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COMUNICAÇÃO

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Consenso sobre dermatoscopia da placa ungueal
em melanoníquias*
Consensus on melanonychia nail plate dermoscopy
Nilton Di Chiacchio1
Sergio Henrique Hirata4
Ralph Daniel7
Beth S Ruben9
Eckart Haneke12
Richard Scher15

Débora Cadore de Farias2
Bertrand Richert5
Pier Alessandro Fanti3
Philip Fleckman10
Patricia Chang13
Antonella Tosti16

Bianca Maria Piraccini3
Martin Zaiac6
Josette Andre8
Phoebe Rich11
Judith Dominguez Cherit14

Resumo: Este consenso, com foco em melanoníquia e dermatoscopia da lâmina ungueal, se destina a orientar os
médicos que trabalham com melanoníquia e auxiliar no manejo destes pacientes. O grupo internacional de estudos sobre melanoníquia foi fundada em 2007 e tem agora 30 membros, incluindo dermatologistas e dermatopatologistas com conhecimento especializado em unhas. A necessidade de definições comuns de dermatoscopia da
lâmina ungueal foi abordada durante a segunda reunião deste grupo, realizada em fevereiro de 2008. Antes desta
reunião e até a presente, não existem orientações com base em evidências sobre a utilização de dermatoscopia da
placa ungueal.
Palavras-chave: Dermoscopia; Doenças da unha; Melanoma; Unhas
Abstract: This statement, focused on melanonychia and nail plate dermoscopy, is intended to guide medical professionals working with melanonychia and to assist choosing appropriate management for melanonychia
patients. The International Study Group on Melanonychia was founded in 2007 and currently has 30 members,
including nail experts and dermatopathologists with special expertise in nails. The need for common definitions
of nail plate dermoscopy was addressed during the Second Meeting of this Group held in February 2008. Prior
to this meeting and to date (2010) there have been no evidence-based guidelines on the use of dermoscopy in the
management of nail pigmentation.
Keywords: Dermoscopy; Melanoma; Nails; Nail diseases

Recebido em 05.04.2012.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 15.06.2012.
* Trabalho realizado na Reunião do International Study Group on Melanonychia, 2010 ­ Miami, Estados Unidos da América.
Conflito Interesses: Nenhum / Conflict of Interests: None.
Suporte Financeiro: Nenhum / Financial Support: None.
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Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo ­ São Paulo (SP), Brasil.
Clínica de Dermatologia do Hospital Universitário da Faculdade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) ­ Florianópolis (SC), Brasil.
Departamento de Dermatologia da Universidade de Bolonha (Unibo) ­ Bolonha, Itália.
Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ­ São Paulo (SP), Brasil.
Departamento de Dermatologia da Universidade de Liège (ULg) ­ Liège, Bélgica.
Great Miami Skin and Laser Center ­ Miami, Estados Unidos da América.
Departamento de Dermatologia da Universidade do Mississippi; Departamento de Dermatologia da Universidade do Alabama (UA) ­ Birmingham, Estados
Unidos da América.
Departamento de Dermatologia da Universidade de Bruxelas (ULB) ­ Bruxelas, Bélgica.
Departamento de Dermatologia e Patologia da Universidade da Califórnia ­ São Francisco, Estados Unidos da América.
Divisão de Dermatologia da Universidade de Washington ­ Washington (DC), Estados Unidos da América.
Departamento de Dermatologia da Universidade do Oregon ­ Eugene, Estados Unidos da América.
Departamento de Dermatologia da Universidade de Berna ­ Berna, Suíça.
Departamento de Dermatologia do Hospital Angeles ­ Cidade do México, México.
Departamento de Dermatologia do Hospital Geral Dr. Manuel Gea González ­ Cidade do México, México.
Departamento de Dermatologia da Universidade da Carolina do Norte ­ Chapel Hill, Estados Unidos da América.
Departamento de Dermatologia da Universidade de Miami ­ Miller Medical School ­ Coral Gables, Estados Unidos da América.

©2013 by Anais Brasileiros de Dermatologia

An Bras Dermatol. 2013;88(2):313-7.

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Di Chiacchio N, Cadore de Farias D, Piraccini BM, Hirata SH, Richert B, Zaiac M...

