Informativo comentado:
Informativo 872-STF
Márcio André Lopes Cavalcante

Processos excluídos deste informativo pelo fato de não terem sido ainda concluídos em virtude de pedidos de vista ou
de adiamento. Serão comentados assim que chegarem ao fim: ADPF 109/SP; HC 136720/PB.

ÍNDICE
DIREITO CONSTITUCIONAL
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
Alteração dos limites de um Município exige plebiscito.
PODER EXECUTIVO
Não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o STJ receba denúncia criminal contra o Governador do
Estado.
DIREITO AMBIENTAL
COMPETÊNCIA
Estado-membro pode legislar sobre controle de resíduos de embarcações, oleodutos e instalações costeiras.
DIREITO PROCESSUAL PENAL
EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA
Não cabimento de habeas corpus contra decisão do Ministro do STJ que nega a liminar em ação cautelar.

DIREITO CONSTITUCIONAL
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
Não se admite ADI contra lei que teria violado tratado internacional não incorporado ao
ordenamento brasileiro na forma do art. 5º, § 3º da CF/88
Em regra, não é cabível ADI sob o argumento de que uma lei ou ato normativo violou um
tratado internacional.
Em regra, os tratados internacionais não podem ser utilizados como parâmetro em sede de
controle concentrado de constitucionalidade.
Exceção: será cabível ADI contra lei ou ato normativo que violou tratado ou convenção
internacional que trate sobre direitos humanos e que tenha sido aprovado segundo a regra do
§ 3º do art. 5º, da CF/88. Isso porque neste caso esse tratado será incorporado ao ordenamento
brasileiro como se fosse uma emenda constitucional.
STF. Plenário. ADI 2030/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 9/8/2017 (Info 872).

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 1

Informativo
comentado
Parâmetro (ou norma de referência)
Em controle de constitucionalidade, quando falamos em "parâmetro", queremos dizer quais serão as
normas da Constituição que serão analisadas para sabermos se a lei ou o ato normativo atacado realmente
as violou. Em outras palavras, parâmetro são as normas que servirão como referência para que o Tribunal
analise se determinada lei é ou não inconstitucional. Se a lei está em confronto com o parâmetro, ela é
inconstitucional.
Quando é proposta uma ADI no STF contra lei federal ou estadual, qual é o parâmetro que será analisado
pelo Tribunal?
A Constituição Federal. Isso inclui: normas originárias, emendas constitucionais, normas do ADCT e
tratados internacionais de direitos humanos aprovados por 3/5 dos membros de cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos de votação.
Assim, quando o autor propõe uma ADI no STF contra determinada lei, ele está dizendo que esta lei viola
a CF/88 (parâmetro).
Feitos estes esclarecimentos, imagine a seguinte situação:
Foi proposta uma ADI contra lei estadual alegando que ela violou um tratado internacional, qual seja, a
Convenção sobre Prevenção da Poluição Marinha por Alijamento de Resíduos e Outras Matérias, assinada
em Londres, e promulgada pelo Brasil por meio do Decreto 87.566/1982.
É cabível ADI sob o argumento de que uma lei ou ato normativo violou um tratado internacional? É
cabível ADI utilizando-se um tratado internacional como parâmetro?
Em regra, não.
Exceção: será cabível ADI contra lei ou ato normativo que violou tratado ou convenção internacional que
trate sobre direitos humanos e que tenha sido aprovado segundo a regra do § 3º do art. 5º, da CF/88. Isso
porque neste caso esse tratado será incorporado ao ordenamento brasileiro como se fosse uma emenda
constitucional. Veja:
Art. 5º (...)
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos
membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 45/2004)
Qual é a natureza jurídica dos tratados internacionais promulgados pelo Brasil?
Os tratados internacionais são equivalentes a que espécie normativa?
1) Tratados internacionais que não tratem sobre direitos humanos

Status de
lei ordinária
2) Tratados internacionais que versem sobre direitos humanos, mas que não tenham Status
sido aprovados na forma do art. 5º, § 3º, da CF/88
supralegal
3) Tratados internacionais sobre Direito Tributário (art. 98 do CTN)
Status
supralegal
4) Tratados internacionais sobre matéria processual civil (art. 13 do CPC/2015)
Status
supralegal
5) Tratados internacionais que versem sobre direitos humanos e que tenham sido Emenda
aprovados na forma do art. 5º, § 3º, da CF/88
constitucional
Obs1: quando se diz que um tratado possui status supralegal isso significa que ele está hierarquicamente
acima da legislação ordinária, mas abaixo da Constituição Federal. É o caso, por exemplo, da Convenção
Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 2

