ANA MARIA ANTONIO

MESTRADO ACADÊMICO EM BIOENGENHARIA EESC
1980 A 2012: AVALIAÇÃO DOS EGRESSOS

Tese de doutorado apresentada ao Programa de PósGraduação Interunidades Bioengenharia de São Carlos/
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/Instituo de
Química de São Carlos da Universidade de São Paulo
como parte dos requisitos para a obtenção do título de
doutor em Ciências.

Área de Concentração:
Bioengenharia

Orientador: Prof. Dr. João Manuel Domingos de Almeida
Rollo
Co-orientadora: Profa.Dra. Dilma de Mello Silva

VERSÃO CORRIGIDA

São Carlos
2014

AUTORIZO A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO,
POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS
DE ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE.

A635m

Antonio, Ana Maria
Mestrado acadêmico em bioengenharia EESC de 1980 a
2012 : avaliação dos egressos / Ana Maria Antonio;
orientador João Manuel Domengos de Almeida Rollo;
coorientadora Dilma de Melo Silva. São Carlos, 2014.

Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação
Interunidades Bioengenharia e Área de Concentração em
Bioengenharia -- Escola de Engenharia de São Carlos;
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Instituto de
Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo,
2014.

1. Egressos. 2. Mestrado acadêmico. 3.
Bioengenharia. 4. Mercado de trabalho. I. Título.

Dedico este trabalho ao Professor Titular Luiz Romariz Duarte (in memoriam)
pela criação do Programa Pós-Graduação Interunidades Bioengenharia Escola de
Engenharia de São Carlos- Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-Instituto de
Química de São Carlos da Universidade de São Paulo

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Maria Santíssima, que sempre me mostra o melhor caminho
a ser percorrido, além de me dar saúde e forças,

para enfrentar todas as

dificuldades.

À minha família, meu pai Waldomiro Antonio (in memoriam), minha mãe Maria
Aparecida Bergamasco e meus irmãos Rita de Cássia, Waldomiro Antonio Filho,
Angela Maria e Ana Paula Camargo que sempre me ensinaram a ser uma pessoa
melhor, além de sempre me darem muita alegria e amor. Eu amo a cada um.

Para a minha amada filha Tatiana sempre ao meu lado demonstrando seu
amor e carinho comigo.

Ao meu orientador Prof. Dr. João Manuel Domingos de Almeida Rollo e coorientadora Dra Dilma de Melo Silva, pela disponibilidade durante a realização desta
pesquisa.

Aos queridos (in memoriam) Maria Carmem Bargas Bergamasco, Silvio
Bergamasco e Mauro Jose Mattiazzi, por terem feito parte da caminhada comigo.

Aos meus sobrinhos, Wellington Fernando, Wallisson Luís, Emilly Maria, Raul
Antonio, Raquel, Luiza e Murilo, pela alegria que vocês dão a minha vida.

Aos homens Rodrigo Luiz da Silva, Marcos Antonio dos Santos, Cícero da
Silva e Adriano Cordeiro, pelo incentivo que vocês me transmitem.

Aos serviços de secretaria do Programa de Pós-Graduação Interunidades em
Bioengenharia, na pessoa de Janete Ferreira Rodrigues dos Santos, pela
disponibilidade sempre.

A todos os alunos egressos e profissionais que responderam a minha
solicitação e contribuíram direta ou indiretamente com esta pesquisa.

Sinceros agradecimentos a todos e aos outros não citados aqui, mas que
contribuíram direta ou indiretamente para que este trabalho se concretizasse.

RESUMO
ANTONIO, A. M. Mestrado Acadêmico em Bioengenharia EESC-IQSC-FMRP-USP
1980 a 2012: Avaliação dos egressos. 2014. 154f. tese (doutorado). Programa de
Pós-Graduação Interunidades Bioengenharia ­ Escola de Engenharia de São
Carlos, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Instituto de Química de São
Carlos. Universidade de São Paulo, São Carlos, 2014
O objetivo desta pesquisa foi avaliar a inserção no mercado de trabalho dos
egressos do mestrado acadêmico do curso de Pós-Graduação Interunidades
Bioengenharia EESC-FMRP-IQSC-USP. Foi utilizado o sistema customizado em
linguagem de programação especial "Hypertext Preprocessor" PHP com banco de
dados MySQL para avaliar os dados. Foram avaliados 276 egressos do mestrado
acadêmico em bioengenharia da USP formados no período de 1980 a 2012. Para
avaliar o perfil dos egressos foram identificadas: a formação acadêmica, atividades
profissionais, produção cientifica, opinião dos egressos sobre o curso e mercado de
trabalho. Os resultados das variáveis de desfecho: ensino médio, graduação,
formação geral, avaliação do curso pelo egresso, formação acadêmica, adequação
da pesquisa, adequação da orientação, contribuição para a formação profissional,
avaliação pelo egresso, mercado de trabalho. Os resultados mostram que 46% dos
egressos são do sexo masculino e 54% do sexo feminino; 44% cursaram o ensino
médio em escola pública; 76% graduação em período integral; 35% desenvolveram
atividades culturais no país; 54,3% participaram de projeto de iniciação cientifica
durante a graduação; 80% consideram positivamente o PPGIB para sua formação
profissional, 44% apresentaram artigos em eventos científicos; 59% publicaram
durante a permanência no PPGIB; 86% utilizaram sistema informatizado de
bibliotecas; 25% consideram a pesquisa do PPGIB inovadora; 55% trabalham em
IES na área do programa; 14% atuam em área diferente a do Programa; 12%
exercem posições de liderança e estão trabalhando em IES; 14% estão insatisfeitos
com salário oferecido. Conclui-se que o PPGIB oferece boas condições aos
egressos para competirem profissionalmente.
Palavras-chave: Egressos, Mestrado Acadêmico, Bioengenharia, Mercado de
Trabalho.

ABSTRACT
ANTONIO, A.M. Master Scholar in Bioengineering EESC-IQSC-FMRP-USP 19802012: Evaluation of graduates. 2014. 154f.thesis (doctoral). Programa de PósGraduação Interunidades Bioengenharia ­ Escola de Engenharia de São Carlos,
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Instituto de Química de São Carlos.
Universidade de São Paulo, São Carlos, 2014
The objective of this research was to evaluate the integration in the labor market for
graduates of the academic Master Course Graduate Bioengineering Interunits EESCUSP-FMRP-IQSC. The custom system in special programming language "Hypertext
Preprocessor" PHP with MySQL database was used to evaluate the data. 276
graduates of the academic master in bioengineering at USP graduated from 1980 to
2012 were analyzed. In order to evaluate the profile of the graduates education,
professional activities, scientific production, opinion over the course of the graduates
and the labor market were identified. The results of the outcome variables: high
school, undergraduate, general education course evaluation by the enrolled student,
academic training, adequacy of research, adequacy of guidance, contribution to
training, evaluation by the enrolled student, the labor market. The results show that
46% of graduates are male and 54% female; 44% attended high school in a public
school; 76% full-time undergraduate; 35% developed cultural activities in the country;
54.3% participated in undergraduate research project for graduation; 80% think
positively PPGIB for their training, 44% had articles in scientific events; 59%
published during the permanence in PPGIB; 86% used computerized library system;
25% consider the research of innovative PPGIB; 55% work in HEIs in the program
area; 14% work in a different area of the program; 12% are in leadership positions
and are working in HEIs; 14% are dissatisfied with the salary offered. We conclude
that the PPGIB offers good conditions for graduates to compete professionally.
Keywords: Graduates, Academic Master, Bioengineering, Labor Market.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1-

Localização de Sao Carlos no Estado de São Paulo

44

Fonte: http://www.wikipedia.org

Figura 2-

Edifício construído no Bloco E-1 da EESC-USP

46

Fonte: http://www.eesc.usp.br/60anos

Figura 3-

Professor Titular Luiz Romariz Duarte

Fonte: http://www.bioeng.eesc.usp.br/

50

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1-

Total de dissertações ao longo do período pesquisado

52

Gráfico 2-

Ano de nascimento dos egressos

66

Gráfico 3-

Formação dos egressos na graduação

67

Gráfico 4-

Porcentagem dos egressos segundo o tipo de escola que 68
cursou o ensino médio.

Gráfico 5-

Porcentagem dos egressos segundo o tipo de ensino 69
médio que concluiu.

Gráfico 6-

Porcentagem dos egressos segundo o período que 69
freqüentou o ensino médio.

Gráfico 7-

Porcentagem dos egressos segundo o tipo de organização 72
acadêmica que freqüentou no curso de graduação.

Gráfico 8-

Porcentagem dos egressos segundo o tipo de categoria 74
administrativa da instituição em que freqüentou o curso
graduação.

Gráfico 9-

Porcentagem dos egressos segundo o período de estudo
do curso de graduação que freqüentou.

Gráfico 10-

7
75

Porcentagem dos egressos segundo as atividades que 77
participou durante a graduação.

Gráfico 11-

Porcentagem dos egressos segundo o conhecimento de 78
língua inglesa no inicio da pós-graduação.

Gráfico 12-

Avaliação em porcentagem dos egressos oriundos do 80
curso de graduação quanto ao preparo para a realização
da pós-graduação

Gráfico 13-

Porcentagem dos egressos segundo tipo de organização 81
acadêmica que freqüentou o curso de graduação. Fator
que contribuiu positivamente para seu desempenho na
pós-graduação.

Gráfico 14-

Porcentagem

dos

egressos

segundo

categoria 82

administrativa que freqüentou a graduação. Fator que
contribuiu positivamente para o desempenho na pós-

graduação.
Gráfico 15-

Porcentagem dos egressos segundo o período em que 83
freqüentou

a

graduação.

Fator

que

contribuiu

positivamente para o desempenho na pós-graduação.
Gráfico 16-

Porcentagem dos egressos segundo o grau de satisfação 83
do seu desempenho na pós-graduação (nota de 01 a 10).

Gráfico 17-

Porcentagem

dos

egressos

segundo

razões

que 84

influenciaram na decisão ao ingressar no PPGIB.
Gráfico 18-

Porcentagem dos egressos segundo o intervalo entre a 86
conclusão da graduação e inicio da pós-graduação.

Gráfico 19-

Porcentagem dos egressos segundo sua participação em 86
projeto de iniciação cientifica antes da pós-graduação.

Gráfico 20-

Porcentagem de egressos segundo característica que 88
melhor descreve o PPGIB.

Gráfico 21-

Porcentagem dos egressos segundo os aspectos relativos 89
ao PPGIB que considera plenamente satisfatório.

Gráfico 22-

Porcentagem dos egressos segundo considera

ser a 91

principal contribuição do PPGIB.
Gráfico 23-

Porcentagem dos egressos segundo o que define sua 93
orientação no PPGIB

Gráfico 24-

Porcentagem dos egressos segundo a continuidade da 94
parceria com seu orientador em outros projetos após a
conclusão do PPGIB

Gráfico 25-

Porcentagem dos egressos segundo sua parceria com seu 95
orientador no PPGIB

Gráfico 26-

Porcentagem dos egressos segundo seu relacionamento 96
com seu orientador no PPGIB considerado satisfatório

Gráfico 27-

Porcentagem

dos

egressos

segundo

contribuições 97

positivas do PPGIB para sua formação profissional
Gráfico 28-

Porcentagem dos egressos segundo a contribuição para 98
sua formação que considera ser atribuída ao PPGIB

Gráfico 29-

Porcentagem

dos

egressos

segundo

os

apresentados durante sua permanência no PPGIB

artigos 99

Gráfico 30-

Porcentagem dos egressos segundo o tipo de encontro e o 100
número de artigos apresentados

Gráfico 31-

Porcentagem dos egressos segundo publicação incluindo 101
as já aceitas para serem publicadas

Gráfico 32-

Porcentagem dos egressos segundo o número de :

102

Gráfico 33-

Porcentagem dos egressos segundo suas publicações no 103
PPGIB incluindo também as serem publicadas

Gráfico 34-

Porcentagem dos egressos segundo a decisão de 104
participar PPGIB ocorreu no momento apropriado

Gráfico 35-

Porcentagem dos egressos segundo o PPGIB atender 105
totalmente as expectativas

Gráfico 36-

Porcentagem dos egressos segundo as instalações físicas 106
do

PPGIB

serem

perfeitamente

adequadas

às

necessidades
Gráfico 37-

Porcentagem dos egressos segundo a disposição do 107
sistema informatizado das bibliotecas disponíveis para o
PPGIB serem compatíveis com as necessidades

Gráfico 38-

Porcentagem dos egressos segundo o acervo de livros das 108
bibliotecas serem adequados em face das necessidades
da pesquisa

Gráfico 39

Porcentagem dos egressos segundo a participação no 109
PPGIB ser decisiva na definição da vida profissional

Gráfico 40-

Porcentagem dos egressos segundo a participação no 110
PPGIB ter contribuído para sua formação

Gráfico 41-

Porcentagem dos egressos segundo os aspectos mais 111
positivos do PPGIB.

Gráfico 42-

Porcentagem dos egressos sobre os aspectos mais 112
negativos do PPGIB

Gráfico 43-

Porcentagem dos egressos segundo sua dissertação ter 113
sido publicada

Gráfico 44-

Porcentagem dos egressos segundo nota atribuída de zero 114
a dez, referente ao grau de satisfação com o PPGIB

Gráfico 45-

Porcentagem dos egressos segundo o objetivo imediato 116

após o PPGIB
Gráfico 46-

Porcentagem dos egressos segundo a atual ocupação no 117
mercado de trabalho

Gráfico 47-

Porcentagem dos egressos segundo o ingresso em seu 118
emprego atual

Gráfico 48-

Porcentagem dos egressos segundo após a conclusão do 119
mestrado ter mudado diversas vezes de emprego

Gráfico 49-

Porcentagem dos egressos segundo salário

120

Gráfico 50-

Porcentagem dos egressos segundo abono/incentivos- 121
outras vantagens

Gráfico 51-

Porcentagem

dos

egressos

segundo

condições

de 121

trabalho
Grafico52-

Porcentagem dos egressos segundo prestígio onde 122
trabalha

Gráfico 53-

Porcentagem dos egressos segundo a variedade de 123
atividade que desempenha

Gráfico 54-

Porcentagem dos egressos segundo estabilidade no 124
emprego

Gráfico 55-

Porcentagem dos egressos segundo após conclusão do 125
PPGIB estar aptos a concorrer com outros profissionais na
área, formados por outras instituições, para ingresso em
curso de PG nível doutorado ou mercado de trabalho

LISTA DE ABREVIATURAS

BSCS

Biological Sciences Curriculum Study

CAPES

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

CACEX

Carteira do Comercio Exterior

CNES

Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde

CONEAU

Comission Nacional de Evaluación y Acreditación Universitária

CONFEA

Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

COPPE

Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em
Engenharia

EACH

Escola de Artes, Ciências e Humanidades

EESC

Escola de Engenharia de São Carlos

ESCP

Escola Superior de Comércio (Ecole Supérieure de Commerce)

EUA

Estados Unidos da América

FAPESP

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

FAMEB

Faculdade de Medicina da Bahia

FEI

Faculdade de Engenharia Industrial

FMRP

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

IBECC

Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura

ICMC

Instituto Ciências Matemáticas e de Computação

ICMSC

Instituto de Ciências Matemáticas São Carlos

IFSC

Instituto de Física São Carlos

IFQSC

Instituto de Física e Química de São Carlos

IQSC

Instituto de Química de São Carlos

IPS

Instituto Politécnico Superior

ITA

Instituto Tecnológico de Aeronáutica

LDB

Lei de Diretrizes e Bases

MEC

Ministério da Educação

PEB

Programa Engenharia Biomédica

PPGIB

Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia

PSSC

Physical Science Study Curriculum

PUC

Pontifícia Universidade Católica

RBEB

Revista Brasileira de Engenharia Biomédica

SBEB

Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica

SEI

Serviço Exportação Internacional

SMSG

School Mathematics Study Group

UNESCO

Organização das Nações Unidas para a Educação à Ciência e a
Cultura

UNIVAP

Universidade do Vale do Paraíba

UFBA

Universidade Federal da Bahia

USP

Universidade de São Paulo

UFPE

Universidade Federal de Pernambuco

UFPB

Universidade Federal da Paraíba

UFRJ

Universidade Federal do Rio de Janeiro

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

15

2. JUSTIFICATIVA

19

3. OBJETIVO

21

3.1. Objetivos específicos
4. REVISÃO BILIOGRÁFICA

21
22

4.1. SAÚDE NO BRASIL COLÔNIA

24

4.2. INÍCIO DA ENGENHARIA BIOMÉDICA NO BRASIL

26

4.3. ENGENHARIA DE REABILITAÇÃO
4.4. INFORMÁTICA MÉDICA
4.5. ENGENHARIA CLÍNICA OU HOSPITALAR
4.6. BIOENGENHARIA
5. INICÍO DA ENGENHARIA BIOMÉDICA E BIOENGENHARIA NO BRASIL
6. EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA BIOMÉDICA
6.1.MERCADO DE TRABALHO DO PROFISSIONAL CURSO

28
29
30
31
33
40
42

BIOENGENHARIA
6.2. MERCADO DE TRABALHO DO BIOENGENHEIRO

42

7. CRIAÇÃO DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS

44

7.1. A HISTÓRIA DA BIOENGENHARIA NA ESCOLA DE

48

ENGENHERIA DE SÃO CARLOS
7.2. LINHA DE PESQUISA DO PPGIB: Período inicial

50

7.3. LINHA DE PESQUISA DO PPGIB: Período atual

51

7.4. DISSERTAÇÕES DO PPGIB 1980 A 2012

52

8. PÓS-GRADUAÇÃO NO BRASIL
9. PRODUÇÃO E APLICAÇÃO DA ENGENHARIA

52
53

BIOMÉDICA E BIOENGENHARIA NO BRASIL
9.1. MAPEAMENTO DA ENGENHARIA BIOMÉDICA E
BIOENGENHARIA NO BRASIL
10. MÉTODO

53
62

10.1. Aspectos Éticos

62

10.2. Participantes

63

10.3. Procedimentos para coleta dos dados

63

10.4. Instrumentos para coleta de dados

64

10.5. Perfil dos Egressos
10.6. Perfil do Mestre em Ciência: área Bioengenharia

64
65

10.7. Perfil Ocupacional

65

10.8. Mercado de Trabalho

65

11. RESULTADOS E DISCUSSÃO
11.1. O Perfil dos Egressos

66
68

11.2. Características do curso de graduação

71

11.3. A pós-graduação em Bioengenharia

80

11.4. O mercado de trabalho

115

12. CONCLUSÃO

126

REFERÊNCIAS

131

Apêndice A

136

Apêndice B

138

Apêndice C

139

15

1. INTRODUÇÃO

O ensino de Pós-Graduação na Universidade de São Paulo-USP teve início a
partir de 1969, na cidade de São Paulo, através da Resolução CoPGr Nº 4678 e
assim estruturado: pós-graduação Stricto Sensu e pós-graduação Lato Sensu. Os
cursos Stricto Sensu são oferecidos em nível de mestrado e doutorado, sempre com
o objetivo de formar recursos humanos altamente qualificados, com vistas ao ensino,
pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico. Já os cursos Lato Sensu
são direcionados ao treinamento profissional ou científico e conferem certificado de
Especialista. A educação continuada por meio dos cursos de especialização,
mestrado e doutorado, permite formar um profissional que atende às necessidades
acadêmicas e profissionalizantes do mercado, sempre buscando o aperfeiçoamento
especializado do conhecimento (USP, 2013).
No campus da USP de São Carlos, a Pós-Graduação Interunidades em
Bioengenharia teve seu funcionamento autorizado pela Câmara de Pós-Graduação
do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão de Serviços à Comunidade (na
pessoa do Professor Titular Paschoal Ernesto Américo Senise), após o exame do
processo 16965/77 e usando das atribuições que lhe conferiam o artigo 4º da
Portaria GR-1538, de 19 de julho de 1971. O programa de Pós-Graduação
Interunidades em Bioengenharia, então autorizado, contemplava a Escola de
Engenharia de São Carlos-EESC, a Faculdade de Medicina de Ribeirão PretoFMRP, o Instituto de Ciências Matemáticas de São Carlos-ICMSC e o Instituto de
Física e Química de São Carlos- IFQSC, com o curso de Pós-Graduação na área
Interunidades "Bioengenharia", em nível de Mestrado, os quais deveriam reger-se
pelas normas baixadas pela Resolução nº 1283, de 4.11.1977 (DIÁRIO OFICIAL,
18/11/1977).