Este consenso, com foco em melanoníquia e
dermatoscopia da lâmina ungueal, destina-se a orientar os profissionais médicos que trabalham com melanoníquia e auxiliar no manejo adequado dos seus
pacientes.
O Grupo Internacional de Estudos sobre
Melanoníquia foi fundado em 2007 pelos professores
Antonella Tosti e Nilton Di Chiacchio e é formado por
dermatologistas e dermatopatologistas com experiência em doenças das unhas de 12 países diferentes.
Antes desta reunião e até a presente data, não
existem orientações com base em evidências sobre a
utilização da dermatoscopia de placa em melanoníquias.
Participaram deste consenso 16 membros do
Grupo Internacional de Estudos sobre Melanoníquia.
Foi realizada pesquisa bibliográfica detalhada
sobre dermatoscopia da unha, pigmentação ungueal e
melanoníquia, incluindo fontes como Medline,
Embase, Cochrane e uma revista manual.1-10 Com base
na literatura disponível, o Grupo decidiu desenvolver
um processo de consenso informal em nível S1.
O Grupo reviu as publicações sobre melanoníquia e dermatoscopia da lâmina ungueal (indexadas
no PubMed ou não) e as aprovou na Academia
Americana de Dermatologia, em Miami, no ano de
2010 (Tabela 1).
Esta declaração de consenso clínico propõe
alguns itens considerados importantes.
Sobre a técnica utilizada para a dermatoscopia
ungueal, os aparelhos de luz polarizada e não polarizada podem ser usados para o exame da placa. Não
há nenhuma evidência ou consenso sobre que instrumento e que tipo de fonte de luz é o mais eficiente. A
cor e a definição das linhas podem variar entre os aparelhos. O Grupo sugere a utilização do mesmo aparelho na avaliação do seguimento do paciente. A
ampliação de 10x é a melhor. Isso permite que toda a
placa seja vista no campo, bem como a regularidade
das linhas a serem avaliadas. Quanto ao fluido de
imersão, o melhor é o gel utilizado em ultrassonografia.
Em relação aos padrões encontrados, o Grupo
concorda que a dermatoscopia da placa é útil para distinguir sangue de melanina. Hemorragias subungueais têm um padrão distinto de glóbulos, com ou
sem estrias distais e com uma gama de cor: vermelho,
castanho, preto (Figura 1A). A possibilidade de
hemorragia causada por um tumor subungueal deve
ser levada em consideração. O diagnóstico dermatoscópico de hematoma subungueal não descarta um
tumor ungueal coincidente.
De acordo com a literatura, o padrão de melanoníquia benigna, decorrente da ativação melanocítica (pigmentação étnica ou induzida por drogas) e do
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lentigo, exibe uma coloração cinzenta e homogênea de
fundo, com finas linhas longitudinais cinza. O Grupo
concorda que é difícil distinguir um fundo castanho
claro de um cinzento e que o fundo cinzento não é frequentemente observado (Figura 1B). A cor do fundo
não é uma característica distintiva de lesões benignas
pela ativação dos melanócitos. A cor resultante da
deposição da melanina pode variar dependendo da
espessura da unha e da localização da melanina dentro da placa, em razão do efeito Tyndall.
O fundo marrom associado com linhas paralelas regulares, com a mesma cor, espaçamento e largura, sugere uma lesão benigna (nevo ou lentigo). O
Grupo concorda, embora esse padrão regular muitas
vezes não seja observado. A maioria das lesões benignas em crianças e adultos mostra um fundo marrom
com linhas longitudinais de cor e largura diferentes. A
distribuição das linhas dentro da banda é frequentemente irregular (Figura 1C).
Por outro lado, o fundo marrom associado a
linhas longitudinais irregulares na cor, largura, espaçamento e paralelismo é sugestivo de melanoma
maligno. O Grupo concorda que os nevos em crianças
frequentemente apresentam esse padrão. Mesmo em
lesões benignas de adultos, as linhas individuais
podem ser irregulares na largura e cor. O ponto
importante levantado pelo Grupo é a homogeneidade
da cor e da largura de cada linha longitudinal individualmente. Se uma linha mostra irregularidade na cor
ou largura ao longo do seu comprimento, considera-

A

B

CD
FIGURA 1: A ­ Hemorragia subungueal mostrando um padrão de
glóbulos; B ­ melanoníquia benigna decorrente de ativação melanocítica: difícil distinção entre o fundo marrom claro e o acinzentado;
C ­ lesão benigna em criança (nevo), mostrando um fundo marrom
com estrias longitudinais de diferentes cores e espessuras; D ­
melanoma apresentando fundo escuro com áreas de diferentes tons
de pigmentação

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Consenso sobre dermatoscopia da placa ungueal em melanoniquias

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TABLA 1: Revisão da literatura
Primeiro
autor

Número de
casos

Dermatoscopia da placa ungueal

Patologia

Imakado S,
et al.6

2

Exame dermatoscópico do sinal de Hutchinson com pigmentação
irregular na crista; sem descrição da dermatoscopia da placa ungueal.

