TVNI

ANTES

+ SV

DESPOIS

BIOENGENHARIA VETIVER:
Fundamentos da Tecnologia Verde
Palestrante: RAFAEL LUQUE M.
VENEZUELA
Presidente de VETIVER ANTIEROSION, C.A.
(Certificado Bioengenharia Vetiver)
Data: 24 e 25 de abril 2.014
Local: Auditório da faculdade de agronomia -UFRGS
Promoção: Departamento de Horticultura e Silvicultura UFRGS
http://www.ufrgs.br/agronomia/joomla
Informações e inscripções: Enga Carmem Lucas Viera
(51) 962.1726 ; (51) 8188.8509
[email protected]
www.engnatsul.ning.br

WORKSHOP
BIOENGENHARIA VETIVER:
Fundamentos da Tecnologia Verde
Porto Alegre ­ RS
AUDITÓRIO DA FACULDADE DE AGRONOMIA
24 e 25 de ABRIL - 2014




Local:
Avenida
Bento
Gonçalves,

7712,
Bairro
Agronomia,
Porto
Alegre/RS

Público
alvo:
profissionais
com
interesse
e
atuação
na
área
ambiental;
estudantes

nas
áreas
de
Agronomia,
Engenharia
Florestal,
Geografia,
Biologia,
Engenharia

Ambiental,
Engenharia
Agrícola,
Arquitetura,
Engenharia
Civil
e
Gestão
Ambiental;

demais
interessados
nas
temáticas
de
controle
de
processos
erosivos,
resgate

estético
da
paisagem,
estabilização
de
áreas
instáveis
e
recuperação
de
áreas

degradadas.


Organização:
Engª
Agrônoma
Carmem
Vieira

cel.:
(51)
9627.1726
VIVO
e
(51)
8188.8509
TIM



Engº
Geotécnico
Paulo
R.
Rogerio


Tel.:
(+
55-47)
3387.5015
ou
(047)
9136.6941

[email protected]


Informações
e
inscrições:

[email protected]
;
[email protected]
;

www.engnatsul.ning.com

Profissionais:
R$
300,00

Estudantes
de
graduação
e
comunidade
em
geral:
R$
200,00

Estudantes
de
pós-graduação:
R$
260,00

Material:
apostila
digital
(CD)
com
conteúdo
da
e
certificado
de
participação.







Curriculum
Vitae
-
Rafael
Luque

Rafael
Luque
Mirabal,
técnico
venezuelano,
trabalhou
30
anos
em
inspeção

de
obras
civis
pesadas
e
eletromecânicas
e
especializou-se
em
Bioengenharia
de

Vetiver.
Durante
15
anos
projetou
e
dirigiu
pessoalmente
as
obras
de
Bioengenharia

de
Solos
na
Recuperação
Ambiental
nas
Minas
de
Bauxita
dos
Pijiguaios,
dentre

outras,
destinadas
ao
Controle
da
Erosão,
Estabilização
de
Taludes,
Grandes

Voçorocas,
Barragens
e
Rios
bem
como
à
Proteção
de
Diversas
Torres
de

Transmissão,
Edificações
e
Urbanismo.

Acreditado
na
Excelência
Técnica
na
Bioengenharia
Vetiver
pelo
TVNI
no
ano
de

2006.
Membro
do
Comitê
Técnico
da
II
Conferência
Latino-americana
do
Vetiver,

Medellin,
Colombia
em
2013.

Conferencista
Nacional
e
Internacional
na
especialidade.

Presidente
da
Vetiver
Erosion

AS.


Temas
abordados:

·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·

O
vetiver
e
suas
características
fisiológicas
e
morfológicas

Manobras
Agrícolas
da
Planta
Vetiver

A
erosão:
Origens
e
Consequências

Controle
da
Erosão
Hidríca
e
Eólica

Estabilização
de
Taludes,
Barragens
e
Voçorocas

Mitigação
de
Desastres
Ambientais

Conservação
de
Solos
e
Águas

Reabilitação
de
Solos
Contaminados
por
Minérios
e
Dejetos
Industriais

Recuperação
de
Bacias

Tratamento
de
Efluentes

Experiências
Internacionais
e
da
Vetiver
Antierosion

SA

Aspectos
Sociais



APOIO:

PATROCÍNIO:







BREVE
CONTEXTUALIZAÇÃO
TEÓRICA:


1. O
QUE
É
O
VETIVER?

O
Vetiver
(Chrysopogon
zizanioides)
é
uma
gramínea
perene
que
possui
raízes

densas,
profundas
e
resistentes,
apresentando
uma
resistência
a
uma
força
de

tração
equivalente
a
1/6
do
aço
doce,
ou
seja,
poderíamos
dizer
que
6
raízes
com
o

diâmetro
de
um
arame
teriam
a
mesma
resistência
que
o
arame
de
aço
à
tensão.

