BOLETIM DE PSICOLOGIA, 2010, VOL. LX, Nº 132: 085-096

TESTE DE APERCEPÇÃO INFANTIL:
O QUE FOI E O QUE PRECISA SER FEITO
PATRÍCIA WALTZ SCHELINI
Universidade Federal de São Carlos ­ Departamento de Psicologia
EDYLEINE PERONI BENCZIK
Ambulatório de Distúrbios de Aprendizado do Instituto da Criança do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

RESUMO
Considerando o contexto brasileiro, onde tem havido discussões sobre a validade e precisão das técnicas projetivas,
o objetivo deste manuscrito é apresentar estudos sobre o Teste de Apercepção Infantil em suas diferentes
formas, de maneira a permitir a compreensão dos avanços referentes a essa técnica e identificação de lacunas
que impedem seu uso como instrumento válido e fidedigno. Tais estudos foram obtidos por meio de busca ao
PsycINFO, à Scientific Eletronic Library Online, à base Medline e Indexpsi Periódicos. Os estudos obtidos foram
agrupados, de acordo com o conteúdo de cada um, em três categorias: interpretação, propriedades psicométricas
e uso do CAT em grupos populacionais específicos. A descrição das categorias e estudos a elas pertencentes são
apresentados, possibilitando constatar a necessidade de pesquisas que contemplem, simultaneamente, a
utilização de uma forma específica de interpretação e a busca de evidências de precisão e validade dessa
interpretação em relação a amostras representativas.
Palavras-chave: Teste de Apercepção Infantil; técnicas projetivas; avaliação psicológica; propriedades
psicométricas.

ABSTRACT
CHILDREN'S APPERCEPTION TEST: WHAT WAS AND WHAT STILL NEEDS TO BE DONE
In view of the Brazilian context, where discussions about the validity and reliability of projective techniques
have been happening, the purpose of this manuscript is to present studies about the Children Apperception
Test, in its different forms, in order to allow the understanding of its advances, as well to identify gaps that
prevent its use as a valid and reliable instrument. Such studies were obtained by means of systematic searches
in the databases PsycINFO, Scientific Eletronic Library Online, Medline and Indexpsi Periodicals. The obtained
studies were grouped in three categories according to their contents, namely, interpretation, psychometric
properties and use of CAT in specific population groups. The description of the categories and related studies
are presented, pointing to the need of research that consider the use of a specific form of interpretation, as well
the search for its confirmation in terms of reliability and validity in relation to the representative samples.
Key words: Children's Apperception Test; projective techniques; psychological assessment; psychometric
properties.

Endereço para correspondência: Patrícia - Av. Diogo Álvares, 1876, Parque São Quirino. Campinas ­ SP. CEP: 13088-221.
Telefone: (16) 3376 9645; E-mail: [email protected]
Edyleine - Av. Tiradentes, 200, São Roque - SP. CEP: 18130-000. Telefone: (11) 4512-5870; E-mail: [email protected]