MM in situ

Gencoglan
G, et al3

1

Pigmentação homogênea acastanhada, estrias com pigmentação
regular e bordas indistinguíveis ­ quatro unhas dos pés.

SLH

Antonovich
DD, et al 7

1

Pigmentação listrada e irregular.

MM in situ

Caseret AS,
et al4

1

Melanoníquia longitudinal com manchas homogêneas azuladas e
pigmentação regular acinzentada.

Nevo Azul

Iorizzo M,
et al 8

2

C1:Fundo marrom escuro a acinzentado com linhas longitudinais
paralelas e irregulars; bordas aparentemente mal definidas.
C2: Sem dermatoscopia da placa ungueal.

MM in situ

Hirata SH,
et al5

10

C1: Fundo marrom, linhas regulares marrom-escuras.
C2: Fundo marrom, linhas regulares.
C3: Fundo marrom e acinzentado, linhas regulares.
C4: Fundo marrom e acinzentado, linhas regulares.
C5: Fundo marrom, linhas regulares marrom-escuras.
C6: Coloração enegrecida do fundo.
C7: Fundo marrom e acinzentado, linhas regulares.
C8: Fundo marrom e acinzentado, linhas regulares.
C9: Fundo marrom e acinzentado, linhas regulares.
C10: Fundo marrom, linhas regulares enegrecidas.

C1: HMT
C2: HMT
C3: HMT
C4: HMT
C5: NMJ
C6: HMT
C7: PC
C8: PC
C9: PC
C10: OC

Hass N,
et al 2

1

Dezoito pseudópodos individuais salientes, projetados ao longo do seu
eixo longitudinal, com mais de 1,1 mm de comprimento e 0,2 mm de
largura e com formato tortuoso ou torcido.

Hemorragia

Kawabata Y,
et al 11

24

Seis melanomas: inicialmente, estrias longitudinais pigmentadas na
placa ungueal. Aumento de largura e finalmente comprometimento de
toda a placa ungueal, sem deformidades. Sinal de Hutchinson presente em todos os casos.
Dezoito NMBs: 15 com pigmentação parcial da placa ungueal e três
com pigmentação de toda a placa ungueal, sem deformidades. Máculas
pigmentadas na ponta dos dedos observadas nos mesmos três casos e
em mais dois casos.
Perfis dermatoscópicos da pigmentação do hiponíquio dos casos de
melanoma subungueal diferentes dos perfis dos NMBs, apesar das
características dermatoscópicas indistinguíveis da placa ungueal.
Padrão de pigmentação dos NMBs com estruturas arboriformes lineares ao longo das linhas da pele.
Em contraste, melanoma subungueal in situ com pigmentação aleatória, distribuída de forma desordenada sobre toda a superfície.

6 MM

18 NMBs

Continuação

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Di Chiacchio N, Cadore de Farias D, Piraccini BM, Hirata SH, Richert B, Zaiac M...

TABLA 1: Revisão da literatura
Primeiro
autor

Número de
casos

Dermatoscopia da placa ungueal

Patologia

148

Melanoma (20 casos): associação do fundo de coloração marrom
(19/20; 95%) com linhas longitudinais marrom-enegrecidas, irregulares em coloração, espaçamento, espessura e paralelismo. Padrão irregular de linhas significativamente associado com o melanoma quando
comparado com todos os outros diagnósticos (P = 0,001), mesmo quando comparado individualmente ou em grupo (P = 0,001 em todos os
cinco diagnósticos diferenciais). Pigmentação marrom de fundo compartilhada pelos melanomas e os nevos melanocíticos.

20 MMs

Ronger S,
et al 1

37 NMBs
Nevo melanocítico (37 casos): fundo marrom (37/37; 100%) e padrão
regular de linhas longitudinais (35/37; 95%). Presença das linhas regulares em espessura, espaçamento, coloração e paralelismo estatisticamente suficiente para distinguir nevo de melanoma (P = 0,001).
Pigmentação das unhas induzida por drogas (16 casos): fundo acinzentado (15/16; 94%) e presença de finas linhas cinza longitudinais
com regularidade na espessura, espaçamento e coloração e sem perda
do paralelismo. Achados dermatoscópicos semelhantes aos vistos no
lentigo ungueal e na pigmentação racial, mas significativamente diferentes dos achados do melanoma (P = 0,001).

16 PUIDs

Lentigo do aparato ungueal (45 casos): fundo acinzentado (44/45;
98%) e presença de finas linhas cinza longitudinais, com regularidade
da coloração, espessura e espaçamento (42/45; 93%). A presença de
dois desses critérios diferencia, significativamente, o lentigo ungueal
do melanoma (P = 0,001).