16

A graduação em engenharia biomédica iniciou no Brasil no ano de 2005 na
Universidade do Vale do Paraíba- UNIVAP. O Engenheiro Biomédico deve ser um
profissional multidisciplinar voltado às ciências da saúde. Dentro deste leque
dinâmico, a formação de profissionais com: conhecimento das mais novas
tecnologias de diagnósticos e tratamentos; aplicação da informática e computação
na área biomédica, na administração e na arquitetura de ambientes de saúde,
aplicando conhecimentos matemáticos para modelagem e execução; conhecimento
de biomateriais e sistemas biomecânicos; aplicados à medicina e biomedicina;
habilidades de gestão e espírito de liderança com consciência de grupo,
empreendedorismo, atualização constante e automotivação; projetos e fabricação de
dispositivos eletrônicos para diagnósticos e tratamento, facilitando o trabalho
médico, o suporte a vida, com habilidades para estimular a comunicação entre o
setor produtivo e médico-hospitalar.
A pós-graduação em engenharia biomédica no Brasil foi introduzida pelo
programa de engenharia biomédica da Coppe ­ Universidade Federal do Rio de
Janeiro pioneiro em 1971, com a ambição de formar profissionais num campo então
desconhecido no Brasil e contribuir para melhorar a qualidade da medicina e dos
programas de assistência à saúde, praticados no país, pela união das praticas dos
saberes da medicina e da engenharia. Trazia a marca inovadora que, desde o inicio
caracterizou a Coppe, professores e alunos com dedicação integral e forte ênfase na
combinação de ensino e pesquisa, comunicação entre o setor produtivo e médicohospitalar.
Assim o aluno que cursa a Pós-Graduação em nível de mestrado em
engenharia biomédica, está apto no final do curso a ser um profissional de alto nível
para o exercício da docência e para pesquisa e inovação tecnológica, capazes de

17

aplicar conceitos das áreas de engenharia, ciências exatas e biológicas para solução
de problemas relativos à área da saúde e para o desenvolvimento da ciência e da
tecnologia nacional.
A Pós-Graduação em nível de doutorado em engenharia biomédica visa
formar recursos humanos que atuem, ou pretendem atuar, em universidades,
institutos de pesquisas, hospitais e empresas de base tecnológica e de inovação na
área de saúde, visando à utilização e a aplicação dos conceitos recebidos no
desenvolvimento de novas técnicas de diagnósticos não-invasivos, uso de novas
metodologias de tratamento, assim como, o domínio no desenvolvimento e
preparação de novos biomateriais. O Doutorado Direto é uma excelente opção para
alunos que terminaram sua graduação e que buscam novos desafios. Os candidatos
que tiveram a oportunidade de participar de pesquisa científica durante seu curso de
graduação e que já possuem artigos indexados publicados poderão ingressar
diretamente nesta modalidade. O profissional formado terá toda a capacidade de
exercer as atividades profissionais de ensino, pesquisa e desenvolvimento em
engenharia biomédica, atendendo as exigências de qualificação e expansão no
mercado de trabalho.
Quando se pesquisa o mercado de trabalho, algumas dúvidas surgem quanto
a sua definição. Para Toledo e Milione (1983) "refere-se às oportunidades
qualitativas e quantitativas de emprego em determinada região". Pires (2009) define
mercado de trabalho, como "o conjunto das ofertas de trabalho oferecidas pelas
empresas, em certa época e em determinado lugar". Para esses autores citados
como exemplos, mercado de trabalho restringe-se às ofertas de trabalho (vagas)
pelas empresas e à procura de trabalho.

18

O

mercado

de

trabalho

brasileiro,

referente

aos

profissionais

da

Bioengenharia, apresenta crescimento da oferta de mão-de-obra e estrutura
profissional própria. Assim, o profissional habilitado pode atuar em atividades de
projeto, produção, gestão e controle de qualidade de dispositivos biomédicos em
organizações de saúde publica e privada. Também desempenha atividades de
pesquisa e desenvolvimento de processos e dispositivos biomédicos para uso em
prevenção e diagnóstico de doenças; terapia e monitoração de sinais vitais, além de
dispositivos biomédicos para reabilitação e tecnologia assistida (JIMENEZ VIVAS,
2005)
Segundo Menezez Filho et al. (2004), a profissão de bioengenheiro evidencia
que o conhecimento cientifico é um só e não está compartimentado pela divisão das
profissões. Ainda segundo esse pesquisador, o bioengenheiro atua com mais
freqüência em hospitais, não sendo descartada sua atuação em laboratórios de
análises clínicas e na indústria de instrumentação hospitalar, biológica e de
engenharia biológica.
Desta maneira, independente do setor, no qual o bioengenheiro esteja
atuando, ele só se sentirá estimulado a exercer sua profissão, caso esteja satisfeito
com seu trabalho. Uma profissão em sua prática, não deve ser considerada somente
o resultado de aptidões e habilidades de quem as executa. Há que se levar em
conta também, os fatores psicológicos e sociais, cuja grande influência no
comportamento do trabalhador diante de seu exercício profissional pode condicionar
a sua compatibilização com o trabalho. É esta compatibilização que leva a chamada
satisfação profissional, a qual pode ser definida como o estado emocional positivo
resultante do prazer que se têm com as experiências do trabalho (LOPES, 2005).

19

2. JUSTIFICATIVA

A escolha de estudar os egressos do curso de pós-graduação Interunidades
em Bioengenharia em nível de mestrado ocorreu por não existir até o ano de 2005
nenhum curso de graduação na área de engenharia biomédica, somente mestrado/
doutorado em engenharia biomédica. O Programa de Pós-Graduação Interunidades
em Bioengenharia EESC-IQSC-FMRP-USP é o único no Brasil a desenvolver
pesquisas em bioengenharia.
As variações no comportamento do mercado de trabalho do bioengenheiro
aliadas à formação constante de novos mestres em Bioengenharia, oriundos do
curso de Pós-Graduação em Bioengenharia da USP levaram-me a pensar como se
processa a inserção dos egressos no mercado de trabalho em bioengenharia.
Em razão destes fatos, e por se tratar de uma pesquisa ainda não concebida
no curso de mestrado da Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia PPGIBEESC-FMRP-IQSC-USP, decidi fazê-la com os egressos do referido curso, na
tentativa de descobrir sua inserção no mercado de trabalho, quais as principais
dificuldades encontradas no exercício da profissão e o seu grau de satisfação com a
mesma. Também realizei esta pesquisa com o objetivo de verificar se os egressos
estão devidamente capacitados para se inserir no mercado de trabalho.
Atualmente, em decorrência das novas Diretrizes Curriculares Nacionais
estabelecidas pelo Ministério da Educação e Cultura ­ MEC, mudanças nos
currículos dos cursos de pós-graduação se fazem necessárias na tentativa de
adequar a formação com a realidade social da população. Desta forma, se faz
necessário conhecer a realidade profissional dos egressos, a fim de se avaliar a

20

necessidade de possíveis mudanças nos cursos de Pós-Graduação e caso essas
ocorram, guiá-las para uma melhor formulação.

21

3. OBJETIVO
O objetivo desta pesquisa foi avaliar a inserção no mercado de trabalho dos
egressos do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia EESCIQSC-FMRP da Universidade de São Paulo, tendo como finalidade conhecer as
atividades acadêmicas e profissionais verificando as mudanças ocorridas e
descrever a percepção do curso pelos egressos titulados mestres em Ciências; área
de concentração Bioengenharia no período de 1980 a 2012.
Procurei trabalhar as evidencias de modo a construir o perfil do curso
realizado pelo egresso, o perfil ocupacional e o perfil de mercado de trabalho e
construir esse mesmo perfil a partir de informações colhidas.
A expectativa que moveu esta pesquisa foi reafirmar a convicção de que a
pesquisa cientifica sobre o mercado de trabalho constitui um instrumento objetivo e
eficaz de diagnostico e de avaliação das relações de ensino superior com o sistema
produtivo.

3.1. Objetivos específicos

Os objetivos específicos da pesquisa foram: 1) proceder à avaliação tanto do
ensino como campo profissional a partir dos egressos e 2) apontar tendências e
perspectivas em ambos os setores.
A pesquisa acumulou uma quantidade de dados, fruto da elaboração de uma
serie de indicadores gerais, quantitativos e qualitativos (permanência na área,
exigências ocupacionais, tendências setoriais, etc.), os quais foram registrados no
curso de Interunidades em bioengenharia em nível de mestrado.

22

4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A avaliação dos egressos dos programas de Pós-Graduação é um tema
relevante, em pesquisas realizadas tanto no Brasil, quanto no exterior. (LOPES,
1998; HORTALE e KOIFMAN, 2007; PIRES, 2008; MENDES, 2010; MODESTO,
2012; SÃO LUIS, 2012; ORTIGOSA et al., 2012; PRIES, 2000).
Pelo relatado no estudo de Hortale e Koifman (2007), pode-se constatar que
há semelhanças no processo de avaliação da Pós-Graduação da Argentina e do
Brasil. Um ponto a destacar é a natureza dos órgãos que atuam na avaliação da
Pós-Graduação, na Argentina é a Comission Nacional de Evaluación y Acreditación
Universitária-CONEAU, e no Brasil é a Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior-CAPES. Segundo Spagnolo e Calhau (2002), o sistema
de avaliação da CAPES está mais orientado para a pesquisa do que para a
qualidade do ensino. No instrumento de avaliação utilizado não há indicadores
próprios para se avaliar os métodos de ensino; a qualidade é inferida a partir da
análise do número de publicações, da qualificação do corpo docente, das
orientações realizadas e da carga horária docente no programa (PIMENTA e
ANASTASIOU, 2002).
Em relação ao Brasil, parte do documento- CONTRIBUIÇÕES DA
COMUNIDADE: PROPOSTA USP DE AVALIAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO-2012apresentado no Encontro Acadêmico de Gestão da Pós-Graduação USP- Avaliação
como instrumento, realizado de 24 a 26 de setembro de 2012, na Escola de Artes,
Ciências e Humanidades (EACH), Campus USP Leste, São Paulo-SP, veio reforçar
a necessidade da realização do presente trabalho, cujo tema é a Avaliação da
inserção no mercado de trabalho dos egressos do mestrado acadêmico em
Bioengenharia. Neste documento, o propósito foi apresentar de forma sintética as

23

contribuições recebidas pela Comunidade Acadêmica. Além das premissas gerais
para o Sistema de Avaliação USP da Pós-Graduação, e de suas características
quanto ao formato da Avaliação, foram identificadas diversas questões, compondo
sete elementos principais do processo de avaliação, considerados pela comunidade
presente no evento como contemplados apenas parcialmente pelo atual sistema de
avaliação da CAPES, a saber, (1) Egressos; (2) Internacionalização (mobilidade,
convênios e cooperação); (3) Qualidade de produto final; (4) Detalhamento da
produção intelectual; (5) Captação de recursos; (6) Cooperação entre os Programas
da própria USP; (7) Pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Como se pode observar, o primeiro elemento refere-se ao foco deste trabalho,
os egressos, que no documento se apresentam de forma geral e no presente
trabalho, especificam-se como sendo os mestres do Programa de Pós-Graduação
Interunidades em Bioengenharia. Os itens específicos sugeridos pelo documento
Avaliação USP (USP, 2012) foram:
.-Egressos
.-Diferenciação entre mestres e doutores;
.-Considerar atuação acadêmica e não acadêmica;
.-Atuação dentro ou fora da área de formação;
.-Compatibilidade do cargo com nível de formação;
.-Liderança;
.-Captação de recursos;
.-Distribuição geográfica;
.-Nucleação;
.-Opinião dos egressos sobre o programa.

24

4.1. SAÚDE NO BRASIL COLÔNIA

Durante o período do Brasil colônia, o Rio de Janeiro apresentou-se como um
verdadeiro "campo experimental" para remédios, tal sua quantidade. Além, de serem
imitados os de Portugal, havia também remédios da cultura indígena ou africana. Na
Farmacopéia de Vigier, de 1766, encontram-se descritos alguns tipos de remédios e
suas indicações, tais como carne de víbora em pó para a sífilis, açúcar rosado com
leite de jumenta ou cabra para a tuberculose pulmonar ou "chaga de bofe", raspas
de chifre de veado para a verminose, pomada de gordura humana retirada dos
enforcados para a calvície, pescoço de galo torrado e pulverizado nas anginas, entre
outros, comprovando a vasta gama de remédios e suas diferentes origens no Brasil
colonial. Com a abertura dos portos do Brasil às nações amigas de Portugal, D. João
VI assinou, em 18 de fevereiro de 1808, o documento que mandou criar a Escola de
Cirurgia da Bahia (atual UFBA) e deu início ao ensino da medicina no país (FAMEB,
2013). A Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ
foi criada pelo príncipe regente D. João VI, por Carta Régia, assinada em 5 de
novembro de 1808, com o nome de Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia e
instalada no Hospital Militar do Morro do Castelo (UFRJ, 2013).
A interiorização do ensino da medicina iniciou-se em 1950 quando foi fundada
a primeira faculdade de medicina no interior do Brasil, a Faculdade de Medicina de
Sorocaba da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP (ESCOLAS
MÉDICAS, 2013).
Em 13 de junho de 1954 o diretor do Instituto Brasileiro de História da
Medicina plantou no Jardim Botânico do Rio uma muda vinda da árvore de
Hipócrates, que ainda existe na ilha de Cós, na Grécia.

25

A Medicina tem dois aspectos: um deles é o conhecimento (isto é, uma
ciência) e o outro a aplicação desse conhecimento (as profissões médicas). A
Medicina baseada em evidências é uma tentativa de ligar esses dois aspectos
(ciência e prática) através do uso do método científico, buscando através de técnicas
e pesquisas científicas o melhor tratamento para um determinado paciente.
Às vezes, pode ser difícil distinguir entre ciência médica e profissão em
medicina. Os vários ramos especializados da medicina são estudados por ciências
básicas especializadas e por correspondentes profissões médicas, igualmente
especializadas, que lidam com órgãos, sistemas orgânicos e suas doenças. As
ciências básicas da medicina freqüentemente são as mesmas de outras áreas da
ciência da saúde ou ciência médica como a biologia, a física e a química. Existem
várias áreas ligadas à ciência da saúde ou ciência médica: odontologia, serviço
social, psicologia, enfermagem, farmácia, biomedicina, fonoaudiologia, educação
física, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição, protética e bioengenharia (UFRJ,
2013).
O estudo do corpo humano, em algumas das suas formas e propósitos,
constitui uma importante ligação entre a medicina e alguns campos da engenharia. A
medicina tem como objetivo sustentar, aumentar e até substituir funções do corpo
humano, se necessário, através do uso da tecnologia.
A moderna medicina pode substituir várias funções do corpo através do uso
de órgãos artificiais e pode alterar significativamente várias dessas funções através
de dispositivos como implantes cerebrais e marca-passos. A biônica é um campo
específico que se dedica ao estudo dos implantes sintéticos em sistemas naturais
(CNES, 2013).

26

Reciprocamente, alguns campos da engenharia olham para o corpo humano
como uma máquina biológica que merece ser estudada e dedicam-se a melhorar
muitas das suas funções através da substituição da biologia pela tecnologia. Isto
levou a novos campos de pesquisa, como a inteligência artificial, as redes neurais, a
lógica difusa e a robótica. Existem também interações substanciais entre a
engenharia e a medicina (ESCOLAS MÉDICAS, 2013; CNES, 2013).

4.2. INÍCIO DA ENGENHARIA BIOMÉDICA NO BRASIL

O perfil histórico da Engenharia Biomédica/ Bioengenharia no Brasil, além de
uma análise contemporânea dos mais variados temas da especialidade, as opiniões
que

se

seguem

nos

dão

uma

mostra

de

como

a

Engenharia

Biomédica/Bioengenharia evoluiu no país e como ela vem se tornando um
diferencial na qualidade da prestação de serviços de saúde para todo o mundo.
O que nos dias atuais se entende como Bioengenharia está muito ligado ao
desenvolvimento da Instrumentação e, em particular, à instrumentação médica, cujo
desenvolvimento é necessário a interação de médicos e engenheiros, nestes
incluídos físicos, químicos, matemáticos e cientistas da computação. Surgem então
outros campos ligados à Bioengenharia, como Bioinformática, Genômica, etc.
(INFANTOSI, 2001).
A medicina brasileira era principalmente clínica e sanitária até 1900, com
descentralização política, empréstimos culturais e urgências políticas que a ciência
brasileira entraria no século XX. (ANTONIO, ROLLO, 2014)
O desenvolvimento científico no Brasil, caracterizado como sendo a vacina o
tema predominante em ciências e tecnologia abordando os primórdios da

27

bioengenharia no Brasil, sua continuação se dá na instrumentação que é
considerada a continuidade da bioengenharia no Brasil.
A Engenharia Biomédica teve sua origem na engenharia, nascendo da
evolução da indústria médico-hospitalar, odontológica e farmacêutica, é elevada à
condição de especialidade pelo esforço de abnegados engenheiros que acreditaram
na importância de sua atuação no setor, na formação de um mercado para os
produtos de alta tecnologia, bem como, no potencial dos métodos da engenharia
para a criação de soluções, tanto para a medicina como, numa visão mais ampla,
para todas as biociências.
A solução dos problemas da biologia ­ ciência que estuda os seres vivos e
suas relações, a fim de conhecer as leis peculiares à matéria viva ­ e medicina ­
arte e ciência de curar e prevenir doenças - reside nos conhecimentos de
engenharia, matemática, computação e física e, através desta multidisciplinaridade é
possível definir a engenharia biomédica.
Esta

multidisciplinaridade,

incorporada

recentemente,

tem

prestado

substancial contribuição às ciências biomédicas e à tecnologia aplicada a problemas
médicos. Na sua definição mais ampla, a engenharia biomédica tem pontos de
tangência com outras áreas multidisciplinares do conhecimento, tais como fisiologia,
biomatemática e informática médica.
Através dessa definição, percebe-se que a engenharia biomédica é uma área
muito vasta e que hoje é impossível um único indivíduo cobrir toda a gama de
conhecimentos desta ciência.
Pode-se dividir a Engenharia Biomédica em quatro subáreas: Engenharia de
Reabilitação, Engenharia Médica, Engenharia Clínica ou Hospitalar e Bioengenharia.

28

4.3. ENGENHARIA DE REABILITAÇÃO

Pode-se definir esta engenharia como a aplicação de métodos da engenharia
- arte de aplicar os conhecimentos científicos à invenção, aperfeiçoamento ou
utilização da técnica industrial em todas as suas determinações - e das ciências
exatas - as que somente admitem princípios, conseqüências e fatos rigorosamente
demonstráveis - no projeto e construção de sistemas, equipamentos e dispositivos
para processamento de sinais biológicos, estimulação neuromuscular, sustentação,
locomoção, fisioterapia e próteses artificiais utilizados para recuperação ou
minimização dos efeitos de deficiências neurológicas e músculo-esquelético,
estando contida no âmbito da engenharia biomédica como uma de suas subdivisões.
A Engenharia de Reabilitação é uma das mais recentes especialidades da
engenharia biomédica e se concentra basicamente na pesquisa e produção de
equipamentos e próteses, atuando na indústria ou, de forma multidisciplinar, junto à
unidade de terapia e instituições de pesquisa. Os recentes avanços conquistados no
campo do processamento de sinais biológicos e neurotransmissores constituem uma
das áreas de maior desenvolvimento nesse setor e vem criando novas perspectivas
para atuação da medicina na criação de terapias mais eficazes.
Em associação com novas gerações de materiais e novas concepções de
fabricação, ampliaram-se as possibilidades para construção de próteses inteligentes
comandadas por sinais mio-elétrico para as mais variadas finalidades, agora mais
leves, mais confortáveis e com custo acessível.
O conhecimento preciso da biomecânica da estrutura esquelética e os efeitos
causados pelos esforços sobre a estrutura alveolar dos ossos - adquiridos em
simulações calculadas por métodos avançados como o de elementos finitos, por

29

exemplo - inaugura novas gerações de próteses, tanto externas como implantáveis,
muito mais resistentes, duráveis e seguras.

4.4. INFORMÁTICA MÉDICA

Refere-se à aplicação dos métodos da engenharia e das ciências exatas no
projeto, construção, operação, e manutenção de equipamentos informatizados e
programas especialmente desenvolvidos para as diversas áreas que compõem o
setor da saúde.
Focaliza o estudo da informática e da informatização com o objetivo de
pesquisar e desenvolver aplicações específicas nos campos da medicina, da
odontologia, veterinária, farmácia, bioquímica e outras que compõe o setor da
saúde.
A informática é aplicada na administração hospitalar, no diagnóstico não
invasivo através de imagens, no controle e monitoramento de equipamentos
cirúrgicos e de terapia, no controle de servo-mecanismo de próteses externas e
implantáveis, na pesquisa, na educação virtual e na comunicação digital remota.
Como as atividades no ramo da informática são extensivas, compreendem
desde a criação de software para administração de consultórios até o estudo de
moléculas em microscópios digitais. Essas atividades podem ser altamente
complexas quando envolvem, por exemplo, a simulação digital de redes neurais em
supercomputadores ou sensoriamento remoto de guias de precisão em cirurgias
cerebrais.
Sendo um dos ramos que mais tem se desenvolvido, apoiado fortemente
tanto pela iniciativa privada como pelos órgãos governamentais em todo o mundo, o

30

seu potencial de aplicação na área da saúde é incalculável, face ao próprio
desenvolvimento acelerado do setor como um todo.

4.5. ENGENHARIA CLÍNICA OU HOSPITALAR

A Engenharia Clinica ou Hospitalar tem como objetivo principal criar e manter
a infra-estrutura necessária para a correta e ininterrupta operação de todos os
sistemas implantados com a eficiente utilização dos insumos disponíveis. Esta
ciência estabelece planos logísticos de suprimentos, rotinas de inserção, rotinas de
manutenção preditiva e corretiva, políticas de racionalização e economia, métodos
de treinamento de pessoal técnico, normas internas de segurança e higiene no
trabalho, aferição da qualidade e produtividade, metas de produção, planejamento
de custos e orçamento.
A esta engenharia compete, ainda, projetar e fiscalizar a construção de
instalações prediais, mecânicas e elétricas; proceder à inspeção, avaliação e perícia
das instalações clínicas e hospitalares de seus acessórios e equipamentos, quando,
no âmbito da sua graduação específica, exercer a atividade profissional conforme
estabelecido pelo Conselho Federal Engenharia, Arquitetura e AgronomiaCONFEA.
A crescente complexidade da tecnologia e das estruturas hospitalares para
atendimento em larga escala, vem exigindo cada vez mais a presença de um corpo
de engenharia no hospital.

Além desse campo diretamente ligado à estrutura

hospitalar, o engenheiro clínico poderá atuar em uma das muitas intersecções com
outras áreas da engenharia e das biociências, como na pesquisa e desenvolvimento

31

de equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares, de próteses, de biomateriais,
na certificação de qualidade de produtos, ou em consultoria, entre outros.

