA SERRA
INICIOU OPERAÇÕES O BANCO DO BRASIL
FUNDADO PELO VISCONDE DE ITABORAÍ.
EM COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA
INICIATIVA, SENDO PRESIDENTE DO
BANCO DO BRASIL SEU ANTIGO FUNCIONÁRIO
SR. DR. MARCOS DE SOUZA DANTAS
INAUGUROU-SE ESTE EDIFÍCIO QUE RECEBE O NOME DE
VISCONDE DE ITABORAÍ
EM HOMENAGEM Á MEMÓRIA DO FUNDADOR DA INSTITUIÇÃO
10 DE ABRIL DE 1954
(94)

(94) MARCOS DE SOUZA DANTAS, presidente do Banco do Brasil
(18/8/1953 a 6/9/1954) ­ in Placa comemorativa do centenário do
Banco do Brasil (1854/1954), descerrada, em 10/4/1954, no Edifício
Visconde de Itaboraí, pelo presidente Marcos de Souza Dantas.

FERNANDO PINHEIRO

-

318

Em 5/4/1954, na Biblioteca Nacional, foi aberta
pelo presidente Marcos de Souza Dantas a Exposição
Bibliográfica e Iconográfica comemorativa do 1° Centenário
de Funcionamento do Banco do Brasil (1854/1954). Dentre
as autoridades presentes, destacamos: Eugênio Gomes,
diretor da Biblioteca Nacional; Oswaldo Aranha, ministro
da Fazenda; embaixador José Carlos de Macedo Soares,
presidente do IHGB; Jorge de Toledo Dodsworth e general
Anápio Gomes, ambos presidentes (interinos) do Banco
do Brasil (18/12/1950 a 2/2/1951 e 14/1/1953 a 18/8/1953,
respectivamente); Adão Pereira de Freitas, João Dantas,
Luiz de Moraes Barros, Cylon Rosa, diretores do BB;
Francisco Vieira de Alencar, superintendente do Banco do
Brasil; Paulo Maurity, diretor do Museu Imperial; Augusto
Meyer, diretor do Instituto Nacional do Livro.
A Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas do
Banco do Brasil realizada, em 30/4/1954, exonerou os
diretores Fernando Drummond Cadaval (CAMIO), Coriolano
de Araújo Góes Filho (CEXIM) e Egídio da Câmara Souza
(CREGE), nomeando em seus lugares João Cândido de
Andrade Dantas, Adão Pereira de Freitas e José Maria
Alkimim.
A gestão do presidente Marcos de Souza Dantas,
no período 18/8/1953 a 6/9/1954, teve a participação dos
seguintes diretores: Adão Pereira de Freitas, João Cândido
de Andrade Dantas, José Loureiro da Silva, José Maria
Alkimim, Luiz de Moraes Barros, Pompílio Cylon Fernandes
da
Rosa,
Vilobaldo
Machado
de
Souza
Campos.
Superintendente: Francisco Vieira de Alencar.
Nesta década, o jurista José da Silva Pacheco
inicia a publicação de sua imensa obra e contribui, com
pareceres, orientando a ação do Banco do Brasil na

319 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Assessoria Jurídica da Área Internacional que teve, nas
décadas de 60 e 70, a presença do assessor jurídico
George Rodrigues de Siqueira, orador eloquente de estilo
clássico. Há de se ressaltar ainda na Assessoria Jurídica
de Assuntos Internacionais a passagem do jornalista e
advogado Eliakim Araújo Pereira Filho.
A imagem de Eliakim Araújo, como excelente
apresentador de televisão, ao lado de Leila Cordeiro,
ganha o mundo. Vejamos: Jornal da Globo (1983/1989),
Jornal da Manchete, Jornal do SBT (1993/1997), âncora
do canal de notícias, em português, da CBS (1997/2000).
Posteriormente, o casal de profissionais, na vida real
marido e mulher, produzem e apresentam programa de
jornalismo na RIT ­ Rede Internacional de Televisão, na
Flórida ­ EE.UU., onde passam a residir.
Da imensa e fecunda obra jurídica do eminente
escritor Silva Pacheco, membro da Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil (Cadeira n° 25,
patronímica de Lafaiete Rodrigues Pereira), assinalamos:
O Problema da Guerra (ensaio sociológico, filosófico, histórico
e jurídico), S. Paulo, 1951
(esgotado)
O Problema Universitário (pesquisa), S.Paulo, 1950 (esgotado)
O Brasil Rural (estudo), S.Paulo, 1950

(esgotado)

Curso Técnico-prático do Processo Civil, 3 v., 2ª ed., revista
e aumentada, 1962
(esgotado)
Ações Executivas e Execução de sentença, Rio, 1957 (esgotado)
O Atentado no Processo Civil, Rio, 1958

(esgotado)

Tratado das Execuções, 6 v., 2ª ed., Rio, 1964 (esgotado)
Comentários à Lei das Locações (Lei n° 4.494/64) Rio, 1965
Manual do Inquilinato, Rio, 1966

(esgotado)

FERNANDO PINHEIRO

-

320

Processo de Falência e Concordata, 7ª ed. 1997
Tratado das Ações de Despejo, 9ª ed., S.Paulo, 1994 (esgotado)
Evolução do Processo Civil Brasileiro, Rio, 1972 (esgotado)
Arrendamento e o Leasing de Aeronaves no Direito Interno e
Internacional, separata, Rio, 1973
(esgotado)
Tratado das Execuções: Processo de Execução, 2 v., 2ª ed.,
S. Paulo, 1976 (esgotado)
Tratado das Execuções: Execução fiscal, S.Paulo, 1976 (esgotado)
Curso de Teoria Geral do Processo, Rio, 1985

(esgotado)

Comentários ao Novo Código Brasileiro de Aeronáutica, 2ª ed.,
Rio, 1997
Mandado de Segurança e Outras Ações Constitucionais Típicas,
2ª ed., S. Paulo, 1991
(esgotado)
Comentários à Lei de Locações Urbanas, 2ª ed., S.Paulo 1993
Questões de Direito Imobiliário ­ 1ª ed., Rio, 1998
Com a finalidade de amparar o crédito bancário,
movimentado por diversos bancos, existiam no BB a
CARED ­ Carteira de Redescontos e a CAMOB ­ Caixa de
Mobilização Bancária. Vale assinalar o nome dos diretores:
José Vieira Machado (5/2/1945 a 29/10/1945), Armando
de Almeida Alcântara (1/2/1951 a 8/5/1952), José Maria
Alkimin (18/8/1953 a 6/9/1954).
As distinções entre ambas eram que a Caixa de
Mobilização operava a longo prazo (5 anos no máximo),
mediante contrato de abertura de crédito aos bancos que
ofereciam hipoteca ou promissórias em caução, letras de
câmbio, ações, debêntures, etc., para fazer cumprir o que
determinava o artigo 5°, da Lei n° 21.499, de 9/6/1932.
Por outro lado, a Carteira de Redescontos mobilizava
recursos a curto prazo (4 a 6 meses).

321

-

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em julho/1954, ocorreu a nomeação de Beatriz
Vieira Mendes, secretária­de­gabinete (Assessoria Técnica
da CACEX), Euvaldo Dantas Motta, subassessor técnico
(CAMIO), Lázaro Baumann das Neves, assessor técnico
(CAMIO), Paulo Affonso Poock Corrêa, gerente (CAMIO/
GECAM), Pedro Lima, inspetor de câmbio e fiscalização
bancária (4ª Zona ­ Recife), João Baptista Fortes de Carvalho,
chefe­de­gabinete (CAMIO/GECAM) [Revista AABB ­ 1954].
Por capricho do destino ou por força de
circunstâncias que não compreendemos, o tiro que ecoou,
no Palácio do Catete, no mês de agosto de 1954, mudou
os rumos da Nação, atingindo sumariamente a política
e a administração pública, e, inexoravelmente, a gestão
de Marcos de Souza Dantas à frente do Banco do Brasil.
Em setembro/1954, outras nomeações ocorrem:
Beatriz da Silveira Moniz, auxiliar­de­gabinete (PRESI),
Cândido de Alencar Castello Branco, subchefe do TESGE
­ Departamento de Tesouraria Geral [Revista AABB ­ 1954].
Em 4/11/1954, o antigo funcionário da Agência
de Manaus, nos idos de 1927, Arnóbio Rosa de Faria
Nobre (posse no BB: 24/6/1927, apos.: 18/8/1960), agente
da subagência de Porto Velho, instalada em 19/6/1939,
assume o cargo de presidente do Banco de Crédito da
Amazônia, missão que termina em 19/12/1955.
Na presença de Eugênio Gudin, ministro da
Fazenda, e de outras autoridades do governo Café Filho,
tomou posse, no dia 6 de setembro de 1954, no cargo
de presidente do Banco do Brasil, o jurista e banqueiro
Clemente Mariani Bittencourt.
O presidente, que assumia o cargo, nasceu em
28/9/1900, na cidade de Salvador. Iniciou a carreira
no jornalismo, sendo redator­chefe do Diário da Bahia,

FERNANDO PINHEIRO

-

322

na década de 20 (1921/1927). Na mesma década (1924/1925
e 1928/1929) exerceu o mandato de deputado estadual na
Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Na Câmara
dos Deputados, no Rio de Janeiro, representou a sua
terra natal com mandatos relativos aos períodos 1934/1937
e 1946 [Revista AABB ­ Rio ­ 1954]
Na cerimônia de transmissão do cargo, Marcos
de Souza Dantas, o presidente que se despedia, num
tom cordial e ameno, muito comum de sua índole pacífica
e acolhedora, usou a palavra de improviso.
O discurso de posse do presidente Clemente
Mariani
Bittencourt
foi
bastante
aplaudido.
Iniciou
dizendo das grandes responsabilidades do cargo que
assumia,

desempenhado
por
seu
grande
amigo
Dr. João Marques dos Reis, antigo companheiro na
profissão de advogado, e nas funções do Governo, agora
sendo um dos seus sucessores na elevada missão,
conforme se referiu, que "o destino me vai levando a
cobrir."
Em seguida, o orador apresentou suas honrosas
referências de trabalho, mencionando a trajetória percorrida
em outros setores da vida pública e afirmou que o Banco
da Bahia é o mais antigo do País, com isto revelando
a realidade história em que o Banco do Brasil iniciou
suas atividades ininterruptas, a partir de 1854. In verbis:
"Mas nenhuma maior do que a da oportunidade
que me foi oferecida de pôr em execução os princípios
que sempre enformaram a minha atuação na vida pública,
e nosso País e aplicados num setor semelhante a este,
embora de muito menor amplitude, contribuíram para
que se fixasse no meu nome a escolha para tão elevada
investidura.

323 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Professor de Direito Comercial, advogado especializado
em assuntos comerciais, naturalmente inclinado ao estudo
dos problemas econômicos e financeiros e obrigado a
com eles intimamente lidar, na Constituição de 33,
quando a elaboração da
matéria ficou sobretudo a meu
cargo e, na legislatura seguinte, quando participei da
Comissão de Finanças, o interregno do regime constitucional,
concedendo­me férias forçadas à ação política e legislativa,
ensejou-me a oportunidade de promover a reestruturação
do Banco da Bahia, tradicional estabelecimento de crédito,
o mais antigo e dos mais conceituados do País." (95)
A
seguir,
o
presidente
Clemente
Mariani
demonstrou a situação grave em que se encontrava a
conjuntura econômica do País, mergulhada numa inflação
correndo à solta,
"estimulada
pelos
depósitos
de
institutos
e
organizações autárquicas em estabelecimentos privados,
não raro criados adrede para recebê-los e que, na
impossibilidade de encontrar de pronto aplicação regular
para tamanhas disponibilidades, geralmente obtidas a juros
e comissões altos, enveredaram pelo caminho criminoso
de incentivar negócios novos, de amigos e mesmo de
associados, sem as devidas condições de segurança e de
seletividade.
As especulações de imóveis, a febre do zebu, o
encilhamento de uma economia em que a carência de
utilidades, por efeito da guerra, cada dia mais se
angustiava e a massa de dinheiro avultava sempre,

(95)

CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ in Discurso de posse.

Banco

do

FERNANDO PINHEIRO

-

324

era o clima
em
que
se
agitavam
revelações
de
homens e processos, revolucionando, na plena convicção
da descoberta de novos e eficientes métodos, a técnica
bancária."
(96)
Em seguida, o presidente do Banco do Brasil
explicitou esta conjuntura econômica dentro daquele
Banco que presidia anteriormente, e demonstrando a
expectativa de encará-la, em suas novas funções, revelando
seu caráter honesto e impoluto diante dos negócios
públicos. Ei-lo, elegante e nobre, em sua narrativa de
exemplar conduta:
"Assumindo a direção do Banco da Bahia, tratei,
naturalmente, de atualizar os seus métodos de trabalho
e adaptá-los às novas circunstâncias, sem me deixar,
entretanto, deslumbrar por ideias que os meus hábitos
de estudo e as coordenadas da minha formação me
apontavam como contraditórias com princípios basilares
da economia, da técnica bancária e dos preceitos morais
que regem esse munus publicus que é a profissão de
banqueiro.
Sem transigir com qualquer deles, o Banco da Bahia
abriu firmemente o seu caminho na selva selvaggia em
que era obrigado a viver e, doze anos transcorridos,
apresenta-se, quer em absoluto, quer em contrastes com
muitos dos que se deixam atrair por sendas mais
sedutoras, como uma afirmação da justeza da linha que
escolhêramos, eu próprio e os bons e leais companheiros
dessa empreitada.
(96)

CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ in Discurso de posse.

Banco

do

325 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Trata-se agora de repetir a experiência, em um
setor imensamente mais vasto. Bem sei que o Banco
do Brasil não é apenas um estabelecimento de crédito,
mas é igualmente um executor da política econômica e
financeira do Governo, sofrendo, mais
ainda do que a
influência das normas abstratas dessa política, a influência
contraditória das suas transigências concretas ou de
contingências mais imprevistas do que imprevisíveis." (97)
Prosseguindo o discurso de posse, Clemente
Mariani demonstrou a satisfação
em assumir o cargo
de presidente do Banco do Brasil, alinhado à perfeita
concordância de pensamento com o ministro da Fazenda
diante da necessidade de
"encontrar e defender, com firmeza, um ponto
de
equilíbrio entre as justas aspirações de progresso
material e social do país e as nossas reais possibilidades,
não apenas em divisas estrangeiras, em técnica e
mão-de-obra especializada, mas igualmente em moeda
nacional de poder aquisitivo estável.
Não tenho dúvidas quanto à pressão a que
seremos submetidos para que se quebre essa resistência,
mas o nosso propósito é resistir, para o que contamos
com o pleno apoio do Sr. Presidente da República e eu
da minha parte com a inestimável cooperação dos meus
dignos companheiros de Diretoria e do magnífico corpo
de funcionários do Banco do Brasil, muitos dos quais
são sabedores do elevado conceito que sempre fiz
da capacidade e dignidade com que pessoalmente e em
conjunto exercem as suas funções.
(97)

CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ in Discurso de posse.

Banco

do

FERNANDO PINHEIRO

-

326

O momento brasileiro não permitiria que nenhum
homem com responsabilidade na vida pública do país e
perante as gerações que nos hão de suceder recusasse
o seu concurso à obra ingente com que se defronta o
Governo.
Sem vaidades, sem orgulho, sem preconceitos, farei
do exercício da Presidência do Banco do Brasil um fim
e não um meio, pondo ao seu serviço, sem reservas,
as qualidades e a experiência que terão justificado a
minha escolha para este alto posto e certo de que, assim
agindo, estarei honrando os inalienáveis compromissos
que a todos nos vinculam à Nação, e aos quais tenho
sempre me esforçado por permanecer fiel." (98)
Na
época,
o
presidente
Clemente
Mariani
designou para ocupar a Chefia do Gabinete da PRESI o
funcionário Frederico da Silva Séve.
Com a bagagem rica de relevantes serviços
prestados ao Banco do Brasil, despede-se, em 30/9/1954,
da CREAI ­ Carteira de Crédito Agrícola e Industrial, o
diretor José Loureiro da Silva. Em seu lugar assume o
diretor Adolpho de Oliveira Franco em cerimônia simples
realizada no gabinete da Presidência do Banco.
Para integrar o gabinete do diretor da CREAI,
foram designados: chefe-do-gabinete: Miguel Soares de
Oliveira, secretários: Ruy de Leonardo Truda, Vicente
Orlando Marino e Cid Fernandes Saboya. ­ Auxiliares:
Benecdito Paulo Pacheco de Almeida, Josildo Ananias
de Carvalho, Sylvio Vieira de Carvalho e Marbry Regina
Lenzi.
(98)

CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ in Discurso de posse.

Banco

do

327 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Segunda colocada no Concurso de Long Beach,
que promoveu o concurso de miss Universo/1954, a
bela baiana Martha Rocha, de regresso ao Brasil, em
companhia de seus familiares, faz uma visita de cortesia
à Presidência do Banco do Brasil, e recebe um mimo
oferecido pelos funcionários e entregue pelo presidente
Clemente Mariani, amigo do pai da miss Brasil/1954.
Fotos n° 96, 97 ­ BANCO DO BRASIL ­ Presidência ­ 2° semestre/1954
­ CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do Banco
do Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955), recebe a visita de MARTHA
ROCHA,
miss
Brasil/1954. ­ Retratos originais p & b ­
18 x 28,5 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil.

Vale destacar as principais nomeações ocorridas
em setembro/1954: Geraldo de Oliveira Alves, chefe­de­
gabinete do diretor da CACEX, Gilberto Gomes da Silva,
subgerente de Fiscalização de Preços (CACEX), Helvécio
Augusto Moreira Penna, chefe­de­gabinete do diretor da
CARED, Luiz de Oliveira Alves, gerente (CACEX), Luiz
de Paula Figueira, chefe­de­gabinete de diretor (CREGE),
Beatriz da Silveira Moniz, auxiliar­de­gabinete (PRESI),
Cândido
de
Alencar
Castello
Branco,
subchefe
de
Departamento (TESOU), Eleutério Proença de Gouvea,
ajudante­de­gabinete (PRESI), Norberto da Silva Rocha,
subgerente (CACEX), Ruy de Leonardo Truda, assessor
especial da Assessoria Geral de Planejamento e Estudos
(CREAI), no mês seguinte, Truda é nomeado secretário­
de­gabinete do diretor da CREAI [Revista AABB ­ 1954].
Em nov/1954, outras
Alpheu Amaral, secretário particular
da Costa Nogueira, inspetor de
Pará, Nazareno Paranhos, chefe
Maria Luíza Osório de Araújo,

nomeações ocorreram:
(PRESI), Antônio Gurgel
câmbio em Belém do
da Secretaria (ASPLA),
ajudante­de­serviço na

FERNANDO PINHEIRO

-

328

Agência Metr. Copacabana, dez anos depois é secretária­
de­gabinete (PRESI) [Revista AABB ­ 1954].
Ainda nos idos de 1954, vale ressaltar que o
advogado Remo Lainetti, tribuno de escol, era bastante
conhecido nos tribunais criminais, funcionário do Banco do
Brasil, empossado em 10/6/1941, não exercia nenhum cargo
comissionado, era lotado no Departamento do Contencioso,
turno da manhã [Revista AABB ­ 1961].
Inaugurado, em 28/1/1955, o Museu e Arquivo
Histórico do Banco do Brasil, com a presença do
presidente Clemente Mariani, e de seus antecessores,
Marcos de Souza Dantas, Ricardo Jafet, Ovídio Xavier
de Abreu, Mário Brant, e, ainda, de Anápio Gomes e
Pedro de Mendonça Lima (ex-presidentes interinos), bem
como do diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional, Rodrigo Melo Franco de Andrade.
Fizeram-se representar os ex­presidentes José
Maria Whitaker (20/12/1920 a 27/12/1922), pela presença
do senador Assis Chateaubriand, e José Adolpho da Silva
Gordo (interino ­ 3/6/1929 a 11/9/1929), representado pelo
Sr. Miguel Pereira Bastos. Por telegrama, Jorge de Toledo
Dodsworth (interino ­ 18/12/1950 a 2/2/1951), formulando
votos de prosperidade ao Museu, justificou a ausência.
No discurso de abertura do evento, Fernando
Monteiro, chefe do Museu e Arquivo Histórico do Banco
do Brasil, ressaltou a significativa coincidência daquela
inauguração por um homem público esclarecido que
já esteve à frente do Ministério da Educação, capaz
de avaliar a cooperação
do Banco do Brasil à cultura
brasileira [MONTEIRO, 1955].

329 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em seguida, o presidente Clemente Mariani
falou, de improviso, enaltecendo o mérito da obra,
congratulando-se com o funcionalismo do Banco "pela
cristalização da ideia que marcava mais um passo
elogiável em proveito da cultura nacional."
A narrativa histórica do evento é amparada
por retratos doados por Carlos Mariani Bittencourt,
custodiados pela Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil.
Foto n° 1 ­ BANCO DO BRASIL ­ Inauguração do Museu e Arquivo Histórico ­
28/01/1955 ­ O presidente CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT,
ao lado de FERNANDO MONTEIRO, assina o livro de presenças.
­ p & b ­ 23,5 x 19,5 cm.
Foto n° 2 ­ BANCO DO BRASIL ­ Inauguração do Museu e Arquivo Histórico ­
28/01/1955 ­ O presidente CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT,
diante da fita simbólica, profere, de improviso, o discurso de
inauguração. Ao centro, de paletó branco, o superintendente LUIZ
DE PAULA FIGUEIRA. ladeado (à esquerda) por EDGARD
RUMANN SOARES, ex-chefe do IAMET, ex-chefe do Departamento
de Secretaria; OVÍDIO XAVIER DE ABREU, presidente do BB
(29/7/1949 a 12/12/1950), e à direita por PEDRO DE MENDONÇA
LIMA, presidente (interino) do BB (2/6/1949 a 29/7/1949).
Detalhe: ao fundo, o retrato a óleo (tamanho natural) de JOSÉ
MARIA WHITAKER, presidente do Banco do Brasil (20/12/1920 a
27/12/1922) ­ p & b ­ 22 x 20 cm.
Foto n° 3 ­ BANCO DO BRASIL ­ Inauguração do Museu e Arquivo Histórico
­ 28/01/1955 ­ FERNANDO MONTEIRO profere discurso em
homenagem ao presidente CLEMENTE MARIANI. ­ p & b ­ 23,5
x 18,5 cm.

Considerando que o Banco do Brasil é o pioneiro
dos
benefícios
que
fazem
engrandecer
a
sociedade
brasileira, vale mencionar que os museus nos bancos são
praticamente recentes em relação aos grandes museus
do mundo. Surgiram por volta dos idos de 1928, quando
o Chase Manhattan Bank (á época, Chase National

FERNANDO PINHEIRO

-

330

Bank) adquiriu uma coleção de moedas. Nos idos de
1936, o Banco do Brasil comprou uma coleção de
moedas e cédulas, iniciando um acervo que seria, mais
tarde a partir de 28/1/1955, o núcleo do patrimônio do
Museu do Banco do Brasil [TRIGUEIROS, 1972].
Ainda em janeiro de 1955, em viagem a
serviço, esteve em Manaus ­ AM, Francisco Vieira de
Alencar, o superintendente do Banco do Brasil. No
Aeroporto
Internacional
de
"Ponta
Pelada"
foram
recepcioná­lo Drault Ernani, diretor do Banco do Distrito
Federal S.A.; Isaac Sabbá, vice-presidente da Companhia
Brasileira de Fiação e Tecelagem de Juta S.A.; Américo
Capone, presidente da Fábrica de Tecidos e Bordados S.A.;
Adalberto Ferreira do Valle, presidente da Prudência
Capitalização; Francisco Manoel Xavier de Albuquerque,
advogado do Banco do Brasil, em Manaus. Esse ilustre
advogado iria, mais tarde, presidir o Supremo Tribunal
Federal (16/2/1981 a 21/2/1983) [Revista AABB ­ 1955].
Pela iconografia do evento, constatamos, com
imensa satisfação, a presença do advogado Xavier de
Albuquerque que, mais tarde, nos idos de 1985 e 1986,
exerceu o cargo de Consultor Jurídico do Banco do
Brasil, sucedendo a Alcyr Carvalho da Silva que esteve à
frente da COJUR no período de 1980 a 1985.
Em 1/2/1955, foi realizada a cerimônia de posse
do diretor Paulo Affonso Poock Corrêa designado para a
Carteira de Câmbio do Banco do Brasil, sucedendo a
João Cândido de Andrade Dantas. De improviso, o diretor
usou a palavra, confessando a satisfação de ser mais
um funcionário à frente da Carteira e ressaltou: "É o
velho esprit de corps que deve estar a transparecer neste
meu júbilo." A gestão se estendeu até os idos de 1960.

331 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Auxiliar­de­gabinete
da
Diretoria
de
Câmbio
(19/8/1953
a 16/4/1955), Vênus Caldeira de Andrada
comentou a atuação do novo diretor que empreendeu,
inúmeras vezes, viagens ao exterior, representando o
Brasil, em reuniões que colimaram com a discussão e
a assinatura de importantes acordos com banqueiros e
com o FMI. Pessoalmente, traçou o perfil empreendedor
de Paulo Afonso Poock Corrêa:
"Apresentava-se sempre com correção, tanto no
aspecto físico quanto no trato. Tinha mais de poeta e
artista que de bancário, embora fosse um dos maiores
conhecedores das transações internacionais." (99)
Centenas de documentos, no total de 889, de
e com Clemente Mariani Bittencourt, enquanto presidente
do Banco do Brasil, estão custodiados pela Fundação
Getúlio Vargas, dentre as quais salientamos:
Correspondências do presidente Clemente Mariani convidando
colaboradores para comporem a Diretoria do
Banco do Brasil
[FVG ­ CPDOC ­ Classificação: Cma
pbb c
1954.09.05].
Atribuições da CAMOB ­ Caixa de Mobilização Bancária, subordinada
ao Banco do Brasil e, especificamente, ao Superintendente
desta Carteira que era simultaneamente o presidente do
Banco do Brasil [FVG­CPDOC ­ Classificação: Cma pbb c
1954.12.01].
250 resoluções assinadas por Clemente Mariani [FVG ­ CPDOC ­
Classificação: Cma pbb c 1954.09.08].
(99) VÊNUS CALDEIRA DE ANDRADA ­ in De mim para vocês, p. 112
­ Banco do Brasil ­ Departamento de Formação ao Pessoal ­
1988 ­ Brasília ­ DF.

FERNANDO PINHEIRO

-

332

Concessão de donativos de Natal do Banco do Brasil destinados
a hospitais, entidades médicas, Campanha Nacional da Criança
e associações assistenciais [FVG ­ CPDOC ­ Classificação:
Cma pbb c 1954.09.09].
Correspondências entre o presidente Clemente Mariani e Raul
Howart Rodrigues, chefe do DECON ­ Departamento de
Contabilidade relativas às aplicações financeiras de diversas
Carteiras do Banco do Brasil [FVG ­ CPDOC ­ Classificação:
Cma pbb c 1954.08.26].
Correspondências do presidente Clemente Mariani referentes à
promoção e aposentadoria de funcionários do Banco do Brasil
[FVG ­ CPDOC ­ Classificação: Cma pbb c 1954.10.29].
Correspondências entre o presidente do Banco do Brasil (Clemente
Mariani), o ministro da Fazenda (Eugênio Gudin)
e o
presidente da República (Café Filho) relativas aos motivos
da demissão de Clemente Mariani. Anexos: discurso de
Gudin e declarações à imprensa pelo presidente do Banco do
Brasil [FVG ­ CPDOC ­ Classificação: Cma pbb c 1955.04.04].
Uma
das
últimas
medidas
adotadas
pelo
presidente Clemente Mariani Bittencourt, à frente do
Banco do Brasil, diz respeito à concessão de prerrogativas
dos servidores do Quadro de Portaria de ingressarem no
Quadro de Escriturário, mediante aprovação das matérias
eliminatórias de concursos internos.
Na ocasião em que recebeu, em seu gabinete,
um grupo de funcionários do Quadro de Portaria,
o presidente salientou "a necessidade social de
se
proporcionar igual possibilidade a todos os servidores,
sem outras distinções que o merecimento pessoal".
Momentos antes da cerimônia de transmissão
do cargo na Presidência do Banco do Brasil, em 14/4/1955,

333 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

o presidente Clemente Mariani, num gesto de gratidão,
que é mais nossa do que dele, enviou ao funcionalismo
do BB a mensagem de despedida:
"Ao deixar a Presidência do BANCO DO BRASIL,
depois de exercê-la pelo período de 7 meses, quero
expressar a todo o funcionalismo da Casa os meus
mais sinceros agradecimentos pela leal e inestimável
colaboração que sempre me prestou e sem a qual
me teria sido impossível levar a bom termo a
ingente tarefa administrativa que me fôra confiada,
numa fase extremamente difícil para o País e de
insatisfações generalizadas.
Deixo a Presidência do BANCO DO BRASIL com
a consciência tranquila de haver bem cumprido
os
deveres de tão alto e espinhoso posto, para o qual
não me regateei sacrifícios de ordem pessoal, levando
comigo as mais gratas impressões do seu funcionalismo,
a cujas qualidades de competência, integridade moral
e patriotismo rendo aqui, na hora da despedida, a
justa e merecida homenagem do meu maior apreço e
admiração." (100)
O

presidente Clemente Mariani proporcionou à
AABB ­ Associação Atlética Banco do Brasil meios
financeiros para compra da sede própria na Rua Haddock
Lobo, 227, na cidade do Rio de Janeiro, no momento
em que a entidade recreativa e social comemorava o
27° aniversário de fundação.
(100) CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do Banco do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ Mensagem de despedida da
Presidência do Banco do Brasil. ­ Acervo: Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

-

334

Citando os Relatórios do Banco do Brasil, referentes
a 1954 e 1955, a Prof.ª Daniela
Maria
Moreau
escreveu:
"Durante a gestão Mariani o Banco do Brasil criou
também Gerências de Liquidações (GELIQs) junto às
Carteiras de Crédito Geral e de Crédito Agrícola e
Industrial, com o objetivo de levantar a situação de
cada devedor e promover a cobrança ou composição dos
"créditos em liquidação", incumbindo-se também da
mobilização dos ativos havidos pelas carteiras de liquidações
de empréstimos." (101)
Ainda dentro da informação colhida dos relatórios
do Banco do Brasil, a Profª Daniela Maria Moreau, ao
apresentar o mais belo trabalho sobre a vida e a obra
de Clemente Mariani, concluiu:
"Finalmente, é importante relembrar que foi neste
período que o orçamento da Carteira de Câmbio passou
a ser feito em conjugação com as informações sobre
licenciamento de importações fornecidas pela CACEX,
que veio a efetuar cálculos mais eficientes do balanço
de pagamentos e levantamentos estatísticos do comércio
exterior." (102)
Na visão da escritora Daniela Maria Moreau,
a gestão Clemente Mariani teve, ainda, os seguintes
aspectos:

(101, 102) DANIELA MARIA MOREAU ­ in Clemente Mariani ­ Político e
Empresário, p. 70 ­ Dissertação de Mestrado apresentada em
janeiro/1992, na UNICAMP ­ Campinas ­ SP.

335 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"O Banco do Brasil teria um papel fundamental
na implementação do programa de política econômica
articulado pelo ministro Eugênio Gudin. Apesar da
criação da SUMOC, em 1944, com características de
um embrião do Banco Central, e com atribuições que
teoricamente retirariam do Banco do Brasil grande parte
do seu poder de influência na economia nacional, em
1954 este último permanecia sendo a agência de maior
importância na elaboração e efetivação de medidas nas
áreas monetária, cambial, de comércio exterior e de crédito.
Sob
a
administração
do
Banco
do
Brasil
encontravam-se a Carteira de Redescontos (CARED), a
Caixa de Mobilização Bancária (CAMOB), a Carteira de
Comércio Exterior (CACEX), A Carteira de Câmbio
(CAMIO), a Carteira de Crédito Geral (CREGE) e a
Carteira de Crédito Agrícola e Industrial (CREAI). A
CARED era encarregada de suprir créditos aos bancos
comerciais para cobrir empréstimos de curto prazo ao
público; a CAMOB deveria atender a situações de
imobilização dos bancos privados, provendo liquidez
em troca de garantias de ativos dessas instituições; a
Carteira de Câmbio era incumbida das operações que
envolviam divisas e à CACEX cabia entre outras funções
emitir licenças de importação e exportação e fiscalizar as
operações comerciais com o exterior.
Durante a gestão de Clemente Mariani, a estrutura
do Banco do Brasil esteve envolvida em três tarefas
prioritárias. Primeiramente, existiam as questões urgentes
a serem tratadas, como problema da queda das
exportações de café e a consequente crise cambial. Em
segundo lugar, havia a necessidade de tomar as medidas
que efetivassem as diretrizes traçadas pelo Ministério da
Fazenda com o objetivo de controlar a inflação, como por
exemplo, proceder à restrição creditícia. Finalmente, era

FERNANDO PINHEIRO

-

336

preciso racionalizar e modernizar a estrutura administrativa
do Banco do Brasil para garantir o sucesso das metas
determinadas.
A política da sustentação dos preços do café, herdada
do governo anterior, havia consumido as linhas de crédito
que o Banco do Brasil dispunha normalmente junto a
outros bancos no exterior, e que poderiam ser utilizadas
em operações comerciais e de financiamento. Mariani, com
parte dos poucos recursos conseguidos por Gudin junto
ao governo e aos bancos norte-americanos, trabalhou
no sentido de regularizar as posições e restabelecer as
linhas de crédito do Banco do Brasil no exterior, o que foi
conseguido logo no início de sua gestão.
Entretanto, o desafio mais sério era lograr a retomada
das exportações. Apesar da criação do Instituto Brasileiro
do Café (IBC) em 1952 com o objetivo de executar toda
a política econômica do produto, em 1954 era o Banco
do Brasil a instituição que mais diretamente intervinha
em assuntos fundamentais relativos à cafeicultura. Isto
porque era ali, por um lado, onde se determinava a taxa
de câmbio para as exportações, e por outro, de onde
provinham os recursos para a sustentação dos preços
do café, através das importâncias debitadas ao "Fundo
de Ágios" para crédito na Comissão de Financiamento da
Produção.
Mesmo com as insistentes afirmações, inclusive do
presidente da República, de que o preço do café não
seria modificado, as exportações do produto não retomaram
o ritmo normal em setembro e outubro de 1954. Na
verdade, com a tentativa do governo Vargas de manter
os preços em níveis elevados, os concorrentes de outros
países acabaram ganhando maiores espaços no mercado
internacional de café. As exportações nacionais do produto,

337 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

que em anos anteriores chegava a 70% do consumo
norte-americano, em 1954 supriu apenas 50% daquelas
compras. Em termos de participação no mercado mundial,
a exportação brasileira declinou naquele ano para 39%,
com os africanos alcançando pela primeira vez os 20%.
Em 1954, pela redução dos estoques norte-americanos,
a queda mundial de consumo foi de 3.300 mil sacas
enquanto o Brasil deixou de exportar 4.650 mil sacas
de café.
O problema estava em convencer os importadores
da estabilidade do câmbio brasileiro, aos seus olhos
sujeito ao risco de manipulações com reflexo nos preços
dos produtos de exportação. Apesar da solução encontrada
pela Instrução 99 de permitir a negociação de parte das
cambiais do café no mercado livre ter agradado os
produtores nacionais, esta política gerava instabilidade
no preço final para as vendas externas, já que a prática
demonstrava que num mercado comprador, quando
aumentava-se a bonificação em cruzeiros o preço em
dólares declinava. Assim, durante a administração Mariani,
através da Instrução n° 109 da SUMOC de 11 de novembro
de 1954, foi decidido que a taxa flutuante para o café
seria
substituída por bonificações fixas. Com isso as
exportações de café voltaram a crescer nos meses de
novembro e dezembro, com a cotação se estabilizando
em cerca de 72 cents por libra peso, quando já havia
baixado nos meses anteriores a 59 cents." (103)

(103) DANIELA MARIA MOREAU
Empresário, pp. 61 e 62.

­

in Clemente

Mariani ­ Político e

FERNANDO PINHEIRO

-

338

No dia 14 de abril de 1955, Clemente Mariani
proferiu o discurso de despedida da Presidência do
Banco do Brasil, inicialmente dizendo que assumiu o
cargo, num momento dramático, a convite do ministro
Eugênio Gudin, após a recusa de cinco banqueiros
de merecido conceito, para evitar "o prolongamento de
uma situação extremamente vexatória".
Em seguida, Clemente Mariani expôs, com
brilhantismo, a situação econômica em que se encontrava
o País:
"A opinião pública, superexcitada pelas revelações
das Comissões de Inquérito Parlamentares, sobre os
empréstimos a órgãos de publicidade, sobre os escândalos
da CEXIM, sobre as facilidades do Redesconto e da
Mobilização Bancária, sobre os autofinanciamentos e
financiamentos de favor, ignorava e não podia admitir
que problemas ainda mais graves e urgentes exigissem
prioridade no trato:
as exportações de café estagnadas e as suas cotações,
mero joguete de especuladores, despenhando-se na Bolsa
de Nova York, onde havíamos assumido alta posição
comprada;
as disponibilidades em divisas esgotadas e as linhas de
crédito esvaindo-se, sem que se pudesse deixar de
atender
à
cobertura
das
margens
dos
contratos
comprados e aos saques sobre o futuro, com que se
vinham alimentando os leilões de câmbio;
desproporcionada
parcela
dos
recursos
do
Banco
imobilizada em operações de duvidosa, difícil ou demorada
liquidação, ou em empréstimos de difícil cobrança a
Estados, Municípios e Bancos e Instituições oficiais;

339 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

a arrecadação dos ágios diminuindo, enquanto as
exigências da compra e financiamento do café, tornados
obrigatórios pelo Decreto 35.612, de 3/6/54, se tornavam
cada vez maiores;
a capacidade de redesconto do Banco do Brasil esgotada,
sem que se pudesse deixar de atender às despesas
incoercíveis do Governo e ao financiamento das atividades
produtoras e comerciais legítimas;
a pressão, sobre o Redesconto e a Caixa de Mobilização
Bancária, dos que pretendiam continuar a usufruir as
suas benesses e a necessidade de atender a situações
bancárias periclitantes;
as dificuldades técnicas de solucionar e dosar a concessão
de créditos, dentro de uma política de correção da
conjuntura inflacionária;
a contingência, enfim, de, no entrechoque das forças
políticas em conflito, encontrar o justo ponto de equilíbrio
entre a defesa dos interesses do Banco e da economia
nacional, sob a nossa responsabilidade e os imperativos
da moralização dos costumes, em que não podíamos
deixar de colaborar.
Tudo isso pode hoje ser dito, rememorando o
pesadelo de dois meses trágicos, os primeiros durante
os quais, em minha vida de luta, de estudo e de
trabalho, me senti verdadeiramente esmagado por uma
responsabilidade quase superior às minhas forças e à
qual tive de sacrificar muito mais do que se possa
imaginar; tudo isso pode hoje ser dito e rememorado sem
o receio de ainda tornar mais grave uma crise felizmente
vencida.
Graças à ação pessoal em Washington e Nova
York, do Ministro Gudin, a débâcle cambial iminente
foi
conjurada,
permitindo-nos resistir às manobras

FERNANDO PINHEIRO

-

340

baixistas e forçar a liquidação em espécie dos contratos
de dezembro, com apreciável incremento das exportações
nos dois últimos meses do ano;
e quando a fraqueza dos nossos concorrentes da América
Central ensejou novo movimento de baixa a partir de
janeiro, início da colocação das suas safras, conseguimos
recuar em boa ordem para uma segunda linha de
defesa, a dos 57 cents, aproximada daquela em que
nos encontrávamos antes da geada do Paraná e da aventura
dos preços altos, nela liquidando, sem maior dificuldade,
os contratos de março e restabelecendo a normalidade
das transações que os próprios acontecimentos políticos
dos últimos dias não chegaram a perturbar sensivelmente.
Não nos seria possível, certamente, mobilizar ou
liquidar, em tão curto período, a enorme massa de
créditos
periclitantes
ou
estagnados. Para realizá-la
impunha-se, preliminarmente, conhecer o seu montante,
as suas origens ­ a sua situação real, criando, como
fizemos nas Carteiras de Crédito Geral e de Crédito
Agrícola e Industrial, Gerências de Liquidação, encarregadas
de levantar a situação de cada devedor, muitas vezes
envolvida
num
emaranhado
de
responsabilidades
entrecruzadas e promover, do mesmo passo, a sua cobrança,
a sua composição, ou a configuração do responsável pela
operação ruinosa.
Havia paralelamente que refrear a expansão do
crédito às entidades governamentais, ao público e ao
sistema bancário, esta última através da Carteira de
Redescontos e da Caixa de Mobilização Bancária.
Quanto as primeiras, não foi possível obter completo
sucesso relativamente às contas do Tesouro Nacional,
setor que escapava ao nosso controle, e no qual o próprio
ministro Gudin lutou com obstáculos insuperáveis.

341 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Como, entretanto, ainda ontem salientou S.Exª,
no seu discurso de transferência de cargo, o crédito à
produção e ao comércio suprido pelo Banco do Brasil,
que passava de 14,9 bilhões em dezembro de 1950 (fim
do governo Dutra), para 24,7 bilhões em dezembro de
1951, para 34,4 bilhões em dezembro de 1952, para
40,4 bilhões em dezembro de 1953, e finalmente para
55,5 bilhões em setembro de 54 (quando assumimos a
sua direção), mantinha-se em fevereiro deste ano em
torno de 56 bilhões, praticamente o mesmo que em
setembro próximo passado", e isso, acentuou S.Exª
"mediante uma seleção que reduziu o volume de crédito
nos setores inflacionários e especulativos, sem afetar
apreciavelmente a atividade econômica da Nação, nem
provocar o desemprego." (104)
Em
seguida,
Clemente
Mariani
fez
referências
elogiosas aos seus companheiros de Diretoria, citando
nominalmente Mário Brant, e elogiando o consultor
jurídico João Neves da Fontoura, por tantos serviços
prestados à Nação e ao Banco do Brasil.
Prosseguindo o discurso de transmissão de cargo,
Clemente Mariani retomou o tema central, abordando
aspectos da administração pública:
"Nada disso se passou, Sr. Presidente, na Arcádia
ou Shangri-Lá, mas num país moralmente convulsionado
pelo entrechoque das paixões políticas e dos movimentos
de opinião, exigindo-se da Direção do Banco do Brasil
atitudes que não lhe competia assumir, por envolverem
prerrogativas dos altos poderes governamentais.
(104) CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do Banco do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ Discurso de despedida do cargo.

FERNANDO PINHEIRO

-

342

Em que pesem ataques sofridos e que, em
consciência, considero injustos, não discriminei no trato
dos devedores do Banco, mantendo-me estritamente nos
termos da composição admitida
para um deles pela
Diretoria anterior e que espontaneamente estendi a
todos os demais, reabrindo o prazo já encerrado, para
que neles se enquadrassem.
Não
descurei,
tampouco,
da
apuração
das
responsabilidades, recomendada pelo ministro Oswaldo
Aranha, dos que haviam autorizado operações ruinosas
para o Banco, por motivos ou interesses justificáveis, ou
assumindo riscos exageradamente acima dos normais: o
Sr. Ministro da Fazenda, o Sr. Presidente da República
e a Câmara dos Deputados receberam informações precisas
sobre os fatos incriminados de irregularidades; V.Exª
encontra convocada para o próximo dia 20 a Assembleia
Geral
extraordinária,
que
deverá
resolver,
segundo
recomendações da Consultoria Jurídica, sobre a interrupção
da prescrição dessas responsabilidades, as quais vêm
sendo cuidadosamente apuradas pelas Gerências de
Liquidações, mas somente poderão positivadas, nos termos
do parecer da Consultoria, com o resultado das execuções
a cargo do Contencioso.
[...]
Se o Banco do Brasil voltou, em consequência delas,
às "manchetes" sensacionais, isso resultou do dever
que lhe incumbia de levar os peculatários à polícia e à
justiça, atitude que não me ocorre haver sido tomada
com tamanha nitidez desde o Governo do Sr. Washington
Luís.
As circunstâncias, do conhecimento público, dentro
das quais se processou a minha substituição na
Presidência do Banco do Brasil forçam-me a afastar

343 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

também de público o possível equívoco de que minha
presença no cargo constituísse obstáculo à satisfação de
qualquer justa reivindicação da economia paulista ou
mesmo do seu Governo.
Encontrei, ao assumi-la, o Estado de São Paulo numa
grave crise econômica e financeira. V.Exª encontrará,
nos arquivos do Banco, elementos bastantes para ajuizar
do espírito de compreensão e da boa vontade com que
procurei auxiliar o Governo do Estado e a Direção do seu
Banco oficial nas soluções de emergência das dificuldades
com que se defrontaram, nem seria admissível que me
fosse recusar ao exame de uma composição mais ampla,
desde que compatível com as normas básicas da política
desinflacionária do Governo Federal, cuja responsabilidade
me cabia, no meu setor.
Por outro lado, nenhum problema me absorveu
mais esforços, durante esses sete meses, que o do café.
Encontrei o Governo Federal, tendo como agentes o
Governo de São Paulo e o Banco do Brasil, a braços com
uma posição comprada na Bolsa de Nova York em
87 cents e mais responsabilidades assumidas nas
especulações particulares em torno de 72 ¾ cents, com
as cotações se despenhando até chegarem a 59 cents,
exigindo coberturas com dólares que não tínhamos, o
café estagnado nos portos e tendo de ser adquirido com
cruzeiros que não possuíamos e conseguimos levar de
volta as cotações aos 72 cents para as liquidações
de
dezembro, prestando aos produtores e exportadores
um apoio de cujo valor guardo expressivos testemunhos.
Forçados, pelas condições naturais do mercado
mundial e fraqueza dos concorrentes da América Central
a reconhecer como razoáveis os níveis de preços
anteriores à geada do Paraná, ou cerca de 56 cents,
recuamos para essa posição de prejuízo para os

FERNANDO PINHEIRO

-

344

produtores, os quais, pela equiparação das bonificações
às vigentes para o algodão e o cacau, foi assegurada a
continuação dos preços mínimos em cruzeiros, e nessa
base liquidamos em março mais uma parte substancial
das compras feitas na Bolsa de Nova York, hoje
reduzidas a um nível que já não justificam maiores
apreensões.
O que não podíamos era concordar com novas
quebras do padrão do cruzeiro, possibilitando reduções
no valor ouro do café, que seriam fatais à economia
brasileira e apenas beneficiariam os inveterados artífices
das especulações baixistas.
[...]
Cumpro o dever de declarar de público que o
apoio e prestígio do Sr. Presidente da República não me
faltaram numa linha, enquanto exerci o cargo com
cuja nomeação me honrou. Atribuo a essa sua atitude
e à firmeza com que sustentou o programa que
havíamos
assentado de saneamento moral e financeiro
do Banco, a principal parte no sucesso que possa
representar a minha administração.
Quanto ao Sr. Ministro Eugênio Gudin, já lhe
disse de público a satisfação que tive em trabalhar ao seu
lado e realizarmos juntos uma interessante experiência
de como é possível um esforço profícuo pela correção
de velhos males da política financeira e de crédito do
nosso país.
As generosas palavras com
seu discurso de transmissão do
modesto colaborador, constituem
poderia desejar à lealdade com

que se referiu, ontem, no
cargo, à atuação do seu
o melhor prêmio que eu
que procurei corresponder

345 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

à sua confiança."

(105)

Em seguida, Clemente Mariani renovou aos
seus companheiros de Diretoria os agradecimentos pela
colaboração recebida, citando inicialmente aqueles que
atenderam ao convite para integrar a sua equipe,
destacando o nome de Ruy de Castro Magalhães, Oscar
Guimarães
Sant´Anna
e
Ignácio
Tosta
Filho,
sem
distingui-los dos demais.
As
suas
despedidas
se
estenderam
aos
advogados e médicos do Banco do Brasil, ao secretário
Hamilton Prisco Paraíso e seus auxiliares Max da Costa
Santos e Leonardo Lins,
"e, finalmente, ao magnífico companheiro que foi o Dr.
Octávio Bulhões, diretor­executivo da Superintendência
da Moeda e do Crédito e aos dignos auxiliares, o Sr.
Chefe e Inspetores da Fiscalização Bancária, entre eles o
Sr. Orlandy Rubem Corrêa, que atuou em competência
e dignidade notáveis, como elemento de ligação de meu
Gabinete com a SUMOC, a CARED e a CAMOB." (106)
[...]
Antes de encerrar o discurso de despedida,
Clemente Mariani revelou a declaração do ministro Gudin,
tomada pública, de
"no setor do Banco do Brasil, sob a minha direção,
como no dos Bancos privados, sob a superintendência
do nosso valoroso companheiro Dr. Octávio Bulhões, a

(105, 106) CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do Banco
do Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ Discurso de despedida do cargo.

FERNANDO PINHEIRO

-

346

nossa vitória foi completa e mais que a esses seus
dois leais colaboradores fica o Brasil a dever a inestimável
vitória sobre a danosa e persistente expansão de crédito.
Esse julgamento que bem me recompensa dos
trabalhos, encargos e dissabores dos sete meses que aqui
passei, faz-me recordar outra recebida, há cinco anos, do
grande amigo a quem tive a honra de servir, durante
três anos e meio, com lealdade e zelo, o honrado
presidente Eurico Dutra, ao declarar, quando me desliguei
da Pasta ministerial que me havia confiado, que me devia
"público agradecimento pelo que se conseguira concretizar
dentro do seu Governo (no Ministério da Educação e
Saúde), em proporção que desafia cotejo no passado".
Sinto-me feliz de que esses dois pontos espaçados
possam caber na linha reta que me esforço por ser o
traçado da minha vida pública."
(107)
Na
iconografia
do
evento,
custodiada
pela
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil,
podemos verificar:
Foto n° 102 ­ BANCO DO BRASIL ­ Presidência 14/4/1955 ­ CLEMENTE
MARIANI BITTENCOURT profere o discurso de despedida do
cargo de presidente do Banco do Brasil, na presença de ALCIDES
DA COSTA VIDIGAL, o presidente que assumia o cargo. À
direita (de terno bege), IGNÁCIO TOSTA FILHO, diretor da
Carteira de Comércio Exterior, e à esquerda 2 repórteres de
emissoras de rádio faziam a cobertura do evento. ­ Retrato
original p & b ­ 24,5 x 19,5 cm.

(107) CLEMENTE MARIANI BITTENCOURT, presidente do Banco do
Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955) ­ Discurso de despedida do cargo.

347 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Aos especialistas no assunto Banco do Brasil
não lhes causa surpresa o nome de Clemente Mariani
Bittencourt surgir entre os mais importantes presidentes
da História do Banco do Brasil, apesar de ter passado
apenas
7
meses
na
Presidência,
enquanto
muitos
passaram 4 anos ou mais, sem ter deixado um legado
maior de amor à Pátria e ao próprio Banco do Brasil
dentro da notoriedade que a posterioridade confirma.
Ei-lo, elegante e nobre, de beleza abençoada
por Deus, um tipo de beleza que somente os lírios do
campo possuem, em atitudes que sensibilizam a todos
nós, no ranking dos 5 maiores presidentes do Banco
do Brasil:






­
­
­
­
­

Lisboa Serra, presidente­fundador
João Marques dos Reis
José Maria Whitaker
Pedro Luis Corrêa e Castro
Clemente Mariani Bittencourt

1853/1855
1937/1945
1920/1922
1931/1931
1954/1955

FERNANDO PINHEIRO

-

348

CAPÍTULO 6
A gestão de Alcides Vidigal no cargo de presidente do
Banco do Brasil (14/04/1955 a 14/10/1955). A trajetória do
diretor Adolpho de Oliveira Franco na Diretoria da CREAI.
Homenagem a Hugo Napoleão, consultor jurídico do Banco
do Brasil (1943/1944), em obra biográfica do embaixador
Aluízo Napoleão. O diretor Arthur Santos assume o cargo
de presidente do BB, em caráter interino. Mário Brant
retorna à Presidência do BB (16/11/1955 a 16/2/1956).

Após

ouvir as últimas palavras do discurso de
despedida de Clemente Mariani, desejando-lhe "todo o
sucesso
na
administração
que
vai
iniciar
e
a
sua experiência, aliada às brilhantes qualidades que o
exornam, asseguram grandemente auspiciosas", usou a
palavra Alcides da Costa Vidigal ao assumir, em
14/4/1955, o cargo de presidente do Banco do Brasil. De
início, após saudar o seu antecessor, relatou a situação
em que foi convidado pelo ministro da Fazenda para
assumir o cargo [VIDIGAL, 1955].

349 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Após aceitar o honroso convite, Alcides Vidigal
reafirmou que o programa dele à frente dos destinos do
Banco do Brasil está de acordo com as ordens emanadas
do Ministério da Fazenda, que serão cumpridas à risca,
enquanto estiver de inteiro acordo [VIDIGAL, 1955].
Em seguida, mencionou ter nascido em São
Paulo,
filho
de
pais
nortistas,
seus
descendentes
oriundos de oito Estados da Federação. E alegou ser
brasileiro, antes de ser paulista e afirmou saber tudo
quanto São Paulo dá ao País e, concluiu, com ênfase,
a obrigação de prestar assistência não apenas a São
Paulo, mas a outros Estados, pois os direitos são iguais
[VIDIGAL, 1955].
Sustentando
esta
afirmativa,
Alcides
Vidigal
revelou que, quando era diretor da Caixa Econômica
Federal de São Paulo, esteve na Bahia, por delegação do
Conselho Administrativo, para envidar esforços no sentido
de que as negociações fossem concluídas, possibilitando
à cidade de Salvador as condições necessárias para
comemorar o IV Centenário de fundação [VIDIGAL, 1955].
Ao finalizar o discurso de posse, com elevado
respeito e admiração, Vidigal dirigiu-se ao presidente
que se despedia, Clemente Mariani, enaltecendo-lhe as
virtudes e os muitos predicados de seu antecessor em
larga experiência na vida pública [VIDIGAL, 1955].
Vale ressaltar que o discurso de Alcides Vidigal,
elogiando o ministro da Fazenda e o presidente do
Banco do Brasil, foi aplaudido com entusiasmo. Frisamos,
ainda, que o ministro José Maria Whitaker esteve, como
vimos
anteriormente,
no
período
de
20/12/1920
a
27/12/1922, à frente dos destinos do Banco do Brasil
[VIDIGAL, 1955].

FERNANDO PINHEIRO

-

350

Em abril/1955, com a troca de presidentes,
há modificações na administração do Banco do Brasil:
Leopoldo
Saldanha
Murgel,
chefe­de­gabinete
(PRESI),
Vênus de Andrada Stockler de Lima, auxiliar­de­gabinete
(PRESI), Alpheu Amaral, secretário particular (PRESI),
Ivan D´Oliveira, gerente da Carteira de Câmbio (CAMIO),
Mário Carvalho Vieira, chefe­de­gabinete da Gerência de
Câmbio (CAMIO), Jorge Fernandes da Cunha, subchefe
de Departamento (TESGE), Sarah da Silva Porto, chefe­
de­gabinete (COJUR), Raimundo Mendes Sobral e Randolfo
Xavier de
Abreu, inspetores da Direção Geral, Cecília
Santos Di Biasi, auxiliar­de­gabinete da COJUR, Celina
Pacheco Prates Tabarez e Dulce do Nascimento Velloso,
auxiliares­de­gabinete (DEJUR) [Revista AABB ­ Rio ­
1955].
No mês seguinte, Eduardo de Castro Neiva é
nomeado ajudante­de­serviço na Agência Salvador ­ BA.
Na Direção Geral, surgem novas modificações: Aristides
Monteiro de Carvalho e Silva, gerente de operações da
Carteira de Câmbio (CAMIO), Carlos Dantas de Azevedo
Leite, subgerente (CAMIO), Adelino Debenedicto, gerente da
CACEX, Arthur Ferreira dos Santos, assessor jurídico do
diretor da CREAI [Revista AABB ­ Rio ­ 1955].
Em maio/1955, por votação em plenário da
Assembleia Legislativa do Paraná, Adolpho de Oliveira
Franco, diretor da CREAI, foi eleito governador, na vaga
de Bento Munhoz da Rocha que pedira licença do cargo
para assumir a pasta da Agricultura. Ao despedir-se do
BB, agradeceu ao funcionalismo a colaboração recebida
[Revista AABB ­ Rio ­ 1955]. No Palácio Iguaçu esteve
governando até janeiro/1956.

351 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em julho/1955, Antônio Maurício do Lago é
nomeado assessor jurídico da CREAI. Nesse mesmo ano,
Sérgio Darcy, chefe do Departamento Jurídico (DEJUR),
João Cândido de Andrade Dantas, gerente de Carteira
(CREGE ­ Operações), Francisco Magalhães Martins, inspetor
da CREAI, em Juiz de Fora­MG. Nesse ano, Magalhães
Martins ingressa na literatura ao publicar Açudes e Outros
Contos, depois iria se consagrar, em 1979, com a publicação
da biografia Delmiro Gouveia, Pioneiro e Nacionalista [Revista
AABB ­ Rio ­ 1955].
Em agosto/1955, os escritores José Bonifácio de
Souza e Mário Collazi D´Elia assumem o cargo de inspetor
do Banco do Brasil. No mês seguinte, José Truda Palazzo,
inspetor da 9ª Zona (CAMIO/FIBAN), Fernando Drummond
Cadaval, inspetor­chefe (CAMIO), Leopoldo Saldanha Murgel,
inspetor da Direção Geral [Revista AABB ­ Rio ­ 1955]. Os
três primeiros, acima mencionados, pertencem à Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Em out/1955, o jurista Benedicto Martins
Napoleão do Rêgo assume o cargo de chefe do
Departamento (CREAI/DEJAI). No mês seguinte, Humberto
Moletta, superintendente interino do Banco do Brasil
(interino).
Os idos de 1955 é marcado pela homenagem
prestada a Hugo Napoleão do Rêgo, consultor jurídico
do Banco do Brasil (1943/1944). Hoje, imortalizado pela
Pátria e pela Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil, assim como o irmão Benedicto Martins
Napoleão do Rêgo.
A propósito, na obra Um lutador Hugo Napoleão
e sua época, Aluízio Napoleão descreve:

FERNANDO PINHEIRO

-

352

"Hugo Napoleão voltava, assim, à atividade parlamentar,
depois de uma longa ausência, em que exerceu sua
atividade
no
Departamento
do
Contencioso
e
na
Consultoria Jurídica do Banco do Brasil, durante um
período de quase 25 anos. Ao deixar a chefia do
Contencioso do Banco do Brasil para exercer a atividade
legislativa, em virtude de sua eleição como Deputado pelo
Estado do Piauí, meu pai recebeu uma das mais gratas
manifestações de sua vida, na qual seus colegas de um
quarto de século de convívio diário lhe tributaram uma
delicada e
excepcional
homenagem, inaugurando
seu
retrato na sala em que trabalhou durante tantos anos.
Para isso convidaram sua Senhora e os membros de sua
Família presentes no Rio de Janeiro a compareceram ao
ato. Eu me achava, naquele momento, em Ancara, na
Turquia, assim como minha irmã Maria, ausente do
País, em Roma. Meu filho Hugo, porém, compareceu
à reunião, juntamente
com
minha
irmã
Lenita e
seus filhos. O Globo, de 24 de janeiro de 1955, assim
descreve a cerimônia:
"Durante a solenidade, falou o advogado Sérgio
Darcy, que fez o elogio da personalidade e da atuação,
ali, do Sr. Hugo Napoleão, dizendo que ele fôra o
organizador e o sistematizador dos serviços
jurídicos do
Banco do Brasil, tendo­se nivelado a Carvalho de
Mendonça, a Afonso Penna Júnior e a João Neves da
Fontoura, quando no exercício temporário da Consultoria
Jurídica. Também falou, pelos advogados, o Sr. Munir
A. Helayal, declarando que o homenageado, que tão
relevantes
serviços prestara ao Banco, iria, agora, na
Câmara dos Deputados, servir ao seu Estado e ao País.
O Sr. Hugo Napoleão agradeceu a homenagem que lhe
era prestada e, em seguida, sua esposa descerrou
a bandeira que cobria o seu retrato. Achavam-se

353 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

presentes da direção do Banco, como o Sr. Vieira de
Alencar, seu superintendente, o Sr. João Neves da
Fontoura, Consultor Jurídico, Odilon Braga, e outros." (108)
Ao ensejo da realização do 36° Congresso
Eucarístico Internacional, o funcionalismo do Banco do Brasil
recebeu de Dom José Távora, diretor­de­publicidade do
36° Congresso,
mensagem
incentivadora
de
ideais. O
evento foi realizado nos dias 17 a 24 de julho de 1955,
no Aterro do Flamengo, ao lado do MAM, Rio de Janeiro,
sob a presidência de Dom Aloisi Masella, cardeal legado do
Vaticano, coadjuvado por Dom Jaime de Barros Câmara,
cardeal do Rio de Janeiro, Dom José da Costa Nunes,
presidente do Comitê Permanente dos Congressos Eucarísticos
Internacionais, Dom Hélder Câmara, secretário­geral [Revista
AABB ­ Rio ­ 1955].
Em agosto/1955, oriundo da Chefia de Gabinete
da Presidência, Leopoldo Saldanha Murgel assumiu o
cargo de superintendente do Banco do Brasil, por um
breve período, na vaga de Francisco Vieira de Alencar.
O chefe­de­gabinete da Presidência passou a ser Luiz
de Paula Figueira [Revista AABB ­ Rio ­ 1955].
Indicado pelo diretor Arthur Santos, nos idos
de 1955, Humberto Moletta exerceu as funções de
superintendente do Banco do Brasil, de 1955 a 1957.
Ainda em 1957, regressou à Chefia do Departamento de
Secretaria, e no final desse ano, aposentou-se pelo Banco

(108)

ALUÍZIO NAPOLEÃO, embaixador da República ­ in Um lutador
Hugo Napoleão e sua época ­ pp. 323 e 324 ­ Centro Gráfico do
Senado Federal ­ Brasília ­ DF ­ 1992.

FERNANDO PINHEIRO

-

354

do Brasil. Aposentado, retoma as lides de trabalho, no
cargo de diretor da Diretoria Administrativa da Petrobras
[Revista AABB ­ Rio ­ 1955].
Após seis meses no cargo, despede-se, em
15/10/1955, da Presidência do Banco do Brasil, Alcides
Vidigal,
substituído
pelo
diretor
Arthur
Santos.
A
interinidade no cargo se estendeu até 16/11/1955 [Revista
AABB ­ Rio ­ 1955].
No discurso de despedida, o presidente referiu-se
à conjuntura econômica nacional e aos seus atos na
Presidência. E ressaltou, com destaque, a colaboração
recebida da Diretoria e dos funcionários do Banco do
Brasil, e frisou o feliz reencontro do seu companheiro
de juventude, Arthur Santos, que ora recebia de suas
mãos a Presidência [Revista AABB ­ Rio ­ 1955].
Em seguida, fez o uso da palavra Arthur Santos
ao assumir interinamente a Presidência do Banco do
Brasil, elogiando a atuação eficiente de seu antecessor
e a honradez de seus pares, e afirmou:
"funcionário da Casa, a cujos quadros
pertencer, saberei
preservar, no posto a
pela confiança do eminente Senhor
República, as tradições de honradez,
pundonor, que tem sido o apanágio dos
que aqui mourejam e que construíram,
vicissitudes, esta gloriosa instituição que
Brasil". (109)
(109)

me ufano de
que fui alçado
Presidente da
compostura e
bons brasileiros
através de mil
é o Banco do

ARTHUR SANTOS, presidente (interino) do Banco do Brasil
(15/10/1955 a 16/11/1955) ­ in Discurso de posse ­ Revista AABB ­
Rio ­ 1955].

