Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Diretoria de Avaliação

DOCUMENTO DE ÁREA 2013

Identificação
Área de Avaliação: ENGENHARIAS IV
Coordenador de Área: Antonio Marcus Nogueira Lima (UFCG)
Coordenador-Adjunto de Área: Luis Antonio Aguirre (UFMG)
Coordenador-Adjunto de Mestrado Profissional: Pedro Bertemes Filho (UDESC)

I. Considerações gerais sobre o estágio atual da Área
A Área de Avaliação de Engenharias IV engloba os Cursos e Programas de Pós-Graduação (PPG) das
áreas de Engenharia Elétrica e Engenharia Biomédica. As denominações de cursos e programas desta
área de avaliação são: Engenharia Biomédica (EB): Bioengenharia, Engenharia Biomédica,
Engenharia de Sistemas e Engenharia Elétrica (EE): Engenharia Eletrônica e Automação,
Engenharia da Informação, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia de Computação,
Engenharia de Eletricidade, Engenharia de Teleinformática, Engenharia Elétrica, Engenharia Elétrica e
de Computação, Engenharia Eletrônica, Engenharia Eletrônica e Computação, Gestão de Redes de
Telecomunicações, Microeletrônica, Telecomunicações.
Os quatro primeiros cursos de mestrado em engenharia elétrica foram criados em 1961, 1963, 1966,
1968, todos na região sudeste. O primeiro curso de doutorado em engenharia elétrica foi criado em
1969 e o primeiro curso de mestrado fora da região sudeste foi criado na região nordeste em 1970. O
primeiro curso de mestrado e o primeiro curso de doutorado em engenharia biomédica foram criados
em 1971 e em 1982, respectivamente, ambos na região sudeste. O crescimento da área em termos da
quantidade de programas na década de 1999 a 2009 foi de mais de 100%; esse crescimento vem se
mantendo num patamar da ordem de 7% ano. Atualmente há 14 (quatorze) programas de EB e 67
(sessenta e sete) programas de EE. Na subárea de EB há 11 (onze) mestrados, 5 (cinco) doutorados e 3
(três) mestrados profissionais. Na subárea de Engenharia Elétrica há 58 (cinquenta e oito) mestrados,
30 (trinta) doutorados e 9 (nove) mestrados profissionais.
A distribuição regional dos cursos e programas da área não é uniforme. No caso da subárea de
Engenharia Biomédica, um curso está na região Centro-Oeste, outro na região Nordeste e todos os
demais estão na região sudeste. No caso da subárea de Engenharia Elétrica há programas em todas as
regiões do país como ilustra o gráfico da Figura 1.

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Figura 1: Quantidade de programas de programas de pós-graduação na subárea de engenharia elétrica
nas regiões norte (N), nordeste (NE), sul (S), sudeste (SE) e centro-oeste (CO).
Mesmo considerando que há vários programas da subárea de EE nos quais há áreas de concentração e
linhas de pesquisa de EB, um dos principais desafios da área seria ampliar a oferta de cursos da
subárea de EB nas regiões N, NE, S e CO. Essa ação deve ser concomitante com a criação de
programas nos vários estados da federação nos quais ainda não há cursos da Área de Engenharias IV, a
exemplo do Acre, Alagoas, Amapá, Piauí, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Tocantins.
A Área de Engenharias IV representa, em termos da quantidade de programas 22% da Grande Área
das Engenharias. A Grande Área das Engenharias oferece 40,52% (141) dos Cursos de Mestrado,
15,52% (54) dos Cursos de Mestrado Profissional e 43,11% (150) dos Cursos de Doutorado do
Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Inserção no Plano Nacional de Pós-Graduação
O crescimento da oferta de cursos da área contribui efetivamente para que o país possa superar alguns
dos desafios pautados no Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020, no qual cita-se nominalmente
"ampliar substancialmente a pós-graduação brasileira com ênfase nas áreas tecnológicas e engenharias,
as quais podem contribuir de maneira estratégica para o desenvolvimento de setores como, por
exemplo, energia, telecomunicações, automotivo, petroquímico e químico, farmacêutico, odontológico
e médico-hospitalar, siderúrgico, aeronáutico, eletrodomésticos, agronegócio, alimentos e têxtil, dentre
outros".

INTERDISCIPLINARIDADE
A denominação de Engenharias IV, em termos da classificação das áreas do conhecimento adotada
historicamente pela CAPES, designa, de modo genérico, a Engenharia Elétrica e a Engenharia
Biomédica.

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A Engenharia é multidisciplinar e interdisciplinar, sendo definida como a área da ciência que trata de
como adquirir e aplicar conhecimentos científicos e práticos no projeto, na construção e na operação de
estruturas, máquinas, dispositivos, sistemas, materiais e processos.
A Engenharia Elétrica é um dos ramos da Engenharia no qual a aquisição e aplicação de
conhecimentos científicos e práticos no projeto, na construção e na operação de estruturas,
máquinas, dispositivos, sistemas, materiais e processos são pautadas pelo uso da energia elétrica.
Diversos aspectos conferem à Engenharia Biomédica características distintas das demais Áreas da
Engenharia. A Engenharia Biomédica integra as Ciências Exatas e as Engenharias às Ciências
Biológicas e Medicina. Assim, por exemplo, Engenharia Biomédica pode ser entendida como uma área
na qual se busca um melhor entendimento dos princípios organizacionais e dos mecanismos essenciais
da biologia dos sistemas fisiológicos e da natureza dinâmica e complexa desses sistemas.
Deste modo, além dos temas como Telecomunicações, Processamento de Sinais, Eletrônica Analógica
e Digital, Sistemas Elétricos de Potência, Eletrônica de Potência, Controle Automático, Bioengenharia,
Engenharia Médica e Instrumentação, outros temas que contribuam efetivamente na instanciação das
premissas explicitadas nas definições de Engenharia Elétrica e Engenharia Biomédica são igualmente
pertinentes ao escopo de Engenharias IV, a exemplo de Robótica, Fotônica, Microeletrônica, Biosensores, Matemática Aplicada.

