COMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE ENERGIA
Portaria CSPE - 160, de 20-12-2001
Dispõe Sobre as Condições Gerais de Fornecimento de Gás
Canalizado no Estado de São Paulo

O Comissário Geral da Comissão de Serviços Públicos de Energia CSPE,
Considerando as competências e atribuições da CSPE de regular,
controlar e fiscalizar os serviços de distribuição de gás canalizado no
Estado de São Paulo;
Considerando a necessidade de estabelecer e consolidar as condições
gerais de fornecimento de gás canalizado, visando aprimorar o
relacionamento entre as Concessionárias e os Usuários dos serviços
de gás;
Considerando as sugestões e contribuições recebidas durante o
processo da Audiência Pública Nº001/2001;
Considerando que os procedimentos da Audiência Pública nº 01/2001
teve início com a Consulta Pública nº 01/2000, de 29/11/00,
divulgada em 30/11/2000, levando ao conhecimento público a minuta
da Portaria de Condições Gerais De Fornecimento Dos Serviços De
Distribuição De Gás Canalizado, no Estado de São Paulo;
Considerando que o Relatório da Audiência Pública foi submetido e
aprovado pelo Conselho Deliberativo da CSPE em Reunião realizada
em 19 de abril de 2001; e
Considerando que as normas comerciais estabelecidas nas Condições
Gerais De Fornecimento Dos Serviços De Distribuição De Gás
Canalizado foram, nos termos do inciso V do Artigo 8º do Decreto nº
43.036, de 15 de abril de 1998, fixadas pelo Conselho Deliberativo da
CSPE, em 29 de novembro de 2001, resolve:

CAPÍTULO I
Do Objetivo
Artigo 1º - Estabelecer, na forma que se segue, as disposições
relativas às condições gerais a serem observadas na Prestação dos

Serviços Públicos de Distribuição de Gás Canalizado
Concessionárias e na sua utilização pelos Usuários.

pelas

CAPÍTULO II
Das Definições
Artigo 2º - Para os efeitos desta Portaria são adotadas as seguintes
definições,
grafadas
com
as
fontes
em
negrito
e
maiúsculas/minúsculas:
I. Área Sul: integrada pelas atuais regiões administrativas de
Sorocaba e Registro, compreendendo atualmente 93 municípios;
II. Área Leste: integrada pelas atuais regiões administrativas da
Grande São Paulo, São José dos Campos, Santos e Campinas,
compreendendo atualmente 177 municípios;
III. Área Noroeste: integrada pelas atuais regiões administrativas de
Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente
Prudente, Marília, Central, Barretos e Franca, compreendendo
atualmente 375 municípios;
IV. Comercialização: atividade de venda de Gás:
a) pela Concessionária a Usuários ou a outra Concessionária, em
cada área de Concessão; e
b) por Comercializador a Usuários Livres localizados no Estado de
São Paulo, após o período de exclusividade, de acordo com a
legislação vigente.
V. Comercializador: Concessionária ou uma pessoa jurídica,
constituída por empresa individual ou coletiva, autorizada pela CSPE
para exercer a atividade de Comercialização;
VI. Concessão: delegação do direito de Exploração dos Serviços
Públicos de Distribuição de Gás Canalizado no Estado de São Paulo,
por prazo determinado, outorgado pelo Poder Concedente;
VII. Concessionária: sociedade titular de Concessão;
VIII. Contrato de Adesão: instrumento cujas cláusulas estão
vinculadas às normas e regulamentos aprovados pela CSPE, não
podendo o seu conteúdo ser modificado pela Concessionária ou pelo
Usuário;

IX. Contrato de Concessão: instrumento cujo objeto é a outorga do
direito da Exploração de Serviços Públicos de Distribuição de Gás
Canalizado, celebrado entre a CSPE, representando o Poder
Concedente, e a Concessionária;
X. Contrato de Fornecimento: instrumento contratual em que a
Concessionária e o Usuário ajustam as características técnicas e as
condições comerciais do fornecimento de Gás;
XI. Etapa de Implantação: período aplicável às Concessionárias da
Área Noroeste e da Área Sul, encerrando-se, respectivamente, em 09
de dezembro de 2002 e 30 de maio de 2003;
XII. Etapa de Transição: período subsequente ao encerramento da
Etapa de Implantação, estabelecida para cada Concessionária,
conforme segue:
a) de 24 (vinte e quatro) meses, no que se refere à qualidade do
produto e do serviço e à segurança do fornecimento; e
b) de 12 (doze) meses, no tocante à qualidade do atendimento
comercial;
XIII. Etapa de Maturidade: etapa a ser iniciada a partir do término
da Etapa de Transição, e terá duração por todo o prazo restante da
Concessão;
XIV. Gás: observado os termos do Decreto Estadual nº 43.889, de
10 de março de 1999, hidrocarboneto com predominância de metano
ou ainda qualquer energético, em estado gasoso, fornecido, na forma
canalizada, através de sistema de distribuição;
XV. Poder Concedente: Poder constitucional atribuído ao Estado de
São Paulo para a Prestação dos Serviços Públicos de Distribuição de
Gás Canalizado no Estado, diretamente ou mediante Concessão;
XVI. Ponto de Entrega: local de entrega do Gás, caracterizado como
o limite de responsabilidade do fornecimento, no caso de:
a) Usuários atendidos em baixa pressão situados imediatamente à
jusante do medidor,
b) Usuários atendidos em média ou alta pressão ou outra
Concessionária a partir da última válvula de bloqueio de saída do
conjunto de regulagem e medição;
XVII. Ponto de Recepção: local físico onde ocorre a transferência de
titularidade do Gás para a Concessionária;

XVIII. Ramal Externo: trecho de tubulação construído e mantido
pela Concessionária, que interliga a Rede de Distribuição ao Ramal
Interno.
XIX. Ramal Interno: trecho de tubulação ligada em baixa pressão,
que interliga a válvula de bloqueio integrante do Ramal Externo ao
medidor da Unidade Usuária ligada ou atendida em baixa pressão,
construído e mantido pela Concessionária, em Unidade Usuária,
exceto nos casos em que a legislação disponha em contrário. Em
qualquer hipótese, devem ser estabelecidas, em regulamentos
específicos, as condições de acesso e reposição do pavimento, bem
como as necessárias autorizações de acesso pelas partes;
XX. Ramal de Serviço: trecho de tubulação que deriva da Rede de
Distribuição e termina no Conjunto de Regulagem e Medição instalado
pela Concessionária em Unidades Usuárias ligadas em média ou alta
pressão.
XXI. Rede de Distribuição: conjunto de tubulações, reguladores de
pressão e outros componentes que recebem o Gás de Estação de
Controle de Pressão - ECP e o conduz até o Ramal Externo ou Ramal
de Serviço de diferentes tipos de Unidades Usuárias.
XXII. Segmento de Usuários: para os fins desta Portaria, é a
classificação das Unidades Usuárias por atividade ou por uso de Gás;
XXIII. Usuário: pessoa física ou jurídica, ou ainda comunhão de fato
ou de direito, legalmente representada, que utilize os serviços de
distribuição de Gás prestados pela Concessionária e que assuma a
responsabilidade pelo respectivo pagamento e demais obrigações
legais, regulamentares e contratuais;
XXIV. Usuário Livre: Usuário que pode optar por adquirir Gás, no
todo ou em parte, de Comercializador.
XXV. Unidade Usuária: imóvel onde se dá o recebimento de Gás.

CAPÍTULO III
Dos Direitos e das Obrigações dos Usuários
Artigo 3º - Sem prejuízo do disposto na Lei Federal nº 8.078, de 11
de setembro de 1990, os direitos e obrigações dos Usuários dos
Serviços Públicos de distribuição de Gás consistem em:
I ­ receber serviço adequado;

II - receber do Poder Concedente, da CSPE e da Concessionária,
informações de caráter público para a defesa de interesses individuais
ou coletivos;
III - obter e utilizar o serviço, observadas as normas regulatórias do
Poder Concedente e da CSPE;
IV - informar ao Poder Público, à Concessionária e à CSPE, as
irregularidades referentes aos serviços prestados, de que tenham
tomado conhecimento;
V - comunicar à CSPE e às autoridades competentes eventuais
irregularidades praticadas pela Concessionária na prestação dos
serviços;
VI - contribuir e zelar para a permanência das boas condições dos
bens e equipamentos, através dos quais lhes são prestados os
serviços, respondendo ainda pelos danos que por ação ou omissão
vier a causar aos mesmos, bem como manter e operar as instalações
internas de sua propriedade em condições de segurança para bens e
pessoas; e
VII - pagar pontualmente as faturas expedidas pela Concessionária,
relativas aos serviços prestados.
Parágrafo Único - As informações a serem prestadas pela CSPE para a
defesa de interesses individuais e coletivos dos Usuários serão
disponibilizadas no endereço eletrônico da CSPE e na forma e locais
que ali estejam previstos.

CAPÍTULO IV
Do Pedido de Ligação ao Sistema de Distribuição de Gás Canalizado
Artigo 4º - O pedido de ligação caracteriza-se por um ato voluntário
do interessado que solicita à Concessionária a prestação dos serviços
de distribuição de Gás.
§ 1º- A Concessionária está obrigada, nos termos do § 1º do Artigo
5º, a atender o pedido de ligação desde que cumpridas pelo
Interessado as condições previstas no "caput" do Artigo 26.
§ 2º - A Concessionária fica impedida de realizar as ligações quando
o interessado não atender aos requisitos referentes à segurança e às
instalações previstos nos Padrões Técnicos estabelecidos pela
Concessionária e aceitos pela CSPE.

