Manual de Conduta|SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

Manual de conduta nas
onicomicoses
Diagnóstico e tratamento
Sociedade Brasileira de Dermatologia | Departamento de Cabelos
e Unhas

Elaboração:

Ligia Rangel B. Ruiz
Nilton Di Chiacchio

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1. Introdução:
Onicomicose é uma das dermatoses mais freqüentes, com uma prevalência variando de 7 a 10 %1,2, sendo
responsável por 15 a 40 % das alterações ungueais. O diagnóstico de certeza não é clínico, sendo necessária
realização do exame micológico
(microscópico direto e cultura). O
sucesso do tratamento vai depender
do diagnóstico etiológico correto, e
alguns cuidados devem ser observados na coleta e processamento do
material. 3,4
2. Definição:
Onicomicose é uma infecção
ungueal causada por dermatófitos,
leveduras e fungos filamentosos não
dermatófitos. São classificadas clinicamente em onicomicose subungueal distal, onicomicose superficial
branca, onicomicose proximal subungueal e onicomicose distrófica total.
3.Diagnóstico laboratorial das
onicomicoses:
3.1.Exame Micológico
O exame micológico requer treinamento de pessoal especializado. É
necessária a limpeza prévia do sítio
de coleta com álcool etílico e o instrumental deve ser previamente esterilizado. A quantidade de material deve
ser adequada e a escolha do local da
coleta varia de acordo com a forma
clínica de onicomicose: distal e lateral
(transição unha sadia-alterada); superficial branca (lâmina ungueal); proximal subungueal (leito ungueal proxi-

mal); distrófica total (leito ungueal por
curetagem); onicomicose por Candida (prega ungueal); onicólise
(subungueal proximal). O exame
micológico direto é realizado após a
clarificação das escamas com solução aquosa de hidróxido de potássio
e dimetil sulfóxido.
Solução aquosa de KOH + DMSO
(dimetil sulfóxido)
DMSO
Água destilada
KOH
DMSO
solução aquosa

40 ml
60 ml
20 g
100ml

A cultura é realizada em ágar
Sabouraud com cloranfenicol ou ágar
Sabouraud com cloranfenicol e cicloheximida (Mycosel ou Mycobiotic).
Quando não é possível identificar a
espécie do fungo através da cultura,
é utilizada a técnica de microcultivo
em lâmina.
Além da coleta e processamento
corretos do material, podemos utilizar
algumas técnicas para ampliar a precisão do diagnóstico etiológico.
Quando possível, as coletas devem
ser realizadas em diferentes ocasiões, com intervalo de uma semana.
Quando são isolados fungos filamentosos não dermatófitos, devem ser
realizadas culturas repetidas (no mínimo três),5 sendo o material coletado
em diferentes ocasiões. Colônias
sugestivas devem ser repicadas e
isoladas. Quando há dúvida diagnóstica, associação de métodos diag-

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nósticos (exame direto + cultura)
pode ser bastante útil.
É importante salientar que na
coleta do material o paciente deve
estar sem uso de antifúngico tópico
há uma semana e/ou antifúngico sistêmico há dois mêses.

orientar minuciosamente o modo de
utilização da medicação prescrita, seja
ela tópica, sistêmica ou de uso combinado.O custo dos medicamentos utilizados no tratamento das onicomicoses costuma ser elevado, devendo ser
discutido com o paciente.

4.Aspectos que interferem na escolha do
antifúngico e na resposta terapêutica:
No tratamento das onicomicoses,
além do diagnóstico preciso, vários
fatores interferem na escolha do
melhor método terapêutico e no
resultado final do tratamento.

4.3 Possibilidade de interações medicamentosas
As drogas de uso sistêmico utilizados no tratamento das onicomicoses
pertencem basicamente a dois grandes grupos farmacêuticos: os derivados azólicos e as alilaminas.
Por atuarem em enzimas do sistema citocromo P-450, são passíveis de
apresentarem interação com outros
medicamentos.