355 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Finalizando, o presidente interino, Arthur Santos,
expôs colocar em prática, no Banco do Brasil, o
programa de restauração nacional fixado pelo governo
da República, no tocante à produção e à circulação da
riqueza.
Na
curta
gestão
do
presidente
interino,
assumiu o cargo de chefe-de-gabinete da Presidência do
Banco do Brasil, Miguel Soares da Silva [Revista AABB ­
Rio ­ 1955].
No Gabinete da Presidência destacamos, ainda,
a presença de José Aragão de Carvalho, João Paulo dos
Reis Veloso (ministro do Planejamento ­ 30/10/1969 a
14/3/1979), Carlos Alberto Vieira e Júlio Marques Luz
(tempos depois, viriam a ser presidente e diretor­
administrativo do BEG ­ Banco do Estado da Guanabara,
respectivamente). Nazareno Paranhos e Paulo Guajará
da Cruz Saldanha que foram designados para assumir
o cargo de gerente nas Agência Central ­ Brasília ­
DF
e
Goiânia ­ GO, respectivamente [ANDRADE,
1988].
Vale destacar a retrospectiva sobre a vida e
a obra de Arthur Ferreira dos Santos: acadêmico, ingressa
em
13/4/1946,
na
Academia
Paranaense
de
Letras,
recebido por Laertes Munhoz, em solenidade presidida
por Oscar Martins Gomes, prestigiado pela presença
de Oscar Borges de Macedo, ex­interventor (interino) do
Paraná, desembargador Clotário Portugal, presidente do
Tribunal de Apelação, e Dom Ático Euzébio da Rocha,
arcebispo metropolitano de Curitiba ­ PR. Na ocasião,
afirmou:
"A minha produção intelectual nasceu dos imperativos
da advocacia e da política. Serviram às causas que eu

FERNANDO PINHEIRO

-

356

patrocinava nas tribunas dos Pretórios e do Parlamento."
(110)

Deputado Federal, constituiente de 1934, professor
de Direito Constitucional da Faculdade de Direito do
Paraná (1941/1946), senador da República (1946/1951), Arthur
Santos recebeu do senador Nereu Ramos, presidente do
Senado Federal, a honrosa tarefa de saudar, em setembro/
1947, no Palácio Monroe, Harry Truman, presidente dos
Estados Unidos, em visita oficial ao Brasil.
Deputado
Federal
(1951/1955),
Arthur
Santos
exerce o cargo de presidente da UDN ­ União Democrática
Nacional no período de 1953/1955. Enfrentou, na tribuna
da Câmara dos Deputados, a irreverência de Carlos
Lacerda e a erudição acadêmica de Aliomar Baleeiro e
Afonso Arinos, oradores de reconhecida notoriedade.
Em 16/11/1955, houve mudança na direção do
Banco do Brasil. Com o deslocamento de Arthur Santos,
presidente interino, para o cargo de diretor da CREAI
(1955/1961), o presidente passou a ser Mário Brant,
retornando ao cargo que exercera no período de 4/11/1930
a 5/9/1931. Interinamente, naquele mês, Edmundo Manoel
de Mello Costa respondia pela Consultoria Jurídica [Revista
AABB ­ Rio ­ 1955].
Na década de 60, do século XX, além de Arthur
Santos, vale salientar as atividades políticas de dois
diretores do Banco do Brasil:
(110) ARTHUR SANTOS ­ in Apud Discurso em homenagem a Artur
Ferreira dos Santos (1894/1972) proferido, em 11/10/1994, por
Mário Diney Corrêa Bittencourt, em sessão solene promovida
pela Academia Paranaense de Letras.

357 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

José Ferreira Keffer, diretor da CREGE ­ 2ª Zona (23/6/1963
a 4/6/1964), vereador da Câmara Municipal de São
Paulo, deputado estadual em duas legislaturas e
secretário de duas pastas ­ Trabalho e Governo
(gestão governador Lucas Garcez).
Samuel Vital Duarte, advogado do Banco do Brasil, assumiu
a direção da CREAI em 9/11/1961. Deputado Federal
(1935 a 1937 e de 1946 a 1954). Participou, como
convidado, da Delegação brasileira na 35ª Conferência
Internacional do Trabalho, realizada, em 1952, em
Genebra. Presidente nacional da OAB (1967/1969).
Presidente da Câmara dos Deputados (1947 a 1949).
Na 2ª gestão do presidente Mário Brant, a antiga
designação ENGEN ­ Serviço de Engenharia e, depois,
DEBEP ­ Departamento de Bens Patrimoniais (1954/1955)
foi alterada, em 2/2/1956, para DEPIM ­ Departamento
de Administração do Patrimônio Imobiliário.
Em épocas distintas, esse Departamento foi
administrado por João Galileu Antunes Moreira (16/5/1955
a 24/4/1956), Júlio de Mattos (7/5/1956 a 13/9/1956),
Carlos Horácio Pradez (17/9/1956 a 12/12/1957), Joaquim
Ignácio Cardoso (12/12/1957 a 2/5/1961), eng. Henrique
Fortunato Capper Alves de Souza (23/6/1961 a 4/8/1964),
Waldir Siqueira de Mesquita (4/8/1964 a 12/4/1965),
José Elias Riscalla (28/4/1965 a 26/3/1969) [BANDEIRA,
1986]. Nos idos de 1996, por Luis Fernando Duarte
Siqueira,
auxiliado
por
dois
chefes­de­divisão:
Jorge
Martins Cordeiro (IMOVE) e Eurico de Salles Cidade
(OBRAS ­ Divisão de Projetos e Obras) [ARAÚJO, 2006].
Com a elegância de um grande tribuno,
Tancredo de Almeida Neves assume, em 17/11/1955, o
cargo de diretor da Carteira de Redescontos, permanecendo

FERNANDO PINHEIRO

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358

no cargo até agosto/1958. No período de 19/9/1956 a
26/10/1956, ei­lo no cargo de presidente (interino) do BB.
Foto

n° 290 ­ BANCO DO BRASIL ­ Presidência ­ 17/11/1955 ­
TANCREDO NEVES profere discurso de posse no cargo de
diretor do BB ­ p & b ­ 21 x 30 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

Em janeiro/1956, o Banco do Brasil, na
presidência de Augusto Mário Caldeira Brant, nomeia
Almir Laversveiller de Moraes e Luiz Affonso Cordeiro
Rodrigues, assessores jurídicos da CAMOB e Maria Martha
Caldeira Brant, ajudante­de­gabinete (PRESI), interinamente
[Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Com a presença do ministro da Fazenda,
José Maria Alkimin, e de vários parlamentares do
Congresso Nacional e, ainda, de diversas autoridades
do Governo, o economista Sebastião Paes de Almeida,
assumiu, no dia 16 de fevereiro de 1956, o cargo de
presidente do Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Raras vezes, a Presidência do Banco do Brasil
foi incendiada pelo verbo inflamante de um grande
orador que fez a exposição do quadro nacional que
angustiava milhões de pessoas. O presidente Mário
Brant, no discurso de transmissão de cargo, denunciou
a proliferação das negociatas e os flagelos causados pela
inflação:
"No Rio, em São Paulo, no litoral crescem os arranha­céus.
Mas no interior, nas regiões onde não medra o café
e o cacau, cresce a indigência. A inflação galopa, como
o cavalo de Átila, deixando, atrás de si, a pobreza.
O quadro da inflação pinta­se, debaixo de todos os céus,
com as mesmas cores. O encarecimento da vida, os
homens desertando os campos e afluindo às cidades,

359 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

em busca de melhor salário. A febre das especulações
imobiliárias. Os preços cada dia subindo, provocando
intervenções do Governo, e zombando delas. Arranha­
céus de moradas suntuosas para novos ricos, enquanto
os novos pobres são mantidos debaixo do teto pelo
confisco legal do inquilinato. A proliferação das negociatas.
Os cofres das autarquias, das empresas, dos bancos,
vazados pelos desfalques. O jogo alastrando­se de dia
na praça, de noite no pano verde. Opulência de poucos
à custa da penúria de muitos. Arrivistas estadeando
Cadillacs, funcionários pendurados nos bondes. O luxo
dos ganhadores afrontando os vexames da classe média.
As privações nos lares exacerbando o gênio das famílias.
"Boites" regorgitando com festins de Baltasar, ao lado
de famílias com fogão apagado. Ânsia de enriquecer
a todo o transe. Fortunas improvisadas. Erosão dos
costumes. Desnivelamentos da sociedade. Confusão dos
espíritos, elegendo inocentes para culpados da aflição
geral. O comércio acusado de rapina. Murmuração de
funcionários. Descontentamento dos militares. A opinião
desorientada
pelos
agitadores.
Sobressaltos,
greves,
maquinações, desordens ­ eis aí o cortejo da inflação,
nos países castigados com esse flagelo.
Para esse mal os paliativos são inúteis. Agem como
sedativos passageiros. Só um remédio existe, amargo,
mas único, a resubmissão às leis econômicas." (111)
Ao final, ainda inflamado pela flama que o
iluminava desde os tempos da tribuna parlamentar, o
talentoso orador Mário Brant, líder de milhões de pessoas,
dirigiu-se ao presidente que assumia:
(111)

MÁRIO BRANT (1875/1968), presidente do Banco do Brasil
(4/11/1930 a 5/9/1931 e 16/11/1955 a 16/2/1956 ­ in Discurso de
despedida da 2ª gestão presidencial.

FERNANDO PINHEIRO

-

360

"Com igual autoridade, V.Exª poderá conter a expansão
do crédito e normalizá-lo, detendo, no setor que lhe é
confiado, a marcha da inflação. Para tal não lhe faltam
saber e experiência. V.Exª vem de um Estado que
é o maior núcleo de atividade econômica do País.
Economista de boa lição, estou certo de que V. Exª trilhará
o caminho da restauração da economia nacional.
Para essa tarefa encontrará V.Exª a inestimável
ajuda da ilustre Diretoria e a colaboração não menos
valiosa dos altos funcionários desta Casa, cuja competência,
apurada em longo tirocínio, aliviará o peso da sua gestão.
Nos demais servidores desta Sede e nos espalhados
pelas 360 agências do Banco do Brasil, V. Exª terá
auxiliares eficientes e probos, formados na escola do
dever e do trabalho". (112)
Sebastião Paes de Almeida iniciou o discurso de
posse agradecendo ao ministro da Fazenda, José Maria
Alkimin, a indicação para ocupar a Presidência do
Banco do Brasil, e salientou o programa de governo
destinado ao desenvolvimento da economia nacional e as
medidas que adotará para fazê-lo cumprir [ALMEIDA,
1956].
No final do discurso de posse, o presidente do
Banco do Brasil, num misto de esperança e exortação,
conclamou a confiança recíproca das iniciativas privadas
com o poder público com o fim de viabilizar as realizações
de interesse nacional [ALMEIDA, 1956].
(112)

MÁRIO BRANT (1875/1968), presidente do BB (4/11/1930 a
5/9/1931 e 16/11/1955 a 16/2/1956 ­ in Discurso de despedida
da 2ª gestão presidencial.

361 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Os principais assessores da Presidência do BB
(gestão Sebastião Paes de Almeida): Carlos Cardoso, chefede-gabinete, Adolpho Becker, Euvaldo Dantas Motta, Levy
Miranda e Vênus Andrada Stockler de Lima (nome de
casada, e, após a separação judicial, em 25/7/1962),
voltou a adotar o nome de solteira: Vênus Caldeira de
Andrade [ANDRADE, 1988].
Em fevereiro/1956, vem a nomeação de Carlos
Cardoso, chefe­de­gabinete (PRESI), José Nunes Silva
Guimarães,
assessor
técnico
da
Consultoria
Técnica
(PRESI/CONTEC), Roberto Carvalho de Mendonça, assistente
jurídico (Agência Central ­ DF), Vênus de Andrada Stockler
de Lima, ajudante­de­gabinete (PRESI) [Revista AABB ­ Rio
­ 1956].
Em março/1956, ocorreu a posse dos diretores:
Tancredo de Almeida Neves (Carteira de Redescontos), Souza
Naves (Carteira de Crédito Agrícola e Industrial), Francisco
Vieira de Alencar (Carteira de Crédito Geral - 3ª Zona).
Permaneceram os diretores Cylon Pompílio Fernandes Rosa
(Crédito Geral - 1ª Zona), Paulo Poock Corrêa (Carteira de
Câmbio), Ignácio Tosta Filho (Comércio Exterior). O diretor
Arthur Santos, anteriormente na Carteira Agrícola, assumiu
a Carteira de Crédito Geral ­ 2ª Zona [Revista AABB ­ 1956].
Ainda em março/1956, Antônio Gurgel Costa
Nogueira é nomeado subgerente da FIBAN, Aryna Brasil,
auxiliar­de­gabinete (PRESI/CONTEC), Armando Sereno de
Oliveira, chefe­de­gabinete (CARED), Luiz Pedro Gomes,
gerente (CAMOB), Marbry Regina Lenzi, secretária­de­
gabinete do diretor da CREAI, Mozart da Silva Cunha,
chefe­de­gabinete do diretor (CREGE ­ 3ª Zona), Paulo
Pinto da Silva, gerente (CARED), Raul Augusto de Pinho
Filho, chefe­de­gabinete do diretor da CREAI, Wanda

FERNANDO PINHEIRO

Guimarães, auxiliar­de­gabinete
[Revista AABB ­ 1956].

do

diretor

da

-

362

CREAI

No mês seguinte, Frederico da Silva Sève,
inspetor da Agência Central ­ DF, Elisabeth L. Otero Ribeiro,
secretária­de­gabinete do diretor da CREAI; Germano de
Britos Lira, chefe­de­gabinete da Gerência da CARED;
Haroldo Amorim Rego, secretário­de­gabinete da Gerência
da
CREGE; José Rubens de Faria Cidade, inspetor
(CREGE ­ 41ª Zona); Vitto Raphael dos Santos, secretário­
de­gabinete (CREGE/Sufic) [Revista AABB ­ 1956].
Ainda em abril/1956, o funcionário Enos Sadok
de Sá Motta (posse no BB: 28/9/1942, exon. 9/10/1964)
assume o cargo de presidente do IAPB ­ Instituto de
Aposentadoria e Pensões dos Bancários. Nessa época,
desfruta de prestígio, no cenário esportivo, o funcionário
Noli Coutinho, árbitro de basquete e radialista da Rádio
Tamoio [Revista AABB ­ 1956].
Roberto Pereira da Silva (posse no BB: 22/4/1924,
falec. 23/7/1956), cronista social e esportivo do Diário
Mercantil, exerceu o cargo de diretor de corridas do Jockey
Club de Juiz de Fora ­ MG. Nessa cidade, em 4/12/1932,
foi criado o primeiro sindicato de bancários em todo o
país, com a designação Sindicato dos Bancários de Juiz
de Fora, sendo eleito presidente Roberto Pereira da Silva
[DOURADO ­ 1956].
De acordo com a resolução da Assembleia
Geral Extraordinária, realizada em 19/4/1956, foi instituído
mais um cargo de Diretoria e na Assembleia Geral
Ordinária de 25/4/1956, foi nomeado para ocupá-lo o
diretor José Farani Pedreira de Freitas para o quatriênio
1956/1960, bem como a nomeação dos diretores Francisco
Vieira de Alencar (Crédito Geral ­ 3ª zona), em substituição

363 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

de José Toledo Lanzarotti, e Abilon de Souza Naves
(Carteira de Crédito Agrícola), substituindo Luiz de Oliveira
Alves [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Permaneceram em seus cargos os diretores:
Cylon Fernandes Rosa (Crédito Geral ­ 1ª Zona), Paulo
Poock Corrêa (Carteira de Câmbio), Ignácio Tosta Filho
(Comércio Exterior). Arthur Santos, oriundo da Carteira
Agrícola, foi transferido para Carteira de Crédito Geral ­
2ª Zona [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Em junho/1956, ocorreu a nomeação de Aryna
Brasil, assistente (PRESI/COTEC), Stella Varella, secretária­
de­gabinete (FUNCI). No mês seguinte, a de Cláudio Rômulo
Siqueira,
chefe­de­gabinete
(CAMIO/GECAM),
Adolpho
Sauerbronn de Salles, operador­chefe do Serviço Mecanógrafo
(Agência Central ­ DF) [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Em agosto/1956, Ary Brandão Cotia é nomeado
chefe administrativo do Serviço de Mecanização Geral do
Banco do Brasil, Cláudio de Sousa Manso, chefe­de­
gabinete do diretor (CAMIO). No mês seguinte, Carlos
Horácio
Pradez,
chefe
do
Departamento
(DEPIM),
Francisco Emílio Leitão Laquintimie, chefe­de­gabinete do
diretor da Carteira de Colonização (COLON), Hélio Faria ­
2/6/1930, chefe­de-gabinete do Superintendente (SUPER),
Júlio de Mattos, chefe do DECON ­ Departamento de
Contabilidade [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Para a Superintendência da Moeda e do Crédito
foi designado Eurico de Aguiar Salles, desde 13/3/1956
e Randolpho Xavier de Abreu, irmão de Ovídio Xavier
de Abreu, presidente do Banco do Brasil (29/7/1949 a
18/12/1950), assumiu, em setembro de 1956, o cargo de
Superintendente [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].

FERNANDO PINHEIRO

-

364

Em
outubro/1956,
duas
funcionárias
são
comissionadas no cargo de auxiliar­de­gabinete (PRESI):
Thaísa Mello Freixieiro e Yedda Lúcia de Abreu Pinho
[Revista AABB ­ 1956], enriquecendo o gabinete de Tancredo
de Almeida Neves, presidente do Banco do Brasil (19/9/1956
a 26/10/1956), interino, na ausência do presidente Sebastião
Paes de Almeida.
Bom parnaíbano, respirando "os ares do mundo",
em alusão à frase do Prof. Pádua Ramos: "os parnaíbanos
sempre respiraram os ares do mundo", Haroldo Amorim
Rêgo permaneceu na CREGE (abril a dezembro/1956) e
em janeiro/1957 esteve no Departamento do Almoxarifado.
Vale mencionar que, em março/1957, ocorreram
diversas nomeações: Álvaro Maia Filho, Clóvis Couto
Castelo Branco, Diocleciano de Moraes, Francisco de
Paula Alencar Jaguaribe, Francisco da Silva Sève, Mário
de Leão Castro, Paulino Jaguaribe de Oliveira, Paulo
Jann ­ 21/1/1926, Paulo Tavares da Silva, inspetores
da 20ª Zona (ex­Zona Especial); Ester Linhares de
Lima, auxiliar­de­gabinete (PRESI), Euclides Parentes de
Miranda, subgerente (CREGE), Itamar Bolshaw Gomes,
chefe­de­gabinete
da
Gerência
de
Carteira
COLON,
Joaquim Braga Montenegro, inspetor da 5ª Zona ­
CREGE, Nilo Medina Coeli, subgerente da CREGE [Revista
AABB ­ Rio ­ 1957].
Em maio/1957, Haroldo Amorim Rêgo é nomeado
secretário­de­gabinete (CREGE/Supla), Renato Cantidiano
Vieira Ribeiro, assistente jurídico (COLON), Telmo Ramos
Ribeiro, subchefe (TESGE). Em janeiro/1958, Haroldo
Amorim Rego é transferido, no mesmo cargo, da CREGE/
Supla para o FUNCI [Revista AABB ­ Rio ­ 1957; Revista
AABB ­ Rio ­ 1958].

365 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Nos idos de 1957, a Diretoria do Banco do Brasil
era constituída dos seguintes diretores: Abilon de Souza
Naves, Arthur Ferreira dos Santos, Francisco Vieira de
Alencar, Joaquim Ignácio Tosta Filho, José Farani Pedreira
de Freitas, Paulo Affonso Poock Corrêa, Pompílio Cylon
Fernandes da Rosa, Ricardo Xavier da Silveira, Tancredo
de Almeida Neves [Almanaque do Pessoal ­ 1957].
A presença feminina no Banco do Brasil ganha
mais um destaque com a nomeação, em 17/10/1955, de
Vênus Caldeira de Andrada para o cargo de ajudante­de­
gabinete ­ PRESI ­ que, no ano seguinte, recebe a
tarefa, ou melhor dizendo, a sublime missão de avaliar e
preparar o despacho presidencial em assuntos pertinentes
ao funcionalismo do Banco do Brasil. À época, era a
mais elevada função no Gabinete, abaixo do cargo de
chefe­de­gabinete da Presidência.
Substituindo o presidente Sebastião Paes de
Almeida, o diretor Tancredo Neves esteve à frente dos
destinos do Banco do Brasil (19/9/1956 a 26/10/1956),
revestido na luminosa aura humanista. A cada processo
mais espinhoso, na área do funcionalismo, sempre
recomendava a Vênus Caldeira de Andrada "um exame
mais aprofundado e a busca da solução conciliatória."
(113)

(113) TANCREDO NEVES, presidente (interino) do BB ­ 19/9/1956 ­
Apud Vênus Caldeira de Andrade ­ in De mim para vocês,
p. 120 ­ Banco do Brasil ­ Departamento de Formação ao Pessoal
­ 1988 ­ Brasília ­ DF.

FERNANDO PINHEIRO

-

366

O espírito conciliador, que resplandecia na
personalidade de Tancredo Neves, iria, mais tarde, mudar
os rumos da História, com a queda do regime militar que
iria se implantar, a partir de 31/3/1964 e sucumbir com
a eleição de Tancredo Neves para presidente da República.
As
exéquias
fúnebres
do
líder
nacional
foram
acompanhadas por um imenso pranto coletivo, em todos
os recantos do País, como nenhum outro em toda a
História.
A dona Vênus, essa admirável mulher, durante
uma geração, passou a ser a funcionária­símbolo do
Banco do Brasil. Na Presidência, era a encarregada das
correspondências oficiais de vários presidentes (Alcides da
Costa Vidigal, Arthur Santos, Mário Brant, Sebastião Paes
de Almeida, Trancredo Neves), sendo assessorada por
Joacyr Bicalho Guimarães, à época estudante, depois
bacharel de Direito. Com o tempo, Joacyr Guimarães
tornou-se um dos grandes advogados do BB, exercendo a
chefia da Assessoria Jurídica do DEPIM e a Consultoria
Jurídica da Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil.
De terno branco diante da mesa de trabalho
(bureau), Nilo Medina Coeli, é o subgerente da Agência
de Santos ­ SP e
tem ao seu lado a máquina
Remington modelo 1956, uma sofisticação para a época.
Em maio de 1963, na gerência da Agência Centro ­ São
Paulo, Medina Coeli recebe a visita de Ernani Monteiro
de Barros em gabinete mais sofisticado.
Vale mencionar, ainda, outros retratos originais
da Agência de Santos ­ SP, custodiados pela Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil:

367 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Fotos n°s 110, 111, 112 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência de Santos ­ SP ­
1956 ­ NILO MEDINA COELI, subgerente (de terno branco),
inspeciona as obras do novo edifício do BB ­ p & b ­ 17 cm x
11,5 cm.
Foto n° 113 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência de Santos ­ SP ­ 1956 ­
NILO MEDINA COELI, subgerente, de terno branco, com a pá
nas mãos, coloca cimento na obra do novo edifício. No 2°
plano, um peão­de­obra vê a cena, com admiração. ­ p & b ­
17 cm x 11,5 cm.

Com a participação de autoridades monetárias
internacionais, foi realizado, nos dias 2, 3 e 4 de
outubro de 1956, na cidade do Rio de Janeiro, conclave
sobre o sistema brasileiro de pagamentos multilaterais
[Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
A mesa de honra foi constituída das seguintes
autoridades: Paulo Poock Corrêa, diretor da Carteira
de Câmbio do Banco do Brasil, Corrêa do Lago, ministro
do Itamaraty, Herculano Borges da Fonseca, representando,
no ato, a SUMOC ­ Superintendência da Moeda e do
Crédito, e, ainda, do Sir Leslie Rowan, presidente da
Delegação britânica [Revista AABB ­ Rio ­ 1956].
Criada pela Lei Federal n° 2.237, de 19 de julho
de 1954, regulamentada pelo Decreto n° 4.093, de 6
de março de 1957, a Carteira de Colonização do Banco
do Brasil foi instalada, nos idos de 1956, por Ricardo
Xavier da Silveira, seu primeiro diretor, que teve o
privilégio de organizá-la e defendê-la contra as reações
contrárias de opositores, durante cinco anos, que visavam
impedi-la de funcionar ou torná-la inoperante [PACHECO,
1979]. O gerente da Carteira era Francisco da Gama
Netto que a ocupou durante o período de 1956 até
28/2/1962, quando passou o cargo a Cícero Casemiro da
Costa Nogueira.

FERNANDO PINHEIRO

-

368

Com a capacidade inicial para refinar cinco mil
barris de óleo por dia, foi inaugurada oficialmente,
às margens do Rio Negro, em Manaus, no dia 3 de
janeiro de 1957, a Companhia de Petróleo da Amazônia,
presidida pelo empresário Isaac Sabbá Benayon [Revista
AABB ­ Rio ­ 1957].
Esse grande evento foi prestigiado por inúmeras
autoridades,
destacando-se
a
presença
de
Juscelino
Kubitschek, presidente da República, bem como dos
diretores do Banco do Brasil, José Farani Pedreira de
Freitas (4ª Zona ­ CREGE) e Francisco Vieira de Alencar
(3ª Zona ­ CREGE) [Revista AABB ­ Rio ­ 1957].
Integravam ainda a comitiva do Banco do Brasil,
na solenidade, os seguintes executivos: Ariosto de Belli,
inspetor da CREGE ­ 1ª Zona; Gastão de Alencar,
assessor
do
diretor
da
CREGE;
Augusto
Bomilcar
Besouchet, chefe­de­gabinete do diretor da CREGE ­
3ª Zona; Raymundo Alcântara Figueira, gerente da
Agência de Manaus; Paulo Guajará da Cruz Saldanha,
gerente da Agência Goiânia­GO; Mário Lima, subchefe­
de­gabinete do diretor da CREGE ­ 3ª Zona; Renato
Vieira de Alencar, auxiliar­de­gabinete do diretor da
CREGE ­ 2ª Zona [Revista AABB ­ Rio ­ 1957].
O presidente­fundador da empresa petrolífera
proferiu
o
discurso
de
abertura
da
solenidade,
ressaltando que a refinaria constitui uma garantia de
abastecimento permanente para a região amazônica,
devido à proximidade
dos campos de petróleo de
Nova Olinda, onde já existem trabalhos de pesquisa e
perfuração
realizados,
com
sucesso,
pela
Petrobras.
Em conclusão, manifestou a certeza de que a empresa

369 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

está capacitada
Rio ­ 1957].

para

refinar

o

produto

[Revista AABB ­

Em seguida, o diretor do Banco do Brasil,
Francisco Vieira de Alencar, em nome de Sebastião Paes
de Almeida, presidente do Banco do Brasil (16/2/1956 a
3/6/1959), proferiu o discurso, de improviso, usando dois
microfones (um colocado na haste metálica e o outro
fora da base de sustentação), enaltecendo o sentimento
de brasilidade para com a Amazônia [Revista AABB ­ Rio ­
1957].
Ao encerrar a solenidade, Juscelino Kubitschek,
presidente da República, fez o uso da palavra:
"Considero uma honra para mim vir à Amazônia inaugurar
a Refinaria de Manaus. Honra e orgulho que sinto neste
momento, como devem sentir os homens que a idealizaram,
planejaram e construíram em plena região amazônica,
dando uma demonstração edificante da força e da capacidade
dos brasileiros para os grandes empreendimentos.
Com emoção vejo erguer­se em pleno coração da
Amazônia as bases de uma indústria fundamental para
nosso desenvolvimento. Esta realização representa bem
uma imagem do Brasil: de um lado a força virgem da
terra, o mundo cósmico à espera do sopro criador do
homem, constantemente a desafiar a sua vontade, o
mundo novo, vigoroso e fechado dos primeiros dias da
criação; de outro, a técnica de que necessitamos, o que a
ciência moderna pôs a serviço do homem para a sua
libertação, para nos transformar no grande País que
devemos ser." (114)
(114) JUSCELINO KUBITSCHEK, presidente da República (1956 a 1961)
­ Discurso proferido, em 3/11/1957, ao ensejo da inauguração da
Refinaria de Petróleo de Manaus [Revista AABB ­ Rio ­ 1957].

FERNANDO PINHEIRO

-

370

De iniciativa privada em seu nascedouro, com
o passar do tempo, passou à esfera estatal, quando a
Petrobras, nos idos de 1971, adquiriu o controle acionário
da empresa amazonense, mudando o nome para Refinaria
de Manaus (Reman). Posteriormente, em 1997, a empresa
estatal, prestigiando, a memória do fundador da Cia. de
Petróleo da Amazônia, designou­a com o nome definitivo:
Refinaria Isaac Sabbá ­ UN Reman.
Com a presença do governador de Minas
Gerais, Bias Fortes, e de inúmeras autoridades civis e
eclesiásticas, inclusive do presidente do Banco do Brasil,
Sebastião Paes de Almeida, foi realizada, em 23/10/1957,
a solenidade de inauguração das novas instalações da
Companhia Aços Especiais Itabira ­ ACESITA, destinadas
à fabricação de chapas de aço silicioso para a indústria
de motores, transformadores e de outros componentes
elétricos [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Após o discurso de Amaro Lanari Júnior,
presidente da ACESITA, outros oradores fizeram-se ouvir.
O último a fazer o uso da palavra, foi o presidente do
Banco do Brasil, em comovente improviso, destacou a
importância das atividades da ACESITA contribuindo para
o desenvolvimento da riqueza nacional [Revista AABB ­
Rio ­ 1958].
Embora o diretor Vilobaldo de Souza Campos
estivesse integrando a diretoria da ACESITA, no período
de 1948/1951, a participação do Banco do Brasil nessa
companhia de aços vem desde os idos de 1950,
conforme se pode verificar da Ata da Assembleia Geral
Ordinária dos Acionistas, em 25/4/1962, quando houve o
aumento do capital da ACESITA de Cr$ 500 milhões para

371 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Cr$ 6.500 milhões, passando o BB a deter 91,41% das
ações daquela companhia.
Segundo Edvaldo de Almeida Pereira (posse no BB:
2/6/1955, apos. 5/11/1990), uma vez, quando o presidente
Paes de Almeida estava chegando ao trabalho, foi
abordado pelo contínuo Barbosa que se apresentou herói
de guerra e solicitando-o dinheiro por estar em situação
crítica de sobrevivência.
São­paulino de coração, feliz pela conquista do
título de campeão paulista de 1957, o São Paulo Futebol
Clube, e por estar diante de um herói, teria dito: "tudo
que eu tiver no bolso é teu", e entregou o dinheiro
ao solicitante, recomendando ao auxiliar Adilson, que o
acompanhara, encaminhá­lo ao Setor do Funcionalismo,
com vistas a atender possíveis reivindicações. Assim era
o estilo do presidente Sebastião Paes de Almeida, lídimo
distribuidor de dádivas e de afagos aos necessitados,
e, acima de tudo, justo. Tanto ele como a Empresa,
dirigida
por
ele,
tinham,
desde
as
priscas
eras,
responsabilidade social.
Em dezembro/1957, a Revista AABB ­ Rio divulga
a
nomeação
de
Carlos
Horácio
Pradez,
chefe
do
Departamento de Secretaria (SECRE), e de Joaquim Ignácio
Cardoso, chefe do DEPIM ­ Departamento de Administração
do Patrimônio Imobiliário.
Em janeiro/1958, Alberto de Miranda Muniz
tomou posse no cargo de chefe­de­gabinete (SUPER),
Cléo Lacoste, subgerente (CREGE), Cyro Lopes Gonçalves,
gerente (CREGE) Dídimo Peixoto de Vasconcelos, chefe­de­
departamento (DECAD), Edgard Rumann Soares, chefe­de­
departamento (SECRE), Eduardo de Castro Neiva, secretário­
de­gabinete
(FUNCI),
Euclides
Parentes de Miranda,

FERNANDO PINHEIRO

-

372

chefe­de­departamento (FUNCI), Sylvio Arnaud dos Santos,
subgerente (CREGE/Supla), Stella Varella, secretária­de­
gabinete de Gerência de Carteira (CREGE) [Revista AABB ­
Rio ­ 1958].
No mês seguinte, Joviano Rodrigues de Moraes
Jardim é nomeado inspetor (Direção Geral), Luciano
Cavalcanti Motta, inspetor 6ª Zona ­ CREGE, Norberto da
Silva Rocha, gerente (DG­CREAI), Oswaldo Roberto Colin,
secretário­de­gabinete (SUPER), Rubélio Freire de Aguiar,
inspetor 20ª Zona ­ CREGE [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Em março/1958, Arnaldo Vito da Costa, inspetor
da 20ª Zona ­ CREGE, Eurípedes Machado de Oliveira,
subgerente (CREAI ­ Indus), Francisco Altino de Sousa,
ajudante­de­gabinete (PRESI), Moacyr de Figueiredo Borges,
chefe­de­gabinete (CREAI/Gerli) [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Na área jurídica, em abril/1958, Elmano de
Carvalho Delorme, assistente jurídico (CACEX), Marcelo
Soares de Moura, assistente jurídico (CARED), Renato
Maurício e Silva, advogado (CACEX) [Revista AABB ­ Rio ­
1958].
Em maio/1958, Esdras Accioly de Oliveira,
inspetor (CREGE ­ 16ª Zona), Hélio Thomaz de Aquino,
inspetor CREGE (Uruguaiana, sede), Isnard da Silva Mello,
inspetor CREGE (Manaus, sede), Lizette D´Ávila Barros,
secretária­de­gabinete (CARED), Luiz Rocha Chataignier,
assessor da Assessoria de Planejamentos e Estudos
(CREAI), Miguel Soares de Oliveira, chefe­de­departamento
(DECON) [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
No mês seguinte, Alcimar Ortega Terra, assistente
jurídico (CREGE­Geliq), Arnaldo Walter Blank, gerente
(CACEX), Ausly Moreira de Rezende, inspetor (19ª Zona
CREGE), José Luiz de Castello Branco, inspetor (Teresina,

373 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

sede), Othelo Brasileiro Villarinho Cardoso, inspetor (Passo
Fundo, sede), Fernando Viguê Loureiro, secretário­de­
gabinete (ALMOX), Francisco do Rêgo Monteiro, subgerente
(CREGE) [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Sucedendo ao diretor Abilon Souza Naves, tomou
posse, em 4/7/1958, na Carteira de Crédito Agrícola e
Industrial, Joaquim Mendes de Souza. Ainda nesse mês,
assumiu o cargo de superintendente do Banco do
Brasil,
Cyro
Lopes
Gonçalves,
em
substituição
de
Randolpho Xavier de Abreu, aposentado em 3/7/1958.
Com a saída de Cyro Lopes Gonçalves na gerência na
CREGE, assumiu Nilo Medina Coeli. Em épocas distintas,
além de diretor do Banco do Brasil, Souza Naves foi
senador da República [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Em julho/1958, Nilo Medina Coeli, gerente
(CREGE ­ Operações), Alberto de Miranda Muniz, chefe­de­
gabinete (SUPER), Cyro Lopes Gonçalves, superintendente,
Stella Varella, secretária­de­gabinete (SUPER), Manoel de
Oliveira, inspetor (Natal, sede), Thadeu Grembecki, inspetor
(Sorocaba, sede) [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
No mês seguinte, são nomeados os seguintes
inspetores: Cândido Almeida Freitas, Joaquim Falleiros
Filho, José Loyola de Souza, José Vieira Lessa, Miguel
Fernandes Barros, Ruy de Oliveira Pantoja, Terésio Porto
Virmond, Waldomiro Rodrigues e Silva [Revista AABB ­ Rio
­ 1958].
Em setembro/1958, Cláudio Rômulo
inspetor de câmbio, Félix Lima Júnior, inspetor
14ª Zona, Salvador ­ BA), Othon Pio de Abreu,
de­gabinete do diretor da CREAI, Raul dos
Rivadávia Bahia Vianna, inspetores (CREAI),

Siqueira,
(CREGE ­
secretário­
Santos e
Waldemar

FERNANDO PINHEIRO

-

374

Cardador Rodrigues, subgerente da CACEX [Revista AABB ­
Rio ­ 1958].
A essa altura, o escritor Félix Lima Júnior já
era membro do Instituto Histórico de Alagoas (posse em
1955) e havia publicado: Mapirunga (1954), O pescador de
pérolas (1954), Festejos populares em Maceió de outrora
(1956), Fenix Alagoana (1956), Uma trajetória alagoana
(1956). Iconografia: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil.
Prosseguindo as nomeações, em outubro/1958,
Clóvis Barreira Fontenele, advogado "G", assistente jurídico
(Fortaleza
­
CE),
Dalton
Cordeiro
Lima,
advogado
(Macapá ­ AP), João Benito Rodrigues Moraes, ajudante­
de­serviço (PRESI), Lauro de Araújo Simões, chefe­de­
gabinete do diretor da CREAI, Levy Miranda, ajudante­de­
serviço (PRESI), Luiz Anísio Portela, inspetor (CREAI),
Marcelo Caracas Linhares, advogado "G", assistente jurídico
(Fortaleza ­ CE), Milton Chagas, chefe­de­gabinete da
Gerência da Carteira de Câmbio [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
No mês seguinte, Paulo Grassi Bonilha, advogado
"H", assistente jurídico (São Paulo), Nadin Datria Salle,
inspetor (CREAI), Alberto Leite de Araújo, Jacques de
Oliveira Rocha, inspetores (CREGE), Hélio Faria ­ 2/6/1930,
Salvius Clack da Silva Costa, membros (COINQ) [Revista
AABB ­ Rio ­ 1958].
Ainda em nov/1958, Alberto Leite de Araújo,
inspetor CREGE 26ª Zona ­ Patrocínio, Antônio Fragomeni,
secretário­de­gabinete ­ CAMIO, Ivo do Nascimento Barroso,
ajudante administrativo ­ EDSED ­ Edifício Sede, Jacques
de Oliveira Rocha, inspetor CREGE ­ 28ª Zona ­ Goiânia,
Josildo Ananias de Carvalho, secretário­de­gabinete do
diretor ­ CREGE ­ 1ª Zona, Paulo Grassi Bonilha, assistente

375 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

jurídico ­ São Paulo, Sílvio Martins ­ 11/6/1945, secretário­
de­gabinete do diretor CREGE ­ 1ª Zona, Nadin Datria
Salle, inspetor 39ª Zona ­ CREAI ­ Uruguaiana. No
mês seguinte, Helena Vidal Iglesias de Lima, categoria
conferente­de­seção, cargo chefe­de­serviço da Agência de
Nova Iguaçu ­ RJ [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Outras nomeações ocorreram na Direção Geral:
Romeu Freire Lima, gerente de Liquidações (CREAI),
Miguel Soares de Oliveira, chefe do Departamento de
Contabilidade, bem como 3 subgerentes da CREAI: Waldyr
Siqueira de Mesquita (Subgerência Pecuária), Celso Cunha
de Viveiros (Subgerência Agrícola) [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Em janeiro/1959, Aldrovando de Aguiar Brandão
Filho, chefe­de­gabinete CREAI ­ Operações, Armando Sereno
de Oliveira, gerente CARED, Benedicto Luiz Pereira da
Silva, inspetor da CREAI ­ 23ª Região ­ São José do Rio
Preto, Faustino de Carvalho e Silva, advogado ­ Pedreiras ­
MA, Francisco do Rêgo Monteiro, gerente da CREAI, Telmo
Ramos Ribeiro, caixa "H", inspetor ­ Recife [Revista AABB ­
Rio ­ 1959].
No mês seguinte, Almir da Silva Leal, chefe­
adjunto MEDIC, Áureo de Almeida Camargo, substituto
do assessor DEJUR ­ São Paulo, Florisvaldo dos Santos
Trigueiros, chefe do Museu Histórico do Banco do Brasil,
Yan Amaral Bayardino, subgerente CREGE/Supla, Rubélio
Freire de Aguiar, inspetor DIRGE, Theóphilo Araújo, chefe­
de­gabinete CREGE/Gerli, Waldir de Oliveira Pinto, chefe­
de­gabinete do diretor da CARED [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
Em março/1959, Arnaldo Nogueira, inspetor
CREGE ­ 29ª Região ­ Ribeirão Preto, Avá Silva Bessa,
subgerente CAMIO, Beatriz Vieira Mendes, secretária­de­
gabinete da Gerência da CACEX, Euvaldo Dantas Motta,

FERNANDO PINHEIRO

-

376

chefe do DECON, Francisco de Paula Guedes Filho,
inspetor 37ª Zona ­ CREGE ­ São Paulo, Mário Brizola
Ferreira,
inspetor da 41ª Zona ­ CREGE ­ Corumbá,
Moacyr Rebello Freire, chefe­adjunto DECAD, Nelson
Gorgulho Nogueira, inspetor 22ª Zona ­ CREGE ­ Juiz
de Fora, Raul Santos Costa, inspetor 14ª Zona ­
CREAI ­ Campo Grande, Thales Honório de Almeida,
inspetor 50ª Zona ­ CREGE ­ Porto Alegre [Revista AABB ­
Rio ­ 1959].
O advogado Ovídio de Lima Abreu, filho de
Randolpho Xavier de Abreu com Dalila de Lima Abreu,
trabalhou e aposentou­se pelo Banco do Brasil. Dentre
os netos de Randolpho Xavier de Abreu destaca-se
Cláudia Abreu, consagrada atriz de cinema, teatro e
televisão (Rede Globo), filha de Regina Abreu.
Cláudia Abreu ingressou na vida artística, graças
ao aconselhamento do tio Ovídio Xavier de Abreu que,
nos idos de 1958/1959, encenou peças no Teatro Tablado,
no Rio de Janeiro, em caráter amador, daí a razão de
apontarmos o antigo presidente do Banco do Brasil com
a fisionomia hollywoodiana, à época em que Hollywood
vivia a época de ouro do cinema.
Em agosto/1958, Maurício Chagas Bicalho é
empossado diretor da Carteira de Redescontos do Banco
do Brasil, sucedendo a Tancredo de Almeida Neves.
Bicalho foi assistente de Ovídio Xavier de Abreu,
presidente do Banco do Brasil (1949/1950), secretário
estadual e chefe de Polícia do Estado de Minas Gerais.
No ano seguinte de sua posse, na CARED, é designado
para assumir, em 3/6/1959, o cargo de presidente do
Banco do Brasil, com a saída de Paes de Almeida.

377 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Sebastião Paes de Almeida, presidente do Banco
do Brasil (16/2/1956 a 3/6/1959), prestigia, em 14/9/1958,
a cerimônia de inauguração do Satélite Clube, no bairro
da Tijuca, cidade do Rio de Janeiro, acompanhado do
diretor Francisco Vieira de Alencar. Em breves palavras,
dirigiu uma saudação ao presidente do clube, Manoel
José dos Santos [Revista AABB ­ Rio ­ 1958].
Após estudos e tentativas, desde 1944, o Banco
do Brasil implanta em dezembro de 1958, o serviço de
microfilmagem através da Agência Central ­ Rio de Janeiro,
onde surgiu o Setor de Microfilmagem ­ MICRO, instalado
no Edifício Visconde de Itaboraí ­ Av. Presidente Vargas,
328 ­ 20° andar. Dez anos mais tarde, eram fotografados
2,3 milhões de documentos, resultando em economia de
espaços destinados aos arquivos [Revista AABB ­ Rio].
No
plano
econômico
nacional,
assinalamos
textos da obra Clemente Mariani ­ Político e Empresário,
dissertação de Mestrado, de Daniela Maria Moreau,
na qual a autora faz uma retrospectiva:
"Ao longo do período de implementação do Plano
de Metas, como já foi visto, apesar do grande volume
de entradas de investimentos internacionais no país,
beneficiados
pelo
regime
cambial
em
vigência na
ocasião,
o
governo
enfrentou
grandes
dificuldades
na obtenção de créditos externos de
regularização,
chegando, inclusive, em 1959, a romper com o Fundo
Monetário Internacional. Durante a gestão Einsenhower,
o governo norte-americano poucos esforços efetivou
no sentido de implementar suas relações com a América
Latina. Em 1958, Juscelino Kubitschek havia apontado
esta questão, propondo uma nova forma de cooperação
econômica entre os Estados Unidos e a América Latina
com o lançamento da Operação Pan-Americana (OPA).

FERNANDO PINHEIRO

-

378

Entretanto, apesar da grande movimentação diplomática
ocorrida, o único resultado prático da OPA nos anos que se
seguiram foi a criação em 1959 do Banco Interamericano
de Desenvolvimento (BID)."
(115)
Em 10/6/1929, a Agência de Manaus adquire
novas instalações e, em 16/1/1958, ao completar 50
anos ali inaugurada, o diretor Francisco Vieira de Alencar,
tribuno de dons peregrinos, anuncia, em pleno discurso
comemorativo, o lançamento da pedra fundamental do
novo edifício do Banco do Brasil na capital amazonense.
Vale ressaltar:
Ao divulgar a grande efeméride comemorativa do
1° centenário do Banco do Brasil na Amazônia que se
estendeu, no decorrer durante o ano de 2008, fazemos
recrudescer as palavras antigas e renovadas de Francisco
Vieira de Alencar, tribuno dos mais eloquentes que
muito honrou os mais elevados cargos por onde passou
no Banco do Brasil. Vale ressaltar:
"Há cinquenta anos, lançou o BANCO DO BRASIL,
em sua atual fase, o marco inicial de sua penetração no
território nacional, quando tinha apenas sua Casa Matriz
no Rio de Janeiro.
Instalava, nesta data a 16 de janeiro, do ano de 1908,
a sua primeira Agência, no coração da Amazônia, a
cidade de Manaus. É hoje a mais antiga das 377,
espalhadas no País e no Exterior. Funciona, ininterruptamente, desde então. Vem mantendo, pelas aplicações,

(115)

DANIELA MARIA MOREAU ­ in Clemente Mariani ­ Político
e Empresário ­ Dissertação de Mestrado apresentada, em janeiro/
1992, na UNICAMP ­ Campinas ­ SP.

379 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

pelos depósitos e pelo volume e significado dos serviços
que executa, lugar de relevo e destaque entre as mais
importantes.
A escolha deste longínquo ponto da Pátria, para
tão arrojado passo, quando mal se iniciava a obra
pioneira de nossa instituição bancária, hoje uma das
mais sólidas e prestigiosas do mundo, exprime bem o
sentido de desbravamento que os estadistas da época
já imprimiam ao papel que o BANCO DO BRASIL
haveria de exercer na estrutura nacional.
A Amazônia, no apogeu da borracha, era o centro
das riquezas fabulosas, que atraía e polarizava os espíritos
ávidos de trabalho e fortuna, e, ainda, a cobiça estrangeira.
Contribuía
preponderantemente
com
divisas
para
a
balança comercial da União. Londres, fulcro do comércio
internacional, manipulava grandes operações com a
exportação amazônica.
Manaus semelhava a um empório que se comunicava
com o resto do mundo e aonde acorriam
homens de
todas as raças. A cidade era cosmopolita, trepidante de
negócios e movimentada por um surto de grandeza
desapoderada,
verdadeira
Bolsa
de
Valores,
onde
transações de alta monta se processavam com vertigem e
velocidade invulgares.
No meio de tudo isso, o nordestino era uma sombra,
um pária, de passagem pela cidade de raro esplendor
material, rumo ao interior, aos seringais inóspitos e
endemizados, aonde ia colher o látex e
fabricar a
borracha que a indústria europeia vinha disputar a
peso de ouro.
Esse
amálgama
representava
um
trecho
da
nacionalidade em ebulição e em crescimento desordenado.

FERNANDO PINHEIRO

-

380

O ciclo do café, ao sul. No extremo norte, o ciclo da
borracha.
A economia brasileira girava nesses dois pólos.
Produziam o de que precisávamos para arcar com o
ônus das importações que eram quase tudo o que
comíamos e vestíamos, quase o nosso total consumo.
Não foi, destarte, tão só a preocupação dos negócios
e dos lucros ou da exploração da riqueza, em si, que
inspirou e determinou a marcha do BANCO DO BRASIL
para o vale amazônico.
Antepunha-se
ao
Governo
um
problema
mais
extenso e profundo, qual o de criar, no vasto cenário de
uma economia informe, um instrumento coordenador
do desenvolvimento da produção extrativa da terra, pela
introdução do crédito bancário, com capitais brasileiros,
em contrapartida ao dinheiro que vinha do exterior,
em condições desvantajosas para os interesses nacionais.
Eis o sentido primordial da fundação da Agência do
BANCO DO BRASIL, em Manaus, vai para meio século.
[...]
E, nesta hora, em que Manaus e toda a Amazônia,
tão
batida
por crises e adversidades, através dos
tempos,
se associam, com júbilo, à significação do
acontecimento que ora comemoramos, o primeiro dever
que
nos
ocorre
é
o de reconhecer que esta terra
correspondeu, à plenitude, generosamente, à presença nela
do BANCO DO BRASIL, pois a nossa grandeza aqui,
ora simbolizada numa rede de 13 agências na região
amazônica, é o fruto do esforço e trabalho criadores de
riquezas, que o Banco fomentou e amparou. E de tudo, o
ponto de partida foi a criação da Agência de Manaus.

381 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Dela se irradiou toda a ação que mobilizou recursos
potenciais hoje transformados em fatores de prosperidade,
permitindo confiança e certeza na estabilidade do cotidiano
labor e na segurança de destinos
felizes, dentro desta
civilização tropical, fadada a surpreender o Brasil e o
Mundo, nas peculiaridades de seus recursos.
O homem amazônico, quer o nativo, quer o imigrante
que se identifica com a terra, nas suas lides aforçuradas,
nas suas lutas do dia-a-dia e nas suas ânsias de
vencer as hostilidades do ambiente áspero, tem reservas
incomuns de ânimo e decisão, e está construindo uma obra
que assombra aqueles que têm notícia de rebarbatividades
da natureza que o circunda.
E a nossa resposta é uma lição de bravura e de
civismo: o Amazonas também é do Brasil e nosso dever
é mantê-lo brasileiro.
E aí está o que tendes feito. Toda civilização e
conquista de bem-estar e fair-play são resultantes de
lutas em que muitas gerações se sacrificaram, passando
sempre adiante o facho de entusiasmo e de fé. A
perseverança nos rudes combates pela sobrevivência
honra a capacidade desta gente e assegura a vitória
definitiva da fixação do homem na Amazônia.
E o BANCO DO BRASIL enobrece-se de, há 50
anos, compartilhar tão grandes lutas, nas lides imensas
em prol dos altos interesses de uma comunidade como
esta.
[...]
Volvido meio século de sua presença e atuação
neste cenário, está à vontade para evocar o que fez e
animado a fazer muito mais. Pode ser reverenciada a
memória dos que implantaram o Banco nesta cidade,

FERNANDO PINHEIRO

-

382

num gesto de ousadia para a época, e exaltada a
lembrança de quantos deram sua contribuição, em
serviços, ao progresso desta Agência, como reconhecido e
proclamado o desvelo da Administração e do funcionalismo
atuais, que não se esmorecem em prosseguir no exemplo
de seus antecessores, à frente o Sr. Raymundo Figueira
e o Sr. Stepheson Vieira Medeiros, dignos Gerente e
Contador desta Filial.
Estamos nós recompensados de tudo. O Amazonas
retribuiu largamente o nosso
trabalho,
aproveitando-o
no engrandecimento da terra generosa, no fomento de
seus recursos e no crescente desenvolvimento de suas
fontes de produção.
Felizes todos nós nos sentimentos em ver que,
nesses cinquenta anos, a nossa instituição esteve à
altura de sua missão pioneira, prestando ao Amazonas
e,
assim, ao Brasil, serviços que hoje podem ser
recapitulados com orgulho e desvanecimento." (116)
Do discurso de Vieira de Alencar vêm-nos a
imagem dos nordestinos, em trânsito por Manaus,
em direção à mata, envolvidos nas legendas invisíveis
no ar, no vento, nas águas da chuva e dos igarapés,
no fogo e na paisagem silvestre, ponto de contemplação;
e, do outro ponto, o Theatro Amazonas retratado
fielmente por Max Carphentier: "clareira da arte suspensa
no equador".

(116) FRANCISCO VIEIRA DE ALENCAR, diretor do Banco do Brasil ­
Carteira de Crédito Geral ­ 3ª Zona ­ CREGE ­ 25/4/1956 a
30/5/1960 ­ O Cinquentenário do Banco do Brasil S.A. em Manaus
­ Discurso proferido, em 16/1/1958, na capital amazonense.

383 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

No velho casarão da Rua Primeiro de Março, 66,
Rio de Janeiro, em 10 de março de 1959, o funcionário
Leopoldo Saldanha Murgel (posse no BB: 13/3/1922 ­
apos.: 27/1/1959), acompanhado da esposa Myriam, ao
despedir­se
do
Banco
do
Brasil,
por
motivo
de
aposentadoria, recebe as galas de honra reveladas no
discurso proferido por Fernando Monteiro:
"Foi naquela turbulenta, mas também festiva e
histórica era de 1922, a 13 de março, que um adolescente,
quase menino, com apenas 16 anos de idade, dias
antes completados, ingressou na Agência do Banco do
Brasil em Juiz de Fora, como praticante de escriturário.
Esse estreante, Leopoldo Saldanha Murgel, apesar de
cronologicamente ainda perto da infância, como estava,
logo se integrou, mercê de sua maturidade mental e
espírito circunspecto, sisudo, no severo regime de trabalho,
então vigorante em nossa Casa e que mal pode ser
imaginado pelos que chegaram aos tempos novos.
Outrora, sem que as próprias noites e, por vezes,
as longas madrugadas e os dias de guarda constituíssem
natural limitação ao desempenho de nossas tarefas,
exigia­se­nos esforço bem penoso e grande foi, em
consequência, a legião dos que ficaram no caminho,
povoando nossa memória.
Hoje, porém, como que se penitenciando do rigor
de antes, parece ver a empresa, com simpatia, nossa
retirada ainda em pleno viço e em plena capacidade
de trabalho, indo muitos exercer lá fora, depois de
aposentados aqui, atividades de que só são capazes
homens realmente válidos e com precioso cabedal de
experiência.
De Juiz de Fora, na sua província natal, foi Murgel
removido, quase em seguida, para a Matriz, como então

FERNANDO PINHEIRO

-

384

se denominava a Sede, ainda alojada no primitivo
prédio da Rua da Alfândega, perpetuado pela gravura
de Bertichen e onde o Banco do Brasil, em meados do
século anterior, iniciara suas operações.
Admitido, também eu, na casa velha, onde fiz
as provas finais de meu concurso, em 1924, guardo
ainda bem vivas na lembrança aquelas vetustas e
modestas instalações, que vinham do período imperial e
aqueles tipos humanos, simpáticos uns, pitorescos outros.
Na Matriz, foi Murgel destacado para trabalhar em
setor considerado de "estiva", qual o de cobranças e teve
por Chefe Rodolpho Ambron, aquele colega que foi o
maior caso de precocidade de nossa Casa. Boy aos onze
anos de idade, escriturário antes dos doze, percorreu
toda a escala hierárquica, ocupou as comissões de maior
relevância, chegando a Diretor. Aposentado no Banco do
Brasil, continua, com sua perene mocidade, na profissão
que há quase 80 anos exerce.
O Chefe Ambronn, ele mesmo grande trabalhador,
teve oportunidade de informar, em documento oficial,
que o jovem Murgel manifestava "certo egoísmo pelo seu
serviço", pois, a pedir auxílio, preferia iniciar o expediente
às 6:30 e 7 horas da manhã, só se retirando depois da
hora regulamentar, isto é, à noite.
Após três anos no Rio de Janeiro, já terceiro
escriturário, transferiu­se Murgel para Franca, onde foi
substituto de Contador e, em 1927, segundo escriturário,
assumiu a comissão de Conferente em Cataguases.
Com apenas 21 anos, mas já com boa experiência
e revelando pendores administrativos, foi feito Contador
de Carangola, Agência cujos serviços reorganizou, pondo
em dia, em pouco tempo, a escrituração atrasada.

385 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Depois de transitar pelas funções de Contador e
Gerente interino da Filial em Rio Preto, para onde fôra
em 1928, conseguiu realizar, dois anos mais tarde,
o seu sonho da época, que era voltar para Franca, cuja
Contadoria passou a exercer, tendo tido oportunidade de
ocupar também a Gerência, em caráter interino.
Em 1932, foi para Joinville, ali exercendo, como
titular do cargo, sua primeira Gerência e, no ano
imediato, promovido a primeiro escriturário, retornou à
Contadoria de Franca, em cuja Gerência, mais tarde
investido, permaneceu durante seis anos.
Já Conferente, em 1941, transitou pelas Gerências
de Bauru e Niterói e, em 1942, finalmente, após quase
vinte anos de permanência no interior, em funções
administrativas, voltou à Sede, requisitado pela Carteira
de Crédito Agrícola e Industrial.
Assessorando diversos Diretores e gerindo a própria
Carteira, prestou Murgel serviços inolvidáveis, tornando­se
conhecedor perfeito e entusiasta da prática do crédito
especializado, nas suas três modalidades: agrícola, pecuária
e industrial.
Grande conhecedor dos homens, espírito perspicaz e
experimentado, costumava o Diretor Gudesteu Pires dizer
e fê­lo por escrito, com aquela sobriedade de linguagem,
que seria difícil encontrar colaborador tão eficiente e
zeloso, possuindo, como Leopoldo Murgel, atributos de
administrador exímio e de técnico perfeito.
Foi nessa fase, sob a superior orientação daquele
insigne
Diretor,
­
jurista,
banqueiro,
humanista,
administrador dotado de espírito público e de elevado
gabarito moral ­ ao qual também tive a honra de servir,
que pude, convivendo com Murgel, melhor avaliar sua
inteligência objetiva, a vivacidade de seu pensamento, sua

FERNANDO PINHEIRO

-

386

cultura profissional, sua identificação total com as tarefas
que lhe cabiam.
Raramente observei tamanho poder de concentração
no trabalho, sempre metódico, ordenado; nem conheci,
em toda a minha carreira, maior aversão ao desperdício
de tempo.
[...]
Subchefe em 1945, atingia, em 1949, já com 27
anos de casa, o posto de Chefe­de­seção e, daí por
diante, com
seus méritos plenamente
reconhecidos,
galgou as mais variadas e importantes comissões, como
as de Gerente de três Carteiras, Chefe do Gabinete da
Presidência, Superintendente e Diretor, interinamente, das
Carteiras de Exportação e Importação e de Crédito Geral.
[...]
Meu caro Murgel:
Entenderam seus admiradores que o ato simbólico
de seu desligamento ­ ao cabo de uma jornada de quase
quatro decênios, precisamente 37 anos ­ seria a ocasião
mais propícia para a entrega, que ora lhe fazemos, de
singela lembrança, penhor de nossa amizade, do nosso
reconhecimento e de nossa admiração.
Quiseram também seus amigos, nesta oportunidade,
homenagear aquela que tem sido, há tantos anos, esposa
dedicada, companheira das boas e más horas.
Nossa vida funcional nunca é isenta de espinhos:
ao lado das alegrias, todos têm momentos amargos;
sofremos com as incompreensões e não faltam injustiças.
Muitas vezes somos triturados no choque dos interesses.
Administrar bem é tarefa das mais árduas da
empresa, como a nossa, sujeita a influências e apetites de

387 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

toda a sorte. E é no recesso de um lar tranquilo, sem
problemas, que nos retemperamos para a luta. As nossas
esposas, na grande generalidade dos casos, participam
de nossas aflições, nos incentivam, nos animam, nos
confortam.
Assim, a D. Myriam ­ ligada a Murgel desde a
primeira mocidade, personificada bem o tipo ideal da
esposa do funcionário do Banco do Brasil ­ pedimos
licença para também ofertar pequena lembrança, no
momento em que lhe rendemos o preito de nossa
admiração" (117)
Ainda na gestão do presidente Sebastião Paes de
Almeida (16/2/1956 a 3/6/1959), é inaugurada a Agência
do Banco do Brasil, em Itaúna ­ MG, em 13 de abril
de 1959, pelo gerente Wilton Carvalheira Ramos. Na
gestão seguinte, é a vez da cidade de Getúlio Vargas, no
interior do Rio Grande do Sul, receber a agência instalada
pelos gestores Mário Kruel
Guimarães, gerente, e Alcides
Barbiero, subgerente [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
Especialista em assuntos cooperativistas e crédito
rural, acumulados em experiência na vida profissional,
Mário
Kruel
Guimarães,
líder
de
associações
de
agronegócios, lançou, nos idos de 1974, pela Editora
São Paulo: Nobel ­ 181 pp., a obra Enfoques da política
agrária brasileira.

(117) FERNANDO MONTEIRO (1905/1989) ­ in Discurso proferido,
em 27/1/1959, na presença de diretores do Banco do Brasil,
em homenagem de despedida de Leopoldo Saldanha Murgel ­
Rio de Janeiro ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

-

388

Em abril/1959, ocorreu a posse de João Baptista
de Araújo ­ 23/9/1933, chefe­adjunto ­ DECON e de 3
inspetores do Banco do Brasil: Geraldo Pinto da Frota,
Gilberto Leite Ribeiro, Ruy Carvalho [Revista AABB ­ Rio ­
1959].
No mês seguinte, a nomeação dos funcionários:
Edgar Silva ­ 21/9/1933, inspetor 20ª Zona ­ CREGE,
Eduardo de Castro Neiva, secretário­de­gabinete ­ CAMIO,
George Rodrigues Siqueira, assistente jurídico ­ CAMIO,
José Perrone, chefe do FUNCI ­ Departamento do
Funcionalismo, Paulo Costa Galvão, chefe­adjunto ­ FUNCI,
Paulo Oswaldo Carneiro Jung, secretário­de­gabinete do
diretor da CREGE ­ 3ª Zona [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
Alfredo Mauricéa Filho (1903/1972), posse no
BB: 18/10/1946, apos.: 19/9/1969, era médico do Banco
do Brasil, romancista, poeta, ensaísta. Nos idos de 1955,
exerceu o cargo de chefe do Serviço de Atendimento
do Edifício Visconde de Itaboraí ­ Rio de Janeiro. Patrono
da Cadeira n° 3 da Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil.

389 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

CAPÍTULO 7
A gestão do presidente Maurício Bicalho (3/6/1959 a
6/10/1960). 1ª Reunião da Diretoria do Banco do Brasil,
em Brasília­DF. Inauguração das Agências do BB em Buenos
Aires, Argentina, La Paz, Bolívia. Criação da Inspetoria de
Agências do Exterior (IAGEX). A gestão do presidente Carlos
Cardoso (6/10/1960 a 1/2/1961). Política de diversificação do
crédito. Ampliação de operações, através da rede de agências
no País.

No

dia 03 de junho de 1959, o advogado
Maurício Chagas Bicalho toma posse no cargo de
presidente do Banco do Brasil. Anteriormente, como vimos,
de julho/1948 a dezembro/1950, Bicalho era assistente
do presidente Ovídio de Abreu, e, em 1958, diretor da
Carteira de Redescontos, sucedendo a Tancredo Neves.