§ 3º - A Concessionária não pode negar a prestação do serviço
quando tiver, tecnicamente, capacidade disponível, tampouco ofertar
o serviço em condições discriminatórias, observado o estabelecido no
Artigo 82, podendo a parte afetada solicitar a atuação da CSPE.
Artigo 5º - Para a efetivação do pedido de ligação deve ser
observado o que segue:
I - a Concessionária
obrigatoriedade de:

cientificará

ao

interessado

quanto

à

a) observância, no Ramal Interno, quando for o caso, e nas
instalações internas da Unidade Usuária, das normas técnicas
aplicáveis expedidas pelos órgãos oficiais competentes e das normas
e padrões da Concessionária postas à disposição do interessado,
quanto a projetos, construção e manutenção das referidas
instalações, inclusive no que concerne a procedimentos relativos à
responsabilidade técnica pela execução dos serviços no âmbito da
Unidade Usuária;
b) celebração de Contrato de Fornecimento com o Usuário quando o
volume previsto corresponder a, no mínimo, 50.000 m3 (cinqüenta
mil metros cúbicos) por mês;
c) aceitação dos termos do Contrato de Adesão pelo Usuário, quando
o volume previsto for inferior ao correspondente a 50.000 m3
(cinquenta mil metros cúbicos) por mês;
d) fornecimento de informações referentes à natureza da atividade
desenvolvida na Unidade Usuária, a finalidade da utilização do Gás e
a obrigatoriedade de comunicar eventuais alterações supervenientes;
e
e) dispor de abrigo ou caixa de medição, em local de livre e fácil
acesso e em condições adequadas de iluminação, ventilação e
segurança, destinado, exclusivamente, à instalação de equipamentos
de regulagem de pressão, medição do consumo e outros aparelhos da
Concessionária.
II - a Concessionária cientificará ao interessado ou ao Usuário quanto
à eventual necessidade de:
a) execução de serviços no sistema de distribuição de Gás, colocação
na rede interna da Unidade Usuária de equipamentos da
Concessionária, interessado ou do Usuário;

b) apresentação de licença de funcionamento, emitida por órgão
responsável pela preservação do meio ambiente, em conformidade
com a legislação vigente;
c) apresentação dos projetos do Ramal Interno e da instalação
interna, observado o previsto na alínea a) do Inciso I deste Artigo,
para fins de verificação pela Concessionária, a exclusivo critério
desta; e
d) adoção, pelo interessado, de providências necessárias à obtenção
de benefícios estipulados pela legislação.
§ 1º - A Concessionária deve, nos termos da legislação e demais
regulamentos, ampliar a capacidade e expandir o seu sistema de
distribuição de Gás dentro da sua área de Concessão até o Ponto de
Entrega, por solicitação, devidamente fundamentada, de qualquer
interessado, sempre que o serviço seja técnica e economicamente
viável.
§ 2º - Caso seja comprovada a inviabilidade econômica para a
expansão, esta pode ser realizada, nos termos de regulamentação
específica da CSPE, considerando a participação financeira de
terceiros interessados, referente à parcela economicamente não
viável da obra.
§ 3º - A Concessionária deve encaminhar ao Usuário 01 (uma) cópia
do Contrato de Adesão, quando aplicável esta modalidade de
contrato, até a efetivação da ligação.
§ 4º - O Contrato de Adesão deve ser encaminhado ao Usuário com
Aviso de Recebimento (AR) ou por outra forma que assegure o seu
recebimento.
§ 5º - Para fins informativos, a Concessionária deve manter cadastro
de empresas especializadas na elaboração de projetos e execução das
obras necessárias à ligação, bem como suas modificações nas
instalações internas da Unidade Usuária, sendo que este cadastro
deve estar disponível a qualquer Interessado ou Usuário.
§ 6º - Os Interessados ou Usuários podem optar pela escolha de
outra empresa especializada que não integre o cadastro da
Concessionária.
§ 7º - O Usuário fica obrigado a comunicar à Concessionária qualquer
modificação efetuada nas instalações sob sua responsabilidade.

§ 8º - O Usuário deve informar à Concessionária quando se retirar
definitivamente da Unidade Usuária, solicitando a alteração da
titularidade da ligação ou o desligamento das instalações do sistema
de distribuição de Gás.
§ 9º - O Usuário continuará respondendo pela utilização dos serviços
de distribuição de Gás enquanto não ocorrer a mudança de
titularidade ou o pedido de desligamento previstos no Parágrafo
anterior.
§ 10º - Quando ocorrer a alteração de titularidade prevista no § 8º
deste Artigo e não existindo responsável pela utilização dos serviços
de distribuição de Gás, a Concessionária pode desligar a Unidade
Usuária.
§ 11º - O titular da conta ou seu representante legal responde por
todas as obrigações, referentes à utilização dos serviços de
distribuição de Gás.
Artigo 6º - A Concessionária pode condicionar o atendimento de
ligação, aumento de capacidade ou contratação de fornecimentos
especiais à quitação de débitos existentes.
§ 1º - A Concessionária não pode condicionar a ligação de Unidade
Usuária ao pagamento de débito, cuja responsabilidade não tenha
sido imputada ao interessado, ou que não sejam decorrentes de fatos
originados pela Prestação dos Serviços Públicos de Distribuição de
Gás, no mesmo ou em outro local de sua área de Concessão, exceto
nos casos de sucessão civil e comercial, observado ainda o disposto
no § 2º do Artigo 44.
§ 2º - Para os Segmentos de Usuários de Cogeração e Termoelétrica,
a Concessionária pode condicionar a solicitação de ligação ou
aumento de capacidade a cláusulas especiais de garantia de
adimplência, que devem ser ajustadas mediante acordo entre as
partes, nos respectivos Contratos de Fornecimento, cujas cláusulas
serão verificadas pela CSPE por ocasião da homologação.

CAPÍTULO V
Dos Limites de Pressão de Fornecimento
Artigo 7º - Compete à Concessionária informar ao Interessado a
pressão de fornecimento de Gás para a Unidade Usuária, observados

os Limites de Pressão, em conformidade com o respectivo Contrato
de Concessão.
Parágrafo Único - Excepcionalmente são admitidas, mediante
prévia autorização da CSPE, mudanças dos limites de pressão
previstos nos Contratos de Concessão, ou ainda, a criação de outras
classes de pressão, desde que haja conveniência técnica e econômica
para o sistema de distribuição de Gás da Concessionária e que não
acarretem prejuízo ao Usuário.

CAPÍTULO VI
Do Ponto de Entrega do Gás Canalizado
Artigo 8º - A distribuição de Gás dá-se na forma canalizada e
compreende a movimentação de Gás pela Concessionária desde o
Ponto de Recepção até os Pontos de Entrega das Unidades Usuárias
ou de outra Concessionária.
§ 1º - A definição do local do Ponto de Entrega é de critério e
responsabilidade da Concessionária.
§ 2º - A mudança da definição do local ou a definição de Pontos de
Entrega adicionais na Unidade Usuária deve ser acordada entre as
partes e deve corresponder a um único Usuário, um único Segmento
de Usuários, e localizados numa mesma planta industrial ou unidade
comercial.
Artigo 9º - A Concessionária deve proceder à verificação de Pressão
ou Poder Calorífico Superior - PCS do Gás no Ponto de Entrega
sempre que solicitado pelo Usuário.
§ 1º - O prazo máximo para a verificação de Pressão ou do Poder
Calorífico Superior e de resposta ao Usuário é de 10 (dez) dias úteis
contados do recebimento pela Concessionária da solicitação do
Usuário, compreendendo neste prazo inclusive os previstos nos §§
2º, 3º e 4º deste Artigo.
§ 2º - A data da apuração ou da coleta da amostra, deve ser
agendada com o Usuário com antecedência mínima de 48 (quarenta e
oito) horas, para que este, se o desejar, possa acompanhar os
trabalhos, na data e horário programados; sendo que na ausência de
representante do Usuário, a medição será processada, sem que
resulte em direito a qualquer reclamação por parte do Usuário, no
que se refere à apuração ou coleta da amostra, conforme o caso.

§ 3º - A verificação da pressão prevista no "caput" deste Artigo, deve
ter a apuração do seu nível realizada por um período mínimo de 72
(setenta e duas) horas, em ponto imediatamente posterior ao
medidor instalado nas dependências da Unidade Usuária, devendo
ficar assegurado o registro dos resultados apurados e seu
arquivamento pelo prazo de 60 (sessenta) meses, cuja análise deverá
apontar se o nível de pressão encontra-se acima do limite fixado para
o valor máximo da pressão no Ponto de Entrega, incluindo, no caso
de baixa pressão, a possibilidade do nível de pressão encontrar-se
abaixo do valor mínimo.
§ 4º - A Concessionária informará ao Usuário os resultados da
verificação da pressão ou do PCS, conforme for o caso, ficando o
pagamento pelos custos da verificação por conta do Usuário
solicitante, caso o resultado apurado não ultrapasse os valores
estabelecidos, conforme aplicável, nos Artigos 7º e 39 desta Portaria.
§ 5º - Os custos da verificação do PCS ou da pressão, com a
expressa ressalva do Parágrafo 6º deste Artigo, devem ser
informados ao Usuário, no momento da solicitação da medição,
ficando condicionado o início do serviço à sua respectiva aceitação
pelo Usuário.
§ 6º - Quando o resultado da verificação demonstrar valores que não
se enquadrem nos padrões estabelecidos, os correspondentes custos
correrão por conta da Concessionária, sem prejuízo do eventual
pagamento do valor de multa em favor do Usuário, de acordo com o
estabelecido no Contrato de Concessão e demais regulamentos da
CSPE.
Artigo 10 - É de responsabilidade da Concessionária, até o Ponto
Entrega, elaborar os projetos, executar as obras necessárias
fornecimento e, nos termos da legislação específica, assumir
custos decorrentes, bem como operar e manter o seu sistema
distribuição, ressalvado o estabelecido no § 2º do Artigo 5º.

de
ao
os
de

§ 1º - Os Usuários são responsáveis pelas obras de pavimentação,
repavimentação ou paisagismo, em área da Unidade Usuária, que se
fizerem necessárias em decorrência da instalação ou manutenção,
conforme o caso, do Ramal Interno ou Ramal de Serviço.
§ 2º - A instalação interna, construída e conservada nas
dependências da Unidade Usuária, em conformidade com as normas
e os regulamentos pertinentes da Concessionária, e sob total
responsabilidade do correspondente Usuário, inicia-se no Ponto de

Entrega e contempla toda a infra-estrutura de condução e utilização
de Gás.

CAPÍTULO VII
Do Usuário e da Unidade Usuária
Artigo 11 - Os Usuários de Gás farão uso, durante todo o período de
Concessão, da Rede de Distribuição da respectiva Concessionária,
cabendo a esta a cobrança de tarifa pela sua utilização, conforme
regulamentação da CSPE.
§ 1º - Os Usuários dos Segmentos Comercial e Residencial adquirirão
Gás da respectiva Concessionária, durante todo o período de
Concessão.
§ 2º - À exceção dos Segmentos de Usuários citados no Parágrafo 1º
deste Artigo, os Usuários dos demais Segmentos podem tornar-se
Usuários Livres após o período de exclusividade estabelecido no
Contrato de Concessão da respectiva Concessionária.
§ 3º - Os Usuários que desejarem tornar-se Usuários Livres, nos
termos de regulamentação a ser estabelecida pela CSPE, devem se
manifestar junto à Concessionária, com uma antecedência mínima de
2 (dois) anos, sendo que a liberação ocorrerá somente a partir da
data de encerramento do período de exclusividade, obedecidos os
prazos estabelecidos em Contratos de Fornecimento.
Artigo 12 - Em prédio ou conjunto de edificações cada unidade
imobiliária autônoma deve se constituir em uma Unidade Usuária,
ressalvado o previsto no Artigo 14.
§ 1º - As instalações para atendimento das áreas de uso comum
constituirão uma Unidade Usuária, a qual será de responsabilidade do
condomínio, da administração ou do proprietário do prédio ou
conjunto de que trata este Artigo.
§ 2º - Os prédios ou conjuntos de edificações, com um único Ponto
de Entrega, devem ter as suas instalações internas de Gás
construídas ou adaptadas de forma a permitir a eventual colocação
de medição individualizada, possibilitando que se constituam em
diversas Unidades Usuárias autônomas quando assim os Usuários o
desejarem.
§ 3º - Havendo um único Ponto de Entrega, nos termos do previsto
no Parágrafo 2º deste Artigo, o medidor instalado terá caráter