Informativo
comentado
Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), que foi incorporada ao Direito brasileiro
antes da EC 45/2004 e, portanto, tem status supralegal (STF. Plenário. RE 466343, Rel. Min. Cezar Peluso,
julgado em 03/12/2008). O status normativo supralegal dos tratados internacionais de direitos humanos
subscritos pelo Brasil torna inaplicável a legislação infraconstitucional com ele conflitante, seja ela anterior
ou posterior ao ato de adesão (STF. Plenário. RE 349703, Rel. p/ ac. Min. Gilmar Mendes, DJ 5/6/2009).
Obs2: não se pode confundir parâmetro com objeto. Parâmetro já foi explicado acima. Objeto significa os
atos normativos contra os quais se pode propor ADI. Todos os tratados internacionais aprovados pelo
Brasil podem ser objeto de ADI, ou seja, pode-se ajuizar ação alegando que eles violam a Constituição
Federal. Nesse sentido:
(Diplomata 2011 CESPE) A ação direta de inconstitucionalidade pode ser impetrada contra tratados que
versem sobre direitos humanos com status de norma constitucional, contra tratados de direitos humanos
que ingressem no ordenamento jurídico com a natureza de norma supralegal e contra os tratados que,
não dispondo sobre direitos humanos, adentrem o ordenamento com força de lei ordinária. (correta)
Voltando à situação acima analisada:
O STF não conheceu da ADI proposta contra a referida lei estadual porque a Convenção sobre Prevenção
da Poluição Marinha por Alijamento de Resíduos e Outras Matérias (Decreto 87.566/1982) não trata sobre
direitos humanos e, portanto, possui status de lei ordinária em nosso país.
Logo, o autor estava alegando, em uma ADI, que uma lei estadual teria violado uma norma com status de
lei ordinária federal. Isso não é matéria de ADI.
Nas palavras do STF, "não se admite o exame de contrariedade à norma infraconstitucional em sede de
controle concentrado de constitucionalidade".
Em suma:
Em regra, não é cabível ADI sob o argumento de que uma lei ou ato normativo violou um tratado
internacional.
Em regra, os tratados internacionais não podem ser utilizados como parâmetro em sede de controle
concentrado de constitucionalidade.
Exceção: será cabível ADI contra lei ou ato normativo que violou tratado ou convenção internacional
que trate sobre direitos humanos e que tenha sido aprovado segundo a regra do § 3º do art. 5º, da
CF/88. Isso porque neste caso esse tratado será incorporado ao ordenamento brasileiro como se fosse
uma emenda constitucional.
STF. Plenário. ADI 2030/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 9/8/2017 (Info 872).

ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
Alteração dos limites de um Município exige plebiscito
Para que sejam alterados os limites territoriais de um Município é necessária a realização de
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, nos termos do
art. 18, § 4º da CF/88.
STF. Plenário. ADI 2921/RJ, rel. orig. Min. Ayres Britto, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em
9/8/2017 (Info 872).
Imagine a seguinte situação:
O Rio de Janeiro editou uma lei estadual alterando os limites territoriais do Município de Cantagalo (RJ).
O PGR propôs uma ADI contra esta lei em virtude do fato de não ter havido uma consulta prévia dos
moradores sobre essa mudança.
Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 3