FERNANDO PINHEIRO

- 390

No dia seguinte (4/6/1959), após a saída da
Presidência do Banco do Brasil, Paes de Almeida assume
a Pasta da Fazenda por um período que vai até
31/1/1961. Anteriormente, em caráter interino, oriundo da
Presidência do BB, exerce o cargo ministerial por duas
vezes: 19/9/1956 a 26/10/1956 e 28/11/1958 a 3/6/1959.
Ainda em junho/1959, ocorreram as seguintes
nomeações: Carlos Borromeu Chaves, advogado ­ Paranaguá,
Carlos Eduardo Dias de Souza Campos, secretário­
de­gabinete do diretor ­ COLON ­ Carteira de Colonização,
Elisabeth Leivas Otero Ribeiro, assessora especializada
CREAI/Aspla, Joaquim Soares Pinheiro, chefe­adjunto ­
FUNCI, José Alves Filho ­ 8/6/1942, chefe­de­gabinete do
diretor da CACEX, Manoel Adonay dos Santos Peralta,
secretário­de­gabinete do diretor ­ CREGE ­ 2ª Zona,
Menelick de Oliveira, inspetor ­ Recife, sede, Ney Serrão
Vieira, secretário do diretor CREGE ­ 3ª Zona, Theophilo
Araújo, chefe­de­gabinete do diretor CREGE ­ 1ª Zona,
Antônio Machado de Macedo, auxiliar­de­gabinete do diretor
CAMIO, Eduardo de Castro Neiva, subassessor técnico ­
CAMIO, Elpídio Araújo Neris, advogado (Jacarezinho),
Fernando de Souza Oliveira, subassessor técnico ­
CAMIO [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
Em agosto/1959, Belmiro César de Moraes Tibau,
auxiliar­de­gabinete ­ PRESI, Eleutério Proença de Gouvêa,
ajudante­de­gabinete ­ PRESI, Rivadávia Pessoa da Silva,
secretário­de­gabinete do diretor da CREGE ­ 4ª Zona,
Hélio Thompson, inspetor ­ CAMOB, João Paulo dos Reis
Velloso, auxiliar­de­gabinete ­ PRESI, Jonas Antônio da
Silva, advogado ­ Campo Grande ­ MS, Letícia Freixeiro,
auxiliar­de­gabinete ­ PRESI, Nelson Barbosa de Souza,
subgerente ­ CACEX/Exportação [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].

391 Foto

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

n° 118 ­ BANCO DO BRASIL ­ 1/9/1959 ­ Exposição dos
Projetos das Obras do Banco do Brasil em Brasília ­ DF ­
MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente do Banco do Brasil
(3/6/1959 a 6/10/1960), ao centro (de terno preto), prestigia
a abertura da Exposição, em companhia de JUSCELINO
KUBITSCHEK, presidente da República, e de outras autoridades
do governo. ­ Retrato original p & b ­ 14,5 x 9 cm ­ Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

Com a presença do presidente Maurício Chagas
Bicalho, foi realizada, em 1° de setembro de 1959, a
inauguração da Exposição dos Projetos das Obras do
Banco do Brasil, em Brasília, aberta ao público. O
diretor da CREGE (4ª Zona), Pedreira de Freitas, fez as
honras da Casa, apresentando as maquetes e desenhos
arquitetônicos elaborados pelos engenheiros Ernesto Luís
Greve e Samir Kuri, com a supervisão do administrador
Hélio Moura Lima. Na ocasião, o presidente do Banco do
Brasil se manifestou, de improviso:
"O esforço dessa brilhante equipe havido sido
acompanhado por toda a Diretoria do Banco e não ficará
sem um registro especial nos anais do Banco". (118)
A esse respeito, vale ressaltar a mensagem do
presidente Maurício Chagas Bicalho:
"No momento em que são tomadas as últimas
providências para mudança da sede do Banco do Brasil
para a nova Capital, desejamos dirigir uma mensagem
aos funcionários, traduzindo os nossos votos para que
em Brasília possa o Banco do Brasil continuar, a seguir,
a sua trajetória de propulsor da economia nacional.
(118) MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente do Banco do Brasil
(3/6/1959 a 6/10/1960) ­ in Pronunciamento na abertura da
Exposição dos Projetos de Obras do Banco do Brasil, em Brasília ­
DF ­ 1/9/1959. ­ Iconografia em nosso poder custodiada pela
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

- 392

No Planalto Central do País, o moderno prédio que
vai abrigar a sede do Banco evoca este antigo edifício,
de onde no momento estamos nos dirigindo a todos os
que trabalham neste Estabelecimento. Este prédio, o velho
casarão da Rua Primeiro de Março, é rico de tradições pelo
que nele se construiu para o progresso e o fortalecimento
de nossa Pátria; o novo há de continuar a trajetória, e
ambos simbolizam o Banco do Brasil no que tem de mais
elevado e nobre, que é esse conjunto da sua estrutura
material e dos homens que fazem a sua grandeza." (119)
Em 19/9/1959, por motivo da viagem do
ministro
Sebastião
Paes
de
Almeida
à
cidade
de
Washington, DC, EE.UU., onde foi participar da Reunião
de
Governadores
do
Fundo
Monetário
Internacional,
Maurício Chagas Bicalho, presidente do Banco do Brasil,
é designado para substituí-lo, e, em seu lugar, assume
Carlos Cardoso. Diversas vezes, no período de 19/9/1959
a 15/6/1960, Maurício Bicalho ocupa interinamente o
cargo de ministro da Fazenda.
Ainda em setembro/1959, ocorreu a nomeação
de Francisco das Chagas Melo ­ 16/12/1942, advogado do
Banco do Brasil em Paranaguá, Hermes Gomes Barbosa,
inspetor ­ Mundo Novo, Hugo Mário Oliveira de Boer,
inspetor ­ Cruz Alta, sede, João Baptista Fortes de
Carvalho, chefe­de­gabinete do diretor ­ CAMIO, Jorge
Chaves Camacho,
inspetor
­
Carlos
Chagas,
sede,
José Leite Ribeiro, inspetor ­ Corumbá, José Soares da

(119) MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente do Banco do Brasil
(3/6/1959 a 6/10/1960) ­ in Mensagem dirigida ao funcionalismo
do Banco do Brasil a respeito da transferência da sede do Banco
do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília ­ DF.

393 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Fonseca, secretário­de­gabinete diretor ­ CAMIO, Lucínio
de Oliveira, inspetor ­ Natal, Olavo José da Silva, inspetor
­ 1ª Zona ­ Distrito Federal, Vicente Andrade, inspetor ­
Ubá, sede [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
No mês seguinte, Alenon de Loyola Fleury,
advogado ­ Ipameri, Álvaro da Rocha Sundfeld, inspetor
48ª Zona ­ CREGE ­ Florianópolis, Délio Pereira de Souza,
inspetor ­ Santo Amaro, Francisco Normino de Souza,
advogado ­ CAMOB, Mário Baptista do Nascimento,
inspetor 17ª Região CREAI ­ Uberaba, Norberto da Silva
Rocha, inspetor ­ Distrito Federal [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
Em novembro/1959, Jorge Augusto dos Santos
Cantanhede, secretário­de­gabinete do diretor ­ CREGE ­
4ª Zona, Jorge Roux, perito de balanço ­ Agência Metr.
Penha ­ Rio de Janeiro, José da Costa Neves Filho,
inspetor ­ 31ª Região ­ CREAI ­ São Paulo, Miguel Arraes
Filho, gerente da CAMOB, Murillo Maia Mendonça,
inspetor ­ Vitória de Santo Antão, Plácido Iglesias,
inspetor de câmbio e FIBAN ­ 7ª Zona ­ Curitiba [Revista
AABB ­ Rio ­ 1959].
Em solenidade presidida por Horácio Lafer,
ministro das Relações Exteriores do Brasil, foi inaugurada,
em 24/11/1959, a sucursal em Buenos Aires, Argentina,
com a presença do presidente do Banco do Brasil,
acompanhado de Bolitreau Fragoso, embaixador do Brasil
na capital argentina, Arthur Santos, diretor da Carteira
de Crédito Geral, o general Nelson de Mello e diversas
outras autoridades brasileiras e argentinas [Revista AABB ­
Rio ­ 1959].
Vale ressaltar a presença de Jorge Zaefferer
Toro,
subsecretário
do
Ministério
da
Economia
da
Argentina, Ramon Muniz, embaixador da Argentina no

FERNANDO PINHEIRO

- 394

Brasil, Eusébio Campos, vice-presidente do Banco Central;
Jorge Robirosa, presidente do Banco de La Nación Argentina;
e Afonso Palmeiro, cônsul-geral do Brasil [Revista AABB ­
Rio ­ 1959].
O quadro da agência portenha, na inauguração,
foi constituído de 48 funcionários, sendo os principais
cargos ocupados por Werther Teixeira de Azevedo, gerente;
Henrique de Oliveira Duprat, encarregado de câmbio;
Oscar L. Madeira, chefe de serviços jurídicos [Revista
AABB ­ Rio ­ 1959].
Ao encerrar
a
abertura
da
solenidade,
o
chanceler brasileiro Horácio Lafer passou a palavra ao
presidente do Banco do Brasil, Maurício Chagas Bicalho
que pronunciou o seguinte discurso:
"As tradicionais relações de amizade entre o Brasil
e a Argentina são suficientes para assegurar a este
ato
realce
indiscutível.
Se
considerarmos
ainda
a
significação
econômica
do
acontecimento,
dadas
as
relações comerciais entre os dois países, cada dia mais
acentuadas e cada vez mais promissoras, a inauguração
que ora tenho a honra de realizar, em companhia de
meu eminente companheiro de Diretoria, Dr. Arthur
Santos, assume aspectos deveras interessantes.
O Banco do Brasil, como estabelecimento oficial do
meu País, desempenha um papel múltiplo e relevante
na vida brasileira. É ele um complexo de Banco Central,
na sua acepção usual, e de Banco privado, destinado
este ao atendimento do comércio, da indústria, da
lavoura e da pecuária. Por isso mesmo, na sua constituição
abrange órgãos governamentais, representados pela própria
Presidência, pela Carteira de Câmbio, pela Carteira
de Comércio Exterior e pela Carteira de Redescontos,

395 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

organismos destinados a desempenhar e reger as relações
do comércio de divisas e de bens, e a segurança dos
Bancos privados. Ao lado desses organismos, existem
os financiamentos e empréstimos de ordem geral e de
incentivo à colonização.
Assinalo, ainda, que o Banco do Brasil é o delegado
do Tesouro Nacional para o desempenho das tarefas
financeiras da Fazenda Nacional, tanto no que tange
ao encargo de reunir a receita e a despesa públicas,
quanto ao que se refere à política econômico-financeira do
governo.
Este esboço sintético da estrutura do Banco do Brasil
é feito para realçar diante de nossos amigos da Argentina
o alto significado deste ato, que marca o inicio das
atividades de um estabelecimento que muito pode fazer,
não só para o crescimento das
nossas relações de
amizade e comerciais, como também para melhoria da
sua formulação.
Realmente, dispondo de uma rede de 500 agências
no interior do País, exercendo ainda suas atividades nas
Repúblicas irmãs do Paraguai e do Uruguai, e, brevemente,
na Bolívia, a inauguração da sucursal de Buenos Aires
reveste-se de especial relevância, porque pode o Banco do
Brasil ser um fator supletivo ponderável no importante
intercâmbio comercial existente entre as nossas Nações.
Ponderando sobre esses aspectos, houve por bem o
presidente Juscelino Kubitschek determinar todas as
providências necessárias à extensão do Banco do Brasil
até Buenos Aires, assinalando Sua Excelência que visava
com isso incrementar os fraternos laços de amizade
argentino-brasileira e fortalecer os vínculos comerciais das
duas grandes Pátrias.

FERNANDO PINHEIRO

- 396

A ideia do governo brasileiro encontrou no então
Presidente do Banco, e hoje Ministro da Fazenda, Dr.
Sebastião Paes de Almeida, o seu propulsionador, fato que
registro com especial agrado.
Cabe-me assinalar, também, a honra com que o
Banco do Brasil é distinguido neste momento, com as
eloquentes presenças do Ministro das Relações Exteriores,
Doutor Horácio Lafer, e do Embaixador brasileiro,
Sr. Bolitreau Fragoso, significando o alto sentido da
inauguração que ora se processa para o ativamento das
relações entre brasileiros e argentinos.
Paralelamente ao encetamento das atividades do
Banco do Brasil nesta grande e formosa metrópole, temos
que mencionar o próximo inicio das atividades, no Brasil,
do Banco de la Nación. Este duplo e recíproco procedimento
dos governos dos nossos países por si só mostra o
quanto de elevado, de nobre, de incentivador, corresponde
à presença dos dois Bancos oficiais em cada um dos
nossos países. Nesta hora, cabe-me invocar as figuras
marcantes do Doutor Carlos Pellegrini, fundador do
Banco de La Nación, e do Barão de Mauá, o grande
propulsionador das então incipientes atividades bancárias
e de comércio internacional do meu País. Rendemos às
suas memórias as homenagens do nosso respeito e do
nosso apreço.
O Banco do Brasil em Buenos Aires tem sua
direção entregue a antigos e dedicados funcionários do
seu quadro e conta ainda com valiosos elementos
recrutados nos meios bancários argentinos, fazendo
com que justas esperanças tenhamos no êxito desta
iniciativa. Esses são os nossos votos e os nossos desejos.

397 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em nome do Banco do Brasil e interpretando os
sentimentos do governo do meu País, rejubilo-me neste
ensejo
e
congratulo-me
com
as
altas
autoridades
argentinas aqui presentes, às quais agradeço sua honrosa
e alentadora presença, formulando os mais ardentes
votos pela prosperidade da nobre nação argentina".
(120)

A Agência de Buenos Aires, Argentina, inaugurada,
inicialmente em 1922, encerrada em 1924, e reinaugurada
em 24/11/1959, foi administrada pelos funcionários, a
seguir mencionados [Almanaque do Pessoal ­ 1964, bem
como Almanaque do Pessoal dos idos de 1965 a 1982]:
Foto n° 2 ­ BANCO DO BRASIL ­ Buenos Aires ­ Argentina ­ 28/3/1922 ­
Retrato em grupo no qual vemos: CASEMIRO MONTENEGRO,
ALCIDES DA COSTA GUIMARÃES, HOMERO BORGES DA
FONSECA, A. PEREIRA JORGE, RAUL GAMEIRO, OSWALDO
PORTO, ATHAULPHO GUIMARÃES, HONÓRIO FERRAZ, JOVIANO
JARDIM, JÚLIO MONEDA e GALVÃO. ­ Na retaguarda, estão os
contínuos e porteiros em traje profissional [Revista AABB ­ Rio].

BUENOS AIRES ­ ARGENTINA
(1922/1926) e reinaug. 1959
Alcides da Costa Guimarães
1922
Júlio da Silva Moneda
1922
Joviano Rodrigues de Moraes Jardim, contador
1922/1926
Homero Borges da Fonseca
1922
Werther Teixeira de Azevedo, gerente
1959
Henrique de Oliveira Duprat, enc. câmbio
1959
Oscar L. Madeira, ch-serv. jurídicos
1959
Theóphilo Araújo, gerente
1961
Aguinaldo Gonçalves Beninatto, subg. (maio a set.) 1963
Albano Augusto Petry
(posse em out.) 1963
(120) MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente do Banco do Brasil
(3/6/1959 a 6/10/1960) ­ in Discurso de inauguração, em
29/11/1959, da Agência do Banco do Brasil, em Buenos Aires,
Argentina.

FERNANDO PINHEIRO

- 398

BUENOS AIRES ­ ARGENTINA
(1922/1926) e reinaug. 1959
Dinar Goyheneix Gigante, gerente
1964
Albano Augusto Petry, subgerente
1964/1967
Ruyter de Faria Martini, subgerente
1964
Vinicius Ferraz Machado, gerente­adjunto
1964
Sylvio Vieira de Carvalho, gerente
1967
José Almir Castro de Souza, subgerente
1967
Waldemar Nogueira ­ 10/6/1946, subgerente
1967
Antenor Irineu Puntel, gerente­adjunto
1971
Emanuel Exposto ­ 24/2/1955, subgerente
1971
Heraldo Quintella Vianna, subgerente
1971
José Carlos Madeira Serrano, gerente
1971/1972/1973
Carlos Gerhard Duren, subgerente
1972
Heraldo Quintella Vianna, gerente­adjunto
1972/1973
Antenor Irineu Puntel, gerente­adjunto
1973
Heraldo Quintella Vianna, gerente
1974/1975/1976/1977
Ernani Schmitt - 18/3/1957, gerente­adj.
1975/1976
Renato Inácio Mayer, subgerente
1975/1976/1977
Otto Werner Nolte, subgerente
1976/1977
Rogério Eduardo Schmitt, gerente­adjunto
1977
Francisco Roberto Schuck, gerente­adjunto
1978
José Carlos de Carvalho Tinoco, gerente­adj.
1978
Mauro Machado Borges, gerente
1978/1983
Breno Wanderley, gerente
1979/1980
Francisco Roberto Schuck, gerente­adjunto
1980
Augusto Canellas Monteiro de Castro, subgerente
1981/1983
Bolivar Jorge Ottoni, subgerente
1981
Ernani Schmitt ­ 18/3/1957, gerente
1981/1983
Sílvio Leal de Oliveira, gerente­adjunto
1981
Luiz Gonzaga Vianna Camargo, comptroller
1982
Reginaldo Paschoalino Medeiros, comptroller
1982
Paulo Benjamin Cordenonsi
14/10/1981 a 31/01/1988
Doraldo Gomes Thompson, gerente­adj.
maio/1982 a 1984
Affonso Llopart Corrêa, gerente
1985

399 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

BUENOS AIRES ­ ARGENTINA
Fabrício Ortiz ­ 29/10/1964
Roberto Dias Pereira
Nei Corrêa de Matos, gerente­adj.
Affonso Llopart Corrêa
Antônio Machado de Macedo
Aladir Vitola ­ 26/4/1963
Nestor Fetter - 25/4/1966
Hélio Testoni ­ 9/1/1968
Carlos Armando Pacheco Garcia
Fernando Magno Pompeu Campos
Gustavo Carim Paiva Iamin
Evandro Lopes de Oliveira
Maria Auxiliadora Bousquet Carneiro
Luiz Carlos de Brito Lourenço
Marcelino Tameirão Machado
Carlos Alberto Carvalho Paiva
Alexandre Ronald A. Cardoso
Maria Izilda Ferreira

(1922/1926) e reinaug. 1959
27/02/1985 a 05/09/1988
31/03/1986 a 10/01/1990
29/02/1988 a 14/04/1991
29/08/1988 a 14/04/1991
22/02/1989 a 14/04/1991
26/05/1992 a 03/08/1995
01/11/1993 a 20/06/1995
22/11/1993 a 23/01/2000
26/06/1995 a 27/11/1996
24/07/1995 a 12/08/2001
01/08/1997 a 04/08/2002
22/11/1999 a 28/02/2002
26/06/2001 a 25/05/2003
27/03/2002 a 04/09/2003
03/06/2002 a 04/05/2003
18/03/2003 a 99/99/9999
25/03/2003 a 99/99/9999
17/03/2003 a 99/99/9999

Nos idos de 1959, a Carteira de Câmbio da
Direção Geral do Banco do Brasil era dirigida pelo diretor
Paulo Afonso Poock Corrêa. Na Gerência de Operações
de Câmbio (GECAM), Ivan D´Oliveira, gerente e Avá da
Silva Bessa, subgerente.
Após algumas tentativas dentro da Empresa, o
ensino recrudesce, em 1959, com o Curso de Relações
Humanas e o Curso de Análise de Balanços, ministrados
no Restaurante do Edifício Visconde de Itaboraí, Rio de
Janeiro, à época, o mais importante prédio do Banco
do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1959].

FERNANDO PINHEIRO

- 400

Em dezembro/1959, a Direção Geral fez as
seguintes
nomeações:
Ayrton
Batinga
de
Mendonça,
inspetor ­ 8ª Região CREAI ­ Maceió, Antônio Gurgel
Costa Nogueira, gerente CAMIO, Aristides Dalia de Melo,
inspetor ­ 45ª Zona, CREGE ­ Londrina, Clóvis Facundo
de Castro Menezes, subgerente FIBAN, Eleutério Proença
de Gouvêa, gerente Agência Centro do Recife ­ PE,
Eraldo Seraphico de Souza, inspetor ­ Caixa de Previdência
dos Funcionários do Banco do Brasil, Francisco Magalhães
Martins, secretário­de­gabinete da Gerência da Agência
Central ­ DF, José Vieira Lessa, inspetor ­ 15ª Zona ­
CREGE ­ Ilhéus, Mário Vairão, inspetor ­ Distrito Federal
[Revista AABB ­ Rio ­ 1959].
Vale assinalar
o nome dos funcionários que
exerceram cargos comissionados nas agências [Revista
AABB ­ Rio ­ 1950; bem como Revistas AABB ­Rio, idos
de 1951 a 1959]:
Agência Central ­ DF ­ 1950 ­ Antônio de Almeida Santos,
chefe­de­gabinete da Gerência.
Aimorés ­ MG ­ 1950 ­ Geraldo Aleixo de Oliveira, contador.
Alagoinhas ­ BA ­ 1950 ­ José de Melo Messias, gerente,
Nelson da Silva Fernandes, gerente (gestão iniciada em
novembro/1950), Thelmo Dantas Motta, contador.
Almenara ­ MG ­ 1950 ­ José Pedro de Carvalho Primo, contador.
Andradina ­ SP ­ 1950 ­ Gilberto Leite Ribeiro, contador.
Aracaju ­ SE ­ 1950 ­ Humberto da Silva Menezes, gerente,
Lafaiette Valle, inspetor, José de Melo Messias, gerente
(gestão iniciada em setembro/1950).
Areia ­ PB ­ 1950 ­ Luzimar Teixeira de Oliveira, gerente.

401 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Avaré ­ SP ­ 1950 ­ Zinneu Álvaro Floret, gerente, Antônio
Leite Oliva, contador.
Barbacena ­ MG ­ 1950 ­ Nelson Gorgulho Nogueira, gerente.
Bariri ­ SP ­ 1950 ­ Fernando Domingues da Silva, gerente.
Barretos ­ SP ­ 1950 ­ Oswaldo Fernandes, gerente (posse no
BB: 10/4/1924, falec. 22/2/1959).
Bebedouro ­ SP ­ 1950 ­ Emmanuel da Silva Fontes, gerente.
Bela Vista ­ MS ­ 1950 ­ José de Ribamar Soares, contador.
Belém ­ PA ­ 1950 ­ Sebastião Albuquerque Vasconcelos, gerente.
Belo Horizonte ­ MG ­ 1950 ­ Carlos Prates Filho, contador,
Francisco da Gama Netto, gerente.
Bom Jesus de Itabapoana ­ RJ ­ 1950 ­ João Caldellas dos
Santos, contador.
Botafogo ­ Metr. RJ ­ 1950 ­ Celso Silvério dos Reis, contador,
João Gonçalves de Carvalho, contador (ocasiões distintas),
Mário Pereira das Neves, gerente.
Botucatu ­ SP ­ 1950 ­ Lauro Monteiro Moço, contador.
Bragança Paulista ­ SP ­ 1950 ­ Nelson Ruiz Affonseca, contador.
Caetité ­ BA ­ 1950 ­ Antônio Almino de Alencar Filho,
contador, Silvério Cerveira, gerente.
Cafelândia ­ SP ­ 1950 ­ Rinaldo Bastos Vieira, contador.
Cajazeiras ­ PB ­ 1950 ­ Robinson Marsiglia de Oliveira, contador.
Campina Grande ­ PB ­ 1950 ­ Severino Toscano Carneiro, gerente.
Campo Belo ­ MG ­ 1950 ­ Mário Carvalho ­ 14/10/1943, contador.
Cantagalo ­ RJ ­ 1950 ­ Mário Vaz de Almeida e Albuquerque,
contador.
Capela ­ SE ­ 1950 ­ Antônio da Fonseca Neto, gerente, José
Rafael Cartaxo, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 402

Carangola ­ MG ­ 1950 ­ Eduardo Soares Teixeira, contador.
Carolina ­ MA ­ 1950 ­ Rui de Oliveira Pantoja, contador.
Caruaru ­ PE ­ 1950 ­ Gerardo Pinto da Frota, contador, José
de Oliveira Rocha, gerente.
Catanduva ­ SP ­ 1950 ­ Octacílio Pimenel ­ 18/8/1925, contador.
Chavantes ­ SP ­ 1950 ­ Jair Corresen, gerente, Wilson Povoa
Manso, contador.
Codó ­ MA ­ 1950 ­ Walter Nova da Costa, gerente.
Cruzeiro do Sul ­ AC ­ 1950 ­ César da Gama Filho, gerente.
Dom Pedrito ­ RS ­ 1950 ­ Sandálio Alves Farias, contador,
Lúcio Ribeiro Mascarenhas, gerente, Ademaro Gay Teixeira,
inspetor.
Estância ­ SE ­ 1950 ­ Almir Olivieri, contador, Renato
Fernandes Santos, contador (ocasiões distintas), Natanias
Ribeiro von Sohsten, gerente.
Franca ­ SP ­ 1950 ­ Arnaldo Nogueira ­ 10/12/1936, contador.
Glória ­ Metr. RJ ­ 1950 ­ Eugênio Walter de Oliveira, gerente.
Guarabira ­ PB ­ 1950 ­ José Vieira Lessa, gerente.
Guiratinga ­ MT ­ 1950 ­ Almir Machado ­ 8/3/1944, contador.
Iguatu­CE ­ 1950 ­ Antônio Lopes Lins, gerente, Jairo Jucá, gerente.
Itabaiana ­ PB ­ 1950 ­ Elyseu Lyra, gerente.
Itaberaba ­ BA ­ 1950 ­ Renato Diniz de Carvalho, gerente.
Itabuna ­ BA ­ 1950 ­ José de Melo Messias, gerente, Antônio
Affonso de Miranda, contador.
Itapetininga ­ SP ­ 1950 ­ Eduardo Soares Teixeira, gerente.
Jaú ­ SP ­ 1950 ­ Deusdedit Freitas de Almeida, contador.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1950 ­ José Valle da Fonseca, contador.

403 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Lençóis ­ BA ­ 1950 ­ Clóvis Moreno Jardim, Aloysio Mattos
Rego, Waldemar de Souza Guimarães, contadores (ocasiões
distintas).
Lins ­ SP ­ 1950 ­ Luiz Monteiro de Carvalho e Silva, gerente.
Londrina ­ PR ­ 1950 ­ José Freire de Aguiar, contador, José
Freire de Aguiar, gerente.
Luzilândia ­ PI ­ 1950 ­ Wilson Ferreira Sobral, contador.
Macaé ­ RJ ­ 1950 ­ José Aristeu de Carvalho, contador.
Macapá ­ AP ­ 1950 ­ Raimundo Araújo Maranhão, contador.
Maceió ­ AL ­ 1950 ­ Sérgio Teixeira Goes, gerente.
Manaus ­ AM ­ 1950 ­ João Brasil de Mesquita, Benedicto
Fonseca e Souza, gerentes (ocasiões distintas), Arnóbio
Rosa de Farias Nobre, gerente (gestão iniciada em
setembro/1950), Almir D´Oliveira Corrêa, contador.
Matão ­ SP ­ 1950 ­ Antônio Lopes Lins, gerente (gestão iniciada
em setembro/1950).
Monte Aprazível ­ SP ­ 1950 ­ Benedito Luiz Ferreira da Silva,
contador.
Monteiro ­ PB ­ 1950 ­ Euclides Cardoso Xavier, gerente.
Muriaé ­ RJ ­ 1950 ­ Luiz Raimundo Gomes, contador.
Palmares ­ PE ­ 1950 ­ Glauco Antônio Estevam de Oliveira,
chefe de serviço, Edgar Bacelar de Rezende, gerente, Ariosto
de Belli, inspetor, Isnard Fernandes Uchôa, contador.
Pará de Minas ­ MG ­ 3/11/1950 ­ Juarez Carlos Mourão,
gerente, Amilcar Leonello Ziller, contador.
Patos ­ PB ­ 1950 ­ Severino Bezerra França, gerente.
Pederneiras ­ SP ­ 1950 ­ Antônio Galvão de Miranda, gerente.
Pedreiras ­ MA ­ 1950 ­ José de Oliveira Pantoja, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 404

Piracicaba ­ SP ­ 1950 ­ Alexandre Valvano ­ 5/1/1928, gerente,
João de Amorim Rêgo ­ 12/10/1933, contador.
Piracuruca ­ PI ­ 1950 ­ Ênio Mota Gueiros, contador.
Piraju ­ SP ­ 1950 ­ Benedicto Pio da Silva, gerente, Luiz
Raymundo Gomes, contador, Francisco das Chagas Soares
Lima, contador (ocasiões distintas).
Pirajuí ­ SP ­ 1950 ­ José Francisco Frazão, contador.
Porto Alegre ­ RS ­ 1950 ­ José Maria Rodrigues de Bittencourt
Reis, contador.
Quaraí ­ RS ­ 1950 ­ Aristides Gaspar de Oliveira Filho, contador.
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1950 ­ Stênio Costa Correia, gerente.
Salvador ­ BA ­ 1950 ­ Renato Navarro Brito, Dion Souto
Villar, contadores (épocas distintas).
Santarém ­ PA ­ 1950 ­ Irineu Guedes Muniz, gerente, Waldemar
Tapajós Fernandes, gerente (ocasiões distintas).
São João Del Rei ­ MG ­ 1950 ­ Amynthas Novaes, gerente,
Isidro de Faria, contador.
São José do Rio Pardo ­ SP ­ 1950 ­ Mário Signorelli ­ 7/6/1941,
contador .
São José do Rio Preto ­ SP ­ 1950 ­ Paulo Pereira Barreto,
contador.
São Luís ­ MA ­ 1950 ­ Oldyr Nogueira Vinhaes, contador.
Serra Talhada ­ PE ­ 1950 ­ Marcus Vinicius da Silva, gerente.
Serrinha ­ BA ­ 1950 ­ Mário Stemi Galeti, contador.
Taubaté ­ SP ­ 1950 ­ José da Costa Neves Filho, contador.
Tijuca ­ Metr. RJ ­ 1950 ­ Hélio Thompson ­ 4/3/1929, contador.
Tupã ­ SP ­ 1950 ­ Jofre Franco Bicalho, contador.

405 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ubaitaba ­ BA ­ 1950 ­ José Fontes Ferreira, contador.
Uberaba ­ MG ­ 1950 ­ Hercílio Martins da Silveira, contador.
União dos Palmares ­ AL ­ 1950 ­ José Pereira Alves, gerente.
União da Vitória ­ PR ­ 1950 ­ Paulo José de Carvalho, gerente.
Vitória da Conquista ­ BA ­ 1950 ­ Leocádio Ferreira Pereira,
gerente.
Vitória de Santo Antão ­ PE ­ 1950 ­ Coriolano Malincônico,
gerente, Humberto Celso Aranha, contador.
Votuporanga ­ SP ­ 1950 ­ Arnaldo de Oliveira ­ 22/1/1962,
contador.
Alegrete ­ RS ­ 1951 ­ Pedro Oto da Silveira, gerente, Carlos
Salerno, contador.
Almenara ­ MG ­ 1951 ­ Georges Pereira de Siqueira, contador.
Assis ­ SP ­ 1951 ­ Omar Guanabarino Freiria, gerente.
Assu ­ RN ­ 1951 ­ José Nazareno Simonetti, contador, Ariosto
Loureiro da Silva, inspetor, Urbano Batista Brandão, gerente,
Antônio Almino de Alencar Filho, gerente (épocas distintas).
Andradina ­ SP ­ 1951 ­ Gilberto Leite Ribeiro, contador, Luiz
Lopes Castelo Branco, gerente.
Aquidauana ­ MS ­ 1951 ­ Euclides Aderaldo Chaves, gerente.
Aracaju ­ SE ­ 1951 ­ Delorisano Gonçalves Bastos, gerente.
Araçatuba ­ SP ­ 1951 ­ Dário Lorenzi, gerente, Álvaro Garjulo
D´Almeida, contador.
Araxá ­ MG ­ 1951 ­ Antônio Campolina França, contador.
Arcoverde ­ PE ­ 1951 ­ Oscar Olímpio de Araújo, gerente,
Ademar Arruda Alencar, contador.
Bagé ­ RS ­ 1951 ­ Darci Luís Quintana, contador, Tito Carneiro
Leal, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 406

Barbacena ­ MG ­ 1951 ­ Elias Carneiro de Paiva, contador.
Bariri ­ SP ­ 1951 ­ Agenor Mendes ­ 25/1/1940, contador.
Barra ­ BA ­ 1951 ­ Mário Gonçalves de Amorim, gerente.
Barretos ­ SP ­ 1951 ­ Alberto Vitor de Magalhães Fonseca,
gerente.
Bebedouro ­ SP ­ 1951 ­ Emanuel da Silva Fontes, gerente,
João Gomide Júnior, gerente (épocas distintas), Walter
Machado, contador.
Bela Vista ­ MS ­ 1951 ­ José Manoel Piragibe Carneiro,
contador, José Ribamar Soares, gerente.
Bicas ­ MG ­ 1951 ­ Manoel de Almeida ­ posse no BB:
10/3/1938, gerente.
Boa Esperança ­ MG ­ 1951 ­ Jayme Guedes Monte Alegre, gerente.
Bosque da Saúde ­ Metr. SP ­ 1951 ­ Orlando Baldi, gerente,
Paulo Bastos, contador (posse no BB: 18/1/1933).
Botucatu ­ SP ­ 1951 ­ José Nunes de Barros, gerente.
Bragança ­ PA ­ 1951 ­ Raimundo Nonato de Castro, contador.
Brás ­ Metr. SP ­ 1951 ­ Antônio Anacleto Spínola e Castro,
gerente, Herondino Silveira d´Ávila, contador, Nilo Brasil,
contador (ocasiões distintas).
Cabo Frio ­ RJ ­ 1951 ­ Oto de Souza Dreer, contador.
Cáceres ­ MT ­ 1951 ­ Licínio Passarelli, contador.
Cachoeira do Sul ­ RS ­ 1951 ­ Joubert Masseron Giacobbo,
contador.
Caetité ­ BA ­ 1951 ­ Silvério Cerveira, gerente, Ademaro
Gay Teixeira, inspetor, Antônio Almino de Alencar Filho,
contador.
Caicó ­ RN ­ 1951 ­ Antônio Lins, contador, Artur da Silva
Leandro, gerente.

407 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Cajazeiras ­ PB ­ 1951 ­ Vital Soares Pinheiro Joffily, gerente,
Mucius Clack da Silva Costa, inspetor, Robinson Marsiglia
de Oliveira, contador, Heraldo Alves Costa, chefe da Creai,
nomeado gerente da Agência Palmeira dos Índios ­ AL.
Campina Grande ­ PB ­ 1951 ­ Humberto de Miranda Peregrino,
contador.
Campinas ­ SP ­ 1951 ­ Dario Raphael Tobar, contador.
Campo Grande ­ Metr. RJ ­ 1951 ­ Isaac Mendes Sobral,
contador.
Campo Grande ­ MS ­ 1951 ­ Henrique Alberto de Medeiros,
contador (em 1964, inspetor da CREGE), Mário Brisola
Ferreira, gerente, João Pereira de Moraes, gerente (ocasiões
distintas).
Campos ­ RJ ­ 1951 ­ José Corrêa e Castro, gerente.
Carangola ­ MG ­ 1951 ­ Othello Brasileiro Villarinho Cardoso,
gerente (em 1964, inspetor da CREGE), Washington Lacerda,
contador (em 1964, subgerente da Agência Carangola ­MG).
Carolina ­ MA ­ 1951 ­ Haroldo Guimarães de Souza, contador.
Caruaru ­ PE ­ 1951 ­ Gerardo Pinto da Frota, gerente,
João Castelo Branco de Araújo, contador.
Cataguases ­ MG ­ 1951 ­ José Rodolpho Barroso, contador.
Catanduva ­ SP ­ 1951 ­ Ítalo Zaccaro, advogado, João
Gomyde Júnior, contador, José Vieira de Matos, gerente,
Waldemar Ângelo do Amaral, inspetor.
Caxias ­ MA ­ 1951 ­ Antônio Castelo Branco da Cruz, contador.
Codó

­ MA ­ 1951 ­ Walter Nova da Costa, gerente,
Sérgio Teixeira Goés, inspetor, Mariano José de Barros da
Silva, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 408

Corumbá ­ MS ­ 1951 ­ César Bustamante Coutinho, gerente,
Constâncio Alves de Castro, contador.
Cratéus ­ CE ­ 1951 ­ José Esmeraldo Barreto, contador.
Cuiabá ­ MT ­ 1951 ­ José Calazans Pereira da Silva, contador.
Dom Pedrito ­ RS ­ 1951 ­ José Rubens de Faria Cidade, gerente.
Duque de Caxias ­ RJ ­ 1951 ­ Nelson Fernandes Santiago,
gerente.
Erechim ­ RS ­ 1951 ­ Eliezer Miranda Silva, gerente.
Estância ­ SE ­ 1951 ­ Luiz Nunes ­ 25/11/1938, gerente,
Domingos Ribeiro de Mesquita, contador.
Feira de Santana ­ BA ­ 1951 ­ José de Melo Messias, gerente.
Floriano ­ PI ­ 1951 ­ Benedicto Fonseca Ferreira, gerente.
Florianópolis ­ SC ­ 1951 ­ Boanerges de Menezes Caldas,
contador, Tito Carneiro Leal, gerente.
Fortaleza ­ CE ­ 1951 ­ Humberto Barroso, contador
Foz do Iguaçu ­ PR ­ 1951 ­ José Leite Ribeiro, gerente,
Walim Kalil Nasser, contador.
Garanhuns ­ PE ­ 1951 ­ Flamine Siqueira, contador.
Glória ­ Metr. RJ ­ 1951 ­ João Batista de Abreu, contador
Goiânia ­ GO ­ 1951 ­ José Rodrigues de Freitas, gerente,
Alceste Loiola Caminha, gerente (ocasiões distintas).
Goiás ­ GO ­ 1951 ­ Delmindo Mota, gerente, Rivadávia Bahia
Viana, gerente.
Guarabira ­ PB ­ 1951 ­ Hilário Camelo de Araújo, contador.
Guarapuava ­ PR ­ 1951 ­ Antônio Malachini, contador.
Iguatu ­ CE ­ 1951 ­ Hélio de Miranda Barros, contador.
Ipameri ­ GO ­ 1951 ­ Cecílio José Daher, contador.

409 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ipiranga ­ Metr. SP ­ 1951 ­ José Felizatti, gerente, Pedro Paulo
Pedroso, contador.
Itabaiana ­ ES ­ 1951 ­ José Teotônio de Carvalho, contador.
Irati ­ PR ­ 1951 ­ Guilherme de Lara Júnior, contador,
Armando Romeu Brancaglion, gerente, Octávio de Araújo ­
3/3/1942, contador, Antônio Malachini, contador transferido,
à época, para Guarapuava ­ PR.
Itaberaba ­ BA ­ 1951 ­ Antônio da Costa Moraes Júnior, contador.
Itabuna ­ BA ­ 1951 ­ Humberto Moreira Riela da Fonseca,
contador.
Itaperuna ­ RJ ­ 1951 ­ Antônio Vargas Nogueira, contador.
Itapetininga ­ SP ­ 1951 ­ Eduardo Soares Teixeira, gerente,
José Zancul, contador.
Itapira ­ SP ­ 1951 ­ Cid dos Santos Antão, gerente, Osvaldo
Loureiro das Neves, contador.
Jacarezinho ­ PR ­ 1951 ­ Oswaldo Lopes do Nascimento, gerente.
Jacobina ­BA ­ 1951 ­ Antônio Augusto de Lima, gerente.
Jaguarão ­ RS ­ 1951 ­ Cândido Maduell, contador.
Januária ­MG ­ 1951 ­ José Saad, contador.
Jequié ­ BA ­ 1951 ­ Antônio Lamenha Júnior, contador,
Benedicto de Gouveia Serra, gerente.
Joaçaba ­ SC ­ 1951 ­ Alvino Luchesei, contador.
João Pessoa ­ PB ­ 1951 ­ Alzir da Silva Leal, gerente, Severino
Alves Ayres, advogado.
Joinville ­ SC ­ 1951 ­ José Antônio Navarro Lins, gerente
nomeado para Agência Itajaí­SC, Carlos Francisco Sales,
gerente, Conrado Paulo Hagemann, contador.
Lapa ­ Metr. SP ­ 1951 ­ Natalino Eugênio de Oliveira Menezes,
gerente, Orlando Baldi, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 410

Lençóis ­ BA ­ 1951 ­ Carlos Augusto Silva, gerente.
Limeira ­ SP ­ 1951 ­ Armando Drummond Cadaval, contador.
Limoeiro ­ PE ­ 1951 ­ Artur Vieira Araújo, Virgílio Cabral
Melo, contador, Luís Ivani de Amorim Araújo, advogado.
Livramento ­ ­ 1951 ­ Roque Jacques Pibernat, contador.
Londrina ­ PR ­ 1951 ­ Alberto Vitor de Magalhães Fonseca,
gerente, José Raul Vila, contador, Nelson Roversi Forattini,
contador (épocas distintas).
Macapá ­ AP ­ 1951 ­ João Elias Nazaré Cardoso, contador.
Maceió ­ AL ­ 1951 ­ Miguel Falcão de Alves, gerente.
Madureira ­ Metr. RJ ­ 1951 ­ Antônio Magalhães dos Reis,
contador.
Manaus ­ AM ­ 1951 ­ Loris Valdetaro Cordovil, contador.
Maracaju ­ MS ­ 1951 ­ José Machado ­ 3/2/1940, gerente.
Mogi das Cruzes ­ SP ­ 1951 ­ Francisco Medina Coeli, gerente,
César Dantas Bacellar Sobrinho, contador.
Monteiro ­ PB ­ 1951 ­ Raul Teixeira do Rego Barros, contador.
Nova Granada ­ SP ­ 1951 ­ Carlos Martineli, contador.
Nova Iguaçu ­ RJ ­ 1951 ­ Adahyil Nogueira da Gama, contador,
Cial Brito, contador (épocas distintas), Lucas Bohrer, gerente.
Novo Hamburgo ­ RS ­ 1951 ­ Egon Kroeff, contador.
Óbidos ­ PA ­ 1951 ­ Ilton Hemetério dos Santos, gerente,
Oscar Duarte de Carvalho, contador.
Palmares ­ PE ­ 1951 ­ João Bosco Bezerra da Luz, contador.
Palmeira dos Índios ­ AL ­ 1951 ­ Heraldo Alves Costa, gerente.
Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1951 ­ Evandro de Oliveira Mello,
contador.

411 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Pedra Azul ­ MG ­ 1951 ­ Manoel Fernandes de Lima, gerente.
Pelotas ­ RS ­ 1951 ­ José Fonseca de Oliveira, contador.
Penedo ­ AL ­ 1951 ­ José Teixeira Rio Branco, contador.
Penha ­ Metr. SP ­ 1951 ­ Otto Moreira Porto, gerente.
Penha ­ Metr. RJ ­ 1951 ­ Mário Batista do Nascimento, contador.
Petrópolis ­ RJ ­ 1951 ­ Raimundo Joaquim do Lago, contador.
Pirajuí ­ SP ­ 1951 ­ José Djalma da Silva Mattos, contador.
Ponte Nova ­ MG ­ 1951 ­ Fuad Farhat, contador, João
Martins Teixeira Rodrigues, gerente.
Porto Alegre ­ RS ­ 1951 ­ Luiz Jansson, subgerente.
Porto Velho ­ RO ­ 1951 ­ Manoel Dias de Souza Cruz, contador,
José Alves Pereira da Silva, contador (épocas distintas).
Propriá ­ SE ­ 1951 ­ Antônio Victorino dos Santos Júnior,
contador, Jonatan Raimundo Cerqueira do Nascimento,
gerente.
Quixadá ­ CE ­ 1951 ­ Nemésio Bezerra Filho, gerente, Wilson
Pereira Frazão, contador.
Ramos ­ Metr. RJ ­ 1951 ­ Antônio Degow, contador.
Rancharia ­ SP ­ 1951 ­ Clarindo Brandão, contador, Fausto
Bissolati Sant´Ana, gerente.
Recife ­ Agência Centro ­ PE ­ 1951 ­ Satyro Ivo da Silva
Júnior, assistente jurídico.
Resende ­ RJ ­ 1951 ­ Benedicto de Oliveira, gerente (posse
no BB: 30/6/1938)
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1951 ­ Simplício Moura Filho, contador.
Rio Branco ­ AC ­ 1951 ­ Aristides Dália
Ivan Sobral Vieira Arcoverde, contador.

de

Mello,

Rio Grande ­ RS ­ 1951 ­ Américo Papaléo, gerente.

gerente,

FERNANDO PINHEIRO

- 412

Rio Pardo ­ RS ­ 1951 ­ Sylla Barros da Silva, gerente, Érico
Corrêa ­ 28/7/1941, contador.
Rio do Sul ­ SC ­ 1951 ­ Edi Silva, contador.
Rio

Verde ­ GO ­ 1951 ­ Antônio Barcelos, gerente, Eurico
Rodrigues de Barcelos, contador.

Salvador ­ Agência Centrro ­ BA ­ 1951 ­ Renato Navarro Brito,
subgerente.
Santa Vitória do Palmar ­ RS ­ 1951 ­ Godofredo Fay Neto,
gerente, Carlos Mota Rodrigues, contador.
Santo Ângelo ­ RS ­ 1951 ­ Ernani Anicet, gerente.
Santo Antônio ­ Metr. PE ­ 1951 ­ Lucínio de Oliveira, contador.
Santos ­ SP ­ 1951 ­ Cândido de Azeredo Filho, gerente, José
Antônio de Menezes, contador, Gualter Otaviano Ferreira,
subgerente.
São Carlos ­ SP ­ 4/11/1951 ­ Deusdedit Freitas de Almeida,
gerente, José Estefno, diretor da Carteira de Crédito Geral.
São Borja ­ RS ­ 1951 ­ Aldo Ibanos, gerente, Clóvis Alves
Pfeifer, contador.
São João da Boa Vista ­ SP ­ 1951 ­ Luiz Baptista Torres, gerente.
São José dos Campos ­ SP ­ 1951 ­ Octacílio Pimentel, gerente
(posse no BB: 18/8/1925, falec. 17/7/1955).
São Luís ­ MA ­ 1951 ­ Benedito Fonseca e Souza, gerente.
São Leopoldo ­ RS ­ 1951 ­ Luiz Rodrigues Cardozo, gerente.
São Mateus ­ ES ­ 1951 ­ Nilo Targino Teixeira, gerente.
Saúde ­ Metr. RJ ­ 1951 ­ Eugênio Guardiola Veloso, gerente,
Miguel Arraes Filho, gerente (ocasiões distintas), Alberto
de Andrade Ribeiro Dantas, contador.
Serra Talhada ­ PE ­ 1951 ­ Antônio Jácome de Araújo, gerente.
Serrinha ­ BA ­ 1951 ­ Vicente Fernandes, gerente.

413 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Simão Dias ­ SE ­ 1951 ­ José Ferreira de
contador, João Vieira de Matos, gerente.

Araújo

Costa,

Sobral ­ CE ­ 1951 ­ José Carvalhedo Filho, inspetor, Rodolfo
de Almeida e Albuquerque, Miguel de Arruda Furtado,
Eduardo Rodrigues Duarte, administradores.
Tapes ­ RS ­ 1951 ­ Edgard Christiano Volkmann, gerente,
Carlos Alberto da Luz e Silva, contador.
Taubaté ­ SP ­ 1951 ­ José da Costa Neves Filho, contador,
Hermilo Chrispim Vieira, gerente.
Tubarão ­ SC ­ 1951 ­ José Gaspar de Oliveira, gerente, Ruy
Marques ­ 7/5/1941, contador.
Uberlândia ­ MG ­ 1951 ­ José Leite da Silva, gerente, Lund
Maia, contador.
União ­ PI ­ 1951 ­ José de Oliveira Pantoja, gerente.
União dos Palmares ­ AL ­ 1951 ­ Manoel de Almeida ­
10/3/1938, gerente, José de Sousa Lima ­ 28/12/1939,
gerente (ocasiões distintas)
Uruguaiana ­ RS ­ 1951 ­ Dirceu Cachapuz de Medeiros,
advogado, Vinício Marsiaj, gerente, Otávio Mazzoni de
Andrade, contador, nomeado gerente de Alegrete­RS, Luiz
Jansson, o gerente que se despedia da agência.
Viçosa ­ AL ­ 1951 ­ Wilson Vieira Jatobá, contador (em 1964,
chefe­de­serviço na Agência de Maceió ­ AL), João Bosco
Bezerra da Luz, contador (épocas distintas), Raymundo
Ventura, gerente (posse no BB: 25/9/1940). Nos idos de
1964, ajudante­de­serviço na Agência de Salvador ­ BA.
Vitória ­ ES ­ 1951 ­ Hylson Sarmento Batalha, gerente,
Henrique Pena Lacourt, contador, Augusto Emílio Estelita
Lins, advogado.

FERNANDO PINHEIRO

- 414

Votuporanga ­ SP ­ 1951 ­ Urbano Baptista Brandão, gerente,
João Ataíde da Mota, gerente (ocasiões disintas), Edilberto
Geraldo de Resende, contador.
Aimorés ­ MG ­ 1952 ­ Abner de Freitas Coutinho, contador,
Décio de Freitas Rocha, gerente.
Alagoinhas ­ BA ­ 1952 ­ Thelmo Dantas Motta, gerente.
Agência Central ­ Agência Central ­ DF ­ 1952 ­ José Toledo
Lanzarotti, gerente, Osmaro Monteiro, contador (posse no
BB: 19/7/1921, falec. 30/12/1964, Antenor Nunes Passos,
subcontador, Francisco de Assis Collares Moreira, subgerente,
Francisco de Davide (posse no BB: 13/12/1923, falec. 7/2/1961),
tesoureiro­adjunto, cargo criado na gestão do presidente
Ricardo Jafet).
Alegre ­ ES ­ 1952 ­ Silvino Werneck Teixeira, contador.
Alegrete ­ RS ­ 1952 ­ Otávio Mazzoni Andrade, gerente.
Alfenas ­ MG ­ 1952 ­ José Loyola de Souza, contador.
Americana ­ SP ­ 6/10/1952 ­ Domingos Joanes Musitano,
gerente, Vicente de Oliveira ­ 3/1/1940, contador.
Anápolis ­ GO ­ 14/11/1952 ­ Jacques de Oliveira Rocha, gerente,
Mário Gaspar ­ 20/1/1940, contador.
Aquidauana ­ MS ­ 1952 ­ Euclides Aderaldo Chaves, gerente,
Leocádio Ferreira Pereira, inspetor, Ewaldo Teixeira Paes
de Barros, contador, Carlos Vale Longo, contador (épocas
distintas), Joaquim Francisco de Matos, advogado.
Araçatuba ­ SP ­ 1952 ­ Dário Lorenzi, gerente, Edgard
de Brito Pontes, inspetor, Álvaro Carjulo D´Almeida,
contador, Alberto Segalla, gerente de Birigui ­ SP.
Barra do Piraí ­ RJ ­ 1952 ­ Moacyr Pereira ­ 12/4/1928, contador.
Bebedouro ­ SP ­ 1952 ­ Guilherme Sperry Cézar, contador.

415 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Belém ­ PA ­ 1952 ­ Joveniano Fernandes da Silva, inspetor
da Fiscalização Bancária, Teodoro Augusto Silva, inspetor
da 1ª Zona, Sebastião Albuquerque Vasconcelos, gerente,
Péricles Raimundo Chaves, contador.
Blumenau ­ SC ­ 1952 ­ Hermes Buchele, gerente, André Sada,
contador.
Boa Esperança ­ MG ­ 1952 ­ Mário Stemi Galeti, gerente.
Boa Vista ­ RR ­ 1952 ­ Archimedes Amora Leite, gerente,
Carlos Augusto da Costa Ribeiro, contador.
Brás ­ Metr. SP ­ 10/5/1952 ­ José Urbina Telles, contador.
Buriti Alegre ­ GO ­ 1952 ­ Mauro de Faria Merheb, gerente,
José de Miranda Pinheiro, contador, José Edjalma Carneiro,
contador (épocas distintas).
Cabo Frio ­ RJ ­ 1952 ­ Wilson Ferreira Lós, gerente, Otto de
Souza Dreer, contador.
Cachoeira do Sul ­ RS ­ 1952 ­ Joubert Masseron Giacobbo,
contador, Moisés Andrade, inspetor de câmbio, Carlos
Gerhard Duren, chefe­de­serviço.
Caicó ­ RN ­ 1952 ­ Erasmo Godofredo Maia, gerente.
Cajazeiras ­ PB ­ 1952 ­ Haroldo Barros de Souza, contador,
Heraldo Alves Costa, gerente.
Camaquã ­ RS ­ 1952 ­ João Félix Cordeiro de Mello, contador,
Félix Silveira Rosa, gerente.
Cambará ­ PR ­ 20/9/1952 ­ Moacir Prestes, gerente­instalador,
Francisco Teixeiras Ribas, gerente (em ocasiões distintas),
Alceu Porres ­ 27/6/1942, contador.
Camocim ­ CE ­ 1952 ­ Eudoro Dantas da Silveira, contador.
Campo Grande ­ MS ­ 1952 ­ Floriano Paulo Corrêa, contador.
Campo Grande ­ Metr. RJ ­ 1952 ­ Rubens da Silva Pinto,
contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 416

Canavieiras ­ BA ­ 1952 ­ Dilson Carvalho da Cunha, contador.
Capela ­ SE ­ 1952 ­ Élcio de Barros Carneiro, contador.
Carangola ­ MG ­ 1952 ­ Washington Lacerda ­ 16/4/1935,
contador, Otelo Brasileiro Vilarinho Cardoso, gerente.
Caratinga ­ MG ­ 1952 ­ Amantino da Silva Marreco, contador.
Caruaru ­ PE ­ 1952 ­ Geraldo Pinto da Frota, gerente, João
Castelo Branco de Araújo, contador, Evilácio Alves Feitosa,
advogado.
Catalão ­ GO ­ 1/9/1952 ­ Hélio Costa Galvão, gerente, Wilson
Ferreira ­ 26/3/1945, contador.
Catanduva ­ SP ­ 1952 ­ Guilherme Sperry Cézar, contador.
Cidade Alta ­ Metr. BA ­ 1952 ­ Eduardo Nunes Echoucair, gerente.
Cornélio Procópio ­ PR ­ 1952 ­ Guilherme de Lara Júnior,
gerente.
Cratéus ­ CE ­ 1952 ­ José Rafael Cartaxo, gerente.
Crato ­ CE ­ 1952 ­ Amaro José da Costa, contador.
Chapecó ­ SC ­ 15/10/1952 ­ Nadim Dátria Sale, gerente, Nilson
Rodrigues de Figueiredo, contador.
Cornélio Procópio ­ PR ­ 1952 ­ Guilherme de Lara Júnior,
gerente, Gilberto Martucci, contador, Geraldo Arruda
Camargo, contador (épocas distintas).
Cruz Alta ­ RS ­ 1952 ­ Lúcio Ribeiro Mascarenhas, gerente,
Alberto Penno, contador, Clóvis Soares Duarte, advogado.
Cruzeiro do Sul ­ AC ­ 1952 ­ Ricardo Ferreira Ferro, contador,
João Batista dos Reis Moreira, contador (épocas distintas),
Waldenor Moreira Borges, gerente.
Curitiba ­ PR ­ 1952 ­ Ari de Barros Alves, contador.
Curvelo ­ MG ­ 1952 ­ José Lins e Silva, contador.

417 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Dores do Indaiá ­ MG ­ 1952 ­ João Rodrigues de Andrade,
gerente.
Duque de Caxias ­ RJ ­ 1952 ­ Theóphilo Araújo Cavalcanti,
contador.
Feira de Santana ­ BA ­ 1952 ­ Raimundo Coelho de Souza,
contador.
Florianópolis ­ SC ­ 1952 ­ João Baptista Rodrigues, contador,
Tito Carneiro Leal, gerente, Salvador Russo, gerente (épocas
distintas), João José de Cupertino Medeiros, inspetor­chefe
da Sumoc, Astolpho Vasconcellos Filho, inspetor da 14ª Zona.
Foz do Iguaçu ­ PR ­ 1952 ­ José Justino de Mello, gerente.
Franca ­ SP ­ 1952 ­ Orlando Dantas de Mello, gerente,
Arnaldo Nogueira ­ 10/12/1936, contador.
Governador Valadares ­ MG ­ 1952 ­ José Ananias de Almeida
Gama, gerente.
Guarapuava ­ PR ­ 19/1/1952 ­ Raul Santos Costa, gerente,
Antônio Malachini, gerente (épocas distintas), Ariosto Loureiro
da Silva, inspetor, Antônio Pinto de Aragão, contador.
Guaratinguetá ­ SP ­ 25/7/1952 ­ Márcio Monteiro, gerente
(posse no BB: 21/12/1939),
Guaxupé ­ MG ­ 1952 ­ Luiz Leite, advogado, Augusto Tavares
Ribeiro, gerente, Aureliano Werneck Machado, inspetor,
Cláudio Ferreira de Sena, contador.
Iguatu ­ CE ­ 1952 ­ Antônio Arraes Sobrinho, contador.
Ipameri ­ GO ­ 1952 ­ Ausly Moreira de Rezende, gerente,
José Tiradentes Ferreira, contador.
Itabaiana ­ SE ­ 1952 ­ Euclides Augusto de Andrade, gerente,
Vicente Schettini ­ 2/7/1941, contador
Itacoatiara ­ AM ­ 15/12/1952 ­ Francisco Monteiro de Paula,
gerente, Sebastião Hygino de Vasconcelos Dias, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 418

Itajaí ­ SC ­ 11/7/1952 ­ José Antônio Navarro Lins, gerente,
Fermino Conrado de Marchi, contador.
Itajubá ­ MG ­ 5/6/1952 ­ Antenor de Braga Farias, gerente,
Hely Torres Alves, contador.
Ituiutaba ­ MG ­ 1952 ­ José Vieira do Rosário, gerente.
Ituverava ­ SP ­ 1952 ­ Aureliano Werneck Machado, inspetor,
Luiz Natali ­ 9/12/1938, gerente, José de Mello Borges,
contador.
Jacobina ­ BA ­ 1952 ­ Edício de Araújo Soares, contador.
Januária ­ MG ­ 1952 ­ Lafayette Moreira de Castro, gerente.
Jataí ­ GO ­ 1/9/1952 ­ César da Gama Filho, gerente, José
Maria Medina, contador.
Jaú ­ SP ­ 1952 ­ Hamilton Perlingeiro, gerente (posse no BB:
29/8/1930, apos. 1/7/1963).
Jequié ­ BA ­ 1952 ­ Walter José de Souza, gerente.
Joaçaba ­ SC ­ 1952 ­ Alvino Luchesi, contador, Elly Mesquita
Vellozo, gerente.
Juazeiro ­ BA ­ 1952 ­ Luiz Moroni da Silveira, gerente.
Jundiaí ­ SP ­ 1952 ­ Milton Guilherme da Costa, contador.
Lages ­ SC ­ 2/8/1952 ­ Augusto Vaz de Campos, gerente,
Vicente de Paulo Alves Cordeiro, contador.
Lençóis ­ BA ­ 1952 ­ Dilson Carvalho da Cunha, gerente.
Limeira ­ SP ­ 1952 ­ Hélio de Fari0a Merheb, contador, Jorge
da Silva Villaça, contador (épocas distintas)
Limoeiro ­ PE ­ 1952 ­ Maximiano José Correia Maciel, contador,
João Leão Netto, contador (épocas distintas).
Livramento ­ RS ­ 1952 ­ Virgílio Leitão de Abreu, contador,
Joaquim Pereira de Souza, inspetor, Roque Jacques Pibernat,
gerente.

419 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Luzilândia ­ PI ­ 1952 ­ Raimundo Lopes da Cunha, contador,
Wilson Ferreira Sobral, gerente.
Macapá ­ AP ­ 1952 ­ João Elias Nazaré Cardoso, gerente,
Douviral de Souza Martins, contador.
Madureira ­ Metr. RJ ­ 1952 ­ Eurico Paes Barreto Pessoa,
contador.
Mafra ­ SC ­ 1952 ­ Cid Fernando da Costa Saboia, gerente.
Manhuaçu ­ MG ­ 20/9/1952 ­ Kleber Franco de Loiola, contador.
Martinópolis ­ SP ­ 12/8/1952 ­ Adelino Cassis, gerente.
Matão ­ SP ­ 1952 ­ João José Pimenta de Castro, advogado,
Agnaldo de Oliveira, gerente, Ernesto Masselani, contador.
Mimoso do Sul ­ ES ­ 1952 ­ Wilson Barcellos ­ 9/12/1939,
contador.
Mogi das Cruzes ­ SP ­ 1952 ­ César Dantas Bacellar Sobrinho,
contador, Francisco Medina Coeli, gerente.
Monteiro ­ PB ­ 1952 ­ João Baptista Capello, contador.
Monte Aprazível ­ SP ­ 1952 ­ Benedicto Luiz Pereira da Silva,
gerente, João de Oliveira Martins, contador.
Montenegro ­ RS ­ 4/10/1952 ­ Dinar Goyheneix Gigante,
gerente, Paulo Emílio Guimarães, contador.
Mundo Novo ­ BA ­ 1952 ­ Crisógono de Almeida Martins,
contador.
Muriaé ­ MG ­ 1952 ­ Luiz Werneck Peralta, gerente.
Nazaré ­ BA ­ 1952 ­ Elival Oliveira ­ 26/9/1940, contador.
Nova Friburgo ­ RJ ­ 1952 ­ Augusto Aloísio Hausen, contador.
Nova Granada ­ SP ­ 1952 ­ Alceu Subtil Chueire, contador.
Novo Hamburgo ­ RS ­ 1/9/1952 ­ Ney Ulrich Caldas, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 420

Óbidos ­ PA ­ 1952 ­ Ilton Hemetério dos Santos, gerente,
Oscar Duarte de Carvalho, contador, Mariano Barros da
Silva, contador, Sálvio Sinézio Benevides, gerente (épocas
distintas).
Orlândia ­ SP ­ 1952 ­ Ademar de Campos Monteiro, contador,
Aureliano Werneck Machado, inspetor, Narciso Freire Lima,
gerente.
Palmeira dos Índios ­ AL ­ 1952 ­ Aloísio Ubaldo da Silva
Nonô, gerente, João Vieira de Mattos, gerente (épocas
distintas), Evandro de Oliveira Mello, contador.
Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1952 ­ Evandro de Oliveira Mello,
contador, João Vieira de Mattos, gerente.
Parnaíba ­ PI ­ 1952 ­ Raul dos Santos ­ 3/3/1938, contador.
Passos ­ MG ­ 1952 ­ Geraldo Aleixo de Oliveira, gerente,
Francisco de Assis Mendonça Gouvea, contador.
Patos ­ PB ­ 1952 ­ Robinson Marsiglia de Oliveira, gerente,
Pedro Alves de Queiroz, contador.
Patos de Minas ­ MG ­ 1952 ­ Hélio Fonseca Lima, gerente,
Gilberto Leite Ribeiro, gerente (épocas distintas)
Patrocínio ­ MG ­ 1952 ­ Rui Pereira da Silva, gerente, Armando
de Brito Rodrigues Filho, contador.
Pedreiras ­ MA ­ 1952 ­ Alvacir dos Santos Raposo, contador,
Theodoro Augusto da Silva, inspetor, José de Oliveira
Pantoja, gerente.
Pelotas ­ RS ­ 1952 ­ José Drummond de Macedo, gerente, Ayres
da Cunha Echenique, contador.
Picos ­ PI ­ 1952 ­ José Maria de Pinho Pessoa, contador.
Piracicaba ­ SP ­ 1952 ­ Alexandre Valvano, gerente, Orlando
Franco da Rosa, contador.