coletivo, com uma única medição por ciclo, cujo correspondente valor
da Fatura de Gás será pago pela pessoa jurídica ou física responsável
pela administração da Unidade Usuária.
Artigo 13 - Em prédio ou conjunto de edificações com predominância
de utilização de Gás em estabelecimentos pertencentes ao Segmento
Comercial pode ser considerada uma só Unidade Usuária, se
atendidas, cumulativamente, as seguintes condições:
I - que o conjunto de edificações seja de uma só pessoa física ou
jurídica ou que o mesmo esteja sob a responsabilidade administrativa
de entidade incumbida da prestação de serviços comuns a seus
integrantes;
II - que o valor da Fatura relativa ao fornecimento dos serviços de
distribuição de Gás seja rateado entre seus integrantes, sem qualquer
custo adicional, observadas as demais condições da respectiva fatura;
e
III - que as instalações internas de utilização de Gás permitam a
colocação, a qualquer tempo, de equipamentos individualizados de
medição para cada unidade imobiliária autônoma.
§ 1º - O responsável pelos estabelecimentos, de que trata o "caput"
deste Artigo, deve, através de representante(s) legal(is), manifestarse pela opção do fornecimento dos serviços de distribuição de Gás,
nas condições previstas neste Artigo.
§ 2º - A entidade de que trata o Inciso I deste Artigo não pode
interromper, suspender ou interferir na utilização de Gás por parte
das unidades autônomas integrantes do prédio ou do conjunto de
edificações.
§ 3º - Qualquer unidade imobiliária autônoma do prédio ou do
conjunto de edificações pode ser atendida diretamente pela
Concessionária, desde que haja pedido neste sentido e que sejam
satisfeitas as condições regulamentares e técnicas pertinentes.
§ 4º - As instalações internas de utilização de Gás de Unidades
Usuárias, cujo consumo seja para fins produtivos, devem ser ligadas
de forma a possuírem medição individualizada, constituindo-se em
Unidade Usuária autônoma.
Artigo 14 - Será admitido o agrupamento de Unidades Imobiliárias
autônomas em um único Ponto de Entrega quando se tratar de
conjunto habitacional, constituído de Usuários do Segmento
Residencial, desde que os perfis de consumo dos Usuários sejam

semelhantes, e todas as Unidades Imobiliárias autônomas sejam
signatárias de Contrato de Fornecimento específico.
§ 1º - Entende-se por perfis semelhantes de consumo dos Usuários,
para os fins do previsto no "caput" deste Artigo, a condição onde
cada unidade imobiliária detém quantidade equivalente de
equipamentos que funcionem a Gás, inclusive quanto ao consumo, de
tal forma que cada unidade do prédio ou conjunto de edificações
consuma volumes semelhantes em mesmo período.
§ 2º - Para o caso previsto neste Artigo, será procedida uma única
medição e apresentada à Unidade Usuária uma única Fatura de Gás
relativa a cada ciclo de fornecimento, sendo que o valor devido será
rateado entre as unidades imobiliárias, sem qualquer custo adicional.
§ 3º - O consumo relativo às dependências de áreas comuns de que
trata este Artigo pode ter medição à parte.
§ 4º - A CSPE regulamentará classe tarifária específica aplicável aos
Usuários de que trata este Artigo.
§ 5º - O titular da Unidade Usuária será responsável pela atualização
das condições estabelecidas no § 1º deste Artigo, além do previsto no
§ 11º do Artigo 5º.
§ 6º - Constatadas situações distintas daquelas estabelecidas neste
Artigo, deverão ser instalados medidores individualizados para os
Usuários cujos perfis não se coadunem com as condições ora
estabelecidas, constituindo-se Unidades Usuárias autônomas.

CAPÍTULO VIII
Da Classificação e Cadastro
Artigo 15 - A Concessionária classificará a Unidade Usuária de
acordo com a atividade nela exercida, nos termos do Artigo 16.
§ 1º - Quando for exercida mais de uma atividade no mesmo imóvel,
cada atividade será classificada como uma Unidade Usuária em
separado.
§ 2º - A Concessionária que atende ao Usuário é aquela em cuja área
de Concessão está localizado o endereço da Unidade Usuária.
Artigo 16 - A fim de permitir a correta classificação da Unidade
Usuária, caberá ao interessado informar à Concessionária a natureza

da atividade nela desenvolvida e a finalidade da utilização do Gás,
bem como as alterações supervenientes que importarem em
reclassificação de Segmento de Usuários, respondendo o Usuário, na
forma da lei, por declarações falsas ou omissão de informação.
Parágrafo Único - Ocorrendo declaração falsa ou omissão de
informação, o Usuário não terá direito à devolução de quaisquer
diferenças eventualmente pagas a maior, mas sujeitar-se-á ao
pagamento das diferenças resultantes de aplicação de tarifas no
período em que a Unidade Usuária esteve incorretamente
classificada, limitado ao período de 12 (doze) meses.
Artigo 17 - Para os fins desta Portaria, a Concessionária deve
agrupar as Unidades Usuárias em Segmentos de Usuários, conforme
seguem:
a) Residencial:
residencial;

fornecimento

para

Unidade

Usuária

com

fim

b) Comercial: fornecimento para Unidade Usuária em que seja
exercida a atividade comercial ou de prestação de serviços, incluídos
os órgãos públicos;
c) Industrial: aqueles Usuários que utilizam o Gás para atividade de
elaboração de produtos, transformação de matérias primas,
recuperação de máquinas e equipamentos e fabricação diversa;
d) Grandes Usuários: Unidade Usuária com consumo médio mensal
contratual de no mínimo 500.000 m3 (quinhentos mil metros
cúbicos), à exceção daquelas Unidades Usuárias das atividades:
termoelétrica, cogeração, gás natural veicular e interruptível;
e) Pequena Cogeração - PCG: Unidade Usuária com consumo médio
mensal contratual até 500.000 m3 (quinhentos mil metros cúbicos),
entendendo-se Cogeração, para os fins desta Portaria, aquele
Segmento de Usuários que utiliza o Gás para o processo de produção
combinada de vapor e energia mecânica ou elétrica;
f) Cogeração - CG: Unidade Usuária com consumo médio mensal
contratual superior a 500.000 m3 (quinhentos mil metros cúbicos),
entendendo-se Cogeração, para os fins desta Portaria, aquele
Segmento de Usuários que utiliza o Gás para o processo de produção
combinada de vapor e energia mecânica ou elétrica;
g) Termoelétrica - TE: Unidade Usuária com consumo médio mensal
contratual superior a 500.000 m3 (quinhentos mil metros cúbicos),
entendendo-se por Termoelétrica, para os fins desta Portaria, o

Segmento de Usuários que utiliza o Gás em usinas para produção de
energia elétrica;
h) Gás Natural Veicular - GNV: o Segmento de Usuário cuja atividade
destina-se ou contempla a utilização do Gás em veículos
automotores; e
i) Interruptível - IN: a prestação do serviço de fornecimento de Gás
cujo contrato permite a interrupção do fornecimento pela
Concessionária, nos termos de regulamentação específica da CSPE.
Parágrafo Único - Para fins estatísticos e de controle a
Concessionária deve classificar os Usuários por setor de atividade
econômica nos respectivos Segmentos de Usuários, nos termos de
regulação específica da CSPE.
Artigo 18 - A CSPE pode criar, ou modificar, modalidades tarifárias
em Segmentos Usuários e classes de fornecimento que venham a
incentivar a otimização e melhoria do fator de carga do sistema de
distribuição das Concessionárias.
Artigo 19 - A Concessionária deve organizar e manter atualizado
cadastro relativo às Unidades Usuárias, onde constem, no mínimo,
quanto a cada uma delas, as seguintes informações:
I - nome completo do Usuário;
II - número ou código de referência da Unidade Usuária;
III - endereço completo da Unidade Usuária;
IV - CNPJ, CPF ou número de documento de identificação do Usuário;
V - Segmento de Usuário e classe da Unidade Usuária;
VI - setor de Atividade do Usuário;
VII - data de início do fornecimento;
VIII - pressão de fornecimento;
IX - volume nominal do fornecimento contratado;
X - históricos de leitura e de faturamento, consecutivos e completos,
arquivados em meio magnético, inclusive com as alíquotas referentes
a impostos incidentes sobre o faturamento realizado;
XI - tarifa aplicável;
XII - desconto aplicável, se houver;

XIII- condições de eventuais obrigações adicionais;
XIV - tipo e identificação dos equipamentos de medição.
Parágrafo Único - Os dados relativos ao cadastro das Unidades
Usuárias devem ser mantidos por período de 60 (sessenta) meses.

CAPÍTULO IX
Do Contrato de Fornecimento
Artigo 20 - O fornecimento de Gás caracteriza negócio jurídico de
natureza contratual, de forma que a ligação da Unidade Usuária
implica em responsabilidade, de quem solicitou o fornecimento, pelo
pagamento correspondente aos serviços prestados e pelo
cumprimento das demais obrigações pertinentes.
§ 1º - A cada Unidade Usuária caberá a celebração de um único
contrato, à exceção dos Segmentos de Usuários não sujeitos a
classes tarifárias volumétricas.
§ 2º - A tarifa aplicável será aquela correspondente ao Segmento de
Usuários e à classe volumétrica da quantidade de Gás efetivamente
consumida ou contratada para cada Unidade Usuária, observados os
limites das tarifas tetos e as demais condições estabelecidas nos
regulamentos pertinentes editados pela CSPE.
§ 3º - Quando houver em uma única Unidade Usuária vários Pontos
de Entrega, nos termos do § 2º do Artigo 8º, será celebrado um
único Contrato resultante da totalização dos consumos medidos.
§ 4º - Quando se tratar de mais de um Segmento de Usuários em
uma mesma Unidade Usuária, poderá ser celebrado um único
contrato, devendo ser especificadas as características e demais
condições para cada um dos Segmentos de Usuários observado o
disposto nos §§ 6º e 7º do Artigo 26.
Artigo 21 - O Contrato de Fornecimento de Gás, celebrado entre a
Concessionária e o Usuário, deve ser datado, assinado e conter, além
das cláusulas essenciais aos contratos, outras que abordem as
condições gerais da prestação dos serviços, devendo ainda indicar:
I - a identificação do Usuário;
II - a localização da Unidade Usuária;

III - a pressão de fornecimento no Ponto de Entrega, classe
volumétrica e as demais características técnicas do fornecimento de
Gás;
IV - a capacidade requerida, os volumes a serem fornecidos e as
condições de sua revisão, para mais ou para menos;
V - a indicação dos critérios de medição, tarifa aplicável e, se for o
caso, o respectivo desconto, bem como indicação dos encargos fiscais
incidentes e critérios de faturamento;
VI - cláusula específica que indique a superveniência das normas
regulatórias da CSPE;
VII - especificação sobre período de exclusividade;
VIII - as condições especiais do fornecimento;
IX - as penalidades aplicáveis às partes, conforme a legislação em
vigor;
X - cláusula condicionando a eficácia jurídica do contrato à
homologação pela CSPE, quando se tratar de fornecimento médio
mensal a partir do equivalente ao volume de 500.000 m3 (quinhentos
mil metros cúbicos) de Gás; e
XI - a data de início do fornecimento e o prazo de vigência
contratual.
§ 1º - Os Contratos de Fornecimento, sujeitos à homologação,
devem ser enviados pela Concessionária à CSPE em até 30 (trinta)
dias após a data de sua celebração.
§ 2º - Unidade Usuária com previsão de consumo médio mensal a
partir do equivalente a 50.000 m3 (cinqüenta mil metros cúbicos)
deve celebrar Contratos de Fornecimento.
§ 3º - O disposto no inciso X deste Artigo será aplicado também
àqueles contratos cujos fornecimentos iniciais sejam inferiores ao
equivalente a 500.000 m3 (quinhentos mil metro cúbico) por mês,
desde que exista a expectativa de atingir a este volume durante a
vigência contratual.
Artigo 22 - A Concessionária deve renegociar, a qualquer tempo,
Contratos de Fornecimento de Gás, sempre que solicitado por
Usuários que implementarem medidas de conservação, de
incremento à eficiência e ao uso racional de Gás, comprováveis pela
Concessionária.