PATRÍCIA WALTZ SCHELINI E
EDYLEINE PERONI BENCZIK

INTRODUÇÃO
O Teste de Apercepção Infantil, criado por Leopold e Sonya Bellack em 1949, tem originado
estudos no Brasil e no exterior. Tais estudos envolvem as três formas do CAT: CAT-A (Bellack e Bellack,
1949/1991), a primeira a ser criada e composta por figuras de animais; CAT-H, formado por figuras
humanas (Bellack e Hurvich, 1965; Bellack e Bellack, 1981) e o CAT ­ S, um suplemento do CAT
(Bellack, 1966), que também inclui figuras de animais, mas em situações diferentes das apresentadas
no CAT-A, por destinar-se a explorar situações conflitivas mais específicas, como as relacionadas à
escola e ao grupo de pares.
No contexto brasileiro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) tem a finalidade de normatizar,
disciplinar e orientar o exercício da profissão de psicólogo, zelando pela observância dos princípios
éticos. No que se refere à avaliação psicológica, o artigo 16 da Resolução do CFP número 002/2003
regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização dos testes psicológicos. Dentre os vários
elementos desta resolução, um afetou diretamente as atividades do psicólogo brasileiro, uma vez
que indicou como falta grave a utilização de instrumentos que não constam na relação de testes
aprovados pelo Conselho. Dessa forma, os psicólogos apenas podem utilizar, em diagnósticos,
instrumentos que foram avaliados e considerados adequados pelo CFP. Os testes, incluindo as técnicas
projetivas, são considerados adequados se apresentarem: a fundamentação teórica subjacente ao
instrumento; evidências empíricas de validade e precisão; procedimentos de aplicação e o sistema
de correção e interpretação dos escores.
Após a resolução, o Conselho Federal de Psicologia disponibilizou uma primeira lista dos
testes que, analisados por especialistas, obtiveram parecer favorável. Para surpresa de muitos, que
não esperavam tanto rigor, um grande número de instrumentos recebeu parecer desfavorável (Bandeira,
Trentini, Winck e Lieberknecht, 2006). Os testes projetivos, entre eles o CAT, que obteve parecer
desfavorável, foram os grandes prejudicados pela resolução por não priorizarem o estudo das
evidências de validade e precisão.
O objetivo do presente artigo é apresentar uma síntese dos estudos sobre o Teste de Apercepção
Infantil em suas diferentes formas, de maneira a permitir a compreensão dos avanços referentes a
essa técnica (que ainda consta da lista daquelas com parecer desfavorável para uso no Brasil) e,
conseqüentemente propiciar a identificação de lacunas que impedem seu uso como um instrumento
válido e fidedigno. Tais estudos foram obtidos por meio de busca à Rede Scielo (Scientific Eletronic
Library Online ­ www.scielo.br), à base Medline (http://bases.bireme.org), ao Indexpsi Periódicos
(www.bvs-psi.org.br), e ao PsycINFO (http://www.apa.org/psycinfo), a partir das palavras-chave "Children
Apperception Test", "CAT", "técnicas projetivas" e "testes de personalidade".
Os estudos obtidos foram agrupados, de acordo com o conteúdo de cada um, em três amplas
categorias: interpretação, propriedades psicométricas e uso do CAT em grupos populacionais
específicos. A descrição geral das categorias, bem como os estudos a elas pertencentes, são
apresentados a seguir.

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ESTUDOS REFERENTES À INTERPRETAÇÃO DO CAT
Assim como ocorreu com outras técnicas projetivas, as pranchas do CAT deram origem a
diferenciadas formas de interpretação. O manual de Bellack e Bellack (1991) propõe que as estórias,
originadas a partir das pranchas, sejam interpretadas por meio de dez categorias: tema principal,
herói principal, principais necessidades e impulsos do herói, concepção do ambiente, figuras vistas
como conflitos significativos, natureza das ansiedades, principais defesas, adequação do superego e
integração do superego.
Montagna (1987), com o objetivo de sistematizar a interpretação do CAT, utilizou as categorias
propostas por Bellack e Bellack (1949/1991), Haworth (1966), que ampliou a compreensão da análise
de conteúdo e dos mecanismos adaptativos de defesa nas respostas ao CAT, e Shentoub (1969), esta
última tendo como objeto de estudo o TAT. A autora analisou os pontos de aproximação dos esquemas
de interpretação estudados por estes autores, principalmente no que se refere aos aspectos
relacionados à análise de conteúdo e à análise formal de interpretação das respostas, elaborando
suas próprias categorias de interpretação, fundamentadas em um estudo de caso clínico.
Cunha, Nunes e Werlang (1991) atribuíram escores e analisaram respostas ao CAT-A, numa
amostra de 48 crianças pré-escolares, em termos de sua complexidade crescente e considerando a
capacidade infantil de organizar ações num esquema temporal. Os resultados foram discutidos em
termos de questões de desenvolvimento, sendo que as autoras concluíram que o CAT-A era inadequado,
como instrumento projetivo de pesquisa, em idades inferiores a cinco anos e meio.
Outro estudo brasileiro foi feito por Tardivo (1992) que acrescentou várias categorias para
cada prancha, entre elas: relação com a figura materna de dependência ou independência; rivalidade,
competição, compreensão, cooperação ou conflito com a figura paterna e fraterna; relação dual;
conflito vivido de forma lúdica ou destrutiva e como se relaciona com outras figuras; relação com a
figura de poder e autoridade; reação frente à situação triangular, dentre outras.
Uma proposta mais específica de interpretação partiu de Fonseca (2005), que procurou elaborar
referenciais capazes de discriminar um grupo de crianças com histórico de abuso sexual de um
grupo sem tal histórico. Com tal objetivo, a partir das estórias relatadas pelo grupo com histórico de
abuso, foram selecionados os indicadores que apareceram com mais freqüência, entre eles: abuso
sexual (situações relacionadas explicitamente ao abuso), medo (verbalização da palavra "medo" nas
estórias), ameaça do meio (expressão de ameaça e desamparo pelas figuras que retratavam os
genitores), desequilíbrio (entendido como desequilíbrio físico, expresso por situações de tombo) e
médico (referência à figura do médico nas estórias).
Lis, Mazzeschi, Salcuni e Zennaro (2005) utilizaram quatro índices para avaliar as estórias de 70
crianças entre quatro anos e cinco meses e 11 anos e cinco meses: número de palavras, número de
animais identificados, número de animais modificados e número de características atribuídas aos animais
nas estórias. Também foram considerados a quantidade e os tipos de conflitos evocados. Os resultados
deste estudo serão apresentados posteriormente neste manuscrito, uma vez que, neste momento,
pretende-se relatar apenas as categorias/indicadores de resposta utilizados em diferentes pesquisas.