421 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Piracuruca ­ PI ­ 1952 ­ Ênio Mota Gueiros, gerente, Francisco
Xavier de Vasconcelos, contador.
Piraju ­ SP ­ 1952 ­ José Wilson de Miranda Escorcio, gerente.
Pirapora ­ MG ­ 1952 ­ Carloman Roberto da Silva, contador,
Luiz Pamplona Côrte Real, inspetor, Orpheu Ferreira
Cardoso, gerente.
Poços de Caldas ­ MG ­ 5/8/1952 ­ Alberto Braz Ventura, gerente,
Elieser Bastos Barbosa, contador.
Ponta Grossa ­ PR ­ 1952 ­ Deusdedit Coutinho, gerente
(posse no BB: 11/6/1926, apos.: 1/2/1958).
Porto Alegre ­ RS ­ 1952 ­ José Rodrigues de Almeida Neto,
gerente, Luiz Jansson, subgerente, Arthur Neujahr, contador.
Presidente Prudente ­ SP ­ 1952 ­ Agamenon Cordeiro Florentino,
contador.
Presidente Venceslau ­ SP ­ 7/10/1952 ­ João Nivaldo Milito,
gerente.
Promissão ­ SP ­ 1952 ­ Waldomiro Machado D´Antonio,
gerente, Núncio Montingelli, gerente (ocasiões distintas),
Plínio José Loureiro Souza, contador.
Quixadá ­ CE ­ 1952 ­ Wilson Pereira Frazão, contador.
Ramos ­ Metr. RJ ­ 1952 ­ Oswaldo Werneck Corrêa e Castro,
gerente.
Rio Grande ­ RS ­ 1952 ­ Américo Papaléo, gerente.
Russas ­ CE ­ 18/10/1952 ­ Lincoln de Azambuja Falcão,
gerente, Walter Martins Ferreira, contador.
Santarém ­ PA ­ 1952 ­ Wilson Dias da Fonseca, caixa, João
Leão Netto, contador, Lyzardo Rodrigues, inspetor da 1ª
Zona, Waldemar Tapajós Fernandes, gerente, Jorge Chaves
Camacho, gerente (épocas distintas)
Santa Teresa ­ ES ­ 1952 ­ Cézar Teixeira Leite, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 422

Santo Amaro ­ BA ­ 1952 ­ Waldemar de Souza Guimarães,
contador.
Santo Anastácio ­ SP ­ 1952 ­ Fausto Chacon ­ 26/7/1943,
contador, João Franco Arcos, gerente.
Santo Ângelo ­ RS ­ 1952 ­ César Raul Voltolini, contador.
Santo Antônio de Pádua ­ RJ ­ 1/9/1952 ­ Joaquim Braga
Montenegro, gerente, Octávio Maia Amaral, contador.
Santos ­ SP ­ 1952 ­ José Antônio de Menezes, contador,
Cândido de Azevedo Filho, gerente.
São Borja ­ RS ­ 1952 ­ César Senna Alves, contador.
São Caetano do Sul ­ SP ­ 18/10/1952 ­ José Walter Schein,
gerente, Zulmiro Manoel Ferreira de Melo, contador,
Lourival Arthur Delgado, contador (épocas distintas).
São Carlos ­ SP ­ 1952 ­ Deusdedit Freitas Almeida, gerente,
Carlos Neves de Carvalho, inspetor, Benedito da Costa e
Silva, contador.
São Félix ­ BA ­ 1952 ­ Othílio Fraga ­ 17/3/1942, contador,
Walter José de Souza, contador (épocas distintas).
São Gabriel ­ RS ­ 1952 ­ Carlos Pedro Gerlach, gerente, Walter
Ripalda, gerente (épocas distintas), Derly Oliveira Simões,
contador.
São José do Rio Pardo ­ SP ­ 1952 ­ Orlando Vilarinho
Cardoso, gerente, Vital Brasil Rodrigues de Aguiar, gerente
(épocas distintas).
São Leopoldo ­ RS ­ 1952 ­ Celso Clodoaldo Sefrim, contador,
Luiz Rodrigues Cardozo, gerente, Ney Ulrich Caldas, gerente
da Agência Nova Hamburgo­RS, Dinar Goyheneix Gigante,
gerente instalador da Agência Montenegro­RS (4/10/1952).
São Lourenço do Sul ­ RS ­ 20/12/1952 ­ Darci Luís Quintana,
gerente, Milton Oswaldo Fetter, contador

423 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

São Luís ­ MA ­ 1952 ­ Levi Marques Santos, gerente, José
Castello Branco da Cruz, gerente (épocas distintas).
São Manuel ­ SP ­ 22/4/1952 ­ José Ferraz Burlamaqui,
gerente, Alfredo Magalhães Filho, contador, Moacyr Pegoraro
­ 1/4/1943, contador (épocas distintas).
São

Paulo ­ Agência Centro­SP ­ 1952 ­ José Octávio da Silva
Lima, gerente, João Naves da Cunha, subgerente, Frederico
de Albuquerque Costa, subcontador, João Alves Ferreira
Júnior, chefe­de­gabinete da Gerência da Agência, Tito Lívio
Castex Cabral, chefe­de­gabinete do contador da Agência.

Senador Pompeu ­ CE ­ 1952 ­ José do Patrocínio Marreiros
de Castelo Branco, contador.
Serra Talhada ­ PE ­ 1952 ­ Eutíquio Torres Calazans, contador.
Serrinha ­ BA ­ 1952 ­ José Ferreira de Araújo, contador.
Simão Dias ­ SE ­ 1952 ­ Alfredo da Cunha Buarque, contador.
Sobral ­ CE ­ 1952 ­ Pedro de Melo Assumpção, contador.
Sorocaba ­ SP ­ 1952 ­ Thadeu Grembecki, gerente (posse no BB:
18/7/1928, apos. 3/6/1959), José Urbina Telles, contador),
Moacyr Prestes ­ 17/8/1934, contador (épocas distintas).
Três Corações ­ MG ­ 1952 ­ Cândido Almeida Freitas, contador,
Joaquim Braga Montenegro, gerente.
Três Rios ­ RJ ­ 12/9/1952 ­ Oscar Rodrigues de Moraes Filho,
gerente, Pedro Paulo de Ulisséa, contador.
Tubarão ­ SC ­ 1952 ­ Silvio Pereira ­ 28/7/1943, contador.
Ubá ­ MG ­ 1952 ­ Hélio Fonseca Lima, gerente.
Ubaitaba ­ BA ­ 1952 ­ Raimundo Martins Garrido, contador.
Uberaba ­ MG ­ 1952 ­ Iberê Rodrigues da Cunha, advogado,
Ângelo Segrilo, gerente (interino), Aureliano Werneck
Machado, inspetor da 26ª Zona, Dan Índio do Brazil,
contador, João Rodr2 ­ Antônio Chiarelo, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 424

União ­ PI ­ 1952 ­ Lucimar Ferreira Sobral, gerente.
União dos Palmares ­ AL ­ 1952 ­ Pedro de Albuquerque
Alencar, contador, Jorge da Silva Villaça, gerente.
União da Vitória ­ PR ­ 1952 ­ Almir Hermes de Oliveira,
contador.
Uruguaiana ­ RS ­ 1952 ­ Thales Rocha de Matos, gerente.
Valparaíso ­ SP ­ 1952 ­ Odilon Fernandes Rosa, contador.
Viçosa ­ AL ­ 1952 ­ Oscar Matos Filho, gerente, Eurides
Gomes Poranbaga, contador.
Vitória da Conquista ­ BA ­ 1952 ­ César Lopes Trindade Melo,
contador.
Volta Redonda ­ RJ ­ 1952 ­ Murillo Maia Mendonça, contador.
Amargosa ­ BA ­ 1953 ­ Luiz Carlos Simões Mendes, gerente,
Nodgy de França Andrade, inspetor, Ricardo Ferreira
Ferro, contador.
Agência Central ­ Rio de Janeiro ­ DF ­ 1953 ­ José Toledo
Lanzarotti, gerente, Francisco de Assis Collares Moreira,
subgerente, Osmaro Monteiro, subgerente, Antenor Nunes
Passos, contador, Cléo Lacoste, subcontador, Yan Amaral
Bayardino, chefe­de­gabinete da Gerência da Agência, Manoel
Salek ­ 5/11/1936, chefe­de­gabinete do Contador.
Americana ­ SP ­ 1953 ­ Vicente de Oliveira,
Domingos Joannes Musitano, gerente.

contador,

Americana ­ SP ­ 1953 ­ Antônio Rodrigues da Silva, contador,
Domingos Joannes Musitano, gerente.
Andradina ­ SP ­ 1953 ­ Luiz Lopes Castelo Branco, gerente,
Pedro de Paula Neves, contador.
Apuracana ­ PR ­ 19/12/1953 ­ Marat de Freitas da Costa Porto,
gerente, Oswaldo César Trunci, contador

425 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Araçuaí ­ MG ­ 1953 ­ Archimedes Amora Leite, gerente, Newton
Pádua ­ 1/9/1954, gerente, Raymundo Kruschewsky Gomes
Ribeiro, contador, Luiz José Gabeira, contador, Levy de
Araújo Silva, contador (épocas distintas).
Araguari ­ MG ­ 1953 ­ Martiniano Mavignier de Araújo, contador.
Araras ­ SP ­ 20/8/1953 ­ Godofredo de Abreu e Lima Neto,
gerente, Antônio Grota Prada, contador.
Arroio Grande ­ RS ­ 17/8/1953 ­ Vírgilio Leitão de Abreu,
gerente, Antenor Peixoto de Castro, contador.
Bagé ­ RS ­ 1953 ­ Ángelo Leão, gerente (posse no BB: 1/8/1925,
falec. 27/3/1964).
Bandeira ­ Metr. RJ ­ 1953 ­ Mário Augusto de Araújo, contador.
Bangu ­ Metr. RJ ­ 1953 ­ Mário Ricart Erle, contador.
Barreiras ­ BA ­ 1953 ­ Joaquim Mattos Quinald Filho, gerente.
Batatais ­ SP ­ 12/12/1953 ­ Carlos Martinelli ­ 10/6/1941,
gerente, Clodoveu Romualdo Scotti, contador, Roberto Vargas
Kehl, contador (épocas distintas).
Baturité ­ CE ­ 20/3/1953 ­ Geraldo Vasconcelos do Carmo,
contador.
Bebedouro ­ SP ­ 1953 ­ João Gomyde Júnior, gerente, Luiz
Monteiro de Carvalho e Silva, inspetor, Acyr de Carvalho,
contador.
Bela Vista ­ MS ­ 1953 ­ José de Ribamar Soares, gerente,
Licínio Passarelli, gerente, José Manoel Piragibe Carneiro,
contador, José de Sousa Lima ­ 28/7/1943, contador
(épocas distintas).
Birigui ­ SP ­ 14/11/1953 ­ Francisco Raphael Di Lascio,
contador, Alberto Segalla ­ 11/1/1940, gerente.
Boa Vista ­ RR ­ 1953 ­ Carlos Augusto da Costa Ribeiro, gerente,
José Nazareno Simonetti, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 426

Bragança Paulista ­ SP ­ 1953 ­ Abel Pereira Rodrigues,
gerente, Nelson Ruiz Affonseca, contador.
Brás ­ Metr. SP ­ 1953 ­ Antônio Anacleto Spíndola e Castro,
gerente, José Urbina Telles, contador.
Cabo Frio ­ RJ ­ 1953 ­ Francisco de Paula Botelho da Silva,
contador.
Cáceres ­ MT ­ 1953 ­ Felicíssimo Lemos dos Santos, contador.
Caetité ­ BA ­ 1953 ­ Hélio de Miranda Barros, gerente, Edgard
José de Souza, contador.
Caicó ­ RN ­ 1953 ­ Evandro Ayres de Moura, contador.
Cajazeiras ­ PB ­ 1953 ­ Haroldo Barros de Souza, contador.
Campos ­ RJ ­ 1953 ­ Tarcílio Augusto Monteiro, gerente.
Canavieiras ­ BA ­ 1953 ­ Dilson Carvalho da Cunha, contador,
Aldenor Leão Cassulo de Mello, contador (épocas distintas),
Jaime Soares Boaventura, gerente.
Canoinhas ­ SC ­ 19/9/1953 ­ Omar Gomes ­ 14/2//1942,
gerente, Benedito Alberto Passos da Silva, contador.
Cantagalo ­ RJ ­ 1953 ­ Eleutério Proença de Gouvea, gerente,
Bento Luiz Moreira Lisboa, gerente (épocas distintas).
Capela ­ SE ­ 1953 ­ Manoel Messias Mendonça, contador.
Carolina ­ MA ­ 1953 ­ Carlos de Souza Rodrigues, contador.
Caruaru ­ PE ­ 1953 ­ Antônio Carneiro Estanislau da Costa,
contador.
Caxias do Sul ­ RS ­ 1953 ­ Raul da Cunha Cerqueira,
contador, Antônio Edwiges Guglielmi de Oliveira, gerente.
Cidade Alta ­ Metr. Salvador ­ BA ­ 3/10/1953 ­ Eduardo Nunes
Schoucair, gerente, Nodgy de França Andrade, gerente
(ocasiões distintas), Heitor Eduardo de Oliveira, contador.

427 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Corumbá ­ MS ­ 1953 ­ César Coutinho, gerente, Henrique
Medeiros, inspetor, Constâncio de Castro, contador.
Cruz Alta ­ RS ­ 1953 ­ Clóvis Soares Duarte, advogado, Benedito
de Gouveia Serra, gerente, Joaquim Pereira de Souza,
inspetor da 42ª Zona, Raul Augusto
de Pinho Filho,
inspetor da Creai, Alberto Penno, contador.
Cuiabá ­ MT ­ 1953 ­ Raul Santos Costa, contador.
Diamantina ­ MG ­ 19/9/1953 ­ Kleber José Cunha Guimarães,
gerente.
Dom Pedrito ­ RS ­ 1953 ­ Nelson Vieira D´Ávila, contador.
Duque de Caxias ­ RJ ­ 3/1/1953 ­ Augusto Ribeiro Coaracy,
contador.
Erexim ­ RS ­ 1953 ­ Galeno Pereira de Campos, contador.
Feira de Santana ­ BA ­ 1953 ­ Raimundo Coelho de Sousa,
contador, Nodgy de França Andrade, inspetor, Luiz Osório
Nogueira Filho, gerente, Heitor Eduardo de Oliveira Filho,
contador da Agência Metr. Cidade Alta ­ Salvador ­ BA.
Florianópolis ­ SC ­ 1953 ­ Edgard da Cunha Cidade, gerente,
José de Brito Nogueira, contador.
Formiga ­ MG ­ 1953 ­ Paulo Gomes de Assis, contador.
Foz do Iguaçu ­ PR ­ 1953 ­ Curt Hagemann ­ 1/4/1943, contador.
Goiânia ­ GO ­ 1953 ­ Antônio Almino de Alencar Filho, gerente,
Almir Machado ­ 8/3/1944, contador.
Goiás ­ GO ­ 1953 ­ Levy de Araújo Silva, contador.
Guaíba ­ RS ­ 1/9/1953 ­ Antônio Oséas de Almeida, contador.
Guarabira ­ PB ­ 1953 ­ Luiz Benévolo Dantas, contador,
Nathanael Pinto de Carvalho, gerente.
Guaratinguetá ­ SP ­ 1953 ­ João Rodrigues, contador, Márcio
Monteiro, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 428

Ipu ­ CE ­ 19/2/1953 ­ Argemiro Luiz de Assis, gerente,
Francisco Luiz Miranda, contador.
Itabaiana ­ SE ­ 1953 ­ Renato Fonseca de Oliveira, contador.
Itaberaba ­ BA ­ 1953 ­ Quintino Pringsheim, contador.
Itapetininga ­ SP ­ 1953 ­ José Zancul, contador, Luiz André
Ferreira da Costa, inspetor, Eduardo Soares Teixeira, gerente.
Itacoatiara ­ AM ­ 1953 ­ Sebastião Hygino de Vasconcelos
Dias, contador, Francisco Monteiro de Paula, gerente.
Itu ­ SP ­ 1953 ­ Benedito Paes Leme, contador.
Ituiutaba ­ MG ­ 1953 ­ Edson Vilela Ribeiro, contador, José
Vieira do Rosário, gerente, Hélio Benício de Paiva, advogado.
Jaguarão ­ RS ­ 1953 ­ Adelino Marques Dias, gerente.
Januária ­ MG ­ 1953 ­ Raymundo Salles Ferreira, contador.
Juazeiro ­ BA ­ 1953 ­ Bráulio Augusto Limeira, contador.
Jundiaí ­ SP ­ 19/8/1953 ­ Álvaro Coutinho, gerente (posse
no BB: 7/8/1934).
Laguna ­ SC ­ 3/10/1953 ­ Ruy Marques ­ 7/5/1941, gerente,
Azor Gomes de Almeida, contador.
Lucélia ­ SP ­ 1953 ­ Álvaro da Rocha Sundfeld, gerente.
Macaé ­ RJ ­ 1953 ­ Paulo Tavares Campos, contador.
Maceió ­ AL ­ 1953 ­ Félix Lima Júnior, gerente.
Maracaju ­ MS ­ 1953 ­ Rosário Calipo ­ 30/8/1943, contador.
Maringá ­ PR ­ 19/12/1953 ­ Boanerges de Menezes Caldas,
gerente, Raimundo Corrêa de Menezes, contador.
Martinópolis ­ SP ­ 1953 ­ Ary Carvalho ­ 27/10/1938, gerente.
Mirassol ­ SP ­ 1953 ­ Orlando Mazzotta ­ 20/5/1941, contador.
Monteiro ­ PB ­ 1953 ­ Manoel Romão Sobrinho, contador.

429 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Montenegro ­ RS ­ 1953 ­ Nadin Datria Salle, gerente.
Montes Claros ­ MG ­ 1953 ­ Francisco Barbosa Cursino, gerente.
Morrinhos ­ GO ­ 5/12/1953 ­ Cecílio José Daher, gerente, Jaire
Perez de Vasconcelos, contador.
Mundo Novo ­ BA ­ 1953 ­ Samuel Corrêa Borges Júnior, gerente.
Natal ­ RN ­ 1953 ­ Octávio de Andrade Ribeiro Dantas, contador.
Niterói ­ RJ ­ 1953 ­ José Teixeira de Mattos ­ 19/9/1927,
contador.
Nova Friburgo ­ RJ ­ 19/6/1953 ­ Antônio Bernardelli de Salinas,
gerente.
Nova Granada ­ SP ­ 1953 ­ Simplício Moura Filho, gerente.
Nova Iguaçu ­ PR ­ 1953 ­ Waldemiro de Faria Pereira, contador.
Novo Horizonte ­ SP ­ 1953 ­ Hercílio Viegas Oliveira Pais,
gerente.
Óbidos ­ PA ­ 1953 ­ Emílio Agostinho de Farias Nobre, gerente,
Oswaldo Costa ­ 30/3/1944, contador, Edísio Souto ­
24/10/1945, contador (épocas distintas).
Olímpia ­ SP ­ 1953 ­ Benedicto Gouvêa Lintz, gerente.
Palmares ­ PE ­ 1953 ­ Orlando Miranda de Gusmão, contador.
Palmeira dos Índios ­ AL ­ 1953 ­ José Ferreira de Araújo
Costa, contador, Osvaldo Vitoriano da Silva, gerente.
Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1953 ­ Arthur Almeida Carvalho,
contador.
Parintins ­ AM ­ 16/3/1953 ­ Sálvio Sinésio Benevides, Luís
Rodrigues Fernandes, gerentes (épocas distintas), Paulo
Moura de Oliveira, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 430

Passos ­ MG ­ 1953 ­ Francisco de Assis Mendonça Gouvêa,
contador, Geraldo Aleixo de Oliveira, gerente, Ruy Ubaldo
Ribeiro, chefe­de­serviço da Creai.
Patos de Minas ­ MG ­ 1953 ­ Olavo Silva ­ 19/7/1945, contador.
Patrocínio ­ MG ­ 1953 ­ Hilton Carvalheira Ramos, gerente.
Pedra Azul ­ MG ­ 1953 ­ Herculano Ventura Horta Barbosa,
contador.
Pedreiras ­ MA ­ 1953 ­ Alvacir dos Santos Raposo, contador,
Theodoro Augusto da Silva, inspetor, José de Oliveira
Pantoja, gerente.
Penápolis ­ SP ­ 17/10/1953 ­ Plínio José Lourenço de Souza,
contador.
Penha ­ Metr. SP ­ 1953 ­ Armando Romeu Brancaglion,
gerente, Thales Honorário de Almeida, inspetor de agências
metropolitanas, Mário Batista do Nascimento, contador.
Piracuruca ­ PI ­ 1953 ­ Almir Martins da Rocha, contador.
Pirajuí ­ SP ­ 1953 ­ Orlando Campos de Andrade, gerente.
Pirassununga ­ SP ­ 1953 ­ José Andrade de Souza, gerente,
Vital Brasil Rodrigues de Aguiar, contador.
Poços de Caldas ­ MG ­ 1953 ­ Aluízio Peixoto Laranjeira,
contador, Arnaldo Ferraz Graça, gerente.
Pompeia ­ SP ­ 3/1/1953 ­ Wolfgar Cardoso Ferreira Leite,
gerente, Carlos Busse Júnior, contador.
Ponte Nova ­ MG ­ 1953 ­ Fued Farhat, contador, Bruno Hans
Stolle, inspetor, João Martins Teixeira Rodrigues, gerente.
Porto Alegre ­ Agência Centro ­RS ­ 1953 ­ Luiz Jansson, gerente.
Porto Velho ­ RO ­ 1953 ­ José Alves Pereira da Silva, gerente.

431 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Propriá ­ SE ­ 1953 ­ Antônio Vitorino dos Santos Júnior,
contador, Jethran Pinheiro Lobão, contador (épocas distintas),
Jonathan Raymundo Cerqueira do Nascimento, gerente.
Quaraí ­ RS ­ 1953 ­ Miguel Flores de Castilhos, gerente,
Sandálio Ávila Farias, gerente (épocas distintas).
Quixadá ­ CE ­ 1953 ­ Oswaldo Honor de Brito, contador
Rancharia ­ SP ­ 1953 ­ Ernesto Lemmi Ribeiro, contador,
Ary Alberto Vidotto, contador (épocas distintas), Fausto
Bissolati Sant´Anna, gerente.
Recife ­ Agência Centro ­ PE ­ 1953 ­ Arnóbio Rosa de Farias
Nobre, gerente.
Rio Branco ­ AC ­ 1953 ­ Clévio Bueno da Fonseca, contador.
Rio Verde ­ GO ­ 1953 ­ Fábio de Mello ­ 20/10/1942, contador.
Rolândia ­ PR ­ 1/12/1953 ­ Mário Signorelli ­ 7/6/1941, gerente,
Benedito Packer ­ 8/6/1942, gerente, Duílio Moor Costa,
contador, Telmo Amaral Santos, contador, Antônio Pinto
de Aragão, contador (épocas distintas).
Rosário do Sul ­ RS ­ 3/2/1953 ­ Irineu Marx, gerente­instalador,
Antônio Lopes Lins, gerente da Agência Livramento ­ RS,
Sereno de Quadros Schleder, contador, César Senna Alves,
contador (épocas distintas).
Salvador ­ Agência Centro ­ BA ­ 1953 ­ Abelardo Gomes
Parente, gerente.
Santa Maria ­ RS ­ 1953 ­ Aylson Centeno Xavier, contador.
Santa Rosa ­ RS ­ 17/8/1953 ­ Carlos Alberto Taborda Cáceres,
gerente, José de Oliveira Vijande, contador.
Santana do Ipanema ­ AL ­ 9/2/1953 ­ Jairo Jucá, gerente,
Ayrton Batinga de Mendonça, contador.
Santarém ­ PA ­ 1953 ­ Mário Augusto Seawright, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 432

Santiago ­ RS ­ 19/12/1953 ­ Nelson Pedro Piccoli, contador,
Clóvis Alves Pfeifer, gerente.
Santo André ­ SP ­ 1953 ­ José Benedito Aranha, gerente,
José Francisco Frazão, contador.
Santo Ângelo ­ RS ­ 1953 ­ Jadir Beck Leite, contador.
Santo Antônio de Pádua ­ RJ ­ 1953 ­ Mário Signorelli ­
7/6/1941, gerente.
São Carlos ­ SP ­ 1953 ­ Benedito da Costa e Silva, contador,
Deusdédit Freitas de Almeida, gerente.
São João da Boa Vista ­ SP ­ 1953 ­ Alberto Braz Ventura,
gerente da Agência Poços de Caldas ­ MG, Martiniano
Mavignier de Araújo, gerente da Agência em Araguari­MG,
Almir de Souza Machado, contador, Aureliano Werneck
Machado, inspetor, Luiz Baptista Torres, gerente, Renato
Brito, advogado.
São José do Rio Pardo ­ SP ­ 1953 ­ João Gualberto de
Mattos, contador.
São Mateus ­ ES ­ 1953 ­ José Saad ­ 30/6/1944, contador.
São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1953 ­ José Octávio da Silva
Leme, gerente, Frederico de Albuquerque Costa, subgerente,
Renato de Abreu ­ 12/8/1925, subgerente, João Alves Ferreira
Júnior, contador, Sylvio Barbosa da Silveira, subcontador.
Senhor do Bonfim ­ BA ­ 1953 ­ Raymundo Nonato de Almeida
Nascimento, gerente, Raimundo Martins Garrido, contador.
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1953 ­ Joaquim Falleiros Filho, gerente.
Teresina ­ PI ­ 1953 ­ Adolfo Costa Basílio da Silva, gerente,
Francisco do Rêgo Monteiro, inspetor, Leônidas Sousa e
Silva, contador.

433 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Tupanciretã ­ RS ­ 15/7/1953 ­ Ruy Camillo Ruas, contador,
Joaquim Pereira de Souza, inspetor da 42ª Zona, Ewaldo
Teixeira Paes de Barros, gerente.
Ubá ­ MG ­ 1953 ­ Alceny José Sério, contador.
Ubaitaba ­ BA ­ 1953 ­ Rômulo Dante Orrico, gerente.
Uberlândia ­MG ­ 1953 ­ Lund Maia, contador, Virgílio Pedro de
Almeida, inspetor da 24ª Zona, José Leite da Silva, gerente.
União dos Palmares ­ AL ­ 1953 ­ Raphael Gomes Pessoa,
gerente.
União da Vitória ­ PR ­ 1953 ­ Almir Hermes de Oliveira,
contador, Paulo José de Carvalho, gerente.
Varginha ­MG ­ 1953 ­ Antero Carvalho, gerente, Petrônio
Fernandes Gonçalves, contador
Viçosa ­ AL ­ 1953 ­ Eurides Gomes Porangaba, gerente.
Vitória da Conquista ­ BA ­ 1953 ­ Antônio Victorino dos Santos
Júnior, contador.
Acesita ­ MG ­ 1954 ­ Gustavo Resende Ferreira, contador.
Aimorés ­ MG ­ 1954 ­ Abner de Freitas Coutinho, Raimundo
Sobreira Cardoso, inspetor da 11ª Zona, Décio de Freitas
Rocha, gerente.
Alegre ­ ES ­ 1954 ­ Archimedes Amora Leite, contador, Ayrton
Carneiro de Mendonça, contador (épocas distintas).
Além Paraíba ­ MG ­ 20/3/1954 ­ Antônio da Costa Morais
Júnior, contador.
Alfenas ­ MG ­ 1954 ­ José Loyola de Souza, gerente, João
Antonino Moreira, inspetor, Antônio Carlos Vieira da
Cunha, contador.
Almenara ­ MG ­ 1954 ­ Crisógono de Almeida Martins, gerente.
Amargosa ­ BA ­ 1954 ­ Ricardo Ferreira Ferro, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 434

Anápolis ­ GO ­ 1954 ­ Joaquim Francisco de Mattos,
advogado, Jacques de Oliveira Rocha, gerente, Ney Pereira,
contador.
Andradina ­ SP ­ 1954 ­ Luiz Alves de Lamonica, gerente.
Apucarana ­ SP ­ 1954 ­ Nipton Curi, contador, Ary de Souza
Ribeiro, contador (épocas distintas), Agamenon Cordeiro
Florentino, gerente.
Aracaju ­ SE ­ 1954 ­ Vanilo Medeiros Araújo, contador.
Aracati ­ CE ­ 1954 ­ Milton de Vasconcelos Mota, gerente,
Alvacir dos Santos Raposa, contador.
Arapongas ­ PR ­ 5/6/1954 ­ João Conforti ­ 18/6/1941, gerente,
Jorge Monte Miranda, contador.
Araras ­ SP ­ 1954 ­ Antônio Grotta Prada, contador, Godofredo
de Abreu e Lima Neto, gerente.
Areia ­ PB ­ 1954 ­ Raphael Gomes Pessoa, gerente, Argemiro
Luiz de Assis, gerente (épocas distintas).
Assis ­ SP ­ 1954 ­ Herny Alvarenga ­ 18/6/1942, contador.
Bariri ­ SP ­ 1954 ­ Mário Baptista do Nascimento, gerente.
Barretos ­ SP ­ 1954 ­ Joaquim José Ferreira Souto, gerente.
Barreiras ­ BA ­ 1954 ­ Aurélio Pereira de Souza, contador,
Elcior Ferreira de Santana, contador (épocas distintas).
Bauru ­ SP ­ 1954 ­ Júlio Rodrigues Horta, contador, Homero
Ferro Vale, inspetor, Roberto Previdello, gerente.
Belo Horizonte ­ MG ­ 1954 ­ Carlos Prates Filho, subgerente.
Bicas ­ MG ­ 1954 ­ Cláudio Ferreira de Sena, gerente.
Boa Esperança ­ MG ­ 1954 ­ Ney Ribeiro Costa, contador,
Orlando de Lima Paes, contador (épocas distintas), Mário
Sterni Galeti, gerente.

435 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Boa Vista ­ RR ­ 1954 ­ Lourival Alves Pereira de Moura,
contador, Walmásio Moreira de Oliveira, inspetor, Carlos
Augusto da Costa Ribeiro, gerente.
Bom Jesus do Itabapoana ­ RJ ­ 1954 ­ Carlos Aguiar ­
2/6/1942, contador, Hermes Gomes Barbosa, gerente, Wilson
Barcellos ­ 9/12/1939, gerente.
Bragança ­ PA ­ 1954 ­ José Duarte de Almeida Júnior, gerente.
Buriti Alegre ­ GO ­ 1954 ­ Docandy Martins Vieira, gerente.
Cachoeiro de Itapemirim ­ ES ­ 1954 ­ Elysio Costa Imperial,
advogado, Raymundo Araújo de Andrade, gerente, Anésio
Serrano Vereza, contador.
Caetité ­ BA ­ 1954 ­ Edgard José de Souza, contador, Hélio de
Miranda Barros, gerente, Nodgy França Andrade, inspetor,
Carlos César Meireles
Viana, advogado do BB (Agência
Salvador - BA).
Cafelândia ­ SP ­ 1954 ­ Hélio Teixeira ­ 2/4/1934, gerente,
João Vieira de Mattos ­ 2/1/1928, gerente, Wilson Tomazini,
contador, Maury Reis Prado, contador (épocas distintas).
Campo Maior ­ PI ­ 1954 ­ Ilton Hemetério dos Santos, gerente.
Campos ­ RJ ­ 1954 ­ Tarcílio Augusto Monteiro, gerente,
Manoel de Almeida Glória, contador.
Canoinhas ­ SC ­ 1954 ­ Aristarcho Garcia de Souza, contador.
Capela ­ SE ­ 1954 ­ Justino Olidense de Abreu e Lima,
contador, Manoel Messias Mendonça, gerente.
Carangola ­ MG ­ 1954 ­ Isidro de Faria ­ 10/8/1934, gerente,
Washington Lacerda ­ 16/4/1936, contador.
Carazinho ­ RS ­ 15/5/1954 ­ Joaquim Fernandes Sayão Lobato,
contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 436

Carlos Chagas ­ MG ­ 1954 ­ Heinz van den Bylaart, gerente,
Nagib Lauar, chefe­de­serviço, Uaracy Portes da Silva,
contador.
Catalão ­ GO ­ 1954 ­ Evaristo do Espírito Santo Mesquita,
contador.
Catanduva ­ SP ­ 1954 ­ Ítalo Zaccaro, advogado, Benedito Pio
da Silva, gerente, Guilherme Sperry Cézar, contador.
Chapecó ­ SC ­ 1954 ­ Nilson Rodrigues de Figueiredo, gerente.
Cruz Alta ­ RS ­ 1954 ­ Edgard Freitas, gerente.
Cuiabá ­ MT ­ 1954 ­ Raul Santos Costa, gerente, Benedito de
Figueiredo ­ 5/1/1942, contador.
Curitiba ­ PR ­ 1954 ­ Hermes Buchele, gerente (posse no BB:
10/9/1928, apos. 26/12/1959).
Diamantina ­MG ­ 1954 ­ Raphael Gomes Pessoa, gerente.
Feira de Santana ­ BA ­ 1954 ­ Armando Frazão Gonçalves,
gerente, Elísio da Rocha Dorea, contador.
Florianópolis ­ SC ­ 1954 ­ Nestor Ângelo Arioli, gerente.
Franca ­ SP ­ 1954 ­ Hélio Vissotto ­ 28/2/1944, contador.
Goiânia ­ GO ­ 1954 ­ José Rodrigues de Freitas, gerente.
Goiás ­ GO ­ 1954 ­ Fernando Silva Ribeiro, gerente, Fábio
de Mello ­ 20/10/1942, gerente (épocas distintas), Levy de
Araújo Silva, contador.
Guarapuava ­ PR ­ 1954 ­ Almir Hermes de Oliveira, gerente,
Antônio Malachini, gerente (épocas distintas).
Guaxupé ­ MG ­ 1954 ­ Augusto Tavares Ribeiro, gerente, Mário
Collazzi D´Elia, inspetor, Nello Prado Anglietti, contador.
Iguatu ­ CE ­ 1954 ­ Antônio Levi Epitácio Pereira, contador.
Ipiaú ­ BA ­ 10/4/1954 ­ João Baptista Copello, contador.

437 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ipiranga ­ Metr. SP ­ 1954 ­ Pedro Paulo Pedroso, contador,
José Felissati, gerente.
Ipu ­ CE ­ 1954 ­ José do Patrocínio Marreiros de Castelo
Branco, gerente.
Itabaiana ­ PB ­ 1954 ­ Amaro José da Costa, gerente.
Itacoatiara ­ AM ­ 1954 ­ Sebastião Higino de Vasconcelos Dias,
gerente, Leão Pacífico Ezagui, contador.
Itabuna ­ BA ­ 1954 ­ José de Melo Messias, gerente.
Itajaí ­ SC ­ 1954 ­ Fernando Mesquita ­ 13/8/1934, contador.
Itajubá ­ SP ­ 1954 ­ Evandro Christovão dos Santos, contador.
Itaperuna ­ RJ ­ 1954 ­ Antônio Vargas Nogueira, gerente,
Álvaro Tinoco Nazareth, contador.
Itaqui ­ RS ­ 1954 ­ Júlio Edgar Miranda Mariath, contador,
Alvino Luchesi ­ 1/6/1945, gerente.
Itu ­ SP ­ 13/2/1954 ­ Romeu Ribas Esteves, gerente.
Jaboticabal ­ SP ­ 1954 ­ José David Fonseca, gerente,
Lafayette Vale, inspetor, Rinaldo Bastos Vieira, contador.
Jacobina ­ BA ­ 1954 ­ Júlio de Oliveira Castro Júnior, contador.
Jataí ­ GO ­ 1954 ­ José Maria Medina, gerente, Rubens Gama
Dias, contador.
Joaçaba ­ SC ­ 1954 ­ Walter Otto Haasse, contador.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1954 ­ Pedro dos Santos, gerente, Juarez
Carlos Mourão, gerente (épocas distintas).
Jundiaí ­ SP ­ 1954 ­ Milton Guilherme da Costa, contador,
Adolpho Camargo Lima Júnior, inspetor, Álvaro Coutinho,
gerente.
Lagoa Vermelha ­ RS ­ 20/11/1954 ­ César Raul Voltolini,
gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 438

Lapa ­ Metr. SP ­ 1954 ­ Natalino Eugênio d´Oliveira Menezes,
gerente, Napoleão Coura Cavalcanti, contador.
Lavras ­ MG ­ 1/12/1954 ­ Wilson Ferreira ­ 26/3/1945, contador.
Lins ­ SP ­ 1954 ­ Antônio Luiz da Costa, gerente, Homero
Bueno Libretti, contador.
Lucélia ­ SP ­ 1954 ­ Celdon Acácio Muradi, contador.
Macapá ­ AP ­ 1954 ­ Dourival de Souza Martins, contador,
Loureiro da Silva, diretor da Creai, João José de Carvalho,
inspetor da Creai, João Elias Nazaré Cardoso, gerente.
Macaé ­ RJ ­ 1954 ­ Paulo Tavares Campos, contador, Itamar
Carneiro da Cunha, gerente, Antônio Carlos Mutti de
Almeida, gerente (épocas distintas).
Maceió ­ AL ­ 1954 ­ Ary de Miranda Motta, contador.
Mafra ­ SC ­ 1954 ­ Aristides Gaspar de Oliveira Filho, gerente,
Francisco de Assis Nascimento, contador.
Manaus ­ AM ­ 1954 ­ Levy Marques Santos, gerente, José
Bonifácio de Sousa (janeiro/1954 a julho/1955).
Mandaguari ­ PR ­ 2/7/1954 ­ João Gonçalves de Camargo,
gerente, Omar Gomes ­ 14/2/1942, gerente (épocas
distintas), João Fabrício de Morais, contador.
Marília ­ SP ­ 1954 ­ José Leite Ribeiro, gerente.
Méier ­ Metr. RJ ­ 1954 ­ Antônio Bernardelli de Salinas, gerente.
Mimoso do Sul ­ ES ­ 1954 ­ Alcir Queiroz Pereira, contador.
Mogi das Cruzes ­ SP ­ 1954 ­ Moacyr Prestes ­ 17/8/1934,
gerente.
Muriaé ­ MG ­ 1954 ­ Azor Gomes de Almeida, contador.
Novo Hamburgo ­ RS ­ 1954 ­ Ney Ulrich Caldas, gerente,
Francisco de Paula Guedes Filho, inspetor, Egon Kroeff,
contador.

439 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Óbidos ­ PA ­ 1954 ­ José Epitácio Pereira, contador.
Palmeira das Missões ­ RS ­ 5/10/1954 ­ Frederico Guilherme
Penno, gerente, Alceu Xavier Lobo, contador.
Pará

de Minas ­ MG ­ 1954 ­ Samuel Corrêa Borges Júnior,
contador.

Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1954 ­ José Zancul ­ 6/1/1940, gerente.
Parintins ­ AM ­ 1954 ­ Paulo Moura de Oliveira, gerente.
Passo Fundo ­ RS ­ 1954 ­ Américo Raul da Cunha Cerqueira,
gerente.
Patos de Minas ­ MG ­ 1954 ­ Luiz Theobaldo de Lamonica,
gerente.
Pederneiras ­ SP ­ 1954 ­ José Carlos Barauna, contador.
Penápolis ­ SP ­ 1954 ­ Hermes Gomes Barbosa, gerente,
Ariosto Loureiro da Silva, inspetor, Plínio José Lourenço de
Sousa, contador.
Penha ­ Metr. SP ­ 1954 ­ Armando Romeu Brancaglion, gerente,
Antônio Brandão Costa, inspetor, Arnaldo Calbucci, contador
(posse no BB: 31/8/1934, falec. 26/6/1962).
Picos ­ PI ­ 1954 ­ José Maria de Pinho Pessoa, gerente, Hildo
Gonçalves Magalhães, contador.
Pirajuí ­ SP ­ 1954 ­ Oswaldo Loureiro das Neves, contador.
Pirassununga ­ SP ­ 1954 ­ Agenor Mendes ­ 25/1/1940, contador.
Poços de Caldas ­ MG ­ 1954 ­ Aluízio Peixoto Laranjeira,
contador, Arnaldo Ferraz Graça, gerente.
Ponta Porã ­ MS ­ 1954 ­ João de Oliveira Mendonça, gerente,
Amidicis Diogo Tocantins, contador.
Ponte Nova ­ MG ­ 1954 ­ Paulo Esteves Christo, gerente.
Porto Alegre ­ RS ­ 1954 ­ Arthur Neujahr, subgerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 440

Porto Velho ­ RO ­ 1954 ­ Paulo de Figueiredo Ledo, contador,
Hindemburgo Bilro da Costa, contador, Bernardo Lula ­
1/4/1943 (épocas distintas).
Presidente Venceslau ­ SP ­ 1954 ­ Leônidas Túlio de Sampaio
Machado Gonçalves, contador, João Nivaldo Milito, gerente.
Recife ­ Agência Centro ­ PE ­ 1954 ­ Pedro Lima, gerente.
Ribeirão Bonito ­ SP ­ 1954 ­ Ayrton Pires de Oliveira, contador.
Rio Verde ­ GO ­ 1954 ­ Hélio Cezar de Figueiredo, contador.
Santa Rosa ­ RS ­ 1954 ­ Carlos Alberto Taborda Cáceres,
gerente, José de Oliveira Vijande, contador.
Santa Teresa ­ ES ­ 1954 ­ Archimedes Amora Leite, contador,
Ayrton Carneiro de Mendonça, contador, Arlindo Ricardo
Pasolini (épocas distintas).
Santa Vitória do Palmar ­ RS ­ 1954 ­ Carlos Rotta Rodrigues,
gerente, José de Miranda Pinheiro, contador.
Santo Amaro ­ BA ­ 1954 ­ Waldemar de Souza Guimarães,
contador.
Santos ­ SP ­ 1954 ­ Cândido de Azevedo Filho, gerente, Nilo
Medina Coeli, subgerente.
São Caetano do Sul ­ SP ­ 1954 ­ Lourival Artur Delgado,
contador, José Walter Schein, gerente, Francisco Medina
Coeli, gerente (épocas distintas).
São Carlos ­ SP ­ 1954 ­ Linneu Álvaro Floret, gerente.
São Félix ­ BA ­ 1954 ­ Raymundo Coelho de Souza, gerente.
São Gabriel ­ RS ­ 1954 ­ Derby Oliveira Simões, contador,
Mário Martins, inspetor, Walter Ripalda, gerente.
São João Del Rei ­ 1954 ­ Júlio Mário Mourão, contador.
São Mateus ­ ES ­ 1954 ­ Ângelo Madeira Gontijo, gerente.

441 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1954 ­ Gustavo Carrano,
Renato de Abreu, Álvaro Ferreira Amado, Frederico de
Albuquerque Filho, subgerentes; João Ruggiero, secretário
de gabinete da Gerência; Monroe de Arruda Camargo,
chefe de Gabinete da Gerência; Fausto Ferraz Filho,
advogado do Contencioso, Alves Ferreira Júnior, contador,
Osmar Duarte de Mendonça, delegado da Sumoc.
Senador Pompeu ­ CE ­ 1954 ­ Alano de Moura Beleza, contador.
Serrinha ­ BA ­ 1954 ­ Edício de Araújo Soares, gerente.
Sobral ­ CE ­ 1954 ­ Lauro Augusto de Mattos Pereira, gerente.
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1954 ­ João Augusto Frossard, contador.
Três Lagoas ­ MS ­ 1954 ­ Eitel Gehre, gerente.
Valparaíso ­ SP ­ 1954 ­ Thales Rocha de Mattos, gerente,
Ariosto Loureiro da Silva, inspetor, Odilon Fernandes Rosa,
contador, Alceu Maitino ­ 1/4/1943, contador.
Votuporanga ­ SP ­ 1954 ­ Edilberto Geraldo de Resende, gerente.
Xavantes ­ SP ­ 1954 ­ Wilson Póvoa Manso, contador, Joviniano
Fernandes da Silva, inspetor, Jatir Görresen, gerente.
Acesita ­ MG ­ 4/1/1955 ­ Amilcar Leonello Ziller, gerente.
Agência Central ­ DF ­ 1955 ­ Osmaro Monteiro, subgerente
(posse no BB: 19/7/1921, falec. 30/12/1964).
Aimorés ­ MG ­ 1955 ­ José Justino de Mello, gerente, José
Corrêa de Barros, contador.
Anápolis ­ GO ­ 1955 ­ Almir Machado ­ 8/3/1944, gerente,
Marcos Machado Pimenta, contador.
Apucarana ­ PR ­ 1955 ­ Agamenon Cordeiro Florentino,
gerente, Nicolino Rigato, inspetor, Ary de Souza Ribeiro,
contador,
Aquidauana ­ MS ­ 1955 ­ Manoel Bonifácio Nunes da Cunha,
advogado, Heráclito da Rocha Santos, inspetor.

FERNANDO PINHEIRO

- 442

Araçuaí ­ MG ­ 1955 ­ Newton Pádua, gerente, Antônio de
Souza Gomes, gerente (épocas distintas), Luiz José Gabeira,
contador.
Arapongas ­ PR ­ 1955 ­ João Moreira da Silva Filho, contador.
Araraquara ­ SP ­ 1955 ­ Augusto Gomes Alves, contador.
Avaré ­ SP ­ 1955 ­ Antônio Leite Oliva, contador, Lírio Rosito,
gerente.
Barretos ­ SP ­ 1955 ­ Ercy de Mello Nogueira, contador.
Batatais ­ SP ­ 1955 ­ Carlos Martinelli, gerente, Mucius Clack
da Silva Costa, inspetor, Carlos Roberto de Carvalho,
inspetor, Roberto Vargas Kehl, contador.
Bebedouro ­ SP ­ 1955 ­ Waldomiro Machado D´Antônio,
contador, Mário Gaspar ­ 20/1/1940, contador (épocas
distintas).
Belo Horizonte ­ MG ­ 1955 ­ Francisco da Gama Netto, gerente,
José Soares Batitucci, chefe de gabinete da Gerência da
Agência, Carlos Prates Filho, subgerente, Wladimir dos
Santos, contador.
Bento Gonçalves ­ RS ­ 1955 ­ Carlos Alberto Calage Cidade,
gerente.
Blumenau ­ SC ­ 1955 ­ Eleutério Proença de Gouvêa, gerente,
Pedro Tércio de Cambraia Sales, gerente (épocas distintas),
Moysés de Andrade, inspetor de câmbio, André Sada,
contador.
Botucatu ­ SP ­ 1955 ­ Odilon Fernandes Rosa, contador,
Thales Rocha de Mattos, gerente.
Buriti Alegre ­ GO ­ 1955 ­ Docandy Martins Vieira, gerente,
Aldo Moreira Ramos, contador.

443 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Cachoeiro de Itapemirim ­ ES ­ 1955 ­ Elysio Costa Imperial,
advogado, Luiz Raymundo Gomes, inspetor, Raymundo
Araújo de Andrade, gerente.
Cajazeiras ­ PB ­ 1955 ­ Francisco das Chagas Melo, gerente.
Cambará ­ PR ­ 1955 ­ Alceu Porres ­ 27/6/1942, gerente.
Campo Belo ­ MG ­ 1955 ­ Ausly Moreira de Rezende, gerente.
Canavieiras ­ BA ­ 1955 ­ Mário Linhares Nou, gerente, Aloysio
Mattos Rego, contador.
Canoinhas ­ SC ­ 1955 ­ Armando Gonçalves Godinho, gerente.
Carolina ­ MA ­ 1955 ­ Carlos de Souza Rodrigues, gerente.
Catalão ­ GO ­ 1955 ­ Ivan Menna Gonçalves, gerente.
Codó ­ MA ­ 1955 ­ Mariano José de Barros da Silva, gerente.
Colatina ­ ES ­ 1955 ­ Antônio Vargas Nogueira, contador,
Evandro Lucas de Mourão Rangel, gerente.
Cornélio Procópio ­ PR ­ 1955 ­ Thadeu Grembecki ­ 18/7/1928,
gerente.
Corumbá ­ MS ­ 1955 ­ César Bustamante Coutinho, gerente,
Constâncio Alves de Castro, gerente (épocas distintas), José
Henrique Hanstenreiter, advogado.
Cratéus ­ CE ­ 1955 ­ José Esmeraldo Barreto, gerente.
Crato ­ CE ­ 1955 ­ Hernildo Gomes de Almeida, contador,
Felipe Nerino Andrade, inspetor, Moacir de Araújo Mota,
gerente.
Curitiba ­ PR ­ 1955 ­ Hermes Buchele, gerente, Ary de Barros
Alves, contador.
Currais Novos ­ RN ­ 1955 ­ Arhur da Silva Leandro, gerente,
Felipe Nery de Andrade, inspetor, José Nazareno Simonetti,
contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 444

Curvelo ­ MG ­ 1955 ­ Carlos Pedro de Alcântara, contador,
José Márcio Focas, contador (épocas distintas).
Dracena ­ SP ­ 1955 ­ Wilson Vianna ­ 11/6/1942, contador
Diamantina ­ MG ­ 1955 ­ Rafael Gomes Pessoa, gerente, Esdras
Acióli de Oliveira, inspetor, Carlos de Menezes Ferreira,
contador.
Divinópolis ­ MG ­ 16/7/1955 ­ José Nogueira de Barros,
contador, José Nogueira de Barros, contador (épocas
distintas), Murilo do Carmo Barbosa, gerente.
Dracena ­ SP ­ 15/10/1955 ­ Dário Patriani ­ 15/7/1927, gerente.
Floriano ­ PI ­ 1955 ­ Bernardino Soares Viana, contador.
Fortaleza ­ CE ­ 1955 ­ João de Amorim Rêgo, gerente.
Foz de Iguaçu ­ PR ­ 1955 ­ Frederico Guilherme Penno, gerente.
Garça ­ SP ­ 1955 ­ Ademar de Campos Monteiro, contador.
Goiânia ­ GO ­ 1955 ­ Olindo Costa Nunes, contador.
Governador Valadares ­ MG ­ 1955 ­ José Ananias de Almeida
Gama, gerente, Wilson Lopes Duarte, contador.
Guaçuí ­ ES ­ 2/7/1955 ­ Gilson Monteiro Wanderley, contador.
Guarabira ­ PB ­ 1955 ­ Natanael Pinto de Carvalho, gerente,
Waldyr Siqueira de Mesquita, inspetor, Edísio Santos,
contador.
Guarapuava ­ PR ­ 1955 ­ Carlos Augusto Meira Góes, contador.
Guiratinga ­ MT ­ 1955 ­ José Carlos Lopes, contador, João
Batista Jardim, gerente, Heráclito da Rocha Santos, inspetor,
José Henrique Hastenreiter, advogado.
Ijuí ­ RS ­ 2/7/1955 ­ Alberto Penno ­ 30/3/1938, gerente,
Marcos Vinicius Röhrig Augé, contador.

445 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ilhéus ­ BA ­ 1955 ­ Eliezer Bastos Barbosa, contador, Urbano
Batista Brandão, inspetor, Reginaldo Ramos Varandas,
gerente.
Ipameri ­ GO ­ 1955 ­ Salvador Brasileiro, advogado, Ausly
Moreira de Rezende, gerente, Cecílio José Daher, gerente
(épocas distintas), Heráclito da Rocha Santos, inspetor,
Kluck Magri, contador.
Ipiaú ­ BA ­ 1955 ­ Silvério Cerveira, gerente, Nodgy de França
Andrade, inspetor, João Batista Copello, contador.
Irati ­ PR ­ 1955 ­ Celso da Costa Saboia, gerente.
Itabaiana ­ SE ­ 1955 ­ Euclides Augusto de Andrade, gerente,
Renato Fonseca de Oliveira, contador.
Itaberaba ­ BA ­ 1955 ­ Fernando Nogueira Britto, gerente.
Itabuna ­ BA ­ 1955 ­ Humberto Moreira Riella da Fonseca,
gerente, Luiz Henrique Pinto Lucas, contador.
Itajaí ­ SC ­ 1955 ­ Fernando Mesquita, contador, José Freire
de Aguiar, gerente.
Itambé ­ BA ­ 1955 ­ César Lopes Trindade Melo, gerente,
Carlos de Gouvêa Soares, gerente (épocas distintas).
Itaperuna ­ RJ ­ 1955 ­ Álvaro Tinoco Nazareth, contador.
Itapetininga ­ SP ­ 1955 ­ Lindolfo Coutinho Cedro, inspetor,
Evandro de Oliveira Melo, gerente, José Gurgel de Oliveira,
contador.
Itapira ­ SP ­ 1955 ­ Orlando Godoy ­ 5/1/1940, contador.
Jaboticabal ­ SP ­ 1955 ­ Benedicto Gouvêa Lintz, gerente.
Jataí ­ GO ­ 1955 ­ Rubens Gama Dias, inspetor, Alberto Leite
de Araújo, inspetor, José Maria Medina, gerente.
Jequié ­ BA ­ 1955 ­ Walter José de Souza, gerente, César
Lopes Trindade Melo, gerente (épocas distintas), Arlindo
Oliveira de Santana, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 446

Joaçaba ­ SC ­ 1955 ­ Elly Mesquita Vellozo, gerente, Italino
Peruffo, chefe­de­serviço, Walter Otto Haase, contador.
Joinville ­ SC ­ 1955 ­ Antônio José de Almeida, contador.
Juazeiro ­ BA ­ 1955 ­ Hélio de Miranda Barros, gerente.
Lages ­ SC ­ 1955 ­ Omar Gomes ­ 14/2/1942, gerente.
Laguna ­ SC ­ 1955 ­ Fermino Conrado de Marchi, contador.
Lajeado ­ RS ­ 1955 ­ Sinval Tavares da Silva, contador,
Itamar Carneiro da Cunha, inspetor, Paulo de Oliveira
Leitão, gerente.0
Limeira ­ SP ­ 1955 ­ Vital Brasil Rodrigues de Aguiar,
contador, Abelardo Pinto de Lemos, gerente.
Limoeiro ­ PE ­ 1955 ­ Euclides Cardoso Xavier, gerente.
Livramento ­ RS ­ 1955 ­ Antônio Lopes Lins, gerente, Mário
Martins, inspetor, Roque Jacques Pibernat, contador.
Londrina ­ PR ­ 1955 ­ Miguel de Arruda Furtado, gerente,
Nelson Roversi Forattini, contador.
Lucélia ­ SP ­ 1955 ­ Osvaldo Loureiro das Neves, contador,
Ary Villanova Pereira de Vasconcelos, inspetor, Álvaro da
Rocha Sundfeld, gerente.
Madureira ­ Metr. RJ ­ 1955 ­ Luiz Moroni da Silveira,
contador, Edison Galvão de Sá, contador (épocas distintas),
Francisco de Assis Rodrigues, gerente.
Maracaju ­ MS ­ 1955 ­ Rosário Calipo, gerente, Nery de
Oliveira, contador.
Maringá ­ PR ­ 1955 ­ Manoel de Souza Campos, contador.
Martinópolis ­ SP ­ 1955 ­ Roberto Fonseca da Silva, contador.
Mimoso do Sul ­ MG ­ 1955 ­ João Nivaldo Milito, gerente.
Monte Carmelo ­ MG ­ 1955 ­ José Ribeiro ­ 18/5/1943, contador.
Monteiro ­ PB ­ 1955 ­ Ivan Sobral Vieira Arcoverde, gerente.

447 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Montes Claros ­ MG ­ Aldenor Leão Cassulo de Mello, contador.
Orlândia ­ SP ­ 1955 ­ Wilson Donega, contador.
Ourinhos ­ SP ­ 1955 ­ Oscar Matos Filho, gerente.
Palmares ­ PE ­ 1955 ­ Raul Teixeira do Rêgo Barros, gerente,
Synval Antônio de Araújo, contador, Severino Correia de
Melo, contador.
Palmeira dos Índios ­ AL ­ 1955 ­ Jairo
contador.

Jucá ­ 27/12/1939,

Pará de Minas ­ MG ­ 1955 ­ Samuel Corrêa Borges Júnior,
contador, Dermeval Magalhães Cardoso, gerente.
Paranaguá ­ PR ­ 1955 ­ Odilon Ferreira, gerente, Walter
Compiani, chefe­de­serviço (Fiban), Múcio Varela de
Albuquerque, chefe de câmbio, Oswaldo Barbosa, contador,
Raimundo Ariquitiba Lobão, contador.
Pedra Azul ­ MG ­ 1955 ­ Euphrário Correia de Andrade, gerente.
Pedreiras ­ MA ­ 1955 ­ Humberto de Oliveira ­ 27/12/1946,
contador, Yedo Cadelha Valença, gerente.
Pelotas ­ RS ­ 1955 ­ Orlando Vilarinho Cardoso, gerente,
Waldemiro de Faria Pereira, contador.
Penedo ­ AL ­ 1955 ­ José Nogueira Ramos, contador.
Piraju ­ SP ­ 1955 ­ Haroldo Guimarães de Souza, contador,
Augusto Vaz de Campos, gerente.
Pirapora ­ MG ­ 1955 ­ Walter Pirani ­ 16/3/1944, contador,
Antônio Bittencourt ­ 30/8/1945, contador (épocas distintas).
Ponta Porã ­ MS ­ 1955 ­ Weyler Negrão Tonhozi, contador.
Pouso Alegre ­ MG ­ 1955 ­ Hely Torres Alves, gerente, Antônio
Madureira Murta, contador.
Presidente Venceslau ­ SP ­ 1955 ­ Osvaldo Vitoriano da Silva,
gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 448

Quixadá ­ CE ­ 1955 ­ José Rafael Cartaxo, gerente.
Ramos ­ Metr. RJ ­ 1955 ­ Edgard Seráphico de Souza,
gerente, Antônio Degow, contador.
Recife ­ PE ­ 1955 ­ Aderaldo Mendes Alverga,
Roxo Pereira, inspetores.

Arthur Augusto

Resende ­ RJ ­ 1955 ­ Firmino de Moraes Cambará, contador.
Rio Verde ­ GO ­ 1955 ­ Alcides Vieira Borges, advogado,
Antônio Barcelos, gerente, Ernesto Lemmi Ribeiro, gerente
(épocas distintas), Hélio César de Figueiredo, contador.
Russas ­ CE ­ 1955 ­ José Benevides de Alencar Teixeira, contador,
Antônio Sombra Fernandes, contador (épocas distintas).
Salvador ­ BA ­ 1955 ­ José Bonifácio de Sousa, gerente,
Augusto Manso Granja, contador, Archibaldo de Andrade
Balieiro, assistente jurídico, Celso Freitas de Carvalho, chefe
da tesouraria da agência.
Santa Cruz do Rio Pardo ­ SP ­ 1955 ­ Francisco das Chagas
Soares Lima, contador.
Santana de Ipanema ­ AL ­ 1955 ­ Ayrton Batinga de
Mendonça, gerente, Antônio Rocha Freire, inspetor,
Alberto Buarque de Paiva, contador.
Santana do Livramento ­ AL ­ 1955 ­ Alberto Mário Buarque
de Paiva, contador.
Santarém ­ PA ­ 1955 ­ Jorge Chaves Camacho, gerente,
Walmásio Moreira de Oliveira, inspetor, Mário Augusto
Seawright, contador.
Santiago ­ RS ­ 1955 ­ Hugo Mário Oliveira de Boer, contador,
Hugo Mário Oliveira de Boer, gerente.
Santo Amaro ­ BA ­ 1955 ­ Dilson da Silva Garcia, contador.
Santo Anastácio ­ SP ­ 1955 ­ Ernesto Masselani, contador.

449 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Santo Ângelo ­ RS ­ 1955 ­ Jader Beck Leite, contador, Ernani
Anicet, gerente, Raul Augusto de Pinho Filho, inspetor.
Santo Antônio da Patrulha ­ RS ­ 16/4/1955 ­ Irineu Marx,
gerente.
São Borja ­ RS ­ 1955 ­ Sebaldo Edgar Saenger, contador.
São Gonçalo ­ RJ ­ 1955 ­ Cleanto Gonçalves Brandão, gerente.
São José dos Campos ­ SP ­ 1955 ­ Rubem Costa ­ 30/5/1930,
gerente.
São Luís ­ MA ­ 1955 ­ Adolpho Costa Basílio da Silva, contador.
São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1955 ­ Carlos Neves
de Carvalho, subgerente, João Alves Ferreira Júnior,
subgerente, Jacinto Angerami, subassessor jurídico, Doracy
Caiuby Novaes, contador.
Senador Pompeu ­ CE ­ 1955 ­ Antônio Arraes Sobrinho,
gerente, Alano de Moura Beleza, contador.
Sorocaba ­ SP ­ 1955 ­ Grandyr Braga Martins, contador,
Eduardo Soares Teixeira, gerente.
Teresina ­ PI ­ 1955 ­ Benedito de Albuquerque Vasconcelos,
gerente.
Uberaba ­ MG ­ 1955 ­ Lund Maia, contador, Cid dos Santos
Antão, gerente, Múcio Clack da Silva, inspetor, João
Rodrigues da Cunha, advogado.
Uberlândia ­ MG ­ 1955 ­ João Borges ­ 11/8/1938, contador.
União ­ PI ­ 1955 ­ Vicente de Paulo Oliveira Fortes, contador.
União dos Palmares ­ AL ­ 1955 ­ Raul Teixeira do Rêgo Ramos,
gerente.
União da Vitória ­ PR ­ 1955 ­ Paulo José de Carvalho,
gerente, Nipton Curi, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 450

Vacaria ­ RS ­ 1955 ­ Nelson Pedro Piccolli, contador, Adão
Ferreira de Almeida, contador (épocas distintas).
Valparaíso ­ SP ­ 1955 ­ Carlos Aldigueri, gerente (posse no BB:
21/12/1928, apos. 6/2/1961)
Viçosa ­ AL ­ 1955 ­ Eurides Gomes Porangaba, gerente,
Antônio Freire Rocha, inspetor, José Rodrigues Bastos,
contador.
Volta Redonda ­ RJ ­ 1955 ­ João de Almeida Glória, gerente,
Álvaro Pêgas, inspetor, Francisco Torres Duarte, advogado.
Votuporanga ­ SP ­ 1955 ­ Valdir Martiniano de Oliveira, contador.
Agência Central ­ DF ­ 1956 ­ Antenor Nunes Passos, chefe da
Seção Contadoria, Manoel Salek ­ 5/11/1936, subcontador.
Aimorés ­ MG ­ 1956 ­ José Corrêa de Barros, gerente.
Alagoinhas ­ BA ­ 1956 ­ Raymundo Ventura ­ 25/9/1940,
gerente.
Além Paraíba ­ MG ­ 1956 ­ Jacy Soares, gerente, Arnaldo
Coelho Messeder, inspetor, José Loyola de Souza, contador.
Alfenas ­ MG ­ 1956 ­ Antônio Carlos Vieira da Cunha, contador,
Vitto Raphael dos Santos, gerente.
Almenara ­ MG ­ 1956 ­ Waldemar Heyden ­ 16/8/1944,
contador, Rubens Vieira Machado, contador (épocas
distintas).
Araçuaí ­ MG ­ 1956 ­ Ary Lopes Ferreira, contador.
Arapongas ­ PR ­ 1956 ­ Luciano de Mello Pinta, gerente,
Carlos Guerra Barreto, inspetor, João Moreira da Silva
Filho, contador.
Arcoverde ­ PE ­ 1956 ­ Gilberto de Oliveira Azevedo, contador.
Areia ­ PB ­ 1956 ­ José Milton de Vasconcelos Portela, contador.
Arroio Grande ­ RS ­ 1955 ­ André de Morais Notari, contador.