EDUCAÇÃO BÁSICA
A área de Engenharias IV ainda não efetua uma inserção direta em termos do ensino fundamental e
médio. Entretanto, os programas da área participam efetivamente das diversas iniciativas
governamentais para promover a capacitação de docentes e técnicos administrativos das Instituições de
Ensino Superior pertencentes à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica Os
programas da área, especificamente os programas consolidados, promoveram a execução de projetos
MINTER e DINTER para o atendimento das demandas específicas de capacitação científica e
tecnológica da Rede Federal de Educação Profissional.

II. Requisitos e orientações para Propostas de Cursos Novos
Em termos gerais as normas e procedimentos para a apresentação e avaliação de propostas de cursos
novos são disciplinados pela Portaria CAPES nº 193 de 4 de outubro de 2011. Em termos específicos,
na Área de Engenharias IV, os proponentes devem pautar suas propostas levando em consideração as
diretrizes e recomendações detalhadas em seguida, as quais estão apresentadas para os níveis de
mestrado, doutorado e mestrado profissional e estratificadas em termos dos quesitos e itens adotados
na avaliação de mérito preliminar, realizada no âmbito da área. Para cada nível, apresentam-se em
seguida as recomendações da área no que se refere ao perfil do programa, formação teórica e
metodológica, composição do corpo docente, organização das linhas e atividades de pesquisa,
produção bibliográfica e técnica, comprometimento institucional, bem como outras recomendações que
a área julga importantes para a implantação e êxito do curso novo.

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MESTRADO (ACADÊMICO)
1. Proposta do Curso
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, à
seguinte questão "A proposta é adequadamente concebida, apresentando objetivos, áreas de
concentração, linhas de pesquisa/atuação e estrutura curricular bem definidos e articulados?".
Para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contemple:
Definição clara de qual(is) é(são) seu(s) objetivo(s) e a justificativa(s) para a implantação do curso,
enfatizando sua inserção social, bem como o perfil do profissional a ser formado.
Explicitação da pertinência da(s) área(s) de concentração e desta(s) com as linhas de pesquisa e
projetos em desenvolvimento, tendo em vista os objetivos do curso e o perfil do profissional a ser
formado.
Definição clara do número de orientadores e o número de vagas oferecidas.
Detalhamento do projeto político-pedagógico, nele incluídos estrutura curricular e regimento do curso,
enfatizando: a) conjunto de disciplinas oferecidas, suas ementas, programas e bibliografia; b) forma de
organização do curso; c) critérios de credenciamento/descredenciamento de docentes; d) processo e
periodicidade de seleção de alunos; e) número de vagas; f) critérios de avaliação; g) número mínimo de
créditos que devem ser obtidos através das disciplinas e h) requisitos para obtenção do título de
mestrado.
Explicitação da coerência da proposta em termo do escopo científico e tecnológico da Área de
Engenharias IV.
Explicitação de evidências de que o grupo proponente já vem trabalhando de forma articulada,
previamente à apresentação da proposta.

2. Corpo Docente
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, à
seguinte questão "O número de docentes especialmente daqueles com tempo integral na instituição, é
suficiente para dar sustentação às atividades do curso, consideradas as áreas de concentração e numero
de alunos previstos?".
Para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contenha informações sobre a
qualificação docente e sua compatibilidade com as áreas de concentração e linhas de pesquisa do

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curso.
O corpo docente deve ser constituído, em sua totalidade, por professores/pesquisadores doutores.
O curso deve apresentar pelo menos 75% do Corpo Docente caracterizados como Docentes
Permanentes com dedicação integral ao curso.
Não há uma dimensão mínima para o Corpo Docente de Programa de Pós-Graduação. A dimensão
mínima do Corpo Docente de um Programa de Pós-Graduação depende da quantidade de Áreas de
Concentração e Linhas de Pesquisa definidas da Proposta do Programa. Entretanto, propostas nas quais
o número de docentes seja inferior a oito devem ser devidamente justificadas.
A participação de docentes colaboradores não deve caracterizar dependência externa, nem ser utilizada
para o atendimento das exigências mínimas de produção científica, devendo ser limitada a 20% do
Corpo Docente.
É admitida a participação de docentes em até dois programas da mesma Instituição. Admite-se que até
10% dos Docentes Permanentes sejam vinculados à outra Instituição.

3. Atividade de Pesquisa
O Corpo Docente deve demonstrar experiência na aprovação e execução de projetos de pesquisa.
Os Projetos de Pesquisa apresentados na proposta devem ser relacionados com as Áreas de
Concentração e Linhas de Pesquisa.
A quantidade de Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa deve ser compatível com o número de
docentes, principalmente com o número de Docentes Permanentes. As Áreas de Concentração e Linhas
de Pesquisa devem estar equilibradas entre si, apresentando, de forma proporcional, número de
docentes, projetos de pesquisa, publicações associadas.
Não é desejável que uma ou mais Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa contenham um número
pequeno de docentes. Recomenda-se que uma Área de Concentração tenha um mínimo de quatro
Docentes Permanentes.

4. Produção Intelectual
A produção intelectual do Corpo Docente, principalmente dos Docentes Permanentes, deve estar
relacionada com a Proposta do Programa, Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa.
Em termos quali-quantitativos a proposta deve contemplar informações que permitam responder às
seguintes questões:

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A proposta conta, especialmente no que se refere aos Docentes Permanentes, com um grupo de
pesquisadores com maturidade científico-tecnológica, demonstrada pela sua produção, nos últimos três
anos, e com nível de integração que permitam o adequado desenvolvimento dos projetos de pesquisa e
das atividades ensino e orientação previstos?
O perfil do corpo docente, consideradas titulação, diversificação na origem de formação, maturidade
científica e tecnológica é adequado tendo em vista as áreas de concentração, linhas de pesquisa,
objetivos e nível do curso?
A produtividade científica e tecnológica por docente permanente, nos últimos três anos, pode ser
considerada boa (ver III.3.17 DPI - O indicador DPI objetiva estimar a produtividade intelectual do
corpo docente)?
A distribuição da produtividade científica e tecnológica por docente permanente, nos últimos três anos,
pode ser considerada boa (ver III.3.18 DPD - O indicador DPD objetiva quantificar a distribuição da
produtividade intelectual entre os docentes)?