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Finalmente, em um estudo que envolveu 32 crianças entre sete e 10 anos, Xavier (2005) criou
categorias de indicadores de auto-estima inspirada nas propostas de interpretação de Bellak e Bellak
(1949/1991) e Tardivo (1992), elaborando indicadores para avaliar o nível de auto-estima, dentre
eles: identificação com heróis e personagens; introdução de objetos figuras e circunstâncias; concepção
do ambiente e figuras; natureza das ansiedades; defesas; integração do Ego e autopercepção na
trama da estória; desfecho da estória.
De acordo com Alves (2006), técnicas como o CAT e o T.A.T. podem ser utilizadas em diversas
culturas, apesar da necessidade de identificar quais são os temas e estórias comuns em populações
normais, de modo a estabelecer parâmetros de interpretação.
O rigor interpretativo, baseado no estabelecimento de critérios bem definidos para a análise
das estórias do CAT, não exclui a importância de estudos que verifiquem as propriedades psicométricas
desta técnica. Isso porque a análise das evidências de validade e precisão é entendida como
indispensável à apreciação de instrumentos ou técnicas de avaliação psicológica, indo ao encontro
da tentativa de garantir a cientificidade dos mesmos. Por tal motivo, considera-se fundamental a
apresentação de estudos acerca das propriedades psicométricas do CAT.

PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS
Na busca realizada foi possível notar a carência de estudos de precisão referentes ao CAT.
Villemor-Amaral (2006) já havia observado que, em geral, as técnicas projetivas tendem a não
apresentar um sistema de análise e interpretação suficientemente preciso, que permita um alto grau
de concordância entre avaliadores diferentes. Parecem ser exceções os trabalhos de Xavier (2005),
parte publicado sob forma de artigo em 2006 (Silva e Villemor-Amaral, 2006), Lis et al. (2005) e
Benczik (2005).
No estudo da primeira autora, mencionado anteriormente, foi observada uma correlação
positiva e alta (r=0,83) no que se refere à concordância de dois juízes na caracterização do nível
elevado de auto-estima, indicando concordância no total da pontuação dos itens. Quanto ao escore
total dos indicadores referentes à auto-estima rebaixada, Xavier (2005) obteve correlação positiva e
moderada (r=0,61). Lis et al. (2005) obtiveram elevados coeficientes de precisão em todos os índices
interpretativos propostos no estudo já citado e incluído no conjunto daqueles que são referentes à
interpretação do CAT.
Benczik (2005) adaptou, baseada na Teoria das Relações Objetais, os critérios de análise
propostos por Tardivo (1992). A partir dessa adaptação as respostas ao CAT-A foram avaliadas por
três juízes e, por meio do coeficiente de concordância de Kendall W, foi verificado um alto grau de
concordância entre eles.
No que se refere às evidências de validade, a análise do material bibliográfico obtido pareceu
indicar que, em relação ao Teste de Apercepção Infantil, um dos procedimentos mais adotados é o
que inclui os grupos contrastantes. A validação pelo método dos grupos comparados (e contrastantes)
consiste em confrontar o desempenho de um grupo de indivíduos com outro, sendo bastante utilizado

