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Neuropatias Periféricas
Classificação das Neuropatias Periféricas:
· Velocidade de instalação
Aguda (menos de 1 semana)
Subaguda (menos de 1 mês)
Crônica (mais de 1 mês)
· Tipo de fibra nervosa envolvida
Motora
Sensitiva
Autonômica
Mista
· Tamanho da fibra nervosa envolvida
Grossa
Fina
Mista
· Distribuição
Proximal
Distal
Difusa
· Padrão
Mononeuropatia (lesão focal)
Mononeuropatia múltipla (lesão multifocal)
Polineuropatia (lesões simétricas, distais, bilaterais)
· Patologia
Degeneração axonal centrípeta (lesão metabólica do neurônio) ­ recuperação
lenta.
Desmielinização segmentar ­ recuperação rápida.
Mista
Degeneração Waleriana (interrupção focal do axônio) ­ recuperação lenta.
Clínica:
· Perda de sensibilidade ou de força.
· Descrever a queixa no prontuário com as próprias palavras do paciente.
· Lesões de fibras grossas (ex: polineuropatias desmielinizantes imunomediadas)
causam perda de sensibilidade sem dor e diminuição da sensibilidade tátil e
vibratória, bem como fraqueza.
· Lesões de fibras finas causam diminuição das sensações de tato, picada de alfinete e
de temperatura, sendo frequentemente dolorosa (disestesia em queimação ­ fibras
C; disestesia em agulhada ­ fibras A delta) e restritas à área de perda sensitiva.
· Lesões de raízes ou grandes troncos nervosos causa dor aguda e profundo, mal
localizada (Ex: neuropatias de plexos, ciática).

Neurofisiologia:

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Sistema nervoso periférico consiste nos nervos cranianos (menos o olfatório e
óptico), as raízes nervosas, os gânglios da raiz dorsal, troncos nervosos periféricos e
suas ramificações terminais e o sistemas nervoso autônomo periférico.
Os axônios dos nervos periféricos efetivam o transporte rápido anterógrado (400
mm/dia) de vesículas e proteínas pelos neurotúbulos, com mediação pela proteína
motora molecular cinesina.
Os axônios dos nervos periféricos efetivam o transporte rápido retrógado
(200mm/dia) de lisossomos, material reciclado de membrana e substância exógenas
(herpes vírus, toxina tetânica, etc.)
Os axônios dos nervos periféricos efetivam o transporte lento anterógrado (0,2 a 3
mm/dia) de material de neurofilamentos e neurotúbulos.
Os axônios de grande diâmetro são mielinizados e incluem os nervos motores e as
fibras sensitivas A que são responsáveis pelo tato, vibração e propriocepção.
Os axônios de diâmetro pequeno são mielinizados ou não-mielinizados
(responsáveis pelas sensações de dor e temperatura).
As neuropatias periféricas podem ser doenças da mielina (PDIA, PDIC) ou dos
axônios (vincristina).
As neuronopatias afetam os corpos celulares dos neurônios motores, sensitivos ou
autonômicos (ex: herpes-zoster, neuropatias motoras hereditárias e disautonomia
familiar).
A destruição axonal (axonopatia) resulta em degradação rápida da mielina, sem
perda das células de Schwann, o que permite a regeneração axonal. (Ex: diabetes,
uremia, drogas, toxinas ambientais).
A lesão primária do corpo celular do neurônio por distúrbios nutricionais,
metabólicos ou tóxicos, com diminuição da síntese protéica e falência do
suprimento para as partes mais distais do axônio, causa fraqueza ou perda sensitiva
distal (em meia e luva), pois a degeneração axonal assume um sentido distal ­
proximal. Como os nervos nos MMII são mais longos que os nervos nos MMSS, os
sintomas começas tipicamente nos pés. A atrofia muscular tende a ser mais intensa
nas lesões axonais. Nas neuropatias desmielinizantes a atrofia muscular é mais por
desuso.
A destruição da mielina (mielinopatia) causa alentecimento ou bloqueio da
condução axonal dos impulsos, estando íntegra a anatomia do axônio. (Ex: PDIA,
PDIC).
A polineuropatia diabética afeta 50% dos diabéticos. O sorbitol metabolizado a
partir da glicose pela aldose-redutase se acumula nos nervos periféricos levando a
depleção de Na+/K+ ATPase, em especial nos nodos de Ranvier, comprometendo
assim a condução saltatória. A hiperglicimia causa glicosilação não-enzimática das
proteínas estruturais (tubulina e neurofilamentos), levando a transporte axonal
anormal e atrofia axonal distal. Também causa lesões microangiopaticas.