451 -

Assis

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

­ SP ­ 1956 ­ Omar Guanabarino Freiria, gerente,
Herny Alvarenga, contador.

Assu ­ RN ­ 1956 ­ Milton Monteiro Gondim, contador.
Avaré ­ SP ­ 1956 ­ Rodolfo Miranda Leonel Júnior, contador.
Bangu ­ Metr. RJ ­ 1956 ­ Luiz Baptista Torres, gerente.
Barbacena ­ MG ­ 1956 ­ Newton Siqueira de Araújo Lima,
contador.
Bariri ­ SP ­ 1956 ­ Mário Batista do Nascimento, gerente,
Omar Guanabarino, gerente instalador da Agência Bariri
(17/8/1942).
Barretos ­ SP ­ 1956 ­ Antônio Luz ­ 2/9/1924, gerente.
Bauru ­ SP ­ 1956 ­ Júlio Rodrigues Hora, contador, Roberto
Previdello, gerente.
Belo

Horizonte ­ MG ­ 1956 ­ Carlos Prates Filho, gerente,
Antônio Franco ­ 9/4/1929, subgerente.

Boa Vista ­ RR ­ 1956 ­ João Ramos Neiva, contador, Hércio
de Figueiredo Melo, gerente.
Cabo Frio ­ RJ ­ 1956 ­ Otto de Souza Dreer, gerente, Francisco
de Assis Rodrigues, inspetor, Fausto Vieira Estelita Lins,
contador.
Caçador ­ SC ­ 18/2/1956 ­ Almir Hermes de Oliveira, gerente­
instalador, Cornélio Assunção dos Santos, gerente (épocas
distintas), Nassir Edin Pires de Lima Rabello, contador.
Caetité ­ BA ­ 1956 ­ Almir Rodolfo Abreu, contador.
Cafelândia ­ SP ­ 1956 ­ Pedro Fleury da Silveira, contador.
Caicó ­ RN ­ 1956 ­ Paulo de Oliveira ­ 8/8/1946, contador.
Campo Belo ­ MG ­ 1956 ­ Antônio de Oliveira ­ 8/2/1943,
contador.
Canoinhas ­ SC ­ 1956 ­ Raul Schuchovsky ­ 28/4/1943, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 452

Carangola ­ MG ­ 1956 ­ Isnard da Silva Melo, gerente.
Carlos Chagas ­ MG ­ 1956 ­ Nagib Lauar ­ 9/4/1949, contador.
Carolina ­ MA ­ 1956 ­ José Américo Botelho, contador.
Catanduva ­ SP ­ 1956 ­ Benedito Pio da Silva, gerente,
Guilherme Sperry Cézar, contador.
Colatina ­ ES ­ 1956 ­ José Rodrigues ­ 12/1/1940, gerente.
Cornélio Procópio ­ PR ­ 1956 ­ Thadeu Grembecki, gerente,
Carlos Guerra Barreto, inspetor, Geraldo Arruda Camargo,
contador, Nicolino Rigatto, inspetor.
Corumbá ­ MS ­ 1956 ­ Cláudio Gabriel dos Santos, contador.
Cratéus ­ CE ­ 1956 ­ Antônio Landim Filgueiras, contador.
Cruzeiro do Sul ­ AC ­ 1956 ­ Nilton Vilanova de Albuquerque,
contador.
Diamantina ­ MG ­ 1956 ­ Carlos de Menezes Ferreira, gerente,
Altayr Vallini, contador.
Dom Pedrito ­ RS ­ 1956 ­ Carlos Alberto Taborda Cáceres,
gerente.
Dracena ­ SP ­ 15/10/1956 ­ José de Souza Lima ­ 28/7/1943,
contador.
Erechim ­ RS ­ 1956 ­ José Edjalma Carneiro, contador.
Floriano ­ PI ­ 1956 ­ Bernardino Soares Viana, gerente.
Florianópolis ­ SC ­ 1956 ­ Nestor Ângelo Orioli, gerente,
José de Britto Nogueira, contador, José Wilson de Miranda
Escorcio, inspetor.
Formiga ­ MG ­ 1956 ­ Álvaro Dantas Mota, contador.
Foz do Iguaçu ­ PR ­ 1956 ­ Frederico Guilherme Penno,
gerente, Curt Hageman, contador.
Garanhuns ­ PE ­ 1956 ­ Eutíquio Torres Calazans, contador.

453 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Goiânia ­ GO ­ 1956 ­ Olindo Costa Nunes, contador, Luiz
Gonzaga da Rocha Teixeira, inspetor, José Rodrigues de
Freitas, gerente, Edinor Martins de Araújo, advogado.
Goiás ­ GO ­ 1956 ­ Nelson Zilli ­ 20/4/1945, contador, Wilmar
Benedito Ribeiro Camelo, contador (épocas distintas).
Governador Valadares ­ MG ­ 1956 ­ José Calazans Pereira da
Silva, contador.
Guarabira ­ PB ­ 1956 ­ Ademar Arruda Alencar, gerente.
Ijuí ­ RS ­ 1956 ­ Alberto Penno, gerente, Joaquim Pereira de
Souza, inspetor, Marcos Vinicius Röhrig Augé, contador.
Ipu ­ CE ­ 1956 ­ José Maria de Pinho Pessoa, contador.
Irati ­ PR ­ 1956 ­ Walter Machado de Oliveira, contador.
Itaberaba ­ BA ­ 1956 ­ Heitor Silva Oliveira, contador.
Itacoatiara ­ AM ­ 1956 ­ Luiz Demétrio Guimarães Simões,
contador.
Itapetininga ­ SP ­ 1956 ­ Evandro de Oliveira Melo, gerente,
Colemar Prado Silveira, contador.
Itanhandu ­ MG ­ 2/7/1956 ­ Walter Lineu de Paiva, gerente,
Odilon Cardoso, subgerente, Antenor Braga Farias, gerente
da Agência São Caetano do Sul ­ PR.
Itapipoca ­ CE ­ 1/2/1956 ­ Tobis de Mello Monteiro, gerente,
José Benevides de Alencar Teixeira, contador.
Itapira ­ SP ­ 1956 ­ Adolfo Camargo Lima Júnior, inspetor,
Álvaro Coutinho, gerente da Agência Jundiaí ­ SP (em
visita), Mauro de Faria Merheb, contador.
Itaqui ­ RS ­ 1956 ­ Milton Oswaldo Fetter, gerente.
Ituiutaba ­ MG ­ 1956 ­ José Vieira do Rosário, gerente, Hélio
Benício de Paiva, advogado, Edson Vilela Ribeiro, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 454

Itumbiara ­ GO ­ 3/7/1956 ­ João Batista Jardim, gerente,
Rubens Ferreira Caetano, contador.
Ituverava ­ SP ­ 1956 ­ Nelson Gaia Penteado, contador.
Jacarezinho ­ PR ­ 1956 ­ Oswaldo Lopes do Nascimento,
contador, Antônio Leite Oliva, contador (épocas distintas),
Edgard da Cunha Cidade, gerente.
Jaguarão ­ RS ­ 1956 ­ Ely Dias de Oliveira, contador, José
Aldírio Py, contador (épocas distintas).
Jataí ­ GO ­ 1956 ­ José Maria Medina, gerente, Rubens
Gama Dias, contador.
Jaú ­ SP ­ 1956 ­ Hamilton Perlingeiro, gerente, Lauro Monteiro
Moço, contador.
Joaçaba ­ SC ­ 1956 ­ Clóvis da Silva Souza, contador,
Walter Otto Haase, gerente, José Rubens de Faria Cidade,
inspetor, José Viana, inspetor.
João Pessoa ­ PB ­ 1956 ­ David Trindade ­ 15/10/1938, gerente,
Everaldo Stélio de Oliveira e Silva, gerente (épocas distintas).
Juazeiro ­ BA ­ 1956 ­ Antônio Teixeira Lima, contador.
Lagarto ­ SE ­ 1956 ­ Ruy de Oliveira Pantoja, gerente,
Raimundo Ventura ­ 25/9/1940, gerente (épocas distintas),
Humberto da Silva Menezes, inspetor, Alfredo da Cunha
Buarque, contador.
Lages ­ SC ­ 1956 ­ Newton Soares Modesto de Almeida,
contador.
Lençóis ­ BA ­ 1956 ­ Gelson Lopes da Cruz, contador.
Lucélia ­ SP ­ 1956 ­ Boanerges de Menezes Caldas, gerente.
Luzilândia ­ PI ­ 1956 ­ Crisóstomo Carneiro de Azevedo,
contador.
Macapá ­ AP ­ 1956 ­ Dalton Cordeiro Lima, contador.

455 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Mafra ­ SC ­ 1956 ­ Vicente de Paulo Alves Cordeiro, gerente.
Manaus ­ AM ­ 1956 ­ Raymundo de Alcântara Figueira, gerente.
Mandaguari ­ PR ­ 1956 ­ Manoel de Sousa Campos, contador,
Itaiz Martins ­ 25/7/1945, contador.
Marília ­ SP ­ 1956 ­ Evandro Lucas de Mourão Rangel,
contador.
Maringá ­ PR ­ 1956 ­ Eduardo Silveira da Rosa, gerente, Luiz
Bombonato ­ 19/1/1944, contador.
Mimoso do Sul ­ ES ­ 1956 ­ Marcello Fernandes ­ 13/3/1944,
contador.
Morrinhos ­ GO ­ 1956 ­ Milton de Melo ­ 16/8/1946, contador,
Levy de Araújo Lima, gerente.
Nova Granada ­ SP ­ 1956 ­ Ruy de Oliveira Pantoja, gerente,
José David Fonseca, inspetor, Alceu Subtil Chueire, contador.
Novo Horizonte ­ SP ­ 1956 ­ José Justino de Mello, gerente.
Óbidos ­ PA ­ 1956 ­ Charles Armand Merabet, contador.
Olímpia ­ SP ­ 1956 ­ Hercílio Viegas Oliveira Pais, gerente.
Palmeira das Missões ­ RS ­ 1956 ­ Galeno Pereira de Campos,
gerente, Theo Wendisch ­ 2/3/1938, gerente (épocas
distintas), Ernio Antônio Thimmig, contador.
Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1956 ­ Edgard de Almeida Victor
Rodrigues, advogado, José Zancul, gerente, José Rubens
Galvão, contador.
Paranaguá ­ PR ­ 1956 ­ Epitácio (Cafeteira) Afonso Pereira,
contador.
Parintins ­ AM ­ 1956 ­ Warnick Tavares do Nascimento,
contador.
Patos ­ PB ­ 1956 ­ João Rosário Dória, contador.
Pedreiras ­ MA ­ 1956 ­ Clóvis da Silva Souza, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 456

Penápólis ­ SP ­ 1956 ­ Ede de Souza Monteiro, contador
transferido para Agência Belo Horizonte­MG, Plínio José
Lourenço de Sousa, contador, Hermes Gomes Barreto,
gerente.
Picos ­ PI ­ 1956 ­ Luiz Benévolo Dantas, gerente.
Piracicaba ­ SP ­ 1956 ­ Timótheo Feijó Jardim, contador.
Pirassununga ­ SP ­ 1956 ­ Álvaro da Rocha Sundfeld, gerente.
Ponta Grossa ­ PR ­ 1956 ­ Ruy Holzmann ­ 19/12/1938,
contador, Francisco Teixeira Ribas, gerente.
Rancharia ­ SP ­ 1956 ­ Adão Pereira de Castro, gerente.
Ribeirão Bonito ­ SP ­ 1956 ­ Ayrton Pires de Oliveira, gerente.
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1956 ­ Odilo Arantes Correia, contador.
Rio Bonito ­ RJ ­ 1956 ­ Nilo Carlos Niceli, contador.
Rio Branco ­ AC ­ 1956 ­ Guilherme Corrêa de Almeida, contador,
Teófilo Pacheco Conduru, gerente.
Rio Claro ­ SP ­ 1956 ­ Oswaldo Lopes do Nascimento, contador.
Rio Pardo ­ RS ­ 1956 ­ Hélio Tomaz de Aquino, gerente.
Rio Verde ­ GO ­ 1956 ­ Hélio César de Figueiredo, contador,
Ernesto Lemmi Ribeiro, gerente.
Salvador ­ BA ­ 1956 ­ Celso Freitas Carvalho, chefe da
Tesouraria da Agência (posse no BB: 19/10/1925, apos.
1/1/1956).
Santa Teresa ­ ES ­ 1956 ­ Mário Vaz de Almeida e Albuquerque,
gerente.
Santiago ­ RS ­ 1956 ­ Mário Conceição Prates, contador.
Santo Anastácio ­ SP ­ 1956 ­ Ernesto Masselani, contador,
João Franco Arcos, gerente, Oswaldo Rocha Mello,
advogado.

457 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Santo Antônio de Pádua ­ RJ ­ 1956 ­ Arlindo Ricardo Pasolini,
contador.
São Caetano do Sul ­ SP ­ 1956 ­ Lourival Artur Delgado,
contador, Francisco Medina Coeli, gerente.
São Gonçalo ­ RJ ­ 1956 ­ Carlos da Costa Lage, contador.
São João Del Rei ­ MG ­ 1956 ­ Amynthas Novaes, gerente,
João Antonino Moreira, inspetor, Júlio Mário Mourão,
contador.
São João de Itabapoana ­ RJ ­ 1956 ­ José de Almeida ­
27/4/1944, contador.
São Lourenço do Sul ­ RS ­ 1956 ­ Theo Wendisch ­ 2/7/1938,
gerente.
São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1956 ­ Monroe de Arruda
Camargo, subgerente.
São José do Rio Preto ­ SP ­ 1956 ­ Gorgonio Evaristo Barreto,
gerente, Rodolfo Benedito de Moura Barbosa, contador.
Ubaitaba ­ BA ­ 1956 ­ Edmundo Barros Câmara, gerente.
Vacaria ­ RS ­ 1956 ­ Joubert Masseron Giacoebo, gerente,
Nelson Vieira d´Ávila, gerente (épocas distintas).
Valparaíso ­ SP ­ 1956 ­ Geraldo Arruda Camargo, gerente.
Viçosa ­ AL ­ 1956 ­ Wilson Vieira Jatobá, gerente.
Volta Redonda ­ RJ ­ 1956 ­ Luiz Baptista Torres, gerente, Luiz
Werneck Peralta, contador.
Votuporanga ­ SP ­ 1956 ­ Waldir Martiniano de Oliveira,
contador, Ariosto Loureiro da Silva, inspetor da 36ª Zona,
Edilberto Geraldo de Resende, gerente, Deusdedit Freitas
de Almeida, inspetor da 23ª Zona ­ Creai.
Agência Central ­ RJ ­ 1957 ­ Antônio de Oliveira Rocha,
chefe da Seção de Firmas, Eduardo Roxo de la Roque,
tesoureiro.

FERNANDO PINHEIRO

- 458

Alegrete ­ RS ­ 1957 ­ Carlos Salerno, contador, Octávio
Mazzoni Andrade, gerente, Alberto Xavier, advogado.
Alfenas ­ MG ­ 1957 ­ Antônio Carlos Vieira da Cunha,
gerente, Arlindo Machado Pavão, inspetor, Saul Porto
Pedroza, contador.
Andradina ­ SP ­ 1957 ­ Geraldo Corrêa ­ 22/6/1942, contador,
Álvaro Carjulo D´Almeida, gerente.
Aracaju ­ SE ­ 1957 ­ Vanilo Medeiros Araújo, contador,
Thelmo Dantas Motta, gerente.
Araçatuba ­ SP ­ 1957 ­ Haroldo Guimarães de Souza, contador.
Araçuaí ­ MG ­ 1957 ­ Luiz Anibal de Brito, contador.
Araguari ­ MG ­ 1957 ­ Eduardo Brasileiro, advogado,
Martiniano Mavignier de Araújo, gerente, José Nunes de
Barros, inspetor (Creai), Alberto Leite de Araújo, inspetor
(Crege), Octacílio Assis Rodrigues, contador.
Assaí ­ PR ­ 5/10/1957 ­ Nabiuh Aboriham ­ 17/2/1943, gerente,
Jovino Ferraz ­ 25/4/1949, contador.
Barreiras ­ BA ­ 1957 ­ Luiz Demétrio Guimarães Simões,
contador.
Bebedouro ­ SP ­ 1957 ­ José Vieira do Rosário, contador.
Bento Gonçalves ­ RS ­ 1957 ­ Carlos Alberto Calage Cidade,
gerente, Júlio Luiz Mussoi, contador.
Biriguí ­ SP ­ 1957 ­ José Firmino Dantas Bacellar, contador.
Blumenau ­ SC ­ 1957 ­ André Sada, gerente (posse no BB:
11/9/1930, apos. 13/3/1961), Elmar Rudolfo Heineck,
contador.
Boa Esperança ­ MG ­ 1957 ­ José de Oliveira Zenha, contador.
Bom Retiro ­ Metr. SP ­ 1/10/1957 ­ Paulo Bastos ­ 18/1/1933,
gerente.

459 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Bosque da Saúde ­ Metr. SP ­ 1957 ­ João Gonçalves de
Camargo, contador, Mário Baptista Nascimento, contador
(épocas distintas).
Bragança ­ PA ­ 1957 ­ Jaime Soares Boaventura, gerente.
Brasília ­ GO ­ 1957 ­ 1ª Agência antes da transferência da
capital federal em 1960 ­ Raul Campos Júnior, contador
interino, Delmindo Motta ­ 25/3/1940, gerente interino,
Edbert Pereira Leite, caixa.
Cáceres ­ MT ­ 1957 ­ Ernani Maciel Câmara, contador.
Cachoeira do Sul ­ RS ­ 1957 ­ Vitalmiro de Aguiar ­ 13/11/1930,
gerente.
Cachoeiro de Itapemirim ­ ES ­ 1957 ­ Heinz Van Den Bylaardt,
gerente.
Camocim ­ CE ­ 1957 ­ José de Arimateia Filho, contador.
Canavieiras ­ BA ­ 1957 ­ José de Melo Figueiredo, contador.
Canoinhas ­ SC ­ 1957 ­ Camillo Calazans de Magalhães,
contador, Darci Furtado Rocha, contador (épocas distintas),
Francisco Raphael Di Lascio, gerente.
Cantagalo ­ RJ ­ 1957 ­ Antônio Pinto de Aragão, contador.
Carazinho ­ RS ­ 1957 ­ Vitalmiro de Aguiar, gerente, José
Rubens de Faria Cidade, inspetor, Joaquim Saião Lobato,
contador, posteriormente, gerente, Ruy Barbosa Pacheco do
Canto, contador.
Catalão ­ GO ­ 1957 ­ Araripe de Mello ­ 23/3/1944, contador,
Plínio José Lourenço de Souza, gerente.
Caxias do Sul ­ RS ­ 1957 ­ Antônio Edwiges Guglielmi de
Oliveira, gerente, Pedro Otto da Silveira, inspetor.
Codó ­ MA ­ 1957 ­ Luiz Gonzaga Pinheiro Veiga de Almeida,
contador.
Cratéus ­ CE ­ 1957 ­ Waldemir Rosa Chaves, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 460

Cruzeiro do Sul ­ AC ­ 1957 ­ Geraldo Carneiro da Silva, gerente.
Cuiabá ­ MT ­ 1957 ­ Raul Santos Costa, gerente.
Dom Pedrito ­ RS ­ 1957 ­ Ivo Oswaldo Hausen, contador.
Dores de Indaiá ­ MG ­ 1957 ­ Antônio Beluco Sobrinho,
contador, João Rodrigues de Andrade, gerente, Guilherme
Neves Gonzaga, contador transferido para Agência São
Leopoldo ­ RS, José Bernardes de Souza Filho, advogado.
Dourados ­ MS ­ 1957 ­ Olavo Servija Medina, agente­
instalador. A subagência Dourados foi transformada, em
18/1/1958, em agência.
Erechim ­ RS ­ 1957 ­ Elizer Miranda Silva, gerente, José
Edjalma Carneiro, contador.
Floriano ­ PI ­ 1957 ­ Raymundo Solon Fontenelle de Miranda,
contador.
Formiga ­ MG ­ 1957 ­ José Machado, gerente, Rubens Nunes
Firme, inspetor, Álvaro Dantas Motta, contador.
Formosa ­ GO ­ 7/1/1957 ­ Raimundo Correa de Menezes,
gerente, Antônio Vasconcelos Santiago, contador.
Fortaleza ­ CE ­ 1957 ­ José de Ribamar Simas de Oliveira,
contador.
Foz do Iguaçu ­ PR ­ 1957 ­ Hélio Moura ­ 26/4/1941, contador.
Governador Valadares ­ MG ­ 1957 ­ Rubens Vieira Machado,
chefe­de­serviço
(posse
no
BB:
30/10/1940,
falec.
27/5/1957), designado contador da Agência Dores de
Indaiá ­ MG, falecido, não chegou a tomar posse no cargo.
Guaçuí ­ ES ­ 1957 ­ Colmar Firme Coutinho, contador.
Guaíba ­ RS ­ 1957 ­ Nestor Angelo Ariolli, gerente.
Guajará­Mirim ­ RO ­ 19/11/1957 ­ Agenor Nepomuceno Mendes,
gerente, Ralph Seixas Vieira, Jatir Batista da Cunha,
contadores (épocas distintas)

461 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Guarapuava ­ PR ­ 1957 ­ Hélio Guimarães ­ 13/1/1947,
contador, Irineu Frara Batista, gerente.
Guaratinguetá ­ SP ­ 1957 ­ João Evangelista de Campos
Ribeiro, gerente.
Ilhéus ­ BA ­ 1957 ­ Francisco Otto Carvalho de Toledo,
inspetor, Ariosto de Belli, inspetor, Reginaldo Ramos
Varandas de Carvalho, gerente.
Ipiranga ­ Metr. SP ­ 1957 ­ Pedro Tércio de Cambraia Salles,
gerente.
Itabaiana ­ SE ­ 1957 ­ Paulo Rodrigues Vieira, contador.
Itabuna ­ BA ­ 1957 ­ Wilson Conceição, inspetor, Humberto
Moreira Riella da Fonseca, gerente, Érico Petit Lobão,
contador.
Itacoatiara ­ AM ­ 1957 ­ Domingos Rubem Uchoa Filho, contador.
Itaperuna ­ RJ ­ 1957 ­ Álvaro Cantanhede, gerente, Luiz
Raymundo Gomes, inspetor, Álvaro Tinoco Nazareth,
contador.
Itaqui ­ RS ­ 1957 ­ Carlos Alberto Vieira Braga, contador.
Itu ­ SP ­ 1957 ­ Clodoveu Romualdo Scotti, contador.
Jacarezinho ­ PR ­ 1957 ­ Paulo José de Carvalho, gerente.
Januária ­ MG ­ 1957 ­ Elcior Ferreira de Santana, gerente.
Jequitinhonha ­ MG ­ 1957 ­ Márcio dos Reis Barbosa, agente
instalador. A subagência Jequitinhonha foi transformada
em agência em 2/3/1959.
João Pessoa ­ PB ­ 1957 ­ Getúlio Alves de Souza, contador.
Joinville ­ SC ­ 1957 ­ Arthur Oscar Langsch, contador.
Lagarto ­ SE ­ 1957 ­ Celso Melo Villas Boas, contador.
Lavras ­ MG ­ 1957 ­ Ênio Mota Gueiros, gerente.
Macaé ­ RJ ­ 1957 ­ Hélio de Abreu Lima, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 462

Macapá ­ AP ­ 1957 ­ Dalton Cordeiro Lima, contador, Mário
Vidal, inspetor, Mário Simões Paes, gerente.
Maceió ­ AL ­ 1957 ­ Félix Lima Júnior, gerente, membro da
Academia Alagoana de Letras.
Mafra ­ SC ­ 1957 ­ Celso Fernando de Lima Lira, contador,
José Pedro Gil, inspetor, Vicente de Paulo Alves Cordeiro,
gerente.
Manaus ­ AM ­ 1957 ­ Raymundo de Alcântara Figueira,
gerente, Ariosto de Belli, inspetor, Stepheson Vieira
Medeiros, contador.
Mandaguari ­ PR ­ 1957 ­ Luiz Bombonato ­ 19/1/1944, gerente.
Maracaju ­ MS ­ 1957 ­ Gil Dias Negrão, agente da subagência.
Em 14/3/1959, a subagência Maracaju foi transformada em
agência.
Maringá ­ PR ­ 1957 ­ Francisco José Monteiro, contador.
Martinópolis ­ SP ­ 1957 ­ Geraldo Mazzaro de Medeiros,
contador.
Matão ­ SP ­ 1957 ­ Valdir Martiniano de Oliveira, contador.
Méier ­ Metr. RJ ­ 1957 ­ Isaac Mendes Sobral, contador,
Antônio Bernardelli de Salinas, gerente.
Mimoso do Sul ­ ES ­ 1957 ­ Marcello Fernandes, contador,
Ebert Perlingeiro Lanhas, contador (épocas distintas), Fausto
Bissolati Sant´Anna, gerente.
Monte Carmelo ­ MG ­ 1957 ­ Antônio Cavalcanti de Oliveira
Lima Filho, contador.
Montenegro ­ RS ­ 1957 ­ Paulo Emílio Guimarães, contador,
Nadin Datria Salle, gerente.
Montes Claros ­ MG ­ 1957 ­ Aldenor Leão Cassulo de Melo,
contador, Francisco Barbosa Cursino, gerente.

463 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Mooca ­ Metr. SP ­ 1/10/1957 ­ Arnaldo Calbucci, gerente
(posse no BB: 31/8/1934, falec. 26/5/1962), Alceu Maitino,
contador.
Mossoró ­ RN ­ 1957 ­ Mário Alves de Moraes, gerente.
Mundo Novo ­ BA ­ 1957 ­ Acilino Máximo ­ 26/3/1945, gerente,
Benedicto Gomes Montal, contador.
Nazaré ­ BA ­ 1957 ­ Elival Oliveira, contador, Raymundo
Ventura, gerente.
Nova Friburgo ­ RS ­ 1957 ­ João da Fonseca Neves, contador.
Novo Hamburgo ­ RS ­ 1957 ­ Ney Ulrich Caldas, gerente,
Francisco de Paula Guedes Filho, inspetor, Egon Kroeff,
contador.
Ourinhos ­ SP ­ 16/2/1957 ­ Alberto Ignácio da Silveira,
contador.
Palmeira dos Índios ­ AL ­ 1957 ­ Domingos de Mello Barros,
contador.
Paracatu ­ MG ­ 16/2/1957 ­ Aloysio Lobo das Mercês, gerente,
Carlos Fernandes ­ 17/2/1949, contador.
Paranaguá ­ PR ­ 1957 ­ João Fabrício de Moraes, gerente,
contador, Rostil da Silva Mattos, contador.
Paranavaí ­ PR ­ 23/3/1957 ­ João Fabrício de Morais, gerente,
Eduardo Silveira da Rosa, gerente (épocas distintas),
Henrique José Rodrigues Filho, contador.
Patos ­ PB ­ 1957 ­ Rútilo Pinheiro de Melo, contador.
Pederneiras ­ SP ­ 1957 ­ Domingos Joannes Musinato,
gerente, Alberto de Castro Neves Filho, inspetor, José Carlos
Baraúna, contador.
Pedra Azul ­ MG ­ 1957 ­ Antônio de Souza Gomes, gerente,
Herculano Ventura Horta Barbosa, contador.
Pedreiras ­ MA ­ 1957 ­ Oldyr Nogueira Vinhaes, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 464

Penápolis ­ SP ­ 1957 ­ José Hygino Marques, contador.
Penedo ­ AL ­ 1957 ­ José Nogueira Ramos, contador, José
Pereira Alves, gerente.
Penha ­ Metr. SP ­ 1957 ­ João Gonçalves Camargo, contador,
José de Brito ­ 20/7/1942, contador.
Picos ­ PI ­ 1957 ­ Dejoces de Souza Queiroz, contador,
Joaquim Martins dos Santos, contador (épocas distintas).
Pinheiros ­ Metr. SP ­ 1/10/1957 ­ Cid dos Santos Antão, gerente.
Piracuruca ­ PI ­ 1957 ­ Luiz Teixeira Palácio, contador.
Pirajuí ­ SP ­ 1957 ­ André Comitre ­ 18/10/1930, contador.
Pirassununga ­ SP ­ 1957 ­ Agenor Mendes, contador, Álvaro
da Rocha Sundfeld, gerente.
Piripiri ­ PI ­ 1957 ­ Raimundo Nonato de Melo, contador.
Porto Alegre ­ RS ­ 1957 ­ Luiz Jansson, gerente, Arthur Neujahr,
subgerente, Ariovaldo Machado de Freitas, contador, Glicério
Alves de Oliveira, assessor jurídico.
Pouso Alegre ­ MG ­ 1957 ­ Antônio Madureira Murla,
gerente, Lafayette Vale, inspetor, José Rios, contador.
Presidente Prudente ­ SP ­ 1957 ­ Ademar de Campos Monteiro,
contador.
Promissão ­ SP ­ 1957 ­ Waldomiro Machado D´Antonio,
contador, Ariosto Loureiro da Silva, inspetor (Crege),
Núncio Montingelli, gerente, Alexandre Caminha de Castro
Monteiro, inspetor (Creai).
Raul Soares ­ MG ­ 10/1/1957 ­ Antônio Barcelos, gerente,
João José de Carvalho, inspetor, Gerardo de Magella Silva
Passos, contador.
Ribeirão Bonito ­ SP ­ 1957 ­ Nilo Carlos Miceli, contador,
Ayrton Pires de Oliveira, gerente.

465 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Recife ­ Agência Centro ­ PE ­ 1957 ­ Pedro Lima, gerente
(posse no BB: 23/5/1928, apos. 1/8/1960), Arthur Augusto
Roxo Pereira, inspetor, Gennaro de Oliveira Padilha,
gerente da Agência Metr. Santo Antônio ­ Recife, Francisco
Bayma, contador (25/8/1926, apos. 11/3/1960), Cirilo Maia
Coutinho, contador. Em 1957 a Agência funcionando em
prédio de 3 andares, possuía 336 funcionários.
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1957 ­ Luiz Gonzaga da Rocha Teixeira,
inspetor.
Rio Verde ­ GO ­ 1957 ­ José Gomes de Godoy, contador.
Rolândia ­ PR ­ 1957 ­ Benno Petry ­ 13/7/1945, contador.
Santa Rosa ­ RS ­ 1957 ­ Alfredo Paranhos Cantalice, gerente,
Marat de Freitas da Costa Porto, inspetor, Olyntho
Saldanha, contador, Luiz Barbosa Viana, contador (épocas
distintas).
Santa Teresa ­ ES ­ 1957 ­ Heldy Dias Maciel, contador.
Santo Amaro ­ Metr. SP ­ 1/10/1957 ­ Luiz Carlos Simões
Mendes, gerente, Oscar Dias de Mello, gerente (épocas
distintas).
Santo Antônio da Patrulha ­ RS ­ 1957 ­ Rui Barbosa Pacheco
do Couto, contador.
Santos ­ SP ­ 1957 ­ Edmundo Benjamin Tourinho, assessor
jurídico.
São Borja ­ RS ­ 1957 ­ Hermes Gomes Barbosa, gerente.
São Lourenço do Sul ­ RS ­ 1957 ­ João Feijó da Fonseca,
contador.
Santana ­ Metr. SP ­ 1/10/1957 ­ Márcio Monteiro ­ 21/12/1939,
gerente.
Santiago ­ RS ­ 1957 ­ Mário Conceição Prates, contador,
Hugo Mário Oliveira de Boer, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 466

Santo Amaro ­ Metr. SP ­ 1/10/1957 ­ Fausto Vieira Estellita
Lins, contador, Luiz André Ferreira da Costa, inspetor,
Oscar Dias de Melo, gerente­instalador, Orlando Baldi,
gerente da Agência Metr. Bosque da Saúde ­ SP,
José Octávio da Silva Leme, gerente da Agência Centro ­
São Paulo, João Alves Ferreira Júnior, subgerente da
Agência Centro ­ São Paulo.
Santo Ângelo ­ RS ­ 1957 ­ Ernani Anicet, gerente, Marat de
Freitas da Costa Porto, inspetor, Jadir Beck Leite, contador.
Santo Antônio ­ Metr. PE ­ 1957 ­ Severino Oliveira Moura,
contador.
Santo Antônio de Pádua ­ RJ ­ 1957 ­ Deusdedit Coutinho,
gerente (posse no BB: 11/6/1926, apos. 1/2/1958).
Santos ­ SP ­ 1957 ­ Hamleto Celso Lins e Silva, contador,
Hermínio Faria Cancello, subgerente.
São Carlos ­ SP ­ 1957 ­ Linneu Álvaro Floret, gerente, Benedito
da Costa e Silva, contador.
São Gabriel ­ RS ­ 1957 ­ Aristóteles Vaz de Carvalho e Silva,
contador.
São Luís ­ MA ­ 1957 ­ Adolpho Basílio da Silva, gerente,
José Luiz Castelo Branco, contador.
São

Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1957 ­ Abílio Felinto da
Silva, subgerente, José Felisatti ­ 22/8/1934, subgerente.

Senhor do Bonfim ­ BA ­ 1957 ­ Alberto Lima de Santa Maria,
contador.
Serra Talhada ­ PE ­ 1957 ­ Newton dos Santos Pinto,
contador, Antônio Jácome de Araújo, gerente.
Serrinha ­ BA ­ 1957 ­ Edício de Araújo Soares, gerente, Urbano
Batista Brandão, inspetor, José Pereira Portugal, contador.
Tapes ­ RS ­ 1957 ­ Alfredo Paranhos Cantalice, gerente.

467 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Teresina ­ PI ­ 1957 ­ Benedicto Fonseca Ferreira, contador,
José Augusto de Melo, contador (épocas distintas).
Três Corações ­ MG ­ 1957 ­ Tácito d´Ângelo ­ 24/9/1941,
contador.
Ubá ­ MG ­ 1957 ­ Agamenon Cordeiro Florentino, contador .
Ubaitaba ­ BA ­ 1957 ­ Álvaro de Araújo Valença, contador.
Uberaba ­ MG ­ 1957 ­ João Rodrigues Andrade, contador,
Lund Maia ­ 23/5/1941, gerente.
Uberlândia ­ MG ­ 1957 ­ Francisco Fortes de Pinho, gerente.
União da Vitória ­ PR ­ 1957 ­ Paulo José de Carvalho,
gerente, Nipton Curi ­ 14/12/1942, contador, Maurício
Ferraz ­ 2/6/1941, contador (épocas distintas).
Uruguaiana ­ RS ­ 1957 ­ Walter Ennes ­ 21/10/1940, contador.
Valparaíso ­ SP ­ 1957 ­ Alceu Maitino, contador, Ariosto Loureiro
da Silva, inspetor, Geraldo Arruda Camargo, gerente, Paulo
Hipólito, inspetor.
Varginha ­ MG ­ 1957 ­ Petrônio Fernandes Gonçalves, contador.
Viçosa ­ AL ­ 1957 ­ José Rodrigues Bastos, contador, Antônio
Freire Rocha, inspetor, Wilson Vieira Jatobá, gerente.
Acesita ­ MG ­ 1958 ­ Amilcar Leonello Ziller, Hércio de
Figueiredo Mello, gerentes (épocas distintas), José da Silva
Leite, inspetor, Gustavo Resende Ferreira, contador.
Adamantina ­ SP ­ 1958 ­ Octávio Alves Costa, gerente.
Agência Central ­ RJ ­ 1958 ­ Tesouraria ­ Eduardo Roxo de
La Roque, chefe da Tesouraria, Ernane Teixeira Leite,
Francisco Sauwen, subchefes de Tesouraria.
Alagoinhas ­ BA ­ 1958 ­ Lourival Pereira da Cunha, contador.
Além Paraíba ­ MG ­ 1958 ­ Darcy Pereira ­ 1/9/1949, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 468

Agência Central ­ RJ ­ 1958 ­ Kleber Corrêa Lemos, gerente,
Adolpho Becker, Eugênio de Lima Azevedo, João Osman
da Silva Mattos, José Perrone, subgerentes, João Galileu
Antunes Moreira, Manoel Salek ­ 5/11/1936 contadores
(épocas distintas), Eugênio de Lima Azevedo, Paulo Cardoso
de Castro, subcontadores (épocas distintas), Acylino da
Silveira, subcontador (posse no BB: 10/5/1927, apos.
8/2/1959). Com a aposentadoria de Gilberto de Oliveira
(posse no BB: 21/1/1924, apos. 1/8/1958), Lourival Tavares
de Campos assumiu o cargo de chefe da Seção de Firmas
da Agência Central.
Alfenas ­ MG ­ 1958 ­ Saul Porto Pedrosa, contador, Cândido
Almeida Freitas, gerente.
Apucarana ­ PR ­ 1958 ­ Oswaldo Grassioto ­ 7/3/1949, contador.
Aracati ­ CE ­ 1958 ­ João de Oliveira Carvalho, contador,
Alvacir dos Santos Raposo, gerente.
Arapongas ­ PR ­ 1958 ­ Ruy Ubaldo Ribeiro, contador.
Arcoverde ­ PE ­ 1958 ­ Maurício Ferraz ­ 22/7/1942, gerente,
Severino Mendes Lins, contador.
Areia ­ PB ­ 1958 ­ Jaime Fernandes de Oliveira, contador.
Arroio Grande ­ RS ­ 1958 ­ João Félix Cordeiro de Mello, gerente.
Assaí ­ PR ­ 1958 ­ Jovino Ferraz ­ 25/4/1949, contador.
Assis ­ SP ­ 1958 ­ Francisco Cruz Schmidt, Fausto Chacon ­
26/7/1943, contador.
Bandeira ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Ivanhoé Valdetaro Cordovil,
contador.
Bangu ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ João Baptista Pio da Silva, contador,
Mário Ricart Erle, gerente.
Barra ­ BA ­ 1958 ­ Hélcio de Barros Carneiro, gerente,
Antônio Ferreira Sena, contador.

469 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Barreiras ­ BA ­ 1958 ­ Alano de Moura Beleza, gerente.
Batatais ­ SP ­ 1958 ­ Alceu Subtil Chueire, contador.
Bela Vista ­ MS ­ 1958 ­ Alberto Zattar Amiky, contador.
Belém ­ PA ­ 1958 ­ Everaldo Stéllio de Oliveira e Silva,
contador.
Bicas ­ MG ­ 1958 ­ Sandoval de Paula Batista, contador.
Blumenau ­ SC ­ 1958 ­ André Sada, gerente, Elmar Rudolfo
Heineck, contador.
Boa Esperança ­ MG ­ 1958 ­ Samuel Correa Borges Júnior,
gerente.
Boa Vista ­ RR ­ 1958 ­ Alberto Zattar Amiky, contador,
Antônio Bittencourt ­ 30/8/1945, gerente.
Botafogo ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Paulo Guajará Cruz Saldanha,
contador.
Bragança Paulista ­ SP ­ 1958 ­ Antônio de Campos ­ 26/1/1940,
Carlos Matheus, contadores (épocas distintas), Nelson Ruiz
Affonseca, gerente.
Brasília ­ GO ­ 1958 ­ À época a agência estava localizada
no Estado de Goiás ­ Delmindo Motta, gerente, Miguel
Fernandes Barros, inspetor, Luiz Agostinho de Carvalho
Perriraz, contador.
Brusque ­ SC ­ 22/1/1958 ­ Aymoré Gevaerd Bridon, contador,
Joaquim Fernandes Savão Lobato, gerente.
Cachoeiro de Itapemirim ­ ES ­ 1958 ­ Ormando de Moraes ­
16/6/1942, contador.
Caetité ­ BA ­ 1958 ­ Almir Rodolfo Abreu, Antônio Victorino
dos Santos Júnior, gerentes (épocas distintas), Ariosto de
Belli, inspetor, Aderaldo Mayer da Silveira, contador.
Cajazeiras ­ PB ­ 1958 ­ Domício Rodrigues Holanda, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 470

Caicó ­ RN ­ 1958 ­ Antônio Lins, gerente (posse no BB:
1/9/1942), em 1964, subgerente da Agência Natal ­ RN,
Marcos Vinicius da Silva, inspetor, Paulo de Oliveira,
contador.
Camaquã ­ RS ­ 1958 ­ João Albino Madruga Rodrigues,
contador.
Cambará ­ PR ­ 1958 ­ Alceu Porres, gerente, Nicolino Rigato,
inspetor, José de Queiroz Baptista, inspetor, José Saad,
contador (posse no BB: 30/6/1944), em 1964, gerente da
Agência Apucarana ­PR.
Camocim ­ CE ­ 1958 ­ Antônio Christovam de Assunção,
contador, José de Arimatéa Filho, gerente.
Campos ­ RJ ­ 1958 ­ Guilherme Ivan Ludolf Ribeiro, contador,
Manoel de Almeida Glória, gerente.
Campo Grande ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Humberto de Almeida
Brandão, contador, Rubens da Silveira Pinto, gerente.
Campina Grande ­ PB ­ 1958 ­ Antônio Cândido da Cunha
Leitão, inspetor, Cláudio José Cisneiros de Albuquerque,
contador, Natanias Ribeiro von Sohsten, gerente.
Campo Belo ­ MG ­ 1958 ­ Lafaiete Moreira de Castro,
gerente, Antônio de Oliveira, contador.
Campo Maior ­ PI ­ 1958 ­ James Torres de Sampaio, gerente.
Canoinhas ­ SC ­ 1958 ­ Darcy Furtado Rocha, contador,
Francisco Raphael di Lascio, gerente.
Capela ­ SE ­ 1958 ­ Luciano Carlos de Menezes, contador.
Carazinho ­ RS ­ 1958 ­ Odil Pedro Silveira Perez, contador.
Carolina ­ MA ­ 1958 ­ Guilherme de Oliveira ­ 17/6/1938,
contador.

471 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Catalão ­ GO ­ 1958 ­ Plínio José Lourenço de Souza,
gerente, Jacques de Oliveira Rocha, inspetor, Araripe de
Melo, contador.
Caxias ­ MA ­ 1958 ­ Vicente de Paulo Oliveira Fortes, contador,
Antônio Castelo Branco da Cruz, gerente.
Chapecó ­ SC ­ 1958 ­ Edy Silva (20/8/1945), gerente, Romeu
de Oliveira Machado, contador.
Chavantes ­ SP ­ 1958 ­ Otto Mamede, contador, Wilson Póvoa
Manso, gerente.
Chapecó ­ SC ­ 1958 ­ Garter Samuel Garcia Schuster, contador.
Cinelândia ­ Metr. RJ ­ 8/2/1958 ­ Rubélio Freire de Aguiar,
gerente, Eugênio Walter de Oliveira, gerente (épocas
distintas).
Colatina ­ ES ­ 1958 ­ Celso Loureiro Pereira, contador.
Cornélio Procópio ­ PR ­ 1958 ­ Léo Zimmermann ­ 3/2/1943,
contador.
Crato ­ CE ­ 1958 ­ Amarílio Gonçalves Tavares, contador.
Cuiabá ­ MT ­ 1958 ­ Felicíssimo Lemos dos Santos, contador.
Curitiba ­ PR ­ 1958 ­ Hermes Buchele, gerente, Ary de Barros
Alves, subgerente, Octávio de Araújo, contador interino,
Floriano Peixoto de Sá, contador.
Diamantina ­ MG ­ 1958 ­ Joaquim Mattos Quinaud Filho,
contador.
Dores do Indaiá ­ MG ­ 1958 ­ Christóvam Machado Barbosa,
gerente.
Dourados ­ MS ­ 18/1/1958 ­ Olavo Servija Medina, gerente,
Hugo Neves Queiros, Ênnio Viegas de Oliveira Paes,
contadores (épocas distintas).

FERNANDO PINHEIRO

- 472

Dracena ­ SP ­ 1958 ­ Ary da Silva Pinto, Rubens Cunha
Rodrigues, Nelson Galli ­ 23/11/1942, contadores (épocas
distintas), José de Souza Lima ­ 23/7/1943, gerente.
Duque de Caxias ­ RJ ­ 1958 ­ Flaviano Souza ­ 16/3/1928,
gerente.
Erechim ­ RS ­ 1958 ­ Romeu de Oliveira Machado, contador.
Fernandópolis ­ SC ­ 6/12/1958
gerente­instalador, Edilberto
da Agência Votuporanga ­
advogado, Carlos Fernandes
Bergantini, gerente­instalador

­ Hélio Cézar de Figueiredo,
Geraldo de Rezende, gerente
SP, Delson Pinheiro Curti,
­ 17/2/1949, contador, Gildo
da Agência Jales (4/2/1959).

Formosa ­ GO ­ 1958 ­ Raimundo Correia de Menezes, José
Saad ­ 30/6/1944, gerentes; Antônio Vasconcellos Sant´Iago,
José Justino de Souza Júnior, contadores (épocas distintas).
Foz de Iguaçu ­ PR ­ 1958 ­ Frederico Guilherme Penno,
gerente, Hélio Moura, contador.
Garanhuns ­ PE ­ 1958 ­ Jonathan Raymundo Cerqueira do
Nascimento.
Glória ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Geraldo Peryllo Nunes, Raul Augusto
de Pinho Filho, gerentes; Manoelito da Silva Mattos, Carlos
Motta Lopes, contadores (épocas distintas).
Goiana ­ PE ­ 1958 ­ Amaro José da Costa, contador.
Goiás ­ GO ­ 1958 ­ João Baran ­ 10/3/1939, gerente, Wilmar
Benedito Ribeiro Camelo, José Beserra Alcanfor Soares,
contadores (épocas distintas).
Guaíba ­ RS ­ 1958 ­ Otto Gappmayer, contador.
Guarabira ­ PB ­ 1958 ­ Ilo Lins Barradas, contador.
Guarapuava ­ PR ­ 1958 ­ Hélio Guimarães ­ 13/11/1947, gerente,
Leocádio Perli dos Santos, contador.

473 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Guiratinga ­ MT ­ 1958 ­ Woldiney Soares
contador, Edgard José de Souza, gerente.

de

Oliveira,

Ipameri ­ GO ­ 1958 ­ Cecílio José Daher, gerente, Jacques
de Oliveira, inspetor, Kluck Magri, contador.
Ipiaú ­ BA ­ 1958 ­ Aurélio Pereira de Souza, contador,
Fernando Nogueira Brito, gerente.
Ipu ­ CE ­ 1958 ­ José Benevides de Alencar Teixeira, gerente,
Stélio da Conceição Araújo, contador.
Irati ­ PR ­ 1958 ­ Celso da Costa Saboia, gerente, Ariosto
Loureiro da Silva, inspetor, Walter Machado de Oliveira,
contador.
Itabaiana ­ PB ­ 1958 ­ Gilvan Guedes Pessoa, contador.
Itaberaba ­ BA ­ 1958 ­ Heitor Silva Oliveira, gerente, Walter
Vellozo Pinheiro de Lemos, contador.
Itacoatiara ­ AM ­ 1958 ­ Antônio Pinheiro Melo, contador.
Itajubá ­ MG ­ 1958 ­ Celso Fernando de Lima Lyra, Samuel
Correa Borges Júnior, contador.
Ipameri ­ GO ­ 1958 ­ Durval Pereira da Silva, contador.
Itaperuna ­ RJ ­ 1958 ­ Nilo Targino Teixeira, gerente.
Itapetininga ­ SP ­ 1958 ­ Antônio de Souza Gomes, gerente.
Itapipoca ­ CE ­ 1958 ­ Francisco Xavier de Vasconcelos,
contador.
Itumbiara ­ GO ­ 1958 ­ Daniel da Costa Freitas Filho, contador.
Ituverava ­ SP ­ 1958 ­ Nadir Deleuse ­ 30/12/1942, contador,
Ernesto Masselani ­ 29/7/1940, gerente.
Jaboticabal ­ SP ­ 1958 ­ Emílio Ferreira da Matta, contador.
Jacarezinho ­ PR ­ 1958 ­ Irineu Frare Batista, contador.
Jacobina ­ BA ­ 1958 ­ Antônio Augusto de Lima, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 474

Joaçaba ­ SC ­ 1958 ­ Alfredo Liberato Meyer, contador.
Juiz de Fora ­ MG ­ 1958 ­ Isaltino da Silveira Filho, contador.
Lages ­ SC ­ 1958 ­ Newton Soares Modesto de Almeida,
gerente, Hugo Nieble de Freitas, contador.
Lagoa Vermelha ­ RS ­ 1958 ­ Cyro Prado Sampaio, contador.
Laguna ­ SC ­ 1958 ­ Dylton do Valle Pereira, contador.
Lajeado ­ RS ­ 1958 ­ Odilo José Tireli, contador, Sinval Tavares
da Silva, gerente.
Lavras ­ MG ­ 1958 ­ Olavo Silva ­ 19/7/1945, contador.
Lençóis ­ BA ­ 1958 ­ Arnaldo Gomes da Silva, gerente.
Limoeiro ­ PE ­ 1958 ­ Nilton Vilanova de Albuquerque,
contador.
Luzilândia ­ PI ­ 1958 ­ Almir Martins da Rocha, contador.
Macapá ­ AP ­ 1958 ­ Francisco Couto Fernandes Filho, contador.
Macaé ­ RJ ­ 1958 ­ Oscar Matos Filho, gerente.
Maceió ­ AL ­ 1958 ­ Hermilo Chrispim Vieira, gerente.
Machado ­ MG ­ 13/9/1958 ­ Hugo Nogueira Starling, contador,
Antônio Carlos Vieira da Cunha, gerente.
Madureira ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Elpídio Veiga Valladares, contador.
Mafra ­ SC ­ 1958 ­ Lourival Moreira ­ 21/9/1942, contador.
Manhuaçu ­ MG ­ 1958 ­ José Lopes do Sacramento, contador,
Wilson Mendes de Freitas, gerente.
Maringá ­ PR ­ 1958 ­ Eduardo Silveira da Rosa, gerente,
Ayrton Pinheiro, advogado.
Méier ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Roque Lyrio Cruz, gerente.
Mogi das Cruzes ­ SP ­ 1958 ­ Edimar de Deus Nunes, contador,
Jair Guiguet Leal, gerente.

475 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Monte Carmelo ­ MG ­ 1958 ­ Raul Campos Júnior, gerente,
José Bernal Júnior, contador.
Montenegro ­ RS ­ 1958 ­ Érico Corrêa ­ 28/7/1941, gerente.
Mundo Novo ­ BA ­ 1958 ­ Benedito Gomes Montal, gerente.
Nova Granada ­ SP ­ 1958 ­ Ary da Costa Nogueira, contador,
Alceu Subtil Chueire, gerente.
Nova Iguaçu ­ RJ ­ 1958 ­ Cial Brito ­ 8/3/1941, contador.
Novo Hamburgo ­ RS ­ 1958 ­ Paulo de Oliveira Leitão, gerente.
Óbidos ­ PA ­ 1958 ­ Charles Armand Merabet, gerente.
Ourinhos ­ SP ­ 1958 ­ Oscar Mattos Filho, gerente (integrante
da 1ª turma de bachareis da Faculdade de Direito de
Bauru ­ SP), Alberto Ignácio da Silveira, gerente (épocas
distintas), Dante Américo Rossi, contador.
Palmares ­ PE ­ 1958 ­ Jorge José de Albuquerque Leal, contador,
Severino Correia de Melo, gerente.
Palmeira das Missões ­ RS ­ 1958 ­ Fermino Conrado de Marchi,
gerente.
Pará de Minas ­ MG ­ 1958 ­ Ivon Pires ­ 2/5/1955, contador,
Júlio Maia ­ 26/9/1942, gerente.
Paracatu ­ MG ­ 1958 ­ Carlos Fernandes, Abel Neuppmann ­
28/3/1949, contadores (épocas distintas), Jacques de Oliveira
Rocha, inspetor, Aloísio Lobo das Mercês, gerente.
Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1958 ­ João Moreira da Silva Filho,
contador.
Paranaguá ­ PR ­ 1958 ­ Rostil da Silva Matos, contador,
Mário Seara, encarregado de câmbio.
Paranavaí ­ PR ­ 1958 ­ Esequiel Garcia de Almeida, gerente.
Parintins ­ AM ­ 1958 ­ José Carvalho, contador, Edmonson
Fernandes Negreiros, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 476

Passos ­ MG ­ 1958 ­ Wilson Ferreira ­ 26/3/1945, Artur
Almeida Carvalho, gerentes (épocas distintas), Gustavo
Rezende Ferreira, contador.
Patos de Minas ­ MG ­ 1958 ­ Luiz Theobaldo de Lamônica,
gerente, Jacques de Oliveira Rocha, inspetor, Olavo Silva,
contador.
Pederneiras ­ SP ­ 1958 ­ José Carlos Baraúna, contador,
Paulo Hippólito, inspetor, Domingos Joannes Musitano,
gerente.
Penápolis ­ SP ­ 1958 ­ Kluk Magri ­ 22/8/1942, gerente.
Penedo ­ AL ­ 1958 ­ Pedro de Albuquerque Alencar, gerente,
Justino Olidense de Abreu e Lima, contador.
Pedra Azul ­ MG ­ 1958 ­ Herculano Ventura Horta Barbosa,
contador.
Piracuruca ­ PI ­ 1958 ­ José Maria de Pinho Pessoa, gerente.
Piripiri ­ PI ­ 1958 ­ Antônio Fortes de Pádua, gerente.
Pompeia ­ SP ­ 1958 ­ Alceny José Sérgio, gerente.
Poços de Caldas ­ MG ­ 1958 ­ Arnaldo Ferraz Graça,
Antônio
Pereira de Castro, gerentes (épocas distintas),
Aluízio Peixoto Laranjeira, contador, Paulo Alves de Oliveira
Ferraz, inspetor.
Ponta Porã ­ MS ­ 1958 ­ Ary Coelho ­ 6/10/1942, gerente,
Rivadávia Bahia Vianna, inspetor, Jurandir Mendes Craveiro,
contador.
Ponte Nova ­ MG ­ 1958 ­ Nilson Gomes Quaresma, contador.
Porto Velho ­ RO ­ 1958 ­ Ralph Seixas Vieira, Francisco das
Chagas Castelo Branco, contadores (épocas distintas).
Pouso Alegre ­ MG ­ 1958 ­ Arnaldo Ratto ­ 11/6/1941, gerente,
João Baptista Machado Filho, contador.

477 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Presidente Prudente ­ SP ­ 1958 ­ Ademar de Campos
Monteiro, gerente, Antônio Cruz Saldanha, inspetor, Nuno
Ramos, contador.
Presidente Venceslau ­ SP ­ 1958 ­ Túlio de Sampaio Machado,
Sebastião Ribeiro Galvão, contadores, Oswaldo Vitoriano da
Silva, José Carlos Lopes, gerentes (épocas distintas).
Promissão ­ SP ­ 1958 ­ Rubens Cunha Rodrigues, contador.
Propriá ­ SE ­ 1958 ­ Eurico Cordeiro da Rocha, contador,
Manuel Fernandes de Lima, Edísio Souto ­ 24/10/1945,
gerentes (épocas distintas).
Ramos ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Edgard Seraphico de Souza, gerente.
Rancharia ­ SP ­ 1958 ­ Antônio Pereira de Castro, João
Gualberto de Mattos, gerentes (épocas distintas), Jacques
de Oliveira Rocha, inspetor, João Gualberto de Mattos,
Antônio Martinez Fernandez, contadores (épocas distintas).
Resende ­ RJ ­ 1958 ­ Octávio Maia Amaral, contador.
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1958 ­ Antônio da Costa Rezende, Ignácio
Ferrero ­ 14/5/1930, contadores (épocas distintas), Stênio
Costa Correia, gerente, Francisco Medina Coeli, inspetor.
Rio Branco ­ AC ­ 1958 ­ Guilherme Correa de Almeida,
contador, Teófilo Pacheco Conduru, gerente.
Rio Claro ­ SP ­ 1958 ­ Antônio de Campos ­ 26/1/1940, contador.
Rio Pardo ­ RS ­ 1958 ­ José Edjalma Carneiro, contador,
Virgílio Leitão de Abreu, gerente.
Rio Verde ­ GO ­ 1958 ­ Francisco de Andrade Porto, contador,
José Gomes de Godoy, gerente.
Rio do Sul ­ SC ­ 1958 ­ Roberto Ferraz Costa Souza, contador.
Santa Maria ­ RS ­ 1958 ­ Ney Silla ­ 11/7/1939, gerente,
Antônio Ozéas de Almeida, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 478

Santana do Ipanema ­ AL ­ 1958 ­ Aloysio Ubaldo da Silva
Nonô, inspetor, Ayrton Batinga de Mendonça, gerente,
Alberto Mário Buarque de Paiva, contador.
Santo Anastácio ­ SP ­ 1958 ­ Ernesto Masselani, Nelson Galli
­ 23/11/1942, contadores (épocas distintas), Jacques de
Oliveira Rocha, inspetor, João Franco Arcos, José Rubens
Galvão, gerentes (épocas distintas).
São Caetano do Sul ­ SP ­ 1958 ­ José Wilson de Miranda
Escórcio, inspetor, Carlos Aguiar ­ 2/6/1942, contador
São Félix ­ BA ­ 1958 ­ Ariston Borges Barreto, contador.
São João Del Rei ­ MG ­ 1958 ­ Júlio Mário Mourão, gerente,
Sebastião de Carvalho ­ 27/3/1945, contador.
São Luís ­ MA ­ 1958 ­ José Serra de Castro, contador.
São Mateus ­ ES ­ 1958 ­ Wilson da Silva Athaydes, contador.
Senador Pompeu ­ CE ­ 1958 ­ Paulo Henriques de Lavor,
gerente, José Ubiratan de Brito Coelho, contador.
Sobral ­ CE ­ 1958 ­ Pedro de Mello Assumpção, gerente,
Expedito Gerardo de Vasconcelos, contador.
Taquaritinga ­ SP ­ 1958 ­ Luiz Nex ­ 5/4/1945, contador
Teófilo Otoni ­ MG ­ 1958 ­ Walter Dias Galvão, contador, João
Augusto Frossard, gerente.
Tijuca ­ Metr. RJ ­ 1958 ­ Eurico Paes Barreto Pessoa, gerente,
Hely Torres Alves, Oscar Fontenelle ­ 28/6/1938, contadores
(épocas distintas).
Três Rios ­ RJ ­ 1958 ­ Manoel Heraldo Valladão, contador,
Nelson Afonso ­ 4/8/1947, gerente.
Tubarão ­ SC ­ 1958 ­ Waldo Luiz Gelosa, contador.
Tupaciguara ­ MG ­ 20/9/1958 ­ Fernando de Rezende Reis,
gerente, Roosevelt Miranda ­ 4/4/1949, contador.

479 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ubaitaba ­ BA ­ 1958 ­ Carlos Alberto da Nova Brandão, José
dos Santos Primo, contadores (épocas distintas).
Uberlândia ­ MG ­ 1958 ­ Murilo do Carmo Barbosa, gerente,
José Leite da Silva, inspetor, José Nogueira de Barros,
contador.
União ­ PI ­ 1958 ­ Pierre Perahia Alhadef, contador.
União dos Palmares ­ AL ­ 1958 ­ Afrânio de Góis Andrade,
Mário Augusto Seawright, gerentes (épocas distintas),
Antônio Tertuíno Vieira, contador.
Uraí

­ PR ­ 20/11/1958 ­ Arlindo Geraldo ­
contador, Danillo Fernandes Magalhães, gerente.

2/1/1943,

Vacaria ­ RS ­ 1958 ­ Raul José Adami, contador.
Valença ­ RJ ­ 13/12/1958 ­ Jadyr Castro Salles, contador,
Victor Muhana ­ 24/3/1947, gerente.
Varginha ­ MG ­ 1958 ­ Mário Stemi Galeti, gerente.
Viçosa ­ AL ­ 1958 ­ Armando Delácio ­ 14/4/1949, contador.
Videira ­ SC ­ 6/12/1958 ­ Americano do Brasil Gomes,
gerente, Oswaldo Jorge, contador.
Vitória da Conquista ­ BA ­ 1958 ­ Louvival Oliveira Gomes,
contador.
Vitória de Santo Antão ­ PE ­ 1958 ­ Milton Washington de
Mendonça, gerente.
Votuporanga ­ SP ­ 1958 ­ Pedro Sanches ­ 30/4/1949, contador.
Acesita ­ MG ­ 1959 ­ Almiro Fernandes de Paula, subgerente.
Adamantina ­ SP ­ 1959 ­ Clóvis da Câmara Nery, subgerente.
Alegre ­ ES ­ 1959 ­ Francisco Ferreira Gomes Neto, subgerente,
Benjamin Solter ­ 20/4/1943, subgerente.
Alegrete ­ RS ­ 1959 ­ Ewaldo Teixeira Paes de Barros, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 480

Agência Central ­ RJ ­ 1959 ­ Kleber Corrêa Lemos, gerente,
Joaquim Helvécio Ribeiro Gonçalves, chefe­de­gabinete do
subgerente, João Osman da Silva Mattos, subgerente,
Manoel Salek, subgerente, Hugo Lacoste ­ 3/7/1928,
subgerente­adjunto, Pedro Paulo Sampaio, chefe da Seção
de Depósitos, João de Araújo Jorge, ex­chefe da Seção
Custódia, Joaquim Antônio Lopes Filho, chefe da Seção
de Custódia, Afrânio Gomes de Oliveira, Aloysio Carvalho
Muniz Freire, procuradores.
Alfenas ­ MG ­ 1959 ­ Benedicto Cesar Barreiros de Campos,
subgerente, Christovam Machado Barbosa. gerente.
Almenara ­ MG ­ 1959 ­ Walter Garcez Marre, subgerente.
Amargosa ­ BA ­ 1959 ­ Luiz Barbosa Viana, gerente, Wilson
Almeida de Andrade, subgerente.
Americana ­ SP ­ 1959 ­ Artur de Castro Leite, subgerente.
Anápolis ­ GO ­ 1959 ­ Almir Machado, gerente, Marcos
Machado Pimenta, contador, João Moreira ­ 16/7/1947,
subgerente (épocas distintas).
Aquidauana ­ MS ­ 1959 ­ Delson Gonçalves ­ 21/5/1943,
subgerente, Jurandir Mendes Craveiro, gerente.
Aracaju ­ SE ­ 1959 ­ César Lopes Trindade de Melo, gerente.
Araçuaí ­ MG ­ 1959 ­ Omar Pernambucano de Nogueira,
subgerente.
Araguari ­ MG ­ 1959 ­ Martiniano Mavignier de Araújo, José
Machado ­ 3/2/1940, gerentes (épocas distintas), Octacílio
Assis Rodrigues, contador.
Arapongas ­ PR ­ 1959 ­ Luciano de Mello Pinta, gerente,
Ruy Ubaldo Ribeiro, Irineu Fernandes ­ 26/4/1949,
subgerentes (épocas distintas).
Araxá ­ MG ­ 1959 ­ Antônio Campolina França ­ 29/8/1942,
gerente, Nivaldo Neves ­ 6/4/1943, subgerente.