5. Infraestrutura de Ensino e Pesquisa
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, às
seguintes questões:
Questão 1: A proposta contém indicadores de que a instituição está comprometida com a implantação e
o êxito do curso ?
Questão 2: O programa dispõe da infra-estrutura (e.g., instalações físicas, laboratórios, biblioteca,
recursos de informática) essencial para o adequado funcionamento do curso?
Mesmo considerando que estas duas questões sejam relativamente auto-explicativas, é importante
entende-las em, termos amplos, não no sentido restrito da existência documental.
Desse modo, para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contemple:
Documentos oficiais de todas as entidades que compõem o arranjo institucional que propõe o curso,
observando que tais documentos tenham sido emitidos pela(s) instância(s) competente(s), e.g. PróReitoria de Pós-Graduação no caso de uma IES, respeitando sua tramitação interna.
Documentos oficiais de todas as entidades que compõem o arranjo institucional explicitando o nível de
comprometimento com a implantação e o êxito do curso.
Detalhamento da infraestrutura de laboratórios, enfatizando especificidade, disponibilidade, atualidade,
tipos e quantidade de equipamentos e sua contextualização em termos das áreas de concentração,

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linhas e grupos de pesquisa contemplados na proposta do curso.
Detalhamento da infraestrutura de apoio bibliográfico, i.e., a especificidade, a atualidade e a
quantidade de livros, bem como recursos informacionais (e.g., acesso a bases de dados, tais como
IEEE Xplore) que serão disponibilizados para execução das atividades do curso.
Detalhamento dos ambientes de estudo, i.e., salas de aulas, auditórios, salas para discentes, salas para
docentes, recursos computacionais, bem como o acesso à rede mundial de computadores, que serão
disponibilizados, de modo exclusivo, para execução das atividades do curso.
A avaliação deste quesito é relativamente independente da modalidade de curso (mestrado, mestrado
profissional, mestrado/doutorado e doutorado), tendo em vista que o comprometimento institucional e
a existência de infraestrutura adequada são pré-requisitos comuns a qualquer curso de pós-graduação.
A avaliação dos demais quesitos enseja especificidades que dependem da modalidade de curso e, desse
modo, serão discutidos separadamente.

6. Outras
A proposta deve explicitar o impacto esperado da formação de mestres junto às empresas, órgãos
públicos, demonstrando a coerência da proposta em termos da demanda de alunos e da importância
regional ou nacional.

DOUTORADO
1. Proposta do Curso
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, à
seguinte questão:
A proposta é adequadamente concebida, apresentando objetivos, áreas de concentração, linhas de
pesquisa/atuação e estrutura curricular bem definidos e articulados?
Para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contemple:
Definição clara de qual(is) é(são) seu(s) objetivo(s) e a justificativa(s) para a implantação do curso,
enfatizando sua inserção social, bem como o perfil do profissional a ser formado.
Explicitação da pertinência da(s) área(s) de concentração e desta(s) com as linhas de pesquisa e

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projetos em desenvolvimento, tendo em vista os objetivos do curso e o perfil do profissional a ser
formado.
Definição clara do número de orientadores e o número de vagas oferecidas.
Detalhamento do projeto político-pedagógico, nele incluídos estrutura curricular e regimento do curso,
enfatizando: a) conjunto de disciplinas oferecidas suas ementas, programas e bibliografia; b) forma de
organização do curso; c) critérios de credenciamento/descredenciamento de docentes; d) processo e
periodicidade de seleção de alunos; e) número de vagas; f) critérios de avaliação; g) número mínimo de
créditos que deve ser obtidos através das disciplinas e h) requisitos para obtenção do título de
mestrado.
Explicitação da coerência da proposta em termo do escopo científico e tecnológico da Área de
Engenharias IV.
Explicitação de evidencias de que o grupo proponente já vem trabalhando de forma articulada,
previamente à apresentação da proposta.

2. Corpo Docente
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, à
seguinte questão "O número de docentes especialmente daqueles com tempo integral na instituição, é
suficiente para dar sustentação às atividades do curso, consideradas as áreas de concentração e número
de alunos previstos?"
A qualificação docente deve ser compatível com as áreas de concentração e linhas de pesquisa do
curso.
O corpo docente deve ser constituído, em sua totalidade, por professores/pesquisadores doutores.
O curso deve apresentar pelo menos 75% do Corpo Docente caracterizados como Docentes
Permanentes com dedicação integral ao curso.
Não há uma dimensão mínima para o Corpo Docente de Programa de Pós-Graduação. A dimensão
mínima do Corpo Docente de um Programa de Pós-Graduação depende da quantidade de Áreas de
Concentração e Linhas de Pesquisa definidas da Proposta do Programa. Entretanto, propostas nas quais
o número de docentes seja inferior a oito devem ser devidamente justificadas.
A participação de docentes colaboradores não deve caracterizar dependência externa, nem ser utilizada
para o atendimento das exigências mínimas de produção científica, devendo ser limitada a 20% do
Corpo Docente.
É admitida a participação de docentes em até dois programas da mesma Instituição. Admite-se que até

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10% dos Docentes Permanentes sejam vinculados à outra Instituição.

3. Atividade de Pesquisa
O Corpo Docente deve demonstrar experiência na aprovação e execução de projetos de pesquisa.
Os Projetos de Pesquisa apresentados na proposta devem ser relacionados com as Áreas de
Concentração e Linhas de Pesquisa.
A quantidade de Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa deve ser compatível com o número de
docentes, principalmente com o número de Docentes Permanentes. As Áreas de Concentração e Linhas
de Pesquisa devem estar equilibradas entre si, apresentando, de forma proporcional, número de
docentes, projetos de pesquisa, publicações associadas.
Não é desejável que uma ou mais Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa contenham um número
pequeno de docentes. Recomenda-se que uma Área de Concentração tenha um mínimo de quatro
Docentes Permanentes.

4. Produção Intelectual
A produção intelectual do Corpo Docente, principalmente dos Docentes Permanentes, deve estar
relacionada com a Proposta do Programa, Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa.
Em termos quali-quantitativos a proposta deve contemplar informações que permitam responder às
seguintes questões:
A proposta conta, especialmente no que se refere aos Docentes Permanentes, com um grupo de
pesquisadores com maturidade científico-tecnológica, demonstrada pela sua produção, nos últimos três
anos, e com nível de integração que permitam o adequado desenvolvimento dos projetos de pesquisa e
das atividades ensino e orientação previstos?
O perfil do corpo docente, consideradas titulação, diversificação na origem de formação, maturidade
científica e tecnológica é adequado tendo em vista as áreas de concentração, linhas de pesquisa,
objetivos e nível do curso?
A produtividade científica e tecnológica por docente permanente, nos últimos três anos, pode ser
considerada boa (ver III.3.17 DPI - O indicador DPI objetiva estimar a produtividade intelectual do
corpo docente)?
A distribuição da produtividade científica e tecnológica por docente permanente, nos últimos três anos,
pode ser considerada boa (ver III.3.18 DPD - O indicador DPD objetiva quantificar a distribuição da
produtividade intelectual entre os docentes)?