Exame Físico:
· Caracteriza uma Síndrome do Neurônio Motor Inferior, com os seguintes achados:
Paralisias Segmentar, assimétrica, interessando o grupo muscular inervado
pelos neurônios lesados. O grau da fraqueza é proporcional ao número de
motoneurônios alfa afetados.

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Hipotonia Aumento da passividade e da extensibilidade muscular por
interrupção do arco-reflexo.
Arreflexia profunda Por perda das fibras aferentes dos fusos musculares e
desnervação das fibras musculares intrafusais.
Fasciculações Pela degeneração e regeneração simultâneas nos músculos
comprometidos, com evolução crônica.
Atrofia Ocorre na musculatura comprometida, com instalação mais ou menos
precoce, sendo mais importante nas axonopatias.
Sensibilidade Comprometimento sensitivo em "bota e luva" na porção distal
acometendo mais membros inferiores que superiores. Na maioria das
polineuropatias todas as modalidades sensitivas (táctil, térmica, dolorosa,
vibratória e cineticopostural), estão comprometidas. Se houver hipoestesia
térmica e dolorosa com preservação da sensibilidade táctil, vibratória e
cineticopostural isto indica lesão de axônios mielínicos finos e amielínicos. A
lesão das grandes fibras mielínicas causa perda sensitiva táctil, com preservação
da térmica e dolorosa. A lesão parcial de um nervo periférico ou durante a sua
recuperação causa os seguintes fenômenos: Parestesia queimação ou
formigamento. Hiperestesia resposta desagradável a um estímulo não nocivo.
Hiperpatia resposta dolorosa e desagradável a um estímulo nocivo.
Ataxia sensitiva Resulta da deaferentação proprioceptiva quando da perda de
fibras grossa. Ocorrem movimentos pseudo-atetóticos nos dedos se os membros
superiores são mantidos estendidos com os olhos fechados.
Alterações tróficas e deformidades Atrofia por desnervação é o mais comum.
Podem ocorrer deformidades em pés, mãos e coluna. Mal perfurante plantar.
Juntas de Charcot. Pele atrófica, adelgaçada, lisa e brilhante. Unhas curvas e
rígidas. Tecido subcutâneo espessado.
Alterações autonômicas Anidrose e hipotensão ortostática são as
manifestações mais freqüentes. Podem ocorrer pupilas médias, pequenas ou
arreativas, falta de lágrimas e saliva, impotência sexual, incontinência urinária e
fecal, dilatação do esôfago e cólon.
As neuropatias periféricas
1. Mononeuropatia (envolvimento focal de tronco nervoso único, por trauma ou
compressão; ex: neuropatia ulnar, do mediano).
2. Mononeuropatia Múltipla (envolvimento simultâneo ou seqüencial de troncos
nervosos individuais e não contíguos).
a) Axonal (ex: Vasculites)
b) Desmielinizante com bloqueio de condução focal (ex: Diabetes)
c) Mista
3. Polineuropatias:
a)
Axonal:
1. Aguda = Evolui em dias (ex: Porfiria, intoxicação por tálio)
2. Subaguda = Evolui em semanas a meses (ex: toxinas, doenças
sistêmicas).
3. Crônica = Evolui em anos (rever a história familiar, examinar
membros da família).
b)
Desmielinizante:

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c)

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1. Lentificação uniforme e crônica = revisar história familiar,
examinar membros da família.
2. Lentificação não uniforme e com bloqueio de condução =
se agudo Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda
(Sd. de Guillain Barré); se crônico Polineuropatia
Desmielinizante inflamatória Crônica.
Mista

Neuropatias periféricas com componente sensitivo em que predominam sintomas motores:
Guillain-Barrè
Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica
Paraproteinemias
Neuropatia Motora Multifocal
Porfiria
HIV
Polineuropatia do doente crítico
Metais pesados (tálio, arsênico e chumbo)
Neuropatias periféricas com disestesia, queimação e dor:
Neuropatia relacionada ao álcool
Neuropatia diabética
Neuropatia urêmica
Neuralgia do trigêmio
Herpes zoster
Amiloidose
Neuropatia relacionada ao HIV
Infiltração tumoral
Vasculite
Hipotireoidismo
Arsênico e tálio
Terapia com vincristina
Neuropatias com disfunção autonômica significativa:
Diabetes
Neuropatia autonômica do HIV
Guillain-Barré
Amiloidose
Porfiria
Vincristina
Pandisautonomia auguda
Neuropatia autonômica paraneoplásica
Abordagem Clínica:
É uma polineuropatia sensitivo-motora simétrica ou mononeuropatia
múltipla?