Informativo
comentado

A ação foi julgada procedente?
SIM.
Para que sejam alterados os limites territoriais de um Município é necessária a realização de consulta
prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, nos termos do art. 18, § 4º da
CF/88.
STF. Plenário. ADI 2921/RJ, rel. orig. Min. Ayres Britto, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 9/8/2017
(Info 872).
Entendendo o § 4º do art. 18 da CF/88
O art. 18, § 4º da CF/88 estabelece quatro requisitos para que os Municípios sejam criados, incorporados,
fundidos ou desmembrados:
a) Lei Complementar Federal: o Congresso Nacional deverá editar uma Lei Complementar estabelecendo
o procedimento e o período no qual os Municípios poderão ser criados, incorporados, fundidos ou
desmembrados;
b) Estudos de Viabilidade Municipal: serão realizados Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e
publicados na forma da lei;
c) Plebiscito: a população dos Municípios envolvidos deverá ser consultada previamente por meio de um
plebiscito;
d) Lei estadual: uma vez realizado o estudo de viabilidade municipal e tendo a população aprovado a
formação do novo Município, será editada uma lei estadual criando, incorporando, fundindo ou
desmembrando os Municípios.
Veja a redação do § 4º do art. 18:
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei
estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta
prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos
de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 15, de 1996)
A Lei Complementar Federal exigida pelo § 4º do art. 18 já foi editada?
NÃO. Logo, atualmente, todos os Municípios que forem formados serão inconstitucionais, porque inexiste
a LC exigida pelo § 4º do art. 18, primeiro requisito para a criação, incorporação, fusão ou
desmembramento de Municípios.
ADI por omissão n° 3.682
A exigência de que a formação de novos Municípios dependa de Lei Complementar Federal foi imposta
pela EC 15/96. Pela redação originária da CF/88, bastava Lei Complementar estadual.
Como o CN não editou essa LC Federal, foi proposta uma ação direta de inconstitucionalidade por omissão
(ADI 3.682).
O STF, ao julgar essa ADI, fez um apelo para que o legislador elaborasse a LC e fixou um prazo de 18 meses
para tanto:
(...) Ação julgada procedente para declarar o estado de mora em que se encontra o Congresso Nacional, a
fim de que, em prazo razoável de 18 (dezoito) meses, adote ele todas as providências legislativas
necessárias ao cumprimento do dever constitucional imposto pelo art. 18, § 4º, da Constituição, devendo
ser contempladas as situações imperfeitas decorrentes do estado de inconstitucionalidade gerado pela
omissão. Não se trata de impor um prazo para a atuação legislativa do Congresso Nacional, mas apenas
da fixação de um parâmetro temporal razoável, tendo em vista o prazo de 24 meses determinado pelo
Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 4

Informativo
comentado
Tribunal nas ADI n°s 2.240, 3.316, 3.489 e 3.689 para que as leis estaduais que criam municípios ou alteram
seus limites territoriais continuem vigendo, até que a lei complementar federal seja promulgada
contemplando as realidades desses municípios.
STF. Plenário. ADI 3682, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 09/05/2007.
EC 57/2008
A fim de regularizar a situação de muitos Municípios criados sem o advento de Lei Complementar federal
mesmo após a EC 15/96, o Congresso editou a EC 57/2008, acrescentando o art. 96 ao ADCT e prevendo
a convalidação desses Municípios. Veja a redação:
Art. 96. Ficam convalidados os atos de criação, fusão, incorporação e desmembramento de
Municípios, cuja lei tenha sido publicada até 31 de dezembro de 2006, atendidos os requisitos
estabelecidos na legislação do respectivo Estado à época de sua criação. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 57/2008)
Assim, os Municípios criados até 2006, mesmo sem a existência de LC federal, foram convalidados, desde
que cumpridos os requisitos previstos na lei complementar estadual e desde que tenha sido realizado
plebiscito para consulta às populações interessadas, conforme previa a redação original do art. 18, § 4º da
CF/88:
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios preservarão a
continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano, far-se-ão por lei estadual,
obedecidos os requisitos previstos em Lei Complementar estadual, e dependerão de consulta
prévia, mediante plebiscito, às populações diretamente interessadas. (Redação ANTES da Emenda
Constitucional nº 15/1996)
Veto ao Projeto de Lei aprovado para regulamentar o § 4º do art. 18 da CF/88
Em novembro de 2013, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei complementar (PLP 416/08) com
o objetivo de regulamentar o § 4º do art. 18 da CF/88, autorizando a criação, a fusão e o desmembramento
de Municípios.
Ocorre que a Presidente da República vetou integralmente a proposta, de forma que continua não
existindo a LC exigida pela CF/88 para a criação de novos Municípios.
Em agosto de 2014, o Congresso Nacional mais uma vez aprovou outro projeto de lei complementar sobre
o tema, porém novamente foi vetado pela Presidência da República.
Em resumo:
A partir da EC 15/1996, nenhum Município pode ser criado, incorporado, fundido ou desmembrado,
considerando-se que não existe ainda a Lei Complementar Federal de que trata o § 4º do art. 18 da
CF/88, sendo esse dispositivo norma constitucional de eficácia limitada (depende de lei para produzir
todos os seus efeitos);
Os Municípios criados, incorporados, fundidos ou desmembrados até 31/12/2006, mesmo sendo
contrários ao § 4º do art. 18 da CF/88, foram "convalidados" (confirmados, ratificados, regularizados)
por força da EC 57/2008;
As leis estaduais que criarem, incorporarem, fundirem ou desmembrarem Municípios após
31/12/2006 devem ser consideradas inconstitucionais;
Os dois Projetos de Lei Complementar que regulamentariam o § 4º do art. 18 da CF/88, autorizando a
criação, a fusão e o desmembramento de Municípios foram vetados pela Presidente da República em
2013 e 2014. Logo, por enquanto, todos os novos Municípios que forem formados serão
inconstitucionais.