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na validação de testes de personalidade (Anastasi e Urbina, 2000). Nesse sentido, é possível destacar
os estudos de Souza (1952, citado por Tardivo, 1992), Savastano (1977), Cibilas (1979), Castro (1990),
Benczik (2005) e Fonseca (2005).
Souza (1952, citado por Tardivo, 1992) contrastou um grupo de crianças adaptadas à escola
com outro formado por estudantes que demonstravam problemas de conduta, observando que esse
último grupo se identificava com figuras que se mostravam inferiores, sendo o ambiente descrito
como frustrante e agressivo. Além disso, os finais das estórias do grupo de crianças adaptadas à
escola eram mais positivos.
O CAT-A foi utilizado por Savastano (1977) para estudar dois grupos de alunos com o objetivo
de compreender a dinâmica emocional dos mesmos. O primeiro grupo foi formado por oito estudantes
com problemas de aprendizagem e disciplina, com idades entre sete anos e cinco meses e nove anos e
11 meses; e o segundo grupo, por 22 alunos sem tais problemas, com idades entre sete anos e dois
meses e 10 anos e 11 meses de idade. Os resultados, de forma geral, demonstraram que 43% das
crianças não estavam emocionalmente ajustadas para enfrentar o ambiente escolar, no qual a figura do
adulto (professor) era visualizada como agressiva e os castigos vistos como ameaçadores. Os alunos
com problemas de aprendizagem e disciplina revelaram maior atraso no desenvolvimento psicossocial
do que os do segundo grupo. Alguns outros dados interessantes foram observados pela autora, como
um decréscimo da expressão da "agressividade" na medida em que havia melhor produtividade escolar.
Da mesma forma, respostas que revelavam medo, sentimento de inadequação e ansiedade gerada pelo
medo de ser abandonado foram mais freqüentes entre as crianças do primeiro grupo. Por outro lado,
temas relacionados à "curiosidade sexual" apareceram com menor freqüência entre essas crianças (com
problemas de aprendizagem e disciplina). Os alunos do primeiro grupo apresentaram maior necessidade
de sono e pareceram sentir a figura materna e paterna mais inadequadamente. Nos dois grupos a maior
incidência foi a de identificar-se com o "filho" e com a "criança".
Cibilas (1979) apresentou o CAT-H a 60 crianças com características denominadas pelo autor
como "predominantemente normais", sendo 30 enuréticas e 30 não-enuréticas, na faixa etária de
seis a 11 anos, emparelhadas com base no sexo, idade, nível mental e nível sócio-cultural para o
levantamento da incidência de manifestações agressivas. Os resultados indicaram que as crianças
enuréticas, em nível altamente significativo, apresentaram maior incidência de manifestações
agressivas do que as crianças não-enuréticas. Além disso, o grupo de crianças enuréticas manifestou
maior incidência de sentimento de rejeição, desejo de morte, temor à provação, depreciação do
adulto, impulso destrutivo e ansiedade persecutória do que o grupo de crianças não-enuréticas. O
grupo de crianças não-enuréticas manifestou maior incidência de aceitação de fantasias agressivas,
de sentimento de culpa e desejo de reparação.
Para verificar a hipótese de que a inibição no trabalho escolar seria derivada de um distúrbio
no processo de individuação do ego, Castro (1990) avaliou 15 crianças com idade entre oito e 10
anos e 10 meses por meio do WISC, CAT, Desenho da Família e Ludodiagnóstico. As crianças foram
divididas em dois grupos, o primeiro formado por 10 crianças com problemas de inibição no trabalho
e o segundo, por cinco crianças que não apresentavam inibição no trabalho. A autora constatou que