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o Polineuropatias grande número de diagnósticos.
o Mononeuropatias múltiplas número reduzido de diagnósticos
(vasculites,
diabetes,
neuropatia
motora
multifocal,
crioglobulinemia, hanseníase, doença de Lyme, HIV e
sarcoidose).
É hereditária?
o Longa evolução.
o Simetria dos sintomas desde o início.
o Pés cavus e dedos em martelo.
o História familiar.
É adquirida?
o Pensar em distúrbio metabólico, tóxico-carencial, infeccioso e
imuno-mediado.
Exames bioquímicos:
o Hemograma
o Glicemia de jejum
o Uréia
o Creatinina
o Hormônios tireoidianos
o Fator reumatóide
o FAN
o Dosagem de vitamina B12
o Eletroforese de proteínas
o Sorologia para hepatites
o Anti-HIV
Eletroneuromiografia:
o Demonstra a se o padrão é desmielinizante ou axonal.
o Desmielinizante
· Diminuição da velocidade de condução nervosa.
· Aumento da latência distal.
· Bloqueio de condução.
· Aumento do tempo de latência da onda F.
o Axonal
· Importante diminuição da amplitude do potencial.
· Presença de sinais de desnervação.
Biópsia de nervo, geralmente o sural.

Neuropatias por distúrbios metabólicos:
A causa mais freqüente é o diabetes melito, sendo outras causas IRC,
insuficiência hepática, hipotireoidismo, acromegalia, polineuropatia do
paciente crítica (SIRS).
Essas neuropatias são geralmente axonais com comprometimento sensitivomotor.
Neuropatias tóxicocarenciais:
Drogas:
o Geralmente distais, simétricas e sensitivo-motoras.
o Dor é comum.

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o A recuperação ocorre em meses e tende a ser incompleta.
o Drogas amiodarona, cloranfenicol, cloroquina, colchicina,
dapsona, zalcitabina, disulfiram, isoniazida, metronidazol,
nitrofurantoína, fenitoína, piridoxina, talidomida, sinvastatina.
Metais:
o Quadro sistêmico com comprometimento hematológico ou não
que acompanha a neuropatia.
o Deve-se dosar o metal no sangue, urina, cabelo ou unhas.
o Arsênico polineuropatia periférica sensitivo-motora,
pancitopenia, alterações digestivas (dores abdominais, vômitos,
diarréia), alterações cutâneas (hiperqueratose das regiões palmar
e plantar, melanose e alopecia, unhas com estrias transversais
esbranquiçadas).
o Chumbo dor abdominal, anemia, linha plúmbica na margem
das gengivas (saturnismo), neuropatia predominantemente
motora com predileção pelo nervo radial, sendo a lesão axonal.
o Tálio Sintomas gastrintestinais. A neuropatia é sensitivomotora, distal e dolorosa. Alopecia ocorre após duas a três
semanas do início da neuropatia.
Álcool:
o Ocorre em 9% dos etilistas.
o Neuropatia que acomete principalmente os membros inferiores,
sensitiva, com hiperestesia dos pés e abolição do reflexo aquileu.
o Decorrente do efeito tóxico do etanol ou por quadro carencial ou
ambos.
Carenciais:
o Deficiência de vitamina B1(tiamina) Causa beribéri, com
falência cardíaca, demência, e polineuropatia periférica distal,
axonal e sensitiva.
o Deficiência de vitamina B6 (piridoxina) Geralmente associada
ao uso de isoniazida, que aumenta a excreção de piridoxina.
o Deficiência de vitamina B12 (cobalamina) Causa uma
polineuropatia leve, sendo o quadro clínico principal a
degeneração combinada subaguda de medula (mielopatia com
lesão da coluna posterior e lateral).
o Deficiência de vitamina E Causa uma síndrome
espinocerebelar e arreflexia, ataxia de marcha e de membros e
diminuição da sensibilidade vibratória.