4.1 Fatores epidemiológicos 6,7,8
a) Fatores inerentes à idade, em
especial aos grupos etários abaixo de
10 anos e acima de 60 anos. Estes
grupos têm características próprias
que terão importância na escolha da
droga, via de administração, dose e
duração do tratamento.
b) O sexo tem influência, seja pela
maior preocupação com o aspecto
estético, ou por atividades profissionais.
c) O nível sócio-econômico vai ter
importância no acesso a determinadas medicações.
d) Hábitos, hobbies e atividades
desenvolvidas pelos pacientes também podem ser determinantes9.
4.2 Aderência ao tratamento
O dermatologista deve explicar ao
paciente que o tratamento poderá se
estender por longos períodos, a possível ocorrência de efeitos colaterais ou
interações medicamentosas, além de

4.4 Fatores relacionados ao estado
clínico do paciente:
a) Condições facilitadoras da instalação das onicomicoses: doenças
da microcirculação10,11 (diabetes,
hipertensão arterial, etc), imunossupressão,12 hiperhidrose, psoríase
ungueal,13 deformidades ortopédicas,
entre outras.
b) Condições clínicas do paciente
limitadoras do tratamento: hepatopatia, insuficiência renal, síndrome de
má absorção, gastrite.
c) Variante clínica e etiologia da
onicomicose: dependendo da forma
clínica ou agente etiológico, pode-se
esperar uma resposta terapêutica
variável, maior ou menor dificuldade
diagnóstica e maior ou menor duração do tratamento.14,15

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4.5

Avaliação laboratorial:
Deve ser realizada antes de se iniciar o tratamento (função hepática,
colesterol e exames gerais), e durante o tratamento, dependente das
condições clínicas do paciente.
5. Terapêutica das onicomicoses
Atualmente a terapêutica das onicomicoses está baseada em três tratamentos distintos: terapia tópica
(incluindo avulsão da lâmina ungueal
afetada), terapia sistêmica e terapia
combinada.16
5.1 Terapia Tópica
Está indicada nos casos em que
a matriz ungueal não está envolvida,
quando existir contra-indicação no
tratamento sistêmico, na onicomicose superficial branca e na profilaxia
pós-tratamento. Tem como vantagem
o baixo nível de efeito sistêmico e
interação medicamentosa.17
As drogas utilizadas na terapia
tópica das onicomicoses são: amorlfina 5% esmalte, ciclopirox 8% esmalte e tioconazol solução 28%.17
A droga ideal para o tratamento
tópico deve ter penetração efetiva e
altas concentrações na lâmina
ungueal. Estudos demonstram que a
amorolfina 5%18,19,20 e o ciclopirox
8%21 em veículo esmalte atravessam
a lâmina ungueal e atingem o leito
ungueal em concentrações superiores à concentração inibitória mínima
para a maioria dos fungos que causam onicomicose.
A amorolfina é um derivado morfolínico com amplo espectro de

ação, incluindo dermatófitos, leveduras e fungos filamentosos não dermatófitos. Age em duas diferentes
enzimas envolvidas na biossíntese
do ergosterol, modificando a morfologia da hifa, atuando como fungicida e fungistático.19,20
O ciclopirox está indicado contra
dermatófitos, Candida spp, e alguns
fungos filamentosos não dermatófitos. Atua em diferentes processos
metabólicos da célula, principalmente nas mitocôndrias. 21
As soluções22 e cremes mostramse pouco efetivos no tratamento das
onicomicoses.
A amorolfina está indicada para
uso semanal enquanto o ciclopirox
8% está indicado para uso diário,
sendo que alguns trabalhos utilizam
esta droga três vezes por semana. 23
O lixamento deve ser feito semanalmente em ambas.
A avulsão química, mecânica ou
cirúrgica tem como objetivo o debridamento da placa ungueal para diminuir a massa crítica fúngica, permitindo uma maior concentração e biodisponibilidade da droga nas camadas
mais profundas da unha e leito
ungueal.
Alguns métodos químicos podem
ser utilizados. A pasta de uréia a 40%
resulta em onicólise, possibilitando a
remoção da lâmina ungueal.17
A abrasão mecânica da placa
ungueal pode ser utilizada com auxílio do dermabrasor, utilizando lixas
d'água esterilizadas.24
A avulsão cirúrgica total da unha
está em desuso, pela possibilidade