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 5

Informativo
comentado

PODER EXECUTIVO
Não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o STJ
receba denúncia criminal contra o Governador do Estado
Não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para que o STJ receba
denúncia ou queixa e instaure ação penal contra Governador de Estado, por crime comum.
Em outras palavras, não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o Governador
do Estado seja processado por crime comum.
Se a Constituição Estadual exigir autorização da ALE para que o Governador seja processado
criminalmente, essa previsão é considerada inconstitucional.
Assim, é vedado às unidades federativas instituir normas que condicionem a instauração de
ação penal contra Governador por crime comum à previa autorização da Casa Legislativa.
Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o Governador, ele ficará automaticamente
suspenso de suas funções no Poder Executivo estadual?
NÃO. O afastamento do cargo não se dá de forma automática.
O STJ, no ato de recebimento da denúncia ou queixa, irá decidir, de forma fundamentada, se
há necessidade de o Governador do Estado ser ou não afastado do cargo.
Vale ressaltar que, além do afastamento do cargo, o STJ poderá aplicar qualquer uma das
medidas cautelares penais (exs: prisão preventiva, proibição de ausentar-se da comarca,
fiança, monitoração eletrônica etc.).
STF. Plenário. ADI 4777/BA, ADI 4674/RS, ADI 4362/DF, rel. orig. Min. Dias Toffoli, red. p/ o acórdão
Min. Roberto Barroso, julgado em 9/8/2017 (Info 872).
STF. Plenário. ADI 5540/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/5/2017 (Info 863).
STF. Plenário. ADI 4764/AC, ADI 4797/MT e ADI 4798/PI, Rel. Min. Celso de Mello, red. p/ o ac. Min.
Roberto Barroso, julgados em 4/5/2017 (Info 863).
NOÇÕES GERAIS
Responsabilidade do chefe do Poder Executivo
O chefe do Poder Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos) pode praticar duas
espécies de crime:
CRIMES COMUNS

CRIMES DE RESPONSABILIDADE

São aqueles tipificados na lei penal (Código São infrações político-administrativas praticadas por
Penal e legislação extravagante).
pessoas que ocupam determinados cargos públicos.
Exs: peculato, corrupção passiva etc.
Caso o agente seja condenado por crime de
responsabilidade, ele não receberá sanções penais
(prisão ou multa), mas sim sanções políticoadministrativas (perda do cargo e inabilitação para o
exercício de função pública).
Os crimes de responsabilidade estão previstos:
Presidente: art. 85 da CF/88 e Lei n. 1.079/50.
Governador: Lei n. 1.079/50.
Prefeito: DL 201/67.

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 6

Informativo
comentado
Quem julga:
Presidente: STF (após autorização de
2/3 da Câmara dos Deputados).
Governador: STJ (não precisa de prévia
autorização da ALE).
Prefeito: TJ/TRF/TRE (não precisa de
prévia autorização da Câmara Municipal).

Quem julga:
Presidente: Senado (após autorização de 2/3 da CD).
Governador: Tribunal Especial (composto por 5
membros da ALE e 5 Desembargadores, sob a
presidência do Presidente do TJ)
Prefeito: Câmara Municipal.

CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS NÃO PODEM PREVER LICENÇA PRÉVIA DA ALE COMO CONDIÇÃO PARA O PROCESSO
Algumas Constituições estaduais preveem que, antes de os Governadores serem julgados (por crimes
comuns ou de responsabilidade), é necessária a autorização da Assembleia Legislativa (licença prévia)
mediante voto de 2/3 de seus membros. É o caso, por exemplo, da Constituição do Estado do Acre: "Art.
81. Admitida a acusação contra o governador do Estado, por dois terços da Assembleia Legislativa, é ele
submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça, nos crimes comuns, ou perante a
Assembleia Legislativa, nos crimes de responsabilidade". Essa regra é válida?
NÃO. O STF decidiu que não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para que o
Governador do Estado seja processado por crime comum. Assim, o STJ pode receber denúncia ou queixa
proposta contra o Governador e seguir com a ação penal sem que seja necessária autorização prévia da
Assembleia Legislativa.
Ex: o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o Governador de Minas Gerais imputandolhe a prática de crimes. Esta denúncia não é apreciada pela Assembleia Legislativa de MG. O STJ poderá
receber a denúncia e julgar o Governador sem que seja necessária prévia autorização da ALE. A ALE não
irá participar de nenhuma forma deste processo.
As Constituições Estaduais que exigem prévia autorização da Assembleia Legislativa são inconstitucionais
(violam a Constituição Federal).
Por quê?
O STF invocou cinco argumentos principais:
a) Ausência de previsão expressa e inexistência de simetria;
b) Princípio republicano (art. 1º);
c) Princípio da separação dos poderes (art. 2º)
d) Competência privativa da União (art. 22, I); e
e) Princípio da igualdade (art. 5º).
a) ausência de previsão expressa e inexistência de simetria
A CF/88 não prevê a necessidade de autorização prévia da Assembleia Legislativa para o processamento e
julgamento de Governador por crimes comuns perante o STJ.
Dessa forma, não existe fundamento normativo-constitucional expresso que faculte aos Estados-membros
fazerem essa exigência em suas Constituições estaduais.
Vale ressaltar também que a regra da CF/88 (art. 86) que exige autorização da Câmara dos Deputados para
que o Presidente da República seja processado criminalmente não pode ser utilizada pelos Estados sob o
argumento da simetria.
Para o STF, não há, neste caso, simetria a ser observada pelos Estados-membros.
A exigência de prévia autorização foi expressamente prevista apenas para Presidente da República, Vicepresidente e Ministros de Estado. Essa é uma decorrência das características e competências que moldam
e constituem o cargo de Presidente da República, mas que não se aplicam no caso de Governador.
Sendo essa previsão uma excepcionalidade, não pode ser transladada como se fosse regra ou como se
estivesse cumprindo a suposta exigência de simetria para Governador.
Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 7

Informativo
comentado

b) princípio republicano
A exigência de autorização prévia da Assembleia Legislativa ocasiona o congelamento de qualquer
tentativa de apuração judicial de eventuais crimes praticados por Governadores.
Dessa forma, essa previsão afronta a responsividade exigida dos gestores públicos, o que viola o princípio
republicano do Estado.
c) separação dos Poderes
A exigência viola, ainda, a separação dos Poderes, pois estabelece uma condição não prevista pela CF/88
para o exercício da jurisdição pelo Poder Judiciário. Assim, o STJ fica impedido de exercer suas
competências e funções até que haja autorização prévia do Poder Legislativo estadual. Esse tipo de
restrição é sempre excepcional e deve estar expresso na CF/88.
d) competência privativa da União
Ao prever a necessidade de autorização prévia da Assembleia Legislativa como condição para que o STJ
receba a denúncia ou queixa, o Estado-membro acaba legislando sobre direito processual penal, matéria
que é de competência privativa da União, nos termos do art. 22, I, da CF/88.
Desse modo, essa regra da prévia autorização viola a competência privativa da União.
e) princípio da igualdade
Por fim, a previsão da autorização prévia afronta o princípio da igualdade (art. 5º).
Estabelecer essa condição de procedibilidade faz com que o Governador seja alçado à condição de
superior em relação às outras pessoas apenas por ocupar este cargo.
Vale ressaltar, ainda, que a EC 35/2001 alterou a redação do art. 53, § 1º, da CF/88 e aboliu a exigência de
autorização prévia das casas legislativas para o processamento e julgamento de Deputados Federais,
Senadores e Deputados Estaduais. O mesmo entendimento de valorização da igualdade e "accountability"
dos representantes do povo deve ser aplicado aos Governadores, sem as exigências prévias que
consubstanciam privilégios e restrições não autorizados pela CF/88.
O STF sempre entendeu assim?
NÃO. Houve uma mudança na jurisprudência. O STF entendia válida a norma prevista em Constituição
estadual que exigia autorização prévia da Assembleia Legislativa. Nesse sentido: STF. Plenário. ADI
4791/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 12/2/2015 (Info 774).
O Min. Edson Fachin afirmou que era necessário superar o antigo entendimento do STF "diante dos
reiterados e vergonhosos casos de negligência deliberada pelas assembleias legislativas estaduais, que
têm sistematicamente se negado a deferir o processamento de governadores".
A orientação anterior, que privilegiava a autonomia dos Estados-membros e o princípio federativo, entrou
em linha de tensão com o princípio republicano, que prevê a responsabilização política dos governantes.
Verificou-se que, ao longo do tempo, as Assembleias Legislativas bloquearam a possiblidade de
instauração de processos contra os Governadores.
Mutação constitucional
Houve, portanto, na presente situação, uma mutação constitucional.
Há três situações que legitimam a mutação constitucional e a superação de jurisprudência consolidada:
a) mudança na percepção do direito;
b) modificações na realidade fática; e
c) consequência prática negativa de determinada linha de entendimento.
Para o STF, as três hipóteses estão presentes no caso concreto.