Parágrafo Único - Os quantitativos
renegociação serão, no máximo, os
obtidos pelo Usuário nos programas
conforme regulamentação a ser editada

de fornecimento objetos da
equivalentes aos resultados
de que tratam este Artigo,
pela CSPE.

CAPÍTULO X
Dos Prazos Pertinentes à Ligação
Artigo 23 - O pedido de ligação para Unidade Usuária, em
localização servida pela Rede de Distribuição da Concessionária, deve
ser atendido, conforme segue:
I - Obedecendo-se aos seguintes prazos máximos, excluídos os casos
de necessidade de obras, contados a partir do primeiro dia útil
imediatamente seguinte à data da solicitação:
Usuários atendidos em Etapa de Transição Etapa de Maturidade
a) Alta Pressão
7 dias úteis
5 dias úteis
b) Média Pressão
3 dias úteis
2 dias úteis
c) Baixa Pressão
2 dias úteis
1 dia útil

II - Prazo máximo para a comunicação dos resultados de estudos,
projetos e do tempo de execução de obras no sistema de distribuição
ou extensão de Rede de Distribuição, inclusive o respectivo ramal,
necessárias ao atendimento dos pedidos de ligação não cobertos no
inciso I deste Artigo:
a) 10 (dez) dias úteis, na Etapa de Transição; ou
b) 07 (sete) dias úteis, na Etapa de Maturidade.
III - O prazo máximo para construção e entrada em operação de
extensões da Rede de Distribuição, excluindo-se situações de
necessidade de utilização de faixa de domínio e execução de
travessias e outras obras especiais, e desde que satisfeitas as
condições estabelecidas em Contrato de Fornecimento, firmado entre
a Concessionária e o Usuário, obedecerá aos seguintes limites:

Etapa de Transição(dias
corridos)

Etapa de Maturidade(dias
corridos)

100

80

301 a 1000m
110
Área Noroeste

90

Até 5000m
Área Sul

120

120

Até 5000m

120

120

Concessão
Área Leste
a) Até 300m

b)

c)

§ 1º - Para os fins deste Artigo, nos casos em que forem
estabelecidos outros prazos, em Contratos de Fornecimento de Gás,
inclusive quando se tratar de extensões de rede superiores às fixadas
nesta Portaria, prevalecerão as datas ajustadas no instrumento
contratual.
§ 2º - Os padrões fixados para a Etapa de Maturidade, depois de sua
implantação, serão exigidos ao longo de todo o restante do período
de Concessão.
§ 3º - Nos casos em que se fizer necessária a participação financeira
do Usuário para viabilizar a ligação, será observado o estabelecido no
§ 2º do Artigo 5º.
Artigo 24 - A contagem do prazo para conclusão das obras, a cargo
da Concessionária, será interrompida quando:
I - o atraso for decorrente
exclusivamente do Usuário;

de

providências

que

dependam

II - cumpridas todas as exigências legais, não for obtida licença,
autorização ou aprovação das autoridades competentes;
III - não for autorizada a servidão de passagem ou via de acesso
necessária à execução dos trabalhos por motivo não imputável à
Concessionária;
IV - em casos fortuitos e de força maior, conforme definido no
Código Civil.
Parágrafo Único - A contagem dos prazos será retomada logo após
a eliminação das causas de impedimento.

CAPÍTULO XI
Da Alteração do Consumo
Artigo 25 - O aumento da capacidade contratada de Gás ou demais
alterações das condições de fornecimento devem ser previamente
submetidos à apreciação da Concessionária, observados, além das
disposições desta Portaria, os prazos e demais condições e obrigações
estabelecidas no respectivo Contrato de Fornecimento.
§ 1º- Em caso de inobservância, pelo Usuário, do disposto neste
Artigo, fica facultado à Concessionária.
a) interromper o fornecimento, desde que caracterizados prejuízos ao
sistema de distribuição de Gás, arcando o infrator com eventuais
danos ocasionados a terceiros ou à Concessionária.
b) cobrar o volume excedente ao contratado com base no valor da
tarifa da classe tarifária correspondente a esse volume, o qual será
obtido pela diferença entre o contratado e o efetivamente consumido.
§ 2º - Quando o acréscimo ao volume contratado de Gás previsto no
"caput" deste Artigo implicar em ampliação da capacidade da Rede de
Distribuição devem ser observados os §§ 1º e 2º do Artigo 5º.

CAPÍTULO XII
Da Medição
Artigo 26 - A Concessionária realizará todas as ligações,
obrigatoriamente, com instalação de equipamentos de medição,
devendo o Usuário atender aos requisitos, previstos na legislação e
nos Padrões Técnicos definidos pela Concessionária, referentes à
construção e à segurança das instalações internas da Unidade
Usuária, e, quando for o caso, do Ramal Interno.
§ 1º - A Concessionária não pode invocar a indisponibilidade de
equipamentos de medição para negar ou retardar a ligação e o início
do fornecimento.
§ 2º - Para o Segmento Residencial, a Concessionária pode,
excepcionalmente, efetuar a ligação ainda que indisponíveis os
equipamentos de medição, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias,
devendo o faturamento corresponder à taxa mínima, conforme
portarias da CSPE que fixam os valores das tarifas, até que sejam

devidamente
instalados
correspondente medição.

os

equipamentos

necessários

à

§ 3º - Efetuada a ligação nos termos previstos no Parágrafo anterior,
a diferença, se houver, do volume faturado e o efetivamente
consumido pelo Usuário será ônus da Concessionária.
§ 4º - No caso de retirada decorrente de quebra ou falha do medidor,
a Unidade Usuária pode permanecer até 90 (noventa) dias sem
medição, período no qual o consumo será apurado por estimativa,
considerando-se a média dos últimos 3 (três) meses.
§ 5º - Quando for exercida mais de uma atividade na mesma
Unidade Usuária, configurando-se distintos Segmentos de Usuários,
deve ser instalada medição individualizada para cada Segmento de
Usuários, constituindo-se em Unidades Usuárias autônomas.
§ 6º - Nos casos previstos no Parágrafo anterior e que seja
tecnicamente inviável a instalação de medidor para cada atividade,
será excepcionalmente permitida a instalação de um único sistema de
medição, estabelecendo-se rateio de tal forma que o volume relativo
a cada atividade seja classificado no respectivo Segmento de
Usuários, para fins de aplicação tarifária e demais obrigações
pertinentes a cada Segmento de Usuários.
§ 7º - Quando não houver consenso sobre o rateio previsto no
Parágrafo anterior, este será estabelecido mediante perícia.
Artigo 27 - A Concessionária é responsável pelas especificações dos
equipamentos de medição que julgar adequados, bem como por sua
substituição quando necessária.
Artigo 28 - A medição do volume de Gás fornecido pela
Concessionária ao Usuário, para fins de faturamento, será efetuada
pelos equipamentos da Concessionária instalados no Ponto de
Entrega.
Parágrafo Único - Por ocasião do encerramento ou da interrupção
do fornecimento de Gás, a Concessionária deve proceder à leitura da
medição, objetivando o respectivo faturamento final, observados os
§§ 3º e 4º do Artigo 38.
Artigo 29 - A Concessionária será responsável pela instalação,
operação, manutenção, inspeção, calibração, aferição e retirada dos
equipamentos de medição.

§ 1º - Os medidores de Gás devem ser previamente calibrados e
aferidos,
conforme
metodologia
normatizada,
por
serviço
especializado, devidamente certificado por órgão metrológico oficial.
§ 2º - Os medidores devem ser instalados em local seco, ventilado,
ao abrigo de substâncias ou emanações corrosivas, em local
adequado, acessível à leitura, manutenção, verificação e fiscalização,
preparado pelo Usuário, de acordo com o padrão estabelecido pela
Concessionária, inclusive no que se refere ao correspondente abrigo,
nos termos da legislação pertinente.
Artigo 30 - Os lacres instalados nos medidores e outros
equipamentos e instalações somente podem ser rompidos por
representante legal da Concessionária.
Parágrafo Único - Constatado o rompimento indevido ou violação
de selos ou lacres instalados pela Concessionária, ou alterações nas
características
da
instalação,
inicialmente
aprovadas
pela
Concessionária, mesmo não provocando redução no faturamento,
pode ser cobrado o custo administrativo adicional correspondente a
10% (dez por cento) do valor da primeira fatura, equivalente ao ciclo
completo de faturamento, emitida após a constatação da
irregularidade, ressalvada a prevalência do estabelecido no Artigo 44.
Artigo 31 - As margens de erro de medição admitidas, para mais ou
para menos, independentemente da classe de pressão, são as
estabelecidas pela legislação metrológica.
Parágrafo Único - Constatados erros superiores aos admitidos na
legislação metrológica, a Concessionária deve proceder como segue:
a) nos casos em que o erro ocasionar registro de consumo a maior, a
Concessionária deve apurar a diferença e proceder a devolução nos
termos do Artigo 46.
b) nos casos em que o erro ocasionar registro de consumo a menor,
a Concessionária deve proceder nos termos do Artigo 47.
Artigo 32 - A Concessionária pode proceder à inspeção ou aferição
dos medidores sempre que julgar conveniente, ficando, entretanto,
os custos por sua conta, observado o que se segue:
I. No caso de inspeção, a Concessionária fica obrigada a substituir o
medidor sempre que constatada ocorrência de defeito, observado,
conforme aplicável, o estabelecido nos Artigos 46 e 47.