45 LUs

Pigmentação racial (8 casos): padrões descritos nesses casos similares
aos descritos previamente no lentigo ungueal e na pigmentação
ungueal induzida por droga, mas significativamente diferentes dos
padrões do melanoma (P = 0,001). Duas características dermatoscópicas típicas da pigmentação racial do aparato ungueal: fundo acinzentado (7/8; 87,5%) e finas linhas cinza, regulares (7/8; 87,5%).

8 PRs

Hemorragia subungueal (22 casos): boa delimitação, borda proximal
arredondada e coloração marrom-arroxeada observadas em todos os
casos de hemorragia subungueal (22/22; 100%).

22 HSs

C1: MM in situ
2
Bilemjian
APJ, et a 10

C1: Primeiro dígito direito, parte lateral ­ coloração marrom-clara e
escura, distribuída linear e paralelamente da dobra ungueal proximal
até a dobra livre distal. Parte medial ­ área totalmente amorfa e irregular, acometendo a dobra ungueal proximal (microssinal de
Hutchinson).
C2: HMT
C2: Quinto dígito esquerdo ­ linhas paralelas longitudinais homogêneas, com coloração marrom e regularidade em espaçamento, espessura e coloração.

SLH: Síndrome de Laugier-Hunziker
HMT: Hiperplasia melanocítica típica
NMJ: Nevo melanocítico juncional
PC: Pigmentação constitucional (hipermelanose)

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OC: Onicomicose
NMB: Nevo melanocítico benigno
PUID: pigmentação ungueal induzida por droga
LU: Lentigo ungueal

PR: Pigmentação racial
HS: Hemorragia subungueal
MM: Melanoma maligno

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Consenso sobre dermatoscopia da placa ungueal em melanoniquias

se a lesão suspeita para melanoma. Os melanomas em
adultos muitas vezes mostram um fundo difuso e
escuro, com linhas quase imperceptíveis. O Grupo
concorda que um fundo escuro com áreas de diferentes tons de pigmentação é sugestivo de melanoma,
mesmo na ausência de linhas irregulares (Figura 1D).
Outras aplicações da dermatoscopia no aparelho ungueal são citadas na literatura. A dermatoscopia
da borda distal da unha é considerada útil para identificar a origem da lesão produtora de pigmento
(matriz distal ou proximal). O Grupo concorda que a
dermatoscopia da borda distal nem sempre é útil,
principalmente quando a lâmina ungueal é fina. O
mesmo se aplica às bandas muito escuras ou muito
leves. A dermatoscopia do hiponíquio permite distinguir a pigmentação dos nevos melanocíticos ­ linear
nos sulcos ou sobre as marcas da pele ­ da pigmentação associada ao melanoma ungueal (sinal de
Hutchinson) ­ aleatória, distribuída em padrão de
cristas paralelas e de forma desordenada.11 O Grupo
concorda que a dermatoscopia do hiponíquio é útil
nos casos em que a melanoníquia está associada à pigmentação do hiponíquio.

317

O Grupo concorda que os padrões da dermatoscopia da placa ungueal relatados na literatura
como indicativos de melanoma ungueal necessitam
das seguintes modificações:
1.

2.
3.

Bandas marrons com linhas irregulares na cor,
largura e espaçamento não são indicativas de
melanoma em crianças;
Lesões benignas em adultos podem apresentar
espaçamento e linhas irregulares; e
Melanomas em adultos frequentemente apresentam fundo escuro, onde as linhas são dificilmente observadas.

É também unânime a opinião de que, até a presente data, a decisão de excisar a lesão deve ser baseada nos critérios clínicos (história e exame físico), e não
nos padrões da dermatoscopia da placa. A dermatoscopia do hiponíquio é muito útil para o diagnóstico
diferencial entre nevo e melanoma nos casos de pigmentação do tecido periungueal.

REFERÊNCIAS
1.

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3.
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malignant. J Am Acad Dermatol. 2001;44:305-7.

ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA / MAILING ADDRESS:
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Como citar este artigo/How to cite this article: Di Chiacchio N, Cadore de Farias D, Piraccini BM, Hirata SH,
Richert B, Zaiac M, Daniel R, Fanti PA, Andre J, Ruben BS, Fleckman P, Rich P, Haneke E, Chang P, Cherit JD,
Scher R, Tosti A. Consensus on melanonychia nail plate dermoscopy. An Bras Dermatol. 2013;88(2):313-7.
An Bras Dermatol. 2013;88(2):313-7.