4.6. BIOENGENHARIA

Esta ciência refere-se à aplicação das técnicas e métodos da engenharia e
das ciências exatas no desenvolvimento de órgãos internos artificiais e dispositivos
auxiliares dos sistemas biológicos, estando contida no âmbito da engenharia
biomédica como uma de suas subdivisões. Nascendo do esforço pioneiro dos
médicos durante a fase inicial da era dos transplantes cardíacos que, médicos
habituados a criar ferramentas e equipamentos para suas necessidades urgentes,
encontraram as dificuldades técnicas inerentes ao gerenciamento de estruturas
industriais produtivas, necessárias naquele momento, e também para o projeto de
desenvolvimento de equipamentos de monitoração e de suporte da vida com alto
nível de complexidade e de confiabilidade, competências que iam além dos
domínios da Medicina.
A Bioengenharia focaliza o estudo do sistema orgânico à luz da matemática,
física e bioquímica, entre outras, equacionando sua constituição e funcionamento
sistêmico com o objetivo de criar ferramentas teóricas que permitam compreender e
criar artificialmente órgãos internos, equipamentos extracorpóreos e próteses
implantáveis. Um movimento de aproximação efetivo entre a medicina e engenharia,
resulta na criação de centros de bioengenharia diretamente ligados às instituições
hospitalares.
Apesar de já contar com mais de cinqüenta anos, a Bioengenharia apenas
começa a se desenvolver, graças ao desafio constante de superar a extraordinária
complexidade envolvida no funcionamento dos organismos vivos. Ela vem sendo

32

trabalhada e utilizada em todo o mundo, em setores cujo desenvolvimento é
considerado mais urgente e menos sujeito às limitações de ordem técnica ou
material, como as áreas cardiorrespiratórias, a ortopedia de tecidos artificiais e de
materiais biocompativéis.
Atuando em uma nova área do conhecimento, o profissional se verá, quase
sempre, diante de situações inusitadas e absolutamente novas, que exigirão
conhecimento profundo e técnico e uma grande capacidade criativa na solução de
problemas. Essa característica faz da bioengenharia uma das mais excitantes
carreiras técnicas, uma vez que o engenheiro pode exercer, de fato, todo o potencial
para o qual foi treinado.
Constitui-se, assim, a bioengenharia, como um campo de atuação complexo,
eminentemente multidisciplinar e que exige uma crescente colaboração entre
especialistas das mais diversas áreas, cujo relacionamento nem sempre é fácil e,
certamente, requer a renúncia às vaidades profissionais em benefício da ciência,
além de total dedicação, sendo, pois, considerada, por muitos, um verdadeiro
sacerdócio.
Diretamente envolvido com questões éticas e morais na aplicação de suas
conquistas perante a sociedade, o bioengenheiro vive com o conflito, e na visão de
alguns, não deve esperar reconhecimento por suas descobertas e criações. A
história, infelizmente, nos mostra um passado de trabalho solitário e quase anônimo.
Suas atividades se estendem por uma série de especializações e uma vasta
gama de pesquisas embrionárias desenvolvidas em centros especializados e
empresas privadas espalhadas pelo mundo, entre as quais se destacam:
bioengenharia cardiovascular, circulação extracorpórea assistida, estimulação

33

interna artificial, órgãos artificiais, engenharia celular e tecido artificial, próteses
biomecânicas e engenharia do sistema respiratório.
Estas atividades estão relacionadas a dois aspectos fundamentais, o primeiro
com respeito à compreensão do relacionamento entre os sistemas que compõem os
organismos vivos, que produzem substâncias transmissoras de informações e se
comunicam quimicamente por mecanismos ainda não devidamente esclarecidos. O
segundo com relação ao custo das pesquisas direcionadas, que exigem recursos
humanos, materiais e financeiros, se impondo como um fator limitante ao avanço em
determinadas áreas.

5. O INÍCIO DA ENGENHARIA BIOMÉDICA E BIOENGENHARIA NO BRASIL.

Na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1963, o físico Alberto Luiz Coimbra,
reuniu um grupo de pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro e deu inicio
em pesquisas e desenvolvimentos ligados a física aplicada à medicina. Este grupo
era independente da Universidade, e esta pesquisa desenvolvida com o passar dos
anos foi agrupando outros departamentos da universidade (OLIVEIRA, 2003).
Essa evolução histórica criou um dos mais importantes núcleos de pesquisas
aplicadas em bioengenharia para a medicina, sendo que em 1971 surge a COPPE ­
Comissão de Pós-Graduação e Pesquisas em Engenharia, mantendo um
departamento em separado da universidade. O que existia em termos de
Engenharia biomédica/bioengenharia, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, era
fundamentalmente instrumentação biomédica e processamento de sinais biológicos,
quase não se falava em imagem. No caso de processamento de sinais, estes em
geral tinham como fonte o sistema cardiovascular e a instrumentação era também

34

voltada para a cardiologia, tanto suportando as atividades clínicas quanto às
cirúrgicas. Obviamente outros sinais de outros órgãos eram também processados,
tais como o eletromiograma e eletro encefalograma (OLIVEIRA, 2003).
O programa de engenharia biomédica conscientizou-se que o "gargalo
tecnológico" não estava no equipamento em si, mas no transdutor, ou seja, naquele
elemento que se colocava em contato com a fonte geradora e que permitia que se
captasse a informação sobre o órgão em questão. Aí se deu uma mudança
significativa, no Brasil como um todo e também no exterior, em que o enfoque
deixou de ser o equipamento em si para ser "o bloco do equipamento" que era a
interface entre a eletrônica propriamente dita e o corpo humano. Isso no que se
refere à instrumentação. No processamento, novas técnicas de análises foram
desenvolvidas e a visão de sistema, e não somente o órgão, tornou-se cada vez
mais relevante, em particular voltada para o controle biológico (OLIVEIRA, 2003).
Criado o primeiro curso de Pós-Graduação do país nesta área e somente
voltado para a formação de mestres, do lançamento do primeiro congresso nacional
da especialidade, em l973 e l974, a Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica­
SBEB foi oficializada, tendo como fundadores um grupo ainda pequeno constituído
pelos mestrados do Programa de Engenharia Biomédica- PEB - COPPE, e
profissionais vinculados ao Instituto do Coração - USP, em l975 (OLIVEIRA, 2003).
Desde então, a SBEB - Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica - tem
participado da evolução da Engenharia Biomédica/Bioengenharia no país.
Atualmente, a Sociedade tem buscado divulgar a área, facilitar a troca de
experiências entre os especialistas, promovendo, assim, sua atualização científica e
profissional. Para isso, além da realização de simpósios e do Congresso Brasileiro, a
cada dois anos, edita a Revista Brasileira de Engenharia Biomédica - RBEB, que

35

alcançou prestígio nacional e internacional com suas edições anuais. Hoje, a revista
é distribuída para todas as sociedades científicas de Engenharia Biomédica/
Bioengenharia, dos países das Américas que apóiam à pesquisa e o ensino, tais
como a CAPES e o CNPq (OLIVEIRA, 2003).
Ao longo dos anos, outros grupos se constituíram alguns vinculados à PósGraduação em Engenharia Elétrica, tais como a Universidade de CampinasUNICAMP, USP e a Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC, e outros como
programas

de

Engenharia

Biomédica/Bioengenharia

isoladamente

como

a

Universidade Federal de Paraíba -. UFPB. O doutorado só surgiu na COPPE anos
depois, na década de 80. Recentemente, cursos de mestrado em Engenharia
Biomédica/Bioengenharia foram criados em universidades privadas, como em Mogi
das Cruzes e São José dos Campos, ambas em São Paulo. Vale salientar que a
graduação

em

Engenharia

Biomédica/Bioengenharia

é

uma

opção

muito

questionável, pois o profissional desta especialidade deve ter uma formação
abrangente e multifacetada. Uma vez que a tecnologia cumpre papel fundamental na
formação desse profissional e, enfatizando o fato de que, a tecnologia evolui com
enorme rapidez, o conhecimento das ciências básicas é fundamental, ou então o
profissional pode ficar desatualizado em curto espaço de tempo (OLIVEIRA, 2003).
O que, por um lado, historicamente, se justifica, hoje em dia, já não deveria
mais acontecer, porque a Engenharia Biomédica/Bioengenharia não utiliza somente
conceitos da Engenharia Elétrica. Utiliza-se também das outras engenharias, por
exemplo, da Mecânica. Então, o que acontece, às vezes, até mesmo o fato de um
grupo

de

Engenharia

departamento

sobre

Biomédica/Bioengenharia
a

inter

e

estar

inserido

multidisciplinaridade

da

dentro

do

Engenharia

Biomédica/Bioengenharia, pode ser um fator limitante. Isso pode acarretar uma

36

inibição na criação de linhas de pesquisa com menor ênfase. Enfim, essa situação,
às vezes, resulta na não criação de uma nova linha por se estar umbilicalmente
ligada a um departamento de Engenharia Elétrica. Ou então, em uma mesma
universidade trabalhando em separado, quando eles deveriam estar trabalhando em
conjunto (OLIVEIRA, 2003).
Os equipamentos, em particular os digitais, foram cada vez mais incorporados
à rotina das unidades de atendimento à saúde, em especial às hospitalares. E isso
gerou, inicialmente, uma nova necessidade: o gerenciamento dos equipamentos. Até
então, o gestor destas unidades era profissional da área médica. A incorporação da
tecnologia cada vez mais sofisticada e em maior número se, por um lado, contribui
para a melhoria da qualidade do atendimento à saúde, poderia aumentar, em
contrapartida, os custos deste atendimento. Logo, tornou-se necessário formar
equipes constituídas de especialistas na gestão desta tecnologia; surge, então, a
Engenharia Clínica (OLIVEIRA, 2003).
No Brasil e demais países, o impacto das novas tecnologias hospitalares,
bem como a revolução tecnológica da década de 80, mostrou a importância de se
formar, tais profissionais. Desta forma, a atuação do profissional da Engenharia
Biomédica/Bioengenharia passa a se dar também dentro do sistema de saúde, no
qual ele passa a ser consultado tanto sobre a aquisição do equipamento quanto em
relação ao seu uso mais adequado. A Engenharia Clínica surge, por conseguinte,
como uma conseqüência da incorporação da tecnologia no atendimento à saúde, e o
profissional que exerce esta função é um engenheiro biomédico com atuação neste
ramo (OLIVEIRA, 2003).
Hoje, a Engenharia Clínica e a avaliação tecnológica são do ponto de vista de
diminuição de custos e também da melhoria da qualidade de serviço, uma

37

necessidade. Assim, é possível ter um serviço de qualidade, a um custo menor, se a
tecnologia for adequadamente incorporada e utilizada.
Como o atendimento à saúde no Brasil é parcialmente público e o sistema é,
para a maioria da população, coberto pela previdência, o atendimento está deixando
a desejar também, porque falta um melhor gerenciamento da tecnologia envolvida
nesse processo. Tomar decisões com relação à aquisição de tecnologia, contratos
de manutenção, metodologia de acompanhamento de equipamentos e uso
adequado, exige que se tenha profissional preparado para tal. A Engenharia Clínica
e a Avaliação de Tecnologia em Saúde são as áreas da Engenharia
Biomédica/Bioengenharia que cumprem esse papel fundamental (OLIVEIRA, 2003).
Para

Infantosi

(2001),

a

graduação

específica

em

Engenharia

Biomédica/Bioengenharia apresentava alguns problemas. Vários foram os países
que tentaram sua implementação e em boa parte deles, isso não foi em frente. Está
certo que foi há uma década. Pode-se criar, mas para tomar esse tipo de decisão, as
pessoas têm que estar muito cientes do perfil do profissional que querem formar. E,
obviamente, ao mercado de trabalho que esse profissional vai ter que se adequar.
Obviamente, os mestres, doutores e mesmo os especialistas que se formam em
Engenharia Biomédica/Bioengenharia tem atuado na própria área. E, como esses
profissionais têm uma formação bastante abrangente, podem atuar em outras áreas
que não a Engenharia Biomédica/Bioengenharia. Para Infantosi "considero ser muito
difícil formar um profissional deste tipo e com uma capacidade de visão crítica numa
área tão extensa como a Engenharia Biomédica/Bioengenharia em termos de
graduação".
Em relação às indústrias e à tecnologia computacional, não só o Brasil, como
a maioria dos países em desenvolvimento, está, neste setor, muito aquém do

38

desejado. O problema não é a capacidade, mas é ser economicamente viável. Para
Infantosi "Alguém diria: olha seria fundamental que existisse eletrocardiógrafos em
todos os postos de saúde do Brasil. Seria fundamental, sim. Mas quem vai comprar
isso? É o Estado? Ele vai comprar um eletrocardiógrafo para cada posto de saúde?
Não. Então a indústria vai fabricar para quem? Para exportar? (OLIVEIRA, 2003).
Sob o ponto de vista de Oliveira (2003): "Sendo o eletrocardiógrafo um dos
equipamentos mais básicos, inclusive está completando 100 anos. Não estou
falando de um equipamento de ultra-som obstétrico que também deveria ser
acessível mesmo nos pontos mais remotos do país. A necessidade do equipamento
existe. Só que quem tem que investir na aquisição de equipamentos é o Estado. Ou
seja, a indústria teria que fabricar para o Estado que seria o principal consumidor e
não as clinicas e os hospitais privados. Se o Estado não tem uma política voltada
para isso, aquilo que a indústria produzir vai ser aquém da sua real capacidade e
pode se tornar economicamente inviável."
O retorno se dá, talvez, de forma mais rápida, caso o custo baixe
sensivelmente. O problema é que em tudo isso fica claro o seguinte: quando se quis
fazer uma política voltada para a siderurgia, se criou a Siderbrás. Quando se quis
uma política voltada para a produção de energia, criou-se a Eletrobrás, para o
petróleo, a Petrobrás. Ou uma política voltada para a área nuclear, se criou a
Nuclebrás. A população não tem a Saudebrás. Então não tem um esforço
concentrado e voltado objetivamente para atender a saúde como um todo e de uma
forma coerente, onde os diversos componentes deste sistema possam produzir de
uma forma integrada com um único objetivo. Então, se a população não tem isso,
também não se tem financiamento. E este é um dos problemas que a população
enfrenta. Não é criar uma nova estatal, mas criar uma visão integrada. E essa visão

39

integrada, infelizmente não existe, seja por parte das secretarias de saúde,
estaduais e municipais, seja pelo Ministério da Saúde (Oliveira, 2003).
A predominância dos grupos de Engenharia Biomédica/Bioengenharia no
país, historicamente, e em particular, está voltado à cardiologia, uma doença mais
urbana. De acordo com Oliveira (2003) "Lógico que ela- cardiopatia- representa um
enorme impacto social. Dados informam que na classificação de óbitos do Ministério
da Saúde, as cardiopatias ocupam um lugar destacado. Mas este fato é uma
questão histórica. Quando se iniciou a Engenharia Biomédica/Bioengenharia, esta
era muito mais voltada para a área de cardiologia. Hoje, já se encontra um grande
número de profissionais em linhas de pesquisa da bioengenharia: fisiologia
pulmonar, neurologia, ginecologia, obstetrícia e até mesmo a parte mais clinica, mais
laboratorial para a utilização de determinadas tecnologias, determinados métodos,
que facilitem a obtenção de resultados de exames laboratoriais. Isso já está mais
próximo da realidade, das necessidades da realidade" (OLIVEIRA, 2003).
Diversas pesquisas, e não apenas próteses e implantes, estão sendo
realizadas. Apesar de ainda em etapa de testes, existem chips que auxiliarão na
redução da dor e que serão eficazes para quem possui doenças hoje ainda sem
cura.
Com a diversidade de temas de uma universidade, a qual contempla uma
variedade de interesses, a pesquisa toma diferentes formas. A ciência é a pesquisa,
cujo propósito imediato é gerar mais conhecimento. Ela abrange problemas de
origem acadêmica ou prática. E o desenvolvimento é aonde a pesquisa quer chegar,
rapidamente, seja a um produto ou processo de interesse comercial ou social
(ANTONIO, ROLLO, 2013).

40

A instrumentação é o trabalho investigativo destinado a produzir equipamento
que, embora sem valor comercial, sejam necessários para apoio à própria pesquisa.

6. EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA BIOMÉDICA

As ferramentas tradicionais de engenharia são a matemática, a física e a
química, sendo estas as pernas do tripé que sustentam a engenharia. Para se
adicionar a biologia como uma quarta ciência, faz-se necessário o corte de algo que
já está sendo ensinado, ou o aumento do tempo extra para obtenção do diploma. No
Canadá e nos EUA, ainda há debate sobre a melhor maneira de equilibrar a
necessidade de material adicional, com o tempo para obter uma qualificação. Muitas
universidades norte-americanas haviam cortado partes do programa de engenharia
normal, a fim de se adicionar o lado biológico. Na opinião de Nigel Shrive (2012),
apoiada por algum feedback da indústria, os alunos formados por esses programas
não são tão bem versados em engenharia como os de programas regulares e
também não estavam totalmente cientes dos aspectos biológicos que deveriam
saber. A maioria das universidades no Canadá seguiu o exemplo da Universidade
de Calgary, quanto à introdução de especializações em programas regulares,
envolvendo perda mínima de engenharia para adicionar uma pequena quantidade
de biologia. O programa tem um par de cursos extras comparado a um programa
regular, e na realidade só expõem aos alunos as possibilidades da engenharia
biomédica, em vez de fornecer qualquer profundidade.
Havia muito mais ênfase para estimular esses estudantes a fazer uma
segunda graduação, do que para se tornarem proficientes. Assim, estes alunos
levam mais tempo para se graduar, mas eram sólidos em suas capacidades de

41

engenharia. Esta abordagem não foi totalmente aceita no Canadá com alguns
colegas a seguir esse exemplo, porem outros pensando que o modelo dos EUA é
bom, e tentando programar esse modelo em sua universidade (REVISTA AEASC,
2012). Além dos cursos de pós- graduação recentemente foram criados cursos de
graduação em Engenharia Biomédica. Hoje são 11 cursos em nível de graduação
localizados em: São José dos Campos EPM-UNIFESP, São José dos Campos,
UNIVAP. São Paulo PUC/SP, ano de 2008. Santo André UFABC, ano de 2009.
Belo Horizonte FUMEC/FEA, ano de 2010. Montes Claros FUNORTE, ano de 2007.
Uberlândia

UFU, ano de 2006. Recife UFPE, ano de 2002. Santa Maria UNIFRA,

ano de 2010. Rio de Janeiro UFRJ. Ano de 2001 (ministra disciplinas na graduação
em Física Médica). Faculdade Estácio de Sá, RJ. Esses cursos foram criados a
partir do ano 2000.
Em função da necessidade crescente de um profissional que conheça e
desenvolva tecnologia em saúde e suas aplicações (hospitais, indústrias,
universidades, centros de pesquisas, governo, etc.)
No Brasil, existem 8200 hospitais, aproximadamente hospitais privados,
hospitais públicos, hospitais universitários. Demanda imediata de engenheiros
biomédicos (Feira Hospitalar 2009).
No Brasil existem atualmente 350.000 médicos em atividade, 1.200.000
profissionais de enfermagem nos seus vários níveis, 5.000.000 de pessoas em
cargos indiretos (direção, informática, técnicos, segurança, limpeza, alimentação,
etc.) Neste cenário, no Brasil, existem poucos profissionais graduados em
Engenharia Biomédica.
O engenheiro biomédico deve ter uma formação sólida em engenharia, deve
compreender os sistemas biológicos, em especial, o corpo humano, deve possuir

42

conhecimento sobre gestão, ser um profissional criativo, empreendedor e inovador,
deve saber trabalhar em grupo, conhecer as tecnologias atuais ligadas à saúde e ser
generalista na área da engenharia biomédica.

6.1. MERCADO DE TRABALHO DO PROFISSIONAL CURSO BIOENGENHARIA

A licenciatura em bioengenharia corresponde a uma formação abrangente e
prática, dotando os alunos com competências específicas em diferentes vertentes da
Bioengenharia, preparando-os não só para ingressar numa carreira profissional,
como também para prosseguir formação científica em domínios especializados.
Diferentes módulos opcionais são orientados para uma especialização (de acordo
com cada universidade). É, assim, proporcionada uma multiplicidade de perfis aos
alunos, podendo eles vir a atuar em diferentes sectores profissionais, como o setor
agro - alimentar (indústrias agro-alimentares, hoteleira ou distribuição), ambiental
(unidades de tratamento e valorização de águas ou resíduos, laboratórios de
análises ambientais, etc.), ou da saúde (indústrias e serviços de instrumentação
médica de diagnóstico e de terapia). Os licenciados podem integrar empresas
industriais, bem como empresas de consultoria, empresas municipais ou outros
organismos públicos, centros de investigação, universidades, etc. Além disso, a
formação de base oferecida adéqua para ser prosseguida com uma formação mais
avançada, através da realização de um mestrado em qualquer das áreas das
Ciências de Engenharia ou das Ciências Biológicas.

6.2. MERCADO DE TRABALHO DO BIOENGENHEIRO.

O engenheiro biomédico deve aplicar princípios elétricos, mecânicos,
químicos, ópticos e outros princípios de engenharia para: entender, modificar ou

43

controlar sistemas biológicos; projetar e fabricar produtos que possam monitorar
funções fisiológicas e auxiliar no diagnóstico e tratamento de pacientes.
O mercado de trabalho do bioengenherio no Brasil oferece ao profissional
com formação interdisciplinar, aliada a base conceitual e habilidades para atuar no
equacionamento, levantamento de dados e solução de problemas na área da saúde,
um crescimento da oferta de mão-de-obra e estrutura própria. O trabalho deste
profissional é desenvolver próteses, equipamentos cirúrgicos e de diagnóstico,
podendo também atuar em atividades de projeto, produção, gestão e controle de
qualidade de dispositivos biomédicos, em organizações de saúde pública e privada,
além de atuar em atividades de pesquisa e desenvolvimento de processos e
dispositivos biomédicos para uso, prevenção e diagnóstico de doenças, terapia e
monitoração de sinais vitais, desenvolvimento de dispositivos biomédicos para
reabilitação e tecnologia assistida. A profissão de bioengenheiro evidencia, que o
conhecimento cientifico é um só, e não está compartimentado pela divisão das
profissões, segundo Adolfo Leirner (1993), responsável pelo departamento de
bioengenharia da Instituto do Coração, em São Paulo. Leirner formou-se engenheiro
pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA, estudou medicina e hoje é doutor em
cardiologia (REVISTA VEJA. 1993).

44

7. CRIAÇÃO DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS

Figura 1. Localização de São Carlos no Estado de São Paulo.