II. No caso de aferição, será observado o estabelecido, conforme
aplicável, nos Artigos 31, 46 e 47.
Artigo 33 - O Usuário terá o direito de solicitar à Concessionária a
inspeção e aferição do medidor, observado o que se segue:
I. No caso de inspeção, a Concessionária fica obrigada a substituir o
medidor sempre que constatada ocorrência de defeito, observado,
conforme aplicável, o estabelecido nos Artigos 35, 45, 46 e 47.
II. No caso de aferição, será observado o estabelecido no Artigo 31,
e, conforme aplicável, nos Artigos 34, 45, 46 e 47.
§ 1º - Para os casos previstos no Inciso I deste Artigo, quando
houver duas solicitações sucessivas e improcedentes, o Usuário ficará
sujeito ao pagamento da taxa de inspeção a partir, inclusive, da
segunda inspeção, observado o § 3º deste Artigo.
§ 2º - Por ocasião da solicitação de inspeção, a Concessionária deve
dar ciência ao Usuário do custo da eventual taxa de inspeção.
§ 3º - Para os casos previstos no Inciso II deste Artigo, quando o
erro for inferior aos admitidos na legislação metrológica e houver
nova solicitação do Usuário em um prazo de até 2 (dois) anos, as
despesas de verificação e de teste de aferição correrão por conta do
Usuário.
Artigo 34 - Quando for procedida a aferição por solicitação do
Usuário, o medidor será substituído, acondicionado em invólucro
específico, lacrado no ato de retirada e encaminhado à aferição, com
entrega de comprovante desse procedimento ao Usuário, sendo que o
correspondente laudo técnico, realizado pela Concessionária, será
remetido ao Usuário, em até 8 (oito) dias úteis contados da data da
substituição do medidor, informando os erro verificados, os limites de
erro admissíveis, a conclusão final e a possibilidade de solicitação de
aferição por órgão metrológico oficial.
§ 1º - A Concessionária deve informar a data da retirada do medidor,
e com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis, a data da
realização da aferição, de modo a possibilitar ao Usuário o
acompanhamento, se for de seu interesse, sem que assista ao
Usuário, em caso de sua ausência, direito a quaisquer reclamações
relativas aos eventos previstos neste Parágrafo.
§ 2º - Persistindo dúvida, o Usuário pode, no prazo de 10 (dez)dias,
contados a partir da comunicação por escrito do resultado, solicitar à

Concessionária a aferição do medidor por órgão metrológico oficial,
devendo ser observado o seguinte:
I - Os custos de frete e os de aferição pelo órgão metrológico oficial
devem ser previamente informados ao Usuário e assumidos pela
Concessionária quando os limites de erro forem excedidos, e, caso
contrário, pelo Usuário, cuja cobrança será processada na primeira
fatura após a realização da aferição.
II - Os custos mencionados no inciso anterior devem constar de
tabela emitida pela Concessionária, previamente aprovada pela CSPE.
§ 3º - Os medidores substituídos, após a respectiva inspeção de
rotina ou ainda aferição, nos termos deste Artigo, podem voltar a ser
utilizados, desde que tenham comprovadamente readquirido as
condições originais garantidas pelos respectivos fabricantes.
Artigo 35 - O prazo máximo para substituição de medidor,
constatada a ocorrência de defeito, são os que se seguem:
1. Etapa de Transição: 2 (dois) dias úteis; e
2. Etapa de Maturidade: 1 (um) dia útil.
Artigo 36 - Os agentes credenciados pela Concessionária terão, a
qualquer tempo, livre acesso ao local dos medidores, sem prévio
aviso ao Usuário, para fins de manutenção dos equipamentos de
responsabilidade da Concessionária.

CAPÍTULO XIII
Do Calendário
Artigo 37 - A Concessionária deve organizar e manter atualizado
calendário em que conste, para cada roteiro, as respectivas datas
previstas para a realização das leituras dos medidores, da
apresentação e do vencimento da Fatura de Gás.
Parágrafo Único - A modificação da data prevista de leitura dos
medidores ou qualquer alteração do calendário deve ser comunicada,
por escrito, ao Usuário com o mínimo de 10 (dez) dias de
antecedência, que pode ser feita inclusive por mensagens na Fatura
de Gás.

CAPÍTULO XIV
Da Leitura e do Faturamento
Artigo 38 - O período de fornecimento para o ciclo de faturamento a
ser observado pela Concessionária será de aproximadamente 30
(trinta) dias.
§ 1º- O ciclo comercial de faturamento compreende o fornecimento
de Gás, a leitura do medidor e a emissão, a apresentação e o
vencimento da Fatura de Gás.
§ 2º - Para os fornecimentos a partir de volumes equivalentes a
500.000 m3 (quinhentos mil metros cúbicos) por mês, pode ser
emitida fatura intermediária, a título de adiantamento, cujo valor
deve estar limitado a 50% (cinquenta por cento) do equivalente ao
consumo do mês anterior ao do faturamento, desde que acordado no
respectivo Contrato de Fornecimento.
§ 3º - A leitura inicial ou final pode corresponder a um ciclo de
faturamento distinto do previsto no "caput" deste Artigo, sendo que,
no caso da leitura inicial, deve contemplar período de consumo de
Gás não inferior a 15 (quinze) nem superior a 45 (quarenta e cinco)
dias.
§ 4º - Para determinação das tarifas aplicáveis nos casos previstos
no § 3º deste Artigo, a Concessionária deve considerar os volumes
médios diários para o enquadramento na classe volumétrica aplicável
de tarifa.
§5º - Os faturamentos ou as leituras podem ser realizados em
periodicidades distintas das estabelecidas nesta portaria, desde que
aprovadas pela CSPE.
Alterado pelo artigo 2º da Portaria CSPE 190, incluindo parágrafo 6º.
Artigo 39 - Para efeito de faturamento, a unidade de volume será o
metro cúbico de Gás, nas condições de referência estabelecidas em
regulamentação da Agência Nacional de Petróleo - ANP.
Artigo 40 - Para fins de faturamento, os volumes medidos em cada
Unidade Usuária serão corrigidos por Fatores de Correção (Poder
Calorífico Superior, pressão, temperatura e supercompressibilidade),
que considerarão as condições estabelecidas no Artigo anterior e
aquelas do Gás efetivamente fornecido.
§ 1º - Nos casos em que ficar configurado o fornecimento de Gás a
partir de vários Pontos de Recepção, o Fator de Correção do Poder

Calorífico Superior - PCS a ser aplicado no faturamento de todos os
Usuários, atendidos pelo respectivo sistema de distribuição, será
obtido pela relação entre o Poder Calorífico Superior médio
ponderado do Gás fornecido, conforme monitoração nos Pontos de
Recepção da Concessionária, durante o período imediatamente
anterior ao da leitura e o Poder Calorífico Superior - PCS de
referência, estabelecido no Artigo 39 ou, conforme for o caso, aquele
constante das tabelas de tarifas fixadas pela CSPE.
§ 2º - Nos casos em que ficar configurado o fornecimento de Gás a
partir de um único Ponto de Recepção, o fator de correção do Poder
Calorífico Superior a ser aplicado no faturamento de todos os
Usuários, que sejam atendidos exclusivamente por fluxo de Gás
proveniente do referido Ponto de Recepção, será obtido pela relação
entre o Poder Calorífico Superior médio ponderado do Gás fornecido,
conforme monitoração no Ponto de Recepção da Concessionária,
durante o período imediatamente anterior ao da leitura e o Poder
Calorífico Superior - PCS de referência estabelecido no Artigo 39 ou,
conforme for o caso, aquele constante das tabelas de tarifas fixadas
pela CSPE.
§ 3º - O Fator de Correção do Poder Calorífico Superior - PCS, a ser
aplicado aos Segmentos Termoelétrica (TE) e Cogeração (CG), será
obtido pela relação entre o Poder Calorífico Superior médio
ponderado do Gás fornecido durante o período imediatamente
anterior ao da leitura nos Pontos de Entrega destes Segmentos de
Usuários e o Poder Calorífico Superior -PCS de referência estabelecido
no Artigo 39 ou, conforme for o caso, aquele constante das tabelas
de tarifas fixadas pela CSPE.
§ 4º - Nos casos em que exista na Unidade Usuária equipamento de
propriedade da Concessionária, que analise automaticamente o PCS,
prevalecerão para fins de faturamento as correções obtidas a partir
do referido equipamento.
Artigo 41 - Para várias Unidades Usuárias de responsabilidade de
mesmo Usuário, admite-se, mediante acordo entre as partes, a
emissão de uma única fatura, discriminando o volume de cada
unidade e a respectiva tarifa aplicável, respeitados os prazos mínimos
e condições previstas nesta Portaria.
Artigo 42 - Havendo necessidade de remanejamento de roteiro de
leitura ou reprogramação do calendário, excepcionalmente, as
leituras podem ser realizadas em intervalos de, no mínimo, 15
(quinze) e, no máximo, 45 (quarenta e cinco) dias, sendo a

Concessionária obrigada a fazer comunicação, por escrito, aos
Usuários com a antecedência de no mínimo 10 (dez) dias da data da
leitura programada, podendo ser inclusive por mensagens na Fatura
de Gás.
Artigo 43 - Ocorrendo impedimento ocasional ao acesso para leitura
do medidor, a Concessionária adotará como valores de consumo de
Gás para faturamento, a média dos valores medidos e faturados em
período abrangido pelos 3 (três) faturamentos anteriores.
§ 1º - A situação prevista no "caput" deste Artigo, quando por
responsabilidade exclusiva do Usuário, fica restrita a 03 (três) meses
consecutivos, sendo que, após este prazo, o fornecimento ficará
sujeito à interrupção, nos termos do § 6º do Artigo 60.
§ 2º - No faturamento subsequente à eliminação do impedimento,
devem ser feitos os acertos, para mais ou para menos, relativos ao
consumo de Gás efetivamente utilizado e o faturado no período em
que a leitura do medidor não foi realizada.
Artigo 44 - No caso de ser comprovado furto de Gás por adulteração
de medidor, ligações diretas ou em paralelo ao medidor, ou ainda
outras formas de desvio, a Concessionária, sem prejuízo das ações
judiciais que decidir promover contra o Usuário, pode cobrar os
valores não faturados com base em consumos anteriores ou
posteriores à identificação das irregularidades, ou ainda, por
estimativa de consumo horário e regime de funcionamento dos
equipamentos ou aparelhos instalados na Unidade Usuária,
considerando todo o período, tecnicamente determinado, de prática
da irregularidade apurada, adotando-se a tarifa vigente na data da
constatação e adicional de 30% (trinta por cento) sobre o valor da
dívida, a ser acrescido, a título de custo administrativo, ao valor
obtido.
§ 1º - Na impossibilidade de determinação técnica para apuração do
período da prática da irregularidade, a cobrança das diferenças fica
limitada ao período de 12 (doze) meses.
§ 2º - Comprovado pela Concessionária, ou a partir de provas
documentais fornecidas pelo novo Usuário, que o início da
irregularidade se deu em período anterior ao de sua responsabilidade
pela Unidade Usuária, o novo Usuário somente será responsável pelas
diferenças de consumos de Gás apuradas no período sob sua
titularidade, exceto nos casos de sucessão civil e comercial.

Artigo 45 - O Usuário pode exigir, a qualquer tempo, a verificação
de leitura e de fornecimento de Gás medido.
§ 1º - O prazo máximo para a verificação de leitura e de consumo
medido, a pedido do Usuário, será de 8 (oito) dias úteis contados a
partir do dia útil seguinte à data da solicitação.
§ 2º - Nos casos de suspeição de defeito no medidor será observado
o previsto no Artigo 34.
§ 3º - O resultado da análise será informado ao Usuário, sendo que,
verificados erros de leitura ou do registro do fornecimento, deve ser
observado o disposto nos Artigos 46 e 47.
Artigo 46 - As devoluções ao Usuário de valores referentes a erros
de faturamento, de leitura ou de medição, que tenham resultado em
cobranças indevidas, devem ocorrer nos prazos máximos, contados
da data da constatação do erro, de 5 (cinco) dias úteis, na Etapa de
Transição, e de 3 (três) dias úteis, na Etapa de Maturidade,
aplicando-se a tarifa vigente.
§ 1º - As devoluções de que
efetivadas, caso haja anuência ou
imediatamente seguinte à data da
aplicando-se a tarifa vigente no dia

tratam este Artigo podem ser
preferência do Usuário, na fatura
constatação do erro que a gerou,
da emissão do refaturamento.