481 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Arcoverde ­ PE ­ 1959 ­ Luiz Demétrio Guimarães Simões,
subgerente.
Atibaia ­ SP ­ 7/3/1959 ­ Rubens Correa da Cunha, contador,
Carlos Matheus ­ 13/5/1941, Mário Gonçalves Luz, gerentes
(épocas distintas).
Bagé ­ RS ­ 1959 ­ Darci Luiz Quintana, gerente, José Ferreira
Cardoso, subgerente.
Bandeira ­ Metr. RJ ­ 1959 ­ José Leite Ribeiro, gerente.
Bandeirantes ­ PR ­ 18/5/1959 ­ Hélio Costa Galvão, Gastão
Malachini ­ 5/1/1939, gerentes (épocas distintas), Jorge
Braz do Canto, contador.
Barbacena ­ MG ­ 1959 ­ João Batista Garchet, gerente.
Barra do Piraí ­ RJ ­ 1959 ­ Geraldo Pinto de Brito Pereira,
gerente.
Barreiras ­ BA ­ 1959 ­ Osmar Nilo de Jesus Lima Bezerra,
subgerente.
Baturité ­ CE ­ 1959 ­ José Miguel Filho, subgerente.
Belo Horizonte ­ MG ­ 1959 ­ Carlos Prates Filho, gerente,
Antônio Franco, gerente­adjunto, Raimundo Casimiro,
subgerente.
Boa Esperança ­ MG ­ 1959 ­ Orlando de Lima Paes, gerente.
Boa Vista ­ RR ­ 1959 ­ Marco Aurélio Machado Silva, gerente,
Antônio Mendes dos Reis, Raimundo Ludovico Evelim
Pereira, subgerentes (épocas distintas).
Bom Jesus do Itabapoana ­ RJ ­ 1959 ­ Celso Loureiro Pereira,
gerente, Setembrino Xavier ­ 27/4/1944, subgerente.
Bom Retiro ­ Metr. SP ­ 1959 ­ Wilson Barcellos ­ 9/12/1939,
subgerente.
Bosque da Saúde ­ Metr. SP ­ 1959 ­ Joffre Franco Bicalho,
gerente, João Gonçalves de Camargo, subgerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 482

Bragança Paulista ­ SP ­ 1959 ­ Charles Champion ­ 25/11/1942
contador.
Buriti Alegre ­ GO ­ 1959 ­ João Ramos Neiva, subgerente,
Aldo Moreira Ramos, gerente.
Cabo Frio ­ RJ ­ 1959 ­ Jaire Perez de Vasconcelos, subgerente.
Caçador ­ SC ­ 1959 ­ José Amaral Pereira, subgerente, Aristides
Gaspar de Oliveira Filho, Nassir Edin Pires de Lima Rebelo,
gerentes (épocas distintas).
Cachoeiro do Itapemirim ­ ES ­ 1959 ­ José Gaspar de Oliveira,
gerente.
Cajazeiras ­ PB ­ 1959 ­ Eudoro Portela Melo, gerente.
Cambará ­ PR ­ 1959 ­ Newton de Menezes ­ 13/5/1941, gerente,
Gastão da Silva Dias, subgerente.
Campo Belo ­ MG ­ 1959 ­ Antônio de Oliveira ­ 8/2/1943,
gerente.
Campo Grande ­ MS ­ 1959 ­ Antônio Lopes Lins, gerente.
Campo Mourão ­ PR ­ 12/1/1959 ­ Carlos Lopes Couto,
gerente, João do Val Carneiro, Orlando Vieira ­ 29/7/1952,
contadores (épocas distintas).
Cantagalo ­ RJ ­ 1959 ­ José Thales da Silva Mello, subgerente.
Capelinha ­ MG ­ 1959 ­ Antônio Faria de Souza, subgerente,
Lucy Maria Costa, gerente.
Carangola ­ MG ­ 1959 ­ Jarbas Vieira de Carvalho, gerente.
Caratinga ­ MG ­ 1959 ­ Geraldo Aleixo de Oliveira, Wilson de
Salles ­ 9/7/1941, gerentes (épocas distintas).
Caruaru ­ PE ­ 1959 ­ Rútilo Pinheiro de Melo, subgerente,
Dilson de Lima Ferreira, gerente.
Casa Branca ­ SP ­ 2/3/1959 ­ Artur Almeida Carvalho, gerente.
Cataguases ­ MG ­ 1959 ­ Renato Soares Teixeira, subgerente.

483 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Catalão ­ GO ­ 1959 ­ Araripe de Melo, contador, Plínio José
Lourenço de Sousa, gerente.
Catanduva ­ SP ­ 1959 ­ Clarindo Brandão ­ 1/4/1938, subgerente.
Cidade Alta ­ Metr. BA ­ 1959 ­ Thelmo Dantas Motta, gerente,
Heitor Eduardo de Oliveira, subgerente
Colatina ­ ES ­ 1959 ­ José Clemente da Silva, subgerente,
Constâncio Alves de Castro, gerente.
Concórdia ­ SC ­ 2/2/1959 ­ Antônio Vasconcellos Santiago,
gerente, José Ribamar Ferreira da Silva Cruz, Pedro Motta
­ 23/1/1951, contadores (épocas distintas).
Corumbá ­ MS ­ 1959 ­ Cláudio Gabriel dos Santos, gerente,
Alberto Antônio Calil Mansur Bumlai, subgerente.
Cratéus ­ CE ­ 1959 ­ Waldemir Rosa Chaves, gerente.
Crato ­ CE ­ 1959 ­ José Esmeraldo Barreto, gerente.
Criciúma ­ SC ­ 17/1/1959 ­ Sílvio Pereira ­ 28/7/1943, gerente,
Tadeu Szpoganicz ­ 12/4/1949, contador.
Cruz das Almas ­ BA ­ 18/2/1959 ­ Manoel Lages da Rocha,
gerente, Raul Franklin Rêgo, Francisco Galvão Cidreira,
contadores (épocas distintas).
Cruzeiro ­ SP ­ 20/11/1959 ­ Antônio Molinaro Puccini, contador,
João Rodrigues ­ 3/6/1941, gerente.
Cruzeiro do Sul ­ AC ­ 1959 ­ Hélio Caetano Frota Leitão,
subgerente.
Cuiabá ­ MT ­ 1959 ­ Benedicto Nunes de Figueiredo, gerente.
Curitiba ­ PR ­ 1959 ­ Hermes Büchele, gerente, Octávio de
Araújo, subgerente.
Diamantina ­ MG ­ 1959 ­ Joaquim Mattos Quinaud Filho,
gerente, Raimundo Araújo Maranhão, Agenor Simões
Coelho Filho,
José Edésio Climaco Ferreira, subgerentes
(épocas distintas).

FERNANDO PINHEIRO

- 484

Divinópolis ­ MG ­ 1959 ­ Roberto Donaldo Vespúcio, subgerente.
Duque de Caxias ­ RJ ­ 1959 ­ Flaviano Souza, gerente, Olavo
Almeida, subgerente.
Encantado ­ RS ­ 24/4/1959 ­ Gabino Bueno, advogado, Mário
Conceição Prates, gerente, Marne Damasceno Ferreira,
contador.
Encruzilhada do Sul ­ RS ­ 25/4/1959 ­ Ary Mello de Lima,
gerente, João Luz Toralles, contador.
Estrela ­ RS ­ 20/5/1959 ­ Ary Teixeira Dias, contador, Ernio
Antônio Thimmig, gerente.
Estrela do Sul ­ MG ­ 11/9/1959 ­ Mário Campos ­ 12/4/1949,
gerente, Antônio Albino de Oliveira, subgerente.
Farrapos ­ Metr. RS ­ 1959 ­ Isidoro Neves da Fontoura,
gerente (posse no BB: 1/12/1928, falec. 15/1/1964).
Florianópolis ­ SC ­ 1959 ­ Fernando Mesquita ­ 13/8/1934,
subgerente.
Formiga ­ MG ­ 1959 ­ Álvaro Dantas Mota, gerente, Elígio
Lima ­ 9/11/1945, subgerente.
Formosa ­ GO ­ 1959 ­ João Manrique Rodrigues, contador,
Jacques de Oliveira Rocha, inspetor, Geraldo de Magela
Cerqueira, gerente.
Fortaleza ­ CE ­ 1959 ­ Heitor Esteves Nobre, gerente.
Foz do Iguaçu ­ PR ­ 1959 ­ Italino Peruffo ­ 12/10/1949, gerente,
Natalino dos Santos ­ 7/2/1949, subgerente.
Francisco Sá ­ MG ­ 4/7/1959 ­ José Antônio Fonseca Menezes,
contador, Waldemar Heyden ­ 16/8/1944, gerente.
Frutal ­ MG ­ 11/4/1959 ­ Mário Campos ­ 12/4/1949, Luiz
Tiellet ­ 17/10/1942, contadores (épocas distintas), Rubens
Ferreira Caetano, gerente.

485 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Getúlio Vargas ­ RS ­ 5/9/1959 ­ Mário Kruel Guimarães,
gerente, Alcides Barbiero ­ 22/8/1949, subgerente.
Goiânia ­ GO ­ 1959 ­ Sebastião Rocha Lima, advogado, José
Rodrigues de Freitas, gerente, Miguel Fernandes de Barros,
inspetor.
Guaçuí ­ ES ­ 1959 ­ Walter Lineu de Paiva, subgerente,
Armando Delácio ­ 14/4/1949, gerente.
Guajará­Mirim ­ RO ­ 1959 ­ Ralph Seixas Vieira, gerente.
Guanhães ­ MG ­ 1/4/1959 ­ Sylvio Avelar Machado, gerente.
Guaporé ­ RS ­ 30/5/1959 ­ Marcus Vinicius Rohrig Augê,
gerente, Syrio Testa ­ 14/6/1949, subgerente.
Guarapuava ­ PR ­ 1959 ­ Dalmiro José Santos, subgerente.
Guararapes ­ SP ­ 30/5/1959 ­ Milton Pereira Monteiro,
subgerente, Nelson Meira de Lucena, José Alberto Franco
Aranha, gerentes (épocas distintas).
Guaratinguetá ­ SP ­ 1959 ­ Ofir Alves Vianna, subgerente.
Igarapava ­ SP ­ 4/4/1959 ­ João Rodrigues de Andrade,
José Tibúrcio Ferreira, gerentes, Vicente Pagliuso, Antônio
Peralta Cunha, contadores (épocas distintas).
Iguatu ­ CE ­ 1959 ­ Milton Monteiro Gondim, subgerente.
Ijuí ­ RS ­ 1959 ­ José Lopes Silva Lima Neto, subgerente.
Ipameri ­ GO ­ 1959 ­ Kluck Magri, gerente da Agência de
Penápolis­SP (em 1964, gerente da Agência Mirandópolis ­
SP, Cecílio José Daher, gerente.
Irati ­ PR ­ 1959 ­ Antônio Swiech ­ 3/5/1943, subgerente.
Itajuípe ­ BA ­ 8/9/1959 ­ Elieser Bastos Barbosa, gerente,
Luiz José de Carvalho Pimenta, subgerente.
Itambé ­ BA ­ 1959 ­ Eduardo Weyll Fialho Costa, contador.

FERNANDO PINHEIRO

- 486

Itapipoca ­ CE ­ 1959 ­ Francisco Xavier de Vasconcelos,
gerente, Manoel Joaquim de Rubim Costa, subgerente.
Itaqui ­ RS ­ 1959 ­ Flávio Ferraz de Carvalho e Silva, contador.
Itararé ­ SP ­ 11/4/1959 ­ João Rolim Júnior, gerente, Adélio
Mendes ­ 10/10/1947, contador.
Itauna ­ MG ­ 4/5/1959 ­ Hilton Carvalheira Ramos, gerente.
Itu ­ SP ­ 1959 ­ Clodoveu Romualdo Scotti, gerente.
Ituverava ­ SP ­ 1959 ­ Wilson Donega ­ 16/5/1941, gerente.
Jaguarão ­ RS ­ 1959 ­ Darcy Mattos Fonseca, subgerente.
Jales ­ SP ­ 4/2/1959 ­ Alceo Gomes ­ 7/3/1947, contador,
Gildo Bergantini ­ 16/3/1944, gerente.
Jequié ­ BA ­ 1959 ­ Saul Porto Pedrosa, subgerente, Arlindo
Oliveira de Santana, gerente.
Jequitinhonha ­ MG ­ 2/3/1959 ­ Márcio dos Reis Barbosa,
gerente.
Juazeiro do Norte ­ CE ­ 30/5/1959 ­ Antônio Arraes Sobrinho,
gerente, José Milton de Vasconcelos Portela, contador.
Lagarto ­ SE ­ 1959 ­ José Rafael Cartaxo, gerente.
Laguna ­ SC ­ 1959 ­ José Saad ­ 30/6/1944, gerente.
Lavras ­ MG ­ 1959 ­ Paulo José de Abreu, subgerente
Lençóis ­ BA ­ 1959 ­ Paulo Barbosa ­ 22/3/1943, subgerente.
Lins ­ SP ­ 1959 ­ Homero Bueno Libretti, gerente, Ubirajara
Costa ­ 29/7/1943, subgerente.
Luz ­ Metr. SP ­ 30/7/1959 ­ Carlos Aldigueri ­ 21/12/1928 ,
gerente.
Mafra ­ SC ­ 1959 ­ Paulo Emílio Guimarães, gerente.
Mantena ­ MG ­ 31/5/1959 ­ Acilino Máximo ­ 23/3/1945,
gerente, Hélio Fontanella ­ 22/2/1952, subgerente.

487 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Manhumirim ­ MG ­ 14/2/1959 ­ Fued Farhat ­ 6/6/1941,
Kleber Franco de Loyola, gerentes Olintho Barbosa Fonseca,
José Schmidt Pinto, contadores (épocas distintas).
Maracaju ­ MS ­ 14/3/1959 ­ Nery de Oliveira ­ 29/1/1947,
João Baptista Jardim, contadores (épocas distintas), João
Nivaldo Milito, gerente.
Maringá ­ PR ­ 1959 ­ Sebastião Monteiro Ferraz, subgerente.
Mauá ­ Metr. RJ ­ 1959 ­ Rua do Acre, 15, Edifício Conselheiro
Diogo ­ Alberto de Andrade Ribeiro Dantas, gerente, Paulo
de Matos Araújo, José Farias, contadores (épocas distintas).
Méier ­ Metr. RJ ­ 1959 ­ Carlos de Lima e Silva, subgerente.
Mimoso do Sul ­ ES ­ 1959 ­ Ebert Perlingeiro Lanhas, gerente.
Mirandópolis ­ SP ­ 31/10/1959 ­ Klerk Magri ­ 22/8/1942,
gerente, Alcides Martinelli ­ 2/7/1945, Bernardo Brandimarti
­ 22/4/1949, subgerentes (épocas distintas).
Mococa ­ SP ­ 14/2/1959 ­ Ary Alberto Vidotto, gerente,
Rubens Costa ­ 7/11/1947, contador.
Monte Aprazível ­ SP ­ 1959 ­ Vicente Pagliuso ­ 10/2/1949,
Hélio Saran Rezende, subgerentes, João de Oliveira Martins,
Luiz Theobaldo de Lamonica, gerentes (épocas distintas).
Monte Carmelo ­ MG ­ 1959 ­ Raul Campos Júnior, gerente,
Harald Dietze, ex­gerente (em 1964, gerente da Agência
Lavras ­ MG), Antônio Cavalcanti de Oliveira Lima Filho,
contador.
Monteiro ­ PB ­ 1959 ­ José Mariano de Almeida Bittencourt,
gerente.
Mooca ­ Metr. SP ­ 1959
subgerente.

­ Oswaldo Loureiro das Neves,

Morrinhos ­ GO ­ 1959 ­ Milton de Mello, contador, Lafayette
Álvares de Lima, inspetor, Levy de Araújo Silva, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 488

Mundo Novo ­ BA ­ 1959 ­ Benedito Gomes Montal, contador,
Acilino Máximo.
Muriaé ­ MG ­ 1959 ­ José de Mattos Silveira, gerente.
Nazaré ­ BA ­ 1959 ­ Isaac da Silva Embiruçu, subgerente.
Nova Friburgo ­ RJ ­ 1959 ­ Amaro de Salles Barradas,
subgerente, Fausto Bissolati Sant´Anna, gerente.
Nova Prata ­ RS ­ 20/1/1959 ­ Adão Ferreira de Almeida, gerente,
Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira, contador.
Novo Hamburgo ­ SP ­ 1959 ­ Jorge Valle Machado, subgerente.
Oliveira ­ SP ­ 15/8/1959 ­ Arthemenio Vaz Tonelli, subgerente.
Orlândia ­ SP ­ 1959 ­ João Gualberto de Mattos, subgerente.
Oswaldo Cruz ­ SP ­ 4/7/1959 ­ Américo Pereira Russo, subgerente.
Palmeira das Missões ­ RS ­ 1959 ­ Ernio Antônio Thimig,
contador, Rubem Antônio da Rocha, subgerente (épocas
distintas), Elly Mesquita Vellozo, inspetor, Fermino Conrado
de Marchi, gerente, Ney Menna Barreto, advogado.
Paracatu ­ MG ­ 1959 ­ Benjamin Batista Borges, subgerente,
Oliveiro Batista de Miranda, gerente.
Paraguaçu Paulista ­ SP ­ 1959 ­ João Moreira da Silva Filho,
gerente, Raimundo Nonato Coelho de Souza, subgerente.
Paranaguá ­ PR ­ 1959 ­ Lycio Guimarães Kolhy, gerente.
Paranavaí ­ PR ­ 1959 ­ Altamiro Batista dos Anjos, subgerente,
Henrique José Rodrigues Filho, gerente.
Patos ­ PB ­ 1959 ­ João Batista Furtado, subgerente.
Patos de Minas ­ MG ­ 1959 ­ Olavo Silva ­ 19/7/1945, Antônio
Pacheco ­ 17/11/1947, contadores (épocas distintas), Luiz
Theobaldo de Lamônica, gerente.
Patrocínio ­ MG ­ 1959 ­ Antônio Cavalcanti de Oliveira Lima
Filho, gerente.

489 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Pedra Azul ­ MG ­ 1959 ­ Luiz Teixeira Palácio, gerente.
Pedreiras ­ MA ­ 1959 ­ Agenor Nepomuceno Mendes, gerente,
Eliud Sousa Martins, subgerente.
Pereira Barreto ­ SP ­ 4/7/1959 ­ Carlos Mendonça ­ 22/12/1941,
gerente, Arnaldo Schaefer ­ 17/9/1945, subgerente.
Picos ­ PI ­ 1959 ­ José Botelho Barbosa, subgerente.
Piracuruca ­ PI ­ 1959 ­ Francisco de Paulo Neves, subgerente.
Piraju ­ SP ­ 1959 ­ Glaycon Andrade Ferreira, subgerente.
Pirajuí ­ SP ­ 1959 ­ Antônio Lopes Garcia ­ 6/9/1947, subgerente.
Pirassununga ­ SP ­ 1959 ­ Guilherme Sperry Cezar, gerente.
Pompéia ­ SP ­ 1959 ­ André Martinez Sanchez, subgerente.
Ponta Porã ­ MS ­ 1959 ­ Hugo Leite Penteado, subgerente.
Porecatu ­ PR ­ 6/7/1959 ­ Wagner Moraes ­ 19/11/1940, gerente,
Alberto Carlos Magno Sobrinho, subgerente.
Pinheiros ­ Metr. SP ­ 1959 ­ João Nivaldo Milito, Almir
Hermes de Oliveira, subgerentes (épocas distintas).
Pirapora ­ MG ­ 1959 ­ Alfredo Higino Caldeira, subgerente.
Ponta Grossa ­ PR ­ 1959 ­ Francisco Teixeira Ribas, gerente,
Ruy Holzmann, subgerente.
Porto Alegre ­ RS ­ 1959 ­ José Jorge da Silva ­ 12/5/1930,
subgerente.
Rancharia ­ SP ­ 1959 ­ Antônio Rodrigues da Silva ­ 20/6/1942,
gerente.
Raul Soares ­ MG ­ 1959 ­ Crizólito Sallignac de Souza,
subgerente.
Ribeirão Preto ­ SP ­ 1959 ­ André Bréscia ­ 3/5/1943, subgerente,
Ignácio Ferrero ­ 14/5/1930, gerente.
Rio Bonito ­ RJ ­ 1959 ­ Agenor Mendes ­ 25/1/1940, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 490

Rio Branco ­ AC ­ 1959 ­ Ubirajara Rayol ­ 14/3/1947, gerente,
Constantino Pedreira Martins, subgerente.
Rolândia ­ PR ­ 1959 ­ Nestabo de Araújo ­ 21/11/1947, subgerente.
Rosário do Sul ­ RS ­ 1959 ­ Alfredo Paranhos Cantalice, Aloísio
Lobo das Mercês, gerentes (épocas distintas), Alpheu Alves
Machado, subgerente.
Santa

Teresa ­ ES ­ 1959 ­ Arlindo Ricardo Pasolini, gerente,
Gelson Lopes da Cruz, subgerente.

Salvador ­ Agência Centro ­ BA ­ 1959 ­ Abelardo Gomes
Parente, gerente durante quase 10 anos de gestão (posse
no BB: 23/11/1926, apos. 7/4/1959), João de Amorim
Rêgo, gerente (posse no BB: 12/10/1933, apos. 14/10/1963).
Santa Rosa ­ RS ­ 1959 ­ Romero José Gollo, gerente.
Santiago ­ RS ­ 1959 ­ José Voney Silveira, subgerente, Nilson
Rodrigues de Figueiredo, gerente.
Santo Amaro ­ Metr. SP ­ 1959 ­ Oscar Dias de Mello,
Fausto Vieira Estelita Lins, subgerente.
Santo Ângelo ­ RS ­ 1959 ­ Jadir Beck Leite, gerente.
Santo Antônio da Platina ­ PR ­ 4/5/1959 ­ Hélio Costa Galvão,
gerente, Cezare Isolani ­ 5/2/1952, subgerente.
Santos ­ SP ­ 1959 ­ Cândido de Azeredo Filho, gerente,
Hermínio Faria Cancella, gerente­adjunto, Djalma Pereira
Maia, subgerente.
São Bernardo do Campo ­ SP ­ 18/5/1959 ­ José Carlos
Barbosa de Barros, gerente, Fausto Chacon ­ 26/7/1943,
contador, José Benedito Aranha, gerente da Agência Santo
André ­ SP.
São Gabriel ­ RS ­ 1959 ­ Aristóteles Vaz de Carvalho e Silva,
gerente.

491 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

São José dos Campos ­ SP ­ 1959 ­ Luiz Athayde Rocha de
Matos, subgerente.
São José do Rio Pardo ­ SP ­ 1959 ­ Gilberto Leite Ribeiro,
Uaracy Portes da Silva, Geraldo Aleixo de Oliveira,
gerentes (épocas distintas), Paulo Alves de Oliveira Ferraz,
inspetor, Ary Alberto Vidotto, Moacyr Vicente ­ 19/4/1943,
contadores (épocas distintas).
São Leopoldo ­ RS ­ 1959 ­ Sereno de Quadros Schleder,
subgerente.
São Manuel ­ SP ­ 1959 ­ Álvaro Ghiraldelli ­ 10/4/1944,
subgerente, Moacyr Pegoraro ­ 1/4/1943, gerente
São Mateus ­ ES ­ 1959 ­ Osmar Andrade Ayres, gerente.
São Paulo ­ Agência Centro ­ SP ­ 1959 ­ Jonathas Mattos
Júnior, encarregado da Cacex em São Paulo, João Batista
Raimo, inspetor (Cacex), José Benedicto Aranha, gerente­
adjunto.
São Sebastião do Paraíso ­ MG ­ 20/1/1959 ­ Antõnio Madureira
Murta, gerente, José Américo Botelho, contador.
Saúde ­ Metr. RJ ­ 2/7/1959 ­ Alberto de Andrade Ribeiro
Dantas, José Farias ­ 23/2/1937, gerentes (épocas distintas),
Deocleciano Malheiros Corrêa, subgerente.
Senhor do Bonfim ­ BA ­ 1959 ­ Arthur Newton de Lemos Netto,
subgerente.
Serrinha ­ BA ­ 1959 ­ José Evaldo Ramos, subgerente.
Taquara ­ RS ­ 14/3/1959 ­ Heloísio Amorim Machado, gerente,
João dos Santos ­ 21/4/1948, subgerente.
Timbaúba ­ PB ­ 8/9/1959 ­ João de Carvalho Vaz, subgerente,
Joaquim Pereira da Silva Filho, gerente.
Três Corações ­ MG ­ 1959 ­ Cândido Almeida Freitas, gerente.

FERNANDO PINHEIRO

- 492

Três Lagoas ­ MS ­ 1959 ­ Edwiges Ziolkoski ­ 5/1/1942, Lahir
Terraz ­ 13/4/1944, subgerentes (épocas distintas).
Três Pontas ­ MG ­ 18/4/1959 ­ Olintho Barbosa Fonseca,
contador, Expedito Geraldo Teixeira, gerente.
Tubarão ­ SC ­ 1959 ­ Ruy Marques ­ 7/5/1941, gerente.
Tupã ­ SP ­ 1959 ­ Carlos Busse Júnior, subgerente.
Tupi Paulista ­ SP ­ 2/7/1959 ­ Yoshinao Fuziki ­ 2/5/1949,
subgerente, Geraldo Pires ­ 3/6/1942, gerente.
União dos Palmares ­ AL ­ 1959 ­ Alberto Mário Buarque de
Paiva, subgerente.
Valparaíso ­ SP ­ 1959 ­ André Comitre ­ 18/10/1930, gerente,
Ary Coelho ­ 6/10/1942, subgerente.
Viçosa ­ AL ­ 1959 ­ Jairo Jucá ­ 27/12/1939, gerente.
Viçosa ­ MG ­ 18//5/1959 ­ Fued Farhat ­ 6/6/1941, gerente,
José Reis Junqueira, subgerente.
Vitória ­ ES ­ 1959 ­ José Rodrigues ­ 12/1/1940, subgerente.
Em
janeiro/1960,
ocorreram
as
seguintes
nomeações; Haroldo Savaget Calaza, chefe­de­gabinete da
Gerência da CAMOB, Luiz Rodolfo de Gouveia Rêgo,
inspetor 20ª Zona ­ CREGE­DF, Paulo de Mattos Araújo,
inspetor ­ Cooperativa dos Funcionários do Banco do
Brasil, Pedro Lima, inspetor na cidade do Recife [Revista
AABB ­ Rio ­ 1959].
Criada em 24/2/1960, a IAGEX ­ Inspetoria de
Agência do Exterior iniciou operações em setembro/1960,
sob o comando de Paulino Jaguaribe, inspetor-geral, e
Armando Sereno de Oliveira, inspetor-adjunto, com o
objetivo de supervisionar as relações das agências do
exterior com a Direção Geral e efetuar estudos sobre a
necessidade de
expandir a rede externa, constituída

493 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

àquela época das agências, instaladas anteriormente:
Assunção, Paraguai (1941), Montevidéu, Uruguai ((1945),
Buenos Aires, Argentina (1959) e, em abril/1960, La Paz,
Bolívia [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
A 1ª Reunião da Diretoria do Banco do Brasil,
realizada em Brasília­DF, aconteceu no dia 21 de abril
de 1960, ao tempo em que ocorriam os festejos da
inauguração da nova capital da República. Estavam
presentes o presidente Maurício Chagas Bicalho e os
diretores Ricardo Xavier da Silveira, Carlos Cardoso,
Ignácio Tosta Filho, Paulo Affonso Poock Corrêa, Pedreira
de Freitas, Cylon Rosa, Mendes de Souza e Arthur
Santos [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
Ainda no mês de abril/1960, foi inaugurada a
Agência Central ­ Brasília ­ DF, com a presença de
Sebastião Paes de Almeida, ministro da Fazenda, que
proferiu discurso lembrando a passagem pelo Banco do
Brasil, onde sempre considerou escola de trabalho e de
civismo. Iconografia descrita conforme abaixo:
Fotos n°s 125, 126 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Central ­ Brasília ­ DF ­
abril/1960 ­ À esquerda, SEBASTIÃO PAES DE ALMEIDA,
ministro da Fazenda, ladeado por MAURÍCIO CHAGAS BICALHO,
presidente do Banco do Brasil, seguido no 1° plano, por
diretores do Banco do Brasil. ­ Retratos originais
p & b ­
14,5 x 9 cm. ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil.
Fotos n°s 125, 126 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Central ­ Brasília ­ DF ­
abril/1960 ­ À direita, FRANCISCO FERNANDES SANTIAGO,
gerente da Agência Central, profere o discurso de inauguração,
tendo à frente o casal MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente
do Banco do Brasil e CÉLIA ROSCOE CHAGAS BICALHO,
elegantemente vestida, e, no 2° plano, executivos da Agência. ­
Retratos originais p & b ­ 14,5 x 9 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

- 494

Nesse mês, Juscelino Kubitschek, presidente da
República, acompanhado de Sebastião Paes de Almeida,
ministro da Fazenda, e de diversas outras autoridades,
prestigiou, no BB, a comemoração da cidade que ele
construiu. Ao público foram apresentadas as maquetes
dos edifícios residenciais do BB, na presença de JK.
Com a mão direita fechada em cima da mesa
denotando vitória, o presidente do BB assiste JK
assinando a ficha de depósitos da Agência Central
que lhe foi entregue pelo gerente Francisco Fernandes
Santiago. Iconografia descrita conforme abaixo:
Fotos n° 122, 123, 124 ­ BANCO DO BRASIL ­ abril/1960 - JUSCELINO
KUBITSCHEK,
presidente
da
República,
acompanhado
de
MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente do Banco do Brasil,
visita as instalações do edifício­sede do Banco do Brasil, em
Brasília­DF ­ Retrato original p & b 14,5 x 9 cm ­ Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Foto n° 125 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Central ­ Brasília ­ DF ­
abril/1960 ­ JUSCELINO KUBITSCHEK, presidente da República,
acompanhado de MAURÍCIO CHAGAS BICALHO, presidente do
Banco do Brasil, assina a ficha de depósitos de conta­corrente.
­ Retrato original p & b 14,5 x 9 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Foto n° 111 ­ BANCO DO BRASIL ­ Presidência ­ 1960 ­ MAURÍCIO
CHAGAS BICALHO, presidente do Banco do Brasil (3/6/1959 a
6/10/1960), reunido com diretores. O 1° da esquerda para
direita, NILO MEDINA COELI, chefe-de-gabinete da Presidência
do Banco do Brasil. ­ Retrato original p & b ­ 24 x 17,5 cm.
Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

Inaugurada a Agência do Banco do Brasil em
La Paz, Bolívia, em abril/1960, com a presença do
inspetor­geral Paulino Jaguaribe de Oliveira, do embaixador
Antônio de Pimentel Brandão, do gerente­instalador Wener
Margiosso Boscacci e de inúmeras autoridades [Revista
AABB ­ Rio ­ 1964].

495 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Mencionamos, a seguir, o nome dos funcionários
do Banco do Brasil que administraram a Agência de
La Paz, Bolívia [Revista AABB ­ Rio; Almanaque do Pessoal
­ 1964; bem como os Almanaques de 1965 a 1985; BIP]:
LA PAZ ­ BOLÍVIA
Inaug. abril/1960
Wener Margiocco Boscacci, gerente
1960
Antônio Myro Brito de Carvalho, subgerente 1960
Bazílio de Carvalho Sampaio, subgerente
1963
José Elias Felício, contador
1963
Walter Delayti ­ 29/12/1939, subgerente 1963
Jonathas Mattos Júnior, gerente
1963
Antônio Fragomeni ­ 16/10/1942, gerente 1964 (apos. 25/5/1973)
Oscar Mattos Filho, gerente
1967
Idálio de Abreu Martins, subgerente
1967
Santo Carmello Pistório, subgerente
1969
Adão Delci Mantovani Dias, subgerente
1971
Dario da Nova Brandão, gerente
1971 a 1975 ­ apos. 6/1/1975
Paulo Wilson Holland, subgerente 1972/1973/1974/1975/1976/1977
João Carlos Finardi, gerente
1975/1976
Juarez Ramos Munhos, subgerente
1975/1976/1977
Antiocho Carneiro de Mendonça, subgerente 1977
Júlio Lima de Isaga
02/05/1979 a 09/03/1987
Hildebrando Calixto ­ 6/2/1963, gerente 1980/1981
Jesus de Medeiros Ribeiro, subgerente
1981
Wilmar Augusto de Carvalho, subgerente 1981/1985
Reginaldo Paschoalino Medeiros, gerente 1983/1985
Belmiro Cândido Nazário, gerente
04/03/1986 a 31/01/1988
Mário Carlos Rogério Vercesi
09/09/1986 a 11/06/1989
Mário José Soares Esteves
18/04/1988 a 14/04/1991
Manoel Francisco Branco Júnior
21/02/1989 a 04/03/1991
José Augusto de Mendonça Almeida 18/05/1992 a 03/01/1999
Manoel Aparecido dos Santos
15/12/1993 a 09/07/1995
Carlos Alberto Brandão Zalaf
11/12/1995 a 20/02/2000

FERNANDO PINHEIRO

LA PAZ ­ BOLÍVIA
Léo Schneiders
Renato Gerúndio de Azevedo
José Enéas Bueno Júnior
Isabel Maria Pereira da Silva
Eduardo Figueiredo Neves

- 496

Inaug. abril/1960
19/04/1999 a 17/03/2002
07/02/2000 a 05/02/2006
20/05/2002 a 21/01/2007
12/12/2005 a 99/99/9999
09/04/2007 a 99/99/9999

Em fevereiro/1960, são nomeados os inspetores
Abraham David Bensadon ­ 2ª Zona Crege ­ Belém, Hamilton
Belfort dos Santos ­ 6ª Zona Câmbio/Fiban ­ São Paulo,
Heinz Van Den Bylaardt ­ 16ª Zona ­ Crege ­ Teófilo Otoni,
Juarez Carlos Mourão, 25ª Zona ­ Crege ­ Belo Horizonte,
Lecy Infante Cardoso de Castro, inspetor de Bancos ­
SUMOC, Murillo Maia Mendonça ­ Corumbá ­ MS, bem
como os advogados Ary Cantanhede, Elmano de Carvalho
Delorme, Renato Maurício e Silva ­ CACEX, Fioravante
Delicato, Paraguaçu Paulista ­ SP, e ainda os executivos:
Dion de Salles Coelho, consultor técnico ­ CAMOB, Einar
Amorim Rêgo, encarregado de setor ­ CAMOB, Francisco
de Jesus Penha, secretário­de­gabinete do diretor 1ª Zona
­ CREGE [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
Em abril/1960, Altair de Souza Lima, procurador
­ Agência Central ­ Brasília ­ DF, Benjamim Furtado e
Silva, chefe­de­departamento ­ ALMOX, João Gonçalves de
Carvalho, chefe­adjunto ­ ALMOX, Carlos Louro Pereira,
chefe­de­gabinete do diretor da CARED, Norberto da Silva
Rocha, gerente de Carteira ­ CARED, Elpídio Araújo Néris,
advogado ­ Jacarezinho, bem como os inspetores: Antônio
José Menezes, 40ª Zona Crege ­ Campo Grande ­ MS,
Arthur Augusto Roxo Pereira, 9ª Zona Crege ­ Recife,
Francisco Bayma, 14ª Zona
­ Crege ­
Salvador, Jorge
Chaves Camacho, 1ª Zona Crege ­ Manaus, José Leite da
Silva, 26ª Zona Crege ­ Patrocínio, José da Mota Cerqueira,

497 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

43ª Zona Crege ­ Presidente Prudente, Luiz Osório Rodrigues
Nogueira Filho, 12ª Zona Crege ­ Juazeiro, Mário Vidal, 17ª
Zona Crege ­ Vitória, Paulino Jaguaribe de Oliveira, IAGEX,
Olavo José da Silva, Câmbio ­ 1ª Zona, Nelcy Núncio
Montingelli, 39ª Zona Crege ­ Lins, Délio Pereira de Souza,
44ª Zona Crege ­ Chavantes, Hélio Barbosa de Almeida,
Itapetinga ­ sede, José Pereira Alves, 10ª Zona ­ Crege ­
Maceió, Lucimar Ferreira Sobral, 4ª Região ­ Teresina,
Murillo Maia Mendonça, 42ª Zona Crege ­ Marília, Nathani
Ribeiro Von Sohsten, Santana do Ipanema [Revista AABB ­
Rio ­ 1960].
No 1° semestre/1960, é criado, na gestão do
presidente
Maurício
Chagas
Bicalho,
o
Quadro
de
Mecanógrafas, composto por 23 funcionárias do Banco do
Brasil. Surgiu, em seguida, a utilização do telex [Revista
AABB ­ Rio ­ 1960].
Em 1° de junho de 1960, Francisco Vieira de
Alencar, convocado pelo ministro da Fazenda, Sebastião
Paes de Almeida, assume o cargo de diretor-executivo
da SUMOC ­ Superintendência da Moeda e do Crédito,
ocupando-o até o dia 31 de janeiro de 1961.
Em julho de 1960, Renato Navarro de Brito,
gerente­adjunto da Agência Salvador ­ BA, ao proferir o
discurso de despedida, por motivo de aposentadoria,
revela
o
clima
de
expectativa
na
Direção
Geral:
modificações
estruturais,
na
reforma
dos
Estatutos,
a fim de permitir o aproveitamento de funcionários a
exercer o cargo de diretor do Banco do Brasil, e não
exclusivamente políticos [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
Em outubro/1960, com a nomeação de José
Otávio da Silva Leme, gerente da Agência Centro ­ São
Paulo, para a Diretoria da Carteira de Redescontos do

FERNANDO PINHEIRO

- 498

Banco do Brasil, assumiu a gerência Nilo Medina Coeli,
que vinha ocupando o cargo de chefe-de-gabinete da
Presidência do Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
Em retrospectiva, vale mencionar o nome dos
gerentes da Agência São Paulo, no período de 1917
a
1960:
Adeodato
de
Andrade
Botelho
(1917/1928),
Herculano Cavalcanti de Albuquerque Filho (julho/1928
a novembro/1930, antes de falecer em 1934, foi gerente
da Matriz e diretor da Carteira de Câmbio), Genaro
Pilar do Amaral, Ruy Dantas Bacellar, Alcides da Costa
Guimarães, Adão Pereira de Freitas e José Otávio da
Silva Leme [Revista AABB ­ Rio].
Na década de 60 (século XX), a Agência Centro
­ São Paulo, com a dotação de 2.100 funcionários, era
administrada por 1 gerente, como vimos; e l subgerente:
César Dantas Bacellar Sobrinho, e 4 gerentes­adjuntos:
José Benedicto Aranha, José Felisatti, Monroe de Arruda
Camargo,
gerentes­adjuntos
de
operações
e
Mansur
Abib, gerente­adjunto de Câmbio e Fiscalização Bancária.
Geraldo Machado assumiu o cargo de chefe­de­gabinete
da Gerência, tendo como secretário Antônio Fernandes
Costa [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
Na cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do
Banco do Brasil, em reunião de 3/2/1960, resolveu mudar
a designação Agência Central, que iniciou operações
em 2/5/1936, para Agência Centro ­ Rio de Janeiro.
Naquela década de 30, sob orientação do presidente
Leonardo Truda, a Matriz foi desdobrada em Direção
Geral e a Agência Central [Revista AABB ­ Rio ­ 1960].
Numa
cerimônia
singela,
em
6/10/1960,
mas
de grande valor, Carlos Cardoso passa a presidir os
destinos do Banco do Brasil, sucedendo a Maurício

499 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Chagas Bicalho que se despedira da Presidência para
assumir o cargo de diretor­executivo do FMI ­ Fundo
Monetário Internacional, nos Estados Unidos.
Nos idos de 1960, ocorreram
dentre outras, nas seguintes Carteiras:

as

nomeações,

CAMIO: Ivan D´Oliveira, gerente da Carteira de Câmbio
(posse no BB: 28/4/1925, apos. 11/2/1961).
CREGE: Itamar Carneiro da Cunha, gerente, José Geraldo
de Goes, subgerente, José Rostand de Aragão, chefe­
de­
gabinete da Gerência da CREGE.
CREAI: Samuel Rocha e Silva, assessor­geral da ASPLA­
Assessoria de Planejamento.
Em setembro/1960, Nilo Medina Coeli assume
o cargo de gerente da Agência Centro de São Paulo.
Em janeiro/1961, Cecília Santos de Biasi (posse
no BB: 26/7/1935, apos. 27/9/1965) é nomeada chefe­
de­gabinete da Consultoria Jurídica (PRESI/COJUR) e
Francisco de Boni Neto, inspetor da CAMOB.
Em 1/2/1961, Carlos Cardoso despede-se da
Presidência do Banco do Brasil. Na transmissão do cargo,
diante de João Baptista Leopoldo Figueiredo, o presidente
que assumia, fez sucinto relato de atividades. Durante
117 dias na Presidência do Banco do Brasil, coincidindo
com o final de governo de JK, Carlos Cardoso teve
ótimo desempenho no cargo. No quinquênio 1955/1960,
que atingiu a sua gestão, o capital e reservas do BB
passaram de Cr$ 4,5 para Cr$ 13,8 bilhões, ultrapassando
o triplo [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
No sucesso das operações, atribuiu o mérito ao
ex-presidente Sebastião Paes de Almeida que promoveu
o avanço da fase atual do Banco do Brasil, seguido

FERNANDO PINHEIRO

- 500

por Maurício Chagas Bicalho e, por ele próprio [Revista
AABB ­ Rio ­ 1961].
O presidente, que se despedia, demonstrou
imensa satisfação ao vencer tal desafio e disse da enorme
complexidade das atribuições do Banco do Brasil, como
executor da política econômica do Governo e nas funções
de estabelecimento bancário de primeira linha [Revista
AABB ­ Rio ­ 1961].
Sucedendo
a
Carlos
Cardoso,
assume
a
Presidência do Banco do Brasil, no dia 1° de fevereiro de
01961, João Baptista Leopoldo de Figueiredo, na presença
de Clemente Mariani Bittencourt, ministro da Fazenda,
Juracy Magalhães, governador da Bahia, Cid Sampaio,
governador de Pernambuco, entre outras autoridades.
O discurso de posse foi simples e objetivo,
numa clareza cristalina que denotava o seu estilo límpido
e transparente:
"Sr. Ministro, Sr. Presidente,
Meus Senhores,
O instante que estou vivendo tem para mim o mais
sentido e causa-me uma profunda emoção.

alto

Ingresso hoje na vida pública assumindo a direção
de
um dos órgãos de vital importância para a economia brasileira.
Sei que a incumbência que me foi confiada é
pesada. Principalmente, levando-se em conta
circunstâncias econômicas e financeiras.

sobremaneira
as
atuais

Mas estou disposto a levá-la a bom cabo, ajudado
nas minhas forças pela orientação do Governo, que
tenho a honra de servir, e pela cooperação que sei, de

501 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

antemão,
da Casa.

sempre

dedicada

e

valiosa,

do

funcionalismo

O Banco do Brasil tem uma finalidade a cumprir e
esta deverá ser alcançada dentro dos estritos termos
do seu regulamento e sempre em obediência às normas
gerais da política econômica do Governo.
Quanto à política econômico-financeira do Banco,
está ela condicionada às diretrizes de cúpula, traçadas
pelo Senhor ministro da Fazenda e demais autoridades
monetárias, sob a orientação do Senhor Presidente da
República.
No entanto, àqueles que integram o
econômico­financeiro, a minha palavra de
na recuperação financeira e econômica do País.

mercado
confiança

Estes são os meus propósitos. E pela fiel execução
deles, espero, cumprirei o meu dever." (121)
O advogado Boaventura Farina, consultor­jurídico
da Associação Comercial de São Paulo, foi designado
para as funções de chefe­de­gabinete do presidente João
Baptista Leopoldo de Figueiredo. Muito mais tarde,
Boaventura Farina, após passagem pela Diretoria do
Banco do Brasil, iria novamente voltar a residir na
capital paulista, quando ocupou o cargo de presidente da
Associação Comercial (1973/1976).
No mesmo mês da posse, o presidente do Banco
do Brasil esteve em visita à Secretaria da Fazenda do
Estado de São Paulo e foi homenageado no Rotary Club

(121) JOÃO BAPTISTA LEOPOLDO DE FIGUEIREDO, presidente do Banco
do Brasil (1/2/1961 a 12/9/1961) ­ in Discurso de posse no cargo.

FERNANDO PINHEIRO

- 502

de São Paulo, onde foi saudado em discurso proferido
por José da Costa Boucinhas, presidente da entidade
rotariana [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
O presidente João Baptista Leopoldo Figueiredo,
em 16 de março de 1961, acompanhado dos diretores
Arthur Santos e Justo Pinheiro da Fonseca e do
chefe­de­gabinete Boaventura Farina, esteve presente à
inauguração da sede do CEMED ­ Centro de Estudos dos
Médicos do Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Com o programa de gestão resumido em
"justiça ao funcionalismo", Norberto da Silva Rocha tomou
posse, em março de 1961, no cargo de superintendente
do Banco do Brasil, mantendo os princípios diretivos
do presidente em elevar o nível funcional, cultural e
produtividade do funcionalismo. Nesse mês, com a curta
gestão de poucos meses, o diretor Afrânio Lages começou
a imprimir um ritmo crescente de operações na Carteira
de Colonização do Banco do Brasil [Revista AABB ­ Rio ­
1961].
Com a realização do 1º Simpósio Brasileiro sobre
Computadores Eletrônicos, na semana de 2 a 9 de abril
de 1961, no Palácio da Cultura, foi apresentado, pela
primeira vez no Brasil, um conjunto eletrônico da Bull,
composto de uma reprodutora, uma classificadora e
uma tabuladora­resumo. O evento foi patrocinado pela
Burroughs do Brasil, Listas Telefônicas Brasileiras, IBM
do Brasil, Máquinas Bull do Brasil, Remington­Rand do
Brasil e Petrobras [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
A partir da demonstração daquele mecanismo,
foi iniciada a introdução da eletrônica no País. O
Banco do Brasil, reconhecendo o valor dessas unidades,
adquiriu
um
conjunto
de
máquinas
convencionais

503 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

periféricas à base de cartão perfurado e duas calculadoras
Gamma-30 (eletrônicas), inicialmente utilizadas nos serviços
da Direção Geral [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Posteriormente, a Empresa fez registrar, nos
idos de 1975, a utilização do computador nos serviços:
"Figurando entre os pioneiros da mecanização, seu
equipamento convencional se colocava entre os mais
avançados. Não obstante, já no início da década de
60, cuidava da instalação dos primeiros computadores
IBM, sistema 1401, destinados à Carteira de Câmbio e
ao Centro de Processamentos de Dados do Rio de
Janeiro ­ CERIJ".
(122)
Na primeira quinzena de abril/1961, foi realizada
a 2ª Reunião da Assembleia de Governadores do BID ­
Banco Interamericano de Desenvolvimento, na cidade do
Rio de Janeiro. O presidente do Banco do Brasil participou
do evento.
Vale assinalar os comentários de Daniela Maria
Moreau que nos brinda com uma análise da situação
econômica nacional:
"Em 10 de abril, o Brasil sediou uma assembleia do
BID que foi presidida por Clemente Mariani.
A delegação norte­americana para a reunião era
chefiada pelo embaixador Douglas Dillon, secretário do
Tesouro do governo Kennedy, encarregado de iniciar
conversações paralelas com Mariani no sentido de
estabelecer uma consolidação e remanejamento da dívida
externa brasileira. Apesar da existência de uma avaliação
dos compromissos internacionais vencidos e a vencer,
(122) Boletim do BANCO DO BRASIL ­ edição 1975 ­ Ano X ­ N° 1 ­ Fl. 3
­ Momentum do Computador no Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

- 504

o Brasil não havia ainda articulado um plano de ajuste
a ser apresentado a seus credores. Foi acertado
então que, quando efetivado um estudo detalhado
das possibilidades de reescalonamento dos débitos e
necessidades de novos créditos externos, o governo
brasileiro enviaria a Washington um delegado.
Para elaborar a proposta de renegociação da dívida,
Mariani nomeou uma comissão da qual fizeram parte
Octávio Gouvêa de Bulhões, Roberto Campos e técnicos
do Ministério do Exterior.
As negociações para consolidação dos débitos e
obtenção de novos créditos no exterior foram encaminhadas
paralelamente nos Estados Unidos, sob a coordenação de
Walter Moreira Salles, e na Europa, sob a responsabilidade
de Roberto Campos.
A missão Campos chegou à Europa em fins de
março de 1961, num momento propício. O retorno à
completa conversibilidade das moedas, ocorrido em 1959,
e a existência de uma maior liquidez de capitais em
relação aos anos anteriores eram dados favoráveis. Além
disso, todo o sistema de financiamento europeu aos
países subdesenvolvidos sofria uma evolução no sentido de
maior
flexibilidade.
Os
governos,
pressionados
pela
competição entre as indústrias européias em busca
de novos mercados, reviam a legislação concernente aos
empréstimos externos. Antes vinculados exclusivamente
ao fornecimento de equipamentos pelo país mutuante, esses
créditos passavam a ser possíveis de serem concedidos
diretamente a agências ou governos, a prazo dilatado,
para projetos específicos em infraestrutura.
Na mesma ocasião, o embaixador Harriman, como
enviado especial do presidente Kennedy, visitava os
países daquele continente procurando estimulá-los a

505 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

uma maior participação na cooperação financeira para o
desenvolvimento econômico, propondo como critério que
os empréstimos ao exterior atingissem a 20% da renda
nacional.
A primeira providência de Campos foi a de obter a
abertura de linhas de crédito bancárias em base rotativa
que o Banco do Brasil, cujos compromissos cambiais se
encontravam em atraso, pudesse manipular para atender
às PVCs em circulação. Em seguida, passou a negociar
um crédito de reserva (stand by), que podendo ser
sacado pelo Banco do Brasil em qualquer emergência,
tinha como objetivos imediatos inspirar confiança no
mercado cambial brasileiro e facilitar a estabilização
monetária. Os stand by credits eram tradicionalmente
negociados na Europa em base multilateral, sendo
concedidos pelos bancos privados com garantias oferecidas
pelos respectivos governos. Campos tinha também como
objetivo obter a consolidação da dívida brasileira para
com os países europeus resultante de créditos de
exportação, que orçava em cerca de US$ 300 milhões, com
vencimentos concentrados entre os anos de 1961 a 1963.
Finalmente, procurava conseguir créditos a longo prazo de
natureza financeira, portanto desligados da obrigatoriedade
de compras no país concessor e faculdade de utilização
de parcela para cobertura dos gastos em moeda brasileira.
[...]
As negociações do governo brasileiro nos Estados
Unidos tiveram um caráter mais ousado, tanto em termos
de modalidades de financiamento propostas quanto aos
volumes de recursos pretendidos e obtidos. As diretrizes
fixadas para as conversações por Clemente Mariani
e encaminhadas ao embaixador Walter Moreira Salles,
sugeriam como ponto de partida que se levasse em
conta que as dívidas para com os bancos particulares,

FERNANDO PINHEIRO

- 506

as linhas de crédito a curto prazo e os atrasados comerciais
tinham sido na sua totalidade contraídos com o objetivo
de importar bens de consumo ou de produção da área
norte-americana.
[...]
Além das equipes encarregadas das conversações
na Europa ocidental e nos Estados Unidos, o Brasil
enviou também na ocasião uma missão à Europa do
Leste, chefiada pelo jornalista João Dantas, cujo objetivo
era
abrir
novos
mercados
para
as
exportações
brasileiras". (123)
Nos moldes da Operação Pan­Americana, surgiu
a "Aliança para o Progresso", criada por John Kennedy.
Mais tarde, em épocas distintas, acontecimentos trágicos
iriam repercutir no cenário político mundial, envolvendo
2 estadistas que possuem a mesma sigla: o assassinato
de JK, presidente do EE.UU (1963) e a cassação de JK,
senador da República do Brasil (1965).
Advogado que assumira, no período de 1943 a
1944, o cargo de consultor jurídico do Banco do Brasil,
Hugo Napoleão do Rêgo defendeu, investido no mandato
de deputado federal, na Câmara dos Deputados, a
criação da Operação Pan­Americana, de iniciativa do
governo Kubitschek, que evidenciava a política de combate
ao subdesenvolvimento continental:
"Acresce, Sr. Presidente, que os meios para serem
realizados, os objetivos da Operação Pan­Americana estão
sendo aceitos, postos em execução e atingidos.
(123) DANIELA MARIA MOREAU ­ in Clemente Mariani ­ Político e
Empresário ­ p. 82 ­ Dissertação de Mestrado apresentada em
janeiro/1992, na UNICAMP ­ Campinas ­ SP.

507 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Chegou, agora, o momento de atender, em parte,
à curiosidade do nobre Deputado [Carlos Lacerda].
Haja vista a declaração feita pelo Sr. Douglas Dilon,
Secretário de Estado, Assistente para Assuntos Econômicos,
na reunião extraordinária do Conselho Interamericano
Econômico e Social: "Como resulta dos relatórios feitos
pelos representantes do Governo dos Estados Unidos e
dos nossos estudos coordenados dos problemas econômicos
dessa região, o Secretário de Estado autorizou-me a
anunciar-vos que o Governo dos Estados Unidos está
pronto a encarar a criação de um organismo interamericano de desenvolvimento que receberia o apoio de
todos os países­membros".
Por último, o Senhor Embaixador dos Estados Unidos
junto ao nosso Governo, no próprio dia e na própria
hora em que o Senhor Deputado Afonso Arinos proferia
seu discurso nesta Casa, visitava o Senhor Presidente
da República e lhe entregava o texto de uma nota em
que o Secretário de Estado, Foster Dulles anunciava
a criação de uma Instituição Regional Interamericana de
Desenvolvimento Econômico.
Esses fatos, Senhor Presidente, demonstram que
a iniciativa do Senhor Presidente Juscelino Kubitschek,
reivindicadora de velhas aspirações de povos e governos
americanos, está se coroando de êxito e expressa uma
autêntica vitória do Brasil na orientação da sua política
externa." (124)

(124) HUGO NAPOLEÃO DO REGO, consultor jurídico do Banco do
Brasil (1943/1944) ­ Apud Um lutador Hugo Napoleão e sua época,
de Aluízio Napoleão ­ pp. 764, 765 ­ Centro Gráfico do Senado
Federal ­ 1992 ­ Brasília ­ DF.

FERNANDO PINHEIRO

- 508

Anteriormente,
em
2/9/1947,
houve
uma
tentativa nesse sentido de ajuda mútua, ao ensejo do
encerramento da Conferência Interamericana da Paz e
Segurança Continental, no Hotel Quitanilha, Petrópolis­RJ,
onde foi assinado o Tratado Interamericano de Assistência
Recíproca, conhecido com o nome de Tratado do Rio de
Janeiro. Prestigiaram o evento: Harry Truman, presidente
dos EE.UU.; Edmundo de Macedo Soares, governador do
Estado do Rio de Janeiro; Raul Fernandes, ministro das
Relações Exteriores, entre outros. Iconografia do evento:
Edmundo de Macedo Soares e Silva ­ Um Construtor do
Nosso Tempo ­ p. 118 - Depoimento ao CPDOC ­ Fundação
Getúlio Vargas ­ Organizadoras: Lúcia Hippólito e Ignez
Cordeiro de Farias ­ Iarte Impressos de Arte ­ 1998.
Em abril/1961, técnicos no gabinete ­ PRESI
tomaram posse: Adalberto Bonfim, Affonso Eugênio de
Andrade
Câmara,
Cândido
Fonseca,
Carlos
Alberto
Vieira, Gabriel de Melo Junqueira, João Batista Silva
­ 30/10/1943, José Rostand Cavalcanti Aragão, Júlio
Marques Luz, Leônidas Souza e Silva, Nivaldo Gomes
Soares, Othon Pio de Abreu, Silas de Almeida Montenegro.
Ainda na Presidência: Francisco Altino de Sousa, Heraldo
Alves
Costa,
subchefes­de­gabinete
­
PRESI,
Helena
Baptista, Leny Carvalho Portugal, Maria Aparecida da
Matta Machado, auxiliares­de­gabinete ­ PRESI [Revista
AABB ­ Rio ­ 1961].
Nesse mês, ocorreu a nomeação dos secretários­
de­gabinete de Diretoria: Afonso Félix de Sousa, Agenor
Nepomuceno Mendes ­ CREGE ­ 2ª Zona, Aguinaldo
Gonçalves Beninato ­ CREGE ­ 1ª Zona, Aloysio Portela
de Figueiredo ­ CACEX, Antônio Carlos Silveira Abbott ­
CREAI, Astolfo Dutra Nicácio ­ CREGE ­ 2ª Zona, Belmiro
César de Morais Tibau ­ CACEX, Camillo Calazans de

509 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Magalhães ­ CREAI, Diogo Dias Paes Leme ­ CREAI,
Francisco de Jesus Penha ­ CREGE ­ 1ª Zona, Jacintho
Arthur Horta de Siqueira ­ CACEX, Jaldir Torres dos
Santos Lima ­ CREGE ­ 2ª Zona,
Jeferson Serôa da
Mota ­ CACEX, Jorge Augusto dos Santos Cantanhede ­
CREAI, José Alderico Ballista ­ CREGE ­ 3ª Zona,
Joaquim Pires de Carvalho Albuquerque ­ CREAI, Luiz
Pessoa de Andrade ­ CREGE ­ 2ª Zona, Marcelo Fernandes
­ CREAI [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Ainda em abril/1961, em outras Unidades, a
nomeação dos comissionados: Armando Braga Filho, chefe
da Secretaria do Departamento Jurídico da CREAI,
César Fernandes, chefe­adjunto ­ FUNCI, Hélio Fonseca
Lima, chefe­de­gabinete de diretor ­ CREAI, Luiz Miglio,
inspetor ­ CREGE ­ 19ª Zona, Rodolpho Ernesto Pfeifer,
subgerente ­ CAMIO, Vênus Andrada Stockler de Lima,
chefe­de­departamento ­ SECRE [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Àquela altura, o secretário­de­gabinete na Direção
Geral, Afonso Félix de Sousa já havia publicado "O
Túnel" ­ 1948, "Do Sonho e da Esfinge" ­ 1950, "O Amoroso e
a Terra" ­ 1953. No poema Toada Goiana, ele já previra o
próprio destino, longe da terra natal: "vim correr mundo".
Ao participar do Fórum Econômico de Porto
Alegre, o presidente do Banco do Brasil teve, em 19 de
maio de 1961, uma das mais atuantes participações do
evento. No mesmo dia, no Palácio Piratini, assinou,
com o governador do Estado do Rio Grande do Sul,
o contrato no valor de Cr$ 2,3 bilhões, destinado à
eletrificação [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Quatro dias após, o presidente João Baptista
Leopoldo
Figueiredo
fez
conferência
na
Associação
Comercial de São Paulo, onde comentou a Instrução

FERNANDO PINHEIRO

- 510

n° 206, de 22/5/1961, assinada por Octávio Gouveia de
Bulhões, diretor­executivo da SUMOC ­ Superintendência da
Moeda e do Crédito [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
No mesmo mês, esteve participando, com atuação
brilhante, dos depoimentos da 3ª Reunião do Fórum
Econômico "Visconde de São Leopoldo", realizada na capital
gaúcha. A mesa diretora dos trabalhos foi composta
pelos governadores Leonel Brizola (Rio Grande do Sul),
Celso Ramos (Santa Catarina) e Magalhães Pinto (Minas
Gerais) e ainda de João Baptista Leopoldo Figueiredo,
presidente do Banco do Brasil, general Inácio Bittencourt,
Professor Oscar Carneiro da Fontoura e Alínio Salles,
gerente do Correio da Manhã [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Na homenagem prestada pelo Sindicato dos
Bancos, em 2/6/1961, ao presidente e aos diretores do
Banco do Brasil, os governadores Magalhães Pinto (Minas
Gerais) e Juraci Magalhães (Bahia) prestigiaram o evento,
e a convite da Associação Comercial de Belo Horizonte, o
presidente do Banco do Brasil esteve, em 8/6/1961, na
capital mineira, onde fez a exposição da política financeira
do Governo Federal [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Em junho de 1961, ocorreram as seguintes
nomeações: Accácio Gomes, engenheiro civil, chefe­de­
divisão DEPIM, Alberto Borgerth Filho, arquiteto, chefe do
Setor de Planejamento ­ DEPIM, Antero Carvalho, chefe­
adjunto ­ DEPIM, Antônio Cruz Saldanha, inspetor
14ª Zona ­ CREGE, César da Gama Filho, inspetor 17ª
Região da CREAI ­ Uberaba, João Nivaldo Milito, inspetor
34ª Região da CREAI ­ São José do Rio Preto, Namir
Salek, engenheiro civil, chefe do Setor Técnico ­ DEPIM,
Paulo Almeida Machado, advogado do BB em Aracaju,
Sylvio Vieira de Carvalho, chefe­de­gabinete do diretor
da CREGE ­ 1ª Zona, Waldomiro Bazzanella, secretário­de­

511 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

gabinete do diretor da CREGE ­ 1ª Zona, Wilson Donega,
inspetor 16ª Zona CREGE ­ Araraquara [Revista AABB ­ Rio
­ 1961].
No dia 5 de julho de 1961, atendendo ao outro
pedido de associação comercial, a American Chambre of
Commerce for Brazil, João Baptista Leopoldo de Figueiredo,
presidente do Banco do Brasil (1/2/1961 a 12/9/1961),
compareceu ao almoço nos salões do Club Transatlântico,
na capital paulista. Na ocasião, o presidente falou sobre
o investimento estrangeiro no Brasil [Revista AABB ­ Rio ­
1961].
Ao ensejo da inauguração das unidades volantes
da CREAI ­ Carteira de Crédito Agrícola e Industrial
do Banco do Brasil, em 6/8/1961, na Agência de
Curitiba­PR, esteve presente Jânio Quadros, presidente
da República que, muito emocionado, pronunciou um
veemente discurso destinado ao povo brasileiro no qual
afirmou haver prometido um governo honesto, impessoal
e de trabalho, desvinculado de grupos de interesses
puramente político­partidário ou vantagens de natureza
subalterna [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
No momento atual é mais fácil compreendermos
a situação passada pelo ex­presidente da República.
Jânio Quadros prosseguiu falando a respeito
do processo inflacionário e na multiplicidade das faixas
de câmbio e a dificuldade do Governo em encontrar,
de pronto, as medidas para afugentá-los e minorar os
sofrimentos coletivos. Com ênfase, referiu-se à inauguração
da Universidade de Volta Redonda, e o empenho que
vem buscando para amparar as multidões desprotegidas
[Revista AABB ­ Rio ­ 1961].