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o grupo de crianças com problemas de inibição apresentou nível de estruturação do ego menos
desenvolvido e estável, sendo a educação esfincteriana vivenciada de forma mais rígida e punitiva.
Benczik (2005), no estudo já citado, investigou os aspectos psicodinâmicos envolvidos no
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), bem como a eficácia com que o CAT-A
diferencia crianças com TDAH. A autora estudou uma amostra de 40 crianças do sexo masculino, com
idade entre seis e 11 anos, divididas em dois grupos: o grupo I, formado por crianças com TDAH do
tipo combinado, e o grupo II, composto por crianças sem TDAH. A autora analisou a relação das
respostas dadas ao CAT-A com o diagnóstico psiquiátrico do TDAH, concluindo que a técnica projetiva
foi capaz de discriminar crianças com e sem TDAH, revelando ainda que, em termos psicodinâmicos,
predominaram as seguintes características nas crianças com TDAH: negação maníaca onipotente,
trapaça, sentimentos derivados do instinto de morte (raiva e inveja) e tendências destrutivas.
Ao aplicar o CAT em 30 crianças divididas em dois grupos de 15, sendo um deles formado por
aquelas com histórico de abuso sexual, Fonseca (2005) constatou que o CAT foi capaz de discriminar
o grupo de pesquisa do grupo de controle, no que se refere aos indicadores ou categorias nomeadas
pela autora, como abuso sexual, medo, ameaça do meio, desequilíbrio e médico. Todas estas categorias
foram previamente descritas no presente artigo. No mesmo estudo, Fonseca buscou evidências de
validade do CAT-A correlacionando seus resultados aos do Desenho da Figura Humana (DFH). Concluiu
que não era possível afirmar a existência de validade concorrente entre os dois instrumentos (CAT-A
e DFH), isto porque o coeficiente de correlação entre os indicadores emocionais do Desenho da
Figura Humana e indicadores do CAT-A foi de -0,26. Isto provavelmente ocorreu, porque a sua amostra
era reduzida (N=30).
Ao estudar a validade concorrente entre as categorias de indicadores de auto-estima do CATA e do H.T.P., Xavier (2005) correlacionou esses dois instrumentos à Escala Multidimensional de
Auto-Estima (EMAE - Forma A). As correlações foram obtidas após as respostas dadas ao CAT-A e ao
H.T.P terem sido pontuadas, levando-se em consideração a presença de indicadores referentes à
auto-estima. As correlações entre o CAT-A e o H.T.P. foram positivas, o mesmo ocorrendo entre o
CAT-A e a EMAE, mas com um índice menor do que entre os dois testes projetivos. A autora conclui
que os dados podem ser considerados como evidências de validade para os dois testes projetivos
quanto à avaliação da auto-estima.
Os trabalhos de Fonseca (2005), de Xavier (2005) e de Benczik (2005) empregaram
procedimentos de análise da validade concorrente. Uma ressalva merece ser feita em relação aos
estudos citados anteriormente, uma vez que Souza (1952, citado por Tardivo, 1992) e Castro (1990),
por exemplo, não se propuseram, no momento da definição dos objetivos de seus trabalhos, a
identificar evidências de validade do CAT, mas a comparação de grupos distintos, por meio do CAT,
pode levar à obtenção de tais evidências, apesar da amostra ter sido muito reduzida, assim como
ocorreu em outros estudos.
Outras técnicas projetivas, como o T.A.T., H.T.P. e as Pirâmides Coloridas de Pfister também
foram aprovadas pela comissão de especialistas do Conselho Federal de Psicologia por meio de
estudos que incluíram grupos contrastantes (Villemor-Amaral, 2006).