§ 2º - A devolução do indébito deve se dar por valor igual ao dobro
do que foi pago em excesso, salvo hipótese de engano justificável.
Artigo 47 - Caso a Concessionária, por qualquer motivo de sua
responsabilidade, tenha faturado valores inferiores aos corretos, ou
na hipótese de não ter havido qualquer faturamento, não pode
efetuar cobrança complementar.
Texto alterado pelo artigo 3º da Portaria CSPE 190
Artigo 48 - Nas hipóteses previstas no Artigo 43 e no Artigo 44, a
Concessionária dará ciência, ao Usuário, das diferenças de consumo
de Gás no ato de apresentação da Fatura de Gás, dos elementos de
apuração da irregularidade e dos critérios adotados na revisão dos
faturamentos.

CAPÍTULO XV
Da Fatura de Gás e Seu Pagamento

Artigo 49 - A Fatura de Gás deve conter as seguintes informações,
dentre outras:
I - obrigatoriamente:
a) nome completo do Usuário;
b) Número de inscrição no CNPJ, quando se tratar de pessoa jurídica;
c) número ou código de referência e classificação da Unidade
Usuária;
d) endereço completo da Unidade Usuária;
e) identificação do medidor de Gás;
f) datas e correspondentes leituras anterior e atual dos medidores;
g) indicação do fator de correção do volume do Gás fornecido;
h) indicação dos volumes medidos, corrigidos e faturados nos últimos
12 (doze) meses, mês a mês;
i) datas de apresentação e vencimento da Fatura de Gás;
j) valor da tarifa aplicada;
k) identificação e valor de outros serviços regulados cobrados na
fatura;
l) valor de eventual multa por atraso de pagamento e juros de mora;
m) restituição de valores relativos a erro de faturamento de meses
anteriores;
n) parcela referente a tributos incidentes sobre o faturamento
realizado;
o) valor total a pagar;
p) data prevista da próxima leitura;
q) informação se a leitura é real ou estimada;
r) horários e locais de atendimento ao público;
s) informações da disponibilidade, para consulta pelos Usuários nos
escritórios e no endereço eletrônico da Concessionária, sobre as
condições gerais de fornecimento, tarifas e tributos;
t) número do telefone da Ouvidoria da Concessionária;

u) número do telefone da Ouvidoria da CSPE, devidamente
esclarecidos os casos em que o Usuário deve se utilizar deste;
v) número do telefone de emergência;
w) informações sobre eventuais débitos anteriores;
§ 1º- Fica a Concessionária obrigada a veicular mensagens e
informações da CSPE, visando orientar os Usuários sobre os seus
direitos e obrigações no uso dos serviços públicos de distribuição de
Gás.
§ 2º - A Concessionária deve dispor de índices de correção relativos
ao
Poder
Calorífico
Superior,
Temperatura,
Pressão
e
Supercompressibilidade, aplicados nos volumes faturados nos últimos
60 (sessenta) meses, mês a mês, para os casos de solicitação do
Usuário.
Artigo 50 - Além das informações relacionadas no Artigo anterior,
fica facultada à Concessionária, a inclusão, na Fatura de Gás, de
outras informações, bem como veiculação de publicidades comerciais
ou institucionais, desde que não interfiram nas informações
obrigatórias, vedadas mensagens político-partidárias.

Parágrafo Único - Fica também facultada à Concessionária,
mediante acordo e autorização, por escrito, do Usuário, a inclusão na
Fatura de Gás, de forma discriminada, a cobrança de outros serviços,
observado o previsto § 7º do Artigo 60 e no Artigo 76.
Artigo 51 - A Concessionária deve disponibilizar, no mínimo, 6 (seis)
datas, de vencimento da Fatura de Gás, com diferença mínima de 5
(cinco) dias entre uma data e outra, podendo o Usuário optar pela
que lhe convier.
Parágrafo Único - O Usuário não pode eleger nova data de
vencimento da fatura senão após 12 (doze) meses contados da opção
anterior, ressalvados os casos devidamente justificados e aceitos pela
Concessionária.
Artigo 52 - A Fatura de Gás deve ser entregue, até a data fixada
para sua apresentação, no endereço da Unidade Usuária.
Parágrafo Único - O Usuário pode indicar outro endereço para a
apresentação da Fatura de Gás de sua responsabilidade, sendo
facultada à Concessionária a eventual cobrança de despesas
adicionais aplicáveis.

Artigo 53 - O prazo para vencimento da Fatura de Gás, contado da
data da respectiva apresentação, será de, no mínimo, 5 (cinco) dias.
Parágrafo Único - O prazo de que trata este Artigo não pode ser
afetado por discussões entre as partes.
Artigo 54 - O intervalo entre o vencimento de uma Fatura de Gás e
o da seguinte deve ser de, aproximadamente, 30 (trinta) dias,
ressalvados os casos específicos previstos nesta Portaria.
Artigo 55 - A segunda via da Fatura de Gás será emitida por
solicitação do Usuário e nela constará, destacadamente, a expressão
"SEGUNDA VIA".
§ 1º - A segunda via conterá os mesmos dados da primeira via.
§ 2º - A taxa de emissão de segunda via, quando cobrável, nos
termos do Artigo 76 desta Portaria, deve ser informada ao Usuário,
no ato da solicitação.
Artigo 56 - O prazo para emissão de segunda via de Fatura de Gás,
será, no máximo, de 3 (três) dias úteis, contados da data da
solicitação.
Artigo 57 - Na constatação de duplicidade no pagamento de Fatura
de Gás, a devolução ao Usuário do valor pago indevidamente deve
obedecer ao mesmo prazo estabelecido no Artigo 46.
Parágrafo Único - A Concessionária deve dispor de sistemas que
possibilitem a constatação automática da ocorrência de pagamentos
em duplicidade.

CAPÍTULO XVI
Das Multas e Penalidades
Artigo 58 - Na hipótese de atraso de pagamento da Fatura de Gás,
sem prejuízo de outras penalidades previstas nesta Portaria, na
legislação vigente e nos respectivos Contratos de Fornecimento, será
cobrada do Usuário multa e juros de mora, nos termos de
regulamentação específica.

Artigo 59 - O descumprimento pela Concessionária dos termos desta
Portaria a sujeita às penalidades estabelecidas, podendo, conforme o
caso, o valor da multa ser revertido em favor do Usuário, conforme o
respectivo Contrato de Concessão e demais regulamentos editados
pela CSPE.

CAPÍTULO XVII
Da Suspensão Do Fornecimento
Artigo 60 - Os serviços de distribuição de Gás somente podem ser
interrompidos, ressalvado o previsto no § 7º do Artigo 71 e nos
Contratos de Fornecimento, quando ocorrer:
I - motivo de ordem técnica ou de segurança das instalações da
Concessionária ou do Usuário;
II - atividade necessária para a manutenção,
modificação de obras e instalações da Concessionária;

ampliação

e

III - irregularidade praticada pelo Usuário, inadequação de suas
instalações, ou inadimplemento de Faturas de Gás que, se notificado
não efetuar, no prazo estabelecido os pagamentos devidos ou não
cessar a prática que configure utilização irregular do Gás ou, ainda,
não atender à recomendação que lhe tenha sido feita para adequar
suas instalações aos requisitos de segurança exigidos pelas normas
técnicas e de segurança;
IV - caso fortuito ou de força maior.
V - atraso no pagamento de prejuízos causados nas instalações da
Concessionária, cuja responsabilidade seja imputada ao Usuário;
VI - rompimento de lacres, cuja responsabilidade seja imputável ao
Usuário, mesmo que não provoquem alterações nas condições do
fornecimento ou da medição;
VII - ocorrer impedimento ao acesso de empregados e prepostos da
Concessionária em qualquer local onde se encontrem as instalações,
medidores e equipamentos de propriedade desta, para fins de leitura,
bem como para as inspeções necessárias em suas instalações,
observado o estabelecido no § 1º do Artigo 43.
VIII - utilização de artifício ou qualquer outro meio fraudulento ou,
ainda, causar danos nos equipamentos de propriedade da
Concessionária, que provoquem alterações nas condições de

fornecimento ou de medição, bem como o descumprimento das
normas que regem a Prestação dos Serviços Públicos de Distribuição
de Gás;
IX - revenda ou fornecimento de Gás a terceiros;
X - interligação clandestina ou religação à revelia;
§ 1º - A Concessionária deve notificar o Usuário inadimplente sobre a
Fatura de Gás vencida e não paga, por intermédio de aviso de débito,
informando-o que o não pagamento da Fatura de Gás sujeitará à
suspensão do fornecimento.
§ 2º - Ressalvado o previsto no § 2º do Artigo 6º, a Concessionária
não pode interromper o fornecimento em prazo inferior a 30 (trinta)
dias de atraso no pagamento da fatura, devendo informar ao Usuário,
além do aviso previsto no Parágrafo anterior, com antecedência
mínima de 10 (dez) dias da data prevista para a suspensão, sendo
que a interrupção não deve ocorrer aos feriados, sextas-feiras,
sábados, domingos ou em vésperas de feriados.
§ 3º - Para o Usuário do Segmento Residencial, o prazo previsto no
Parágrafo anterior para a interrupção do fornecimento não pode ser
inferior a 60 (sessenta) dias, mantidas as condições e prazos
previstos nos §§ 1º e 2º deste Artigo.
§ 4º - A suspensão de fornecimento por falta de pagamento não
exime o Usuário da quitação da sua dívida, respectiva multa, juros de
mora, que incidirão sobre o montante, valores que devem ser pagos
antes do Usuário requerer a religação ou novo fornecimento.
§ 5º - A Concessionária pode retirar o medidor da Unidade Usuária,
depois de decorridos 30 (trinta) dias da suspensão do fornecimento.
§ 6º - Nos casos que tratam os Incisos III, V, VI e VII deste Artigo, a
comunicação da interrupção deve ser feita por escrito e com
antecedência mínima de 10 (dez) dias, a menos que haja
comprometimento da segurança do Usuário, de terceiros ou de bens
e instalações, situação esta em que fica dispensado o referido aviso.
§ 7º - Nos casos em que houver em uma mesma Fatura de Gás
débitos relativos ao fornecimento de Gás e outros serviços, fica
vedada a suspensão do fornecimento por inadimplência de
pagamento pelo Usuário.
§ 8º - Nas situações previstas no Parágrafo anterior, a
Concessionária deve reemitir as faturas contemplando em separado o

valor de cada um dos serviços, sendo que a interrupção do
fornecimento por inadimplência de pagamento terá o prazo contado a
partir da data da emissão da nova Fatura de Gás, bem como a
sujeição às penalidades previstas no Artigo 58.
§ 9º - Quando a suspensão ocorrer pelos motivos previstos no Inciso
II deste Artigo, a Concessionária deve informar aos Usuários com
antecedência de, no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas, na Etapa de
Transição, e 72 (setenta e duas) horas, na Etapa de Maturidade, em
relação ao início das respectivas atividades, por intermédio dos meios
de comunicação de maior difusão na respectiva localidade e de
notificação individual, quando se tratar de Unidades Usuárias ligadas
a atividades essenciais (escolas, presídios, hospitais) e indústrias,
indicando data, horário e duração da suspensão do serviço e de seu
restabelecimento, apontando com clareza os limites da área afetada.
§ 10º - A Concessionária deve procurar realizar os trabalhos a que se
refere o Parágrafo anterior nos dias e nos horários em que ocorra o
menor consumo de Gás.
§ 11º - Para os fins do § 9º deste Artigo, o tempo máximo de
interrupção do fornecimento de Gás, em decorrência da realização de
serviços programados de manutenção ou de manobras operacionais,
é de 24 (vinte e quatro) horas, na Etapa de Transição, e de 12 (doze)
horas, na Etapa de Maturidade.
§ 12º - Quando ocorrer o previsto no Inciso IV deste Artigo, exigindo
à Concessionária suspender, restringir ou modificar as características
dos serviços, esta deve fazê-lo com o conhecimento dos Usuários,
divulgando o fato pelos veículos de comunicação de maior difusão nas
localidades envolvidas, indicando o tempo estimado em que ficará
suspenso o fornecimento, datas, horários e áreas em que ocorrerá.
§ 13º - Quando a suspensão, prevista no Parágrafo anterior, tiver
previsão de se prolongar por mais de 5 (cinco) dias, a Concessionária
deve apresentar, no menor prazo possível, à CSPE, para aprovação, o
programa que executará para enfrentar a situação.
§ 14º - O programa previsto no Parágrafo anterior visará reduzir os
inconvenientes
aos
Usuários,
provocados
pela
suspensão,
estabelecendo critérios para a alocação de Gás disponível entre os
diferentes usos e Segmentos de Usuários, devendo ser dada
prioridade aos serviços essenciais (escolas, presídios, hospitais) e
indústrias.