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5. Infraestrutura de Ensino e Pesquisa
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, às
seguintes questões:
Questão 1: A proposta contém indicadores de que a instituição está comprometida com a implantação e
o êxito do curso ?
Questão 2: O programa dispõe da infra-estrutura (e.g., instalações físicas, laboratórios, biblioteca,
recursos de informática) essencial para o adequado funcionamento do curso?
Mesmo considerando que estas duas questões sejam relativamente auto-explicativas, é importante
entende-las em, termos amplos, não no sentido restrito da existência documental.
Desse modo, para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contemple:
Documentos oficiais de todas as entidades que compõem o arranjo institucional que propõe o curso,
observando que tais documentos tenham sido emitidos pela(s) instância(s) competente(s), e.g. PróReitoria de Pós-Graduação no caso de uma IES, respeitando sua tramitação interna.
Documentos oficiais de todas as entidades que compõem o arranjo institucional explicitando o nível de
comprometimento com a implantação e o êxito do curso.
Detalhamento da infraestrutura de laboratórios, enfatizando especificidade, disponibilidade, atualidade,
tipos e quantidade de equipamentos e sua contextualização em termos das áreas de concentração,
linhas e grupos de pesquisa contemplados na proposta do curso.
Detalhamento da infraestrutura de apoio bibliográfico, i.e., a especificidade, a atualidade e a
quantidade de livros, bem como recursos informacionais (e.g., acesso a bases de dados, tais como
IEEE Xplore) que serão disponibilizados para execução das atividades do curso.
Detalhamento dos ambientes de estudo, i.e., salas de aulas, auditórios, salas para discentes, salas para
docentes, recursos computacionais, bem como o acesso à rede mundial de computadores, que serão
disponibilizados, de modo exclusivo, para execução das atividades do curso.
A avaliação deste quesito é relativamente independente da modalidade de curso (mestrado, mestrado
profissional, mestrado/doutorado e doutorado), tendo em vista que o comprometimento institucional e
a existência de infra-estrutura adequada são pré-requisitos comuns a qualquer curso de pós-graduação.
A avaliação dos demais quesitos enseja especificidades que dependem da modalidade de curso e, desse
modo, serão discutidos separadamente.

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6. Outras
A proposta deve explicitar o impacto esperado da formação de doutores junto às empresas, órgãos
públicos, demonstrando a coerência da proposta em termos da demanda de alunos e da importância
regional ou nacional.
Para os processos de pedido de cursos de doutorado em processo de verticalização do programa, deve
ser fortemente considerada a ficha da avaliação trienal passada do curso de mestrado.
É preciso verificar, especificamente, se o corpo docente participa integralmente dos dois níveis ou se é
um subgrupo de docentes que atuará no doutorado. Neste caso, deve-se observar a dimensão e o
desempenho deste subgrupo para avaliar se o conjunto proposto de docentes tem condições de garantir
a sustentabilidade do programa em patamar compatível com os programas de Nota 4 da área.

MESTRADO PROFISSIONAL
1. Proposta do Curso
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, à
seguinte questão "A proposta é adequadamente concebida, apresentando objetivos, áreas de
concentração, linhas de pesquisa/atuação e estrutura curricular bem definidos e articulados?".
Para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contemple:
Definição clara de qual(is) é(são) seu(s) objetivo(s) e a justificativa(s) para a implantação do curso,
enfatizando sua inserção social, bem como o perfil do profissional a ser formado.
Explicitação da pertinência da(s) área(s) de concentração e desta(s) com as linhas de pesquisa e
projetos em desenvolvimento, tendo em vista os objetivos do curso e o perfil do profissional a ser
formado.
Definição clara do número de orientadores e o número de vagas oferecidas.
Detalhamento do projeto político-pedagógico, nele incluídos estrutura curricular e regimento do curso,
enfatizando: a) conjunto de disciplinas oferecidas suas ementas, programas e bibliografia; b) forma de
organização do curso; c) critérios de credenciamento/descredenciamento de docentes; d) processo e
periodicidade de seleção de alunos; e) número de vagas; f) critérios de avaliação; g) número mínimo de
créditos que deve ser obtidos através das disciplinas e h) requisitos para obtenção do título de
mestrado.
Explicitação da coerência da proposta em termo do escopo científico e tecnológico da Área de

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Engenharias IV.
Explicitação de evidencias de que o grupo proponente já vem trabalhando de forma articulada,
previamente à apresentação da proposta.
Se a proposta contemplar outros formatos de apresentação do trabalho de conclusão final do curso é
necessário explicitar como serão realizadas as avaliações de mérito desses formatos alternativos
previstos na Portaria Normativa MEC nº 17/2009, especificamente nos casos nos quais não se faz
opção pela defesa de uma dissertação, prática usual nos cursos da área de Engenharias IV.

2. Corpo Docente
O corpo docente deve ser integrado, de forma equilibrada por doutores, profissionais e técnicos com
experiência em pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação (Portaria Normativa MEC no 17 de
28 de dezembro de 2009). A qualificação docente deve ser compatível com as áreas de concentração e
linhas de pesquisa do curso.
A proposta deve apresentar pelo menos 75% do Corpo Docente caracterizados como Docentes
Permanentes com dedicação integral ao curso.
Não há uma dimensão mínima para o Corpo Docente de Programa de Pós-Graduação. A dimensão
mínima do Corpo Docente de um Programa de Pós-Graduação depende da quantidade de Áreas de
Concentração e Linhas de Pesquisa definidas na Proposta do Programa. Entretanto, propostas nas quais
o número de docentes seja inferior a oito devem ser devidamente justificadas.
A participação de docentes colaboradores não deve caracterizar dependência externa, nem ser utilizada
para o atendimento das exigências mínimas de produção científica, devendo ser limitada a 20% do
Corpo Docente.
É admitida a participação de docentes em até dois programas da mesma Instituição. Admite-se que até
10% dos Docentes Permanentes sejam vinculados à outra Instituição.