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 8

Informativo
comentado
O art. 86, § 1º, I, da CF/88 prevê que se o STF receber a denúncia ou queixa-crime contra o Presidente
da República, ele ficará automaticamente suspenso de suas funções. Essa regra também se aplica para
os Governadores de Estado. Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o Governador, ele ficará
automaticamente suspenso de suas funções no Poder Executivo estadual?
NÃO. O afastamento do cargo não se dá de forma automática. O simples recebimento de uma denúncia é
um ato de baixa densidade decisória e não pode importar em afastamento automático do Governador.
Esse afastamento somente pode ocorrer se o STJ entender que há elementos a justificá-lo. O Governador
pode ser afastado, mas não como decorrência automática do recebimento da denúncia.
Assim, o STJ, no ato de recebimento da denúncia ou queixa, irá decidir, de forma fundamentada, se há
necessidade de o Governador do Estado ser ou não afastado do cargo.
Vale ressaltar que, além do afastamento do cargo (art. 319, VI, do CPP), o STJ poderá aplicar qualquer uma
das medidas cautelares penais. Exs: prisão preventiva (art. 311 do CPP), proibição de ausentar-se da
comarca (art. 319, IV), fiança (art. 319, VIII), monitoração eletrônica (art. 319, IX) etc.
Essas medidas cautelares poderão ser decretadas no momento do recebimento da denúncia/queixa ou
durante o curso do processo e precisam ser sempre fundamentadas.
Em suma:
Não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para que o STJ receba denúncia ou
queixa e instaure ação penal contra Governador de Estado, por crime comum.
Vale ressaltar que se a Constituição Estadual exigir autorização da ALE para que o Governador seja
processado criminalmente, essa previsão é considerada inconstitucional.
Assim, é vedado às unidades federativas instituir normas que condicionem a instauração de ação penal
contra Governador por crime comum à previa autorização da Casa Legislativa.
Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o Governador, ele não ficará automaticamente
suspenso de suas funções. Cabe ao STJ dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação de medidas
cautelares penais, inclusive afastamento do cargo.
STF. Plenário. ADI 5540/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/5/2017 (Info 863).
STF. Plenário. ADI 4764/AC, ADI 4797/MT e ADI 4798/PI, Rel. Min. Celso de Mello, red. p/ o ac. Min.
Roberto Barroso, julgados em 4/5/2017 (Info 863).
É vedado às unidades federativas instituírem normas que condicionem a instauração de ação penal
contra o governador por crime comum à prévia autorização da casa legislativa, cabendo ao Superior
Tribunal de Justiça (STJ) dispor fundamentadamente sobre a aplicação de medidas cautelares penais,
inclusive o afastamento do cargo.
STF. Plenário. ADI 4777/BA, ADI 4674/RS, ADI 4362/DF, rel. orig. Min. Dias Toffoli, red. p/ o acórdão Min.
Roberto Barroso, julgado em 9/8/2017 (Info 872).
E quanto aos crimes de responsabilidade?
O STF entende que o Estado-membro não pode dispor sobre crime de responsabilidade, ainda que seja na
Constituição estadual. Isso porque a competência para legislar sobre crime de responsabilidade é privativa
da União.
Definir o que é crime de responsabilidade e prever as regras de processo e julgamento dessas infrações
significa legislar sobre Direito Penal e Processual Penal, matérias que são de competência privativa da
União, nos termos do art. 22, I, e art. 85, parágrafo único, da CF.
O Supremo possui, inclusive, um enunciado destacando essa conclusão:
Súmula vinculante 46-STF: São da competência legislativa da União a definição dos crimes de
responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento.