§ 15º - O prazo máximo de interrupções do fornecimento de Gás
resultantes das atividades consideradas no inciso II, deste Artigo, não
pode exceder a 24 (vinte e quatro) horas, na Etapa de Transição, e
12 (doze) horas, na Etapa de Maturidade, devendo ser observada, em
tais situações, a antecedência mínima com oque os Usuários devem
ser informados das referidas interrupções, conforme estabelece o §
9º deste Artigo.
Artigo 61 - A Concessionária deve restringir ou interromper o
fornecimento de Gás a qualquer Usuário, na ocorrência de eventual
situação de emergência que ameace a integridade de pessoas ou
instalações da própria Concessionária, de Usuários ou de terceiros,
com o objetivo de prevenir ou eliminar a situação de emergência
detectada.
Artigo 62 - A Concessionária não iniciará ou restabelecerá o
fornecimento de Gás, se as instalações da Unidade Usuária não forem
aprovadas
em
teste
de
estanqueidade,
executado
por
responsabilidade da Concessionária, ou estiverem em desacordo com
as normas técnicas exigíveis e os padrões de instalação da
Concessionária.
Artigo 63 - Constatada que a suspensão do fornecimento foi
indevida, aplicar-se-á o previsto no Artigo 73.

CAPÍTULO XVIII
Das Responsabilidades
Artigo 64 - A Concessionária é responsável pela prestação de serviço
adequado a todos os Usuários, satisfazendo as condições básicas
previstas, no que couber, em legislação específica, quanto à
regularidade, generalidade, continuidade, eficiência, segurança,
atualidade, modicidade das tarifas e cortesia na prestação do serviço
e de informações para a defesa de interesses individuais e coletivos.
Parágrafo Único - Não se caracteriza como descontinuidade do
serviço a suspensão do fornecimento nos termos dos Artigos 60 e 61
desta Portaria.
Artigo 65 - A Concessionária deve dispor de estrutura de
atendimento adequada às necessidades de seu mercado, acessível a
todos os seus Usuários e que possibilite a apresentação de suas
solicitações, consultas e reclamações e o pagamento da Fatura de
Gás, nos termos dos Artigos 80 e 81.

§ 1º - Por estrutura adequada entende-se aquela que possibilite ao
Usuário ser atendido em todas as suas solicitações e reclamações
sem que, para tanto, tenha que se deslocar do município onde reside.
§ 2º - Nos locais em que as instituições prestadoras do serviço de
arrecadação das Faturas de Gás não propiciarem um atendimento
adequado, a Concessionária deve implementar estrutura própria para
garantir a qualidade do atendimento.
§ 3º - A Concessionária deve prestar serviços de assistência técnica a
Usuários atendidos nas diferentes classes de pressão, observados os
prazos máximos para execução dos serviços de assistência técnica,
contados da data da aceitação do correspondente orçamento pelo
Usuário, conforme seguem:
Usuários atendidos em Etapa de Transição Etapa de Maturidade
a) Alta Pressão
3 dias úteis
2 dias úteis
b) Média Pressão
3 dias úteis
2 dias úteis
c) Baixa Pressão
2 dias úteis
1 dia útil

§ 4º - A Concessionária deve cientificar os interessados, no prazo
máximo de 10 (dez) dias, sobre as providências adotadas quanto às
solicitações, consultas, informações e reclamações recebidas,
ressalvados os casos em que houver outra determinação da CSPE.
Artigo 66 - É de responsabilidade do Usuário, a qualquer tempo,
observar a adequação técnica e de segurança das instalações de sua
responsabilidade.
§ 1º - As instalações de responsabilidade do Usuário que estiverem
em desacordo com as normas ou padrões a que se refere a alínea a)
do Inciso I, do Artigo 5º, devem ser reformadas ou substituídas.
§ 2º - Após o Ponto de Entrega, a Concessionária não é responsável
por danos causados a pessoas ou bens, decorrentes de deficiência
técnica em instalações de responsabilidade do Usuário ou de sua má
utilização, ainda que nelas tenha procedido vistoria.
Artigo 67 - Comprovada a responsabilidade do Usuário em quaisquer
dos casos de procedimentos irregulares, revenda ou fornecimento a
terceiros, ligação clandestina, religação à revelia, deficiência técnica
ou de segurança, rompimento de lacres, danos causados nas
instalações da Concessionária, caberá ao Usuário responsabilidade
pelos prejuízos causados e demais custos administrativos.

Artigo 68 - A Concessionária deve desenvolver, em caráter
permanente e de maneira adequada, campanhas com vistas a
informar ao Usuário sobre os cuidados especiais que o Gás requer na
sua utilização, divulgar seus direitos e deveres, conforme disposto no
Código de Defesa do Consumidor e nas normas regulatórias da CSPE.
Artigo 69 - O Usuário é responsável, na qualidade de depositário a
título gratuito, pela custódia dos equipamentos de propriedade da
Concessionária, quando instalados dentro ou, por solicitação formal
do Usuário e concordância da Concessionária, fora da Unidade
Usuária.
Parágrafo Único - Não se aplicam as disposições pertinentes ao
depositário no caso de furto ou de danos de responsabilidade de
terceiros, relativamente aos equipamentos de medição, exceto
quando da violação de lacres ou de danos nos equipamentos,
decorrerem registros de consumos de Gás incorretos, sendo que a
correção do faturamento dar-se-á, conforme segue:
I - No caso de serem constatados registros superiores ao correto, o
Usuário deve ser ressarcido, nos termos do Artigo 46;
II - No caso de serem constatados registros inferiores ao correto, a
Concessionária pode cobrar, na próxima fatura de Gás, os valores
não faturados corretamente em contas anteriores, na tarifa vigente
na data do faturamento complementar, dentro de um período de, no
máximo, 06 (seis) meses contados da constatação, ou a partir da
última aferição, prevalecendo o que for menor.

CAPÍTULO XIX
Da Religação
Artigo 70 - Cessado o motivo da suspensão do fornecimento de Gás
e, quando for o caso, regularizados os débitos, prejuízos, serviços,
multas e acréscimos incidentes, a Concessionária restabelecerá o
fornecimento, no prazo, contado da data do pedido de religação, de
até 02 (dois) dias úteis, na Etapa de Transição, conforme a
Concessionária, e de 01 (um) dia útil, na Etapa de Maturidade.
§ 1º - Quando o Usuário ficar sujeito às taxas de religação, estas
somente serão cobradas em Fatura de Gás emitida após a religação.

§ 2º - Quando a suspensão do fornecimento de Gás ocorrer por falta
de pagamento, os prazos previstos neste Artigo serão contados da
data da comunicação pelo Usuário do respectivo pagamento e do
pedido de religação.
§ 3º - Será considerado indevido o corte realizado após o décimo dia,
contado da data do aviso de que tratam os §§ 2º e 3º do Artigo 60,
desde que o pagamento tenha sido realizado no prazo estabelecido,
ainda que sem o conhecimento da Concessionária, devendo a
religação ocorrer em 04 (quatro) horas, sem prejuízo do
ressarcimento devido ao Usuário.
Artigo 71 - A Concessionária pode exigir, exceto para o Segmento
Residencial, a garantia correspondente ao valor de fornecimento de
um período equivalente a até 3 (três) meses de consumo, a título de
caução, nos casos que se seguem:
I - para Unidades Usuárias com consumo superior a 50.000 m3
(cinquenta mil metros cúbicos) mensais, no ato do pedido de
religação, quando a suspensão se tenha dado por inadimplência de
Faturas de Gás; ou
II - quando ocorrerem 3 (três) inadimplências, consecutivas ou não,
por atraso de pagamento com mais de 15 (quinze) dias cada uma
delas, num período de 12 (doze) ciclos de faturamento consecutivos.
§ 1º - A garantia de que trata este Artigo se restringirá, a critério
exclusivo do Usuário, às seguintes formas:
a) fiança bancária;
b) seguro garantia; ou
c) em dinheiro.
§ 2º - Quando em dinheiro, a garantia deve ser atualizada
monetariamente pela Concessionária, por índice estabelecido em
comum acordo entre as partes, desde a data do depósito até a data
do seu resgate.
§ 3º - É de responsabilidade do Usuário a integridade da garantia
quanto à sua liquidez, credibilidade, validade, valor aquisitivo da
moeda e sua correspondência, a qualquer tempo, ao valor supra
definido no "caput" deste Artigo, mesmo nos casos de execução
parcial, sujeitando-se o Usuário à suspensão do fornecimento.
§ 4º - O Usuário tem direito ao resgate da garantia, durante a
vigência do Contrato de Fornecimento, quando não se enquadrar por

12 (doze) ciclos de faturamento consecutivos nas condições do inciso
I ou II do "caput" deste Artigo, conforme o caso, contados da data do
depósito da garantia.
§ 5º - Por ocasião do encerramento do Contrato de Fornecimento, a
devolução da garantia dar-se-á após a quitação de eventuais débitos
relativos ao Gás.
§ 6º - Para o Segmento de Usuários Termoelétrico e Cogeração, nos
termos do Parágrafo 2º do Artigo 6º, a Concessionária pode exigir
garantias para fornecimento de Gás sem que se verifique o disposto
no "caput" deste Artigo, cujos valores e procedimentos serão
ajustados e consolidados nos respectivos Contratos de Fornecimento,
conforme acordo entre as partes.
§ 7º - Nos casos em que for exigida a garantia, conforme
estabelecido no inciso II deste Artigo, e houver recusa do Usuário em
depositá-la, nos termos desta Portaria, poderá a Concessionária
interromper a prestação dos serviços, mediante aviso, por escrito,
com antecedência mínima de 10 (dez) dias, não podendo a
interrupção dar-se aos feriados, sextas-feiras, sábados, domingos ou
em vésperas de feriados.
Artigo 72 - Fica facultada à Concessionária, para os casos previstos
no § 2º do Artigo 70, a implantação de procedimento de religação de
urgência, por solicitação do Usuário, caracterizado pelo prazo de até
4 (quatro) horas entre o pedido de religação e o atendimento.
Parágrafo Único. A Concessionária que adotar a religação na
modalidade de solicitação de urgência deve:
a) informar ao Usuário que solicitar esse tipo de serviço, o valor a ser
cobrado e os prazos relativos às religações normal e de urgência;
b) prestar o serviço a qualquer Usuário que o solicitar.
Artigo 73 - Para os casos de Usuários que tenham sofrido corte
indevido de fornecimento de Gás, a Concessionária deve providenciar
a sua religação no prazo máximo de 4 (quatro) horas, sem ônus para
o Usuário e sem prejuízo de ressarcimento individual.