3. Atividade de Pesquisa
O Corpo Docente deve demonstrar experiência na aprovação e execução de projetos de pesquisa.
Os Projetos de Pesquisa apresentados na proposta devem ser relacionados com as Áreas de
Concentração e Linhas de Pesquisa.
A quantidade de Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa deve ser compatível com o número de
docentes, principalmente com o número de Docentes Permanentes. As Áreas de Concentração e Linhas
de Pesquisa devem estar equilibradas entre si, apresentando, de forma proporcional, número de

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docentes, projetos de pesquisa, publicações associadas.
Não é desejável que uma ou mais Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa contenham um número
pequeno de docentes. Recomenda-se que uma Área de Concentração tenha um mínimo de quatro
Docentes Permanentes.

4. Produção Intelectual
A produção intelectual do Corpo Docente, principalmente dos Docentes Permanentes, deve estar
relacionada com a Proposta do Programa, Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa.
Em termos quali-quantitativos a proposta deve contemplar informações que permitam responder às
seguintes questões:
A proposta conta, especialmente no que se refere aos Docentes Permanentes, com um grupo de
pesquisadores com maturidade científico-tecnológica, demonstrada pela sua produção, nos últimos três
anos, e com nível de integração que permitam o adequado desenvolvimento dos projetos de pesquisa e
das atividades ensino e orientação previstos?
O perfil do corpo docente, consideradas titulação, diversificação na origem de formação, maturidade
científica e tecnológica é adequado tendo em vista as áreas de concentração, linhas de pesquisa,
objetivos e nível do curso?
A produtividade científica e tecnológica por docente permanente, nos últimos três anos, pode ser
considerada boa (ver III.3.17 DPI - O indicador DPI objetiva estimar a produtividade intelectual do
corpo docente)?
A distribuição da produtividade científica e tecnológica por docente permanente, nos últimos três anos,
pode ser considerada boa (ver III.3.18 DPD - O indicador DPD objetiva quantificar a distribuição da
produtividade intelectual entre os docentes)?

5. Infraestrutura de Ensino e Pesquisa
Na avaliação deste quesito deve-se, de modo circunstanciado, responder positiva ou negativamente, às
seguintes questões:
Questão 1: A proposta contém indicadores de que a instituição está comprometida com a implantação e
o êxito do curso ?
Questão 2: O programa dispõe da infra-estrutura (e.g., instalações físicas, laboratórios, biblioteca,
recursos de informática) essencial para o adequado funcionamento do curso?

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Mesmo considerando que estas duas questões sejam relativamente auto-explicativas, é importante
entende-las em, termos amplos, não no sentido restrito da existência documental.
Desse modo, para subsidiar a análise espera-se que a documentação da proposta contemple:
Documentos oficiais de todas as entidades que compõem o arranjo institucional que propõe o curso,
observando que tais documentos tenham sido emitidos pela(s) instância(s) competente(s), e.g. PróReitoria de Pós-Graduação no caso de uma IES, respeitando sua tramitação interna.
Documentos oficiais de todas as entidades que compõem o arranjo institucional explicitando o nível de
comprometimento com a implantação e o êxito do curso.
Detalhamento da infraestrutura de laboratórios, enfatizando especificidade, disponibilidade, atualidade,
tipos e quantidade de equipamentos e sua contextualização em termos das áreas de concentração,
linhas e grupos de pesquisa contemplados na proposta do curso.
Detalhamento da infraestrutura de apoio bibliográfico, i.e., a especificidade, a atualidade e a
quantidade de livros, bem como recursos informacionais (e.g., acesso a bases de dados, tais como
IEEE Xplore) que serão disponibilizados para execução das atividades do curso.
Detalhamento dos ambientes de estudo, i.e., salas de aulas, auditórios, salas para discentes, salas para
docentes, recursos computacionais, bem como o acesso à rede mundial de computadores, que serão
disponibilizados, de modo exclusivo, para execução das atividades do curso.
A avaliação deste quesito é relativamente independente da modalidade de curso (mestrado, mestrado
profissional, mestrado/doutorado e doutorado), tendo em vista que o comprometimento institucional e
a existência de infra-estrutura adequada são pré-requisitos comuns a qualquer curso de pós-graduação.
A avaliação dos demais quesitos enseja especificidades que dependem da modalidade de curso e, desse
modo, serão discutidos separadamente.

6. Outras
A proposta deve explicitar o impacto esperado da formação de mestres junto às empresas, órgãos
públicos, enfatizando a coerência da proposta em termos da demanda de alunos e da importância
regional ou nacional.

Fragmentação/Desmembramento
Tendo em vista o surgimento de propostas de cursos novos oriundos do desmembramento de
programas pré-existentes é oportuno contextualizar a posição da Área de Engenharias IV em relação a
essa situação. De modo geral, no âmbito da área a fragmentação/desmembramento de cursos não é
considerada recomendável, pois pode trazer implicações negativas a um ou mais dos programas

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resultantes. Entretanto, exceções têm que ser consideradas como tal, entendendo-se que eventualmente
podem vir a aflorar uma ou mais áreas em decorrência da própria evolução do conhecimento. O
desmembramento de um programa de pós-graduação em dois acarreta a criação de dois cursos novos
sendo desejável a apresentação de duas propostas. Eventualmente, admite-se a exceção quando a
fração do corpo docente que é deslocada para o novo programa é pequena e de atuação específica, não
acarretando mudanças significativas na proposta do programa pré-existente. Nesses termos as
diretrizes a serem observadas na elaboração de propostas de cursos novos oriundos do
fragmentação/desmembramento de programas pré-existentes são:
a) O novo programa deve demonstrar condições de funcionamento autônomo, com uma massa critica
suficiente para assegurar qualidade e abrangência acadêmicas adequadas.
b) A observação da massa critica tem que valer também para a fração do corpo docente que permanece
no programa pré-existente.
c) As áreas de concentração e linhas de pesquisa (programa novo x pré-existente) devem ser tão
disjuntas quanto possível.
d) É preciso que haja uma demonstração cabal de perspectivas de ganhos acadêmicos advindos da
fragmentação/desmembramento.