Nos anos de 1940, as universidades eram privilégios
privilégios das grandes capitais.
Manifestações populares ocorridas em São Carlos refletiam articulações políticas:
Miguel Petrilli, deputado estadual por São Carlos, era o principal articulador político
da criação da EESC. Em contrapartida, o deputado Rubens do Amaral, considerava
que as cidades maiores tinham mais direito à instalação da Universidade,
colocando-se
se como oponente.
O então governador Adhemar de Barros, em sua campanha, prometera criar
uma universidade no interior. Eleito, apresentou ao Conselho Administrativo do
Estado o projeto de criação da futura Universidade do Interior e o deputado Miguel
Petrilli logo apresentou à Assembléia Legislativa um projeto de lei para implantação
da universidade em São Carlos.
Após várias discussões e alguns obstáculos,
obstácu
resolveu-se
se não criar uma nova
universidade no interior do estado, mas Faculdades subordinadas à Universidade de
São Paulo. Uma vez que, as grandes escolas de prestígio eram Medicina,
Politécnica e Direito, Petrilli insistiu para que fosse criada em sua
sua cidade a faculdade
de Engenharia. Devido ao prestígio da Escola NormalNormal Escola "Dr. Álvaro Guião"-,
Guião" o

45

natural era que fosse criada a Faculdade de Ciências e Letras, porém, essa não
possuía o prestígio das escolas acima citadas. Tal prestígio se devia à sensibilidade
da sociedade em geral pela Tecnologia nos anos do pós-guerra, segundo a
professora Yvonne Mascarenhas. Até então, as renomadas escolas de engenharia
eram a Politécnica da Universidade de São Paulo, O Colégio Mackenzie e a
Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) (NOSELLA e BUFFA, 2000).
Criou-se então, em 1948, a Escola de Engenharia de São Carlos-EESC pela
Lei Estadual nº161, de 24/09/1948, como uma Faculdade da Universidade de São
Paulo - USP. Enquanto eram construídas as instalações para o funcionamento da
Faculdade, a Escola foi instalada provisoriamente na Casa D'Itália, da Sociedade
Dante Alighieri. O curso iniciou-se em 1953, após os Concursos de Habilitação, hoje
chamados de Exames Vestibulares. Os professores dos primeiros anos de
funcionamento, alguns deles, estrangeiros vieram de importantes instituições da
Itália, França, Alemanha, EUA, e eram respeitados e admirados. A USP tinha como
prática convidar professores de fora do país para lecionar em seus cursos, e a
EESC fez o mesmo. Os professores brasileiros criaram laboratórios de fama
internacional. Todo esse corpo docente consolidou o prestígio da Escola.
O terreno para a construção da EESC foi doado pelo então Prefeito Municipal,
Sr. Antonio Massei, uma grande área urbana, de propriedade da Prefeitura, na qual
funcionava o Posto Zootécnico. O Campus de São Carlos passou a ocupar a área
atual, de 321.457m² (NOSELLA e BUFFA, 2000).

46

Figura 2. Primeiro Edifício Construído na EESC - E1.

A EESC viveu e discutiu as questões estudantis, políticas e sociais que
marcaram o Brasil, inclusive o Golpe de Estado Militar que marcaram essa década.
Citações dos jornais que noticiam as lutas dos estudantes, através inclusive das
greves. As reivindicações, depois do Golpe, passam de acadêmicas para políticas.
No final da década de 1960, as manifestações foram de caráter ideológico contra o
chamado imperialismo norte-americano (FORESTI, 2003).
Na década de 1970, a diversificação e o crescimento das atividades da
Escola de Engenharia se multiplicaram, resultando em um transbordamento da
divisão de então. Isso levou à criação de novas unidades de ensino: o Instituto de
Ciências Matemáticas e Computação de São Carlos - ICMSC e o Instituto de Física
e Química de São Carlos - IFQSC. Mais tarde, em 1994, o IFQSC se divide,
resultando na criação do Instituto de Física de São Carlos - IFSC e do Instituto de
Química de São Carlos - IQSC. Já no ano de 1998, o ICMSC, muda de nome e

47

passa a ser chamado de Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação ­
ICMC (ALTAFIM e SILVA, 2004).
Em 1985, foi implantado o Curso de Arquitetura, atual Curso de Arquitetura e
Urbanismo e, no ano de 2002, teve início o Curso de Engenharia Aeronáutica. Em
2003 foram criados os Cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Mecatrônica,
Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica/Sistemas de Energia e
Automação.
Compõe a Escola atualmente uma população de 8.023 pessoas entre alunos
de graduação e Pós-Graduação, professores e funcionários. A cidade de São Carlos
é conhecida como o berço dos doutores, possuindo a maior relação de doutores por
km² do país e a terceira maior do mundo. A cidade São Carlos é considerada uma
ilha de excelência tecnológica no estado de São Paulo, envolta por dezenas de
pequenas empresas que desenvolvem tecnologia de ponta, muitas delas com
resultados pioneiros.
O Campus II, fundado em 2002, uma área com 102,4 hectares, apresentou-se
como uma solução para o entrave que limitava o crescimento da Escola de
Engenharia da USP em São Carlos. O objetivo se sua criação é nuclear nova
iniciativa de ensino e pesquisa que representem não apenas um aumento no
número de vagas de graduação, mas privilegiem carreiras e abordagens inovadoras,
atendendo assim as demandas da sociedade para um mercado de trabalho novo e
de alta tecnologia, prevendo inclusive uma maior aproximação com os setores
industrial, médico-hospitalar e produtivo (ALTAFIM e SILVA, 2004).

48

7.1 HISTÓRIAS DA BIOENGENHARIA NA ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO
CARLOS.

Aprovado em novembro de 1977, estava em funcionamento o curso de PósGraduação na área de concentração em Bioengenharia, cuja coordenação inicial se
deu pela participação conjunta entre a Escola de Engenharia de São Carlos- EESC,
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- FMRP, e pelos Institutos de Física e
Química- IFQSC e de Ciências Matemáticas- ICM, de São Carlos.
O referido curso de Pós-Graduação admitiu como candidatos os graduados
em engenharia, ciências exatas, medicina e ciências biológicas. No primeiro
semestre os candidatos inscritos deveriam cursar disciplinas de adaptação, sem
direito a crédito, a fim de adquirirem linguagem unificada. Os engenheiros fizeram
adaptação no campus de Ribeirão Preto, em disciplinas como Anatomia, Fisiologia,
Histologia, Neurologia e Ortopedia e também no Campus de São Carlos. Os
médicos fizeram adaptação em disciplinas como Mecânica, Cálculo, Eletricidade,
Resistência e Propriedades dos Materiais. Após estes períodos de adaptação, foi
exigida então, a aprovação em exame de seleção para a efetivação da matrícula no
curso, que teve inicio em primeiro de agosto de 1978.
As matrículas nas várias disciplinas foram feitas de comum acordo com os
orientadores, os quais tinham a responsabilidade direta de acompanhar os trabalhos
dos discentes em seminários, participação nos laboratórios, andamento de
pesquisas e elaboração das dissertações, atribuindo créditos a cada atividade,
permitindo assim uma avaliação mais precisa no rendimento de cada aluno.
A linha de pesquisa da área do curso de Pós-Graduação em bioengenharia
iniciou-se voltada para a ortopedia, com a colaboração constante do Hospital de

49

Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e contou também com a
participação semestral de professores visitantes.
A área já desenvolveu pesquisas no campo da ortopedia, realizadas pelo
professor Dr. Luiz Romariz Duarte, do Departamento de Materiais da Escola de
Engenharia de São Carlos, destacando-se: terapia de fraturas ósseas pelo
ultrassom, osteotomia com bisturi ultra-sônico, fixação de próteses fêmurais no canal
medular por meio de revestimento cerâmico em peças metálicas e a investigação de
novas ligas metálicas resistentes a fadiga e a corrosão.
Desta forma, não poderíamos deixar de falar do nosso sincero agradecimento
ao professor Titular Luiz Romariz Duarte, pessoa responsável pela coordenação do
projeto de criação do curso Interunidades "Bioengenharia" no ano de 1977. Ele
também foi coordenador do Programa até o ano 1998, tendo como principal linha de
pesquisa a Estimulação de crescimento de tecidos com ultra-som de baixa
intensidade. A criação desta linha de pesquisa possibilitou a união entre a Escola de
Engenharia de São Carlos, o Instituto de Física e Química de São Carlos, o Instituto
de Ciências Matemáticas de São Carlos e a Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto.

50

Figura 3. Professor Titular Luiz Romariz Duarte
(Fonte: PPGIB- EESC IQSC-FMRP-USP).

7.2

LINHAS

DE

PESQUISA

DO

PROGRAMA

DE

PÓS-GRADUAÇÃO

INTERUNIDADES BIOENGENHARIA: período inicial.

A linha de pesquisa já consagradas em nosso meio em 1977, na área de
concentração em Bioengenharia é a área da ortopedia. A Bioengenharia era um
setor muito recente e, conseqüentemente, com pequena produção cientifica, em
termos de trabalhos completos. No Estado de São Paulo, como no resto do País
existiam poucos grupos desenvolvendo atividades em bioengenharia ou pesquisa
nas Universidades Estaduais, limitando grandemente a formação de recursos
humanos na área. Por esta razão, era freqüente a realização de trabalhos por
iniciativas individuais, sem continuidade e profundidade desejada (Ciência e
Tecnologia no Estado de São Paulo, 1981).

51

7.3

LINHAS

DE

PESQUISA

DO

PROGRAMA

DE

POS-GRADUAÇÃO

INTERUNIDADES BIOENGENHARIA: período atual.

Atualmente o programa de Pós-Graduação desenvolve pesquisas na área de
concentração: Bioengenharia com as linhas de pesquisa que foram sendo ao longo
dos anos sendo incluídas no programa: Biomecânica- estudo dos problemas com
implicações de natureza mecânica relacionadas ao aparelho locomotor sejam eles
intrínsecos ou resultantes da aplicação de sistemas auxiliares ou complementares à
atividade física. Biomateriais- estudo de materiais biológicos como o osso ou
materiais artificiais que se destinam à implantação no meio biológico para substituir
as funções de um material biológico. Considera-se biomaterial a substituição
funcional de um tecido ou órgão do corpo. Interação de Agentes Físicos com
Sistemas Biológicos- acredita-se que os agentes físicos exógenos participem da
regulação de forma e função dos tecidos biológicos, afetando remodelamento,
metabolismo, reparo e crescimento. Tecnologias Clínicas e de Reabilitaçãodesenvolve pesquisas básicas e aplicadas, envolvendo profissionais de diversas
áreas de tecnologia da saúde, em trabalhos multidisciplinares nas áreas de
Engenharia Clínica e Informática em Saúde, além de Inovação Tecnológica Assistiva
e Recursos Terapêuticos. Fonoengenharia- Relaciona a qualidade vocal com as
características fisiológicas do aparelho fonador (PPGIB-2013).

52

7.4. DISSERTAÇÕES DO PROGRAMA PÓS-GRADUAÇÃO INTERUNIDADES
BIOENGENHARIA EESC-IQSC-FMRP-USP 1980 A 2012.

Número de dissetações

Gráfico 1: Total de dissertações ao longo do período pesquisado
30
25
20
15
10
5

ano 2002
ano 2004
ano 2006
ano 2008
ano 2010
ano 2012

ano 1986
ano 1988
ano 1990
ano 1992
abo 1994
ano 1996
ano 1998
ano 2000

ano 1980
ano 1984

0

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

O PPGIB iniciou suas atividades com a primeira dissertação no ano de 1980 e
alcançou o numero máximo de dissertações no ano de 2006.

8. PÓS-GRADUAÇÃO NO BRASIL

As primeiras experiências de estudos de Pós-Graduação no Brasil
constituíram-se em iniciativas de dimensões limitadas. Professores estrangeiros que
aqui aportavam, seja como membros de missões acadêmicas ou foragidos da
Segunda Guerra Mundial, estabeleceram o primeiro núcleo institucional para os
estudos pós-graduados. Balbachevsky (2005) lembra que o elemento central desse
modelo era a relação tutorial que se estabelecia entre o professor catedrático
[brasileiro ou não] e o pequeno numero de discípulos, os quais também atuavam

53

como auxiliares do professor nas atividades de ensino e pesquisa. Como se sabe, o
Estatuto das Universidades Brasileiras, de 1931 ­ que vigorou até a promulgação da
Lei 5.540, de 1968 ­ estabelecia o sistema de cátedra e a pesquisa e o ensino eram,
prioritariamente, tarefas do professor catedrático, o qual era agraciado com contrato
de dedicação integral (Fávero, 1999 e Moraes, 2002).

9.

PRODUÇÃO

E

APLICAÇÕES

DA

ENGENHARIA

BIOMÉDICA

E

BIOENGENHARIA NO BRASIL

9.1. MAPEAMENTO DA ENGENHARIA BIOMÉDICA E BIOENGENHARIA NO
BRASIL

O desenvolvimento de pesquisas no Brasil mostra como a Engenharia
Biomédica/ Bioengenharia evoluiu no país e como ela vem se tornando um
diferencial na qualidade da prestação de serviços de saúde para todo o mundo,
através dos Núcleos, Grupos, Cursos Extensão e Cursos de Graduação, PósGraduação, Mestrado Profissionalizante (SBEB, 2013)
Abaixo se encontra descrita a situação por estado brasileiro, referente à
engenharia biomédica/ bioengenharia.

Bahia

Salvador - início em 2012 do Núcleo de Pesquisa- Parque Tecnológico da
Bahia- Plataforma de Pesquisa e Inovação em Bioengenharia- Laboratórios de
Bioengenharia e Biomecânica.

54

Distrito Federal
Brasília - Engenharia Biomédica Pós-Graduação em nível de mestrado Universidade de Brasília-UNB Gama.

Minas Gerais
Belo Horizonte ­ Iniciou em 2010 o Curso de graduação em Engenharia
Biomédica - Fundação Mineira de Educação e Cultura-FUMEC/FEA.

Belo Horizonte ­ iniciou 2008, junto ao Programa de Pós-Graduação em
Engenharia Elétrica - PPGEE o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Engenharia
Biomédica ­ NEPEB, da Universidade Federal de Minas Gerais ­ UFMG.

Itajubá ­ cursos de especialização em Engenharia Clínica. Grupo de
Pesquisa em Engenharia Biomédica - GEB - do Instituto de Engenharia de Sistemas
e Tecnologia de Informação ­ IESTI- Universidade Federal de Itajubá UNIFEI. do
Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia de Informação ­ IESTIUniversidade Federal de Itajubá UNIFEI.

Montes Claros ­ curso de graduação em Engenharia Biomédica- 2007Faculdades Integradas do Norte de Minas ­ FUNORTE.

São João Del Rei ­iniciou em 2008, mestrado e doutorado Departamento de
Engenharia Biomédica- DEB e no Departamento de Engenharia de BiossistemasDEPEB, da Universidade de São João Del Rei ­ USJ/ Programa institucional em
Bioengenharia - Campus Sete Lagoas.

Uberlândia ­ iniciou em 2006, o curso de graduação em Engenharia
Biomédica - Universidade Federal de Uberlândia- UFU.

55

Uberlândia ­ iniciou suas atividades em pesquisa de instrumentação
biomédica, no Biolab em 1997, sediado na Faculdade de Engenharia Elétrica ­
FEELT. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica - PPGEB nível
mestrado ­ Universidade Federal de Uberlândia - UFU.

Santa Rita do Sapucaí- Curso de extensão presencial em engenharia
biomédica- Instituto Nacional de Telecomunicações- INATEL.

Paraíba
João Pessoa ­ em 2007 foi desativado, o Núcleo Estudos e Tecnologia em
Engenharia Biomédica e Instrumentação Biomédica e Eletrônica ­ NETEBUniversidade Federal da Paraíba ­ UFPB.

João Pessoa ­ iniciou e 2005, o Núcleo de pesquisa em materiais
biomédicos,

no

Programa

de

Pós

Graduação

em

Engenharia

Mecânica-

Universidade Federal da Paraíba ­ UFPB.

Pernambuco

Recife ­ iniciou em 2002, a graduação em Engenharia BiomédicaUniversidade Federal de Pernambuco ­ UFPE.

Recife ­ iniciou em 1974, o núcleo de pesquisa. Departamento de Biofísica e
Radiologia ­ DBR- Universidade Federal de Pernambuco- UFPE.

Recife ­ iniciou em 2004, o núcleo de pesquisa - Departamento de
Engenharia Nuclear/Grupo de Dosimetria e Instrumentação Nuclear DENUniversidade Federal de Pernambuco ­ UFPE.

56

Recife ­ iniciou em 2008, o núcleo de pesquisa - Departamento de Eletrônica
e Sistemas /Grupo de Fotônica- Universidade Federal de Pernambuco ­ UFPE.

Paraná

Curitiba ­ núcleo de Pesquisa no Programa de Pós-Graduação em
Engenharia Elétrica e Informática Industrial CPGEI - Universidade Tecnológica
Federal do Paraná ­ UTFPR.

Curitiba - programa de Pós- Graduação em Engenharia Biomédicamestrado profissional- Universidade Tecnológica Federal do Paraná ­ UFTPR.

Curitiba ­ núcleo de Pesquisa no Programa de Pós- Graduação em
Tecnologia em Saúde ­ PPGTS- Programa Interdisciplinar- Pontifícia Universidade
Católica - PUC-PR.

Londrina ­ núcleo de pesquisa no Centro de Ciências Exatas/Departamento
de Física- Universidade Estadual de Londrina ­ UEL.

Rio de Janeiro

Duque de Caxias - Xerém - Laboratório de Ultra-som / Diavi / Dimci /Inmetro
Laboratório de Ultra-som ­ LABUS - Divisão de Metrologia Acústica e de Vibrações
­ DIAVI - Diretoria de Metrologia Cientifica e Industrial - DIMCI / Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ­ INMETRO.

Niterói ­ iniciou em 1998, o núcleo de Pesquisa em Ciência da Computação
­ Instituto de Computação- IC- Universidade Federal Fluminense ­ UFF.

57

Rio de Janeiro ­ iniciou em 1900, a Instituição de Pesquisa- Fundação
Osvaldo Cruz ­ FIOCRUZ.

Rio de Janeiro ­ iniciou em 1980 uma Instituição não UniversitáriaDepartamento de Pesquisa do Instituto Nacional Fernandes Figueira ­ IFF.
FIOCRUZ.

Rio de Janeiro ­ iniciou em 2003, Estudos de Instrumentação BiomédicaLaboratório de Biometrologia- Pontifícia Universidade Católica ­ PUC/RJ.

Rio de Janeiro - Instituto de Pesquisa Biomédica Gonzaga de Gama FilhoLEB- Universidade Gama Filho- UGF.

Rio de Janeiro ­ iniciou em 2011, o Laboratório Médico de Pesquisas
Avançadas LAMPADA- Universidade do Estado do Rio de Janeiro ­ UERJ.

Rio de Janeiro ­ iniciou em 1970, o Programa de Engenharia Biomédica
PEB- Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia- COPPE- em
1981, a curso mestrado, e em 1995, o curso doutorado - Universidade Federal do
Rio de Janeiro - UFRJ. A partir de 2001 passou a ministrar disciplinas na
graduação em Física Médica. Oferece disciplina de Engenharia Biomédica
(COB502) aberta a todos os cursos de Engenharia da POLI/UFRJ.

Rio de Janeiro -­ iniciou a Graduação em Engenharia Biomédica Faculdade Estácio de Sá.

Rio Grande do Sul

Caxias do Sul - Centro de Engenharia Biomédica ­ CEB do Hospital Geral

58

Passo Fundo - Centro de Engenharia Biomédica - CEB do Hospital São
Vicente de Paula- HSVP

Ijuí ­ Centro de Engenharia Biomédica ­ CEB do Hospital Caridade.

Pelotas - Laboratório de Engenharia Biomédica- LEB- vinculado ao curso
Engenharia Elétrica e ao Centro Universitário Católico de Pelotas criado em 1987,
como Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento em Instrumentação Biomédica ­
GPDIB- Universidade Católica de Pelotas-UCPel.

Porto Alegre ­ iniciou o Programa Pós-Graduação Engenharia Elétrica, nos
anos 80. O curso de mestrado em Engenharia Elétrica iniciou atividades em 1993,
na linha de pesquisa em Engenharia Biomédica- DEB- Pontifícia Universidade
Católica- PUC/RS.

Porto Alegre - Laboratório de Instrumentação Eletrônica - IEE/ Programa de
Pós-Graduação em Engenharia Elétrica ­ PPGEE- Universidade Federal do Rio
Grande do Sul-UFRGS.

Porto Alegre - Núcleo de Pesquisa em Imagens Médicas - NIMED Pontifícia Universidade Católica ­ PUC/RS.

Porto Alegre- iniciou em 2000, o Programa de Pós- Graduação em
Gerontologia Biomédica, Pontifícia Universidade Católica ­ PUC/RS.

Santa Maria ­ iniciou em 2010, o curso de graduação em Engenharia
Biomédica ­Centro Universitário Franciscano - UNIFRA.

Vacaria - Centro de Engenharia Biomédica no Hospital Nossa Senhora da
Oliveira.

59

Santa Catarina

Florianópolis ­ iniciou em 1974, em parceria com o Grupo de Pesquisa em
Engenharia Biomédica- GPEB, o Departamento de Engenharia Elétrica ­ Instituto
Engenharia Biomédica ­ IEB - criaram em 2008, o Laboratório de Engenharia
Biomédica ­LEEB.

Florianópolis

- Pós-Graduação em

Engenharia

Elétrica- PGEEL

-

Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC.

Florianópolis - Laboratório de Pesquisa em Processamento Digital de
Sinais- Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC.

Joinville - Grupo de Pesquisa em Engenharia Biomédica ­ GPEB Departamento de Engenharia Elétrica- Universidade do Estado de Santa Catarina ­
UDESC.

São Paulo

Campinas - Departamento de Engenharia Biomédica- DEB- Faculdade de
Engenharia Elétrica e Computação- FEEC- Universidade de Campinas- UNICAMP.

Campinas ­ iniciou em 1982, o Centro de Engenharia Biomédica- CEBUniversidade de Campinas- UNICAMP.