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de distrofia temporária ou permanente da lâmina, conseqüente a traumas
da matriz ungueal. A avulsão parcial
pode ser feita por meio da remoção
da área afetada.
5.2 Terapia Sistêmica
Está indicada nos casos em que
a matriz ungueal está envolvida.
Apresenta riscos de interações medicamentosas e efeitos colaterais,
porém é considerada mais efetiva.17,25
As drogas mais utilizadas em
nosso meio são a Griseofulvina,
Terbinafina, Itraconazol, Fluconazol.
As doses diferem para tratamentos
das unhas das mãos e dos pés e são
apresentadas nos quadros 1 e 2.
As apresentações, espectro de
ação, efeitos colaterais e interações

medicamentosas destas
encontram-se nos anexos.

drogas

5.3 Terapia Combinada
A combinação da terapia tópica e
sistêmica pode aumentar as taxas de
cura ou mesmo diminuir o tempo de
tratamento, no entanto ainda não existem trabalhos conclusivos. Tem a mesma indicação da terapia sistêmica e a
vantagem de ser mais efetiva quando
comparada a monoterapia oral por
possibilitar um efeito sinérgico.
As indicações absolutas para
esta modalidade terapêutica são o
dermatofitoma, a hiperceratose da
placa ungueal (espessura maior de 2
mm) e a forma distrófica total. Outras
indicações relativas incluem a
resistência do paciente ao tratamen-

Quadro.1 Tratamento Sistêmico - Unhas das Mãos
ITZ contínuo
ITZ pulso
TBF contínuo
TBF pulso
FLZ
GRV

Dose
200 mg/d
400 mg dia/7 d/mês
250 mg/d
500 mg dia/7 d/mês
150 mg/sem
500 ­ 1000 mg

Duração
6- 12 sem
2 ­ 3 pulsos
6 ­ 12 sem
2- 3 pulsos
até cura clínica
até cura clínica

Quadro 2. Tratamento Sistêmico - Unha dos Pés
ITZ contínuo
ITZ pulso
TBF contínuo
TBF pulso
FLZ
GRV

Dose
200 mg/d
400 mg dia/7 d/mês
250 mg/d
500 mg dia/7 d/mês
150 ­ 300 mg/sem
500 ­ 1000 mg

Duração
12 - 24 sem
3 ­ 6 pulsos
12 ­ 24 sem
3- 6 pulsos
até cura clínica
até cura clínica

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to monoterápico e as demais formas
de onicomicose.
A associação de medicamentos
sistêmicos deve priorizar drogas de
mecanismo de ação diferentes (ex.

itraconazol ou fluconazol + terbinafina) e ser escolhida de acordo com
cada caso.25,26,27,28
Os tipos de associações estão
apresentados no quadro 3

Quadro 3. Tipos de Terapia Combinada
- avulsão química + tratamento tópico
- avulsão mecânica / física + tratamento tópico
- avulsão química , mecânica / física ou cirúrgica + tratamento sistêmico
- avulsão química + tratamento tópico + tratamento sistêmico
- avulsão mecânica / física + tópico + sistêmico
- tratamento tópico + tratamento sistêmico
- tratamento sistêmico + tratamento sistêmico (sequencial)

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ANEXO I : DROGAS DISPONÍVEIS
1. Griseofulvina (GRV)
Fungistático, específico para dermatófitos, tratamento de longa duração e recidivas freqüentes
Categoria: C
Apresentação: comprimidos de 500 mg (ingerir após alimentação)
Eventos adversos principais: desconforto gástrico, fotossensibilidade, eritema multiforme,
urticária, tontura, fadiga, cefaléia, neurite periférica, letargia, confusão, granulocitopenia, leucopenia,
exacerbação do LE
Interações medicamentosas: ver anexo II