III. Considerações gerais sobre a Avaliação Trienal 2013
1. Sistemática de Avaliação
A sistemática de avaliação que será adotada neste triênio é substantivamente semelhante àquela que foi
utilizada no triênio anterior, consolidando o procedimento usado no âmbito da área há mais de duas
décadas. Entretanto, tendo em vista as normas vigentes, destaca-se a seguinte alteração:

1.1. Relação Orientandos/Orientador
Será necessário considerar na Sistemática de Avaliação as determinações da Portaria CAPES nº 1 de 4
de janeiro de 2012 da CAPES/MEC e a deliberação tomada na 141ª Reunião do CTC-ES a qual fixou
em 20 o número máximo de orientandos por orientador, considerados todos os cursos em que o
docente atua, e em até 10% do número docentes permanentes que podem ficar sem orientandos no
triênio. Penalizações na avaliação dos programas serão aplicadas quando os limites estabelecidos pelo
CTC-ES forem violados; as penalizações ao serem aplicadas deverão ser proporcionais ao percentual
de docentes que violarem tais limites e repercutirão em reduções das pontuações atribuídas aos
programas nos itens: "2.2. Adequação e dedicação dos docentes permanentes em relação às atividades
de pesquisa e de formação do programa", "2.3. Distribuição das atividades de pesquisa e de formação

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entre os docentes do programa" e "3.2. Distribuição das orientações das teses e dissertações defendidas
no período de avaliação em relação aos docentes do programa" da Ficha de Avaliação.

2. Ficha de Avaliação
A ficha de avaliação é a mesma que foi utilizada no triênio anterior. As diferenças restringem-se ao
refinamento e denominação dos indicadores usados para definir a pontuação dos itens dos quesitos.

3. Indicadores
A avaliação de vários itens de determinados quesitos da ficha é baseada em indicadores numéricos. A
conversão destes indicadores numéricos em conceitos será feita pela Comissão de Área durante a
Avaliação do Triênio. Os indicadores numéricos adotados na avaliação são:
3.1. NDE
O NDE denota o número de docentes considerados efetivamente responsáveis pela execução das
atividades do curso. O NDE é o denominador de muitos dos indicadores per capita utilizados, sendo de
fundamental importância para a avaliação. Serão considerados no NDE os docentes assim declarados
pelo PPG e aqueles "colaboradores" ou visitantes que tenham realizado duas ou mais atividades em um
ano; o cálculo do NDE é feito anualmente. Como atividades a Comissão de Área considerará cada uma
das listadas abaixo:
(1) lecionar uma disciplina na pós-graduação;
(2) orientar ou co-orientar uma dissertação de mestrado concluída;
(3) orientar ou co-orientar uma tese de doutorado concluída;
(4) participar na Produção Relevante sem co-autoria de docente permanente do Programa.
Produção Relevante: publicação em periódico do estrato A1, A2, B1 e B2, publicação de livro,
capítulo de livro e patente (concedida).
3.2 FOR
O indicador FOR representa o percentual de docentes do NDE que são detentores de bolsa de
produtividade em pesquisa (Bolsa PQ) do CNPq, ou seja:
FOR = (Quantidade de Bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq do NDE) / NDE
3.3 ADE
O indicador ADE é usado para avaliar a adequação da dimensão, composição e dedicação do corpo
docente. O cálculo do ADE é feito pela seguinte fórmula

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ADE = NDE / TD
Na qual TD representa o número total de docentes do programa.
3.4 ATI
O indicador ATI é usado para quantificar a carga horária anual de disciplinas ministradas na pósgraduação pelos docentes do NDE.
O cálculo do ATI é feito pela seguinte fórmula
ATI = (Carga horária anual de disciplinas ministradas na pós-graduação) / NDE.
3.5 DAP
O indicador DAP é usado para avaliar o envolvimento dos docentes do NDE em atividades de
pesquisa. Um docente será contabilizado neste índice se atender a dois dos seguintes requisitos: (AP1)
Se for Bolsista PQ ou DT (Bolsista de Produtividade Desenvolvimento Tecnológico e Extensão
Inovadora) do CNPq; (AP2) Se for pesquisador bolsista de alguma FAP; (AP3) Se participou de
produção relevante; (AP4) Se teve orientação concluída no período e (AP5) Se coordenou projeto de
pesquisa financiado por agência de fomento (e.g., CNPq, CAPES, FINEP, FAPs, P&D ANEEL) e
declarado no COLETA. O DAP é calculado da seguinte maneira:
DAP = (Soma dos docentes que satisfazem dois dos cinco requisitos) /NDE
3.6 D3A
O indicador D3A objetiva quantificar qual é a porcentagem de docentes envolvidos em atividades de
pesquisa e de formação. Um docente será contabilizado neste índice se atender a todos os seguintes
requisitos: (AP6) Se lecionou uma disciplina na pós-graduação, (AP7) Se participou de produção
relevante, (AP8) Se teve orientação concluída no período. O indicador D3A é calculado da seguinte
maneira:
D3A = (soma dos docentes que satisfazem todos os requisitos) /NDE
3.7 ATG
O indicador ATG objetiva quantificar qual é a porcentagem de docentes permanentes envolvidos em
atividades de ensino e/ou pesquisa na graduação. O indicador ATG é calculado da seguinte maneira:
ATG = (PGxCHG + PCxQIC) / NDE
As ponderações PG e PC serão definidas pela Comissão de Área, sendo
CHG = (Carga horária anual de disciplinas ministradas na graduação)
QIC = 60 x (Quantidade de orientações de iniciação científica)