Mogi das Cruzes ­ Programa Integrado de Pós-Graduação em Engenharia
Biomédica- mestrado e doutorado- Universidade Mogi das Cruzes - UMC.

Ribeirão Preto ­ Laboratório de Bioengenharia. Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto- FMRP- Universidade de São Paulo-USP.

60

São Carlos ­ iniciou em 2012, o Centro de Engenharia Aplicada a Saúde ­
Escola de Engenharia São Carlos-EESC- Universidade de São Paulo - USP.

São Carlos- iniciou em 1977, o Programa de Pós Graduação Interunidades
em Bioengenharia- Escola de Engenharia de São Carlos ­EESC- Faculdade de
Medicina de Ribeirão Preto- FMRP - Instituto de Física e Química de São Carlos ­
IFQSC- Instituto de Ciências Matemáticas - ICM - Universidade de São Paulo-USP;
o curso de mestrado. Atualmente, fazem parte do Programa de Pós-Graduação
Interunidades a EESC- IQSC-FMRP- Universidade de São Paulo-USP. Em 2009,
teve inicio o curso de doutorado.

São Carlos ­ Núcleo de pesquisa em Bioengenharia- Laboratório do
Departamento de Engenharia Elétrica ­Escola de Engenharia de São Carlos-EESC/
Universidade de São Paulo-USP.

São Carlos ­ Núcleo de pesquisas em bioengenharia-Instituto de Física de
São Carlos- IFSC ­Escola de Engenharia de São Carlos-EESC/ Universidade de
São Paulo-USP.

São José dos Campos ­ iniciou o Programa de Pós-Graduação em
Engenharia Biomédica, curso mestrado em 1998 e em 2003 o curso doutoradoUniversidade Camilo Castelo Branco - UNICASTELO.

São José dos Campos ­ iniciou em 2001, o Programa de Pós-Graduação
em Bioengenharia- mestrado profissionalizante - Universidade Camilo Castelo
Branco ­ UNICASTELO.

São José dos Campos ­ iniciou em 1998 o curso de mestrado e em 2002 o
curso de doutorado- Grupo de pesquisa em Engenharia Biomédica - IPDUniversidade do Vale do Paraíba- UNIVAP.

São José dos Campos ­ Programa de Pós- Graduação em Bioengenhariamestrado Profissional- IPD/Universidade do Vale do Paraíba- UNIVAP.

61

São José dos Campos -­ Centro de Pesquisa em Engenharia BiomédicaIPD/Universidade do Vale do Paraíba- UNIVAP.

São José dos Campos ­ Iniciou curso de graduação em Engenharia
Biomédica- Universidade do Vale do Paraíba ­ UNIVAP.

São José dos Campos ­ Graduação em Engenharia Biomédica-Escola
Paulista de Medicina ­EPM- Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP.

São Paulo ­ Núcleo de Pesquisa. Centro de Estudos em Informática em
Saúde CIS - Escola Paulista de Medicina ­ EPM- Universidade Federal de São
PAULO- UNIFESP.

São Paulo ­ iniciou em 1995, o Laboratório de Ensaio de Equipamentos
Biomédicos - atual Instituto de Energia e Ambiente- IEA ­ Universidade de São
Paulo- USP.

São Paulo ­ iniciou em 1950, o Núcleo de Pesquisa Oficina CoraçãoPulmão- atualmente Centro Pesquisa Engenharia Biomédica- CPEB- Divisão de
Bioengenharia INCOR.

São Paulo- Iniciou em 1977, o Instituto Nacional do Coração- INCOR.
Universidade de São Paulo-USP.

São Paulo ­ iniciou em 1960, o Centro de Bioengenharia do Instituto Dante
Pazzanesi de Cardiologia.

São Paulo- iniciou em 1944, a Oficina de Ortopedia do Hospital de Clínicas
da Faculdade de Medicina da USP. Em 1977 foi criado, o Laboratório de
Biomecânica do Aparelho Locomotor, que integra o conjunto de Laboratórios de
Investigação Médica do Hospital das Clínicas. Em 1990 recebe nova denominação,
passando então a se chamar Instituto de Ortopedia e Traumatologia "Prof. Francisco

62

Elias de Godoy Moreira". Em 2006, inaugurado o Laboratório de Bioengenharia e
Tecnologia Assistiva.

São Paulo ­ iniciou em 1981, o Laboratório de Engenharia Biomédica e em
1994, o Laboratório de Engenharia Ambiental e Biomédica-

LEB- Escola

Politécnica- Universidade de São Paulo-USP.

São Paulo­ iniciou em 1968, o núcleo de pesquisa- Instituto de Ciências
Biomédicas- ICB da Universidade de São Paulo-USP.

São Paulo - iniciou em 2008, a graduação em Engenharia Biomédica Pontifícia Universidade Católica ­ PUC/SP.

São Paulo - iniciou em 2012, a Pós-Graduação em Engenharia Biomédicamestrado 2012- Pontifícia Universidade Católica ­ PUC/SP.

Santo André ­ iniciou em 2009, a graduação em Engenharia Biomédica Universidade Federal do ABC-UFABC.

10. MÉTODO

10.1. ASPECTOS ÉTICOS
Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, do Centro de
Saúde Escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São
Paulo-CEP/CSE-FMRP-USP, (CAAE: 16327513.2.0000.5414).

63

10.2. PARTICIPANTES

Foram sujeitos desta pesquisa os egressos que concluíram o curso de
Mestrado do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia da
Escola de Engenharia de São Carlos Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e
Instituto de Química de São Carlos, no período de 1980 a 2012, foram entrevistados
276 egressos, sendo que quatro haviam falecido, totalizando então 272 participantes
da pesquisa
10.3. PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DE DADOS.

Inicialmente, os egressos foram contatados via email ou telefone. Após
aceitarem participar do trabalho, os questionários foram então, enviados por email.
Para a coleta de dados foi elaborado um questionário padronizado com
questões fechadas e abertas, que incluíam a formação acadêmica (graduação,
especialização e Pós-Graduação); a atividade profissional (em ensino superior, setor
público e setor privado); a produção científica (publicação de artigos em revistas
nacionais e estrangeiras, livros, capítulos de livros e realização de pesquisas); a
opinião do egresso sobre o curso (disciplinas, professores, orientador, bolsa,
dificuldades e objetivos) e o mercado de trabalho (objetivos posteriores ao término
do curso mestrado, atual ocupação no mercado de trabalho, como ingressou no
emprego, quantas vezes mudou de emprego, salário, condições de trabalho,
prestigio, atividades desempenhadas, estabilidade, aptidão para o mercado de
trabalho).
Os resultados foram transferidos para um banco de dados, no Microsoft Office
Excel. As respostas dadas pelos participantes foram analisadas de acordo com a

64

sua natureza. Para as questões fechadas, foram calculadas as freqüências das
respostas em cada categoria.

10.4. INSTRUMENTO PARA A COLETA DE DADOS.

Para coletar os dados requeridos junto aos egressos, o procedimento
escolhido foi o questionário. Este trabalho baseou-se na metodologia utilizada pela
professora Dra. Maria Immacolata Vassallo de Lopes, em seu trabalho intitulado
"Mercado de Trabalho dos Egressos dos Cursos de Comunicação Social no Brasil",
apresentado como Tese de Livre-Docente, junto o Departamento de Comunicação e
Artes da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Essa
mesma pesquisadora desenvolveu um método de avaliação e a construção de um
banco de dados para uma pesquisa nacional de diagnostico e avaliação (LOPES,
1998).
O questionário utilizado no presente trabalho foi preparado, tanto com
questões fechadas e de escala, quanto com questões abertas, constituindo uma
pesquisa estruturada, na qual os dados foram obtidos sem identificação do
participante. O questionário continha 51 questões, sendo 40 fechadas e 11 abertas.
As questões foram organizadas em quatro módulos: 1) perfil dos egressos; 2)
perfil educacional e avaliação do curso feito (mestre em Ciência: área
Bioengenharia); 3) perfil ocupacional; 4) mercado de trabalho.

10.5. PERFIL DOS EGRESSOS.

Este módulo trata de indicadores simples, tais como a caracterização do
ensino médio, curso de graduação, dados pessoais (formação geral, motivação,

65

adequação da pesquisa, adequação da orientação, contribuição para a formação
profissional, avaliação feita pelo egresso).

10.6. PERFIL DO MESTRE EM CIÊNCIA: ÁREA BIOENGENHARIA.

Este módulo apresenta indicadores de desempenho, como o tempo de
permanência no curso, a escolha do mesmo, aspectos positivos e negativos do
curso, publicações.

10.7. PERFIL OCUPACIONAL.

Neste modulo encontram-se alguns dos indicadores mais importantes da
pesquisa, aqueles que dizem respeito às publicações, patentes, livros, preparo para
formação profissional, carreira docente, etc.

10.8. MERCADO DE TRABALHO.
Neste módulo encontram-se alguns indicadores que dizem respeito ao
mercado de trabalho: objetivos posteriores ao término do curso mestrado, atual
ocupação no mercado de trabalho, como ingressou no emprego, quantas vezes
mudou

de

emprego,

salário,

condições

de

trabalho,

prestígio,

desempenhadas, estabilidade, aptidão para o mercado de trabalho.

atividades

66

11. RESULTADOS e DISCUSSÃO

Com relação a idade dos egressos entrevistados, observa-se no Gráfico 2
que a maioria dos egressos nasceu no final da década de 1970 e início da década
de 1980 e a minoria nasceu na década de 1940 a 1950.

Gráfico 2: Ano de nascimento dos egressos.
25
20
15
10
5

ano 1943
ano 1948
ano 1950
ano 1953
ano 1955
ano 1957
ano 1959
ano 1961
ano 1963
ano 1965
ano 1967
ano 1969
ano 1971
ano 1973
ano 1975
ano 1977
ano 1979
ano 1981
ano 1983
ano 1985
ano 1987

0

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP- USP

Esses egressos tiveram diferentes formações na graduação como pode ser
observado no Gráfico 3. O curso de fisioterapia predomina na formação dos
entrevistados, seguidos de odontologia e fonoaudiologia. Observa-se também que a
procura pela pós- graduação em bioengenharia é feita por diferentes profissionais
seja eles da área de exatas ou biológicas.

67

Gráfico 3: Formação dos egressos na graduação
Geografia/Historia/Estudos Socias
Tecnico Patologia
Ciencia Computação
Ciencias Exatas
Medico Dermato
Eng. Mecatronico
Educação Fisica
Fisioterapia
Biomedicina
Patologia Clinica
Informatica Medica
Bioquimica
Farmacia
Matematica
Fonoaudiologia
Veterinario
Zootecnia
Terapeuta Ocupacional
Especialista Laboratorio
Odontologia
Analise Sistemas
Ciencia Computação
Médico Ortopedia
Medico Fisica Reabilitação 1
Medico Neuro
Medico Otorrino
Médico Cirugia Plastica
Medico Cardio
Sistema Informação
Quimica
Informatica Medica
Estatistica
Matematica
Odontologia
Analise Sistema
Fisico
Ciencia Computação
Ciencias Fisicas Biologicas
Eng. Civil
Eng. Mecanico
Eng. Eletronico
Eng. Eletrico
Eng. Materiais
0

20

40

60

80

100

120

140

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

68

11.1. Perfil dos Egressos

Ensino médio e graduação.
Informações sobre o ensino médio foram coletadas no formulário através de
04 questões e sob diversos ângulos: o tipo de escola (pública ou privada), o tipo do
ensino médio (comum, técnico, magistério) e o período de estudo cursado no ensino
médio (diurno ou noturno). A seguir, apresenta-se a análise destes dados e os
gráficos correspondentes.

Gráfico 4: Porcentagem dos egressos segundo o tipo de escola que
cursou o ensino médio.
50%
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

69

Gráfico 5: Porcentagem dos egressos segundo o tipo de ensino médio
que concluiu.
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Gráfico 6: Porcentagem dos egressos segundo o período que freqüentou
o ensino médio
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quando se trata de refletir sobre o sistema educacional brasileiro, é
consensual a percepção de que o ensino médio é o nível de ensino que provoca os
debates mais controversos, seja pelos persistentes problemas do acesso e da
permanência, seja pela qualidade da educação oferecida, ou, ainda, pela discussão
sobre a sua identidade.

70

Ao analisarmos os dados sobre a educação no nível médio dos egressos
pesquisados neste trabalho, observamos que a maioria, 44% realizou seus estudos
totalmente em escola pública, contrapondo-se aos 15% que realizaram seus estudos
apenas em escola particular (Gráfico 5). Quando perguntados sobre o tipo de ensino
médio cursado, observa-se que a maioria, 83,3% realizou ensino médio comum
(Gráfico 6). Em relação aos dados obtidos neste quesito, observa-se que a grande
maioria dos egressos, 76% freqüentou o ensino médio durante o período diurno, 11
% freqüentaram a maior parte do ensino médio no período diurno, e 4% dos
egressos cursaram o ensino médio no período noturno (Gráfico 6).
Desta forma, podemos observar que os gráficos de 1 a 3 refletem a mesma
realidade educacional dos egressos, nos diferentes questionamentos feitos sobre o
ensino médio. Esse perfil demonstra que a maioria estudou no período diurno.

A análise das variáveis deste tópico referente à origem do ensino médio levanos a efetuar as seguintes conclusões parciais:

1) As deficiências atuais do ensino médio no país são expressões da
presença tardia de um projeto de democratização da educação pública no Brasil
ainda inacabado, que sofre os abalos das mudanças ocorridas na segunda metade
do século XX, que transformaram significativamente a ordem social, econômica e
cultural, com importantes conseqüências para toda a educação pública. O tipo de
escola onde o aluno de Pós-Graduação mestre em bioengenharia cursou o ensino
médio foi na sua maioria escola publica.
2) A inclusão do ensino médio no âmbito da educação básica e o seu caráter
progressivamente obrigatório demonstram o reconhecimento da importância política
e social que ele possui. O país já não suporta tamanha desigualdade educacional.

71

Trata-se de uma demanda crescente de escolarização diante da desvalorização dos
diplomas em virtude da expansão do ensino e da necessidade de competir no
exíguo mercado laboral, bem como de socializar a população em uma nova lógica
do mundo do trabalho.
3) O ensino médio representa apenas os três ou quatro últimos anos da
educação básica, e há dificuldades na definição de políticas para essa etapa da
escolarização. Fala-se da perda da identidade, quando na verdade o ensino médio
nunca teve uma identidade muito clara, que não fosse o trampolim para a
universidade ou a formação profissional.

11.2. Características do Curso de Graduação.

O curso de graduação dos egressos foi inquirido através de 03 questões e
sob diversos ângulos: o tipo de organização acadêmica, a categoria administrativa
da instituição e o período de estudo que o egresso cursou.

72

Gráfico 7: Porcentagem dos egressos segundo o tipo de organização
acadêmica que freqüentou no curso de graduação.
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Em relação ao tipo da organização acadêmica, na qual o egresso cursou a
graduação, observa-se que a grande maioria, 68 %, freqüentou a Universidade
(instituição pluridisciplinar de formação dos quadros de profissionais de nível
superior, de pesquisa, de extensão e de domínio cultivo do saber humano.
Empatados em 11% estão àqueles egressos que freqüentaram Centro Universitário
(instituições de ensino superior pluricurriculares, abrangendo uma ou mais áreas do
conhecimento) ou Faculdade (faculdade de uma universidade está vocacionada para
uma área do conhecimento), sendo o menor percentual entre as respostas obtidas, 4
%, aqueles que cursaram Faculdades Integradas (instituições de ensino com
propostas curriculares em mais de uma área do conhecimento, organizadas sob o
mesmo comando). Nota-se também que nenhum dos egressos que participaram da
pesquisa cursou Centro de Educação Tecnológica (institutos de ensino brasileiros,
pertencentes à esfera federal e diretamente ligados ao Ministério da Educação, que
oferecem cursos em diversos níveis, como ensino médio, técnico e superior) Fato

73

que chama atenção, é que 6 % dos alunos não responderam a nenhuma das opções
(Gráfico 7).
As instituições de ensino superior brasileiras podem ser públicas ou privadas.
As instituições públicas de ensino são aquelas mantidas pelo Poder Público, nas
esferas Federal, Estadual ou Municipal. Essas instituições são financiadas pelo
Estado, e não cobram matrícula ou mensalidade. Já nas instituições privadas, os
alunos pagam sua matrícula e mensalidade.
As universidades devem oferecer, obrigatoriamente, atividades de ensino,
pesquisa e extensão (serviços ou atendimentos à comunidade) em várias áreas do
saber. Elas têm autonomia e podem criar cursos sem pedir permissão ao MEC
(LDB-52). As universidades Federais são criadas somente por lei, com aprovação do
Congresso Nacional. Já as universidades particulares podem surgir a partir de
outras instituições como centros universitários. Os centros universitários, assim
como as universidades, têm graduações em vários campos do saber e autonomia
para criar cursos no ensino superior. As faculdades são instituições de ensino
superior que atuam em um número pequeno de áreas do saber. Muitas vezes, são
especializadas e oferecem apenas cursos na área de saúde ou de economia e
administração, por exemplo, (LDB-52).
Primeiramente é preciso olhar dentro de si e analisar suas habilidades, gostos
e personalidades e então depois, procurar as carreiras que possam combinar com a
personalidade do indivíduo, buscando a maior quantidade possível de informações,
referências com amigos, familiares e outras pessoas que já estão no mercado de
trabalho ou na faculdade. Hoje, mais importante do que a profissão é a carreira que
você constrói.

74

Gráfico 8: Porcentagem dos egressos segundo o tipo de categoria
administrativa da instituição em que freqüentou o curso de graduação.
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Por meio dos dados dispostos no Gráfico 8, é possível concluir que os
egressos na sua grande maioria, 35 %, freqüentaram ensino Estadual, seguido de,
29 % que cursaram ensino particular, e 20 % cursaram ensino Federal e 14% ensino
Municipal.

75

Gráfico 9: Porcentagem de egressos segundo o período de estudo do
curso de graduação que freqüentou.
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Vespertino

Noturno

Matutino

Integral

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Os egressos, em sua grande maioria, 76% cursaram sua graduação em
tempo integral, 9% cursaram em período noturno, seguido de 8% que cursaram no
período matutino. Observa-se também que 1% apenas dos egressos cursou em
período vespertino e 5% dos pesquisados não responderam.
Diante dos resultados obtidos em termos da educação dos egressos, prémestrado, ou seja, ensino médio e graduação observa-se que um mesmo perfil se
repete, uma vez que, tanto no ensino médio, quanto na graduação a maioria dos
egressos, os cursou em instituições públicas e em período diurno.
O ensino superior no Brasil começou ainda no período colonial, com a criação
das escolas superiores especializadas, baseadas em escolas semelhantes
existentes na Metrópole Portuguesa. Uma das primeiras foi a Real Academia de
Artilharia, cuja fortificação e desenho foram criados em 1792, no Rio de Janeiro, pela
Rainha D. Maria I de Portugal, com fim principal de formar oficiais técnicos e

76

engenheiros militares. Considera-se esta Academia como sendo a primeira escola
superior de engenharia das Américas e uma das primeiras do mundo, estando na
origem remota dos atuais, Instituto Militar de Engenharia e Escola Politécnica da
Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A nenhuma destas escolas foi atribuída o status de Universidade, o qual era
reservado em todo o Império Português à Universidade de Coimbra; mesmo em
Portugal, com exceção da Universidade de Évora, com existência breve, as diversas
instituições de ensino superiores existentes fora de Coimbra só alcançaram o status
de Universidade em 1911(UNIVERSIA 2013).
Por definição da Lei de Diretrizes e Bases- LDB, as universidades gozam de
autonomia plena, e por isso, não necessitam de autorização do Ministério da
Educação para criar novos cursos, sedes, aumentar ou diminuir o número de vagas,
fecharem cursos, expedir diplomas. Mais do que a formação na graduação, as
universidades oferecem pesquisa e extensão. Além disso, elas precisam ter 70% do
corpo docente formado por professores titulados e oferecer cursos em pelo menos
cinco áreas do conhecimento (Artigo 52 ­ LDB).
No Brasil, a mais antiga instituição com o status de universidade é a
Universidade de Manaus, criada em 1909 e hoje chamada Universidade Federal do
Amazonas. Há outras instituições de ensino superior brasileiras mais antigas, porem
não gozavam do status de universidade antes de 1909.
Uma universidade promove educação tanto terciária (graduação) quanto
quaternária (Pós-Graduação). Segundo Mazzari Junior (2009), "as universidades
gozam de autonomia para executar suas finalidades, em estrita observância ao texto
constitucional, porem este direito não proíbe o Estado de verificar o uso desta
prerrogativa nas atividades que lhes são próprias".

77

Observa-se no Gráfico 10, que as atividades das quais os egressos
participaram durante o período acadêmico, foram em sua maioria as atividades
culturais no Brasil, como palestras ou conferências, perfazendo um total de 35%
dos egressos.

Em segundo lugar, com 25% do total estão as atividades do

movimento estudantil, fato curioso, uma vez que este ítem teve maior participação
que outros itens, tidos como importantes, para a formação acadêmica, como por
exemplo, o estudo de língua estrangeira (11%), estágios (2%), grupos de pesquisa
(1%), entre outros.

Gráfico 10: Porcentagem de egressos segundo as atividades que

Atividades...

Docente 3º grau

Projeto Academico

Projeto Pedagógico

Estudo linguas...

Movimento...

Movimento...

Atividades...

Atividades...

Grupos Pesquisa

Estágio

Bolsa Iniciaçao...

40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

viagem ao...

participou durante a graduação.

