PREFEITURA DE FLORI A NÓPOLI S
SECRETARIA MUNICI PAL DE SAÚDE
CENTRO DE CONTROLE D E ZOONOSES

Alerta à População sobre à Leishmaniose Visceral

A Leishmaniose Visceral ­ LV é uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida
entre animais e humanos, potencialmente fatal. Essa doença é causada por um
protozoário chamado Leishmania chagasi que infecta cães em áreas urbanas, e também
gambás e raposas, em áreas silvestres. Alguns dos nomes pelos quais a leishmaniose
também é conhecida são Calazar e Barriga D'água.
A transmissão da leishmaniose se dá pela picada de um inseto do gênero
Lutzomyia popularmente chamado de mosquito-palha (figura 1), que coloca seus ovos
em matéria orgânica em decomposição. Por isso, locais com fezes de animais, cascas ou
restos de plantas e lixo orgânico (lixo não reciclável), por exemplo, podem ser favoráveis
para a ocorrência desse inseto.

Figura 1: Fêmea de Flebotomíneo adulto ingurgitada (foto ampliada). Fonte: Série Vetores. Fundação
Oswaldo Cruz ­ Fiocruz, 2014

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Nos animais, os sinais clínicos da doença podem iniciar discretamente com
emagrecimento, enfraquecimento dos pêlos e apatia. Depois de algum tempo ocorre
descamação na região ao redor dos olhos, focinho e ponta de orelhas além do
crescimento exagerado das unhas. Pode ocorrer também conjuntivite ou outros distúrbios
oculares (figuras 2, 3, 4 e 5). Com o passar do tempo o animal fica cada vez mais magro
e debilitado, com aumento de volume na região abdominal, diarréia, hemorragia intestinal,
caquexia, inanição e morte na fase final da doença. Esses sinais clínicos não são
específicos da LVC, portanto, sempre que o cão apresentar qualquer sinal diferente de
seu estado normal deve-se procurar um Médico Veterinário que fará um exame
laboratorial para diagnosticar a doença.

Figuras 2 e 3: Lesões em focinho de cão. Fonte: Arquivo CCZ/Florianópolis; Cão aparentando
emagrecimento e apatia. Fonte: Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, Ministério da
Saúde, 2014.

Figuras 4 e 5: Cão com emagrecimento, ceratoconjutivite, lesões de face e orelha. Fonte: Manual de
Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, Ministério da Saúde, 2014; Onicogrifose (crescimento
exagerado das unhas) Fonte: arquivo CCZ/Florianópolis.

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Figuras 6 e 7: Lesão no olho em cão. Fonte: arquivo CCZ/Florianópolis; Cão com lesoes de face e de
orelha. Fonte: Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, Ministério da Saúde, 2014.

Nos seres humanos, os sintomas incluem febre, cansaço muscular, perda de
apetite, emagrecimento e aumento do volume abdominal.
A ocorrência da doença é crescente em vários estados do país, causando óbitos
principalmente em crianças e adultos com baixa imunidade. Em Florianópolis,
inicialmente, sua ocorrência estava limitada a casos localizados no entorno da Lagoa da
Conceição. No entanto, atualmente encontra-se em franca expansão para outras áreas e
bairros da cidade. Hoje a doença encontra-se distribuída em 28 bairros da capital (figuras
6 e 7).

Figura 6: Bairros com casos positivos de LVC em Florianópolis

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Figura 7: Mapeamento de cães positivos em Florianópolis

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Considerando que a LVC é uma zoonose crônica grave e letal (e que suas
consequências são bastante indesejáveis para os proprietários, uma vez que a orientação
do Ministério da Saúde é que seja realizada eutanásia dos animais positivos), é
importante que a população esteja atenta quanto às formas de prevenção.
Como a doença é transmitida pela picada do mosquito-palha e os cães são os
animais atingidos mais próximos dos seres humanos, as formas de prevenção devem ser
direcionadas ao controle do inseto e à proteção dos cães e incluem:


Limpeza constante do quintal para que não fiquem acumulados restos de
matéria orgânica;



Evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana;



Instalação de telas milimetradas nas janelas da residência e no canil;



Uso de roupas longas ao trabalhar na área externa;



Uso permanente de repelentes contra os insetos transmissores ­ inclusive
nos cães, por meio de coleiras ou pipetas repelentes.



Vacinação antileishmaniose visceral canina dos animais.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Florianópolis segue o Programa de
Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, elaborado pelo Ministério da Saúde e
oferece o serviço de colheita de amostra e realização de exame laboratorial para o
diagnóstico da LVC, além da realização da eutanásia dos cães positivos, após o
consentimento do seu tutor.
Caso seu animal esteja com suspeita da doença ou que esta já esteja confirmada
pelo seu médico veterinário particular, contate-nos pelos canais abaixo relacionados. É
muito importante que as notificações ao CCZ ocorram para que uma equipe técnica
realize visitas e colha material sorológico dos cães da área, avaliem a prevalência da
doença na população canina da região e, principalmente, para que sejam tomadas as
medidas necessárias para evitar que a doença se espalhe entre outros cães ou
atinja os seres humanos da região.

Dúvidas ou sugestões? Contate o CCZ:
Telefone: (48) 3338-9004
E-mail: [email protected]
Telefone da Ouvidoria Geral da PMF: (48) 3239-1569

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