É
uma
planta
estéril,
que
se
reproduz
somente
por
mudas,
e
por
isso
não
se

comporta
como
uma
espécie
invasora.
Tolera
condições
extremas
tais
como:
solos

alcalinos
(básicos),
sódicos,
salinos
ou
ácidos
(pH
de
3
a
12);
temperaturas
desde
-
15°
C
até
60°
C;
altitudes
com
variação
desde
0
m
até
2800
msnm*;
também

suporta
períodos
de
seca
e
inundações,
fogo
e
tolera
altas
concentrações
de
metais

pesados
como
o
cobre,
o
chumbo,
o
zinco,
o
cadmio,
o
mercúrio,
o
níquel,
o
cromo

e
outros
elementos.

*
metros
sobre
o
nível
do
mar


2. O
QUE
É
A
EROSÃO?

A
erosão
é
um
fenômeno
que
ocorre
sobre
solos
desprotegidos,
pela
ação
da

água
ou
do
vento
sobre
a
superfície.
A
erosão
hídrica
é
conhecida
como
laminar,

quando
em
seu
estágio
inicial;
em
seguida
aparecem
os
sulcos,
valas
que
se
formam

ao
longo
do
terreno;
mais
tarde
surgem
as
ravinas,
que
se
apresentam
na
forma
de

áreas
vazias
ou
valetas;
por
último
ocorrem
os
deslizamentos
de
terra
que

deslocam
grandes
massas
de
solo
arrastando
a
vegetação
natural,
cultivos
e

construções.
A
erosão
eólica
se
origina
a
partir
de
fortes
ventos
que
deslocam

sedimentos
em
quantidades
significativas,
capazes
de
cobrir
a
vegetação
natural,

levando-a
a
asfixia.





3. O
QUE
É
UMA
BARREIRA
ANTIEROSIVA?

Uma
barreira
antierosiva
é
uma
estrutura
que
retém,
regula
ou
reduz
a

passagem
de
água
por
um
terreno,
controlando
assim
a
ocorrência
de
erosão,
em

qualquer
uma
de
suas
formas.
Engenheiros
e
especialistas
tem
aplicado
diversos

métodos
através
dos
anos
para
combater
a
erosão,
com
resultados
diversos:

gabiões,
canais,
muros
atirantados,
diques,
hidrossemeaduras
e
feixes
de
material

vegetal,
entre
outros.

O
Vetiver
tem
sido
usado
na
Ásia,
de
onde
é
originário,
por
mais
de
dois
séculos,

para
a
formação
de
barreiras
vivas
na
proteção
de
cultivos.
Na
Bioengenharia
foi

usado
pela
primeira
vez
em
1908
para
a
proteção
de
um
talude
em
uma
estrada
da

Malásia.


4. ONDE
SE
USA
O
VETIVER?

O
Vetiver
é
usado
em
terrenos
com
propensão
à
erosão
e,
inclusive,
em
terrenos

onde
o
processo
erosivo

tenha
se
instalado,
qualquer
que
seja
seu
estágio
de

evolução.
Ravinas
de
grandes
dimensões
têm
sido
estabilizadas
com
êxito.
Centenas

de
milhares
de
quilômetros
de
estradas
foram
plantados
em
todo
o
mundo,
tanto

em
taludes,
como
na
interface
solo-concreto
das
calhas.
O
vetiver
é
associado
a

gabiões
como
ancoragem
de
`tirantes
vivos'.
Em
represas
e
diques
se
usa
para

reforçar
a
estrutura
mecânica
do
solo
(resistência
ao
cisalhamento
do
solo);

também
é
utilizado
como
filtro
de
sedimentos.
Na
margem
de
rios
se
usa
para
evitar

a
queda
dos
taludes
fluviais
ou
para
dissipar
a
energia
da
água
em
áreas
críticas.
Da

mesma
forma,
é
usado
para
proteger
pontes
e
drenos.