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3.8 ATL
O indicador ATL objetiva quantificar a integração da pós-graduação em termos da editoração de livros
didáticos. O indicador ATL é calculado da seguinte maneira:
ATL = (Quantidade de livros didáticos de graduação editados) / NDE
Se indicador ATL estiver acima de um determinado limiar, haverá a promoção em um nível do
conceito atribuído ao indicador ATG.
3.9 ORI
O indicador objetiva quantificar a quantidade de orientações de dissertações e de teses de doutorado.
O indicador ORI é calculado da seguinte maneira:
ORI = (1 x número de Mestres titulados + 3 x número de Doutores titulados) / NDE.
No caso de programas apenas com mestrado utiliza-se somente a quantidade de Mestres titulados.
3.10 PDO
O indicador PDO objetiva quantificar a distribuição das orientações de dissertações e de teses de
doutorado entre os docentes. O indicador PDO é calculado da seguinte maneira:
PDO = Porcentagem do NDE que participa da orientação ou co-orientação de dissertações e teses
defendidas, por ano.
3.11 QTD
O indicador QTD objetiva estimar a qualidade das teses de doutorado. O indicador QTD é calculado da
seguinte maneira:
QTD = (quantidade de Produções Relevantes com autoria de discentes de doutorado ou egressos de
doutorado) / (quantidade de alunos de doutorado matriculados)
3.12 QTM
O indicador QTM objetiva estimar a qualidade das dissertações de mestrado. O indicador QTM é
calculado da seguinte maneira:
QTM=(quantidade de discentes de mestrado + quantidade de egressos autores de trabalhos completos
em anais de eventos ou de publicações em periódicos) / (quantidade de alunos de mestrado
matriculados)
Os denominadores adotados no cálculo do QTD e QTM reduzem possíveis flutuações, que ocorreriam
caso fossem utilizadas as quantidades de teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas.

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3.13 EFM
O EFM indica o tempo médio de formação de mestres. O EFM é assim definido:
EFM = tempo médio, em meses, para a titulação dos alunos de mestrado.
3.14 EFD
O EFD indica o tempo médio de formação de doutorado. O EFD é assim definido:
EFD = tempo médio de titulação do doutorado.
3.15 ORD
O indicador ORD objetiva estimar a eficiência na formação de doutores bolsistas. O indicador ORD é
calculado da seguinte maneira:
ORD = (quantidade de bolsistas de doutorado titulados em até 48 meses)/(quantidade de bolsistas de
doutorado titulados)
3.16 ORM
O indicador ORM objetiva estimar a eficiência na formação de mestres bolsistas. O indicador ORM é
calculado da seguinte maneira:
ORM = (quantidade de bolsistas de mestrado titulados em até 30 meses)/(quantidade de bolsistas de
mestrado titulados)
3.17 DPI
O indicador DPI objetiva estimar a produtividade intelectual do corpo docente. O indicador DPI é
calculado da seguinte maneira:
DPI = (PPxPPQ + PLxPPL) / NDE
As ponderações PP e PL serão definidas pela Comissão de Área, sendo
PPQ = A1+0,85A2+0,7B1+0,5B2+0,2B3+0,1B4+0,05B5
e
PPL = LI+0,5LN+0,25CLI+0,125CLN.
PPQ é a soma ponderada da produção em termos dos estratos do Qualis de Periódicos. Nessa
expressão A1, A2, B1, B2, B3, B4 e B5 representam as quantidades de publicações nos estratos
correspondentes. Se um determinado o programa não tiver publicações nos estratos superiores (A1, A2
e B1) haverá um deságio na pontuação atribuída referente aos estratos B2, B3, B4 e B5. A Comissão
de Área definirá de quanto será este deságio.
PPL é a soma ponderada da produção em livros e capítulos de livros. Nessa expressão LI, LN, CLI e

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CLN representam as quantidades de livros internacionais e nacionais (excluem-se anais de eventos
publicados em formato livro), capítulos de livros internacionais e nacionais (excluem-se os artigos
apresentados em eventos técnico-científicos e publicados em formato livro). A pontuação máxima no
caso de múltiplos capítulos de livros numa mesma obra será limitada à pontuação de um livro.
3.18 DPD
O indicador DPD objetiva quantificar a distribuição da produtividade intelectual entre os docentes. O
indicador DPD é calculado da seguinte maneira:
DPD = porcentagem do NDE que contribuíram com a produção intelectual computada no DPI.
3.19 DPT
O indicador DPT objetiva quantificar a produtividade técnica. O indicador DPT é calculado da
seguinte maneira:
DPT = (PAxPPA+PExPPE) / NDE
As ponderações PA e PE serão definidas pela Comissão de Área, sendo
PPA = PI+0,75PN e
PPE = EVI+0,75EVN
PPA é a soma ponderada das patentes internacionais e nacionais concedidas. Nessa expressão PI e PN
representam as quantidades de patentes internacionais e nacionais, respectivamente.
PPE é a soma ponderada da produção em eventos internacionais e nacionais. Nessa expressão EVI e
EVN representam as quantidades de publicações em eventos internacionais e nacionais,
respectivamente.
A Comissão de Área avaliará a produção técnica e outras produções consideradas relevantes para
definir o conceito final deste item. Deste modo, recomenda-se que cada Programa demonstre a
existência dessa produção, destacando aquela que é mais relevante para a proposta do programa
(protótipos, produtos, processos, software, desenvolvimento de técnica, etc.) explicitando o impacto no
setor em que se insere.
3.20 DTD
O indicador DTD objetiva quantificar a distribuição da produtividade técnica entre os docentes. O
indicador DTD é calculado da seguinte maneira:
DTD = porcentagem do NDE que contribuíram com a produção técnica computada no DPT.

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4. Uso dos indicadores
No computo de vários indicadores apresentados anteriormente utiliza-se como denominador o NDE o
qual representa o número de docentes efetivamente responsáveis pela execução das atividades do
curso. Para definir os limiares de atribuição dos conceitos "Muito Bom", "Bom", "Regular",
"Deficiente" e "Fraco", de um determinado indicador avalia-se sua distribuição em termos dos cursos
que serão avaliados. As premissas dessa avaliação são: (i) avaliação comparativa, (ii) permitir ajuste
dos limiares sem identificação do cursos, (iii) ajuste dos limiares para maximizar a discriminação e (iv)
respeitar a tendência evolutiva da área. A Figura 2 ilustra a distribuição de indicador hipotético em
termos dos cursos avaliados e definição os limiares de atribuição de conceitos.

Figura 2: Distribuição de indicador hipotético em termos dos cursos avaliados (o eixo horizontal é o
número de ordem do curso, sem identificação de sua denominação institucional) e definição dos
limiares de atribuição de conceitos; MB = Muito Bom, B = Bom, R = Regular, D = Deficiente e F =
Fraco.
O NDE é o denominador de muitos dos indicadores per capita utilizados sendo de fundamental
importância para a avaliação.
Em termos dos quesitos da Ficha de Avaliação esses indicadores serão utilizados da seguinte maneira:
Para pontuar os itens do quesito "Corpo Docente" utiliza-se FOR, ADE, ATI, DAP, D3A, ATG, CHG,
QIC e ATL
Para pontuar os itens do quesito "Corpo Discente, Teses e Dissertações" utiliza-se ORI, PDO, QTD,
QTM, EFM, EFD, ORD e ORM.