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 9

Informativo
comentado

DIREITO AMBIENTAL
COMPETÊNCIA
Estado-membro pode legislar sobre controle de resíduos
de embarcações, oleodutos e instalações costeiras
Em tese, o Estado-membro detém competência para legislar sobre controle de resíduos de
embarcações, oleodutos e instalações costeiras. Isso porque o objeto dessa lei é a tutela ao
meio ambiente, sendo essa matéria de competência concorrente, nos termos do art. 24, VI e
VIII, da CF/88.
STF. Plenário. ADI 2030/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 9/8/2017 (Info 872).
A situação concreta foi a seguinte:
Foi proposta uma ADI contra a Lei do Estado de SC (Lei estadual 11.078/99), que estabelece normas sobre
controle de resíduos de embarcações, oleodutos e instalações costeiras.
Segundo o autor da ADI, a referida lei trata sobre direito marítimo e civil, tendo havido, portanto, ofensa
ao art. 22, I, da CF/88.
O STF concordou com o pedido do autor? A referida lei é inconstitucional?
NÃO. O STF entendeu que o objeto principal da Lei 11.078/99, do Estado de Santa Catarina, não é tratar
sobre assuntos de direito marítimo e direito civil.
O principal escopo dessa Lei é a tutela ao meio ambiente e a responsabilidade do agente causador por
danos ao meio ambiente.
A competência para legislar sobre o meio ambiente é concorrente, nos termos do art. 24, VI e VIII, da CF/88:
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
(...)
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais,
proteção do meio ambiente e controle da poluição;
(...)
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
A competência da União será para estabelecer normas gerais sobre os assuntos do art. 24. Ex: o Congresso
Nacional editou o Código Florestal com normas gerais sobre a proteção das florestas.
A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos
Estados. Isso significa que os Estados-membros podem complementar a legislação federal editada pela
União. Obviamente, as normas estaduais não podem contrariar as normas gerais elaboradas pela União.
Se a União ainda não tiver editado as normas gerais sobre esse assunto, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. Em outras palavras, não havendo
normas gerais da União, o Estado-membro fica livre para legislar a respeito daquele tema. Vale ressaltar,
no entanto, que se a União vier a editar posteriormente as normas gerais, a lei estadual terá sua eficácia
suspensa naquilo que for contrário à legislação da União.
Na época da edição da Lei 11.078/1999, não havia lei geral sobre o tema, de forma que o Estado de Santa
Catarina tinha competência legislativa plena nessa matéria.

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 10

Informativo
comentado
Em suma:
Em tese, o Estado-membro detém competência para legislar sobre controle de resíduos de
embarcações, oleodutos e instalações costeiras. Isso porque o objeto dessa lei é a tutela ao meio
ambiente, sendo essa matéria de competência concorrente, nos termos do art. 24, VI e VIII, da CF/88.
STF. Plenário. ADI 2030/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 9/8/2017 (Info 872).