2. Terbinafina (TBF)
Fungicida, lipossolúvel, espectro menor que os triazólicos.
Categoria: B
Apresentação: comprimidos de 125 e 250 mg.
Eventos adversos principais: GI (sensação de plenitude gástrica, perda de apetite, dispepsia,
náuseas, dor abdominal leve, diarréia), mialgia, hepatotoxicidade, hipersensibilidade, exantema,
urticária, artralgia, neutropenia, trombocitopenia, eritema multiforme. Contra indicada em pacientes
com hepatopatia prévia, aguda ou crônica.
Interações Medicamentosas: ver anexo II

3. Itraconazol ( ITZ )
Fungistático, lipossolúvel, amplo espectro.
Categoria: C
Apresentação: cápsulas de 100 mg (ingerir com alimentos).
Eventos adversos principais: GI (náuseas, diarréia, dor abdominal, dispepsia, flatulência),
cefaléia, hipersensibilidade, toxicidade hepática, rash cutâneo, rinite, sinusite. Relatos de disfunção
miocárdica levando à ICC.
Interações Medicamentosas: ver anexo II

4. Fluconazol (FLZ)
Fungistático, hidrossolúvel, amplo espectro, mais eficaz para leveduras (Candida albicans).
Categoria: C
Apresentação: cápsulas de 50, 100 e 150 mg.
Eventos adversos principais: G.I. (dor abdominal, náuseas, diarréia, flatulência, dispepsia,
vômitos), hipersensibilidade, alopecia, anorexia, emagrecimento, cefaléia, convulsões, trombocitopenia,
toxicidade hepática, edema facial, prurido, eritema multiforme.
Interações medicamentosas: ver anexo II

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ANEXO II : INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS DOS ANTIFÚNGICOS
II.1 Antifúngico levando ao aumento do nível plasmático de drogas:
ITRACONAZOL

FLUCONAZOL

Digoxina +
Fluoxetina +
Quinidina +
Vincristina +
Amitriptilina ++
Astemizol ++
Ciclosporina ++
Haloperidol ++
Metilprednisolona++
Anticoagulantes orais+++
Bloqueadores canal de Ca +++
Hidantoína +++
Hipoglicemiantes orais +++
Indinavir, ritonavir +++
Midazolan, triazolan +++
Omeprazol +++
Rifampicina +++
Sinvastatina, lovastatina +++

Antidepressivos tricíclicos +
Cafeína +
Amitriptilina ++
Ciclosporina ++
Teofilina ++
Zidovudina ++
Anticoagulantes orais +++
Bloqueadores do canal de Cálcio +++
Hidantoína +++
Hipoglicemiantes orais +++
Ritonavir, indinavir +++
Midazolan, triazolan +++
Rifampicina +++
Tacrolimus+++

TERBINAFINA
Anticoagulantes orais
Cafeína
Niacina
Teofilina

II. 2 Antifúngico levando à diminuição do nível plasmático de drogas :
FLUCONAZOL
Anticoncepcionais orais
(diminuição do nível de
estradiol e levonorgestrel)
TERBINAFINA
Ciclosporina

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II. 3 Drogas levando à diminuição do nível plasmático de antifúngico:
ITRACONAZOL

FLUCONAZOL

Anfotericina B
Bloqueadores H2, antiácidos
Carbamazepina*
Didanoside
Fenobarbital
Hidantoína
Inibidores de bomba de próton : omeprazol
Isoniazida
Rifampicina
*a níveis indetectáveis

Hidantoína
Rifampicina

TERBINAFINA
Fenobarbital
Rifampicina

Agradecimentos
Este guia de conduta foi baseado principalmente no consenso sobre onicomicoses, realizado no dia 20 de maio de 2005, em São Paulo. Agradecemos a colaboração dos seguintes colegas que participaram ativamente deste evento:
Ana Maria Tchornobay, Celso Luis Madeira, Clarisse Zaitz, Érico de Santis,
Glaysson Tassara, Jane Yamashita, Luis Guilherme Martins de Castro, Nilceo
Michalany, Regina Schechtman, René Diógenes, Rosane Orofino Costa, Silvio
Alencar Marques, Sonia Antunes de Oliveira Mantese, Valéria Maria de Souza Framil.

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