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ESTUDOS ENVOLVENDO O USO DO CAT EM GRUPOS POPULACIONAIS ESPECÍFICOS
A maior parte do material obtido por meio da consulta aos bancos de dados refere-se ao uso do
Teste de Apercepção Infantil em grupos específicos como o de pré-escolares, filhos de pais separados,
crianças com lepra, hiperativas, obesas, leucêmicas, entre outros. Tais estudos não tiveram o objetivo
de propor novos procedimentos de interpretação ou identificar evidências de validade e precisão.
Um exemplo desse tipo de trabalho foi o realizado por Paiva (1992), que analisou as
representações afetivas e cognitivas e suas relações com o desempenho escolar. Para isso apresentou
o Procedimento de Desenhos-Estórias, o CAT-A e o Pré-Bender a uma amostra de 10 crianças com
idade entre quatro e cinco anos. As duas primeiras técnicas foram utilizadas para a análise da
representação afetiva e o Pré-Bender para a representação cognitiva. Comparando os resultados do
CAT-A aos dos Desenhos-Estórias, o autor observou a complementaridade de ambos, sendo que o
Procedimento D-E se destacou pela possibilidade de esclarecimento progressivo dos aspectos
conflitivos básicos.
Scheffler (1975), em um estudo longitudinal envolvendo 31 crianças de cinco e seis anos de
idade, objetivou investigar se determinadas mudanças psicodinâmicas poderiam ser identificadas e
também se estavam de acordo com o descrito pela teoria psicanalítica. Além disso, procurou verificar
se havia uma relação entre mudanças psicodinâmicas e comportamentos. Ao utilizar o CAT-A e o
T.A.T., concluiu que havia mudanças significativas no fantasiar ao longo do tempo, constatando, em
relação aos meninos, correlações significativas entre conflitos emocionais, expressos em fantasias, e
manifestações comportamentais observadas por professores.
A mesma versão do CAT (CAT-A) foi utilizada por Felipe (1997) para verificar a contribuição
dessa técnica e do Procedimento de Desenho de Família com Estórias (DF-E) no diagnóstico das
necessidades, conflitos e sentimentos de 10 crianças de seis a 10 anos, filhas de pais separados e que
estavam sendo disputadas judicialmente. Os resultados indicaram que as duas técnicas ampliaram
efetivamente o conhecimento sobre a situação emocional das crianças, incluindo a compreensão da
formação de alianças com um dos genitores e dos conflitos resultantes de culpa.
Chauhan e Dhar (1981) estudaram as características de personalidade de 11 crianças com
lepra por meio da aplicação de uma forma adaptada do CAT, desenvolvida na Índia. Os resultados
indicaram que os participantes almejavam afeição, segurança, afiliação e cooperação, sendo que o
nível de ansiedade tendia a ser alto frente a determinados conflitos.
Quartier (2003) utilizou o CAT para investigar a "agitação" infantil por meio de uma amostra de
100 crianças suíças, com média de idade igual a sete anos. Com um objetivo semelhante ao de Quartier,
Antony e Ribeiro (2004) analisaram o funcionamento psicológico de crianças hiperativas por meio de
uma amostra de 20 participantes, sendo cinco casais, cinco professoras e cinco crianças entre oito e 11
anos, com diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Os autores utilizaram a
entrevista aberta e o CAT-A, concluindo que as estórias narradas no instrumento revelavam sentimentos
de inadequação, incompreensão e rejeição. Além disso, as crianças, por meio do CAT-A, evidenciaram
perceber o ambiente como punitivo e intolerante, embora se considerassem merecedoras de punição.