FERNANDO PINHEIRO

- 512

Finalmente, o presidente da República, após
elogiar a assistência do Banco do Brasil aos pequenos
produtores agrícolas, nos mais longínquos recantos da
Nação, concluiu exortando a todos a crescer à altura
do Brasil e a edificar uma Pátria onde se estabeleça a
justiça social, a dignidade e o trabalho, destacando o
trabalho do Banco do Brasil, o melhor instrumento de
ação do Governo [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
O jurista Cláudio Pacheco assumiu, em 14
de agosto de 1961, o cargo de diretor da Carteira de
Colonização do Banco do Brasil (COLON). Os principais
assessores do diretor eram: Hyder Júlio do Carmo,
chefe­de­gabinete da Diretoria; Ary Rangel de Almeida,
assessor­técnico;
Lucília
Brito
da
Silva,
Raimundo
Nonato de Melo, Pedro Bezerra de Menezes Neto, Derval
Rodrigues Gonçalves, assistentes [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Na Gerência da Carteira, subordinada ao diretor
da COLON, foi confirmado o nome dos executivos: Cícero
Casimiro da Costa Nogueira, gerente; Hermesde Azevedo
Souza,
chefe-de-gabinete;
Nicolau
Scultori
da
Silva,
Fernando Arthur Tollendal Pacheco, secretários­de­gabinete
[Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
No início de agosto de 1961, integrando a
comitiva
oficial
do
Governo brasileiro, chefiada por
João Goulart, vice-presidente da República, João Baptista
Leopoldo de Figueiredo, presidente do Banco do Brasil
esteve na Europa, com a missão de assinar diversos
acordos sobre créditos com 8 países europeus, no valor de
U$ 110 milhões para o Brasil [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Na Embaixada brasileira, em Paris, o presidente
do Banco do Brasil falou a um grupo de personalidades
representativas do meio econômico e financeiro da Itália.

513 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Depois seguiu para Roma, Frankfurt, Hamburgo, Bonn,
Estocolmo, Londres, Bruxelas, numa viagem que durou
20 dias, encerrando-se em 20 de agosto de 1961 [Revista
AABB ­ Rio ­ 1961].
Em
agosto/1961,
ocorreram
as
seguintes
nomeações: Celso de Lima e Silva, chefe­de-departamento
(TESGE), Cícero Casemiro da Costa Nogueira, secretário­
de­gabinete do diretor da COLON, Cid Carlos Forleo,
operador­chefe
SEMEG­DG,
Décio
Nunes
Teixeira,
assistente do consultor jurídico CAMOB, Edgard José de
Souza, inspetor da 20ª Região Geo­Econômica da CREAI
em Teófilo Otoni, Fernando Martins da Rocha, auxiliar­de­
gabinete ­ PRESI, João Roberto Pereira de Baere, secretário­
de­gabinete do diretor da CARED, Magda de Alencastro
Guimarães, assistente técnico CACEX, Paulo Rosat, assistente
técnico ­ CACEX [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
O último ato de João Baptista Leopoldo de
Figueiredo, presidente do Banco do Brasil (1/2/1961 a
12/9/1961), ocorreu dentro do Gabinete da Presidência,
manifestado por uma mensagem dirigida ao funcionalismo:
"Ingressei na administração pública ao assumir
a Presidência do Banco do Brasil. Aceitei a honrosa
investidura após impor-me a tarefa de procurar aprimorar
a ação do Banco do Brasil, não só como instrumento
da política econômica do Governo, mas, também, e
principalmente, como um dos veículos mais atuantes
na reformulação dessa própria política.
Tive, desde logo, a satisfação de ver o presidente
do Banco do Brasil convidado a participar das reuniões
ministeriais, passando, assim, o Banco do Brasil a ter
"status" de Ministério.

FERNANDO PINHEIRO

- 514

Desejo, ao deixar a Direção desta Casa, consignar o
meu carinho, meu apreço, minha admiração e meu
mais profundo respeito a todos os funcionários desta
extraordinária organização, do mais graduado ao de
categoria mais modesta, aos que trabalham na Direção
Geral e aos que prestam serviços nas mais distantes
agências, a quem quero transmitir a minha palavra de
agradecimento, cordialidade e de simpatia.
A homenagem que lhes prestei foi a de não adotar,
como medida de valor, senão o esforço e a competência.
Procurei, ao assegurar o princípio do estimulo ao
mérito, fazer jus à confiança do funcionalismo e dele
obter a melhor colaboração.
Tenho satisfação em reconhecer o seu alto padrão
técnico e moral, que considero o mais importante
investimento já realizado em nosso país.
Não deixarei de acompanhar os destinos desta Casa,
a que tive a honra e à qual procurei servir, dentro
de minhas modestas forças, e tenho certeza de que a
ela os seus funcionários continuarão a dar o que de
melhor possuem com dedicação, capacidade técnica e
correção."
(125)
Ao analisar a economia nacional no período
abrangendo a gestão de Clemente Mariani à frente do
Ministério da Fazenda, nos idos de 1961, Daniela Maria
Moreau comenta a reforma cambial, introduzida na
Instrução 204, de 13/3/1961, e a de n° 208, de 27/6/1961,
da SUMOC que estabeleceram:
(125)

JOÃO BAPTISTA LEOPOLDO DE FIGUEIREDO, presidente do
Banco do Brasil (1/2/1961 a 12/9/1961) ­ in Mensagem dirigida,
em setembro/1961, ao funcionalismo do Banco do Brasil.

515 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

1ª a unificação dos mercados de câmbio de importação
e exportação (excetuando-se as de cacau e de café)
numa
única taxa de câmbio;
2ª a extinção do câmbio de custo, além de criar as normas
sobre operações de open market realizadas, pela
primeira vez
no Brasil, através da compra e venda
de títulos no
mercado.
Vale assinalar
Daniela Maria Moreau:

o

argumento

apresentado

por

"Com a eliminação definitiva do câmbio de custo
por intermédio da Resolução n° 208, acentuou-se a
tendência já manifestada com a Instrução n° 204 de
redução do déficit orçamentário, devido ao fim do
subsídio às importações e maior arrecadação fiscal através
do imposto único sobre combustíveis e tarifas aduaneiras".
(126)

O Estado de São Paulo, edição de 26/3/1961,
estampando a manchete: "Mariani: a alta dos preços não
resulta da Instrução 204", acolhe depoimento do ministro
da Fazenda, elucidando os fatos. Daniela Maria Moreau
reproduz essa elucidação:
"Jamais ignoramos ou escondemos à Nação que a
Instrução 204 acarretaria um certo aumento de preços
em
determinados
setores,
refletindo-se
em
relativo
aumento do custo de vida. Tínhamos, entretanto, de

(126) DANIELA MARIA MOREAU ­ in Clemente Mariani ­ Político e
Empresário, p. 78 ­ Dissertação de Mestrado apresentada em
janeiro/1992, na UNICAMP ­ Campinas ­ SP.

FERNANDO PINHEIRO

- 516

escolher entre esse aumento possível de controlar e
o descontrolado aumento do regime inflacionário em
que vivia mergulhado o País e do qual nos estamos
esforçando para retirá-lo."
(...)

"Além da reforma cambial, outro ponto relevante
da administração Mariani no Ministério da Fazenda
consistiu na renegociação da dívida externa brasileira.
A situação financeira internacional do país ao
iniciar-se o governo Quadros era de extrema gravidade. O
montante da dívida, superior a duas vezes o valor previsto
para as exportações no ano de 1961, poderia não
ser alarmante num quadro de crescimento econômico.
Entretanto, a curva dos vencimentos dos compromissos
era muito desigual, concentrando-se durante os primeiros
4 anos da década responsabilidade no valor de cerca
de US$ 1,7 bilhões.
Em 1961, o governo brasileiro articulou uma
renegociação extremamente favorável de sua dívida externa,
bem como obteve acordos para o ingresso substancial
de novos recursos internacionais no país.
Para avaliar
corretamente estes sucessos, deve-se levar em conta diversos
aspectos da conjuntura política e econômica internacional,
e principalmente, em relação ao continente americano, a
emergência da Revolução Cubana, em 1959, e a vitória
do Partido Democrático no pleito presidencial norteamericano de 1960, com a eleição de John F. Kennedy.
(...)
Com a renegociação da dívida externa e a obtenção
de
novos
créditos
internacionais,
o
programa
de
estabilização sem recessão tornou-se realizável. A crise

517 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

político­institucional decorrente da renúncia do Presidente
em 25 de agosto de 1961 impediu a continuação desse
projeto." (127)
Na gestão que fez parte do período de dois
diretores da Carteira de Câmbio: Paulo Poock Corrêa
(1/2/1955 a 12/9/1961), e Eleutério Proença de Gouveia
(13/9/1961 a 31//3/1964 ­ interino), o cearense de Aracati,
Antônio Gurgel Costa Nogueira (posse no BB: 17/9/1926,
apos.: 4/10/1961), dirigiu a GECAM ­ Gerência de Operações
da Carteira de Câmbio no período de dezembro/1959
a setembro/1961.
Antônio Gurgel foi um grande especialista em
câmbio e aliava­se a esse cabedal de conhecimentos com
a prática colocada em ação na inspeção que realizou em
agências autorizadas a operar em câmbio, dentre as quais
citamos: Vitória, Santos e Natal.
Ludovicense de nascimento, Mário Miranda Muniz
foi outro grande gerente da GECAM que, em 1961/1965,
teve atuação das mais brilhantes da Carteira, inclusive
com várias viagens ao exterior, onde desempenhou, com
pleno êxito, missões relevantes de interesse nacional.
Secretário
de
Clemente
Mariani
Bittencourt,
presidente do Banco do Brasil (6/9/1954 a 14/4/1955), o
funcionário Hamilton Prisco Paraíso exerce, no período de
8/5/1961 a 18/8/1961, o cargo de ministro da Fazenda
(interino).

(127) DANIELA MARIA MOREAU ­ in Clemente Mariani ­ Político e
Empresário, pp. 80, 81, 82, 90 ­ Dissertação de Mestrado
apresentada em janeiro/1992, na UNICAMP ­ Campinas ­ SP.

FERNANDO PINHEIRO

- 518

Em
cerimônia
simples,
na
presença
dos
membros da Diretoria, tomou posse, em 12/9/1961, no
cargo de presidente do Banco do Brasil, o Sr. Ney Neves
Galvão, ex­diretor do Banco da Província do Rio Grande
do Sul [Jornal do Brasil ­ 13/9/1961].
Na ocasião, Walther Moreira Salles, ministro da
Fazenda, fez o uso da palavra para enaltecer o Banco
do Brasil que envidou esforços no sentido de recuperar
a situação econômico­financeira do País, acompanhando
a fixação de nova política adotada pelo Governo e
destacou a atuação de João Batista Leopoldo de Figueiredo,
com os méritos enaltecidos [Jornal do Brasil ­ 13/9/1961].
É oportuno assinalar que, nesse dia, Ney
Galvão assinou o termo de posse no cargo de presidente
na presença de Walther Moreira Salles, ministro da
Fazenda, e de João Batista Leopoldo Figueiredo, o
presidente que se despedia [Revista Bancos ­ n° 98 ­
setembro/1961].
Diretoria do BB ­ 12/9/1961 a 20/7/1963 [Almanaque do
Pessoal ­ 1963]
Carteira de Crédito Geral
1ª Zona ­ Arthur Ferreira dos Santos
2ª Zona ­ Geraldo de Andrade Carneiro
3ª Zona ­ Alcides Flores Soares Júnior
Victor Loureiro Issler
de dez./62)
4ª Zona ­ Eduardo Catalão

(até dez./62)
(a partir

Carteira de Crédito Agrícola e Industrial
Crédito Industrial ­ Nestor Jost
Crédito Rural
Zona Norte
­ Samuel Vital Duarte
Zona Centro
­ Múcio Teixeira
Zona Sul
­ Léo de Almeida Neves

519 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Carteira de Câmbio:

Eleutério Proença de Gouveia

Carteira de Comércio Exterior: Antônio Arnaldo Gomes Taveira
Carteira de Redescontos: Júlio de Souza Avellar (até jan/1963)
e Hugo de Araújo Faria (jan/1963 a 29/3/1964)
Carteira de Colonização:

Cláudio Pacheco Brasil

Dois dias após a posse no cargo, o presidente
Ney Galvão visitou a cidade de Porto Alegre. Do Aeroporto
Salgado Filho seguiu para o Palácio Piratini, onde manteve
um encontro com o governador Leonel Brizola. Iconografia:
Jornal do Dia (edição 15/9/1961), Porto Alegre ­ RS.
O
presidente
Ney
Galvão
designou
José
Bonifácio Gomes de Castro, oriundo da gerência da
Agência Metr. Copacabana, para ser chefe-de-gabinete da
Presidência. Anteriormente, nos idos de 1951 era secretário
particular de Ricardo Jafet, presidente do Banco do Brasil
(2/2/1951 a 14/1/1953), e, no decorrer de 1953 a 1958,
assessor da Assessoria Geral de Planejamento e Estudos
da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial.
No mês seguinte da posse no cargo, o presidente
Ney Galvão volta ao Palácio Piratini e mantém reunião
com Hélio Carlomagno, governador (interino) do Rio Grande
do Sul [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Em setembro/1961, tomaram posse, no gabinete
da Presidência do Banco do Brasil, os seguintes técnicos:
João Paulo dos Reis Velloso, Newton Feijó Bhering,
Roberto Hatab, Wamba Guimarães, bem como as auxiliares­
de­gabinete ­ PRESI: Joanna Célia Pereira da Serra Neta,
Margarida Oliveira de Araújo, Thaísa Mello Freixeiro
[Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Ainda em setembro/1961, Arnaldo Gomes de
Almeida, chefe­adjunto do Departamento Jurídico ­ CREAI/

FERNANDO PINHEIRO

- 520

Dejur, Bernardo Vasques Diniz, chefe­adjunto ­ TESGE,
Carlos Victor Fontes, assistente jurídico CARED, Décio de
Oliveira Araújo, assessor técnico ­ CARED, Eduardo de
Castro Neiva, assessor técnico ­ CAMIO, Euvaldo Dantas
Motta, superintendente, Fausto Madeira Basto, inspetor
da CACEX, Francisco Alves de Souza Filho, assistente
jurídico ­ CARED, Hélio Barbosa de Almeida, inspetor 6ª
Zona ­ CREGE ­ Salvador, José Fontes Ferreira, secretário­
de­gabinete do diretor da CARED, Lázaro Baumann das
Neves, gerente de Carteira ­ CAMIO, Marina Lima Mira,
auxiliar­de­gabinete do diretor da CARED, Nathanias
Ribeiro von Sohsten, inspetor 5ª Zona ­ CREGE ­ Recife,
Paulo Rache, assistente jurídico ­ Porto Alegre, Pedro
Faraco Filho, advogado do BB em Paraguaçu Paulista,
Walter Ferreira Dourado, inspetor ­ 10ª Zona ­ CREGE ­
Belo Horizonte [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Em outubro/1961, Alcina Imbassahy Rodrigues
Duarte, auxiliar­de­gabinete ­ PRESI, Antônio Edwiges
Guglielmi de Oliveira, inspetor 47ª Zona da CREAI ­
Caxias, Antônio Radesca, chefe­de­gabinete da Gerência
da Carteira ­ CAMIO, Bruno Barbieux, técnico gabinete ­
PRESI, Cid Fernando da Costa Saboia, secretário­de­
gabinete do diretor ­ CREGE ­ 1ª Zona, Fernando de
Souza Oliveira, subgerente da Carteira de Câmbio, João
Osman da Silva Mattos, chefe­de­gabinete ­ SUPER ­
Direção Geral, José Pires dos Santos, assistente ­ técnico
CAMIO, Raul Augusto de Pinho Filho, gerente ­ CREAI/
Gerli [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Em 13/10/1961, as classes econômicas do Rio
Grande do Sul ofereceram um banquete de gala aos
ilustres
gaúchos
Ney
Galvão
e
Leocádio
Antunes,
presidente do Banco do Brasil e presidente do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico, respectivamente,

521 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

no Palácio do Comércio, em Porto Alegre. No mesmo dia,
os homenageados são recebidos no Palácio Piratini pelo
governador do Estado do Rio Grande do Sul [Revista
AABB ­ Rio ­ 1961].
De regresso à terra natal, em 17/12/1961, o
presidente do Banco do Brasil, Ney Galvão, recebeu
homenagem na Câmara dos Vereadores do Rio Pardo.
Após a solenidade, fez visita de cortesia ao hospital, à
Casa da Criança e ao vigário da cidade. E, por último,
participou do churrasco no Parque da Associação Rural
[Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Naquela oportunidade, diversos oradores fizeram
saudação ao presidente do Banco do Brasil, entre os
quais podemos assinalar: Hélio Carlomagno, em nome do
governo do Rio Grande do Sul; Fernando Bandeira
Wunderlich, em nome das classes produtoras; Kurt
Weissheimer, em nome da FARSUL, Willy Freulic, em
nome da Câmara dos Deputados, Arnaldo Gomes Taveira,
diretor da Carteira de Comércio Exterior do Banco do
Brasil. Integravam ainda a comitiva: Gilberto Lahorgue,
secretário da PRESI; Nivaldo Gomes Soares e Altino
de Souza, subchefes­de­gabinete (PRESI), Victor Blandim,
gerente da Agência Encruzilhada do Sul ­ RS, entre
outros [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
O presidente Ney Galvão, em rápido improviso,
agradeceu a manifestação de carinho e apreço, passando
a
palavra
ao
jurista
Martins
Napoleão,
chefe
do
Departamento Jurídico da Carteira Agrícola e Industrial,
que proferiu um belo discurso em nome do presidente.
O orador, de reconhecida erudição e eloquência, evocou
a poesia de Dante Alighieri, e elogiou as terras gaúchas.
De início, se referiu:

FERNANDO PINHEIRO

- 522

"Ainda há poucas horas, ao divisar, num abraço
comovido dos olhos, a graciosa ondulação das terras do
Rio Grande, cantou dentro de mim o terceto admirável
com que Dante, na sua viagem de sonho pelos três
mundos, ao descer à praia, da ilha de Catão, eternizou
a imagem do mar distante, enquanto o leve sopro da
manhã espancava os vapores de aurora:
L'alba vinceva l'ora mattutina
che fuggia innanzi, si che di lontano
conobbi il tremolar della marina."
No contexto histórico, o discurso de Martins
Napoleão enalteceu a importância do Banco do Brasil,
como incentivador de riquezas e elemento primordial da
integração nacional e destacou a presença do presidente
Ney Galvão na cidade do Rio do Pardo que foi elogiada
por sua tradição de berço de homens de rija têmpera,
conhecida como a "Tranqueira Invicta" [NAPOLEÃO ­ 1961].
O orador transpôs a narrativa do seu discurso
para o século XVII,
"quando a rivalidade entre Portugal e Espanha, ambos
procurando o domínio das terras deste Continente, se
refletiam diretamente na Província do Sul. A Colônia de
Sacramento e o Território das Missões foram motivos de
permanentes atritos entre as parcialidades espanholas e
portuguesas. Os vários tratados celebrados não conseguiam
demarcar, em definitivo, nossas fronteiras." (128)
Em seguida,
importância da cidade
território brasileiro:

Martins
do Rio

Napoleão ressaltou a
Pardo, na defesa do

(128) MARTINS NAPOLEÃO, consultor jurídico do Banco do Brasil
(3/5/1967 a 16/9/1977) ­ in Discurso proferido, em 17/12/1961, em
Rio Pardo ­ RS, em homenagem ao presidente do Banco do Brasil.

523 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"Aqui se concentraram nossas forças militares,
merecendo destaque o famoso "Regimento dos Dragões" ­
ponta de lança da soberania nacional, que influiu,
decisivamente, na formação vigorosa de soldados riopardenses, deixando nomes que serão sempre venerados,
tais como os de Mena Barreto (Barão de São Gabriel) e
Andrade Neves (Barão do Triunfo), de quem descende o
homenageado de hoje." (129)
Mais adiante, o orador mencionou, dentre outros,
Manoel de Araújo Porto Alegre, um dos precursores do
romantismo brasileiro.
Em novembro de 1961, foram empossados os
secretários­de­gabinete
da
CREAI:
Antônio
Barcelos,
Antônio José de Almeida, Camillo Calazans de Magalhães,
Célio Biavati, Galeno Glascherster, Heitor Pereira Cotrim,
Hélio Guimarães, João Batista Rodrigues de Oliveira,
Joaquim Pires de Carvalho, Marcello Fernandes, Raimundo
Gonçalves da Mota, Victor Muhana, Waldozir da Silva Alves
Pereira, Wilson Chedid, bem como Carlos Antônio Pereira,
chefe­de­gabinete de Gerência ­ CREAI, Celso Cunha de
Viveiros, subgerente Crédito Rural ­ Zona Norte ­ CREAI,
Jacques de Oliveira Rocha, chefe­de­gabinete do diretor
CREAI ­ Crédito Rural ­ Zona Centro, José Antônio de
Mendonça Filho, chefe­de­gabinete de diretor ­ CREAI,
Lauro de Araújo Simões, gerente ­ CREAI, Paulo Cardoso de

(129)

MARTINS NAPOLEÃO, consultor jurídico do Banco do Brasil
(3/5/1967 a 16/9/1977) ­ in Discurso proferido, em 17/12/1961, em
Rio Pardo ­ RS, em homenagem ao presidente do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

- 524

Castro, chefe­de­gabinete do diretor ­ CREAI ­ Zona Sul,
Paulo Hipólito, subgerente de Crédito Rural ­ Zona Centro
da CREAI, Pedro Paulo de Ulisséa, chefe­de­gabinete do
diretor da CREAI ­ Zona Norte ­ Crédito Rural, Ruy
Augusto de Pinho, chefe­de­gabinete de Gerência da
CREAI, Terésio Porto Virmond, subgerente ­ Crédito Rural ­
Zona Sul ­ CREAI [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Nesse mês, na CREGE ­ Carteira de Crédito
Geral: Agenor Nepomuceno Mendes, secretário­de­gabinete
do diretor da CREGE ­ 4ª Zona, Aldrovando de Aguiar
Brandão Filho, chefe­de­gabinete de Gerência ­ CREGE,
Ângelo Madeira Gontijo, inspetor 10ª Zona ­ CREGE ­ Belo
Horizonte, Arnon Lopes Moreno, inspetor ­ CREGE ­
10ª Zona ­ Belo Horizonte, Benedicto Fonseca e Souza,
subgerente ­ CREGE/Subop, Eduardo Allan Thomas,
inspetor 16ª Zona ­ CREGE ­ Araraquara, Eugênio de Lima
Azevedo, gerente ­ CREGE/Geliq, Francisco do Rêgo
Monteiro, gerente ­ CREGE, Hermilo Chrispim Vieira,
inspetor 19ª Zona ­ CREGE ­ Curitiba, Itamar Carneiro da
Cunha, inspetor 12ª Zona ­ CREGE ­ Brasília ­ DF,
Jaldir Torres dos Santos Lima, secretário­de­gabinete do
diretor CREGE ­ 4ª Zona, Jorge Augusto dos Santos
Cantanhede, secretário­de­gabinete do diretor da CREGE ­
4ª Zona, Mário Gonçalves de Amorim, secretário­de­
gabinete do diretor ­ CREGE ­ 4ª Zona, Mário Lima,
chefe­de­gabinete do diretor da CREGE ­ 4ª Zona,
Moacyr
de
Araújo
Motta,
subgerente
CREGE/Supla,
Roberto Rodenburg de Medeiros Netto, secretário­de­
gabinete do diretor da CREGE ­ 4ª Zona, Rubens Camões do
Valle, subgerente CREGE/Sufic, Vicente Orlando Marino,
inspetor da CREGE ­ 8ª Zona [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Ainda em novembro/1961: Dídimo Peixoto de
Vasconcellos, chefe do Departamento do Funcionalismo ­

525 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

FUNCI, Emile Masoud, inspetor da Carteira de Comércio
Exterior ­ CACEX, Hélio Colucci Rivera Cardoso, chefe­
adjunto da Tesouraria Geral ­ TESGE, Hyder Júlio do
Carmo, secretário­de­gabinete do diretor da Carteira de
Colonização ­ COLON, Jorge Figueiró Winter, chefe do
Departamento Médico ­ MEDIC, José Aragão de Carvalho,
chefe­adjunto do Departamento de Secretaria ­ SECRE,
Júlio Pereira Ramos, assistente técnico da Carteira de
Câmbio ­ CAMIO [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
No mês seguinte, é a vez de assumir cargos
de comissão: Fátima Helena Corrêa, auxiliar­de­gabinete
do diretor da CREAI, Francisco José Lana, chefe­de­
adjunto ­ SECRE, Jarbas Pinheiro Gomes, chefe­adjunto ­
DEMED, José Conde Brandão, inspetor da 9ª Região ­
CREAI ­ Aracaju, Marcy Machado, secretário­de­gabinete ­
CREAI, Ney Silla, inspetor da CREAI ­ 43ª Região ­ Santa
Maria, Petrônio Fernandes Gonçalves, chefe­adjunto ­
DEPIM [Revista AABB ­ Rio ­ 1961].
Vale assinalar que o DEJAI/CREAI era chefiado, no
período de 10/10/1955 a 3/5/1967, pelo jurista Martins
Napoleão. Nos idos de 1962, faziam parte da equipe os
chefes-adjuntos Fernando de Azevedo Espínola e Arnaldo
Gomes de Almeida, e os advogados Kepler Alves Borges,
Romeu Rodrigues Silva, José Laport, Luís Fernando
Gusmão de Oliveira, Carlos Antônio Lessa de Sá, Antônio
Arnaldo de Carvalho Machado e Lindolfo Xavier Júnior
[Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
A esse seleto grupo de profissionais, que inclui
o acadêmico Kepler Alves Borges, veio juntar­se, mais
tarde, o advogado criminalista Sebastião Rodrigues Lima,
tribuno de reconhecida notoriedade, que muito honra a
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

- 526

Nos idos de 1962, a Agência Centro ­ Rio de
Janeiro, dotada de 1.607 funcionários, era dirigida por
Moacyr Rebello Freire, gerente; Antônio Bernardelli de
Salinas, Manoel Salek e Octávio Bernard Robbe, gerentesadjuntos; Luiz Mariano Machado, subgerente; Samuel da
Rocha e Silva e Gabriel de Mello Junqueira, subgerentes­
adjuntos; Vicente Souza, chefe do Gabinete da Gerência
da Agência. A Assessoria Jurídica era chefiada por
Roberto Carvalho de Mendonça, filho de J.X. Carvalho
de Mendonça [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
A viagem realizada, em 15/1/1962, ao Sul do País,
por Nestor Jost, diretor da Carteira Agrícola e Industrial,
teve por finalidade participar de uma reunião de 200
industriais no Centro de Indústrias, em Porto Alegre,
presidido por Diego Blanco [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Em janeiro/1962, ocorreram as nomeações de
Austerlinda Corrêa de Albuquerque, auxiliar­de­gabinete
do diretor da CARED, Cícero Casemiro da Costa Nogueira,
chefe­de­gabinete do diretor da CACEX, Derval Rodrigues
Gonçalves, secretário­de­gabinete do diretor ­ COLON,
Edivaldo
de
Mendonça
Andrade,
assistente
técnico
gabinete ­ PRESI, Heitor Lino de Moraes, Hugo Moreira
Penna, Luiz Norberto Silva Ratto, Solir Lins de Miranda
Pontes, Tarcízio Braga de Magalhães, assistentes­técnicos
­ CREAI, José Maria Ferreira, chefe­de­gabinete de
Gerência ­ CREGE, Levy de Araújo Silva, inspetor 13ª
Zona ­ CREAI ­ Goiânia, Luiz Pessoa de Andrade,
Orpheu Scarpelli Ferreira, assistentes técnicos ­ COLON,
Sidney Povoa Manso, assistente­técnico ­ PRESI, Vitalmiro
de Aguiar, inspetor 21ª Zona ­ CREGE ­ Santa
Maria
[Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
No mês seguinte, Alceny José Serio, inspetor
42ª Região CREAI ­ Andradina, Antônio Américo de

527 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Carvalho Souza, advogado do BB em Sobral, Ary Lopes
Ferreira, advogado ­ Vitória, Ary de Oliveira, inspetor 17ª
Zona CREGE ­ Bauru, Arthur Vieira de Araújo, inspetor
5ª Zona ­ CREGE ­ Recife, Alberto Souza Gomes,
secretário­de­gabinete de diretor ­ CREAI, Dilson Garcia
de Mattos, assistente­técnico SEMEG/DG, Edgard Silva ­
21/9/1933, inspetor 8ª Zona ­ CREGE ­ Rio de Janeiro,
Eitel Gehre, inspetor 39ª Zona ­ CREAI ­ Sorocaba,
Francisco
Arno
Shumacher,
inspetor
45ª
Zona
­
CREAI ­ Uruguaiana, José Carrascosa Duarte, chefe­adm.
SEMEG­DG, José Ferdinando Ceolin, Rivadávia Bahia
Vianna, assistentes técnicos CREGE/Supla, José Maria
Freire de Menezes, inspetor 4ª Zona CREGE ­ João Pessoa,
José Maria Frota Louzada, inspetor 29ª Zona ­ CREAI ­
Lavras, José Rodrigues de Freitas, inspetor 10ª Zona ­
CREGE ­ Belo Horizonte, Lázaro Baumann das Neves,
secretário­de­gabinete do diretor ­ DICAM, Luiz Brandão
Costa, Optaciano Mendes Muniz, inspetores 8ª Zona ­
CREGE ­ Rio de Janeiro, Lund Maia, inspetor 23ª Zona ­
CREAI ­ Uberlândia, Ruy de Oliveira Pantoja, inspetor
12ª Zona ­ CREGE ­ Brasília, Ruyter de Faria Martins,
assistente­técnico ­ CAMIO, Sandálio Ávila Faria, inspetor
65ª Zona ­ CREAI ­ Erechim [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Segundo a Revista AABB ­ Rio ­ 1962, em visita
oficial de 3 dias (21, 22, 23 de fevereiro de 1962), o
presidente Ney Galvão visitou o Nordeste. Esteve em
23/2/1962, no Palácio Campo das Princesas, onde foi
recebido por Cid Sampaio, governador de Pernambuco.
Visitou o Frigorífico do Nordeste e a Fosforita Olinda
e, ainda, a Usina Santa Tereza, no município de
Goiana. À noite, foi homenageado no Clube Internacional
do Recife. O industrial Miguel Vita, presidente da empresa
que fabricava o refrigerante Fratelli Vitta, famoso no Recife,

FERNANDO PINHEIRO

- 528

iniciou o discurso de saudação ao presidente do Banco
do Brasil, afirmando as constantes visitas dos homens de
Governo, no Recife:
"... um encontro com a indústria nordestina, como
responsável e interessada direta em grande parcela do
desenvolvimento nacional." (130)
O presidente do Banco do Brasil agradeceu a
homenagem recebida e ressaltou os objetivos da viagem
e a confiança que tem na solução dos problemas
nacionais:
"Vim ao Nordeste com recomendação do Governo,
através do Presidente da República, para observar de
perto a situação. Aqui não prometi aos senhores mais
do que podíamos realizar; e aquilo que prometemos
será executado." (131)
Anunciou o presidente as medidas que estão
sendo adotadas, oriundas da orientação do Governo no
sentido de amparar a região do Nordeste, na conjuntura
daquele momento considerado grave [Revista AABB ­ Rio
­ 1962].
Em fevereiro de 1962, em entrevista concedida
à Revista AABB ­ Rio de Janeiro, o presidente Ney
Galvão falou sobre a revitalização da moeda cruzeiro e
a impressão que mais o sensibilizou no Banco do
Brasil: a competência do digno corpo de funcionários.
(130) MIGUEL VITA ­ in Mensagem de saudação a Ney Galvão no
Clube Internacional do Recife ­ Revista AABB ­ fevereiro/ 1962.
(131)

NEY GALVÃO, presidente do Banco do Brasil (12/9/1961 a
20/7/1963) ­ in Discurso proferido, em 23/2/1962, no Clube
Internacional do Recife ­ Idem, idem.

529 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Dois meses mais tarde, Alcides Flores Soares
Júnior, diretor da Carteira de Crédito Geral, comparando a
inflação a um roubo à bolsa do assalariado, argumentou
que os benefícios produzidos por qualquer aumento
salarial são anulados, e enfatizou:
"A inflação está na raiz de todas as crises, desde
a econômico-financeira até a explosiva crise social que
ameaça a estrutura da comunidade brasileira." (132)
Antes de assumir o mandato de deputado federal
pelo Rio Grande do Sul, Alcides Flores Soares Júnior
exerceu o cargo de secretário estadual de Fazenda do
Rio Grande do Sul (governo Ildo Meneghetti).
Em março/1962, foram comissionados: Aguinaldo
Estevão Milne Jones, inspetor 1ª Zona Câmbio ­ Rio de
Janeiro, Joacyr Bicalho Guimarães, advogado ­ DEPIM,
José Costa de Oliveira ­ 21/6/1946, assistente­técnico
gabinete ­ PRESI, Licurgo Nogueira Lima, inspetor 48ª
Zona ­ CREAI ­ Barretos, Lucylia Britto da Silveira,
auxiliar­de­gabinete
do
diretor
­
COLON,
Malaquias
Timótheo de Souza, inspetor 8ª Zona ­ CREAI ­ João
Pessoa, Milton Chagas, chefe­de­gabinete da Gerência ­
CAMIO, Moacyr Piauhyense de Carvalho, inspetor 8ª
Zona ­ CREGE ­Rio de Janeiro, Olavo José da Silva,
inspetor ­ 1ª Zona FIBAN ­ Rio de Janeiro, Remo Lainetti,
advogado ­ DEJUR, Wilson Brandão, assistente técnico ­
ASPLA/CREAI [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].

(132) ALCIDES FLORES SOARES JÚNIOR ­ in Jornal do Commercio
­ 20/4/1962.

FERNANDO PINHEIRO

- 530

No mês seguinte, Aloísio Lobo das Mercês,
inspetor da 42ª Zona ­ CREAI ­ Andradina, Jayme Tinoco
Júnior, inspetor 14ª Zona ­ CREGE ­ São Paulo,
Maurício Gomes Beviláqua, secretário­de­gabinete do diretor
da CACEX, Nathanael Pinto de Carvalho, inspetor ­ 24ª
Zona ­ CREAI ­ Uberaba, Nelson Caldini, inspetor 47ª
Zona ­ CREAI ­ Votuporanga, Paulo Estellita Herkenhoff,
advogado ­ Colatina, Prentice Avelino da Cunha, assistente­
técnico CREAI, Roberto Formiga, secretário­de­gabinete do
diretor da CACEX, Urbano Luiz Penna Esteves, auxiliar­
de­gabinete da Gerência da Carteira de Câmbio ­ CAMIO
[Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
A Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas
do Banco do Brasil realizada em 25 de abril de 1962,
sob a presidência de Ney Galvão, aprovou a elevação do
capital social do Banco do Brasil de Cr$ 1.200 milhões
para Cr$ 2.400 milhões.
Em maio/1962, foram nomeados: Haritoff Alexis
de Azevedo, inspetor ­ 53ª Zona ­ CREAI ­ Londrina,
Homero Ferro Valle, gerente CREGE/Geliq, José Drummond
de Macedo, inspetor ­ 20ª Zona ­ CREGE ­ Porto
Alegre, Maria Alba Cândida, auxilar­de­gabinete ­ COJUR,
Mário Miranda Muniz, chefe­de­gabinete de diretor ­
DICAM, Pedro José da Matta Machado, secretário­de­
gabinete de diretor ­ DICAM [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Vale ressaltar que, na década de 60, houve o
surto de disseminação das AABB ­ Associação Atlética
Banco do Brasil, com apoio institucional, nas localidades
onde o Banco do Brasil possuía agências.
Na capital paulista, o presidente
acompanhado de José Bonifácio
Gomes

Ney
de

Galvão,
Castro,

531 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

chefe­de­gabinete da Presidência, inaugura, em 2/6/1962,
o Conjunto Aquático Joaquim Ignácio Cardoso na AABB ­
São Paulo, em homenagem ao antigo chefe do DEPIM ­
Departamento Imobiliário (12/12/1957 a 2/5/1961).
Foto n° 125 ­ AABB ­ São Paulo ­ SP ­ 2/6/1962 ­ Inauguração do
Conjunto Aquático Joaquim Ignácio Cardoso ­ NEY GALVÃO,
presidente do Banco do Brasil ((12/9/1961 a 20/7/1963) descerra
a fita simbólica de inauguração, ladeado à esquerda por
FRANCISCO
ROMAGNOLI,
presidente
da
AABB,
e
NILO
MEDINA COELI, gerente da Agência Centro ­ São Paulo ­ SP,
e à direita por JOSÉ BONIFÁCIO GOMES DE CASTRO,
chefe­ de­gabinete da Presidência do Banco do Brasil. ­ Retrato
original p & b ­ 23 x 17,5 cm ­ Acervo: Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil.
Fotos n°s 126, 127 ­ AABB ­ São Paulo ­ SP ­ 2/6/1962 ­ Inauguração
do Conjunto Aquático Joaquim Ignácio Cardoso ­ NILO MEDINA
COELI, gerente da Agência Centro ­ São Paulo­SP (à esquerda)
almoça ao lado de JOSÉ BONIFÁCIO GOMES DE CASTRO,
chefe­de­gabinete do presidente Ney Galvão. ­ Retrato p & b ­
23 x 17,5 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil.

A chegada do presidente Ney Galvão em Porto
Alegre­RS, em 4/2/1962, teve o propósito de inaugurar
o novo edifício do Banco do Brasil. Após descerrada
a fita simbólica pelo presidente, Luiz Jansson, gerente
da Agência (posse no cargo em 1957), fez o uso da
palavra para saudar as autoridades civis, militares e
eclesiásticas [Revista AABB ­ Rio].
O prefeito da capital gaúcha, José Loureiro da
Silva, que teve, por duas vezes, passagem pelo Banco
do Brasil, nas funções de diretor da Carteira de Crédito
Agrícola e Industrial, proferiu um discurso e ressaltou,
ao lado de Dom Vicente Scherer, bispo de Porto Alegre,
a confiança pelo Brasil impulsionado por três forças
dotadas de magnífica disciplina:

FERNANDO PINHEIRO

- 532

"as Forças Armadas, para a manutenção da ordem e dos
sentimentos nacionais; o clero brasileiro, por meio de
seus ensinamentos espirituais e sentimentos cristãos; e
o Banco do Brasil." (133)
O discurso oficial do Banco do Brasil foi
proferido pelo diretor Arthur Santos que abrangeu
diversos aspectos da conjuntura econômica brasileira,
sensivelmente,
abalada
pela
crise
inflacionária,
e
apresentou sugestões para combatê-la:
"o equilíbrio orçamentário, com a redução dos gastos
do Tesouro, a suspensão das obras suntuosas, a
abolição dos investimentos supérfluos ou adiáveis, o
corte drástico nas despesas, a proscrição dos orçamentos
paralelos, remédio que cabe ao governo dosar e ministrar;
e a contenção de crédito, reduzido, exclusivamente, ao
que se destina à produção e sua comercialização, que
compete quase que exclusivamente ao Banco do Brasil."
(134)

Nesse sentido, o orador, com o preparo de
quem passou pela tribuna parlamentar, como líder e
presidente do PSD, manifestou as diretrizes traçadas pelo
Banco do Brasil:

(133) JOSÉ LOUREIRO DA SILVA, prefeito de Porto Alegre ­ RS
(22/10/1937 a 15/9/1943 e de 1/1/1960 a 1/1/1964) ­ Discurso
de inauguração do novo edifício do Banco do Brasil, proferido
em 4/2/1962, na capital gaúcha ­ Apud [COSTA, 1962] [Revista
AABB ­ Rio ­ março/1962].
(134)

ARTHUR SANTOS, diretor da Carteira de Crédito Geral
(1ª Zona) do Banco do Brasil ­ in Discurso de inauguração,
em 4/2/1962, do novo edifício do Banco do Brasil, na capital
gaúcha.

533 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"Toda preocupação do Banco do Brasil é assistir,
amparar, estimular a produção nacional. Os que trabalham
ali encontrarão guarida! Através de suas
Carteiras
especializadas, todas mobilizadas para tais finalidades,
o crédito não falhará, nem será negado, do pequeno
ao grande empresário. As suas portas, aqui e alhures,
devem permanecer fechadas apenas aos financiamentos
especulativos, às investidas do crédito pessoal, ao
empréstimo de favor, às operações extraestatutárias e
extra­regulamentares que aumentam a maré montante
das emissões e o giro da espiral inflacionária. Jamais
aos que trabalham, aos legítimos papéis do comércio
e da indústria e aos financiamentos agropecuários. Esta
é nossa contribuição ao combate à inflação." (135)
Em seguida, disse que
sociedade, politicamente organizada,
moeda desvalorizada e deu exemplo
soergueram, após a Grande Guerra,
de suas moedas. E concluiu: "essa
meta de nossas metas!" (136)

é impossível uma
subsistir diante da
das nações que se
com a estabilização
deve ser também a

O diretor Arthur Santos falou ainda sobre as
chamadas reformas de base e, especialmente, a reforma
agrária:
"A razão de Estado que a determina é acabar com
o latifúndio improdutivo, para a diminuição das áreas
de subdesenvolvimento, reduzindo a distância entre os
exageradamente ricos e os desamparadamente pobres,
em benefício do bem­comum.
(135, 136) ARTHUR SANTOS, diretor da Carteira de Crédito Geral
(1ª Zona) do Banco do Brasil ­ in Discurso de inauguração, em
4/2/1962, do novo edifício do Banco do Brasil, na capital gaúcha.

FERNANDO PINHEIRO

- 534

O Brasil não pode e, muito menos, ser arquipélago,
com ilhas de abastança e outras de miséria, mas um
continente em que um mínimo de condições de vida
normal, dignas da condição humana, seja a coordenada
de sua unidade política e social." (137)
Ainda na inauguração das novas dependências
do Banco do Brasil, em Porto Alegre­RS, em 4/2/1962,
foi instalada a cozinha Walling, a primeira cozinha com
sistema de controles eletrônicos, contendo 240 KVA de
potência, com capacidade de fornecer até 600 refeições/
dia, considerada, à época, a mais moderna na América
Latina [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
As instalações modernas da cozinha Walling
passaram a integrar os refeitórios dentro das dependências
internas do Banco do Brasil, com a finalidade de
servir aos funcionários, nas cidades de Brasília, Rio
de Janeiro e demais capitais. Passadas três décadas, o
Banco do Brasil fechou, definitivamente, os refeitórios
e, em compensação, concedeu aos funcionários auxílioalimentação, através de tickets e, posteriormente, em
cartões.
Com a presença dos diretores Nestor Jost,
Werther Teixeira, Cláudio Pacheco, Arnaldo Taveira, foi
realizada, no dia 16 de maio de 1962, a cerimônia
de entrega da espada do marechal Manuel Luís Osório
(Marquês do Herval) à Srª Francisca Osório Mascarenhas,
que havia sido depositada por ela e seus
irmãos,

(137)

ARTHUR SANTOS, diretor da Carteira de Crédito Geral
(1ª Zona) do Banco do Brasil ­ in Discurso de inauguração, em
4/2/1962, do novo edifício do Banco do Brasil, na capital gaúcha.

535 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

descendentes do marechal Osório, em 25/8/1933, nos
cofres do Banco do Brasil. É um marco na custódia
do BB [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Em 27/5/1962, Cláudio Pacheco, diretor da
Carteira de Colonização do Banco do Brasil, manteve,
em Natal, contato com Aluísio Alves, governador do
Estado do Rio Grande do Norte, com o objetivo de
ultimar as negociações acerca da desapropriação, aceita
pelo Banco, de 19.000 hectares de terra que foram
entregues com a falência da firma João Câmara. Nessas
terras, que englobavam 34 fazendas, 4.000 camponeses
fixaram residência e trabalho. D. Eugênio Salles, bispo de
Natal, elogiou a medida [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
É bom salientar que, outrora, no clima de
debates nacionais focalizando as Reformas de Base,
defendidas pelo deputado Plínio de Arruda Sampaio,
autor do Projeto da Reforma Agrária e pelo próprio
presidente João Goulart, o Banco do Brasil antecipava-se
ao
Programa
do
Governo
que
tinha
por
objetivo
implantar, no Brasil, a reforma agrária. Esse projeto,
como vimos anteriormente, recrudesce 48 anos depois,
em 2010, com o próprio autor, na campanha para
presidente da República, com o candidato do PSOL,
Plínio de Arruda Sampaio.
7/6/1962 ­ Cláudio Pacheco, com o apoio da
Diretoria e do presidente Ney Galvão, assina convênio
com o embaixador Edmundo Barbosa da Silva, presidente
do Instituto do Açúcar e do Álcool, com o objetivo de
promover o aproveitamento de terras nas zonas canavieiras
e o incremento da produção diversificada de alimentos
no Nordeste brasileiro [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].

FERNANDO PINHEIRO

- 536

Ainda no primeiro semestre de 1962, na
administração de Nelson Santos, a CASSI ­ Caixa de
Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, possuindo
um quadro de 24.400 associados, com sede no Edifício
Conselheiro Diogo, Rua do Acre, Rio de Janeiro, promoveu
uma
reforma
estatutária,
onde
houve
a
sadia
preocupação de socorrer as viúvas dos associados,
efetuando o pagamento de todas as despesas médicas e
a admissão dos aposentados [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Recebendo apoio do Banco do Brasil, desde a
gestão de João Marques dos Reis (30/11/1937 a 6/11/1945),
a CASSI presta relevantes serviços aos seus associados e
mereceu, indiretamente, em maio/1962, um destaque nas
palavras de Euvaldo Dantas Motta, superintendente do
Banco do Brasil, reafirmando o papel social da Empresa:
"O Banco passou
série de benefícios
destacando-se, dentre
vem proporcionando às

a conceder, espontaneamente, uma
aos servidores e suas famílias,
outros, a inestimável ajuda que
associações de funcionários." (138)

Em retrospectiva, podemos salientar que, numa
época em que não havia supermercado nem shopping
center, os funcionários do Banco do Brasil, residentes
no Rio de Janeiro, tiveram a feliz iniciativa de fundar,
em 26/6/1946, a Cooperativa dos Funcionários do Banco
do Brasil. Inicialmente, o escritório foi instalado no 5°
andar, ao lado da Seção de Câmbio, na Rua Primeiro
de Março, 66 [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].

(138) EUVALDO DANTAS MOTTA, superintendente do Banco do Brasil
­ maio/1962. ­ in Revista AABB ­ Rio ­ maio/ 1962.

537 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O depósito da Cooperativa era, inicialmente,
situado no antigo Tribunal de Júri, utilizado pela
AGEDE, onde eram custodiados os arquivos dos extintos
bancos alemães. Atualmente, é local onde funciona a
Casa
França­Brasil.
Posteriormente,
o
depósito
foi
transferido para a Rua Joaquim Palhares, próximo à
Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, onde foi extinto.
Nos idos de 1962, acompanhado de assessores,
e de Carlos Cardoso, presidente do Banco do Brasil
(6/10/1960 a 1/2/1961), o presidente Ney Galvão prestigia
a inauguração da sede da Cooperativa dos Funcionários
do Banco do Brasil na cidade do Rio de Janeiro [Revista
AABB ­ Rio ­ 1962].
Em 17/5/1962, o escritor Francisco de Paula
Mayrink Lessa, funcionário da Agência Metr. Bandeira ­
Rio de Janeiro, na presença de autoridades, proferiu
o discurso em homenagem ao Conselheiro Mayrink, ao
ensejo da inauguração da herma de bronze do iminente
conselheiro, erguida em praça pública [Revista AABB­Rio
­ julho/1962].
Bibliografia do escritor Francisco de Paula Mayrink
Lessa: Conselheiro Mayrink (1975), Poeira Luminosa (1977),
Plectro (1980). Bibliografia sobre o autor: "Mayrink Lessa:
poeta e biógrafo" ­ Palestra proferida, em 23/7/1996, por
Zanoni Neves, na Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil.
O acadêmico Zanoni Neves, professor substituto
da Universidade Federal de Minas Gerais (1993/1996),
publicou os seguintes livros:
Antropologia histórica: Navegantes da Integração, Belo
Horizonte, Editora UFMG, 1998, Coleção Humanitas; Os remeiros do
Rio São Francisco, São Paulo, Ed. Saraiva,

FERNANDO PINHEIRO

- 538

2004, Coleção Que história é esta? Na carreira do Rio São
Francisco, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, 2006, Coleção Reconquista
do Brasil.
Poesia: A Barca Aurora (Belo Horizonte: Mazza Editora, 1991)
Em junho/1962, foram nomeados: Alberto Castro
Neves Filho, inspetor 17ª Zona ­ CREGE ­ Bauru, Arnaldo
Cavalcanti de Araújo, inspetor 4ª Zona ­ CREGE ­ João
Pessoa, Carlos Henrique Fernandes Marques dos Reis,
secretário­de­gabinete de diretor ­
3ª Zona ­ CREGE,
Crizólito Salignac de Souza, José de Oliveira Pantoja,
inspetores 18ª Zona ­ CREGE ­ Botucatu, João Damasceno
da Silva Oliveira, advogado ­ Natal, João José Pereira,
chefe­adjunto TESGE/DG, José Tíbúrcio Ferreira, inspetor
16ª Zona ­ CREGE ­ Araraquara, Marcelo Godart, engenheiro,
assistente de Consultoria Técnica ­ CAMOB, Sebastião de
Paiva Vidaurre, advogado ­ Cachoeiro de Itapemirimj,
Waldomiro Rodrigues e Silva, inspetor 14ª Zona ­ CREGE ­
São Paulo [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
No mês seguinte, Almir Machado, secretário­de­
gabinete do diretor da CREAI ­ Zona Centro, Daniel Isidoro
de Mello, advogado ­ Manaus, Fernando Martins da Rocha,
Jorge
Regueira
Gondim,
Romeu
José
dos
Santos,
assistentes­técnicos gabinete ­ PRESI, Leonel Marinho
Campos, advogado
­ Limoeiro, Oswaldo Roberto Colin,
chefe­de­departamento ­ DECON [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Quarenta anos liga um acontecimento ao outro:
agosto/1962, o presidente Ney Galvão recebe a Comenda
Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador. Ao
agradecer o voto de congratulações manifestado em
reunião da Diretoria, o presidente justificou a sua saída
da Escola Militar de Realengo, nos idos de 1922, pela
opção da vida civil [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].

539 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Em
agosto/1962,
ocorreram
as
nomeações
de Accácio Gomes, engenheiro, chefe­adjunto ­ DEPIM,
Americano do Brasil Gomes, inspetor 2ª Zona ­ CREAI ­
Belém, Antônio Lopes Lins, inspetor ­ CREAI ­ Rio de
Janeiro, Fernando Viguê Loureiro, assistente­técnico ­
FUNCI, Floriano Carlos Zillig, técnico gabinete ­ PRESI,
Getúlio Romeu Ramos, advogado ­ CACEX, Maria Luiza
Osório de Araújo, chefe­de­serviço da Agência Metr. de
Copacabana [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
No mês seguinte, Agenor Mendes, inspetor ­
CREGE ­ Araraquara, Ângelo Bonifácio do Amaral Beviláqua,
gerente da CREGE, Delauro de Oliveira Baumgratz,
investigador de cadastro ­ Agência Belo Horizonte, Edício
de Araújo Soares, inspetor 6ª Zona ­ Salvador, Murillo
Coutinho de Gouvêa, advogado da CREAI, Otto Guimarães
Linhares, assistente­técnico ­ CREAI [Revista AABB ­ Rio ­
1962].
Em outubro/1962, foram nomeados: Heli Salmon,
chefe­adjunto ­ ALMOX, Hildo Machado Feitosa, inspetor
7ª Zona CREGE ­ Niterói, Jayme Silveira, inspetor ­
8ª Zona CREGE ­ Rio de Janeiro ­ GB, Paulo da Silva
Bojunga, chefe­adjunto MEDIC e. no mês seguinte,
Alberto Penno, inspetor CREGE ­ Santa Maria, Américo
Bringel Guerra, inspetor de câmbio e Fiscalização Bancária
­ Fortaleza, Benedicto da Costa e Silva, inspetor CREGE ­
São Paulo, Francisco Raphael Di Lascio, inspetor CREGE ­
Curitiba, Jairo Jucá, inspetor CREGE ­ São Luís, José
Roberto Martin Sampaio, advogado ­ FUNCI, Júlio Maia,
inspetor CREGE ­ Uberaba [Revista AABB ­ Rio ­ 1962].
Para substituir o diretor Alcides Flores Soares
Júnior, eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul,
foi nomeado, em dezembro de 1962, o industrial Victor

FERNANDO PINHEIRO

- 540

Loureiro Issler para a Diretoria da Carteira de Crédito
Geral ­ 3ª Zona (PR, SC, RS e MT).
Foto n° 19 ­ AEROPORTO DE BRASÍLIA ­ DF ­ dezembro/1962 ­
Na escadaria do avião da empresa Cruzeiro do Sul ­ Ao centro,
o diretor Victor Loureiro Issler (de terno branco), ladeado, em
cima, por Lírio Rosito e, em baixo, por Nilo Medina Coeli ­
Retrato original dimensão 24 x 18 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Foto n° 292 ­ BANCO DO BRASIL ­ Agência Centro São Paulo ­ SP ­
maio/1963
­ O gerente NILO MEDINA COELI recebe a visita
de ERNANI MONTEIRO DE BARROS. ­ Acervo:
Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

Bastante concorrido foi o banquete oferecido,
em 18 de janeiro de 1963, no Jardim de Inverno Fasano,
na capital paulista, pelas classes produtoras, para
homenagear Nilo Medina Coeli, eleito o gerente do ano
pela Revista Bancos, de Belo Horizonte - MG.
Foto n° 133 ­ Jardim de Inverno Fasano ­ São Paulo­SP ­ 18/1/1963 ­
JOSÉ ERMÍNIO DE MORAES, 1° vice-presidente da FIESP, diante
do microfone da Rádio Difusora, profere o discurso em
homenagem a NILO MEDINA COELI, gerente da Agência
Centro ­ São Paulo, ao ensejo da realização do jantar de 1.000
talheres. ­ Retrato original p & b 24 x 18 cm ­ Acervo:
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Foto n° 134 ­ Jardim de Inverno Fasano ­ São Paulo­SP ­ 18/1/1963 ­
ANTÔNIO CARLOS BASTOS, gerente da Agência de Campinas ­
SP, ao lado de NILO MEDINA COELI, gerente da Agência Centro ­
São Paulo, cumprimenta NEY GALVÃO, presidente do Banco do
Brasil (12/9/1961 a 20/7/1963), no jantar de 1.000 talheres.
­ Retrato original p & b 24 x 18 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

Fizeram o uso da palavra Antônio Carlos Bastos,
gerente da Agência de Campinas, Ermínio de Moraes
Filho, 1° vice­presidente da FIESP, Nilo Medina Coeli e
Ney Galvão, agradecendo as honras recebidas e enaltecendo
a personalidade do homenageado. Vale ressaltar o final
do discurso do gerente de Campinas:

541 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

"Mas, apesar de tudo, o Banco do Brasil permanece
firme de pé dentro da tumultuada paisagem brasileira,
graças, é certo, ao espírito de luta dos homens que
lhe dão a substância de sua seiva e carregam no peito
as raízes de altas esperanças, a palpitação de grandes
sonhos e de legendas consoladoras." (139)
Dentre as personalidades presentes, destacamos:
Ney Galvão, presidente do Banco do Brasil, Renato
Costa Lima, ministro da Agricultura (12/7/1962 a 22/1/1963).
Paulo Mazargão, secretário do Trabalho; Modesto Scaluzi,
representando o prefeito Prestes Maia; Luciano de Carvalho,
representando
o
governador
Carvalho
Pinto;
Rafael
Souza Noschese, presidente da FIESP; Paulo Barbosa de
Almeida, presidente da Associação Comercial de São
Paulo; Miguel Cury, prefeito de Campinas; Sebastião Paes
de Almeida, ministro da Fazenda (4/6/1956 a 31/1/1961).
Ainda em janeiro/1963, ocorreram as nomeações
de José Geraldo de Goés, chefe­de­gabinete ­ SUPER ­
Direção Geral, Luiz Alfredo de Moraes, advogado ­ DEJUR,
Luiz Henrique Pinto Lucas, secretário­de­gabinete do
diretor ­ CREGE ­ 4ª Zona, Mizael Vieira de Mello, secretário­
de­gabinete do diretor ­ COLON, Moacyr de Figueiredo
Borges, chefe­de­gabinete do diretor ­ CREAI/Dicen. No
mês seguinte, Benedito Pio da Silva, inspetor CREGE ­
14ª Zona ­ São Paulo, Jaime Soares Boaventura, inspetor
CREGE ­ Belém, José Brochado Pereira, inspetor CREGE ­
10ª Zona ­ Belo Horizonte, Odilon Fernandes Rosa,
inspetor CREGE ­ 19ª Zona ­ Curitiba, Pedro de Castro
Rocha, advogado ­ Santos [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
(139) ANTÔNIO CARLOS BASTOS ­ in Discurso proferido, em 18/1/1963,
em homenagem a Nilo Medina Coeli, gerente da Agência S. Paulo.

FERNANDO PINHEIRO

- 542

Em março/1963, Armando da Gama e Souza,
Cyraldo Pereira Bastos, secretários­de­gabinete do diretor ­
CREAI/Disul, Arnaldo Victor de Justo Pinho, assistente­
técnico ­ CACEX, Fernando de Souza Oliveira, secretário­
de­gabinete ­ CACEX, Francisco de Assis Carvalho da
Silva, secretário­de­gabinete do diretor ­ COLON, Gelice
Aucyrones d´Oliveira, advogado ­ Colatina, José Bernardo
de Medeiros Neto, advogado ­ Uruguaiana, Luciano José
Gomes de Mello, advogado ­ Recife, Múcio Teixeira,
inspetor CREGE ­ 12ª Zona ­ Direção Geral [Revista AABB
­ Rio ­ 1963].
No mês seguinte, Alberto José Tancredo de
Oliveira, secretário­de­gabinete do diretor ­ CREGE ­ 4ª
Zona, Arthur Martins Sampaio, chefe do Departamento
Contencioso ­ DEJUR, Bianor Baleeiro, chefe­adjunto ­
DEJUR, Celina Pacheco Prates Tabarez, Fabrício Paulo
Bagueira Bandeira, secretários­de­gabinete ­ DEJUR, Cid
de Oliveira Silva, assistente­técnico SEMEG, Fernando
Martins da Rocha, chefe­de­gabinete do diretor ­ CARED,
Geraldo Magela da Cruz Quintão, advogado ­ São Paulo,
Germando de Brito Lyra, gerente ­ CARED, Henrique de
Almeida Oliveira, advogado ­ Jacobina, Helcy Carlos Louro
Pereira, gerente ­ CAMOB, Joseph d´Ávila Mendonça,
assistente técnico ­ CAMIO, Ozires Paciolo de Medeiros,
chefe­de­setor ­ Divisão Técnica ­ MEDIC, Paulo Sampaio
Mercadante, engenheiro civil ­ 1ª Residência ­ DEPIM ­
São Paulo, Sérgio Darcy, consultor jurídico ­ Departamento
do Contencioso ­ DEJUR, Ubirajara de Almeida, advogado
­ Paranavaí [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
As classes produtoras gaúchas ofereceram ao
presidente Ney Galvão, em 16/5/1963, no Palácio do
Comércio, em Porto Alegre, um banquete de 500 talheres,
com a presença de Ildo Meneghetti, governador do Rio

543 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Grande do Sul. O evento, bastante concorrido, teve a
participação dos diretores Nestor Jost, Hugo de Araújo
Faria, Léo de Almeida Neves, Felisberto Garrido, Arthur
Santos, Cláudio Pacheco, Victor Issler. Destacamos ainda
a presença de Décio Pelegrini, presidente do Superior
Tribunal do Estado do Rio Grande do Sul e Loureiro da
Silva, prefeito da cidade de Porto Alegre [Revista AABB ­ Rio
­ 1963].
O Diário de Notícias, edição de 19/5/1963, publica
a manchete: "Ney Galvão aplaudido pelo Rio Grande do
Sul por sua atuação à frente do Banco do Brasil".
Plínio G. Kroeff, presidente da Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, referindo-se
à trajetória de sucesso percorrida, por longos anos, por
Ney Galvão, no tradicional Banco da Província do Rio
Grande do Sul, ofereceu-lhe a homenagem e ressaltou:
"O banqueiro Ney Galvão levou ao Banco do Brasil
aquele dinamismo que medra na empresa privada,
aliando-o a uma sensibilidade para os problemas
da economia, só encontradiça em homens de rara
envergadura." (140)
O homenageado, bastante aplaudido, agradeceu
a homenagem. Por sua vez, Waldir Borges fez o brinde
ao presidente da República. Fizeram ainda o uso da
palavra o ex-ministro da Agricultura, Costa Lima e o
presidente da Federação das Indústrias do Estado de
Santa Catarina, Guilherme Renaux [Revista AABB ­ Rio ­
1963].
(140) PLÍNIO G. KROEFF ­ in Discurso proferido, em 18/1/1963, em
homenagem a Nilo Medina Coeli, em banquete realizado no
Jardim Fasano ­ São Paulo ­ SP ­ Revista AABB­Rio ­ maio/1963.

