PROCESSO SELETIVO 2014
01/12/2013

INSTRUÇÕES
1. Confira, abaixo, o seu número de inscrição, turma e nome. Assine no local indicado.

Compreensão e Produção de Textos

2. Aguarde autorização para abrir o caderno de prova. Antes de iniciar a resolução das questões,
confira a numeração de todas as páginas.
3. A prova desta fase é composta de 5 questões discursivas de Compreensão e Produção de
Textos.
4. As questões deverão ser resolvidas no caderno de prova e transcritas na folha de versão
definitiva, que será distribuída pelo aplicador de prova no momento oportuno.
5. A interpretação das questões é parte do processo de avaliação, não sendo permitidas
perguntas aos aplicadores de prova.
6. Ao receber a folha de versão definitiva, examine-a e verifique se o nome impresso nela
corresponde ao seu. Caso haja qualquer irregularidade, comunique-a imediatamente ao
aplicador de prova.
7. As respostas das questões devem ser transcritas NA ÍNTEGRA na folha de versão definitiva,
com caneta preta.
Serão consideradas para correção apenas as respostas que constem na folha de versão
definitiva.
8. Não serão permitidas consultas, empréstimos e comunicação entre os candidatos, tampouco o
uso de livros, apontamentos e equipamentos eletrônicos ou não, inclusive relógio. O não
cumprimento dessas exigências implicará a eliminação do candidato.
9. Não será permitido ao candidato manter em seu poder relógios e aparelhos eletrônicos (BIP,
telefone celular, tablet, calculadora, agenda eletrônica, MP3 etc.), devendo ser desligados e
colocados OBRIGATORIAMENTE no saco plástico. Caso essa exigência seja descumprida, o
candidato será excluído do concurso.
10. O tempo de resolução das questões, incluindo o tempo de transcrição na folha de versão
definitiva, é de 4 horas e 30 minutos.
11. Ao concluir a prova, permaneça em seu lugar e comunique ao aplicador de prova. Aguarde
autorização para entregar o caderno de prova, a folha de versão definitiva e a ficha de
identificação.
DURAÇÃO DESTA PROVA: 4 horas e 30 minutos

NÚMERO DE INSCRIÇÃO

TURMA

NOME DO CANDIDATO

ASSINATURA DO CANDIDATO

CÓDIGO


.......................................................................................................................................................................................................................
A partir da divulgação da lista de aprovados, os candidatos terão acesso ao seu desempenho individual no site do NC
(www.nc.ufpr.br). Para obter essa informação, deverão ter à mão os seguintes dados:
nº de inscrição:

senha de acesso:

3

QUESTÃO DISCURSIVA

01

(http://www.ojornalista.com/2010/12/a-internet-no-brasil-em-2010)

Tomando como ponto de partida o infográfico acima, escreva um texto informativo sobre o uso da internet no Brasil em
2010. Seu texto deve:





Selecionar as informações que você achar relevantes (a escolha é sua);
Reunir as informações selecionadas num todo coeso;
Citar a fonte;
Ter entre 10 e 12 linhas.

O
H
N
U
C
S
A
R

Limite mínimo

4

QUESTÃO DISCURSIVA

02

(QUINO, Toda Mafalda.São Paulo: Martins Fontes, 2008, p. 384)

A partir do diálogo entre as personagens Mafalda e Liberdade, explicite a crítica e o efeito de humor da tirinha. Seu texto
deve ter entre 8 e 10 linhas.

O
H
N
U
C
S
A
R
QUESTÃO DISCURSIVA

Limite mínimo

03

Leia um trecho da entrevista ao iG do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, que teve, em 2012, seu primeiro
longa-metragem, "O Som ao Redor", incluído na lista dos dez melhores filmes do ano do jornal americano The New York
Times.
iG: Como fazer para que "O Som ao Redor" seja visto por um grande público no Brasil?
Mendonça Filho: É difícil. O mercado hoje tem mecanismos de convencimento, tudo é massificado. Faz semanas que só vejo "O
Hobbit" na minha frente: cartaz, jornal, Facebook, email, outdoor, televisão. É impressionante o que o dinheiro faz. No fim, as pessoas
naturalmente assistem a esses filmes. Elas veem "O Hobbit" sem saber direito o motivo. E aí você tem filmes bem menores e fica
pensando que seria bom se eles saíssem um pouco do cercadinho da cultura e fossem descobertos por outras pessoas, por pessoas
que talvez não o vissem, mas viram e gostaram. Esse é o meu desejo.
iG: O que acha do Vale-Cultura?
Mendonça Filho: Talvez seja positivo, mas me parece pular alguns estágios, porque não há investimento educacional no País. Acho
que investir na educação de base já geraria cidadãos naturalmente inclinados para a cultura.
(http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2013-0303)

5

Obedecendo às normas da escrita culta, exponha a opinião de Mendonça Filho sobre a relação entre o público consumidor
e o cinema, num texto em discurso indireto de até 8 linhas.