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Para pontuar os itens do quesito "Produção Intelectual" utiliza-se DPI, DPD, DPT e DTD.
Não se utiliza indicadores numéricos na avaliação dos quesitos "Proposta do Programa" e "Inserção
Social".

SEMINÁRIOS DE ACOMPANHAMENTO
A Área de Engenharias IV realizou Seminários de Acompanhamento nos anos de 2011 e 2012 os quais
contaram com expressiva participação de coordenadores de programa da área. Nestas oportunidades
foram apresentados dados gerais da área, ficha de Avaliação, discutiu-se a atualização do Qualis de
Periódicos, bem como discutiu-se a adoção futura de um formulário de auto-avaliação.
Também foi realizada uma reunião específica com os Programas de Pós-Graduação que obtiveram
Nota 3 em 3 Avaliações Trienais consecutivas na qual foram discutidas as estratégias para melhorar o
desempenho desses programas.

IV. Considerações sobre Qualis-Periódicos (Artístico), Roteiro para Classificação de
Livros / Eventos /Produtos Técnicos e os critérios para a estratificação e uso dos
mesmos na avaliação
QUALIS-PERIÓDICOS
A estratificação do Qualis de Periódicos da Área de Engenharias IV é baseada nas seguintes premissas
e regras:
QP1. Considera-se periódico um veículo de divulgação que: (i) tenha corpo editorial de reconhecida
competência; (ii) adote o sistema de avaliação pelos pares; (iii) seja registrado no International
Standard Serial Number Register; (iv) seja registrado em bases de dados de indexação reconhecidas,
tais como JCR, SCOPUS, SCIELO, INDEX-PSI, BIOSIS, CAB, ECONLIT, FSTA, GEOREF,
MATHSCI, MLA, PHILOSOPHER, PSYCINFO, SPORT DISCUS, Pubmed, LILACS, Medline,
AGRIS, IEEEXplore, INSPEC e SCImago.
QP2. A estratificação será única para o triênio.
QP3. A classificação dos periódicos em estratos é feita anualmente para as publicações em periódicos
declarados pelos Cursos e Programas da Área de Engenharias IV.
QP4. As listas do Qualis se aplicam tão somente à Avaliação de Programas de Pós-Graduação, e não
devem ser utilizadas para a avaliação do desempenho individual de docente ou pesquisador (aderência
temática para fins de avaliação).

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QP5. Os periódicos são classificados inicialmente em dois grupos: (i) Grupo G1: Periódicos cujo
escopo e objetivos são diretamente relacionados à Área de Engenharias IV e (ii) Grupo G2: Periódicos
cujo escopo e objetivos não são diretamente relacionados à Área de Engenharias IV. A classificação
dos periódicos nesses dois grupos é feita pela Comissão de Área, tomando por base o histórico de
publicações dos pesquisadores da área, as "subject categories" declaradas pela editoria do periódico
junto às bases de indexação, bem como o "aims and scope" declarado pela editoria do periódico
QP6. A classificação do periódico em termos dos três estratos superiores (A1, A2 e B1) dependerá do
seu fator de impacto e do grupo ao qual ele pertence. Os periódicos classificados no Grupo G2 não
figurarão no estrato A1; a Comissão de Área definirá os percentuais de ocupação dos demais estratos.
O fator de impacto (IFn) utilizado na estratificação é normalizado pela mediana da área (Subject
Category) declarada pelo periódico junto ao ISI Web of Knowledge-Journal of Citation Reports.
Quando o periódico estiver declarado em mais de uma área será a utilizada a maior das medianas. Na
Avaliação Trienal 2013 serão considerados: (i) Fatores de impacto divulgados no ISI Web of
Knowledge-Journal of Citation Reports-JCR Science Edition/JCR Social Sciences do Ano de 2011 e
(ii) H Index e SCImago Journal Rank do SCImago Journal & Country Rank do Ano de 2011.
QP7. Os principais periódicos editados por Sociedades Científicas Nacionais classificados no Grupo
G1 que não tenham fator de impacto registrado no ISI Web of Knowledge-Journal of Citation Reports e
que sejam indexados no SCIELO serão classificados no Estrato B1; os principais periódicos editados
por Sociedades Científicas Nacionais classificados no Grupo G2 que não tenham fator de impacto
registrado no ISI Web of Knowledge-Journal of Citation Reports e que sejam indexados no SCIELO
serão classificados no estrato B2.
QP8. Os periódicos que não tenham fator de impacto registrado no ISI Web of Knowledge-Journal of
Citation Reports e que tenham "H Index" ou "SCImago Journal Rank" (Hi) registrado no Portal
"SCImago Journal & Country Rank" serão alocados no estrato B2, se pertencentes ao Grupo G1 e no
estrato B3 se pertencentes ao Grupo G2.
QP9. Os periódicos que não tenham fator de impacto registrado no ISI Web of Knowledge-Journal of
Citation Reports, que não tenham "H Index" ou "SCImago Journal Rank" (Hi) registrado no Portal
"SCImago Journal & Country Rank" e que porém sejam registrados no "Scientific Electronic Library
Online-SciELO", serão alocados no estrato B4, independente do grupo ao qual ele pertence.
QP10. Os periódicos que não satisfaçam nenhum dos critérios especificados nos itens de QP6 a QP9
serão alocados no estrato B5, independente do grupo ao qual ele pertence.
QP11. O periódico para o qual o estrato de classificação que foi obtido baseado estritamente no fator
de impacto normalizado não reflita sua efetiva importância para a área, este poderá ser reposicionado
em outro estrato mediante análise criteriosa da Comissão de Área.
QP12. Os valores limites dos estratos serão reavaliados pela Comissão de Área sempre que houver
atualização do Qualis de Periódicos.

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QP13. Por determinação do CTC-ES da CAPES a distribuição dos percentuais de periódicos nos três
estratos superiores deve, necessariamente, respeitar as seguintes restrições:
%(A1)