Neuropatias Infecciosas:
Vírus HIV:
o A neuropatia é uma complicação comum da infecção pelo HIV.
o Polineuropatia sensório-motora simétrica e distal é a mais
comum,, havendo comprometimento primário dos axônios.
o Polineuropatia inflamatória desmielinizante pode ocorrer
precocemente na infecção por HIV, na época da soroconversão,

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podendo seguir um curso agudo ou crônico, tendo o LCR
hiperproteinorraquia e pleocitose.
Polirradiculopatia lombossacral ocorre tardiamente na infecção
por HIV, estando associado a infecções oportunísticas,
principalmente pelo citomegalovírus.
Mononeuropatia múltipla pode ocorrer, com o comprometimento
de nervos cranianos e periféricos, com fraqueza e perda sensorial.
Pode estar associado à neoplasia, infecção (CMV) ou
vasculopatia.
Mononeuropatia simples pode ocorrer de forma aguda no início
da infecção pelo HIV, com melhora espontânea, sendo
provavelmente de causa vascular.
Neuropatia autonômica pode ocorrer tardiamente no curso da
infecção pelo HIV.

Hanseníase:
o Causado pelo Mycobacterium leprae.
o É uma das causas mais freqüentes de neuropatia periférica em
todo o mundo.
o O M. leprae afeta a pele e os nervos periféricos porque o seu
crescimento é facilitado pelas temperaturas mais frias presentes
na superfície corporal.
o Na lepra tuberculóide a resposta imunológica é adequada,
confinando a infecção em um ou mais segmentos da pele e de
seus nervos cutâneos e subcutâneos associados, com presença de
uma mácula ou pápula hipopigmentada e com comprometimento
sensitivo para dor e temperatura. Os déficits sensitivos ocorrem
na distribuição dos nervos digitais, sural, radial e auricular
posterior. Os achados motores se relacionam com o nervo ulnar
ou fibular. Os nervos envolvidos estão geralmente espessados.
o A lepra lepromatosa é um distúrbio mais disseminado,
apresentando uma polineuropatia sensorial primária simétrica,
com envolvimento desproporcional das sensibilidades dolorosa e
térmica. O envolvimento do corpo se faz nas orelhas, nariz, face,
superfícies dorsais das mãos, antebraços, pés e região lateral das
pernas. Normalmente os reflexos tendíneos estão poupados. Pode
ocorrer reabsorção digital, úlceras tróficas, cianose e anidrose de
mãos e pés.
Doença de Lyme:
o Causado pela Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapato.
o A neuropatia ocorre na disseminação precoce (2 a 10 semanas
após a erupção cutânea ao redor da picada) e tardia (mais de um
ano após a erupção cutânea), podendo ser acometido os nervos
cranianos (nervo facial em 50% dos casos) e as raízes espinais,
com dor de distribuição radicular que evolui com fraqueza
muscular.
Varicela-Zoster:

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o Ocorre uma ganglionite inflamatória e necrótica com a reativação
do vírus da Varicela-Zoster.
o Pode haver fraqueza no miótomo correspondente (30% dos
pacientes).
Difteria:
o Causada pelo Corynebacterium diphteriae, que infecta os tecidos
do trato respiratório superior e produz uma toxina que causa
desmielinização dos nervos periféricos.
o 1 mês após a infecção os pacientes desenvolvem uma neuropatia
craniana motora com comprometimento proeminente da
acomodação ocular, havendo preservação do reflexo pupilar.
o Os músculos extraoculares e da face, o palato, a faringe e o
diafragma também podem ser afetados.
o A recuperação costuma ocorrer após várias semanas.
Sarcoidose:
o Causa mais comumente mononeuropatia, com envolvimento em
especial do VII par craniano.
o Polineuropatia ocorre raramente.
Sepse:
o Sepse e falência de múltiplos órgãos podem causar a
polineuropatia da doença crítica, que causa acentuada fraqueza.

Neuropatias Imuno-mediadas:
Polirradiculoneurite Aguda (PRNA) ­ Sd. Guillain-Barré:
o Déficit motor progressivo geralmente ascendente e de instalação
aguda com arreflexia, tendo ou não alteração sensitiva.
o Em 2/3 dos casos existe antecedente de infecção, cirurgia ou
vacinação.
o O grau máximo de incapacidade ocorre entre 1 a 4 semanas do
início do quadro, sendo sucedido por uma fase de platô de 2 a 4
semanas, com subseqüente recuperação em poucos meses.
o O LCR apresenta dissociação albumino-citológica, com
celularidade normal e aumento da proteinorraquia, que ocorre
após 1 semana de evolução da doença.
o O HIV, na fase de soroconversão, pode causar uma Sd. de
Guillain-Barré onde o LCR apresenta pleocitose.
o 15 a 30% dos pacientes necessitam de assistência ventilatória.
o 15% dos pacientes podem evoluir com déficit funcional
persistente.
o 3 a 8% dos pacientes evoluem para óbito.
o 50% dos pacientes apresentam disfunção autonômica.
o A forma desmielinizante da doença é a mais comum, podendo
ocorrer formas axonais de pior prognóstico (neuropatia axonal
sensitivo-motora aguda e neuropatia axonal motora aguda).
o A Sd. de Miller-Fisher é uma variante da PRNA sendo
caracterizada por oftalmoplegia, ataxia e arreflexia, com ausência
de fraqueza muscular importante.