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

78

Gráfico 11: Porcentagem dos egressos segundo o conhecimento de
língua inglesa no inicio da pós-graduação.
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Solicitados aos egressos para apresentar o nível do seu conhecimento de
língua inglesa, quando do inicio do curso de mestrado, praticamente empatados com
24%, estão àqueles egressos que lia, escrevia e falavam medianamente, aqueles
que liam, escreviam, mas não falavam e os que liam, mas não escreviam nem
falavam. Com metade desta porcentagem, 12% estão os egressos que dominavam
a língua inglesa, os quais liam, escreviam e falavam bem. Ligeiramente maior, estão
os 15% dos egressos que praticamente tinham conhecimento nulo da língua inglesa,
no referente, a leitura, escrita e fala. Podemos concluir então, que a maioria, 71%
tinha conhecimento da língua inglesa, de forma intermediária, enquanto que os
outros extremos, ou seja, um conhecimento ótimo e nenhum conhecimento da língua
inglesa encontram-se quase que empatados (Gráfico 11).

79

Esses resultados nos levam a concluir que:

1) no contexto de globalização econômica em que vivemos, destaca-se o
ritmo da mudança no perfil das habilidades e conseqüente necessidade de emprego
cada vez mais qualificado. Essa qualificação torna-se cada vez menos possível de
ser suprida, apenas pela faculdade ou por curso de graduação. Por tornarem-se os
cursos complementares uma necessidade constante é que quisemos fazer um
diagnóstico desse programa de Pós-Graduação entre os egressos.
2) A comparação entre os cursos de Pós-Graduação sugere algumas
digressões. Por um lado os objetivos da Pós-Graduação stricto sensu despertam
pouco interesse para os profissionais que estão atuando no mercado de trabalho,
por esta ser a formação acadêmica considerada eminentemente teórica e pouco
valorizada pelos empregadores das instituições não educacionais, isto é, as
empresas em geral. Fica, portanto registrado que o processo de qualificação de
nível superior na Pós-Graduação continua sendo visto pelos empresários como um
problema que concerne, quase que exclusivamente á universidade e aos indivíduos,
pouco investindo na qualidade de recursos humanos no ambiente de trabalho.
3) Seria interessante investigar os conteúdos que são tratados nos cursos de
Pós-Graduação lato sensu e complementares, pois estes são uma continuidade do
processo de formação oferecido pela escola. Este trabalho exigiria uma mobilização
do corpo docente para acompanhar os últimos avanços na profissão de Engenharia
Biomédica. Além disso, facilitaria a integração da universidade com o sistema
produtivo. Como conseqüência, os cursos de graduação seriam beneficiados com a
inserção de conteúdos mais atualizados e mais equilibrados entre teoria e prática,
além de se aproximarem mais da realidade ocupacional.

80

11.3. A pós-graduação em Bioengenharia.

O curso foi enfocado no formulário através de 05 questões e sob diversos
anglos: curso de graduação o preparou adequadamente, o tipo de organização
acadêmica, o tipo de categoria administrativa, o período cursou a graduação, o seu
grau de satisfação.

Gráfico 12: Avaliação em porcentagem dos egressos oriundos do curso
de graduação quanto ao preparo para a realização da pós-graduação.
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

O percentual dos egressos que concordam plenamente ou em partes que o
curso de graduação os preparou adequadamente para esta etapa acadêmicamestrado foi de 43% e 33%, respectivamente. É possível observar também, pelos
dados do Gráfico 12, que 10% discorda desta declaração e 3 % não souberam
avaliar a questão. Nota-se que 11% não responderam, percentual praticamente igual
aquele dos que discordaram da declaração.

81

Convidados a apresentar suas opiniões a respeito da afirmação de que o tipo
de organização acadêmica da instituição, na qual o egresso cursou a graduação foi
um fator que contribuiu de maneira positiva para seu desempenho nesta etapa
acadêmica, as opiniões relatadas encontram-se no Gráfico 13.

Gráfico 13: Porcentagem dos egressos segundo o tipo de organização
acadêmica que freqüentou o curso de graduação. Fator que contribui
positivamente para seu desempenho na Pós-Graduação.

40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Nota-se que praticamente empatados, encontram-se os alunos que
concordam plenamente com esta declaração- 37% e aqueles que concordam
parcialmente com a mesma- 36%. Percentual que cai pela metade- 18%, quando
relacionado àqueles que discordam de tal afirmação. Neste caso, diferente da
questão anterior, apenas 1% dos pesquisados não soube avaliar.
Já quando questionados sobre a categoria administrativa da instituição na
qual cursou a graduação, ter contribuído de maneira positiva para seu desempenho

82

no mestrado, os egressos em sua maioria, 42% concordaram plenamente com esta
afirmação. Aqueles que concordaram em partes foram 28%, os discordantes foram
11%, praticamente o mesmo percentual daqueles que não responderam- 13%.
Apenas 2% não souberam avaliar (Gráfico 14).

Gráfico

14:

Porcentagem

dos

egressos

segundo

a

categoria

administrativa que freqüentou a graduação. Fator que contribuiu positivamente
para o desempenho na Pós-Graduação
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Os egressos ao serem questionados quanto à possível influência positiva do
período em que freqüentaram a graduação, sobre seu desempenho no mestrado,
49%, a grande maioria concordou plenamente com esta declaração. Posteriormente
45% concordam em parte com esta declaração (Gráfico 15).

83

Gráfico 15: Porcentagem dos egressos segundo o período em que
freqüentou

a

graduação.

Fator

que

contribuiu

positivamente

para

o

desempenho na Pós-Graduação
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Gráfico 16: Porcentagem dos egressos segundo o grau de satisfação do
seu desempenho na pós-graduação (nota de 01 a 10)
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

O grau de satisfação dos egressos, na escala de 01 a 10, (na escala o
numero um é ruim e dez é o melhor) relação ao seu desempenho acadêmico,
alcançou a maior percentagem, 34% com o grau 08, seguido, pelo grau 09, com
30%. Os graus de satisfação 10 e 07 empataram com 13%. Graus de satisfação

84

menores que 07, tiveram pequena adesão dos egressos, e apenas 1% não
responderam a este questionamento (Gráfico 16).
Até agora foi possível concluir que os dados obtidos na pesquisa estão
obedecendo ao mesmo perfil. Tanto no bloco de perguntas inicial, sobre a formação
pré- mestrado dos egressos, quanto neste último bloco, referentes à influência do
tipo de organização acadêmica, categoria administrativa, período da graduação, no
desempenho acadêmico durante o mestrado, os egressos concordam que cursarem
universidades, estaduais, em período integral, possibilitou que tivessem melhor
desempenho acadêmico durante o mestrado, sendo que este desempenho alcançou
em uma escala de 0 a 10, notas altas, como 08 para a maioria.
Gráfico

17:

Porcentagem

dos

egressos

segundo

razões

que

influenciaram na decisão ao ingressar no PPGIB
16%
14%
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Ao perguntar-se aos egressos sobre as razões que influenciaram sua decisão
em ingressar no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia PPGIB nota-se que as respostas dadas podem ser agrupadas em três conjuntos:
razões ligadas ao PPGIB, razões externas ao PPGIB e razões de cunho pessoal

85

(Gráfico 17). O primeiro conjunto -razões ligadas ao programa- apresenta o maior
percentual das respostas, 54%, enquanto que o segundo conjunto razões externas
apresentam percentual de 27%, sendo que 18% estão relacionados ao terceiro
conjunto, que engloba os fatores pessoais. Assim podemos concluir previamente
que o PPGIB é um programa atrativo para os recém graduados, ou graduados que
desejam ingressar no mestrado em Bioengenharia, oferecendo a estes, excelente
corpo docente, linhas de pesquisas atraentes, boa reputação na comunidade
acadêmica.
Quando questionados, em que momento de sua vida acadêmica, os egressos
entraram no PPGIB, as respostas dadas surpreendem, pois, nota-se que a maioria,
36%, esperou mais de dois anos após a conclusão de sua graduação, para
ingressar na pós-graduação. Por outro lado, 24% ingressaram na pós-graduação
imediatamente após a conclusão da graduação. No intervalo entre este fato e até
dois anos após, 34% ainda se decidiam sobre seu ingresso na pós-graduação
(Gráfico 18).

86

Gráfico 18: Porcentagem dos egressos segundo o intervalo entre a
conclusão da graduação e início na Pós-Graduação
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Gráfico 19: Porcentagem dos egressos segundo sua participação em
projeto de iniciação cientifica antes da Pós-Graduação
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
não responderam

Não

Sim

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Também foi perguntado aos egressos, sobre sua participação em algum tipo
de pesquisa, no período da graduação, através de participação em projetos de

87

iniciação científica, opção que na maioria dos casos, é o primeiro contato efetivo do
aluno, com algum projeto científico/ pesquisa. Os dados coletados neste quesito
estão dispostos no Gráfico 19. Nota-se que a maioria teve participação em projetos
de iniciação científica, perfazendo 54,3%, seguido de 44,2% que não tiveram a
mesma experiência.

88

Adequação da Pesquisa (Aberta).

Gráfico 20: Porcentagem dos egressos segundo característica que
melhor descreve o PPGIB
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Os egressos afirmam que o programa de pós-graduação- PPGIB- possibilitou
a interação com profissionais fora da área acadêmica, inteirando um total de 30%,
sendo essa a característica, segundo os egressos, que melhor descreve o programa
de pós- graduação, quando de sua participação. A interação com outros
pesquisadores, por meio de colaboração para suas atividades foi escolhida por 20%
dos pesquisados, como melhor característica, seguida de 18% que afirmaram como
sendo, as atividades de trabalho em equipe, a melhor opção. Praticamente
empatado, com 16%, os egressos elegeram o fato de o programa ser direcionado
principalmente para a carreira acadêmica, como a principal característica; outro
aspecto que não teve tanta adesão dos egressos como sendo a característica que
melhor descreve o programa, são as atividades de pesquisa interdisciplinar, com
11% (Gráfico 20).

89

Gráfico 21: Porcentagem dos egressos segundo os aspectos relativos
PPGIB que considera plenamente satisfatório
16%
14%
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

O questionamento feito aos egressos sobre que aspectos relativos ao
programa de pós-graduação, sobre os quais eles consideravam como plenamente
satisfatórios, dividiu muito as opiniões, sendo que nenhuma resposta fornecida pela
pesquisa como opção apresentou maioria esmagadora, em termos de concordância
(Gráfico 21). Observa-se que a maioria, 15% optou pela possibilidade de ter cursado
disciplinas de interesse fora do programa, como principal aspecto plenamente
satisfatório, seguido de um empate em 13% entre a opção de disponibilidade do
corpo docente para atendimento do estudante e o contato com outros profissionais
da área. Logo em seguida, com 12%, estão aqueles que julgam como o melhor
aspecto relativo ao programa, o hall de disciplinas oferecidas pelo mesmo. Dentre os
aspectos oferecidos pela pesquisa para a preferência dos egressos, os que menos
foram selecionados, com 5% e 2% foram respectivamente, a didática do corpo

90

docente e a ajuda financeira fornecida pelo programa para a participação em
encontros profissionais, podendo ser estes entendidos como congressos, simpósios.
As respostas deste quesito permitem ao PPGIB observar que aspectos
podem ser melhorados, dentre os mais diversos oferecidos aos estudantes de
mestrado do programa e melhorar os que não "agradam" tanto os estudantes, para
que assim os mesmos possam usufruir melhor das possibilidades oferecidas,
fazendo com que o PPGIB atinja cada vez mais a excelência entre os programas de
pós-graduação existentes na área.
Um dos quesitos que não agradou tanto aos egressos, a didática do corpo
docente, pode ser melhorado pelo PPGIB.
Já em relação ao outro quesito que não agradou tanto os alunos, a ajuda
financeira para a participação em encontros relacionados à área, o PPGIB poderia
rever os valores e aumentá-los na medida do possível. Isto possibilitaria maior
interesse dos alunos em participar de um maior número de encontros profissionais,
uma vez que a maioria dos alunos de pós-graduação, em geral, depende quase que
exclusivamente para se manter de bolsas de estudo ou ajuda financeira de
familiares. Desta forma, o maior incentivo financeiro por parte do programa e
conseqüente aumento na participação em eventos científicos agregaria maior
conhecimento aos estudantes, sobre suas áreas de pesquisa, através do contato
com profissionais de outras instituições nacionais e por que não internacionais, além
de uma maior divulgação das linhas de pesquisa do PPGIB. Portanto, haveria
benefícios para ambas as partes.

91

Gráfico 22: Porcentagem dos egressos segundo considera ser

a

principal contribuição do PPGIB
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Os dados apresentados no Gráfico 22, relativos ao questionamento sobre a
principal contribuição do programa, para a vida profissional e/ou pessoal dos
candidatos, revelam que a grande maioria, 50% acredita que a principal contribuição
do programa foi o melhor preparo para a formação profissional. A facilidade para o
ingresso na carreira docente foi indicada por 20,3% dos candidatos, como sendo a
principal contribuição do programa. Já os quesitos como melhora na capacitação
pessoal pela aquisição do título de mestre, o fato do grupo de pesquisa ter sido
composto por vários profissionais, contato/interação com grupos interdisciplinares,
além de melhor preparo para a formação técnica, não alcançaram nem 2% da
escolha dos egressos. Isto nos levar a concluir que o PPGIB tem uma maior
declinação em colaborar, mais estreitamente com a formação profissional do aluno.

Quanto à definição da escolha do orientador, podemos observar no Gráfico
23, que a maioria dos egressos teve a atitude de procurar o orientador,
correspondendo a 60% da opção dos mesmos. Nota-se que apenas 1% dos

92

egressos, optou por ser orientado por um professor da graduação, na fase seguinte
dos estudos. Isso se deve ao fato de que nem todos os docentes da graduação
estão inscritos e habilitados no curso de pós-graduação, ou mesmo, fazendo parte
desta não desenvolvem a linha de pesquisa escolhida pelo candidato. Além disso,
apenas 3% escolheram seu orientador em face da falta de opções, indicando
provavelmente que os orientadores disponíveis no programa e suas linhas de
pesquisa atraem a maioria dos candidatos sendo um ponto positivo a ser
considerado.
Por outro lado, 24% dos egressos responderam terem sido convidados a
participar

do

programa

pelo

orientador,

o

que

pode

indicar

que

os

docentes/orientadores também contribuem com o programa, pois, prestam atenção
nos potencias alunos que a graduação oferece, e os convida a fazer parte do
PPGIB, aumentando a qualidade do mesmo. Isso também pode ocorrer com os 11%
respondeu ter escolhido o orientador após o processo seletivo, ou isso pode ter
ocorrido, devido a indecisão do aluno, frente as várias linhas de pesquisa oferecidas
pelo programa.

93

Gráfico 23: Porcentagem dos egressos segundo o que define sua
orientação no PPGIB
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
processo
seletivo

convidado
pelo meu
orientador

não
procurei meu
responderam orientador

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Dando continuidade ao questionamento entre a relação aluno e orientador, os
egressos foram perguntados a respeito da continuidade da parceria entre eles e
seus orientadores após o término de suas atividades no programa. Pelos dados
apresentados no Gráfico 24 foi possível observar que esta relação, de maneira geral
era boa, uma vez que 62% deram continuidade a parceria, enquanto que 37% não o
fizeram. A relação entre aluno e orientador, quando bem objetivada pode render
frutos após o término do programa, como novas parcerias em projetos, quando, por
exemplo, o aluno passa a trabalhar em outra instituição que desenvolva a mesma
área de pesquisa podendo haver colaboração entre eles; ou mesmo que o egresso
possa formar grupos de estudo na área, em outras instituições e contar com a
colaboração do orientador para isso.

94

Gráfico 24: Porcentagem dos egressos segundo a continuidade da
parceria com seu orientador em outros projetos após a conclusão da PósGraduação.
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Não

Sim

não responderam

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Ainda continuando a analise da parceria aluno/orientador, os egressos foram
questionados sobre como se deu essa parceria. Nota-se pelos dados que 31% dos
egressos apontam que esta parceria se deu por pesquisa conjunta no programa de
pós-graduação. Publicações conjuntas em periódicos especializados e pesquisa
conjunta fora de programas regulares de pós-graduação empataram com 25% da
opção dos egressos. O desenvolvimento de trabalho conjunto fora do meio
acadêmico,

o qual pode ser entendido como, por exemplo, trabalho em indústrias,

foram escolhidos por 14% dos egressos (Gráfico 24). Esses resultados são
provavelmente reflexos da boa parceria entre aluno/orientador e da continuidade da
mesma.

95

Gráfico 25: Porcentagem dos egressos segundo sua parceria com
orientador PPGIB
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Os dados apresentados no Gráfico 26 vêm em parte, corroborar as
verificações obtidas anteriormente, uma vez que 42% dos egressos apontam que a
disponibilidade para atendimento de seu orientador é o aspecto relativo mais
satisfatório, do relacionamento aluno/orientador. Em seguida, 33% apontam a
qualidade da orientação como aspecto mais satisfatório.
Por outro lado, os outros quesitos são apontados por bem menos egressos
como aspectos plenamente satisfatórios. Alguns deles provocam questionamentos
pertinentes à qualidade da orientação e também da relação entre algumas atitudes
dos orientadores e alguns pontos apontados pelos egressos como não satisfatórios
dentro do programa.
Alguns exemplos, como falta de apoio em congressos e simpósios, pequena
assistência na solicitação de bolsas ou na renovação das mesmas, podem ter,
mesmo que inconscientemente, relação com a falta de incentivo financeiro do
programa para a participação em reuniões profissionais, desmotivando o aluno; e

96

também a falta de colaboração do orientador em buscar com o aluno a obtenção de
bolsas de estudo ou a renovação da mesma quando necessário.
Outro ponto que chama a atenção é o pequeno número de egressos que
optou pela publicação internacional, apenas 1%. Isto também precisa ser mudado,
pois afeta diretamente a qualidade do programa de pós-graduação. Além disso,
apenas 2% optaram pela disponibilidade de atendimento do orientador na etapa de
conclusão do trabalho, fato que de certa forma pode afetar a qualidade do trabalho
desenvolvido pelo aluno. Outro ponto que também pode ser mudado é o fato de
apenas 2% dos egressos optou pela parceria, amizade sem distâncias ou barreiras
para o relacionamento com o orientador. De certa forma, isto pode afetar a relação
entre eles e desmotivar o aluno a seguir na parceria com o orientador, após o
término do programa, ou mesmo continuar nele.

Gráfico 26: Porcentagem dos egressos segundo seu relacionamento
com seu orientador no PPGIB considerado satisfatório
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

97

Com relação à contribuição positiva que o programa trouxe para sua
formação profissional, 80% dos egressos afirmam que houve contribuição positiva,
enquanto que 9% não consideram que o programa contribuiu de maneira positiva
para sua formação profissional (Gráfico 27).

Gráfico 27: Porcentagem dos egressos segundo contribuições positivas
do PPGIB para a sua formação profissional
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

A maioria dos egressos, 11,4%, aponta o desenvolvimento da habilidade de
pensar criticamente como a contribuição do programa para sua formação. Em
segundo lugar estão empatados, a preparação em metodologia de pesquisa e a
preparação para a docência, com 11,2%, seguidos de autonomia em pesquisa,
desenvolvimento de capacidade de organização, expressão e comunicação do
pensamento, com 10%. O que chama a atenção é que apenas 6,4% dos egressos
apontam que a articulação do conhecimento da área com temas gerais e situações
do cotidiano, como contribuição do programa. Este ponto precisa ser revisto pelo
mesmo, uma vez que isto pode influenciar na qualidade do profissional formado,

98

quando este ingressar no mercado de trabalho e necessitar desta contribuição
(Gráfico 28).

Gráfico 28: Porcentagem dos egressos segundo a contribuição para sua
formação que considera ser atribuída ao PPGIB.
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Em relação à apresentação de trabalho em encontros durante a permanência
do egresso no programa, 44% afirmam ter realizado esta tarefa, enquanto 36%
afirmam não ter apresentado trabalhos. O que chama a atenção neste ponto do
questionário é o grande número de egressos que deixou de responder a pergunta,
20%, o que possivelmente poderia ter melhorado a porcentagem de apresentações
feitas (Gráfico 29).

99

Gráfico

29:

Porcentagem

dos

egressos

segundo

os

artigos

apresentados durante sua permanência no PPGIB
50%
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
Não

Sim

não
responderam

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

O tipo de encontro, no qual os egressos apresentaram o maior número de
trabalhos, foram congressos regionais/nacionais, com 36%, sendo em congressos
internacionais 10%; em seminários em outras instituições que não a do programa
18%; praticamente empatados com 17% que apresentaram trabalhos em seminários
realizados na instituição do programa (Gráfico 30).

100

Gráfico 30: Porcentagem dos egressos segundo o tipo de encontro e o
número de artigos apresentados.
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Em relação às publicações feitas durante a permanência do egresso no
programa, 46% afirmam ter publicado, enquanto 36% responderam não ter
publicado.

Novamente,

o

número

de

questionamento é alto, 18% (Gráfico 31).

egressos

que

não

respondeu

ao

101

Gráfico 31: Porcentagem dos egressos segundo publicação incluindo
as já aceitas para serem publicadas.
50%
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
Sim

Não

Não responderam

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quanto ao número e tipo de encontro, no qual houve divulgação de sua
pesquisa, 14% dos egressos afirmam ter ganho prêmios durante sua permanência
nesta etapa acadêmica. Apenas 1% afirma ter patente em seu nome, enquanto 2%
afirmam ter divulgado seus trabalhos em exposições e mostras. Mais uma vez,
grande número de egressos, 83% não respondeu a pergunta.

102

Gráfico 32: Porcentagem dos egressos segundo o número de:
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Ao contrário do que se observou na pergunta anterior, apenas 1% não
respondeu quanto ao número de publicações produzidas no mestrado.

As

publicações em que o egresso aparece como autor principal é maioria, totalizando
43%,

seguidos

de

30%

que

afirmam

ter

publicações

em

anais

de

congressos/simpósio/encontros, como co-autores são 16% dos egressos que
afirmam ter publicações sob esta condição, enquanto que, o que chama a atenção é
que apenas 9% afirmam ter publicações em periódicos com política seletiva editorial
(Gráfico 33).