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Um estudo recente, utilizando o CAT-A, foi desenvolvido por Radoszewska (2006) que teve a
intenção de responder qual é o senso de autocontato, entendido como um elemento do senso de
identidade e autoconceito de crianças obesas. Com tal objetivo, o CAT-A foi apresentado a 142
crianças, 71 obesas e 71 não obesas, sendo constatado que as crianças obesas possuíam dificuldades
na experiência de autocontato.
Em um estudo de caso, Almeida, Da-Silva e Fornelos (2003) discutiram as vantagens de utilizar
medidas psicológicas, como o CAT e a Escala de Desenvolvimento Mental, para avaliar e compreender o
potencial cognitivo, a organização do self, comportamentos, atitudes e o funcionamento psicológico de
crianças. Para isso analisaram um menino português de quatro anos com sintomas de isolamento social,
atraso no desenvolvimento e diagnóstico preliminar de desordem de personalidade narcísica com o objetivo
de apresentar um protocolo de avaliação útil para a compreensão da psicopatologia da criança estudada.
Amaral, Magarian, Sousa e Aribi (2003) aplicaram as pranchas 3 e 4 do CAT-A em 48 participantes
com idade entre sete e 10 anos com o objetivo de analisar as características da imagem internalizada
da figura materna e paterna. De acordo com a interpretação das pranchas, os participantes
apresentaram imaturidade no seu desenvolvimento emocional, demonstrando dificuldades na
elaboração da Conflitiva Edípica, com predomínio da ansiedade persecutória. De acordo com os
autores os resultados encontrados não possibilitariam generalizações, sugerindo a necessidade de
novas pesquisas para a compreensão da internalização das figuras parentais nessa faixa etária.
O CAT foi utilizado em uma pesquisa realizada por Lee, Lieh-Mak, Hung e Luk (1983-1984),
dentre outros objetivos, para investigar características de crianças leucêmicas. Os autores concluíram
que o isolamento, a separação e a negação eram usados como defesa contra a insegurança, medo e
incertezas deste grupo de crianças.
Crianças leucêmicas também participaram do único estudo envolvendo o CAT-S, realizado por
Sharan, Mehta e Chaudhry (1995), que analisaram o processo de coping e a capacidade de adaptação
de 39 delas, com idade entre seis e 12 anos. Os resultados indicaram que a consciência da enfermidade
estava presente em 96% das crianças, a expectativa favorável ao desfecho da doença foi indicada por
70% e 61% evidenciaram angústia.
Da mesma forma, foram encontrados apenas dois relatos de pesquisa que utilizaram o CAT-H. O
primeiro foi o de Jacquemin e Martins (1976), que realizaram um estudo comparativo entre o CAT-A e
CAT-H em crianças de sete e oito anos. Posteriormente, Colsen (2001) investigou as reações conscientes
e inconscientes de cinco pais (sexo masculino) que haviam sofrido perdas perinatais. Cada participante foi
entrevistado e submetido à apresentação do T.A.T., do CAT-H e da Escala de Dor Perinatal, sendo que as
técnicas projetivas foram utilizadas na análise das reações inconscientes e a escala na investigação das
reações conscientes. O autor constatou que a seqüela emocional da perda incluía o choque, entorpecimento,
culpa, raiva, ansiedade e tristeza. Os pais tendiam a adotar um "papel administrativo", pensando no bem
estar da esposa, de modo a parecerem fortes frente a elas. Além disso, dois homens demonstraram fortes
reações inconscientes em face da dor, negando a maior parte das manifestações conscientes, de modo
que o autor sugeriu a utilização de técnicas projetivas para investigar tais reações inconscientes, até
porque a Escala de Dor Perinatal não pareceu eficaz para a compreensão do sofrimento desses pais.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os métodos projetivos, dentre eles o CAT, são amplamente utilizados no ambiente clínico e
em outros contextos, no entanto são questionados quanto aos seus indicativos de validade e precisão,
entendidos como indispensáveis aos instrumentos de avaliação psicológica (Villemor-Amaral, 2006).
Tal questionamento não é exclusivo ao contexto brasileiro. Na Itália, por exemplo, Tressoldi,
Barilani e Pedrabissi (2004) discutiram o uso das técnicas projetivas em crianças e adolescentes, no
contexto clínico e forense. Considerando a escassez de estudos sobre as qualidades psicométricas
das técnicas utilizadas naquele país (tais como Desenho da Figura Humana, Desenho da Árvore,
Desenho da Família e CAT), os autores recomendaram que seu uso fosse apenas idiográfico e não
para fins legais.
Nos Estados Unidos, a aplicação das técnicas projetivas vem sendo debatida há décadas.
Kennedy, Faust, Willis e Piotrowski (1994), em uma pesquisa envolvendo 293 psicólogos
escolares, constataram que as técnicas projetivas eram usadas principalmente na elaboração
de hipóteses diagnósticas.
No último estudo feito com psicólogos escolares americanos, Hojnoski, Morrison, Brown e
Matthews (2006), no entanto constataram que tais técnicas não são utilizadas apenas na formulação
de hipóteses, mas também e, fundamentalmente, na tomada de decisões e no planejamento da
intervenção. No mesmo estudo, o CAT foi apontado como a oitava técnica projetiva mais usada,
ficando atrás do Completar Sentenças, Bender-Gestalt, Casa-Árvore-Pessoa (H.T.P.), Desenho da
Família, Desenho da Figura Humana, T.A.T. e do Rorschach. Além disso, o CAT, o Rorschach e o
Desenho da Figura Humana foram usados por mais de 15% dos psicólogos escolares americanos
em avaliações psicológicas.
Após a apresentação de uma parcela dos estudos envolvendo o Teste de Apercepção Infantil,
parece ficar clara a necessidade de um número maior de pesquisas que tenham um objetivo
linear, ou seja, que contemplem ao mesmo tempo a utilização de uma forma específica de
interpretação das respostas e a busca de evidências de precisão e validade dessa interpretação
em relação a amostras representativas.
Também parece ser relevante que os pesquisadores, ao elaborarem os objetivos de seus estudos,
tentem analisar o que já existe acerca de uma determinada forma de interpretação do CAT, utilizando,
em relação a essa mesma forma, medidas de critério diferenciadas, por exemplo, possibilitando (1) o
uso da técnica em grupos populacionais distintos, (2) a complementação de dados já existentes e,
como conseqüência, o desenvolvimento do conhecimento.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Amaral, M.S.C.G.; Magarian, T.M.; Sousa, A.L.T. & Aribi, N.V. (2003). A imagem da figura
materna e paterna em crianças de 7 a 10 anos por meio das pranchas 3 e 4 do CATA. Psykhe, 8 (1),19-25.
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Recebido em 03/08/09
Revisto em 15/10/09
Aceito em 22/10/09

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