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o O tratamento é feito com imunoglobulina (0,4g/kg/dia/5dias) ou
plasmaférese.
Polirradiculoneurite Crônica:
o É clinicamente semelhante à Síndrome de Guillain-Barré, exceto
por ter instalação insidiosa e evolução lenta ou um curso
caracterizado por recaídas.
o Raramente evolui para insuficiência respiratória.
o O envolvimento sensitivo é freqüente, com hipoestesia em "bota
ou luva" e comprometimento da sensibilidade profunda.
o Existe arreflexia generalizada.
o O estudo do LCR evidencia dissociação albumino-citológica,
com celularidade normal e aumento da proteinorraquia.
o O estudo eletrofisiológico evidencia uma neuropatia
desmielinizante com degeneração axonal sobreposta.
o Existe resposta terapêutica ao uso de corticosteróides,
azatioprina, ciclofosfamida, ciclosporina, plasmaférese e
imunoglobulina.
Neuropatias associadas à paraproteínas:
o Existe a presença de uma ou mais proteínas monoclonais
circulantes (IgA, IgG ou IgM).
o A maioria das gamopatias ocorre em associação com uma
gamopatia monoclonal benigna de causa indeterminada (MGUS).
o Em alguns pacientes a neuropatia está associada ao mieloma
múltiplo, mieloma osteosclerótico (Sd. POEMS), amiloidose
sistêmica, macroglobulinemia ou linfoma.
Neuropatias Vasculíticas:
o Ocorre o envolvimento dos vasos nutridores do nervo, por
inflamação.
o A apresentação neuropática mais comum é mononeuropatia
múltipla, podendo também ocorrer polineuropatia ou
mononeuropatia isolada.
o Inicia-se com manifestações sensitivas para depois haver
envolvimento motor.
o Vasculite necrotizante sistêmica (poliarterite nodosa, angeíte e
Sd. Churg-Strauss) causa neuropatia em 50% dos pacientes,
sendo o mais comum mononeuropatia múltipla.
o Granulomatose de Wegner causa mononeuropatia múltipla em
30% dos casos.
o Artrite reumatóide produz neuropatia compressiva, com
envolvimento predominante do N. Mediano, em 45% dos
pacientes. Em 30% dos pacientes ocorre polineuropatia sensóriomotora distal.
o LES causa neuropatia em 20% dos pacientes, sendo que a
polineuropatia sensório-motora simétrica e distal é o mais
comum.
o Sd. de Sjögren causa neuropatia em 20% dos pacientes. , sendo o
mais comum polineuropatia sensório-motora simétrica e distal,

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podendo ocorrer também neuropatia compressiva, em especial do
nervo mediano.
o Esclerose sistêmica progressiva e doença mista do tecido
conjuntivo podem causar mononeuropatia craniana, por
compressão, envolvendo principalmente o nervo trigêmio.
o O diagnóstico definitivo depende de biópsia, que demonstra
infiltrado inflamatório perivascular ou intramural, focos de
necrose fibrinóide na parede do vaso e fibrose ou oclusão da luz.
O vaso epineural é o local mais comumente comprometido.
o 10 a 30% dos pacientes com neuropatia vasculítica não tem
evidência de vasculite sistêmica, tendo eles evolução mais
benigna.
Neuropatias Paraneoplásicas:
o Existe envolvimento do sistema nervoso periférico na presença
de uma neoplasia em 5,5 a 44 % dos casos.
o Os tumores mais relacionados às PNP são os de pequenas células
do pulmão, linfoproliferativos e do aparelho digestivo.
o LCR pleocitose linfocítica e aumento de proteínas.
o Anticorpo anti-Hu (anticorpo contra antígeno nuclear neuronal)
acompanha polineuropatia com manifestações de mielite.
o Anticorpos contra a proteína p-23 de nervo periférico relacionamse a polineuropatias por linfoma.
o Anticorpo anti-Trotter indica polineuropatia paralinfomatosa da
doença de Hodgkin.
o Anticorpo anti-Yo (anticorpo anti-célula de Purkinje), acompanha
polineuropatia com manifestações cerebelares.
o Anticorpos anti-sulfatídeo nas ganglionites.
o Anticorpo anti-acetilcolinesterase nas disfunções autonômicas.