O
H
N
U
C
S
A
R
QUESTÃO DISCURSIVA

Limite máximo

04

Curto, logo existo
Com a evolução e o aumento de usuários e da importância das redes sociais, o nome e a fotografia de cada pessoa passaram
a funcionar como o substituto do sujeito. O "eu" real se esvaziou para dar lugar ao "perfil". O filósofo francês René Descartes
estabeleceu um novo modelo de pensamento no século XVII, ao formular em latim a seguinte proposição: "Penso, logo existo"
(Cogito, ergo sum). Era uma forma de demonstrar que aquele que existe raciocina e, por conseguinte, põe em xeque o mundo que
o cerca. A dúvida científica substituía a certeza religiosa. Hoje, Descartes se reviraria no seu túmulo em Estocolmo, caso pudesse
observar o que se passa na cabeça dos seres humanos. "Curto, logo existo" (Amo, ergo sum) parece ser a nova atitude lógica
popularizada pelo Facebook. A dúvida científica cedeu espaço à presunção tecnológica.
Melhor ainda é a formulação da jornalista americana Nancy Jo Sales no livro Bling Ring ­ a gangue de Hollywood: a dúvida
sobre a existência do ego deu lugar, na cultura do ultraconsumismo e das celebridades, a um outro tipo de pergunta: "Se postei algo
no Facebook e ninguém curtiu, eu existo?"
A resposta é: provavelmente não. Eu existo se meus tuítes não são comentados nem retuitados? Claro que não. E se são
curtidos e retuitados, tampouco! Ninguém existe nas redes sociais senão como representações, que estão ali no lugar dos indivíduos.
Não há uma transparência ou uma continuidade natural entre o que somos de fato e o que queremos ser nas redes sociais. Isso
parece óbvio, mas não o é para muita gente. Agora as pessoas reais guardam uma alta concentração de nada nos cérebros, pois
preferem jogar tudo o que pensam e sentem via suas representações nas redes sociais. Elas se tornam ocas para rechear de signos
seus perfis. O verdadeiro eu migrou do mundo off-line para o online.
É óbvio que os signos na internet podem enganar, mentir e insidiosamente simular um alter ego digital. Os vigaristas e falsários
pululam alegremente com suas máscaras nas redes sociais. Quando alguém me "curte" ou "não curte", está agindo com sinceridade
na mensagem ou quer agradar e parecer inteligente? Nesse sentido, se o eu do Facebook quiser se sentir mais vivo com o número
de pessoas que o curtiram, estará caindo em uma armadilha. Pois ele não é o que é nem quem curte é o que parece ser. Mesmo
quando a boa-fé existe, ela deixa de o ser porque nada se mantém estável no ambiente da "curtição" do Facebook. [...]
(Luís Antonio Guiron, Época, 01 ago. 2013)

Escreva um resumo do texto acima, com 10 linhas no máximo. Em seu texto, você deve:




apresentar o ponto de vista do autor e os argumentos que ela utiliza para justificá-lo;
escrever com suas próprias palavras, sem copiar enunciados do autor;
mencionar no corpo do resumo o autor e a fonte do texto.

O
H
N
U
C
S
A
R
Limite máximo

6

QUESTÃO DISCURSIVA

05

Texto 1:
Sem Tempo para as Palavras
O tempo da comunicação por e-mails e mensagens de texto pode, em breve, ficar tão ultrapassado quanto o das cartas
manuscritas enviadas pelo correio tradicional ou o das conversas ao telefone. E o longo post de 140 caracteres no Twitter? Esqueça!
Estamos nos aproximando do dia em que tudo será dito com imagens, segundo o New York Times. "As fotos estão rapidamente se
convertendo em um tipo de diálogo inteiramente novo", escreveu Nick Bilton no jornal. "A turma de vanguarda está descobrindo que
se comunicar com uma simples imagem, quer seja uma foto do que vai haver para o jantar ou uma imagem de uma placa de rua
indicando ao amigo `Ei, estou esperando por você aqui', é mais fácil que se dar ao trabalho de usar as palavras."
No passado, álbuns de fotos de família ocupavam espaço em estantes, repletos de imagens de casamentos, formaturas, férias
memoráveis e poses desajeitadas em volta da árvore de Natal. Agora, com o clicar de um botão, podemos postar uma foto online,
poupando-nos do trabalho de usar nossos dedos ou de digitar com os polegares num teclado pequeno. "Este é um momento divisor
de águas. Estamos nos afastando da fotografia como maneira de registrar ou armazenar um momento passado e convertendo-a
num meio de comunicação", disse ao NYT Robin Kelsey, professor de fotografia da Universidade de Harvard. [...]
(Tom Brady, Observatório da Imprensa, 23/07/2013.)

Texto 2:
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
[...]
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 8a ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1975. p. 175-177)

Confronte os textos 1 e 2 e dê sua opinião sobre a utilização da palavra escrita: que prognósticos podemos fazer quanto
ao seu uso na comunicação e na vida em geral?
Seu texto deve:

Apresentar uma opinião clara sobre o assunto e argumentos para sustentá-la, pautados nos textos;

Ter entre 10 e 12 linhas.

O
H
N
U
C
S
A
R
Limite mínimo