103

Gráfico 33: Porcentagem dos egressos segundo suas publicações no
PPGIB, incluindo também as serem publicadas
50%
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

As questões apresentadas nesta categoria têm por objetivo colher
informações sobre o programa de Pós-Graduação. As questões constituem-se de
assertivas, com as quais você pode ou não concordar. Foi solicitada avaliação em
cada uma delas, cabendo ao egresso optar dentre as alternativas disponíveis.
Podemos observar pelo Gráfico 34, que a maioria dos egressos, 56%
concorda plenamente, que participar deste programa de pós-graduação foi uma
decisão acertada e aconteceu no momento apropriado.

Por outro lado, 28%

concordam parcialmente com esta afirmação. Aqueles que discordam total ou
parcialmente desta afirmação, totalizam completar

104

Gráfico 34: Porcentagem dos egressos segundo a decisão de participar
PPGIB ocorreu no momento apropriado.
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Ao serem questionados se o programa de Pós-Graduação desta etapa
acadêmica atendeu totalmente as expectativas, a maioria dos egressos, 42%
concordam plenamente com esta declaração, 37% concordam em parte, 9% dos
egressos não souberam avaliar, e empatados com 5% estão os egressos que não
souberam avaliar ou discordam inteiramente desta declaração (Gráfico 35).

105

Gráfico 35: Porcentagem dos egressos segundo o PPGIB atender
totalmente as expectativas
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quanto ás instalações físicas, foi perguntado aos egressos se as mesmas,
em termos de salas de aula, laboratórios e ambientes de estudo/trabalho estavam
em conformidade com as necessidades do programa de pós-graduação. A maioria
dos egressos, 47% concordam em parte com esta declaração, ou seja, para eles,
ainda que pouco, algumas das instalações oferecidas não são totalmente
adequadas. Para 36% dos egressos, a concordância é plena, com relação às
instalações, enquanto que para

12 % dos egressos, as instalações não estão de

acordo com as necessidades. Assim sendo, acredita-se que caso hajam
adequações a serem feitas na estrutura física, estas serão de pequeno porte
(Gráfico 36).

106

Gráfico 36: Porcentagem dos egressos segundo as instalações físicas
do PPGIB serem perfeitamente adequadas às necessidades.
50%
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
discordo concordo em concrdo
não
desta
parte esta plenamente responderam
declaração declaração
com esta
declaração

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Também foi perguntada aos egressos, sua opinião quanto a compatibilidade
do sistema informatizado, oferecido pela biblioteca que atende ao programa, com as
necessidades do mesmo. A maioria dos egressos, 53% concordam plenamente que
o sistema oferecido pela biblioteca supre as necessidades do programa, enquanto
que 33% concordam que as necessidades são supridas em parte pelo sistema.
Apenas 4% não concordam com a eficiência do sistema em suprir as necessidades
do programa e 5% não souberam avaliar (Gráfico 37). Desta forma, entende-se que
o sistema informatizado, oferecido pela biblioteca está em conformidade com as
necessidades do programa e não necessita de ajustes.

107

Gráfico 37: Porcentagem

dos egressos segundo

a disposição do

sistema informatizado das bibliotecas disponíveis para o PPGIB serem
compatíveis com as necessidades.
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
não sei
avaliar

discordo concordo em concordo
desta
parte com plenamente
declaração
esta
com esta
declaração declaração

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

108

Gráfico 38: Porcentagem dos egressos segundo o acervo livros das
bibliotecas serem adequados em face das necessidades da pesquisa
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
discordo desta concordo em concordo
não
declaração
parte esta
plenamente responderam
declaração
esta
declaração

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Ainda em relação à biblioteca que atende ao programa, mas agora com
referência aos livros, foi perguntado aos

egressos, se o acervo de livros era

adequado, em face das necessidades de sua pesquisa. A maioria dos egressos
concordou em partes com essa declaração, totalizando 45 %. Já 27% dos egressos
concordam plenamente com esta declaração; 18% discordam desta declaração; 8%
dos egressos não responderam, e 2% não souberam avaliar (Gráfico 38).

109

Gráfico 39: Porcentagem dos egressos segundo a participação no
PPGIB ser decisiva na definição da vida profissional.
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quando questionados sobre a participação neste programa de PósGraduação ter sido decisiva, na definição da sua vida profissional, 35% dos
egressos concordam plenamente com esta declaração; 28% concordam em parte;
18% dos egressos não responderam; 14% discordam desta declaração e 2% dos
egressos não souberam avaliar (Gráfico 39). Podemos observar que se somando
todos os que concordam, total ou parcialmente com esta afirmação, teremos 63%
dos egressos concordando que participar do programa foi decisivo em suas vidas
profissionais, índice muito superior aos que discordam, 17%, total ou parcialmente
com a afirmação. Ainda que, os 18% dos egressos que não votaram, discordassem
da afirmação, a maioria, ainda seria favorável, levando a concluir que os egressos
estão satisfeitos com a relação entre sua participação no programa e a definição de
sua vida profissional.

110

Os egressos foram perguntados se sua participação no programa de pósgraduação contribuiu para sua formação profissional. Assim como observado no
gráfico acima, a maioria dos egressos, 78% concordam plena ou parcialmente com
esta afirmação; enquanto que 11% discordam parcial ou inteiramente com esta
afirmação e percentual parecido 9% não responderam, sendo que apenas 2% não
souberam avaliar (Gráfico 40).

Gráfico 40: Porcentagem dos egressos segundo a participação no
PPGIB ter contribuído para a formação
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
discordo desta concordo em
concordo
não
declaração
parte esta
plenamente responderam
declaração
esta
declaração

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

111

Gráfico 41: Porcentagem dos egressos segundo os aspectos mais
positivos do PPGIB.
6%
5%
4%
3%
2%

area nova...

preparação vida...

experiencia pesquisa...

atuação pesquisa...

curso diferenciado...

disponibilidade...

contato profissionais...

pesquisa ajuda seres...

facilidade ingressar...

cursar disciplinar...

contribuição...

recursos disponiveis...

interdiscipliar...

contato outras areas

ambiente trabalho

0%

area pesquisa...

1%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Perguntas abertas geram múltiplas opiniões e dividem muito os percentuais
relativos a cada resposta, não sendo possível então, observar uma maioria
significativa em apenas uma alternativa (Gráfico 41). Os maiores percentuais, 5%
foram registrados em alternativas como atuação em pesquisa inovadora; experiência
com pesquisa multidisciplinar; preparação para a vida acadêmica; área nova do
conhecimento e crescimento da bioengenharia. Em seguida, com 4% estão descritas
como aspectos positivos, pesquisa desenvolvida para ajudar seres humanos;
possibilidade

de

contato

com

profissionais

da

formação;

assiduidade

e

disponibilidade dos professores; curso diferenciado de pós-graduação; interação
com outras universidades; preparação com a carreira de docente, entre outros. Na
seqüência, com 3% estão a contribuição para a formação profissional; a
possibilidade de cursar disciplinas de interesse fora da unidade; facilidade de

112

ingresso no programa, entre outros. Assim, podemos concluir que os resultados
obtidos neste quesito, estão de acordo com várias respostas obtidas anteriormente.

Gráfico 42: Porcentagem dos egressos sobre os aspectos mais
negativos do PPGIB
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quando questionados em relação aos pontos negativos, observa-se na
ausência de espaço, com 18% da escolha dos egressos, seguido da dificuldade em
estudar no local de convivência, com 14%, mesmo índice observado para aqueles
egressos que não souberam avaliar. Com 11% sobre o pequeno horário de
atendimento da secretaria. Aspectos relativos ao laboratório como a desordem,
estão com 5%, e quanto à sala de estudo, 9% reclamam da falta de lugar para se
deixar o material pessoal. As respostas obtidas nesta questão são de grande
importância para o programa, e geram um fio condutor sobre as mudanças
necessárias, grande parte em termos de organização de espaço físico, para

113

proporcionar melhor conforto aos alunos e com isso, aumentar seus rendimentos
(Gráfico 42).

Gráfico 43: Porcentagem dos egressos segundo sua dissertação

ter

sido publicada.
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Sim

Não

Não responderam

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quando perguntados se sua dissertação de mestrado foi publicada, 58% dos
egressos afirmam

a publicação, enquanto 31% afirmam não ter publicado a

dissertação. Esse número de publicações poderia aumentar, se fossem checadas ao
final das defesas, as dissertações que apresentassem conteúdo de qualidade, a
partir do qual,

pudessem ser extraídos artigos publicáveis em revistas nacionais ou

internacionais. Além disso, é possível que o número de egressos que não respondeu
essa pergunta, 11% tenha publicado sua dissertação, o que elevaria o nível de
publicações (Gráfico 43).

114

Gráfico 44: Porcentagem dos egressos segundo nota atribuída de zero a
dez, referente ao grau de satisfação com o PPGIB

nota dez
nota oito
nota seis
nota quatro
nota dois
Não responderam
0%

10% 20% 30% 40% 50% 60%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Atribuindo-se uma escala que vai de 01 a 10, para o grau de satisfação dos
egressos com o programa de pós- graduação observa-se pelos dados do Gráfico 44,
que a grande maioria, 36% atribuíram nota 10 ao seu grau de satisfação; seguidos
de 19% que atribuíram nota 09; 14% dos egressos atribuíram nota 08; 12%
atribuíram nota 07. Conforme a escala diminui, é também diminuída a porcentagem
de egressos que atribui às notas. Assim, é possível concluir que a maioria dos
egressos está satisfeita com o programa.

115

11.4. O Mercado de Trabalho
Este tópico abrange

a questões relativas aos aspectos do mercado de

trabalho, tais como: objetivos posteriores ao término do curso de mestrado, atual
ocupação no mercado de trabalho, como se deu o ingresso no emprego, quantas
vezes houve mudança de emprego, salário, condições de trabalho, prestígio,
atividades desempenhadas, estabilidade, aptidão para o mercado de trabalho.
Os egressos foram perguntados sobre quais seus objetivos imediatos, após o
término do programa. Dentre as várias opções de resposta, 30% identificaram como
sendo seu objetivo imediato, seguir carreira acadêmica em instituição de ensino
superior. Logo atrás, com 22%, estão os egressos, cujo objetivo imediato era
ingressar em outro programa de pós-graduação na mesma área, uma vez que no
período compreendido pela pesquisa, não havia a possibilidade de continuar no
mesmo programa, pois este ainda não oferecia curso de doutorado. Com 12%,
empatados, estão os egressos, cujos objetivos imediatos eram procurar emprego
fora da área acadêmica e ingressar em outro programa de pós- graduação em área
diferente.

Essa

parcela

dos

egressos,

provavelmente

não

se

identificou

completamente com o programa escolhido para cursar o mestrado. Trabalhar como
pesquisador era o objetivo imediato de 9% dos egressos, sendo que 7% tinham
como objetivo a abertura de seu próprio negócio. Entre 3% e 1%, dividem-se outros
objetivos, como começar a trabalhar em outra área, ser professor de ensino médio,
começar a trabalhar na área de formação, entre outros (Gráfico 45).

116

Gráfico 45: Porcentagem dos egressos segundo o objetivo imediato
após o PPGIB
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Além de identificar o objetivo imediato dos egressos ao término do programa,
essa pesquisa também quis apurar a inserção dos mesmos no mercado de trabalho,
nos dias atuais e verificar com isto, se os objetivos pensados por eles ao término do
programa haviam se concretizado. Observa-se pelos dados referentes ao Gráfico
46, que a maioria dos egressos exerce função de docente em instituições de ensino
superior pública (federais ou estaduais), 29%; são estudantes de pós-graduação
16% dos egressos; empatados com 10% estão aqueles que exercem trabalhos em
área hospitalar e os que são docentes de ensino superior em instituições privadas.
São responsáveis pela família, exercendo atividades da casa, 7% dos egressos e
9% são pesquisadores. Além disso, 5% são empregados em empresas particulares,
3% empregados em empresas multinacionais e outros 3% proprietários de empresas

117

do ramo médico. De maneira geral, os objetivos que os egressos possuíam ao
término do curso, se concretizaram.
Gráfico 46: Porcentagem dos egressos segundo a atual ocupação no
mercado de trabalho.
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

A maneira pela qual os egressos entraram no mercado de trabalho, também
foi tema de analise. Utilizou-se de concurso ou seleção, 38% dos egressos, para sua
inserção no mercado de trabalho. Praticamente empatados, estão aqueles que
tiveram indicação profissional por profissionais da área, com 15% e aqueles, cuja
indicação partiu de parente e amigos, com 14%. Ingressaram no mercado de
trabalho

através

de

agências

ou

associações

profissionais,

4%,

mesma

porcentagem encontrada para os que ingressaram por meio de anúncios nos meios
de comunicação (Gráfico 47).

118

Gráfico 47: Porcentagem dos egressos segundo o ingresso em seu
emprego atual
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Após concluírem o curso de mestrado e se colocarem no mercado de
trabalho, 37% dos egressos afirma que não mudou nenhuma vez de emprego,
enquanto que 22% afirmam ter mudado de emprego de duas a três vezes. Já 25%
afirmam ter mudado uma vez e 3% afirmam ter mudado quatro ou mais vezes de
emprego (Gráfico 48). Assim, pode se concluir que a permanência no emprego,
entre os egressos, é alta.

119

Gráfico 48: Porcentagem dos egressos segundo após a conclusão do
mestrado ter mudado diversas vezes de emprego.

35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

.
Mostram-se satisfeitos com o salário, 71% dos egressos, constituindo
maioria, seguidos de 14% que se dizem não estar satisfeitos com o salário, (Gráfico
49).

120

Gráfico 49: Porcentagem dos egressos segundo salário.
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Além do salário, várias profissões contam com abono e outros incentivos
monetários, incorporados ou não ao salário principal. Isso também acontece com os
egressos, e a pesquisa quis saber qual o grau de satisfação em relação a essas
vantagens. A maioria dos egressos, 38%, se diz bastante satisfeita com abonos; 8%
muito satisfeitos; 16% insatisfeitos; 17% pouco satisfeitos e 21% não opinaram.
Através desse panorama, é possível afirmar, que a satisfação com o salário, não é a
mesma para com abonos e incentivos (Gráfico 50).

121

Gráfico 50: Porcentagem dos egressos segundo abono/incentivos outras vantagens
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Gráfico 51: Porcentagem dos egressos segundo condições de trabalho
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Aliadas ao salário e abonos estão às condições de trabalho. Para a maioria
dos egressos, 35%, as condições de trabalho são bastante satisfatórias; estão muito

122

satisfeitos 24% dos egressos, enquanto que 14% estão insatisfeitos e 9% pouco
satisfeitos. Neste ponto do questionamento, 18% não responderam (Gráfico 51).

Gráfico 52: Porcentagem dos egressos segundo prestigio onde trabalha.
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quando perguntados sobre o prestígio que possuem em seu local de
trabalho, ou seja, sobre o reconhecimento de sua função como bioengenheiro, os
egressos se mostraram em sua maioria, 37%, bastante satisfeitos, seguidos de 31%
de egressos muito satisfeitos. Encontram insatisfeitos 6% e 9% pouco satisfeitos
(Gráfico 52).

123

Gráfico 53: Porcentagem dos egressos segundo a variedade de
atividade que desempenha.
50%
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Sabe-se que vários profissionais desempenham uma variedade de funções e
com os egressos não poderia ser diferente. Quando perguntados sobre sua
satisfação em relação a essa variedade de atividades desempenhadas, 45% se
mostraram bastante satisfeitos; 24% estão muito satisfeitos; 9% estão insatisfeitos e
apenas 1% pouco satisfeitos. Isso leva a concluir que de fato, os egressos se
sentem satisfeitos com seus empregos atuais (Gráfico 53).

124

Gráfico 54: Porcentagem dos egressos segundo estabilidade no
emprego.
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

Quanto à estabilidade do emprego, os egressos se mostraram bastante
satisfeitos, com 39%, enquanto que 23% estão muito satisfeitos; 7% estão
insatisfeitos e 2% pouco satisfeitos. Neste quesito, uma boa porcentagem de
egressos, 29% não responderam (Gráfico 54).
Para terminar o questionário, perguntou-se ao egresso, se ao final do curso
,ele se achou apto a concorrer com outros profissionais da área formados em outras
instituições, seja para o mercado de trabalho ou para ingressar em curso de
doutorado. A maioria, 54% se sentiam aptos após a conclusão do curso, seguidos
por 45% que não se julgavam aptos (Gráfico 55).

125

Gráfico 55: Percentual dos egressos, segundo após conclusão do PPGIB
estar aptos a concorrer com outros profissionais na área, formados por outras
instituições; para ingressoar em curso de PG nível doutorado ou mercado de
trabalho.
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Sim

Não

não
responderam

Fonte: Pesquisa com Egressos 2013- PPGIB-EESC-IQSC-FMRP-USP

126

12. CONCLUSÃO

Este trabalho teve o propósito de apresentar contribuições da comunidade
acadêmica, em relação ao sistema de avaliação da Universidade de São Paulo da
Pós-Graduação. Podemos concluir pontualmente que:
44 % dos egressos cursaram o ensino médio em escola publica.
83,5% dos egressos concluíram o ensino médio em tempo regular.
76% dos egressos freqüentaram o ensino médio em período diurno.
68% dos egressos freqüentaram a Universidade na graduação.
78% dos egressos cursaram a graduação em escola publica.
76% dos egressos freqüentaram em período integral a graduação.
35% dos egressos participaram de atividades culturais no país (palestras ou
conferencias, etc.) durante a graduação.
48% dos egressos com conhecimento de língua inglesa no inicio da pósgraduação (lia, escrevia e falava mediamente).
76% dos egressos afirmam que o curso graduação preparou adequadamente
para realizar pós-graduação em Bioengenharia,
73% dos egressos afirmam que o tipo de organização acadêmica concluída
por ele contribuiu positivamente para o meu desempenho na pós-graduação.
70% dos egressos afirmam que a escolha da USP foi um fator positivo no
desempenho na pós-graduação.
94% dos egressos afirmam que o período em que freqüentou a graduação foi
um fator de contribuição positiva para seu desempenho na pós-graduação.
94% dos egressos pontuaram com satisfação o seu próprio desempenho na
pós-graduação.

127

Os egressos afirmam que foram influenciados em sua decisão ao
ingressarem no PPGIB sendo agrupadas em três conjuntos de razões: 54% razões
ligadas ao PPGIB + 27% razões externas + 18% fatores pessoais.
24% dos egressos afirmam terem ingressado do PPGIB imediatamente após
conclusão da graduação e 34% até dois anos após a conclusão graduação e 36%
demorou mais de dois anos após concluir a graduação.
54,3% dos egressos afirmam ter participado de projeto cientifico antes de
ingressar no PPGIB.
30% egressos afirmam que fizeram interação com profissionais fora da área
acadêmica, sendo essa a melhor característica que descreve o PPGIB.
15% dos egressos cursaram disciplinas de interesse fora do PPGIB sendo
este o principal aspecto plenamente satisfatório do PPGIB. E 13% optaram pela
disponibilidade do corpo docente e o contato com outros profissionais.
50% dos egressos afirmam que foi o melhor preparo para sua formação
profissional

a principal contribuição do PPGIB para sua vida profissional.

60% dos egressos procuraram seu orientador e 24% dos egressos afirmam
terem sido convidados pelo orientador.
67% dos egressos afirmam terem continuidade de parceria com seus
orientadores após o termino do PPGIB.
31% dos egressos afirmam que a parceria entre ele e seu orientador se deu
por pesquisa conjunta no PPGIB e também 25% afirmam que as publicações
conjuntas no PPGIB.
42% dos egressos apontam a disponibilidade para atendimento de seu
orientador como sendo o aspecto mais satisfatório de relacionamento no PPGIB.

128

80% dos egressos consideram que o PPGIB trouxe contribuições para a vida
profissional.
11,4% dos egressos consideram desenvolvimento de habilidade de pensar
criticamente como contribuição do PPGIB para sua formação e com 11,2% dos
egressos considera a autonomia em pesquisas seguida de preparação em
metodologia de pesquisa.
44% dos egressos afirmam ter realizado apresentação de trabalhos em
encontros durante sua permanência no PPGIB.
36%

dos

egressos

afirmam

que

os

congressos

regionais/nacionais

apresentaram seus trabalhos e 10% em encontros internacionais.
46% dos egressos afirmam ter publicações feitas no PPGIB e 36% dos
egressos afirmam não terem publicado.
43% dos egressos é o autor principal de suas publicações e 30% dos
egressos são co-autores de suas publicações em congressos e anais.
56% dos egressos afirmam que sua participação no PPGIB foi uma decisão
acertada e aconteceu no momento apropriado.
42% dos egressos afirmam que o PPGIB atendeu totalmente suas
expectativas.
47% dos egressos afirmam que as instalações físicas do PPGIB estavam em
conformidade com suas necessidades.
53% dos egressos afirmam que a compatibilidade do sistema informatizado
de bibliotecas que atende ao PPGIB.
72% dos egressos afirmam que o acervo de livros é adequado em face de
necessidade de sua pesquisa.

129

63% dos egressos afirmam que sua participação no PPGIB foi decisiva na
sua vida profissional.
Quanto aos aspectos mais positivos do PPGIB. Os percentuais são respostas
abertas e geram múltiplas opiniões; atuação em pesquisas inovadoras, experiência
com pesquisas multidisciplinares, preparação para a vida acadêmica, área nova de
conhecimento e crescimento da bioengenharia 5%, pesquisas para ajudarem seres
humanos, possibilidade de contato com profissionais de formação. Assiduidade e
disponibilidade dos professores, curso diferenciado de pós-graduação, interação
com outras universidades, preparação para a carreira de docente 4% entre outras.
Quanto aos aspectos negativos do PPGIB. 18% dos egressos afirmam ter
dificuldades de estudarem na sala de convivência, entre outras.
58% dos egressos afirmam que sua dissertação foi publicada enquanto que
31% dos egressos afirmam não terem sido publicadas.
69% dos egressos atribuíram uma nota (zero a dez) referente ao grau de
satisfação com o PPGIB (notas entre 7 e dez).
30% dos egressos afirmam que seu objetivo imediato após o termino do
PPGIB era seguir carreira acadêmica em IES.
29% dos egressos afirmam exercer a função de docente em IES publica
(federal ou estadual) e 10% são docentes em IE particular.
38% dos egressos afirmam ter utilizado o concurso ou seleção para entrarem
no mercado de trabalho.
37% dos egressos afirmam que ao se colocarem no mercado de trabalho não
mudaram seu emprego nenhuma vez.
40% dos egressos afirmam estarem satisfeitos com seus salários.