FERNANDO PINHEIRO

- 544

Em maio/1963, foram nomeados os inspetores:
Adão Ferreira de Almeida, Antônio Bittencourt, Antônio
Edwiges Guglielmi de Oliveira, Antônio José Correia de
Oliveira, Antônio Madureira Murta, Bernardino Soares
Viana, Cial Brito, Edgar Guimarães do Valle, Heloísio
Amorim Machado, Hilton Carvalheira Ramos, José Justino
de Mello, José Maria Nogueira, Luiz Anísio Portela, Mário
Gonçalves de Amorim, Nathanael Pinto de Carvalho,
Roberto Rômulo Drummond, Terésio Porto Virmond, bem
como o presidente do CEMED ­ Centro de Estudos
Médicos do Banco do Brasil, Luiz Augusto da Costa
Guimarães [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Ainda nesse mês, surgiram outras nomeações:
Alexandre Caminha de Castro Monteiro, secretário­de­
gabinete do diretor da CREAI/Runor, Américo Raul da
Cunha Cerqueira, secretário­de­gabinete do diretor CREGE
­ 3ª Zona, André de Moraes Perillier, chefe administrativo
­ SEMEG/DG, Antônio Carlos Ottoni Rossi, secretário­de­
gabinete ­ PRESI, Arnaldo Walter Blank, superintendente ­
Direção Geral, Benedicto César Barreiros de Campos,
secretário­de­gabinete do diretor ­ CREGE - 1ª Zona, Carlos
Alberto Vieira ­ 23/2/1943, secretário­de­gabinete do diretor
da CACEX, Celso Calógeras Dutra, advogado ­ Limoeiro,
Cyro de Azevedo, procurador ­ São Paulo, Deisi Sarubbi
Ardissone, assistente­técnico ­ SEMEG/DG, Elly Mesquita
Vellozo, subgerente da CREAI­Rusul, Francisco dos Anjos,
advogado ­ Curitiba, Francisco Medina Coeli, chefe­de­
gabinete ­ PRESI, Geraldo Machado, subchefe­de­gabinete ­
PRESI, Geraldo Raul Rosa, secretário­de­gabinete CREGE
­ 3ª Zona, Haroldo de Carvalho ­ 30/6/1943, secretário­de­
gabinete do diretor ­ CREAI/Dicen, Herculano Santos da
Rosa, procurador ­ Porto Alegre, Humberto Vieira Freire,
secretário­de­gabinete ­ PRESI, Jacintho Arthur Horta de

545 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Siqueira, secretário­de­gabinete do diretor ­ CARED, João
Carlos de Carvalho ­ 1/12/1938, chefe­de­gabinete do diretor
da CACEX, João Elias Nazaré Cardoso, assistente­técnico ­
CAMIO, Jorge Regueira Gondim, chefe­de­gabinete do
diretor da CREGE ­ 4ª Zona, José da Silva Pacheco,
secretário­de­gabinete do Departamento Contencioso,
Luiz
Gonzaga Martins Cunha, assistente ­técnico ­ SEMEG­DF,
Marilia Lima de Souza, auxiliar­de­gabinete do diretor ­
CARED, Noaldo Moreira Dantas, advogado ­ Campina
Grande, Ulysses Bueno Libretti, técnico ­ gabinete PRESI,
Waldner Vieira, contador ­ CARED.
Em
junho
de
1963,
houve
mudança
na
Consultoria Jurídica do Banco do Brasil. Ney Neves
Galvão, presidente do Banco do Brasil nomeou o
advogado Sérgio Darcy para o cargo de consultor jurídico,
em substituição de João Neves da Fontoura, falecido em
março daquele ano. Ainda em 1963, Sérgio Darcy
assumia, pela segunda vez, a Presidência do Botafogo de
Futebol e Regatas.
Na página esportiva de O Globo, edição de
16/7/1963
­ Amarildo cedido afinal ao Milan ­ O Dr.
Sérgio Darcy, presidente do Botafogo de Futebol e Regatas,
em reunião com o representante do Milan, da Itália,
Sr. Rodolfo Rechi e o procurador do jogador Amarildo,
Sr. Noel Guimarães, concordou em ceder o passe do
jogador alvinegro para o clube italiano, mediante o
recebimento de 400.000 dólares, por um contrato de 3
anos. A janela para o mercado externo de jogadores
brasileiros estava sendo aberta e nunca mais se fechou.
Além da eleição da brasileira Iêda Maria
Vargas, miss Universo/1963, em Long Beach, o mês de
julho/1963 iria modificar o cenário econômico no mundo
da moda: na capital paulista, surge a Associação dos

FERNANDO PINHEIRO

- 546

Modelos Profissionais do Estado de São Paulo, a primeira
entidade no gênero criada no País. Hoje, esta profissão
assumiu a liderança de uma das maiores do mundo
de marketing, com salários vultosos aos top models,
no Brasil e no exterior. É a valorização da moda e
da mulher que desfila.
No 1° semestre/1963, o funcionário Benedito
Pio da Silva, ex­gerente da Agência de Catanduva ­ SP,
é requisitado pelo Governo Federal para assumir o cargo
de superintendente da SUNAB ­ Superintendência Nacional
de Abastecimento [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
20/7/1963 ­ No gabinete do ministro Carvalho
Pinto, titular da pasta da Fazenda, há mudança de
comando no Banco do Brasil: despede-se Ney Galvão e
assume Nilo Medina Coeli.
Na cerimônia de posse, estavam presentes
Abelardo Jurema, ministro da Justiça; Ruy Carneiro,
senador da República, Epaminondas Moreira do Vale,
inspetor-geral da Alfândega; Genival de Almeida Santos,
superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico; os deputados
Hermes de Sousa e Ivete
Vargas, dentre outros ilustres convidados [Revista AABB ­
Rio ­ 1963].
Medina Coeli assinou o livro de termo de posse
no cargo de presidente do Banco do Brasil, usando a
caneta Parker 51 na mão direita e com a esquerda,
apoiada sobre o livro, via-se a aliança de casado e
o anel de doutor.
No discurso de posse, gravado e transmitido
por rádio, usando os óculos para fazer a leitura, era
assistido atentamente por um jovem radialista (de terno
escuro) que segurava o microfone portátil ao lado de

547 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ney Galvão, o presidente que se despedia e que abraçou
Medina Coeli quando o discurso chegou ao final.
Vale salientar os retratos originais (imagens)
p & b ­ 24 x 18 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil:
Foto n° 1 ­ MINISTÉRIO DA FAZENDA ­ 20/7/1963 ­ NILO MEDINA
COELI assina o termo de posse no cargo de presidente do Banco
do Brasil.
Foto

n° 2 ­ MINISTÉRIO DA FAZENDA ­ 20/7/1963 ­ NEY GALVÃO
cumprimenta NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do
Brasil (20/7/1963 a 31/3/1964) no ato de transmissão de cargo
de presidente do Banco do Brasil.

Foto n° 3 ­ MINISTÉRIO DA FAZENDA ­ 20/7/1963 ­ NILO MEDINA
COELI profere o discurso de posse no cargo de presidente do
Banco do Brasil, ao lado de NEY GALVÃO, o presidente que
se despedia.
Foto


4 ­ MINISTÉRIO DA FAZENDA ­ 20/7/1963 ­ NILO
MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963 a
31/3/1964), recebe o abraço de SEBASTIÃO PAES DE ALMEIDA,
ministro da Fazenda. .

Foto


5 ­ MINISTÉRIO DA FAZENDA ­ 20/7/1963 ­ NILO
MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963 a
31/3/1964), recebe o abraço de ASSIS CHATEAUBRIAND, senador
da República.

Em Parada de Lucas, sede da Editora Bloch, em
8/8/1963, o Clube de Gerentes de Bancos da Guanabara
recebe o presidente Nilo Medina Coeli para um almoço
festivo com a participação de 200 convivas. O expresidente do BB, Ney Galvão esteve presente e fez
o uso da palavra, transmitida por uma emissora de
rádio, na presença de Adolpho Bloch, presidente da
Editora Bloch, mais tarde, presidente da Rede Manchete
que alcançou, por muito tempo, grande sucesso em
todo o Brasil. Na Mesa de honra, de olhar plácido
e de admiração, o homenageado ouviu o orador que

FERNANDO PINHEIRO

- 548

lhe prestara justa homenagem [Retratos originais p & b
24 x 18 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil].
No dia 19 de agosto de 1963 é inaugurada
a Agência do Banco do Brasil, em Santiago ­ Chile.
O presidente Nilo Medina Coeli, profere o discurso de
improviso, aplaudido por autoridades e a imprensa local.
Prestigiaram o evento as autoridades brasileiras: Carvalho
Pinto, ministro da Fazenda, Juvenal Osório, diretor
da CACEX, Diogo Gaspar, assessor da Presidência da
República, Ney Braga, senador da República, Valério
Magalhães, deputado federal [Retrato original p & b ­
24 cm x 18 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].
Vale mencionar o nome dos administradores que
serviram ao Banco do Brasil na capital chilena [Revista
AABB ­ Rio; Almanaque do Pessoal ­ BB; BIP]:
SANTIAGO ­ CHILE
Eleutério Proença de Gouvêa
Alcides Pereira da Costa, gerente
Ney Marques ­ 19/1/1952, subgerente
Hélio Edwal de Salles Lopes, subgerente
Lúcio Teixeira de Almeida, subgerente
Ruy Pereira da Silva, subgerente
Antônio Fragomeni, gerente
João Pedro da Silva Barão, subgerente
José Carlos Madeira Serrano, gerente
Paulo Uchôa Costa, subgerente
Wolmen Carvalho ­ 11/2/1952, subgerente
Heitor Stumpf ­ 22/9/1958, subgerente
Wolmen Carvalho ­ 11/2/1952, gerente
Dionísio Nelson Garcia, gerente
Marco Aurélio Machado Silva, subgerente

Inaug.: 19/8/1963
1963
1963/1964
1963
1964
1964/1966
1964/1967
1967
1967
1971
1971
1971
1972
1972
1973/1974
1974

549 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

SANTIAGO ­ CHILE
Inaug.: 19/8/1963
Belmiro Cândido Nazario, subgerente
1975/1976
Dionísio Nelson Garcia, gerente
1975/1976, apos. 26/9/1985
Sady Roque Grubel, subgerente
1975/1976/1978
Antenor Irineu Puntel, gerente
1977, apos. 1/9/1983
Celso de Medeiros Drummond, subgerente 1977/1978
Francisco Antonio Celso de Araújo Melchior, subg. 1977
Shinitiro Shima, subgerente
1978
Francisco Antonio Celso de Araújo Melchior, ger.­adj. 1978/1979
João de Deus Menezes de Araújo, ger.­adj. 1978
Sady Roque Grubel, gerente­adjunto
1979
Élbio Emir Porciúncula Nunez, subgerente 1979/1980
Francisco Paurilo Barroso Jr, subgerente 1980, apos. 17/4/1985
João Carlos Gomes ­ 2/5/1966, subger.
1980/1981/1983
Rogério Eduardo Schmitt, gerente
1979/1980/1981
Sylvio Loeffler Terra, subgerente
1979/1980
José Machado Botelho, gerente­adj.
1983
Guilherme Ramos de Oliveira
18/03/1985 a 28/02/1989
José Fernando Albano do Amarante 02/05/1984 a 31/01/1988
Paulo Márcio Gama de Macedo, gerente
1988
Paulo Toledo Rodrigues, gerente­adj. 29/03/1988 a 21/01/1991
Fernando Rocha ­ 6/10/1955
14/11/1988 a 02/01/1991
Wanderley Campos ­ 22/10/1964
23/01/1990 a 14/04/1991
Geraldo Gonçalves Sacramento
09/04/1990 a 14/04/1991
Oscar Dorneles Paim
21/01/1992 a 31/03/1996
Carlos Menoti Flores Machado
16/12/1993 a 01/05/1995
Lincoln Barros de Sousa
29/07/1996 a 22/07/2001
Rui Barbosa Pereira
01/10/1996 a 22/07/2001
Altamir Passos Batista
04/06/2001 a 19/06/2005
Luiz Felipe Calábria V. Lima
04/06/2001 a 24/04/2005
Antônio Teixeira Duarte Barboza
24/07/1995 a 28/11/1996
Daniel Alves Maria
28/02/2005 a 26/03/2006
Giuseppe Roberto Giuliani
05/09/2005 a 99/99/9999
Carlos Alberto Brandão Zalaf
27/02/2006 a 99/99/9999

FERNANDO PINHEIRO

- 550

Em setembro de 1963, uma notícia histórica
acontece no futebol brasileiro, originalmente dentro do
Banco do Brasil, no velho casarão da Rua Primeiro de
Março, 66, na cidade do Rio de Janeiro.
Com bastante dinheiro adquirido pela venda
do jogador Amarildo para o Milan, da Itália, o
Botafogo de Futebol e Regatas adquire o passe do
jogador Gérson comprado do Flamengo. A transação foi
realizada, às 14:00 horas do dia 17 de setembro de 1963,
dentro da Consultoria Jurídica do Banco do Brasil,
onde o consultor jurídico Sérgio Darcy, na qualidade de
presidente do Botafogo, assinou um cheque nominal,
no valor de Cr$ 150 milhões, entregue a Fadel Fadel,
presidente do Flamengo. Foi, sem dúvida, a maior
negociação efetuada, até então, entre clubes brasileiros.
Em set./1963, o presidente do Banco do Brasil
inaugura na AABB­S.Paulo o Ginásio Nilo Medina Coeli,
acompanhado da esposa, Maria Aparecida Escobar Medina
Coeli, prestigiado ainda pela presença de Orlando Baldi,
gerente da Agência Centro ­ São Paulo, e de Francisco
Romagnoli, presidente da AABB­S.Paulo, que lhe fez a
honrosa saudação, em improviso, no almoço comemorativo
[Retratos p & b ­ 24 cm x 18 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
No dia 11 daquele mês, o presidente Medina
Coeli visita Uberaba ­ MG, onde é homenageado em
almoço no Grande Hotel, prestigiado pela presença do
prefeito Artur de Melo Teixeira, e do escritor Mário
Palmério, imortal da Academia Brasileira de Letras
[Retratos p & b ­ 24 cm x 18 cm ­ Acervo: Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil].

551 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Uberaba, terra conhecida pelo presidente Medina
Coeli, desde a época em que veio ao mundo e depois
trabalhou na Agência do Banco do Brasil nos idos
de 1936, sob o
comando do gerente João Naves da
Cunha, e depois de dirigir várias filiais em cidades
pelo interior do Brasil, volta à terra natal, para exercer,
nos idos de 1950, como vimos, o cargo de gerente.
Em setembro/1963, ocorreram posses na Agência
Centro ­ São Paulo: Orlando Baldi, gerente que, ao
assumi-la, declarou estar de volta àquela agência onde
trabalhou por mais de um lustro e relembrou os caros
companheiros ausentes, todos eles bem vivos em sua
memória. Na ocasião, assumiram: Lund Maia, subgerente,
César Dantas Bacellar Sobrinho, gerente­adjunto [Revista
AABB ­ Rio ­ 1963].
Diversos cargos do gabinete da Presidência,
nesse mês, foram preenchidos: Adalberto Bomfim, Affonso
Eugênio de Andrade Câmara, Agenor Nepomuceno Mendes,
Aguinaldo Gonçalves Beninatto, Carlito Almeida, Carlos
Alberto Vieira ­ 1/7/1953, Floriano Carlos Zilling, Gabriel
de Melo Junqueira, José Rostan Cavalcanti Aragão, Solyr
Lins de Miranda Pontes, Rubens Giambroni, secretários­
de­gabinete ­ PRESI, bem como Newton Feijó Bhering,
Álvaro Domingues da Silva, Francisco Fernandes Santiago,
subchefes­de­gabinete ­ PRESI, Adélia de Macedo Christino,
Helena Baptista, Thaísa Mello Freixeiro, auxiliares­de­
gabinete ­ PRESI [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Em outras unidades da Direção Geral, ainda
em setembro/1963, mês, foram nomeados: Alberto Segalla,
inspetor CREGE ­ Bauru, Aldrovando de Aguiar Brandão
Filho, chefe­de­gabinete ­ CREGE/Geliq, Antônio Gonçalves
Malheiros Sobrinho, inspetor CREGE ­ São Paulo­SP,
Armando da Gama e Souza, advogado CREAI/Dejai, Arthur

FERNANDO PINHEIRO

- 552

Moreira Dias, inspetor ­ CREAI e FIBAN ­ Fortaleza, Dirceu
Cândido Silveira, advogado ­ São Paulo ­ SP, Eduardo
Soares Teixeira, subgerente CREGE/Sufic, Fernando de
Souza Oliveira, chefe­de­gabinete do diretor da CACEX,
Francisco Antônio Mellado, advogado ­ DEJUR, Francisco
do Rêgo Monteiro, gerente CREGE/Geliq, Hélio Fonseca
Lima, subgerente ­ CACEX/Fisca, Hélio Silva Barros,
secretário­de­gabinete do diretor ­ CREGE/Diseg, Hermann
Wagner Wey, subgerente ­ CREGE/Supla, Joacyr Bicalho
Guimarães, advogado ­ DEPIM, João Batista Garchet,
subgerente CREGE/Subop, João Carlos de Carvalho ­
1/12/1938, gerente ­ CACEX, João Evangelista de Campos
Ribeiro, secretário­de­gabinete do diretor ­ CREGE ­ 2ª
Zona, José Leite Ribeiro, gerente ­ CREGE/Gecge, José de
Paiva Alves da Cunha, inspetor ­ CREGE ­ São Paulo ­ SP,
José Pires dos Santos, secretário­de­gabinete do diretor ­
CACEX, Luciano Carvalho, chefe­de­gabinete Gerência da
CACEX, Olyntho Tavares de Campos, secretário­de­gabinete
da Superintendência ­ Direção Geral, Paulo Costa Galvão,
subgerente ­ CACEX/ Importação, Ruy Pereira da Silva,
chefe­de­gabinete ­ CREGE/Gecge, Samuel Corrêa Borges
Júnior, inspetor CREAI ­ Montes Claros, Waldemiro
Bazzanella, assistente­técnico ­ CREAI [Revista AABB ­ Rio ­
1963].
Vale assinalar que Ney Neves Galvão assume,
em 20/12/1963, o cargo de ministro da Fazenda por um
período que se estendeu até 3/4/1964.
Com a saída dos diretores Eduardo Catalão,
Múcio Teixeira, Antônio Arnaldo Gomes Taveira, Júlio de
Souza Avellar, a Diretoria Executiva do Banco do Brasil
[Almanaque do Pessoal ­ 1963] passou a constituir-se dos
seguintes membros:

553 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Carteira de Crédito Geral ­ 1ª Zona ­ Arthur Ferreira dos
Santos, 2ª Zona ­ José Ferreira Keffer, 3ª Zona ­
Victor
Loureiro Issler, 4ª Zona ­ Felisberto Martins Garrido.
Carteira de Crédito Agrícola e Industrial ­ Crédito Industrial ­
Nestor Jost ­ Crédito Rural ­ Zona Norte ­ Samuel Vital Duarte,
Zona Centro ­ Geraldo de Andrade Carneiro,
Zona Sul ­ Léo
de Almeida Neves.
Carteira
Carteira
Carteira
Carteira

de Câmbio:
de Comércio Exterior:
de Redescontos:
de Colonização:

Superintendência:

Eleutério Proença de Gouveia
Juvenal Osório Gomes
Hugo de Araújo Faria
Cláudio Pacheco Brasil
Arnaldo Walter Blank

Chefe­de­gabinete da Presidência: Francisco Medina Coeli
Nos dias 14 a 24 de outubro de 1963, foi
realizada no Copacabana Palace Hotel, Rio de Janeiro, a
7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano.
A comissão organizadora do evento foi presidida por
Francisco Medina Coeli, chefe-de-gabinete ­ PRESI [Retratos
originais p & b ­ 24 cm x 17,5 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
Foto n° 165 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO
MEDINA
COELI,
presidente
do
Banco
do
Brasil
(20/7/1963 a 31/3/1964) ouve atentamente o Prof. CARVALHO
PINTO, ministro da Fazenda, proferindo a palestra de abertura.
Foto n° 166 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963
a 31/3/1964), chega ao Auditório acompanhado de CARVALHO
PINTO, ministro da Fazenda, e de ARTURO PÉRES GALLIANO,
representante do Banco da Guatemala, entre outros.

FERNANDO PINHEIRO

- 554

Foto n° 167 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
ARTURO PÉRES GALLIANO, representante do Banco da Guatemala,
faz a abertura do evento e passa a palavra a CARVALHO PINTO,
ministro da Fazenda, o 4° da esquerda para a direita. NILO
MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963 a
31/3/1964), prestigia o evento ao lado do orador da abertura.
Foto n° 168 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963 a
31/3/1964) ouve atentamente o Prof. CARVALHO PINTO, ministro
da Fazenda, proferindo a palestra de abertura.
Foto n° 169 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
De pé, CARVALHO PINTO, ministro da Fazenda, profere o
discurso de abertura do evento, ladeado à esquerda por ARTURO
PÉRES GALLIANO, representante do Banco da Guatemala, e à
direita, por NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil
(20/7/1963 a 31/3/1964).
Foto n° 170 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963
a 31/3/1964), ao centro do grupo de pessoas, conversa com
CARVALHO PINTO, ministro da Fazenda.
Foto n° 171 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963
a 31/3/1964), em conversa com CARVALHO PINTO, ministro da
Fazenda.
Foto n° 173 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963
a 31/3/1964), recebe felicitações de autoridades.
Foto n° 172 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
CARVALHO PINTO, ministro da Fazenda, é cumprimentado
por ARTURO PÉRES GALLIANO, representante do Banco da
Guatemala, entre eles, NILO MEDINA COELI, presidente do Banco
do Brasil (20/7/1963 a 31/3/1964).

555 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Foto n° 174 ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de Janeiro ­ 14/10/1963
­ 7ª Reunião dos Bancos Centrais do Continente Americano ­
NILO MEDINA COELI, presidente do Banco do Brasil (20/7/1963
a 31/3/1964) ouve o Prof. CARVALHO PINTO, ministro da
Fazenda, proferindo a palestra de abertura.

Ao início da abertura do conclave, Arturo Péres
Galliano, representante do Banco da Guatemala, passou
a palavra ao ministro da Fazenda, Carvalho Pinto que
proferiu um discurso abordando aspectos econômicos dos
países em desenvolvimento [Retratos originais p & b ­
24 cm x 17,5 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].
Além da participação ativa de Inácio Copete­
Lizarralde, gerente financeiro do Inter-American Development
Bank, e do Prof. Robert Triffin, vale ressaltar a presença
de Herculano Borges da Fonseca que integrou, com
destaque, a delegação do Brasil, e, especificamente, a
da SUMOC, no evento.
Herculano Borges da Fonseca, com bagagem
rica de conhecimentos adquiridos na passagem pela
Chefia do Departamento Econômico da SUMOC, exerceu,
em épocas diferentes, os cargos de Diretor Executivo do
FMI ­ Fundo Monetário Internacional, após ter concluído,
nos idos de 1951, o curso de pós­graduação em assuntos
econômicos, em Washington, DC, EE.UU; assessor da
Presidência da República,
e de diversos
ministros.
Mais tarde, em 19/8/1982, idealiza, cria e preside, para
gáudio nosso, a Academia de Letras dos Funcionários do
Banco do Brasil.
Ao abrir, com maestria, o discurso (é viva a
emoção em falar sobre antecessor nosso na Presidência
da Academia), Herculano Borges da Fonseca abordou o
assunto Conjugação da Política Monetária com a Política Fiscal

FERNANDO PINHEIRO

- 556

e a Política Salarial, destacando os fatores dos desequilíbrios
na balança de pagamentos:
a)

inflação, que determina um aumento da propensão a
importar;

b) necessidade crescente de matérias-primas e equipamentos
para atender o desenvolvimento do País;
c)

deterioração das relações de troca, que têm determinado
uma queda de receita cambial;

d)

vultosos gastos em serviços."

(141)

No plenário do auditório, estavam presentes
muitas autoridades nacionais e estrangeiras. Havia alguns
diretores do Banco do Brasil, e, ainda Paulino Jaguaribe
de Oliveira, inspetor­geral, e Arnaldo Walter Blank,
superintendente do Banco do Brasil [Retrato original
p & b ­ 24 cm x 18 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil].
O último orador a fazer o uso da palavra foi
o embaixador Augusto Dias Carneiro, diretor­executivo
da SUMOC ­ Superintendência da Moeda e do Crédito.
Vale mencionar que, à época, a SUMOC, com
um quadro de cerca de 300 funcionários, possuía 4
pilares:
Departamento
Jurídico,
chefiado
por
Jaime
Bastião Pinto, Departamento Econômico, sob a chefia de
Herculano Borges da Fonseca, Inspetoria Geral de Bancos
e a Secretaria Geral [GALVÊAS, 1989].

(141) HERCULANO Marcos BORGES DA FONSECA (1920/1987), chefe
do Departamento Econômico da SUMOC ­ in Palestra proferida,
em outubro/1963, na 7ª Reunião dos Bancos Centrais do
Continente Americano ­ Copacabana Palace Hotel ­ Rio de
Janeiro.

557 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A
equipe
do
Departamento
Econômico
da
SUMOC, conduzida por Herculano Borges da Fonseca,
com quem Ernane Galvêas trabalhou junto, era formada
por Casimiro Ribeiro, chefe da Divisão Econômica e
assessores: Eduardo Silveira Gomes, Basílio Martins, Paulo
Pereira Lira (área monetária), Guilherme Pegurier, Sidney
Lattini (área externa de capitais estrangeiros). Nos idos
de 1961/1963, Ernane Galvêas já não está na SUMOC,
era assessor econômico do Ministério da Fazenda [GALVÊAS,
1989].
Abordando o tema "Problemas da Distribuição do
Crédito à Pequena e Média Indústria", o diretor Nestor
Jost proferiu palestra, em 9/10/1963, no Centro Industrial
do Rio de Janeiro, programada pelo CEPIG ­ Centro de
Produtividade Industrial da Guanabara [Revista AABB ­
Rio ­ 1963].
Com
a
marca
da
Wolkswagen,
ostentada
na mesa de honra que prestou homenagem à empresa
alemã, com fábrica montada em São Bernardo do
Campo, Nilo Medina Coeli, presidente do Banco do Brasil
(20/7/1963 a 31/3/1964), estava acompanhado de executivos,
dentre os quais vale ressaltar Levy Mesquita e César
Dantas Bacellar Sobrinho. ­ Imagem custodiada pela
Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Posteriormente, na gestão do presidente Nestor
Jost, César Dantas Bacellar Sobrinho, filho de Ruy Dantas
Bacellar, ambos funcionários que o Banco do Brasil
muito se orgulha, assume o cargo de diretor da Carteira
de Câmbio (10/12/1969 a 18/3/1985), após ter exercido o
de gerente­adjunto de câmbio na Agência Centro ­ São
Paulo, coadjuvando o gerente da Agência, Orlando Baldi.

FERNANDO PINHEIRO

- 558

Em outubro/1963, ocorreu a nomeação dos
inspetores: Alceu Subtil Chueire, Carlos Aguiar, Luiz
Augusto Monteiro Marco, Mário Bulhões da Fonseca,
Diogo Dias Paes Leme, Evandro Lucas de Mourão Rangel,
Orlando Dantas de Mello, Urbano Batista Brandão,
Waldemar Buzatto, Wilson Barcellos. Na Unidade Jurídica,
Benedicto Silveira, advogado ­ São Paulo ­ SP, Carlos
Pinto, advogado ­ Sorocaba, Francisco das Chagas Ximenes,
assistente jurídico ­ COLON, Geraldo Vouga Cavalcanti,
advogado ­ FIBAN, Humberto Ferreira da Silva, advogado
­ Cruz Alta [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Prosseguindo a nomeação verificada nesse mês:
Hélio Edwal de Salles Lopes, chefe­de­gabinete ­ SUPER/
DG, Hermes de Azevedo Souza, chefe­de­gabinete Gerência
­ COLON, Jair Massari, secretário­de­gabinete CREAI/
Dirin, João Baptista Abreu de Oliveira, Jorge de Meirelles
Rodrigues, José Carlos Pereira de Souza Sobrinho,
secretários­de­gabinete ­ PRESI; José d´Almeida Cruz
Filho, José Carlos Madeira Serrano, José Carlos de Oliveira
Duprat, José Luiz Marques Vicente, assistentes­técnicos ­
Consultoria Técnica ­ PRESI, José Álvaro Walker Rocha,
Rivadávia Bahia Vianna, Vicente de Paulo Oliveira Fortes,
Waldemar German, assistentes­técnicos ­ CREGE/Supla,
Leônidas Souza e Silva, secretário­de­gabinete diretor ­
CREGE, Mauro Machado da Silva, chefe­de­gabinete ­
IAGEX, Moacyr Aureliano de Araújo, assistente­técnico ­
SEMEG, Mosart Lopes Ribeiro, assistente­técnico ­ CAMIO
[Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Em 30/10/1963, o presidente Medina Coeli
cumpriu a agenda de trabalho, fora de Brasília. Na
capital maranhense, esteve acompanhado de Ribamar
Galiza, gerente da Agência, escritor romancista. Entre as
pessoas que o felicitaram, destacamos a Srª Genir Moraes,

559 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

e o Sr. Jorge Nahuz, da sociedade ludovicense [Retrato
original p & b ­ 16 cm x 11,5 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
À essa altura, Ribamar Galiza já
dos louros vindos das obras Que duas belas
(romance) 1948, A outra Dolores (contos)
sombra das gameleiras (romance) (1958), e O
Brasil e um plano de colonização para o
(conferência) (1962).

desfrutava
crianças!...
(1958), À
Banco do
Maranhão

Anteriormente, em abril de 1958, o inspetor
Márcio Collazi D´Elia, romancista, aposenta­se do Banco
do Brasil, e, após três meses, veio a falecer.
Escrever romances e dirigir agências do Banco
do
Brasil,
tarefas
executadas,
àquela
época,
com
brilhantismo, por diversos funcionários, entre os quais
destacamos:
José de Ribamar da Nóbrega Galiza, gerente da Agência de
Barreiras ­ BA (1945/1949), Caxias ­ MA (1949/1958),
São Luís ­ MA (1958/1964),
Félix

Lima Júnior foi o primeiro alagoano a dirigir o
Banco do Brasil em Alagoas, nas décadas de 40 e
50 (posse no BB: 24/1/1927, apos.: 11/12/1958), escritor
da linguagem etnográfica, descreve as realidades
culturais da terra natal numa visão que engloba
a história antropológica.

Ainda
dessa
época,
destaca­se
ainda
a
presença
de
três
autores
que
exerceram
cargos
comissionados: Tomé Cabral Santos (posse no BB: 16/10/1933,
apos.: 4/5/1964), Macário de Lemos Picanço (posse no BB:
22/12/1942, apos.: 16/2/1976), assessor jurídico (1975/1976) ­

FERNANDO PINHEIRO

- 560

Niterói­RJ, e Alfeu Rabelo (posse no BB: 17/12/1955, apos:
1/10/1962).
Em outubro/1963, o presidente Nilo Medina
Coeli é entrevistado pelos apresentadores Flávio Cavalcanti
e Heron Domingues, na TV­Rio, ao ensejo do lançamento
da campanha "Vigília de Solidariedade", liderada por
Dom Hélder Câmara, destinada a socorrer as vítimas do
Paraná. No mesmo mês, visitou a cidade de Araguari-MG,
onde foi recebido por Miguel D. Oliveira, prefeito municipal,
Cristovão Machado Barbosa, gerente da Agência e Lírico
do Valle Brasileiro, advogado do Banco do Brasil [Revista
AABB ­ Rio ­ 1963].
No mês seguinte, nomeações ocorridas: Alexandre
Caminha de Castro Monteiro, secretário­de­gabinete ­
PRESI, Antônio Carlos Moreira Martins, inspetor CREAI ­
São Paulo; Eduardo Pedreira de Cerqueira, Heraldo Ferreira
da Silva, João José Vaz de Siqueira Cavalcanti, cirurgiões­
dentistas ­ MEDIC, Ernesto Albrecht, chefe-de­gabinete ­
CARED/Geren, Fortunato Benjó, inspetor ­ Óbidos, Galeno
Pereira de Campos, inspetor ­ Bagé, Gilberto Leal de
Meirelles, gerente, Homero Gomes, Jacques de Oliveira
Rocha, João Batista Rodrigues de Oliveira, José Barrozo
Motta Júnior, Salvador Brasileiro, secretários­de­gabinete
do diretor ­ CREAI/Dicen, José Inaldo Silva Monteiro,
advogado ­ Macapá, Paulo Oswaldo Carneiro Jung, chefe­
de­gabinete do diretor CREGE ­ 3ª Zona, Percival Públio
de Castro, assistente técnico ­ CREAI/Aspla, Raimundo
Martins Garrido, inspetor ­ Salvador, Solimões Franco,
inspetor ­ Óbidos, Victor Muhana, inspetor, Wagner
Santos Carvalho, inspetor ­ Araraquara, Yeda Gadelha
Valença, inspetora ­ CREAI ­ Uberaba [Revista AABB ­
Rio ­ 1963].

561 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Com a presença dos diretores Arthur Santos e
Nestor Jost, de vários inspetores, e do superintendente
Arnaldo Walter Blank foi inaugurado, em 23/11/1963,
o novo prédio da Agência de Botafogo, abrangendo 4
pavimentos, na Praia de Botafogo, n° 384, tendo como
gerente Homero Pacheco Fernandes. Anteriormente, como
vimos, a Filial situada na Rua Voluntários da Pátria,
bairro
de Botafogo, foi inaugurada em 1948, no mesmo
ano, a Agência Metr. Tijuca, ambas localizadas na cidade
do Rio de Janeiro [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Em Belo Horizonte, Nestor Jost, diretor da
CREAI, atendendo ao convite da Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais, fez o uso da palavra, em
20/11/1963, a respeito do financiamento à pequena e
média indústria [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Em dezembro/1963, Antônio Barcellos, Victor
Muhana, secretários­de­gabinete do diretor ­ CREGE/
Dicen, Aderbal Bezerra Veras, Geraldo Mazzaro de
Medeiros, Nilo Targino Teixeira, Wilson Barcelos, inspetores
[Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
De igual modo, o diretor da CREAI prosseguiu
proferindo palestras, ao ensejo da realização do Seminário
de
Produtividade
Industrial,
organizado,
no
período
de 16 a 29 de dezembro de 1963, pelo Centro de
Produtividade Industrial da Guanabara, com a finalidade
de oferecer às indústrias de pequeno e médio porte a
elaboração e execução de projetos de expansão [Revista
AABB ­ Rio ­ 1963].
Recepcionado, em 2/12/1963, na Câmara de
Comércio da cidade de Passo Fundo ­ RS, o presidente
Medina Coeli esteve por lá, acompanhado do diretor
Victor Loureiro Issler e do gerente da Agência daquela

FERNANDO PINHEIRO

- 562

localidade
Adão
Papaléo.
Entre
outras
autoridades,
prestigiaram o evento, José Lamaison Porto, deputado
estadual (PTB) e Ney Menna Barreto, advogado do Banco
do Brasil [Retratos originais p & b ­ 13,5 cm x 8,5 cm ­
Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do
Brasil].
Nos idos de 1963, Geraldo de Andrade Carneiro,
diretor da CREAI foi substituído por Érides Guimarães, e
o ministro Antônio Balbino nomeia o funcionário Sydney
Alberto Latini (posse no BB: 1944), para o cargo de
secretário da Indústria do Ministério da Indústria e
Comércio.
Vamos observar o papel relevante de Sydney
Alberto Latini no cenário econômico nacional, a partir
da indústria de carros, no Brasil, ter nascido na gestão
do presidente Juscelino Kubitschek, através do GEIA ­
Grupo
Executivo
da
Indústria
Automobilística.
Para
coordená-lo foi entregue a Latini que fazia parte do
Conselho de Desenvolvimento do Governo Federal.
O economista Latini passou a coordenar, além
das atividades do GEIA (1957/1963), as deliberações dos
grupos executivos de autopeças e de matérias­primas.
A liderança do ministro Lúcio Meira foi importante
também na implantação da indústria automobilística
(1956/1959) [Revista AABB ­ Rio ­ 1963].
Nos idos de 2007, a Editora Alaúde publica a
obra A Implantação da Indústria Automobilística no Brasil,
de Sydney Latini, membro do Conselho Técnico da CNC
e do Conselho de Energia da FIRJAN.
O título "Homem de Visão de 1963" foi concedido,
no Hotel Glória, ao ministro San Thiago Dantas:

563 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Foto n° 180 ­ Outorga do título "Homem de Visão de 1963 ­ SAN
THIAGO DANTAS (1911/1964), ministro das Relações Exteriores
(setembro/1961 a julho/1962), ministro da Fazenda (janeiro/
1963 a julho/1963), ao centro, na solenidade de outorga do
título. Na retaguarda, CASIMIRO ANTÔNIO RIBEIRO, chefe da
Divisão Econômica da SUMOC [Retrato original p & b ­
13,5 cm x 8,5 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].

A agenda do presidente do Banco do Brasil,
esteve marcando, nos dias 18 a 26/01/1964, vários
compromissos importantes no Nordeste brasileiro, onde
fazemos recordar que, nos idos de 1630 a 1654, foi
implantada a colonização urbana e burguesa do príncipe
Nassau fazendo circular a primeira moeda cunhada no
Brasil, a moeda obsidional holandesa, em prata e ouro.
Na capital pernambucana, Nilo Medina Coeli
visitou vários estabelecimentos comerciais e industriais.
No dia 22, acompanhado do diretor Samuel Duarte e
de Saul Azevedo, gerente da Agência Centro do Recife,
seguiu rumo a Campina Grande onde foi recebido, no
Aeroporto, por Newton Vieira Rique, prefeito de Campina
Grande­PB (30/11/1963 a 15/6/1964). Na Agência local, o
presidente manteve contato com os gerentes Cláudio José
Cisneiros de Albuquerque e José Barbosa Maia. [2 retratos
originais p & b ­ 12,5 cm x 8,5 cm ­ l retrato original col. ­
9 cm x 9 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].
De volta ao Recife, no Palácio Campo das Princesas,
o presidente Nilo Medina Coeli teve recepção calorosa
de Paulo Guerra, governador (interino) de Pernambuco.
Manteve contato com os representantes das classes
produtoras no próprio Palácio e na Agência local, visitou
a Federação das Indústrias de Pernambuco e à noite
participou de um jantar festivo no Clube Internacional.

FERNANDO PINHEIRO

- 564

Com a finalidade de estar informado sobre a
situação dos negócios na área industrial paulista, esteve
na FIESP ­ Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo, em 31/1/1964, o presidente do Banco do Brasil,
Nilo Medina Coeli, onde foi recebido por Rafael Noschese,
presidente da FIESP. Estavam presentes José Ermínio de
Moraes Filho, Lélio de Toledo Pizza, Roberto Simonsen
Filho, Jorge Duprat Figueiredo, Humberto Dantas, Orlando
Ferraiplo, Sérgio Roberto Ugolini, e Laudo Natel [Retrato
original p & b ­ 24 cm x 18 cm ­ Acervo: Academia de Letras
dos Funcionários do Banco do Brasil].
Por decreto do Presidente da República, em
janeiro de 1964, é nomeado ministro do Tribunal Superior
do Trabalho o funcionário do Banco do Brasil, Olímpio
Fernandes de Melo, então subchefe da Seção de Valores
e Procurações
da
Agência Centro do Rio de Janeiro
[Revista AABB ­ Rio ­ 1964].
Nessa década, outro desembargador teve passagem
pelo Banco do Brasil, empossado em 16/7/1955 e
trabalhando em agências do interior, até os idos de
1962, Antônio Maurício da Cruz, Juiz aposentado pelo
TRF da 3ª Região ­ São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Empossado pelo Banco do Brasil, em 1/2/1955,
o funcionário Christovam de Araújo Filho, após o término
dos estudos no curso do Instituto Rio Branco, despede­se
da Agência Cinelândia, em 7/12/1961, para assumir o posto
de 3° secretário do Ministério das Relações Exteriores
[Revista AABB ­ Rio ­ 1962]. Muito tempo depois, o
diplomata Christovam de Oliveira Araújo Filho, cônsul­geral
do Brasil em Frankfurt, Alemanha.

565 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Vale
assinalar
a
nomeação
de
diversos
assistentes­administrativos,
verificada
em
janeiro/1964:
Alberto José Sampaio Ribeiro, Fernando Vicente Mello
Alves, Haroldo Cézar de Berredo, José Francisco Mano,
Lucks de Oliveira ­ CAMIO/GECAM, Aloysio Pestana da
Silva, João Baptista Pereira Araújo ­ PRESI, Albino
Antônio de Azevedo ­ CACEX/SUEXP, Antônio Medeiros de
Azevedo
Filho,
Ary
Rocha,
Auromário
Reis
Lemos,
Célio de Oliveira, Vitalino dos Santos, Gabriel Campelo
Gonçalves, Gilberto Machado ­ 30/1/1952, Ivan Netto,
Jairo Braga Florim, Jayr Garcia Esteves, Newton Ferreira
Sanches ­ FUNCI e Valentim Peres de Oliveira Neto ­
DEPIM [Revista AABB ­ Rio ­ 1964].
Ocorreram, igualmente, nesse mês, outras
nomeações, entre as quais destacamos as dos inspetores
CREGE/CREAI, sediados nas zonas geo-econômicas nas
cidades, a seguir mencionadas: Alvacir dos Santos
Raposo, João Pessoa ­ PB, Antônio Bittencourt, Corumbá ­
MS, Antônio Carlos Moreira Martins, Barretos ­ SP,
Eurico Chagas, Curitiba ­ PR, Fortunato Benjó, Brasília ­
DF, Mário Gaspar, Bauru ­ SP, Mário Kruel Guimarães,
Curitiba ­ PR, Roberto Ferraz Costa Sousa, Curitiba ­ PR,
bem como outros comissionados: Gastão de Holanda,
investigador de cadastro na Agência Centro do Recife,
Hélio Silva Barros, secretário­de­gabinete ­ PRESI, Júlio
Meyer Grinstein, Oswaldo Penna, cirurgiões­dentistas ­
MEDIC/DG, Reynaldo von Kruger, assistente­administrativo ­
TESGE/DG, Roberto Hatab, secretário­de­gabinete ­ DIRED
[Revista AABB ­ Rio ­ 1964].
Em 4/2/1964, acompanhado dos diretores José
Ferreira Keffer e Érides Guimarães, o presidente Nilo
Medina Coeli foi recebido no Palácio da Liberdade pelo
governador Magalhães Pinto. Na recepção estava presente

FERNANDO PINHEIRO

- 566

Jorge Carone Filho, prefeito de Belo Horizonte (1963/1965)
[Retrato original p & b ­ 24 cm x 18 cm ­ Acervo: Academia de
Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
Convidado de honra para proferir a palestra
de encerramento do 4° Congresso Nacional de Bancos,
em Salvador ­ Bahia, em 20/2/1964, Nilo Medina Coeli,
presidente do Banco do Brasil (20/7/1963 a 31/3/1964),
na entrevista concedida à imprensa local, declarou ser
urgente a reforma bancária diante de urgentes medidas
reclamadas no setor bancário. Esta visão do futuro veio,
adiante, a se concretizar.
Acompanhado do diretor Felisberto Garrido, o
presidente Nilo Medina Coeli foi recebido, no Aeroporto de
Salvador pelo governador Lomanto Júnior que lhe ofereceu
recepção no Palácio Campo das Princesas, onde estivera
também em 19/1/1964. [Retrato original p & b ­ 24 cm x
18 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco
do Brasil].
Na visita à Agência Centro­Salvador do Banco
do Brasil, em 20/2/1964, Medina Coeli deixa­se ser
fotografado, na presença de funcionários [Retrato original
p & b ­ 24 cm x 18 cm assim como ele fez nas agências
por onde passou fazendo carreira: Rio Grande ­ RS (1934),
Passo Fundo­RS (1936), Barretos­SP (1941), Aimorés­MG (1944),
Santa Cruz Rio Pardo ­ SP (1948), Uberaba ­ MG (1938 e 1950),
Santos ­ SP (1956), Brasília ­ DF (1960), São Paulo ­ SP (1963),
e, na condição de presidente do BB em Uberaba­MG (1963),
Santiago, Chile (19/8/1963), São Luís­MA (30/10/1963), Passo
Fundo­RS (2/12/1963), Campina Grande ­ PB (22/1/1964),
Salvador ­ BA (20/2/1964), Brasília ­ DF (2/3/1964), Teresina ­ PI
(12/3/1964), Rio Grande ­ RS (1964) ­ Iconografia custodiada
pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

567 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ainda em Salvador, no dia seguinte (21/2/1964),
Nilo Medina Coeli, acompanhado da esposa, Maria
Aparecida
Escobar
Medina
Coeli,
manteve
agradável
conversação com a Irmã Dulce, venerável freira que
encantou o Brasil pelas virtudes cristãs e assistência aos
mais pobres, razão pela qual foi beatificada pelo papa.
Com um largo sorriso de satisfação e alegria, o presidente
deixou-se fotografar [Retratos originais p & b ­ 23,5 x 17,5 cm.
Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
Inauguradas, no dia 2 de março de 1964, as
modernas instalações da Agência Central ­ Brasília ­ DF,
com a presença do presidente Nilo Medina Coeli que se
fazia acompanhar da linda esposa, Maria Aparecida,
e dos diretores Arthur Santos, Léo de Almeida Neves,
Érides Guimarães, Hugo de Faria, Juvenal Osório Gomes,
José
Ferreira
Keffer
e
Felisberto
Martins
Garrido.
O discurso de saudação ao presidente foi proferido
por Severino Cavalcante de Moraes, gerente da Agência
Central ­ Brasília ­ DF.
Não é surpresa para nós o gesto empreendedor
de Medina Coeli, anteriormente, subgerente da Agência
de Santos, nos idos de 1956, trajando terno branco,
com a pá de cimento nas mãos, edificando a obra
do novo edifício da Agência, determinar, em 14/1/1964,
investido no cargo de presidente, a imediata conclusão
de 9 blocos residenciais na superquadra 204, Asa Sul,
abrangendo cerca de 360 apartamentos, após percorrer
as novas instalações do Edifício­Sede, com o objetivo
de solucionar o problema de moradia dos funcionários
que estavam sendo transferidos do Rio de Janeiro para
a capital da República [Iconografia: Academia de Letras dos
Funcionários do Banco do Brasil].

FERNANDO PINHEIRO

- 568

O presidente da Junta da Comissão de Construções
dos Edifícios do Banco do Brasil em Brasília ­ EDBRAS era
João Batista Garchet que veio a falecer 2 anos mais
tarde, legando-nos uma trajetória enriquecedora a serviço
da Empresa. Nascido em 29/1/1917, faleceu em 3/2/1966,
era casado com a Srª Edith Maria de Queiroz Garchet.
Eis a trajetória da carreira do funcionário
Garchet: 9/2/1940 tomou posse na Agência de Ilhéus­BA;
1946 ­ subgerente na Agência de Patos de Minas ­ MG;
1947 ­ gerente em Tupã ­ SP; 1953, gerente em Araxá ­ MG;
1959 ­ gerente em Barbacena­MG; 1961 ­ inspetor da
11ª Zona
da CREGE,
com sede em Uberaba ­ MG;
1964 ­ gerente da CREGE; 1964 ­ gerente da Agência
Central ­ Brasília ­ DF e presidente da EDBRAS.
Em grande estilo, ao participar,
de reunião na Associação Comercial da
Jost, diretor da CREAI, afirmou que

em 10/3/1964,
Bahia, Nestor

"o Banco do Brasil dispõe de verbas da ordem de US$ 25
milhões, obtidos através do programa da Aliança para o
Progresso, para serem aplicados, a curto prazo, na região
nordestina." (142)
No dia anterior, procedente de Salvador, o diretor
da CREAI esteve no Recife, e fez elogios ao empresariado
pernambucano, ao iniciar a palestra acerca do motivo de
sua viagem pelo Nordeste brasileiro, afirmou:
"Recife não é mais uma zona subdesenvolvida; seu
desenvolvimento industrial só pode ser comparável ao de
São Paulo". (143)
(142, 143) NESTOR JOST, diretor da CREAI ­ 10/3/1964 ­ Discursos de
improviso proferidos em reunião da Associação Comercial da Bahia
­ Salvador ­ BA e 9/3/1964, em reunião empresarial no Recife.

569 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

O Banco do Brasil firmou, em fev/1964, convênio
experimental com a PUC ­ RJ - Pontifícia Universidade
Católica com o objetivo de conceder curso de administração
geral aos funcionários do Banco do Brasil, com duração
de 2 meses, na própria Universidade. Em 27/4/1964, foi
concluído, com sucesso, o 1° Curso de Gerência Geral,
com a participação de 32 alunos [Revista AABB ­ Rio ­ 1964].
Em Teresina do Piauí, o presidente Medina Coeli
participa, em 12/3/1964, do encontro com os gerentes
das agências locais do Banco do Brasil. Concluídos os
trabalhos, o presidente, em seguida, prestigiou o almoço
oferecido pelos gerentes, acompanhado do diretor Cláudio
Pacheco e Dom Avelar Brandão, bispo de Teresina
[Retratos originais p & b ­ 14,5 cm x 8,5 cm ­ Acervo: Academia
de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil].
A esta altura, no aconchego cristão, a Providência
Divina já lhe preparava o coração para os desencantos
que viriam da política do Governo.
Ainda em março/1964, o presidente do Banco
do Brasil, acompanhado da esposa Maria Aparecida, após
30 anos, retorna a Agência de Rio Grande ­ RS, onde
iniciou a carreira bancária, em 1934, para inaugurar o
novo edifício do Banco do Brasil.
Lá, encontravam-se, no recinto, os funcionários:
Osmar Loureiro, Éder Gonçalves, Tarquínio Marques,
Armando Amaral, João Manoel Chaves, Coriolano Cametá
Touquinhas, Ney Amado Costa, Jorge Furtado Andrade,
Félix C. Niemcsrwski, entre outros. Ele assistiu ao
descerramento da placa comemorativa feito pela amada
companheira do seu destino [Retratos originais p & b ­
14,5 cm x 8,5 cm ­ Acervo: Academia de Letras dos Funcionários
do Banco do Brasil].

FERNANDO PINHEIRO

- 570

As manchetes dos jornais, em 31/3/1964, dia
tumultuado na política brasileira, davam conta: O Estado
de São Paulo: "Redesconto: Medina Coeli demite-se por ser
contra restrição". Jornal do Brasil: "Medina Coeli demite-se
do Banco do Brasil por divergir do Presidente".
As razões divulgadas pelo Jornal do Brasil: o
Governo adotou medidas para excluir bancos paulistas,
gaúchos e cariocas das operações de redescontos. Em
seguida, o JB conclui: "Medina Coeli foi substituído por
Hugo de Faria, diretor da Carteira de Redescontos, que
no dia 30/3/1964, foi recebido, em Palácio, pelo presidente
João Goulart". No mesmo dia, o diretor Hugo de Araújo
Faria é nomeado presidente do Banco do Brasil. A gestão
viria ser a mais curta da Empresa (30/3/1964 a 3/4/1964).
O Banco do Brasil, presidido por Hugo Faria,
preparava­se para pôr em prática a política governamental
concentrada nas reformas de base que culminariam na
reforma agrária. O BB, como vimos, já se antecipara nessa
política, quando, em 27/5/1962, Cláudio Pacheco, diretor da
Diretoria de Colonização (outubro/1961 a agosto/1964),
esteve em Natal em contato com Aluísio Alves, governador
do Estado do Rio Grande do Norte, com o objetivo de
ultimar as negociações acerca da desapropriação, aceita
pelo Banco, de 19.000 hectares de terra que foram
entregues com a falência da firma João Câmara.
O presidente Hugo Faria, em poucos dias, já
vislumbrava o papel relevante que o BB iria desempenhar,
no futuro, com a adoção das políticas que iriam
desencadear os Planos de Desenvolvimento Comunitário
integrado com as Comunidades Rurais com recursos do
Fundec ­ Fundo de Desenvolvimento Comunitário.

571 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

A junta militar, formada pelos ministros
(Exército, Aeronáutica, Marinha) estende sobre o Palácio
do Governo, em 31 de março de 1964, "a varanda de
Pilatos" (ano 33), transferida sem os protagonistas da
época, com o atraso de 1.929 anos, da Galileia para o
Brasil.
Hugo
de
Araújo
Faria,
funcionário
do
Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (empossado
nos idos de 1935), foi demitido do serviço público por
força do Ato Institucional n° 1.
Nos idos de 1965, Hugo Faria volta ao cenário
da política partidária, filiando­se ao MDB ­ Movimento
Democrático Nacional, de oposição ao Regime Militar.
Com a promulgação da Lei da Anistia, em 1979, foi
restabelecido, no ano seguinte, o vínculo que tivera junto
ao Ministério do Trabalho.
Hugo de Araújo Faria, carioca de nascimento
(13/12/1915), veio a falecer na terra natal no dia 24/8/1987,
legando­nos uma trajetória honrada de lutas trabalhistas.
O tumulto provocado pela ditadura militar,
a partir do nefasto dia 31 de março de 1964, atinge a
Nação inteira, e, no bojo dos acontecimentos que chegam
ao Banco do Brasil, além do afastamento do presidente
Hugo Faria, chega a vez do diretor da Carteira de
Câmbio, Eleutério Proença de Gouveia, funcionário que
fez brilhante carreira, despede­se do cargo e, em pouco
tempo, em 27 de junho de 1964, veio a falecer.
O superintendente Arnaldo Walter Blank ocupa,
interinamente, no dia 4 de abril de 1964, o cargo de
presidente do Banco do Brasil, em substituição do
presidente Hugo Faria, por um breve período de 41 dias.

FERNANDO PINHEIRO

- 572

Uma
das
medidas
salutares
criada
em
10/4/1964, foi a CESIN, uma comissão destinada a
combater a falsificação de documentos que tivessem a
circulação no âmbito da Empresa. Anteriormente, na
década de 50, foi iniciado, na Agência Centro do Rio
de Janeiro, o Curso de Grafotécnico e, nessa mesma
década, surgiu o cargo comissionado de grafotécnico
[Revista AABB ­ Rio ­ 1966].
Em 14/5/1964, após brilhante carreira que
começou, em 28/8/1934, na Agência Rio Grande­RS, e
culminou na Presidência do Banco do Brasil, o funcionário
Nilo Medina Coeli aposenta­se. Vale assinalar que, na
ativa, passou 44 dias na condição de ex­presidente.
Nas agências do Banco do Brasil, por onde
passou, antes de chegar a Presidência, e mesmo na
Presidência, onde a honrou com proceder impecável,
esteve sempre atento ao bem­estar dos seus companheiros
de trabalho, não apenas no gabinete presidencial, mas
em todos os domínios do Banco do Brasil, zelando pelo
cumprimento do dever, acima de tudo, inclusive com
exemplar estoicismo.
Abraçando
mais
uma
causa
comunitária,
nos últimos tempos da trajetória terrena, que completou
89 anos de existência, Nilo Medina Coeli, trabalhou
gratuitamente, por mais de 10 anos, na direção da
Irmandade de Santa Casa de Misericórdia de São Paulo,
como
presidente
da
Fundação
Arnaldo
Vieira
de
Carvalho, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia.
Antes deficitária, Medina Coeli transformou a Fundação
em modelo de eficiência e modernidade, com superavit
considerável.

573 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Símbolo da luta sindical da classe dos bancários,
Luiz Hugo Guimarães (posse no BB: 16/9/1944, apos.
4/5/1970), presidente do Sindicato dos Bancários da
Paraíba
(1952/1956
e
1958/1964),
tribuno,
jornalista,
professor universitário, esteve em disponibilidade do
Banco do Brasil para servir no gabinete do vice­presidente
da República, João Goulart, posteriormente convocado
pelo ministro Hermes Lima, Chefe da Casa Civil do
presidente João Goulart, ocupa o cargo de assessor sindical
(1962/1964) dentro do Palácio da Alvorada.
No bojo do movimento da Ditadura Militar que,
de início, fez publicar várias medidas reacionárias que
culminaram com o ato institucional n° 5 (AI­5), Luiz
Hugo foi cassado em 10 de abril de 1964. Retornando
à
terra
natal,
foi
perseguido
implacavelmente.
Em
setembro/1964, exercendo o magistério na UFPB ­
Universidade Federal da Paraíba foi demitido do cargo por
decreto do presidente Castello Branco e encaminhado
à ilha de Fernando de Noronha para cumprir pena de
prisão.
Nos idos de 1979, com a Lei da Anistia,
reassume a cátedra de professor, servindo a UFPB no
período (1961/1988), excetuando­se os períodos em que
esteve servindo ao Banco do Brasil e os meses de
reclusão em Fernando de Noronha. Acadêmico, Luiz Hugo
pertence à Academia Paraibana de Letras e ao Instituto
Histórico e Geográfico da Paraíba, onde foi presidente
(gestão 1995/2010), falecendo em pleno mandato.
Biógrafo, Luiz Hugo enalteceu a trajetória terrena
de ilustres paraibanos (Aurélio de Lyra Tavares, Wilson
Nóbrega Seixas, cônego Florentino Barbosa, entre outros),
e escreveu ainda obras de referência das instituições

FERNANDO PINHEIRO

- 574

que honrou: "História do Instituto Histórico e Geográfico
Paraibano ­ 1998" e "Banco do Brasil na Paraíba ­
90 anos ­ 2007".
Outro líder sindical, digno de registro da História,
é Fernando Tristão Fernandes (posse no BB: 22/4/1949),
presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba que esteve,
em 13/3/1964, participando da organização do célebre
comício das reformas de base realizado em frente da
Central do Brasil, no Rio de Janeiro, prestigiado pela
presença de João Goulart, presidente da República,
deposto 18 dias depois.
Conforme a obra Fernando Fernandes ­ 45 anos
de advocacia, texto de Bernardo Mariani, publicada em
abril/2005, essa liderança sindical era vista pelos militares,
que ocuparam o poder, em 31/3/1964, como ameaça ao
novo regime ora implantado no País. De volta à Curitiba,
Fernando Fernandes, homem de grande importância
nas lutas dos trabalhadores, durante 11 anos, é preso
dentro da Agência do Banco do Brasil pelos agentes do
DOPS ­ Departamento de Ordem Política e Social e
encaminhado ao Quartel de Polícia Militar, ficando recluso
durante vários meses. De lá é obrigado a viajar de
avião para Maracaju, depois para Ponta Porã, interior de
Mato Grosso do Sul, onde é confinado.
Esse confinamento, conforme o relato da obra
mencionada, durou 5 anos e terminou com um habeas
corpus do Superior Tribunal Militar. Com a banca de
advocacia, montada em Ponta Porã, Tristão Fernandes
atuou em todos os ramos do Direito, inclusive nas ações
contra devedores inadimplentes do BB. A permanência
dele, naquela cidade, se estendeu até os idos de 1979.

575 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Atendendo ao pedido da Agência de Ponta
Porã, a Direção Geral autoriza Fernando Fernandes a
exercer o cargo de advogado do Banco do Brasil naquela
região [MARIANI, 2005].
Nos idos de 1964, dois irmãos ocupavam
cargos relevantes no Banco do Brasil: Mário Miranda
Muniz, gerente da CAMIO/GECAM e Alberto de Miranda
Muniz, inspetor da CREGE ­ Carteira de Crédito Geral.
Admitido, por concurso, em 22/6/1945, Alberto
de Miranda Muniz, exerce o cargo de chefe­de­gabinete
do Superintendente do BB (2ª metade da década
de 50), inspetor da CREGE (1964/1967). Da Inspetoria
é transferido para Q.S. ­ Quadro Suplementar, com
proventos. À época, o Quadro Suplementar mantinha as
seguintes situações: Q.S. ­ Com proventos, Q.S. ­ Sem
proventos, Q.S. ­ Saúde e Q.S. ­ Inquéritos.
Desfrutando de prestigio junto à Empresa,
Alberto Miranda Muniz, nos idos de 1975 a 1977,
está à disposição da Presidência da República e, em
7/11/1977, aposenta­se do Banco do Brasil.
Ambos os irmãos, casados com mulheres
distintas, com o mesmo nome: Maria de Lourdes, tiveram
vários filhos, dentre eles destacamos: Maria Christina
Passos Muniz, funcionária do BB (posse: 4/11/1971, apos.
24/8/1997), filha de Alberto Muniz, bem como Carlos
Alberto Vieira Muniz, vice­prefeito do Rio de Janeiro
(mandato: 1/1/2009 a 31/12/2012), filho de Mário Muniz.
Com a bolsa de estudos para estudar
literatura na Universidade de Sorbonne, Paris (1951/
1953), o funcionário Gastão de Holanda (1919/1997),
bacharel em Direito, é licenciado pelo Banco do Brasil.

FERNANDO PINHEIRO

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Ao retornar aos pagos na Agência do Recife é laureado
com o Prêmio José de Anchieta ­ 1954, pela publicação
da obra Os escorpiões, antes já era consagrado autor
de Zona de silêncio (contos, publicados em 1951).
Nos idos de 1964, lotado na Agência de
Campina Grande ­ PB, Gastão de Holanda exerce
o magistério na Universidade de Campina Grande,
ministrando a disciplina Sociologia da Arte. Em 1967,
está de volta à Agência do Recife e aposenta­se em
1/2/1968, onde começou a trabalhar em 22/5/1945.
Membro do Instituto Histórico e Geográfico de
Santos, o educador e advogado militante nos foros de
Santos e São Paulo, Milton Teixeira foi funcionário do
Banco do Brasil (posse: 21/8/1953, exon.: 29/1/1961). No ano
seguinte, ingressou no Ministério da Fazenda. Professor de
ensino superior, assumiu por 2 vezes o cargo de reitor da
Universidade Santa Cecília dos Bandeirantes, membro da
Academia Santista de Letras, presidente do Santos Futebol
Clube (1984/1986), autor didático, memorialista e biógrafo.
Ainda na década de 60, Celuiz Ayres Anchieta
(posse no BB: 18/8/1959, apos.: 14/5/1984), lotado na
Agência Centro ­ Rio de Janeiro, após o expediente
normal, apresentava­se, como cantor, no Dancing Avenida,
Av. Rio Branco, 277 ­ Edifício São Borja, Rio de Janeiro,
palco onde surgiram as cantoras Elizeth Cardoso, Ângela
Maria, e Núbia Lafaiette, a consagrada intérprete de
Prece á Lua e Devolvi, dentre outras canções de
serenata. Música ao vivo com cantores da noite,
o Dancing Avenida era o glamour daqueles tempos.
Posteriormente, veio a funcionar, no local, a boate Night
and Day, sem música ao vivo.

577 -

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Ao assumir o cargo de presidente do Banco
do Brasil, no dia 15 de maio de 1964, Luiz de Moraes
Barros proferiu o discurso de posse, saudando, de início,
Arnaldo Walter Blank, presidente interino, relembrando
os dias em que pôs em funcionamento, "com outros
bons e dedicados companheiros, a Carteira de Comércio
Exterior do Banco do Brasil."
Em oportuno elogio ao presidente interino, Luiz
de Moraes Barros demonstrou elevada admiração e
respeito ao seu antigo companheiro de trabalho, dentro de
uma amizade que já alcançava "dez anos sem nuvem".
E afirmou:
"Num convívio diuturno, pude apreciar a sua
inteireza moral, a retidão do seu caráter e a sinceridade
de suas opiniões, alicerçadas em conhecimentos técnicos
da mais alta valia. Esses predicados fizeram de V.Exª
um homem admirado e respeitado, e a eles, somente a
eles, deve V.Exª a sua brilhante carreira.
Eu me permito incluir-me não apenas entre os seus
admiradores como entre os seus amigos, do que tanto
me ufano. As suas palavras me desvanecem e me comovem.
Embora tragam o calor de uma amizade que
perdura há mais de dez anos sem nuvem, nem por isso
deixam de ser um chamamento à responsabilidade
que terei sempre presente para não desmerecer da
confiança de V.Exª e dos amigos que tenho a felicidade
de possuir."
(144)

(144) LUIZ DE MORAES BARROS, presidente do Banco
(15/5/1964 a 20/3/1967) ­ Discurso de posse no cargo.

do

Brasil

FERNANDO PINHEIRO

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Em seguida, Luiz de Moraes Barros dirigiu-se
a plateia presente à solenidade, demonstrando plena
consciência
das
árduas
funções
do
cargo
a
ele
distinguido, e disse suas impressões sobre a Empresa,
agora como presidente:
"É o Banco do Brasil um sustentáculo da economia
nacional e do seu comportamento depende o êxito da
política econômica do Governo.
A necessidade de entrosá-lo com os demais órgãos
propulsores da economia brasileira, para que, dentro de
uma unidade de orientação, todos os esforços se
conjuguem, criando condições que permitam à nossa
Pátria um desenvolvimento em bases sólidas e realistas,
é um imperativo da hora presente.
O Banco do Brasil, como organização bancária, é
modelar. A ela e ao corpo de seus funcionários, do mais
alto nível moral e técnico, que se tem mostrado intransigente
na defesa das
boas
normas
que orientam um Banco
comercial, deve-se a preservação deste Instituto aos efeitos
deletérios da inflação, que provoca a pior das crises: a
crise do caráter.
No que concerne ao Banco do Brasil, como Banco
comercial, cumprirei rigorosamente os seus regulamentos.
Nestas poucas palavras, está traçada a diretriz da minha
gestão como presidente." (145)

(145)

LUIZ DE MORAES BARROS, presidente do Banco
(15/5/1964 a 20/3/1967) ­ Discurso de posse no cargo.

do

Brasil

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HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL

Prosseguindo o discurso de posse, Luiz de
Moraes Barros elogiou o marechal Castello Branco,
presidente da República, e Octávio Gouveia de Bulhões,
ministro da Fazenda:
"Ao grande soldado, símbolo das nossas esperanças,
ao eminente presidente da República, e ao ministro da
Fazenda, devotado servidor público, economista de real
mérito, homem de convicções e princípios, aust