CAPÍTULO XX
Das Outras Obrigações da Concessionária

Artigo 74 - A Concessionária deve dispor de sistema que gerencie o
recebimento das chamadas telefônicas de Usuários e de interessados
em geral, e as distribua para os postos de atendimento, que
estiverem disponíveis. Através do mesmo sistema ou de outro
interligado ao primeiro, deve ficar assegurado, ainda, o registro das
chamadas, em termos de data e horário de início e término, assim
como da solicitação e/ou reclamação apresentada.
§ 1º - O sistema estabelecido neste Artigo deve, também, ter
condições de controlar o número de toques telefônicos ou tempo
decorrido, após escolha de opção, se houver, até o momento do
efetivo início do atendimento pessoal, permitindo inclusive, sempre
que julgado desejável e desde que haja informação explícita do
procedimento ao Usuário, a gravação do diálogo do atendente com o
solicitante ou reclamante.
§ 2º - O serviço de atendimento telefônico deve estar disponível no
regime de 24 (vinte e quatro) horas por dia, todos os dias do ano,
para chamadas referentes a ocorrências de emergência, e, para os
serviços comerciais, em horário comercial da própria Concessionária,
para ocorrências normais, considerando chamadas feitas por Usuários
e interessados em geral.
§ 3º - A Concessionária deve manter, pelo período de 60 (sessenta)
meses, registros, em meio eletrônico, das solicitações e reclamações
dos Usuários dos serviços de distribuição de Gás, deles devendo
constar, obrigatoriamente:
I - data e hora da solicitação ou reclamação e nome do responsável
pelo registro;
II - objeto da solicitação ou o motivo da reclamação;
III - as providências adotadas, com indicação das datas de
atendimento e de comunicação ao interessado; e
IV - reclamações registradas
permaneçam sem solução.

no

sistema

de

ouvidoria

que

Artigo 75 - A Concessionária deve criar programas especiais, no
segmento
Residencial,
para
os
Usuários
aposentados
e
desempregados, no tocante a tarifas de consumo mínimo e
procedimentos para prorrogação de prazo de vencimento de contas e
suspensão do fornecimento.
§ 1º - Os programas previstos no "caput" deste Artigo, bem como
suas alterações, devem ser submetidos à CSPE para aprovação.

§ 2º - A Concessionária deve divulgar os programas previstos neste
Artigo nos veículos de comunicação de maior difusão e na sua página
na Internet, quando a possuir, bem como, continuamente, nas
Faturas de Gás, assegurando o amplo conhecimento desses
programas à população da sua área de Concessão.
§ 3º - A Concessionária deve manter a CSPE informada anualmente
das medidas adotadas para o cumprimento do previsto neste Artigo,
bem como sobre os seus resultados.

CAPÍTULO XXI
Da Cobrança dos Serviços
Artigo 76 - Os valores dos serviços correlatos, acessórios, bem como
taxas, cobráveis dos interessados ou dos Usuários, são calculados
com base em tabela específica.
§ 1º - A cobrança dos serviços previstos neste Artigo é facultativa e
só pode ser feita em contrapartida de serviço efetivamente prestado
pela Concessionária.
§ 2º - A cobrança de qualquer serviço obriga a Concessionária a
implantá-la em toda a sua área de Concessão, para todos os
Usuários.
§ 3º - As taxas e os valores cobrados pela Concessionária relativos
aos serviços correlatos à prestação dos serviços de distribuição de
Gás devem ser previamente aprovados pela CSPE.
§ 4º - As taxas e os valores a serem cobrados pela Concessionária
relativos aos serviços acessórios à prestação dos serviços de
distribuição de Gás devem ser homologados pela CSPE.

CAPÍTULO XXII
Da Segurança e Prevenção quanto a Riscos
Artigo 77 - A Concessionária deve adotar prática de segurança e
demais medidas necessárias para evitar ou minimizar a exposição dos
Usuários ou de terceiros a riscos decorrentes da inadequada
utilização do Gás ou da não conformidade dos serviços prestados com
as normas técnicas ou regulamentos aplicáveis.

Parágrafo Único - A Concessionária deve manter equipes de
atendimento às ocorrências emergenciais, disponível 24 (vinte e
quatro) horas por dia, todos os dias do ano.
Artigo 78 - A Concessionária, quando solicitados, é obrigada a
executar os serviços de bloqueio de vazamento de Gás nas Unidades
Usuárias, cabendo aos Usuários assumir os custos ocasionados por
vazamentos e correspondentes reparos em instalações de sua
responsabilidade.

CAPÍTULO XXIII
Das Disposições Gerais
Artigo 79 - A Concessionária fica obrigada a informar aos Usuários,
anualmente, os resultados decorrentes da gestão dos serviços
concedidos, fornecendo informações específicas sobre os níveis de
regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade,
generalidade, cortesia na prestação dos serviços e modicidade das
tarifas, assegurando ampla divulgação nos meios de comunicação
acessíveis aos Usuários da sua área de Concessão.
Artigo 80 - Quando o pedido de serviços à Concessionária for feito
pessoalmente, esta deve fornecer ao interessado protocolo ou
número da ordem de serviço, com os prazos regulamentares relativos
aos serviços solicitados.
Parágrafo Único - Quando o pedido de serviços for realizado através
de atendimento telefônico, os prazos regulamentares relativos aos
serviços solicitados devem ser informados, juntamente com a
identificação da(o) atendente e do número do protocolo ou da ordem
de serviço de atendimento.
Artigo 81 - A Concessionária deve sempre atender aos Usuários e
aos interessados através de meios que garantam maior agilidade,
conforto e disponibilidade de acesso, utilizando-se de recursos de
comunicação e telecomunicação e, quando for o caso, atendimento
pessoal (lojas próprias, agentes credenciados ou franqueados).
§ 1º - A obrigação de instalação de lojas ou agências credenciadas,
franqueadas ou próprias da Concessionária, fica condicionada à
presença de ligações de Unidade Usuárias do Segmento Residencial.

§ 2º - A proposta de localização de agência deve ser submetida à
apreciação e aprovação da CSPE.
§ 3º - Quando disponibilizado o atendimento pessoal, o tempo
máximo de espera do interessado ou do Usuário até o efetivo
atendimento não pode exceder 15 (quinze) minutos.
Artigo 82 - A Concessionária não pode dispensar tratamento
discriminatório, inclusive tarifário, a Usuários em situações similares.
Parágrafo Único - Não se consideram discriminatórias diferenças de
tratamento que possam existir nas seguintes situações:
a) diferentes Segmentos de Usuários, classes e modalidades de
serviço;
b) localização das Unidades Usuárias; ou
c) diferentes condições de prestação do serviço.
Artigo 83 - A Concessionária deve manter exemplares desta
Portaria, em seus escritórios e locais de atendimento, à vista do
público, para conhecimento ou consulta dos interessados ou Usuários,
bem como lhes prestar outras informações pertinentes ao
fornecimento de Gás, inclusive sobre as tarifas em vigor.
Artigo 84 - Os Usuários, individualmente ou outras formas de
participação previstas em lei, podem, para defesa de seus interesses,
solicitar informações e encaminhar sugestões, denúncias e
reclamações à Concessionária ou à CSPE, assim como podem ser
solicitados a cooperar na fiscalização das Concessionárias.
§ 1º - A Concessionária deve manter em todos os seus postos de
atendimento, em lugar visível, livro próprio ou outra forma que
possibilite a manifestação por escrito dos seus Usuários.
§ 2º - O registro das manifestações de que trata o Parágrafo anterior
e os das providências adotadas pela Concessionária devem ser
mantidos por 60 (sessenta) meses.
Artigo 85 - Para a implementação dos respectivos procedimentos, a
Concessionária disporá dos seguintes prazos, a contar da data da
publicação desta Portaria, conforme segue
I - até 90 (noventa dias):

a) para organizar e disponibilizar o cadastro de empresas
especializadas na elaboração de projetos e execução de obras,
conforme estabelecido no § 5o do Artigo 5o.
b) para instalação de medição individualizada por atividade em
Unidades Usuárias onde exista atualmente um único medidor para
mais de um Segmento de Usuário, conforme estabelece o § 5o do
Artigo 26.
c) para organizar e manter o calendário de faturamento, conforme
estabelecido no Artigo 37.
d) para informar o número do protocolo do registro de reclamação ou
solicitação, conforme Parágrafo Único do Artigo 80.
II - até 180 (cento e oitenta) dias:
a) para celebrar o Contrato de Fornecimento com Usuário
responsável por Unidade Usuária, já ligada na data da publicação
desta Portaria e cujo consumo seja igual ou superior a 50.000 m³
(cinqüenta mil metros cúbicos) mensais, conforme estabelecido no
Artigo 21.
b) para obtenção da manifestação de opção de fornecimento
conjunto, conforme estabelecido no Artigo 13, e celebração de
Contrato de Fornecimento, no caso de estabelecimentos pertencentes
ao Segmento Comercial faturados como uma única Unidade Usuária e
já ligados na data da publicação desta Portaria.
c) para adequar e incluir na Fatura de Gás as informações
estabelecidas no Artigo 49.
d) para implantar procedimentos de constatação automática de
ocorrências de pagamentos de Faturas de Gás em duplicidade,
conforme estabelecido no Artigo 57.
e) para oferecer ao Usuário as 6 (seis) datas de opção de vencimento
de faturas,conforme estabelecido o Artigo 51.
III - até 360 (trezentos e sessenta) dias:
a) para organizar e atualizar o cadastro de Unidades Usuárias,
conforme estabelecido no Artigo 19.
b) para implementar o sistema de gerenciamento de chamadas
telefônicas, conforme estabelecido no Artigo 74.

Parágrafo Único - Após a publicação do teor do Contrato de Adesão,
previsto no § 3o do Artigo 5o, a Concessionária disporá de até 90
dias para providenciar seus encaminhamentos aos Usuários.
Artigo 86 - Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Portaria,
excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do vencimento, e
considerar-se-ão os dias consecutivos, exceto quando for
explicitamente disposto em contrário.
Parágrafo Único - Só se iniciam e vencem os prazos referidos neste
Artigo em dia de expediente na Concessionária.
Artigo 87 - As omissões, dúvidas e casos não previstos nesta
Portaria serão resolvidos e decididos pela CSPE.
Artigo 88 - Esta portaria entrará em vigor na data de sua
publicação.