130

38% dos egressos afirmam estarem satisfeitos com o abono/incentivo
monetário incorporado ou não ao salário principal.
24% dos egressos afirmam estarem satisfeitos com suas condições de
trabalho.
37% dos egressos afirmam que o prestigio que possuem em seu local de
trabalho.
45% dos egressos afirmam que sua satisfação em relação à variedade de
funções que desempenha.
23% dos egressos afirmam estarem satisfeitos com sua estabilidade de seu
emprego.
54% dos egressos dos egressos se julgam apto para concorrer com outros
profissionais da área, formados por outros PPG para ingressar em cursos de PG ou
mercado de trabalho.

131

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135

ANEXO A

CARTA CONVITE

Prezado senhor (a),
Venho convidá-lo (a) a participar da pesquisa "Avaliação da Inserção no
Mercado de trabalho dos Egressos do Curso Mestrado Interunidades em
Bioengenharia", realizada pela Pesquisadora do Curso de Doutorado em
Bioengenharia da Universidade de São Paulo- EESC ­ IQSC ­ FMRP, e que servirá
de base para meu doutorado.
O objetivo da pesquisa é identificar os egressos do Programa de PósGraduação Interunidades em Bioengenharia (conhecimentos, habilidades e atitudes)
que têm maior impacto na atuação do profissional Mestre em Bioengenharia.
Conhecer esses atributos contribui para a melhor gestão de pessoas e o aumento da
eficiência e eficácia da unidade de Pós-Graduação em Bioengenharia ­ EESC ­
IQSC ­ FMRP.
A sua participação é imprescindível na construção do perfil de competências
dos profissionais mestres em Bioengenharia. Para contribuir com a pesquisa, basta
responder ao questionário disponível na web.
É possível responder ao questionário no seu ritmo. Ele pode ser respondido
todo de uma vez. Conforme sua disponibilidade, ao longo de 15 dias.
A partir das percepções de todos os participantes será consolidado o perfil de
competências dos egressos em mestrado do Programa de Pós-Graduação
Interunidades em Bioengenharia. O perfil de competências será amplamente
divulgado por meio, da tese e de periódicos científicos.

136

Além de contribuir para a construção do perfil de competências em
Bioengenharia no Brasil, o participante poderá fazer uma auto-avaliação sobre a
abrangência e atualização de suas competências em Bioengenharia.
Para

participar,

acesse

o

endereço

eletrônico

www.eesc.usp.br/bioeng/questionario_egressos/ Agradeço em nome de todos os
envolvidos e conto com sua colaboração.
Atenciosamente,
________________________
Ana Maria Antonio
Pesquisadora do PPGIB --USP São Carlos
Doutoranda do PPGIB ­ USP São Carlos
[email protected]

137

ANEXO B
Comitê de ética

138

ANEXO C

Informações Gerais
1.1 - Características do Ensino Médio
1.1.1

-

Em

que

tipo

de

escola

você

cursou

o

ensino

médio?

Todo

em

escola

publica;

Todo

em

escola

privada;

A

maior

parte

do

tempo

em

escola

publica;

A

maior

parte

do

tempo

em

escola

privada;

escola

publica

Metade
1.1.2

em

-

Que

tipo

e

de

metade

ensino

em

escola

médio

privada;

você

concluiu?

Comum ou de educação geral (colegial, cientifico etc.), no ensino regular
Técnico

(eletrônica,

contabilidade,

agrícola

etc.),

no

ensino

regular

Magistério de primeira a quarta série (curso normal), no ensino regular
Supletivo
Outro

1.1.3

-

-

Em

qual

período

Todo

o

Todo

o

especifique

você

freqüentou

o

ensino

período

diurno

período

A

maior

parte

do

A

maior

parte

do

tempo
tempo

no
no

médio?
noturno

período
período

diurno
noturno

Metade no período diurno e metade no período noturno
1.2 - Características do curso de graduação (se você fez mais de um curso de
graduação, responda sobre aquele que você considere o mais relevante para a sua
área de atuação)

139

1.2.1 - Qual o tipo de organização acadêmica da instituição em que você
freqüentou

o

curso

de

graduação?

Universidade
Centro

universitário

Faculdades

integradas

Faculdade
Centro

de

educação

tecnológica

1.2.2 - Qual tipo de categoria administrativa da instituição em que você freqüentou o
curso

de

graduação?

Federal
Estadual
Municipal
Integral

1.2.3 ­ Qual o período de estudo do curso de graduação que você freqüentou?
Matutino
Vespertino
Noturno
Integral
Dimensão: DADOS PESSOAIS
2.1 - Categoria: FORMAÇÃO GERAL
2.1.1 - Informe as atividades das qual você participou durante o período da
realização desta etapa acadêmica. Assinale tantas alternativas quantas sejam
necessárias
Viagens

ao

Atividades

culturais

Atividades

culturais

exterior
no
no

país
exterior

para
(palestra
(palestra

estudo

conferencia

etc.))

conferencia

etc.))

140

Estudo

de

língua(s)

estrangeira(s)

Movimento

estudantil

Movimento

sindical

Atividades

político-partidárias

Atividades

relacionadas

ao

programa,

apenas

Outra-

etapa

especifique

2.1.2 - Como era seu conhecimento de linha inglesa quando você iniciou esta
acadêmica?

Lia,

escrevia

Lia,

e

escrevia

Lia

e

Lia,

mas

falava

e

falava

escrevia,
não

bem
medianamente

mas

não

falava

escrevia

nem

falava

Praticamente nulo
2.2 - Categoria: AVALIAÇÃO PELO EGRESSO

2.2.1 - O curso de graduação me preparou adequadamente para a realização desta
etapa

acadêmica

Concordo

plenamente

Concordo

em

com

parte

Discordo

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo
Não

esta

declaração

inteiramente
sei

desta

avaliar/

declaração

Não

se

aplica

2.2.2.-O tipo de organização acadêmica (universidade, faculdade, centro) da
instituição em que freqüentei o curso de graduação foi um fator que contribuiu
positivamente
Concordo

para

o

meu

plenamente

desempenho
com

nesta
esta

etapa

acadêmica
declaração

141

Concordo

em

parte

Discordo

com

esta

declaração

desta

Discordo

declaração

inteiramente

Não

sei

desta

avaliar/

declaração

Não

se

aplica

2.2.3 - O tipo de categoria administrativa (publica ou privada) da instituição em que
freqüentei o curso de graduação foi um fator que contribuiu positivamente para o
meu

desempenho

Concordo

neta

plenamente

Concordo

em

etapa
com

parte

Discordo

acadêmica

esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo

declaração

inteiramente

Não

sei

desta

avaliar/

declaração

Não

se

aplica

2.2.4 - O período (matutino, vespertino ou integral) em que freqüentei o curso de
graduação foi um fator que contribuiu positivamente para o meu desempenho nesta
etapa

acadêmica.

Concordo

plenamente

Concordo

em

com

parte

Discordo

esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo

inteiramente

Não

sei

avaliar/

declaração
desta
Não

declaração
se

aplica

2.2.5 - Numa escala de 01 (um) a 10 (dez) o meu grau de satisfação com o meu
próprio desempenho nesta etapa acadêmica são:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

0

142

Dimensão: FORMAÇÃO ACADÊMICA
3.1 - Categoria: MOTIVAÇÃO
3.1.1 - Identifique as três razoes que influenciaram sua decisão de ingressar
neste

programa

Interesse

de

na

pós-graduação.

área

Possibilidade

de

ingresso

Recomendação

de

professores

de
na
no

Recomendação

pesquisa

carreira
curso

de

de

Reputação

do

programa

docente
graduação
amigos

nos

meios

acadêmicos

Falta de opções de programa de pós-graduação na minha área de escolha
Alta

qualidade

Qualificação
Reputação

da
dos

da

pesquisa

desenvolvida

neste

programa;

docentes

vinculados

ao

programa

instituição

Convite

que

oferece

o

do

Fonte

orientador

de

Prestigio

renda

social

Possibilidade

programa

na

de

área

realização

profissional

Contribuição positiva para exercer profissão no meio acadêmico - cientifica
Contribuição positiva para exercer a profissão fora do meio acadêmico - cientifica
Exigência
Outra

da

instituição

à
-

qual

estava

vinculado
especifique

3.1.2 - Em que momento da sua vida acadêmico você ingressou neste programa de
pós-graduação?

143

Imediatamente
Um

ano

Dois
Mais

após
após

anos
de

dois

a
a

após

conclusão
conclusão

a

anos

do
do

conclusão

após

a

do

conclusão

curso

de

graduação

curso

de

graduação

curso

de

graduação

do

curso

de

graduação

3.1.3 - Você participou de algum projeto de iniciação cientifica antes de ingressar
neste

programa

de

pós-graduação?

Sim
Não

Categoria: ADEQUAÇÃO DA PESQUISA
4.1 - Categoria: ADEQUAÇÃO DA PESQUISA
4.1 - Identifique a característica que melhor descreve o programa de pósgraduação de que você participou nesta etapa acadêmica. Assinale tantas
alternativas
quantas
sejam
necessárias.
O programa foi direcionado, principalmente, para a carreira acadêmica
O programa foi direcionado, principalmente, para atividades fora da carreira
acadêmica
O programa envolveu atividades de trabalho em equipe alem do orientador
O programa envolveu atividades de colaboração com outro(s) pesquisador (es)
O

programa

envolveu

atividades

de

pesquisa

interdisciplinar

O programa possibilitou a interação com profissionais fora da área acadêmica
Outra

-

especifique

4.1.2 - Quais os aspectos relativos a este programa de pós-graduação que
você considera plenamente satisfatórios? Assinale tantas alternativas quantas sejam
necessárias.
Disciplinas

oferecidas

Didática
Disponibilidade

do
do

corpo

corpo
docente

para

atendimento

docente
aos

estudantes

Interesse do corpo docente no progresso acadêmico dos estudantes

144

Possibilidade

de

cursar

Oportunidade

de

aprender

Incentivo
Ajuda

à

como

divulgação

financeira

Contato

disciplinas

para

com

Possibilidade

do

de

interesse

elaborar

um

resultado

participar
outros

da

de

fora

do

programa

plano

de

pesquisa

minha

encontros

profissionais

de

Outra

profissionais
da

atualização

na

-

pesquisa
área
área
especifique

4.1.3 - Qual você considera a PRINCIPAL contribuição deste programa de pósgraduação
de
que
você
participou?
Aquisição
Melhor
Melhor
Facilidade

de
preparo

para

preparo

a

para

de

Ampliação

cultura
formação
a

ingresso
do

geral

na

formação

técnica

carreira

docente

horizonte

Outra

profissional

profissional

-

especifique

4.2 - Categoria: ADEQUAÇAO DA ORIENTAÇAO
4.2.1 - Como foi definido o seu orientador desta etapa de formação?
Procurei
Fui
Passei
Outra

meu
convidado
por

(a)

orientador
pelo

um

processo
-

meu
de

orientador
seleção
especifique

4.2.2 - Houve continuidade da parceria com seu orientador em outros projetos após

145

o

termino

deste

programa?

Sim
Não
Outra

4.2.3

-

-

Pesquisa

Como
conjunta

Pesquisa
Publicações
Trabalho

se

fora

de

conjunta

Outra

deu

programas

no

conjuntas
conjunto

especifique

parceria?

de

pós-graduação

regulares

programa
em

esta

de

periódicos

fora

do

pós-graduação
especializados

meio

acadêmico

-

especifique

4.2.4 - Quais aspectos relativos ao seu relacionamento com seu orientador
durante esta etapa de formação você considera plenamente satisfatórios assinale
tantas
alternativas
quantas
sejam
necessárias.

e

Disponibilidade

para

Qualidade

da

atendimento
orientação

Assistência /apoio na preparação de apresentações em seminários, congressos
simpósios
Assistências

na

solicitação

/

renovação

de

bolsa

Assistência na preparação do(s) relatório(s) exigido(s) pela agencia financiadora
Outra

-

especifique

4.3 - Categoria: CONTRIBUIÇAO PARA FORMAÇAO PROFISSIONAL

146

4.3.1 - Você Considera que esse programa de pós-graduação trouxe
contribuições

positivas

para

a

sua

formação

profissional?

Sim
Não
4.3.2 - Qual contribuição para a sua formação que você considera que pode
ser atribuída a este programa de pós-graduação do qual você participou? Assinale
tantas
alternativas
quantas
sejam
necessárias.
Desenvolvimento
Desenvolvimento

da
de

habilidade
habilidade

Preparação

de
para

pensar
trabalho

criticamente
em

para

Preparação

em

docência

metodologia

Autonomia

equipe

de

pesquisa

em

pesquisa

Desenvolvimento da capacidade de organização, expressão e comunicação do
pensamento
Articulação do conhecimento da área com temas gerais e situações do cotidiano
Enriquecimento

e

atualização

profissional

Continuidade da pareceria com outros docentes da instituição em outros projetos
Publicação

de

Outra

artigos

-

especifique

4.3.3 - Você apresentou algum trabalho (artigo) em encontros durante sua
permanência
neste
programa?
Sim
Não
4.3.4 ­ Informe para cada tipo de encontro, o número de trabalhos (artigos) que você
apresentou em encontros durante sua permanência neste programa nesta etapa
acadêmica.
Congressos

regionais/nacionais

Congressos

internacionais

Seminários
Seminários
Outra

na
em

outra

instituição
instituição
-

que

do
não

a

programa
do

programa
especifique

147

4.3.5 ­ Você teve alguma publicação durante sua permanência neste programa?
Inclua
também
aquelas

aceitas
para
serem
publicadas.
Sim
Não
4.3.6 ­ Informe o número de publicações que você produziu durante sua
permanência neste programa nesta etapa acadêmica. Inclua também aquelas a
serem
publicadas.
Como

autor

principal

Como

co-autor

Em

periódicos

Em

anais

com
de

Capítulos
Edição

política

seletiva

congressos/simpósios/encontros
de

e/ou

editorial
etc.
livros

organização

de

Livros

livros/revistas
didáticos

4.3.6 ­ Informe o número de publicações que você produziu durante sua
permanência neste programa nesta etapa acadêmica. Inclua também aquelas a
serem publicadas.
0

Como autor principal
Como co-autor

0

0

Em periódicos com política seletiva editorial

Em anais de congressos/simpósios/encontros etc.

0

Em periódicos sem política seletiva editorial (jornais, revistas, revisão de livro)
0

Capítulos de livros

0

Edição e/ou organização de livros/revistas
Livros didáticos

0

0

148

4.3.7 ­ Informe o número de:

Prêmios obtidos durante sua permanência nesta etapa acadêmica

0

Patentes registradas durante sua permanência nesta etapa acadêmica
0

0

Exposições/mostras
Outra

-especifique:

4.4 Categorias: AVALIAÇÃO PELO EGRESSO
As questões apresentadas nesta categoria têm por objetivo colher sua
avaliação sobre o programa de pós-graduação. As questões constituem-se de
assertivas com as quais você pode ou não concordar, solicitamos sua avaliação em
cada uma delas, optando por uma das alternativas disponíveis.
4.4.1 ­ A minha decisão de participar neste programa de pós-graduação foi
acertada

e

se

Concordo

deu

plenamente

Concordo

em

momento

apropriado.

com

esta

declaração

parte

Discordo

com

esta

declaração

desta

Discordo
Não

no

declaração

inteiramente
sei

desta

avaliar/

declaração

Não

se

aplica

4.4.2 ­ O Programa de pós-graduação desta etapa acadêmica atendeu totalmente
às

minhas
Concordo
Concordo

plenamente
em

com

parte

Discordo
Discordo

expectativas.
esta

com

esta

desta
inteiramente

declaração
declaração
declaração

desta

declaração

149

Não

sei

avaliar/

Não

se

aplica

4.4.3 ­ As instalações físicas (salas de aula, laboratórios, ambiente de
trabalho/estudo) utilizadas na instituição eram perfeitamente adequadas às
necessidades

deste

Concordo

programa

plenamente

Concordo

em

pós-graduação.

esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo
Não

com

parte

Discordo

de

declaração

inteiramente
sei

desta

avaliar/

declaração

Não

se

aplica

4.4.4 ­ A(s) biblioteca(s) disponível (eis) para este programa de pós-graduação
dispunha(m) de sistema informatizado compatível com as necessidades do
programa.
Concordo

plenamente

Concordo

em

com

parte

Discordo

esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo

declaração

inteiramente

desta

declaração

Não sei avaliar/ Não se aplica

4.4.5 ­ O acervo de livros disponíveis na(s) biblioteca(s) era adequado em face das
necessidades

da

Concordo

plenamente

Concordo

em

esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo
Não

com

parte

Discordo

pesquisa.

inteiramente
sei

avaliar/

declaração
desta
Não

declaração
se

aplica

150

4.4.6 ­ minha participação neste programa de pós-graduação foi decisiva na
definição

da

Concordo

minha

plenamente

Concordo

em

profissional.

esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo

declaração

inteiramente

Não

­

com

parte

Discordo

4.4.7

vida

sei

Minha

avaliar/

participação

neste

positivamente

para

Concordo

plenamente

Concordo

desta

em

Não

programa

de

se

aplica

pós-graduação

minha
com

parte

Discordo

declaração

formação.
esta

com

declaração

esta

declaração

desta

Discordo

declaração

inteiramente

Não

sei

contribuiu

desta

avaliar/

Não

declaração
se

aplica

4.4.8 ­ Apontem na ordem de importância, os aspectos mais positivos e mais
negativos do curso de pós-graduação em bioengenharia.
Positivos

Negativos

4.4.9

­

A

sua

tese

de

mestrado

em

bioengenharia

foi

publicada.

151

Sim
Não

4.4.10 ­ Numa escala de 01(um) a 10(dez) o meu grau de satisfação com este
programa de pós-graduação é:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

0

Dimensão: TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
5 ­ Dimensão: TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
5.1.1 ­ Qual era a sua principal atividade imediatamente antes do inicio deste
programa
de
pós-graduação?
Estudante

de

Estudante

graduação

de

pós-graduação

Docente

de

instituição

de

ensino

superior

pública

Docente

de

instituição

de

ensino

superior

privada

Responsável

pela

Empregado

em

família

área

e

relacionada

Outra

atividade
com

a

da
deste

-

casa
programa

especifique

5.2. Categoria: PERSPECTIVAS FUTURAS

para

5.2.1 - Quanto tempo, após o termino desta etapa acadêmica, você esperou
iniciar
suas
atividades
profissionais?

Até
Acima
Acima
Mais

06
de
de

06

meses
01

e
de

meses
e

menos

menos

de
de

02

01
02

ano
anos
anos

5.2.2 ­ identifique qual era seu objetivo imediatamente após o término deste
programa.
Assinale
tantas
alternativas
quantas
sejam
necessárias

152

Ingressar

em

outro

Ingressar

em

outro

Ingressar

em

outro

programa

de

programa
programa

graduação

de

em

pós-graduação

de

pós-graduação

área

na

diferente

mesma

em

área

área

diferente

Seguir carreira acadêmica em instituição de ensino superior federal, estadual ou
municipal
Seguir carreira acadêmica em instituição particular de ensino superior
Ser

professor

Ser
Ser

no

professor
pesquisador

Procurar

em

no

ensino

instituição

especializada

emprego

Começar

a

trabalhar

Abrir

ensino

fundamental

fora

da

continuar

trabalhando

ou

meu

médio
de

área

acadêmica
em

outra

próprio

área

negocio

Outra-

5.2.3

pesquisa

especifique

­

Atualmente

qual

Instituição
Instituição

sua

ocupação

de
de

no

mercado

de

ensino

ensino

trabalho
particular

superior

federal,

estadual

Empresa

multinacional

Empresa

particular

Proprietário

de

empresa

Área

hospitalar

Pesquisador
5.2.4 ­ Indique como conseguiu ingressar no seu emprego atual ou mais recente.
Assinale
tantas
alternativas
quantas
sejam
necessárias.
Anuncio

nos

Agência
Indicação
Indicação

meios

ou
ou
de

associação
convite
professores

Concurso
Contato

de
e/ou

de
de
parentes
profissionais

ou
direto

com

comunicação
profissionais
ou

amigos
da

área
seleção

o

empregador

153

Na própria empresa ou instituição onde trabalhava, por ascensão ou promoção
Por estabelecer-me por conta própria

5.2.5 ­ Após a conclusão do curso mestre em bioengenharia, quanta vez
mudou
o
seu
emprego
principal?
Uma
Duas

ou

três

Quatro

ou

mais

Nenhuma
5.2.6 ­ Assinale o seu grau de satisfação em relação aos seguintes aspectos de seu
emprego atual ou mais recente. Responda cada item de acordo com o código.
Salário

0 ­ Insatisfeito

0 ­ Insatisfeito

Abonos, incentivos e outras vantagens

0 ­ Insatisfeito

Condições de trabalho (local e horário)

0 ­ Insatisfeito

Prestigio da instituição onde trabalha

Variedade de atividades que desempenha

0 ­ Insatisfeito

Relacionamento pessoal no trabalho
Competência dos colegas
Possibilidade

de

0 ­ Insatisfeito

0 ­ Insatisfeito

contatos

com

outros

possíveis

empregadores

0 ­ Insatisfeito

Estabilidade no emprego

0 ­ Insatisfeito

Oportunidade de atuar com criatividade

0 ­ Insatisfeito

Oportunidade de utilizar os conhecimentos adquiridos no curso pósgraduação

0 ­ Insatisfeito

Possibilidade de promoção salarial

0 ­ Insatisfeito

154

Autonomia, independência

0 ­ Insatisfeito

Outro. Explique

5.2.7 ­ Após a conclusão do curso você se achou apto a concorrer com
outros profissionais da área, formados em outras instituições, para ingressar em um
curso
de
pós-graduação
ou
no
mercado
de
trabalho?
Sim
Não