Em
bacias
hidrográficas
se
usa
para
alimentar
aquíferos
e
para
garantir
o

desenvolvimento
de
árvores.








5. POR
QUE
USAR
O
VETIVER?

O
vetiver
tem
resistido
à
prova
do
tempo:
suas
características
de
evolução

genética
o
levaram
a
ser
considerado
e
incentivado
em
programas
ambientais,

agrícolas
e
sociais
por
instituições
como
o
Banco
Mundial,
que
editou
o
livro
"El

vetiver,
una
barrera
contra
la
erosión"
(O
capim
vetiver,
uma
barreira
contra
a

erosão).
Institutos
de
pesquisa
e
universidades
também
tem
avaliado
seu
uso.
Este

é
o
caso
da
Academia
Nacional
de
Ciências
dos
USA
que
compilou
dados
em
mais
de

50
países
e
editou
em
1993
o
boletim
"Vetiver
grass,
a
thin
green
line
against
the

erosion"
(O
Capim
Vetiver:
uma
linha
verde
contra
a
erosão).
Conta
com
o
apoio
de

vários
governos,
e
uma
rede
mundial
de
difusão,
A
Rede
Vetiver
Internacional-
TVNI

(www.vetiver.org),
além
de
várias
redes
regionais
e
locais
de
difusão

(Latinoamericana,
Pacífica,
Asiática,
Brasileira,
Venezuelana,
etc.).


6. COMO
SE
USA
O
VETIVER?



As
barreiras
de
Vetiver
se
formam
a
partir
de
pequenas
mudas
(produzidas


em
viveiros),
plantando-se
entre
7
e
10
mudas
por
metro
linear,
em
curvas
de
nível

bem
traçadas.
As
distâncias
entre
as
barreiras
(altura)
são
estabelecidas
por

Intervalo
Vertical
(IV)
que
varia
em
função
das
condições
do
solo
e
do
índice

pluviométrico
da
região.
Para
todo
o
efeito,
se
praticam
os
padrões
da

Bioengenharia
de
Solos
para
o
seu
correto
projeto
e
desenvolvimento.
O
IV
se

estabelece
entre
0,5
e
1
m
para
proteção
de
taludes,
e
até
6
metros
para
a
proteção

de
cultivos
em
ladeiras.




A
partir
do
terceiro
mês
de
plantio

se
obtém
uma
proteção
mínima
contra
a


erosão
laminar
e
o
desenvolvimento
de
sulcos,
atingindo-se
os
melhores
resultados

após
um
ano.










Para
sua
manutenção
é
necessário
o
controle
de
plantas
invasoras,


particularmente
de
espécies
trepadoras
e
das
espécies
de
porte
alto,
que
podem

projetar
sombra
sobre
as
barreiras.
Se
as
barreiras
não
estão
localizadas
em
cursos

de
água,
se
recomenda
a
poda
e
a
adubação
uma
vez
ao
ano.










7. OUTROS
USOS
DO
VETIVER:

As
características
fisiológicas
e
morfológicas
do
vetiver
têm
induzido

pesquisadores
e
especialistas
a
desenvolver
uma
tecnologia
conhecida
como

Sistema
Vetiver
(SV),
que
está
sendo
amplamente
usada
em
países
tropicais
e

subtropicais
para
a
estabilização
de
taludes,
controle
de
erosão,
mitigação
de

desastres
naturais,
recuperação
de
bacias
hidrográficas
e
fitorremediação
de
solos

contaminados
por
metais
pesados
e
hidrocarbonetos.

Na
agricultura
se
usa
para
diminuir
a
perda
do
horizonte
orgânico
do
solo,
reter
a

água
da
chuva,
aumentar
a
produtividade,
e
no
controle
de
agroquímicos.

Suas
raízes
e
folhagens
são
usadas
na
medicina
natural
e
na
aromaterapia.

Também
se
utiliza
na
confecção
de
artesanato
fino,
telhados
para
moradias
rurais,

camas
para
animais,
etc.