DIREITO PROCESSUAL PENAL
EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA
Não cabimento de habeas corpus contra decisão do Ministro do STJ
que nega a liminar em ação cautelar
Não cabe habeas corpus para o STF contra decisão monocrática do Ministro do STJ que negou
o pedido da defesa formulado em ação cautelar (medida cautelar) proposta com o objetivo de
conferir efeito suspensivo ao recurso especial. Incide, no caso, o óbice previsto na Súmula 691
do STF.
STF. 1ª Turma. HC 138633/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado
em 8/8/2017 (Info 872).
Imagine a seguinte situação hipotética:
João foi condenado a uma pena de 8 anos de reclusão, tendo sido a ele assegurado na sentença o direito
de recorrer em liberdade.
O réu interpôs apelação, mas o Tribunal de Justiça manteve a condenação.
O TJ determinou a expedição de mandado de prisão contra João e o início da execução provisória da pena.
Contra o acórdão do TJ, João interpôs recurso especial.
Além disso, a defesa do réu ingressou com ação cautelar no STJ para dar efeito suspensivo ao recurso
especial e, assim, impedir o início da execução provisória da pena. Em outras palavras, a defesa afirmou o
seguinte: eu sei que é possível dar início à execução provisória da pena conforme o novo entendimento
do STF. No entanto, no presente caso, existe uma manifesta ilegalidade, de forma que se deve dar efeito
suspensivo ao Resp para que o réu aguarde em liberdade o julgamento do recurso.
No STJ, o Ministro Relator da medida cautelar, monocraticamente, indeferiu o pedido de liminar por não
vislumbrar, em sede de cognição sumária, manifesta ilegalidade a ensejar o seu deferimento.
A defesa impetrou, então, habeas corpus para o STF contra essa decisão do Ministro do STJ.
O habeas corpus terá êxito?
NÃO. Em regra, não cabe habeas corpus para o STF contra decisão monocrática do Ministro do STJ. Aplicase aqui o raciocínio da súmula 691 do STF:
Súmula 691-STF: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra
decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere a liminar.
Exceções:
A regra acima exposta pode ser afastada em casos excepcionais, quando a decisão atacada se mostrar
teratológica, flagrantemente ilegal, abusiva ou manifestamente contrária à jurisprudência do STF,
situações nas quais o STF poderia conceder de ofício o habeas corpus.

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 11

Informativo
comentado
Por que não cabe? O que a defesa deveria fazer?
O STF entende que não cabe HC porque não se exauriu a apreciação do tema no STJ.
Assim, a defesa, em vez de impetrar habeas corpus no STF, deve interpor agravo regimental contra a
decisão do Ministro do STJ, recurso a ser julgado pela 5ª ou 6ª Turmas do STJ (art. 258 do RISTJ).
Dessa forma, o exaurimento da instância antecedente é, como regra, pressuposto para ensejar a
competência do STF.
Em suma:
Não cabe habeas corpus para o STF contra decisão monocrática do Ministro do STJ que negou o pedido
da defesa formulado em ação cautelar (medida cautelar) proposta com o objetivo de conferir efeito
suspensivo ao recurso especial. Incide, no caso, o óbice previsto na Súmula 691 do STF.
STF. 1ª Turma. HC 138633/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em
8/8/2017 (Info 872).

OUTRAS INFORMAÇÕES
Sessões
Pleno

Ordinárias Extraordinárias Julgamentos
9.8.2017

Julgamentos por meio eletrônico*

10.8.2017

11

42

1ª Turma 8.8.2017

--

80

232

2ª Turma

--

17

142

8.8.2017

* Emenda Regimental 51/2016-STF. Sessão virtual de 11 a 18 de agosto de 2017.
INOVAÇÕES LEGISLATIVAS
7 A 11 DE AGOSTO DE 2017
Lei Complementar nº 160, de 7.8.2017 - Dispõe sobre convênio que permite aos Estados e ao
Distrito Federal deliberar sobre a remissão dos créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das
isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo com o
disposto na alínea "g" do inciso XII do § 2o do art. 155 da Constituição Federal e a reinstituição das
respectivas isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais; e altera a Lei no 12.973, de 13 de
maio de 2014. Publicada no DOU, Seção 1, Edição nº 151, p. 8 em 8.8.2017.
Lei nº 13.473, de 8.8.2017 - Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária
de 2018 e dá outras providências. Publicada no DOU, Seção 1, Edição nº 152, p. 1 em 9.8.2017.
OUTRAS INFORMAÇÕES
7 A 11 DE AGOSTO DE 2017
Decreto nº 9.123, de 9.8.2017 - Dispõe sobre a execução, no território nacional, da Resolução 2362
(2017), de 29 de junho de 2017, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prorroga o regime de
sanções aplicável à Líbia. Publicado no DOU, Seção 1, Edição nº 153, p. 9 em 10.8.2017.
Secretaria de Documentação ­ SDO
Coordenadoria de Jurisprudência Comparada e Divulgação de Julgados ­ CJCD
[email protected]

Informativo 872-STF (17/08/2017) ­ Márcio André Lopes Cavalcante | 12